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Instituto Superior de Transportes e

Comunicações

DTIC (Departamento de Tecnologia da


Informação e Comunicação)

Redes de Radio-Comunicações

Eng. Nelson Mandava


Evolução das Redes de Radiocomunicações Móveis

0G 3,5 G
pre- 1G 2G 2,5 G 3 G WiMax
4G
cellular IEEE 802.16m

radio
system

Improved 3,9 G
LTE-A
Mobile
Telephone
Service
WiFi ac, af

• Primeiros • Início da operação • Transmissão


Serviços de telefoniada digital
móvel • Serviços de Melhor suporte • ~10 Mbps
telefonia celular
• Comunicação dados para Tx de • ~100 Mbps
analógica
• Comunicação
• ~ 10kbps dados •< Latência
• Baixa capacidade analógica de voz •~1 Mbps
• Paging • Dados • ~1 Gbps
~100kbps
Eng. Nelson Mandava
Redes de Radio - Comunicações

Sumário – Aula 06

Aula : Teórica 06
Tema: 1

Introdução às Redes de Radiocomunicações

• Dimensionamento da interface de rádio

Continuação…

Eng. Nelson Mandava


Dimensionamento da interface rádio:
• Atribuição rígida ou proporcional;
• Atribuição Troncal

Eng. Nelson Mandava


1.- O que é o dimensionamento da interface aérea
(Rádio)?

Determinação do número de recursos “Rádio” que se devem


atribuir a uma rede rádio (sem fios) para que possam se
efectuar nela as comunicações com umas características de QoS
determinadas.

Canais  Servidores de tráfego (Recursos):


Em FDMA  1 rádio canal (uma ou duas freq – 1 servidor;
Em TDMA  1 servidor é um par de intervalos de tempo;
Em CDMA  C códigos de endereço / rádio canal – C
servidores.

Eng. Nelson Mandava


3.- O que é um Canal de Comunicação móvel?

É um servidor de tráfego

Depende da técnica de multi-Acesso

FDMA  uma ou TDMA  Par de CDMA  C


duas frequências intervalos de tempo códigos/ rádiocanal
 C servidores

Um utilizador  é um Móvel

Eng. Nelson Mandava


2.- Como avaliar a QoS?

Avalia-se mediante o parâmetro GoS (Grade Of Service)

O qual mede a probabilidade de utilizar um servidor,


quando é necessário realizar uma comunicação.

Eng. Nelson Mandava


4.- Qual é o objectivo do dimensionamento da interface
rádio?

A consecução dum equilíbrio entre o GoS e o número de


rádio-canais, posto a disposição da rede ou sistema.

N << M  Número de recursos


inferior ao numero de móveis

GoS Recursos Congestão ou Bloqueio da rede 


situação, na qual estando todos os
recursos ocupados gera-se uma tentativa
de chamada.

Eng. Nelson Mandava


5.- Como atribuir canais numa rede rádio (sem fios)?

Atribuição rígida ou
1 radiocanal proporcional

A um colectivo de M -moveis
M - móveis lhe é atribuído um rádio-canal
na sua zona de cobertura
Servidor
PMR com pequeno
número de EM

Mais simples

Eng. Nelson Mandava


Dimensionamento com Atribuição rígida ou
proporcional
Utilizada em redes
pequenas PMR - que
utilizam apenas 1
rádiocanal na sua zona
de cobertura.

Aqui não há filas de espera de chamadas, senão acesso


controlado por escuta, de forma que a chamada é estabelecida
quando há constância de que o canal está livre
Necessidade do cálculo do Número de móveis por canal
para um GoS
Eng. Nelson Mandava
5.- Como atribuir canais numa rede rádio (sem fios)?

N radiocanal
Atribuição troncal
1 radiocanal

Constitui-se um depósito de N
Fila de - rádiocanais aos que podem
espera
M - móveis aceder M - móveis.

Servidor Toda Estação Móvel (EM) pode


tomar qualquer rádiocanal
M - móveis
PAMR / PLMN
Mais complexa, mais eficaz

Eng. Nelson Mandava


Revisão dos conceitos de Engenharia de tráfego

HMM  Hora de maior movimento (Busy hour)  é o


somatório dos períodos de maior produção de chamadas
(3600 segundos)

Regímem de chegada de chamadas: A probabilidade de


que cheguem n- tentativas de chamadas num intervalo
de tempo t (lei de Poisson)
  t 
n
p (n, t )   . t  e n!

λ  Taxa de chegadas (const)  número de tentativas/


unidade de tempo.
Eng. Nelson Mandava
Revisão dos conceitos de Engenharia de tráfego

HMM  Hora de maior movimento (Busy hour)  é o


somatório dos períodos de maior produção de chamadas
(3600 segundos)

Tempo entre chegadas (lei exponencial negativa)


  t 
p(t )   . e
Distribuição do tempo de serviço (duração média das
chamadas:
  t 
f (t )   . e
Valor médio H  1

Eng. Nelson Mandava
Revisão dos conceitos de Engenharia de tráfego

Num sistema com M – moveis, se cada móvel realiza, em


média, L chamadas na HMM com duração média de H
segundos, a intensidade do tráfego oferecido aos N
servidores será:

M .L.H Tempo de ocupação dos servidores


A Erl 
3600 Tempo de referência

Eng. Nelson Mandava


Revisão dos conceitos de Engenharia de tráfego

A intensidade do tráfego pode-se referir a:


λ MLH
A  Erl ;
μ 3600
ML
λ  Taxa de chamadas (Call Rate);
3600
chamada
λ  Call intensity
Unidade tempo
1
μ  Recíproco do tempo médio de ocupação
H
H  Duração média duma chamada

Eng. Nelson Mandava


Se, estando ocupados todos os N - servidores, se gera uma
nova tentativa de chamada, esta não poderá ser atendida
 Congestão ou Bloqueio

Sistemas rádio
Segundo a forma com
que o terminal reage

Sistemas de perdas Sistemas de espera


Uma chamada que se encontra numa
Uma chamada que se encontra
situação de congestão entra numa fila
numa situação de congestão
de espera e será atendida quando se
abandona o sistema.
libere um canal .

Chamada perdida Chamada em espera

Eng. Nelson Mandava


Grau de serviço (GoS)  é a probabilidade percentual de:

1.- Perdas Sistemas de perdas

2.- Espera superior Sistemas de espera


a um tempo
determinado

Eng. Nelson Mandava


Sistemas de perdas
Para os sistemas de perdas, o GoS é
igual a 100p, sendo p a probabilidade
de perda ou bloqueio (dada pela
formula de Erlang)

AN
p  B  N , A  N N ! K
A
k  0 k!

N  Numero de servidores;
A  Tráfego oferecido

Eng. Nelson Mandava


Sistemas de perdas

Eng. Nelson Mandava


Sistemas de perdas
Rádio-canais Tráfego cursado 
ocupados

M-
A . 1  B N , A) 
móveis

Tentativas de
chamadas
Servidor Tráfego perdido 

Chamada A . BN , A) 
perdida

Eng. Nelson Mandava


Sistemas de perdas (Erlang “B”

Rádio-canais A oferecido  Acursado  Aperdido


ocupados
Rendimento de utilização dos
M- servidores:
móveis A

Tentativas de N
chamadas O Grau de serviço vem dado por
Servidor
GoS (%)  100 . B( N , A)
Chamada
perdida
O Grau de serviço sole estar entre (1 e 2%) e o tráfego por
terminal móvel (17- 25)mE
Eng. Nelson Mandava
Servidores?:
- Bloqueio;
- Espera

N recursos ?

Eng. Nelson Mandava


Sistemas de espera

Nos sistemas de espera a


probabilidade de que uma
chamada tenha que esperar vem
dada por la formula de Erlang
“C”
1
p  C ( N , A) 
 A  N ! N 1 Ak
1  1   N 
 N  A k  0 k!

Congestionamento do tráfego “C” Fracção do


tráfego oferecido que não é transportado

Eng. Nelson Mandava


Sistemas de espera

Eng. Nelson Mandava


Sistemas de espera

A probabilidade duma espera W superior a um tempo dado


Wo, para chamadas que esperam

  ( N  A ) wo 
 H 
p (W  Wo )  exp

O Grau de Serviço

 Wo 
  ( N  A ). H 
 
GoS (%)  100 . C ( N , A). exp

Eng. Nelson Mandava


Sistemas de espera

Se o tempo de espera faz-se igual ao tempo medio de


duração da chamada H
 ( N  A).
GoS (%)  100 . C ( N , A). exp
Tempo medio de espera
H
W  C ( N , A)
NA
O comprimento médio da fila será

L W   Numero médio de chamada na fila

Eng. Nelson Mandava


Dimensionamento por Atribuição rígida ou
proporcional

  (1 A ).Wo 
 H 
GoS (%)  100 . A . exp
A é obtida por iteração

O número de móveis será:

 A
M  INT  
a
Eng. Nelson Mandava
Dimensionamento por Atribuição troncal
Baseia-se

Princípio de concentração de utilizadores

Um conjunto limitado de recursos “N” põe-se a


disposição dum número elevado de potenciais
usuários “M”
N << M

Estatisticamente está demonstrado que os utilizadores usam os recursos


durante um tempo limitado, pelo que apenas uma fracção de
utilizadores estão activos, usando os recursos num tempo determinado

Eng. Nelson Mandava


Dimensionamento por Atribuição troncal
Requisito fundamental

Todos os potenciais utilizadores podem aceder de forma


automática a quaisquer dos recursos

Multi-acesso de concentração de enlaces ou troncal


(Trunking)

Os “N” servidores constituem um depósito de canais (pool)


disponível por parte dos utilizadores

Eng. Nelson Mandava


Dimensionamento por Atribuição troncal
Aporta

Melhoras na qualidade GoS, permite aumentar o número


de terminais em comparação com o método proporcional

A atribuição de frequência não é rígida.

O canal só é atribuído quando é demandado, minimizando o tempo


de des-ocupação

Utilizado em redes PAMR e PLMN

Eng. Nelson Mandava


Dimensionamento para canais de tráfego

Cálculo do número de
Radio-canais recursos necessários “N”
para dar serviço a “M”
móveis com um GoS
especificado

Problema directo

Servidor
M-
móveis

Eng. Nelson Mandava


Dimensionamento para canais de tráfego

Cálculo do número de
Radio-canais móveis “M” aos que é
possível atender com “N”
servidores e um
determinado GoS

Problema inverso

Servidor
M-
móveis

Eng. Nelson Mandava


Questões

Eng. Nelson Mandava


“Pouco conhecimento faz com que
as pessoas se sintam orgulhosas.
Muito conhecimento, que se sintam
humildes. É assim que as espigas
sem grãos erguem
desdenhosamente a cabeça para o
Céu, enquanto que as cheias as
baixam para a terra.”

Eng. Nelson Mandava


Obrigada pela Atenção
Dispensada

Eng. Nelson Mandava