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(1140-1385) FORMAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO PRECOCE DO ESTADO PORTUGUÊS

 Árabes na Península Ibérica e a Guerra de Reconquista:

 Tomada da Península Ibérica pelos Árabes:

No séc. V a província Romana de hispânica era habitada principalmente pelos visigodos. Com a

queda do império romano eles criaram o seu próprio reino com capital em Toledo.

No início do século 8 o general árabe tarik invadiu a península ibérica pelo Estreito de Gibraltar,

ocupando o território da península exceto por uma estreita faixa no Norte, Astúrias.

Das Astúrias iniciou-se a Guerra de Reconquista E durar guia do século 8 até 1492. Nestes oito

séculos de guerra formaram-se os reinos de Portugal ,Leão, Navarra e Aragão (os últimos 3

formariam o que hoje é a Espanha).

 (1140 a 1383) dinastia de Borgonha e o nascimento de Portugal.

Portugal nasceria do Condado portucalense dado a Henrique de Borgonha por Afonso VI em

virtude de sua atuação na Guerra de Reconquista. Afonso Henriques, filho de Henrique de

Borgonha, posteriormente, vence os Castelhanos e proclama a independência do Condado

Portucalense fundando Portugal.

Dedicado a expansão territorial na luta contra os muçulmanos, o poder real fortaleceu-se e se

centralizou precocemente em Portugal. Paralelamente a economia portuguesa florescia com

agricultura do império e o comércio favorecido pela posição geográfica no litoral.

 Estado português e suas relações com a Igreja Católica (Beneplácito e Padroado).

Durante a guerra de reconquista contra os muçulmanos houve grande aproximação entre o estado

português e a Igreja Católica. Desse processo, surgem as instituições do Beneplácito e do

padroado.
Padroado: a igreja considera o rei o padroeiro da expansão da fé cristã naquele território sobre o

seu controle e então o torna responsável pela manutenção da igreja nessas regiões inclusive a

remuneração do clero. Em troca o Estado fica com o dízimo.

Beneplácito: já que o rei é o padroeiro da expansão da fé cristã, então ele compartilha autoridade

papal nesses territórios. Por exemplo, se o Papa de alguma ordem, ela só vigorará nesses

territórios se o rei der o seu beneplácito.

 O Renascimento Comercial Europeu e união Burguesia-Monarca:

 A queda do Califado de Bagdá e o renascimento do comércio europeu:

O processo que desencadearia a idade moderna começará no Século XI com a queda do Califado

de Bagdá.

Sua decadência e fragmentação representam o fim do domínio árabe sobre o mediterrâneo, cujo

monopólio marítimo remontavam século 7.

A partir daí ocorre renascimento comercial europeu, de forma muito intensa e no, século 15, o

comércio já era a atividade mais lucrativa.

 A burguesia enriquecida e o fortalecimento do poder monárquico (centralização do

poder):

O mesmo processo que ocorrera em Portugal, passa a se desenrolar com outros países europeus.

A burguesia comercial aumenta o seu poder econômico, medida que a nobreza feudal o perde, no

entanto, a nobreza ainda mantém o poder político.

Com a finalidade de ter não só o poder econômico, mas também o poder político a burguesia

aproxima-se do Monarca, cujos poderes estavam limitados pelas relações feudais.

Fortalecendo o monarca, a burguesia buscava contrapor o poder da nobreza e desenvolver um

governo que lhe fosse favorável.


 Assim três pontos básicos aproximam os países ocidentais: comércio, burguesia e

monarquias fortes.

 O fortalecimento do comércio português, a peste negra e a Guerra dos Cem Anos de 1347

a 1351:

A expansão da peste negra impossibilitou se as rotas terrestres pelo centro da Europa, que ligavam

o comércio Mediterrâneo e o comércio no Mar do Norte.

Isso fez de Portugal importante entreposto comercial de Flandres (principal centro comercial do

Mar do Norte) e Gênova e Veneza (os grandes Centros Comerciais do mediterrâneo), isso durante o

século 15.

Adicione-se a isso a Guerra dos Cem Anos entre Inglaterra e a França que também dificultou o

comércio interno do país mais populoso da Europa: a França.

Tais fatores enriqueceram a burguesia lisboeta

 Revolução de Avis 1383 a 1385:

 Choque entre a Nobreza e a Burguesia:

Com a morte de Dom Fernando, último rei da dinastia de Borgonha, a sua sucessão colocou em

choque a burguesia e a nobreza.

A viúva do Rei Dona Leonor e a nobreza queria uma anexação de Portugal a Castela, alegando que a

filha do rei falecido era casada com o rei castelhano.

O povo e a burguesia queriam manter a independência portuguesa. Assim apoiaram Dom

João, mestre da Ordem Militar de Avis, como “ defensor e regedor do reino”.

Após várias batalhas Dom João derrotou os Castelhanos e tornou-se Dom João I fundador da

Dinastia de Avis.

Com o apoio da burguesia fortalecida pelo Renascimento Comercial, D. João I centraliza o poder

português.

A nova dinastia derrota o frágil regime feudal e Portugal torna-se o 1º pais moderno da Europa.