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(1385-1580) A DINASTIA DE AVIS – A EXPANSÃO COMERCIAL PORTUGUESA E

SUAS RELAÇÕES COM O SURGIMENTO DO MUNDO MODERNO

Após a Revolução de Avis e a centralização política do poder nas mãos do Monarca,


através de sua aliança com burguesia, Portugal é, como vimos, o primeiro estado moderno
do mundo.
Ou seja, é o primeiro a centralizar uso legítimo da força e da tributação.
Assim passa a dedicar-se a ampliação de suas atividades comerciais através da expansão
marítima.

 O Mercantilismo e a Revolução comercial:

O Mercantilismo (ou Capitalismo Comercial) é fruto da revolução comercial que


desenrola-se do século 15 ao século 18 e fortalece a burguesia comercial Europeia, cuja
aliança com a monarquia a fortalece e permite a centralização do poder nas mãos do
monarca derrubando o regime feudal.

 Princípios do Mercantilismo:

1. Comércio controla a produção.


2. Comércio mais lucrativo que a produção.
3. Busca por uma balança comercial favorável.
4. Bulionismo.

 A Repetição da aliança burguesia- monarca no resto do Mundo:

Essa Revolução ComerciaL permite que mesmo processo que ocorrera em Portugal, se
desenrole com outros países europeu.
No entanto, toda a burguesia comercial da Europa levaria um duro golpe, assim como
todo o comércio europeu, após a tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos.

 1453. A tomada de Constantinopla pelos Turcos-Otomanos ( início da idade


moderna):

Com a tomada da importante cidade comercial de Constantinopla e de todo o Estreito de


Bósforo pelos Turcos-Otomanos o comércio entre a Europa e a Ásia declinou
subitamente.
Nem por terra nem por mar os mercadores cristão conseguiriam passagem para as rotas
que levaram à Índia e a China, de onde provinham as especiarias usadas para conservar os
alimentos, além dos artigos de luxo e para onde se destinavam as mercadorias europeias
mais valiosas.
Desta forma as nações europeias iniciaram projetos para o estabelecimento de rotas
comerciais alternativas.

 A experiência marítima portuguesa e a busca por uma rota comercial alternativa:

No contexto de perda das rotas comerciais tradicionais, após a dominação de Constantinopla


e de todo o Estreito de Bósforo pelos Turcos-Otomanos, Portugueses e Espanhóis
aproveitaram sua posição geográfica e expertise naval para tentar um caminho ao redor da
África.

 A Expansão Marítima Portuguesa - de onde vem a expertise naval portuguesa?

 A expansão marítima portuguesa e a expansão do cristianismo:

A Expansão Marítima Portuguesa não começa primordialmente por motivos econômicos,


mas para fomentar a expansão da fé cristã, na continuação do combate aos mouros.

 Périplo Africano:

A expansão ultramarina portuguesa teve como marco inaugural a Tomada de Ceuta, Cujo
desenrolar a expansão pela África, seria conhecido como o périplo africano.
Importante compreendermos que após a conquista de Ceuta os portugueses levaram mais
de um século para atravessar o Cabo da Boa Esperança, avançando “uma feitoria por vez”.

 Controle dos entroncamentos comerciais pelas Feitorias:

Ou seja, a expansão portuguesa pela África, avançou através do controle de


entroncamentos comerciais continentais, que tinham como objetivo financiar a expansão
do cristianismo.

 O interesse comercial na expansão marítima portuguesa:

Esta expansão marítima só ganhará forte interesse comercial após a tomada de


Constantinopla em 1453, já que o controle turco otomano do entreposto de comércio de
especiarias orientais, prejudicou muito os comerciantes europeus, a exceção dos
venezianos que continuaram a lucrar com esse comércio em parceria com os otomanos.
Frustradas, cidades com Gênova, muito prejudicado com a perda comercial, passam a
financiar a busca por rotas alternativas ao Oriente.

Assim Gênova passa a financiar explorações marítimas portuguesas nesse sentido.

 Lembremo-nos que Cristovam Colombo era genovês.

 A utilização das feitorias africanas nas navegações portuguesas:

As feitorias portuguesas na África já existiam no decorrer do périplo africano localizando-


se em importantes entroncamentos comerciais no continente. Além disso estas foram
utilizadas como bases de suporte aos navios Portugueses e como forma de reforçar o
domínio português nessas regiões.

 A importância do Atlântico Sul para os portugueses:

Diante da necessidade de reforçar sua posição estratégica na região e o controle da linhas


de comércio, Portugal se utiliza de suas feitorias para manter controle estratégico do
Atlântico Sul.

 A chegada de Vasco da Gama as índias e o deslocamento do foco estratégico do


Atlântico Sul para o Oceano Índico:

E 1498 Vasco da Gama chega a Calicute e Portugal inicia o lucrativo comércio de especiarias que
se tornaria sua prioridade. Assim desloca o foco do Atlântico Sul para o Oceano Índico.
No entanto, o Atlântico Sul não é dispensável diante de sua função estratégica de acesso ao
Cabo da Boa Esperança e aos domingos portugueses na América.
Assim Portugal constrói feitorias também no litoral brasileiro para as semelhanças do litoral
africano dá suporte a sua Frota e comerciar com os nativos através do escambo.

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