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Resumo Anestesiologia N1

Anatomia
Nervo maxilar= passa pelo forame redondo do osso esfenoide

Nervo madibular = passa pelo forame oval do osso esfenoide


maxila
• Nervo alveolar superior posterior
-inerva os molares, excerto a raiz mesio-vestibular do 1º molar e a
gengiva vestibular dos molares
• Nervo alveolar superior médio
-inerva os pré-molares, gengiva vestibular e a raiz mesio-vestibular do 1º
molar
• Nervo alveolar superior anterior
-inerva caninos e incisivos e gengiva
• Nervo nasopalatino
-inerva a gengiva palatina de canino a canino
• Nervo palatino maior
-inerva gengiva palatina dos pré-molares e molares
mandíbula
• Nervo alveolar inferior
-inerva todos os dentes até a linha média (esquerda ou direita)
• Nervo bucal
-inerva tecidos moles e periósteo dos molares
• Nervo mentual
-inerva o mucoperiosteo bucal da região pré-molares, caninos e incisivos
• Nervo lingual
-2/3 anteriores da língua, assoalho, tecidos moles e periosteo
Biossegurança e armamentário
• Seringa
-Devem ser duráveis e com capacidade de suportar muitas vezes a
esterilização, se for descartável deve ser acondicionada em embalagem
estéril, devem ser capazes de aceitar uma grande variedade de cartuchos,
leves e terem aspiração efetiva!
-Toda seringa com aspiração possui o ARPÃO, que é utilizado para
penetrar a tampa grossa do cartucho de anestésico.
Seringa com aspiração metálica de
Seringa com aspiração plástica
carga lateral
reutilizável
(De escolha)
Cartucho visível com
O plástico elimina a aparência
aspiração com uma
clinica metálica, leveza que
das mãos, é
proporciona melhor sensibilidade
autoclavavel,
Vantagens durante a injeção, o cartucho é
resistente a ferrugem
visível, custo baixo, resistente a
e de duração longa
ferrugem e de duração longa com
com a devida
a devida manutenção
manutenção
É mais pesada que a
seringa plástica,
Tamanho que pode ser grande
pode ser grande
para operadores pequenos,
demais para
possibilidades de infecção com o
Desvantagens operadores pequenos
cuidado inadequado,
e existe
deteriorização do plástico com
possibilidades de
autoclavagem excessiva
infecção com o
cuidado inadequado

Seringas com autoaspiração = produz uma pressão negativa no cartucho de


anestésico da seringa que permite a aspiração, sendo necessário apertar e retirar
o dedo do anel da seringa
Qual a importância da aspiração?
É de fundamental importância a aspiração da solução anestésica antes e durante
a administração, pois, dessa forma, se previne a injeção intravascular e a
ocorrência de reações adversas atribuídas à overdose.

• Agulha
Partes da agulha
-bisel= ponta ou extremidade da agulha
-corpo= peça longa
-fixação= peça plástica ou metálica onde a agulha fica presa
-extremidade de penetração no cartucho= perfura a tampa do anestésico,
se situa dentro do cartucho

Calibre
-diâmetro da luz da agulha
30 G= menor calibre
27G*= maior calibre
Melhores, menos riscos de fratura
25G= maior calibre
-deflexão=quando a agulha penetra uma quantidade maior de tecido mole,
quando a ponta é desviada, quanto maior o ângulo do bisel, maior o grau
de deflexão
Comprimento da agulha
-longas(30 a 35mm), curtas(20 a 25mm) e ultra-curtas
• Cartucho
-preenchido com 1.8 ml de solução
-o numero de mg pode ser calculado multiplicando o valor do ml 1,8 pela
porcentagem do anestésico, por exemplo 2%= 36 mg

Etapas de preparo da seringa:


1. Puxe o pistão da seringa carpule
2. Introduza o cartucho
3. Introduza o arpão do cartucho fazendo uma leve pressão no anelda
carpule com o dedo, não excedendo a força pois o vidro do
cartucho pode rachar
Etapas para inserção:
1. Agulha
-trocar a agulha após 3 ou 4 inserções no tecido
2. Verifique o fluxo de solução anestésica
-expelir algumas gotas da solução
3. Verifique a temperatura do cartucho
-o cartucho deve sempre estar em temperatura ambiente
4. Posicione o paciente
-cabeça e coração paralelos ao chão e pés ligeiramente levantados
5. Seque o tecido
-com gaze
6. Antisséptico tópico
-pode ser meerthiolate, os com álcool causam irritação a mucosa
7. Anestésico tópico
-pequenas quantidades, com cotonete estéril
8. Comunique-se com o paciente
9. Estabeleça um apoio firme para mão
-não apoie o cotovelo no braço do paciente pode apoiar no tórax
10. Estique o tecido
11. Introduza a agulha
12. Aspire
-aspiração positiva= coloração vermelha
-aspiração negativa=indica que a agulha esta no nervo e pode prosseguir
13. Registre a injeção na ficha do paciente
Farmacologia dos anestésicos locais

O potencial de ação que ocorre na célula é o responsável pelo estimulo da dor,


fazendo com que entre sódio na célula nervosa (Na+) e estimulando a dor! A
função do anestésico local é inibir o potencial de ação, fazendo com que não aja
dor, de forma reversível, todo anestésico possui uma parte ionizada AL+ e não
ionizada AL, a parte não ionizada é a responsável por entrar na célula e lá dentro
2/3 se transformam em AL+ e este por sua vez é responsável por bloquear o
canal de sódio e impedir que o íon na célula, e consequentemente, bloqueando a
dor.
-pka AL+
-ph AL+
• Porque os anestésicos locais não funcionam em tecido inflamado?
Para ter efeito o anestésico local precisa entrar na membrana, a fração
responsável pela entrada do AL na membrana é a forma não ionizada e a
responsável pelo efeito é a forma ionizada. Quando um tecido está
inflamado há uma queda no seu pH, em pH baixo de vido ao gradiente
pKa há uma diminuição n a forma não ionizada, diminuindo a penetração
do AL na membrana, retardado o início do efeito do AL.
Anestésicos
No SNC, o estímulo é seguidode depressão idêntica à causada pelos anestésicos
ge-rais, nos quais doses extremamente altas prejudicam afunção respiratória,
podendo levar a óbito por asfixia
-A duração da anestesia é determinada pelo graude ligação protéica
• Lidocaína

• Prilocaína
-Apresenta uma potência e toxicidade duas vezes maior que a lidocaína
-início de ação mais retardado, por volta de 2 a 4 minutos. A dose máxima
recomendada é de 6,0 mg/kg, não excedendo 400mg ou 7 tubetes
anestésicos na concentração de 4%, no paciente adulto. A concentração
odontológica eficaz é de 4%.
• Mepivacaina
-Apresenta potência e toxicidade duas vezes maior que a lidocaína, tendo
o seu início da ação por volta de 1 ½ a 2 minutos. A dose máxima é de 6,6
mg/kg, não devendo ultrapassar 11 tubetes anestésicos. A concentração
odontológica eficaz é de 2% (com vasoconstritor) e de 3% (sem
vasoconstritor).
• Bupivacaína
- Apresenta potência quatro vezes maior que a lidocaína e uma toxicidade
quatro vezes menor. Inicia sua ação por volta de 6 a 10 minutos.
Apresenta uma dose máxima recomendada de 1,3mg/kg, não devendo
ultrapassar 90mg ou 10 tubetes. Quanto ao tempo de duração, a anestesia
mandibular pode persistir de 5 a 9 horas.
• Articaína
-Sua dose máxima recomendada é de 6,6mg/kg, não ultrapassando 500mg
ou 6 tubetes
Vasoconstritores
-A principal vantagem é a absorção lenta do sal anestésico, que reduz a
toxicidade deste, aumenta a duração da anestesia, possibilita o uso de
quantidades menores de solução, além de aumentar o efeito anestésico e ontribui
para hemostasia (diminui o sangramento)
Noradrenalina =eleva as pressões sistólica e diastólica e praticamente não
interfere com a frequência cardíaca. Por induzir vasoconstrição mais acentuada,
o dano tecidual é maior, o que leva alguns autores desaconselharem o uso deste
vasoconstrictor.
Felipressina= não deve ser usada em gravidas= contração uterina!!!
Como contra-indicações no uso de vasocontritores, a literatura cita angina
pectóris instável, infarto do miocárdio recente (até 6 meses), acidente vascular
cerebral recente, cirurgia de revascularização miocárdica recente, arritmias
refratárias, insuficiência cardíaca congestiva intratável ou não-controlada,
hipertensão grave não-tratada ou não-controlada, hipertireoidismo não-
controlado, diabete mellitus não-controlado, feocromocitoma e hipersensão



• Metahemoglobinemia
-cianose que ocorre na ausência de anormalidades cardíacas e/ou
respiratórias, podendo ser congênita ou adquirida. Os anestésicos que
mais causam são a prilocaína, a articaína e a benzocaína (uso tópico), os
quais devem ser evitados em grandes cirurgias, portadores de
insuficiência cardíaca, respiratória ou doenças metabólicas e em gestantes,
por causa do risco do feto vir a contrair a doença. O paciente se apresenta
letárgico, as mucosas cianóticas, dificuldades respiratórias e a pele em
tom cinza pálido. O seu tratamento se dá através da administração
intravenosa de azul-de-metilenoa 1% (1,5mg/Kg), podendo a dose ser
repetida a cada 4 horas até a cianose ser debelada

Técnicas anestesias maxilares


Tipos:
• Infiltrativa/ infiltração local
-local, o tratamento é realizado na mesma área de incisão da anestesia
-por exemplo na papila interproximal antes do alisamento radicular
• Bloqueio de campo
-anestesio é injetado próximo aos ramos nervosos terminais maiores, o
tratamento é realizado em uma área distante do local de aplicação da
anestesia
-circunscritos= 1 ou 2 dentes
-exemplo= ápice do dente
• Bloqueio de nervo
-anestesia é depositada próximo a um tronco nervoso principal,
normalmente distante da área de tratamento
-controle da dor de um quadrante
-por exemplo= nervo nasopalatino...
• Supraperiosteal
-indicadas para regiões circunscritas de incisivos tanto superiores quant
inferiores
-é uma técnica de bloqueio de campo!!!!!!
-anestesia grandes ramos do plexo dentário (polpa e raiz do dente,
periósteo vestibular, tecido conjuntivo e mucosa

Técnica:
1. Agulha 27G
2. Incisão na altura da prega vestibular no ápice do dente escolhido (raiz)
3. A agulha, normalmente, não entra mais que alguns milímetros, não deve
haver resistência
4. Realizar a aspiração e caso for negativa injetar 1/3 do tubete por 20 seg
5. Retirar a agulha e aguardar de 3-5 min antes de começar o tratamento

• Bloqueio do nervo alveolar superior posterior


-essa técnica anestesia os molares, do 3º ao 1º , menos a raiz mesio-
vestibular do 1º molar superior
Técnica:
1. Agulha 27 G
2. Altura da prega mucovestibular, acima do 2 molar ou terceiro molar,
próximo ao tuber da maxila
3. Posição da agulha= para cima, para dentro e para trás
4. Para anestesiar o lado esquerdo deve-se posicionar em 10 horas e para o
lado direito em 8 horas

• Bloqueio do nervo alveolar superior médio


Técnica:
1. Agulha 27 G
2. Altura da prega mucovestibular do 2º pré molar superior
3. Aspirar
4. Depositar 2/3 do tubete por 30 a 40 seg
• Bloqueio do nervo alveolar superior anterior/ infraorbitario
Técnica:
1. Agulha 27G
2. Prega mucogengival do 1º pre molar , abaixo do forame
infraorbitário (meio da pupila)
3. Manter o dedo pressionando o forame infraorbitário para impedir
que o anestésico difunda para a região orbital
4. Manter a agulha paralela em direção ao forame
5. Em adultos a agulha normalmente penetra 16 mm, pode-se medir
esse comprimento usando os dedos, colocando um no foramem e
outro no local da incisão
6. Ao final, o forame não deve mais ser palpável, pelo volume de
solução
Sintomas:
-formigamento das pálpebras inferiores, asa do nariz e lábio superior

ANESTESIA DO PALATO
-são as mais doloridas, mas com o auxilio de anestésico tópico e a pressão feita
pela haste do cotonete, utilizado para aplicar o anestésico, minimizam a dor do
paciente, pela isquemia momentânea no local
• Bloqueio do nervo palatino maior

-a agulha deve entrar mais ou menos 5mm

-distalmente do 2º molar= área de incisão


• Bloqueio do nervo nasopalatino
-2 tecnicas= 1ª de injeção única e a 2ª com 3 injeções (essa é menos
traumática)
-1ª técnica= meio dos incisivos centrais, tendo como alvo o forame
incisivo, a agulha deve entrar 5 mm, não deve entrar mais pode pode
penetrar o assoalho do nariz, aplicar em um ângulo de 45 graus e não
injetar rápido o anestésico
2ª técnica= área de incisão é o no freio labial, entre os incisivos superiores
centrais, na papila
-1ª injeção= bloqueio do freio labial
-2ª injeção=ângulo reto em relação a papila interdentária
-3ª injeção=45º em relação a papila
Técnicas anestésicas mandibulares

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