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TRT 1ª Região

Língua Portuguesa
Morfossintaxe do Período Simples e Pontuação

Livro Eletrônico
LÍNGUA PORTUGUESA
Morfossintaxe do Período Simples e Pontuação
Prof. Elias Santana

SUMÁRIO
Apresentação..............................................................................................3
Bloco I – Morfologia.....................................................................................9
A Divisão da Morfologia.............................................................................. 10
Bloco II – Sintaxe (Parte I)......................................................................... 23
Bloco III – Sintaxe (Parte II)....................................................................... 41
Bloco IV – Sintaxe (Parte III)...................................................................... 58
Bloco V – Pontuação.................................................................................. 72
A Pontuação e a Ordem Direta.................................................................... 73
A Pontuação e os Termos Ligados ao Nome................................................... 79
As Enumerações........................................................................................ 80
A Pontuação e Outras Funções Sintáticas...................................................... 83
Questões de concurso................................................................................ 94
Gabarito................................................................................................. 139
Gabarito Comentado................................................................................ 140
Classes Gramaticais Fechadas................................................................... 191
Conectivos.............................................................................................. 192

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LÍNGUA PORTUGUESA
Morfossintaxe do Período Simples e Pontuação
Prof. Elias Santana

ELIAS SANTANA
Licenciado em Letras – Língua Portuguesa e Respectiva Literatura –
pela Universidade de Brasília. Possui mestrado pela mesma instituição,
na área de concentração “Gramática – Teoria e Análise”, com enfoque
em ensino de gramática. Foi servidor da Secretaria de Educação do DF,
além de pro­fessor em vários colégios e cursos preparatórios. Ministra
aulas de gramá­tica, redação discursiva e interpretação de textos. Ade-
mais, é escritor, com uma obra literária já publicada. Por essa razão,
recebeu Moção de Louvor da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Apresentação

Olá, futuro(a) servidor(a) do TRT 1!

É com imensa satisfação que falo com você, por este PDF! Hoje, dia 19 de mar-

ço de 2018 (dia de São José), foi anunciado um aguardado concurso: o Tribunal

Regional do Trabalho da 1ª Região! É uma oportunidade incrível para aqueles que

desejam trabalhar no Poder Judiciário!

Nosso objetivo é demasiadamente claro: entender o português na AOCP! E isso

não é um trabalho tão complicado quanto parece. Para lograr êxito, preciso que

você tenha EMPENHO, RESPONSABILIDADE e CONFIANÇA. O primeiro é a chave

para se alcançar qualquer objetivo. O segundo corresponde à sua habilidade em

responder à missão – que é entender como é cobrada é língua portuguesa em pro-

vas. O terceiro é um pedido: segure a minha mão e me acompanhe pelo percurso

de aprendizado que vou te propor. Cada palavra, cada parágrafo, cada seção, cada

arquivo foi pensado pautado em pressupostos teóricos de linguística e cognição.

Tenho certeza de que, juntos, alcançaremos resultados surpreendentes.

Além disso, quero tornar você, amigo(a), um candidato capaz de resolver qual-

quer questão acerca dos assuntos abordados! Língua portuguesa é, comprovada-

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mente, a matéria que mais reprova em concursos públicos (em médias absolutas).

Isso aumenta a importância dessa disciplina. O meu objetivo é fazer com que a

gramática não seja mais o seu obstáculo, mas que ela passe a ser o seu diferencial.

Você vai usar esse conteúdo para, já no início da prova, estar à frente dos demais

candidatos. Nosso caminho é longo, mas, com disciplina e dedicação, você poderá,

em breve, dizer: “a vaga é minha!”

Conforme expus anteriormente, acredito em um melhor ordenamento para tra-

tar das questões linguísticas. Por esse motivo, respeite a disposição das aulas que

estabeleci. O entendimento do segundo PDF depende da compreensão do primeiro.

Já para entender o terceiro, você precisará compreender o primeiro e o segundo.

Acredito que você tenha entendido! Meu curso é baseado em construção de pré-re-

quisitos que são exigidos não por mim, mas por SEU CÉREBRO! Respeitar sua ca-

pacidade neuronal é, com certeza, o melhor caminho para chegarmos ao resultado

esperado. Por isso, veja a ordem do nosso trabalho:

Aula 1: Morfossintaxe e pontuação do período simples

Aula 2: Morfossintaxe e pontuação do período composto

Aula 3: Pronomes oblíquos átonos, SE, QUE e crase.

Aula 4: Ortografia, acentuação e processo de formação de palavras

QUEM É ELIAS SANTANA?

Sou licenciado em Letras - Língua Portuguesa e Respectiva Literatura - pela

Universidade de Brasília. Possuo mestrado pela mesma instituição, na área de con-

centração “Gramática - Teoria e Análise”, com enfoque em ensino de gramática. Fui

servidor da Secretaria de Educação do DF, além de professor em vários colégios e

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cursos preparatórios para concursos, vestibulares e ENEM. Ministro aulas de gra-

mática, redação discursiva e interpretação de textos. Ademais, sou escritor, com

uma obra literária já publicada. Por esta razão, recebi Moção de Louvor da Câmara

Legislativa do Distrito Federal.

Tenho uma grande paixão: a língua portuguesa. Desde os 11 anos, escrevo

rotineiramente poesias. Aos 17 – idade em que publiquei minha primeira obra –,

decidi que trilharia meu futuro profissional como professor de português. Pela mi-

nha grande facilidade com a língua, aos 19 tive minha primeira sala de aula, em

um curso preparatório para vestibulares. De lá para cá, nunca mais parei. Minha

orientadora do mestrado me definiu, no dia da defesa da minha dissertação, como

“um caso raro de professor por vocação”.

METODOLOGIA

Para alcançarmos o melhor rendimento, cada arquivo terá a seguinte divisão:

- Engenharia reversa

- Explicação objetiva

- O que cai, Elias?

- Mapa mental

- Questões comentadas.

A engenharia reversa é um processo adotado em inúmeras ciências, que signi-

fica, em termos populares, começar pelo fim.

Se fôssemos seguir a ordem natural, primeiramente, precisaríamos conhecer a

gramática para, depois, resolver questões que a cobram. Esse procedimento fun-

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ciona, mas apresenta um problema sério: a duração longa. Saber gerir o tempo é

fundamental ao longo do processo de preparação para concursos.

Qual é o nosso objetivo? Saber resolver questões da banca AOCP. Então co-

meçaremos pelo objetivo! Entregarei a você, antes de iniciar cada PDF, o que as

questões dessa organizadora exigem do candidato para um determinado assunto.

Eu, com a minha experiência, vou dizer a você “a AOCP costuma cobrar os assunto

X, Y e Z; todavia, para entendê-los, você antes deve conhecer os conteúdos A, B

e C”. Eu “desmontei a máquina do AOCP” para você, e a sua missão será entender

o funcionamento de cada uma das peças que a compõem. Isso é para que, desde

o início do PDF, você tenha em mente, com clareza, qual é o seu objetivo e do que

você precisa para alcança-lo.

A explicação desse arquivo deve ser objetiva e sintética, com o objetivo de dis-

cutir estritamente o que é visto com frequência em provas. Explicações longas e

com informações diversas já são encontradas em diversas gramáticas técnicas de

língua portuguesa.

“O que cai, Elias” é o resumo do assunto. É literalmente discutir o que cai e

como cai em provas.

O mapa mental é a forma visual de guardar o conteúdo. A ideia é olhar para o

mapa mental e acessar rapidamente em seu cérebro assuntos ligados a um deter-

minado tópico da matéria.

Quem se prepara para concursos públicos tem a obrigação de fazer muitas

questões. O maior objetivo de um candidato não é aprender português, mas sim

aprender a fazer questões de português. A parte das questões, em minha opinião, é

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a mais importante do material. Você vai observar que, ao longo da explicação teóri-

ca, eu insiro questões de diversas bancas, mas que possuem bom suporte didático

para o assunto em questão. Ao final, você terá um conjunto de questões comenta-

das sobre o assunto. As vinte primeiras são sempre da banca que aplicará (ou que

possivelmente aplicará) o seu concurso. As demais são de outras bancas, para que

você possa aprofundar o conhecimento e, principalmente, ter uma base compara-

tiva de como um determinado assunto pode ser cobrado (isso ajuda a ratificar, em

seu cérebro, o comportamento da banca que você deseja decifrar).

ENGENHARIA REVERSA – MORFOSSINTAXE E PONTUAÇÃO DO PERÍODO

SIMPLES

No fim do curso, você encontrará uma sequência de questões recentes e comen-

tadas da AOCP. É com base nelas que vamos destrinchar o padrão da banca. Assim,

seu estudo será mais efetivo! Lá, você encontrará:

• 10 questões sobre morfologia

• 4 questões sobre sujeito/concordância verbal

• 5 questões sobre complementos verbais/regência verbal

• 2 questões sobre termos ligados ao nome

• 2 questões mescladas (sujeito+complementos)

• 6 questões sobre pontuação.

Assim, conseguimos organizar, por quantidade, quais assuntos foram preferidos

nas últimas provas. Agora, falarei como estudá-los.

1. Morfologia: é o estudo das 10 classes gramaticais. Além de ser o pré-requi-

sito mais importante para os seus estudos, a AOCP explora demais, mas são ques-

tões de nível fácil/intermediário. Você precisará, basicamente, saber reconhecer as

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classes gramaticais (principalmente adjetivo e advérbio) e as interações semânti-

cas delas nas orações.

2. Sintaxe: por incrível que pareça, cai mais complementos verbais do que su-

jeito (o que não é comum). Mesmo assim, você não pode pular nada sobre sintaxe,

porque serão pré-requisitos, por exemplo, para entender pontuação (que é muito

cobrada). Veja por tópicos.

• Entenda o que é a ordem direta da oração.

• Saiba reconhecer sobre o sujeito. O Cespe ama a identificação, a classificação

e a função (estabelecer com o verbo concordância). Você também precisa saber

os casos especiais de concordância (alguns, conforme está disposto nas questões).

Ah, e você precisa conhecer o sujeito e o núcleo dele (para isso, você vai precisar

de morfologia)! Uma observação importante: o estudo do sujeito não acaba aqui!

Você ainda vai precisar dele em pontuação, vozes verbais e funções do SE, sintaxe

do pronome relativo e sujeitos oracionais (os dois últimos no período composto)!

• Domine o complemento verbal (o que é e o que não é complemento verbal).

Como você percebeu, é bem cobrado Todo esse tópico é fundamental também para

estudar os pronomes oblíquos átonos, pontuação, vozes verbais e funções do SE,

crase, sintaxe do pronome relativo e complementos oracionais (os dois últimos no

período composto).

• Tenha noção de que existem termos que se ligam ao nome (adjunto adnomi-

nal e complemento nominal). A AOCP cobra pouco, mas você pretende estar prepa-

rado para tudo, não é mesmo? Esse assunto é também indiretamente explorado em

pontuação, emprego dos pronomes oblíquos átonos, crase e orações subordinadas

substantivas.

• Pontuação: a banca se baseou principalmente em ordem direta, adjunto ad-

verbial deslocado, aposto e zeugma. Dê atenção a esses tópicos.

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Depois de todo esse detalhamento, podemos ir ao assunto. Lembre-se sempre

de voltar à seção “engenharia reversa” e anotar o que você estudou, o que você vai

estudar e o que oferece dificuldade. Meça o seu conhecimento com a execução de

exercícios, e não apenas lendo a matéria. Se você percebeu, precisará voltar aqui

mesmo depois de concluir este PDF. Controle seus conhecimentos, para que eles

não fragilizem as suas emoções!

Outro ponto importante: boa parte desses apontamentos acima feitos ser-

virão também para outras bancas. Haverá um ajuste ou outro, mas serão apenas

detalhes. A língua não muda de uma banca para outra, mas sim a linguagem e as

preferências do examinador!

Bloco I – Morfologia

Amigo(a), morfologia, segundo o Houaiss, é “o estudo da forma, da configura-

ção”. Em análise livre, significa identificar o objeto que se quer estudar e analisá-lo,

parte a parte. Nosso objeto de estudo é a língua portuguesa. Precisamos, portanto,

identificar suas unidades de composição. Por isso, a tradição gramatical afirma que

a morfologia é o estudo das “classes de palavras, seus paradigmas de flexões”.

Nosso objetivo maior é compreender esse assunto em provas de concursos pú-

blicos. E compreender a morfologia, nesse caso, significa dominar o mais importan-

te pré-requisito para os demais assuntos. Confesso que não são muitas as questões

de morfologia. Mas garanto a você que, sem o entendimento da morfologia, prati-

camente todos os demais assuntos tornam-se complexos (às vezes, impossíveis).

Uma analogia: em algum momento da sua vida, você assistiu ao filme Karatê

Kid. Se não viu, já ouviu falar. Há uma parte em que o mestre, Senhor Miyagi,

compromete-se a ensinar caratê ao seu aluno, Daniel Sam. Como primeira lição,

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o Mestre orienta que Daniel lave alguns carros, usando as mãos direta e esquerda

(com movimentos circulares) para encerar e polir os carros. Em um determinado

momento, o aprendiz se revolta, pois não consegue enxergar a arte marcial naque-

la atividade. Então, o mestre demonstra que os movimentos usados para encerar

e polir são os mesmos que feitos para se defender em uma luta, e que defender é

o princípio da arte marcial; em seguida, ataca-se. Encerar e polir (ou, em resumo,

defender-se) são pré-requisitos fundamentais para que Daniel possa se tornar um

exímio carateca. Para que você se torne exímio em língua portuguesa, aprenda a

respeitar os pré-requisitos!

(No YouTube, você consegue encontrar a cena que descrevi acima!)

A Divisão da Morfologia

Para fins didáticos, dividiremos as 10 classes gramaticais da seguinte forma:


SUBSTANTIVO
ARTIGO
ADJETIVO MORFOLOGIA
NUMERAL
PRONOME
VERBO
GRUPO DOS VERBOS
ADVÉRBIO
PREPOSIÇÃO
GRUPO DOS CONECTORES
CONJUNÇÃO
Interjeição GRUPO DAS EMOÇÕES

O Grupo das Emoções

Você percebeu que a palavra “interjeição” é a única em letras minúsculas na

tabela acima apresentada? Existe uma razão para isso: das classes gramaticais

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listadas, ela é a menos importante para provas! Motivos: possui pouco valor mor-

fológico; não tem função ou classificação sintática; são raras as questões sobre

interjeição (até porque todo mundo as acertaria).

A interjeição é uma palavra usada para indicar saudações, espantos, surpresas,

sensações. A sua principal marca é o ponto de exclamação. Veja os exemplos abaixo:

Olá! Há quanto tempo não te vejo!

Nossa! Essa notícia foi chocante!

Hum! Que bolo delicioso!

Viu como a interjeição não nos oferece grandes emoções gramaticais? Já a

adiantei, por razões didáticas. De agora em diante, concentração máxima!

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O Grupo dos Nomes

O grupo dos nomes possui um termo principal, chamado SUBSTANTIVO. As

outras classes gramaticais desse grupo (ARTIGO, ADJETIVO, NUMERAL e PRONO-

ME) são subordinados ao substantivo. Há algo que une as quatro subordinadas ao

núcleo: A CONCORDÂNCIA NOMINAL.

O substantivo “carro” é o núcleo dessa expressão, chamada de sintagma no-

minal (sintagma significa estrutura organizada de elementos linguísticos). As de-

mais palavras variam conforme esse núcleo. Faça comigo dois exercícios: primeiro,

troque “carro” por carros. Depois, troque “carro” por moto. Conseguiu? Provavel-

mente, o seu resultado foi este:

Possessivo

Veja que a troca do substantivo promoveu mudanças nos vocábulos subordina-

dos. Isso é a concordância nominal. Nas frases que vimos acima, artigo, pronome

e adjetivo, pela relação de subordinação, concordam com o substantivo.

 Obs.: nem todas as palavras subordinadas ao substantivo flexionam-se obrigato-

riamente em gênero e número. Algumas, apenas em gênero; outras, apenas

em número.

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Agora, vamos entender cada uma das classes gramaticais que compõem o gru-

po dos nomes:

SUBSTANTIVO = palavra que dá nome aos seres em geral (nomes a pessoas,

lugares, instituições, espécies, noções, ações, estados, qualidades);

ARTIGO = palavra que determina o substantivo;

ADJETIVO = palavra que caracteriza o substantivo;

NUMERAL = palavra que quantifica ou ordena o substantivo;

PRONOME = palavra que acompanha ou substitui o substantivo.

Viu como, das cinco classes listadas, quatro delas dependem do substantivo?

Isso significa dizer que, você, a partir de hoje, ao identificar artigos, adjetivos, nu-

merais e pronomes, deve se fazer uma pergunta: cadê o substantivo?

1. (CESPE) Em “a população carcerária no Brasil é composta fundamentalmente

por jovens entre 18 e 29 anos de idade”, o vocábulo “jovens” classifica-se, no texto,

como adjetivo.

Errado.

Para dizer que “jovem”, no texto, é um adjetivo, é necessário primeiramente que

ele seja uma característica de algum substantivo. Portanto, “jovem” é o próprio

substantivo, que está empregado com o sentido de pessoas jovens, indivíduos

jovens.

2. (CESPE) Em “isso não implica ensinar jovens estudantes a mexer com planilhas

de cálculo”, o vocábulo “jovem” é empregado, no texto, como substantivo.

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Errado.

Perceba que, no texto, não se quer ensinar estudantes quaisquer, mas estudan-

tes jovens. Logo, “jovens” agora é atributo de uma palavra central, que é “estu-

dantes”. Em outras palavras, o adjetivo “jovens” está subordinado ao substantivo

“estudantes”.

3. (IBFC) Assinale a alternativa que indica corretamente a classe gramatical da pa-

lavra destacada no trecho abaixo:

Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes

se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer.

a)Substantivo.

b) Advérbio.

c)Adjetivo.

c) Verbo.

Letra c.

Perceba que, no texto, “os grãos...se transformam em flores brancas e macias...”.

Mas não são grãos quaisquer. São grãos duros e quebra-dentes. Há duas pala-

vras que possuem a incumbência de caracterizar os grãos. Em outras palavras, o

substantivo “grãos” possui dois adjetivos.

Em resumo: a análise morfológica é contextual (ainda mais em provas de con-

cursos públicos). É fundamental que toda palavra seja analisada em ambiente tex-

tual, e não isoladamente.

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Vamos analisar de maneira semelhante uma palavra muito intrigante da língua

portuguesa: o “a”. Veja comigo o seguinte exemplo:

Em (7), há duas ocorrências do “a”. A primeira pode ser considerada um artigo,

pois está (a) acompanhando o substantivo “crianças” e (b) concordando em gê-

nero e número com o substantivo “crianças”. Um artigo deve estar sempre an-

teposto ao substantivo. Pode ser que haja algo entre artigo e substantivo, mas

esse algo também são termos subordinados ao substantivo. Já o segundo “a” não

pode ser artigo, pois não acompanha qualquer substantivo. Todavia, em uma leitu-

ra atenta, percebe-se que o segundo “a” refere-se/retoma/substitui o substantivo

“criança” (a criança é sincera, mas existe (a criança) que não é). Já entendemos

que o segundo “a” não pode ser artigo, mas podemos observar que ele está ligado

a um substantivo. Podemos concluir, então, que o segundo “a” pertence ao grupo

dos nomes. Nesse grupo, há uma palavra que tem a função de referir/retomar/

substituir substantivos: o pronome. Logo, esta é a classificação do segundo “a”.

Pronomes podem ser de dois tipos: pronomes adjetivos ou pronomes subs-

tantivos. O primeiro é o que acompanha o substantivo; o segundo, substitui. Ve-

jamos mais uma questão do CESPE.

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4. (CESPE) No segmento “isto me obrigaria a escrever outra mensagem para ex-

plicar a mudança”, os pronomes isto e outra compartilham da mesma propriedade

de substituir o nome a que se referem, razão pela qual são classificados gramati-

calmente como pronomes substantivos.

(TEXTO) Acredito que, no momento em que você estiver lendo esta mensagem,

meus sentimentos a respeito dela e, muitas vezes, em relação a você podem ter

mudado e isto me obrigaria a escrever outra mensagem para explicar a mudança

e assim sucessivamente, em uma troca de correspondência absurda.

Errado.

É possível perceber pelo texto apresentado que o pronome “isto” refere-se aos sen-

timentos que mudaram, sem a necessidade de repetir essa informação. Por isso,

ele é um pronome substantivo, que é usado para substituir. Entretanto, o pronome

“outra” acompanha o substantivo “mensagens”, modificando o sentido deste. Logo,

classifica-se como pronome adjetivo.

Os numerais também possuem classificação semelhante à dos pronomes. Exis-

tem os numerais substantivos e os numerais adjetivos.

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Em (8), o numeral “treze” é o próprio substantivo. Portanto, é um numeral

substantivo. Já em (9), “vinte” é um numeral que acompanha o substantivo “se-

nhoras”, o que faz dele um numeral adjetivo.

Grupo do Verbo

Eis o grupo que possui a mais importante classe gramatical para provas de

concursos: o verbo. Segundo Celso Cunha, “é uma palavra de forma variável que

exprime o que se passa, isto é, um acontecimento representado no tempo”. As pes-

soas, em geral, costumam ter facilidade para identificar verbos, pois associam essa

classe à possibilidade de conjugação. Vejamos o seguinte exemplo:

Um brasileiro, ao ver a palavra “falou”, consegue fazer a seguinte associação:

falar, falo, falas, fala etc. Com isso, ele define que “falou” é um verbo. Situação

diferente ocorre com a palavra “papagaio”. Por não conseguir conjugar esta pala-

vra, a possibilidade de ser verbo está descartada. É assim que qualquer um de nós

pensa, quase intuitivamente, ao se deparar com verbos.

Mas, para a maior parte das provas de concursos públicos, a importância do

verbo não está na palavra em si, mas do que dele decorre. É por meio do verbo que

um candidato será capaz de produzir as análises sintáticas mais cobradas em pro-

vas. O verbo também permite a organização da oração para se pensar no sistema

de pontuação do texto escrito. O verbo define os limites entre orações, que são o

instrumento de estudo do período composto. Do verbo decorrem as vozes verbais e

parte do estudo do emprego do sinal indicativo de crase. Do verbo se inicia o estu-

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do de colocação pronominal. Ou seja, reconhecer o verbo é a chave para enfrentar

diversas outras situações exigidas em provas, que serão descritas nos arquivos

seguintes deste material de estudos.

Do verbo, passamos ao advérbio, que é um modificador do verbo, oferecendo

a ele as mais diversas circunstâncias, como tempo, modo, lugar, finalidade, inten-

sidade, causa etc. É uma palavra invariável, ou seja, não se flexiona em gênero e

número como o adjetivo, por exemplo.

Voltemos ao exemplo (10). Nele, percebemos que o ato de falar foi praticado

pelo papagaio em meio a duas circunstâncias: intensidade (“muito”) e tempo (“du-

rante a noite”). Por isso, podemos afirmar que esses dois termos possuem natureza

adverbial no trecho em que se inserem.

A palavra advérbio significa “junto ao verbo”, e, por esse motivo, está no grupo

dos verbos. Mas o que muitas pessoas se esquecem é de que o advérbio também é

capaz de modificar adjetivos ou outros advérbios. Vejamos os seguintes exemplos:

Em (11), percebe-se que “apressada” é um adjetivo que caracteriza o substan-

tivo “garota” (perceba que ambos os vocábulos estão no feminino e no singular, o

que denota a concordância nominal já explicada aqui). Todavia, vale destacar que

o redator da frase quis expressar o quão apressada a garota estava: “bastante”.

Como o termo “bastante” funciona como um modificador do adjetivo, é classificado

como advérbio. Em (12), por sua vez, a palavra “longe” indica onde o ato de morar

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ocorre; ou seja, “longe” é um advérbio em relação ao verbo “mora”. Mas quem ela-

borou a frase quis modificar a percepção de distância de longe, por meio da palavra

“meio”. “Meio” é, portanto, um modificador do advérbio, o que faz dele um advérbio

também.

O Grupo dos Conectores

Nesse grupo, há duas classes gramaticais de funções semelhantes (conectar),

mas que não interagem entre si: preposição e conjunção.

A função da preposição é unir duas palavras, de maneira que a primeira ofereça

uma informação acerca da segunda. Vejamos os seguintes exemplos:

Em (13), há dois substantivos: “empresas” e “São Paulo”. O segundo oferece

uma informação acerca do primeiro (a origem da empresa). Para que haja uma

relação linguisticamente harmoniosa entre os dois, emprega-se a preposição “de”.

Semelhante ocorre em (14): há duas partes: o verbo “confia” e a expressão “seu

candidato”. O segundo oferece uma informação acerca do primeiro (em quem se

confia). Para que ocorra essa interação de modo gramaticalmente aceitável, em-

prega-se a preposição “em”.

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Como a preposição sempre fazer com que a palavra posposta a ela ofereça uma

informação acerca da palavra anteposta, guarde a seguinte informação: toda ex-

pressão preposicionada é subordinada! Basta você, no texto, identificar a quem

ela se subordina. Para melhor entendermos isso, vejamos uma questão da banca

Universa.

5. (UNIVERSA) O termo “de carnaúba” qualifica o termo “chapéu”.

(TEXTO) – Disposto estou, coronel, pronto... (baixa os olhos para o chapéu velho de

palha de carnaúba que segura entre os joelhos) pronto, a bem dizer, não estou não.

Errado.

Vamos, primeiramente, assumir a seguinte afirmação: “de carnaúba” é uma ex-

pressão preposicionada. Como já sabemos, expressões preposicionadas são sem-

pre subordinadas. Mas, nesse caso, é subordinada a “chapéu”? “De carnaúba” é

uma característica do “chapéu”? Não, querido(a) amigo(a)! “De carnaúba” é uma

característica da “palha”. A palha tem sua origem na carnaúba. Por isso, o item

acima é errado. “Mas, professor, palha também compõe uma expressão preposicio-

nada!” Concordo, mas veja comigo o funcionamento correto do texto: “de palha de

carnaúba” é uma expressão subordinada, que oferece uma informação acerca de

“chapéu”. “De carnaúba”, por seu turno, é uma expressão preposicionada “dentro”

de uma expressão preposicionada. “De carnaúba” é subordinada e oferece informa-

ção acerca da palha. Entenderam?

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Já as conjunções possuem propriedades diferentes. Elas ligam orações ou pa-

lavras de mesma função em um mesmo sintagma. É o que se vê nos exemplos

abaixo:

Em (15), há duas orações: “o homem é bom” (a primeira) e “a sociedade o cor-

rompe” (a segunda). Os verbos estão em destaque porque é por meio deles que

se contabiliza a quantidade de orações. Para uni-las, usou-se a palavra “mas”, que

é classificada como conjunção aditiva.

Em (16), os substantivos “Brasil” e “Venezuela” estão conectados por “e”, mas

cabe ressaltar que o segundo vocábulo não pretende oferecer qualquer informação

acerca do primeiro; portanto, não é possível a classificação de “e” como prepo-

sição. Todavia, é possível perceber que os dois substantivos estão em interação

semântica semelhante em relação ao verbo “sofrem” (o Brasil sofre; a Venezuela,

também). Logo, nota-se que “Brasil” e “Venezuela” desempenham a mesma função

em um mesmo sintagma, o que faz do “e” uma conjunção aditiva.

Um Subgrupo Especial: as Locuções

As locuções merecem um destaque em nosso estudo, pois elas são frequente-

mente abordadas em provas de concursos públicos. Elas são definidas como um

conjunto de palavras que equivale a um único vocábulo, que representa uma uni-

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dade morfológica. Merecem destaque cinco tipos: locuções adjetivas, locuções ad-

verbiais, locuções prepositivas, locuções conjuntivas e locuções verbais. Vejamos

os exemplos:

Locução adjetiva

As histórias de terror não me impressionam mais.

Locução adverbial

Ele saiu às pressas ontem.

Locução prepositiva

Pedro mora em frente à farmácia.

Locução conjuntiva

Estou empregado, no entanto ainda estudo.

Locução verbal

Ele havia preparado o jantar.

Em (17), percebe-se que “de terror” é um atributo do substantivo “histórias”.

Em (18), “às pressas” designa o modo como ele saiu. Em (19), “em frente à” liga o

verbo “mora” ao substantivo “farmácia”. Em (20), “no entanto” conecta de maneira

adversativa duas orações. Em (21), empregaram-se dois verbos (haver + prepa-

rar) para formar uma única unidade verbal, que expressa o ato de preparar o jantar

ocorrido no pretérito.

Agora, visite o fim do PDF, no qual estão as questões de concurso, e resolva a

1, 4, 8, 10 e 12.

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SUBORDINADOS
Artigo* (determinar)
Adjetivo (caracterizar)
Grupo dos nomes
Numeral (quantificar)
Concordância Nominal
FLEXÃO (g./n.) Pronome (acompanhar/substituir)
MORFOLOGIA

Grupo dos verbos Pronome Pronome


Adjetivo Substantivo

Grupo dos conectores


VERBO (nuclear)
Grupo das emoções Advérbio (subord.) Verbo Adjetivo Advérbio
INVARIÁVEL

Locuções PREPOSIÇÃO*
Adjetiva ligar palavra

Adverbial CONJUNÇÃO
ligar orações/termos de mesma função
Prepositiva
Conjuntiva INTERJEIÇÃO !
Verbal

Bloco II – Sintaxe (Parte I)

A partir de agora, vamos nos debruçar sobre o estudo da sintaxe. Enquanto a

morfologia tem a finalidade de analisar as classes de palavras, a sintaxe busca

analisar a função e o posicionamento de palavras e expressões em um sintag-

ma. Primeiramente, precisamos saber dois aspectos: quais são as funções sintáti-

cas da língua portuguesa e a ordem direta da oração.

No quadro abaixo, você verá quais são as funções sintáticas da língua portugue-

sa, segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB).

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Sujeito Liga-se ao verbo (concordância)


Termos essenciais da oração
Predicado O que não é sujeito
Liga-se ao verbo
Objeto direto
(complemento verbal)
Liga-se ao verbo
Objeto indireto
(complemento verbal)
Predicativo Termos integrantes da oração
Liga-se ao nome
(do sujeito e do objeto)
Liga-se ao verbo
Agente da passiva
(só aparece na voz passiva analítica)
Complemento nominal Liga-se ao nome
Adjunto adnominal Liga-se ao nome
Adjunto adverbial Liga-se ao verbo
Aposto Liga-se ao nome Termos acessórios da oração

Não se liga (não pertence ao sujeito


Vocativo
ou ao predicado)

�Obs.1: o predicativo não é exatamente um termo integrante. Ele foi colocado como

integrante neste material por razões didáticas. Assim como o vocativo, que

não é considerado essencial, integrante ou acessório. Todavia, essa divisão

é simplesmente conceitual. Não interfere nos seus estudos para concursos

públicos.

�Obs.2: cabe citar que cada estrutura acima citada possui um vocábulo considerado

núcleo. Todavia, em provas, o núcleo mais explorado é o do sujeito.

 Além disso, cabe destacar que os estudos linguísticos definem a chamada

ordem direta, também conhecida como ordem canônica ou ordem preferen-

cial. Ela estipula como os termos preferem se ordenar sintaticamente. Em

língua portuguesa, a ordem direta é:

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 *o predicativo não é gramaticalmente um complemento verbal. Todavia,

como ele costuma estar na posição em que se situam os complementos,

vamos, por razões didáticas, considerar que o verbo, na ordem direta, possui

relação de ligação.

Por fim, três pressupostos são essenciais para entender melhor a sintaxe.

Frase: qualquer enunciado inteligível que estabeleça comunicação.

Oração: frase dotada de verbo.

Período: espaço textual, que vai de uma letra maiúscula até uma pontuação

(ponto final, ponto de interrogação ou ponto de exclamação). Nesse espaço, po-

demos encontrar apenas uma oração – período simples, também conhecido como

oração absoluta – ou mais de uma oração – período composto.

Neste segundo PDF, o objetivo é aprofundarmos nosso conhecimento acerca do

sujeito. Existem razões para isso. Primeiramente, entender o sujeito é o básico

e fundamental para se entender todas as demais interações sintáticas. Ademais,

o sujeito e suas relações estão entre os assuntos mais cobrados em provas. Além

disso, tudo o que será abordado até o PDF 7 diz respeito ao período simples.

Sintaxe – Sujeito

Conforme exposto anteriormente, sintaticamente o sujeito é o termo que es-

tabelece com o verbo a relação de concordância verbal. Essa é a definição mais

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precisa sobre o sujeito. Noções como “sujeito é o termo que pratica a ação verbal”

são consideradas rasas para concursos públicos. Esta se encaixa bem durante as

séries iniciais, para que o estudante aprenda, em alguns contextos, a identificar

sujeitos (pois parte significativa dos sujeitos, coincidentemente, praticam a ação

verbal). Todavia, em nível mais avançado, encontrar o sujeito significa encontrar o

termo com quem o verbo estabelece concordância. Para se identificar o su-

jeito, classicamente, duas perguntas podem ser feitas ao verbo: quem ou o que.

Vejamos alguns exemplos:

1) A nova colunista do jornal anunciou a tragédia.

(quem anunciou a tragédia?)

2) O aumento dos preços dos combustíveis nos postos assustou o brasileiro.

(quem/o que assustou o brasileiro?)

3) O país sofrerá com a escassez de água potável.

(quem sofrerá?)

4) Os alimentos não perecíveis serão doados às instituições de caridade.

(quem/o que serão doados?)

5) É fundamental a criação de uma nova empresa.

(o que é fundamental?)

Como se vê em 5, o sujeito nem sempre vem exatamente no início da oração.

A ordem direta, em língua portuguesa, não significa um ordenamento obrigatório

dos termos. É preciso ter atenção a isso em provas.

Ao identificar o sujeito, é necessário não se fazer economia. Por exemplo, em (1),

o sujeito não é apenas “a nova colunista”. “Do jornal” também o integra, pois é um

atributo da colunista.

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Elias, e a concordância, como fica?

Por tradição, é correta a afirmação de que o verbo concorda com o sujeito. Ve-

jamos esta questão da banca CESPE.

6. (CESPE) A forma verbal “são” está no plural porque concorda com “esses indi-

víduos”.

(TEXTO) “Esses indivíduos, desde a mais tenra infância, são pressionados e oprimi-

dos pela sociedade”.

Certo.

Se perguntarmos ao verbo quem são pressionados e oprimidos, o resultado que

teremos é a expressão “esses indivíduos” que é classificada como sujeito. Como,

por tradição, o sujeito concorda com o verbo, o item é considerado CERTO.

Todavia, no cerne da discussão gramatical, essa concordância vai além. Tam-

bém é possível afirmar que o verbo concorda com o núcleo do sujeito. E como

identificá-lo?

Em linhas gerais, identificar o núcleo do sujeito significa encontrar os substan-

tivos sem preposição. Isso ocorre porque o sujeito é uma expressão da língua

portuguesa que não pode ser preposicionada. Portanto, ao menos um substantivo

no sujeito deve se apresentar sem preposição. Isso nos garante a identificação do

núcleo.

 Obs.: esse princípio não é válido para sujeitos oracionais (assunto que será abor-

dado em período composto).

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Assim, sabemos que, em (1), o núcleo do sujeito é “colunista”; em (2), “aumen-

to”; em (3), “país”; em (4), “alimentos”; em (5), “criação”.

Reitero: é válido afirmar que o verbo concorda com o sujeito ou com o núcleo

do sujeito. O seu cuidado maior deve estar no momento em que você for analisar

o texto da questão.

7. (CESPE) A forma verbal “traz” está no singular porque concorda com o núcleo

de seu sujeito: “a oferta”.

(TEXTO) A oferta de medicação domiciliar pelas operadoras de planos de saúde traz

efeito positivo aos beneficiários.

Errado.

Ao perguntar ao verbo quem traz efeito positivo aos beneficiários, obtém-se como

resposta “a oferta de medicação domiciliar pelas operadoras de planos de saúde”.

Nesse sujeito, há os seguintes substantivos: “oferta”, “medicação”, “operadoras”,

“planos” e “saúde”. Todavia, apenas um deles está sem preposição – “oferta”. A

questão afirma que o núcleo é “a oferta”, que não é verdade. O artigo não integra

o núcleo.

É preciso estar atento! A banca sabe em que o candidato errará!

Tipos de Sujeito

Além de conhecer o sujeito, as provas também cobram do candidato os tipos

de sujeito. São os seguintes:

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EXPRESSOS Simples 1 núcleo


SVC Composto + de 1 núcleo

NÃO EXPRESSOS Elíptico/desinencial/oculto Identificável No texto ou no


(S)VC Indeterminado Não identificável discurso

INEXISTENTE Oração sem sujeito Verbos impessoais


ØVC

Sujeitos Expressos

Nos exemplos de 1 a 5, todos os sujeitos são classificados como simples, visto

que possuem apenas um núcleo. Vamos a outros exemplos.

6) Brasil e Argentina disputarão a final do campeonato.

7) Tanto a ordem quanto o progresso são princípios nacionais.

8) Desejamos a todos muita paz e saúde.

9) Mentes tão bem.

10) O menino estava cansado. Correu até o fim da rua.

11) Revelaram a verdade sobre Cabral.

12) Precisa-se de funcionário com experiência.

13) É importante dirigir tranquilamente.

6 e 7 são exemplos de sujeitos compostos (Quem disputarão? Brasil e Argen-

tina. Quem são princípios nacionais? Tanto a ordem quanto o progresso). Vale

observar que, apesar de os núcleos do sujeito serem singulares, os verbos ficam

no plural, pois são coordenados aditivamente. Mais a diante, falaremos mais sobre

casos de concordância verbal.

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8. (CESPE) O emprego da forma verbal “são” na terceira pessoa do plural justi-

fica-se pela concordância com os núcleos do sujeito da oração: “originalidade” e

“capacidade”.

(TEXTO) A originalidade e a capacidade de enxergar o mundo sob diferentes pers-

pectivas são, sem dúvida, características dos maiores pensadores.

Certo.

Na questão acima, perceba: quem são características dos maiores pensadores? “A

originalidade e a capacidade”, sujeito composto da oração! Os núcleos são “origina-

lidade” e “capacidade”. Ambos estão no singular, mas o verbo está no plural porque

a concordância se dá com o fato de haver dois núcleos coordenados aditivamente.

Sujeitos Não Expressos

8, 9 e 10 são exemplos de sujeito elíptico. 11, 12 e 13, sujeitos indeterminados.

Para melhor entender o funcionamento dessas formas de sujeito, precisamos fazer

um retorno ao nosso ensino fundamental para relembrarmos o conceito de pessoas

do discurso.

Pessoas do Discurso

Segundo pressupostos linguísticos, em toda situação comunicativa, existem três

pessoas do discurso: quem fala (primeira pessoa), com quem se fala (segunda

pessoa) e de quem/do que se fala (terceira pessoa). A tabela abaixo descreve o

funcionamento dessas pessoas:

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Relação com os
Pessoas Características
PPCR
1ª pessoa EU, NÓS Sempre identificável no discurso.
2ª pessoa TU, VÓS Sempre identificável no discurso.
O singular é sempre identificável no texto. O plural pode ser
3ª pessoa ELE(A), ELES(AS)
identificável no texto.

Em toda situação comunicativa, é necessária a existência de alguém para emitir e

alguém para receber a mensagem. Por isso, 1ª e 2ª pessoas são sempre identifi-

cáveis. A terceira do singular sempre possui um referente textual. Já a terceira do

plural possui situação variável, pois o texto pode ou não a identificar.

Assim, podemos voltar aos exemplos acima apresentados. Em 8, quem deseja?

“Nós”, que não está explícito (se estivesse explícito, seria sujeito simples). Como é

primeira pessoa, considera-se identificável, portanto sujeito elíptico. Em 9, quem

mente? “Tu”. Como é segunda pessoa, considera-se identificável, portanto sujeito

elíptico. Em 10, quem correu? “Ele”, que está implícito, mas é identificável pelo

texto, uma vez que se refere a “menino”, que está no período anterior.

“O menino” é sujeito simples do verbo “estava”, mas NÃO é sujeito do verbo “cor-

reu”, uma vez que esta forma verbal está em um período distinto). Novamente, o

sujeito do verbo “correu” é elíptico.

9. (IADES) No período “Foi o primeiro grande palco da cidade.”, para retomar o termo

“Concha Acústica do DF”, sem repeti-lo, é correto afirmar que o autor fez uso do(a)

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a) sujeito indeterminado.

b) oração sem sujeito.

c) sujeito representado por um pronome pessoal.

d) sujeito composto.

e) sujeito oculto ou desinencial.

(TEXTO) Localizada às margens do Lago Paranoá, no Setor de Clubes Esportivos

Norte (ao lado do Museu de Arte de Brasília – MAB), está a Concha Acústica do DF.

Projetada por Oscar Niemeyer, foi inaugurada oficialmente em 1969 e doada pela

Terracap à Fundação Cultural de Brasília (hoje Secretaria de Cultura), destinada a

espetáculos ao ar livre. Foi o primeiro grande palco da cidade.

Letra e.

Pelo texto, é possível perceber que quem foi o primeiro grande palco da cidade foi

a “Concha Acústica”. Mas note que o sujeito não está expresso no último período

do texto, todavia é identificável, uma vez que o verbo “foi”, na terceira pessoa do

singular, permite esse entendimento.

Em 11, quem revelou? Pela concordância verbal, o resultado é “eles”, que não

está expresso (se estivesse expresso, o sujeito seria simples). Todavia, a terceira

pessoa só é identificável por referência textual. Como essa referência não existe,

dizemos que o sujeito é indeterminado.

10. (CESPE) No trecho “exigiram que ela alisasse o cabelo, afinasse o nariz e mu-

dasse os traços”, o sujeito da forma verbal “exigiram” é indeterminado.

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(TEXTO) A universitária Amanda, de 20 anos de idade, é a primeira negra eleita


miss DF. A modelo, que representou o Núcleo Bandeirante, quase desistiu do mun-
do da moda, pois exigiram que ela alisasse o cabelo, afinasse o nariz e mudasse os
traços. Amanda recusou-se e foi consagrada naquela que seria a última tentativa
de ser modelo.

Certo.
No texto, o verbo “exigiram” está na terceira pessoa do plural (eles/elas exigiram) e
não é possível identificar, pela redação, quem praticou o ato de exigir. Configura-se,
portanto, um caso de sujeito indeterminado.

Vejamos o seguinte texto:


• Os delatores encontraram uma oportunidade para falar. Revelaram a verdade
sobre Cabral.

Perceba que “revelaram” está na terceira pessoa do plural, mas agora o texto per-
mite um referente: “os delatores”. Nesse caso, o sujeito não é mais indeterminado
(até porque foi possível determiná-lo). O sujeito de “revelaram” agora é elíptico.

Em 12, temos uma configuração de sujeito indeterminado (verbo na terceira


pessoa do singular + partícula SE, em função de índice de indeterminação do su-
jeito – IIS). Note que, no exemplo, há dois substantivos (“funcionário” e “experiên-
cia”), mas ambos estão preposicionados. Isso significa que nenhum deles pode
ser núcleo do sujeito (e não existe sujeito sem núcleo). Por isso, esse tipo de
construção é considerada indeterminada.

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�Obs.1: para haver IIS, o verbo deve estar na terceira do singular.

� bs.2: falaremos mais sobre esse assunto adiante, em outro PDF, sobre funções do SE.
O

Em 13, nosso último caso de sujeito indeterminado. Antes de mais nada, veja

que a oração possui dois verbos (trata-se de um período composto). Para descobrir

o sujeito do primeiro, perguntamos o que é importante? A resposta: “dirigir com

tranquilidade”, que é um sujeito oracional (um sujeito em formato de oração. Nes-

se caso, o núcleo é o verbo). Agora, pergunto: quem dirige com tranquilidade?

Qualquer um! Esse tipo de construção quer dizer que o ato de dirigir com tranquili-

dade é importante para qualquer pessoa. O verbo “dirigir” possui sujeito indetermi-

nado. Esse tipo de verbo também é conhecido como infinitivo impessoal.

 Obs.: falaremos mais sobre o sujeito oracional em outro PDF, acerca de período

composto.

Nem todo verbo no infinitivo representa um sujeito indeterminado. Os exemplos

abaixo mostram isso. São casos de infinitivos pessoais.

Ele comprou um carro para eu dirigir com tranquilidade.

Pergunto quem vai dirigir com tranquilidade? “Eu”! Sujeito simples!

Essa é a hora de a criança dormir.

Pergunto quem vai dormir? “A criança”! Sujeito simples!

 Obs.: No exemplo acima, a preposição “de” não pode se fundir com o artigo “a”,

para que o sujeito não fique preposicionado.

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Sujeitos Inexistentes

Na língua portuguesa, existem alguns verbos que, conforme a norma padrão,

não admitem que a posição sintática de sujeito seja ocupada. Esses verbos são

conhecidos como impessoais. Como eles não admitem sujeito, só podem ficar

no singular, uma vez que não há com o que concordar. Esse tipo de construção é

conhecido como oração sem sujeito ou sujeito inexistente. No quadro abaixo,

você verá que verbos são esses (os que são frequentemente cobrados em provas).

Fenômenos da O verbo sozinho indica um fenômeno natural.


natureza
HAVER 1. Com sentido de “existir”, “ocorrer” ou “acontecer”;
2. Com a indicação de tempo transcorrido
FAZER Com a indicação de tempo transcorrido

Vamos analisar os exemplos abaixo:

14) Choveu muito durante a madrugada.

15) Havia árvores espalhadas pela estrada.

16) Há dez anos, comecei meus estudos.

17) Faz dois meses que não como carne.

Em 14, o verbo “chover” não admite qualquer sujeito. É o exemplo mais clássico

de oração sem sujeito.

• Choveram críticas ao professor.

Nesse caso, o verbo NÃO é impessoal. Veja até que está no plural, concordando

com “críticas”, que é o núcleo do sujeito.

• Choveu granizo durante a noite.

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Conforme está apresentado no quadro acima, um verbo que indica fenômeno da


natureza só é considerado impessoal quando, SOZINHO, revela o fenômeno. Na
oração acima, o sujeito é “granizo” (o que choveu). O fenômeno natural está des-
crito pelo verbo e pelo substantivo, e não apenas pelo verbo!

 Obs.: isso não é muito importante para provas, mas costuma ser dúvida de muitos
alunos.

Em 15, o verbo “haver” está empregado em sentido de “existir”. Também é con-


siderado impessoal.

11. (CESPE) A forma verbal “existem” poderia ser corretamente substituída por
“hão”, já que “haver” é sinônimo de “existir”.
(TEXTO) Não existem dúvidas de que lhe diziam que determinado amante tramava
contra ele ou que outro desviava o dinheiro público, mas ele sempre fazia o que a
mulher lhe pedia e logo se livrava daqueles homens.

Errado.
Não se pode esquecer que o verbo “haver” – com o sentido de “existir” – por ser
impessoal, jamais pode estar no plural. E a questão faz justamente essa sugestão.

O verbo “haver” é impessoal, mas o verbo “existir” é pessoal. Isso significa dizer
que este, ao contrário daquele, possui sujeito e concordância! Caso, no exemplo
15, houvesse a substituição dos verbos, o correto seria existiam árvores espa-
lhadas pela estrada.

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12. (CESPE) A forma verbal “há” poderia ser corretamente substituída por existem.

(TEXTO) Atualmente, há duas Américas Latinas. A primeira conta com um bloco de

países – incluindo Brasil, Argentina.

Certo.

A questão acima é diferente da anterior a ela. Sugere-se a substituição de “haver”

por “existir”. O verbo “haver” é impessoal, mas “existir” é pessoal. Isso significa

dizer que, com essa substituição, a frase passará a ter um sujeito. E pergunto: o

que atualmente existe? “Duas Américas Latinas”. Por esse motivo, o correto é

existem.

Outra dúvida de muitos alunos: professor, já que “duas Américas Latinas” é sujeito

com o verbo “existir”, então o que a mesma expressão é para o verbo “haver”? A

tradição gramatical defende que, com “haver”, “duas Américas Latinas” é o objeto

direto. De coração, isso raramente aparece em provas. Dê mais atenção às substi-

tuições de um verbo por outro.

Em 16 e 17, “haver” e “fazer” indicam um tempo que se passou. Também são

considerados impessoais e, por isso, devem ficar no singular.

13. (IADES) Outra redação possível para a oração “há 86 anos” seria fazem 86

anos.

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Errado.

Na questão acima, o autor pretende trocar “haver” por “fazer”, em uma oração que

pretende indicar que 86 anos se passaram. Ambos os verbos, com o sentido de

indicar tempo transcorrido, são impessoais, motivo pelo qual só podem ser empre-

gados no singular.

 Obs.: não confunda TEMPO TRANSCORRIDO com PRETÉRITO. Em 16 e 17, ambos

os verbos estão no presente, mas conseguem indicar que algum tempo se

passou (e há uma indicação de tempo explícita após cada um dos verbos).

Em 16, o verbo “havia” está no pretérito imperfeito e indica, sozinho, um

evento do passado.

Nem sempre o verbo “haver” é impessoal. Quando esse é verbo auxiliar em uma

locução verbal, é classificado como verbo pessoal, com sujeito e concordância. Pri-

meiramente, vamos entender uma locução verbal, na ilustração abaixo:

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Analise a seguinte construção:

• O presidente havia decretado dias de luto.

É um caso em que o verbo “haver” é auxiliar em uma locução verbal. Nesse caso,

existe um sujeito (“o presidente”). Se este for colocado no plural, o resultado é

• Os presidentes haviam decretado dias de luto.

Agora, eu te pergunto: qual das duas construções abaixo está correta?

• Deve haver novos tratados de paz no mundo.

• Devem haver novos tratados de paz no mundo.

Antes de mais nada, vamos fazer algumas considerações: 1) “haver” está no sen-

tido de “existir”; 2) “haver” não é mais auxiliar, e sim principal.

Nesse caso, considera-se que a locução é impessoal. Logo, não possui sujeito. Por

isso, deve ficar no singular. A opção correta é a primeira.

Agora, ao se trocar o verbo “haver” por “existir”, o correto é devem existir novos

tratados de paz no mundo, pois o verbo “existir” é pessoal.

Concordâncias verbais especiais

Aproveito que estamos no assunto sujeito para apresentar a vocês alguns ca-

sos especiais de concordância verbal que são muito, muito frequentes em provas

de concursos públicos. O meu objetivo é que você saia deste PDF sabendo tudo de

sujeito. Então, vamos lá!

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Núcleos partitivos (metade, maioria, maior parte, minoria, frações ou por-

centagens): a concordância pode ser feita com o núcleo ou com o núcleo do termo

que determina o núcleo.

A maioria dos jogadores chegou.

A maioria dos jogadores chegaram.

 Obs.: se a oração fosse “A maioria do time chegou”, o verbo só poderia ficar no

singular, pois “maioria” e “time” são singulares.

1/3 dos brasileiros sabe a verdade. (concordância sempre com o numerador.)

1/3 dos brasileiros sabem a verdade.

1,8% das empresárias fala chinês. (só é plural do 2 em diante.)

1,8% das empresárias falam chinês.

 Obs.: se, antes do numeral, vier um determinante (um artigo ou pronome), o

verbo só pode concordar com o numeral.

Os 1,8% dos italianos come mal.

Mais de um, cerca de: a concordância é sempre feita com o numeral.

Mais de um brasileiro foi encontrado.

Mais de cinco Brasileiros foram encontrados.

Cerca de doze pessoas seguiam o profeta.

Sujeito com “cada” ou “nenhum”: verbo sempre no singular.

“Cada um de nós compõe a sua história.”

“Nenhum deles veio.”

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Sujeito composto unido por conjunção aditiva: se estiver anteposto, o ver-

bo deverá ficar no plural. Se estiver posposto, o verbo pode estar no plural (concor-

dância genérica) ou concordar com o termo mais próximo (concordância atrativa.

O homem e a mulher batalham por melhorias. (concordância com os dois núcleos)

Batalham por melhorias o homem e a mulher. (concordância com os dois núcleos)

Batalha por melhorias o homem e a mulher. (concordância com o núcleo mais próximo)

Lembrando: esses são alguns casos especiais de concordância verbal. Inevita-

velmente, voltaremos nessa discussão em unidades futuras!

Agora, visite o fim do PDF, no qual estão as questões comentadas, e resolva a

13, 22 e 33.

Bloco III – Sintaxe (Parte II)

Os Complementos Verbais

Na seção anterior, iniciamos nossos estudos de sintaxe por uma parte necessária

a qualquer prova: o sujeito. Ele é importante por dois motivos. Primeiramente, por

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estar presente em todas provas. Além disso, segundo teorias linguísticas, só após

compreender o sujeito, um indivíduo está apto a entender outras estruturas sintá-

ticas. Em outras palavras, o sujeito é pré-requisito para o resto. Partindo do pres-

suposto de que você, atentamente, estudou a seção anterior, podemos ir adiante!

O foco agora está em complementos verbais e adjuntos adverbiais. Essas

estruturas pertencem ao predicado e geram alguma confusão nos estudos dos alu-

nos. Antes de irmos direto ao assunto, coloque uma informação em sua cabeça:

adjunto adverbial NÃO É um complemento verbal. Isso será fundamental para

que você não se confunda! Parece muito pouco, mas repita isso para si até que

você se convença (nem que seja na marra... kkkk)!

Vale sempre, claro, relembrar um esquema que estava na seção passada:

Segundo a tradição gramatical, os complementos verbais por excelência são o

objeto direto e o objeto indireto. A diferença elementar entre eles: aquele não

possui preposição, ao passo que este é sempre preposicionado. A ideia desses com-

plementos é receber a noção transmitida pelo verbo. Melhor: a noção verbal vem

do sujeito e recai sobre o complemento. Vejamos alguns exemplos:

1) O gerente contratou aqueles novos funcionários.

2) As crianças gostam de atitudes amorosas.

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Em 1, note: a noção de contratar parte de “o gerente” (sujeito). Alguém recebe

essa noção – “aqueles novos funcionários” (objeto direto). Já em 2, a noção de gos-

tar parte de “as crianças” (sujeito). Essa noção recai sobre aquilo de que gostam as

crianças – “de atitudes amorosas” (objeto indireto). Por outro ângulo, quem con-

trata, contrata algo ou alguém; quem gosta, gosta de algo ou de alguém.

3) O deputado doou todos os recursos arrecadados a instituições de caridade.

Em 3, a noção de doar parte de “o deputado” (sujeito). Essa noção recai sobre

“todos os recursos arrecadados” (objeto direto) e sobre “a instituições de carida-

de” (objeto indireto). Nem os recursos nem as instituições geram a noção de doar.

Aliás, os recursos são doados, e as instituições recebem o que foi doado. Por

outro ângulo, quem doa, doa algo a alguém.

Não viaje! O “a” antes de “instituições” é apenas preposição! O artigo não foi em-

pregado na sentença acima apresentada! E lembre-se: preposições não concordam

com substantivos.

A complementação verbal nos traz uma nova percepção: a transitividade verbal.

O verbo rege o complemento, e o complemento é regido pelo verbo. E essa relação

define a transitividade. Veja o esquema abaixo:

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A partir disso, podemos definir que o verbo de 1 é verbo transitivo direto (VTD);

de 2, verbo transitivo indireto (VTI); e de 3, verbo transitivo direto e indireto

(VTDI).

Coloque uma informação na sua cabeça concurseira: quem define a tran-

sitividade verbal é a presença do objeto! Um verbo não nasce transitivo. Na

verdade, ele se torna transitivo, a partir da presença do objeto. Venha comigo aos

exemplos abaixo, derivados do 3:

4) O deputado doou todos os recursos arrecadados.

5) O deputado doou a instituições de caridade.

A oração 4 apresenta apenas o que foi doado. Logo, o verbo é apenas tran-

sitivo direto. Já em 5, está presente apenas a quem foi doado. Logo, o verbo é

apenas transitivo indireto. Isso ratifica o que disse anteriormente: o verbo se torna

transitivo pela presença do complemento.

É loucura querer decorar todas as transitividades verbais, ainda mais agora que

você percebeu que um mesmo verbo pode ter transitividade variável, a depender

do complemento. Quem estuda para concursos deve ENTENDER a transitividade

verbal e DECORAR apenas os verbos de regência especial (que são comumente

cobrados em prova). Mais adiante, você saberá que verbos são esses!

(Texto)

Estive fazendo um levantamento de todas as mensagens que me enviaram pela

Internet e observei como elas mudaram a minha vida.

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Primeiro, deixei de ir a bares e boates por medo de me envolver com alguém ligado
a alguma quadrilha de ladrões de órgãos, com terror de que me roubem as córneas,
arranquem– me os dois rins, ou até mesmo esperma, deixando-me estirado dentro
de uma banheira cheia de gelo com uma mensagem: “Chame a emergência ou
morrerá”. Em seguida, deixei também de ir ao cinema, com medo de sentar-me em
uma poltrona com seringa infectada com o vírus da AIDS.
Depois, parei de atender o telefone para evitar que me pedissem para digitar *9 e
minha linha ser clonada e eu ter de pagar uma conta astronômica. Acabei dan-
do o meu celular porque iriam me presentear com um modelo mais novo, de outra
marca, o que nunca aconteceu. Então, tive de comprar outro, mas o abandonei em
um canto com medo de que as micro-ondas me dessem câncer no cérebro.
Deixei de ter relações sexuais por medo de comprar preservativos furados que
me contagiem com alguma doença venérea. Aproveitei e abandonei o hábito de
tomar qualquer coisa em lata para não morrer devido aos resíduos infectados pela
urina de rato.
Deixei de ir aos shoppings com medo de que sequestrem a minha mulher e a obri-
guem a gastar todos os limites do cartão de crédito ou coloquem alguém morto no
porta-malas do automóvel dela.
Fiquei praticamente arruinado financeiramente por comprar todos os antivírus exis-
tentes para evitar que a maldita rã da Budweiser invadisse o meu micro ou que os
Teletubies se apoderassem do meu protetor de tela.
Quis fazer o meu testamento e entregá-lo ao meu advogado para doar os meus
bens para a instituição beneficente que recebe um centavo de dólar por pessoa que
anota seu nome na corrente pela luta da independência das mulheres no Paquistão,
mas não pude entregar porque tive medo de passar a língua sobre a cola na borda
do envelope e contaminar-me com as baratas ali incubadas, segundo me haviam
me informado por e-mail.

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14. (CESPE) Exercem a função de complemento direto das formas verbais a elas

relacionadas as seguintes expressões: “um levantamento” (R.1), “alguém morto”

(R.30), “todos os antivírus existentes” (R.36) e “a língua” (R.44).

Certo.

Essa questão quer avaliar o seu conhecimento sobre complementos verbais (todos

sublinhados no texto acima). No primeiro caso, a noção de fazer recai sobre algo

feito – “um levantamento” (quem faz, faz algo). No segundo, há a noção de

colocar e o que foi colocado – “alguém morto” (quem coloca, coloca algo). No

terceiro, há a noção de comprar e o que foi comprado – “todos os antivírus exis-

tentes” (quem compra, compra algo). Por fim, há a noção de passar e o que é

passado – “a língua” (quem passa, passa algo). Constatamos, assim, que todas

as estruturas destacadas desempenham a função de complemento direto dos ver-

bos a que se ligam.

15. (CESPE) Nos trechos ‘Chame a emergência’ (R.9), “pagar uma conta astro-

nômica” (R.14), “dessem câncer” (R.18) e “comprar preservativos” (R.23-24), as

formas verbais não são intransitivas.

Certo.

Já essa questão quer avaliar a transitividade dos verbos (trechos em negrito do

texto). No primeiro caso, há a noção de chamar e o que é chamado; no segundo,

a noção de pagar e o que é pago; no terceiro, a noção de dar e o que é dado; no

quarto, a noção de comprar e o que é comprado. Todos os verbos são VTD, pois

estão acompanhados de seus respectivos complementos diretos. Então o item está

certo, pois o examinador afirma que as formas verbais não são intransitivas.

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16. (IBFC) Considerando o verso “não via o trem”, avalie as afirmações que se-

guem.

I – O verbo é intransitivo.

II – Na oração, “o trem” exerce a função de objeto direto.

Está correto o que se afirma em:

a) somente I

b) somente II

c) I e II

d) nenhuma

Letra b.

Primeiramente, vamos analisar a oração: há a noção de ver e o que é visto – “o

trem”. Logo, o verbo é VTD e “o trem” é OD. Se o verbo “transitou”, não podemos

tomá-lo como intransitivo, o que torna a primeira afirmativa errada. Pelo que já

expus, a segunda afirmativa está certa.

O Predicativo e o Verbo de Ligação

Querido(a), depois de falarmos sobre os complementos verbais, vamos à outra

possibilidade sintática:

6) O presidente estava desolado.

Primeiramente, quero que você dê atenção ao verbo “estava”. Você se lembra

do que aprendeu sobre verbos ainda no primário? Não? Então, venha comigo aqui:

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O QUE É UM VERBO?

Você, quando pequeno(a), aprendeu o seguinte: verbo é uma palavra que serve

para indicar ação, estado ou fenômeno da natureza. Essa é, realmente, uma noção

extremamente primária, mas que vai nos ser de grande valia. Vamos separar os

verbos nessas três categorias, da última para a primeira (por motivos didáticos):

Principais verbos O que eles podem ser


Classificação
sintaticamente
Chover, nevar, amanhecer, VI
Fenômenos da
trovejar, anoitecer, ventar,
natureza
raiar.
Ser, estar, permanecer, VL – ou VI
Estado ficar, continuar, parecer,
andar, tornar-se, virar.
Ação O resto VTD, VTI, VTDI, VI

Por que isso, professor? A ideia é fazer com que você exclua possibilidades! No

exemplo 6, ao ver um verbo de estado, você já deve pensar “sintaticamente, ele

não pode ser VTD, VTI, VTDI ou VI”, sacou?

�Obs.1: nem todo verbo de estado é verbo de ligação. Falaremos mais sobre isso

adiante.

�Obs.2: tenha bom senso! Compare o par de orações abaixo:

 a) Ele anda preocupado.

 b) Ele anda rapidamente.

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 Você, é claro, sabe que os dois verbos acima são diferentes! O primeiro,

indica estado de preocupação. O segundo diz respeito ao ato de caminhar. O

mesmo vale para “virar”. Veja:

 c) Ele virou professor.

 d) Ele virou a página.

 Em (c), o verbo indica o que ele se tornou. Em (d), o ato de passar uma

página.

�Obs.3: acima, estão listados os principais, e não todos. Além disso, quando escre-

vo “o resto” para os de ação é porque esse grupo se divide em ação, existên-

cia, processo, volição, necessidade etc. Por isso chamei de “resto”. A ideia é

que você, a partir de agora, pense assim: se não é fenômeno da natureza,

se não é estado, então é ação”. Pegou o espírito?

Voltemos, então, ao exemplo 6. O sujeito do verbo “estava” é “o presidente”.

Observe que “desolado” é uma característica atribuída ao presidente. O verbo pre-

dicar possui, em sua origem latina, o sentido de atribuir algo a alguém, elogiar,

louvar. Assim sendo, podemos afirmar que “desolado” é um atributo dado ao pre-

sidente. Em outras palavras, “desolado” predica o presidente. Por isso, “desolado”

é o predicativo do sujeito. O verbo “estava” possui a mera finalidade de conectar

o sujeito ao seu atributo. Por esse motivo, nós o chamamos de verbo de ligação.

Obs.:
 em língua portuguesa, somente verbos de estado podem ser verbos de ligação!

O predicativo não realmente um complemento verbal, uma vez que ele não se

liga ao verbo. Mas, por razões didáticas, costumamos o chamar de complemento,

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apenas pela sua posição posposta ao verbo na ordem direta da oração. Além disso,

não existe predicativo do sujeito apenas com verbos de ligação (veremos isso mais

adiante, em “configurações oracionais”). Agora, uma afirmação eu te garanto: só

existe verbo de ligação com predicativo do sujeito.

O Verbo Intransitivo

A grosso modo, para melhor iniciar nossa conversa, podemos afirmar que o

verbo intransitivo é aquele que não transita ou liga. São os verbos que indicam

fenômenos da natureza, os de ação que não possuem complementos verbais ou os

de estado que não ligam sujeitos a predicativos. A melhor forma de entender um

verbo intransitivo e comparando sentenças e excluindo possibilidades. Vejamos a

seguir:

7) Ele bebe leite.

8) Ele bebe muito.

9) Ele bebe aos domingos.

Nas três opções o verbo e o sujeito são os mesmos (verbo de ação). Em 7, a

ação de beber recai sobre algo bebido, ou melhor: quem bebe, bebe algo (“lei-

te”). Assim, podemos afirmar que o verbo é VTD e “leite” é OD. O mesmo não

acontece em 8 e 9. A ação de beber não recai sobre algo bebido. Logo, os verbos

desses dois exemplos são intransitivos. Toda transitividade verbal depende de com-

plemento explícito.

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Então, professor Elias, qual é a classificação sintática de “muito” e de “aos do-

mingos”? Ambos se referem ao verbo. O primeiro indica a intensidade com que se

bebe; o segundo, quando se bebe. Morfologicamente, “muito” é advérbio; “aos

domingos”, uma locução adverbial. Ambos, sintaticamente, são adjuntos ad-

verbiais.

Vamos ver outra comparação:

10) O deputado estava eufórico.

11) O deputado estava em Campinas.

Nas duas orações, o verbo e o sujeito são os mesmos (verbo de estado). Em 10,

“eufórico” é uma característica do sujeito; portanto, predicativo do sujeito (e o ver-

bo é de ligação). O mesmo não ocorre em 11. “Em Campinas” não é característica

do sujeito, mas uma informação acerca do verbo (onde estava). Morfologicamente,

“em Campinas” é uma locução adverbial; sintaticamente, um adjunto adver-

bial. O verbo “estava”, em 11, é intransitivo.

Alguns comentários são válidos:

• verbo intransitivo não é, nunca foi e nunca será o verbo de sentido completo.

Alguns podem ter sentido independentemente de qualquer outra estrutura

sintática (como ocorre com os verbos que indicam fenômenos da natureza);

• um adjunto adverbial não é, nunca foi e nunca será um complemento verbal;

• nem sempre haverá um adjunto adverbial com verbos intransitivos. Vejamos

os exemplos abaixo:

12) Jesus nasceu!

13) Jesus nasceu em Belém!

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Em ambas, o verbo empregado é intransitivo. A diferença é apenas que, em 13,

há onde o ato de nascer ocorreu. Ou seja, “em Belém” é um adjunto adverbial.

Dessa forma, podemos ter uma ilustração de esquemas oracionais:

Mas, professor, então o que é um adjunto adverbial? Falaremos acerca disso

na próxima seção!

Os Adjuntos Adverbiais

No primeiro PDF, sobre morfologia, falamos sobre o que era um advérbio e

uma locução adverbial. Esse conhecimento é fundamental agora, pois ambos são

classificados sintaticamente como adjuntos adverbiais. Se você entendeu como

fazer a classificação morfológica, também saberá fazer a sintática! Até a classifica-

ção dos adjuntos adverbiais segue critério semântico usado com advérbios e locu-

ções adverbiais. Vejamos o quadro abaixo:

Sujeito verbo intransitivo adjunto adverbial Classificação do a. adv.


Ele bebe muito. intensidade
aos domingos. tempo
socialmente. modo
no bar. lugar
com o copo. instrumento
com os amigos. companhia
apesar da doença. concessão
para esquecer os problemas.* finalidade
porque a mulher o deixou.* causa

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*Os dois últimos casos possuem verbos. São conhecidos como adjuntos ad-

verbiais oracionais, ou orações subordinadas adverbiais, conforme veremos

em período composto.

Cabe ressaltar que o adjunto adverbial não aparece apenas em estruturas dota-

das de verbos intransitivos. Vejamos abaixo:

14) Ele bebe leite aos domingos.

15) O deputado estava eufórico em Campinas.

Alguns verbos da língua portuguesa causam tremenda confusão em análises sintá-

ticas. São verbos locativos (relacionados a lugares), como chegar, ir voltar, partir,

morar, residir etc. Eles parecem verbos transitivos diretos, mas, na verdade, são

intransitivos. Vejamos abaixo.

• Ele mora em Brasília.

• Ele vai ao Rio de Janeiro.

• Ele voltou de Paris.

Para a NGB, os verbos acima são intransitivos. As expressões destacadas são ad-

juntos adverbiais de lugar. Jamais se confunda com isso! Isso já foi cobrado em

provas!

17. (FUNCAB) Na oração “E para mim, que moro em Manhattan, aquela ilha aper-

tada [...] deve ser como pousar NA LUA”, a função sintática do termo destacado é:

a) complemento nominal.

b) objeto indireto.

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c) objeto direto.

d) aposto.

e) adjunto adverbial.

Letra e.

O verbo pousar é locativo! Cuidado!

Configurações Oracionais

Amigo(a), por fim, seria legal simularmos algumas possibilidades de configura-

ções oracionais. Isso os ajudará a entender, com maior clareza, o funcionamento

da sintaxe da oração.

O PREDICADO

Conforme já discutimos, o predicado é o que sobra do sujeito. O predicado, assim

como o sujeito, possui núcleo. O núcleo do predicado pode ser um verbo (VTD,

VTI, VTDI ou VI) ou um predicativo (do sujeito ou do objeto). Note que o VL não é

considerado núcleo.

Configuração 1 – Predicados Verbais

Os predicados verbais são aqueles cujo núcleo é o próprio verbo. Para que um

verbo seja núcleo, é necessário que ele seja VTD, VTI, VTDI ou VI, conforme ob-

servaremos abaixo:

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Configuração 2 – Predicados Nominais

Em predicados nominais, o núcleo é o predicativo do sujeito. Nesse caso, a frase

deve ter um verbo de ligação.

22) As atletas permaneceram sentadas durante a partida.

23) Aquele rapaz se tornou um homem.

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Segundo nossos estudos, o verbo de estado pode ser de ligação ou intransitivo.

Na oração acima, o verbo “permaneceram” não pode ser de ligação, uma vez que

não há predicativo do sujeito. O referido verbo é classificado como intransitivo. Por

esse motivo, o predicado dessa oração é verbal.

Configuração 3 – Predicados Verbo-Nominais

Os predicados verbo-nominais são dotados de dois núcleos: um verbal (todos

os verbos, exceto VL) e um nominal (predicativo do sujeito ou do objeto). Vejamos

abaixo:

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�Obs.1: “revoltados” (24) e “tristes” (25) não podem ser advérbios, pois estão em

concordância com “servidores” e “filhos”, respectivamente. Lembre-se: O

ADVÉRBIO É INVARIÁVEL.

O
� bs.2: depois, falaremos, com muito carinho, sobre o predicativo do objeto, para

que você não o confunda com um adjunto adnominal. Por enquanto, guarde a

seguinte informação: o predicativo do objeto é uma característica que o sujei-

to atribui ao objeto. No exemplo 26, “culpado” foi atribuído pelo “juiz” ao “réu”.

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Agora, visite o fim do PDF, no qual estão as questões comentadas, e resolva a

6, 7 e 9.

Bloco IV – Sintaxe (Parte III)

Nos blocos anteriores, falamos sobre morfologia, sujeito, complementos verbais e

adjuntos adverbiais. Peço, por gentileza, que você analise comigo a seguinte oração:

1) A Garota estudiosa encontrou apostilas velhas.

Primeiramente, faça a classificação morfológica da sentença. O resultado é:

Em seguida, vamos à análise sintática que dominamos até este ponto da matéria:

Sabemos que tanto o sujeito quanto o objeto possuem núcleos (“garota” =

núcleo do sujeito/”apostilas” = núcleo do objeto direto). Então, surge um ques-

tionamento: qual é a classificação sintática do artigo “a”, do adjetivo “estudiosa e

do adjetivo “velhas? Todos esses termos estão ligados ao nome, e são estruturas

internas ao sujeito e ao objeto.

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Vejamos outra construção:

2) O desejo da mãe é a reforma da casa.

Vamos seguir os mesmos passos. Inicialmente, a classificação morfológica:

Agora, a análise sintática de acordo com o que conhecemos até agora:

Do mesmo modo como ocorreu na oração 1, sabemos que sujeito e predicativo

do sujeito possuem núcleos (“desejo” e “reforma”, respectivamente). Ambos são

substantivos. Novamente, uma pergunta nos vem à mente: qual é a classificação

sintática do artigo “o”, da locução “da mãe”, do artigo “a” e da locução “da casa”?

Conforme você acabou de perceber, nosso questionamento agora está centrado

em saber qual é a classificação sintática dos termos que se ligam a nomes. Esses

termos são internos a diversas estruturas sintáticas (estão dentro de sujeitos, ob-

jetos, predicativos, adjuntos). E é sobre esse assunto que falaremos a partir de

agora!

Para iniciarmos, vamos verificar uma questão do CESPE:

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18. CESPE/2013)

Quem pode escapar ileso

Do medo e do desatino

Quem viu o pavio aceso do destino?

Nos versos 25 e 26, os termos “Do medo”, “do desatino” e “do destino” exercem a

mesma função sintática.

Errado.

Existe uma forma de, sem tanta nomenclatura gramatical, resolver a questão aci-

ma. Note que “do medo” e “do desatino” são expressões que estão ligadas ao verbo

“escapar”; em contrapartida, “do destino” não se liga ao verbo “viu”, mas ao subs-

tantivo “pavio”. Ora, se as duas primeiras expressões se ligam a verbo e a terceira

a um substantivo, podemos deduzir que elas não podem possuir a mesma função

sintática. Você também poderia adotar outro caminho: “do medo” e “do desatino”

são objetos indiretos, ao passo que “do destino” é um adjunto adnominal. Mas,

para entender bem a segunda explicação que apresentei, você precisará estudar

todo este bloco.

Vale fazer um comentário: são poucas as bancas que cobram os termos ligados

a nomes em provas de concursos públicos. Todavia, conhecê-los, além de ser um

diferencial, é fundamental para a compreensão de outras questões mais complexas

da língua. Conhecer um adjunto adnominal colabora para o entendimento de uma

oração subordinada adjetiva. Conhecer um complemento nominal colabora para o

entendimento de uma oração subordinada substantiva completiva nominal. Esses

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são só alguns exemplos da importância dos termos ligados a substantivos. E quero

que você estude este PDF com esta visão: gastarei um tempo significativo enten-

dendo os termos ligados aos nomes por um bem maior, que me será apresentado

em PDFs posteriores. O português só se torna impossível quando não respeitamos

as etapas de formação e entendimento da língua!

Termos Ligados a Nomes

Para facilitar nosso estudo, no início, trabalharemos apenas com frases (e não

com orações). Quero que você se concentre apenas no substantivo e nas estrutu-

ras ligadas a ele. Posteriormente, elevaremos o nível da discussão, inserindo essas

simples frases em orações, tudo bem?

Vejamos os seguintes exemplos:

3) O professor sábio.

4) A escritora talentosa.

5) As médicas responsáveis.

Morfologicamente, nas três frases, encontramos constituições semelhantes (ar-

tigo + substantivo + adjetivo). Sintaticamente, os substantivos são classificados

como núcleos de cada uma das frases. Já os artigos e adjetivos são termos que

se referem ao substantivo, que estão próximos ao substantivo, inseridos em uma

mesma estrutura sintagmática. Por estarem juntos ao nome, recebem a classifica-

ção de adjunto adnominal. Veja a descrição abaixo:

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Professor, o que é um sintagma?

Sintagma nada mais é do que uma estrutura organizada de elementos linguísticos

(fonemas, letras, palavras etc.). Sempre que combinamos elementos linguísticos

a fim de formar uma estrutura inteligível, formamos um sintagma. Toda palavra é

um sintagma (combinação organizada de letras). Toda frase é um sintagma (com-

binação organizada de palavras).

Essa classificação de adjunto adnominal também vale para outras classes mor-

fológicas que são subordinadas a substantivos (você se lembra do “grupo dos no-

mes”, lá no PDF de morfologia?). Vejamos:

6) Essas duas meninas brincalhonas.

7) Os meus doze anos inesquecíveis.

8) Algumas mulheres negras.

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Agora, inseri, em cada sintagma, pronomes adjetivos e numerais. Como essas

classificações sintáticas são subordinadas a substantivos (e estão junto dele), sin-

taticamente também são adjuntos adnominais. A classificação de cada uma das

orações ficaria assim:

Vamos avançar um pouco mais: e se, dentro do sintagma, houver preposição?

9) As mesas de vidro.

10) O galpão de milho.

11) Aquela porta do consultório.

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Note que, agora, há três locuções adjetivas (“de vidro”, “de milho” e “do con-

sultório”). Sintaticamente, elas são classificadas também como adjuntos adno-

minais. Agora, a classificação sintática não recaiu sobre cada uma das palavras da

locução, mas sobre a locução inteira.

 Obs.: preposições, conjunções e interjeições (que são classes morfológicas) não

possuem classificação sintática! Isso é o que justifica o que aconteceu na

análise anterior!

E o mesmo princípio também é válido quando há uma sequência de termos pre-

posicionados! Veja:

12) A mãe do garoto de Amsterdã.

Note que, na construção, há três substantivos – “mãe”, “garoto” e “Amsterdã”.

Não estamos falando de uma mãe qualquer, e nem de um garoto qualquer. Há uma

locução adjetiva que se refere à mãe, e, interna a ela, há outra locução adjetiva que

se refere ao garoto. A classificação ficaria assim:

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Essa prática de “encaixar” termos uns nos outros é característica de todas as

línguas do mundo. Tal fenômeno é chamado de recursividade. Teoricamente, a lín-

gua nos permite um encadeamento infinito de estruturas subordinadas. Nós só não

nos valemos disso porque a compreensão textual ficaria comprometida. Por isso,

em redações, recomenda-se a produção de períodos mais curtos. Períodos longos

possuem recursividade em excesso, o que prejudica o entendimento de quem lê.

Mas tenho certeza de que você, até esse momento, está pensando: “caram-

ba, professor, mas que assunto fácil! Basta observar o que está junto ao nome e

chamar de adjunto adnominal”! Eu até que gostaria de dizer a você que é só isso,

apenas para te deixar feliz, mas, como seu professor, tenho de te dizer que esta-

mos apenas começando. Eu preciso mesmo que você tenha entendido tudo o que

apresentei anteriormente, pois, de agora em diante, nosso estudo ficará mais com-

plexo. Todavia, não perca o ânimo! Tenho certeza de que você entenderá tudo, até

o final!

Elias, estou tendo dificuldade para diferenciar um adjunto adnominal de um predi-

cativo do sujeito. Qual é a diferença?

O adjunto adnominal é um termo que se refere ao substantivo estando junto a ele,

integrando um mesmo sintagma. Já o predicativo do sujeito se refere ao substan-

tivo, mas está em um sintagma separado, distinto. Vejamos.

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A engenheira estudiosa trabalha bastante.

A engenheira é estudiosa.

Nas duas construções, o substantivo “engenheira” é caracterizado pelo adjetivo

“estudiosa”. Entretanto, este possui funções diferentes em cada uma das orações.

Na primeira, tanto “engenheira” quanto “estudiosa” integram o sujeito do verbo

“trabalha”. Em outras palavras, “estudiosa” está junto ao nome “engenheira”. Po-

demos afirmar, portanto, que, no primeiro exemplo, estudiosa é um adjunto ad-

nominal. No segundo exemplo, “estudiosa” é uma característica que se refere ao

sujeito, mas que não integra o sujeito. Ou seja: “estudiosa” não está junto ao nome

“engenheira”. Por isso, “estudiosa”, na segunda construção, não é um adjunto ad-

nominal, mas um predicativo do sujeito. Isso já é uma primeira correlação que

estabelecemos com o PDF anterior.

Agora, gostaria que você comparasse comigo os dois exemplos a seguir.

13) O atendimento do psicólogo.

14) O atendimento de menores.

Observe que, morfologicamente, as duas frases possuem estruturas semelhan-

tes [artigo + substantivo + preposição (ou preposição com artigo) + substantivo].

Nas duas, o núcleo é “atendimento”. Mas é agora que vem a informação mais im-

pressionante: “do psicólogo” e “de menores” não possuem a mesma classifica-

ção sintática! A estrutura morfológica é idêntica, mas sintaxe é diferente! Quer

saber que diferença é essa? Acompanhe-me!

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Adjunto Adnominal X Complemento Nominal


Considere os exemplos abaixo:

15) A mulher honesta.


16) O amor selvagem.
17) A bola de couro.
18)A doação de mantimentos.
19) A doação do prefeito.

Agora, eu te pergunto: qual é a classificação sintática dos termos sublinhados?


Para responder, considere o quadro abaixo:

ADJUNTO ADNOMINAL COMPLEMENTO NOMINAL


Pode ou não ser preposicionado. É sempre preposicionado.
Refere-se a substantivos concretos ou abstratos. Refere-se a substantivos abstratos, adjetivos ou
advérbios.

Agora, com o auxílio da tabela, sabemos que, em 15, 16 e 17, os termos su-
blinhados são adjuntos adnominais. Nos dois primeiros, não há preposição (e o
complemento nominal é sempre preposicionado). No terceiro, apesar de “de couro”
ser preposicionado, refere-se ao substantivo “bola”, que é concreto (e o comple-
mento nominal refere-se a substantivos abstratos, adjetivos ou advérbios).
Elias, quer dizer que eu preciso voltar lá no meu primeiro grau para relembrar o
que é um substantivo concreto ou abstrato? Eu te respondo: com certeza! Esse é
um conhecimento fundamental na análise dos termos ligados a nomes. No entanto,
preciso que você esteja com a cabeça aberta. Aquela classificação entre o que exis-
te e o que não existe ou entre o que se toca ou não se toca não vale para a análise
de substantivos concretos e abstratos. Essa é uma noção que você aprende, de
maneira superficial (às vezes, até equivocada), nas séries iniciais. Agora, preciso
que você realmente saiba a diferença entre esses substantivos.

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SUBSTANTIVO ABSTRATO SUBSTANTIVO CONCRETO


Aqueles que indicam sentimentos, sensações, Todos os que não se enquadram na definição de
ações (substantivos derivamos de verbos), esta- substantivo abstrato.
dos. Substantivos abstratos são aqueles que
dependem de alguém para existir.
Ex.: amor, raiva, fé, medo, atendimento, doação, Ex.: mesa, bola, Deus, papai noel, bruxa, escritor.
vida, morte.

Dessa forma, podemos observar que, em 18 e 19, as expressões preposiciona-

das se ligam ao substantivo “doação”, que é abstrato (indica uma ação, cognato do

verbo doar). Se há preposição e substantivo abstrato, a classificação pode ser tanto

adjunto adnominal quanto complemento nominal. Precisaremos, portanto, de

mais informações para estabelecer a diferença entre eles. Perceba que, entre estes

dois exemplos, existe uma diferença semântica: em 18, os mantimentos sofrem a

ação de serem doados (“mantimentos” é paciente em relação à doação); em 19, o

prefeito é quem executa a ação de doar (“prefeito” é agente em relação à doação).

Veja, agora, o quadro atualizado.

ADJUNTO ADNOMINAL COMPLEMENTO NOMINAL


Pode ou não ser preposicionado. É sempre preposicionado.
Refere-se a substantivos concretos ou abstratos. Refere-se a substantivos abstratos, adjetivos ou
advérbios.
Sempre AGENTE. Sempre PACIENTE.

Dessa forma, entendemos que “de mantimentos”, por ser paciente, é um com-

plemento nominal. Ao passo que “do prefeito”, por ser agente, é um adjunto

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adnominal. O mesmo ocorre nos exemplos 13 e 14. Em 13, entende-se que o psi-

cólogo é quem pratica o ato de atender (o psicólogo é agente). Logo, “do psicólogo”

é um adjunto adnominal. Em contrapartida, em 14, percebe-se que os menores

é que recebem o atendimento (os menores são pacientes). Portanto, “de menores”

é um complemento nominal.

�Obs.1: a análise de agente e paciente só deve ser feita quando as duas primeiras

análises não resolverem a questão. Em outras palavras: só se analisa a rela-

ção entre agente e paciente se, e somente se, houver termo preposicionado

se referindo a substantivo abstrato.

�Obs.2: qualquer termo preposicionado que iniciar com preposição diferente de “de”

(pode ser “a”, “em”, “por”) e que se referir a substantivo abstrato será

sempre complemento nominal. Como podemos observar nos seguintes

exemplos: o amor aos homens/a luta por melhorias/a confiança em Deus

(todos os termos sublinhados são complementos nominais)

�Obs.3: o adjunto adnominal também pode representar posse em relação ao subs-

tantivo abstrato. Veja este exemplo: a alegria da mãe (a mãe possui a ale-

gria).

Agora, podemos analisar, profundamente, os exemplos 1 e 2 apresentados lá no

início da aula. Vou os repetir para você:

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Vamos agora analisar algumas situações em orações?

20) O aumento dos preços assustou a população.

21) A população ouviu a fala do Presidente.

22)O amor de Deus aos homens é infinito.

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Como agora são construções oracionais, poderemos encontrar os termos liga-

dos a verbos. Depois, os termos ligados a nomes. Veja as análises a seguir.

O aumento dos preços assustou a população.

A população ouviu a fala do Presidente.

O amor de Deus aos homens é infinito.

Cabe também ressaltar que, assim como há casos que não oferecem dúvidas

acerca do adjunto adnominal, o mesmo também ocorre com alguns complementos

nominais. Quando este se refere a adjetivos ou advérbio, a análise agente/paciente

também é dispensada. Veja a seguir:

23) O empresário considerou o funcionário apto ao cargo.

24) Ele agiu contrariamente a seus princípios.

Em 23, note que “ao cargo” (expressão preposicionada) se refere a “apto”, que,

por sua vez, é um adjetivo que caracteriza “funcionário”. Por isso, “ao cargo” é um

complemento nominal. Em 24, “a seus princípios” (expressão preposicionada) se

refere a “contrariamente”, que é um advérbio subordinado ao verbo “agiu”. Veja

como ficam as análises:

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Agora, visite o fim do PDF, no qual estão as questões comentadas, e resolva a

21 e 26.

Bloco V – Pontuação

Já passeamos por alguns assuntos importantes da língua portuguesa, e a dis-


posição dos conteúdos não é aleatória! Tudo aquilo que já vimos é completamente
necessário para entender outros assuntos. Na verdade, em gramática, um assunto
sempre é pré-requisito para outro. Por isso, é preciso estudar de forma orientada.
O assunto desta seção só é compreensível se você tiver estudado os assun-
tos anteriores com consciência. Na verdade, a maior dificuldade das pessoas com
pontuação reside justamente na falta de pré-requisitos. Entender vírgula não é
meramente saber como colocar uma pontuação, mas entender se estrutura mor-
fossintática de uma sentença depende de pontuação para tornar a informação clara

e inteligível.

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Na verdade, a principal finalidade da pontuação na língua portuguesa é esta:


CLAREZA. A língua falada se vale de vários recursos para garantir que a informa-
ção seja transmitida, como entonação, expressões faciais e gestos. A língua escrita
possui comportamento bem diferente. As palavras chapadas em um papel não pos-
suem o mesmo potencial comunicativo. Para que as mensagens escritas alcancem
o receptor de maneira adequada, os sinais de pontuação se fazem necessários.
Antes de entrarmos no conteúdo, faço uma última ressalva: o assunto pontua-
ção costuma deixar os alunos ansiosos, por gerar dúvidas frequentemente. Mas eu
peço que você “se respeite”. Não queira resolver em algumas linhas os problemas
de muitos anos! Para se tornar expert em pontuação, faça o seguinte: estude este
PDF; faça muitos exercícios sobre o assunto; leia textos, tentando identificar a
razão da pontuação; por fim, aplique tudo isso na sua escrita. É uma técnica que
envolve conscientização, internalização e aplicação! Não espere, ao fim da leitura
deste PDF, já se tornar um craque da pontuação nas redações! Siga o meu passo a
passo, com paciência! O resultado virá!

A Pontuação e a Ordem Direta

Desde o PDF 2, estou falando a você acerca da ordem direta da oração (S + V


+ C + A. Adv.). Ela é a base para que você entenda pontuação! Em linhas gerais,
o esquema é o seguinte:

Em outras palavras: não se separa o sujeito do verbo por vírgula; não se separa
o verbo do complemento por vírgula. Facultativamente – por razões principalmen-
te estilísticas –, é possível separar por vírgula um adjunto adverbial. Tudo isso NA

ORDEM DIRETA!

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 Obs.: a pontuação é dividida em três seguimentos – sintático, semântico e estilís-

tico. Os que frequentemente aparecem em prova são os dois primeiros. Isso

porque a estilística, como o próprio nome diz, revela o estilo de quem escre-

ve, que é individual. Veja a definição de estilística, segundo o Houaiss: ramo

da linguística que estuda a língua na sua função expressiva, analisando o

uso dos processos fônicos, sintáticos e de criação de significados que indi-

vidualizam estilos. Uma pontuação estilística pode estar além das regras,

mas encontra justificativa na finalidade do redator. Por isso, pouco aparece

em provas!

Veja o exemplo abaixo:

1) Os deputados votaram a nova emenda nesta quinta.

Sobre a pontuação no trecho: nada de vírgula entre “deputados” e “votaram”;

nada de vírgula entre “votaram” e “a”. Facultativamente, uma vírgula poderia ser

colocada entre “emenda” e “nesta”.

Elias, e se a oração não estiver na ordem direta? É a partir de agora que o as-

sunto começa a ficar mais interessante!

I – O sujeito pode estar em qualquer posição. NÃO SE SEPARA O SUJEITO DO

VERBO POR VÍRGULA.

II – Se o complemento verbal (estou falando de OD ou OI) estiver deslocado,

pode-se empregar vírgula

A nova emenda, os deputados votaram nesta quinta.

Não preciso nem esclarecer que a forma verbal “pode-se” empregada logo acima

indica que a vírgula é facultativa neste caso, né?

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III – Como esclareci no PDF 3, o predicativo do sujeito NÃO é um complemento

verbal, mas que acaba se comportando como um no que diz respeito ao or-

denamento da oração. Em ordem direta, o predicativo também não é sepa-

rado por vírgula. Mas, se deslocado, ele DEVE receber vírgula. Veja:

Os jogadores estavam cansados. (Ordem direta)

Cansados, os jogadores estavam. (Pred. Suj. deslocado)

Os trabalhadores manifestavam revoltados durante a passeata. (Ordem direta)

Revoltados, os trabalhadores manifestavam durante a passeata. (Pred. Suj. deslocado)

 Obs.: para você que já está pensando “professor, mas ‘cansados’ e ‘revoltados’

não são adjuntos adverbiais?”, aí vai o meu lembrete: adjuntos adverbiais

são INVARIÁVEIS! Veja que as duas palavras concordam com “jogadores” e

“trabalhadores”, respectivamente.

IV – E o adjunto adverbial deslocado? Agora, quero de você toda a atenção pos-

sível, pois, dos quatro tópicos que acabei de listar, este é o mais cobrado em

provas! Veja comigo o seguinte exemplo:

Nesta quinta, os deputados votaram a nova emenda.

O que fiz: peguei a oração (1) e desloquei o adjunto adverbial para o início da

sentença. Conforme você observou, o emprego da vírgula é facultativo. Isso de-

vido à extensão do adjunto adverbial.

A EXTENSÃO DO ADJUNTO ADVERBIAL

Quando o assunto são os adjuntos adverbiais deslocados, não se pode deixar de

avaliar a extensão deles, uma vez que adjuntos adverbiais curtos podem ser iso-

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lados por vírgula, ao passo que adjuntos adverbiais longos devem. Via de regra, o

adjunto adverbial curto é aquele que possui até duas palavras. Os longos, três ou

mais. Esse critério não é muito preciso (pois a própria gramática trata o assunto

com bastante subjetividade), mas é o mais adequado às provas de concursos pú-

blicos. A banca CESPE, por exemplo, se posicionou acerca do assunto em 2012 e

afirmou que essa contagem de palavras é o traço distintivo entre adjuntos adver-

biais curtos e longos. O entendimento dos gramáticos é um pouco mais amplo: o

adjunto adverbial deslocado recebe vírgulas para não criar ambiguidades. Nessa

esteira de raciocínio, os longos são os mais propícios a criar duplas interpretações.

Vamos a outra possibilidade:

Os deputados, nesta quinta, votaram a nova emenda.

Note que, agora, o adjunto adverbial está entre o sujeito e o verbo. Por ser curto,

as vírgulas permanecem facultativas. Mas, agora, é preciso empregar duas, e não

apenas uma.

QUANTIDADE DE VÍRGULAS

Tenha sempre o seguinte entendimento com você:

1 vírgula = SEPARAR

2 vírgulas = INTERCALAR

Intercalar significa que a leitura da informação começa antes da vírgula e continua

depois dela. Em casos assim, via de regra, as duas vírgulas podem ser substituídas

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por travessões ou parênteses. Detalhe: nem sempre duas vírgulas em um mesmo

período significam uma intercalação! É importante perceber se há essa interferên-

cia na leitura da informação!

E se ampliarmos o adjunto adverbial?

Nesta manhã de quinta, os deputados votaram a nova emenda.

Os deputados, nesta manhã de quinta, votaram a nova emenda.

Agora, os adjuntos adverbiais são longos, e o emprego da vírgula passou a ser

obrigatório. Viu como é simples?

 Obs.: reitero que, se o adjunto adverbial estiver em posição canônica (no fim da

oração), não importa se ele é curto ou longo! Isso só vale para os desloca-

dos, ok?

19. (2013/CESPE/ANS) Durante o período de janeiro a março de 2013, foram rece-

bidas 13.348 reclamações de beneficiários de planos de saúde referentes à garantia

de atendimento.

A vírgula logo após “2013” foi empregada para isolar adjunto adverbial anteposto.

Certo.

Primeiramente, note: a ação de receber ocorreu “durante o período de janeiro a

março de 2013”. Isso mostra que a expressão deslocada se refere ao verbo. Por

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isso, é um adjunto adverbial deslocado. Como ele está antes do verbo, podemos

dizer que está anteposto. Nesse caso, por ser de longa extensão o emprego da vír-

gula é obrigatório.

20. (2011/IADES/SEDF) Todo dia, você acorda de manhã e pega o jornal para

saber das últimas novidades enquanto toma café. Em seguida, vai até a caixa de

correio e descobre que recebeu folhetos de propaganda e (surpresa!) uma carta de

um amigo que está morando em outro país. Depois, vai até a escola e separa livros

para planejar uma atividade com seus alunos.

As vírgulas presentes nas linhas 1, 2 e 4 são empregadas pela mesma regra.

Certo.

Em todos os casos, a vírgula foi empregada em função de adjuntos adverbiais des-

locados. No primeiro caso, note que a ação de acordar ocorre “todo dia”; no segun-

do, a ação de ir acontece “em seguida”; no terceiro, a ação de ir ocorre “depois”.

21. (2013/CESPE/ANS) Os planos com pior avaliação – durante dois períodos 10

consecutivos – estão sujeitos à suspensão temporária da comercialização.

A substituição dos travessões por vírgulas ou por parênteses preservaria a correção

gramatical do período.

Certo.

Conforme expliquei acima, para realizar intercalações, via de regra, é possível usar

travessões, parênteses ou vírgulas.

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A Pontuação e os Termos Ligados ao Nome

No PDF 4, eu te expliquei que estudamos os adjuntos adnominais e os comple-

mentos nominais principalmente por serem pré-requisitos para outros conteúdos, e

não porque eles são muito cobrados em provas. Em pontuação, esse conhecimento

é importante. Mas o princípio é fácil: não se separa por vírgula o nome do seu

adjunto adnominal ou o nome do seu complemento nominal! Só isso!

22. (2014/IADES/SEAP) No período “Não existem registros oficiais sobre a funda-

ção da cidade.”, de acordo com a norma-padrão, o emprego da vírgula

a) poderia ocorrer entre “existem” e “registros”.

b) é facultativo para separar o sujeito do predicado.

c) deveria ocorrer para isolar da oração o termo “sobre a fundação da cidade”.

d) não poderia ocorrer entre “registros” e “oficiais”.

e) poderia ocorrer desde que “registros oficiais sobre a fundação da cidade” fosse

deslocado para o início do período.

Letra d.

Primeiramente, note a estrutura sintática do período: há apenas o verbo “existem”,

que é intransitivo; o sujeito é “registros oficiais sobre a fundação da cidade”; “não”

é um advérbio de negação, todavia colocar uma vírgula em um “não” pode mudar

completamente o sentido de uma frase. Veja:

Não estudei. (realmente não foi praticada a ação de estudar)

Não, estudei. (na verdade a ação de estudar foi praticada)

Dentro do sujeito, há um núcleo, que é “registros”; “oficiais” e “sobre a fundação da

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cidade” são dois adjuntos adnominais. Em outras palavras: no período em questão,

não há qualquer possibilidade de colocação de vírgula.

As letras A, B e E sugerem colocar uma vírgula entre o sujeito e o verbo, o que é

proibido. A letra C propõe colocar uma vírgula entre o nome e o adjunto adnominal,

o que também é proibido. Já a letra D diz que não pode ocorrer uma vírgula entre

o nome e o adjunto adnominal.

As Enumerações

Esse talvez seja o uso da pontuação mais famoso de todos! As enumerações são

facilmente reconhecíveis em qualquer texto!

23. (2012/CESPE/BANCO DA AMAZÔNIA) Entre os esforços empreendidos para

ampliar e melhorar o acesso da população aos serviços bancários, o presidente do

Banco Central do Brasil (BACEN) ressaltou que a autoridade monetária prioriza três

linhas de ação para aperfeiçoar a inclusão financeira: a identificação da demanda

por serviços financeiros, o aprimoramento do marco regulatório e a promoção da

educação financeira com transparência.

A vírgula logo após “financeiros” justifica-se porque isola elementos de mesma fun-

ção sintática componentes de uma enumeração de itens.

Certo.

Entenda o texto: o autor menciona a existência de “três linhas de ação para aper-

feiçoar a inclusão financeira”. Após os dois pontos, ele lista, enumera essas três

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linhas. Além disso, há a estrutura clássica de qualquer enumeração: o emprego de

vírgula entre os primeiros e a conjunção “e” entre o penúltimo e o último. Detalhe

importante: toda enumeração é feita com elementos de mesma função sintática!

Mas nem toda questão acerca de enumeração é tão óbvia assim! É um assunto que

exige do candidato atenção.

24. (2013/CESPE/MJ) A assistência gratuita inclui orientação e defesa jurídica, di-

vulgação de informações sobre direitos e deveres, prevenção da violência e patro-

cínio de causas perante o Poder Judiciário.

O trecho “A assistência gratuita (...) Poder Judiciário” pode ser reescrito, manten-

do-se a correção e as ideias do texto, da seguinte forma: A assistência gratuita

inclui: orientação, defesa jurídica, divulgação de informações sobre direitos e deve-

res, prevenção da violência e patrocínio de causas frente ao Poder Judiciário.

Errado.

Qual foi o grande problema dessa reescritura? A enumeração! Veja que, no texto

original, há a enumeração de quatro elementos.

A assistência gratuita inclui orientação e defesa jurídica (1), divulgação de informa-

ções sobre direitos e deveres (2), prevenção da violência (3) e patrocínio de causas

perante o Poder Judiciário (4).

Já na reescritura, são cinco.

A assistência gratuita inclui: orientação (1), defesa jurídica (2), divulgação de in-

formações sobre direitos e deveres (3), prevenção da violência (4) e patrocínio de

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causas frente ao Poder Judiciário (5).

Além disso, há outras mudanças. No original, tanto a orientação quanto a defesa

possuem a característica de serem jurídicas; na reescritura, apenas a defesa é ju-

rídica.

Os dois pontos após “inclui” são estilísticos. Não ferem a correção. Além disso,

“frente ao” é uma estrutura gramatical correta para Celso Pedro Luft.

25. (2012/CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS) A divisão do trabalho doméstico, a

socialização de homens e mulheres e as relações de poder entre os gêneros são

aspectos que contribuem para a construção e reprodução dessa desvalorização.

No trecho “A divisão do trabalho doméstico, a socialização de homens e mulheres e

as relações de poder entre os gêneros”, o emprego da vírgula no lugar do conectivo

“e”, em “homens e mulheres”, não alteraria a relação semântico-sintática entre os

termos da oração.

Errado.

Questão semelhante à anterior. Faça, novamente, a contagem dos termos na enu-

meração original.

A divisão do trabalho doméstico (1), a socialização de homens e mulheres (2) e as

relações de poder entre os gêneros (3) são aspectos que contribuem para a cons-

trução e reprodução dessa desvalorização.

Agora, vamos fazer a alteração sugerida pelo examinador.

A divisão do trabalho doméstico (1), a socialização de homens (2), mulheres (3)

e as relações de poder entre os gêneros (4) são aspectos que contribuem para a

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construção e reprodução dessa desvalorização.

Isso já torna o item errado! A alteração de sentido é evidente. Sintaticamente, há

também mudanças: no trecho original, os núcleos do sujeito são “divisão”, “socia-

lização” e “relações”; na reescritura, “mulheres” também passa a ser núcleo do

sujeito, uma vez que não pertence mais ao sintagma “socialização de homem e

(de) mulheres”.

Agora você percebe como é preciso ter cuidado com as enumerações? As bancas

sabem que os candidatos consideram essa parte do assunto fácil! Por isso, elas

capricham!

A Pontuação e Outras Funções Sintáticas

Existem funções sintáticas que ainda não estudamos, mas que também fazem

parte da análise do período simples. Normalmente, elas são estudadas nas aulas de

pontuação, devido à proximidade com o assunto. Vamos a elas!

Vocativo

O vocativo nada mais é do que um chamamento! Serve para evocar alguém que

está participando do discurso.

2) Maria, não podemos começar sem você!

3) Senhor, tende piedade de nós.

Detalhe importante: todo vocativo deve ser isolado por vírgula! Isso é para evi-

tar qualquer tipo de ambiguidade!

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26. (2014/IADES/CAU-RJ)

a) No primeiro quadro, a vírgula após a palavra “Mãe” é facultativa.

Errado.

Veja que o vocábulo “mãe” foi usado como um chamamento. Por se tratar de um

vocativo, o emprego da vírgula é obrigatório.

b) No segundo quadro, é correto inserir ponto final em substituição ao ponto de ex-

clamação que encerra o período, garantindo assim a correção gramatical desse trecho.

Certo.

Existem três pontuações que podem ser usadas para encerrar períodos: ponto final,

ponto de interrogação e ponto de exclamação. Tanto é que, depois delas, deve-se

empregar letra maiúscula. Troca de uma exclamação por um ponto final altera, no

máximo, a prosódia (a entoação da frase). Isso não prejudica a correção gramatical.

27. (2010/IADES/FCA) O interessante é que esta quebra de paradigmas científicos

seria seguida, décadas mais tarde, por mudanças que sacudiram as noções sociais

de tempo e a percepção sobre o status da ciência.

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O termo “décadas mais tarde” é um vocativo.

Errado.

Eu te pergunto: já ouviu alguém ser chamado de “décadas mais tarde”? É evidente

que isso não é um vocativo! Trata-se de um adjunto adverbial deslocado e longo.

28. (2011/IBFC/MPE-SP) Considere o período abaixo e as afirmações que seguem.

Paulo, chegou tarde ontem?

I – A vírgula está empregada incorretamente.


II – Se a vírgula for retirada, o sentido será alterado.

Está correto o que se afirma em:

a) somente I

b) somente II

c) I e II

d) nenhuma

Letra b.

A frase original está com vírgula, pois “Paulo” é um vocativo! A ideia é: Paulo,

(você) chegou tarde ontem? Em outras palavras, entende-se que alguém está fa-

lando com Paulo (por isso, a vírgula está empregada corretamente). Com a retira-

da da vírgula, “Paulo” passa a ser o sujeito, ou seja, entende-se que alguém está

falando sobre Paulo (por isso, o sentido é alterado).

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Aposto

Analise comigo o seguinte período.

4) Bernardinho, ex-técnico da seleção brasileira de vôlei, ministra palestras.

Perceba que, segundo a oração (4), podemos estabelecer a seguinte relação:

Bernardinho = ex-técnico da seleção brasileira de vôlei

Em minhas aulas, costumo até dizer o seguinte: se chamarmos “Bernardinho”

de X e “ex-técnico da seleção brasileira de vôlei” de Y, podemos estabelecer que

X=Y. Em outras palavras, esses dois termos estabelecem entre si uma relação de

equivalência semântica. Essa é a característica fundamental dos apostos. Aliás,

preciso que você tenha isso bem claro na sua cabeça: aposto é um termo acessório

que estabelece equivalência semântica com outro termo de natureza substantiva,

e não o termo que aparece entre vírgulas! Nem todo aposto aparece entre vírgulas,

e nem tudo que está entre vírgulas é aposto!

PONTUAÇÃO SEMÂNTICA

Uma das finalidades da pontuação, na língua portuguesa, é atribuir sentido. Vou ser

ainda mais direto:

Para explicar, emprega-se vírgula.

Para restringir, não se emprega vírgula.

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Primeiramente, você precisa entender que explicar significa dizer o que é, tornar

claro ao passo que restringir é o mesmo que limitar. Além disso, saiba que essa

pontuação semântica só é aplicada a duas estruturas da sintaxe da língua portu-

guesa: os apostos e as orações subordinadas adjetivas (este último assunto vere-

mos em período composto).

Dessa forma, podemos entender que, em (4), “ex-técnico da seleção brasileira

de vôlei” é aposto devido à equivalência semântica. Como a finalidade dele é expli-

car quem é “Bernardinho”, aplicam-se as vírgulas, a fim de indicar que se trata de

um aposto explicativo.

Agora, vamos falar um pouco sobre os tipos de apostos.

• Explicativo

Elvis, o Rei do Rock, não morreu.

• Enumerativo

Tudo – calças, camisas e sapatos – foi vendido em alguns minutos.1

1
É em construções semelhantes a essa que os dois pontos costumam ser empregados! Poderíamos
redigir o texto assim:
Em alguns minutos, foi vendido tudo: calças, camisas e sapatos.
Ou
Em alguns minutos, foi vendido tudo – calças, camisas e sapatos.
Ou
Em alguns minutos, foi vendido tudo (calças, camisas e sapatos).
Nesse caso, a vírgula não é recomendada (no lugar de dois pontos, do travessão ou dos parênte-
ses), uma vez que “tudo” pode se confundir com os termos da enumeração subsequente. A troca
entre pontuações não é um simples capricho! Em muitas oportunidades, abrimos mão de usar a
vírgula e optamos por outras pontuações para conferir ao texto clareza, que é a principal finali-
dade da pontuação!

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• Resumitivo

Calças, camisas, sapatos, tudo foi vendido em alguns minutos.

• Especificativo

A escritora Clarice Lispector causa-me emoção.

Como foi possível perceber, os dois últimos apostos não dependem de isolamento

por vírgula; mantêm, todavia, a equivalência semântica com termos anteriormente

apresentados.

29. (2013/CESPE/MI) O Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias

Hidrográficas do Nordeste Setentrional é um empreendimento do governo federal

sob a responsabilidade do Ministério da Integração Nacional. Esse projeto tem o

objetivo de assegurar a oferta de água para 12 milhões de habitantes de 391 mu-

nicípios do Agreste e do Sertão dos estados de Pernambuco, do Ceará, da Paraíba

e do Rio Grande do Norte.

As vírgulas são empregadas para isolar aposto explicativo.

Errado.

Primeiramente, note que não há qualquer equivalência semântica entre “Pernam-

buco”, “Ceará” e “Paraíba”. Além disso, as vírgulas foram empregadas para isolar

elementos de uma enumeração.

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30. (2013/CESPE/MPU) No período colonial, o Brasil foi orientado pelo direito lusitano.
A vírgula após “colonial” é utilizada para isolar aposto.

Errado.
Além de não haver equivalência semântica, a vírgula foi empregada por outra ra-
zão: adjunto adverbial de tempo deslocado.

31. (2010/IADES/CFA) Não é também uma tarefa punir os maus e honrar os bons?
Portanto, Nicomaquides, não desprezeis homens hábeis em administrar seus ha-
veres.
O vocábulo “Nicomaquides” exerce função de aposto.

Errado.
Mais uma vez, não há qualquer equivalência semântica. “Nicomaquides” está entre
vírgulas por ser vocativo.

32. (2013/CESPE/PCDF) Balanço divulgado pela Secretaria de Segurança Pública


do Distrito Federal (SSP/DF) aponta redução de 39% nos casos de roubo com res-
trição de liberdade, o famoso sequestro-relâmpago, ocorridos entre 1.º de janeiro
e 31 de agosto deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.
A expressão “o famoso sequestro-relâmpago” está entre vírgulas porque explica,
em termos populares, a expressão “roubo com restrição de liberdade”.

Certo.
Primeiramente, note a equivalência semântica entre “roubo com restrição de liberda-
de” e “o famoso sequestro-relâmpago”. Isso denuncia o valor apositivo desta expres-

são. Além disso, as vírgulas reforçam o entendimento de que o aposto é explicativo.

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33. (2013/CESPE/BACEN) – O único meio é lançar mão de um regime debilitante:

ler compêndios de retórica, ouvir certos discursos etc.; para esse fim, deves evitar

as livrarias, mas, de quando em quando, elas serão de grande conveniência para

falares do boato do dia; de um contrabando, de qualquer coisa: verás que muitos

dos leitores, estimáveis cavalheiros, repetir-te-ão as mesmas opiniões, e uma tal

monotonia é saudável. Com tal regime, durante – suponhamos – dois anos, redu-

zes o intelecto, por mais pródigo que seja, ao equilíbrio comum.

O segmento “estimáveis cavalheiros” é um aposto explicativo da expressão “muitos

dos leitores”.

Certo.

Cuidado com esta questão! Talvez, desavisadamente, você tenha classificado “es-

timáveis cavalheiros” como vocativo; essa é, contudo, uma possibilidade inválida.

Se você observar com carinho o texto, verá que quem está falando se refere a uma

única pessoa. Como perceber isso? A ocorrência de verbos na segunda pessoa do

singular (“deves”, “falares”, “verás”, “reduzes”) e a presença do pronome oblíquo

átono “te” em “repetir-te-ão”. Ora, se a segunda pessoa – com quem se fala – é

singular, não há razão para usar um vocativo no plural! Isso deixa claro que há uma

equivalência semântica entre “muitos dos leitores” e “estimáveis cavalheiros”, o

que confirma o valor apositivo desta expressão.

O Zeugma

Para entendermos melhor esse tópico, precisamos falar um pouco sobre figuras de

linguagem. Há duas que são muito importantes para concursos: elipse e zeugma.

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ELIPSE: a omissão de um termo.

Estudamos bastante para a prova. (omissão de “nós”).

ZEUGMA: a omissão de um termo anteriormente citado.

A criança é fonte de alegria, futuro do nosso país (omissão de “a criança é” antes

de “futuro”).

Detalhe importante: o zeugma nada mais é do que um tipo de elipse. Para ser

ainda mais claro, todo zeugma é uma elipse. Já o contrário não é válido.

Existe uma vírgula que marca a ocorrência de zeugmas. Veja:

5) Maria tem três filhos. Antônio, dois.

A finalidade da vírgula nesse texto é marcar a omissão de “tem” e “filhos”.

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Agora, visite o fim do PDF, no qual estão as questões comentadas, e resolva a

2, 15, 18, 20, 20, 31.

O Que Cai, Elias? (Considerações finais)

Sobre o bloco I: morfologia é muito cobrado na AOCP. Concentre-se na identifi-

cação das classes morfológicas e na semântica delas!

Sobre o bloco II: é importante para a AOCP, mas não como para outras bancas.

Entenda-o bem, mas fique mais atento ainda com o bloco seguinte.

Sobre o bloco III: para a AOCP, tem peso maior do que o sujeito. Estude muito

bem os complementos verbais, os adjuntos adverbiais e, principalmente, a transi-

tividade.

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Sobre o bloco IV: cai pouco, mas é um diferencial. Jamais garantiria a você que

esse assunto apareceria na sua prova. Eu até sugiro que você o estude rapidamen-

te e volte depois, se sobrar tempo.

Sobre o bloco V: para mim, depois de morfologia, esse é o mais importante.

Mas, para entendê-lo, você precisa conhecer os blocos anteriores. Não queira saber

pontuação sem noções de sintaxe. É impossível! Respeite a ordem de estudos da

língua!

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QUESTÕES DE CONCURSO

1. 1. (AOCP/CODEM/ADVOGADO/2017)

O Lado Negro do Facebook

O Facebook é, de longe, a maior rede da história da humanidade. Nunca existiu,

antes, um lugar onde 1,4 bilhão de pessoas se reunissem. Metade de todas as

pessoas com acesso à internet, no mundo, entra no Facebook pelo menos uma vez

por mês. Em suma: é o meio de comunicação mais poderoso do nosso tempo, e

tem mais alcance do que qualquer coisa que já tenha existido. A maior parte das

pessoas o adora, não consegue conceber a vida sem ele. Também pudera: o Fa-

cebook é ótimo. Nos aproxima dos nossos amigos, ajuda a conhecer gente nova e

acompanhar o que está acontecendo nos nossos grupos sociais. Mas essa história

também tem um lado ruim. Novos estudos estão mostrando que o uso frequente

do Facebook nos torna mais impulsivos, mais narcisistas, mais desatentos e menos

preocupados com os sentimentos dos outros. E, de quebra, mais infelizes.

No ano passado, pesquisadores das universidades de Michigan e de Leuven (Bél-

gica) recrutaram 82 usuários do Facebook. O estudo mostrou uma relação direta:

quanto mais tempo a pessoa passava na rede social, mais infeliz ficava. Os cientis-

tas não sabem explicar o porquê, mas uma de suas hipóteses é a chamada inveja

subliminar, que surge sem que a gente perceba conscientemente. Já deve ter acon-

tecido com você. Sabe quando você está no trabalho, e dois ou três amigos postam

fotos de viagem? Você tem a sensação de que todo mundo está de férias, ou que

seus amigos viajam muito mais do que você. E fica se sentindo um fracassado.

“Como as pessoas tendem a mostrar só as coisas boas no Facebook, achamos que

aquilo reflete a totalidade da vida delas”, diz o psiquiatra Daniel Spritzer, mestre

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pela UFRGS e coordenador do Grupo de Estudos sobre Adições Tecnológicas. “A

pessoa não vê o quanto aquele amigo trabalhou para conseguir tirar as férias”, diz

Spritzer.

E a vida em rede pode ter um efeito psicológico ainda mais assustador. Durante 30

anos, pesquisadores da Universidade de Michigan aplicaram testes de personalida-

de a 14 mil universitários. O resultado: os jovens da geração atual, que cresceram

usando a internet, têm 40% menos empatia que os jovens de três décadas atrás. A

explicação disso, segundo o estudo, é que na vida online fica fácil ignorar as pesso-

as quando não queremos ouvir seus problemas ou críticas – e, com o tempo, esse

comportamento indiferente acaba sendo adotado também na vida offline. Num

meio competitivo, onde precisamos mostrar como estamos felizes o tempo todo, há

pouco incentivo para diminuir o ritmo e prestar atenção em alguém que precisa de

ajuda. Há muito espaço, por outro lado, para o egocentrismo. Em 2012, um estudo

da Universidade de Illinois com 292 voluntários concluiu que, quanto mais amigos

no Facebook uma pessoa tem, e maior a frequência com que ela posta, mais narci-

sista tende a ser – e maior a chance de fazer comentários agressivos.

Esse último resultado é bem surpreendente, porque é contraintuitivo. Ora, uma

pessoa que tem muitos amigos supostamente os conquistou adotando comporta-

mentos positivos, como modéstia e empatia. O estudo mostra que, no Facebook,

tende a ser justamente o contrário.


Adaptado de Superinteressante. Disponível em:
http://super.abril. com.br/tecnologia/o-lado-negro-do-Facebook/

Em “Os cientistas não sabem explicar o porquê”, a palavra destacada é assim es-

crita, pois

a) está sendo usada como substantivo, significando “motivo”.

b) está sendo utilizada para introduzir uma causa ou explicação.

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c) funciona como pronome relativo, equivalente a “por qual razão”.

d) introduz frase interrogativa.

e) está sendo utilizada em final de frase.

2. (AOCP/CODEM/ADVOGADO/2017) Em “No ano passado, pesquisadores das uni-

versidades de Michigan e de Leuven (Bélgica) recrutaram 82 usuários do Face-

book.”, a vírgula presente no fragmento do texto

a) é obrigatória, pois separa adjunto adverbial de tempo antecipado.

b) é facultativa, pois separa advérbio de tempo que, independente da posição na

oração, deve estar separado por vírgula.

c) é facultativa, pois está separando um termo que tem a mesma função do termo

posposto a ele.

d) é obrigatória, pois, no período, separa oração subordinada adverbial anteposta

à principal.

e) está inadequada, pois separa termos essenciais da oração.

3. (AOCP/SERCOMTEL. S. A. TELECOMUNICAÇÕES/ANALISTA/2016)

Perdoar e esquecer

Quando a vida se transforma num tango, é difícil não dançar ao ritmo do rancor

Hoje tomei café da manhã num lugar em que Carlos Gardel costumava encontrar

seus parceiros musicais por volta de 1912. É um bar simples, na esquina da rua

Moreno com a avenida Entre Rios, chamado apropriadamente El Encuentro.

Nunca fui fã aplicado de tango, mas cresci ouvindo aqueles que a minha mãe can-

tava enquanto se movia pela casa. Os versos incandescentes flutuam na memória

e ainda me emocionam. Soprado pelo fantasma de Gardel, um deles me veio aos

lábios enquanto eu tomava café no El Encuentro: “Rechiflado en mi tristeza, te evo-

co y veo que has sido...”

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Vocês conhecem Mano a mano, não?

Essencialmente, é um homem falando com a mulher que ele ama e que parece tê-

-lo trocado por uma vida melhor. Lembra, em espírito, o samba Quem te viu, quem

te vê, do Chico Buarque, mas o poema de Gardel é mais ácido e rancoroso. Parado-

xalmente, mais sutil. Não se sabe se o sujeito está fazendo ironia ou se em meio a

tantas pragas ele tem algum sentimento generoso em relação à ex-amante. Nisso

reside o apelo eterno e universal de Mano a mano – não é assim, partido por senti-

mentos contraditórios, que a gente se sente em relação a quem não nos quer mais?

Num dia em que estamos solitários, temos raiva e despeito de quem nos deixou. No

outro dia, contentes e acompanhados, quase torcemos para que seja feliz. O pro-

blema não parece residir no que sentimos pelo outro, mas como nos sentimos em

relação a nós mesmos. Por importante que tenha sido, por importante que ainda

seja, a outra pessoa é só um espelho no qual projetamos nossos sentimentos – e

eles variam como os sete passos do tango. Às vezes avançam, em outras retroce-

dem. Quando a gente acha que encontrou o equilíbrio, há um giro inesperado.

Por isso as ambiguidades de Mano a mano nos pegam pelas entranhas. É difícil dei-

xar para trás o sentimento de abandono e suas volúpias. É impossível não dançar

ao ritmo do rancor. Há uma força enorme na generosidade, mas para muitos ela é

inalcançável. Apenas as pessoas que gostam muito de si mesmas são capazes de

desejar o bem do outro em circunstâncias difíceis. A maioria de nós precisa ser ama-

da novamente antes de conceder a quem nos deixou o direito de ser feliz. Por isso

procuramos com tanto afinco um novo amor. É um jeito de dar e de encontrar paz.

No último ano, tenho ouvido repetidamente uma frase que vocês já devem ter es-

cutado: Não se procura um novo amor, a gente simplesmente o encontra. O para-

doxo é bonito, mas me parece discutível. Supõe que o amor é tão acidental quanto

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um tropeção na calçada. Eu não acho que seja. Imagina que a vontade de achar

destrói a possibilidade de encontrar. Isso me parece superstição. Implica em dizer

que se você ficar parado ou parada as coisas virão bater na sua porta. Duvido. O

que está embutido na frase e me parece verdadeiro é que não adianta procurar se

você não está pronto – mas como saber sem procurar, achar e descobrir que não

estava pronto?

É inevitável que a gente cometa equívocos quando a vida vira um tango. Nossa ca-

rência nos empurra na direção dos outros, e não há nada de errado nisso. É assim

que descobrimos gente que será ou não parte da nossa vida. Às vezes quebramos a

cara e magoamos os outros. O tango prossegue. O importante é sentir que gostam

de nós, e que nós somos capazes de gostar de novo. Isso nos solta das garras do

rancor. Permite olhar para trás com generosidade e para o futuro com esperança.

Não significa que já fizemos a curva, mas sugere que não estamos apenas resmun-

gando contra a possibilidade de que o outro esteja amando. Quando a gente está

tentando ativamente ser feliz, não pensa muito no outro. Esse é o primeiro passo

para superar. Ou perdoar, como costuma ser o caso. Ou esquecer, como é ainda

melhor.

No primeiro verso de Mano a mano, Gardel lança sobre a antiga amante a maldição

terrível de que ela nunca mais voltará a amar. Mas, ao final da música, rendido a

bons sentimentos, oferece ajuda e conselhos de amigo, quando chegar a ocasião.

Acho que isso é o melhor que podemos esperar de nós mesmos. Torcer mesquinha-

mente para jamais sermos substituídos – mas estarmos prontos para aceitar e am-

parar quando isso finalmente, inevitavelmente, dolorosamente, vier a acontecer.


Disponível em: <http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/noticia/2016/01/perdoar-
-e-esquecer.html>

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No trecho “Às vezes quebramos a cara e magoamos os outros”, a expressão em

destaque expressa

a) tempo.

b) modo.

c) intensidade.

d) lugar.

e) dúvida.

4. (AOCP/SERCOMTEL. S. A. TELECOMUNICAÇÕES/ANALISTA/2016) Em “a outra

pessoa é só um espelho”, a expressão em destaque classifica-se, sintaticamente,

como

a) aposto

b) adjunto adnominal.

c) adjetivo.

d) predicativo do sujeito.

e) substantivo.

5. (AOCP/SERCOMTEL. S. A. TELECOMUNICAÇÕES/ANALISTA/2016) No trecho “A

maioria de nós precisa ser amada novamente antes de conceder a quem nos deixou

o direito de ser feliz”, o uso do elemento destacado justifica-se por

a) ser um pronome oblíquo, que sempre deve acompanhar a palavra “quem”.

b) ser um artigo definido feminino, já que está determinando o pronome “quem”.

c) ser uma preposição, exigida pela regência do verbo “conceder”.

d) ser um artigo definido feminino, que determina o substantivo “quem”.

e) ser uma preposição, exigida pela regência do verbo “deixou”.

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6. (AOCP/SERCOMTEL. S. A. TELECOMUNICAÇÕES/TÉCNICO EM ELETROMECÂNI-

CA/2016)

A arte perdida de ler um texto até o fim

A internet é um banquete de informações, mas só aguentamos as primeiras garfadas

Abandonar um texto logo nas primeiras linhas é um direito inalienável de qualquer

leitor. Talvez você nem esteja lendo esta linha: ao ver que a primeira frase deste

texto era uma obviedade, nada mais natural do que clicar em outra aba do nave-

gador e conferir a tabela da copa. Ou talvez você tenha perseverado e seguido até

aqui. Mesmo assim eu não comemoraria. É muito provável que você desista agora.

A passagem para o segundo parágrafo é o que separa os fortes dos fracos.

A internet é um enorme banquete de informações, mas estamos todos fartos. Não

aguentamos mais do que as duas ou três primeiras garfadas de cada prato. Ler

um texto até as últimas linhas é uma arte perdida. No passado, quem desejasse

esconder um segredo num texto precisava criar códigos sofisticados de linguagem

para que só os iniciados decifrassem o enigma. Hoje a vida ficou mais fácil. Quer

preservar um segredo? Esconda-o na última frase de um texto – esse território sel-

vagem, raramente explorado.

Lembro-me que, no Enem do ano retrasado, um aluno escreveu um trecho do hino

de seu time favorito no meio da redação. Tirou a nota 500 (de 1000), foi descober-

to pela imprensa e virou motivo de chacota nacional. Era um mau aluno, claro. Se

fosse mais estudioso, teria aprendido que o fim da redação é o melhor lugar para

escrever impunemente uma frase de um hino de futebol. Se fizesse isso, provavel-

mente tiraria a nota máxima e jamais seria descoberto.

Agora que perdi a atenção da enorme maioria dos leitores à exceção de amigos

muito próximos e parentes de primeiro grau, posso ir direto ao que interessa.

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Quem acompanhou as redes sociais na semana passada deve ter notado uma enor-

me confusão causada pelo hábito de abandonar um texto antes do fim. Resumindo

a história: um jornalista publicou uma coluna em que narrava uma longa entrevista

com Felipão num avião. A notícia repercutiu e virou manchete em outros sites, até

que alguém notou que o entrevistado não era Felipão, mas sim um sósia dele. Os

sites divulgaram erratas e a história virou piada. No meio de todo o barulho, porém,

alguns abnegados decidiram ler o texto com atenção até o fim. Encontraram lá um

parágrafo enigmático. Ao final da entrevista, o suposto Felipão entregava ao jorna-

lista um cartão de visitas. No cartão estavam os dizeres “Vladimir Palomo – Sósia

de Felipão – Eventos”. A multidão que ria do engano do jornalista o fazia sem ler

esse trecho.

Teria sido tudo uma sacada genial do jornalista, que conseguiu pregar uma peça

em seus colegas e em milhares de leitores que não leram seu texto até o fim? Esta-

ria ele rindo sozinho, em silêncio, de todos aqueles que não entenderam sua piada?

A explicação, infelizmente, era mais simples. Numa entrevista, o jornalista confir-

mou que acreditava mesmo ter entrevistado o verdadeiro Felipão, e que o cartão

de visitas do sósia tinha sido apenas uma brincadeira do original.

A polêmica estava resolvida. Mas, se eu pudesse escolher, preferiria não ler essa

história até o fim. Inventaria outro desenlace para ela. Trocaria o inexplicável mal-

-entendido da realidade por uma ficção em que um autor maquiavélico consegue

enganar uma multidão de leitores desatentos. Ou por outra ficção, ainda mais in-

sólita, em que o texto revelava que o entrevistado era um sósia, mas o autor não

saberia disso porque não teria lido a própria obra até o final. Seria um obituário

perfeito para a leitura em tempos de déficit de atenção.

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Se você chegou ao último parágrafo deste texto, você é uma aberração estatística.

Estudos sobre hábitos de leitura demonstram claramente que até meus pais teriam

desistido de ler há pelo menos dois parágrafos. Estamos sozinhos agora, eu e você.

Talvez você se considere um ser fora de moda. Na era de distração generalizada,

é preciso ser um pouco antiquado para perseverar na leitura. Imagino que você já

tenha pensado em desistir desse estranho hábito e começar a ler apenas as pri-

meiras linhas, como fazem as pessoas ao seu redor. O tempo economizado seria

devidamente investido em atividades mais saudáveis, como o Facebook ou games

para celular. Aproveito estas últimas linhas, que só você está lendo, para tentar te

convencer do contrário. Esqueça a modernidade. Quando o assunto é leitura, não

há nada melhor do que estar fora de moda. A história está repleta de textos cheios

de sabedoria, que merecem ser lidos do começo ao fim. Este, evidentemente, não

é um deles. Mas seu esforço um dia será recompensado. Não desanime, leitor. As

tuas glórias vêm do passado.


Disponível em: <http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/danilo-venticinque/noticia/2014/06/
arte-perdida-de-bler-um-texto-ateo-fimb.html>

No trecho “Este, evidentemente, não é um deles.”, o advérbio em destaque apre-

senta uma circunstância de

a) afirmação.

b) dúvida.

c) intensidade.

d) modo.

e) tempo.

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7. (AOCP/SERCOMTEL. S. A. TELECOMUNICAÇÕES/TÉCNICO EM ELETROMECÂNI-

CA/2016) Em “Os sites divulgaram erratas e a história virou piada.”, o termo subli-

nhado desempenha a função sintática de

a) adjunto adnominal.

b) complemento nominal.

c) aposto.

d) objeto indireto.

e) objeto direto.

8. (AOCP/PREFEITURA DE VALENÇA/TÉCNICO/2016)

A felicidade é deprimente

É possível que a depressão seja o mal da nossa época.

Ela já foi imensamente popular no passado. Por exemplo, os românticos (sobretudo

os artistas) achavam que ser langoroso e triste talvez fosse o único jeito autêntico

de ser fascinante e profundo.

Em 1859, Baudelaire escrevia à sua mãe: “O que sinto é um imenso desânimo,

uma sensação de isolamento insuportável, o medo constante de um vago infortú-

nio, uma desconfiança completa de minhas próprias forças, uma ausência total de

desejos, uma impossibilidade de encontrar uma diversão qualquer”.

Agora, Baudelaire poderia procurar alívio nas drogas, mas ele e seus contemporâ-

neos não teriam trocado sua infelicidade pelo sorriso estereotipado das nossas fo-

tos das férias. Para um romântico, a felicidade contente era quase sempre a marca

de um espírito simplório e desinteressante.

Enfim, diferente dos românticos, o deprimido contemporâneo não curte sua fossa:

ao contrário, ele quer se desfazer desse afeto, que não lhe parece ter um grande

charme.

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Alguns suspeitam que a depressão contemporânea seja uma invenção. Uma vez

achado um remédio possível, sempre é preciso propagandear o transtorno que o

tal remédio poderia curar. Nessa ótica, a depressão é um mercado maravilhoso,

pois o transtorno é fácil de ser confundido com estados de espírito muito comuns:

a simples tristeza, o sentimento de inadequação, um luto que dura um pouco mais

do que desejaríamos etc.

De qualquer forma, o extraordinário sucesso da depressão e dos antidepressivos

não existiria se nossa cultura não atribuísse um valor especial à felicidade (da qual

a depressão nos privaria). Ou seja, ficamos tristes de estarmos tristes porque gos-

taríamos muito de sermos felizes.

Coexistem, na nossa época, dois fenômenos aparentemente contraditórios: a de-

pressão e a valorização da felicidade. Será que nossa tristeza, então, não poderia

ser um efeito do valor excessivo que atribuímos à felicidade? Quem sabe a tristeza

contemporânea seja uma espécie de decepção.

Em agosto de 2011, I. B. Mauss e outros publicaram em “Emotion” uma pesqui-

sa com o título: “Será que a procura da felicidade faz as pessoas infelizes?”. Eles

recorreram a uma medida da valorização da felicidade pelos indivíduos e, em pes-

quisas com duas amostras de mulheres (uma que valorizava mais a felicidade e

a outra, menos), comprovaram o óbvio: sobretudo em situações positivas (por

exemplo, diante de boas notícias), as pessoas que perseguem a felicidade ficam

sempre particularmente decepcionadas.

Numa das pesquisas, eles induziram a valorização da felicidade: manipularam uma

das amostras propondo a leitura de um falso artigo de jornal anunciando que a feli-

cidade cura o câncer, faz viver mais tempo, aumenta a potência sexual – em suma,

todas as trivialidades nunca comprovadas, mas que povoam as páginas da grande

imprensa.

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Depois disso, diante de boas notícias, as mulheres que tinham lido o artigo ficaram
bem menos felizes do que as que não tinham sido induzidas a valorizar especial-
mente a felicidade.
Conclusão: na população em geral, a valorização cultural da felicidade pode ser
contraprodutiva.
Mais recentemente, duas pesquisas foram muito além e mostraram que a valori-
zação da felicidade pode ser causa de verdadeiros transtornos. A primeira, de B.
Q. Ford e outros, no “Journal of Social and Clinical Psychology”, descobriu que a
procura desesperada da felicidade constitui um fator de risco para sintomas e diag-
nósticos de depressão.
A pesquisa conclui que o valor cultural atribuído à felicidade leva a consequências
sérias em saúde mental. Uma grande valorização da felicidade, no contexto do Oci-
dente, é um componente da depressão. E uma intervenção cognitiva que diminua
o valor atribuído à felicidade poderia melhorar o desfecho de uma depressão. Ou
seja, o que escrevo regularmente contra o ideal de felicidade talvez melhore o hu-
mor de alguém. Fico feliz.
Enfim, em 2015, uma pesquisa de Ford, Mauss e Gruber, em “Emotion”, mostra que
a valorização da felicidade é relacionada ao risco e ao diagnóstico de transtorno
bipolar. Conclusão: cuidado, nossos ideais emocionais (tipo: o ideal de sermos feli-
zes) têm uma função crítica na nossa saúde mental.
Como escreveu o grande John Stuart Mill, em 1873: Só são felizes os que perse-
guem outra coisa do que sua própria felicidade.
Adaptado de: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/2015/10/1699663-a-fe-
licidade-edeprimente.shtml Acesso em 10 de março de 2016>

No excerto “Depois disso, diante de boas notícias, as mulheres que tinham lido o
artigo ficaram bem menos felizes do que as que não tinham sido induzidas a valo-
rizar especialmente a felicidade”, acerca dos termos destacados é correto afirmar,
respectivamente, que

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a) o primeiro termo refere-se ao período passado em que os homens, sobretudo os

artistas românticos, valorizavam a depressão; o segundo trata-se de um adjetivo

que caracteriza, no contexto, a palavra felicidade.

b) tanto o primeiro quanto o segundo termo do excerto são advérbios de modo.

c) o primeiro termo é um advérbio de tempo e caracteriza o momento que ante-

cede as boas notícias apresentadas por i. b. mauss em sua pesquisa; o segundo é

um advérbio que intensifica a palavra felicidade.

d) o primeiro termo retoma o contexto metodológico utilizado na pesquisa desen-

volvida por i. b. mauss e apresentado no parágrafo anterior; o segundo trata-se

de um advérbio e como tal não apresenta uma variação de masculino e feminino,

singular e plural.

e) tanto o primeiro quanto o segundo termo destacados são invariáveis em língua

portuguesa e, portanto, não variam de forma para os gêneros masculino e feminino

ou para o número singular e plural.

9. (AOCP/PREFEITURA DE VALENÇA/TÉCNICO/2016) Na frase “Mais recentemente,

duas pesquisas foram muito além e mostraram que a valorização da felicidade pode

ser causa de verdadeiros transtornos”, a expressão destacada indica

a) modo.

b) tempo.

c) intensidade.

d) lugar.

e) afirmação.

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10. (AOCP/FUNDASUS/MÉDICO/2015)

ENTRE NO EIXO

Descuidar-se das costas pode afetar seu humor, sua autoconfiança e até sua vida

sexual. (Vai querer?) Corrija sua postura agora.

Preste atenção em sua postura enquanto lê esta reportagem. Está largada no sofá,

com as costas tortas e os ombros arqueados? Debruçada sobre o notebook? Então

aproveite para se corrigir. Você vai descobrir que mais coisas do que você imagina

acontecem no corpo e na cabeça quando você se desconecta daquela que é o eixo

do seu corpo: a coluna. E que as consequências vão além daquela dor chata nas

costas. “A postura errada atrapalha a respiração, enfraquece os músculos e derruba

seu nível de energia”, fala o quiropata americano Steven Weiniger, especialista em

postura e autor do livro Stand Taller, Live Longer (sem edição em português). Em

outras palavras, se reflete na sua aparência e no modo como você se sente. Veja

por que e como colocar cada parte do seu corpo no lugar certo.

Por que colocar o corpo no eixo?

Porque andar como o corcunda de Notre Dame vai muito além de ser feio e nada

sexy. Ao corrigir a postura, você sai ganhando em...

1/ MAIS FOCO

De acordo com Steven Weiniger, ao manter as costas arqueadas, as costelas pres-

sionam o diafragma, impedindo que os pulmões inflem completamente. (Quer fazer

o teste? Tente inspirar profundamente nessa posição e vai sentir dificuldade.) Isso

influencia a respiração, que fica mais curta e, por isso, prejudica a oxigenação do

corpo, do cérebro e acaba afetando sua capacidade de concentração.

2/ AUTOESTIMA E BOM HUMOR Quem caminha curvado, com os ombros projetados

para a frente, tende a se sentir mais baixo-astral do que quem tem porte de rainha.

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Foi o que concluiu uma pesquisa da San Francisco State University (EUA) realizada

com dois grupos de voluntários, que testaram andar dos dois jeitos e depois con-

taram como se sentiram. O experimento revelou que o cérebro se deixa levar pela

postura: mover-se com confiança vai fazê– la se sentir assim e bancar a desleixada

também se reflete em como se sente. O físico ucraniano Moshe Feldenkrais, criador

de um método que leva seu sobrenome e busca, por meio da consciência corporal,

novas maneiras de se movimentar, também não fazia distinção entre quem vem

primeiro – se movimento ou emoção. Para ele, uma pessoa triste se encolhe, en-

quanto alguém feliz ergue a cabeça e abre o peito naturalmente. “Contraímos a

musculatura sempre que sentimos medo ou tensão, assim como abaixamos a ca-

beça e projetamos o abdômen para a frente”, explica a educadora somática Maria-

na Huck, de São Paulo, coordenadora do Núcleo Feldenkrais Brasil. “É uma reação

normal. O desafio é não cristalizar essa postura rígida, o que leva à dor e impacta

as emoções.” 3/ CORPO LIVRE DE DORES“Quando a coluna está fora do eixo, vários

músculos precisam entrar em ação para compensar o desequilíbrio postural”, ob-

serva a fisioterapeuta Mary Ann Wilmarth, da Harvard University (EUA). Isso gera

uma reação em cadeia, que resulta em dor, formigamento e espasmos musculares

em várias partes do corpo. 4/ TESÃO EM DIA

Uma postura desleixada tem ligação direta com a flacidez do core (musculatura

que inclui o abdômen), o que, por sua vez, pode ter impacto negativo entre quatro

paredes – e não apenas na frente do espelho. “Quanto mais flácido seu abdômen,

mais fracas podem ficar a libido e a performance na cama”, diz a americana Debby

Herbenick, especialista em saúde sexual. Portanto, antes de investir em lingeries

sensuais, valorize seu corpo ao praticar exercícios capazes de colocálo nos eixos.
Revista Women’s Health. Número 79 publicada em Maio de 2015. Editora Abril)

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No excerto “Foi o que concluiu uma pesquisa da San Francisco State University

(...)”, retirado do texto ENTRE NO EIXO, as formas verbais foi e concluiu encon-

tram-se em qual tempo e modo verbal?

a) presente do indicativo porque enunciam um fato atual.

b) pretérito perfeito do indicativo porque indicam uma ação passada momentânea

definida no tempo.

c) pretérito imperfeito do indicativo porque indicam um fato passado não concluído.

d) futuro do presente do indicativo porque indicam um fato provável posterior ao

momento em que se fala.

e) futuro do pretérito do indicativo porque exprimem a incerteza ou dúvida sobre

um fato passado.

11. (AOCP/FUNDASUS/AUXILIAR DE BIBLIOTECA/2015)

Mulheres cuidam mais da saúde do que homens

Segundo pesquisa, 71,2% dos entrevistados pelo IBGE haviam se consultado com

um médico pelo menos uma vez no último ano. Entre elas, o índice foi de 78%

– contra 63,9% deles. As mulheres brasileiras vão mais ao médico do que os ho-

mens. É o que mostra uma pesquisa divulgada nesta terça-feira, realizada em con-

junto entre o Ministério da Saúde e o IBGE. A publicação revelou que 71,2% dos

entrevistados haviam se consultado pelo menos uma vez nos 12 meses anteriores

à entrevista. Entre as mulheres, o índice foi de 78%, contra 63,9% dos homens.

Elas também são mais aplicadas nos cuidados com os dentes: 47,3% das brasilei-

ras disseram terem ido ao dentista uma vez nos 12 meses anteriores, ante 41,3%

dos homens. A diferença também aparece na questão da higiene bucal: 91,5% do

público feminino pesquisado respondeu que escova os dentes duas vezes ao dia, ao

passo que a taxa foi de 86,5% no masculino.

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A pesquisa também investigou o atendimento nos serviços de saúde, público e

privado. De acordo com os resultados, 71% da população brasileira procura esta-

belecimentos públicos de saúde para atendimento. Destes, 47,9% afirmaram que

utilizam as Unidades Básicas de Saúde como principal porta de entrada para aten-

dimento no Sistema Único de Saúde (SUS).

Além disso, o levantamento mostrou ainda que os serviços públicos mais procura-

dos depois das Unidades Básicas de Saúde são os de emergência, como as Unidades

de Pronto Atendimento Público – com 11,3% da população – e hospitais e serviços

especializados como ambulatórios, com 10,1% da população. Já os consultórios e

clínicas particulares atraem 20,6% dos brasileiros e as emergências privadas são

procuradas por 4,9% deles.

A Pesquisa Nacional de Saúde coletou informações em 64 000 residências brasilei-

ras em 1 600 municípios entre agosto de 2013 e fevereiro de 2014.


Adaptado de: <http://veja.abril.com.br/noticia/saude/mulheres-cuidam-mais-da-saude-do-que-
-homens>

No excerto “Entre as mulheres, o índice foi de 78%, contra 63,9% dos homens.”, a

expressão em destaque exerce a função de

a) sujeito.

b) predicado.

c) agente da passiva.

d) objeto direto.

e) objeto indireto.

12. (AOCP/FUNDASUS/AUXILIAR DE BIBLIOTECA/2015) Em “A pesquisa também

investigou o atendimento nos serviços de saúde [...]”, há um verbo

a) de ligação.

b) bitransitivo.

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c) intransitivo.

d) transitivo direto.

e) transitivo indireto.

13. (AOCP/FUNDASUS/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2015)

Os seis alimentos anticâncer que não podem faltar no seu cardápio

Novo livro ensina a transformar a alimentação em uma grande aliada na prevenção

ao câncer.

Nos últimos anos, diversas pesquisas mostraram que uma alimentação equilibra-

da influencia na qualidade de vida. Alguns desses estudos focam, sobretudo, nos

benefícios de determinados alimentos para a prevenção contra o câncer, uma das

doenças que mais matam no Brasil e no mundo, principalmente o câncer de mama,

próstata e pulmão. Diz o médico Paulo Hoff, chefe da oncologia do Hospital Sírio-

-Libanês, em São Paulo. “Sabemos por análises retrospectivas que determinados

alimentos, sobretudo as frutas e verduras, quando consumidos regularmente, po-

dem ter um efeito protetor”.

O recém-lançado livro A Dieta Anticâncer – Prevenir é o melhor Remédio (tradução

Téo Lorent; Escrituras Médicas, 200 páginas, 34,90 reais), escrito pela farmacêuti-

ca espanhola María Tránsito López, funciona como um guia de saúde, apresentando

dezenas de alimentos que podem ser grandes aliados na prevenção contra o cân-

cer. Todos os alimentos podem ser facilmente introduzidos ao cardápio diário.

O livro também orienta sobre o preparo dos alimentos e a quantidade consumida.

Estima-se, por exemplo, que pessoas com 13 quilos a mais passam a ter mais pre-

disposição ao câncer, principalmente o de mama e de útero. Isso porque o excesso

de tecido adiposo pode alterar os níveis de hormônios sexuais, desencadeando,

portanto, o surgimento das doenças.

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Mas atenção: frente a qualquer suspeita da doença, é fundamental ter a orientação

médica. Algumas substâncias anticâncer podem fazer mal em determinadas situ-

ações. Tome-se como exemplo, o chá verde. A bebida é um potente antioxidante,

mecanismo associado ao câncer. No entanto, ela é contraindicada para grávidas e

pessoas com problemas de epilepsia, úlcera gastroduodenal, insônia e alterações

cardiovasculares graves.

Tomate

Rico em licopeno, a substância responsável pela sua cor avermelhada, o tomate

tem intenso efeito contra o câncer, inibindo a proliferação das células cancerígenas.

Estudos mostraram que o consumo frequente de tomate – fresco ou cozido – é um

grande aliado, sobretudo, contra o câncer de próstata. Isso ocorre porque o licope-

no protege as células da próstata contra oxidação e o crescimento anormal – duas

características dos tumores malignos.

Alho

Estudos científicos mostraram que o consumo de alho pode reduzir o risco de de-

senvolver alguns tipos de câncer, como o de mama e o gástrico. Seus compostos

fitoquímicos são capazes de induzir a morte das células cancerígenas por meio de

um processo de apoptose – elas se suicidam – e, dessa forma, evitam a formação

de um tumor.

Couve

A família das crucíferas (couve-flor, couve-manteiga, brócolis, repolho...) é uma

das mais conhecidas pelo seu potencial quimiopreventivo. Diversas pesquisas mos-

tram que esses vegetais podem prevenir contra vários tipos de tumores, como de

pulmão, de mama, de bexiga, de próstata e do aparelho digestivo. O fato é que

a família das crucíferas tem alta concentração de glucosinalatos, compostos que,

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ao se romperem, dão lugar a isotiocianatos e indóis – nutrientes com propriedade

protetora contra tumores.

Vitamina C

Presente em frutas, como laranja e limão, a vitamina c pode ser usada entre as

pessoas que já sofreram da doença e estão seguindo algum tipo de tratamento

contra ela. Além disso, estudos indicam que a vitamina c também ajuda na hora da

prevenção. Seu efeito antioxidante bloqueia a ação dos radicais livres, além de inibir

a formação de nitrosaminas – substâncias cancerígenas. “Esses alimentos podem

proteger o organismo contra substâncias potencialmente tóxicas”, diz Paulo Hoff.

Chá verde

A grande quantidade de catequina, um fitonutriente do chá, proporciona grande

atividade antioxidante e ativadora do metabolismo. A catequina também apresenta

atividade anti-inflamatória e induz a morte de células cancerígenas. O ideal é que

seja consumida uma xícara por dia na forma de infusão. Mas atenção: o chá verde

é contraindicado para grávidas e pessoas com problemas de epilepsia, úlcera gas-

troduodenal, insônia e alterações cardiovasculares graves.

Uva

Para se proteger das agressões externas, as uvas produzem uma substância cha-

mada resveratrol, encontrada em suas sementes e pele. Pesquisas mostram que

esse composto tem propriedade antinutagênica, por isso previne contra o início

do processo canceroso. É por esse motivo que o vinho tinto também se torna um

aliado. O consumo, porém, dever ser moderado. A Organização Mundial da Saúde

recomenda não mais do que uma taça para as mulheres e duas para os homens,

diariamente.
Adaptado de: <http://veja.abril.com.br/noticia/saudades/os-seis-alimentos-anticancer-que-não-
-podem-faltar-noseu-cardapio>

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Em relação ao excerto “Nos últimos anos, diversas pesquisas mostraram que uma

alimentação equilibrada influencia na qualidade de vida.”, é correto afirmar que a

vírgula foi utilizada para

a) isolar o vocativo.

b) separar o aposto.

c) separar o adjunto adnominal.

d) isolar uma locução adverbial.

14. (AOCP/FUNDASUS/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2015) Em relação ao ex-

certo “A grande quantidade de catequina, um fitonutriente do chá, proporciona

grande atividade antioxidante e ativadora do metabolismo. [...]”, é correto afirmar

que o verbo em destaque é

a) de ligação.

b) bitransitivo.

c) transitivo indireto.

d) transitivo direto.

e) intransitivo.

15. (AOCP/FUNDASUS/JORNALISTA/2015)

A escola pode interferir na formação moral dos alunos?

O desenvolvimento de valores morais é decorrente da interação do sujeito com as

situações e as pessoas nos diversos ambientes que frequenta, como a escola, com

a família e com os amigos. Considerando todas essas influências, questionamos:

“Será que a instituição de ensino tem um papel significativo na formação ética dos

alunos? Que atitudes de professores, funcionários e colegas podem interferir nesse

processo?”

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Um estudo inédito da Fundação Carlos Chagas (FCC), coordenado por Mariana Ta-

vares, da FCC, e Suzana Menin, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), com

a participação de pesquisadores de várias instituições, ajuda a responder essas

questões. Realizado com quase 10 mil crianças, adolescentes e professores de 76

escolas públicas e privadas do Brasil, ele objetivou construir um instrumento para

avaliar a presença e os níveis de desenvolvimento (adesão) dos valores convivência

democrática, solidariedade, justiça e respeito.

Os resultados dos alunos foram relacionados com mais de 30 variáveis, como sexo,

religião, composição familiar, nível socioeconômico, regras e sanções na família,

autoestima, repetência, observação de maus-tratos, como eles acreditavam ser

vistos pelos outros e as relações estabelecidas. Algumas conclusões evidenciam

a importância de cuidar do convívio na escola para favorecer o desenvolvimento

moral.

Sentir-se bem tratado pelos professores e ter docentes e funcionários que jamais

ou raramente gritam com os alunos promoveu maior adesão de todos os valores.

Não presenciar (ou ver pouco) educadores colocarem estudantes para fora da sala

influenciou o aumento da justiça, respeito e solidariedade. Já ter professores que

recorrem pouco (ou nunca) aos pais dos alunos para resolver conflitos indicou

maior presença de convivência democrática e solidariedade.

Entre os fatores ligados à relação do aluno com a instituição e com os colegas,

gostar de ir à escola e frequentar as aulas interferiu no aumento dos valores soli-

dariedade, respeito e convivência democrática. Alunos que nunca (ou raramente)

viram colegas se agredirem ou gritar tiveram todos os valores influenciados positi-

vamente. Acreditar ser bem-visto pelas outras pessoas no ambiente escolar gerou

o aumento da justiça.

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No caso da família, o apoio dos pais teve relação com maior respeito e justiça. Este
último fator também foi influenciado pelo emprego de combinados com os filhos.
Quando os pais usam sanções (que não sejam físicas ou humilhantes), há mais
adesão a justiça, solidariedade e convivência democrática. Isso pode estar associa-
do à ideia de uma família cuidadosa, que deixa claro o que pode ou não ser feito
pelos filhos, revalidando os valores quando eles são feridos.
As ações contrárias às apresentadas acima, a exemplo de gritar muitas vezes ou
não apoiar os filhos, estão sempre relacionadas a menor adesão aos valores. Cha-
ma a atenção também o fato de que, na pesquisa, religião, configuração familiar,
nível socioeconômico e repetência não tiveram relação significativa com a presença
de valores.
O estudo colabora para comprovar que a qualidade das interações na escola, em
especial dos adultos com os alunos, influencia fortemente no desenvolvimento mo-
ral (quanto mais positivas forem, maiores as adesões aos valores). Assim, se que-
remos formar pessoas éticas, fica evidente a importância de ter espaços de diálogo
e reflexão sobre a convivência e de cuidar para que toda a comunidade escolar
vivencie de fato esses valores.
Revista Nova Escola. Ano 30, número 282 de maio de 2015. Editora Abril

Considere a seguinte oração extraída do texto: “Algumas conclusões evidenciam


a importância de cuidar do convívio na escola para favorecer o desenvolvimento
moral”. Assinale a alternativa correta com relação à sintaxe da oração apresentada.
a) o vocábulo “algumas” é o núcleo do sujeito.
b) o sujeito do verbo “evidenciam” é oculto.
c) o sintagma “a importância de cuidar do convívio na escola para favorecer o de-
senvolvimento moral” é o predicado do verbo evidenciam.
d) o verbo “evidenciam” é intransitivo.
e) o sintagma “para favorecer o desenvolvimento moral” é um aposto explicativo.

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16. (AOCP/TRE/AC/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) Leia o texto e responda a questão

DIREITO DO IDOSO

Hoje, o envelhecimento se encontra na ordem do dia. Os mais importantes veícu-

los de comunicação dão destaque a esse fenômeno, abordando as suas causas e

consequências. O envelhecimento populacional, portanto, transformou-se em uma

questão social relevante, uma vez que impacta marcantemente nos destinos da

própria sociedade. Isso tanto é verdade que há estudiosos falando em uma revo-

lução dos idosos. E não é para menos. Mais de dois bilhões de pessoas terão mais

de sessenta anos até 2050, o que representará um contingente expressivo, consi-

derando a população total do planeta.

Ora, se um contingente tão grande de pessoas passa a ter uma idade a partir da

qual é caracterizada como idosa, isso significa que direitos específicos desse con-

tingente populacional precisam ser garantidos.

É preciso destacar que o Estado brasileiro não se preparou para o impacto que o

envelhecimento populacional acarretou nos sistemas previdenciário e de saúde, por

exemplo. Não houve planejamento, de modo que o sistema previdenciário, uma

espécie de seguro para garantir dignidade ao ser humano na velhice, corre riscos

de continuidade, mantidos os parâmetros atuais. Da mesma forma, o sistema de

saúde apresenta uma dinâmica incapaz de atender às demandas dos idosos, os

quais são os principais clientes desse sistema, porquanto mais vulneráveis a do-

enças, inclusive algumas próprias dessa fase da vida, como câncer, hipertensão,

osteoporose, demência, para só citar algumas.

Portanto, o impacto que as pessoas que acumulam muitos anos provocam na socie-

dade, considerando apenas esses dois sistemas, e a necessidade de que os direitos

fundamentais desse segmento populacional sejam efetivamente garantidos, já se

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revela suficiente para que se perceba a importância da disciplina Direito do Idoso.


Vale destacar que o envelhecimento não é um fenômeno estático. Na medida em
que as condições sociais e econômicas melhoram, as pessoas têm oportunidade de
viver mais. Caso se associem a esses elementos os avanços da tecnologia médica
em todas as suas dimensões, a expectativa de vida pode realmente surpreender.
É a vitória da vida.
Sendo, portanto, o envelhecimento a oportunidade de uma vida mais longa, pode
ser traduzido como o próprio direito de existir, na medida em que viver é ter opor-
tunidade de envelhecer. Ora, se é assim, o envelhecimento é um direito e, mais do
que isso, é um direito fundamental, na medida em que se traduz no direito à vida
com dignidade, o que quer dizer que as pessoas não perdem direitos na medida em
que envelhecem. Pelo contrário, demandam mais direitos para que possam usufruir
plenamente o direito à liberdade em todos os aspectos, patrimônio do qual nenhum
ser humano pode abdicar.
Apesar de a expectativa de vida no Brasil vir aumentando ano após ano, ainda não
estão sendo oferecidas condições de vida adequadas para os velhos. O processo de
envelhecimento no país apresenta nuances artificiais, na medida em que as pesso-
as têm suas vidas alongadas mais pela universalização da tecnologia médica {no-
tadamente do sistema de vacinação, que abortou mortes prematuras causadas por
doenças endêmicas) do que propriamente pela experimentação de padrões sociais
e econômicos de excelência, a exemplo dos países desenvolvidos.
Portanto, a ausência de serviços e ações específicas e necessárias para a garantia
dos direitos das pessoas idosas contribui para o descrédito da efetividade dos seus
direitos, os quais estão declarados de forma direta ou indireta, em convenções,
acordos e tratados internacionais, além das previsões constitucionais e legais em
relação a esse segmento, destacando-se o Estatuto do Idoso {Lei n. 10.741/03)
[...].

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Sendo assim, a garantia dos direitos dos idosos no Brasil depende de uma profunda

compreensão das causas e consequências do processo de envelhecimento popu-

lacional, do papel que deve ser reservado aos velhos em uma sociedade tecnoló-

gica, da necessidade de garantir-lhes todos os direitos fundamentais inerentes à

condição humana, destacando-se a necessidade de desenvolver esforços para que

tenham autonomia o máximo de tempo possível, do enfrentamento de todas as

formas de violência, por meio da construção de uma rede de proteção e defesa dos

direitos desse contingente populacional. REFERÊNCIA: Adaptado de RAMOS, Paulo

Roberto Barbosa. Direito do idoso. Jornal Estado do Direito. 42a. ed. Porto Alegre,

3 set. 2014.
Disponível em: <www.estadodedireito.com.br>

Em “[...] de modo que o sistema previdenciário, uma espécie de seguro para ga-

rantir dignidade ao ser humano na velhice, corre riscos de continuidade [...]”, as

vírgulas foram empregadas

a) por haver no período uma explicação intercalada referente a “sistema previden-

ciário”.

b) por haver no período uma oração adverbial intercalada com função de indicar

finalidade.

c) para separar entre si elementos de mesma função sintática.

d) para indicar a elipse (omissão) do verbo “é”, no primeiro caso, e, no segundo

caso, para substituir a conjunção “e”.

e) inadequadamente, pois, a segunda vírgula está separando sujeito e verbo, e, no

caso da primeira vírgula, em seu lugar, deveria constar a conjunção “e”.

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17. (AOCP/TRE/AC/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) Considere o período “Ora, se um

contingente tão grande de pessoas passa a ter uma idade a partir da qual é carac-

terizada como idosa, isso significa que direitos específicos desse contingente popu-

lacional precisam ser garantidos” e assinale a alternativa correta.

a) os termos “é“, “caracterizada” e “idosa” deveriam estar no plural para concordar

com “pessoas”.

b) o verbo “passa” deveria estar no plural para concordar com “pessoas”.

c) “direitos específicos desse contingente populacional” é o sujeito do verbo “pre-

cisam”.

d) “direitos específicos desse contingente populacional precisam ser garantidos”

funciona como oração subordinada objetiva indireta da oração que lhe é anterior.

e) “precisam ser garantidos” deveria estar no singular para concordar com “con-

tingente populacional”.

18. (ACPO/TRE/AC/TÉCNICO DE ADMINISTRAÇÃO) Leia o texto e responda à ques-

tão que se segue.

Eleitores com mais de 70 anos foram, espontaneamente, às urnas para ajudar a

escolher seus representantes.

Exemplo de cidadania é o caso de pessoas como o aposentado Irineu Montanaro,

de 75 anos. Ele diz que vota desde os 18, quando ainda era jovem e morava em

Minas Gerais, sua terra natal, e que, mesmo sem a obrigatoriedade do voto, vai até

as urnas em todas as eleições. “É uma maneira de expressar a vontade que a gente

tem. Acho que um voto pode fazer a diferença”, diz.

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Eles questionam a falta de propostas específicas de todos os candidatos para pes-

soas da terceira idade e acreditam que um voto consciente agora pode influenciar

futuramente na vida de seus filhos e netos.

O idoso afirma que sempre incentivou sua família a votar. E o maior exemplo vinha

de dentro da própria casa. Mesmo que nenhum de seus familiares tenha se aventu-

rado na vida política, todos de sua prole veem na vida pública uma forma de mudar

os rumos do país.
Disponível em: <http://www.vilhenanoticias.com.br/materias/news popljp. php?id”16273>.
Texto adaptado.

Em “Ele diz que vota desde os 18, quando ainda era jovem e morava em Minas

Gerais, sua terra natal...”, a expressão em destaque

a) exerce função de vocativo e não pode ser excluída da oração por tratar-se de

um termo essencial.

b) exerce função de aposto e pode ser excluída da oração por tratar-se de um ter-

mo acessório.

c) exerce função de aposto e não pode ser excluída da oração por tratar-se de um

termo essencial.

d) exerce função de adjunto adnominal, portanto é um termo acessório.

e) exerce função de adjunto adverbial, portanto é um termo acessório.

19. (AOCP/EBSERH/NUTROLOGISTA/2014)

A ciência e o vazio espiritual

Alguns anos atrás, fui convidado para dar uma entrevista ao vivo para uma rádio AM

de Brasília. A entrevista foi marcada na estação rodoviária, bem na hora do rush,

quando trabalhadores mais humildes estão voltando para suas casas na periferia. A

ideia era que as pessoas dessem uma parada e ouvissem o que eu dizia, possivel-

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mente fazendo perguntas. O entrevistador queria que falasse sobre a ciência do fim

do mundo, dado que havia apenas publicado meu livro “O Fim da Terra e do Céu”.

O fim do mundo visto pela ciência pode ser abordado de várias formas, desde as

mais locais, como no furacão que causou verdadeira devastação nas Filipinas, até

as mais abstratas, como na especulação do futuro do universo como um todo.

O foco da entrevista eram cataclismos celestes e como inspiraram (e inspiram)

tanto narrativas religiosas quanto científicas. Por exemplo, no antigo testamento,

no Livro de Daniel ou na história de Sodoma e Gomorra, e no novo, no Apocalip-

se de João, em que estrelas caem dos céus (chuva de meteoros), o Sol fica preto

(eclipse total), rochas incandescentes caem sobre o solo (explosão de meteoro ou

de cometa na atmosfera) etc.

Mencionei como a queda de um asteroide de 10 quilômetros de diâmetro na penín-

sula de Yucatan, no México, iniciou o processo que culminou na extinção dos dinos-

sauros 65 milhões de anos atrás. Enfatizei que o evento mudou a história da vida

na Terra, liberando os mamíferos que então existiam – de porte bem pequeno – da

pressão de seus predadores reptilianos, e que estamos aqui por isso. O ponto é que

a ciência moderna explica essas transformações na Terra e na história da vida sem

qualquer necessidade de intervenção divina. Os cataclismos que definiram nossa

história são, simplesmente, fenômenos naturais.

Foi então que um homem, ainda cheio de graxa no rosto, de uniforme rasgado, le-

vantou a mão e disse: “Então o doutor quer tirar até Deus da gente?”

Congelei. O desespero na voz do homem era óbvio. Sentiu-se traído pelo conhecimen-

to. Sua fé era a única coisa a que se apegava, que o levava a retornar todos os dias

àquela estação e trabalhar por um mísero salário mínimo. Como que a ciência poderia

ajudá-lo a lidar com uma vida desprovida da mágica que fé no sobrenatural inspira?

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Percebi a enorme distância entre o discurso da ciência e as necessidades da maio-

ria das pessoas; percebi que para tratar desse vão espiritual, temos que começar

bem cedo, trazendo o encantamento das descobertas científicas para as crianças,

transferindo a paixão que as pessoas devotam à sua fé para um encantamento com

o mundo natural. Temos que ensinar a dimensão espiritual da ciência – não como

algo sobrenatural – mas como uma conexão com algo maior do que somos. Temos

que fazer da educação científica um processo de transformação, e não meramente

informativo.

Respondi ao homem, explicando que a ciência não quer tirar Deus das pessoas,

mesmo que alguns cientistas queiram. Falei da paixão dos cientistas ao devotarem

suas vidas a explorar os mistérios do desconhecido. O homem sorriu; acho que

entendeu que existe algo em comum entre sua fé e a paixão dos cientistas pelo

mundo natural.

Após a entrevista, dei uma volta no lago Sul pensando em Einstein, que dizia que

a ciência era a verdadeira religião, uma devoção à natureza alimentada pelo en-

cantamento com o mundo, que nos ensina uma profunda humildade perante sua

grandeza.
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcelogleiser/2013/11/1372253-a-
-ciencia-e-o-vazio-espiritual.shtml>

Em “...uma devoção à natureza...”, a expressão destacada funciona como

a) agente da passiva.

b) objeto indireto.

c) adjunto adnominal.

d) complemento nominal.

e) adjunto adverbial.

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20. (AOCP/PREFEITURA DE CAMAÇARI/FISIOTERAPEUTA/2014)

Falência múltipla

Um jornalista comentou recentemente num programa de televisão que pediu a um

médico seu amigo um diagnóstico do que está ocorrendo no Brasil: infecção, viro-

se? A resposta foi perfeita:

“Falência múltipla dos órgãos”.

Nada mais acertado. Há quase dez anos realizo aqui na coluna minhas passea-

tas: estas páginas são minha avenida, as palavras são cartazes. Falo em relações

humanas e seus dramas, porém mais frequentemente nas coisas inaceitáveis na

nossa vida pública. Esgotei a paciência dos leitores reclamando da péssima educa-

ção – milhares de alunos sem escola ou abrigados em galpões e salinhas de fundo

de igrejas, para chegarem aos 9, 10 anos sem saber ler nem escrever. Professores

desesperados tentando ensinar sem material básico, sem estrutura, salários ver-

gonhosos, estímulo nenhum. Universidades cujo nível é seguidamente baixado: em

lugar de darem boas escolas a todas as crianças e jovens para que possam entrar

em excelentes universidades por mérito e esforço, oferecem-lhes favorecimentos

prejudiciais.

Tenho clamado contra o horror da saúde pública, mulheres parindo e velhos mor-

rendo em colchonetes no corredor, consultas para doenças graves marcadas para

vários meses depois, médicos exaustos trabalhando além dos seus limites, tentan-

do salvar vidas e confortar os pacientes, sem condições mínimas de higiene, sem

aparelhamento e com salário humilhante.

Em lugar de importarmos não sei quantos mil médicos estrangeiros, quem sabe va-

mos ser sensatos e oferecer condições e salários decentes aos médicos brasileiros

que querem cuidar de nós?

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Tenho reclamado das condições de transporte, como no recente artigo “Três se-

nhoras sentadas”: transporte caro para o calamitoso serviço oferecido. “Nos tratam

como animais”, reclamou um usuário já idoso. A segurança inexiste, somos mortos

ao acaso em nossas ruas, e se procuramos não sair de casa à noite somos fuzilados

por um bando na frente de casa às 10 da manhã.

E, quando nossa tolerância ou resignação chegou ao limite, brota essa onda huma-

na de busca de dignidade para todos. Não se trata apenas de centavos em passa-

gens, mas de respeito. As vozes dizem NÃO: não aos ônibus sujos e estragados,

impontuais, motoristas sobrecarregados; não às escolas fechadas ou em ruínas;

não aos professores e médicos impotentes, estradas intransitáveis, medo dentro

e fora de casa. Não a um ensino em que a palavra “excelência” chega a parecer

abuso ou ironia. Não ao mercado persa de favores e cargos em que transformam

nossa política, não aos corruptos às vezes condenados ocupando altos cargos, não

ao absurdo número de partidos confusos.

As reclamações da multidão nas ruas são tão variadas quanto nossas mazelas: por

onde começar? Talvez pelo prático, e imediato, sem planos mirabolantes. Algo há

de se poder fazer: não creio que políticos e governo tenham sido apanhados des-

prevenidos, por mais que estivessem alienados em torres de marfim.

Infelizmente todo movimento de massas provoca e abriga sem querer grupos vio-

lentos e anárquicos: que isso não nos prejudique nem invalide nossas reivindicações.

Não sei como isso vai acabar: espero que transformando o Brasil num lugar melhor

para viver.

Quase com atraso, a voz das ruas quer lisura, ética, ações, cumprimento de deve-

res, realização dos mais básicos conceitos de decência e responsabilidade cívica,

que andavam trocados por ganância monetária ou ânsia eleitoreira.

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Que sobrevenham ordem e paz. Que depois desse chamado à consciência de quem

lidera e governa não se absolvam os mensaleiros, não se deixem pessoas medío-

cres ou de ética duvidosa em altos cargos, acabem as gigantescas negociatas meio

secretas, e se apliquem decentemente somas que poderão salvar vidas, educar

jovens, abrir horizontes.

Sou totalmente contrária a qualquer violência, mas este povo chegou ao extremo

de sua tolerância, percebeu que tem poder, não quer mais ser enganado e explo-

rado: que não se destrua nada, mas se abram horizontes reais de melhoria e con-

tentamento.
Disponível em: <http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tag/lyaluft/>

O fragmento em que é possível haver uma concordância verbal diferente da apre-

sentada é

a) “...mas se abram horizontes reais...”

b) “...acabem as gigantescas negociatas...”

c) “que sobrevenham ordem e paz.”

d) “...não aos corruptos às vezes condenados...”

e) “...não se absolvam os mensaleiros...”

21. (AOCP/PREFEITURA DE CAMAÇARI/FISIOTERAPEUTA/2014) A expressão des-

tacada que é empregada para modificar todo o conteúdo expresso no fragmento se

encontra na alternativa

a) “sou totalmente contrária a qualquer violência, mas este povo chegou ao extre-

mo de sua tolerância...”

b) “um jornalista comentou recentemente num programa de televisão que pediu a

um médico...”

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c) “falo em relações humanas e seus dramas, porém mais frequentemente nas

coisas inaceitáveis...”

d) “infelizmente todo movimento de massas provoca e abriga sem querer grupos

violentos e anárquicos...”

e) “...se apliquem decentemente somas que poderão salvar vidas, educar jovens,

abrir horizontes.”

22. (AOCP/PREFEITURA DE CAMAÇARI/FISIOTERAPEUTA/2014)

Em “...que isso não nos prejudique nem invalide nossas reivindicações”, as expres-

sões destacadas estabelecem relação semântica de

a) contraste.

b) negação.

c) adição.

d) alternância.

e) explicação.

23. (ACPO/PREFEITURA DE PARANAVAÍ/NUTRICIONISTA/2013)

Amores imperfeitos

A pessoa que você mais gosta é cheia de defeitos?

Existe uma explicação

1 § Quantos dos seus amigos descrevem o parceiro (ou parceira) de uma forma

estranhamente dúbia? A pessoa é o amor da vida dele e, ao mesmo, o ser que mais

o incomoda. É uma reclamação tão corriqueira que começo a achar que estranha é

a minoria que parece satisfeita com o que tem em casa.

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2 § Tolerar os defeitos do companheiro e entender que, ao firmar uma parceria,

compramos um pacote completo (com tudo o que há de agradável e desagradável)

parece, cada vez mais, uma esquisita característica de uma subespécie em extinção.

3 § O grupo majoritário parece ser o dos apaixonados intolerantes.

4 § Há quem se dedique a tentar entendê-los. Li nesta semana uma reportagem in-

teressante sobre isso. Foi publicada na revista Scientific American Mind. É baseada

no livro Annoying: The Science of What Bugs Us (algo como Irritante: a ciência do

que nos incomoda), dos jornalistas Joe Palca e Flora Lichtman.

5 § Uma das pesquisadoras citadas é a socióloga Diane Felmlee, da Universidade

da Califórnia. Ela conta a história de uma amiga que vivia reclamando que o mari-

do trabalhava demais. Diane pediu que a mulher se lembrasse das qualidades que

enxergava nele quando o conheceu na universidade. A resposta foi sensacional: “A

primeira coisa que chamou minha atenção foi o fato de que ele era incrivelmente

trabalhador. Logo percebi que se tornaria um dos melhores alunos da classe”

6 § Não é curioso? Por alguma razão, uma característica que é vista como uma

qualidade no início do relacionamento se torna, com o passar do tempo, um defei-

to. Exemplos disso estão por toda parte. No início do namoro, o cara parece muito

atraente porque é desencanado, tranquilão. Não perde a chance de passar o dia

de bermuda e chinelo, ouvindo música e bebendo com a namorada e os amigos.

Quatro anos depois passa a ser visto pela amada como um sujeito preguiçoso, aco-

modado, que não tem objetivos claros na vida e veio ao mundo a passeio.

7 § Em outra ocasião, a socióloga Diane perguntou a um garoto por que ele gostava

da última namorada. A resposta foi uma lista de várias partes do corpo da moça –

incluindo as mais íntimas. Quando a professora perguntou por que o relacionamen-

to havia acabado, a justificativa foi: “Era uma relação baseada somente no desejo.

Não havia amor suficiente.”

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8 § Uma aluna disse que se sentiu atraída pelo ex porque ele tinha um incrível sen-

so de humor. Algum tempo depois, passou a reclamar que “ele não levava nada a

sério”. Nesse caso, também, o que era qualidade virou defeito. Deve haver alguma

explicação para isso. Nas últimas décadas, Diane vem realizando estudos com ca-

sais para tentar entender o fenômeno que ela chama de atrações fatais.

9 § Ela observou que quanto mais acentuada é a qualidade reconhecida pelo par-

ceiro no início da relação, mais incômoda ela se torna ao longo dos anos. Até virar

um traço insuportável.

10 § Diane acredita que a explicação está relacionada à teoria da troca social. Essa

teoria parte do pressuposto de que as relações humanas são baseadas na escolha

racional e na análise de custo-benefício. Se os custos de um dos parceiros superam

seus benefícios, a outra parte pode vir a abandonar a relação, especialmente se

houver boas alternativas disponíveis. “Traços extremos trazem recompensas, mas

também têm custos associados a eles, principalmente numa relação”.

11 § Um exemplo é a independência. Ela pode ser muito valorizada numa relação.

Um marido independente é capaz de cuidar de si próprio. Mas se ele for indepen-

dente demais, pode significar que não precisa da mulher. Isso acarreta custos para

a relação.

12 § A receita para evitar que as relações naufraguem é a boa e (cada vez mais)

escassa tolerância. É preciso aprender a relativizar os hábitos irritantes para conti-

nuar convivendo com uma pessoa que tem muitas outras qualidades.

13 § Ninguém é totalmente desprovido de qualidades e defeitos. Temos os nossos,

aprendemos com eles e com os deles. Além de tolerância, precisamos exercitar a

capacidade de apoiar o parceiro quando as coisas vão mal e de celebrar quando

ele tem alguma razão para isso. Inventar programas novos e interessantes (zelar

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para que isso aconteça com frequência) pode realçar as qualidades de quem você

gosta e amenizar as características e manias irritantes. Irritante por irritante somos

todos. Mas também podemos ser incrivelmente interessantes.


Adaptado de <http://revistaepoca.globo.com/Saude-e-bem-estar/ cristiane–segatto/noti-
cia/2012/01/amores-imperfeitos.html> em 01/12/2012

Assinale a alternativa INCORRETA quanto à informação entre parênteses para as

expressões em destaque.

a) “...vivia reclamando que o marido trabalhava demais.” (intensificador)

b) “quatro anos depois passa a ser visto pela amada como um sujeito preguiço-

so...” (tempo)

c) “nesse caso, também, o que era qualidade virou defeito.” (inclusão)

d) “era uma relação baseada somente no desejo.” (modo)

e) “ninguém é totalmente desprovido...” (modo)

24. (ACPO/INES/ASSISTENTE DE ALUNOS/2013)

Monteiro Lobato?

Não com o nosso dinheiro

1 § O movimento negro me odeia. Desde que mostrei, com o livro Guia do Politica-

mente Incorreto da História do Brasil, que Zumbi mantinha escravos no Quilombo

de Palmares, os ativistas das cotas não estão contentes comigo. Do lado de cá, eu

também me irrito com boa parte do que eles defendem. Mas, existe um ponto em

que eu preciso concordar com eles: a polêmica dos livros do Monteiro Lobato.

2 § Se você acaba de despertar de um coma, o que aconteceu foi que, em 2010, o

Conselho Nacional de Educação decidiu impedir a distribuição do livro Caçadas de

Pedrinho em bibliotecas públicas. Disseram que esse clássico da literatura infantil era

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racista por causa de frases como “Tia Anastácia trepou que nem uma macaca de car-

vão” ou “Não vai escapar ninguém, nem Tia Anastácia, que tem carne preta”. Muita

gente esperneou contra a decisão, afirmando que se tratava de um exagero, uma

patrulha ideológica e um ato de censura contra um dos maiores autores brasileiros.

3 § É verdade que é preciso entender a época de Monteiro Lobato, quando o racis-

mo era regra não só entre brancos, mas mesmo entre africanos. Até Gandhi, o líder

mundial do bom-mocismo, escreveu e repetiu frases igualmente racistas nos 20 e

poucos anos que viveu na África do Sul.

4 § A questão, porém, é outra: o governo deve investir em obras que parecem

preconceituosas a parte da população? O Conselho Nacional de Educação não de-

fendeu a proibição dos livros de Monteiro Lobato: foi contra apenas a distribuição

bancada pelo governo. Pois bem: o Ministério da Educação deve gastar seu dispu-

tado dinheiro com esses livros? Eu acredito que não.

5 § Os negros que pagam impostos e os outros contribuintes que consideram Mon-

teiro Lobato racista não devem ser obrigados a bancar edições do escritor. É mais

ou menos essa a posição do economista Walter Williams, um dos principais intelec-

tuais libertários dos EUA. Defensor da ideia de que o Estado deve se meter o míni-

mo possível na vida, nas escolhas e no bolso das pessoas, esse economista negro

prega a liberdade de se fazer o que quiser desde que isso não implique violência a

terceiros. Se um grupo quiser, por exemplo, criar um clube de tênis só para bran-

cos, ou só para negros, tudo bem – desde que não use verba pública e não tente

proibir manifestações de repúdio. Se tiver verba pública, não pode discriminar.

6 § Para libertários como Williams, ninguém, nem o governo, tem o direito de

ameaçar ou praticar violência contra indivíduos pacíficos. Não é correto ameaçar

um indivíduo de prisão por sonegação fiscal se ele não topar contribuir com essa

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ou aquela prática do governo. Um grupo de políticos que defende uma guerra com

o Iraque não deve obrigar os cidadãos a contribuir para essa guerra. Do mesmo

modo, se uma turma acredita ter uma boa ideia ao criar uma universidade, um

estádio de futebol ou um festival de curtas-metragens, essa ideia deixa de ser boa

quando implica a ameaça contra aqueles que não querem contribuir.

7 § Nada impede, é claro, que os autores dessas ideias tentem convencer as pes-

soas de que seus projetos merecem contribuições. É o que fazem há séculos as

melhores universidades americanas, as instituições de caridade, alguns tipos de

fundos de investimento e, há poucos anos, os sites de crowdfunding, o “financia-

mento coletivo”. Nada impede, também, que os admiradores de Monteiro Lobato

se organizem, reúnam doações e publiquem quantas edições quiserem das ótimas

histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo.


Revista Superinteressante, edição 312, de dezembro de 2012.

“Para libertários como Williams, ninguém, nem o governo, tem o direito de amea-

çar...” (6 §)

A oração destacada funciona como

a) objeto indireto.

b) adjunto adverbial.

c) objeto direto.

d) adjunto adnominal.

e) complemento nominal.

25. (ACPO/INES/ENFERMEIRO/2013)

Alarmismo ambiental e consumo

Maílson da Nóbrega

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1 § Muitos previram o fim do mundo nos últimos 200 anos. Thomas Malthus (1766-

1834) falava em risco de catástrofe humana. Para ele, como a população crescia

em progressão geométrica e a produção de alimentos em progressão aritmética,

a fome se alastraria. Assim, para controlar a expansão demográfica, Malthus de-

fendia a abstinência sexual e a negação de assistência à população em hospitais e

asilos. O risco foi superado pela tecnologia, que aumentou a produtividade agrícola.

2 § Hoje, o alarmismo vem de ambientalistas radicais. A catástrofe decorreria do

aquecimento global causado basicamente pelo homem, via emissões de dióxido de

carbono. Em 2006, o governo britânico divulgou relatório de grande repercussão,

preparado por sir Nicholas Stern, assessor do primeiro-ministro Tony Blair. Stern

buscava alertar os que reconheciam tal aquecimento, mas julgavam que seria um

desperdício enfrentá-lo. O relatório mereceu dura resposta de Nigel Lawson, ex-mi-

nistro de Energia e da Fazenda de Margaret Thatcher, hoje no grupo dos “céticos”,

isto é, os que duvidam dos ambientalistas. No livro An Appeal to Reason (2008),

Lawson atribuiu objetivos políticos ao documento, que não teria mérito nas conclu-

sões nem nos argumentos.

3 § Lawson afirma que o aquecimento não tem aumentado desde a virada do século

e que são comuns oscilações da temperatura mundial. Há 400 anos, o esfriamento

conhecido como “pequena era do gelo” fazia o Rio Tâmisa congelar no inverno. Mil

anos atrás, bem antes da industrialização – que se diz ser a origem da mudança

climática —, houve um “aquecimento medieval”, com temperaturas tão altas quan-

to as atuais. “Muito antes, no Império Romano, o mundo era provavelmente mais

quente”, assinala. De fato, sempre me chamou atenção o modo de vestir de gregos

e romanos, que aparecem em roupas leves em pinturas da Grécia e da Roma anti-

gas. Nunca vi um deles metido em pesados agasalhos como os de hoje.

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4 § Entre Malthus e os ambientalistas, surgiram outros alarmistas. Em 1968, saiu

o livro The Population Bomb, do biologista americano Paul Ehrlich, no qual o autor

sustentava que o tamanho excessivo da população constituiria ameaça à sobrevi-

vência da humanidade e do meio ambiente. Em 1972, o Clube de Roma propôs o

“crescimento zero” como forma de enfrentar a exaustão rápida de recursos natu-

rais. Ehrlich defendia a redução do crescimento populacional; o Clube de Roma, a

paralisia do crescimento econômico. Nenhum dos dois estava certo.

5 § Em artigo na última edição da revista Foreign Affairs, Bjom Lomborg, destacado

“cético”, prova o enorme fracasso das previsões catastróficas do Clube de Roma.

Dizia-se que em uma geração se esgotariam as reservas de alumínio, cobre, ouro,

chumbo, mercúrio, molibdênio, gás natural, petróleo, estanho, tungstênio e zinco.

As de mercúrio, então sob forte demanda, durariam apenas treze anos. Acontece

que a inovação tecnológica permitiu substituir o mercúrio em baterias e outras

aplicações. Seu consumo caiu 98%; o preço, 90%. As reservas dos demais metais

aumentaram e outras inovações reduziram sua demanda. O colapso não ocorreu.

6 § Como o Clube de Roma pode ter errado tanto? Segundo Lomborg, seus mem-

bros desprezaram o talento e a engenhosidade do ser humano e “sua capacidade

de descobrir e inovar”. Se as sugestões tivessem sido acatadas, meio bilhão de

chineses, indianos e outros teriam continuado muito pobres. Lomborg poderia ter

afirmado que o Brasil estaria mais desigual e não haveria a ascensão da classe C.

7 § Apesar de tais lições, volta-se a falar em limites físicos do planeta. Na linha do

Clube de Roma, defende-se o estancamento da expansão baseada no consumo de

bens materiais. Se fosse assim, inúmeros países seriam congelados em seu estado

atual, sem poder reduzir a pobreza nem promover o bem-estar.

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8 § Mesmo que o homem não seja a causa básica do aquecimento, é preciso não

correr riscos e apoiar medidas para conter as emissões. Mas também resistir a

ideias de frear o consumo. Além de injusta, a medida exigiria um impossível grau

de coordenação e renúncia ou um inconcebível comando autoritário. Desprezaria,

ademais, a capacidade do homem de se adaptar a novas e desafiantes situações.


Revista Veja, edição 2.285. p. 24.

Assinale a alternativa em que a expressão destacada NÃO foi empregada para re-

tomar outra expressão.

a) “o risco foi superado pela tecnologia, que aumentou a produtividade agrícola.” (1 §)

b) “nunca vi um deles metido em pesados agasalhos como os de hoje.” (3 §)

c) “se fosse assim, inúmeros países seriam congelados em seu estado atual...” (7 §)

d) “mil anos atrás, bem antes da industrialização – que se diz ser a origem...” (3 §)

e) “para ele, como a população crescia em progressão geométrica...” (1 §)

26. (ACPO/INES/ENFERMEIRO/2013) A vírgula empregada em “...o Clube de Roma,

a paralisia do crescimento econômico.” (4 §) justifica-se pelo mesmo motivo da-

quela empregada em

a) “seu consumo caiu 98%; o preço, 90%.” (5 §)

b) “mil anos atrás, bem antes da industrialização...” (3 §)

c) “para ele, como a população crescia em progressão...” (1 §)

d) “...então sob forte demanda, durariam apenas treze...” (5 §)

e) “apesar de tais lições, volta-se a falar em limites...” (7 §)

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27. (AOCP/COLÉGIO PEDRO II/ASSISTENTE DE ALUNOS/2010)

Em 6 anos, 21.240 armas de guardas privados foram para mãos de bandidos

Das 97.549 armas de fogo que foram registradas em nome de empresas de segu-

rança e de transportes de valores em São Paulo desde 2004, 21.240 (22%) foram

furtadas ou roubadas. Ou seja, uma em cada cinco armas do arsenal das empresas

de segurança foi parar nas mãos de bandidos. Os dados foram divulgados ontem

pelo Instituto Sou da Paz, como parte da pesquisa Implementação do Estatuto do

Desarmamento: do Papel para a Prática. As informações têm por base o Sistema

de Segurança e Vigilância Privada (Sisvip) da Polícia Federal e a pesquisa traz um

balanço de seis anos do Estatuto do Desarmamento. “O dado permite diferentes

leituras. Uma delas é a de que o porte de armas não parece inibir a abordagem dos

ladrões. Outra sugere que os seguranças podem estar sendo procurados porque

diminuiu a quantidade de armas nas mãos dos civis”, afirma o diretor do Sou da

Paz, Denis Mizne. “Mas esses números também revelam que existem problemas no

setor que devem ser investigados pela PF.” Segundo os pesquisadores, há brechas

na fiscalização por parte da PF. Números da CPI do Tráfico de Armas já apontavam

para a gravidade do problema. Conforme dados da Polícia Civil do Rio, das 10 mil

armas apreendidas com criminosos entre 1998 e 2003 no Estado, 17% pertenciam

a empresas de segurança privada. Clandestinidade. Existem hoje no Brasil 1,1

milhão de vigilantes e 350 mil trabalham em empresas de segurança. Só em São

Paulo, de acordo com o sindicato patronal (Sesvesp), há 128 mil vigilantes. “Pode-

mos dizer ainda que, para cada funcionário de empresa regularizada, existem dois

em empresas irregulares”, afirma o empresário Vitor Saeta, diretor do Sesvesp. “As

empresas que atuam com segurança externa costumam ser as mais visadas.

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Em cada ação dos ladrões, podem ser roubadas até cinco armas de uma vez”, diz.

Em julho, uma viatura de escolta armada da empresa Pentágono, que Saeta diri-

ge, foi abordada por um desses grupos. A quadrilha estava em dois carros e usava

armas longas e fuzis. Os vigilantes acompanhavam um caminhão que transportava

um insumo industrial na Grande São Paulo. A carga foi desviada e a viatura, com

os vigilantes, abandonada em Pirituba, na zona norte de São Paulo. “As armas mais

usadas pelos vigilantes são os revólveres calibre 38. Quando roubadas, são usadas

em crimes comuns. Escoltas externas são as que usam armas longas, que interes-

sam ao crime organizado.”


Disponível em: <http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100429/not_imp5 44488,0.
php>.

“A carga foi desviada e a viatura, com os vigilantes, abandonada em Pirituba, na

zona norte de São Paulo.”

Pela leitura do fragmento acima, é correto afirmar que, em sua estrutura sintática,

houve supressão da expressão

a) vigilantes.

b) carga.

c) viatura.

d) foi.

e) desviada

28. (AOCP/COLÉGIO PEDRO II/ASSISTENTE DE ALUNOS/2010) Em “Uma delas é a

de que o porte de armas não parece inibir a abordagem dos ladrões.”, a expressão

destacada

a) completa o sentido do nome porte, que se encontra incompleto.

b) introduz um complemento para o nome armas, que está incompleto.

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c) completa o sentido da expressão porte de armas, que está sem sentido.

d) completa o sentido do verbo parecer, que é transitivo direto.

e) introduz um complemento para o nome abordagem, que o antecede.

29. (AOCP/EBSERH/2017) Assinale a alternativa cuja estrutura sintática aceita ou-

tra concordância verbal.

a) “A vida em sociedade impõe condutas que vão desde o respeito ao próximo, até

o cumprimento de todas as regras e normas [...]”.

b) “Desta forma, não cabem atitudes individualistas, egoísticas [...]”.

c) “A grande maioria de nós ainda precisa de polícia, a fim de fiscalizar as nossas

atitudes.”.

d) “Ninguém há que consiga viver tal qual um ermitão, um eremita, insulado de

tudo e de todos.”.

e) “[...] as nossas atitudes. A sós, tendemos a infringir, a violar!”.

30. (AOCP/CASAN/2016) No sintagma “uma boa competitividade”, a concordância

nominal se dá porque

a) temos uma preposição seguida de dois substantivos femininos singulares.

b) temos uma preposição, um advérbio e um substantivo masculino singular.

c) temos um artigo definido feminino singular, um adjetivo feminino singular e um

substantivo masculino singular.

d) temos um artigo definido feminino singular, um adjetivo feminino singular e um

substantivo feminino singular.

e) temos um artigo indefinido feminino singular, um adjetivo feminino singular e

um substantivo feminino singular.

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GABARITO
1. a 25. d

2. a 26. a

3. a 27. d

4. d 28. e

5. c 29. c

6. a 30. e

7. e

8. e

9. b

10. b

11. a

12. d

13. d

14. d

15. a

16. a

17. c

18. b

19. d

20. c

21. c

22. c

23. d

24. e

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GABARITO COMENTADO

1. (AOCP/CODEM/ADVOGADO/2017)

O Lado Negro do Facebook

O Facebook é, de longe, a maior rede da história da humanidade. Nunca existiu,

antes, um lugar onde 1,4 bilhão de pessoas se reunissem. Metade de todas as

pessoas com acesso à internet, no mundo, entra no Facebook pelo menos uma vez

por mês. Em suma: é o meio de comunicação mais poderoso do nosso tempo, e

tem mais alcance do que qualquer coisa que já tenha existido. A maior parte das

pessoas o adora, não consegue conceber a vida sem ele. Também pudera: o Fa-

cebook é ótimo. Nos aproxima dos nossos amigos, ajuda a conhecer gente nova e

acompanhar o que está acontecendo nos nossos grupos sociais. Mas essa história

também tem um lado ruim. Novos estudos estão mostrando que o uso frequente

do Facebook nos torna mais impulsivos, mais narcisistas, mais desatentos e menos

preocupados com os sentimentos dos outros. E, de quebra, mais infelizes.

No ano passado, pesquisadores das universidades de Michigan e de Leuven (Bél-

gica) recrutaram 82 usuários do Facebook. O estudo mostrou uma relação direta:

quanto mais tempo a pessoa passava na rede social, mais infeliz ficava. Os cientis-

tas não sabem explicar o porquê, mas uma de suas hipóteses é a chamada inveja

subliminar, que surge sem que a gente perceba conscientemente. Já deve ter acon-

tecido com você. Sabe quando você está no trabalho, e dois ou três amigos postam

fotos de viagem? Você tem a sensação de que todo mundo está de férias, ou que

seus amigos viajam muito mais do que você. E fica se sentindo um fracassado.

“Como as pessoas tendem a mostrar só as coisas boas no Facebook, achamos que

aquilo reflete a totalidade da vida delas”, diz o psiquiatra Daniel Spritzer, mestre

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pela UFRGS e coordenador do Grupo de Estudos sobre Adições Tecnológicas. “A

pessoa não vê o quanto aquele amigo trabalhou para conseguir tirar as férias”, diz

Spritzer.

E a vida em rede pode ter um efeito psicológico ainda mais assustador. Durante 30

anos, pesquisadores da Universidade de Michigan aplicaram testes de personalida-

de a 14 mil universitários. O resultado: os jovens da geração atual, que cresceram

usando a internet, têm 40% menos empatia que os jovens de três décadas atrás. A

explicação disso, segundo o estudo, é que na vida online fica fácil ignorar as pesso-

as quando não queremos ouvir seus problemas ou críticas – e, com o tempo, esse

comportamento indiferente acaba sendo adotado também na vida offline. Num

meio competitivo, onde precisamos mostrar como estamos felizes o tempo todo, há

pouco incentivo para diminuir o ritmo e prestar atenção em alguém que precisa de

ajuda. Há muito espaço, por outro lado, para o egocentrismo. Em 2012, um estudo

da Universidade de Illinois com 292 voluntários concluiu que, quanto mais amigos

no Facebook uma pessoa tem, e maior a frequência com que ela posta, mais narci-

sista tende a ser – e maior a chance de fazer comentários agressivos.

Esse último resultado é bem surpreendente, porque é contraintuitivo. Ora, uma

pessoa que tem muitos amigos supostamente os conquistou adotando comporta-

mentos positivos, como modéstia e empatia. O estudo mostra que, no Facebook,

tende a ser justamente o contrário.


Adaptado de Superinteressante. Disponível em:
http://super.abril. com.br/tecnologia/o-lado-negro-do-Facebook/

Em “Os cientistas não sabem explicar o porquê”, a palavra destacada é assim es-

crita, pois

a) está sendo usada como substantivo, significando “motivo”.

b) está sendo utilizada para introduzir uma causa ou explicação.

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c) funciona como pronome relativo, equivalente a “por qual razão”.

d) introduz frase interrogativa.

e) está sendo utilizada em final de frase.

Letra a.

O fundamental para resolver esta questão é notar a presença do artigo antes da

palavra “porquê”, o que denota a existência de um substantivo. Lembrando que

esse porquê deve ser empregado junto e com acento!

2. (AOCP/CODEM/ADVOGADO/2017) Em “No ano passado, pesquisadores das uni-

versidades de Michigan e de Leuven (Bélgica) recrutaram 82 usuários do Face-

book.”, a vírgula presente no fragmento do texto

a) é obrigatória, pois separa adjunto adverbial de tempo antecipado.

b) é facultativa, pois separa advérbio de tempo que, independente da posição na

oração, deve estar separado por vírgula.

c) é facultativa, pois está separando um termo que tem a mesma função do termo

posposto a ele.

d) é obrigatória, pois, no período, separa oração subordinada adverbial anteposta

à principal.

e) está inadequada, pois separa termos essenciais da oração.

Letra a.

“No ano passado” é um adjunto adverbial deslocado de longa extensão. Por isso, o

emprego da vírgula é obrigatório. Cuidado para não confundir e marcar a letra D.

Não é possível ser oração, pois não há verbo.

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3. (AOCP/SERCOMTEL. S. A. TELECOMUNICAÇÕES/ANALISTA/2016)

Perdoar e esquecer

Quando a vida se transforma num tango, é difícil não dançar ao ritmo do rancor

Hoje tomei café da manhã num lugar em que Carlos Gardel costumava encontrar

seus parceiros musicais por volta de 1912. É um bar simples, na esquina da rua

Moreno com a avenida Entre Rios, chamado apropriadamente El Encuentro.

Nunca fui fã aplicado de tango, mas cresci ouvindo aqueles que a minha mãe can-

tava enquanto se movia pela casa. Os versos incandescentes flutuam na memória

e ainda me emocionam. Soprado pelo fantasma de Gardel, um deles me veio aos

lábios enquanto eu tomava café no El Encuentro: “Rechiflado en mi tristeza, te evo-

co y veo que has sido...”

Vocês conhecem Mano a mano, não?

Essencialmente, é um homem falando com a mulher que ele ama e que parece tê-

-lo trocado por uma vida melhor. Lembra, em espírito, o samba Quem te viu, quem

te vê, do Chico Buarque, mas o poema de Gardel é mais ácido e rancoroso. Parado-

xalmente, mais sutil. Não se sabe se o sujeito está fazendo ironia ou se em meio a

tantas pragas ele tem algum sentimento generoso em relação à ex-amante. Nisso

reside o apelo eterno e universal de Mano a mano – não é assim, partido por senti-

mentos contraditórios, que a gente se sente em relação a quem não nos quer mais?

Num dia em que estamos solitários, temos raiva e despeito de quem nos deixou. No

outro dia, contentes e acompanhados, quase torcemos para que seja feliz. O pro-

blema não parece residir no que sentimos pelo outro, mas como nos sentimos em

relação a nós mesmos. Por importante que tenha sido, por importante que ainda

seja, a outra pessoa é só um espelho no qual projetamos nossos sentimentos – e

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eles variam como os sete passos do tango. Às vezes avançam, em outras retroce-

dem. Quando a gente acha que encontrou o equilíbrio, há um giro inesperado.

Por isso as ambiguidades de Mano a mano nos pegam pelas entranhas. É difícil dei-

xar para trás o sentimento de abandono e suas volúpias. É impossível não dançar

ao ritmo do rancor. Há uma força enorme na generosidade, mas para muitos ela é

inalcançável. Apenas as pessoas que gostam muito de si mesmas são capazes de

desejar o bem do outro em circunstâncias difíceis. A maioria de nós precisa ser ama-

da novamente antes de conceder a quem nos deixou o direito de ser feliz. Por isso

procuramos com tanto afinco um novo amor. É um jeito de dar e de encontrar paz.

No último ano, tenho ouvido repetidamente uma frase que vocês já devem ter es-

cutado: Não se procura um novo amor, a gente simplesmente o encontra. O para-

doxo é bonito, mas me parece discutível. Supõe que o amor é tão acidental quanto

um tropeção na calçada. Eu não acho que seja. Imagina que a vontade de achar

destrói a possibilidade de encontrar. Isso me parece superstição. Implica em dizer

que se você ficar parado ou parada as coisas virão bater na sua porta. Duvido. O

que está embutido na frase e me parece verdadeiro é que não adianta procurar se

você não está pronto – mas como saber sem procurar, achar e descobrir que não

estava pronto?

É inevitável que a gente cometa equívocos quando a vida vira um tango. Nossa ca-

rência nos empurra na direção dos outros, e não há nada de errado nisso. É assim

que descobrimos gente que será ou não parte da nossa vida. Às vezes quebramos a

cara e magoamos os outros. O tango prossegue. O importante é sentir que gostam

de nós, e que nós somos capazes de gostar de novo. Isso nos solta das garras do

rancor. Permite olhar para trás com generosidade e para o futuro com esperança.

Não significa que já fizemos a curva, mas sugere que não estamos apenas resmun-

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gando contra a possibilidade de que o outro esteja amando. Quando a gente está

tentando ativamente ser feliz, não pensa muito no outro. Esse é o primeiro passo

para superar. Ou perdoar, como costuma ser o caso. Ou esquecer, como é ainda

melhor.

No primeiro verso de Mano a mano, Gardel lança sobre a antiga amante a maldição

terrível de que ela nunca mais voltará a amar. Mas, ao final da música, rendido a

bons sentimentos, oferece ajuda e conselhos de amigo, quando chegar a ocasião.

Acho que isso é o melhor que podemos esperar de nós mesmos. Torcer mesquinha-

mente para jamais sermos substituídos – mas estarmos prontos para aceitar e am-

parar quando isso finalmente, inevitavelmente, dolorosamente, vier a acontecer.


Disponível em: <http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/noticia/2016/01/perdoar-
-e-esquecer.html>

No trecho “Às vezes quebramos a cara e magoamos os outros”, a expressão em

destaque expressa

a) tempo.

b) modo.

c) intensidade.

d) lugar.

e) dúvida.

Letra a.

A AOCP adora explorar a semântica de advérbios e locuções adverbiais. Conselho:

não tente decorá-las, mas entendê-las na oração! “Às vezes” – assim como nunca

e sempre – denotam prioritariamente tempo.

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4. (AOCP/SERCOMTEL. S. A. TELECOMUNICAÇÕES/ANALISTA/2016) Em “a outra

pessoa é só um espelho”, a expressão em destaque classifica-se, sintaticamente,

como

a) aposto

b) adjunto adnominal.

c) adjetivo.

d) predicativo do sujeito.

e) substantivo.

Letra d.

A expressão “um espelho” é uma característica atribuída ao sujeito, que é “a outra

pessoa”. Por isso, predicativo do sujeito. Cabe relembrar que há na sentença um

verbo de ligação.

5. (AOCP/SERCOMTEL. S. A. TELECOMUNICAÇÕES/ANALISTA/2016) No trecho “A

maioria de nós precisa ser amada novamente antes de conceder a quem nos deixou

o direito de ser feliz”, o uso do elemento destacado justifica-se por

a) ser um pronome oblíquo, que sempre deve acompanhar a palavra “quem”.

b) ser um artigo definido feminino, já que está determinando o pronome “quem”.

c) ser uma preposição, exigida pela regência do verbo “conceder”.

d) ser um artigo definido feminino, que determina o substantivo “quem”.

e) ser uma preposição, exigida pela regência do verbo “deixou”.

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Letra c.

É preciso analisar a regência do verbo “conceder”: quem concede, concede algo a

alguém. É um VTDI. O OI é “a quem nos deixou”. Por isso, é o verbo “conceder que

exige a preposição que encabeça o complemento.

6. (AOCP/SERCOMTEL. S. A. TELECOMUNICAÇÕES/TÉCNICO EM ELETROMECÂNI-

CA/2016)

A arte perdida de ler um texto até o fim

A internet é um banquete de informações, mas só aguentamos as primeiras garfadas

Abandonar um texto logo nas primeiras linhas é um direito inalienável de qualquer

leitor. Talvez você nem esteja lendo esta linha: ao ver que a primeira frase deste

texto era uma obviedade, nada mais natural do que clicar em outra aba do nave-

gador e conferir a tabela da copa. Ou talvez você tenha perseverado e seguido até

aqui. Mesmo assim eu não comemoraria. É muito provável que você desista agora.

A passagem para o segundo parágrafo é o que separa os fortes dos fracos.

A internet é um enorme banquete de informações, mas estamos todos fartos. Não

aguentamos mais do que as duas ou três primeiras garfadas de cada prato. Ler

um texto até as últimas linhas é uma arte perdida. No passado, quem desejasse

esconder um segredo num texto precisava criar códigos sofisticados de linguagem

para que só os iniciados decifrassem o enigma. Hoje a vida ficou mais fácil. Quer

preservar um segredo? Esconda-o na última frase de um texto – esse território sel-

vagem, raramente explorado.

Lembro-me que, no Enem do ano retrasado, um aluno escreveu um trecho do hino

de seu time favorito no meio da redação. Tirou a nota 500 (de 1000), foi descober-

to pela imprensa e virou motivo de chacota nacional. Era um mau aluno, claro. Se

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fosse mais estudioso, teria aprendido que o fim da redação é o melhor lugar para

escrever impunemente uma frase de um hino de futebol. Se fizesse isso, provavel-

mente tiraria a nota máxima e jamais seria descoberto.

Agora que perdi a atenção da enorme maioria dos leitores à exceção de amigos

muito próximos e parentes de primeiro grau, posso ir direto ao que interessa.

Quem acompanhou as redes sociais na semana passada deve ter notado uma enor-

me confusão causada pelo hábito de abandonar um texto antes do fim. Resumindo

a história: um jornalista publicou uma coluna em que narrava uma longa entrevista

com Felipão num avião. A notícia repercutiu e virou manchete em outros sites, até

que alguém notou que o entrevistado não era Felipão, mas sim um sósia dele. Os

sites divulgaram erratas e a história virou piada. No meio de todo o barulho, porém,

alguns abnegados decidiram ler o texto com atenção até o fim. Encontraram lá um

parágrafo enigmático. Ao final da entrevista, o suposto Felipão entregava ao jorna-

lista um cartão de visitas. No cartão estavam os dizeres “Vladimir Palomo – Sósia

de Felipão – Eventos”. A multidão que ria do engano do jornalista o fazia sem ler

esse trecho.

Teria sido tudo uma sacada genial do jornalista, que conseguiu pregar uma peça

em seus colegas e em milhares de leitores que não leram seu texto até o fim? Esta-

ria ele rindo sozinho, em silêncio, de todos aqueles que não entenderam sua piada?

A explicação, infelizmente, era mais simples. Numa entrevista, o jornalista confir-

mou que acreditava mesmo ter entrevistado o verdadeiro Felipão, e que o cartão

de visitas do sósia tinha sido apenas uma brincadeira do original.

A polêmica estava resolvida. Mas, se eu pudesse escolher, preferiria não ler essa

história até o fim. Inventaria outro desenlace para ela. Trocaria o inexplicável mal-

-entendido da realidade por uma ficção em que um autor maquiavélico consegue

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enganar uma multidão de leitores desatentos. Ou por outra ficção, ainda mais in-

sólita, em que o texto revelava que o entrevistado era um sósia, mas o autor não

saberia disso porque não teria lido a própria obra até o final. Seria um obituário

perfeito para a leitura em tempos de déficit de atenção.

Se você chegou ao último parágrafo deste texto, você é uma aberração estatística.

Estudos sobre hábitos de leitura demonstram claramente que até meus pais teriam

desistido de ler há pelo menos dois parágrafos. Estamos sozinhos agora, eu e você.

Talvez você se considere um ser fora de moda. Na era de distração generalizada,

é preciso ser um pouco antiquado para perseverar na leitura. Imagino que você já

tenha pensado em desistir desse estranho hábito e começar a ler apenas as pri-

meiras linhas, como fazem as pessoas ao seu redor. O tempo economizado seria

devidamente investido em atividades mais saudáveis, como o Facebook ou games

para celular. Aproveito estas últimas linhas, que só você está lendo, para tentar te

convencer do contrário. Esqueça a modernidade. Quando o assunto é leitura, não

há nada melhor do que estar fora de moda. A história está repleta de textos cheios

de sabedoria, que merecem ser lidos do começo ao fim. Este, evidentemente, não

é um deles. Mas seu esforço um dia será recompensado. Não desanime, leitor. As

tuas glórias vêm do passado.


Disponível em: <http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/danilo-venticinque/noticia/2014/06/
arte-perdida-de-bler-um-texto-ateo-fimb.html>

No trecho “Este, evidentemente, não é um deles.”, o advérbio em destaque apre-

senta uma circunstância de

a) afirmação.

b) dúvida.

c) intensidade.

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d) modo.

e) tempo.

Letra a.

Mais uma questão sobre semântica adverbial. Primeira dica importante: nunca pen-

se que todo advérbio dotado do sufixo –mente é de modo! Nesse caso, “evidente-

mente” é empregado para dar certeza, confirmação, garantia.

7. (AOCP/SERCOMTEL. S. A. TELECOMUNICAÇÕES/TÉCNICO EM ELETROMECÂNI-

CA/2016) Em “Os sites divulgaram erratas e a história virou piada.”, o termo subli-

nhado desempenha a função sintática de

a) adjunto adnominal.

b) complemento nominal.

c) aposto.

d) objeto indireto.

e) objeto direto.

Letra e.

Analise a transitividade de “divulgaram”. “Erratas” funciona como complemento

direto do verbo.

8. (AOCP/PREFEITURA DE VALENÇA/TÉCNICO/2016)

A felicidade é deprimente

É possível que a depressão seja o mal da nossa época.

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Ela já foi imensamente popular no passado. Por exemplo, os românticos (sobretudo

os artistas) achavam que ser langoroso e triste talvez fosse o único jeito autêntico

de ser fascinante e profundo.

Em 1859, Baudelaire escrevia à sua mãe: “O que sinto é um imenso desânimo,

uma sensação de isolamento insuportável, o medo constante de um vago infortú-

nio, uma desconfiança completa de minhas próprias forças, uma ausência total de

desejos, uma impossibilidade de encontrar uma diversão qualquer”.

Agora, Baudelaire poderia procurar alívio nas drogas, mas ele e seus contemporâ-

neos não teriam trocado sua infelicidade pelo sorriso estereotipado das nossas fo-

tos das férias. Para um romântico, a felicidade contente era quase sempre a marca

de um espírito simplório e desinteressante.

Enfim, diferente dos românticos, o deprimido contemporâneo não curte sua fossa:

ao contrário, ele quer se desfazer desse afeto, que não lhe parece ter um grande

charme.

Alguns suspeitam que a depressão contemporânea seja uma invenção. Uma vez

achado um remédio possível, sempre é preciso propagandear o transtorno que o

tal remédio poderia curar. Nessa ótica, a depressão é um mercado maravilhoso,

pois o transtorno é fácil de ser confundido com estados de espírito muito comuns:

a simples tristeza, o sentimento de inadequação, um luto que dura um pouco mais

do que desejaríamos etc.

De qualquer forma, o extraordinário sucesso da depressão e dos antidepressivos

não existiria se nossa cultura não atribuísse um valor especial à felicidade (da qual

a depressão nos privaria). Ou seja, ficamos tristes de estarmos tristes porque gos-

taríamos muito de sermos felizes.

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Coexistem, na nossa época, dois fenômenos aparentemente contraditórios: a de-

pressão e a valorização da felicidade. Será que nossa tristeza, então, não poderia

ser um efeito do valor excessivo que atribuímos à felicidade? Quem sabe a tristeza

contemporânea seja uma espécie de decepção.

Em agosto de 2011, I. B. Mauss e outros publicaram em “Emotion” uma pesqui-

sa com o título: “Será que a procura da felicidade faz as pessoas infelizes?”. Eles

recorreram a uma medida da valorização da felicidade pelos indivíduos e, em pes-

quisas com duas amostras de mulheres (uma que valorizava mais a felicidade e

a outra, menos), comprovaram o óbvio: sobretudo em situações positivas (por

exemplo, diante de boas notícias), as pessoas que perseguem a felicidade ficam

sempre particularmente decepcionadas.

Numa das pesquisas, eles induziram a valorização da felicidade: manipularam uma

das amostras propondo a leitura de um falso artigo de jornal anunciando que a feli-

cidade cura o câncer, faz viver mais tempo, aumenta a potência sexual – em suma,

todas as trivialidades nunca comprovadas, mas que povoam as páginas da grande

imprensa.

Depois disso, diante de boas notícias, as mulheres que tinham lido o artigo ficaram

bem menos felizes do que as que não tinham sido induzidas a valorizar especial-

mente a felicidade.

Conclusão: na população em geral, a valorização cultural da felicidade pode ser

contraprodutiva.

Mais recentemente, duas pesquisas foram muito além e mostraram que a valori-

zação da felicidade pode ser causa de verdadeiros transtornos. A primeira, de B.

Q. Ford e outros, no “Journal of Social and Clinical Psychology”, descobriu que a

procura desesperada da felicidade constitui um fator de risco para sintomas e diag-

nósticos de depressão.

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A pesquisa conclui que o valor cultural atribuído à felicidade leva a consequências

sérias em saúde mental. Uma grande valorização da felicidade, no contexto do Oci-

dente, é um componente da depressão. E uma intervenção cognitiva que diminua

o valor atribuído à felicidade poderia melhorar o desfecho de uma depressão. Ou

seja, o que escrevo regularmente contra o ideal de felicidade talvez melhore o hu-

mor de alguém. Fico feliz.

Enfim, em 2015, uma pesquisa de Ford, Mauss e Gruber, em “Emotion”, mostra que

a valorização da felicidade é relacionada ao risco e ao diagnóstico de transtorno

bipolar. Conclusão: cuidado, nossos ideais emocionais (tipo: o ideal de sermos feli-

zes) têm uma função crítica na nossa saúde mental.

Como escreveu o grande John Stuart Mill, em 1873: Só são felizes os que perse-

guem outra coisa do que sua própria felicidade.


Adaptado de: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/2015/10/1699663-a-fe-
licidade-edeprimente.shtml Acesso em 10 de março de 2016>

No excerto “Depois disso, diante de boas notícias, as mulheres que tinham lido o

artigo ficaram bem menos felizes do que as que não tinham sido induzidas a valo-

rizar especialmente a felicidade”, acerca dos termos destacados é correto afirmar,

respectivamente, que

a) o primeiro termo refere-se ao período passado em que os homens, sobretudo os

artistas românticos, valorizavam a depressão; o segundo trata-se de um adjetivo

que caracteriza, no contexto, a palavra felicidade.

b) tanto o primeiro quanto o segundo termo do excerto são advérbios de modo.

c) o primeiro termo é um advérbio de tempo e caracteriza o momento que ante-

cede as boas notícias apresentadas por i. b. mauss em sua pesquisa; o segundo é

um advérbio que intensifica a palavra felicidade.

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d) o primeiro termo retoma o contexto metodológico utilizado na pesquisa desen-

volvida por i. b. mauss e apresentado no parágrafo anterior; o segundo trata-se

de um advérbio e como tal não apresenta uma variação de masculino e feminino,

singular e plural.

e) tanto o primeiro quanto o segundo termo destacados são invariáveis em língua

portuguesa e, portanto, não variam de forma para os gêneros masculino e feminino

ou para o número singular e plural.

Letra e.

O pronome demonstrativo “isso” é uma forma neutra da língua portuguesa, não

apresentando variação de gênero ou número. Já “especialmente”, por ser advérbio,

também é invariável.

9. (AOCP/PREFEITURA DE VALENÇA/TÉCNICO/2016) Na frase “Mais recentemente,

duas pesquisas foram muito além e mostraram que a valorização da felicidade pode

ser causa de verdadeiros transtornos”, a expressão destacada indica

a) modo.

b) tempo.

c) intensidade.

d) lugar.

e) afirmação.

Letra b.

Novamente, chamo a sua atenção para os advérbios terminados em -mente. Dessa

vez, o destacado indica tempo.

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10. (AOCP/FUNDASUS/MÉDICO/2015)

ENTRE NO EIXO

Descuidar-se das costas pode afetar seu humor, sua autoconfiança e até sua vida

sexual. (Vai querer?) Corrija sua postura agora.

Preste atenção em sua postura enquanto lê esta reportagem. Está largada no sofá,

com as costas tortas e os ombros arqueados? Debruçada sobre o notebook? Então

aproveite para se corrigir. Você vai descobrir que mais coisas do que você imagina

acontecem no corpo e na cabeça quando você se desconecta daquela que é o eixo

do seu corpo: a coluna. E que as consequências vão além daquela dor chata nas

costas. “A postura errada atrapalha a respiração, enfraquece os músculos e derruba

seu nível de energia”, fala o quiropata americano Steven Weiniger, especialista em

postura e autor do livro Stand Taller, Live Longer (sem edição em português). Em

outras palavras, se reflete na sua aparência e no modo como você se sente. Veja

por que e como colocar cada parte do seu corpo no lugar certo.

Por que colocar o corpo no eixo?

Porque andar como o corcunda de Notre Dame vai muito além de ser feio e nada

sexy. Ao corrigir a postura, você sai ganhando em...

1/ MAIS FOCO

De acordo com Steven Weiniger, ao manter as costas arqueadas, as costelas pres-

sionam o diafragma, impedindo que os pulmões inflem completamente. (Quer fazer

o teste? Tente inspirar profundamente nessa posição e vai sentir dificuldade.) Isso

influencia a respiração, que fica mais curta e, por isso, prejudica a oxigenação do

corpo, do cérebro e acaba afetando sua capacidade de concentração.

2/ AUTOESTIMA E BOM HUMOR Quem caminha curvado, com os ombros projetados

para a frente, tende a se sentir mais baixo-astral do que quem tem porte de rainha.

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Foi o que concluiu uma pesquisa da San Francisco State University (EUA) realizada

com dois grupos de voluntários, que testaram andar dos dois jeitos e depois con-

taram como se sentiram. O experimento revelou que o cérebro se deixa levar pela

postura: mover-se com confiança vai fazê– la se sentir assim e bancar a desleixada

também se reflete em como se sente. O físico ucraniano Moshe Feldenkrais, criador

de um método que leva seu sobrenome e busca, por meio da consciência corporal,

novas maneiras de se movimentar, também não fazia distinção entre quem vem

primeiro – se movimento ou emoção. Para ele, uma pessoa triste se encolhe, en-

quanto alguém feliz ergue a cabeça e abre o peito naturalmente. “Contraímos a

musculatura sempre que sentimos medo ou tensão, assim como abaixamos a ca-

beça e projetamos o abdômen para a frente”, explica a educadora somática Maria-

na Huck, de São Paulo, coordenadora do Núcleo Feldenkrais Brasil. “É uma reação

normal. O desafio é não cristalizar essa postura rígida, o que leva à dor e impacta

as emoções.” 3/ CORPO LIVRE DE DORES“Quando a coluna está fora do eixo, vários

músculos precisam entrar em ação para compensar o desequilíbrio postural”, ob-

serva a fisioterapeuta Mary Ann Wilmarth, da Harvard University (EUA). Isso gera

uma reação em cadeia, que resulta em dor, formigamento e espasmos musculares

em várias partes do corpo. 4/ TESÃO EM DIA

Uma postura desleixada tem ligação direta com a flacidez do core (musculatura

que inclui o abdômen), o que, por sua vez, pode ter impacto negativo entre quatro

paredes – e não apenas na frente do espelho. “Quanto mais flácido seu abdômen,

mais fracas podem ficar a libido e a performance na cama”, diz a americana Debby

Herbenick, especialista em saúde sexual. Portanto, antes de investir em lingeries

sensuais, valorize seu corpo ao praticar exercícios capazes de colocálo nos eixos.
Revista Women’s Health. Número 79 publicada em Maio de 2015. Editora Abril)

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No excerto “Foi o que concluiu uma pesquisa da San Francisco State University

(...)”, retirado do texto ENTRE NO EIXO, as formas verbais foi e concluiu encon-

tram-se em qual tempo e modo verbal?

a) presente do indicativo porque enunciam um fato atual.

b) pretérito perfeito do indicativo porque indicam uma ação passada momentânea

definida no tempo.

c) pretérito imperfeito do indicativo porque indicam um fato passado não concluído.

d) futuro do presente do indicativo porque indicam um fato provável posterior ao

momento em que se fala.

e) futuro do pretérito do indicativo porque exprimem a incerteza ou dúvida sobre

um fato passado.

Letra b.

A banca AOCP pouco explora o assunto “verbo”, que é significativamente extenso.

Normalmente, eles só cobram a classificação do verbo (quando cobram). Nesse

caso, o verbo está no pretérito perfeito do indicativo.

11. (AOCP/FUNDASUS/AUXILIAR DE BIBLIOTECA/2015)

Mulheres cuidam mais da saúde do que homens

Segundo pesquisa, 71,2% dos entrevistados pelo IBGE haviam se consultado com

um médico pelo menos uma vez no último ano. Entre elas, o índice foi de 78%

– contra 63,9% deles. As mulheres brasileiras vão mais ao médico do que os ho-

mens. É o que mostra uma pesquisa divulgada nesta terça-feira, realizada em con-

junto entre o Ministério da Saúde e o IBGE. A publicação revelou que 71,2% dos

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entrevistados haviam se consultado pelo menos uma vez nos 12 meses anteriores

à entrevista. Entre as mulheres, o índice foi de 78%, contra 63,9% dos homens.

Elas também são mais aplicadas nos cuidados com os dentes: 47,3% das brasilei-

ras disseram terem ido ao dentista uma vez nos 12 meses anteriores, ante 41,3%

dos homens. A diferença também aparece na questão da higiene bucal: 91,5% do

público feminino pesquisado respondeu que escova os dentes duas vezes ao dia, ao

passo que a taxa foi de 86,5% no masculino.

A pesquisa também investigou o atendimento nos serviços de saúde, público e

privado. De acordo com os resultados, 71% da população brasileira procura esta-

belecimentos públicos de saúde para atendimento. Destes, 47,9% afirmaram que

utilizam as Unidades Básicas de Saúde como principal porta de entrada para aten-

dimento no Sistema Único de Saúde (SUS).

Além disso, o levantamento mostrou ainda que os serviços públicos mais procura-

dos depois das Unidades Básicas de Saúde são os de emergência, como as Unidades

de Pronto Atendimento Público – com 11,3% da população – e hospitais e serviços

especializados como ambulatórios, com 10,1% da população. Já os consultórios e

clínicas particulares atraem 20,6% dos brasileiros e as emergências privadas são

procuradas por 4,9% deles.

A Pesquisa Nacional de Saúde coletou informações em 64 000 residências brasilei-

ras em 1 600 municípios entre agosto de 2013 e fevereiro de 2014.


Adaptado de: <http://veja.abril.com.br/noticia/saude/mulheres-cuidam-mais-da-saude-do-que-
-homens>

No excerto “Entre as mulheres, o índice foi de 78%, contra 63,9% dos homens.”, a

expressão em destaque exerce a função de

a) sujeito.

b) predicado.

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c) agente da passiva.

d) objeto direto.

e) objeto indireto.

Letra a.

Pergunte ao verbo: quem foi de 78%? “O índice”, que funciona como sujeito – e

com quem o verbo concorda.

12. (AOCP/FUNDASUS/AUXILIAR DE BIBLIOTECA/2015) Em “A pesquisa também

investigou o atendimento nos serviços de saúde [...]”, há um verbo

a) de ligação.

b) bitransitivo.

c) intransitivo.

d) transitivo direto.

e) transitivo indireto.

Letra d.

Veja que, segundo a oração, quem investiga, investiga algo. Por isso, “o atendi-

mento nos serviços de saúde” é objeto direto, e o verbo é VTD.

13. (AOCP/FUNDASUS/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2015)

Os seis alimentos anticâncer que não podem faltar no seu cardápio

Novo livro ensina a transformar a alimentação em uma grande aliada na prevenção

ao câncer.

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Nos últimos anos, diversas pesquisas mostraram que uma alimentação equilibra-

da influencia na qualidade de vida. Alguns desses estudos focam, sobretudo, nos

benefícios de determinados alimentos para a prevenção contra o câncer, uma das

doenças que mais matam no Brasil e no mundo, principalmente o câncer de mama,

próstata e pulmão. Diz o médico Paulo Hoff, chefe da oncologia do Hospital Sírio-

-Libanês, em São Paulo. “Sabemos por análises retrospectivas que determinados

alimentos, sobretudo as frutas e verduras, quando consumidos regularmente, po-

dem ter um efeito protetor”.

O recém-lançado livro A Dieta Anticâncer – Prevenir é o melhor Remédio (tradução

Téo Lorent; Escrituras Médicas, 200 páginas, 34,90 reais), escrito pela farmacêuti-

ca espanhola María Tránsito López, funciona como um guia de saúde, apresentando

dezenas de alimentos que podem ser grandes aliados na prevenção contra o cân-

cer. Todos os alimentos podem ser facilmente introduzidos ao cardápio diário.

O livro também orienta sobre o preparo dos alimentos e a quantidade consumida.

Estima-se, por exemplo, que pessoas com 13 quilos a mais passam a ter mais pre-

disposição ao câncer, principalmente o de mama e de útero. Isso porque o excesso

de tecido adiposo pode alterar os níveis de hormônios sexuais, desencadeando,

portanto, o surgimento das doenças.

Mas atenção: frente a qualquer suspeita da doença, é fundamental ter a orientação

médica. Algumas substâncias anticâncer podem fazer mal em determinadas situ-

ações. Tome-se como exemplo, o chá verde. A bebida é um potente antioxidante,

mecanismo associado ao câncer. No entanto, ela é contraindicada para grávidas e

pessoas com problemas de epilepsia, úlcera gastroduodenal, insônia e alterações

cardiovasculares graves.

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Tomate

Rico em licopeno, a substância responsável pela sua cor avermelhada, o tomate

tem intenso efeito contra o câncer, inibindo a proliferação das células cancerígenas.

Estudos mostraram que o consumo frequente de tomate – fresco ou cozido – é um

grande aliado, sobretudo, contra o câncer de próstata. Isso ocorre porque o licope-

no protege as células da próstata contra oxidação e o crescimento anormal – duas

características dos tumores malignos.

Alho

Estudos científicos mostraram que o consumo de alho pode reduzir o risco de de-

senvolver alguns tipos de câncer, como o de mama e o gástrico. Seus compostos

fitoquímicos são capazes de induzir a morte das células cancerígenas por meio de

um processo de apoptose – elas se suicidam – e, dessa forma, evitam a formação

de um tumor.

Couve

A família das crucíferas (couve-flor, couve-manteiga, brócolis, repolho...) é uma

das mais conhecidas pelo seu potencial quimiopreventivo. Diversas pesquisas mos-

tram que esses vegetais podem prevenir contra vários tipos de tumores, como de

pulmão, de mama, de bexiga, de próstata e do aparelho digestivo. O fato é que

a família das crucíferas tem alta concentração de glucosinalatos, compostos que,

ao se romperem, dão lugar a isotiocianatos e indóis – nutrientes com propriedade

protetora contra tumores.

Vitamina C

Presente em frutas, como laranja e limão, a vitamina c pode ser usada entre as

pessoas que já sofreram da doença e estão seguindo algum tipo de tratamento

contra ela. Além disso, estudos indicam que a vitamina c também ajuda na hora

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da prevenção. Seu efeito antioxidante bloqueia a ação dos radicais livres, além de

inibir a formação de nitrosaminas – substâncias cancerígenas. “Esses alimentos po-

dem proteger o organismo contra substâncias potencialmente tóxicas”, diz Paulo Hoff.

Chá verde

A grande quantidade de catequina, um fitonutriente do chá, proporciona grande

atividade antioxidante e ativadora do metabolismo. A catequina também apresenta

atividade anti-inflamatória e induz a morte de células cancerígenas. O ideal é que

seja consumida uma xícara por dia na forma de infusão. Mas atenção: o chá verde

é contraindicado para grávidas e pessoas com problemas de epilepsia, úlcera gas-

troduodenal, insônia e alterações cardiovasculares graves.

Uva

Para se proteger das agressões externas, as uvas produzem uma substância cha-

mada resveratrol, encontrada em suas sementes e pele. Pesquisas mostram que

esse composto tem propriedade antinutagênica, por isso previne contra o início

do processo canceroso. É por esse motivo que o vinho tinto também se torna um

aliado. O consumo, porém, dever ser moderado. A Organização Mundial da Saúde

recomenda não mais do que uma taça para as mulheres e duas para os homens,

diariamente.
Adaptado de: <http://veja.abril.com.br/noticia/saudades/os-seis-alimentos-anticancer-que-não-
-podem-faltar-noseu-cardapio>

Em relação ao excerto “Nos últimos anos, diversas pesquisas mostraram que uma

alimentação equilibrada influencia na qualidade de vida.”, é correto afirmar que a

vírgula foi utilizada para

a) isolar o vocativo.

b) separar o aposto.

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c) separar o adjunto adnominal.

d) isolar uma locução adverbial.

Letra d.

Na oração, a expressão “nos últimos anos” funciona como um adjunto adverbial,

que está deslocado e é de longa extensão. Cabe relembrar que essa vírgula é obri-

gatória.

14. (AOCP/FUNDASUS/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2015) Em relação ao ex-

certo “A grande quantidade de catequina, um fitonutriente do chá, proporciona

grande atividade antioxidante e ativadora do metabolismo. [...]”, é correto afirmar

que o verbo em destaque é

a) de ligação.

b) bitransitivo.

c) transitivo indireto.

d) transitivo direto.

e) intransitivo.

Letra d.

Segundo a estrutura oracional, quem proporciona, proporciona algo (grande ativi-

dade antioxidante e ativadora do metabolismo). O verbo é VTD.

15. (AOCP/FUNDASUS/JORNALISTA/2015)

A escola pode interferir na formação moral dos alunos?

O desenvolvimento de valores morais é decorrente da interação do sujeito com as

situações e as pessoas nos diversos ambientes que frequenta, como a escola, com

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a família e com os amigos. Considerando todas essas influências, questionamos:

“Será que a instituição de ensino tem um papel significativo na formação ética dos

alunos? Que atitudes de professores, funcionários e colegas podem interferir nesse

processo?”

Um estudo inédito da Fundação Carlos Chagas (FCC), coordenado por Mariana Ta-

vares, da FCC, e Suzana Menin, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), com

a participação de pesquisadores de várias instituições, ajuda a responder essas

questões. Realizado com quase 10 mil crianças, adolescentes e professores de 76

escolas públicas e privadas do Brasil, ele objetivou construir um instrumento para

avaliar a presença e os níveis de desenvolvimento (adesão) dos valores convivência

democrática, solidariedade, justiça e respeito.

Os resultados dos alunos foram relacionados com mais de 30 variáveis, como sexo,

religião, composição familiar, nível socioeconômico, regras e sanções na família, au-

toestima, repetência, observação de maus-tratos, como eles acreditavam ser vistos

pelos outros e as relações estabelecidas. Algumas conclusões evidenciam a impor-

tância de cuidar do convívio na escola para favorecer o desenvolvimento moral.

Sentir-se bem tratado pelos professores e ter docentes e funcionários que jamais

ou raramente gritam com os alunos promoveu maior adesão de todos os valores.

Não presenciar (ou ver pouco) educadores colocarem estudantes para fora da sala

influenciou o aumento da justiça, respeito e solidariedade. Já ter professores que

recorrem pouco (ou nunca) aos pais dos alunos para resolver conflitos indicou

maior presença de convivência democrática e solidariedade.

Entre os fatores ligados à relação do aluno com a instituição e com os colegas,

gostar de ir à escola e frequentar as aulas interferiu no aumento dos valores soli-

dariedade, respeito e convivência democrática. Alunos que nunca (ou raramente)

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viram colegas se agredirem ou gritar tiveram todos os valores influenciados positi-

vamente. Acreditar ser bem-visto pelas outras pessoas no ambiente escolar gerou

o aumento da justiça.

No caso da família, o apoio dos pais teve relação com maior respeito e justiça. Este

último fator também foi influenciado pelo emprego de combinados com os filhos.

Quando os pais usam sanções (que não sejam físicas ou humilhantes), há mais

adesão a justiça, solidariedade e convivência democrática. Isso pode estar associa-

do à ideia de uma família cuidadosa, que deixa claro o que pode ou não ser feito

pelos filhos, revalidando os valores quando eles são feridos.

As ações contrárias às apresentadas acima, a exemplo de gritar muitas vezes ou

não apoiar os filhos, estão sempre relacionadas a menor adesão aos valores. Cha-

ma a atenção também o fato de que, na pesquisa, religião, configuração familiar,

nível socioeconômico e repetência não tiveram relação significativa com a presença

de valores.

O estudo colabora para comprovar que a qualidade das interações na escola, em

especial dos adultos com os alunos, influencia fortemente no desenvolvimento mo-

ral (quanto mais positivas forem, maiores as adesões aos valores). Assim, se que-

remos formar pessoas éticas, fica evidente a importância de ter espaços de diálogo

e reflexão sobre a convivência e de cuidar para que toda a comunidade escolar

vivencie de fato esses valores.


Revista Nova Escola. Ano 30, número 282 de maio de 2015. Editora Abril

Considere a seguinte oração extraída do texto: “Algumas conclusões evidenciam

a importância de cuidar do convívio na escola para favorecer o desenvolvimento

moral”. Assinale a alternativa correta com relação à sintaxe da oração apresentada.

a) o vocábulo “algumas” é o núcleo do sujeito.

b) o sujeito do verbo “evidenciam” é oculto.

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c) o sintagma “a importância de cuidar do convívio na escola para favorecer o de-

senvolvimento moral” é o predicado do verbo evidenciam.

d) o verbo “evidenciam” é intransitivo.

e) o sintagma “para favorecer o desenvolvimento moral” é um aposto explicativo.

Letra a.

Segundo a banca, a opção correta é a letra a, mas a questão deveria ser anulada.

Uma das poucas questões da AOCP que exploram a morfossintaxe do período sim-

ples por completo. Mesmo assim, a banca foi infeliz. O núcleo do sujeito é “conclu-

sões” (o que invalida a letra A); “evidenciam” tem sujeito simples (o que invalida a

letra B); o predicado deve incluir o verbo “evidenciam” (o que invalida a letra C);

o verbo “evidenciam” é VTD (o que invalida a letra D); e o sintagma iniciado por

“para” é uma oração subordinada adverbial final (assunto do próximo PDF).

16. (AOCP/TRE/AC/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) Leia o texto e responda a questão

DIREITO DO IDOSO

Hoje, o envelhecimento se encontra na ordem do dia. Os mais importantes veícu-

los de comunicação dão destaque a esse fenômeno, abordando as suas causas e

consequências. O envelhecimento populacional, portanto, transformou-se em uma

questão social relevante, uma vez que impacta marcantemente nos destinos da

própria sociedade. Isso tanto é verdade que há estudiosos falando em uma revo-

lução dos idosos. E não é para menos. Mais de dois bilhões de pessoas terão mais

de sessenta anos até 2050, o que representará um contingente expressivo, consi-

derando a população total do planeta.

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Ora, se um contingente tão grande de pessoas passa a ter uma idade a partir da

qual é caracterizada como idosa, isso significa que direitos específicos desse con-

tingente populacional precisam ser garantidos.

É preciso destacar que o Estado brasileiro não se preparou para o impacto que o

envelhecimento populacional acarretou nos sistemas previdenciário e de saúde, por

exemplo. Não houve planejamento, de modo que o sistema previdenciário, uma

espécie de seguro para garantir dignidade ao ser humano na velhice, corre riscos

de continuidade, mantidos os parâmetros atuais. Da mesma forma, o sistema de

saúde apresenta uma dinâmica incapaz de atender às demandas dos idosos, os

quais são os principais clientes desse sistema, porquanto mais vulneráveis a do-

enças, inclusive algumas próprias dessa fase da vida, como câncer, hipertensão,

osteoporose, demência, para só citar algumas.

Portanto, o impacto que as pessoas que acumulam muitos anos provocam na socie-

dade, considerando apenas esses dois sistemas, e a necessidade de que os direitos

fundamentais desse segmento populacional sejam efetivamente garantidos, já se

revela suficiente para que se perceba a importância da disciplina Direito do Idoso.

Vale destacar que o envelhecimento não é um fenômeno estático. Na medida em

que as condições sociais e econômicas melhoram, as pessoas têm oportunidade de

viver mais. Caso se associem a esses elementos os avanços da tecnologia médica

em todas as suas dimensões, a expectativa de vida pode realmente surpreender.

É a vitória da vida.

Sendo, portanto, o envelhecimento a oportunidade de uma vida mais longa, pode

ser traduzido como o próprio direito de existir, na medida em que viver é ter opor-

tunidade de envelhecer. Ora, se é assim, o envelhecimento é um direito e, mais do

que isso, é um direito fundamental, na medida em que se traduz no direito à vida

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com dignidade, o que quer dizer que as pessoas não perdem direitos na medida em

que envelhecem. Pelo contrário, demandam mais direitos para que possam usufruir

plenamente o direito à liberdade em todos os aspectos, patrimônio do qual nenhum

ser humano pode abdicar.

Apesar de a expectativa de vida no Brasil vir aumentando ano após ano, ainda não

estão sendo oferecidas condições de vida adequadas para os velhos. O processo de

envelhecimento no país apresenta nuances artificiais, na medida em que as pesso-

as têm suas vidas alongadas mais pela universalização da tecnologia médica {no-

tadamente do sistema de vacinação, que abortou mortes prematuras causadas por

doenças endêmicas) do que propriamente pela experimentação de padrões sociais

e econômicos de excelência, a exemplo dos países desenvolvidos.

Portanto, a ausência de serviços e ações específicas e necessárias para a garantia

dos direitos das pessoas idosas contribui para o descrédito da efetividade dos seus

direitos, os quais estão declarados de forma direta ou indireta, em convenções,

acordos e tratados internacionais, além das previsões constitucionais e legais em

relação a esse segmento, destacando-se o Estatuto do Idoso {Lei n. 10.741/03)

[...].

Sendo assim, a garantia dos direitos dos idosos no Brasil depende de uma profunda

compreensão das causas e consequências do processo de envelhecimento popu-

lacional, do papel que deve ser reservado aos velhos em uma sociedade tecnoló-

gica, da necessidade de garantir-lhes todos os direitos fundamentais inerentes à

condição humana, destacando-se a necessidade de desenvolver esforços para que

tenham autonomia o máximo de tempo possível, do enfrentamento de todas as

formas de violência, por meio da construção de uma rede de proteção e defesa dos

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direitos desse contingente populacional. REFERÊNCIA: Adaptado de RAMOS, Paulo

Roberto Barbosa. Direito do idoso. Jornal Estado do Direito. 42a. ed. Porto Alegre,

3 set. 2014.
Disponível em: <www.estadodedireito.com.br>

Em “[...] de modo que o sistema previdenciário, uma espécie de seguro para ga-

rantir dignidade ao ser humano na velhice, corre riscos de continuidade [...]”, as

vírgulas foram empregadas

a) por haver no período uma explicação intercalada referente a “sistema previden-

ciário”.

b) por haver no período uma oração adverbial intercalada com função de indicar

finalidade.

c) para separar entre si elementos de mesma função sintática.

d) para indicar a elipse (omissão) do verbo “é”, no primeiro caso, e, no segundo

caso, para substituir a conjunção “e”.

e) inadequadamente, pois, a segunda vírgula está separando sujeito e verbo, e, no

caso da primeira vírgula, em seu lugar, deveria constar a conjunção “e”.

Letra a.

A expressão “uma espécie de seguro para garantir dignidade ao ser humano na ve-

lhice” funciona como aposto de “sistema previdenciário”. Como a finalidade dessa

expressão sintática, no texto, é explicar, empregou-se o par de vírgulas.

17. (AOCP/TRE/AC/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) Considere o período “Ora, se um

contingente tão grande de pessoas passa a ter uma idade a partir da qual é carac-

terizada como idosa, isso significa que direitos específicos desse contingente popu-

lacional precisam ser garantidos” e assinale a alternativa correta.

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a) os termos “é“, “caracterizada” e “idosa” deveriam estar no plural para concordar

com “pessoas”.

b) o verbo “passa” deveria estar no plural para concordar com “pessoas”.

c) “direitos específicos desse contingente populacional” é o sujeito do verbo “pre-

cisam”.

d) “direitos específicos desse contingente populacional precisam ser garantidos”

funciona como oração subordinada objetiva indireta da oração que lhe é anterior.

e) “precisam ser garantidos” deveria estar no singular para concordar com “con-

tingente populacional”.

Letra c.

Pergunte ao verbo: quem precisam ser garantidos? A resposta será o que está en-

tre aspas!

a) Incorreto. Os termos destacados concordam com “idade”.

b) Incorreto. O verbo “passa” concorda com “contingente”.

d) Incorreto. A oração destacada é objetiva direta, e não indireta. Basta notar que

o verbo “significa” é VTD (veremos mais sobre esse assunto no próximo PDF).

e) Incorreto. O verbo indicado concorda com “direito”.

18. (ACPO/TRE/AC/TÉCNICO DE ADMINISTRAÇÃO) Leia o texto e responda à ques-

tão que se segue.

Eleitores com mais de 70 anos foram, espontaneamente, às urnas para ajudar a

escolher seus representantes.

Exemplo de cidadania é o caso de pessoas como o aposentado Irineu Montanaro,

de 75 anos. Ele diz que vota desde os 18, quando ainda era jovem e morava em

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Minas Gerais, sua terra natal, e que, mesmo sem a obrigatoriedade do voto, vai até

as urnas em todas as eleições. “É uma maneira de expressar a vontade que a gente

tem. Acho que um voto pode fazer a diferença”, diz.

Eles questionam a falta de propostas específicas de todos os candidatos para pes-

soas da terceira idade e acreditam que um voto consciente agora pode influenciar

futuramente na vida de seus filhos e netos.

O idoso afirma que sempre incentivou sua família a votar. E o maior exemplo vinha

de dentro da própria casa. Mesmo que nenhum de seus familiares tenha se aventu-

rado na vida política, todos de sua prole veem na vida pública uma forma de mudar

os rumos do país.
Disponível em: <http://www.vilhenanoticias.com.br/materias/news popljp. php?id”16273>.
Texto adaptado.

Em “Ele diz que vota desde os 18, quando ainda era jovem e morava em Minas

Gerais, sua terra natal...”, a expressão em destaque

a) exerce função de vocativo e não pode ser excluída da oração por tratar-se de

um termo essencial.

b) exerce função de aposto e pode ser excluída da oração por tratar-se de um ter-

mo acessório.

c) exerce função de aposto e não pode ser excluída da oração por tratar-se de um

termo essencial.

d) exerce função de adjunto adnominal, portanto é um termo acessório.

e) exerce função de adjunto adverbial, portanto é um termo acessório.

Letra b.

Pela equivalência semântica entre “Minas Gerais” e “sua terra natal”, é possível en-

tender que se trata de um aposto explicativo.

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19. (AOCP/EBSERH/NUTROLOGISTA/2014)

A ciência e o vazio espiritual

Alguns anos atrás, fui convidado para dar uma entrevista ao vivo para uma rádio AM

de Brasília. A entrevista foi marcada na estação rodoviária, bem na hora do rush,

quando trabalhadores mais humildes estão voltando para suas casas na periferia. A

ideia era que as pessoas dessem uma parada e ouvissem o que eu dizia, possivel-

mente fazendo perguntas. O entrevistador queria que falasse sobre a ciência do fim

do mundo, dado que havia apenas publicado meu livro “O Fim da Terra e do Céu”.

O fim do mundo visto pela ciência pode ser abordado de várias formas, desde as

mais locais, como no furacão que causou verdadeira devastação nas Filipinas, até

as mais abstratas, como na especulação do futuro do universo como um todo.

O foco da entrevista eram cataclismos celestes e como inspiraram (e inspiram)

tanto narrativas religiosas quanto científicas. Por exemplo, no antigo testamento,

no Livro de Daniel ou na história de Sodoma e Gomorra, e no novo, no Apocalip-

se de João, em que estrelas caem dos céus (chuva de meteoros), o Sol fica preto

(eclipse total), rochas incandescentes caem sobre o solo (explosão de meteoro ou

de cometa na atmosfera) etc.

Mencionei como a queda de um asteroide de 10 quilômetros de diâmetro na penín-

sula de Yucatan, no México, iniciou o processo que culminou na extinção dos dinos-

sauros 65 milhões de anos atrás. Enfatizei que o evento mudou a história da vida

na Terra, liberando os mamíferos que então existiam – de porte bem pequeno – da

pressão de seus predadores reptilianos, e que estamos aqui por isso. O ponto é que

a ciência moderna explica essas transformações na Terra e na história da vida sem

qualquer necessidade de intervenção divina. Os cataclismos que definiram nossa

história são, simplesmente, fenômenos naturais.

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Foi então que um homem, ainda cheio de graxa no rosto, de uniforme rasgado, le-

vantou a mão e disse: “Então o doutor quer tirar até Deus da gente?”

Congelei. O desespero na voz do homem era óbvio. Sentiu-se traído pelo conheci-

mento. Sua fé era a única coisa a que se apegava, que o levava a retornar todos os

dias àquela estação e trabalhar por um mísero salário mínimo. Como que a ciência

poderia ajudá-lo a lidar com uma vida desprovida da mágica que fé no sobrenatural

inspira?

Percebi a enorme distância entre o discurso da ciência e as necessidades da maio-

ria das pessoas; percebi que para tratar desse vão espiritual, temos que começar

bem cedo, trazendo o encantamento das descobertas científicas para as crianças,

transferindo a paixão que as pessoas devotam à sua fé para um encantamento com

o mundo natural. Temos que ensinar a dimensão espiritual da ciência – não como

algo sobrenatural – mas como uma conexão com algo maior do que somos. Temos

que fazer da educação científica um processo de transformação, e não meramente

informativo.

Respondi ao homem, explicando que a ciência não quer tirar Deus das pessoas,

mesmo que alguns cientistas queiram. Falei da paixão dos cientistas ao devotarem

suas vidas a explorar os mistérios do desconhecido. O homem sorriu; acho que

entendeu que existe algo em comum entre sua fé e a paixão dos cientistas pelo

mundo natural.

Após a entrevista, dei uma volta no lago Sul pensando em Einstein, que dizia que

a ciência era a verdadeira religião, uma devoção à natureza alimentada pelo en-

cantamento com o mundo, que nos ensina uma profunda humildade perante sua

grandeza.
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcelogleiser/2013/11/1372253-a-
-ciencia-e-o-vazio-espiritual.shtml>

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Em “...uma devoção à natureza...”, a expressão destacada funciona como

a) agente da passiva.

b) objeto indireto.

c) adjunto adnominal.

d) complemento nominal.

e) adjunto adverbial.

Letra d.

Única questão recente da AOCP sobre esse assunto! Veja que “à natureza” é quem

recebe a “devoção” (que é abstrato). Por isso, complemento nominal.

20. (AOCP/PREFEITURA DE CAMAÇARI/FISIOTERAPEUTA/2014)

Falência múltipla

Um jornalista comentou recentemente num programa de televisão que pediu a um

médico seu amigo um diagnóstico do que está ocorrendo no Brasil: infecção, viro-

se? A resposta foi perfeita:

“Falência múltipla dos órgãos”.

Nada mais acertado. Há quase dez anos realizo aqui na coluna minhas passea-

tas: estas páginas são minha avenida, as palavras são cartazes. Falo em relações

humanas e seus dramas, porém mais frequentemente nas coisas inaceitáveis na

nossa vida pública. Esgotei a paciência dos leitores reclamando da péssima educa-

ção – milhares de alunos sem escola ou abrigados em galpões e salinhas de fundo

de igrejas, para chegarem aos 9, 10 anos sem saber ler nem escrever. Professores

desesperados tentando ensinar sem material básico, sem estrutura, salários ver-

gonhosos, estímulo nenhum. Universidades cujo nível é seguidamente baixado: em

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lugar de darem boas escolas a todas as crianças e jovens para que possam entrar

em excelentes universidades por mérito e esforço, oferecem-lhes favorecimentos

prejudiciais.

Tenho clamado contra o horror da saúde pública, mulheres parindo e velhos mor-

rendo em colchonetes no corredor, consultas para doenças graves marcadas para

vários meses depois, médicos exaustos trabalhando além dos seus limites, tentan-

do salvar vidas e confortar os pacientes, sem condições mínimas de higiene, sem

aparelhamento e com salário humilhante.

Em lugar de importarmos não sei quantos mil médicos estrangeiros, quem sabe va-

mos ser sensatos e oferecer condições e salários decentes aos médicos brasileiros

que querem cuidar de nós?

Tenho reclamado das condições de transporte, como no recente artigo “Três se-

nhoras sentadas”: transporte caro para o calamitoso serviço oferecido. “Nos tratam

como animais”, reclamou um usuário já idoso. A segurança inexiste, somos mortos

ao acaso em nossas ruas, e se procuramos não sair de casa à noite somos fuzilados

por um bando na frente de casa às 10 da manhã.

E, quando nossa tolerância ou resignação chegou ao limite, brota essa onda huma-

na de busca de dignidade para todos. Não se trata apenas de centavos em passa-

gens, mas de respeito. As vozes dizem NÃO: não aos ônibus sujos e estragados,

impontuais, motoristas sobrecarregados; não às escolas fechadas ou em ruínas;

não aos professores e médicos impotentes, estradas intransitáveis, medo dentro

e fora de casa. Não a um ensino em que a palavra “excelência” chega a parecer

abuso ou ironia. Não ao mercado persa de favores e cargos em que transformam

nossa política, não aos corruptos às vezes condenados ocupando altos cargos, não

ao absurdo número de partidos confusos.

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As reclamações da multidão nas ruas são tão variadas quanto nossas mazelas: por

onde começar? Talvez pelo prático, e imediato, sem planos mirabolantes. Algo há

de se poder fazer: não creio que políticos e governo tenham sido apanhados des-

prevenidos, por mais que estivessem alienados em torres de marfim.

Infelizmente todo movimento de massas provoca e abriga sem querer grupos vio-

lentos e anárquicos: que isso não nos prejudique nem invalide nossas reivindica-

ções.

Não sei como isso vai acabar: espero que transformando o Brasil num lugar melhor

para viver.

Quase com atraso, a voz das ruas quer lisura, ética, ações, cumprimento de deve-

res, realização dos mais básicos conceitos de decência e responsabilidade cívica,

que andavam trocados por ganância monetária ou ânsia eleitoreira.

Que sobrevenham ordem e paz. Que depois desse chamado à consciência de quem

lidera e governa não se absolvam os mensaleiros, não se deixem pessoas medío-

cres ou de ética duvidosa em altos cargos, acabem as gigantescas negociatas meio

secretas, e se apliquem decentemente somas que poderão salvar vidas, educar

jovens, abrir horizontes.

Sou totalmente contrária a qualquer violência, mas este povo chegou ao extremo

de sua tolerância, percebeu que tem poder, não quer mais ser enganado e explo-

rado: que não se destrua nada, mas se abram horizontes reais de melhoria e con-

tentamento.
Disponível em: <http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tag/lyaluft/>

O fragmento em que é possível haver uma concordância verbal diferente da apre-

sentada é

a) “...mas se abram horizontes reais...”

b) “...acabem as gigantescas negociatas...”

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c) “que sobrevenham ordem e paz.”

d) “...não aos corruptos às vezes condenados...”

e) “...não se absolvam os mensaleiros...”

Letra c.

Como o sujeito de “sobrevenham” é composto e está posposto ao verbo, pode-se

fazer a concordância no plural ou apenas com o termo mais próximo, que é “or-

dem”. Por isso, o verbo pode ficar tanto no plural quanto no singular. Essa é uma

rara questão da AOCP sobre casos especiais de concordância.

21. (AOCP/PREFEITURA DE CAMAÇARI/FISIOTERAPEUTA/2014) A expressão des-

tacada que é empregada para modificar todo o conteúdo expresso no fragmento se

encontra na alternativa

a) “sou totalmente contrária a qualquer violência, mas este povo chegou ao extre-

mo de sua tolerância...”

b) “um jornalista comentou recentemente num programa de televisão que pediu a

um médico...”

c) “falo em relações humanas e seus dramas, porém mais frequentemente nas

coisas inaceitáveis...”

d) “infelizmente todo movimento de massas provoca e abriga sem querer grupos

violentos e anárquicos...”

e) “...se apliquem decentemente somas que poderão salvar vidas, educar jovens,

abrir horizontes.”

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Letra c.

Essa questão é interessante, uma vez que todas as alternativas apresentam advér-

bios, mas o examinador deseja saber qual deles foi empregado para circunstanciar

o sentido de toda a oração, e não apenas de um vocábulo. Dica: a posição em início

de sentença denuncia essa possível função semântica.

22. (AOCP/PREFEITURA DE CAMAÇARI/FISIOTERAPEUTA/2014)

Em “...que isso não nos prejudique nem invalide nossas reivindicações”, as expres-

sões destacadas estabelecem relação semântica de

a) contraste.

b) negação.

c) adição.

d) alternância.

e) explicação.

Letra c.

MUITO CUIDADO COM ESSA QUESTÃO! Se você olhar apenas para o “não”, marca-

rá a letra B. Você deve se concentrar nas informações ligadas por “não” e “nem”. Aí

você entenderá o valor aditivo da expressão.

23. (ACPO/PREFEITURA DE PARANAVAÍ/NUTRICIONISTA/2013)

Amores imperfeitos

A pessoa que você mais gosta é cheia de defeitos?

Existe uma explicação

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1 § Quantos dos seus amigos descrevem o parceiro (ou parceira) de uma forma

estranhamente dúbia? A pessoa é o amor da vida dele e, ao mesmo, o ser que mais

o incomoda. É uma reclamação tão corriqueira que começo a achar que estranha é

a minoria que parece satisfeita com o que tem em casa.

2 § Tolerar os defeitos do companheiro e entender que, ao firmar uma parceria,

compramos um pacote completo (com tudo o que há de agradável e desagradável)

parece, cada vez mais, uma esquisita característica de uma subespécie em extinção.

3 § O grupo majoritário parece ser o dos apaixonados intolerantes.

4 § Há quem se dedique a tentar entendê-los. Li nesta semana uma reportagem in-

teressante sobre isso. Foi publicada na revista Scientific American Mind. É baseada

no livro Annoying: The Science of What Bugs Us (algo como Irritante: a ciência do

que nos incomoda), dos jornalistas Joe Palca e Flora Lichtman.

5 § Uma das pesquisadoras citadas é a socióloga Diane Felmlee, da Universidade

da Califórnia. Ela conta a história de uma amiga que vivia reclamando que o mari-

do trabalhava demais. Diane pediu que a mulher se lembrasse das qualidades que

enxergava nele quando o conheceu na universidade. A resposta foi sensacional: “A

primeira coisa que chamou minha atenção foi o fato de que ele era incrivelmente

trabalhador. Logo percebi que se tornaria um dos melhores alunos da classe”

6 § Não é curioso? Por alguma razão, uma característica que é vista como uma

qualidade no início do relacionamento se torna, com o passar do tempo, um defei-

to. Exemplos disso estão por toda parte. No início do namoro, o cara parece muito

atraente porque é desencanado, tranquilão. Não perde a chance de passar o dia

de bermuda e chinelo, ouvindo música e bebendo com a namorada e os amigos.

Quatro anos depois passa a ser visto pela amada como um sujeito preguiçoso, aco-

modado, que não tem objetivos claros na vida e veio ao mundo a passeio.

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7 § Em outra ocasião, a socióloga Diane perguntou a um garoto por que ele gostava

da última namorada. A resposta foi uma lista de várias partes do corpo da moça –

incluindo as mais íntimas. Quando a professora perguntou por que o relacionamen-

to havia acabado, a justificativa foi: “Era uma relação baseada somente no desejo.

Não havia amor suficiente.”

8 § Uma aluna disse que se sentiu atraída pelo ex porque ele tinha um incrível sen-

so de humor. Algum tempo depois, passou a reclamar que “ele não levava nada a

sério”. Nesse caso, também, o que era qualidade virou defeito. Deve haver alguma

explicação para isso. Nas últimas décadas, Diane vem realizando estudos com ca-

sais para tentar entender o fenômeno que ela chama de atrações fatais.

9 § Ela observou que quanto mais acentuada é a qualidade reconhecida pelo par-

ceiro no início da relação, mais incômoda ela se torna ao longo dos anos. Até virar

um traço insuportável.

10 § Diane acredita que a explicação está relacionada à teoria da troca social. Essa

teoria parte do pressuposto de que as relações humanas são baseadas na escolha

racional e na análise de custo-benefício. Se os custos de um dos parceiros superam

seus benefícios, a outra parte pode vir a abandonar a relação, especialmente se

houver boas alternativas disponíveis. “Traços extremos trazem recompensas, mas

também têm custos associados a eles, principalmente numa relação”.

11 § Um exemplo é a independência. Ela pode ser muito valorizada numa relação. Um

marido independente é capaz de cuidar de si próprio. Mas se ele for independente de-

mais, pode significar que não precisa da mulher. Isso acarreta custos para a relação.

12 § A receita para evitar que as relações naufraguem é a boa e (cada vez mais)

escassa tolerância. É preciso aprender a relativizar os hábitos irritantes para conti-

nuar convivendo com uma pessoa que tem muitas outras qualidades.

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13 § Ninguém é totalmente desprovido de qualidades e defeitos. Temos os nossos,

aprendemos com eles e com os deles. Além de tolerância, precisamos exercitar a

capacidade de apoiar o parceiro quando as coisas vão mal e de celebrar quando

ele tem alguma razão para isso. Inventar programas novos e interessantes (zelar

para que isso aconteça com frequência) pode realçar as qualidades de quem você

gosta e amenizar as características e manias irritantes. Irritante por irritante somos

todos. Mas também podemos ser incrivelmente interessantes.


Adaptado de <http://revistaepoca.globo.com/Saude-e-bem-estar/ cristiane–segatto/noti-
cia/2012/01/amores-imperfeitos.html> em 01/12/2012

Assinale a alternativa INCORRETA quanto à informação entre parênteses para as

expressões em destaque.

a) “...vivia reclamando que o marido trabalhava demais.” (intensificador)

b) “quatro anos depois passa a ser visto pela amada como um sujeito preguiço-

so...” (tempo)

c) “nesse caso, também, o que era qualidade virou defeito.” (inclusão)

d) “era uma relação baseada somente no desejo.” (modo)

e) “ninguém é totalmente desprovido...” (modo)

Letra d.

O examinador deseja que você faça a interpretação semântica dos modalizadores

empregados nas orações. “Somente” expressa inclusão, e não modo.

24. (ACPO/INES/ASSISTENTE DE ALUNOS/2013)

Monteiro Lobato?

Não com o nosso dinheiro

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1 § O movimento negro me odeia. Desde que mostrei, com o livro Guia do Politica-

mente Incorreto da História do Brasil, que Zumbi mantinha escravos no Quilombo

de Palmares, os ativistas das cotas não estão contentes comigo. Do lado de cá, eu

também me irrito com boa parte do que eles defendem. Mas, existe um ponto em

que eu preciso concordar com eles: a polêmica dos livros do Monteiro Lobato.

2 § Se você acaba de despertar de um coma, o que aconteceu foi que, em 2010, o

Conselho Nacional de Educação decidiu impedir a distribuição do livro Caçadas de

Pedrinho em bibliotecas públicas. Disseram que esse clássico da literatura infantil

era racista por causa de frases como “Tia Anastácia trepou que nem uma macaca

de carvão” ou “Não vai escapar ninguém, nem Tia Anastácia, que tem carne preta”.

Muita gente esperneou contra a decisão, afirmando que se tratava de um exagero,

uma patrulha ideológica e um ato de censura contra um dos maiores autores bra-

sileiros.

3 § É verdade que é preciso entender a época de Monteiro Lobato, quando o racis-

mo era regra não só entre brancos, mas mesmo entre africanos. Até Gandhi, o líder

mundial do bom-mocismo, escreveu e repetiu frases igualmente racistas nos 20 e

poucos anos que viveu na África do Sul.

4 § A questão, porém, é outra: o governo deve investir em obras que parecem

preconceituosas a parte da população? O Conselho Nacional de Educação não de-

fendeu a proibição dos livros de Monteiro Lobato: foi contra apenas a distribuição

bancada pelo governo. Pois bem: o Ministério da Educação deve gastar seu dispu-

tado dinheiro com esses livros? Eu acredito que não.

5 § Os negros que pagam impostos e os outros contribuintes que consideram Mon-

teiro Lobato racista não devem ser obrigados a bancar edições do escritor. É mais

ou menos essa a posição do economista Walter Williams, um dos principais intelec-

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tuais libertários dos EUA. Defensor da ideia de que o Estado deve se meter o míni-

mo possível na vida, nas escolhas e no bolso das pessoas, esse economista negro

prega a liberdade de se fazer o que quiser desde que isso não implique violência a

terceiros. Se um grupo quiser, por exemplo, criar um clube de tênis só para bran-

cos, ou só para negros, tudo bem – desde que não use verba pública e não tente

proibir manifestações de repúdio. Se tiver verba pública, não pode discriminar.

6 § Para libertários como Williams, ninguém, nem o governo, tem o direito de

ameaçar ou praticar violência contra indivíduos pacíficos. Não é correto ameaçar

um indivíduo de prisão por sonegação fiscal se ele não topar contribuir com essa

ou aquela prática do governo. Um grupo de políticos que defende uma guerra com

o Iraque não deve obrigar os cidadãos a contribuir para essa guerra. Do mesmo

modo, se uma turma acredita ter uma boa ideia ao criar uma universidade, um

estádio de futebol ou um festival de curtas-metragens, essa ideia deixa de ser boa

quando implica a ameaça contra aqueles que não querem contribuir.

7 § Nada impede, é claro, que os autores dessas ideias tentem convencer as pes-

soas de que seus projetos merecem contribuições. É o que fazem há séculos as

melhores universidades americanas, as instituições de caridade, alguns tipos de

fundos de investimento e, há poucos anos, os sites de crowdfunding, o “financia-

mento coletivo”. Nada impede, também, que os admiradores de Monteiro Lobato

se organizem, reúnam doações e publiquem quantas edições quiserem das ótimas

histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo.


Revista Superinteressante, edição 312, de dezembro de 2012.

“Para libertários como Williams, ninguém, nem o governo, tem o direito de amea-

çar...” (6 §)

A oração destacada funciona como

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a) objeto indireto.

b) adjunto adverbial.

c) objeto direto.

d) adjunto adnominal.

e) complemento nominal.

Letra e.

Note: “direito” é um substantivo abstrato e, além disso, a expressão preposiciona-

da “de ameaçar” não é agente. Por isso, complemento nominal.

25. (ACPO/INES/ENFERMEIRO/2013)

Alarmismo ambiental e consumo

Maílson da Nóbrega

1 § Muitos previram o fim do mundo nos últimos 200 anos. Thomas Malthus (1766-

1834) falava em risco de catástrofe humana. Para ele, como a população crescia

em progressão geométrica e a produção de alimentos em progressão aritmética,

a fome se alastraria. Assim, para controlar a expansão demográfica, Malthus de-

fendia a abstinência sexual e a negação de assistência à população em hospitais e

asilos. O risco foi superado pela tecnologia, que aumentou a produtividade agrícola.

2 § Hoje, o alarmismo vem de ambientalistas radicais. A catástrofe decorreria do

aquecimento global causado basicamente pelo homem, via emissões de dióxido de

carbono. Em 2006, o governo britânico divulgou relatório de grande repercussão,

preparado por sir Nicholas Stern, assessor do primeiro-ministro Tony Blair. Stern

buscava alertar os que reconheciam tal aquecimento, mas julgavam que seria um

desperdício enfrentá-lo. O relatório mereceu dura resposta de Nigel Lawson, ex-mi-

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nistro de Energia e da Fazenda de Margaret Thatcher, hoje no grupo dos “céticos”,

isto é, os que duvidam dos ambientalistas. No livro An Appeal to Reason (2008),

Lawson atribuiu objetivos políticos ao documento, que não teria mérito nas conclu-

sões nem nos argumentos.

3 § Lawson afirma que o aquecimento não tem aumentado desde a virada do século

e que são comuns oscilações da temperatura mundial. Há 400 anos, o esfriamento

conhecido como “pequena era do gelo” fazia o Rio Tâmisa congelar no inverno. Mil

anos atrás, bem antes da industrialização – que se diz ser a origem da mudança

climática —, houve um “aquecimento medieval”, com temperaturas tão altas quan-

to as atuais. “Muito antes, no Império Romano, o mundo era provavelmente mais

quente”, assinala. De fato, sempre me chamou atenção o modo de vestir de gregos

e romanos, que aparecem em roupas leves em pinturas da Grécia e da Roma anti-

gas. Nunca vi um deles metido em pesados agasalhos como os de hoje.

4 § Entre Malthus e os ambientalistas, surgiram outros alarmistas. Em 1968, saiu

o livro The Population Bomb, do biologista americano Paul Ehrlich, no qual o autor

sustentava que o tamanho excessivo da população constituiria ameaça à sobrevi-

vência da humanidade e do meio ambiente. Em 1972, o Clube de Roma propôs o

“crescimento zero” como forma de enfrentar a exaustão rápida de recursos natu-

rais. Ehrlich defendia a redução do crescimento populacional; o Clube de Roma, a

paralisia do crescimento econômico. Nenhum dos dois estava certo.

5 § Em artigo na última edição da revista Foreign Affairs, Bjom Lomborg, destacado

“cético”, prova o enorme fracasso das previsões catastróficas do Clube de Roma.

Dizia-se que em uma geração se esgotariam as reservas de alumínio, cobre, ouro,

chumbo, mercúrio, molibdênio, gás natural, petróleo, estanho, tungstênio e zinco.

As de mercúrio, então sob forte demanda, durariam apenas treze anos. Acontece

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que a inovação tecnológica permitiu substituir o mercúrio em baterias e outras

aplicações. Seu consumo caiu 98%; o preço, 90%. As reservas dos demais metais

aumentaram e outras inovações reduziram sua demanda. O colapso não ocorreu.

6 § Como o Clube de Roma pode ter errado tanto? Segundo Lomborg, seus mem-

bros desprezaram o talento e a engenhosidade do ser humano e “sua capacidade

de descobrir e inovar”. Se as sugestões tivessem sido acatadas, meio bilhão de

chineses, indianos e outros teriam continuado muito pobres. Lomborg poderia ter

afirmado que o Brasil estaria mais desigual e não haveria a ascensão da classe C.

7 § Apesar de tais lições, volta-se a falar em limites físicos do planeta. Na linha do

Clube de Roma, defende-se o estancamento da expansão baseada no consumo de

bens materiais. Se fosse assim, inúmeros países seriam congelados em seu estado

atual, sem poder reduzir a pobreza nem promover o bem-estar.

8 § Mesmo que o homem não seja a causa básica do aquecimento, é preciso não

correr riscos e apoiar medidas para conter as emissões. Mas também resistir a

ideias de frear o consumo. Além de injusta, a medida exigiria um impossível grau

de coordenação e renúncia ou um inconcebível comando autoritário. Desprezaria,

ademais, a capacidade do homem de se adaptar a novas e desafiantes situações.


Revista Veja, edição 2.285. p. 24.

Assinale a alternativa em que a expressão destacada NÃO foi empregada para re-

tomar outra expressão.

a) “o risco foi superado pela tecnologia, que aumentou a produtividade agrícola.”

(1 §)

b) “nunca vi um deles metido em pesados agasalhos como os de hoje.” (3 §)

c) “se fosse assim, inúmeros países seriam congelados em seu estado atual...” (7 §)

d) “mil anos atrás, bem antes da industrialização – que se diz ser a origem...” (3 §)

e) “para ele, como a população crescia em progressão geométrica...” (1 §)

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Letra d.

Todos os termos destacados – exceto “industrialização” – são pronomes e, por isso,

desempenham a função referencial.

26. (ACPO/INES/ENFERMEIRO/2013) A vírgula empregada em “...o Clube de Roma,

a paralisia do crescimento econômico.” (4 §) justifica-se pelo mesmo motivo da-

quela empregada em

a) “seu consumo caiu 98%; o preço, 90%.” (5 §)

b) “mil anos atrás, bem antes da industrialização...” (3 §)

c) “para ele, como a população crescia em progressão...” (1 §)

d) “...então sob forte demanda, durariam apenas treze...” (5 §)

e) “apesar de tais lições, volta-se a falar em limites...” (7 §)

Letra a.

A vírgula empregada no trecho original denota o zeugma do verbo “defendia”. O

mesmo ocorre na letra A, em que a vírgula marca a omissão de “caiu”.

27. (AOCP/COLÉGIO PEDRO II/ASSISTENTE DE ALUNOS/2010)

Em 6 anos, 21.240 armas de guardas privados foram para mãos de bandidos

Das 97.549 armas de fogo que foram registradas em nome de empresas de segu-

rança e de transportes de valores em São Paulo desde 2004, 21.240 (22%) foram

furtadas ou roubadas. Ou seja, uma em cada cinco armas do arsenal das empresas

de segurança foi parar nas mãos de bandidos. Os dados foram divulgados ontem

pelo Instituto Sou da Paz, como parte da pesquisa Implementação do Estatuto do

Desarmamento: do Papel para a Prática. As informações têm por base o Sistema

de Segurança e Vigilância Privada (Sisvip) da Polícia Federal e a pesquisa traz um

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balanço de seis anos do Estatuto do Desarmamento. “O dado permite diferentes

leituras. Uma delas é a de que o porte de armas não parece inibir a abordagem dos

ladrões. Outra sugere que os seguranças podem estar sendo procurados porque

diminuiu a quantidade de armas nas mãos dos civis”, afirma o diretor do Sou da

Paz, Denis Mizne. “Mas esses números também revelam que existem problemas no

setor que devem ser investigados pela PF.” Segundo os pesquisadores, há brechas

na fiscalização por parte da PF. Números da CPI do Tráfico de Armas já apontavam

para a gravidade do problema. Conforme dados da Polícia Civil do Rio, das 10 mil

armas apreendidas com criminosos entre 1998 e 2003 no Estado, 17% pertenciam

a empresas de segurança privada. Clandestinidade. Existem hoje no Brasil 1,1

milhão de vigilantes e 350 mil trabalham em empresas de segurança. Só em São

Paulo, de acordo com o sindicato patronal (Sesvesp), há 128 mil vigilantes. “Pode-

mos dizer ainda que, para cada funcionário de empresa regularizada, existem dois

em empresas irregulares”, afirma o empresário Vitor Saeta, diretor do Sesvesp. “As

empresas que atuam com segurança externa costumam ser as mais visadas.

Em cada ação dos ladrões, podem ser roubadas até cinco armas de uma vez”, diz.

Em julho, uma viatura de escolta armada da empresa Pentágono, que Saeta diri-

ge, foi abordada por um desses grupos. A quadrilha estava em dois carros e usava

armas longas e fuzis. Os vigilantes acompanhavam um caminhão que transportava

um insumo industrial na Grande São Paulo. A carga foi desviada e a viatura, com

os vigilantes, abandonada em Pirituba, na zona norte de São Paulo. “As armas mais

usadas pelos vigilantes são os revólveres calibre 38. Quando roubadas, são usadas

em crimes comuns. Escoltas externas são as que usam armas longas, que interes-

sam ao crime organizado.”


Disponível em: <http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100429/not_imp5 44488,0.
php>.

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“A carga foi desviada e a viatura, com os vigilantes, abandonada em Pirituba, na

zona norte de São Paulo.”

Pela leitura do fragmento acima, é correto afirmar que, em sua estrutura sintática,

houve supressão da expressão

a) vigilantes.

b) carga.

c) viatura.

d) foi.

e) desviada

Letra d.

Há, no fragmento, a elipse de “foi” antes de “abandonada”.

28. (AOCP/COLÉGIO PEDRO II/ASSISTENTE DE ALUNOS/2010) Em “Uma delas é a

de que o porte de armas não parece inibir a abordagem dos ladrões.”, a expressão

destacada

a) completa o sentido do nome porte, que se encontra incompleto.

b) introduz um complemento para o nome armas, que está incompleto.

c) completa o sentido da expressão porte de armas, que está sem sentido.

d) completa o sentido do verbo parecer, que é transitivo direto.

e) introduz um complemento para o nome abordagem, que o antecede.

Letra e.

É a única alternativa plausível, mas não completamente correta. A expressão “dos

ladrões” está ligada ao substantivo abordagem. O único detalhe é que a expressão

preposicionada é um adjunto adnominal.

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29. (AOCP/EBSERH/2017) Assinale a alternativa cuja estrutura sintática aceita ou-

tra concordância verbal.

a) “A vida em sociedade impõe condutas que vão desde o respeito ao próximo, até

o cumprimento de todas as regras e normas [...]”.

b) “Desta forma, não cabem atitudes individualistas, egoísticas [...]”.

c) “A grande maioria de nós ainda precisa de polícia, a fim de fiscalizar as nossas

atitudes.”.

d) “Ninguém há que consiga viver tal qual um ermitão, um eremita, insulado de

tudo e de todos.”.

e) “[...] as nossas atitudes. A sós, tendemos a infringir, a violar!”.

Letra c.

Apenas nessa alternativa há um sujeito dotado de núcleo partitivo (“maioria”). Por

isso, há a possibilidade de concordância verbal facultativa.

30. (AOCP/CASAN/2016) No sintagma “uma boa competitividade”, a concordância

nominal se dá porque

a) temos uma preposição seguida de dois substantivos femininos singulares.

b) temos uma preposição, um advérbio e um substantivo masculino singular.

c) temos um artigo definido feminino singular, um adjetivo feminino singular e um

substantivo masculino singular.

d) temos um artigo definido feminino singular, um adjetivo feminino singular e um

substantivo feminino singular.

e) temos um artigo indefinido feminino singular, um adjetivo feminino singular e

um substantivo feminino singular.

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Letra e.

Basta fazer a análise morfológica do trecho. “Competitividade” é o substantivo

núcleo. Subordinados a ele estão os vocábulos “uma” (artigo indefinido) e “boa”

(adjetivo).

CLASSES GRAMATICAIS FECHADAS

ARTIGOS
Definidos Indefinidos
O, a, os, as Um, uma, uns, umas

PRONOMES

Pessoais Possessivos Demonstrativos Relativos Interrogativos Indefinidos

Oblíquos Oblíquos Meu, minha Este, estes Que Que Algum(a)(s)


Retos
tônicos átonos Meus, minhas Esta, estas Quem O que Alguém
Teu, tua Esse, esses Onde Quem Nenhum(a)(s)
Eu A mim, Me
Teus, tuas Essa, essas Cujo(a)(s) Qual Ninguém
Tu comigo Te
Seu, sua Aquele, aquela Quando Quanto Todo(a)(s)
Ele/ela A ti, contigo O, a, lhe,
Seus, suas Aqueles, aquelas Como Quando Tudo
Nós A ele, a ela, se
Nosso, nossa Isto, isso, aquilo O qual Onde Outro(a)(s)
Vós a si, consigo Nos
Nossos, O, a, os, as A qual Por que Outrem
Eles/ A nós, Vos
nossas Mesmo(a)(s) Os quais Como Muito(a)(s)
elas conosco Os, as,
Vosso, vossa Próprio(a)(s) As quais Pouco(a)(s)
A vós, lhes, se
Vossos, Semelhante, tal Certo(a)(s)
convosco
vossas Vários(as)
A eles, a
Tanto(a)(s)
elas, a si,
Quanto(a)(s)
consigo
Qualquer
Quaisquer
Nada
Cada
Algo

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PREPOSIÇÕES
A, ante, após, até
Com, contra, de, desde, em, entre
Para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás

CONJUNÇÕES
Subordinativas integrantes Subordinativas adverbiais Coordenativas
Que, se VER TABELA DE CONECTIVOS

CONECTIVOS
CLASSIFICAÇÃO CONECTIVOS EXEMPLOS
e, nem (nem...nem), não só...mas Não só fez um péssimo trabalho
Aditivos
também, tampouco, tanto...quanto como também cobrou caro.
mas, porém, contudo, todavia, no
Adversativos É um bom livro, todavia custa caro.
entanto, entretanto, e
ou, ou...ou, ora...ora, já...já, quer... Ou mude seu comportamento ou
Alternativos
quer, seja...seja mude-se daqui!
Logo, pois (deslocado), portanto, por Você estudou, portanto será apro-
Conclusivos
conseguinte, assim, então, por isso vado em um bom concurso!
Não prejudique as pessoas, porque
Explicativos Pois, que, porque, porquanto
você pode ser prejudicado!
�Obs1 Pois, Porque, visto que, como, uma vez
A torcida aclamou porque o gol foi
Causais que, na medida em que, porquanto,
lindo!
haja vista que, já que
Tão (tamanho, tanto, tal)...que, de Foi tanto amor que os dois acaba-
Consecutivos
�Obs2 modo que, de maneira que ram se casando.
Embora, conquanto, não obstante, ainda
Embora você tenha boas intenções,
que, mesmo que, se bem que, posto que,
Concessivos é impossível acreditar em suas
por mais que, por pior que, apesar de que,
palavras.
a despeito de, malgrado, em que pese.
Como, mais...(do) que, menos...(do)
O enfermeiro foi mais eficiente que
Comparativos que, , tão...como, tanto...quanto, tão...
o médico.
quanto, assim como
Se, caso, sem que, se não, a não ser
Se você demorar, eu não vou te
Condicionais que, exceto se, a menos que, contanto
procurar.
que, salvo se, desde que
Segundo pesquisas, o aquecimento
Conformativos Conforme, consoante, como, segundo
global é um efeito natural.

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Morfossintaxe do Período Simples e Pontuação
Prof. Elias Santana

Para, para que, a fim de que, de modo Os policiais trabalham para que a
Finais
que, de forma que, de sorte que, porque segurança seja mantida.
À proporção que, à medida que, quanto Os homens destroem o planeta à
Proporcionais
mais, ao passo que medida que se desenvolvem
Quando, enquanto, assim que, logo que, Enquanto os políticos descansam, os
Temporais
desde que, até que, mal, depois que, eis que brasileiros trabalham arduamente.

Parte escura: Conjunções coordenativas


Parte clara: Conjunções subordinativas adverbiais.

�Obs.1: É muito comum em provas que conjunções causais sejam usadas em orações com semântica
explicativa, e vice-versa.

�Obs.2: Sempre estudar as semânticas causais, consecutivas e concessivas juntas!


e : Comparar (adversativas com concessivas; condicionais com temporais)

Conjunções em negrito: Estudar com atenção! Costumam confundir, por serem semelhantes.

REGÊNCIAS VERBAIS ESPECIAIS

Agradar

VTD: no sentido de “fazer carinho”.

O esposo agradava a mulher.

VTI: no sentido de “ser agradável”.

O assunto não agradou aos convidados.

Ajudar

VTD ou VTI (sem alteração de sentido).

O professor ajudou os (aos) alunos.

Aspirar

VTD: no sentido de sorver (o ar), sugar.

A diarista aspirou o pó da sala.

VTI: no sentido de desejar, almejar, querer.

Ele aspira a um cargo público.

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Assistir

VTI: no sentido de ver, presenciar.

Eu assisti ao maravilhoso clássico.

VTD (preferencialmente) ou VTI: no sentido de dar assistência, ajudar.

O médico assiste os (aos) enfermos.

VI: no sentido de morar.

A família Piquet assiste em Brasília.

Atender

VTI ou VTD (sem alteração de sentido).

O juiz atendeu (a) todos os advogados.

Chamar

VTD: no sentido de convocar.

A mãe chamou o filho para almoçar.

VTD ou VTI: no sentido de “dar nome” ou “apelidar”

Eles chamavam a (à) mãe de heroína.

Chegar

VI: mas, quando acompanhado de expressões locativas, deve-se usar a preposição “a”.

Chegaremos cedo à escola.

Implicar

VTD ou VTI: no sentido de “acarretar”, causar.

O seu comportamento implica (em) demissão.

Lembrar/lembrar-se (também válido para esquecer/esquecer-se)

VTD: lembrar/esquecer (sem o pronome).

Meu pai lembra o seu nome. Eu esqueci a sua blusa.

VTI: lembrar-se/esquecer-se (com o pronome).

Meu pai se lembra do seu nome. Em esqueci-me da sua blusa.

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Obedecer

VTI.

Eles não obedecem ao regulamento.

Proceder

VTI: no sentido “de iniciar”, “executar”.

O ator procedeu à apresentação.

VI: no sentido de “ter procedência”, “ser verdadeiro”.

A fala de empresário não procede.

Visar

VTD: no sentido “de mirar”, “ver”.

O atirador visou o alvo.

VTI: no sentido “almejar”, “desejar”.

Ele visa a um novo emprego.

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