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UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ

MEDICINA VETERINÁRIA
NUTRIÇÃO E ALIMENTAÇÃO ANIMAL

FISIOLOGIA DIGESTIVA E
METABOLISMO DOS
NUTRIENTES EM
RUMINANTES

ANA LUISA PALHANO SILVA


Nutrição Animal e Pastagens
aluisapalhano@gmail.com
FISIOLOGIA DIGESTIVA
DE RUMINANTES

CONCEITOS BÁSICOS
E APLICAÇÕES
ANIMAIS RUMINANTES
ALIMENTAÇÃO BÁSICA

ALIMENTOS VOLUMOSOS

SEM COMPETIÇÃO COM
ALIMENTAÇÃO HUMANA

BAIXOS CUSTOS
MONOGÁSTRICOS
COM O ADVENTO DO MELHORAMENTO
GENÉTICO, A DEMANDA NUTRICIONAL
DIÁRIA DOS ANIMAIS PASSOU A NÃO
MAIS SER SUPRIDA APENAS PELOS
VOLUMOSOS. OS ALIMENTOS
CONCENTRADOS, RICOS EM ENERGIA,
TORNARAM-SE PRIMORDIAIS À
EXPRESSÃO DO POTENCIAL PRODUTIVO
DOS ANIMAIS.
CONSEQUÊNCIAS

CUSTOS DE PRODUÇÃO, DISTÚRBIOS


METABÓLICOS E QUALIDADE DOS
PRODUTOS - ASPECTOS A SEREM
CONSIDERADOS QUANDO DA ESCOLHA
DA PARTICIPAÇÃO DOS
CONCENTRADOS
NA DIETA TOTAL (RELAÇÃO
CONCENTRADO/VOLUMOSO)
OBJETIVOS GERAIS

EFICIÊNCIA ALIMENTAR - custos


QUALIDADE DOS PRODUTOS
MEIO AMBIENTE
RESPONSABILIDADE SOCIAL
OBJETIVOS GERAIS

EFICIÊNCIA ALIMENTAR – custos

ATENDIMENTO “PONTUAL”
DAS EXIGÊNCIAS DIÁRIAS

POTENCIALIZAÇÃO DO
DESEMPENHO
OBJETIVOS GERAIS
QUALIDADE DOS PRODUTOS

TEOR DE GORDURA E PROTEÍNA


DO LEITE

AUSÊNCIA DE RESÍDUOS
QUÍMICOS
OBJETIVOS GERAIS

MEIO AMBIENTE

REDUÇÃO DA EXCREÇÃO DE
MINERAIS – N, P, METANO
OBJETIVOS GERAIS

RESPONSABILIDADE SOCIAL

SISTEMAS DE PRODUÇÃO
QUE CONTRIBUAM PARA A
MELHORIA DE QUALIDADE
DE VIDA DE COMUNIDADES
FERMENTAÇÃO RUMINAL
“DESENVOLVIMENTO DE AÇÃO
ALTAMENTE ESPECIALIZADA
VIABILIZANDO O ACESSO DA
ENERGIA CONTIDA NOS
ALIMENTOS FIBROSOS”

Van Soest, 1994


FERMENTAÇÃO RUMINAL
ACESSO À ENERGIA DA FIBRA DOS
VOLUMOSOS

GRANDE DIFERENCIAL DOS ANIMAIS


HERBÍVOROS
ANATOMIA E
FISIOLOGIA DOS
ANIMAIS RUMINANTES
RUMINANTES ADULTOS
RUMINANTES ADULTOS

ESTÔMAGO ÚNICO DIVIDIDO


EM VÁRIOS
COMPARTIMENTOS
f( espécie de ruminante)
Bovinos, ovinos, caprinos ► 4
Camelos, lhamas ►3
ESTÔMAGO MULTICAVITÁRIO

DERIVA EMBRIONARIAMENTE DO
ESTÔMAGO SIMPLES

RÚMEN, RETÍCULO, OMASO 


fermentação
ABOMASO  digestão enzimática
RUMINANTES ADULTOS

RÚMEN, RETÍCULO - interligados,


maior parte dos processos
fermentativos e de absorção de
nutrientes
RUMINANTES ADULTOS

RÚMEN, RETÍCULO, OMASO epitélio


aglandular, recoberto por epitélio
mucoso, com grande capacidade
absortiva
OMASO
OMASO – EPITÉLIO ESCAMOSO
ESTRATIFICADO
absorção de água e
nutrientes (semelhante às papilas
ruminais), retenção de partículas
grandes e impulsão de partículas
pequenas e líquidos
ABOMASO
ABOMASO
CARACTERÍSTICA SIMILAR A
DOS OUTROS MAMÍFEROS
Mucosa gástrica glandular e
aglandular
PROTEÍNA ELEVADA  maior
produção de HCl
ABOMASO
Alta vascularização  absorção
de produtos da digestão

PRODUÇÃO DE MUCO, ÁCIDOS


E HORMÔNIOS
PROCESSOS
INGESTIVOS
PROCESSOS INGESTIVOS

ALIMENTAÇÃO
Apreensão,
mastigação
rápida,
deglutição,
mistura com
saliva, formação
do bolo alimentar
PROCESSOS
DIGESTIVOS
RUMINAÇÃO
Regurgitação pós-prandial da
ingesta seguida por mastigação
lenta, reformação do bolo
alimentar e redeglutição
►CÍCLICO
►MOTILIDADE RÚMEN-RETÍCULO
CONTRAÇÕES RUMINAIS
ALIMENTO EM CONTATO COM
MICRORGANISMOS
AGV´S PRÓXIMOS À PAREDE
RUMINAL – absorção
ELIMINAÇÃO DE GASES
DIMINUIR ESTRATIFICAÇÃO DO
CONTEÚDO
MISTURA DAS FRAÇÕES
ESTRATIFICAÇÃO
RUMINAL
ESTRATIFICAÇÃO RUMINAL
RUMINAÇÃO
RUMINAÇÃO

EFEITO IMPORTANTE SOBRE A


REDUÇÃO NO TAMANHO DAS
PARTÍCULAS E SOBRE O
MOVIMENTO DA MATERIAL
SÓLIDO ATRAVÉS DO RÚMEN
RUMINAÇÃO
Mastigação inicial  rápida,
tamanho para permitir deglutição

Remastigação  até atingir tamanho


adequado para fermentação

Início entre 30 a 90 min após


ingestão
RUMINAÇÃO

MATERIAL REGURGITADO
ORIGINA-SE DA REGIÃO
PASTOSA

MATERIAL QUE JÁ SOFREU


ALGUMA ATIVIDADE DIGESTIVA
RUMINAÇÃO
RUMINAÇÃO

Tamanho de partículas
Extração de conteúdo solúvel
 Teor em fibra do bolo
alimentar
RUMINAÇÃO
NÚMERO E TEMPO DE
RUMINAÇÃO

Tamanho das partículas


Teor em parede celular da ingesta
Número de refeições
Quantidade de alimento ingerido
RUMINAÇÃO
NÚMERO E TEMPO

4-24 períodos de ruminação (10 a


60 minutos cada)

Em média  7 horas dia-1


AUSÊNCIA DE RUMINAÇÃO

GRANULOMETRIA REDUZIDA
< 20 mm

ESTRESSE TÉRMICO

PROBLEMAS FISIOLÓGICOS
RUMINAÇÃO - CONSUMO
CONSUMO ► Enchimento do rúmen
► ruminação e fermentação (% parede
celular)

REDUÇÃO TAMANHO DAS
PARTÍCULAS

CONSUMO
RUMINAÇÃO - CONSUMO
CONDIÇÕES TROPICAIS

PASTAGENS DE BAIXA
DIGESTIBILIDADE (< 53%), BAIXO
TEOR EM PROTEÍNA (< 7%)

↑TEMPO DE PERMANÊNCIA
↓CONSUMO DIÁRIO
INGESTÃO - DIGESTÃO
DISTRIBUIÇÃO DOS PERÍODOS
DE RUMINAÇÃO E INGESTÃO
PODE ESTAR RELACIONADA À
MECANISMOS DE
SOBREVIVÊNCIA

MENOR EXPOSIÇÃO À PREDAÇÃO


VISÃO DO ALIMENTO
INGESTÃO - DIGESTÃO
CONSUMO VS RUMINAÇÃO
OVINOS
AZEVÉM E TREVO BRANCO

CONSUMO CONSUMO DIUTURNO


FINAL DA TARDE

AJUSTES DAS TAXAS DE PASSAGEM


AMBIENTE
RUMINAL
RELAÇÃO SIMBIÓTICA
MICRORGANISMOS
(enzimas digestivas, utilização de
NNP, síntese de vitaminas,
inativação de fatores
antinutricionais)
HERBÍVOROS
(ambiente controlado e substrato
constante)
FERMENTAÇÃO
RUMINAL
FERMENTAÇÃO RUMINAL
ATIVIDADES FÍSICAS
MOTILIDADE E RUMINAÇÃO

MICROBIOLÓGICAS
FERMENTAÇÃO

PRODUTOS DA FERMENTAÇÃO
RUMINANTES VS EQÜINOS

RUMINANTES ► CAPACIDADE
DE DIGESTÃO DE FIBRA

TAMANHO DO COMPARTIMENTO
DIGESTIVO

POSICIONAMENTO NO TRATO
MICROBIOLOGIA DO
RÚMEN
MICROBIOLOGIA DO RÚMEN

ANAERÓBIOS ESTRITOS OU
FACULTATIVOS

BACTÉRIAS (10-100 bilhões/ml)


PROTOZOÁRIOS (1 bilhão/ml)
FUNGOS

SUBSTRATO
COLONIZAÇÃO DE
PARTÍCULAS
OS PROCESSOS FERMENTATIVOS
REQUEREM ADESÃO DOS
MICRORGANISMOS AO SUBSTRATO

PRESENÇA DE BARREIRAS
Cutícula (Si), Compostos Fenólicos,
matriz protéica
MICROBIOLOGIA DO RÚMEN

QUANTIDADE E COMPOSIÇÃO DA
DIETA

DETERMINAÇÃO DOS
MICRORGANISMOS
DOMINANTES
ESPECIFICIDADE
MICROBIANA
BACTÉRIAS CELULOLÍTICAS

INIBIDOS A pH pH = 6,2

PRODUÇÃO DE AGV´s (*C2),


SUCCINATO, FORMATO, CO2, H2

NH3 FONTE NITROGENADA


PREFERIDA
Ruminococcus albus, Fibrobacter succinogenes
ESPECIFICIDADE
MICROBIANA
BACTÉRIAS PROTEOLÍTICAS
FERMENTADORAS ESTRITAS DE AA´S

PROTEÍNA aa´s
NH3
utilização

f(disponibilidade e taxa de
degradação dos carboidratos)
ESPECIFICIDADE
MICROBIANA
BACTÉRIAS AMILOLÍTICAS
pH = 5,8
PRODUÇÃO DE AGV´s (*C3), LACTATO

ALTA EXIGÊNCIA DE
TAMPONAMENTO RUMINAL

Bacteroides amilophilus, Selenomonas ruminantium


IMPORTÂNCIA DA ADAPTAÇÃO
DE ALIMENTO
NOVO À DIETA DOS ANIMAIS
RÚMEN – CÂMARA PERFEITA
DE FERMENTAÇÃO
FERMENTAÇÃO RUMINAL

RESULTADO DA ATIVIDADE FÍSICA E


MICROBIOLÓGICA, QUE CONVERTE OS
COMPONENTES DIETÉTICOS A ÁCIDOS
GRAXOS VOLÁTEIS, PROTEÍNA MICROBIANA
E VITAMINAS DO COMPLEXO B E VITAMINA
K, METANO E DIÓXIDO DE CARBONO,
AMÔNIA, ETC

CONDIÇÕES RUMINAIS ESPECÍFICAS


CÂMARA DE FERMENTAÇÃO

pH
ANAEROBIOSE
UMIDADE
TEMPERATURA
ENTRADA CONSTANTE DE
SUBSTRATO
SAÍDA DE PRODUTOS E FRAÇÃO
INDIGESTÍVEL
CONTROLE DE FERMENTAÇÃO

pH
5,5 – 7,2

SALIVA (NaHCO3)
ABSORÇÃO DE AGV´S
RECICLAGEM DE URÉIA
CONTROLE DE
FERMENTAÇÃO
SALIVA pH = 8,2 a 8,4

6 - 16 l . dia-1  OVINOS
60 – 180 . dia-1  BOVINOS

MASTIGAÇÃO DA INGESTA

TAMANHO E TEOR EM FIBRAS


CONTROLE DE FERMENTAÇÃO

ANAEROBIOSE

BACTÉRIAS FACULTATIVAS
(fonte protéica adicional)

ERUCTAÇÃO
CONTROLE DE FERMENTAÇÃO

TEMPERATURA

HOMEOSTASE TÉRMICA DO
HOSPEDEIRO

TEMPERATURA DA ÁGUA  PODE AFETAR


PROCESSOS FERMENTATIVOS
CONTROLE DE FERMENTAÇÃO

ENTRADA CONSTANTE DE
SUBSTRATO

INGESTÃO
RUMINAÇÃO
CONTROLE DE FERMENTAÇÃO

SAÍDA CONSTANTE DE
PRODUTOS DA FERMENTAÇÃO

GASES (CO2, CH4)


PROTEÍNA MICROBIANA
VITAMINAS
HIDROSSOLÚVEIS E K
CONTROLE DE FERMENTAÇÃO

SAÍDA CONSTANTE DE
PRODUTOS DA FERMENTAÇÃO

ÁCIDOS GRAXOS VOLÁTEIS,


LACTATO, FORMATO,
SUCCINATO, HIDROGÊNIO
AMÔNIA
CONTROLE DE FERMENTAÇÃO

SAÍDA DA FRAÇÃO
INDIGESTÍVEL

REDUÇÃO NO TAMANHO DAS


PARTÍCULAS
(COMINUIÇÃO)
PRODUTOS DA FERMENTAÇÃO
RUMINAL
PRODUTOS DA FERMENTAÇÃO

GASES ► CH4 CO2



8% EB narinas e boca

PERDA DE ENERGIA – INEFICIÊNCIA


RUMINAL ►IONÓFOROS
PRODUTOS DA FERMENTAÇÃO

ÁCIDOS GRAXOS VOLÁTEIS


ENERGIA
CARBOIDRATOS
60-80% EXIGÊNCIAS

Acético*, propiônico*, butírico*,


ÁCIDOS GRAXOS VOLÁTEIS

DESTINOS

C2 gordura leite, tecido adiposo


C3 glucose (fígado)
C4 tecido adiposo/gordura do leite

C2 : C3 : C4
DIETA
75:15:10 – 40:40:20
ÁCIDOS GRAXOS VOLÁTEIS

GLUCOSE ABSORVIDA

GLUCONEOGÊNESE ▲ ▲ ▲
ABSORÇÃO INTESTINAL ▲

FUNÇÃO DA DIETA
PRODUTOS DA FERMENTAÇÃO

FRAÇÃO INDIGESTÍVEL
PROTEÍNA MICROBIANA
VITAMINAS

FLUXO DA DIGESTA
FRAÇÃO INDIGESTÍVEL

COMINUIÇÃO

“ESCAPE” ► fermentação e
digestão enzimática no trato
inferior
PROTEÍNA MICROBIANA
COMPOSIÇÃO MÉDIA DA
PROTEÍNA MICROBIANA

62,5 % PROTEÍNA
21,1% CHOS´s
12% LIPÍDIOS
4,4% MATÉRIA MINERAL
PRODUTOS DA FERMENTAÇÃO

PROTEÍNA MICROBIANA
+
PROTEÍNA DIETÉTICA NÃO
DEGRADADA (by pass)

PROTEÍNA ►ABOMASO
PRODUTOS DA FERMENTAÇÃO

VITAMINAS COMPLEXO B*
+
VITAMINA K

Niacina* ► vacas de alta produção


Biotina* ►cascos
PRODUTOS DA FERMENTAÇÃO
PROTEÓLISE, DIETA

CÉLULAS NH3 ERUCTAÇÃO

MICROBIANAS

ABSORÇÃO EPITÉLIO RUMINAL

URÉIA
TRATO INFERIOR
ID – intestino
delgado
IG – intestino
grosso
TRATO INFERIOR

RELEVANTE NAS SEGUINTES


SITUAÇÕES

Elevadas taxas de passagem


Alta proporção de grãos na
dieta
TRATO INFERIOR
CECO

SEGUNDA OPORTUNIDADE DE
DIGESTÃO DE FIBRAS

↑ RÚMEN ↓ INTESTINO
METABOLISMO DOS
NUTRIENTES – ANIMAIS
RUMINANTES
METABOLISMO DE
CARBOIDRATOS FIBROSOS

CELULOSE, HEMICELULOSE
METABOLISMO DOS
CARBOIDRATOS FIBROSOS
ANIMAIS MONOGÁSTRICOS

ANIMAIS SEM
COMPARTIMENTO
FERMENTATIVO FUNCIONAL

FIBRA SEM FUNÇÃO
ENERGÉTICA  FÍSICA
METABOLISMO DE
CARBOIDRATOS FIBROSOS
RUMINANTES

FUNÇÃO FÍSICA fibra íntegra

FUNÇÃO ENERGÉTICA

MANUTENÇÃO AGV´S
MICRORGANISMOS GASES
FIBRA ÍNTEGRA

FIBRA CAPAZ DE ESTIMULAR A


ATIVIDADE DE MASTIGAÇÃO,
MANTER O FLUXO DE SALIVA E
UM AMBIENTE RUMINAL
FAVORÁVEL
↓ pH ruminal e do teor de gordura no leite
Distúrbios metabólicos
METABOLISMO DE
CARBOIDRATOS FIBROSOS
Níveis adequados de pH AGV´s ENERGIA

FIBRA NA DIETA
Maximização da síntese de ácido
acético – aumento do teor de
gordura do leite

 C2:C3:C4  CH4
PROPORÇÕES DE AGV´s

FORRAGEM: PROPORÇÕES MOLARES


CONCENTRADO

C2 C3 C4
100:0 71,4 16,0 7,9
75:25 68,2 18,1 8,0
50:50 65,3 18,4 10,4
40:60 59,8 25,9 10,2
20:80 53,6 30,6 10,7

Adaptado de Church (1993)


PRODUÇÃO DE METANO
RELAÇÃO DIRETA
C2/ C4 E CH4

NA CONVERSÃO DE GLUCOSE EM
ACETATO E BUTIRATO
IONÓFOROS

PRODUÇÃO DE CO2 E H
METABOLISMO DE
CARBOIDRATOS FIBROSOS
LIGNINA

COMPOSTO FENÓLICO QUE LIMITA A


DIGESTÃO DOS CARBOIDRATOS
ESTRUTURAIS

TEMPERATURA
IDADE DA PLANTA
ESPÉCIE VEGETAL
DISTÚRBIOS METABÓLICOS
FIBRA
MOTILIDADE RUMINAL
PRODUÇÃO DE SALIVA
TAMPONAMENTO

EXCESSO DE CONCENTRADO
ACIDOSE RUMINAL
DISTÚRBIOS METABÓLICOS
FIBRA
MOTILIDADE RUMINAL
EXPULSÃO DE GASES DE
FERMENTAÇÃO

EXCESSO DE CONCENTRADO
TIMPANISMO
DISTÚRBIOS METABÓLICOS
FIBRA
PRODUÇÃO DE SALIVA
TAMPONAMENTO
ENDOTOXINAS

EXCESSO DE CONCENTRADO
LAMINITE
RECOMENDAÇÕES – FDN E CNF

CONDIÇÃO RECOMENDADO (% MS)


PRODUTIVA
FDN CNF
SECA 60-65 20-25
PRÓXIMO À 32-36 35-40
SECAGEM
LACTAÇÃO
<14 48 28-30
15-21 40 32-34
22-29 34 34-36
30-36 31 36-38
>36 28 38-40

Adaptado de Hoover e Miller-Webster (1998)


RECOMENDAÇÕES – FDN
NRC – GADO DE LEITE (2001)

FDNt > 25%, FDNf > 19%


(silagem com tamanho adequado, milho
triturado, dieta total) *

* AUMENTAR OS NÍVEIS DE FDN


RECOMENDAÇÕES – FDN
Russel et al., 1992

SE FDN < 20%

↓ 1% FDN
↓ 2,5% NA PRODUÇÃO DE
PROTEÍNA MICROBIANA
RECOMENDAÇÕES – FDN
GADO DE CORTE

DIETAS SEM VOLUMOSOS


MILHO INTEIRO – FONTE DE FIBRA

TAMPONAMENTO, LIMIAR DE
DISTÚRBIOS - ↑GPV
METABOLISMO DE
CARBOIDRATOS NÃO
FIBROSOS

AMIDO, PECTINA, AÇÚCARES


AMIDO

MILHO, SORGO,
FARELO DE TRIGO,
AVEIA
METABOLISMO DE AMIDO

FLOCULAÇÃO  GELATINIZAÇÃO 
 PRENSAGEM

MELHORA NA DIGESTIBILIDADE DO
AMIDO
DIGESTIBILIDADE RUMINAL DO AMIDO
LAMINAÇÃO A
FLOCULAÇÃO
SECO

MILHO * 75,3 84,8

SORGO * 59,8 79,0

TRIGO 88,8 88,1

CEVADA 80,7 84,6

AVEIA 92,7 94,0


*  RESISTÊNCIA DA MATRIZ PROTÉICA
 AMILOPECTINA
METABOLISMO DE CARBOIDRATOS
NÃO FIBROSOS

NO RÚMEN
AMIDO

ÁCIDO LÁTICO  pH
C2:  C3 : C4 ►  GLUCOSE
PRODUÇÃO DE CH4
 PRODUÇÃO LEITE
METABOLISMO DE CARBOIDRATOS
NÃO FIBROSOS
ÁCIDO LÁTICO

pH

FORMAÇÃO DE COMPOSTOS
(biohidrogenação)
CLA trans10 cis 12

REDUÇÃO NA GORDURA DO LEITE


RISCO DE DISTÚRBIOS METABÓLICOS
METABOLISMO DOS CARBOIDRATOS
NÃO FIBROSOS – TRATO INFERIOR

AMILASE PANCREÁTICA  glucose


FERMENTAÇÃO CECO  AGV´s
FEZES
PROTEÍNAS
METABOLISMO RUMINAL DAS
PROTEÍNAS
METABOLISMO DE PROTEÍNAS

MONOGÁSTRICOS

Exigem adequado balanceamento de


aminoácidos na dieta (quantidade e
qualidade)

Ausência de síntese microbiana


METABOLISMO DE PROTEÍNAS
RUMINANTES

PROTEÍNAhospedeiro

Diferente

PROTEÍNA dietética

“NIVELAMENTO” bom perfil de aminoácidos


SISTEMA DIGESTÓRIO DOS RUMINANTES
METABOLISMO DE PROTEÍNAS

BOCA Proteína dieta + NNP


Leite

Aa´s NH3 Uréia


URINA
RÚMEN

CÉLULA MICROBIANA FÍGADO

Aa´s
ABOMASO PDNR PM excedentes

PRODUTOS

INTESTINO DELGADO Aa´S ABSORÇÃO


IG
RECICLAGEM DE UREIA

UREIA ORIUNDA DE CATABOLISMO


ENDÓGENO PODE SER
REAPROVEITADA - ruminantes

MONOGÁSTRICOS  PERDAS POR


VIA URINÁRIA
METABOLISMO DE PROTEÍNAS
URÉIA  PRINCIPAL VIA DE
ELIMINAÇÃO DE COMPOSTOS
NITROGENADOS
LEITE
URÉIA URINA
SALIVA*

RÚMEN*
* 40-80% DA URÉIA PRODUZIDA NO FÍGADO
METABOLISMO DE PROTEÍNAS
O FLUXO DE NNP NO METABOLISMO DE
RUMINANTES PODE OCORRER COMO
URÉIA EM DIREÇÃO AO RÚMEN OU
COMO AMÔNIA EM DIREÇÃO AO
FÍGADO

f(CONCENTRAÇÃO DE AMÔNIA
DENTRO DO RÚMEN)
BALANCEAMENTO PROTÉICO

BALANCEAMENTO E DISPONIBILIDADE
DOS AA´S + ENERGIA

MENOR GASTO ENERGÉTICO 


1 mol de ureia  2 ATP gastos
MENOR EXCREÇÃO DE URÉIA

MEIO AMBIENTE, PRODUÇÃO


ANIMAL E CUSTOS
BALANCEAMENTO PROTÉICO
FORRAGEIRAS DE INVERNO
(início do crescimento)

↑N/C

LIMITAÇÃO AO CRESCIMENTO
MICROBIANO E ELEVADA
EXCREÇÃO DE URÉIA

INSERIR QUANTIDADES REDUZIDAS DE AMIDO


UREIA NO LEITE
AVALIAÇÃO DOS TEORES DE UREIA NO
LEITE

FERRAMENTA (APOIO) PARA AVALIAÇÃO


DE DIETAS  energia/pt, pt total

10-14 MG/DL  NÍVEIS


CONSIDERADOS ADEQUADOS (boa
amostragem: animais saudáveis, número adequado)
UREIA NO LEITE
RELAÇÃO INVERSA

↑ UREIA ↓ CASEÍNA

↓ RENDIMENTO INDUSTRIAL DO
LEITE
UTILIZAÇÃO DE UREIA
DIETÉTICA
UTILIZAÇÃO DE URÉIA

RUMINANTES

NH3
ESQUELETOS CARBÔNICOS + MINERAIS

ISOÁCIDOS

PROTEÍNA MICROBIANA
CHO´S CUIDADOS
MANEJO ALIMENTAR DA UREIA

MÁXIMO 1/3 EXIGÊNCIAS DIÁRIAS


FONTES ENERGIA
FONTES DE MINERAIS (S)
ADAPTAÇÃO
NÃO PARA BEZERROS
NÃO PARA ANIMAIS FAMINTOS
ÁGUA GELADA, VINAGRE

UREIA PROTEGIDA
MANIPULAÇÃO PROTEÍNA DO
LEITE

DEMANDA DE MERCADO

PRODUÇÃO DE DERIVADOS LÁCTEOS


MELHORAMENTO GENÉTICO
↑ PROTEÍNA MICROBIANA – E/PT
LIPÍDIOS
METABOLISMO DE
LIPÍDIOS
METABOLISMO DOS LIPÍDIOS

RUMINANTES
FERMENTAÇÃO DA CELULOSE

FORMAÇÃO DE AGV´s cho´s → lipídios

PRINCIPAIS METABÓLITOS
ENERGÉTICOS DO RUMINANTE
METABOLISMO DOS LIPÍDIOS

RUMINANTES – herbívoros
adaptados a baixas concentrações
(1-4%) de gordura na dieta

GALACTOLIPÍDOS

5-7% EM PASTAGENS JOVENS BEM ADUBADAS


METABOLISMO DOS LIPÍDIOS
NO RÚMEN  QUEBRA EM
ÁCIDOS GRAXOS E GLICEROL

AGV´s

OS ÁCIDOS GRAXOS DOS


ALIMENTOS NÃO SÃO OXIDADOS
E NEM DEGRADADOS 
BIOHIDROGENAÇÃO  ID
METABOLISMO LIPÍDIOS

TRATO INFERIOR
ÁCIDOS GRAXOS BIOHIDROGENADOS

ABSORÇÃO INTESTINAL

POLIINSATURADOS >
MONOINSATURADOS > SATURADOS
BIOHIDROGENAÇÃO

ÁCIDOS GRAXOS
INSATURADOS: INIBIÇÃO AO
CRESCIMENTO DE
MICRORGANISMOS
CELULOLÍTICOS

LIMITAÇÃO À FERMENTAÇÃO E
ELIMINAÇÃO DE METANO
METABOLISMO DOS LIPÍDIOS

MECANISMO DE DEFESA

BIOHIDROGENAÇÃO

INSATURADOS ►SATURADOS
(~ processo industrial – margarina)
BIOHIDROGENAÇÃO
ÁCIDO LINOLÉICO (insaturado)

ÁCIDO LINOLÉICO CONJUGADO

ÁCIDO VACÊNICO

ÁCIDO ESTEÁRICO (saturado)
CLA – ÁCIDO LINOLÉICO
CONJUGADO
QUANDO: 1) pH
2) Ingestão de níveis elevados de ácidos
graxos insaturados

DESVIO DA BIOHIDROGENAÇÃO

DEPRESSÃO DOS NÍVEIS DE GORDURA


NO LEITE
EFEITO NUTRACÊUTICO
METABOLISMO DE LIPÍDIOS

DEPOSIÇÃO DIFERE DA INGESTÃO

GORDURA DEPOSITADA NO
ORGANISMO DOS RUMINANTES
APRESENTA CONSISTÊNCIA
FIRME  SATURADA
METABOLISMO DOS LIPÍDIOS
VACAS LEITEIRAS DE ALTA PRODUÇÃO
PÓS PARTO – BALANÇO ENERGÉTICO
NEGATIVO CETOSE

VOLUMOSO DE QUALIDADE
CONCENTRADOS
LIPÍDIOS
METABOLISMO DOS LIPÍDIOS

ADIÇÃO DE GORDURAS (5-6% EE


FERMENTECÍVEIS NO RÚMEN)

SOJA INTEGRAL
20%EE
METABOLISMO DOS LIPÍDIOS
ADIÇÃO DE GORDURAS PROTEGIDAS

(7% EE DIETA TOTAL)

FONTES SINTÉTICAS

AJUSTES OUTROS NUTRIENTES


MANIPULAÇÃO DA GORDURA
DO LEITE
AUMENTO DOS NÍVEIS DE ÁCIDO
LINOLÉICO CONJUGADO (CLA)

1) ADIÇÃO DE ÓLEOS INSATURADOS


2) ACESSO A FORRAGENS DE ALTA
QUALIDADE
EFEITO NUTRACÊUTICO
ANTICARCINOGÊNICO, SAÚDE
CARDIOVASCULAR
EXTRATO ETÉREO - FORRAGENS

DEVIDO A BAIXA CONCENTRAÇÃO


DE ENERGIA DOS LIPÍDIOS
EXISTENTES NAS FORRAGENS
(CERAS, PIGMENTOS E
GALACTOLIPÍDIOS) É COMUM
EXCLUIR-SE ESSE NUTRIENTE NO
CÁLCULO DA ENERGIA DOS
VOLUMOSOS (NDT)
MINERAIS
MINERAIS
AS EXIGÊNCIAS EM MINERAIS SÃO
ALTAMENTE DEPENDENTES DO
NÍVEL DE PRODUTIVIDADE.

PRÁTICAS DE MANEJO QUE LEVAM A


MAIOR PRODUÇÃO DE LEITE
IMPLICAM EM MAIOR ATENÇÃO
QUANTO À NUTRIÇÃO MINERAL.
CLASSIFICAÇÃO DOS MINERAIS

MACROMINERAIS – Ca, P, K, Mg,


S, Na, Cl
MICROMINERAIS – Co, Cu, I, Fe,
Mn, Mo, Se, Zn, Cr*, F*
MACROMINERAIS

EXIGIDOS EM GRAMAS
COMPONENTES ESTRUTURAIS E
DOS FLUIDOS CORPORAIS
BALANÇO ÁCIDO-BÁSICO
PRESSÃO OSMÓTICA
TRANSMISSÃO NERVOSA
MICROMINERAIS

EXIGIDOS EM MILIGRAMAS OU
MICROGRAMAS
COFATORES ENZIMÁTICOS
COMPONENTES DE HORMÔNIOS
MINERAIS

DEMANDA POR MINERAIS

FASE FISIOLÓGICA
NÍVEL PRODUTIVO
NÍVEL DE ATIVIDADE
POTENCIAL GENÉTICO
FUNÇÕES DOS MINERAIS

ENERGÉTICA – ATP (P)

PLÁSTICA – Estrutural (Ca, P, Mg)

FÍSICO-QUÍMICA – pressão osmótica,


equilíbrio ácido-básico (Na, K)

REGULATÓRIA – enzimas, vitaminas,


hormônios (microminerais)
MACROMINERAIS
CLORO E SÓDIO

EQUILÍBRIO PRESSÃO OSMÓTICA


EQUILÍBRIO ÁCIDO-BÁSICO
PERMEABILIDADE CELULAR
ESTIMULAÇÃO SISTEMA NERVOSO
ABSORÇÃO DE GLUCOSE E AA´s
TAMPONAMENTO RUMINAL (saliva) –
NaHCO3
DIGESTÃO
CLORO E SÓDIO

SAL COMUM
regulador de consumo
do sal mineralizado
CLORO E SÓDIO

DEFICIÊNCIAS

Anorexia
Avidez por sal
Apetite depravado
Perda de peso
POTÁSSIO

EQUILÍBRIO OSMÓTICO
FORMAÇÃO DE GLICOGÊNIO
SÍNTESE DE PROTEÍNAS
TRANSMISSÃO DE IMPULSOS
NERVOSOS
CONTRAÇÃO MUSCULAR
POTÁSSIO

DEFICIÊNCIA
Distúrbios de crescimento
Redução na ovulação
Oligospermia e esterilidade
Apetite depravado
Anorexia
K/Mg – TETANIA DAS PASTAGENS
TETANIA DAS PASTAGENS

▲K ▼ABSORÇÃO Mg

INCORDENAÇÃO, DECÚBITO
LATERAL, CONVULSÕES, MORTE

PASTOS NOVOS, ADUBAÇÃO K


FÓSFORO

PRINCIPAL OCORRÊNCIA NOS


OSSOS (86%)
ATP
FOSFOLIPÍDIOS – absorção e
utilização das gorduras
CONTROLE DE APETITE
DNA e RNA
DEFICIÊNCIA DE FÓSFORO
OSTEOPOROSE
ANOREXIA
APETITE DEPRAVADO OSTEOFAGIA
LETARGIA E DEBILIDADE
PROBLEMAS REPRODUTIVOS CIO
REDUÇÃO NA PRODUÇÃO DE
LEITE
FÓSFORO
ASSOCIAÇÃO DE P, Ca e Mg
Ca:P – ADEQUADA ABSORÇÃO DE P
FORMAÇÃO DE COMPOSTOS
INSOLÚVEIS
Ácido oxálico
Ácido fítico
Ácido cítrico
Íons ferrosos
FÓSFORO NOS CEREAIS

ÁCIDO FÍTICO
Baixa disponibilidade para
monogástricos (15-50%)
FITASE EXÓGENA

ALTA DISPONIBILIDADE PARA


RUMINANTES
FÓSFORO

PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL


ALTA DISPONIBILIDADE

FONTES INORGÂNICAS
DISPONIBILIDADE VARIÁVEL
FÓSFORO
VITAMINA D
PROTEÍNA TRANSPORTADORA DE P
INFLUÊNCA INDIRETA NA ABSORÇÃO

Flúor – OSTEOPOROSE

FOSFATOS DE ROCHA – só para


bovinos em fase de terminação
CÁLCIO
MINERAL MAIS ABUNDANTE DO
ORGANISMO
(90% nos ossos) ► RESERVA DE Ca

PERMEABILIDADE DAS MEMBRANAS


COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA
CONTRAÇÃO MUSCULAR, BATIMENTOS
CARDÍACOS
DEFICIÊNCIA DE CÁLCIO

RAQUITISMO
OSTEOMALÁCIA (ossos porosos)

AÇÃO DA VITAMINA D

PROTEÍNA TRANSPORTADORA
BIODISPONIBILIDADE DE CÁLCIO

FITATOS
SEM PROBLEMAS PARA
RUMINANTES cereais

OXALATOS
INDISPONIBILIDADE DO Ca
Setaria, alfafa
CARA INCHADA

CA-OXALATOS
FEBRE DO LEITE
HIPOCALCEMIA PÓS PARTO
RAÇA JERSEY
Exigências na lactação aumentam 2-5
vezes – mobilização dos ossos e
aumento da absorção

DIETAS CÁTION-ANIÔNICAS
REDUÇÃO DO Ca PRÉ PARTO
FEBRE DO
FEBRE DO LEITE
LEITE
SINAIS CLÍNICOS

REDUÇÃO NÍVEIS SANGÜÍNEOS


(Ca, P, Mg, glucose)
 T corporal ► extremidades
MAGNÉSIO

FORMAÇÃO DOS OSSOS


TRANSMISSÃO DE IMPULSOS
NERVOSOS
FORMAÇÃO DE ATP
REPRODUÇÃO
ATIVAÇÃO ENZIMÁTICA
MAGNÉSIO

SINAIS DA DEFICIÊNCIA

IRRITABILIDADE E TETANIA
ANOREXIA
VASODILATAÇÃO PERIFÉRICA
ALOPECIA
LESÕES DE PELE
ENXOFRE

FORMA ORGÂNICA
Aa´s sulfurados (metionina,
cisteína, cistina, taurina), vitaminas
(tiamina e biotina) e hormônios,
heparina, condroitina

FORMA INORGÂNICA
sulfatos
ENXOFRE

ASSOCIADO À UTILIZAÇÃO DE NNP


(CRESCIMENTO MICROBIANO)
Formação de aa´s sulfurados

N : S
10 -12 : 1
MICROMINERAIS
FERRO

FORMAÇÃO DA HEMOGLOBINA
MIOGLOBINA
CITOCROMOS
PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS
REDUÇÃO DE RESISTÊNCIA

CEREAIS – fitato
COBRE
FORMAÇÃO DE PIGMENTOS
SANGÜÍNEOS
DESENVOLVIMENTO DOS OSSOS
COFATOR ENZIMÁTICO
ARTICULAÇÕES AUMENTADAS
DIARRÉIA SEVERA
PELAME RÚSTICO
PROBLEMAS REPRODUTIVOS ( cio,
retenção de placenta) E CARDÍACOS
ZINCO

COFATOR ENZIMÁTICO
REGENERAÇÃO EPITELIAL
ESPERMATOGÊNESE
PRODUÇÃO DE TESTOSTERONA
PARAQUERATOSE (ESCAMAS)
REDUÇÃO DE IMUNIDADE,
REPRODUÇÃO
MANGANÊS

COFATOR ENZIMÁTICO
FORMAÇÃO DE OSSOS E SANGUE
CRESCIMENTO
REPRODUÇÃO►cios silenciosos
METABOLISMO OVARIANO ► taxas de
concepção,  ovulação, 
desenvolvimento de folículos
ovarianos
COBALTO
ÁTOMO CENTRAL DA MOLÉCULA DE
VITAMINA B12 – SÍNTESE RUMINAL
metilmalonil-CoA  succinil-CoA:
gliconeogênese em ruminantes
APATIA
ANEMIA
ALTERAÇÕES DERMATOLÓGICAS
FALHAS NO ESTRO
ATRASO NA PUBERDADE, ABORTOS
IODO

NECESSÁRIO À SÍNTESE DOS


HORMÔNIOS TIREOIDIANOS
DIMINUIÇÃO DO METABOLISMO BASAL
BÓSCIO
LETARGIA
EDEMA DOS MEMBROS
FRAQUEZA GENERALIZADA
IODO
SUBSTÂNCIAS GOITROGÊNICAS

Brassica
Farelos de soja e de algodão

SUPLEMENTAÇÃO COM IODO


SELÊNIO

SELÊNIO E VITAMINA E
PROTEÇÃO CONTRA A AÇÃO DE
PERÓXIDOS

VITAMINA E – inibição da formação de


peróxidos
SELÊNIO - (glutationperoxidase)
inativação dos peróxidos
SELÊNIO
DEGENERAÇÃO DO ESQUELETO E
MUSCULATURA CARDÍACA
CAMINHAR DOLOROSO
CAMINHAR DURO
MANQUEIRAS
DIFICULDADE DE SUCÇÃO
DOENÇA DO MÚSCULO BRANCO –
MORTE DE FETOS
MOLIBDÊNIO

BOVINOS APRESENTAM BAIXA


TOLERÂNCIA

METABOLISMO ANTAGÔNICO AO
COBRE – Molibdênio ► fixação de
cobre

DIARRÉIA
CROMO

PRINCIPAL FUNÇÃO
POTENCIALIZAR A AÇÃO DA
INSULINA, FAVORECENDO A
TOLERÂNCIA DO ORGANISMO À
GLICOSE
BIODISPONIBILIDADE DOS
MINERAIS
DISPONIBILIDADE VS
DIGESTIBILIDADE
FONTES VARIAM EM
DISPONIBILIDADE

ASPECTO RELEVANTE NA
FORMULAÇÃO DE SUPLEMENTOS
MINERAIS
BIODISPONIBILIDADE DOS
MINERAIS
IDADE E ESPÉCIE ANIMAL
NÍVEL DE INGESTÃO DO MINERAL
FORMA QUÍMICA DO MINERAL
CONTEÚDO DE OUTROS
ELEMENTOS NA DIETA –
INTERAÇÕES METABÓLICAS
BIODISPONIBILIDADE DOS
MINERAIS
Na, K, Cl  alta absorção

Mn, Fe, Zn e Cu  absorção reduzida

MECANISMOS HOMEOSTÁTICOS
INTERFEREM NAS AVALIAÇÕES DE
BIODISPONIBILIDADE (Ca )
BIODISPONIBILIDADE DOS
MINERAIS
SULFATOS >> ÓXIDOS

Fósforo – ÁCIDO FÍTICO  ↓ABSORÇÃO


INTESTINAL

OXALATOS  ↓ ABSORÇÃO DE Ca
DISPONIBILIDADE DOS MINERAIS

MINERAIS QUELATADOS
A associação de minerais com
compostos orgânicos (aa´s) pode
afetar a disponibilidade dos mesmos
para o organismo animal. A
disponibilidade dos minerais
quelatados pode ser superior a 90%

Zn-metionina
ASPECTOS AMBIENTAIS
FONTES MINERAIS DE MAIS ALTA
BIODISPONIBILIDADE REDUZEM A
EXCREÇÃO DOS MESMOS

ASPECTO AMBIENTAL RELEVANTE EM


REGIÕES DE ALTA PRODUTIVIDADE
VITAMINAS
VITAMINAS

Substâncias orgânicas requeridas


pelo organismo em quantidades
mínimas para realizar funções
celulares específicas
VITAMINAS

Compostos cujas estruturas e


propriedades são facilmente
destruídas pelos agentes físicos
e químicos (luz, T, ácidos,
minerais)
VITAMINAS

SUBSTÂNCIAS NÃO SINTETIZADAS


DIETA
ESSENCIAIS AO METABOLISMO
A DEFICIÊNCIA CAUSA DISTÚRBIOS
MORTAIS
AÇÃO ESPECÍFICA
QUANTIDADES DIÁRIAS MÍNIMAS
NÃO SÃO FONTES DE ENERGIA,NÃO
SÃO PLÁSTICAS, AÇÃO CATALÍTICA
VITAMINAS

DEFICIÊNCIAS SUBCLÍNICAS PODEM


OCORRER, NAS QUAIS SINAIS
CLÍNICOS DE DEFICIÊNCIA PODEM
NÃO SEREM EVIDENTES MAS O
DESEMPENHO E A SAÚDE DO
ANIMAL SÃO INFERIORES AOS
OBSERVADOS EM NÍVEIS ÓTIMOS
SUBSTÂNCIAS MAIS
GRUPO DE VITAMINAS
IMPORTANTES
Vitamina A Retinol
Retinal
Pró-Vitamina A Β-caroteno
Γ-caroteno
Criptoxantina
Vitamina D Ergocalciferol
Colecalciferol
Vitamina E α-Tocoferol
Β-tocoferol
Vitamina K Filoquinona
Fitomenadiona
Vitamina C Ácido ascórbico
Ácido dehidroascórbico
Vitamina B1 Tiamina
Vitamina B2 Riboflavina
Vitamina B6 Piridoxina
Piridoxal
Piridoxamina
Vitamina B12 Cianocobalamina
Ácido Nicotínico Ácido nicotínico (niacina)
Nicotinamida
Ácido Pantotênico Ácido pantotênico
Panteteína
Biotina D-Biotina
Ácido Fólico Ácido Fólico
VITAMINAS

VITAMINAS NOS ALIMENTOS


Disponíveis na forma de seus
precursores, necessitando
processos digestivos para ativá-
las

VITAMINAS SINTÉTICAS
Adicionadas via premix – inclusão
CLASSIFICAÇÃO DAS VITAMINAS

VITAMINAS LIPOSSOLÚVEIS
insolúveis em água (*naturais) -
possível toxidez
A, D, E, K
VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS
solúveis em água – difícil toxidez
(urina)
COMPLEXO B, C
CLASSIFICAÇÃO DAS VITAMINAS

ASPECTO DE SOLUBILIDADE EM ÁGUA



VITAMINAS NATURAIS

VITAMINAS SINTÉTICAS

SOLÚVEIS EM ÁGUA
VITAMINAS LIPOSSOLÚVEIS

ANIMAIS A PASTO
A, E ► pastagem
D ►síntese pela luz solar
K ►síntese microbiana

CONFINAMENTO
ALIMENTOS CONSERVADOS
AeE
VITAMINA A

RETINOL, RETINAL, -CAROTENO


VISÃO - rodopsina
CRESCIMENTO
REPRODUÇÃO – espermatogênese, cio
MANUTENÇÃO DE CÉLULAS EPITELIAIS
queratinização da mucosa digestiva e
tecido epitelial
IMUNIDADE
VITAMINA A
SITUAÇÕES QUE PODEM
REQUERER SUPLEMENTAÇÃO
 Fornecimento de forragens
Forragem de  qualidade
Silagem de milho e feno
 Exposição a patógenos
Períodos de  imunidade
VITAMINA A

HIPERVITAMINOSE
PELE PRURIGINOSA
AUMENTO DO FÍGADO
MÁ FORMAÇÃO DOS FETOS
VITAMINA D

VITAMINA D INATIVA (consumo)


LUZ SOLAR
METABOLISMO DE Ca e P
CAPTAÇÃO PELO INTESTINO
REDUÇÃO DE PERDAS- RINS
REABSORÇÃO QUANDO
NECESSÁRIO
DEFICIÊNCIA DE VITAMINA D

RAQUITISMO NUTRICIONAL - crianças


OSTEOMALÁCIA - adultos

MINERALIZAÇÃO INCOMPLETA DA
MATRIZ ÓSSEA

OSSOS FRÁGEIS
DEFICIÊNCIA DE VITAMINA D

EXPOSIÇÃO INSUFICIENTE À LUZ


SOLAR

INGESTÃO INSUFICIENTE
TOXIDEZ DE VITAMINA D

VITAMINA D – a mais tóxica das vitaminas


FÍGADO

PERDA DE APETITE
NÁUSEAS
SEDE
CALCIFICAÇÃO DE TECIDOS
MOLES
VITAMINA E

ANTIOXIDANTE NATURAL (membranas) 


INIBIÇÃO DA FORMAÇÃO DE PERÓXIDOS
RESPOSTA IMUNE
AÇÃO CONJUNTA COM Se (reprodução)

MENOR IMUNIDADE
RETENÇÃO DE PLACENTA
MASTITE
VITAMINA K

GRUPO DE VITAMINAS COM


FUNÇÃO ANTI-HEMORRÁGICA

ANTAGONISTAS – produzidos por


fungos CUMARINA, DICUMAROL

SÍNTESE RÚMEN E CECO


VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS

TIAMINA, RIBOFLAVINA, PIRIDOXINA,


CIANOCOBALAMINA, ÁCIDO
NICOTÍNICO, ÁCIDO PANTOTÊNICO,
BIOTINA, ÁCIDO FÓLICO, ÁCIDO
ASCÓRBICO

SÍNTESE RÚMEN E CECO


VITAMINA B1 - TIAMINA

ATUAÇÃO SOBRE O METABOLISMO


ENERGÉTICO DE TODAS AS
CÉLULAS
SISTEMA NERVOSO
POLIENCEFALOMALÁCIA
DEFICIÊNCIA DE B1 -  GLUCOSE
DESORDENS DO SNC
TIAMINASES
DEFICIENTE EM pH RUMINAL ÁCIDO
VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS
RIBOFLAVINA – formas ativas FMN e FAD
Reações de oxido-redução de substratos
PIRIDOXINA – catálise de reações
envolvendo aa´s
CIANOCOBALAMINA – síntese de
metionina (Co) microrganismos
NIACINA – metabolismo energético (NAD)
 síntese de proteína microbiana
VACAS DE ALTA PRODUÇÃO
VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS

BIOTINA – reações de carboxilação,


preservação e recuperação de cascos

ÁCIDO PANTOTÊNICO – componente da


CoEnzima A

ÁCIDO FÓLICO – síntese de aa´s e DNA

ÁCIDO ASCÓRBICO – ação antioxidante,


coenzima em reações de carboxilação
SÍNTESE A PARTIR DE GLUCOSE E GALACTOSE
VITAMINAS ANTIOXIDANTES

VITAMINAS A, E e C – estabilizam
os chamados radicais livres –
causadores de danos às membranas e
enzimas

Adição de lipídios às dietas



ANTIOXIDANTES SINTÉTICOS (BHT,
ETOXIQUIN)
ADIÇÃO DE VITAMINAS
SINTÉTICAS
SUPLEMENTOS VITAMÍNICO-MINERAIS

PREMIX
MELHOR QUALIDADE DE MISTURA

AÇÃO DOS MINERAIS (Cobre)


ADITIVOS

IONÓFOROS
PROBIÓTICOS ALTERAÇÕES
ÁCIDOS GRAXOS BENÉFICAS NOS
PADRÕES DE
TANINOS
FERMENTAÇÃO
ENZIMAS
RUMINAL
ÁCIDOS ORGÂNICOS
PRÓPOLIS
Bibliografia sugerida
• NUTRIÇÃO DE RUMINANTES .BERCHIELLI, T.T;
PIRES,A.V.; OLIVEIRA,S.G.(Eds.). FUNEP:
Jaboticabal, SP. 2006. 583 p. (www.funep.com.br)

• TEIXEIRA, A.S. Alimentos e Alimentação dos


Animais ULA/FAEPE: Lavras, MG. 4ª edição. 1997.
402 p.
Obrigada!