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O vírus do Herpes

 É considerado o mais transmissível e

infeccioso em humanos.
 O herpes é uma infecção promovida pelo

vírus herpes, membro da família


Herpesviridae.
 Existem 8 tipos conhecidos do vírus do

herpes em humanos:
herpesvírus humano 6 (HSV 6)
vírus do herpes simples tipo 1 (HSV 1)
herpesvírus humano 7 (HSV 7)
vírus do herpes simples tipo 2 (HSV 2)
vírus Epstein Barr (HSV 4)
vírus da varicela-zoster (VZV)
herpesvírus humano 8 (HSV 8
citomegalovírus (HSV 5)
O vírus do Herpes
Herpes simples (VHS-1)

É transmitido mais frequentemente através do


contato direto com as lesões ou com objetos
contaminados, porém, pode ser transmitido através de
perdigotos (partículas de saliva lançadas durante a
fala, tosse ou espirro).
Herpes simples (HSV1)

Na manifestação do herpes simples labial em pacientes


imunocompetentes podem ser distinguidos os 3 períodos clínicos
da doença:

(1) prodrômico,
(2) clínico ativo e
(3) reparatório.
Herpes simples (HSV1)
Prodrômico

Quando as lesões herpéticas são diagnosticadas no


período prodrômico e a terapêutica aplicada, os
resultados são muito melhores e as lesões
clinicamente ativas podem até ser evitadas.
Herpes simples (HSV1)

Clínico ativo
Herpes simples (HSV1)

Reparatório
Herpes simples

Infecção primária
 Jovens
 Assintomática
 Gengivoestomatite herpética primária aguda
 A partir dai, o virus segue pelos nervos sensitivos e é transportado
para os ganglios sensitivos associados onde o virus permanece em
estado latente.
Gengivoestomatite herpética primária
aguda (herpes primário)
As manifestacoes variam de uma debilidade leve a intensa.

 linfadenopatia cervical anterior, calafrios, febre (39 a 40,5°C),

nausea, anorexia, irritabilidade e lesões orais dolorosas.


Gengivoestomatite herpética
aguda
Gengivoestomatite herpética
aguda
Gengivoestomatite herpética
aguda
Infecção herpética recorrente
Infecção herpética recorrente
Infecção herpética recorrente
Infecção herpética recorrente
Infecção herpética recorrente
Infecção herpética recorrente

Na gengiva, herpes simples recorrente, diagnosticado


inicialmente como lesão traumática, química ou
alérgica. A mucosa gengival queratinizada é o
segundo lugar intrabucal mais acometido pelo herpes
simples recorrente.
Infecção herpética recorrente
Herpes simples recorrente na pele
peribucal e semimucosa labial,
comprometendo extensa área e
com duração maior que 10 dias de
evolução. Nesses casos, além dos
procedimentos descritos, deve-se
promover uma avaliação sistêmica
do paciente quanto ao seu grau de
imunocompetência.
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO
valaciclovir (Valtrex®, GlaxoSmithKline, Reino Unido): um
comprimido de 500mg a cada 12 horas durante 5 dias

Quando precocemente administrado, pode inibir


totalmente a manifestação da fase clínica ou reduzir o
tamanho da área comprometida. No início do
período prodrômico, pode abortar totalmente o
aparecimento das vesículas e bolhas.
Herpes-zoster

O HZ é causado pela reativação do VVZ nos nervos


cranianos e nos gânglios das raízes espinhais
dorsais, geralmente deflagrada dé- cadas após a
infecção primária de varicela

A reativação ocorre principalmente em indivíduos


imunocomprometidos por outras doenças, como
câncer, síndrome da imunodeficiência adquirida,
imumossupressão pós-transplante e quimioterapia
Herpes-zoster
Herpes-zoster
Herpes-zoster

Tratamento antiviral do herpes-zoster

1. Aciclovir (800 mg), 5 vezes ao dia, durante 7 dias


2. Famciclovir (500 mg), 3 vezes ao dia, durante 7 dias
3. Valaciclovir (1 g), 3 vezes ao dia, durante 7 dias
Infecção pelo HIV e AIDS
O VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA
HUMANA

 retrovírus, tropismo por células que


expressam o CD4
 depleção de linfócitos T CD4+
 outras células atingidas: macrófagos
alveolares, células da micróglia, células
dendríticas
Ciclo de vida do HIV
O ciclo de vida do HIV consiste nos seguintes
passos sequenciais:
 infecção das células,
 produção de DNA viral e sua integração no
interior do genoma do hospedeiro,
 expressão dos genes virais e produção de
partículas virais
Distribuição e concentração dos casos de aids,
segundo município de residência. Brasil, 1980 a
junho de 2015
Taxa de detecção de aids (por 100 mil habitantes)
segundo sexo e razão de sexos por ano de diagnostico.
Brasil, 2005 a 2014
HIV
Formas de transmissão: contato sexual, via parenteral,
materno-fetal, ocupacional

Fatores que aumentam risco de transmissão em relação


heterossexual sem preservativo: alta viremia, imunodeficiência
avançada, relação sexual durante a menstruação, presença de
outras DST, principalmente as ulcerativas
LESÕES ORAIS E MAXILOFACIAIS
FORTEMENTE ASSOCIADAS À INFECÇÃO
PELO HIV
CANDIDÍASE
 infecção fúngica causada por Candida albicans
 Forma levedura- inócua
 Forma hifas – invasão dos tecidos
 Infecção fungica mais comum
CANDIDÍASE
Fatores gerais podem determinar se existe evidência clínica de
infecção:
 1. O estado imunológico do hospedeiro
 2. O ambiente da mucosa oral
 3. A cepa da C. albicans
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS
 CANDIDÍASE PSEUDOMEMBRANOSA
 CANDIDÍASE PSEUDOMEMBRANOSA

sensação de queimação da mucosa oral ou um gosto


desagradável, descrito de forma variada como
salgado ou amargo.
 CANDIDÍASE ERITEMATOSA
 CANDIDÍASE ERITEMATOSA
Candidíase hiperplásica

O diagnóstico de candidíase é estabelecido pelos


achados clínicos em conjunção com a citopatologia.
LEUCOPLASIA PILOSA ORAL

Placa branca na mucosa que não se destaca à raspagem, sendo


caracterizada, histopatologicamente, por um padrão de certa
forma característico (mas não específico) de hiperceratose e
hiperplasia epitelial.
SARCOMA DE KAPOSI

O sarcoma de Kaposi (KS) é uma


neoplasia maligna que tem origem nas
células endoteliais vasculares
Gengivite ulcerativa necrosante
associada ao HIV (GUN). Múltiplas
papilas interdentais perdidas na gengiva
inferior. Observe a candidíase
pseudomembranosa difusa da mucosa
adjacente
Periodontite e estomatite necrosante
associada ao HIV. Necrose gengival
difusa com extensão para a mucosa
alveolar.
Referências
Abbas, A. K; Lichtiman, A. H. Imunologia básica. 2 ed. Elsevier.

Boletim Epidemiológico - Aids e DST 2015

BORAKS, S. Semiotécnica, Diagnóstico e Tratamento das Doenças da Boca.


São Paulo: Artes Médicas, 2013.

Consolaro A; Consolaro M. Diagnóstico e tratamento do herpes simples


recorrente peribucal e intrabucal na prática ortodôntica. R Dental Press
Ortodon Ortop Facial 1, v. 14, n. 3, p. 16-24, maio/jun. 2009

NEVILLE, B. W; DAMM, D. D; ALLEN, C. M; BOUQUOT, J. E. Patologia Oral &


Maxilofacial.3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.