Você está na página 1de 75

Subcamada MAC

Fonte:
802.3
2008
Section 1.

IEEE
Standards
Subcamada MAC
(Medium Access Control)

Redes broadcast: Canais de múltiplo acesso;

Redes broadcast ⇒competição pelo meio


⇒necessidade de controle⇒MAC;

MAC presente em quase todas as LANs


e em WANs via satélite;

O subnível MAC não garante entrega (ex. mesmo que não


haja colisões, pode não haver buffer);
Subcamada MAC
(Medium Access Control)

Redes broadcast: Canais de múltiplo acesso;

Redes broadcast ⇒competição pelo meio


⇒necessidade de controle⇒MAC;

MAC presente em quase todas as LANs


e em WANs via satélite;

O subnível MAC não garante entrega (ex. mesmo que não


haja colisões, pode não haver buffer);
O problema da alocação do canal

Alocação estática: Reserva de um canal para cada usuário


(faixa de freqüência em FDM ou slot de tempo em TDM).
Baixo aproveitamento do canal (transmissão ocorre em
rajadas ⇒ maior parte do tempo há silêncio no canal),
(Relação 1000:1 de uso do canal);

Grande probabilidade de se encontrar todos os canais cheios


(mesmo que silenciosos) se o número de usuários for
grande.

Alocação dinâmica: Existe apenas um canal que deve ser


compartilhado entre todos os usuários. Quando há dados à
transmitir, a estação deve tentar utilizar o canal, se ele
estiver disponível ⇒ necessita controle do uso do canal.
Considerações:

a. Modelo de estações: a rede é composta por N estações independentes e


que possuem a mesma probabilidade de geração de quadros a transmitir;

b. Canal único: transmissão e recepção em um único canal ⇒ protocolo de


controle de acesso ao meio;

c. Existem colisões: Se dois quadros (ou parte deles) são transmitido ao


mesmo tempo eles irão colidir e provocar a perda de ambos (lixo). Se há
colisão, os quadros devem ser retransmitidos;

d. Tempo: Pode ser contínuo (os quadros podem ser transmitidos a qualquer
momento) ou em janelas –intervalos discretos de tempo (os quadros só
poderão ser transmitidos dentro de janelas de tempo);

e. Detecção da portadora: As estações podem detectar a presença de sinal


no canal antes de tentar transmitir ou só poderão saber se a transmissão foi
bem sucedida após terminarem a transmissão do quadro?
Protocolos de Acesso ao Meio

Acesso Múltiplo

Aloha Puro
Slotted Aloha
1-persistente CSMA
Não-persistente CSMA
P-persistente CSMA
CSMA/CD
Aloha

Criado em 1970’s por Norman Abramson na Universidade do Hawaii;


Inicialmente utilizado para conexão de estações de rádio terrestres de
difusão.

Deixa os usuários transmitirem sempre que quiserem⇒haverá colisões;


Todos os quadros têm o mesmo tamanho (maximizar o throughput);

Através da propriedade de retorno da difusão (broadcasting


feedback⇒escutar o canal durante toda a transmissão) o transmissor
sabe se o quadro foi destruído ou não;

Se o quadro foi destruído ⇒ esperar por um tempo aleatório e


retransmitir;

Melhor aproveitamento do canal é de aproximadamente 18%.


Aloha
slotted ALOHA

Divisão do tempo em intervalos discretos, do tamanho de um


quadro;

Inserção de uma estação de sincronização que emite um sinal de


início de cada intervalo;

Os computadores devem esperar o início do próximo quadro para


transmitir;

O período de vulnerabilidade é divido por dois. O desempenho


dobra: 37%.
Slotted Aloha
Comparação Aloha x Slotted Aloha
Protocolos CSMA – Carrier Sense Multiple Access

Carrier sense: Detecção de portadora,


Multiple Access: Acesso múltiplo;

São aqueles protocolos onde as estações detectam a presença


de portadora (transmissão) no canal e só então decidem se
transmitem ou não;

Encontrados em LANs;
Sem detecção de colisão
Com detecção de colisão
1-persistente CSMA

A estação escuta (persistentemente) o canal e, se houver alguém


transmitindo, ela espera até que a transmissão termine;

Quando a estação detecta o canal vazio, ela inicia a transmissão;


Probabilidade 1 de iniciar a transmissão num canal vazio;

Existe chance de duas estações começarem a transmitir ao


mesmo tempo;

Se o atraso de propagação no meio for significativo, existe chance


de, mesmo tendo havido o início da transmissão por parte de uma
estação, uma segunda estação ainda perceber o canal vazio e
também iniciar a transmissão.
Não-persistente CSMA

A estação observa o canal antes de transmitir;

Se o canal estiver ocupado, a estação espera por tempo aleatório


e verifica novamente se o canal está em uso;

A probabilidade de duas estações iniciarem suas transmissões no


mesmo tempo é menor;
p-persistente CSMA

Se aplica a canais divididos em slots de tempo;

Quando uma estação quer transmitir, ela observa o canal. Se


estiver vazio, ela transmite com uma probabilidade p ou espera
até o próximo slot com uma probabilidade q=1-p e observa o
próximo slot, com as mesmas probabilidades;

Se houver colisão ou se o canal estiver ocupado, ela espera por


um tempo aleatório e começa novamente;

Se o canal estiver inicialmente ocupado, a estação espera pelo


próximo slot e aplica o mesmo algoritmo.
Comportamento dos métodos de persistência

Fonte: Forouzan – Comunicação de Dados e Redes de Computadores


Diagrama de fluxo para os três métodos de persistência

Fonte: Forouzan – Comunicação de Dados e Redes de Computadores


CSMA/CD Carrier Sense Multiple Access /
Colision Detection

CSMA com detecção de colisões: caso haja uma colisão, ela


é detectada e as estações param imediatamente de
transmitir;

Melhoria de desempenho;

A maioria das LANs broadcast utilizam este protocolo (ex.


Ethernet IEEE 802.3);

A colisão é detectada pela comparação (de potência ou


largura do pulso) entre os sinais transmitidos e recebidos;
Método CSMA/CD

Fonte: Forouzan –
Comunicação de
Dados e Redes
de Computadores
CSMA/CD

1. NIC recebe datagrama da 4. Se NIC detectar outra


camada de rede e cria transmissão enquanto transmite,
quadro aborta e envia sinal de
2. Se NIC sentir canal congestionamento.
ocioso, inicia transmissão 5. Depois de abortar, NIC entra
do quadro; canal ocupado, em backoff exponencial: após m
espera até estar ocioso, colisões (onde m=min(m,10)), NIC
depois transmite escolhe K aleatoriamente dentre
3. Se NIC transmitir quadro {0,1,2,..., 2m-1}.
inteiro sem detectar outra NIC espera K512 tempos de bit,
transmissão, NIC retorna à etapa 2.
terminou com o quadro!
CSMA/CD
Sinal de congestionamento: Backoff exponencial:
cuide para que todos os
❒ Objetivo: adaptar tentativas de
outros transmissores retransmissão à carga estimada
saibam da colisão; 48 bits ❍ carga pesada: espera
Tempo de bit: 0,1 µ s para aleatória será maior
Ethernet de 10 Mbps; ❒ primeira colisão: escolha K a
para K = 1023, tempo de partir de {0,1}; atraso é K · 512
espera cerca de 50 ms tempos de transmissão de bit
❒ após segunda colisão: escolha K
dentre {0,1,2,3}…
❒ após dez colisões, escolha K
dentre {0,1,2,3,4,…,1023}

Obs: O valor correto do sinal de colisão (jam signal) é de 32 bits. Conforme tabela seguinte
Fonte:
802.3
2008
Section 1.

IEEE
Standards
Estados do CSMA/CD
Disputa ou contenção: período de tempo em que a estação
aguarda após a detecção de uma colisão;

Transmissão: estado em que a estação está transmitindo um


quadro;

Disponível: estado em que a estação não tem dados a


transmitir.
Comparação
Utilização do canal X carga
Protocolos sem colisão

Mapa de bits
Contagem regressiva binária
Token Ring
Protocolo de Mapa de Bits
Contagem regressiva binária
Token Ring
IEEE 802

31
Ethernet – IEEE 802.3 (Kurose)

É um padrão de LAN 1-persistente CSMA/CD;


Teve origem no sistema ALOHA, ao qual foi adicionado detecção
de portadora e implementado em uma rede de barramento, pela
Xerox e denominado Ethernet (100 estações a 2.94 Mbps,
1976);

Xerox, DEC e Intel escreveram um padrão Ethernet de 10 Mbps


que foi a base do 802.3;

Padrão 802.3 difere do Ethernet por ser mais amplo, definindo


uma família de redes CSMA/CD de 1 a 10 Mbps e com
modificações no cabeçalho;
32
Topologia em estrela

• Topologia de bus popular em meados dos anos 90


• Agora a topologia em estrela prevalece
• Opções de conexão: hub ou switch (mais adiante)

33
Ethernet
Tecnologia de rede local “dominante” :
• Barato R$20 por 100Mbps!
• Primeira tecnologia de LAN largamente usada
• Mais simples e mais barata que LANs com token e ATM
• Velocidade crescente: 10Mbps – 10Gbps

esboço da Ethernet
por Bob Metcalf

34
Estrutura do quadro Ethernet
Adaptador do transmissor encapsula o datagrama IP (ou outro pacote de
protocolo da camada de rede) num quadro Ethernet

Preâmbulo:
• 7 bytes com padrão 10101010 seguido por um byte com padrão 10101011
• usado para sincronizar as taxas de relógio do transmissor e do receptor
Dados:
46 a 1500 bytes. Caso o conteúdo do campo seja menor que 46 bytes ocorre
stuffing ou recheio. 35
Estrutura do quadro Ethernet
• Endereços: 6 bytes
• Se o adaptador recebe um quadro com endereço de destino coincidente,
ou com endereço de broadcast (ex., pacote ARP), ele passa o dado no
quadro para o protocolo da camada de rede
• Tipo: indica o protocolo da camada superior; geralmente é o protocolo IP,
mas outros podem ser suportados, tais como Novell IPX e AppleTalk)
• CRC: verificado no receptor; se um erro é detectado, o quadro é
simplesmente descartado

36
Tamanho mínimo do Frame Ethernet

37
Endereço MAC ou Físico

03 primeiros bytes = Identificação do fabricante.


03 ultimos bytes = Fornecido pelo fabricante

LSB do primeiro Byte.


0 = Unicast
1 = Multicast
FF:FF:FF:FF:FF:FF = BroadCast 38
Endereços MAC
00-00-00 (hex) XEROX CORPORATION
000000 (base 16) XEROX CORPORATION
M/S 105-50C
800 PHILLIPS ROAD
WEBSTER NY 14580
UNITED STATES

00-01-C7 (hex) Cisco Systems, Inc.


0001C7 (base 16) Cisco Systems, Inc.
170 West Tasman Dr.
San Jose CA 95134
UNITED STATES

58-50-76 (hex) Linear Equipamentos Eletronicos SA


585076 (base 16) Linear Equipamentos Eletronicos SA
Praca Linear 100
Santa Rita do Sapucai MG 37540000
39
BRAZIL
Implementações Ethernet

40
Sinalização Ethernet

41
Codificação Manchester
Codificação Manchester

• Usada em 10BaseT
• Cada bit possui uma transição. (bit 1 – alto/baixo, bit 0 – baixo/alto
• Permite que os relógios nos nós de transmissão e de recepção possam
sincronizar um com o outro
• Não é necessário relógio global centralizado entre os nós!
• Ei, isso é coisa de camada física!
42
Serviço não confiável, sem conexão

• Sem conexão: não ocorre conexão entre o adaptador transmissor e o


receptor.

• Não confiável: adaptador receptor não envia ACKs ou nacks para o


adaptador transmissor
• O fluxo de datagramas que passa para a camada de rede pode deixar
lacunas
• Lacunas serão preenchidas se a aplicação estiver usando TCP.
• Caso contrário, a aplicação verá as lacunas

43
Ethernet usa CSMA/CD

• Sem slots

• Adaptador não transmite se ele detectar algum outro adaptador


transmitindo, isto é, carrier sense

• O adaptador transmissor aborta quando detecta outro adaptador


transmitindo, isto é, collision detection

• Antes de tentar uma retransmissão, o adaptador espera um período


aleatório, isto é, random access

44
10Base5

45
10Base2

46
10BaseT

47
10BaseF

48
Ethernet com Bridge

49
Ethernet Comutada (Switched)

50
Fast Ethernet 100BaseT ou 802.3u

51
Fast Ethernet 100BaseT ou 802.3u
Tempo de transmissão de bit de 100 para 10ns
Cabos coaxiais foram abolidos

100Base-T4: PT categoria 3, 4 pares de fios, um equipamento


=> hub, outro hub => equipamento. Os outros dois pares são
orientados no sentido da transmissão.

Cada par suporta 25 MHZ. Não é usado Manchester e sim uma


codificação com três valores para cada par, ou seja, podemos
mandar 3 (pares) * 3 valores = 9 => 27 símbolos.

Os 27 símbolos geram 4 bits com redundância. Half Duplex


100Base-TX: PT categoria 5, suporta 125 MHZ, usa dois pares
e codificação binária 4B/5B, a cada 5 bits transmite 4, outras
combinações podem ser usadas para controle. Full Duplex
100BaseFX os filamentos multímodo ligados a switchs e não a
hubs. Full Duplex 52
Codificação Fast Ethernet

53
Sinalização Fast Ethernet

54
Gigabit Ethernet ou 802.3z

56
Gigabit Ethernet

• Usa o formato do quadro do Ethernet padrão


• Permite enlaces ponto-a-ponto e canais de múltiplo acesso
compartilhados
• No modo compartilhado, o CSMA/CD é usado; exige pequenas distâncias
entre os nós para ser eficiente
• Usa hubs, chamados aqui de Distribuidores com Armazenagem “Buffered
Distributors”
• Full-Duplex a 1 Gbps para enlaces ponto-a-ponto
• 10 Gbps agora!

57
Codificação Gigabit Ethernet

58
Sinalização Gigabit Ethernet

59
Resumo 10 Gigabit Ethernet

60
Hubs

Hubs são essencialmente repetidores de camada física:


• Bits que chegam de um enlace se propagam para todos os outros enlaces
com a mesma taxa.
• Não possuem armazenagem de quadros
• Não há CSMA/CD no hub: adaptadores detectam colisões
• Provê funcionalidade de gerenciamento de rede.

61
Interconexão com hubs
• Hub de backbone interconecta segmentos de LAN
• Estende a distância máxima entre os nós
• Mas domínios de colisão individuais tornam-se um único e grande
domínio de colisão
• Não pode interconectar 10BaseT e 100BaseT

62
Switch

• Dispositivo de camada de enlace


• Armazena e encaminha quadros Ethernet
• Examina o cabeçalho do quadro e seletivamente encaminha o quadro
baseado no endereço MAC de destino
• Quando um quadro está para ser encaminhado no segmento, usa
CSMA/CD para acessar o segmento
• Transparente
• Hospedeiros são inconscientes da presença dos switches
• Plug-and-play, self-learning (auto-aprendizado)
• Switches não precisam ser configurados

63
Switch

64
Lan sem fios – Bandas ISM

65
Lan sem fios - Serviços Básicos

66
Lan sem fios - Serviços Estendidos

67
Camadas do 802.11

68
CSMA/CA

69
CSMA/CA – janela de contenção

70
CSMA/CA e NAV

71
Intervalos de Repetição

72
Formato de quadros

73
Endereços MAC

74
Subcampos do campo CQ

75
Especificações

76