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GEOLOGIA DO

PETRÓLEO
Mestrado em Engª Geológica - Georrecursos

Parte I
(Responsável: José Carlos Kullberg)
O que é a Geologia do Petróleo?

É uma área técnico-científica que abarca


uma série de disciplinas-base da Geologia,
aplicada à pesquisa e prospecção de
hidrocarbonetos – petróleo e gás natural.
Ex: Estratigrafia, Sedimentologia, Petrologia
Sedimentar, Geologia Estrutural, Tectónica,
Geofísica, ...
in F. K. North, 1990
O que é o petróleo?
Qualquer mistura natural constituída essencialmente por
hidrocarbonetos, que se pode apresentar no estado sólido, líquido
ou gasoso a PTN.
• A composição é variável, partindo da relação atómica essencial-
mente da série dos hidrocarbonetos parafínicos normais (Cn H2n+2):
• Gás natural: 1 a 4 átomos de C (C H4 – metano a C4 H10 - butano) são
gasosos (baixo peso molecular e baixa viscosidade);
• Petróleo líquido (ou petróleo bruto): formado por 5 a 15 átomos de C
(C5 H12 a C15 H32) (progressivamente com maior peso molecular e mais
viscosos);
• Asfaltos e betumes: + de 15 átomos de C. São misturas de elevado
peso molecular, principalmente sólidos que correspondem a petróleos
brutos originalmente líquidos que foram biodegradados, oxidados,
lexiviados ou que, por qualquer outro processo, perderam os
componentes mais leves.
Principais preocupações nos estudos da
Geologia do Petróleo:
Conhecimento e avaliação de:
1. Fonte, rocha-mãe ou rocha geradora
(source, source rock)
2. Reservatório ou armazém (reservoir)
3. Migração (migration)
4. Selo (seal)
5. Armadilha (trap)
6. Tempo (time)
7. Maturação (maturation)
Onde/como é gerado? 1

Em bacias sedimentares, a partir de matéria


orgânica acumulada juntamente com os
sedimentos inorgânicos, em ambientes
anóxicos.
1 Começa: acumulação em lagos ou
outros ambientes aquosos com deficiência 2
de circulação da massa líquida;
2 Passa por: a matéria orgânica
transforma-se por reacções químicas
inorgânicas e ataque de bactérias. Resulta
algum gás e a formação de querogénio 3
(material rico em hidrocarbonetos sólidos);
3 Termina: subsidência e transformação
do querogénio em hidrocarbonetos mais
leves por aumento da temperatura.
Onde/como é gerado?
Onde/como é gerado?

… mas, independentemente da rocha


onde é gerado (rocha-mãe), encontra-se
quase SEMPRE noutra rocha, a rocha–
armazém, com características de
porosidade e permeabilidade favoráveis
para a sua acumulação num
reservatório prospectável.
Onde/como é gerado?

A avaliação de uma fonte utiliza métodos


geoquímicos para quantificar a natureza de
rochas ricas em matéria orgânica que
contenham os percursores dos
hidrocarbonetos, de tal forma que possa ser
conhecido o tipo e qualidade de
hidrocarbonetos expelidos da rocha-mãe ou
fonte
Onde/como é gerado?
Exemplos de rochas-mãe ou rochas-geradoras (deve
conter mais de 0,5%-1% de carbono orgânico, em
geral não ultrapassando os 10%):
Rochas clásticas finas – xistos betuminosos
Carbonatos – calcários e margas betuminosas

Exemplos de rocha- armazém ou reservatório:


Rochas clásticas mais grosseiras – arenitos
Carbonatos de alta energia e calcários recifais,
muitas vezes fracturados.
Carcterísticas de uma boa rocha-
armazém
Ser muito porosa e muito permeável:
Arenitos vs argilitos

Num nível mais simples e inicial da prospecção são


calculados:
1) os volumes in situ dos hidrocarbonetos para
se conhecer a dimensão do reservatório e
2) a sua permeabilidade, para se saber se é
fácil, ou não a sua extração da rocha-armazém.
Como é que os hidrocarbonetos migram
da rocha-mãe para o reservatório?

Flutuabilidade (buoyancy) e migração vertical, de baixo


para cima.

A flutuabilidade é o mecanismo que permite a migração


do petróleo para zonas mais superficiais e o limite da
migração vertical é o que define a fronteira entre o
reservatório e o selo.

A migração ascendente dos hidrocarbonetos através


de poros das rochas sedimentares preenchidos por
água é impulsionada pela “Força de flutuabilidade”
Como é que os hidrocarbonetos migram
da rocha-mãe para o reservatório?
p = densidade do petróleo
(~0.7-0.8)
w = densidade da água (~1.01-1.10)

Força de Flutuabilidade = h • g • (w-p)

h
h = dimensão da coluna vertical
de petróleo ~ 0.3 para o petróleo

g = aceleração da gravidade
Como é que os hidrocarbonetos migram
da rocha-mãe para o reservatório?
A passagem de um fluido imiscível pelos estrangulamentos de poros é limitada
pela “Força de resistência capilar” ou "pressão capilar“, inerente à interação
entre os fluidos e os estrangulamentos dos poros
Como é que os hidrocarbonetos migram
da rocha-mãe para o reservatório?
Parâmetros físicos relacionados com os fluidos e a rocha porosa:

 = tensão superficial (medida da imiscibi-  = molhabilidade ou ângulo de


lidade entre dois líquidos, devido à coesão contacto. É a tendência que um
das moléculas). Se os hidrocarbonetos líquido tem de se espalhar ou aderir
fossem solúveis em água, este valor seria a uma superfície sólida. Depende da
zero, e a Resistência também. rocha e da quantidade de fluido
(geralmente a água) que nela existe.
gás > óleos leves> óleos pesados Em geral é tão pequeno que o
cosseno é em geral próximo de 1.
 diminui com o aumento da temperatura.
Água
 Óleo
Rocha
Como é que os hidrocarbonetos migram
da rocha-mãe para o reservatório?
Parâmetros físicos relacionados com os fluidos e a rocha porosa:

2•  • cos 
Resistência =
rt

rt = raio do estrangulamento dos poros


(quanto menor for o raio do estrangulamento,
maior será a Resistência).
Como é que os hidrocarbonetos migram
da rocha-mãe para o reservatório?
Importância do arranjo espacial dos grãos (textura) na Resistência
dos poros à migração
Como é que os hidrocarbonetos migram da rocha-mãe
para o reservatório?

Petróleo
Petróleo leve
Gás
Água

in Berg, 1975
Como é que os hidrocarbonetos migram
da rocha-mãe para o reservatório?
1) A ascenção de hidrocarbonetos continuará até que a força
exercida pela sua coluna exceda a resistência dos poros
ao seu percurso;
2) Um horizonte com estrangulamentos suficientemente pequenos
de forma a gerar uma resistência maior do que a
flutuabilidade dos hidrocarbonetos, constitui um selo;
3) Há um limite para extensão vertical (h) da coluna de
hidrocarbonetos que cada dada rocha selante é capaz de
suportar;
4) Uma rocha com estrangulamentos de poros maiores do que os
das argilas (p.ex.: siltes) para constituir um selo para uma
acumulação de hidrocarbonetos com uma extensão
vertical (h) relativamente pequena;
5) A migração em rochas com poros maiores deixa “para trás”
menor quantidade de hidrocarbonetos do que rochas com
poros mais pequenos;
6) A migração de uma coluna de hidrocarbonetos está limitada à
geração de hidrocarbonetos na base, porque a separação
da base relativamente à fonte inibe o aumento de h e,
assim, da força de flutuoabilidade
Normalmente diz-se que os arenitos constituem reservatórios e as argilas selos,
mas os pontos anterior sugerem que:
• mesmo uma rocha com boa porosidade pode ser um selo para uma pequena
coluna de hidrocarbonetos (2 e 4) e,
• mesmo o melhor selo siliciclástico (de argila muito fina) poderá não ser um selo
para uma grande coluna de hidrocarbonetos (1 e 3).
Características de uma boa rocha-
armazém
Ser muito porosa e muito permeável
Arenitos vs argilitos

Mas, para haver um jazigo de hidrocarbonetos têm de


estar seladas por uma rocha que constitua uma
barreira de permeabilidade (rocha selante).
Características de uma boa rocha-
armazém
Ser muito porosa e muito permeável
Arenitos vs argilitos

Mas, para haver um jazigo de hidrocarbonetos têm de


estar seladas por uma rocha que constitua uma
barreira de permeabilidade (rocha selante).
Principais preocupações nos estudos da
Geologia do Petróleo:
Conhecimento e avaliação de:
1. Fonte, rocha-mãe ou rocha geradora
(source, source rock)
2. Reservatório ou armazém (reservoir)
3. Migração (migration)
4. Selo (seal)
5. Armadilha (trap)
6. Tempo (time)
7. Maturação (maturation)
Armadilhas de hidrocarbonetos

Armadilhas estratigráficas

Armadilhas estruturais
Estruturais (1):
Estruturais (2):
Estruturais (3):
Estruturais (4):
Estruturais - exemplos
Estruturais - exemplos
Estruturais - exemplos
Estruturais - exemplos
Análise da Subsidência - backstripping

Objectivo:
• analisar a história da subsidência de uma
bacia através da modelação do processo
deposicional recuando progressivamente
no tempo.
Análise da Subsidência - backstripping

Âmbito / aplicabilidade:
• em princípio pode aplicar-se a qualquer bacia sedimentar, formada nos
diferentes contextos tectónicos;

• no entanto, é mais frequentemente utilizada em bacias extensionais,


onde é utilizada para determinar a quantidade de estiramento litosférico a
partir das taxas de subsidência sin- e pós-rift. (Sclater & Christie, 1980);

• esta informação é útil para o conhecimento da evolução geotérmica da


bacia, importante para o conhecimento da evolução de eventuais
perturbações no processo de maturação dos hidrocarbonetos;

• é também útil para a previsão de paleobatimetria e paleotopografia de


uma bacia
Análise da Subsidência - backstripping

No que consiste?
• primeiro, na remoção das unidades estratigráficas, em “tiras”, das mais
recentes para as mais antigas (de cima para baixo) (daí o “back” – para
trás – e o “stripping” – em fatias);

• segundo, fazer correcções relacionadas com a compacção dos


sedimentos à medida que a enterramento vai progredindo a subsidência
aumentando, como resposta isostática à medida que aumenta a carga
dos sedimentos na litosfera; a resposta isostática à progressiva carga
dos sedimentos é normalmente calculada assumindo o modelo isóstático
de Airy (para 1D);

• depois, efectuar estimativas paleobatimétricas de forma a constranger


parâmetros relacionados com os ambientes deposicionais e respectivas
colunas de água sobre os sedimentos.
Análise da Subsidência - backstripping
No que consiste?
• mais recentemente estão a ser também utilizados modelos 2D e 3D de
backstripping, mais realistas, embora mais complexos.

E no que diferem do modelo 1D?


• no 1D a compensação isostática da carga é feita localmente, apenas
considerando a vertical da sondagem e a sua posição relativa aos soco;

• nos modelos 2 e 3D é utilizado um modelo flexural da litosfera, logo


atende a um efeito regional da carga ao nível da litosfera.
Análise da Subsidência - backstripping
Qual / Quais o(s) modelo(s) litosférico(s)?

(a) Modelo de
estiramento, por
cisalhamento puro
(de McKenzie,
1978)
Análise da Subsidência - backstripping
Qual / Quais o(s) modelo(s) litosférico(s)?
(b) Modelo de estiramento, por cisalhamento simples
(de Wernicke, 1981)
Análise da Subsidência - backstripping
Qual / Quais o(s) modelo(s) litosférico(s)?
(b) Modelo de estiramento, por cisalhamento simples
(de Wernicke, 1981)
Sobral - 1
(255 m)
0
Análise da Subsidência 70
138
Lourinh‹
Amaral
Tith.

Parâmetros que intervêm: Kimm.


Abadia

1) Escala do tempo

O rigor da escala do tempo utilizada é determinante 1190


Montejunto Upp.
para se efectuar o backstripping numa sondagem 1350 Cabaços Oxf.
1438
(1D) (pode ser de origem radiométrica ou Call.
1595
paleontológica);
Bath.
Estas podem fazer variar muito as taxas de
1935
subsidência; Baj.

Pouco há a fazer excepto termos o cuidado de 2230


Pliensb.
2365
verificar qual a origem da informação quando se 2480
Coimbra D
Dagorda
comparar, por exemplo, taxas de subsidência em 2598
diferentes bacias.
2947
Análise da Subsidência
Parâmetros que intervêm:
2) Escala paleobatimétrica

A precisão destas escalas podem ainda ser mais


problemáticas do que na escolha da escala do tempo;
É normalmente baseada nas espécies indicativas de
profundidades dos ambientes marinhos; é mais complexo
quando se trabalha com ambientes continentais;
Conhecimento das curvas eustáticas globais (e regionais)
Análise da Subsidência
2) Escala paleobatimétrica

exemplo (Ingle, 1980)


Análise da Subsidência
Parâmetros que intervêm:
3) Correcção da compactação

A maioria dos métodos baseia-se em curvas empíricas


derivadas de relações porosidade-profundidade para uma
grande variedade de litologias;
A maioria dos problemas que podem ocorrer são podem
estar relacionados com efeitos de sobre-pressão na coluna
litológica, informação dispersa dos dados, últimos estádios
da diagénese e uma dependência, muito sensível, nos tipos
litológicos exactos.
3) Correcção da
compactação

Porosidade vs profundi-
dade em diversas
litologias, assumindo
uma cimentação precoce
(linhas a tracejado) ou
que a todas as modifi-
cações foram devidas a a
simples compactação
(linhas a cheio)

(Bond et al., 1983)


Análise da Subsidência
Parâmetros que intervêm:
4) Variações do nível do mar - curva eustática

Modificações do nível do mar podem levar, se não forem levados em


consideração, ao erro no cálculo da história de subsdência de uma
bacia; isto porque o nível do mar é sempre o datum a partir do qual a
subsdência é calculada.
Se subir, o registo sedimentar irá indicar um aumento na
profundidade de água em que os sedimentos se formaram. Isto pode
ser confundido com uma aumento da subsidência da bacia;
O contrário também é válido. Ou seja, um aumento de
profundidade indicado pelas fácies dos sedimentos pode ser apenas
devido ao aumento da subsidência sem variação do nível estático!
4) Variações do nível
do mar - curva eustá-
tica (a curva de Haq e
Vail)

Curva de Haq et al. (1987)


aqui apenas representada
para o Cenozóico
Miller et al., 1998
Etapas para a recons-
tituição de uma bacia

1) Acumulação de sedi-
mentos (“Geohistória”)
Projecção dos sedimentos
acumulados ao longo do
tempo (T0 – T4). Aqui
utiliza-se a espessura
medida, actual, dos
sedimentos. Uma vez que
se considera, no exemplo,
uma espessura igual em
cada intervalo de tempo, a
taxa de acumulação de
sedimentos é linear.
Etapas para a recons-
tituição de uma bacia

2) Compactação

Os sedimentos compactam após


a deposição. Desta forma, a sua
espessura original é maior do a
actualmente medida
Etapas para a recons-
tituição de uma bacia

3) Paleobatimetria

A curva de subsidência final


incorpora modificações nas paleo-
profundidades. O modelo assume
que a bacia enche sempre até ao
nível do mar – o nosso datum.
Etapas para a recons- 3) Paleobatimetria
tituição de uma bacia e síntese
Análise da Subsidência
Curvas de subsidência: a importância do conhecimento da
bacia sedimentar – as unidades litostratigráficas e as idades
Análise da Subsidência
Curvas de subsidência: a importância do conhecimento da
bacia sedimentar – as unidades litostratigráficas e as idades
Análise da Subsidência 0
14A - 1
(-43 m)
43
Curvas de subsidência (Bacia Lusitaniana)
Alcobaa Kimm.

334

Montejunto
(= C. Mondego) Upp.
Oxf.

Upp.
Oxf.

1182 ?

Aal.
1570 ?

Toar.
2090 Upp.
Dom.

2376 Loth.?
Coimbra C
2527
Dagorda

2830
Análise da Subsidência 0
Campelos - 1
(70 m)

Curvas de subsidência (Bacia Lusitaniana)


Lourinh‹

838
Amaral
977

Abadia

1804

Montejunto

2380

Cabaços

2769
Dog?
2940
Brenha Lias?
3152
Coimbra D
3377
Dagorda
3590
Análise da Subsidência
Curvas de subsidência: a importância do conhecimento da
bacia sedimentar – os eventos a ela associados
F. Torres Vedras
Falha da Nazaré
-Montejunto-Arrife
Tectónica/ Eventos Geometria
M.a. Sector sul Sector central Sector norte Ambientes Eustatismo geodinâmicos e cinemática
Magmatismo
66
Turon/Senon Gr. Aveiro
92 ?
Cenomaniano 96
Albiano 108
fluvial
Aptiano breakup unconformity
(Sul F. Nazaré)
113
Barr./Haut. N
121 litoral ?
Valanginiano
128
(estuário) diapirismo ?
Berriasiano underplatting

134 planície
inversão
N
Titoniano aluvial/deltaica
140 talude
Kimmeridg. submarino
rift
shouldering
145
Oxfordiano (lacustre)
152 inversão
Caloviano aceleração da subsidência
(basin starvation)
157 plataforma N
Batoniano carbonatada
165
Bajociano
171
Aaleniano
179 instabilidade
tectónica
Toarciano rampa
186 carbonatada
Domeriano homoclinal
188
Carixiano
194 (1as amonites) ? ?
Sinemuriano lacustre N
201 (sabkha)
Hetangiano 1ª fase de
210 ? ? ? rifting
Keuper fluvial
Soco ~230
Quadro das unidades litostratigráficas adaptado de GPEP (1986), R. ROCHA et al. (1996), E. RASMUSSEN et al. (1998) e J. REY (1999). uplift/subsidência
Curva eustática (de 2ª ordem) de B. HAQ et al. (1998) subida/descida eustática
magmatismo no interior/exterior da bacia
Campelos - 1

Análise da Subsidência 0
(70 m)

Modelo de temperatura (1D) Lourinh‹

838
Amaral
977

Abadia

1804

Montejunto

2380

Cabaços

2769
Dog?
2940
Brenha Lias?
3152
Coimbra D
3377
Dagorda
3590
Análise da Subsidência
Modelo de temperatura (2D)
Análise da Subsidência
Modelo de maturação (1D)
Análise da Subsidência
Modelo de maturação (2D)
Análise da Subsidência - backstripping
Principais preocupações nos estudos da
Geologia do Petróleo:
Conhecimento e avaliação de:
1. Fonte, rocha-mãe ou rocha geradora
(source, source rock)
2. Reservatório ou armazém (reservoir)
3. Migração (migration)
4. Selo (seal)
5. Armadilha (trap)
6. Tempo (time)
7. Maturação (maturation)
FIM DA 1ª PARTE