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Ministério da Educação 
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior 
Diretoria de Avaliação 
11.arte@capes.gov.br 

COMUNICADO no 001/2012 – ÁREA DE ARTES E MÚSICA 
ATUALIZAÇÃO DO WEBQUALIS DA ÁREA 
 
Brasília, 01 de Fevereiro de 2012
 
 
A área de Artes/Musica não tem tradição de indexação e, portanto, não se vale de índices 
de  impacto  para  qualificar  seus  periódicos.  Essa  avaliação  tem  sido  realizada  por  comissões 
formadas  por,  no  mínimo,  dois  especialistas  da  área  do  periódico.  A  avaliação  é,  sobretudo, 
qualitativa, de acordo com o consenso da comissão e segue também critérios de mérito, além de 
examinar o atendimento aos parâmetros gerais de edição a seguir relacionados: a) existência de 
editor responsável, conselho editorial (com afiliação institucional de seus membros), b) ISSN, para 
impresso  ou  específico  pra  publicação  eletrônica;  c)  linha  editorial,  d)  normas  de  submissão,  e) 
avaliação  por  pares,  f)  afiliação  institucional  de  autores  expressa  no  sumário  do  periódico,  g) 
resumo, palavras‐chaves, títulos e sumário em português e em inglês, h) disponibilização on‐line 
para toda a série, de modo a garantir o acesso e a preservação de seus números, i) periodicidade 
mínima semestral, recomendável para área de Artes/Música por ser indicadora de fluxo contínuo 
da produção científica.   
  
Os  periódicos  novos  somente  serão  avaliados  após  a  publicação  do  terceiro  número.  Os 
periódicos  de  programas  de  pós‐graduação  stricto  sensu,  sociedades  científicas,  instituições 
profissionais e de pesquisa, e aqueles publicados por editoras com trabalhos relevantes na área de 
Artes/Música, ou dirigidos predominantemente a ela, serão classificados em estratos superiores se 
atenderem  aos  critérios  supracitados.  No  mesmo  espírito  e  em  consonância  com  os  critérios  de 
qualificação  internacionais  estabelecidos  para  outras  áreas  de  humanidades,  para  os  próximos 
triênios recomenda‐se que os periódicos procurem ser admitidos nas bases de dados, a exemplo 
do Scielo, LatinIndex, Arts & Humanities Citation Índex, dentre as mais importantes para a área. De 
todo  modo,  os  periódicos  da  área  de  Artes/Música  que  participem  de  bases  de  dados  de 
reconhecida importância para a área, serão classificados como A1, desde que atendam a todos os 
critérios quali‐quantitativos estabelecidos acima.   
  
Os  periódicos  que  atenderem  aos  aspectos  anteriores  serão  avaliados  quanto  a  seu 
conteúdo, em relação às seguintes características:   
  
 Caráter  científico:  publicação  predominante  de  artigos  originais  resultantes  de  pesquisa 
significativa para a área do periódico e que implique em problematização científica. Artigos 
de  revisão  (bibliográfica),  resenhas  e  entrevistas  podem  ser  publicados,  mas  não  são 
considerados como artigos originais;  
 
 Representatividade  do  Conselho  editorial:  estabelecida  pela  diversidade  de  sua 
composição (nacional e internacional);  
 
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 Importância para o desenvolvimento da área: os artigos publicados devem contribuir para 
o fortalecimento das linhas de pesquisa dos programas da área.   
  
Revistas,  jornais  de  cultura,  suplementos  literários  e  outros  veículos  de  edição,  por  não 
atenderem  aos  parâmetros  gerais  de  edição  acima  apresentados,  não  serão  considerados 
periódicos científicos, portanto não serão avaliados.  
  
A classificação dos periódicos considera a pontuação referente aos estratos A1, A2, B1, B2, 
B3, B4, B5, e é realizada a partir de perfis e critérios comuns ao Colégio das Humanidades do CTC‐
ES da Capes, adaptados à trajetória da área de Artes/Música. Aqueles considerados impróprios por 
não atenderem aos parâmetros recomendados terão classificação C e não receberão pontuação.   
  
São considerados requisitos formais mínimos de cada estrato:  
 
ESTRATO  PESO  CRITÉRIOS 
Impróprios (Publicações não consideradas como periódicos científicos pela área de 
C  0 
Artes/Música).   
Publicações reconhecidas pela área, seriadas e arbitradas e dirigidas à comunidade 
acadêmico‐científica,  que  atendam  às  normas  da  ABNT  ou  equivalente  (no 
exterior),  tenham  difusão  e  acessibilidade  on  line,  circulação  regional  da  versão 
B5  10 
impressa,  quando  for  o  caso;  apresentem  regularidade  na  publicação  e  possuam 
conselho  editorial  e  corpo  de  revisores  constituídos  por  pesquisadores  nacionais 
de mais de uma instituição.   
Publicações reconhecidas pela área, seriadas e arbitradas e dirigidas à comunidade 
acadêmico‐científica,  que  atendam  às  normas  da  ABNT  ou  equivalente  (no 
exterior),  tenham  difusão  e  acessibilidade  on  line,  circulação  regional  da  versão 
impressa,  quando  for  o  caso;  apresentem  regularidade  na  publicação  e  possuam 
B4  30 
conselho  editorial  e  corpo  de  revisores  constituídos  por  pesquisadores  nacionais 
de  diferentes  instituições.  Devem  garantir  ampla  diversidade  institucional  dos 
autores: pelo menos 20% deles devem pertencer a instituições diferentes daquela 
que edita o periódico, nos casos de periódicos de PPG.   
Publicações reconhecidas pela área, seriadas e arbitradas e dirigidas à comunidade 
acadêmico‐científica,  que  atendam  às  normas  da  ABNT  ou  equivalente  (no 
exterior),  tenham  difusão  e  acessibilidade  on  line,  circulação  regional  da  versão 
    impressa,  quando  for  o  caso;  apresentem  regularidade  na  publicação  e  possuam 
B3  40  conselho  editorial  e  corpo  de  revisores  constituídos  por  pesquisadores  nacionais 
de  diferentes  instituições.  Devem  garantir  ampla  diversidade  institucional  dos 
autores:  pelo  menos  30%  deles  devem  pertencer  a  duas  instituições  diferentes 
daquela que edita o periódico, nos casos de periódicos de PPG.  
Publicações reconhecidas pela área, seriadas e arbitradas e dirigidas à comunidade 
B2  60  acadêmico‐científica,  que  atendam  às  normas  da  ABNT  ou  equivalente  (no 
exterior),  tenham  difusão  e  acessibilidade  on  line,  circulação  regional  da  versão 
 
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impressa,  quando  for  o  caso;  apresentem  periodicidade  mínima  de  2  números 


anuais e regularidade na publicação, além de  possuírem conselho editorial e corpo 
de  revisores  constituídos  por  pesquisadores  nacionais  de  diferentes  instituições.  
Devem garantir ampla diversidade institucional dos autores: pelo menos 45% deles 
devem pertencer a duas instituições diferentes daquela que edita o periódico, nos 
casos de periódicos de PPG.  
Publicações reconhecidas pela área, seriadas e arbitradas e dirigidas à comunidade 
acadêmico‐científica,  que  atendam  às  normas  da  ABNT  ou  equivalente  (no 
exterior),  tenham  difusão  e  acessibilidade  on  line,  circulação  regional  da  versão 
impressa,  quando  for  o  caso;  apresentem  periodicidade  mínima  de  2  números 
B1  70  anuais e regularidade na publicação, além de  possuírem conselho editorial e corpo 
de  revisores  constituídos  por  pesquisadores  nacionais  de  diferentes  instituições. 
Devem garantir ampla diversidade institucional dos autores: pelo menos 50% deles 
devem pertencer a três instituições diferentes daquela que edita o periódico, nos 
casos de periódicos de PPG.   
Publicações reconhecidas pela área, seriadas e arbitradas e dirigidas à comunidade 
acadêmico‐científica,  que  atendam  às  normas  da  ABNT  ou  equivalente  (no 
exterior),  tenham  difusão  e  acessibilidade  on  line,  circulação  regional  da  versão 
impressa,  quando  for  o  caso;  apresentem  periodicidade  mínima  de  2  números 
anuais e regularidade na publicação, além de  possuírem conselho editorial e corpo 
A2  85 
de  revisores  constituídos  por  pesquisadores  nacionais  de  diferentes  instituições. 
Devem garantir ampla diversidade institucional dos autores: pelo menos 60% dos 
artigos  devem  ser  de  três  instituições  diferentes  da  que  edita  o  periódico,  nos 
casos daqueles do PPG. Devem, ainda, publicar 1 artigo ou mais por volume (ano), 
com autores ou co‐autores de instituições estrangeiras reconhecidas.   
Publicações reconhecidas pela área, seriadas e arbitradas e dirigidas à comunidade 
acadêmico‐científica,  que  atendam  às  normas  da  ABNT  ou  equivalente  (no 
exterior),  tenham  difusão  e  acessibilidade  on  line,  circulação  regional  da  versão 
impressa,  quando  for  o  caso;  publiquem  de  12  a  18  artigos  científicos  por  ano; 
apresentem  periodicidade  mínima  de  2  números  anuais  e  regularidade  na 
A1  100  publicação,  além  de    possuírem  conselho  editorial  e  corpo  de  revisores 
constituídos  por  pesquisadores  nacionais  de  diferentes  instituições.  Devem 
garantir ampla diversidade institucional dos autores: pelo menos 70% deles devem 
pertencer a quatro instituições diferentes daquela que edita o periódico, nos casos 
daqueles do PPG. Devem, ainda, publicar 1 artigo ou mais por volume (ano), com 
autores ou co‐autores de instituições estrangeiras reconhecidas.  
 
 
  Referente à avaliação de periódicos de outras áreas, a área de artes observa os seguintes 
critérios:  
  
1. O periódico é inicialmente avaliado com base nos critérios da área de Artes/Música.  
 
 
 
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2. Em  seguida a  classificação  gerada  com  os  critérios  da  Área de  Artes/Música  pode  ser 
confrontada com a classificação gerada pela área do periódico. Quando a classificação 
coincide  a  mesma  é  mantida.  Quando  a  classificação  das  duas  áreas  não  coincide, 
outros  critérios  são  observados,  a  saber:  (partindo  quase  sempre  do  teto  B1  para  a 
classificação):  2.1‐  Se  o  conceito  da  área  do  periódico  é  um  estrato  abaixo  ou  um 
estrato  acima  da  área  de  Artes/Música,  adota‐se  a  classificação  da  área  do  periódico 
(Neste caso preserva‐se o conceito da área de origem). 2.2 ‐ Se o conceito da área do 
periódico está a dois ou mais estratos abaixo da classificação da Área de Artes/Música, 
considera‐se  a  avaliação  da  área  do  periódico  para  classificá‐lo  no  estrato 
imediatamente acima do estrato de sua área de origem. 2.3 ‐ Se o conceito da área do 
periódico está a dois ou mais estratos acima da classificação da Área de Artes/Música, 
pode‐se  partir  da  classificação  da  Área  do  periódico  e  classificá‐lo  no  estrato 
imediatamente acima do estrato da classificação da Área de Artes/Música.  
 
  
É  necessário  ressaltar  que  o  Qualis  Periódico  será  um  só  para  todo  o  triênio.  Portanto, 
somente após 2012 é que teremos o Qualis definitivo da Área de Artes/Música, o qual servirá de 
base para avaliação trienal 2010/2012.  
  
 
 
Participaram dessa Comissão:  
Elisabeth Lucas  
Sonia Ray  
Maria do Carmo Freitas Veneroso  
Rosana Horio Monteiro  
Ana Maria Bulhões de Carvalho  
Luiz Fernando Ramos  
Antonia Pereira Bezerra  
Milton Terumitsu Sogabe  

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