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C N

CIÊNCIAS DA
NATUREZA

U.T.I.nica de Imersão
Unidade Téc
2
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Direitos desta edição: Hexag Sistema de Ensino. São Paulo, 2018
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Autores
Caco Basileus
Edson Yukishigue Oyama
Eduardo Shibata
Felipe Filatte
Herlan Fellini
Joaquim Matheus Santiago Coelho
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Diretor geral
Herlan Fellini
Coordenador geral
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Responsabilidade editorial
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Diretor editorial
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Revisora
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Pesquisa iconográfica
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Programação visual
Hexag Sistema de Ensino

Editoração eletrônica
Claudio Guilherme da Silva
Eder Carlos Bastos de Lima
Fernando Cruz Botelho de Souza
Matheus Franco da Silveira
Raphael de Souza Motta
Raphael Campos Silva

Projeto gráfico e capa


Raphael Campos Silva

Foto da capa
pixabay (http://pixabay.com)

Impressão e acabamento
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CARO ALUNO

Você está recebendo o primeiro caderno da U.T.I. (Unidade Técnica de Imersão) do Hexag Vestibulares. Este material
tem o objetivo de verificar se você aprendeu os conteúdos estudados nos livros 3 e 4, oferecendo-lhe uma seleção
de questões dissertativas ideais para exercitar suas memória e escrita, já que é fundamental estar sempre pronto a
realizar as provas de 2ª fase dos vestibulares.
Além disso, este material também traz sínteses do que você observou em sala de aula, ajudando-lhe ainda
mais a compreender os itens que, eventualmente, não tenham ficado claros e a relembrar os pontos que foram
esquecidos.
Aproveite para aprimorar seus conhecimentos.

Bons estudos!

Herlan Fellini
BIOLOGIA
Biologia 1 5
Biologia 2 35
Biologia 3 67

FÍSICA
Física 1 97
Física 2 119
Física 3 153

QUÍMICA
Química 1 177
Química 2 195
Química 3 209
U.T.I. 2

Biologia 1
Biomas aquáticos

Ambientes aquáticos
Biociclo marinho ou talassociclo
É o maior de todos os biociclos. Trata-se de um grande ambiente contínuo, bastante homogêneo em função de sua
extensão e, por isso, o conceito de bioma não deve ser aplicado a estes ambientes.
A luz vai sendo absorvida pelos seres autótrofos, as algas, à medida que a luz que penetra na água; assim,
as radiações que mais penetram são azul e violeta. Costuma-se distinguir no mar três regiões em função da pre-
sença da luz:
§§ Eufótica – recebe luz diretamente e, geralmente, chega até 100 m.
§§ Disfótica – recebe luz difusa e pode chegar a 300 m.
§§ Afótica – é a região geralmente abaixo de 300 m, que não recebe luz.

Comunidades aquáticas – classificação dos organismos


§§ Plâncton – Podemos dividir o plâncton de 2 formas: fitoplâncton, constituído por algas representadas, prin-
cipalmente, pelas diatomáceas e pelos dinoflagelados (pirrófitos); e o zooplâncton, constituído por inúmeros
grupos animais pertencentes aos protozoários, filos menores, larvas de crustáceos e de peixes, entre outros
representantes do reino metazoa.
§§ Bentos – comunidade correspondente àqueles seres que vivem no fundo do mar, fixos ou movendo-se no
fundo.
§§ Nécton – comunidade formada pelos animais livre-natantes, representados por peixes, polvos, mamíferos
marinhos e tartarugas, entre outros.

Biociclo dulcícola ou limnociclo


Águas lênticas ou estacionárias

São os ambientes constituídos por águas paradas que, na verdade, estão sendo sempre renovadas. As águas lênti-
cas correspondem desde a uma poça-d’água formada pelas chuvas até a lagoas e grandes lagos.

Águas lóticas ou correntes

Estas águas compreendem os riachos, córregos e rios. Nelas podemos encontrar três regiões distintas: nascente,
curso médio e curso baixo (foz). O curso superior ou nascente é pobre em seres vivos devido à violência das
águas, não ocorre plâncton, podendo ocorrer algas fixas ao fundo, larvas de insetos etc.
§§ De acordo com os nutrientes, podem ser classificados em: eutróficos (alta produtividade, águas ricas
em nutrientes); mesotróficos (ecossistemas que possuem valores intermediários entre um ecossistema
eutófrico e oligotrófico); e ligotrófico (baixa produtividade, águas pobres em nutrientes).
§§ De acordo com a temperatura, podem ser classificados em: epilímnio (águas superficiais, mais quentes
e circulantes, alto teor de oxigênio); termoclino (águas intermediárias, ocorre variação na taxa de oxigênio e
temperatura com a profundidade); e hipolímnio (águas inferiores, águas não circulantes, pobres em oxigênio).

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Ciclos biogeoquímicos
A matéria nos ecossistemas
Todo ser vivo reage com seu ambiente e produz resíduos. A menos que o ambiente possa dispô-los convenientemente
por autodepuração, eles poderão interferir no ciclo vital. Na autodepuração, que é consequência, por exemplo, da
biodegradação da matéria orgânica pelos decompositores, a poluição e seus efeitos diminuem ao longo do rio.

Poluição
É a presença ou introdução, no meio ambiente, de matéria ou energia que altere as suas características físicas,
químicas e biológicas. Pode ser entendida também como a presença de substâncias nocivas à saúde humana, a
outros animais e às plantas, ou que prejudicam o equilíbrio ecológico.

O ciclo da matéria e o fluxo de energia


Nossa biosfera é alvo de um fluxo contínuo de energia, em consequência da qual ocorre uma circulação intermi-
tente dos materiais constituintes da superfície terrestre. A fonte preponderante dessa energia é a radiação solar. O
movimento dos elementos e compostos essenciais à vida pode ser designado como ciclo biogeoquímico.

Os ciclos biogeoquímicos
As relações entre espécies e ambiente físico caracterizam-se por uma constante permuta de elementos, em uma
atividade cíclica, a qual, por compreender aspectos de etapas biológicas, físicas e químicas alternadas, recebe a
denominação geral de ciclo biogeoquímico.
Em um estudo global da biosfera, pode-se reconhecer dois tipos de ciclos biogeoquímicos: os ciclos ga-
sosos e os ciclos sedimentares. No primeiro caso, o reservatório está situado na atmosfera, enquanto que o
segundo localiza-se na crosta terrestre.

O ciclo da água e os seus desdobramentos


Mais conhecido como ciclo hidrológico, ele representa o percurso da água desde a atmosfera, passando por
várias fases, até retornar de novo à atmosfera. Essas fases englobam, basicamente, a precipitação, escoamento
superficial, infiltração, escoamento subterrâneo e a evaporação.

Representação do ciclo hidrológico


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O ciclo do carbono e os seus desdobramentos
O carbono é o elemento essencial na composição da matéria orgânica, sendo, pois, fundamental a sua recirculação
na natureza. Encontra-se disponível, principalmente, no ar atmosférico, na forma de gás carbônico. Esse carbono,
que é utilizado diretamente pelas plantas verdes na construção de matéria orgânica vegetal − fotossíntese –,
deverá ser devolvido ao meio, novamente na forma de gás carbônico, ao final de um ciclo vital, sob pena de dimi-
nuírem progressivamente, na natureza, as fontes primárias do elemento carbono. Assim sendo, a matéria orgânica,
que foi sintetizada pelo vegetal verde, será comida por um animal, o qual, por sua vez, poderá servir de alimento
a outros tipos de animais.
Atualmente, o maior reservatório de carbono é constituído pelos carbonatos existentes nas águas e no
solo. Basicamente, os processos de fotossíntese e respiração celular seriam suficientes para manter as concen-
trações dos compostos de carbono na biosfera, porém, não é bem assim que acontece.
As atividades da sociedade humana moderna exigem cada vez mais a queima de combustíveis fósseis,
o que causa uma diminuição intensa de carbono fixado em seres vivos vegetais e no solo, representados por ma-
deira, carvão e petróleo, respectivamente. Posteriormente, devemos lembrar que a combustão desses compostos
orgânicos libera gás carbônico para a atmosfera, cujas altas concentrações estão associadas ao aumento do efeito
estufa, que pode vir a ser responsável pelo aquecimento da Terra.

Representação da interação entre os ciclos do carbono, água e oxigênio

O ciclo do oxigênio e os seus desdobramentos


Este ciclo representa a quantidade de oxigênio produzido anualmente pela fotossíntese e o consumo no processo
de oxidação do carbono − respiração, através das plantas e dos animais. A oxidação provoca a formação de
gás carbônico, o qual é utilizado no processo de fotossíntese. A fotossíntese consiste na utilização da luz pelos
organismos dotados de clorofila, como fonte de energia, para sintetizar compostos orgânicos, produzindo oxigênio
como subproduto.

O ciclo do nitrogênio e os seus desdobramentos


O nitrogênio proveniente dos componentes celulares dos seres vivos, como os aminoácidos e as bases nitrogena-
das, é decomposto no solo ou nos rios, passando de orgânico a inorgânico, sob a ação das bactérias decompo-
sitoras ou através do sistema de excreção dos próprios organismos superiores. O nitrogênio na forma de nitrato

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é mais utilizável como nutriente pelas plantas verdes, ainda que as outras formas de nitrogênio possam ser usadas
por diferentes organismos, completando a ciclo. O ar está constantemente recebendo nitrogênio devido à ação de
bactérias desnitrificantes, sendo daí continuamente retirado pelas ações das bactérias fixadoras de nitrogênio,
além de algas cianofíceas e reações provocadas pelas descargas elétricas atmosféricas.

Representação do ciclo do nitrogênio

O ciclo do fósforo e os seus desdobramentos


O fósforo é liberado pela decomposição de compostos orgânicos até a forma de fosfatos, passível de ser aprovei-
tado pelos vegetais. Ao contrário do nitrogênio, o grande reservatório de fósforo não é o ar, mas sim as rochas,
formadas em remotas eras geológicas.
A decomposição por fenômenos de erosão gradativamente libera os fosfatos, que entram nos ecossistemas
onde são reciclados. Porém, grande parte desse fósforo vai chegar aos mares e oceanos, onde se perde nos sedi-
mentos mais profundos. Acredita-se que essa parcela sedimentada nos mares volte ao ciclo muito lentamente, não
acompanhando a velocidade das perdas de fósforo que são muito mais intensas.
Atualmente, o homem se preocupa mais com fosfato dissolvido nas águas interiores em função de sua
importância em termos de qualidade. Nesse aspecto, o fósforo tem papel relevante na produtividade aquática
− eutrofização, podendo, como consequência, causar prejuízo à água para fins de abastecimento público.

Representação do ciclo do fósforo

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O ciclo do enxofre os seus desdobramentos
A principal fonte de enxofre para os seres vivos é constituída pelos sulfatos; absorvidos pelas plantas, são incorpo-
rados nas proteínas, portanto, na própria estrutura da matéria viva. Em geral, a água potável não deve ultrapassar
um teor de 250 ppm em SO​2-  ​.  Teores superiores poderiam causar diarreia nas crianças. Os resíduos orgânicos são
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decompostos por bactérias heterotróficas, que libertam H2S utilizando os sulfatos como fonte de energia. Inversa-
mente, outras bactérias reoxidam o H2S em SO​2-  ​,  tornando o enxofre disponível para outros seres vivos.
4

Problemas ambientais
A ação do homem sobre o ambiente
As interferências humanas desordenadas sobre o ambiente podem originar impactos de diversas naturezas.

Impacto da atividade humana sobre os solos


A parte mais alterada do solo é a superior. Uma vez que os agricultores vivem sob pressão econômica para semear
o mais cedo possível, ocorreu a industrialização agrícola com uma consequente e crescente mecanização da la-
voura, que permitiu com que a terra fosse lavrada e gradeada em épocas do ano em que o solo encontra-se muito
úmido e pesado para trabalhar, o que causa a deterioração da estrutura do solo que muda e impede, ao mesmo
tempo, a drenagem, o desenvolvimento de raízes e, portanto, a produtividade.
Com a remoção da cobertura vegetal original, acelera-se o processo erosivo, alterando os pro-
cessos geomorfológicos. Com a intensificação destes processos, podemos falar em desertificação.
Os solos tropicais não são, via de regra, férteis e que a biodiversidade que eles sustentam está associada
a altas e rápidas taxas de decomposição de matéria orgânica pelos seres decompositores e pela absorção e
incorporação vegetal desses nutrientes.
A excessiva irrigação, por outro lado, pode provocar a salinização de certos tipos de solos, como os do
semiárido, tornando-os impróprios para cultivos de interesse econômico, assim como para o desenvolvimento
de uma vegetação natural. Nesses solos, a drenagem é muito rápida, além do que praticamente nenhuma água é
totalmente desprovida de sais, levando a uma concentração salina comprometedora à agricultura tradicional. Isto
impõe desafios criativos de natureza tecnológica para a região.
Destacam-se entre as fontes de poluição do solo aquelas derivadas da atividade humana:
§§ Poluição devida a resíduos sólidos domésticos, hospitalares e industriais;
§§ Poluição devida a resíduos líquidos sanitários e industriais;
§§ Poluição devida à urbanização e ocupação do solo;
§§ Poluição devida à agropecuária extensiva e a acidentes no transporte de cargas.

Impacto da atividade humana sobre a comunidade biológica


Agricultura, urbanização, industrialização, projetos de assentamento (colonização), projetos de desenvolvimento
(estradas, hidroelétricas, usinas nucleares e mineração), extrativismo vegetal, exportação de madeira, produção de
carvão, entre outros, impacta intensamente os habitats, comprometendo diretamente a sustentabilidade da fauna.
A fauna com pequena população natural e habitat muito restrito é particularmente propensa à extinção,
como resultado da atividade humana. Isso pode acelerar um processo natural ou reverter uma tendência natural
− colonização.

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Impacto da atividade humana sobre a atmosfera
Uma vez que a atmosfera é um sistema contínuo e único, pode-se concluir que as mudanças são transmissíveis em
toda sua extensão; assim, uma alteração em pequena escala pode ter consequências globais.
O aumento da concentração de gás carbônico, devido à queima de combustíveis fósseis e desmatamento, é
considerado o responsável pela tendência mundial do aquecimento climático.
Por conseguinte, está associado ao aumento do efeito estufa, e não à sua origem, pois efeito estufa é
uma propriedade que certos corpos têm de serem permeáveis à luminosidade e impermeáveis ao infravermelho
(ondas de calor), como o plástico, o vidro e a atmosfera.
A influência humana sobre o clima é muito difícil de avaliar. Pode-se supor e evidenciar as alterações pro-
vocadas em escala microclimática, por exemplo, à construção de um reservatório de água, e mesoclimática, por
exemplo, a presença de uma grande cidade e a constatação de que ela é uma ilha de calor.

Poluição atmosférica
A atmosfera recebe, anualmente, milhões de toneladas de gases tóxicos, como monóxido de carbono, dióxido de enxo-
fre, óxido de nitrogênio e hidrocarbonetos, além de partículas que ficam em suspensão. As principais fontes geradoras
de poluição atmosférica são os motores dos automóveis, as indústrias (siderúrgicas, fábricas de cimento e papel, refi-
narias etc.), a incineração de lixo doméstico e as queimadas de florestas para expansão da lavoura.
O monóxido de carbono (CO) é um gás incolor, inodoro, um pouco mais leve do que o ar e muito tóxico.
O dióxido de enxofre (SO2) é um gás venenoso, proveniente da queima industrial de combustíveis
como o carvão mineral e o óleo diesel, que tem enxofre como impureza. O dióxido de enxofre, juntamente com
o óxido de nitrogênio, reagindo com vapor d’água na atmosfera, esses óxidos podem formar ácidos sulfúrico e
nítrico, que se precipitam com a umidade e formam as chuvas ácidas.

Inversão térmica
Em certas épocas do ano, principalmente no inverno, pode ocorrer o fenômeno atmosférico denominado in-
versão térmica, causado pela interposição de uma camada de ar quente entre camadas de ar frio em certa
altitude. A camada quente impede a dispersão de poluentes, que ficam aprisionados junto à superfície. Nessas
ocasiões, ocorre grande aumento de casos de irritação das mucosas e problemas respiratórios.

Representação da inversão térmica comparada


ao fluxo normal de gases na atmosfera

Efeito estufa

O principal “vilão” é sem dúvida nenhuma o CO2, uma vez que nos últimos 50 anos a sua concentração atmosférica
aumentou 30%, devido à intensa queima de combustíveis fósseis pelas indústrias e carros de todo o globo.
A maior parte da radiação solar que atinge o solo é reirradiada na forma de radiação infravermelha. O vapor
d’água, o gás carbônico, o metano e outros gases atmosféricos absorvem essas radiações e reirradiam infraver-
melho em todas as direções, inclusive de volta para a superfície terrestre, que se aquece.

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desses

Esquema dos processos de radiação, absorção e reflexão da energia solar na atmosfera

Buraco na camada de ozônio

A camada de ozônio, também chamada de ozonosfera, trata-se de uma das camadas de nossa atmosfera,
que está localizada a cerca de 50 km da superfície do Planeta. É constituída, basicamente, de ozônio (O3), formado
na seguinte reação: O2 + 1/2O2 + ultravioleta → O3; isto quer dizer que na formação do ozônio, as radiações
ultravioleta A e B (UVA / UVB) são consumidas, não atingindo a superfície terrestre, portanto.
A destruição da camada de ozônio é consequência da liberação de gases denominados clorofluorcarbo-
nos (CFC) para a atmosfera. O CFC é inerte, bastante estável, ao chegar na ozonosfera, cataliza a degradação do
ozônio.

Impacto da atividade humana sobre a água doce e oceanos


Os oceanos são fundamentais no processo de controle dos fluxos globais de energia devido principalmente ao
“alto calor específico” da água que retém calor. Representam, desta forma, papel fundamental nos processo cli-
máticos globais, como pode ser exemplificado pelos fenômenos El niño e La niña, que resultam provavelmente do
aquecimento diferenciado de massa de águas oceânicas.
Por outro lado, o papel do fitoplâncton oceânico é fundamental no controle atmosférico do carbono fixando-o a
partir da atmosfera e produzindo 75% do oxigênio atmosférico.
Os oceanos são considerados um excelente depósito de efluentes e resíduos sólidos devido a
sua grande capacidade de autodepuração, que é limitada como de qualquer ambiente.
Como impacto direto da extratividade realizada pelas indústrias geradoras de matérias-primas, podemos citar:
perfurações petrolíferas; extração de enxofre, de areia, de pedregulho, de magnetita, de diamantes, de ouro, de cromita,
de fosfato, de tungstênio e de nódulos de manganês.
Além disso, há o impacto direto na fauna ocasionado pela Indústria pesqueira que não respeitam diversos
pontos das legislações nacional e internacional.

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Poluição das águas
A poluição representa uma ameaça real à qualidade da água, à saúde e ao meio ambiente.
A poluição térmica produzida pela água utilizada no sistema de refrigeração das usinas de energia também reduz
a solubilidade do oxigênio em rios e lagos.

Saneamento básico

O saneamento básico é um dos objetivos da área da saúde pública que lida com o controle ambiental, com a
prevenção e o combate a doenças infecto-contagiosas.

Eutrofização

Quando um corpo de água recebe uma grande quantidade de efluentes com matéria orgânica, dizemos que ele foi
eutrofizado − alimentado. Efluentes são resíduos líquidos de atividades de origem humana, sobretudo domésticos
e industriais.
A partir do lançamento de efluentes orgânicos, basicamente ocorrerá decomposição aeróbica (presença
de O2), que diminuirá a concentração de O2 dissolvido e aumentará a quantidade de nutrientes (nitratos e fosfatos),
favorecendo o crescimento acelerado de algas e plantas aquáticas – floração das águas.
Esse crescimento de algas pode formar na superfície uma barreira à entrada de luz, levando à morte de
outros organismos autótrofos que reduzirá ainda mis as taxas de O2 na água, devido a decomposição, matando
grande parte dos peixes. Essa mortandade de peixes aumenta ainda mais a matéria orgânica. Portanto, segue-se a
decomposição, porém anaeróbica desta vez, que libera novamente nutrientes, acelerando o crescimento de algas,
dando cor, sabor e odor desagradáveis à água, tornando difícil o tratamento para a potabilização.

Maré vermelha

Fenômeno semelhante à eutrofização. Ocorre alteração da cor da água (tons de vermelho) em virtude de presença
de toxinas liberadas no grande crescimento populacional de algas pirrofíceas, em condições específicas.

Bioacumulação: concentração de inseticidas nas cadeias alimentares

Desde a década de 1940, alguns inseticidas do grupo dos organoclorados, principalmente os usados extensiva-
mente nas lavouras devido à sua alta eficiência contra diversos insetos. Absorvido pela pele ou nos alimentos, o
acúmulo de DDT no organismo humano está relacionado com doenças do fígado, como a cirrose e o câncer. O
uso indiscriminado e descontrolado do DDT fez com que o leite humano, em algumas regiões dos EUA, chegasse
a apresentar mais inseticida do que o permitido por lei no leite de vaca. O DDT, além de outros inseticidas e po-
luentes, possui a capacidade de se concentrar em organismos, processo também denominado de magnificação
trófica.

Reaproveitamento dos esgotos

A melhor solução para o problema dos esgotos é seu reaproveitamento. Eles devem ser tratados de modo que os
micro-organismos sejam mortos e as impurezas, eliminadas. A água proveniente de esgotos, uma vez removidas
as impurezas, pode ser reaproveitada. Os resíduos semissólidos, resultantes do tratamento dos esgotos, podem ser
utilizados como fertilizantes, enquanto o gás metano, produzido pela putrefação da matéria orgânica, pode ser
utilizado como combustível.

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Indicadores de qualidade
INFLUÊNCIAS DE ÁREAS URBANA E RURAL NO CLIMA
CLIMA CIDADE CAMPO MOTIVO
Temperatura maior menor Perda mais lenta de energia para a atmosfera
Umidade menor maior Temperatura−vegetação
Chuva mais menos Mais núcleos
Vento mais fraco mais forte Mais obstáculos
Nebulosidade maior menor Mais núcleos
Radiação menor maior Mais nuvens na cidade

Principais problemas ambientais brasileiros


No Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Meio Ambiente, realizado na cidade de Belo Horizonte, em 20 de
outubro de 1999, a Abema – Associação Brasileira de Entidades de Meio Ambiente, definiu os principais problemas
ambientais brasileiros, que fazem parte de suas prioridades de ação. São eles:
1. Escassez de água pelo mau uso, pela contaminação e por mau gerenciamento das bacias hidrográficas;
2. Contaminação de corpos hídricos por esgotos sanitários e por outros resíduos;
3. Degradação dos solos pelo mau uso;
4. Perda de biodiversidade devido ao desmatamento e às queimadas;
5. Degradação da faixa litorânea por ocupação desordenada;
6. Poluição do ar nos grandes centros urbanos.

Tipos de reprodução e ciclos de vida


Reprodução molecular
A reprodução molecular pode ocorrer através da síntese e acúmulo ou duplicação de substâncias (água, enzimas,
DNA, RNA etc.). Implica no aumento do tamanho da célula e pode ser seguida pela reprodução (divisão) celular que,
nos eucariotos, consiste de duas etapas consecutivas, a divisão do núcleo (cariocinese) e do citoplasma (citocinese).

Reprodução celular (divisão celular)


Nos eucariontes, distinguem-se, basicamente, dois tipos de divisão celular, a mitose e a meiose.
O resultado final da mitose é a formação de duas células filhas geneticamente idênticas.
Nos organismos pluricelulares, a mitose adiciona células que levam ao crescimento dos tecidos. Nos orga-
nismos unicelulares, a mitose é classificada de acordo com os tipos de células que origina:

Divisão binária
a) Simples: Divisão de uma célula em duas células filhas com tamanho aproximadamente semelhante.
Ocorre na maioria dos casos.
b) Brotamento: Divisão de uma célula, resultando em duas células de tamanho muito distinto. Ocorre
principalmente nas leveduras (fermentos).

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Divisão múltipla
Divisão de uma célula, simultaneamente, em varias células-filhas.
A meiose uma célula-mãe diploide sofre duas divisões sucessivas, originando quatro células filhas haploides.

Reprodução do Organismo
A reprodução do organismo como um todo consiste na separação e desenvolvimento de unidades reprodutivas
derivadas do organismo parental. Distinguem-se três tipos:
I. vegetativa;
II. espórica;
III. gamética.

A reprodução gamética é classificada em dois tipos básicos quanto a morfologia dos gametas envolvidos:
isogamia e heterogamia.
§§ Isogamia – quando os dois gametas são idênticos morfologicamente. Essa classe envolve, geralmente, ga-
metas móveis.
§§ Heterogamia – quando os dois gametas são distintos morfologicamente. Existem dois tipos de heterogamia:
a) Anisogamia – quando um dos gametas é maior que o outro, não diferindo na forma e presença de flagelos.
b) Oogamia – quando os gametas diferem na forma, sendo um muito pequeno (flagelado ou não) em rela-
ção ao outro, que é sempre imóvel. O gameta feminino, maior é imóvel, e denominado oosfera, enquanto
o masculino, menor, é denominado anterozoide, se flagelado, ou espermácio, se não apresenta flagelo.

Para ultrapassar as incertezas do meio e assegurar a produção de novas gerações, a Natureza adotou nu-
merosas estratégias de reprodução, que podem se agrupar em dois processos básicos: reprodução assexuada
e reprodução sexuada.

Reprodução assexuada
A reprodução assexuada permite a formação de novos indivíduos a partir de um só progenitor, sem que haja a in-
tervenção de células sexuais — os gametas. Deste modo, não há fecundação e, consequentemente, não ocorre
formação do zigoto. Neste tipo de reprodução, os descendentes desenvolvem-se a partir de uma célula ou de
um conjunto de células do progenitor. Logo, todos os indivíduos são geneticamente iguais.
A monotonia que se verifica na descendência é consequência do processo de divisão celular que está na
base da reprodução assexuada — a mitose.
Muitos dos organismos que se reproduzem assexuadamente também o podem fazer sexuadamente, sempre
que as condições do meio forem desfavoráveis. Os seres vivos em que os dois tipos de reprodução alternam perio-
dicamente possuem alternância de gerações no seu ciclo de vida.

Vantagens da reprodução assexuada

§§ P ossibilita que organismos isolados originem descendência, sem necessidade de parceiro;


§§ O rigina uma descendência numerosa, num curto espaço de tempo, o que permite a colonização
rápida de um habitat;
§§ Perpétua, de forma precisa, organismos bem adaptados a ambientes favoráveis e estáveis;
§§ Vantagens econômicas, do ponto de vista da produção vegetal, permitindo selecionar variedades de
plantas e reproduzi-las em grande número, de modo rápido e conservando as características selecionadas.

16
Reprodução assexuada
Desvantagens da reprodução assexuada
Processos mais comuns
§§ A reprodução assexuada não assegura a variabilidade genética, o que pode ser perigosa para a sobrevivên-
cia da espécie.

Reprodução assexuada

Processos
mais comuns

Divisão Multiplicação
Bipartição Gemulação Múltipla vegetativa Partenogénese Esporulação Fragmentação

Reprodução sexuada
Biologicamente, pensar em reprodução sexuada é pensar em fecundação, que é a combinação de material genético
de dois ou mais indivíduos.
Quando os gametas se fundem, o número de cromossomos da célula resultante é o dobro do presente
em cada um dos gametas. A reprodução sexuada implica a alternância regular de dois eventos críticos: meiose e
fecundação. Os tipos de ciclos de vida sexuados podem ser organizados da seguinte forma:

DIPLOBIONTE HAPLOBIONTE HAPLOIDIPLOBIONTE


Fecundação Zigoto Fecundação Fecundação Zigoto
+ Zigoto +
+
2n
2n
2n

2n
2n

Meiose Meiose Meiose


ORGANISMO DIPLONTE ORGANISMO HAPLONTE ORGANISMO HAPLODIPLONTE

Reprodução sexuada e variabilidade


A principal vantagem da reprodução sexuada em relação à assexuada, é o aumento da variabilidade genética da
descendência. Os mecanismos que contribuem para essa variabilidade são:
1. Segregação independente dos cromossomos homólogos
2. Crossing-over
3. Fecundação

17
4. Mutações
A variabilidade genética dos indivíduos de uma população contribui para o seu sucesso evolutivo, uma
vez que, num ambiente em mudança, pelo menos alguns dos membros da população estarão aptos a sobreviver.

Reino fungi
Classificação dos seres vivos
De acordo com a visão clássica de Haeckel, foi formulado o modelo dos cinco reinos de Whitaker (1969), esquema
dominante até o ano 1980. Abaixo a ilustração do modelo proposto por Whitaker:

PLANTAE FUNGI ANIMALIA


Multicelular

Com membrana nuclear -


- complexidade crescente
Unicelular

PROTISTA
Sem membra-
na nuclear

MONERA

Sistema de Whitaker (1969)

Woese separa os seres vivos em três grupos: Eucaria (os eucariontes), Bacteria (as eubacterias) e Archaea
(as arqueobactérias).

Classificação dos grandes grupos de criptógamas


O termo criptógamas (órgãos sexuais ocultos) é usado de forma genérica juntando algas, fungos, briófitas e pte-
ridófitas.

18
Caracterização, biologia e importância dos fungos - introdução
A importância de estudar os fungos
Além de realizarem a decomposição da matéria orgânica juntamente com as bactérias, os fungos são causadores
de diversas doenças que afetam os metazoários.
Desde a antiguidade os fungos são usados pela humanidade, como forma de alimento. Posteriormente,
também na indústria alimentícia, para a produção de cervejas, vinhos, pães e queijos. Mais tarde, descobriram-se
produtos produzidos pelos fungos, como a Penicilina, e com o auxílio da biotecnologia, permitiu-se produzir esses
metabólitos em larga escala, em laboratório.

Morfologia
Os fungos podem ser formados por uma única célula (unicelulares), formando pequenas colônias ou podem ser
formados por muitas células (indivíduos pluricelulares). Os fungos pluricelulares são caracterizados por corpos
sésseis (talo), geralmente constituídos de hifas. As hifas, no geral, podem ser classificadas e apocíticas (com septo)
ou cenocíticas (sem septo). O conjunto de hifas que forma o talo dos fungos é denominado de micélio, o qual é
muito ramificado, compondo, às vezes, corpos macroscópicos complexos, como, por exemplo, os cogumelos. De
acordo com o arranjo das hifas, o micélio pode ser separado em dois tipos: prosênquima (aparência distintamente
filamentosa) e pseudoparênquima (estrutura filamentosa não reconhecida).

Parede celular
O constituinte mais comum da parede celular de fungo é o polissacarídeo quitina, o qual está presente na parede
celular das leveduras (Classe Ascomycetes).

Substância de reserva
O glicogênio é a principal substância de reserva dos fungos.

Reprodução
O ciclo de vida dos fungos é separado em duas etapas: um processo assexuado e um processo sexuado. A reprodu-
ção assexuada tem um papel importante na multiplicação e na dispersão (em um intervalo relativamente pequeno
de tempo, várias gerações são produzidas), e a reprodução sexuada é responsável pela variabilidade genética.
Durante a fase assexuada ocorre a produção de esporos por mitose, esses esporos podem ser móveis
chamados de zoósporos, ou imóveis do tipo aplanósporos (transportados pelo vento) ou conidiósporos (conídias).
Muitos fungos dependem de alterações no ambiente para iniciarem a fase de reprodução sexuada. Na fase sexu-
ada, a produção de esporos se dá através do processo de meiose. Nesse processo, inicialmente, as hifas haploides,
oriundas de micélios diferentes, se aproximam-se e ocorre a fusão do citoplasma (denominado de plasmogamia),
sem que ocorra a fusão dos núcleos. Dessa forma, em um mesmo citoplasma há núcleos haploides, o que caracteri-
za um estágio de dicariótico. Depois de certo tempo acontece a fusão dos núcleos haploides produzindo um núcleo
diploide (cariogamia), o qual entra em meiose produzindo esporos haploides e recomeçando o ciclo.

19
Nutrição e metabolismo
Os fungos são considerados seres heterotróficos, não produzem o próprio alimento, necessitando de materiais
orgânicos já formados. Devido a parede celular, a nutrição é realizada por absorção de nutrientes resultantes do
processo de digestão extracorpórea.
§§ Saprófitas obrigatórios − Fungos que retiram seus nutrientes da matéria orgânica morta, e não são
parasitas.
§§ Parasitas facultativos ou saprófitas facultativos − Fungos que, dependendo das condições do meio,
podem atuar como saprófitos ou parasitas (causado doenças em plantas e animais).
§§ Parasitas obrigatórios − Fungos que dependem de outros seres para viver.
§§ Simbiontes − como as micorrizas (associação mutualística entre fungos e raízes de plantas) e liquens
(associação mutualística entre fungos e algas).

Classificação
O Reino Fungi apresenta as classes Chytridiomycetes, Zygomycetes, Ascomycetes e Basidiomycetes.

Características básicas dos fungos verdadeiros


§§ Eucarióticos.
§§ Parede celular contendo quitina.
§§ Reserva na forma de glicogênio
§§ Nutrição por absorção (sem clorofila e heterotróficos).
§§ Sem tecidos verdadeiros.
§§ Reprodução de esporos meióticos (sexual) e mitóticos (assexual).

Importância dos fungos


Os fungos são de importância vital para a sobrevivência dos ecossistemas e do homem.
§§ Ecologia − São decompositores da matéria orgânica. Em algumas situações geram prejuízos para o ho-
mem, pois são, muitas vezes, a causa do apodrecimento de alimentos e da madeira. Não se pode esquecer
dos líquens, estes são associações entre algas e fungos.
§§ Agricultura − Através de uma associação simbionte mutualística entre fungos e raízes de plantas, chama-
das de micorrizas.
§§ Pecuária e saúde pública − Podem parasitar animais levando a prejuízos na pecuária.
§§ Alimentação do homem − Saccharomyces cerevisiae (levedura, fermento) é muito usado na indústria
alimentícia.
§§ Medicina e ciências − Os fungos são de fundamental importância para o homem, pois fabricam os an-
tibióticos (Penicillium − penicilina). Vale ressaltar, que os antibióticos participam da seleção de linhagens
resistentes de bactérias através do seu uso pela sociedade.

20
Briófitas e pteridófitas
Divisão bryophyta
A Divisão Bryophyta abrange vegetais terrestres morfologicamente simples, denominados popularmente como “mus-
gos” ou “hepáticas”. São indivíduos eucariontes e pluricelulares (apenas as estruturas reprodutivas são unicelulares).

Características básicas

§§ Presença de pigmentos fotossintetizantes como clorofila a e b.


§§ Apresentam parede celular de celulose.
§§ Presença de cutícula.
§§ Substância de reserva: amido.
§§ Ciclo de vida haplodiplobionte (esporófito dependente parcial ou completamente do gametófito).
§§ Reprodução oogâmica.
§§ Esporófito não-ramificado (possui um único esporângio terminal).
§§ Gametângios e esporângios englobados por camadas de células estéreis.
§§ Ausência de vasos condutores.

Ocorrência
O habitat mais comum das briófitas é o ambiente terrestre úmido. São sempre dependentes da água.

Ciclo de vida e morfologia


As briófitas possuem um ciclo de vida haplodiplobionte, exibindo alternância de gerações heteromórficas entre
gametófito verde fotossintetizante independente e esporófito parcialmente ou completamente dependente do
gametófito.

Classificação
Atualmente, briófitas são classificadas pela maioria dos autores em três classes, Hepaticae, Anthocerotae e Musci.
Outros autores abordam essas três classes como divisões, seguindo tendências pautadas no conhecimento da
filogenia desses grupos.

Importância das briófitas


§§ Dentro da ecologia, as briófitas são importantes porque são espécies pioneiras na colonização, instituindo
condições para a disposição posterior de outros indivíduos. Por esse motivo, são plantadas em locais sujeitos
à erosão.
§§ O gênero Sphagnum possui uma grande capacidade de absorver e reter líquidos, por isso é muito utilizado
na horticultura.
§§ A turfa, usada como combustível é originária da deposição de Sphagnum em lagos de ascendência glacial
no hemisfério norte. A turfa também é usada na destilação do uísque escocês, o que fornece a essa bebida
seu aroma característico.

21
Introdução às plantas vasculares
As traqueófitas são plantas que possuem tecidos vasculares que realizam o transporte de água, sais minerais e
outras substâncias através do corpo do vegetal; estão nesse grupo as pteridófitas, gimnospermas e angiospermas.

Pteridófitas
Características básicas
Divisão psilophyta

§§ Caule vascularizado e fotossintetizante.


§§ Ausência de folhas.
§§ Ausência de raízes (presença de rizoides unicelulares).
§§ Esporângios terminais reunidos em sinângios.
§§ Gametófito cilíndrico aclorofilado.

Divisão lycopodophyta

§§ Caule, raízes e folhas verdadeiras (vascularizadas).


§§ Esporângios reunidos em estróbilos.
§§ Homosporadas ou heterosporadas.
§§ Gametófito cilíndrico clorofilado.

Divisão arthrophyta

§§ Caule, raizes e folhas verdadeiras (vascularizadas).


§§ Esporângios reunidos em esporangióforos.
§§ Homosporadas.
§§ Esporos com elatérios.
§§ Gametófito membranoso clorofilado.

Divisão pterophyta

§§ Caule, raízes e folhas verdadeiras (vascularizadas).


§§ Folhas macrófilas (com exceções).
§§ Vernação circinada e consequente presença de báculo.
§§ Esporângios reunidos em soros, espigas, sinângios ou esporocarpos.
§§ Homosporadas (heterosporadas em poucos grupos).
§§ Gametófito clorofilado.

Ciclo de vida e morfologia


O ciclo de vida das pteridófitas é alternância de gerações, possuindo uma fase haploide (n), denominada game-
tófito e uma fase diploide (2n), chamada de esporófito, a qual é a fase duradoura do ciclo. O esporófito é a parte
mais desenvolvida e tem como constituintes, raiz, caule (tipo rizoma) e folha. Não há flores nem frutos nesse grupo.

22
As pteridófitas possuem dois tipos de ciclo de vida: a homosporia (gametófito monoico) e a heterosporia
(gametófito dioico).
As samambaias possuem em suas folhas um conjunto de esporângios chamados de soros, estruturas es-
pecializadas que surgem como pequenos pontos pretos na superfície da folha. As células do esporângios (2n)
sofrem o processo de meiose produzindo os esporos (n). A liberação dos esporos ocorre em dias quentes com
baixa umidade. Quando os esporos caem em uma região propícia podem germinar, produzindo, por mitose, um
gametófito bissexuado (n), verde e denominado prótalo. Esse prótalo possui rizoides, o que garante a estabilidade
do gametófito no substrato, e a absorção de nutrientes e água.
O gametófito possui o arquegônio (n), local de produção da oosfera (n), e o anterídeo (n), região de pro-
dução dos anterozoides (n). O anterozoide flagelado, na presença de água, nada até alcançar o arquegônio e
encontrar a oosfera. Dessa forma, ocorre a fusão da oosfera e do anterozoide, o que designa o processo de fecun-
dação, e a formação de um zigoto (2n). O zigoto cresce por mitose, desenvolvendo-se em embrião, que inicia seu
desenvolvimento, o qual necessita do gametófito por um pequeno período tempo. O embrião realiza sucessivas
mitoses se transformando em esporófito (2n), o qual se fixa no solo e inicia um novo ciclo.

Gimnospermas
Fanerógamas: o termo refere-se aos vegetais que apresentam órgãos de reprodução nitidamente visíveis. As
fanerógamas também são chamadas de espermatófitas, porque produzem sementes. A semente é uma estru-
tura adaptativa muito eficiente para a disseminação do esporófito e está inativo no formato de embrião, o que é o
um dos maiores avanços evolutivos dos vegetais. Esses grupos também se tornaram independentes da água para
reprodução devido a formação de grão de pólen, de onde se desenvolve o tubo polínico.
As fanerógamas podem ser divididas em dois grandes grupos: as gimnospermas (pinheiros), e as angios-
permas (plantas fabricantes de frutos). As fanerógamas possuem tecidos vasculares, ou seja, são traqueófitas.

Morfologia
Os esporângios são as folhas modificadas e fabricantes de esporos. Usam-se os prefixos “mega” para designar
estruturas femininas e o prefixo “micro” para designar estruturas masculinas. Os microsporângios são as estru-
turas masculinas fabricantes de esporos masculinos (micrósporos), que originarão os grãos de pólen, os quais
representam os gametófitos masculinos jovens ou microprótalos. As folhas que suportam essas estruturas
são denominadas de microsporófilos, cujo conjunto forma a pinha ou o cone masculino, (microstróbilo). Os es-
porângios produtores de óvulos são chamados megaesporângios, as folhas que os suportam, são denominadas
de megasporófilos e o conjunto forma a pinha ou cone feminino (megastróbilo).
Os estróbilos, cones ou pinhas presentes nas gimnospermas podem ser unissexuados, ou seja, possuem
uma parte masculina ou feminina (mas não as duas) e reúnem os esporófilos. As espécies deste grupo podem ser
monoicas e dioicas.
§§ Monoicas – na mesma planta existem estróbilos masculinos e femininos.
Exemplo: Pinus sylvestris.

§§ Dioicas – estróbilos apenas de um sexo são encontrados em uma mesma planta.


Exemplo: Araucaria angustifolia.
As gimnospermas têm duas gerações: uma geração esporofítica duradoura (corresponde à planta propria-
mente dita) e uma geração gametofítica, a qual cresce dentro do esporófito (constituída pelo gametófito feminino,
o saco embrionário, e gametófito masculino: o grão de pólen).

23
Diversidade e classificação
Atualmente existem quatro grupos com representantes vivos: Cycadophyta, Ginkgophyta, Conipherophyta e Gne-
tophyta.

A interação fauna – planta


No Brasil, seus representantes constituem a floresta de Araucária (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul,
manchas esparsas, no sul de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro). A polinização, em gimnospermas, ocorre
pelo vento. Já a disseminação da semente da araucária é realizada especialmente pela gralha-picaça, gralha-azul,
e cutia.

Angiospermas
As Angiospermas são fanerógamas, ou seja, têm estruturas reprodutivas evidentes (flores), na qual são produzidas
as sementes envoltas pelos frutos. Este grupo foi o último grupo de plantas que se diferenciou na escala evolutiva.
São comumente terrestres, mas possuem representantes aquáticos. Podem ser arbóreas lenhosas, herbáceas e ar-
bustivas. Atualmente é o grupo com maior número de representantes (gênero, espécies e indivíduos), amplamente
distribuído pelo mundo e também mais utilizado pelo homem. As angiospermas, no geral, dividem-se em duas
classes: as Eudicotiledôneas (ou Magnoliopsida) e as Monocotiledôneas (ou Liliopsida). A angiosperma apresenta
um ciclo de alternância de gerações, com meiose espórica ou intermediária, onde a fase duradoura é o esporófito.
A planta observada na natureza é o esporófito (2n), a qual está organizada em raiz, caule e folha. Os game-
tófitos (n) das angiospermas são dioicos (sexos separados), muito reduzidos, dependentes do esporófito e crescem
dentro da flor. Define-se por gametófito feminino o saco embrionário (megaprótalo) contido no óvulo, o qual não
forma arquegônio e tem uma única oosfera (gameta feminino). Já o gametófito masculino é o que chamamos de
tubo polínico (microprótalo), no qual se formam dois núcleos espermáticos (gametas masculinos). Assim como
ocorria nas gimnospermas, não dependem de água para a fecundação.

Flor
estigma

antera
estame filete
estilete carpelo
pétala

óvulo ovário

receptáculo floral
sépala

pedúnculo floral

© BlueRingMedia/Shutterstock

Estruturas vegetativas e reprodutivas da flor

24
Androceu
O aparelho reprodutor masculino é composto por um conjunto de estames. Na antera (parte fértil) ocorre a forma-
ção de esporos, por meiose, que darão origem aos grãos de pólen. A germinação do grão de pólen gera o tubo
polínico (gametófito masculino adulto ou microprótalo).

Gineceu
O gineceu é composto por folhas transformadas chamadas carpelos ou pistilos. O óvulo não é o gameta femi-
nino; no caso das angiospermas é uma estrutura dentro da qual será formada a oosfera (gameta feminino). No
interior do óvulo, a célula-mãe dos megásporos (2n) divide-se por meiose e forma quatro megásporos (n),
3 degeneram restando 1 megásporo fértil. O megásporo germina ao mesmo tempo que seu núcleo se divide por
três mitoses consecutivas, levando à formação de oito células, que organizam o saco embrionário (gametófito
feminino). Este tem uma célula denominada oosfera, ao lado desta há duas células chamadas sinérgides. No lado
oposto à oosfera, há três células denominadas de antípodas e, no centro, dois núcleos denominados núcleos
polares.

núcleo haploide

ovário óvulo

meiose
estas células
degeneram

oosfera (n) antípodas (n)


megásporo
funcional (n) secundina
núcleos célula-mãe de primina
polares isolados megásporo (2n)
gametófito feminino mitose
(saco embrionário)

mitose mitose

sinérgides micrópila

Formação do megásporo e do saco embrionário

Fecundação
A primeira fecundação gera o zigoto (2n), o qual se dá a partir da fusão de um núcleo espermático e da oosfera. A
segunda fecundação gera um núcleo 3n, chamado de endosperma (ou albúmen) que nutrirá o embrião até que
germine, a qual ocorre entre um núcleo espermático e dois núcleos polares.

25
o
ent
olvim
env
Depois da fecundação,
desocorre um murchamento e queda das sépalas, pétalas, e estames. O óvulo fecundado

desenvolve-se e produz a semente. Já o ovário se desenvolve formando o fruto.


germinação

2n
tegumento (casca)
embrião
endosperma (3n) ESPORÓFITO óvulo

semente secção

ovario
antera
semente

célula-mãe de
fruto micrósporos
(2n) pistilo

DIPLOIDE
(2n)
HAPLOIDE
(n)

tubo polinico

micrósporos
GAMETÓFITO (n)

saco
embrionário oosfera megasporo
núcleos
gaméticos funcional
(n)

Polinização
Polinização é o fenômeno de condução do grão de pólen desde a antera, local da sua produção, até o estigma do
gineceu, para fusão com o gameta feminino. A polinização pode ser direta (autopolinização) e indireta (cruzada).

Os agentes polinizadores

Os vegetais terrestres são fixos ao substrato e, assim, são inibidos de se locomover de um lugar para o outro, seja
para encontrar abrigo, alimento, ou parceiros para a reprodução. As angiospermas têm uma série de adaptações
da flor como cor, cheiro e nectar que são atrativos para atrair agentes polonizadores, o que possibilitou o sucesso
reprodutivo na procura do parceiro. As gimnospermas são polinizadas passivamente pela ação do vento.

26
Reprodução assexuada
Muitas angiospermas reproduzem-se assexuadamente, processo aproveitado pelo homem para propagar a espécie
de interesse. Nesse processo as plantas-filhas formadas são geneticamente idênticas a planta-mãe.
Os métodos de propagação vegetativa são: estaquia, mergulhia, alporquia e enxertia. Na estaquia, partes
do caule são retiradas da planta-mãe e depois enterradas para a produção de nova planta.

27
U.T.I. - Sala
1. (Uerj) Fêmeas de espécies de crustáceos do gênero Daphnia sp., importantes componentes do
zooplâncton, podem se reproduzir a partir de dois processos distintos:

§§ partenogênese, quando há condições ambientais muito favoráveis, gerando uma prole compos-
ta apenas por fêmeas;
§§ reprodução sexuada padrão formando ovos dormentes que eclodem quando as condições se
tornam novamente favoráveis.

Observe o esquema:

Defina o processo de reprodução por partenogênese. Aponte, também, uma vantagem, para esses
animais, da realização da partenogênese sob condições ambientais favoráveis.
Em seguida, indique dois impactos negativos, um genético e outro ecológico, para uma população
de Daphnia sp. que realize apenas partenogênese por muitas gerações.

2. (Fuvest) As algas apresentam os três tipos básicos de ciclo de vida que ocorrem na natureza. Esses
ciclos diferem quanto ao momento em que ocorre a meiose e quanto à ploidia dos indivíduos adul-
tos. No esquema a seguir está representado um desses ciclos.

a) Identifique as células tipo I, II e III.


b) Considerando que o número haploide de cromossomos dessa alga é 12 (n = 12), quantos cromossomos
os indivíduos X, Y e Z possuem em cada uma de suas células?

3. (UFMG) A vitelogenina (VTG) é uma proteína presente nos peixes, cuja síntese é induzida pelo
estrógeno. A presença dela no sangue de machos indica a exposição desses animais a compostos
estrogênicos. Portanto, um peixe genotipicamente macho sofrerá feminização se, durante a dife-
renciação sexual, for exposto a compostos de ação estrogênica. Numa pesquisa, analisaram-se três
grupos de peixes quanto à produção de VTG:
§§ peixes provenientes de água limpa e mantidos nessa condição:
§§ peixes provenientes de água limpa que receberam injeção de estrógeno; e
§§ peixes provenientes de águas poluídas.

28
Decorrido certo tempo, foram determinados o número de machos e fêmeas e a presença de VTG no
sangue de cada um dos indivíduos desses três grupos experimentais. Os resultados obtidos nesse
estudo estão representados neste gráfico:

Considerando as informações contidas nesse gráfico, faça o que se pede.

a) Assinalando a assertiva apropriada, identifique o grupo de peixes — I, II ou III — que foi coletado em
local poluído. Justifique sua resposta.
( ) Grupo I.
( ) Grupo II.
( ) Grupo III.
b) Explique a presença de fêmeas não produtoras de VTG no Grupo II.

4. (Fuvest) Nos anos de 1970, o uso do inseticida DDT, também chamado de 1,1,1-tricloro-2,2-bis
(para-clorofenil)etano, foi proibido em vários países.
Essa proibição se deveu à toxicidade desse inseticida, que é solúvel no tecido adiposo dos animais.
Para monitorar sua presença em um ambiente marinho do litoral canadense, amostras de ovos de
gaivotas, recolhidos nos ninhos, foram analisadas. O gráfico abaixo mostra a variação da concen-
tração de DDE (um dos produtos gerados pela degradação do DDT) nos ovos, ao longo dos anos.

Um estudo realizado no litoral dos EUA mostrou que a concentração total de DDT e de seus deriva-
dos na água do mar era cerca de 5 × 10-5 no fitoplâncton, 4 × 10-2 em peixes pequenos, 0,5 ppm;
em peixes grandes, 2 ppm; e, em aves marinhas, 25 ppm.
Dê uma explicação para o fato de a concentração dessas substâncias aumentar na ordem apresen-
tada.

29
5. (Unicamp) O processo de regeneração pode ocorrer tanto em organismos unicelulares como plu-
ricelulares, conforme já demonstrado em vários experimentos. O resultado de um desses experi-
mentos pode ser observado na figura A, que mostra a regeneração de apenas um fragmento da alga
unicelular Acetabularia. A figura B mostra a regeneração de todos os fragmentos de uma planária
(platelminto).

a) Por que no experimento com Acetabularia não houve regeneração de todos os segmentos?
b) Explique por que o processo de regeneração das planárias difere daquele que ocorre na Acetabularia.

30
U.T.I. - E.O. 4. (UFSCAR) Muitas das características que
surgiram ao longo da história evolutiva das
plantas permitiram a conquista do ambiente
1
. (UEMA) Um artigo publicado na revista on- terrestre. Considere os musgos e as samam-
line PloS ONE descreve a ação dos fungos e baias;
o comportamento de formigas infectadas. a) cite uma característica compartilhada por
Após a infecção feita por meio de esporos, as esses dois grupos que torna essas plantas
formigas têm seu sistema nervoso atingido e dependentes da água para a fertilização.
passam a ser controladas pelo parasito. Cada b) compare os dois grupos com relação à pre-
fungo possui necessidades diferentes, mas sença de um sistema vascular para transpor-
todos direcionam as formigas para o local te de água e nutrientes.
mais adequado à reprodução de sua espécie.
As formigas abandonam suas atividades na 5. (UFC) As primeiras manifestações da vida ve-
colônia e, como verdadeiros “zumbis”, diri- getal no planeta Terra tiveram lugar em am-
gem-se ao local determinado e, com o avanço bientes aquáticos. Organismos procariontes
da ação fúngica, os insetos morrem em al- evoluíram para formas eucarióticas, dentre as
guns dias. quais os seres autotróficos alcançaram graus
Fonte: Disponível em:http://www. tudolevaapericia.
elevados de complexidade biológica. Neste
blogspot.com/.../cientistas descobrem quatro
novas. Acesso em: 12 nov. 2014. (adaptado) cenário evolutivo, a aparição da sexualidade
e da meiose constituiu o fenômeno mais im-
Explique o ciclo de vida de fungos no caso portante para acelerar a evolução orgânica e,
citado. consequentemente, o desenvolvimento dos
distintos ciclos biológicos. A distância entre
2. (UERJ) As populações de um caramujo que a singamia e a meiose expressou o desenvol-
pode se reproduzir tanto de modo assexu- vimento de gerações alternantes de natureza
ado quanto sexuado são frequentemente esporifítica e gametofítica.
parasitadas por uma determinada espécie Considerando que os esquemas a seguir re-
de verme. No início de um estudo de longo presentam ciclos biológicos de uma linha-
prazo, verificou-se que, entre os caramujos gem de organismos que evoluíram a partir
parasitados, foram selecionados aqueles que de seres com sistema fotossintético baseado
se reproduziam sexuadamente. Observou-se nas clorofilas a e b, analise os diagramas A,
que, ao longo do tempo, novas populações do B, C e D. Observe a seguinte forma de dia-
caramujo, livres dos parasitas, podem voltar gramação:
a se reproduzir de modo assexuado por algu-
mas gerações.
Explique por que a reprodução sexuada foi
inicialmente selecionada nos caramujos e,
ainda, por que a volta à reprodução assexu-
ada pode ser vantajosa para esses moluscos.

3. (Unicamp) Os fungos são organismos euca-


rióticos heterotróficos unicelulares ou mul-
ticelulares. Os fungos multicelulares têm os
núcleos dispersos em hifas, que podem ser
contínuas ou septadas, e que, em conjunto,
formam o micélio.
a) Mencione uma característica que diferencie a
célula de um fungo de uma célula animal, e
outra que diferencie a célula de um fungo de Ciclo biológico A - Organismo primitivo.
uma célula vegetal. Ciclo biológico B - Organismo com estruturas
b) Em animais, alguns fungos podem provocar reprodutivas não diferenciadas.
intoxicação e doenças como micoses; em Ciclo biológico C - Organismo com condições
plantas, podem causar doenças que prejudi- morfofisiológicas para que ocorra a polini-
cam a lavoura, como a ferrugem do cafeeiro, zação.
a necrose do amendoim e a vassoura de bru- Ciclo biológico D - Organismo com específico
xa do cacau. Entretanto, os fungos também processo de fecundação.
podem ser benéficos. Cite dois benefícios
proporcionados pelos fungos.

31
Responda as seguintes questões:
I. Em que grupo de organismos atuais ob-
serva-se o ciclo biológico A?
II. No diagrama do ciclo biológico A, os nú-
meros 1 e 2 representam, respectivamen-
te: __________ e ___________.
III. Qual o nome das estruturas indicadas, res-
pectivamente, pelos números 1 e 2 do ci-
clo biológico B? _________ e __________. Explique o benefício decorrente do padrão
IV. Cite uma função ecofisiológica da estru- de diferenciação sexual observado.
tura 1 do ciclo biológico C.
V. Comparando os ciclos biológicos C e D, 9. (Unicamp) Até há algum tempo, conside-
que característica biológica distingue os rava-se que fungos e bactérias pertenciam
dois processos de singamia? ao reino vegetal. Com o reconhecimento das
VI. Do ponto de vista genético, qual a dife- diferenças entre eucariotos e procariotos, as
rença entre a estrutura 3 do ciclo biológi- bactérias foram separadas, mas os fungos
co D e a estrutura 1 do ciclo biológico C? permaneceram incluídos no reino vegetal.
Mais recentemente, porém, tornou-se claro
6. (UEG) Observe a figura a seguir e faça o que
que os organismos agrupados como fungos
se pede:
definitivamente não são plantas.
a) Apresente uma característica comum a bac-
térias e fungos que permitiu considerá-los
como plantas.
b) Apresente uma característica das bactérias
que demonstra serem elas pertencentes a
outro reino. Qual é esse reino?
c) Cite duas características das plantas que não
são encontradas nos fungos.

1
0. (UFV) A figura abaixo ilustra três espécies
(I, II e III) de um mesmo grupo taxonômico
a) O organismo representado na figura perten- de plantas, conhecido como “traqueófitas”,
ce ao reino ‘Fungi’. Cite duas características que se destaca pela sua importância filoge-
que são fundamentais para a sua inclusão nética e botânica.
nesse reino.
b) Qual é a forma de reprodução apresentada
pelo “bolor do pão”?

7. (UFRJ) No ciclo reprodutivo da maioria dos


vegetais observa-se uma alternância de ge-
rações que é mostrada, de forma simplifica-
da, no esquema a seguir.

a) Qual a divisão taxonômica que engloba essas


Em qual das fases - gametófito ou esporófi- três espécies vegetais?
to - não encontramos pares de cromossomos b) Cite uma característica básica desse grupo
homólogos? de plantas.
Justifique sua resposta. c) Que nome recebe a estrutura indicada pela
seta em I e II?
8. (UFRJ) Uma espécie de peixe da família Ser-
ranidae é morfologicamente hermafrodita
1
1. (UFAL) Compare o esporófito de uma sa-
mas fisiologicamente unissexual. Estudos
mambaia ao esporófito de um musgo.
populacionais para caracterizar o sexo fi-
siológico dos indivíduos em função do com-
primento do corpo apresentam os seguintes
resultados:

32
1
2. (Unesp) Fungos e bactérias têm sido con- b) Embora existam consequências negativas
siderados, por muitos, os “vilões” entre os graves para o meio ambiente, decorren-
seres vivos. Sabemos, entretanto, que ambos tes das atividades humanas relacionadas à
apresentam aspectos positivos e desempe- fixação e à utilização do nitrogênio, este
nham importantes funções ecológicas. elemento é essencial à vida. Determine as
a) Cite uma forma pela qual bactérias e fungos classes de moléculas orgânicas que são sin-
podem contribuir para a reciclagem de nu- tetizadas pelas plantas a partir dos produtos
trientes minerais. da fixação do nitrogênio.
b) Cite um exemplo de conquista científica no
combate a infecções que foi possível a partir 1
5. (UFJF-PISM) Crescimento da população nas
da utilização de fungos. cidades, falta de planejamento no sanea-
mento urbano, conexões clandestinas com
1
3. (UFES) A escassez de água é um problema a rede de esgoto e indústrias que despejam
cada vez mais severo em todo o mundo. Na resíduos indevidos. São várias as razões para
região Norte do Brasil, a interação entre a a poluição de grandes rios ao redor do mun-
floresta e os recursos hídricos, associada ao do. Mas também existem muitos exemplos
movimento de rotação da Terra, transfere, de rios que foram recuperados com sucesso.
anualmente, cerca de 8 trilhões de metros Um dos mais famosos é o Rio Tâmisa, que
cúbicos de água para outras regiões do país. corta Londres, na Inglaterra. A poluição no
Essa água, que não é utilizada pela popula- rio era tanta que ele chegou a ser chamado
ção que vive na região Norte, representa um de “O Grande Fedor”. Isso lá no século XIX.
serviço ambiental colossal prestado ao país
Desde essa época, os ingleses tentam conter
pelo principal bioma dessa região, uma vez
que sustenta o agronegócio brasileiro e o re- a sua degradação. Mas o que resolveu mesmo
gime de chuvas, responsável pelo abasteci- foi a construção de sistemas de tratamento
mento do lençol freático e dos reservatórios de água ao longo do rio, que começou na dé-
produtores de hidroeletricidade nas regiões cada de 60. Hoje o Tâmisa está recuperado, e
Sul e Sudeste do país. cenas de pessoas remando, grupos pescando
(Disponível em: <http://agencia.fapesp.br/19541#.U- e embarcações são comuns no local. De for-
4B59h3YTc>. Acesso em: 18 ago. 2014. Adaptado). ma similar, o rio Han, na Coreia do Sul, im-
portante fonte de abastecimento da capital
a) Identifique o bioma da região Norte do Bra-
Seul, também foi recuperado.
sil, mencionado no texto, que fornece água Fonte: Super interessante, disponível em: http://
para outras regiões do país. super.abril.com.br/crise-agua/solucoes.shtml
b) Explique qual é a contribuição dos seres vi-
vos para o ciclo da água. O texto mostra a preocupação com a restau-
c) Explique como o desmatamento afeta o regi- ração de ambientes aquáticos degradados.
me de chuvas mencionado no texto. Com base no texto e na atual crise da água,
responda:
1
4. (UEL) Leia o texto a seguir. a) Que nome se dá ao despejo de grande quan-
“Não tem jeito de alimentar as pessoas sem tidade de nutrientes na água, desequilibran-
fixar quantidades enormes de nitrogênio do as teias alimentares aquáticas, podendo
da atmosfera, e esse nitrogênio está, no levá-las à extinção?
momento, aplicado a plantas de cultivo de b) Se a água faz parte de um ciclo, teoricamen-
forma muito ineficiente”, explicou Paul Fal- te ela não poderia acabar. Explique por que
cowski, membro de uma equipe de estudos a água potável está cada vez mais rara para
da Universidade de Rutgers, em New Jersey. a população humana.
“Muitos dos fertilizantes a base de nitrogê- c) O que ocorre nos níveis tróficos da cadeia
nio que são usados mundialmente são mal alimentar, em relação à acumulação, quando
aplicados. Como resultado, cerca de 60% do certas substâncias tóxicas são introduzidas
nitrogênio presente nos fertilizantes não no ecossistema aquático?
chega a ser incorporado pelas plantas, fi-
cando livre para escorrer além das zonas de
raízes e então poluir rios, lagos, aquíferos
e áreas costeiras, levando à eutrofização”,
afirmam outros pesquisadores.
Adaptado de: <http://hypescience.com/
nitrogenio-e-apontado-como-novo-vilao-do-
ecossistema/>. Acesso em: 7 jun. 2014.

a) Quais são as etapas e a consequência do pro-


cesso de eutrofização dos ambientes aquáti-
cos mencionados no texto?

33
16. (Uerj) Considere três ecossistemas: deserto, floresta tropical perenifólia e mar aberto.
Os gráficos abaixo indicam as medidas obtidas nesses ecossistemas em relação a três diferentes
parâmetros:

Identifique o ecossistema correspondente à floresta tropical perenifólia, justificando sua resposta.


Identifique, também, qual é o ecossistema A e explique por que a luz pode ser considerada o fator
abiótico que limita a produtividade primária líquida média neste ecossistema.

34
U.T.I. 2

Biologia 2
Anelídeos
Introdução
Os anelídeos (do latim: annulatus = anel + eidos, do grego = forma) são animais vermiformes, de simetria bilateral,
caracterizados pela segmentação ou metamerização (metameria). O corpo é segmentado, ou seja, formado
por uma sucessão de anéis, denominados segmentos ou metâmeros. São organismos que vivem em ambiente
terrestre, marinho e dulcícola. Possuem o corpo alongado, cilíndrico e metamerizado, cuja divisão ocorre tanto ex-
terna como internamente. Cada anel abriga diversos órgãos individualizados como nervos, estruturas musculares e
excretoras. Compreendem três classes: oligoquetos (minhocas), poliquetos (vermes marinhos) e hirudíneos
(sanguessugas). Utiliza-se como critério a presença ou quantidade de cerdas ao longo do corpo:
§§ Oligoquetos (poucas cerdas) – minhoca (Lumbricus terrestris), minhoca-louca (Pherentima hawaiana) e a
minhocoçu (Glossoscolex giganteus).
§§ Poliquetos (várias cerdas) – Eunice viridis e Nereis sp.
§§ Aquetos (sem cerdas) ou hirudíneos – sanguessuga (Hirudo medicinalis).

Poliquetos
Vermes marinhos de corpo nitidamente segmentado, no qual se destaca uma cabeça com olhos, palpos e tentácu-
los. Em cada segmento há um par de parapódios que auxiliam na locomoção.

Oligoquetos – as minhocas
É a classe em que encontramos as minhocas, animais de corpo segmentado, sem cabeça e parapódios, além de
poucas cerdas; o tamanho médio é de 15 cm. Nos animais sexualmente adultos, encontramos, na região anterior, o
clitelo, um espessamento mucoso que serve para unir dois animais em cópula e formar o casulo protetor dos ovos.

Boca Peristômio
Prostômio

Poro

Poro
Boca

Cerdas
ventrais

Clitelo
Clitelo

Cerdas laterais

Ânus

37
A capacidade de regeneração é elevada quando o animal é, acidental ou experimentalmente, seccionado
em fragmentos. Esses animais exercem importante papel na agricultura, arejando o solo, através das galerias esca-
vadas e distribuindo fragmentos vegetais que apodrecem e fertilizam o solo.
Colaboram também com a adubação orgânica produzindo húmus, além de serem incluídas em rações ani-
mais como fonte de proteínas.

Hirudíneos – as sanguessugas
Os hirudíneos, vulgarmente chamados de sanguessugas, não apresentam cerdas em pequenas quantidades ou
ausentes, assim como tentáculos e parapódios. O corpo é dorsoventralmente achatado com duas ventosas, uma
em cada extremidade.

Caracterização geral
A digestão
O tubo digestivo é completo.

A circulação
O sistema circulatório é do tipo fechado.

A respiração
A maioria dos anelídeos tem respiração cutânea, isto é, as trocas gasosas são efetuadas através da pele. Entre
os representantes aquáticos existem as brânquias, que retiram o O2 dissolvido na água por difusão.

A excreção
O sistema excretor é constituído por unidades excretoras denominadas metanefrídeos.

O sistema nervoso
Os anelídeos são portadores de um sistema nervoso do tipo ganglionar ventral.

A reprodução
Quanto à reprodução, os poliquetos são dioicos, com fecundação externa e desenvolvimento indireto a partir da
larva trocófora. Oligoquetos e hirudíneos são monoicos, com fecundação externa (dentro de um casulo) e cruzada
com desenvolvimento direto. A capacidade de regeneração é geralmente elevada. Muitas espécies de anelídeos
possuem clitelo. Esta estrutura produz um casulo do qual são eliminados os óvulos maduros. O casulo então
desliga-se do clitelo e desloca-se para a extremidade da minhoca, onde recebe o espermatozoide de outra e
ocorre a fecundação. Após a fecundação, o casulo separa-se do corpo, e em seu interior os óvulos são fecundados
e desenvolvem-se originando minhocas jovens sem estágio larval. Observe o esquema de reprodução de minhoca:

38
Reprodução em minhocas
Receptáculos seminais Clitelo

Clitelo troca de
espermatozóides 3 2 1

um dos vermes
já separado
fecundação saída de óvulos casulo mucoso

saída do casulo
com os ovos

Aspectos embriológicos
São organismos triblásticos, celomados (são os únicos vermes com esta característica) e possuem simetria
bilateral.

Formação da metameria
§§ Importância da metameria – Os efeitos locais da musculatura em formas metamerizadas são mais vigoro-
sos e, assim, mais eficientes, pois cada metâmero torna-se uma unidade de função especializada, notadamente
para cavar, como os anelídeos.
§§ Importância do celoma – O celoma fornece uma área para a ampliação da superfície dos órgãos internos.

Artrópodes
Caracterização
Todos os artrópodes têm em comum o fato de terem pares de apêndices articulados (patas, antenas, que-
líceras, palpos etc.), corpo segmentado e um esqueleto externo rígido, revestido por quitina (exoesqueleto
quitinoso). Com a presença de exoesqueleto, a dificuldade do crescimento foi resolvida com a presença de mudas
ou ecdises. Assim, os artrópodes, na ocasião da muda, aumentam rapidamente o volume de seu corpo, rompendo
a camada fina de quitina que não foi reabsorvida. Logo, começa a reestruturação dessa proteção.
Os grupos de maior sucesso na face da Terra são organismos triblásticos, protostômios, celomados e
de simetria bilateral.
Existem cerca de 900.000 espécies adaptadas para a vida no ar, na terra, no solo, em água doce e salgada.
Podemos citar como principais representantes deste filo as classes:
§§ Crustáceos – camarão, lagosta, siri, caranguejo, tatuzinho-de-jardim, microcrustáceos (dáfnia, copépodes etc.);
§§ Aracnídeos – aranha, escorpião, ácaro, carrapato, opilião;
§§ Insetos – traça-de-livro, tesourinha, barata, gafanhoto, louva-a-deus, cigarra, libélula, formiga, cupim, abe-
lha, besouro, borboleta, mariposa, pulga, piolho, mosca, mosquito;
§§ Diplópodes – piolho-de-cobra (embuá);
§§ Quilópodes – lacraia.

39
Caracteres morfológicos
A principal característica dos artrópodes é a presença de apêndices.

Segmentação
Nos artrópodes, a segmentação é heterônoma, porque os segmentos são diferentes, muitas vezes fusionados,
permitindo a divisão do corpo em partes distintas.

Exoesqueleto
O corpo dos artrópodes é revestido por um exoesqueleto, constituído por uma cutícula quitinosa, secretada pela
epiderme. A couraça quitinosa protege o animal, mas impede o crescimento. Daí a ocorrência da muda ou ecdise.
A principal consequência do exoesqueleto nos Artrópodes é o crescimento descontínuo, que pode ser obser-
vado e entendido no gráfico a seguir.

Crescimento descontínuo em artrópodos

A digestão
O sistema digestivo é completo.

A respiração
As brânquias aparecem nos crustáceos; traqueias ocorrem em insetos, diplópodes e quilópodes. Nos aracnídeos as
traqueias situam-se no interior de dilatações saculiformes denominadas pulmões.

A circulação
O sistema circulatório é do tipo lacunar, constituído por coração, artérias e hemóceles.

A excreção
Em crustáceos e aracnídeos encontramos como órgãos excretores especializados: as glândulas verdes (crustáceos)
e coxais (aracnídeos). Insetos, diplópodes e quilópodes excretam através dos tubos de Malpighi.

40
Os sistemas nervoso e sensorial
Os artrópodes apresentam um sistema nervoso ganglionar e ventral, semelhante ao dos anelídeos.

A reprodução
A reprodução dos artrópodes é sexuada. Geralmente, os artrópodes são unissexuados; as cracas são crustáceos
hermafroditas. É comum o dimorfismo sexual, sendo as fêmeas maiores do que os machos. Na maioria, a fecunda-
ção é interna; apêndices modificados funcionam como órgãos copuladores. O desenvolvimento pode ser direto ou
indireto. Formas partenogenéticas ocorrem entre crustáceos (cladóceros) e insetos (abelhas).

Classificação
Crustáceos
Apresentam corpo segmentado em cefalotórax e abdômen, cinco ou mais pares de patas e dois pares de antenas.
§§ Sistema Digestório – completo.
§§ Sistema Circulatório – aberto ou lacunar, plasma provido de hemocianina para transporte de gases.
§§ Sistema Respiratório – branquial.
§§ Sistema Excretor – glândula verde.
§§ Sistema Reprodutor – dioicos, fecundação interna, desenvolvimento direto ou indireto com sucessi-
vos estágios larvais: naupilus, zoea, mysis.

Aracnídeos
Apresentam corpo dividido em cefalotórax e abdômen, quatro pares de patas, que saem do cefalotórax e não
apresentam antenas. No entanto, encontramos apêndices próximos à boca, chamados de palpos e as quelíceras,
que nas aranhas, contêm uma glândula de veneno. No abdômen das aranhas encontramos fiandeiras, que secretam
um fio ou teia. Nos escorpiões, a glândula de veneno está localizada no último segmento do abdômen (télson). As
garras de um escorpião correspondem a palpos modificados.
Os pedipalpos são longos e usados na apreensão e mastigação; no macho, o pedipalpo funciona como
órgão copulador, servindo para a introdução de espermatozoides na fêmea.
§§ Sistema Digestivo – completo.
§§ Sistema Circulatório – aberto, coração dorsal, com hemocianina para transporte dos gases.
§§ Sistema Respiratório – composto por pulmões foliáceos ou filotraqueias.
§§ Sistema Excretor – através de glândulas coxais e também por túbulos de Malpighi.
§§ Sistema Reprodutor – dioicos, fecundação interna e desenvolvimento direto.

Insetos
Representam a maior variedade de espécies na face da Terra. Apresentam um corpo dividido em três partes: cabeça,
tórax e abdômen. No tórax, saem três pares de patas e podem desenvolver dois pares de asas. Apresentam um par
de antenas.
§§ Sistema Digestivo – completo.
§§ Sistema Circulatório – aberto ou lacunar, dorsal, ausência de pigmentos respiratórios.
§§ Sistema Respiratório – tipo traqueal.
§§ Sistema Excretor – túbulos de Malpighi.

41
§§ Sistema Reprodutor – dioicos, fecundação interna, desenvolvimento direto ou indireto.
Outra particularidade é o tipo de desenvolvimento do ovo até chegar ao adulto. Veja os tipos a seguir:
§§ Ametábolos – sem metamorfose. O ovo eclode e libera o indivíduo jovem com forma semelhante ao
adulto. Ex.: traça.
OVO → FORMA JOVEM → IMAGO
(semelhante ao adulto) (adulto)

§§ Hemimetábolo – com metamorfose incompleta: o ovo eclode e libera uma ninfa (forma jovem diferente
do adulto), sem asas e sem órgão sexuais. Esta ninfa sofre ecdises sucessivas adquirindo características
adultas. Exs.: gafanhoto, barata, louva-a-deus, cigarra, libélula.
OVO → eclosão → NINFA → mudas → IMAGO
(forma jovem ) (forma adulta)

§§ Holometábolo – com metamorfose completa. O ovo eclode, liberando uma larva que gera grande quantidade
de alimento e realiza mudas, originando a pupa (casulo ou crisálida) que sofre grande transformações adulta.
Exs.: formiga, cupim, abelha, besouro, borboleta, mariposa, pulga, piolho, mosca, mosquito.
Ovo

Eclosão do LARVA
sofre Adulto Larva
OVO ECDISES

Mudanças
na
Imago
PUPA
Pupa

Diplópode
Como o embuá ou piolho-de-cobra, apresentam um corpo com uma cabeça, contendo um par de olhos e de antenas.
Na maioria desses segmentos há dois pares de patas. Esses animais caminham lentamente e têm hábito detritívoro.

Quilópodes
Como as lacraias ou centopeias, também apresentam corpo dividido em cabeça e tronco, mas há apenas um par
de patas por segmento. São animais que caminham rápido, predadores e com um par de apêndices, as forcípulas
que injetam veneno.

Equinodermos
Os equinodermos correspondem a um grupo de animais que só habitam os mares. Apresentam como características
básicas um corpo revestido por espinhos, com um esqueleto interno (endoesqueleto) calcário. Apresentam uma sime-
tria radial, quando adultos, mas as larvas têm simetria bilateral. São animais triblásticos, celomados e deuterostômios.

42
Sistema ambulacrário ou hidrovascular
As estrelas, os ouriços e as holotúrias locomovem-se através de pequenos pés tubulosos, conhecidos como pés
ambulacrais. A particularidade desse sistema é o fato de que a musculatura se move em função da água, pois os
pés tubulosos estão ligados a um sistema de canais cheios de água. A água penetra pelo madreporito, distribuindo-
-se pelos canais radiais.
Pés ambulacrais
Placa madrepórica

Canal
pétreo Ampola

Canal circular Pés


Canal radial ambulacrários

Regeneração

As estrelas apresentam grande capacidade de regeneração, e por muito tempo, causaram prejuízos à comercializa-
ção de pérolas, pois, sendo predadoras de ostras perolíferas, os pescadores, ao encontrarem esses animais na cria-
ção desses bivalves, quebravam a estrela em algumas partes e as jogavam de volta ao mar agravando o problema,
pois surgiam mais e mais estrelas.

Caracterização e classificação
O filo dos equinodermas é dividido em cinco classes: crinoides, asteroides, ofiuroides, equinoides e holo-
turoides.

Os crinoides

Os crinoides, vulgarmente conhecidos por lírios-do-mar, são equinodermas tipicamente fixados ao substrato. O cor-
po é constituído por uma parte central, o cálice, do qual partem cinco braços ramificados e um pedúnculo segmentado.

Píndulas

Braço
Cálice

Pendúculo

Cirros

43
Os asteroides

Os asteroides compreendem as estrelas-do-mar, que devem seu nome à forma do corpo, constituído por um
disco central do qual partem cinco braços radialmente dispostos. As estrelas-do-mar notabilizam-se pela elevada
capacidade de regeneração, podendo um fragmento de braço produzir um indivíduo completo.

Os ofiuroides

Os ofiuroides são vulgarmente conhecidos por serpentes-do-mar; apresentam o corpo formado por um disco
central bem diferenciado dos braços. Os braços, em número de 5, são cilíndricos, delgados, simples ou ramificados,
com movimentos serpenteantes, vindo daí o nome da classe.

Os equinoides

Os equinoides são os ouriços-do-mar, que apresentam um corpo hemisférico, rígido, desprovido de braços e
recoberto por espinhos. A face superior é abaulada, enquanto a ventral é achatada, apresentando na parte central
uma área membranosa contendo a boca, fechada por cinco dentes.

Os holoturoides

Os holoturoides, vulgarmente conhecidos por pepinos-do-mar, são animais de simetria bilateral, corpo cilíndrico
e achatado. A boca, situada na extremidade anterior, é circundada por tentáculos, simples ou ramificados.

A digestão
O sistema digestivo é completo.

A respiração
Nos equinodermas as trocas respiratórias são realizadas pelo sistema ambulacrário. Brânquias pequenas e dérmi-
cas ocorrem nos asteroides e equinoides.

A circulação
Não existe sistema circulatório.

A excreção
Não existem órgãos excretores. Os catabólitos são absorvidos por amebócitos e eliminados em diversas regiões do
corpo.

Os sistemas nervoso e sensorial


Não existem gânglios. Na região oral aparece um anel nervoso, do qual partem nervos radiais. Células sensoriais
aparecem dispersas na epiderme.

44
A reprodução
Os equinodermas são animais unissexuados sem dimorfismo sexual. A fecundação é externa e o desenvolvimento
indireto, com formação de larva com simetria bilateral.

Cordados
Caracterização geral e classificação
O Filo dos Cordados compreende animais que apresentam, pelo menos durante uma fase da vida, uma estrutura
chamada de notocorda. Outras duas caraterísticas são: a presença de um tubo nervoso na região dorsal e
fendas branquiais na faringe e cauda pós-anal.
O anfioxo é classificado como pertencente ao subfilo dos cefalocordados.
As ascídias apresentam notocorda apenas na fase larval móvel e, quando adultos, são fixas, com dois sifões
por onde a água é bombeada e filtrada. São representantes do subfilo urochordata.
O estudo dos cordados é focado no subfilo craniata, também conhecido como vertebrados.

Vertebrados sem mandíbula (agnatos): os ciclóstomos


Os ciclóstomos são animais alongados, sem mandíbula. Só existem representantes aquáticos. Os representantes
mais comuns são as lampreias e as feiticeiras. A maioria desses animais sobrevivem como parasitas externos de
outros vertebrados, especialmente peixes.

Vertebrados com mandíbula (gnatostomados)


Os primeiros vertebrados com mandíbula: os peixes
Os peixes cartilaginosos (condrictes)

Esses peixes, também conhecidos como elasmobrânquios ou condricties, apresentam um esqueleto interno
formado de cartilagem, mais leve que esqueleto ósseo. Como exemplos típicos temos os tubarões, as raias e as
quimeras. Esses peixes respiram por brânquias. Em cada lado do corpo observam-se fendas branquiais (5 ou mais).

Os peixes ósseos (teleósteos ou osteíctes)

Esses peixes apresentam um esqueleto interno ósseo, com algumas cartilagens e o corpo pode ser revestido por
escamas ou por couro. São peixes que colonizaram ambientes marinhos e de água doce, entretanto, alguns são
capazes de migrar do mar aos rios para se reproduzirem e os filhotes fazem o caminho inverso.
Os peixes ósseos respiram também por brânquias, mas apresentam uma membrana óssea (opérculo) que
as protege.
Os osteíctes apresentam uma vesícula gasosa interna denominada bexiga natatória, que ao se encher
de gases, vindos do sangue, torna o peixe mais leve. Isso permite que ele controle o movimento vertical na água,
podendo parar facilmente.
Muitos desses peixes vivem em cardumes e conseguem se manter equilibrados pela presença de uma
linha lateral, de cada lado, que permite captar as vibrações na água.
45
O início da colonização dos ambientes terrestres
pelos vertebrados

Os anfíbios
Os estudos indicam que os primeiros vertebrados a ocuparem o ambiente terrestre foram os anfíbios, na verdade
os ancestrais dos atuais, os primeiros tetrápodes. Parte desse sucesso deve-se ao esqueleto com duas cinturas de
ossos (escapular e pélvica) de onde se ligam membros (patas).

Esqueleto salamandra

Esses animais só são encontrados em ambientes de água doce ou terrestre úmido. Os anfíbios como os
sapos, as pererecas, as salamandras, entre outros, quando jovens, vivem na água e podem, quando adultos, ocupar
o ambiente terrestre, embora muito úmido. Os sapos e pererecas são chamados de anuros (sem cauda); as sala-
mandras, urodelos (com cauda) e as cobra-cegas, ápodes (sem patas).
Apresentam fecundação externa e desenvolvimento indireto (larva aquática).

A ocupação dos ambientes terrestres pelos répteis


O que permitiu este grande passo foram itens como ovo com casca calcária (ovo amniótico), protegendo o em-
brião de desidratação, mesmo quando em ambientes sem água, a presença da pele mais resistente e seca que
tem a vantagem de impedir a perda de água por transpiração como ocorre com os anfíbios, além de fecundação
interna.
Os répteis são divididos em ordens:
1. Quelônios ou Testudines: tartarugas (aquáticas), os cágados (terrestres) e jabutis (água-doce), com uma
carapaça rígida (plastrão);
2. Crocodilianos: jacarés e crocodilos;
3. Squamatas: lagartos, serpentes e o grupo Amphisbaenia (cobra-cega ou cobra-de-duas-cabeças);
4. Rincocéfalos: tuataras.

Principais adaptações dos répteis


Ovos com casca calcária são vantajosos para animais terrestres, já que esse material é capaz de proteger os embriões
contra a desidratação, pois são impermeáveis, além da maior proteção contra choques mecânicos. Na formação do
embrião, surgem anexos embrionários que permitem o desenvolvimento do animal com menor perturbação no ambiente.

46
Bolsa amniótica
Cório
Cheia de líquido, essa bolsa
Anexo que protege o embrião e protege o embrião quanto a
todos os demais anexos. Na choques mecânicos (tremores)
região ligada ao alantoide, e contra a desidratação.
permite a passagem de ar.

Alantoide

Anexo que armazena as excretas


geradas pelo embrião até a eclosão
Âmnio do ovo. Por ele ainda ocorre a troca
gasosa, isto é, permite a passagem
de ar para o embrião, vindo de fora.

Al

EMBRIÃO

Saco vitelino

Anexo que armazena nutrientes


até o desenvolvimento completo
do embrião até (eclosão do
ovo).
Ovo amniótico e anexos embrionários

A importância da pele modificada


As glândulas mucosas não estão presentes na pele e a epiderme é seca e cornificada. Também há a presença
da queratina no epitélio dos répteis, o que foi essencial para seu maior sucesso fora d’água com menor taxa de
transpiração.

Ectotermia
Embora os répteis sejam ectotérmicos – dependem da temperatura ambiental para manter a corpórea. Além
da regulação comportamental, os répteis também podem dissipar ou reduzir a perda de calor corporal necessária
através do controle da quantidade de sangue que flui através da pele.

Classe Reptilia – características gerais


As tartarugas, jacarés, tuataras, anfisbenídeos, lagartos e serpentes, todos bem conhecidos, juntamente com os
dinossauros e outras espécies extintas, são répteis (do latim repto, rastejar).
São capazes de viver em ambientes secos. Embora alguns tenham se readaptado à vida aquática, depositam
seus ovos na terra, a menos que sejam vivíparos, como as serpentes marinhas.
A distribuição geográfica dos répteis é limitada, principalmente pela sua incapacidade de manter a tem-
peratura corporal mais elevada do que a do ambiente (ectotermia).

Reprodução

Os répteis reproduzem-se por reprodução sexuada, como em outros cordados. As fêmeas defendem seus ovos
com violência até os filhotes nascerem. A maioria dos répteis é ovípara, isto significa que colocam ovos.

47
Sistema circulatório
O coração tem três câmaras, o ventrículo único dos répteis é parcialmente dividido ou intraventricular , o que
torna a mistura de sangue arterial e venoso apenas parcial, por isso a circulação é dupla e incompleta.
A exceção é a circulação dos répteis crocodilianos. O ventrículo desses animais é completamente di-
vidido, e o coração perfaz quatro câmaras: dois átrios e dois ventrículos. Entretanto, na emergência das artérias
pulmonar e aorta, há uma comunicação, o forame de Panizza, pelo qual ainda ocorre mistura de sangue arterial
e venoso.

Sistema excretor

Enquanto peixes e anfíbios apresentam rins mesonefros (torácicos), dos répteis em diante, os rins serão metane-
fros (abdominais), melhorando muito a capacidade filtradora do sangue.

A extensão dos domínios terrestres pelas aves e mamíferos


As aves e os mamíferos apresentam pelo menos duas características em comum, que permitem esses animais
sobreviverem em regiões mais frias: uma camada adiposa (de gordura), sob a pele e o controle interno da tempe-
ratura do corpo (homeotermia).

As aves
A adaptação ao voo impôs uma certa uniformidade na estrutura básica e na fisiologia de todas as aves. Todas as
aves são endotérimicas. Quando não estão no ar, as aves vivem sobre o solo ou na água, ou em ambos, estando
bem adaptadas a estes habitats.

Regulação térmica

As aves permaneceram com as escamas córneas dos répteis em algumas áreas de suas pernas, nos seus pés e, de
maneira modificada, como uma cobertura de seus bicos.
A água, um excelente condutor de calor, não consegue penetrar por entre as penas devido à existência de
uma secreção oleosa produzida pela glândula uropígea localizada perto da base da cauda. As aves não têm
glândulas sudoríparas.

Nutrição

O sistema digestório é do tipo completo. As aves granívoras (que se alimentam de grãos) apresentam moela e papo.
No papo o alimento é amolecido. Daí o alimento vai para o proventrículo (estômago químico), passando a seguir
para a moela (estômago mecânico), que é muito musculosa e substitui a falta de dentes nas aves. A cloaca é uma
bolsa onde são lançadas as fezes, a urina e os gametas, portanto constitui o final de vários aparelhos e sistemas.

Sistema respiratório

A respiração é pulmonar. Os pulmões são do tipo parenquimatoso, com vários canais de arejamento, ligados a cinco
pares de sacos aéreos, ligados às cavidades dos ossos pneumáticos.

48
Sistema circulatório

A circulação é fechada, dupla e completa. O coração tem quatro cavidades. O arco aórtico, em contraste com
o dos mamíferos, é o voltado para o lado direito.

Sistema excretor

Os rins são metanefros.

Os mamíferos
Os mamíferos são vertebrados muito ativos e ágeis, com alto nível metabólico. Eles têm poucos filhos, mas investem
tempo e energia consideráveis na proteção dos mesmos.

Principais adaptações dos mamíferos

A característica que dá nome a esse grupo é a presença de glândulas mamárias. Além delas, também é exclusi-
vidade dos mamíferos a presença de pelos, glândulas sebáceas e sudoríparas.

Mecanismos de regulação da temperatura

Eles são endotérmicos. O calor é produzido internamente, através do alto nível metabólico. A sua perda é reduzida,
devido a uma camada subcutânea de gordura e a pelos que fornecem uma camada de isolamento de ar próximo à
pele. O calor pode ser perdido por um aumento na quantidade de sangue que flui através da pele e por um resfria-
mento devido à evaporação do suor produzido pelas glândulas sudoríparas ou pela respiração ofegante, que é
a evaporação da água através das vias respiratórias.

Locomoção e coordenação

As mudanças em todos os sistemas de órgãos estão intimamente relacionadas ao aumento de atividade, que se
torna possível com a endotermia.
Padrões mais complexos de locomoção e, provavelmente, o comportamento mais explorador e ágil reque-
rem uma musculatura mais complexa e sistemas sensitivo e nervoso. Acredita-se que o olfato e a audição eram
muito aguçados nos mamíferos primitivos.
O cérebro é extraordinariamente bem desenvolvido. Ele é muito grande e o córtex cinza contém centros
associados ao receptor sensorial dos órgãos dos sentidos e a importantes centros motores. O cerebelo também é
mais desenvolvido, pois a coordenação motora é mais complexa.

A liberação de excretas

Excretas são produtos residuais derivados do metabolismo celular, o que é diferente de secreção. A secreção é uma
substância eliminada pela célula, que pode ter um fim específico no organismo.
§§ Osmorregulação − O organismo apresenta mecanismos de controle da concentração de água e sais no
sangue, que são detectados pelo sistema nervoso, que aciona os diversos sistemas permitindo o reequilíbro
orgânico.

49
Classificação dos mamíferos

§§ Os monotremados − Os animais deste grupo são os mamíferos que põem ovos ou prototérios, que não
possuem lábios nem dentes. Os filhotes alimentam-se da secreção de um tipo de leite que a mãe produz.
Ex.: ornitorrinco.
§§ Os marsupiais − Conhecidos também como metatérios ou mamíferos com bolsa. Durante o primeiro pe-
ríodo de seu desenvolvimento, o embrião permanece no interior da mãe; depois de pouco tempo o filhote
sai ao exterior e se refugia dentro da bolsa da fêmea, conhecida também como marsúpio ou bolsa ventral,
onde estão as mamas. Ex.: canguru, gambá e cuíca.
§§ Os eutérios − A principal característica deste grupo é que as fêmeas formam placentas, e, por causa disso,
o embrião e, depois o feto, desenvolvem-se plenamente no interior da mãe. Para facilitar o estudo, existem
várias ordens dentro desse grupo que também são denominados como placentários. Ex.: cavalo, baleia,
morcego, humanos.

Embriologia
Embriologia animal
Zigoto

Mórula

Blástula

Gástrula

órgãos Nêurula tecidos


Desenvolvimento embrionário

O embrião pode se desenvolver de distintos modos, variando com o nível de cuidado materno-fetal:
§§ ovíparos – a fêmea libera o ovo fecundado internamente, que se desenvolve fora do corpo da fêmea à custa
de suas reservas nutritivas. Exemplo: maioria dos répteis e das aves e muitos invertebrados.
§§ ovovíparos – o embrião desenvolve-se no interior do corpo da fêmea, à custa de suas reservas energéticas, até
o nascimento. Isso garante mais proteção ao embrião. Exemplo: alguns invertebrados e peixes e alguns répteis.
§§ Vivíparos – o embrião adquire oxigênio e nutrientes diretamente do sangue materno, e elimina suas excretas
pela placenta. Exemplo: mamíferos.

Fertilização
Na fecundação ocorrem vários eventos no citoplasma do óvulo, incluindo a cariogamia, fusão do pró-núcleo femi-
nino e do pró-núcleo masculino, o que resulta na união dos cromossomos de origem materna e paterna, formando
o zigoto. Após a fusão dos núcleos, entram em atividade diversas substâncias e moléculas, as quais acionam o pro-
cesso de mitose no zigoto, dando origem à estrutura denominada blastômero. Assim, inicia-se o desenvolvimento
embrionário.

50
Ovócito

Devido a grande quantidade de citoplasma presente no ovócito, essa é a maior célula do corpo humano.
§§ Oligolécito ou isolécitos – contêm uma quantidade reduzida de vitelo, espalhado de maneira uniforme
pelo citoplasma. O grau de dependência do embrião pela mãe aumenta quanto menor for a quantidade de
reserva nutritiva presente no ovo. Nesse tipo de ovo a segmentação é holoblástica. Exemplos de organismos
que possuem esse tipo de ovo: mamíferos placentários, anfioxos e muitos invertebrados, como esponjas,
corais e equinodermos.
§§ Heterolécito ou mesolécito – Nesses ovos o vitelo preenche metade do volume citoplasmático distri-
buído de forma não-homogênea (polo vegetativo). A segmentação nesse tipo de ovo é total e desigual.
Exemplos: anelídeos, peixes, anfíbios e moluscos.
§§ Telolécito ou megalécito – o vitelo nesse ovo ocupa quase todo citoplasma, e a segmentação é me-
roblástica, isto é parcial e discoidal (somente no pólo animal). Exemplos: moluscos, peixes, répteis, aves,
mamíferos ovíparos (ornitorrinco e equidna).
§§ Centrolécito – o vitelo está na região central da célula. A segmentação é meroblástica e apenas parcial.
Exemplo: artrópodes.

Clivagem
Depois da formação do zigoto, esse sofre mitose, dando origem a duas células-filhas, cada uma das quais é deno-
minada de blastômero.
Quando eleva o número de blastômeros, o conjunto celular adquire uma forma esférica, compacta, cujo
aspecto lembra uma amora, razão pela qual essa fase é denominada de mórula.
Depois do estágio de mórula vem a fase de blástula, resultante do arranjo dos blastômeros em volta de
uma cavidade cheia de líquido, a blastocele.

Tipos de segmentação
O tipo de segmentação varia nos diferentes tipos de ovos. A clivagem é mais lenta quando a quantidade de vite-
lo presente é maior. Assim, ovos com uma quantidade menor de vitelo têm uma segmentação mais homogênea,
ao contrário dos ovos com maior quantidade de vitelo, onde a segmentação é heterogênea.

Quantidade Distribuição
Tipo de ovo Tipo de clivagem Animal
de vitelo do vitelo
equinodermos, anfioxo
Oligolécito pequena homogênea Total igual
e mamíferos
Mesolécito ou heterogênea (pólos
média Total desigual anfíbios
Heterolécito animal e vegetativo)
heterogênea (ocupa a
Megalécito ou Telolécito grande Parcial discoidal peixes, répteis e aves
maior parte do ovo)
heterogênea (no
Centrolécito grande Parcial superficial insetos
centro do ovo)

51
Mamíferos: desenvolvimento
Na maioria dos mamíferos, o desenvolvimento embrionário ocorre no interior do corpo da fêmea, especificamente,
no útero. Há mamíferos que geram ovos (ornitorrinco e equidna), o restante forma uma placenta, órgão composto
pela parede interna vascularizada do útero chamado endométrio. Através da placenta, os nutrientes, oxigênio,
anticorpos e hormônios atravessam o sangue materno para o embrionário, e o embrião transfere para a mãe o gás
carbônico, as excretas. Na espécie humana, o ovo é oligolécito, e a segmentação é total e igual (fase de mórula).
O embrião na fase de mórula migra para o útero (nidação), onde inicia-se a fase de blástula, que, nos mamíferos,
é nomeada de blastocisto.
Dentro da cavidade blastocística há um fluido, que aumenta na cavidade, e leva a separação dos blastôme-
ros em dois tipos: o trofoblasto – camada de células externas e delgada, que tem como função a penetração e
aderência do embrião na parede do endométrio, e é responsável também pela organização da parte embrionária
da placenta; e o embrioblasto – massa celular interna que possui no centro um grupo de blastômeros, o qual
originará o embrião.
A placenta é composta de tecidos maternos e embrionários, e ela não envolve o embrião. Essa função é
desempenhada pelo âmnio (bolsa de água que contém o líquido amniótico), e no seu interior o embrião fica imerso.
Posteriormente ao encontro dos gametas, ocorre a geração da célula-ovo, que sofre sucessivas mitoses,
designando a fase de mórula e, em seguida, ocorre a fase blástula. A próxima fase é denominada de gástrula,
onde acontece a formação de três folhetos embrionários: ectoderme, mesoderme e endoderme, as quais da-
rão origem aos tecidos e órgãos do animal. Devido a diferença na velocidade de clivagem, formam-se macrômeros
(células maiores) e micrômeros (células menores), e esta ultima célula possui um intenso ritmo de divisão, e assim
o polo inferior da blástula é levado em direção ao polo superior. Esse processo acarretará em uma nova fase em-
brionária, denominada de gastrulação. Dessa forma, ocorre uma mudança no formato do embrião de uma esfera
oca para uma hemisfera de parede dupla. Essas alterações causam a produção de uma nova cavidade denominada
de arquêntero (intestino primitivo). O arquêntero possui uma abertura que se comunica com o exterior, o blas-
tóporo. Existem classificações dos animais baseadas na embriologia. Veja abaixo:
1. Números de folhetos embrionários
§§ Diblásticos – Apenas dois folhetos embrionários estão presentes. Como é o caso dos cnidários que
apresentam apenas endoderme e ectoderme.
§§ Triblásticos – Apresentam os três folhetos embrionários (endoderme, mesoderme e ectoerme). Exem-
plo: anfioxo, maioria dos invertebrados, cordados.
2. Blastóporo
§§ Protostômios – O blastóporo origina primeiro a boca. Exemplo: maioria dos invertebrados, com exce-
ção dos equinodermos.
§§ Deuterostômios – O blastóporo origina primeiro o ânus. Exemplo: equinodermo e cordata.

Nêurula
Concluída a gastrulação, o embrião já exibe formato ovoide, e na região dorsal acontece um achatamento nas
células da ectoderme, produzindo o desenvolvimento de uma placa chamada de placa neural. Gradualmente, a
placa neural afunda e células da ectoderme irão cobrir e esconder essa placa na região dorsal do embrião. Ao
passar do tempo, as bordas da placa neural juntam-se e ela passa a ser chamada de tubo neural, o qual originará
o sistema nervoso.

52
A mesoderme e a notocorda
Na mesoderme (teto do arquêntero) inicia-se a separação de grupos celulares no embrião, resultando na sua
diferenciação em somitos e notocorda. A notocorda será substituída, parcialmente ou totalmente, pela coluna
vertebral, que tem como função a sustentação e formação do eixo céfalo-caudal. Os somitos parecem bolsas
esféricas, localizados ambos aos lados do eixo produzido pelo tubo neural e pela notocorda. A cavidade de cada
somito denomina-se celoma. Os animais triblásticos são classificados de acordo com o da presença ou da ausência
de celoma:
§§ Acelomados: a cavidade interna não é revestida pela mesoderme. Representados pelos platelmintos;
§§ Pseudocelomados: a cavidade interna é revestida parcialmente pela mesoderme. Representados pelos
nematelmintos;
§§ Celomados: a cavidade interna é totalmente revestida pela mesoderme. Representantes: anelídeos, artró-
podes, moluscos, equinodermas e os cordados.

Os anexos embrionários
Em animais ovíparos, o desenvolvimento embrionário acontece dentro de um ovo, que tem casca protetora calcária
porosa, o que possibilita trocas gasosas, e também protege o embrião de condições desfavoráveis do meio. Já o de-
senvolvimento dos mamíferos placentários acontece dentro do corpo da mãe, no útero.
Na conquista do meio terrestre ocorreu a necessidade de que a fecundação fosse interna, e também a ne-
cessidade do desenvolvimento dos anexos embrionários (âmnio, o cório, o saco vitelínico e a alantoide). Apesar de
não fazer parte do corpo do embrião, são imprescindíveis para o seu desenvolvimento.
O saco vitelino é um anexo embrionário, que está ligado ao intestino do embrião. Para se desenvolver o
embrião vai consumindo o vitelo, e assim, consequentemente, o saco vitelínico vai diminuindo até desaparecer por
completo. Todos os répteis e aves, além do saco vitelínico, exibem outros três anexos embrionários: a alantoide,
o âmnio e o cório.
Alantoide tem como funções:
§§ armazenar a excreção do embrião (ácido úrico);
§§ passar para o embrião os sais de cálcio da casca;
§§ realizar trocas gasosas;
§§ transferir para o embrião as proteínas da clara.
O âmnio é uma membrana que circunda o embrião, e forma uma cavidade (amniótica) com um líquido chamado
de líquido amniótico. O âmnio e a cavidade amniótica constituem a vesícula amniótica, que tem papel de amortecer os
choques, mobilidade do embrião, permitir a flutuação e evitar a desidratação.
O último anexo embrionário é o cório, membrana que está envolta do âmnio, da alantoide e do saco vitelínico, e
está próxima à casca. Também participa do processo de trocas gasosas.

Sistema locomotor
É responsável pelo movimento esquelético, é composto por três sistemas: o sistema esquelético (alavancas de
movimento); o sistema muscular (realiza os movimentos através da contração muscular); e o sistema articular
(possibilita graus distintos de movimentos do esqueleto).

53
Sistema esquelético
O esqueleto humano é composto por 206 ossos.

Estrutura dos ossos longos


A disposição do tecido ósseo, esponjoso (interno e menos rígido) e compacto (duro e externo), em um osso longo
é o que confere sua resistência. Os ossos longos possuem regiões de crescimento e regiões de remodelação, além
de estruturas associadas às articulações. As partes de um osso longo são:

Cartilagem articular
Epífise
proximal Linha epifisária

Metáfise
Osso esponjoso

Endósteo
Osso compacto
Periósteo
Cavidade medular
Diáfise
Artéria nutrícia em
forâmen nutrício

Metáfise

Epífise
distal
Cartilagem articular

Estrutura de um osso longo

Sistema articular
Articulações ou juntas são os meios pelos quais os ossos se conectam entre si para compor o esqueleto. São com-
postas por tecido conjuntivo denso e podem ser imóveis ou possibilitar movimentos. São separadas em três
grupos, de acordo com a natureza do material situada entre os ossos.

54
Fisiologia da contração muscular

O músculo é um órgão com vasos sanguíneos, enervado e o tecido que o forma é o tecido muscular, que pode ser
liso, estriado esquelético ou estriado cardíaco.
§§ Tecido muscular liso: tecido de contração involuntária, que está localizado nos órgãos internos: aparelho
reprodutor e grandes vasos sanguíneos. O sistema nervoso autônomo controla a contração muscular.
§§ Tecido muscular estriado esquelético: músculo associado aos ossos de contração voluntária.
§§ Tecido muscular estriado cardíaco: músculo estriado sob contração involuntária. Essa musculatura tem
a propriedade de autoestimulação, as próprias células do coração geram as contrações, o sistema nervoso
apenas controla o ritmo.
A contração do músculo esquelético é voluntária e acontece pelo deslizamento dos filamentos de actina
sobre os de miosina (processo que necessita de ATP e cálcio).

Actina
Miosina

Sarcômero
relaxado

H
Linha Z
A I
Actina Miosina

Sarcômero
contraído

H
Linha Z
A I

Através do impulso nervoso inicia-se a contração muscular, que chega à fibra muscular por meio de um
nervo motor.

55
Na junção neuromuscular (porção terminal ao axônio + fenda sináptica + placa motora), o impulso nervoso
leva a ocorrência de contração muscular.

bainha de mielina

axôno motor

vesiculas contendo
moléculas transmissoras
mitocôndrias
(neurotransmissores)

placa
motora

fibra muscular esqueletica

Eventos da contração:
1. O retículo sarcoplasmático e o sistema T liberam íons Ca2+ e Mg2+ para o citoplasma.
2. Na presença desses dois íons, a miosina adquire uma propriedade ATP-ásica, isto é, hidrolisa (quebra) o
ATP, liberando a energia de um radical fosfato.
3. A energia liberada provoca o deslizamento da actina entre os filamentos de miosina, caracterizando o
encurtamento das miofibrilas.

Sistema cardiovascular
É composto por uma rede de vasos sanguíneos (veias, artérias e capilares), que comunicam todas as partes do
corpo. Nos vasos está o sangue, que circula através das contrações rítmicas do coração. No homem, o coração é
formado por 4 cavidades. O sistema circulatório tem as seguintes funções:
§§ Transporte de gases – participam das trocas gasosas nos alvéolos.
§§ Transporte de nutrientes – após o processo de digestão, os nutrientes são absorvidos, caem na corrente
sanguínea, e são distribuídos para todo o corpo.
§§ Transporte de resíduos metabólicos – as células eliminam resíduos referentes ao seu metabolismo, os
quais devem ser eliminados do organismo. O sangue leva essas substâncias até os órgãos excretores.
§§ Transporte de hormônios – os hormônios são eliminados das células, porém são produtos que serão utili-
zados por outras células ao longo do corpo, o sistema circulatório leva-os para os locais-alvo.

56
§§ Transporte de calor – o sangue também é usado na distribuição homogênea de calor pelas várias partes
do corpo, contribuindo para a manutenção de uma temperatura adequada em todos os locais do organismo.
Assim, age na termorregulação do organismo.
§§ Distribuição de mecanismos de defesa – pelo sangue circulam leucócitos e anticorpos, membros da
defesa contra agentes patogênicos.
§§ Coagulação sanguínea – há plaquetas circulantes, que atuam diretamente na coagulação sanguínea. As-
sim, devido aos fatores de coagulação no sangue, o corpo é capaz de bloquear eventuais hemorragias causa-
das pelos rompimentos dos vasos.

Componentes do sistema cardiovascular


Coração

veia cava superior


artéria aorta

artéria pulmonar esquerda

artéria pulmonar
direita tronco pulmonar

átrio esquerdo

átrio direito

veias pulmonares esquerdas

veias pulmonares
direitas
veia cardíaca

artéria coronária

ventrículo esquerdo

veia cava inferior

ventrículo direito

Coração humano

O átrio direito através da veia cava superior e inferior recebe sangue venoso do corpo. A veia cava superior
traz sangue da parte superior do corpo e da cabeça; já a veia cava inferior traz sangue das partes inferiores do cor-
po (membros inferiores e abdômen). O sangue sai do átrio direito e vai para o ventrículo direito através da abertura
de uma válvula denominada tricúspide, que tem esse nome porque possui três cúspides.
O átrio esquerdo recebe o sangue já oxigenado (sangue arterial), através de quatro veias pulmonares. O
sangue vai do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo através da valva bicúspide ou mitral, que possui apenas
duas cúspides.

57
O ventrículo direito é a maior parte anterior do coração. Ligando o átrio direito ao ventrículo direito está
a valva tricúspide, que tem como função impedir que o sangue retorne do ventrículo para o átrio. O sangue sai do
ventrículo direito e vai para os pulmões.
O ventrículo esquerdo forma o ápice do coração. O sangue vai do átrio esquerdo para o ventrículo es-
querdo através da valva bicúspide (mitral). O sangue sai do ventrículo esquerdo e vai para o corpo através da artéria
aorta, maior artéria do corpo.
O sangue circula para as artérias coronárias, que são ramificações da aorta, nutrindo o coração; o restante
do sangue que passa para o arco da aorta vai para a aorta descendente, levando o sangue para o resto do corpo.
O pericárdio é a membrana que reveste e protege o coração, permitindo liberdade de movimentação para
contrações vigorosas e rápidas.

Ciclo cardíaco

Ele inclui todos os processos e ventos relacionados aos batimentos cardíacos. No ciclo cardíaco normal, enquanto
os dois átrios se contraem, os dois ventrículos relaxam e vice-versa. A sístole do coração é fase de contração; e, ao
contrário, a fase de relaxamento, é denominada de diástole.

Automatismo cardíaco

Os batimentos contínuos do coração são resultado de uma atividade elétrica, que intrínseca e rítmica, originada em
uma rede de fibras musculares do próprio coração denominadas de células autorrítmicas ou marca-passo cardía-
co, sendo essas autoexcitáveis. O impulso elétrico começa no nodo sino-atrial (SA). Esse impulso propaga-se ao
longo das fibras musculares atriais, até que o potencial de ação chegue no nodo atrioventricular (AV). Depois
de ser transportado ao longo do feixe AV, o potencial de ação chega aos ramos direito e esquerdo, que atravessam
o septo interventricular, em direção ao ápice cardíaco. Por fim, as miofibras condutoras ou fibras de Purkinje,
transportam rapidamente o potencial de ação, primeiramente ao ápice do ventrículo e posteriormente para o res-
tante do miocárdio ventricular.

Controle nervoso do batimento do coração


A inervação parassimpática no coração:
1. reduz a velocidade de condução dos impulsos e aumenta o tempo de retardo entre a contração atrial e a
ventricular;
2. reduz a frequência dos batimentos cardíacos;
3. reduz o fluxo de sangue nos vasos coronários que mantêm a nutrição do próprio músculo cardíaco.

Estimulação dos nervos simpáticos proporciona efeitos opostos (antagônicos) àqueles observados pela ação
do sistema parassimpático sobre o coração:
1. eleva frequência cardíaca;
2. eleva força de contração;
3. eleva velocidade de condução dos impulsos, reduz o tempo de retardo entre a contração atrial e a ventricular;
4. eleva o fluxo sanguíneo através dos vasos coronários.

58
Vasos sanguíneos
Existem 3 tipos básicos de vasos sanguíneos: artérias, veias e capilares.
As artérias são vasos de parede densa que saem do coração carregando sangue para os órgãos e tecidos
do corpo.
As veias são vasos que retornam ao coração, carregando o sangue dos órgãos e tecidos. As veias de
maior calibre têm válvulas para impedir o refluxo de sangue, garantindo que a circulação ocorra em um único
sentido. Posteriormente a passagem do sangue pelas arteríolas e capilares, a pressão sanguínea reduz, alcançando
valores muito baixos no interior das veias. O retorno sanguíneo ao coração deve-se, principalmente, às contrações
dos músculos esqueléticos, os quais comprimem as veias, possibilitando que o sangue desloque-se em seu interior.
Graças às válvulas, o sangue tem um fluxo unidirecional no coração.
Os capilares sanguíneos são vasos de pequeno calibre que conectam as arteríolas às vênulas.

A evolução do coração em vertebrados

Aurícula
Artéria pulmonar
Cone arterial
Veia pulmonar
Aorta

Veia pulmonar Aurícula direita


Aurícula esquerda
Ventrículo
Ventrículo
Veia pulmonar
Veia cava Artéria pulmonar Aurícula esquerda

Aurícula direita Aorta Aurícula direita Artéria pulmonar


Veia cava Ventrículo esquerdo
Ventrículo
Ventrículo direito
Cone arterial Aurícula esquerda Aorta
Circulação
pulmonar
Circulação branquial

Circulação

Circulação
pulmonar

pulmonar

Capilares
Capilares Capilares pulmonares
Capilares pulmonares pulmonares
branquiais
Circulação sistémica

Circulação sistémica

Circulação sistémica

Capilares Capilares Capilares


Capilares sistémicos
Circulação

sistémicos sistémicos
sistémica

sistémicos

Seio venoso
Peixe Anfíbio Réptil Ave/Mamífero

Sangue venoso Sangue arterial

Os diferentes tipos de coração em vertebrados

Quando há mistura de sangue arterial e venoso no coração chamamos essa circulação de incompleta. Esse
tipo de circulação é encontrada nos peixes, anfíbios e répteis. No entanto, quando não ocorre a mistura de sangue
venoso e arterial denomina-se de circulação completa, observada, nas aves e mamíferos.
Outra classificação do tipo de circulação é referente ao número de vezes em que o sangue passa pelo cora-
ção. Quando o sangue passa uma única vez pelo coração, denominamos essa circulação de simples, observada nos
peixes. Os demais cordados possuem circulação dupla, na qual o sangue passa 2 vezes pelo coração.

59
O sangue

Composição plasmática Funções plasmáticas

Água §§ Transporte de nutrientes às células

Sais (Na+, Cℓ–, HCO–3, Ca++) §§ Transporte de gases respiratórios

Glicose §§ Transporte de hormônios e de anticorpos

Aminoácidos §§ Distribuição de calor

Proteínas (fibrinogênio, protrombina, anticorpos, albumina) §§ Remoção de resíduos metabólicos das células

Lipoproteínas (LDL e HDL) §§ Coagulação

Triglicérides §§ Defesa

Hormônios

Ureia

Gases (O2 e CO2)

Os elementos do sangue

Tipos Quantidade média/mL Funções Variações


Diminuição: anemia (verminoses, hemorragias, defi-
Glóbulos
homem: 5,4 milhões ciências de vitamina B12).
vermelhos Transporte de O2 e CO2
mulher: 4,8 milhões Aumento: pessoas que vivem em regiões de grande
(hemácias)
altitude.

Diminuição: lesões na medula óssea e algumas in-


Glóbulos brancos Defesa fagocitária
4 mil a 11 mil fecções.
(leucócitos) e imunitária
Aumento: infecções e leucemia.

Plaquetas Diminuição e aumento provocados por certas doen-


250 mil a 400 mil Coagulação do sangue
(trombócitos) ças.

Coagulação sanguínea
Quando ocorre um ferimento, as plaquetas iniciam um processo de coagulação sanguínea. O coágulo conserva
uma eventual hemorragia.

Tecidos com Plaquetas


lesões aglomeradas

Tromboplastina

Fígado
Ca++ (Plasma)
Vitamina K
Protombina Trombina
(Plasma)
Fibrina Fibrinogênio
(Coágulo) (Plasma)
A protrombina é produzida no fígado com auxílio de vitamina K,
vitamina sintetizada por bactérias que vivem no nosso intestino.

60
As trocas entre sangue e tecidos
A constituição do líquido intersticial (extracelular) é semelhante ao do sangue, com exceção dos elementos figu-
rados. Grande parte do fluido que deixa os capilares tende a retornar a esses vasos. A movimentação desse fluido
é decorrente de diferentes pressões, que agem de modo diferente em cada trecho do mesmo vaso sanguíneo. A
pressão sanguínea impulsiona a saída de água e substâncias nela dissolvidas pelas paredes dos capilares, e a pres-
são osmótica, quando alta, estimula o retorno de água. O intercâmbio de substâncias se dá pela relação entre a
pressão osmótica e a pressão sanguínea. Na extremidade do capilar situada próxima à artéria, a pressão sanguínea
é maior do que a pressão osmótica. Assim, água e moléculas pequenas passam na parede capilar, entrando nos
tecidos. A perda de água torna o sangue mais concentrado, logo, a pressão osmótica se torna maior que a pressão
sanguínea. Na extremidade próxima à veia, acontece o retorno da água, que traz consigo nutrientes e também
resíduos metabólicos.

O sistema linfático
Através do sistema linfático, o resto de líquido intercelular proveniente dos capilares sanguíneos retorna à circu-
lação sanguínea. Qualquer proteína, dentre outras substâncias, que tenha deixado os capilares será devolvida à
circulação.
O sistema linfático possui vasos finos, chamados de capilares linfáticos, que possuem capacidade de
contração, e se reúnem formando vasos progressivamente maiores, que resultam na formação do ducto torácico.
O fluxo de linfa é unidirecional e é auxiliado por válvulas que impedem seu retorno. Para esse fluido retornar à
circulação venosa, a linfa coletada passa antes por linfonodos ou nódulos linfáticos (local de concentração de
linfócitos). Caso os patógenos sejam fagocitados, são desencadeadas reações inflamatórias nos linfonodos, cau-
sando um inchaço, denominado íngua. Os edemas linfáticos são o excesso de líquido intersticial devido ao exces-
so de filtração ou, ainda, obstrução desses vasos. As tonsilas palatinas são constituídas por tecido linfoide, onde
também pode acontecer reação imunológica a microrganismos, resultando em amigdalite, inchaço das tonsilas.
Os órgãos linfoides incluem o timo (maturação de linfócito), os linfonodos e o baço.
Além das funções acima, o sistema linfático também é responsável pela absorção de lipídios, derivados da
digestão de gorduras, absorvidos no intestino.

61
U.T.I. - Sala
1. (UFES) A figura abaixo ilustra o corte sagital do embrião de um metazoário na fase de gástrula,
estando aí indicados os folhetos germinativos a, b e c. Com relação aos tipos de embriões de metazo-
ários, faça o que se pede.

a) Cite um grupo de metazoário que apresente um embrião com as características descritas acima e indique
os nomes dos folhetos a, b e c.
b) Explique o papel do folheto c na formação do corpo de um metazoário adulto.
c) Explique a diferença entre um embrião de metazoário e um embrião de cnidário.

2. (PUC-RJ) Com relação aos animais tetrápodes, escreva o que se pede nos itens abaixo:
a) Diga quais são os tetrápodes, listando as principais características desse grupo.
b) Enumere as características desses animais que lhes permitem melhor adaptação à vida em ambientes
secos, dando exemplos dos tetrápodes mais bem adaptados a esses ambientes.

3.

A escolha do tatu-bola (Tolypeutes tricinctus), um animal “genuinamente brasileiro”, como mas-


cote da Copa do Mundo de 2014, animou ambientalistas do país, já que a espécie integra a lista de
espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção. Esta seria uma forma de divulgar informações
sobre a espécie pouco conhecida e que corre grande risco de desaparecer da natureza.
A relação desta espécie de tatu com o futebol é o formato de bola que adquire ao se defender de

62
predadores. Ao perceber a presença de onças ou raposas, seu corpo se contorce e o animal esconde
partes frágeis como o tronco, a cabeça e as patas no interior de uma dura carapaça – que se fecha
e fica em formato de bola.(1)
Natural da caatinga, o tatu-bola não é grande nem é fértil. Tem cerca de 60 cm de comprimento,
pesa no máximo 1,8kg e sua carapaça é feita de um tecido ósseo flexível, parecido com a pele do
crocodilo. Sua gestação dura cerca de quatro meses e tem apenas um descendente por ninhada. De-
licado, não tem forças para cavar buracos. Passa o dia dormindo em tocas abandonadas por outros
animais. Por precaução, prefere a noite para caçar. É quando sai atrás de seu alimento preferido:
o cupim.(2)
(1)
Extraído de http://www.olhardireto.com.br Acesso em 13/09/2012.
(2)
Roberto Katz, in Revista O GLOBO. 14/10/2012. p.22-27.

A partir do texto acima e, de acordo com conceitos de ecologia:


a) indique as partes do texto que apresentam características do tatu em relação ao seu ambiente, como
habitat, nível ocupado na cadeia alimentar, nicho ecológico e hábitos de vida.
b) explique por que o tatu-bola corre grande risco de desaparecer da natureza.

4. (UFPR) A criação de modelos animais alterados geneticamente permite o estudo de diversas doen-
ças. Esses animais são chamados knock-out quando o gene estudado é silenciado (deixa de funcio-
nar), e knock-in quando o gene que desencadeia a doença é inserido em seu genoma. Geralmente,
para a criação de um animal knock-in faz-se a inserção de células transformadas em laboratório,
contendo o gene a ser estudado, em blástulas que são, então, implantadas no útero de uma “mãe
de aluguel” (uma rata, por exemplo). Um dos motivos de serem usadas blástulas é o fato de que as
células dessa fase são pluripotentes e indiferenciadas.
a) Por que a inserção das células mutadas (produzidas no laboratório) não é feita em fases anteriores ou
posteriores à de blástula, além dos motivos já citados?
b) Por que os animais nascidos são considerados quimeras genéticas?

5. (Fuvest) Piaimã virou o herói de cabeça para baixo. Então Macunaíma fez cócegas com os ramos
nas orelhas do gigante (...). Chegaram no hol. Por debaixo da escada tinha uma gaiola de ouro com
passarinhos cantadores. E os passarinhos do gigante eram cobras e lagartos.
Mário de Andrade, Macunaíma.

a) Suponha que o gigante Piaimã tenha encontrado os ovos de lagarto e os tenha posto para chocar, pen-
sando que fossem de aves. O exame dos anexos embrionários dos ovos desses dois grupos de animais
permite diferenciar se eles são de lagartos ou de passarinhos? Justifique.
b) Considere que a gaiola esteja embaixo da escada em local frio e úmido, e com alimento disponível.
Que animais – cobras, lagartos ou passarinhos – teriam maior dificuldade para sobreviver por período
muito longo nessas condições? Justifique.

63
U.T.I. - E.O. b) Um animal cujo coração é semelhante ao
ilustrado na figura pertence a uma classe do
domínio Eukaria cujos representantes ocu-
pam, durante a fase larval, ambientes aquá-
1. (UERJ) No gráfico, está indicado o tamanho ticos dulcícolas e, em geral, respiram por
de um animal terrestre ao longo de um de- brânquias.
terminado período de tempo, a partir de seu c) Mais de 70% do sangue que entra pelo átrio
nascimento. esquerdo é proveniente de vários órgãos, ex-
ceto dos pulmões e da pele.
d) Um animal cujo coração é semelhante ao
ilustrado na figura tem a pele bastante vas-
cularizada e sempre umedecida pela secre-
ção das glândulas secretoras de muco.

4. (UFPR) Após a fecundação, o zigoto huma-


no passa por um período de intensa proli-
feração celular, denominado clivagem, origi-
nando um concepto multicelular conhecido
Nomeie o filo a que esse animal pertence, como blastocisto. Mais tarde, esse concepto
justificando sua resposta. sofrerá o processo de gastrulação e prosse-
Nos pontos indicados pelas setas, ocorre um guirá em diversas etapas de desenvolvimen-
processo relevante para o desenvolvimento to, com uma duração média total de 38 se-
desse animal até a fase adulta. Nomeie esse manas contadas a partir da fecundação.
processo e aponte a razão de sua importância. a) Em que locais do aparelho reprodutor femi-
nino humano normalmente ocorrem a fe-
2. (PUC-RJ) O desenvolvimento embrionário cundação, a clivagem e a gastrulação?
pode ser usado para organizar os filos ani- b) Que partes dos embriões humanos estão for-
mais de acordo com as diferentes sequências madas ao final da gastrulação?
de estágios e graus de complexidade corpo- c) Se a duração do desenvolvimento humano é
ral gerados. de 38 semanas em média, por que, clinica-
Descreva as fases iniciais do desenvolvimen- mente, são consideradas 40 semanas?
to embrionário dos animais e diferencie ani-
mais diploblásticos de triploblásticos, pro- 5. (UEG) Os vertebrados constituem o maior e
tostômios de deuterostômios e celomados de mais complexo grupo de espécies dentre os
acelomados e pseudocelomados. cordados, sendo encontrado em todos os ha-
bitats. Uma das características desse grupo é
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO. a presença de membranas chamadas de ane-
xos embrionários. Essas estruturas contri-
buíram para a adaptação dos vertebrados ao
ambiente terrestre? Justifique sua resposta.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO.

“Cientistas buscam remédios no mar” é o


título de uma reportagem (O Estado de S.
Paulo, 02/05/2005, p. A16) sobre pesquisas
que identificaram moléculas com atividade
farmacológica presentes em animais mari-
nhos, como esponjas e ascídias, contra agen-
tes patogênicos causadores de tuberculose,
leishmaniose e candidíase. Os agentes pato-
gênicos causadores das doenças citadas na
3. (UNB) Considerando a figura acima, que reportagem são, respectivamente, bactérias,
ilustra o mecanismo de funcionamento de protozoários e fungos.
um coração, julgue os itens a seguir.
a) Os 4% de sangue que saem do átrio direito 6. (Unicamp) Notícias sobre animais marinhos
para o ventrículo possuem maior concentra- estão sempre em destaque na imprensa,
ção de O2 que os 10% que saem do átrio es- como exemplificam a reportagem citada e as
querdo. notícias listadas a seguir.

64
I. Uma lula gigante foi capturada em Ma- 9. (UFAL) Os equinodermas são animais mari-
caé (RJ) e levada para Niterói. A lula pesa nhos que apresentam, em sua maioria, sime-
130 quilos e mede aproximadamente 4 tria radial.
metros. (em www.estadao.com.br/vidae/ a) Por que a simetria radial dos equinodermas é
not_vid71173,0.htm, 26/10/2007.) considerada secundária?
b) Compare o esqueleto dos equinodermas com
II. A presença de uma medusa mortal levou
o dos artrópodes, quanto à localização e à
à interrupção das filmagens de um lon-
composição.
ga-metragem na Austrália. (em www1.
folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ul- 10. (UFU) Existe(m) diferença(s) de origem em-
t90u69858.shtml, 30/03/2007.) briológica (folhetos embrionários) entre as
III. Cientistas do Museu Victoria, na Austrá- glândulas sebáceas, a pleura e o epitélio da
lia, divulgaram hoje imagens da menor bexiga urinária?
estrela-do-mar do mundo, que mede me- Justifique sua resposta.
nos de 5mm. (em noticias.terra.com.br/ 1
1.
(Unicamp) Recentemente pesquisadores
ciencia/interna/0OI2039629-EI8145,00. brasileiros conseguiram produzir a primeira
html, 01/11/2007.) linhagem de células-tronco a partir de em-
brião humano. As células-tronco foram ob-
a) Agrupe os filos aos quais pertencem os ani- tidas de um embrião em fase de blástula, de
mais citados (esponjas, ascídias, lulas, me- onde foram obtidas as células que posterior-
dusas e estrelas-do-mar), de acordo com a mente foram colocadas em meio de cultura
presença de tecidos verdadeiros e o número para se multiplicarem.
de folhetos germinativos. Caracterize cada a) As células-tronco embrionárias podem so-
lucionar problemas de saúde atualmente
grupo formado segundo o critério indicado.
incuráveis. Quais características dessas cé-
b) A diferenciação dos folhetos germinativos
lulas-tronco permitem que os pesquisadores
no desenvolvimento embrionário permite a possam utilizá-las no futuro para este fim?
formação de uma cavidade do corpo, o ce- b) Blástula é uma etapa do desenvolvimento
loma. Que folheto germinativo está direta- embrionário de todos os animais. Identifi-
mente relacionado com a formação do celo- que entre as figuras a seguir qual delas cor-
ma? Dê uma vantagem que a formação do responde à fase de blástula e indique uma
celoma trouxe para os animais. característica que a diferencia da fase ante-
rior e da posterior do desenvolvimento em-
7. (Unesp) A Falsa Tartaruga suspirou profun- brionário.
damente e enxugou os olhos com o dorso de
uma patinha. Ela olhou para Alice e tentou
falar, mas, durante um ou dois minutos, so-
luços impediram-na de dizer qualquer coisa.
(“Alice no País das Maravilhas”, Lewis Carroll.)
1
2. (Unicamp) O uso das células tronco embrio-
Suspeita-se que o autor criou tal persona- nárias tem levantado muitas discussões. As
gem observando tartarugas marinhas que células embrionárias, geradas nos primeiros
derramam “lágrimas” ao desovar nas praias. dias após a fecundação do oócito pelo esper-
A que correspondem as “lágrimas” das tar- matozoide, não estão diferenciadas e podem
se transformar em qualquer célula do orga-
tarugas marinhas e por que essas tartarugas
nismo. A célula-tronco prototípica é o zigo-
“choram”?
to.
(Adaptado de “Isto é”, 20 de outubro de 2004.)
8. (UFRJ) No processo evolutivo, centenas de
espécies podem ser criadas em um tempo re- a) Após a formação do zigoto, quais são as eta-
lativamente curto. Esse fenômeno é conhe- pas do desenvolvimento até a formação da
cido como radiação adaptativa. No grupo dos notocorda e tubo nervoso nos embriões?
b) Em que fase do desenvolvimento embrionário
répteis, ocorreu uma grande radiação adap-
as células iniciam o processo de diferenciação?
tativa após o aparecimento da fecundação
c) O desenvolvimento embrionário é uma das
interna e do ovo amniótico; muitas espécies formas de dividir os filos em dois grandes
desse grupo surgiram e ocuparam o habitat grupos. Dê duas diferenças no desenvolvi-
terrestre. mento dos protostomados e deuterostoma-
Explique por que o ovo amniótico facilitou a dos, e indique em qual desses grupos os hu-
ocorrência dessa radiação adaptativa. manos estão incluídos.

65
1
3. (UFPA) Os tecidos - grupos de células de a) EXPLIQUE o processo pelo qual, nesse caso,
mesma origem e semelhantes entre si em o sal leva à morte.
estrutura e função - são originados nos seres b) Apesar de popular, o extermínio de lesmas
humanos a partir dos três folhetos embrio- e caramujos por adição de sal não é uma
nários. Cite três tipos de tecidos humanos prática recomendada para uso em hortas e
com suas respectivas funções. jardins.
JUSTIFIQUE essa afirmativa.
1
4. (Ufscar) Os répteis possivelmente surgiram
no final do período Carbonífero, a partir 1
7. (Unicamp) As figuras A e B representam o
de um grupo de anfíbios, e tiveram gran- útero de duas mulheres grávidas de gêmeos.
de diversificação na era Mesozoica. Com o a) Diferencie os tipos de gêmeos representados
surgimento da fecundação interna e do ovo nas figuras A e B e explique como são origi-
adaptado ao ambiente terrestre, os répteis nados.
superaram a dependência da água para a re- b) Que sexo os fetos podem apresentar em cada
produção. um dos úteros?
a) Por que a fecundação interna e o ovo adapta- c) O cordão umbilical liga o feto à placenta.
do ao ambiente terrestre tornaram a reprodu- Quais são as funções gerais da placenta?
ção dos répteis independente da água?
b) Quais adaptações ocorreram nos embriões dos
répteis com relação à alimentação e excreção?

1
5. (UFG) Várias aves apresentam dispersão,
que é uma forma de deslocamento depen-
dente de fatores como barreiras geográficas.
a) Os pinguins, que nadam desde o sul da Ar-
gentina até o litoral do Rio de Janeiro, não
apresentam dispersão. Explique.
b) Explique duas adaptações das aves para o 1
8. (UFC) Cite duas características dos anfioxos,
voo que tenham relação com o peso corpo- pertencentes ao táxon Cephalochordata, que
ral. são utilizadas para embasar as relações fi-
logenéticas com os vertebrados. Em que se
16. (UFMG) O caramujo africano (Achatina fu- baseia a denominação do táxon? Diga em
lica), mostrado na figura abaixo, foi intro- qual etapa do desenvolvimento embrionário
duzido no Brasil, ilegalmente, na década de é reconhecida a característica que denomina
1980, com o intuito de se explorar comer- o táxon e descreva como esta característica
cialmente essa espécie como iguaria gas- se origina embriologicamente.
tronômica. De lá para cá, o Achatina fulica
espalhou-se por vários estados brasileiros, 1
9. (UFU) De todos os grupos de vertebrados, as
mas não como uma alternativa econômica, aves possuem o maior número de adaptações
pois seu gosto não foi tão apreciado como o para que possam realizar o voo. Cite as adap-
escargot verdadeiro (Helix aspersa). tações que são encontradas nos sistemas:
a) dérmico.
b) esquelético.
c) respiratório.
d) excretório.

1. EXPLIQUE por que uma espécie exótica


como essa pôde se tornar rapidamente
uma praga em diversos ecossistemas bra-
sileiros.
2. CITE duas consequências da introdução
de espécies exóticas num ecossistema.
3. Um hábito popular para matar lesmas e
caramujos consiste em jogar sal de cozi-
nha sobre seus corpos.

66
U.T.I. 2

Biologia 3
Gametogênese
Sistema genital masculino

Anatomia

Anatomia interna do sistema genital masculino

Sistema genital feminino


Anatomia

Anatomia interna e externa do sistema genital feminino

69
Gametogênese
Gametogênese é o fenômeno de produção dos gametas. Nos animais, esse processo ocorre nas gônadas, órgãos
que também sintetizam os hormônios sexuais e originam o desenvolvimento de características sexuais secundários,
que diferenciam os machos das fêmeas.
A gametogênese feminina (ovulogênese ou ovogênese) e a gametogênese masculina (ou espermatogênese)
possuem etapas semelhantes.

}
Espermatogênese
Espermatogênese

Célula germinativa 2n

geminativo
Mitose

Período
Espermatogônias 2n 2n

Mitose
2n 2n 2n 2n
Espermatogônias

}
Crescimento

crescimento
sem divisão

Período de
celular
Espermatócito I 2n

}
Meiose I

Espermatócito II n
Período de
maturação

Meiose II

n n n n
Espermátides

}
diferenciação
Período de

n n n n
Espermatozoides
Ovogênese

}
Ovogênese
Célula germinativa 2n

Mitose
geminativo

Ovogônias 2n 2n
Período

Mitose

Ovogônias 2n 2n 2n 2n

}
Crescimento
sem divisão
crescimento

celular
Período de

Ovócito I 2n

}
Meiose I Glóbulo polar

Ovócito II n n
Período de
maturação

Meiose II

Óvulo n n n n
Glóbulos polares

70
Espermatogênese
A espermatogênese inicia-se na puberdade e ocorre ao longo de toda vida do homem.
O processo de formação do espermatozoide é dividido em 4 etapas: período germinativo, período de cres-
cimento, período de maturação e período de diferenciação.

Esquema do testículo

Ovogênese
O processo de formação do óvulo é dividido em 3 etapas: período germinativo, período de crescimento e período
de maturação.
§§ Período Germinativo – Ovogônias (2n), as células germinativas, dividem-se por mitose originando outras
ovogônias (2n). Esse processo termina logo após o nascimento nas fêmeas de mamíferos.
§§ Período de Crescimento – Nesse período não ocorre mitose, param as divisões celulares, ocorre aqui o
crescimento em volume da ovogônia (2n), que passa a ser chamada de ovócitos I, ou ovócitos primários ou
de primeira ordem.
§§ Período de Maturação – Cada ovócito I (2n) agora sofre divisão meiótica. A meiose I resulta em duas
células de tamanhos diferentes, uma maior chamada de ovócito II (n), ou ovócito secundário ou de segunda
ordem, a qual tem praticamente com todo o citoplasma do ovócito I, e outra muito pequena chamada de
primeiro corpúsculo polar ou globular polar (n). Na meiose II, o ovócito II dá origem a uma célula maior, o
óvulo (n), e outra célula menor, o segundo glóbulo ou corpúsculo polar (n). O primeiro glóbulo polar pode
dividir-se, resultando em dois corpúsculos polares.

71
Principais diferenças entre espermatogênese e ovogênese
1. O período germinativo é mais longo na espermatogênese do que na ovogênese.
2. O período de crescimento é mais demorado na ovogênese.
3. A quantidade de gametas finais produzidos é diferente. No período de maturação, cada espermatócito I dá
origem a quatro espermatozoides, enquanto cada ovócito I produz apenas um óvulo.
4. Na ovogênese, não existe o período de diferenciação.

Fecundação
Para a formação de um novo indivíduo, os gametas fundem-se aos pares, um masculino e outro feminino, cujos
papéis são diferentes na formação do descendente. Essa fusão é a fecundação ou fertilização.

Histologia
O corpo de um organismo multicelular é composto por distintos tipos de células, especializadas em funções diferen-
tes. A histologia é a ciência que estuda os tecidos biológicos: origem, característica, tipo de célula e funcionamento.

Tipos básicos de tecido e suas funções


Os animais vertebrados possuem 4 tipos básicos de tecidos: muscular, nervoso, conjuntivo e o epitelial.
§§ Epitélio – é o revestimento superficial externo do corpo (faz parte da pele), dos órgãos e das cavidades
corporais internas. Também possui o papel secretor.
§§ Conjuntivo – composto por vários tipos células e por farta matriz extracelular, secretada pelas próprias
células desse tecido. A função do tecido é sustentar, preencher e transportar as substâncias.
§§ Muscular – as células desse tecido são multinucleadas, alongadas e com características contráteis.
§§ Nervoso – as células desse tecido exibem longos prolongamentos citoplasmáticos e realizam a função de
receber, gerar, codificar e transmitir impulsos nervosos.

Tecido epitelial
Reveste a superfície externa e as cavidades internas corporais dos animais. Realiza distintas funções no organismo: libera
substâncias úteis (glândulas), absorve íons e moléculas (epitélio intestinal), proteção e percepção de estímulos (pele).
As células dos tecidos epiteliais ou epitélios são impecavelmente justapostas e conectadas por pequena quan-
tidade de substância extracelular. As células possuem uma grande aderência entre si, devido às junções intracelulares.
Os epitélios não sangram se feridos, porque não são vascularizados. As células são nutridas por difusão que
ocorre a partir dos capilares presentes no tecido conjuntivo próximo ao epitélio.

Especialização das células epiteliais


O que mantém a união das células dos tecidos epiteliais são junções celulares.
§§ Zona de oclusão
§§ Zônulas de adesão
§§ Desmossomos
§§ Hemidesmossomos
§§ Junções gap ou comunicantes
§§ Interdigitações: aumento da superfície de contato
72
Classificação de epitélios

Simples pavimentoso Simples cúbico


Simples colunar

Epitélio de
Estratificado transição
Estratificado Pseudoestratificado
cúbico
pavimentoso colunar
Diferentes morfologias das células epiteliais

Os epitélios podem ser classificados em relação ao número de camadas celulares e formato das células.

Classificação dos epitélios quanto ao número de camadas celulares

§§ Epitélios simples ou uniestratificados


§§ Epitélios estratificados
§§ Epitélios pseudoestratificados

Classificação dos epitélios quanto à forma

§§ Pavimentoso – Células achatadas como ladrilhos;


§§ Cúbico – Células com forma de cubo;
§§ Prismático – células alongadas com forma de coluna.

Classificação dos epitélios quanto à função

Os epitélios podem ser classificados em epitélios de revestimento e epitélios glandulares.

Epitélios de revestimento
As funções desse epitélio englobam proteger e revestir as superfícies externas e internas, secretar diversos produ-
tos, absorver substâncias, remover impurezas e pode apresentar receptores sensoriais.

Pele: órgão de contato

Histologia da pele

A pele é um órgão composto de epiderme e derme nos mamíferos.


O excesso de queratina mata as células superficiais, os quais formam um revestimento resistente ao atrito
e impermeável à perda de água.
Outras células da epiderme são os melanócitos, que produzem melanina (pigmento marrom-escuro) que
protege a pele contra a ação dos raios ultravioletas.

73
Sensores da pele
Diferentes tipos de estruturas sensoriais conferem à pele a função de relacionamento com o meio ambiente. Distri-
buídas por toda a pele, há terminações nervosas livres, responsáveis pela captação de estímulos ambientais.

Anexos da pele
Pelos, que participam do isolamento térmico; glândulas sebáceas, que lubrificam a pele, e glândulas sudoríparas,
que regulam a temperatura corpórea.

Tecido epitelial glandular


As células do tecido epitelial glandular são produtoras de substâncias.
De acordo com a forma de secretar substâncias, as glândulas de origem epitelial podem ser classificadas em
exócrinas, endócrinas ou mistas.
§§ Glândulas exócrinas – lançam seus produtos através de duto para uma cavidade interna. Exs.: lacrimais,
sudoríparas, glândulas salivares, mamárias e sebáceas.
§§ Glândulas endócrinas – lançam seus produtos diretamente na corrente sanguínea. Exs.: glândulas da
tireoide, hipófise e adrenais.
§§ Glândulas mistas – possuem regiões endócrinas e exócrinas. Ex.: pâncreas (porção exócrina secreta en-
zimas digestivas no intestino; a porção endócrina secreta os hormônios insulina e glucagon no sangue).
As glândulas também podem ser classificadas em relação à forma como eliminam suas secreções.

Tecido conjuntivo
Formado pelos diferentes tipos de células imersas em material extracelular (substância amorfa ou matriz), que é
produzida pelas próprias células do tecido. Essa matriz, de aspecto transparente e gelatinoso, é constituída, princi-
palmente, por água, glicoproteínas e fibras proteicas.
De acordo com o tipo celular e a proporção relativa entre os componentes da matriz extracelular, os tecidos
conjuntivos podem ser classificados em:
§§ Tecido conjuntivo propriamente dito: frouxo, denso modelado e denso não modelado;
§§ Tecido conjuntivo com propriedades especiais: adiposo e hematopoiético;
§§ Tecido conjuntivo de consistência rígida: cartilaginoso e ósseo.

Tecido conjuntivo frouxo


Preenche espaços vazios. Também age, de certo modo, como barreira contra a entrada de elementos estranhos nos
tecidos. O tecido conjuntivo frouxo possui maior quantidade de células quando comparado às fibras.

Tipos de fibra

Colágenas, elásticas e reticulares são os tipos de fibra que fazem parte do tecido conjuntivo frouxo.

Tipos de célula

O tecido conjuntivo frouxo é composto por dois fundamentais tipos de célula: macrófagos e fibroblastos.
As células mesenquimatosas e os plasmócitos são células também presentes nesse tecido.

74
Tecido conjuntivo denso
Nesse tecido predominam os fibroblastos e as fibras colágenas.
Esse tecido tem em sua maioria fibras colágenas, quando comparado com a quantidade de células presen-
tes. Ele pode ser classificado com relação à organização dessas fibras em:
§§ Não modelado – as fibras estão em feixes posicionados em direções diferentes, o que o confere resistên-
cia à tração em várias direções, além de grande elasticidade.
§§ Modelado – as fibras estão em feixes posicionados na mesma direção; aqui o movimento de rotação é
limitado, porém existe uma grande resistência à tensão em uma certa direção.

Tecido conjuntivo adiposo


No tecido adiposo, a substância intracelular está em menor quantidade, e as células estão cheias de lipídios, as
quais são chamadas de adipócitos.
As células adiposas possuem vacúolo grande e central de gordura, que altera o volume conforme o meta-
bolismo.

Tecido conjuntivo cartilaginoso (cartilagem)


Algumas de suas funções são revestir superfícies articulares para facilitar movimentos, auxiliando na sustentação,
e é imprescindível para o crescimento dos ossos longos. As cartilagens são avasculares e não possuem nervos. As
cartilagens estão localizadas em grande parte no sistema respiratório (nariz, traqueia, brônquios, epiglote etc.), algu-
mas partes da laringe, na orelha externa e nos discos cartilaginosos entre as vértebras, que abrandam o choque dos
movimentos sobre a coluna vertebral.
Nas cartilagens há dois tipos celulares: os condroblastos, que secretam as fibras colágenas e a matriz, e
os condrócitos, que estão alojados em lacunas da cartilagem e possuem uma atividade baixa (são condroblastos
“velhos”).

Tecido conjuntivo sanguíneo


É formado por células (parte figurada), imersas num meio líquido, o plasma (parte amorfa).

Plaquetas

As plaquetas ou trombócitos são produzidas por fragmentação dos megacariócitos, células grandes da medula
óssea. Possuem substâncias ativas do processo de coagulação do sangue, que inibe a ocorrência de hemorragias.

Glóbulos vermelhos

Chamados de hemácias ou eritrócitos. Células sem núcleo, que parecem um disco bicôncavo. Possuem uma grande
quantidade de hemoglobina (proteína transportadora de oxigênio).

Glóbulos brancos

Denominados de leucócitos, são células do sangue relacionadas com a defesa do organismo.

75
Tecido conjuntivo ósseo
Tem como função sustentar e compor os ossos do esqueleto dos vertebrados. É um tecido rígido devido à matriz
rica em sais de cálcio, fósforo, magnésio, além de fibras de colágeno, que aferem certa flexibilidade ao osso.
Cartilagem articular

OpenStax College
Epífise proximal

Metáfise Tecido ósseo esponjoso


Disco epifisários
Medula vermelha

Cavidade ou canal medular


Diáfise Medula amarela
Perióstio

Arteria nutricia

Metáfise

Epífise distal
Cartilagem articular

osso esponjoso

osteócitos canal de Havers


perióstio
osso compacto

Tipos de células do osso

Osteoblastos são células jovens. Possuem longas projeções citoplasmáticas. Quando secretam a matriz intercelular
ao seu redor, os osteoblastos permanecem retidos dentro, torna-se maduro, transforma-se em osteócito, perdendo
os prolongamentos citoplasmáticos. Há ainda outro tipo celular nesse tecido, o osteoclasto, que são células princi-
palmente ativas na destruição das áreas envelhecidas e das áreas lesadas do osso.
A remodelação e o crescimento normais dependem de:
§§ Fabricação dos hormônios responsáveis pela atividade do tecido ósseo.
§§ Quantidades adequadas de cálcio e fósforo na dieta alimentar.
§§ Quantidade adequada de vitaminas, como vitamina D, que auxilia na deposição de cálcio e fósforo na
matriz óssea.

76
Tecido muscular
Fundamental na locomoção, na contração do coração e das artérias (vasos sanguíneos), dos órgãos do tubo digestório
e outros. Fibras musculares são as células dos tecidos musculares, que são alongadas e têm o nome de miócitos.

Tipos de tecido muscular


Existem três tipos de tecido muscular: estriado esquelético, estriado cardíaco e liso.

Tecido muscular estriado esquelético


Recobre completamente o esqueleto e está conectado aos ossos. É um tecido com contração voluntária. Célula com
vários núcleos periféricos. No citoplasma encontram-se as fibras contráteis, miosina (grosso) e actina (fina). Essas
proteínas são organizadas de modo que originam as bandas transversais (claras e escuras), particularidades das
células musculares estriadas esqueléticas e cardíacas.
Sarcolema Mitocôndria Miofilamentos

Linha Z Linha Z
Miofibrilas Banda A
Banda I Banda I

Linha Z
Sarcômero Linha Z
Retículo
Fibra Túbulos T Sarcoplasmático
Núcleo
Filamento grosso

Filamento delgado

Troponina

Actina Tropomiosina

Sarcômero estirado
Organização da fibra muscular
Músculo
estirado

ATP + Ca2+ + Mg2+ Actina


Miosina
Músculo
contraído

Sarcômero contraído

77
Tipos de fibras musculares estriadas esqueléticas

§§ Lentas ou vermelhas (tipo 1): Têm mioglobina (proteína que conduz e estoca oxigênio para os tecidos
musculares) e mitocôndrias. Altamente resistente à fadiga, assim, estão adaptadas a movimentos duradouros
e lentos. Para sua atividade utilizam a energia proveniente do processo de respiração celular normalmente.
§§ Rápidas ou brancas (tipo 2): São fibras mais claras, pois possuem pouca mioglobina e mitocôndrias.
Estão adaptadas a movimentos rápidos e potentes. A energia para a atividade dessa fibra vem de processos
anaeróbios, como a fermentação, normalmente.

Tecido muscular estriado cardíaco


Apresenta células musculares estriadas com núcleos centrais. Esse tecido é encontrado apenas no coração, e possui
uma contração potente, rítmica e involuntária.
O processo de autoestimulação é realizado pelas células musculares cardíacas (isso ocorre independente de
um estímulo do sistema nervoso).

Tecido muscular liso ou não estriado


As células musculares lisas não possuem estriação.
Os miócitos são uninucleados, têm contração lenta e involuntária. Esse tipo de tecido é encontrado em grande
parte do sistema digestório (esôfago, estômago e intestinos), que é responsável pelo peristaltismo nesse
sistema.

Tecido nervoso
Os seres vivos interagem com o meio e reagem aos estímulos ambientais. No tecido nervoso praticamente não há
substância intercelular. Seus fundamentais constituintes celulares são os neurônios e as células da glia.

§§ Neurônios
São células nervosas que recebem, codificam e transmitem estímulos nervosos, permitindo ao indivíduo
responder a mudanças do meio.

§§ Células da glia
Os tipos de glia diferem na forma e função, assim cada tipo tem um papel diferente no organismo.
§§ Os astrócitos alimentam a rede de circuitos nervosos e fornecem suporte mecânico.
§§ Os oligodendrócitos fazem função semelhante às células de Schwann: sintetizam bainhas protetoras
sobre os neurônios.
§§ A micróglia é um tipo especializado de macrófago, fagocita detritos e restos celulares do sistema ner-
voso.

§§ Células de Schwann
São células especiais que envolvem certos tipos de neurônios. Enrolam-se dezenas de vezes em torno do
axônio e formam uma capa membranosa chamada bainha de mielina.

78
Transmissão do impulso nervoso
Os estímulos nervosos propagam-se sempre no mesmo sentido: são recebidos pelos dendritos, continuam pelo
corpo celular, passam pelo axônio, a qual transmite à célula seguinte, prosseguindo com a transmissão.

O estímulo causador do impulso nervoso necessita ser suficientemente forte, acima de um certo valor, que
discrepa entre os tipos de neurônios, para levar à despolarização que modifica o potencial de repouso em potencial
de ação. Esse estímulo chamamos de estímulo limiar. Dessa maneira, não há variação de intensidade de um impulso
nervoso devido ao aumento do estímulo; esse processo obedece à regra do “tudo ou nada”.
A transmissão do impulso nervoso propaga-se através de uma região denominada sinapse. Sinapse é a
química mais comum, na qual não há contato entre as membranas das duas células. Os mediadores químicos,
chamados neurotransmissores, são liberados na porção terminal do axônio, através de vesículas secretoras. Ao cair
na fenda sináptica, esses neurotransmissores geram os impulsos nervosos na célula subsequente.

Produção de energia:
respiração e fermentação
A energia obtida pelas células para fazer suas funções não deriva diretamente dos compostos orgânicos, mas através
das moléculas “intermediárias” geradas, comumente com a energia obtida da “quebra” dessas substâncias orgânicas.
O ATP armazena energia em duas de suas ligações-fosfato, que se desprende assim que uma delas se rompe.
O processo para fabricação de energia é denominado respiração celular, e gasta O2 e produz CO2.
C6H12O6 + 602 → 6CO2 + 6H2O + energia (calor)

Transportadores de elétrons

NADP e FAD são moléculas complexas que capturam elétrons e átomos de hidrogênio desprendidos de reações
químicas no interior das células, e onde ocorrem a produção e degradação de substâncias orgânicas.
Ao receberem elétrons e hidrogênios, NAD, NADP+ e FAD ficam reduzidos.

NAD+ (forma oxidada)   NADH (forma reduzida)

← NADPH (forma reduzida)
NADP+(forma oxidada)   ←
← FADH (forma reduzida)
FAD (forma oxidada)   ←
2

79
Respiração celular
A respiração celular é basicamente um processo de extração de energia química armazenada em moléculas de
substâncias orgânicas. Para retirar efetivamente dos nutrientes a energia imprescindível à atividade celular, são
necessários três mecanismos: a glicólise (ocorre no citosol, não precisa de oxigênio - processo anaeróbio), o ciclo
de Krebs e a fosforilação oxidativa (ocorrem nas mitocôndrias e no caso da última usa-se oxigênio).

Glicólise
Processo anaeróbio é a modificação gradual da molécula de glicose realizada por um conjunto de enzimas, que ao
final resulta na produção de duas moléculas de um “subproduto”, o ácido pirúvico. O saldo da glicólise é 2 ATP a
cada molécula de glicose.

Ciclo de Krebs ou ciclo do ácido cítrico


O ácido pirúvico que resulta da glicólise penetra na mitocôndria, dando início à fase aeróbia da respiração. Depois
de passar por reações enzimáticas, o ácido pirúvico perde CO2 e hidrogênio – respectivamente, por descarboxilação
e desidrogenação, que são utilizados para redução do NAD+ à NADH. Em seguida, esse ácido liga-se à coenzima A
formando a acetil-coenzima A, ou Acetil-CoA. Esta, por sua vez, combina-se com o ácido oxalacético e dá origem
a uma molécula com seis átomos de carbono, o ácido cítrico. Este também passa por uma série de transformações
– descarboxilações e desidrogenações – até originar o ácido oxalacético, que reinicia o ciclo.

Cadeia respiratória
Acontece nas cristas mitocondriais. Na glicólise e no ciclo de Krebs ocorrem a liberação de hidrogênios como re-
sultado da progressiva degradação de glicose. Os hidrogênios foram aceptados por substâncias especiais, o NAD e
o FAD, e reduzidas a NADH2 e a FADH2. NADH2 e FADH2 devem ligar-se ao oxigênio para que, com a transferência
dos hidrogênios, forme-se água.

ATP sintase

Um gradiente de prótons entra na matriz mitocondrial. Os prótons acumulados tendem a voltar para a matriz, cru-
zando a enzima ATP sintase, localizada na membrana interna mitocondrial, onde também se encontram as enzimas e
proteínas que fazem parte da cadeia transportadora de elétrons.

Fermentação
É a oxidação incompleta da glicose sem necessidade de oxigênio que é feita por alguns seres vivos. Nesse processo
denominado de fermentação, a quebra da glicose (glicólise) completa-se com a fabricação de apenas dois ATPs.

Fermentação lática
É a oxidação anaeróbica parcial de hidratos de carbono que leva a produção final de ácido lático e de outras subs-
tâncias orgânicas. É um processo microbiano muito importante usado na fabricação de laticínios, picles, chucrutes
e na conservação de forragens. Porém, é responsável pela deterioração de diversos produtos agrícolas.

80
O rendimento em ATP da glicólise sob condições anaeróbicas – 2 ATP por molécula de glicose – é muito
menor que o obtido na oxidação completa da glicose sob condições aeróbicas.

Fermentação alcoólica
As leveduras usadas em cervejarias, em padarias, pela realização de fermentação alcoólica, fermentam a glicose
em etanol e CO2. Regularmente, os fungos (leveduras) empregados na produção de vinho e pães são anae-
róbicos facultativos, isto é, se, em ambiente oxigenado, realizam respiração aeróbica, e se em ambiente sem
oxigênio, realizam fermentação.

Fermentação alcoólica

Produção de energia em autótrofos:


fotossíntese e quimiossíntese
Os seres autótrofos podem fazer fotossíntese ou quimiossíntese para produzir matéria orgânica.
A fotossíntese ocorre em uma organela específica chamada de cloroplasto. É um conjunto de reações quími-
cas, interdependentes, em que o gás carbônico, água e energia luminosa reagem gerando glicose (C6H12O6) e oxigênio.
O conjunto de reações da fotossíntese pode ser dividido em duas fases: fase fotoquímica (fase clara) e fase
química (fase escura).
Primeiro vamos caracterizar os sistemas envolvidos nesse processo para auxiliar na compreensão dos eventos:
§§ Fotossistemas – uma estrutura que contém pigmentos fotossintetizantes como a clorofila, e carotenoides
associados a proteínas, nos tilacoides. Assim, um fotossistema está envolvido no processo de absorção da
luminosidade e na transformação dessa energia luminosa em energia química. Existem, basicamente, dois
fotossistemas, que foram nomeados de fotossistema I e II. O primeiro absorve luz no comprimento de onda
até 700 nm e transfere elétrons para o aceptor final NADP+. E o fotossistema II absorve luz no comprimento
de onda até 680 nm e é o responsável pela fotólise da água (quebra da molécula de água).
§§ Citocromos – são aceptores de elétrons da cadeia transportadora. São moléculas coloridas.
§§ Ferrodoxina, quinona e plostocianina – são outros aceptores de elétrons.

81
Etapas da fotossíntese
Fase clara (fotoquímica)

Essa primeira fase depende da presença da luz, porém independe da temperatura. Resumidamente, através de
reações químicas são produzidos dois transportadores de energia: o NADPH (nicotinamida-adenina-dinucleotídeo
fosfato- reduzido) e o ATP; e também ocorre a fotólise da água. Nessa etapa a energia luminosa se transforma em
energia química.
§§ Fotólise da água – é a quebra de molécula de água frente à luz, levando à produção de oxigênio (O2), de
prótons e de elétrons. É uma das primeiras reações que ocorrem na fotossíntese.
§§ Transporte de elétrons – a energia luminosa absorvida pela clorofila excita-a, fazendo com que os elé-
trons se afastem do núcleo escapando da molécula clorofila.
§§ Fotofosforilação cíclica – elétrons perdidos pela clorofila do fotossistema I percorrem cadeia de trans-
portadores, porém voltam para a mesma clorofila de onde saíram.

Cadeia de ATP
transporte
de elétrons
Elétrons
excitados Energia para
(2 e) produção
de ATP
Transportador de elétrons
Luz

CLOROFILA

Representação da fotofosforilação cíclica

§§ Fotofosforilação acíclica – tem a participação dos dois fotossistemas (P700 e P680), da molécula de H2O e
o do NADP, e assim, ocorre a produção de O2, NADPH e ATP. O fotossistema I recebe elétrons liberados da
clorofila do fotossistema II, que se oxida, porém retorna à forma reduzida ao capturar elétrons provenientes
da fotólise da água.
Os elétrons que saem da clorofila do sistema (P700) por aceptores de elétrons e a última molécula é o NADP+
que, ao mesmo tempo, capta íons H+, resultantes da fotólise água, e assim, forma NADPH. Durante esse
transporte entre os aceptores de elétrons, esses liberam energia utilizada para a formação de ATP.

Representação da fotofosforilação áciclica

82
Fase escura (química)

Essa fase não depende da luz. Usa-se o ATP e NADPH oriundos da fase fotoquímica. Aqui acontece a conversão do
CO2 em um composto orgânico (glicídio), o que ocorre através de um ciclo de reações, chamado ciclo das pentoses,
ou ciclo de Calvin-Benson. Nesse ciclo há etapas importantes catalisadas pela enzima rubisco. A fase escura acon-
tece no estroma do cloroplasto e no citosol de bactérias fotossintetizantes.

As moléculas de gliceraldeído-3-fosfato (PGAL) produzidas nesse ciclo são convertidas em glicídio, o prin-
cipal produto da fotossíntese. A glicose pode ser oxidada e utilizada como fonte de energia no processo de respi-
ração celular, ou ainda pode ser armazenada na forma de amido ou ser convertida em celulose, que vai constituir
a parede celular.

Fatores que influenciam a fotossíntese


§§ Intensidade luminosa

Intensidade de
fotossíntese

Fotossíntese

Respiração
celular

1 2 3 Intensidade
luminosa

A taxa de fotossíntese aumenta na presença de luz, até a saturação das clorofilas (3).
§§ Gás Carbônico
Taxa de fotossíntese

Concentração de CO2

O aumento de CO2 eleva a taxa de fotossíntese até que ocorra saturação das enzimas do ciclo de Calvin.

83
§§ Temperatura
Intensidade de fotossíntese

T (ºC)

Quimiossíntese
É um processo em que a energia utilizada na formação de compostos orgânicos, a partir de gás carbônico (CO2) e
da água (H2O), provém da oxidação de substâncias inorgânicas. A quimiossíntese é realizada por algumas bactérias
e lhes conferem o nome de bactérias quimiossintetizantes. Elas podem viver em ambientes sem luz e O2.

Esquema do processo de quimiossíntese


§§ Primeira etapa
oxidação

substâncias inorgânicas      compostos Inorgânicos oxidados + energia química

§§ Segunda etapa
CO2 + H2O + energia química → substâncias orgânicas

Genética: 1ª Lei de Mendel


Herança monoíbrida nos estudos de Mendel
Quando o indivíduo apresenta dois alelos idênticos, ele é denominado homozigoto, como no caso dos indivíduos
AA e aa, e quando o indivíduo apresenta apenas uma cópia de cada alelo, é denominado heterozigoto.
Dessa maneira, Mendel formulou sua primeira lei, também chamada de Lei da segregação indepen-
dente dos alelos, assim ele mostrou que, na formação dos gametas, os alelos segregam de forma independente.

Genética - o Mendelismo e o vocabulário atual


Fenótipo

É a característica expressa no organismo, que é resultante da interação do genótipo e do ambiente


(FENÓTIPO = GENÓTIPO + AMBIENTE). O fenótipo pode ser:
§§ Dominante: O alelo dominante é aquele que se expressa mesmo na presença de outro alelo diferente. O
indivíduo pode apresentar genótipo heterozigoto e/ou homozigoto. Observação: nem sempre o fenótipo
dominante é o mais apto ao meio.
§§ Recessivo: o alelo que só se expressa em dose dupla, ou seja, em homozigose. Dessa maneira, exibe um
único genótipo.

84
Cruzamento - Teste
É usado para descobrir se um indivíduo com fenótipo dominante é homozigoto ou heterozigoto. O cruzamento-
-teste é um cruzamento entre um indivíduo dominante, que se deseja saber o genótipo, e um indivíduo recessivo.
Através da análise da proporção da prole pode se determinar o genótipo.

A_ x aa

Obtendo-se 100% de indivíduos dominantes, o testado é, com certeza, homozigoto - AA.


Obtendo-se 50% de dominantes e 50% de recessivos, então o testado é heterozigoto - Aa.
Quando é utilizado o genitor recessivo para o teste, o processo é chamado retrocruzamento ou back-cross.

Variações da primeira lei de mendel – interações


entre alelos – a dominância incompleta ou parcial

Existem outros tipos de interações, como a dominância incompleta. Neste tipo de interação a característica codi-
ficada por um alelo não se sobrepõe à característica determinada por outro alelo. Assim, o que observamos é o
surgimento de uma característica intermediária na prole. Abaixo, o exemplo é a Mirabilis jalapa, conhecido popu-
larmente como maravilha:
P

Vermelha (VV) Branca (BB)

F1
Rosa (VB)

F2

Vermelha Rosa Rosa Branca


(VV) (VB) (VB) (BB)
{

1 : 2 : 1

Maravilha: caso de herança sem dominância

Interações entre alelos – a codominância


Outro tipo de interação é a Codominância, é o caso de dominância completa, mas diferentemente dos casos es-
tudados por Mendel, existe mais de um alelo dominante. Assim, quando ambos os alelos estão presentes em um
mesmo indivíduo, esse, por sua vez, expressa as características de ambos os alelos. Principal exemplo de codomi-
nância em humanos é o sistema sanguíneo ABO, em que os alelos A e B são dominantes e o alelo O é recessivo.

Interações entre alelos – a letalidade


Em algumas situações a combinação entre alelos pode gerar indivíduos inviáveis. Normalmente esta condição é
condicionada pela homozigose de um determinado alelo, assim denominamos esse de alelo letal.

85
Analisando heredogramas

Herefograma representado a herança de um caráter autossômico dominante

Herefograma representado um caráter autossômico recessivo.

86
Probabilidade
O estudo da genética admite calcular a probabilidade de ocorrência de eventos nas gerações futuras.
É possível determinar probabilidade (P) como sendo o resultado da divisão do número de vezes em que um
evento esperado pode acontecer (r) pelo número total de resultados possíveis (n):

r
P=
n

A primeira lei de mendel e a genética humana


Algumas anomalias humanas são de natureza genética, como, por exemplo:
§§ Fenilcetonúria (PKU) – indivíduos homozigotos recessivos não processam o aminoácido fenilananina, o
qual se acumula no indivíduo e transforma-se em ácido fenilpirúvico. Esse ácido interfere no desenvolvimen-
to harmonioso do cérebro, o que leva ao retardamento mental;
§§ Albinismo – os indivíduos recessivos são acometidos por essa anomalia, os quais não produzem melanina,
pigmento que confere cor à pele humana e animal.
§§ Acondroplasia – é determinada por um alelo dominante. Pessoas com essa anomalia têm uma diminuição
no crescimento ósseo, o que resulta em fenótipo anão;
§§ Polidactilia – também devido a um gene dominante, os portadores têm um dedo extra (seis dedos),
um fenótipo raro;

Polidactilia

§§ Braquidactilia – devido a um alelo dominante raro, consiste em dedos curtos;


§§ Doença de huntington – também causada por um alelo dominante, leva a degeneração do sistema ner-
voso, o que leva a perda de memória e de controle dos movimentos do corpo, podendo ocasionar à morte.
Manifesta-se por volta dos 40 anos.

Expressão gênica e alelos múltiplos


Na maioria dos indivíduos, todas as células do corpo humano têm o mesmo conjunto de cromossomos (“manual
de como construir o indivíduo”), que são responsáveis pelas características e funcionamento de todo o organismo.
Mas o que faz com que a célula do cabelo tenham suas características específicas e as células do olho, as delas? A
resposta é: expressão gênica diferencial. Apesar de todas as células terem o mesmo conjunto de genes, esses não
estão ativos o tempo todo nem em toda célula.

87
Controle gênico
§§ Controle espacial
§§ Controle temporal
§§ Controle ambiental

Controle transcricional da expressão gênica

1. Acessibilidade do DNA – para ligar os genes é necessário um estímulo específico, já que normalmente
os genes estão desligados. Os genes podem estar desligados de duas maneiras:
A. O empacotamento

Cromatina não
condensada

Cromatina
condensada

B. Repressores
2. Regulação por outros genes – há genes que podem aumentar as taxas de transcrição ou podem dimi-
nuir essa taxa, assim podem regular a expressão dos genes.
3. Hormônios – são substâncias normalmente produzidas longe do seu local de ação, então são liberadas na
corrente sanguínea para atingir os alvos (podem afetar vários tecidos ao mesmo tempo).

Controle gênico posterior à transcrição


Depois da transcrição, quando já se formou o RNA mensageiro, essa molécula pode representar outro ponto da
regulação da expressão gênica.
A. Splicing do RNA – Antes do RNA mensageiro entrar no ribossomo para ser lido é necessária a retirada
desse material não codificante presente nessa molécula de RNA que, nesse caso, é o íntron.
B. Silenciamento do mRNA
C. Data de validade dos mRNA

88
Controle gênico na tradução
A. Local da tradução: alguns genes apresentam a tradução restrita em locais específicos do citoplasma.
B. Modificações que ocorrem durante a tradução

Alelos múltiplos
Alelos múltiplos ou polialelia ocorre quando existem mais de 2 alelos para um mesmo gene (mesma característica).
São clássicos os exemplos de polialelia: da cor da pelagem em coelhos (exemplo a cima), além da já citada deter-
minação do sistema ABO em humanos.

Sistema ABO
Determinação dos grupos sanguíneos - sistema ABO

Grupo A B AB O

Tipos de
hemácias

Aglutinogênios
Nenhum
presentes
Aglutinogênio A Aglutinogênio B Aglutinogênio A e B

Anticorpos Nenhum
presentes
Anti-B Anti-A Anti-A & Anti-B

Tipos sanguíneos do sistema ABO. Os aglutinogênios estão na membrana das hemácias.

A herança dos grupos sanguíneos no sistema ABO


Entre os alelos que determinam o tipo sanguíneo ocorrem dois tipos de relação: dominância e codominância. A pro-
dução de aglutinogênios A e B é determinada, respectivamente, pelos genes IA e IB, enquanto o alelo i, condiciona
a não produção de aglutinogênios. Fica claro que se trata de um caso de alelos múltiplos. Entre os genes IA e IB há
codominância (IA = IB), mas cada um deles domina o gene i (IA > i e IB > i). Observe a tabela.
Possíveis fenótipos e genótipos do sistema ABO
Fenótipos Genótipos
A IAIA, IA i

B IBIB, IB i

AB IAIB

O ii

89
Para descobrir o tipo sanguíneo usa-se um método teste de amostras de sangue com aglutininas anti-A e
anti-B. Observe na ilustração:
Grupo O

Soro anti-B Soro anti-A

Grupo A

Soro anti-B Soro anti-A

Grupo B

Soro anti-B Soro anti-A

Grupo AB

Soro anti-B Soro anti-A

Em transfusões sanguíneas, é de suma importância observar as características particulares de cada tipo san-
guíneo.

Fenótipo Bombaim
As glicoproteínas A e B, que podem estar presentes na hemácia dos indivíduos, são produzidas com o auxílio de uma
enzima que transforma uma substância precursora em antígeno H, e depois este virará antígeno A ou B. Indivíduos
com os genótipos HH ou Hh, produzem o antígeno H e, consequentemente, podem produzir os antígenos A e B. Já um
indivíduo hh não produz antígeno H e não pode produzir o antígeno A nem o B.
§§ Genótipo do indivíduo: HH ou Hh e IAIA OU IAi (tipo A).
§§ Genótipo do indivíduo: hh e IAIA OU IAi (falso tipo O).
A relação a cima vale pra os demais tipos sanguíneos (B, AB e o próprio O).
Esse é o fenótipo Bombaim, descoberto na cidade de mesmo nome. Para descobrir o fenótipo do falso, basta
pingar uma gota de seu sangue em uma lâmina e colocar o anticorpo anti-H. Se ocorrer aglutinação, o indivíduo possui
o antígeno H e é um “sangue verdadeiro”. Se não ocorrer aglutinação, não existe o antígeno H; assim, o indivíduo é hh,
um falso O. O fenótipo Bombaim é extremamente raro, pois o gene h tem uma frequência muito baixa na população.

90
U.T.I. - Sala
1. (UFG) Para manterem-se vivos e desempenharem as funções biológicas, os organismos necessitam
de energia presente, principalmente, nos carboidratos e lipídios dos alimentos. Dentre os carboi-
dratos, a glicose é a principal fonte de energia para a maioria das células e dos tecidos. Apesar da
dieta cotidiana conter pouca glicose livre, proporções consideráveis desse carboidrato são disponi-
bilizadas a partir da ingestão de amido, um polissacarídeo presente nos alimentos.
Com relação a esses carboidratos, descreva:
a) o processo de digestão do amido ao longo do sistema digestório humano;
b) o metabolismo da glicose no interior das células até a formação de CO2, H2O e ATP.

2. (UFPR) Nas prateleiras de um supermercado podemos encontrar vinagre, iogurte, pão, cerveja e
vinho.
a) Que processo biológico está associado à produção de todos esses itens?
b) Que grupos de microrganismos são necessários para produção do iogurte e da cerveja?
c) Que células do corpo humano realizam processo semelhante? Em que situações?

3. (UFPR) Na síndrome de Down, geralmente ocorre uma trissomia do cromossomo 21, ou seja, a
pessoa apresenta três cópias (cromátides) desse cromossomo, ao invés de apenas duas. Na maioria
dos casos de síndrome de Down, a terceira cópia do cromossomo 21 é originada devido a um erro
durante a formação dos gametas do pai ou da mãe. Que tipo de erro, durante a formação dos ga-
metas do pai ou da mãe do portador de síndrome de Down, leva a uma trissomia como essa?

4. (UERJ) Probióticos, como os Lactobacillus e Bifidobacterium, são microrganismos vivos que, quan-
do administrados adequadamente, favorecem o sistema imune por sua capacidade, por exemplo,
de ativar os macrófagos locais e diminuir as respostas aos antígenos dos alimentos, evitando mui-
tas alergias.
Apresente duas ações dos macrófagos ativados que podem trazer benefícios imunológicos para
quem faz uso dos probióticos.

5. (UERJ) A concentração de lactato no sangue de uma pessoa foi medida em três diferentes momen-
tos:

1) antes do início de um intenso exercício muscular;


2) ao final desse exercício;
3) algumas horas após seu final.

Os resultados obtidos estão representados no gráfico.

Explique o aumento da concentração de lactato sanguíneo observado e justifique a importância de


sua produção para que as reações químicas da glicólise não sejam interrompidas.

91
6. (UFTM) Considere uma célula com o genótipo a seguir e suponha que ela entre em divisão meióti-
ca.

a) Qual será a composição de alelos nessa célula ao final da fase S da interfase? Justifique sua resposta.
b) Suponha que ao final dessa meiose não tenha ocorrido crossing-over ou mutação. Qual fenômeno po-
deria ocorrer na meiose que promoveria um aumento na variabilidade genética dos gametas formados?
Explique esse fenômeno.

92
U.T.I. - E.O.
1. (UFPR) No heredograma abaixo, os indiví-
duos afetados por uma anomalia genética
apresentam-se pintados de preto.

4. (UEG) A pele é um órgão importante na


manutenção do metabolismo basal nos ma-
míferos e apresenta uma complexidade em
células especializadas e de diferentes tipos
de tecidos. A respeito do assunto, responda
ao que se pede.
a) Quais os tecidos constituintes desse órgão?
b) Relacione a função das glândulas presentes
na pele enquanto característica adaptativa
dos mamíferos ao ambiente terrestre.

5. (Fuvest) A solução de azul de bromotimol


a) Proponha uma hipótese para explicar gene- atua como indicador de pH. Em meio ácido,
sua cor fica amarela e, em meio básico, azul.
ticamente essa anomalia, abordando o nú-
Para valores de pH entre 6 e 7, a solução fica
mero de genes envolvidos e o tipo de in-
verde.
teração alélica e de herança cromossômica Considere um aquário de água doce, ilumi-
(sexual ou autossômica). nado e montado com peixes e plantas aquá-
b) Indique os genótipos dos indivíduos afeta- ticas. Retirou-se uma amostra de água desse
dos e de seus pais. aquário (amostra 1) e a ela adicionou-se so-
indivíduo lução de azul de bromotimol (indicador de
genótipo pais genótipo
afetado pH), observando-se a cor verde.
II:1 I:1 a) O aquário foi mantido, por certo tempo, em
ambiente escuro. Nova amostra de água foi
II:3 I:2
retirada (amostra 2) e, ao se adicionar o in-
II:5 I:3 dicador de pH, a coloração foi diferente da
III:2 I:4 observada na amostra 1. Explique o que pro-
III:3 II:8 vocou a diferença de pH entre as amostras 1
e 2.
2. (Unicamp) Mecanismos de controle de pH b) A adição excessiva de ração para peixes levou
ao aumento da população de decompositores
são fundamentais para a vida. Um mecanis-
no aquário. Que coloração é esperada ao se
mo bastante eficiente de controle de pH por
adicionar o indicador de pH a uma amostra
organismos vivos envolve moléculas doado-
de água do aquário (amostra 3)? Justifique
ras e aceptoras de prótons, que são ácidos e sua resposta.
bases que atuam em conjunto equilibrando
alterações de pH às quais os organismos es- 6. (Unifesp) Charles Darwin explicou o meca-
tão sujeitos. Que consequências para o pro- nismo evolutivo por meio da ação da sele-
cesso de respiração celular a alteração na es- ção natural sobre a variabilidade dos orga-
trutura de proteínas envolvidas com o ciclo nismos, mas não encontrou uma explicação
de Krebs pode trazer? adequada para a origem dessa variabilidade.
Essa questão, no entanto, já havia sido tra-
3. (UFG) O heredograma é a representação grá- balhada anos antes por Gregor Mendel e, em
2015, comemoram-se os 150 anos da publi-
fica das relações de parentesco entre os indi-
cação de seus resultados, conhecidos como
víduos de uma família e das características
Leis de Mendel.
particulares de seus membros. Com base na a) A que se refere a Segunda Lei de Mendel?
análise da figura, interprete o heredograma Por que ela explica o surgimento da variabi-
apresentado a seguir, considerando o grau lidade dos organismos?
de parentesco, a manifestação genética dos b) Cite e explique um outro processo que tam-
traços hereditários, a reprodução e a sobre- bém tenha como resultado a geração de va-
vivência dos indivíduos. riabilidade no nível genético.

93
7. (UFU) O gráfico a seguir apresenta o efeito a) Indique o nome de cada um dos vasos:
da luminosidade sobre as taxas de respiração b) Relacione, para cada vaso, características da
e fotossíntese das plantas I e II. Cada uma estrutura de sua parede com a sua função.
delas tem diferentes necessidades quanto à
exposição à luz solar, sendo uma delas um- 1
0. (UEG) O heredograma a seguir refere-se
brófita (planta de sombra) e a outra heliófi- a uma família com braquidactilia. Os indi-
ta (planta de sol). víduos portadores dessa anomalia tem os
terminais ósseos bem curtos nos dedos em
comparação com os de uma mão normal, em
decorrência da manifestação de um alelo.

a) Qual é o ponto (A, B ou C) de compensação


fótico da planta II? Justifique sua resposta.
b) A partir de qual ponto as plantas I e II, res-
pectivamente, conseguem acumular matéria
orgânica que poderá ser disponibilizada para
os níveis tróficos dos consumidores? Justifi- a) A braquidactilia é ocasionada por um gene
que sua resposta.
dominante ou recessivo?
c) Como as plantas I e II podem ser classifica-
das, respectivamente, quanto à exposição à b) Qual a probabilidade do casal I ter filho nor-
luz solar? Justifique a classificação dada a mal?
partir do ponto de compensação fótico das
plantas. 11. (Unesp) Tadeu adora iogurte natural, mas
considerando o preço do produto industria-
8. (Udesc) Em bovinos leiteiros da raça holan- lizado, vendido em copos plásticos no super-
desa o padrão da cor da pelagem pode ser mercado, resolveu construir uma iogurteira
preto e branco, ou vermelho e branco. A he- artesanal e produzir seu próprio produto.
rança da cor preta ou vermelha deste padrão Para isso, adaptou um pequeno aquário sem
de cor é codificada por um gene que possui uso, no qual havia um aquecedor com ter-
dois alelos: o alelo dominante (D), que codi- mostato para regular a temperatura da água.
fica a cor preta do padrão preto e branco; e o Nesse aquário, agora limpo e com água em ní-
alelo recessivo (d), que codifica a cor verme- vel e temperatura adequados, colocou vários
lha do padrão vermelho e branco. copos nos quais havia leite fresco misturado
Um touro de raça holandesa de pelagem pre- à uma colherinha do iogurte industrializado.
ta e branca foi acasalado com três vacas des- Passadas algumas horas, obteve, a partir de
ta mesma raça e produziu: com a vaca A, que um único copo de iogurte de supermercado,
é de pelagem preta e branca, um descenden- vários copos de um iogurte fresquinho.
te vermelho e branco; com a vaca B, que é de Explique o processo biológico que permite ao
pelagem vermelha e branca, um descendente leite se transformar em iogurte e explique
vermelho e branco; e com a vaca C, que tam- por que Tadeu precisou usar uma colherinha
bém é vermelha e branca, um descendente de iogurte já pronto e um aquecedor com
preto e branco. termostato na produção do iogurte caseiro.
Cite os genótipos do touro e das vacas A, B e
C para esta característica. 1
2. (UFJF) O casal Marcos e Rosane consulta um
médico geneticista. Marcos, 48 anos, é calvo,
9. (UFPR) As figuras abaixo apresentam esque- enquanto que Rosane, 46 anos, não é calva.
mas da estrutura da parede de três tipos de O casal relata que tem uma filha de 20 anos,
vasos sanguíneos encontrados em mamíferos: Maria, que é calva, e Vinícius, 17 anos, que
não é calvo.
a) Dê o genótipo do casal.
b) Qual será a probabilidade de o casal ter uma
nova criança do sexo masculino e calva?
c) Qual será a probabilidade de o casal ter uma
criança do sexo feminino e também calva?

94
1
3. (UERJ) Algumas funções metabólicas opostas são realizadas por células eucariotas específicas. Nos
compartimentos I, II e III de uma dessas células, ilustrados no esquema a seguir, ocorrem reações que
levam tanto à degradação de glicose, gerando CO2, quanto à síntese desse carboidrato, a partir do CO2.

Nomeie os compartimentos celulares I, II e III. Em seguida, identifique o compartimento que mais


produz ATP e o que mais consome ATP.

1
4. (Udesc) Para montar um simulador de modelos anatômicos é necessário conhecer a anatomia
dos seres vivos. O organismo humano é constituído de vários sistemas que desempenham funções
importantes para a manutenção da vida.
A respeito do sistema esquelético humano, cite:
a) duas funções do sistema esquelético;
b) onde está localizada a medula óssea no organismo humano;
c) três células produzidas pela medula óssea.

1
5. (UERJ) Em um experimento, foram removidas as membranas externas de uma amostra de mito-
côndrias. Em seguida, essas mitocôndrias foram colocadas em um meio nutritivo que permitia
a respiração celular. Uma das curvas do gráfico a seguir representa a variação de pH desse meio
nutritivo em função do tempo de incubação.
Observe:

Identifique a curva que representa a variação de pH do meio nutritivo no experimento realizado.


Justifique sua resposta.

95
1
6. (Udesc) As complicações cardiovasculares
resultam de fatores genéticos, do envelhe-
cimento que provoca a constrição de vasos
sanguíneos (artérias e veias), do sedentaris-
mo, de maus hábitos alimentares e de drogas
sociais, que provocam, como por exemplo, a
arteriosclerose. Como consequência dessas
complicações cardiovasculares, na maioria
das vezes, ocorre a alteração na pressão arte-
rial e na frequência dos batimentos cardíacos.
Pergunta-se:
a) O que é arteriosclerose?
b) Qual a pressão arterial de uma pessoa jovem,
normal, e quantos batimentos cardíacos por
minuto tem em média?
c) Qual a diferença entre veias e artérias quan-
to às características histológicas?

1
7. (Udesc) A gordura em excesso é um fator
de alerta em relação às condições de saúde
dos indivíduos. Profissionais que atuam na
área de Fisioterapia Dermato-funcional têm
demonstrado a eficácia no tratamento de
gordura localizada pela aplicação de ultras-
som em células adiposas do tecido subcutâ-
neo. Essa técnica permite o rompimento das
membranas das células de gordura.
Em relação ao contexto acima, cite:
a) duas funções do tecido adiposo em nosso
corpo;
b) dois tipos de lipídios contidos no organismo
humano

96
U.T.I. 2

Física 1
Cinemática angular

Medidas de ângulos

​º​
​ arco AB​
q = ______ ​  ​   S  ​ 
 = ​  __
raio R

​ 2pR
u = ____  ​  = 2p rad, que equivale a 360°
R
2p rad ; 360° e p rad ; 180°

Deslocamento angular e velocidade angular no M.C.U.


∆S

DS = Du · R

vm = ___
​ Du ​ 
Dt

v=v·R

99
Período e frequência
​ 1 ​ ou T = __
f = __ ​ 1 ​ 
T f

Movimento circunferencial uniforme


Du = 2p
v = ___ ​ 2p ​  
​ Du ​ ⇒ v = ___
Dt = T Dt T

Sendo T = _​ 1f  ​ ⇒ v = 2pf

​ 2pR
v = ____  ​
    ou  v = 2pRf
T

Função horária angular

v = ___
​ Du ​ ⇒
Dt
Du = v · Dt ⇒
u – u0 = v · (t – t0) ⇒
u = u0 + v · t

Movimento circular uniformemente variado


v = v0 + g · t

​ 1 ​ · g · t2
u = u0 + v0 · t + __
2
2 
v = v​0 ​ + 2 · g · Du
2

100
Aceleração centrípeta
​ v  ​ ou a
2
acp = __   = v2R
R cp

Transmissão de movimento circular


Transmissão de movimento circular uniforme

Contato entre rodas ou engrenagens. Neste caso, há inversão do sentido do movimento.

Ligação por correia. Polias e correia movimentam-se no mesmo sentido.

vA = vB

fAR A = fBRB

101
Polias coaxiais.

wA = ωB

fA = fB

Cinemática vetorial
Velocidade vetorial média
_​__› _​__› _​__›
d ​
​   = r​ 1  ​  – r​ 2  ​ 

_​__›
​____›
v​ m ​  = ​  d ​
___ ​     ​ 
Dt

Velocidade vetorial instantânea

_​_› _​_› _​_›


​v ​  1 Þ v ​
​   2 Þ v ​
​   3

102
Aceleração vetorial média

_​_› _​_› _​_›


​___› ​    – v ​
v ​ ​   
​   m
a ​ ​ D​v ​ ​   = ______
= ___ ​  2 1 ​ 
Dt t2 – t1

Aceleração vetorial tangencial e centrípeta


_​__› _​__› _​____›
​   = ​at ​  + ​acp ​   
a ​

a2 = at2 + acp2

103
Introdução às leis de Newton
As leis de Newton

Lei da inércia

Todo corpo em estado de repouso ou de movimento retilíneo uniforme permanece nesse estado até que seja
forçado a mudar seu estado por forças que atuam sobre ele.

Segunda lei de Newton ou princípio fundamental da dinâmica

A aceleração de um corpo é diretamente proporcional à força resultante que atua sobre ele, inversamente
proporcional à sua massa e tem a mesma direção e o mesmo sentido da força resultante.

_​_› ​___›
​  R  = m · a ​​   
F ​

FR = m · a

​__› ​__› ​__› ​__›


​  R  = F ​
F ​ ​  1  + F ​
​  2  + ... ​F ​ n 

104
Terceira lei de Newton

Para toda ação existe uma reação igual e oposta, ou as ações mútuas de dois corpos, um sobre o outro, são
iguais e dirigidas a partes opostas.

Força peso, força normal, força de tração


e sistema de corpos

Peso de um corpo

P=m∙g

Frequentemente, as palavras “peso” e “massa” são usadas como sinônimos. Por exemplo, é comum alguém
dizer: “O meu peso é de 80 quilos”. Porém, “quilo” não é uma unidade de medida, mas apenas um prefixo que
significa 103. Também é dito comumente: “O meu peso é de 80 quilogramas”. Fisicamente, a expressão é incorre-
ta. Peso é uma força, e não uma medida da massa, e deve ser dado em unidades de força.

A força peso e o lançamento de projéteis

105
A força normal

Força de tração em um fio

106
Uso das polias

P = 2n ⋅ F

Força de contato

Lembre-se que FAB = FBA.

107
Equilíbrio
§§ 1° tipo: equilíbrio estático
_​_› ___›
v ​   = 0   ⇒ equilíbrio estático (repouso)

§§ 2° tipo: equilíbrio dinâmico


__› ___›
v ​   = constante ≠ 0   ⇒ equilíbrio dinâmico (MRU)

Decomposição de forças e plano inclinado


Componentes perpendiculares de uma força
y
F F
Fy Fy

θ
x
Fx Fx

cateto oposto __y F


senθ = _________________
​   ​ 
 = ​   ​  ⇒ Fy = F ⋅ senθ
hipotenusa F

cateto adjacente __x F


cosθ = ___________________
​     ​  = ​   ​  ⇒ Fx = F ⋅ cosθ
hipotenusa F

Plano inclinado

Px = P ⋅ senθ
Py = P ⋅ cosθ

FN = Py

Px = m ⋅ a
P ⋅ senθ = m ⋅ a
mg ⋅ senθ = m ⋅ a ⇒ a = g ⋅ senθ

108
Forças de atrito
Força de atrito cinético

FA = μC ⋅ FN

Coeficientes de atrito cinético para alguns pares de materiais


material μC
madeira sobre madeira 0,2

aço sobre aço 0,6

gelo sobre gelo 0,03

borracha sobre concreto seco 0,8

​  F   ​
μc = __A
FN

Força de atrito estático

FA1 = F1

FA2 = F2

F­A, máx = μe ⋅ FN

109
Valores aproximados dos coeficientes de atrito estático
e cinético para alguns pares de materiais
Material μe μC
madeira sobre madeira 0,4 0,2

aço sobre aço 0,7 0,6

gelo sobre gelo 0,1 0,03

borracha sobre concreto seco 1,0 0,8

teflon sobre teflon 0,04 0,04

Observação
Em geral, a intensidade máxima da força de atrito estático é maior que a intensidade da força de atrito
dinâmico. Essa diferença se deve a algumas ligações entre as moléculas do bloco e as moléculas da superfície
de apoio, enquanto o bloco permanece em repouso; e para que se inicie o movimento, essas ligações devem ser
desfeitas, o que exige uma força maior.

Força de atrito e movimento

A força de atrito estático se opõe à tendência de deslizamento.

Força de resistência dos fluidos

F1

F2

R=k⋅v

R = k ⋅ v2

110
Lei de Hooke
x = L0 – L

F=k⋅x

Resultante centrípeta
​ v  ​ 
2
Fc = m · __
R

​ v  ​
2
ac = __
R

(vR)2 v2R2
​ v  ​  = _____
​   ​   = ____
2
ac = __ ​   ​   = v2R
R R R

111
U.T.I. - Sala
1. (Unesp) Um cilindro oco de 3,0 m de comprimento, cujas bases são tampadas com papel fino, gira
rapidamente em torno de seu eixo com velocidade angular constante. Uma bala disparada com
velocidade de 600 m/s, paralelamente ao eixo do cilindro, perfura suas bases em dois pontos, P na
primeira base e Q na segunda. Os efeitos da gravidade e da resistência do ar podem ser despreza-
dos.
a) Quanto tempo a bala levou para atravessar o cilindro?
b) Examinando as duas bases de papel, verifica-se que entre P e Q há um deslocamento angular de 9°.
Qual é a frequência de rotação do cilindro, em hertz, sabendo que não houve mais do que uma rotação
do cilindro durante o tempo que a bala levou para atravessá-lo?

2. O motor elétrico de uma máquina de costura industrial é capaz de girar a 80 Hz e transmite seu
movimento por meio de uma correia de borracha que, mantida esticada, não permite escorrega-
mentos.

Se a ponta do eixo do motor está solidariamente ligada a uma polia de diâmetro 1,5 cm e a polia
por onde passa a correia no volante da máquina tem diâmetro 6,0 cm, uma vez que a cada volta
completa do volante a máquina dá um ponto de costura, determine o número de pontos feitos em
um segundo, quando o motor gira com rotação máxima?

3. (Pucrj) Um sistema de dois blocos é montado como mostrado na figura. A polia e o fio são ideais.
A configuração inicial do sistema é tal que o bloco está inicialmente a uma altura vertical h = 3,0
e a uma distância de d = 5,0 m em relação à base da rampa. Há atrito entre o bloco 1 e a rampa,
com coeficiente de atrito cinético μ = 0,25.
Considere g = 10 m/s2

a) Observa-se que o bloco 1 desce. Faça os diagramas de forças que atuam nos blocos 1 e 2.
b) Partindo do repouso, o bloco 1 desce a rampa atingindo a base com uma velocidade escalar final de
2,5 m/s. Qual é o tempo gasto na descida?
c) Qual deveria ser o valor da razão m2/m1 para que o bloco 1 descesse com velocidade constante?

112
4. Ao fazer compras num supermercado, uma mulher utiliza dois carrinhos. Empurra o primeiro, de
massa m, com uma força F, horizontal, o qual, por sua vez, empurra outro de massa M sobre um
assoalho plano e horizontal.

Desprezando o atrito entre os carrinhos e o assoalho, determine a força aplicada sobre o segundo
carrinho.

5. O bloco de massa m = 1,0 __ kg está em movimento. Sabendo que o coeficiente de atrito dinâmico
√ 3 ​ 

___
entre o plano e o bloco é ​   ​  e g = 10 m/s2, calcule as intensidades F1 e F2 das forças paralelas ao
10
plano para fazer, respectivamente, o bloco subir e descer o plano com velocidade constante.

6. A figura a seguir ilustra dois blocos A e B de massas MA= 2,0 kg e MB = 1,0 kg. Não existe atrito
entre o bloco B e a superfície horizontal, mas há atrito entre os blocos. Os blocos se movem com
aceleração de 2,0 m/s2 ao longo da horizontal, sem que haja deslizamento

relativo entre eles. Se
sen(θ) = 0,60 e cos(θ) = 0,80, qual o módulo, em newtons, da força F aplicada no bloco A?

113
U.T.I. - E.O.
1. Considere um modelo atômico em que um
elétron descreve em torno do núcleo um mo-
vimento circular e uniforme com velocidade
de módulo igual a 2,0 ∙ 106 m/s e raio de
órbita igual a 5,0 ∙ 10–11 m. Determine:
a) o módulo da velocidade angular do elétron;
b) o período orbital do elétron (adote π = 3);
c) o módulo da aceleração do elétron. 5. Na figura, temos um sistema formado por
três polias, A, B e C, de raios respectiva-
2. Um móvel M parte de um ponto P percorren- mente iguais a RA = 10 cm, RB = 20 cm e
do, no sentido horário, uma trajetória circu- RC = 15 cm, que giram conjuntamente, encos-
lar de raio r igual a 2,0 m, como representa a tadas uma na outra e sem que haja escorre-
figura. A velocidade escalar do móvel é cons- gamento entre elas.
tante e igual a 3,0 π m/s.

A polia A é a polia motriz que comanda as


demais e gira no sentido horário com rota-
ção uniforme e frequência de 30 rpm.
a) Qual é o intervalo de tempo, em segundos,
Seja X o ponto de contato entre as polias A e
gasto pelo móvel M para percorrer o trecho
B e Y um ponto da periferia da polia C.
de P a Q?
Determine, adotando-se π = 3:
b) Qual é o valor da velocidade angular do mó- a) os módulos das velocidades lineares dos
vel M, em radianos por segundo? pontos X e Y;
b) o sentido de rotação e a frequência de rota-
3. Sobre uma circunferência, uma partícu- ção da polia B;
la descreve um movimento periódico de c) o sentido de rotação e o período de rotação
frequência 0,25 Hz, no sentido horário. Num da polia C.
dado instante, uma outra partícula, em re-
pouso, situada a meia volta da primeira, pas- 6. Uma vassoura, de massa 0,4 kg, é deslocada
sa a ser acelerada uniformemente à razão de para a direita sobre um piso horizontal como
π rad/s2, também no sentido horário. A con- indicado na figura. Uma força, de módulo
tar do início do movimento da segunda par- F(cabo) = 10 N, é aplicada ao longo do cabo
tícula, o primeiro encontro entre ambas se da vassoura. Calcule a força normal que o piso
dará após? exerce sobre a vassoura, em newtons. Con-
sidere desprezível a massa do cabo, quando
comparada com a base da vassoura.
4. Um disco de raio r gira com velocidade an-
gular v constante. Na borda do disco, está
presa uma placa fina de material facilmen-
te perfurável. Um projétil é disparado com
velocidade v em direção ao eixo do disco,
conforme mostra a figura, e fura a placa no
ponto A. Enquanto o projétil prossegue sua
trajetória sobre o disco, a placa gira meia
circunferência, de forma que o projétil atra-
vessa mais uma vez o mesmo orifício que
havia perfurado. Considere a velocidade do
projétil constante e sua trajetória retilínea.
Determine o módulo da velocidade v do projétil.

114
7. Na figura têm-se três caixas com massas 10. Os fios são inextensíveis e sem massa, os
m1 = 45,0 kg, m2 = 21,0 kg, e m3 = 34,0 kg, atritos são desprezíveis e os blocos possuem
apoiadas sobre uma superfície horizontal a mesma massa. Na situação 1, da figura, a
sem atrito. aceleração do bloco apoiado vale a1. Repete-
-se a experiência, prendendo um terceiro
bloco, primeiro, ao bloco apoiado, e, depois,
ao bloco pendurado, como mostram as situ-
ações 2 e 3 da figura. Os módulos das ace-
lerações dos blocos, em 2 e 3, valem a2 e a3,
respectivamente.

a) Qual a força horizontal F necessária para


empurrar as caixas para a direita, como
se fossem uma só, com uma aceleração de
1,20m/s2?
b) Ache a força exercida por m2 em m3.
Calcule a2/a1 e a3/a1.
8. Ao ser solicitado por uma força horizontal F,
um bloco A move-se com velocidade constan- 11. Um banco e um bloco estão em repouso sobre
te de 36 km/h. Para aumentar sua velocidade, uma mesa conforme sugere a figura:
a força é acrescida de 20%. Sabendo-se que a
força resistência total oferecida ao movimen-
to é igual a 15% do peso do bloco A e inde-
pende de sua velocidade, determine a distân-
cia percorrida pelo bloco, desde o instante em
que a força aumentou até atingir a velocidade
de 72 km/h.

9. Quando o cabo de um elevador se quebra, os


freios de emergência são acionados contra
trilhos laterais, de modo que esses passam a
exercer, sobre o elevador, quatro forças verti- Identifique todas as forças que atuam no
cais constantes e iguais a f , como indicado na banco, calculando seus valores.
figura. Considere g = 10m/s2.
1
2. O sistema representado na figura é abando-
nado sem velocidade inicial. Os três blocos
têm massas iguais. Os fios e a roldana são
ideais e são desprezíveis os atritos no eixo
da roldana. São também desprezíveis os atri-
tos entre os blocos (2) e (3) e a superfície
horizontal na qual estão apoiados.

Suponha que, numa situação como essa, a O sistema parte do repouso e o bloco (1) ad-
massa total do elevador seja M = 600kg e que quire uma aceleração de módulo igual a a.
o módulo de cada força f seja |f| = 1350N. Após alguns instantes, rompe-se o fio que
Calcule o módulo da aceleração com que o liga os blocos (2) e (3). A partir de então, a
elevador desce sob a frenagem dessas forças. aceleração do bloco (1) passa a ter um mó-
dulo igual a a'.
Calcule a razão a' / a.

115
13. Um homem empurra uma caixa de massa M 1
6. Desprezando o atrito, determine a inten-
sobre um piso__​›horizontal exercendo uma for- sidade da aceleração do sistema abaixo e a
​    que faz um ângulo θ com a
ça constante F ​ intensidade da força aplicada pelo corpo B
direção horizontal, conforme mostra a figura sobre A e a tensão na corda.
abaixo. Considere que o coeficiente de atrito mA = 15 kg, mB = 5 kg, mC = 20 kg
cinético entre a caixa e a superfície é µ e que
a aceleração da gravidade é g.

a) Utilizando as grandezas e símbolos apresen- 1


7. Na figura, os objetos A e B pesam, respecti-
tados no enunciado, deduza uma ​__›
equação li- vamente, 40 N e 30 N e estão apoiados sobre
teral para o módulo da força ​F ​  exercida pelo planos lisos, ligados entre si por uma corda
homem de modo que a caixa se movimente ​___›
inextensível, sem peso, que passa por uma
com velocidade escalar constante V ​ ​    para a roldana sem peso. Determine o ângulo u e a
direita. tensão na corda quando houver equilíbrio.
b) Escreva a equação para o módulo da força,
para o caso particular em que ​___›
o ângulo θ é
igual a zero, isto é, a força ​F ​   é paralela ao
piso

1
4. Na figura, considere os atritos e as massas
dos fios e roldanas desprezíveis. As massas
A, B, e C são, respectivamente, 10 kg, 4 kg
e 2 kg. A aceleração da gravidade pode ser
considerada 10m/s2.
1
8. Um bloco de massa 2,0 kg está sobre a su-
perfície de um plano inclinado, que está em
movimento retilíneo para a direita, com ace-
leração de 2,0 m/s2, também para a direita,
como indica a figura a seguir. A inclinação
do plano é de 30° em relação à horizontal.
a) Determine a aceleração de cada bloco.
b) Determine as forças que cada fio exerce em
cada bloco

1
5. Os esquemas mostram um barco sendo reti-
rado de um rio por dois homens. Em A, são
usadas cordas que transmitem ao barco forças Suponha que o bloco não deslize sobre o pla-
paralelas de intensidades F1 e F2. Em B, são no inclinado e que a aceleração da gravidade
usadas cordas inclinadas de 90° que trans- seja g = 10 m/s2. __
mitem ao barco forças de intensidades iguais Usando a aproximação √ ​ 3 ​  > 1,7, calcule o
às anteriores. No caso A, a força resultante módulo e indique a direção e o sentido da
transmitida ao barco é 700 N. No caso B, a força de atrito exercida pelo plano inclinado
força resultante transmitida ao barco é 500 N. sobre o bloco.

1
9. A partir de janeiro de 2014, todo veículo
produzido no Brasil passou a contar com
freios ABS, que é um sistema antibloqueio
de frenagem, ou seja, regula a pressão que
o condutor imprime nos pedais do freio,
de modo que as rodas não travem durante
a frenagem. Isso, porque, quando um carro
está em movimento e suas rodas rolam sem
Determine as forças aplicadas pelos dois ho- deslizar, é o atrito estático que atua entre
mens. elas e o pavimento, ao passo que, se as rodas

116
travarem na frenagem, algo que o ABS evita,
será o atrito dinâmico que atuará entre os
pneus e o solo. Considere um veículo de mas-
sa m, que trafega à velocidade v, sobre uma
superfície, cujo coeficiente de atrito estático
é µe e o dinâmico é µd.
a) Expresse a relação que representa a distân-
cia percorrida (d) por um carro até parar
completamente, numa situação em que es-
teja equipado com freios ABS.
b) Se considerarmos dois carros idênticos,
trafegando à mesma velocidade sobre um
mesmo tipo de solo, por que a distância de
frenagem será menor naquele equipado com
os freios ABS em relação àquele em que as
rodas travam ao serem freadas?

2
0. Um bloco de madeira de massa m = 2 kg
encontra-se sobre um plano inclinado de
1 m de comprimento, 0,6 m de altura, fixo no
chão. O coeficiente de atrito estático entre
o bloco e a superfície do plano inclinado é
µ = 0,40 e g = 9,8 m/s2. Calcule a menor força
F com que se deve pressionar o bloco sobre o
plano para que ele permaneça em equilíbrio.

117
U.T.I. 2

Física 2
Introdução à óptica geométrica
Óptica geométrica
Classificação dos raios luminosos

Feixe paralelo

Feixe divergente

Feixe convergente

Classificação dos meios


Meio transparente

Meio translúcido

Meio opaco

121
Princípios da óptica geométrica
§§ Lei da propagação retilínea da luz
A luz se propaga em linha reta nos meios homogêneos e transparentes.

§§ Reversibilidade dos raios luminosos


A trajetória seguida pelo raio de luz em um sentido é igual, se o sentido do raio de luz for invertido.

§§ Lei da Independência dos raios luminosos


A trajetória de um raio luminoso não é afetada por outro que cruza essa trajetória. Os raios de luz seguem
trajetórias independentes, mesmo que se cruzem.

Propagação retilínea da luz

Sombra e penumbra

122
Eclipse solar

Eclipse lunar

Câmara escura de orifício

_​  y  ​ = __
y'
x ​ x' ​ 

Reflexão e refração da luz

123
A cor de um corpo

Espelhos planos
Leis da reflexão
i=r

124
Espelhos

Imagem formada por espelho plano

FM​ X
​ XX = d
​XXX = F'M​

125
Imagem de um objeto extenso

Translação de um espelho plano

PP' = 2d
PP" = 2(d + x) = 2d + 2x
D = PP" - PP'
D = 2d + 2x – 2d
D = 2x

Associação de dois espelhos planos

360º
n = ​ ____
  
 ​– 1
u

126
Rotação de um espelho plano

D + 2a = 2b
D = 2b – 2a
D = 2(b – a)
D=2a

Espelhos esféricos

Espelho esférico côncavo Espelho esférico convexo

Seção meridional de um espelho esférico


127
As restas r e s são eixos secundários

Representação de um espelho côncavo Representação de um espelho convexo

Reflexão em espelhos esféricos

Luz incidente e luz refletida no Luz incidente e luz refletida em um


espelho esférico convexo. espelho esférico côncavo.

O ponto P’ é imagem do ponto P.

Focos de um espelho esférico e raios notáveis

Espelho côncavo: foco real Espelho convexo: foco virtual

128
Espelho côncavo Espelho convexo

​ R ​ 
f = __
2

Espelho côncavo Espelho convexo

Espelho côncavo Espelho convexo

129
Espelho convexo

Espelho convexo: imagem direita, virtual e menor do que o objeto.

Espelho côncavo

Caso 1: objeto antes do centro de curvatura

Espelho côncavo com objeto antes do centro de curvatura: imagem real, invertida e menor que o objeto.

Caso 2: objeto sobre o centro de curvatura

Espelho côncavo com objeto sobre o centro de curvatura: imagem real, invertida e de mesmo tamanho que o objeto.

Caso 3: objeto entre o centro de curvatura e o foco

Espelho côncavo com objeto entre o centro de curvatura e o foco: imagem real, invertida e maior que o objeto.

130
Caso 4: objeto entre o foco e o vértice

Espelho côncavo com objeto entre o foco e o vértice: imagem virtual, direita e maior que o objeto

Caso 5: objeto sobre o foco

Espelho côncavo com objeto sobre o foco: imagem imprópria

Equações dos espelhos esféricos

Coordenas do objeto e da imagem em um espelho côncavo Coordenadas do objeto e da imagem em um espelho convexo

p = posição do objeto no eixo das abscissas


p’ = posição da imagem no eixo das abscissas
o = altura do objeto
i = altura da imagem
f = distância focal = posição do foco no eixo das abscissas

–p'
​  1 ​ = ​ __
__ 1 ​ + ​ __
1  ​    e  ​ oi  ​ = ___
A = __ ​  p ​ 
f p p'

​ oi  ​ → A = ____
A = __ ​  f   ​ 
f–p
131
Se o e i tiverem o mesmo sinal, a imagem é direita. Se os sinais forem invertidos, a imagem é invertida.
§§ Quando p’ > 0, a imagem será real e passível de ser projetada.
§§ Quando A > 0, a imagem será direita.
§§ Quando A < 0, a imagem será invertida.
§§ Se |A| < 1, a imagem será menor que o objeto.
§§ Se |A| = 1, a imagem será do mesmo tamanho que o objeto.
§§ Se |A| > 1, a imagem será maior que o objeto.

Refração da luz

A refração da luz ocorre quando a luz é transmitida entre meios com diferentes velocidades de propagação da luz.

Índice de refração
​ vc  ​ 
nA = __
A

​  nA ​ 
nAB = __ n B

​  vB  ​
nAB = __ v A

Leis da refração

O raio incidente, o raio refratado e a normal, no ponto de incidência, estão no mesmo plano.

nA · senqA = nB · senqB

132
Formação de imagens

Dioptro plano

nobservador __ p’
​  ______
n  ​   = ​  p ​ 
objeto

Observe que a imagem aparente do peixe A’ é virtual e mais próxima da superfície S.

133
Ângulo limite – reflexão total

n nmenor
senL = __
​ nB  ​ = ​  ____
n  ​ 
A maior

Lâmina de faces paralelas

A D
B C

A D

O vidro usado em janelas é um exemplo de lâmina de faces paralelas.

134
Observe que apenas a parte do lápis atrás da lâmina parece estar deslocada em relação ao resto do lápis.

sen (i – r)
d = ________
​  cos r ​   
·e

Prisma óptico

135
Equações do prisma
a) Abertura A
A = r + r’

b) Desvio angular total D


D = D1 + D2

Substituindo

D1 = (i – r)

D2 = (i’ – r’)

o desvio angular total é:

D = i + i’ – (r + r’)

D = i + i’ – A

Elementos do prisma

Prismas de reflexão total


Prismas de Amici

Os raios incidentes sofrem desvio de 90º.

136
Prismas de Porro

Os raios incidentes sofrem desvio de 180º.

Dispersão da luz

Dispersão da luz em um prisma

v vermelha > v violeta  ⇒ nvermelha < nvioleta

No arco-íris, milhões de gotas produzem o espectro visível da luz solar.

Isaac Newton foi um estudioso da luz e seus fenômenos relacionados. Entre os anos de 1670 e 1672, de-
monstrou, utilizando prismas, que a luz branca era formada por todas as cores do arco-íris.

137
Refração da luz na atmosfera

Deserto no Egito, onde se observa, ao fundo, uma miragem de solo molhado.

A aparência molhada da pista se deve à refração total da luz vinda do céu as camadas de ar com, que atravessa
diferentes temperaturas e, portanto, diferentes índices de refração.

138
Fata Morgana

Lentes esféricas

Exemplos do uso de lentes no nosso cotidiano: lente de contato, um conjunto de lentes de máquina fotográfica e uma lupa.

Classificação das lentes

139
lente convergente       lente divergente

Focos principais de uma lente esférica

140
Raios luminosos particulares

convergente                    divergente

convergente                     divergente

convergente                 divergente

convergente                     divergente

141
Construção geométrica de imagens

1º caso: lentes convergentes

142
2º caso: lentes divergentes

Estudo analítico das lentes esféricas


Convenção de sinais

A imagem real de um objeto fica do lado oposto ao objeto, enquanto que a imagem virtual fica do mesmo
lado que o objeto.

Equações das lentes esféricas


​ 1 ​ = __
__ ​  1 ​ + __
​  1  ​   (equação de Gauss)
f p p'

p' ____
​ oi  ​ = – ​ __
A = __ f
p ​ = ​ f –  p  ​

143
Elementos geométricos das lentes esféricas
§§ C1 e C2: centros de curvatura de cada uma das faces;
§§ R1 e R2: raios de curvatura de cada uma das faces;
§§ O eixo principal é definido pela reta C1C2;
§§ V1 e V2: vértices de cada uma das faces
§§ e: espessura da lente (distância entre V1 e V2).
§§ O: centro óptico da lente.

Fórmula dos fabricantes de lentes

(  ) ( 
n
​ 1 ​  = ​ __
__
f
​  1  ​  + __
​ n2 ​ – 1  ​ ⋅ ​ __
1 R1 R2 )
​  1  ​   ​

§§ face côncava: R < 0 (raio de curvatura negativo)


§§ face convexa: R > 0 (raio de curvatura positivo)

Associação de lentes esféricas

144
O olho humano

§§ esclerótica: camada exterior opaca e esbranquiçada. Essa camada é mais abaulada e transparente, na
parte anterior, formando a córnea.
§§ coroide: camada pigmentada e vascularizada, responsável pela circulação sanguínea do órgão.
§§ retina: membrana nervosa de células sensitivas da visão. Essas células ligam-se ao centro da visão do
cérebro pelo nervo óptico.

normal
objeto
lente

imagem

Observe, na figura, a imagem formada pela lente (projetada nitidamente sobre a retina de um olho normal) e o esquema geométrico da formação da imagem.

Acomodação visual

Duas situações distintas da visão: os músculos ciliares ajustam a lente para observar
objetos relativamente distantes (acima); ajuste para observar objetos mais
próximos ao olho (abaixo).
Ilustração produzida com base em: CUTNELL, J. D.; JOHSON, K. W. Física.
6. ed. Rio de Janeiro; LTC, 2006. v. 2. p. 301.

145
Defeitos da visão
Miopia

Os raios paralelos passam pela lente e divergem (se afastam),


depois passam pelo olho e convergem (se aproximam).

Hipermetropia

Os raios paralelos passam pela lente e convergem,


depois passam pelo olho e convergem mais.

146
U.T.I. - Sala
1. Um feixe de luz vermelha propaga-se no ar (índice de refração igual a 1,0) e incide sobre uma
barra de vidro, formando um ângulo de 49° com a vertical, conforme figura a seguir.

A barra de vidro possui índice de refração igual a 1,5 e está sobre um tanque que contém um líqui-
do com índice de refração desconhecido. Observa-se que a luz diminui sua velocidade pela metade
ao sair do vidro e entrar no líquido. Admitindo-se que a velocidade da luz no ar é de 3 × 108 m/s,
determine:
a) o ângulo u que o raio de luz faz com a vertical ao entrar no líquido.
b) a velocidade da luz dentro do vidro.
c) o índice de refração do líquido.
Dados:
sen 49° = 0,75
sen 30° = 0,5
sen 60° = 0,87

cos 49° = 0,66


cos 30° = 0,87
cos 60° = 0,5

2. Sentado na cadeira da barbearia, um rapaz olha no espelho a imagem do barbeiro, em pé atrás


dele. As dimensões relevantes são dadas na figura. A que distância (horizontal) dos olhos do rapaz
fica a imagem do barbeiro?

3. Uma lente convergente projeta uma imagem real a 0,72 m da posição do objeto. Qual é a distância
focal da lente, em cm, sabendo-se que a imagem é 5 vezes maior que o objeto?

147
4. Um tanque de forma cúbica, de 10 cm de profundidade, está inteiramente vazio. Nessas condições,
um observador se posiciona de modo tal a não ver seu fundo, mas somente o seu vértice D.

Enche-se, a seguir, completamente, o tanque com água (n = 4/3). A que distância do vértice D
podemos colocar um objeto, de modo a ser visto pelo observador?

5. Um prisma de vidro tem os três lados iguais e índice de refração n = 2 em relação ao do ar, para
um determinado comprimento de onda l . Um raio luminoso de comprimento de onda l incide no
prisma formando um ângulo de 45º com a normal. Calcule o ângulo de desvio do raio que emerge
do prisma em relação ao raio incidente.

6. Um vaso cilíndrico contém água até uma altura de 2 h. Uma lente convergente é mantida à altura
h acima do nível da água, presa em flutuadores. A distância focal da lente é h. No fundo do vaso
existe uma pequena lâmpada L. A partir de um certo instante t = 0 faz-se escoar a água do vaso de
modo que o nível desça com rapidez v constante.

lente
flutuadores

2h

A que altura H acima do nível da lente estará formada a imagem da lâmpada, no instante em que
a metade da água houver escoado? O índice de refração da água é 4/3.

148
U.T.I. - E.O. 4. Uma sala retangular tem 6,0 m de compri-
mento, 4,0 m de largura e 3,0 m de altura.
No centro de uma das paredes maiores, existe
1. A figura representa o gráfico do desvio um espelho quadrado de 1,0 m de lado. Qual
(d) sofrido por um raio de luz monocro- é a maior distância que um homem, cujo olho
mática que atravessa um prisma de vidro está a 1,5 m do piso, pode estar do espelho
imerso no ar, de ângulo de refringência para ver inteiramente a parede oposta?
A = 50º, em função do ângulo de incidência u1.
5. Uma pessoa deseja observar por completo
um prédio de 101 m de altura num espelho
plano de 1,0 m situado a 50 m do prédio.
Qual é a distância mínima do espelho a que
a pessoa deverá ficar?

6. Um cilindro de altura 25 cm e diâmetro des-


prezível foi abandonado de uma posição tal
que sua base inferior estava alinhada com a
extremidade de um espelho plano de 50 cm de
altura e a 20 cm dele. Durante sua queda, ele e
sua imagem são vistos por um observador que
está a 1 m do espelho e meia altura deste.

É dada a relação (d) = u1 + u2 – A, em que


u1 e u2 são, respectivamente, os ângulos de
incidência e de emergência do raio de luz
ao atravessar o prisma (pelo princípio da re-
versibilidade dos raios de luz, é indiferente
qual desses ângulos é de incidência ou de
emergência, por isso há no gráfico dois ân-
gulos de incidência para o mesmo desvio ).
Determine os ângulos de incidência (u1) e
Calcule por quanto tempo o observador ain-
de emergência (u2) do prisma na situação de
da vê imagem do cilindro que permanece
desvio mínimo, em que dmin = 30º.
vertical durante a queda.

2. Quando o Sol está a pino, uma menina co- 7. A figura mostra um ponto objeto P e um pon-
loca um lápis de 7,0 × 10–3 m de diâmetro, to imagem P’, conjugados por um espelho
paralelamente ao solo e observa a sombra côncavo de eixo O1 O2.
por ele formada pela luz do Sol. Ela nota que
a sombra do lápis é bem nítida quando ele
está próximo ao solo, mas, à medida que vai
levantando o lápis, a sombra perde a nitidez
até desaparecer, restando apenas a penum- a) Localize, graficamente, o espelho côncavo.
bra. Sabendo-se que o diâmetro do Sol é de b) Indique a natureza da imagem P’ (real ou
14 x 108 m e a distância do Sol à Terra é de virtual).
15 x 1010 m, pode-se afirmar que a sombra
desaparece quando a altura do lápis em rela- 8. A figura representa um espelho esférico de
ção ao solo é de (em m)? Gauss, de vértice V, foco principal F e cen-
tro de curvatura C. O objeto real O, colocado
3. Tem-se um objeto O defronte a dois espelhos diante dele, tem altura 5,00 cm e sua respec-
planos perpendiculares entre si. Os pontos A, tiva imagem conjugada, situada no anteparo
B e C correspondem às imagens do objeto. A A, tem altura igual a?
distância AB é 80 cm e a distância BC é 60 cm.

a) Qual é a distância entre o objeto e a imagem B?


b) Desenhe o esquema com os espelhos, o obje-
to e as imagens.

149
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

Aceleração da gravidade = 10 m/s2


Calor específico do ar = 1,0 × 103 J/kgK
Constante da gravitação universal =
6,7 × 10-11 Nm2/kg2
Densidade do ar = 1,25 gk/m3
Índice de refração da água = 1,33 ≈ 4/3
Índice de refração do ar = 1
Massa do Sol = 2,0 × 1030 kg
Raio médio da órbita do Sol = 3,0 × 1020m a) O objeto no ponto F, para o pequeno espelho,
1 ano = 3,14 × 107 s é real ou virtual? Justifique sua resposta.
1 rad = 57° b) Calcule o raio de curvatura r do pequeno es-
sen 48,75°= 0,75 pelho.
π = 3,14 c) O pequeno espelho é côncavo ou convexo?
Justifique sua resposta.
9. No fundo de um recipiente com deter-
1
1. Um raio luminoso proveniente do ar atinge
minada quantidade de água, encontra-se
perpendicularmente uma esfera oca de vidro
um espelho plano E. Um raio de luz in-
de 30 cm de diâmetro. As paredes da esfera
cide sobre a superfície de separação do ar
têm 6,0 cm de espessura. Considere que o
e da água, com um ângulo de incidência
índice de refração do vidro em relação ao ar
i = 53,13°, cujo cosseno vale 0,6, penetrando
é 1,5 e que a velocidade de propagação da
na água com ângulo de refração r.
luz no ar é 300.000 km/s.
A figura 1 apresenta a superfície refletora
a) Esboce o gráfico da velocidade de propaga-
do espelho paralela ao fundo do recipiente.
ção da luz, em função do tempo, desde mo-
Nesta situação, o raio de luz emerge com um
mentos antes de a luz atingir a esfera até
ângulo a de valor igual ao de incidência.
instantes após ela deixar a esfera.
A figura 2 apresenta a superfície do espelho
b) Qual o tempo que o raio leva para atravessar
inclinada em um ângulo u, em relação ao fun-
completamente essa esfera?
do do recipiente. Nesta situação, o raio de luz
emerge paralelamente à superfície da água.
1
2. Para a determinação do índice de refração
(n1) de uma lâmina de vidro (L), foi usado o
dispositivo da figura, em que C representa a
metade de um cilindro de vidro opticamente
polido, de índice de refração n2 = 1,8. Um feixe
fino de luz monocromática é feito incidir no
ponto P, sob um ângulo a, no plano do papel.

Observa-se que, para a ≥ 45°, o feixe é intei-


ramente refletido na lâmina. Qual é o valor
Determine o ângulo u entre o espelho E e o de n1?
fundo do recipiente.
1
3. Um raio de luz monocromática atinge uma
lâmina de faces paralelas que se encontra
1
0. A luz de um feixe paralelo de um objeto dis-
imersa no ar sob um ângulo de incidência
tante atinge um grande espelho, de raio de
de 60°. Sabendo que o raio refratado no in-
curvatura R = 5,0 m, de um poderoso teles-
terior da lâmina forma com a normal um ân-
cópio, como mostra a figura a seguir. Após
gulo de 30° e que a espessura da lâmina é de
atingir o grande espelho, a luz é refletida
5 mm, determine:
por um pequeno espelho, também esférico
a) o índice de refração do material que constitui
e não plano como parece, que está a 2 m do
a lâmina;
grande. Sabendo que a luz é focalizada no
b) o ângulo que o raio emergente forma com a
vértice do grande espelho esférico, faça o normal na segunda face;
que se pede nos itens seguintes. c) o deslocamento lateral sofrido pelo raio de luz.

150
4. A figura abaixo representa um raio de luz i
1 desse material. Para que esse método possa
que atravessa uma lâmina de faces paralelas ser aplicado (isto é, para que se tenha um
de espessura e, imersa no ar, sofrendo deslo- feixe emergente), o ângulo A do prisma deve
camento d. ser menor que?

Sendo n = 1,5 o índice de refração da lâmina 1


8. Para medir a distância focal de uma lente
convergente, procede-se do seguinte modo:
em relação ao ar e c = 3,0 x 108 m/s a veloci-
coloca-se a lente num banco óptico diante de
dade da luz no ar, determine:
um espelho plano perpendicular a seu eixo
a) a velocidade da luz no interior da lâmina.
principal e, do lado oposto, uma lâmpada de
b) variando-se o ângulo de incidência θ, varia
pequenas dimensões sobre o eixo principal.
o deslocamento d sofrido pelo raio de luz i.
Qual é o valor máximo que esse deslocamen-
to pode assumir? Justifique.

1
5. Um raio de luz monocromática incide numa
das faces de um prisma de abertura 60° que
se encontra imerso no ar, sob ângulo de in-
cidência de 60°. Sabendo que o ângulo de
refração da luz na primeira face do prisma é
de 30°, determine:
Verifica-se, por tentativas, que quando a
a) o índice de refração do prisma.
lâmpada for colocada a uma distância d igual
b) o ângulo de refração na segunda face do
a 20 cm da lente, a imagem da lâmpada con-
prisma.
jugada pelo sistema lente-espelho se forma-
c) o desvio total sofrido pelo raio de luz. rá sobre a própria lâmpada, qualquer que
seja a distância entre a lente e o espelho.
1
6. Sobre uma das faces de um prisma de índice Qual é a distância focal da lente?
de refração √2 e ângulo de refringência 75°,
mergulhado no ar (índice de refração do ar 1
9. Na figura, MN representa o eixo principal de
igual a 1,00), incide um feixe de raios lumi- uma lente divergente L, AB o trajeto de um
nosos monocromáticos paralelos. Determine raio luminoso incidindo na lente, paralela-
o ângulo de incidência para que estes raios mente ao seu eixo, e BC o correspondente
possam emergir do prisma através da face BC. raio refratado.

a) A partir da figura, determine a distância fo-


1
7. O método do desvio mínimo, para a medi-
cal da lente.
da do índice de refração n de um material
b) Determine o tamanho e a posição da imagem
transparente, em relação ao ar, consiste em
de um objeto real de 3,0 cm de altura, colo-
se medir o desvio mínimo de um feixe es-
cado a 6,0 cm da lente, perpendicularmente
treito de luz que atravessa um prisma feito ao seu eixo principal.

151
0. Na figura a seguir, em escala, estão representados uma lente L delgada, DIVERGENTE, com seus focos
2
F, e um espelho plano E, normal ao eixo da lente. Uma fina haste AB está colocada normal ao eixo da
lente. Um observador O, próximo ao eixo e à esquerda da lente, mas bastante afastado desta, observa
duas imagens da haste. A primeira A1B1, é a imagem direta de AB formada pela lente. A segunda,
A2B2, é a imagem, formada pela lente, do reflexo A'B' da haste AB no espelho E.

a) Construa e identifique as duas imagens: A1B1 e A2B2


b) Considere agora o raio R, indicado na figura, partindo de A em direção à lente L. Complete a trajetória
deste raio até uma região à esquerda da lente. Diferencie claramente com linha cheia este raio de
outros raios auxiliares.

152
U.T.I. 2

Física 3
Associação de resistores
Resistência equivalente

tensão do gerador
Req = __________________
​    ​ = __
   ​ U ​ ⇒ U = Req · i
intensidade da corrente i

Associação de resistores em série

Dois resistores em série Três resistores em série

Propriedades da associação de resistores em série


A soma das tensões parciais de cada resistor em uma associação em série é igual à tensão total U fornecida
pelo gerador.

U = U1 + U2

U = U1 + U2 + U3 + ... + Un

155
A soma das resistências associadas em série em um circuito é igual à resistência equivalente desse circuito.

Req = R1 + R2 + R3 + ... + Rn

Para R1 = R2 = ... = Rn = R. Desse modo, a resistência do circuito é:

Req = n · R

Observação: na associação de resistores em série, a resistência equivalente sempre terá um valor maior
que qualquer resistência individual que participe da associação.

Associação de resistores em paralelo

Propriedades da associação de resistores em paralelo

A soma das intensidades da corrente elétrica em cada resistor de uma associação em paralelo é igual à
intensidade da corrente elétrica total no extremo da ligação dos resistores.

i = i1 + i2 + i3

A tensão elétrica nos extremos de resistores associados em paralelo é a mesma para todos os resistores da
associação.

U1 = U2 = U3 = U

​ U  ​;   i2 = __
i1 = __ ​ U  ​ ;  i3 = __
​ U  ​ 
R1 R2 R3
156
i = i1 + i2 + i3

​  U  ​ = __
___ ​  U  ​ + __
​  U  ​ + __
​  U  ​ 
Req R1 R2 R3

​  1  ​ = __
___ ​  1  ​  + __
​  1  ​ + __
​  1  ​ 
Req R1 R2 R3

A soma do inverso das resistências de resistores associados em paralelo é igual ao inverso da resistência equiva-
lente dessa ligação em paralelo.

Casos particulares

R ·R
Req = ______
​  1 2  ​ 
R1 + R2

produto
Req = ______
​  soma ​

§§ Se o circuito for formado por n resistores idênticos, ou seja, de mesma resistência R, então a resistência
equivalente é dada por:

​ Rn ​ 
Req = __

​  1  ​ = __
___ ​  1  ​ + __
​  1  ​ = __
​  2  ​ [ Req = __
​ R ​  ​  1  ​ = __
___ ​  1  ​ + __
​  1  ​ + __ ​  3  ​ [ Req = __
​  1  ​ = __ ​ R ​ 
Req R R R 2 Req R R R R 3
Dois resistores idênticos em paralelo Três resistores idênticos em paralelo

Associação mista

Exemplo de associação mista de resistores.

157
Potência dissipada por efeito Joule
Reostato

Curto-circuito

VA – VB = Ri ⇒ VA – VB = 0 ⇒ VA = VB

158
Potência elétrica

A potência P é o trabalho realizado para movimentar as cargas durante um intervalo de tempo.

P = Ui

​ U  ​ 
2
P = Ri2  e  P = __
R

Energia dissipada por efeito Joule


E = P · Dt

E = R · i2 · Dt

Amperímetro, voltímetro e ponte de Wheatstone


Amperímetro ideal

Amperímetro ideal é um medidor de intensidade de corrente, cuja resistência elétrica é nula (RA = 0).

(Esquerda) Resistores em série, antes de se inserir o amperímetro.


(Direita) Após a inserção do amperímetro, a intensidade da corrente elétrica não foi alterada.

159
Voltímetro ideal
Voltímetro ideal é um medidor de tensão com resistência elétrica infinitamente grande (RV → `).

(Esquerda) Resistores em série, antes de se inserir o voltímetro.


(Direita) Após a ligação em paralelo do voltímetro com R2, não há alteração da d.d.p. e corrente elétrica.

Ponte de Wheatstone

Equilíbrio da ponte de Wheatstone

Na ponte de Wheatstone em equilíbrio, o amperímetro não acusa corrente elétrica.

R1 · R3 = R2 · R4

Na ponte em equilíbrio, não passa corrente elétrica Na ponte em equilíbrio, a lâmpada não acende, pois
pelo resistor central, no diagonal BC. a d.d.p. entre B e C é nula. Não há corrente.

160
Estudo do gerador
Gerador ideal

Gerador ideal (U = E)

Características dos geradores


Força eletromotriz (f.e.m.)

« = ___
​  t   ​ 
DQ

U = « – ri

Observação
Essa equação representa um gerador elétrico real. Para um gerador ideal, não ocorre dissipação interna de
energia, e, portanto, r = 0. Para o gerador ideal, a d.d.p. e a f.e.m. são iguais ( U = «).

161
Potência no gerador elétrico
U = « – ri  ⇒  Ui = ei – ri2

Pu = Ui

Pt = «i

Pd = ri2

P U
h = __
​  u ​ = __
​   ​
Pt «

A bateria é a fonte de f.e.m. «, e r é sua resistência interna. O farol faz parte do circuito externo (resistência R).

Lei de Pouillet

« = (R + r)i

Corrente de curto-circuito em um gerador

  

U = « – ri  ⇒  0 = « – ricc  ⇒ icc = __


​ «r ​ 

162
Curva característica de um gerador

​ tg a N​ ≅ __
​  «  ​  ⇒ ​
 tg a N​ ≅ r
icc

Potência útil fornecida

A = Pu
Pu = Ui = «i – ri2
Pu (i) = «i – ri2

163
Associação de geradores
Associação em série
+ - + - + - + -

A B

A figura representa quatro pilhas associadas em série.

«s = «1 + «2 + ... + «n

Us = U1 + U2 + ... + Un

Ps = P1 + P2 + ... + Pn

rs = r1 + r2 + ... + rn

Associação em paralelo
+ -

+ -
A B

+ -

A figura representa três pilhas associadas em paralelo.

164
​ r1  ​ = __
__ ​ r1  ​ + __
​ r1  ​+ ... + __
​ r1  ​
p 1 2 n

__ ​  1r ​ + __
​ r1  ​ = __ ​ 1r ​ + ... + __
​ 1r ​   ⇒ ​ __
1 __n __r
rp  ​ = ​  r ​   ⇒ rp = ​ n  ​ 
p

Receptores
Um modelo para o receptor

U = «’ + r’ · i

N
r' = tg a

165
Circuitos elétricos com receptor

Gerador: U = « – r . i
Receptor: U = «’ + r’ . i

« – r · i = «’ + r’ · i ⇒
« – «’ = r · i + r’ · i ⇒
« – «’ = (r + r’) · i
« = «’ + (r + r’) · i
« – «’ = (R + r + r’) · i

Potência

U’ = «’ + r’i  ⇒  U’i = «’i + r’i2  ⇒ Pt = Pu + Pd


P
h = __​  u ​   ⇒  h = ___
​ «'i  ​  ⇒  h = __
​ «'  ​
Pt U'i U'

Capacitores

Seção transversal do capacitor plano. A é a placa plana positiva, e B, a placa plana negativa.

166
Carga elétrica e capacitância

Gráfico da tensão durante o carregamento do capacitor

Gráfico da tensão durante o descarregamento do capacitor

Gráfico da carga em função da d.d.p.

Q=C·U
ou
Q
C = __
​   ​  ​ A ​ 
C = k · «0 · __
U d

Energia de um capacitor

Q·U
​ b ·  ​h  ⇒ W = ____
W = A = ____ ​   ​ 

2 2

​ C · U²
W = _____  ​  

2
167
O capacitor no circuito elétrico

Q=C·U
d.d.p. no capacitor = d.d.p. no resistor = R · i

Associação de capacitores
A

A
B
C

B
Associação de capacitores em paralelo Associação de capacitores em série

Capacitor equivalente

Capacitor equivalente

Qeq = Qassoc = Q
Q
C = Qeq · U  ou  Ceq = __
​   ​ 
U

168
Associação de capacitores em paralelo

Três capacitores em paralelo

Na associação em paralelo, a d.d.p de todos os capacitores é igual.

Ceq = C1 + C2 + ... + Cn

A capacitância equivalente de uma associação em paralelo é igual à soma das capacitâncias parciais.

Associação de capacitores em série

Q1 = Q2 = Q3 = Q

A carga elétrica de uma associação de capacitores em série é igual a carga Q de cada um dos capacitores.

Outras propriedades da associação em série


Q Q Q
U1 = __
​  1 ​   U
  = __
​  2 ​   
  U3 = __
​  3 ​ 
C1 2 C2 C3

UAB = U1 + U2 + U3

​  1   ​ = __
___ ​  1  ​  = __
​  1  ​ + __
​  1  ​ + ... + __
​ 1  ​ 
Ceq C1 C2 C3 Cn

Em uma associação de capacitores em série, o inverso da capacitância equivalente é igual à soma dos
inversos das capacitâncias parciais.

169
U.T.I. - Sala
1. Analise o circuito representado abaixo e resolva os itens propostos.

Determine:
a) resistência equivalente do circuito.
b) a intensidade da corrente elétrica total que passa pelo circuito.
c) a d.d.p. entre os pontos A e C.
d) a d.d.p. entre os pontos C e D.
e) a intensidade da corrente elétrica que passa pelo resistor R3.

2. No circuito representado no esquema a seguir, os resistores R1, R2 e R3 têm valores iguais a 12 ohms.

De acordo com o esquema, CALCULE qual seria a leitura do amperímetro A, em amperes, e a leitura
do voltímetro V, em volts.

3. No esquema a seguir, temos uma fonte de tensão « = 120 V, duas lâmpadas L1 e L2 e uma resistência
R. L1 só acende com 120 V e L2 só acende com 40 V aplicados, caso em que L1 dissipa 120 W e L2
dissipa 80 W.

Calcule R para que as duas lâmpadas estejam acesas.

4. Dado o circuito abaixo, determine o valor do resistor Rx para que o galvanômetro da figura não seja
atravessado por corrente elétrica.

170
5. Numa associação mista de vinte geradores de f.e.m. 8 V e resistência interna 0,2 Ω em quatro
ramos, cada um contendo cinco geradores em série, determine:
a) a f.e.m. e a resistência do gerador equivalente;
b) a corrente que atravessa cada ramo da associação, quando esta é ligada a um resistor de 4,75 Ω.

6. Determine, para os circuitos seguintes, as leituras do amperímetro e do voltímetro, supostos ideais.

171
U.T.I. - E.O. 4. O esquema abaixo mostra três fios entre os
quais se ligam algumas lâmpadas iguais.

1. Em um laboratório de eletrônica, um aluno


tem à sua disposição um painel de conexões,
uma fonte de 12 V e quatro resistores, com
resistências R1 = 10 Ω, R2 = 20 Ω, R3 = 30 Ω
e R4 = 40 Ω. Para armar os circuitos dos itens
abaixo, ele pode usar combinações em série a) Qual é a tensão aplicada às lâmpadas quando
e/ou paralelo de alguns ou todos os resisto- o “fio neutro” está ligado?
res disponíveis. b) Se o fio neutro quebrar no ponto P, qual é
a) Sua primeira tarefa é armar um circuito tal a tensão que será aplicada às duas lâmpadas
que a intensidade de corrente fornecida pela de baixo?
fonte seja de 0,8 A. Faça um esquema deste
circuito. Justifique. 5. Determine o valor de R para que a corrente
b) Agora, o circuito deve ter a máxima inten- na bateria seja de 1 A, sabendo que E = 18 V.
sidade de corrente possível fornecida pela
fonte. Faça um esquema do circuito. Justifi-
que.
c) Qual é o valor da intensidade de corrente do
item b?

2. Os seis resistores do circuito esquematizado


são ôhmicos. A resistência elétrica de cada
resistor é igual a R. Considerando A e B como
terminais da associação, qual é a resistência
elétrica do conjunto?
6. Considere o circuito da figura abaixo em que
as resistências são dadas em Ω e a bateria é
considerada ideal com uma força eletromo-
triz de 12 Volts.

3. Qual é o valor (em ohms) da resistência


equivalente RAB da associação de resistores
representada abaixo?
a) Qual é a diferença de potencial no resistor R2?
b) Qual é a potência dissipada pelo circuito?
c) A resistência R3 agora é retirada do circuito e
substituída por um fio sem resistência. Qual
é a nova corrente que passa por R1?

7. No circuito representado a seguir, o amperí-


metro A, ideal, indica I = 2 A.

172
Dados:
§§ Bateria 1: f.e.m. E1 = 9 V; resistência in-
terna r1 = 1,5 Ω
§§ Bateria 2: f.e.m. E2 = 3 V; resistência in-
terna r2 = 0,5 Ω
§§ Bateria 3: f.e.m. E3 = 12 V; resistência in-
terna r3 = 2 Ω, R1 = 2 Ω, R2 = R3 = 4 Ω,
R4 = 12 Ω, R5 = 1 Ω
Determine: a) Calcule a corrente que circula pelo chuveiro.
a) o valor da resistência R; b) Qual é o consumo de energia elétrica da re-
b) a quantidade de calor desenvolvida em R5, sidência, em kWh, durante quinze minutos?
num intervalo de tempo igual a 10 minutos. c) Considerando que os equipamentos se quei-
mam quando operam com uma potência 10%
8. Um fio metálico homogêneo tem compri- acima da normal (indicada na figura), deter-
mento L e área de secção transversal cons- mine quais serão os equipamentos queima-
tante. Quando submetido a uma diferença de dos, caso o fio neutro se rompa no ponto A.
potencial de 12 V, esse fio é percorrido por
uma corrente elétrica de intensidade 0,1 A 10. O esquema abaixo representa um circuito
conforme a figura 1. Esse fio é dividido em formado por um gerador ideal G de força
três partes, A, B e C de comprimentos __ ​ L  ​, __
​  L  ​ eletromotriz E = 6,0 volts, por uma lâmpada
6
L  ​ respectivamente, as quais, por meio de 3 L e por dois resistores R1 e R2 com 100 e 50
e ​ __
2 ohms de resistência, respectivamente. Um
fios de resistências desprezíveis, são conec-
voltímetro V e um amperímetro A, ambos
tadas entre si e submetidas à mesma dife-
ideais, estão ligados ao circuito, como indi-
rença de potencial constante de 12 V confor-
cado no esquema. Inicialmente, o voltímetro
me a figura 2.
V indica 3,0 volts.

Com base no circuito representado na figura


a) Qual será a indicação do amperímetro A?
2, calcule:
b) A lâmpada L “queima”. Qual será, depois dis-
a) a resistência equivalente, em Ω.
so, a indicação do voltímetro V?
b) a potência total dissipada, em W.
11. Cinco resistores iguais, cada um com resis-
9. Algumas residências recebem três fios da tência R – 100 Ω, são ligados a um gerador G
rede de energia elétrica, sendo dois fios cor- de tensão constante VG – 250 volts, conforme
respondentes às fases e o terceiro ao neutro. o circuito abaixo. A é um amperímetro de
Os equipamentos existentes nas residências resistência interna desprezível. Qual é a cor-
são projetados para serem ligados entre uma rente indicada por esse instrumento?
fase e o neutro (por exemplo, uma lâmpa-
da) ou entre duas fases (por exemplo, um
chuveiro). Considere o circuito a seguir, que
representa, de forma muito simplificada,
uma instalação elétrica residencial. As fa-
ses são representadas por fontes de tensão
em corrente contínua e os equipamentos,
representados por resistências. Apesar de
simplificado, o circuito pode dar uma ideia
das consequências de uma eventual ruptura
do fio neutro. Considere que todos os equi-
pamentos estejam ligados ao mesmo tempo.

173
12. No circuito esquematizado, a indicação do 16. Um circuito elétrico constituído de dois
amperímetro ideal A é igual a? resistores R1 e R2 é alimentado por quatro
geradores iguais, ligados em série, cada um
de 12 V e resistência interna 0,25 Ω. Estes
geradores alimentam o circuito com corrente
de intensidade 16 A. Os resistores são per-
corridos por diferentes intensidades de cor-
rente e o valor de R2 é o dobro do valor de R1.
Determine os o valores de R1 e R2 (em ohms).

17. O esquema representa duas pilhas ligadas


em paralelo, com as resistências internas in-
dicadas. Pergunta-se:
13. A corrente que corresponde à deflexão má-
xima do ponteiro de um galvanômetro é de
1,0 mA e sua resistência é de 0,5 Ω. Qual
deve ser o valor da resistência que precisa
ser colocada nesse aparelho para que ele se
transforme em um voltímetro apto a medir
até 10 V? Como deve ser colocada essa resis-
tência, em série ou em paralelo com o galva- a) Qual o valor da corrente que circula pelas pi-
nômetro? lhas?
b) Qual é o valor da diferença de potencial entre
os pontos A e B e qual o ponto de maior po-
14. No circuito, a d.d.p. entre os terminais A e tencial?
B é de 60 V e o galvanômetro G acusa uma c) Qual das duas pilhas está se “descarregando”?
intensidade de corrente elétrica zero.
18. Um técnico dispõe de duas baterias iguais.
Efetuando experiências com elas, verificou
que, quando as baterias são associadas em
série e o conjunto é ligado a um resistor de
10 Ω, circula uma corrente de 0,4 A; quan-
do são associadas em paralelo e aplicadas ao
mesmo resistor, circula 0,25 A no resistor.
Determine a f.e.m. (em volts) e a resistência
interna (em ohms) das baterias.

19. No circuito elétrico a seguir, é necessá-


Determine: rio que, ao se ligar a chave K no ponto P,
a) o valor de R. a lâmpada L, de especificações nominais
b) o valor de R, para quando a d.d.p. entre os 0,50 W — 2,0 V, permaneça acesa sem pro-
terminais A e B for duplicada e o galvanô- blemas. Sabe-se que, ao se ligar a chave K
metro continuar acusando zero. no ponto M, o amperímetro ideal A indica
uma intensidade de corrente de 500 mA, e,
15. No circuito esquematizado, R1 = 210 ohms, ao se ligar no ponto N, a indicação é de 4,0 A.
R2 = 30 ohms, AB é um fio homogêneo de Para que sejam atendidas rigorosamente as
seção constante, resistência 50 ohms e com- especificações da lâmpada, é necessário que
primento 500 mm. Obteve-se o equilíbrio do o resistor R, associado em série a ela, tenha
galvômetro para L = 150 mm. resistência elétrica de?

Determine o valor de x.

174
0. O amperímetro A indicado no circuito abaixo
2
é ideal, isto é, tem resistência praticamente
nula. Os fios de ligação têm resistência des-
prezível. Determine a intensidade de corren-
te elétrica indicada no amperímetro A.

175
U.T.I. 2

Química 1
Ácidos
De maneira geral, os ácidos apresentam as seguintes características:
§§ Têm sabor azedo;
§§ A grande maioria é tóxico e corrosivo;
§§ Quando em solução aquosa, os ácidos conduzem eletricidade;
§§ Os ácidos alteram a cor de indicadores. Os indicadores têm a propriedade de mudar a cor do meio, conforme
o caráter ácido ou básico das soluções (exemplo de indicadores: papel tornassol, fenolftaleína, entre outros).
Segundo Arrhenius, ácidos são compostos que se ionizam em solução aquosa e originam como o único íon
positivo o cátion hidrônio ou hidroxônio (H+ ou H3O+). O H+ é o responsável pelas propriedades comuns a todos os
ácidos, sendo este o radical funcional dos ácidos.
Por exemplo:

Uma outra maneira mais correta de escrever os quatro exemplos anteriores é:

Classificação dos ácidos


1. Presença de oxigênio

Classificação Oxigênio Exemplos


hidrácidos não possuem HC𝓵, HCN, H2S
oxiácidos ou oxoácidos possuem HNO3, H2SO4, H3BO3

2. Hidrogênios ionizáveis
Hidrogênios ionizáveis em oxiácidos são os hidrogênios que se ligam a um átomo de oxigênio.

Número de hidrogênios
Classificação Exemplos
ionizáveis
monoácidos ou monopróticos 1 HC𝓵, HCN, HNO3
diácidos ou dipróticos 2 H2S, H2SO4, H2CO3
triácidos ou tripróticos 3 H3PO4, H3BO3
tetrácidos ou tetrapróticos 4 H4SiO4

Exceções: quando um átomo de hidrogênio se liga diretamente ao átomo central, esse hidrogênio não
é ionizável.

179
Por exemplo:
§§ Ácido fosforoso (H3PO3) é um diácido.

§§ Ácido hipofosforoso (H3PO2) é um monoácido.

3. Volatilidade

Volatilidade é a capacidade de uma substância passar para o estado gasoso. Substâncias voláteis, em geral,
apresentam pontos de ebulição baixos.
Classificação Ponto de Ebulição Exemplos
fixos alto São apenas 3 ácidos: H2SO4, H3PO4, H3BO3
voláteis baixo Os demais ácidos: HC𝓵, H2S, HCN, HNO3...

4. Força

Δ= n° de oxigênios – n° de hidrogênios ionizáveis


HC𝓵O4 ⇒ Δ = 4 – 1 = 3 ⇒ muito forte
H2SO4 ⇒ Δ = 4 – 2 = 2 ⇒ forte
HNO2 ⇒ Δ = 2 – 1 = 1 ⇒ moderado
HC𝓵O ⇒Δ = 1 – 1 = 0 ⇒ fraco
Exceção: O ácido carbônico (H2CO3), embora apresente um Δ = 1 , ele é considerado um ácido fraco por
ser um ácido instável.
Classificação Hidrácidos Oxiácidos
fortes HC𝓵, HBr, H𝓵 Δ = 2 ou 3
moderados HF Δ=1
fracos H2S, HCN e demais Δ=0

Nomenclatura
Ácido + (nome do elemento) + sufixo
O sufixo segue este padrão:
Classificação Sufixo Exemplos Ânion

HC𝓵 ácido clorídrico C𝓵- cloreto


hidrácido -ídrico H2S ácido sulfídrico S2- sulfeto
HCN ácido cianídrico CN- cianeto

-ico
H2SO4 ácido sulfúrico SO​2- 4​ sulfato
(o ácido que você
HNO3 ácido nítrico NO​  3- ​ nitrato
precisa lembrar)
oxiácido
oso
H2SO3 ácido sulfuroso SO​2- 3​   sulfito
(o ácido com um
HNO2 ácido nitroso NO​  2-​  nitrito
oxigênio a menos)

180
E há também os prefixos, especialmente em oxiácidos, que formam mais de dois ácidos (comumente visto
em ácidos que contêm halogênios):

Prefixo Sufixo Fórmula Exemplo Ânion


per- -ico HXO4 HC𝓵O4 ácido perclórico C𝓵O​  4-​ perclorato
- -ico HXO3 HC𝓵O3 ácido clórico C𝓵O​  3-​  clorato
- -oso HXO2 HC𝓵O2 ácido cloroso C𝓵O​  2-​  clorito
hipo -oso HXO HC𝓵O ácido hipocloroso C𝓵O- hipoclorito

Bases
Apresentam as seguintes características:
§§ Possuem sabor adstringente, que “amarra” a boca, como é possível perceber ao se comer uma fruta “verde”;
§§ São, em geral, tóxicas;
§§ Formam soluções aquosas condutoras de eletricidade;
§§ Mudam a cor dos indicadores (conforme os exemplos comparativos da função ácidos).
Segundo Arrhenius, bases são compostos que, por dissociação iônica, originam como único íon negativo o
ânion hidróxido [OH-].

Classificação
1. Número de hidroxilas/hidróxidos

Classificação Número de hidroxilas Exemplos


monobase 1 NaOH, KOH, AgOH
dibase 2 Mg(OH)2, Ca(OH)2, Fe(OH)2
tribase 3 A𝓵(OH)3, Fe(OH)3
tetrabase 4 Sn(OH)4, Pb(OH)4

2. Força

Classificação Caracterização
Hidróxidos dos metais alcalinos (grupo 1), como NaOH, KOH etc. e dos
metais alcalino-terrosos (grupo 2), como Ca(OH)2, Ba(OH)2 e Sr(OH)2.
Forte
O Mg(OH)2 é uma exceção à regra, uma vez que cons-
titui uma base fraca e praticamente insolúvel.
Hidróxidos de todos os demais metais, em
Fraca geral metais dos grupos 3 ao 14.
Aqui se incluem o Mg(OH)2, Be(OH)2 e o NH4OH.

3. Solubilidade

Classificação Caracterização
Hidróxidos dos metais alcalinos (grupo 1),
Solúveis
como NaOH, KOH etc. e o NH4OH.
Hidróxidos dos metais alcalino-terrosos (grupo 2), como
Pouco solúveis
Ca(OH)2, Ba(OH)2 e Sr(OH)2. Exceção: o Mg(OH)2 e Be(OH)2.
Praticamente insolúveis Os demais hidróxidos: Fe(OH)2, Pb(OH)4 etc., além do Mg(OH)2.

181
Nomenclatura
Para uma base genérica, C(OH)x, sua nomenclatura será:
hidróxido de + (nome do cátion Cx+)
Exemplos:
NaOH – hidróxido de sódio
Ca(OH)2 – hidróxido de cálcio
A𝓵(OH)3 – hidróxido de alumínio

Se o cátion tiver mais de uma valência:


hidróxido de + (nome do cátion Cx+) + (valência em algarismo romano)
ou
hidróxido de + (nome do cátion Cx+) + ico [maior valência]
oso [menor valência
Exemplos
Fe(OH)2 – hidróxido de ferro (II) ou hidróxido ferroso
Fe(OH)3 – hidróxido de ferro (III) ou hidróxido férrico
Sn(OH)2 – hidróxido de estanho (II) ou hidróxido estanoso
Sn(OH)4 – hidróxido de estanho (IV) ou hidróxido estânico

Sais
Reação de neutralização total
Uma reação é de neutralização total, se todos os H+ do ácido reagirem e todos os OH– da base também reagirem.
Por exemplo:
NaOH + HC𝓵 → NaC𝓵 + H2O
Mg(OH)2 + H2SO4 → MgSO4 + 2 H2O
2 NaOH + H2SO4 → Na2SO4 + 2 H2O

Reação de neutralização parcial do ácido


A proporção em mols da base e do ácido é de tal forma que nem todos os H+ serão neutralizados. O sal formado é
classificado como hidrogenossal e este apresenta caráter ácido.
Por exemplo:
NaOH + H2SO4 → NaHSO4 + H2O

Reação de neutralização parcial da base


A proporção em mols da base e do ácido é de tal forma que nem todos os OH– serão neutralizados. O sal formado
é classificado como hidroxissal e este apresenta caráter básico.
Por exemplo:
Ca(OH)2 + HC𝓵 → Ca(OH)C𝓵 + H2O

182
Nomenclatura
nome do ânion + de + nome do cátion

Exemplo:
A𝓵3+ [cátion alumínio] + C𝓵– [ânion cloreto] → A𝓵C𝓵3 cloreto de alumínio
O ânion pode ser identificado através do seu ácido de origem, portanto, segue-se a seguinte regra:

Terminação do ácido Ânion


-ídrico -eto

-oso -ito
-ico -ato

Se o cátion tiver mais de uma valência:

nome do ânion + de + nome do cátion + (valência do cátion)


ou
nome do ânion + de + nome do cátion + oso [menor valência] ou ico [maior valência]

Exemplos:
Fe2+ [cátion ferro (II) ou ferroso] + C𝓵– [ânion cloreto] FeC𝓵2 cloreto de ferro (II) ou cloreto ferroso.
Fe3+ [cátion ferro (III) ou férrico] + C𝓵– [ânion cloreto] FeC𝓵3 cloreto de ferro (III) ou cloreto férrico.

Hidrogenossais

Os hidrogenossais diferem-se apenas pelo fato de a quantidade de hidrogênios ionizáveis ser indicada pelos prefi-
xos (que pode ser omitido) mono, di, tri etc., seguida da palavra hidrogeno, no começo do nome do sal, ou palavra
ácido, logo depois do nome do ânion.
§§ KHSO4: sulfato monopotássico ou sulfato (mono) ácido de potássio ou (mono) hidrogenossulfato de po-
tássio.
§§ NaH2PO4: fosfato monossódico ou fosfato diácido de sódio ou diidrogenofosfato de sódio.
Se o hidrogenossal for originário de um ácido com dois hidrogênios ionizáveis, o prefixo hidrogeno pode
ser substituído por bi.
§§ NaHSO4: bissulfato de sódio.
§§ NaHCO3: bicarbonato de sódio.

Hidroxissais

Já nos hidroxissais a nomenclatura segue a mesma regra dos hidrogenossais, trocando as palavras hidrogeno por
hidróxi ou palavra ácido por básico.
§§ CaOHC𝓵: cloreto básico de cálcio ou (mono) hidróxi-cloreto de cálcio.
§§ MgOHBr: brometo básico de magnésio ou (mono) hidróxi-brometo de magnésio.

183
Solubilidade dos sais
Ânion do sal Solubilidade Exceções
Nitrato (NO​  3-​)  
Nitrito (NO​  2-​)   Acetato de prata, de chumbo (II) e de
Solúveis
Cloratos (CøO​  3- ​)  mercúrio (I) são parcialmente solúveis.
Acetatos (H3C - COO-)

Cloretos (Cø-)
Brometos (Br -) Solúveis Ag+, Pb2+, Hg​ 2​  
2+

Iodetos (I-)

Sulfatos (SO​ 2-4​)   Solúveis Ca2+, Sr2+, Ba2+, Pb2+

Sulfetos (S2-) Insolúveis Grupo 1 e NH​ +4​  

Outros ânions (CO​2- 3​  , PO​ 3-4​  etc.) Insolúveis Grupo 1 e NH​+ 4​  

Eletrólitos
Conduzem corrente
1. Ácidos em solução aquosa;
2. Compostos iônicos em solução aquosa ou fundida;
3. Metais no estado sólido ou líquido.

Não conduzem corrente


1. Gases em condições ambientes;
2. Compostos iônicos no estado sólido;
3. Água pura e ácidos puros;
4. Demais substâncias covalentes.

Grau de ionização
Grau de ionização, representado pela letra α (alfa), se define como a razão entre o número de moléculas ionizadas
(ou dissociadas) e o número total de moléculas dissolvidas:
número de partículas ionizadas (ou dissociadas)
α = ____________________________________
    
​       ​
número de partículas dissolvidas
Quando α tem valor próximo de zero, significa que a substância está pouco ionizada, sendo chamado de
eletrólito fraco. Quando α se aproxima de 1, a substância está bastante ionizada, sendo chamada de eletrólito forte.
O grau de ionização é muito útil principalmente para determinar a força dos ácidos (embora possa ser usado
para outros tipos de substâncias), baseando-se no seu grau de ionização: quanto mais o ácido é forte, maior será o
seu grau de ionização (α) e será um eletrólito forte e vice-versa.

Óxidos
São compostos binários (formados por apenas dois elementos químicos), e o elemento mais eletronegativo presen-
te é sempre o oxigênio.
Exemplos: CO2, Na2O, SO2, CaO, etc

184
Nomenclatura

óxido + de + [nome do elemento]

Usa-se os prefixos mono, di tri etc. para indicar a quantidade de oxigênios e do outro elemento presente no óxido
(o prefixo mono na frente do elemento ligado ao oxigênio é opcional).
Se o elemento tiver uma única valência, ou seja, se houver somente uma forma de ligar-se ao oxigênio e
formar somente um tipo de óxido, não é necessário usar os prefixos antes do nome do elemento.
Quando o óxido é formado por elemento com mais de uma valência, usa-se ou número romano para indicar
a valência do elemento ligado ao oxigênio ou usa-se os sufixos: -oso para o metal de menor valência ou -ico para
o metal de maior valência.

Fórmula Nome do óxido


CO2 Dióxido de carbono
SO3 Trióxido de enxofre
Na2O Óxido de sódio
SiO2 Dióxido de silício
P2O5 Pentóxido de difósforo
FeO Óxido de ferro (II) ou óxido ferroso
Fe2O3 Óxido de ferro (III) ou óxido férrico

C𝓵2O7 Heptóxido de dicloro

Tipos de óxidos
Os óxidos podem ser classificados de acordo com o elemento ligado ao oxigênio. São dois tipos: óxidos iônicos e
óxidos moleculares:
§§ Óxidos iônicos – são óxidos formados por metais, havendo a presença de ligação iônica (entre um metal
e um ametal). Exemplos para este caso são o óxido de sódio (Na2O), óxido de magnésio (MgO), óxido de
alumínio (A𝓵2O3), entre outros.
§§ Óxidos moleculares – são óxidos formados por ametais, havendo a presença de ligação covalente (entre
ametais). Exemplos para este caso são os óxidos de carbono (CO e CO2), óxidos de enxofre (SO2 e SO3),
óxidos de nitrogênio (NO, N2O e NO2), entre outros.

Classificação dos óxidos


Os óxidos podem ser classificados de acordo com o seu comportamento químico:
§§ Óxidos ácidos – são também conhecidos por anidridos, e reagem com água produzindo um ácido e reagem
com base formando sal e água. A maioria dos óxidos ácidos é os óxidos moleculares (Exemplo: CO2, SO3).
§§ Óxidos básicos – estes compostos reagem com água formando uma base e reagem com ácidos produzin-
do sal e água. A maioria dos óxidos básicos é os óxidos iônicos (Exemplo: Na2O, CaO).
§§ Óxidos neutros – estas substâncias não reagem com água, ácido ou base. São eles: CO, NO e N2O.
§§ Óxidos anfóteros – possuem esse nome por seu caráter duplo, ou seja, reagem tanto com ácido quanto
com base originando como produto sal e água. (Exemplo: A𝓵2O3, ZnO, PbO)
§§ Peróxidos – composto formado por ânion peróxido (​O​2-2​  ​). Nesta classe os compostos reagem com água
produzindo base e água oxigenada; quando reagem com um ácido, produz um sal e água oxigenada.
(Exemplo: Na2O2).

185
Reações Inorgânicas
Na Química Inorgânica, um critério que é muito adotado é classificar as reações de acordo com a quantidade de
substâncias que reagem e que são produzidas, agrupando as reações da seguinte forma: reações de síntese (ou
adição), reações de análise (ou decomposição), reação de simples troca (ou deslocamento) e reação de dupla troca
(ou metátese).
§§ Reação de síntese ou adição: é aquela que dois ou mais reagentes formam um único produto.
Genericamente: A + B + C + ... → P
Exemplo:
Formação da amônia: N2 + 3H2 → 2NH3

§§ Reação de análise ou decomposição: este tipo de reação é o oposto da reação de síntese. Um único
reagente forma dois ou mais produtos.
Genericamente: R → A + B + C + ...
Exemplo:
Decomposição do dicromato de amônio: (NH4)2Cr2O7 → N2 + 4 H2O + Cr2O3

§§ Reação de simples troca ou de deslocamento: nessas reações uma substância simples reage com
uma substância composta, originando uma nova substância simples e uma nova substância composta pelo
deslocamento entre seus elementos.
Genericamente: M + CA → MA + C ou M + CA → CM + A
Mas, para que isso ocorra, a substância simples, no caso simbolizado por M, deve ser mais reativo que
o elemento que será deslocado do composto (representado por C ou A), transformando-se em uma
nova substância simples, do contrário a reação não ocorrerá.
Para saber se a reação de deslocamento irá ocorrer, é necessário olhar a fila de reatividade dos metais e ametais:

Exemplos:
Zn + Cu(NO3)2 → Zn (NO3)2 + Cu
A reação acima ocorre porque o zinco (Zn) é mais reativo que o cobre (Cu), deslocando o cobre.

Cu + Zn (NO3)2 → Não reage

A reação acima não ocorre porque o cobre (Cu) é menos reativo que o zinco (Zn), não conseguindo deslocar
o zinco.

C𝓵2 + 2Nal → 2 NaC𝓵 + I2

A reação acima ocorre porque o cloro (C𝓵) é mais reativo que o iodo (I), deslocando o iodo.

I2 + NaC𝓵 → Não reage

186
A reação acima não ocorre porque o iodo (I) é menos reativo que o cloro (C𝓵), não conseguindo deslocar
o cloro.
§§ Reação de dupla troca (ou metátese): duas substâncias compostas reagem originando outras duas
substâncias compostas.
Genericamente: MD + CA → MA + CD
As reações de dupla troca só ocorrem quando obedecem pelo menos uma das seguintes condições: um dos
produtos (MA ou CD no caso acima), quando comparado aos reagentes, deve se apresentar como alguma
das formas abaixo:
§§ Ser mais volátil (produz gás);
§§ Menos ionizado ou dissociado, tornando-se mais fraco;
§§ Ser insolúvel (ou seja, há formação de um precipitado ao final da reação).
Exemplos:
2 NaCN + H2SO → Na2SO4 + 2 HCN
A reação acima ocorre porque forma um produto menos ionizado (HCN é ácido fraco) em relação a um dos
reagentes (H2SO4 é ácido forte).

NaHCO3 + HC𝓵 → NaC𝓵 + H2O + CO2


A reação acima ocorre porque um dos produtos formados é um gás (nesse caso, CO2).
Pb(NO3)2 + 2 K𝓵 → 2KNO3 + PbI2
A reação acima ocorre porque um dos produtos formados é insolúvel (nesse caso, PbI2).
NaNO3 + H2SO4 → Não reage
A reação acima não ocorre porque os produtos formados serão Na2SO4 e HNO3, ambas solúveis em água,
não forma gás e não são mais fracos que os reagentes.

187
U.T.I. - Sala
1. (Unesp) O monóxido de carbono é um dos poluentes gasosos gerados pelo funcionamento de moto-
res a gasolina. Segundo relatório recente da Cetesb sobre a qualidade do ar no Estado de São Paulo,
nos últimos vinte anos houve uma redução no nível de emissão deste gás de 33,0 g para 0,34 g
por quilômetro rodado. Um dos principais fatores que contribuiu para a diminuição da poluição
por monóxido de carbono foi a obrigatoriedade de produção de carros equipados com conversores
catalíticos. Responda por que o monóxido de carbono deve ser eliminado e explique quimicamente
como atua o conversor catalítico nesse processo.

2. (UEL) Dois eletrodos conectados a uma lâmpada foram introduzidos em uma solução aquosa, a fim
de que a luminosidade da lâmpada utilizada avaliasse a condutividade da solução. Desta forma,
foram feitos dois experimentos, (A) e (B) conforme segue.
No experimento (A) uma solução de NH4OH 0,1 mol/L foi adicionada a uma solução aquosa de HC𝓵
0,1 mol/L.
No experimento (B) uma solução de NaOH 0,1 mol/L foi adicionada a uma solução aquosa de HC𝓵
0,1 mol/L.
Ordem decrescente de condutividade iônica na solução: H+>OH->NH​+ 4 ​ > Na+
a) Com base no enunciado, associe os experimentos (A) e (B) com as figuras I e II, a seguir, que repre-
sentam a variação contínua da luminosidade da lâmpada ao longo do volume adicionado de solução.

b) Explique o fenômeno observado nas figuras I e II e descreva suas respectivas equações químicas.

3. (Unicamp) O tratamento da água é fruto do desenvolvimento científico que se traduz em aplicação


tecnológica relativamente simples. Um dos processos mais comuns para o tratamento químico da
água utiliza cal virgem (óxido de cálcio) e sulfato de alumínio. Os íons alumínio, em presença de
íons hidroxila, formam o hidróxido de alumínio, que é pouquíssimo solúvel em água. Ao hidróxido
de alumínio formado adere a maioria das impurezas presentes. Com a ação da gravidade, ocorre a
deposição dos sólidos. A água é então separada e encaminhada a uma outra fase de tratamento.
a) Que nome se dá ao processo de separação acima descrito que faz uso da ação da gravidade?
b) Por que se usa cal virgem no processo de tratamento da água? Justifique usando equação(ões)
química(s).
c) Em algumas estações de tratamento de água usa-se cloreto de ferro (III) em lugar de sulfato de alumí-
nio. Escreva a fórmula e o nome do composto de ferro formado nesse caso.

4. (UFF) Tem-se as reações químicas:


I) óxido férrico(s) + ácido sulfúrico(aq)
II) hidróxido de alumínio(s) + ácido sulfúrico(aq)
III) óxido de cálcio(s) + ácido ortofosfórico(aq)
IV) cloreto de magnésio(aq) + carbonato de sódio(aq)
Considerando as reações químicas acima:
a) escreva a equação balanceada correspondente a cada reação.
b) dê o nome oficial (IUPAC) de todos os sais formados nestas reações.
c) identifique a reação de precipitação.

188
5. (Unicamp) Conta-se que, durante a 2ª Guerra Mundial, espiões alemães mandavam mensagens
com uma tinta invisível que era essencialmente uma solução de nitrato de chumbo, Pb(NO3)2. Des-
creva, com base nas informações a seguir, um procedimento para tornar a escrita com nitrato de
chumbo visível. Justifique sua resposta.
§§ O sulfato de chumbo é um sólido branco, pouco solúvel em água.
§§ O iodeto de chumbo é um sólido amarelo, pouco solúvel em água.
§§ O sulfeto de chumbo é um sólido preto, pouco solúvel em água.
§§ O cloreto de chumbo é um sólido branco, pouco solúvel em água.
§§ O nitrato de potássio é branco e solúvel em água.
§§ Todos os sais de sódio são solúveis em água.

6. (Unicamp) Ácido clorídrico comercial, vendido com o nome de ácido muriático, é muito empregado
na limpeza de pisos de pedra. Entretanto, ele não deve ser usado em piso de mármore, devido à
reação que ocorre entre esse ácido e o carbonato de cálcio constituinte do mármore.
a) Escreva a equação química que representa essa reação.
Na limpeza de uma casa, acidentalmente, caiu um pouco de ácido muriático sobre o piso de mármore.
O dono da casa agiu rapidamente. Absorveu o ácido com um pano e, a seguir, espalhou sobre o local
atingido um dos seguintes "produtos" comumente encontrados numa residência: vinagre, água, amo-
níaco ou sal de cozinha. Dentre essas opções o dono escolheu a melhor.
b) Qual foi essa opção? Justifique sua resposta.

189
U.T.I. - E.O. §§ concentração de umidade no ar expirado
igual a 6,2% volume por volume, a 37 °C
e 1 atm de pressão;
1. (Udesc) A água pura e o ácido clorídrico §§ consumo total da umidade contida no ar
puro são péssimos condutores de corrente expirado.
elétrica. Explique como uma solução diluí- Calcule o tempo máximo de uso, em minu-
da de ácido clorídrico em água pode ser boa tos, de uma máscara que contenha 213 g de
condutora de corrente elétrica. superóxido de potássio.
b) Além do superóxido de potássio, o potássio
forma dois outros compostos binários oxige-
2. (Unesp) As moléculas de N2 e de CO2, pre- nados que não satisfazem os requisitos para
sentes na atmosfera, apresentam momento uso em máscaras.
dipolar resultante igual a zero. Em contato Indique as fórmulas desses compostos.
com a água, cujas moléculas apresentam mo-
mento dipolar resultante diferente de zero 6. (UFU) Sabendo-se que uma solução aquosa
(solvente polar), uma fração considerável de ácido fosforoso (H3PO3) é boa condutora
do CO2 atmosférico passa para a fase aquo- de eletricidade, e que o ácido fosforoso é
sa, enquanto que o N2 permanece quase que classificado como um diácido, pede-se:
totalmente na atmosfera. Desenhe a estrutu- a) As etapas do processo de ionização do áci-
ra da molécula de CO2 e explique, utilizando do, indicando as equações de suas etapas e a
equações químicas, a passagem do CO2 para a equação global.
fase aquosa. b) A fórmula estrutural do ácido fosforoso. In-
dique, por meio de círculos, quais são os hi-
3. (UFRJ) A queima do enxofre presente na ga- drogênios ionizáveis neste ácido.
solina e no óleo diesel gera dois anidridos
que, combinados com a água da chuva, for- 7. (Ufscar) A figura apresenta o esquema de
mam seus ácidos correspondentes. um experimento.
Escreva a fórmula desses ácidos e indique o
ácido mais forte. Justifique sua indicação.

4. (UFLA) O H2S, também conhecido como gás


sulfídrico e gás-do-ovo-podre, é produzido
pela decomposição de matéria orgânica ve-
getal e animal. Na atmosfera, em contato
com o oxigênio, o H2S transforma-se em dió-
xido de enxofre e água.
a) Escreva a equação que representa a reação
completa e balanceada do gás sulfídrico com
oxigênio. O tubo A, contendo NaHCO3, é aquecido a
b) O trióxido de enxofre reage com água (umi- seco e o gás liberado é coletado em solução
dade do ar) e forma um dos ácidos responsá- saturada de Ba(OH)2 no tubo B. O gás pro-
veis pelo fenômeno da chuva ácida. Escreva duzido na decomposição do sal foi eviden-
a fórmula molecular e o nome desse ácido. ciado ao reagir com a solução, produzindo
um precipitado branco, o BaCO3. O gás do ex-
5. (UE-RJ) As máscaras de respiração, utiliza- perimento é o mesmo gás cuja concentração
das por bombeiros em situações de emergên- na atmosfera vem aumentando a cada dia,
cia, contêm superóxido de potássio. juntamente com outros gases, o que resulta
Essa substância reage com a umidade do ar num problema ambiental bastante sério.
expirado pelo usuário da máscara, conforme O compromisso de reduzir a emissão desses
a equação a seguir. gases foi assumido em Kyoto, num encon-
tro sobre mudanças climáticas. Para que este
4KO2(s) + 2H2O(v) → 4KOH(s) + 3O2(g)
protocolo entrasse em vigor, era necessária
a) Considere as seguintes condições de uso de a ratificação de países industrializados que
uma dessas máscaras: representassem pelo menos 55% das emis-
§§ comportamento ideal dos gases e vapores sões globais de 1990. O boicote americano,
envolvidos; principal emissor, não permitia atingir esse
§§ funcionamento em sistema fechado, ou índice de adesão. Para comemoração dos am-
seja, sem trocas gasosas com a atmos- bientalistas, o governo da Rússia aderiu ao
fera; tratado em 05.11.2004, atingindo-se a ade-
§§ volume de ar respirado igual a 41,0 L por são exigida, e o protocolo entrou em vigor
minuto; em fevereiro de 2005.

190
a) Escreva as equações devidamente balancea- e outra vez com água. Transfira a camada or-
das das reações ocorridas no experimento. gânica para um frasco contendo cloreto de
b) De que problema ambiental esta questão tra- cálcio anidro para absorver a água residual.
ta? Cite a principal fonte emissora desse gás Após cerca de 10 minutos, filtre o produto
no Planeta. obtido, através de algodão, para um balão
de destilação de 50 mL e destile em banho-
8. (UFJF) A reação entre os gases nitrogênio e -maria.
oxigênio, presentes no ar, é muito difícil de
ocorrer. Porém, em presença de grande quan- 9. (Uerj) Em relação à solução de hidrogeno-
tidade de energia, como por exemplo em mo- carbonato de sódio (NaHCO3),
tores a combustão interna ou em regiões onde a) calcule a massa de soluto necessária para a
há grande ocorrência de relâmpagos, a referi- preparação dos 25 mL de solução utilizados;
da reação pode ocorrer, formando-se o anidri- b) classifique o soluto quanto a sua função quí-
do nitroso-nítrico (dióxido de nitrogênio). mica.
a) Escreva a equação balanceada que repre-
senta a reação entre os gases nitrogênio e 10. (UFV) Complete o quadro a seguir com as fór-
oxigênio, com formação do anidrido nitroso- mulas e nomes corretos, correspondentes.
-nítrico.
b) A principal consequência da formação do Fórmula do Nome do
anidrido nitroso-nítrico é que este composto Cátion Ânion
composto composto
reage com a água, contribuindo para a for- NH4+ Cℓ-
mação de um tipo de chuva chamada "chuva
Cℓ- BaCℓ2
ácida", que provoca um grande impacto am-
biental. O esquema a seguir representa a re- Ag +
Nitrato de
prata
ação do anidrido nitroso-nítrico com a água:
Fe3+ S2-
2 anidrido nitroso-nitrico(g) + água(ℓ) → Fe2+ OH-
(I)

→ HNO2(aq) + HNO3(aq) 1
1. (UFV) Complete as equações das reações a
(II) (III) seguir e preencha a tabela com os nomes e
funções das substâncias indicadas:
Classifique as substâncias (I), (II) e (III)
a) H3PO4 + Mg(OH)2 → _________+_________
como ácidos, bases, sais ou óxidos.
b) BaCℓ2 + Na2CO3 → __________+_________
c) O ácido nítrico, produzido em laboratório c) Na2O + H2O → _____________________
através da reação representada no item "b",
pode ser utilizado para neutralizar o hidró- Substâncias Função Nome
xido de sódio. H3PO4
Calcule o volume de dióxido de nitrogênio, Mg(OH)2
em litros, nas condições normais de tempe-
BaCℓ2
ratura e pressão, que produz a quantidade
de ácido nítrico necessária para neutralizar Na2CO3
completamente 2 L de uma solução de hidró- Na2O
xido de sódio a 1 mol/L.
Dado: Volume Molar nas CNTP: 22,4 L/mol 1
2. (UFV) Considere a reação de neutralização
total entre o ácido fosfórico e o hidróxido de
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: cálcio.
Uma das experiências realizadas em aulas a) Complete a equação da reação com as fórmu-
práticas de Química é a obtenção do 2-cloro las dos reagentes:
2-metil propano, usualmente denominado _________ + _________ → Ca3(PO4)2 + H2O
cloreto de t-butila. O procedimento resumi-
b) Dê o nome do sal formado na reação:
do da experiência é o seguinte:
____________________________________
Coloque em um funil de separação 15 mL de
álcool t-butílico e 30 mL de ácido clorídrico c) Escreva a equação balanceada da reação re-
concentrado e agite por alguns minutos. presentada no item a:
Deixe a mistura reagir por 20 minutos, se- ____________________________________
parando então as duas camadas que se
formam. Remova a camada aquosa e lave d) O termo MASSA MOLECULAR é usado para
a camada orgânica duas vezes com 25 mL substâncias moleculares. Para substâncias
de água, depois com 25 mL de solução iônicas como Ca3(PO4)2 o nome mais apro-
0,5 mol·L-1 de hidrogenocarbonato de sódio, priado é MASSA-FÓRMULA.

191
Calcule a MASSA-FÓRMULA do Ca3(PO4)2. 1
6. (Fuvest) O equipamento de proteção conhe-
Dados: Ca = 40u; P = 31u; O = 16u cido como "air bag" usado em automóveis,
____________________________________ contém substâncias que se transformam, em
e) Qual o tipo de ligação química existente na determinadas condições, liberando N2 que
molécula de água (H2O)? infla um recipiente de plástico. As equações
____________________________________ das reações envolvidas no processo são:
2 NaN3 → 2Na + 3N2
1
3. (UFRJ) Reações de deslocamento ou simples 10Na + 2KNO3 → K2O + 5Na2O + N2
troca são aquelas em que uma substância
simples de um elemento mais reativo deslo- a) Considerando que N2 é gerado nas duas re-
ações, calcule a massa de azoteto de sódio
ca outro de uma substância composta.
(NaN3) necessária para que sejam gerados
Um exemplo de reação de deslocamento, em 80 L de nitrogênio, nas condições ambiente.
que o cálcio desloca o hidrogênio, é apresen- b) Os óxidos formados, em contato com a pele,
tado a seguir: podem provocar queimaduras. Escreva a
Ca(s) + 2 HNO3(aq) → Ca(NO3)2(aq) + H2(g) equação da reação de um desses óxidos com
a água contida na pele.
a) Qual o nome do sal formado nessa reação? Dados: Volume molar de gás nas condi-
b) Por analogia, apresente a equação da reação ções ambientes: 25 L/mol
em que o alumínio desloca o hidrogênio do massa molar do NaN3: 65 g/mol
ácido clorídrico.
1
7. (Unesp) Quando se adiciona uma solução
1
4. (Unesp) Considere as seguintes experiências aquosa de carbonato de sódio a uma solução
de laboratório: aquosa de mesma concentração, em mol/L,
I. Adição de uma solução aquosa de brometo de cloreto de bário, forma-se um precipitado
de sódio a uma solução aquosa de nitrato branco. Adicionando-se ácido nítrico, ocorre
de prata, ambas de mesma concentração a dissolução do precipitado.
em mol/L. a) Escreva a equação química da reação de for-
II. Adição de uma solução aquosa de ácido mação do precipitado, identificando-o.
sulfúrico a um pedaço de zinco metálico. b) Escreva a equação química da reação de dis-
III. Adição de um pedaço de sódio metálico à solução do precipitado.
água.
IV. Borbulhamento de cloreto de hidrogênio 1
8. (UFRJ) A reação de hidratação de um certo
em água. óxido é representada pela equação:
V. Adição de uma solução aquosa concentrada X2O + H2O → 2 XOH,
de cloreto de bário a uma solução aquosa, onde X é um elemento desconhecido
de igual concentração em mol/L, de car- a) Classifique o óxido X2O.
bonato de sódio. b) A reação de neutralização de XOH com um
a) Escreva as equações químicas balanceadas ácido produz sal e água.
correspondentes às experiências nas quais Sabendo que 112 g de XOH reagem com 73 g
de ácido clorídrico, apresente o nome do sal
há formação de precipitado.
formado nesta neutralização.
b) Escreva os nomes oficiais dos precipitados
formados.
1
9. (Unicamp) Tem-se uma solução aquosa que
pode conter apenas os nitratos de alumínio,
1
5. (Unesp) Os corais, animais marinhos encon- magnésio e zinco. Essa solução foi submeti-
trados unicamente em mares tropicais, são da ao seguinte tratamento:
dotados de um esqueleto formado por carbo- I. Adicionou-se solução de NaOH em exces-
nato de cálcio. O carbonato de cálcio é capaz so. Formou-se um precipitado A, que foi
de reagir com água e com o gás carbônico separado por filtração.
nela dissolvido para formar o sal solúvel bi- II. Ao filtrado do item I, adicionou-se HNO3
carbonato de cálcio. diluído até o meio ficar ácido. A seguir,
a) Escreva a equação balanceada de dissolução juntou-se solução de NH4OH em excesso,
do carbonato de cálcio, segundo a reação formando-se um precipitado B que foi se-
mencionada, indicando o estado físico de parado por filtração. Restou uma solução C.
cada reagente. Com base nas informações acima e na tabela
b) Sabendo que a dissolução de dióxido de car- a seguir
bono em água é um processo exotérmico,
HNO3
justifique porque não existem corais em ma- NH4OH NaOH
Cátion diluído em
res frios. em excesso em excesso
excesso
Aℓ3+ precipita solúvel solúvel
Mg 2+
precipita precipita solúvel
Zn2+ solúvel solúvel solúvel

192
a) Escreva a equação química da reação de pre-
cipitação de A.
b) Considerando a solução aquosa inicial, qual
cátion não se pode ter certeza que exista
nela? Justifique.

2
0. (Unesp) Três frascos sem rótulo contêm, se-
paradamente, soluções aquosas de carbonato
de potássio, cloreto de potássio e sulfato de
potássio.
a) Indique como se pode distinguir o conteúdo
de cada frasco através de reações com solu-
ções diluídas de ácido nítrico e cloreto de
bário.
b) Justifique escrevendo as equações químicas
balanceadas das reações envolvidas.

193
U.T.I. 2

Química 2
Funções orgânicas
Grupo
Função Nomenclatura Exemplo Nome
funcional

Reação de esterificação
Esse tipo de reação é muito comum para a formação de ésteres, que são muito utilizados como flavorizantes em
indústrias. A reação é característica pela reação entre ácido e álcool, gerando éster e água.

Aminas
As aminas têm caráter básico, que deve-se ao par de elétrons não ligantes do nitrogênio, capaz de aceitar o íon H+
gerado pelos ácidos.

197
Aminoácidos
São substâncias que apresentam duas funções: amina e ácido carboxílico. Os aminoácidos apresentam caráter
anfótero, ou seja, podem apresentar caráter ácido ou básico.

Isomeria

Isomeria plana
§§ Isomeria de função

Os isômeros pertencem a funções diferentes. Os exemplos mais comuns são entre:


a) álcool × éter

b) aldeído × cetona

198
c) ácido carboxílico × éster

§§ Isomeria plana de cadeia

Os isômeros pertencem à mesma função, mas apresentam diferentes tipos de cadeia, cadeias com classifi-
cações diferentes. Os mais comuns são:

a) normal × ramificada
b) aberta (acíclica) × fechada (cíclica)
c) homogênea × heterogênea

§§ Isomeria plana de posição

Os isômeros pertencem à mesma função, têm o mesmo tipo de cadeia, mas diferem pela posição de um
radical (grupo metil, etil etc.), de um grupo funcional ou de uma insaturação.

Exemplos:

CH3 – CH – CH2 – CH2 – CH3 e CH3 – CH2 – CH – CH2 – CH3


| |
CH3 CH3
2-metil-pentano 3-metil-pentano

CH2 = CH – CH2 – CH3 e CH3 – CH = CH – CH3


but-1-eno but-2-eno

§§ Metameria ou isomeria plana de compensação

Trata-se de um caso especial de isomeria de posição. Na metameria há uma diferença na posição de um


heteroátomo.

Exemplos:

CH3 – O – CH2 – CH2 – CH3 e CH3 – CH2 – O – CH2 – CH3


metóxi-propano etóxi-etano

§§ Tautomeria ou isomeria dinâmica

Trata-se de um caso particular de isomeria de função. Os isômeros coexistem em equilíbrio dinâmico em


solução e diferem pela posição de um átomo de hidrogênio na molécula.

199
Exemplos:
a) cetona × enol (tautomeria ceto-enólica)

b) aldeído × enol (tautomeria aldo-enólica)

Isomeria espacial
§§ Isomeria geométrica (cis-trans)

Isômeros geométricos ou cis-trans são moléculas que têm a mesma fórmula molecular, mesma fórmula
estrutural plana, cujas estruturas espaciais, no entanto, diferem.
As condições necessárias para ocorrer isomeria geométrica (cis-trans) é ter dupla ligação entre dois átomos
de carbono com ligantes diferentes em cada um dos dois átomos de carbono que “cercam” a dupla ligação.
Moléculas com grupos de maior peso em lados opostos num plano traçado horizontalmente são chamados
de trans, enquanto os grupos de maior peso do mesmo lado são chamados de cis.

I II

§§ Isomeria óptica

É o caso de isomeria espacial, em que os isômeros apresentam mesma fórmula molecular, mesma fórmula
estrutural plana, ou seja, são por ela indistinguíveis, mas diferem pela atividade óptica.

Isomeria óptica em compostos com carbono assimétrico (C*)

Carbono assimétrico ou quiral (C*) é o que se liga a quatro ligantes diferentes entre si. Esses ligantes podem
ser átomos, grupos (radicais metil, etil etc.) ou grupos funcionais.

2 2

200
As substâncias atravessadas pela luz polarizada podem ser classificadas em dois grupos:

§§ Substâncias opticamente inativas, que não desviam o plano de vibração da luz polarizada (é o caso
das misturas racêmicas, que é uma mistura em quantidades iguais de dois enantiómeros de uma mo-
lécula quiral, cuja atividade óptica não desvia o plano da luz polarizada nem para a esquerda levogiro,
nem para a direita dextrogiro); e

§§ Substâncias opticamente ativas, que desviam o plano de vibração da luz polarizada, denominadas
dextrogiras ou levogiras, se o desvio de tal plano for para a direita ou para a esquerda, respectivamente.

Número de isômeros opticamente ativos Número de racêmicos


2n
2n-1 = 2n / 2

201
U.T.I. - Sala
1. (Uerj) Duas das moléculas presentes no gengibre são benéficas à saúde: shogaol e gingerol. Obser-
ve suas fórmulas estruturais:

Aponte o tipo de isomeria espacial presente, respectivamente, em cada uma das estruturas.
Nomeie, ainda, as funções orgânicas correspondentes aos grupos oxigenados ligados diretamente
aos núcleos aromáticos de ambas as moléculas.

2. (ITA) Considere os compostos orgânicos metilfenilcetona e propanona.


a) Apresente a equação química que representa o equilíbrio tautomérico para cada um dos compostos.
b) Qual das duas cetonas acima tem maior conteúdo enólico? Justifique.

3. (UEMA) Deu no noticiário do Bom Dia Brasil:


“A polícia civil de São Paulo está à procura de seis mulheres suspeitas de aplicar um golpe conhe-
cido como boa noite, Cinderela”.
Boa noite, Cinderela refere-se a um crime que consiste em drogar uma vítima para roubá-la ou
estuprá-la. As drogas que costumam ser usadas nessa prática são (ácido 4-hidroxibutanoico), Ke-
tamina, Rohypnol e clorofórmio (triclorometano). Em comum essas drogas apresentam um efeito
depressor sobre o sistema nervoso central.
Fonte: Telejornal Bom dia Brasil. São Paulo. TV Globo, 15 set. 2014.

Para as duas substâncias destacadas em negrito, demonstre se ambas apresentam carbonos quirais.
Justifique sua resposta.

4. (Unifesp) O confrei (Symphytum officinale L.) é uma planta utilizada na medicina tradicional
como cicatrizante, devido à presença da alantoína (estrutura 1), mas também possui alcaloides
pirrolizidínicos, tais como o da estrutura 2, os quais são comprovadamente hepatotóxicos e carci-
nogênicos. O núcleo destacado na estrutura 2 recebe o nome de necina ou núcleo pirrolizidina.

a) Nas estruturas 1 e 2, os grupos funcionais que contêm átomos de oxigênio caracterizam duas funções
orgânicas. Relacione cada função com o respectivo composto.
b) A estrutura 1 apresenta isomeria óptica? Qual é o caráter ácido-básico do grupo necina? Justifique
suas respostas.

5. (UFG) Os flavonoides, cuja estrutura básica é apresentada a seguir, são compostos comumente
encontrados em alimentos.

202
Considerando o exposto,
a) introduza os substituintes adequados nos anéis A, B e C, para que sejam representados, respectiva-
mente, os grupos funcionais de um álcool, uma amida e um ácido carboxílico;
b) indique o número de carbonos sp2 e sp3 presentes na estrutura do flavonoide apresentado.

6. (UEL) Escreva a fórmula estrutural de um composto insaturado C6H9Br , que mostra:


a) isomerismo cis-trans e que não possua atividade óptica.
b) nenhum isomerismo cis-trans, mas com atividade óptica.

203
U.T.I. - E.O.
1. (UFJF-PISM) A quercetina, cuja estrutura química está representada abaixo, está associada com
processos de inibição de inflamação óssea. Com relação à sua fórmula estrutural bem como a de
seu análogo estrutural A, responda aos itens a seguir.

a) Dê os nomes das funções químicas oxigenadas da estrutura da quercetina.


b) Represente a fórmula molecular da quercetina.
c) Classifique todos os carbonos numerados como primário, secundário, terciário ou quaternário.
d) Informe a hibridização dos átomos de carbono numerados na estrutura.

2. (UFPR) Armadilhas contendo um adsorvente com pequenas quantidades de feromônio sintético


são utilizadas para controle de população de pragas. O inseto é atraído de grandes distâncias e fica
preso no artefato por meio de um adesivo. O verme invasor do milho europeu utiliza o acetato de
cis-11-tetradecenila (figura) como feromônio de atração sexual. Isômeros de posição e geométrico
desse composto têm pouco ou nenhum efeito de atração.

Responda:
a) A que função orgânica pertence o composto orgânico?
b) Forneça o nome oficial pela norma IUPAC do isômero geométrico do feromônio da figura.

3. (Unesp) As fórmulas apresentadas a seguir, numeradas de 1 a 6, correspondem a substâncias de


mesma fórmula molecular.

Determine a fórmula molecular dessas substâncias e escreva a fórmula estrutural completa do


álcool primário que apresenta carbono assimétrico (quiral).

204
4. (UFSC) “[...] Era o carro do Fábio que tinha pela população mundial para aliviar dores
acabado o freio. Mandei que ele apertasse o de cabeça, reumatismo e controlar a febre. O
pedal e vi que ia até o fundo. Percebi que mais conhecido deste medicamento é a Aspi-
era falta de fluido. [...] Perguntei ao Luis rina. Na reação abaixo está descrita a síntese
se ele tinha fluido de freio e ele disse que do ácido acetilsalicílico.
não tinha. E ninguém tinha. Então falei com
o Antonino que o jeito era tirar um pouco
de cada carro, colocar naquele e ir assim até
chegar numa cidade”.
FRANÇA JÚNIOR, Oswaldo. Jorge, um brasileiro. Rio
de Janeiro: Nova Fronteira, 1988. p. 155-156.

O fluido para freios, ou óleo de freio, é res- Em relação ao contexto, responda:


ponsável por transmitir às pastilhas e lonas a) Quais são as funções orgânicas presentes no
do sistema de freios a força exercida sobre o ácido acetilsalicílico?
pedal do automóvel quando se deseja frear. b) Qual é a fórmula molecular do ácido salicílico?
Em sua composição básica há glicois e inibi- c) A qual função orgânica pertence o composto
dores de corrosão. número 1, da reação acima?
Disponível em: <http://www.inmetro.gov.br/consumidor/
produtos/fluidos.asp> [Adaptado]. Acesso em: 26 out. 2011. 7. (UFJF) Enalapril é um profármaco utiliza-
do no tratamento da hipertensão e também
nos casos de insuficiência cardíaca. Depois
Considere as informações acima e os dados da
de administrado, o enalapril é absorvido e
tabela abaixo, obtidos sob pressão de 1 atm e
sofre uma hidrólise ácida, transformando-se
temperatura de 20 °C:
em enalaprilato, que é a forma ativa.
Nome IUPAC Ponto de ebulição (°C)
I. Etan-1,2-diol 197
II. Propan-1,2-diol 187
III. Propan-1,3-diol 215

Escreva:
a) o nome da função orgânica presente nos
compostos apresentados na tabela.
b) a fórmula estrutural de cada um dos compos-
tos, conforme a ordem da tabela I, II e III. Com base no texto acima e na estrutura do
c) o nome da força intermolecular responsável enalapril, responda:
pelo elevado valor do ponto de ebulição dos a) Quais as quatro funções químicas oxigena-
compostos citados. das e nitrogenadas presentes na estrutura
do enalapril?
5. (UEG) As aminas pertencem a uma classe de b) Quantos átomos de carbono assimétrico
moléculas orgânicas que, em muitos casos, (quiral) existem nessa estrutura? Utilize um
encontra grande aplicação biológica. Abaixo, asterisco (*) para destacar esse(s) átomo(s)
são apresentados exemplos dessas substân- de carbono na estrutura do enalapril.
cias que rotineiramente são encontradas nos c) Qual a hibridação dos átomos de carbono do
laboratórios de química. enalapril indicados pelos algarismos de 1 a 4
na estrutura apresentada?

8. (Udesc) O desenvolvimento das técnicas de


síntese, em química orgânica, proporcionou a
descoberta de muitas drogas com atividades
terapêuticas. A estrutura a seguir representa
Após a análise dessas estruturas químicas, as moléculas do antibiótico tetraciclina.
forneça
a) o nome oficial (IUPAC) das duas moléculas;
b) uma explicação para a diferença dos pontos
de ebulição desses compostos.

6. (Udesc) O ácido acetilsalicílico é empregado


como princípio ativo em diversos medica-
mentos. Estes medicamentos são consumidos

205
a) Transcreva a estrutura apresentada e circule Considerando o exposto,
as funções orgânicas, identificando-as. a) represente os dois isômeros ópticos dessa es-
b) Indique o(s) anel(éis) aromático(s) trutura. Utilize cunhas ( ) e traços ( ) para
presente(s) no composto. representar os grupos ligados ao carbono quiral;
c) Qual a hibridização do carbono pertencente b) substitua uma das metilas da dupla ligação
à função amida? por um grupo etila, para que a estrutura te-
nha orientação z.
9. (Uema) A canela (Cinnamonum zeylanicum)
é uma especiaria muito utilizada em pratos
1
2. (UERJ) A adrenalina é um hormônio neuro-
típicos do período junino, tais como a can-
jica e o mingau de milho, por ter um sabor transmissor produzido pelo organismo sob
picante e adocicado e aroma peculiar. Essas determinadas condições. Observe sua fórmu-
características organolépticas são prove- la estrutural:
nientes do aldeído cinâmico (3-fenil prope-
nal) que apresenta duas estruturas distintas
em razão de sua isomeria geométrica, uma
cis e a outra trans.
A partir da nomenclatura oficial desse aldeí-
do, desenhe as duas estruturas isoméricas. A
seguir, identifique as estruturas cis e trans,
Indique o número de isômeros opticamente
respectivamente. Justifique sua resposta.
ativos da adrenalina e indique seus grupos
1
0. (UERJ) Em 1860, Louis Pasteur, ao estudar o funcionais.
crescimento do fungo 'Penicillium glaucum',
constatou que esse microrganismo era capaz 1
3. (UERJ) O cravo-da-índia e a noz-moscada
de metabolizar seletivamente uma mistura são condimentos muito utilizados na culiná-
dos isômeros ópticos do tartarato de amônio, ria, e seus principais constituintes são, res-
consumindo o isômero dextrogiro e deixan- pectivamente, o eugenol e o isoeugenol.
do intacto o isômero levogiro. O tartarato é o Observe suas fórmulas estruturais:
ânion divalente do ácido 2,3-diidroxi-buta-
nodioico, ou ácido tartárico.
Um químico, ao reproduzir o experimento
de Pasteur, utilizou, inicialmente, 150 g de
uma mistura racêmica de tartarato de amô-
nio. O gráfico a seguir apresenta a variação
da massa dessa mistura em função do tempo
de duração do experimento. Aponte o tipo de isomeria plana que ocorre
entre essas duas moléculas e nomeie aquela
que apresenta isomeria espacial geométrica.
Em seguida, indique o número total de car-
bonos assimétricos, quando retira-se a dúpla
da cadeia alifática e adiciona-se bromo em
cada um dos carbonos.

1
4. (Udesc) As moléculas orgânicas (I), (II),
(III) e (IV) abaixo, possuem importantes
funções fisiológicas e farmacológicas para os
animais.
Calcule a massa de d-tartarato remanescente
após dez horas do início do experimento. Em
seguida, apresente, em linha de ligação ou
bastão, a fórmula estrutural do tartarato de
amônio.

1
1. (UFG) O citronelal, cuja estrutura plana é
apresentada a seguir, é o principal compo-
nente do óleo de citronela.

206
a) Indique (se houver) o heteroátomo em cada 1
8. (UFTM) A substância conhecida como fenolf-
molécula. taleína foi, por muitos anos, utilizada am-
b) Quais funções orgânicas estão presentes em plamente como princípio ativo de laxantes.
cada molécula? Atualmente, seu principal uso é como indi-
cador ácido-base. A seguir, são apresentadas
1
5. (UEL) No dia 31 de janeiro de 2012, quatro a fórmula estrutural da fenolftaleína e algu-
pessoas morreram e dezesseis foram hospi- mas informações sobre sua solubilidade.
talizadas com intoxicação após a liberação
de uma massa de gás ácida em um aciden-
te ocorrido num curtume em Bataguassu
(MS). Em nota, o Corpo de Bombeiros em
Mato Grosso do Sul, informou que o aciden-
te aconteceu durante o descarregamento de
10 mil litros de ácido dicloro-propiônico em
um dos três tanques instalados no curtume.
O ácido dicloro-propiônico ou dicloro-pro-
panoico tem ação desinfetante e é usado no solubilidade em água: 0,092 g/L a 20 °C
tratamento do couro e na retirada de exces- solubilidade em etanol: 14 g/L a 20 °C
sos e gorduras. Esse ácido, em contato com a) Indique, na fórmula estrutural, os nomes e
ar ou água, pode formar o ácido clorídrico, os agrupamentos característicos das funções
que causa irritação e intoxicação. orgânicas presentes na fenolftaleína.
a) Escreva a fórmula estrutural do ácido propa- b) Com base em interações moleculares, expli-
noico (propiônico) e dos possíveis isômeros que o fato de a solubilidade da fenolftaleína
do seu derivado dicloro-propanoico. em etanol ser maior do que em água, à mes-
ma temperatura.
b) Um desses isômeros pode apresentar ativida-
de óptica. Desenhe sua estrutura e destaque
o carbono assimétrico. 1
9. (IME) Para cada composto abaixo, apresente
as fórmulas estruturais planas das formas
tautoméricas, se houver, ou justifique a ine-
1
6. (UFES) A substância abaixo é o componente
xistência de tautomeria.
principal do feromônio sexual e de agrega- a) CH3COCH2COCH3
ção de uma espécie de besouro do gênero b) aldeído benzoico
Gnathotricus.
2
0. (UFF) Os hidrocarbonetos de fórmula geral
CnH2n+2 são usados para produção de energia.
A combustão total do n-hexano na presença
de oxigênio produz dióxido de carbono, água
e calor.
a) Escreva o nome sistemático (IUPAC) dessa Com base na informação, represente:
substância. a) a equação química balanceada na combustão
b) Calcule a massa de carbono presente em 320 do n-hexano;
miligramas da substância. b) a massa do hexano necessária para produzir
c) Calcule o número de estereoisômeros possí- 56 L de dióxido de carbono nas CNTP;
veis para essa substância. c) as fórmulas estruturais e dê a nomenclatura
d) Escreva a função química a que pertence de todos os isômeros do n-hexano.
essa substância.

1
7. (PUC-RJ) Considere o composto orgânico a
seguir, representado de duas formas:

Sobre ele, responda:


a) Esse composto pertence a que função?
b) Faça a representação estrutural, em bastão
do isômero de função, que apresenta cadeia
carbônica alifática e saturada.

207
U.T.I. 2

Química 3
Equação geral dos gases numa mistura
A mistura entre dois ou mais gases sempre constitui um sistema homogêneo.
m m
nA = ____
​  A  ​e nB = ____
​  B  ​
MA MB

Para uma mistura gasosa qualquer, a quantidade em mols resulta:


∑n = n1 + n2 + n3 + ... nn

De forma análoga, a soma da quantidade em mols resulta:


__P · V ____ P · V PF . VF
  ​  B B ​ = ​ _______
​  A    A ​+  ​  
R · TA R · TB R · TF
Então,
PA  ∙ VA _______
P . V _______
P . VF
​  ___  + ​  B  ​B 
 ​   = ​  F  ​  

TA TB TF

Pressão parcial
Se, PTOTAL = P1 + P2 + P3 + ... + Pn podemos aplicar no clayperon, obtendo-se (pA + pB + pC) . V = (nA + nB+ nC) . R . T.
Portanto é deduzido que PTOTAL ∙ V = nTOTAL ∙ R ∙ T e pela lei de raoult PA = XA ∙ PT, onde XA é a fração molar.

Volume parcial
VTOTAL = V1 + V2 + V3 + ... + Vn
VA = XA ∙ VT

Fração parcial
na
A razão ​ ____
ntotal  ​ é chamada de fração molar (X), que corresponde a um quociente entre uma quantidade de mols e a
quantidade total de mols da mistura. A fração molar é adimensional e é sempre um número menor que 1. A soma
das frações molares de cada gás numa mistura é sempre igual a 1.
n n n n
XA + XB + XC = ____
​ n A   ​ + ____
​ n B   ​ + ____
​ n C   ​ = ____
​ nTOTAL ​ = 1
TOTAL TOTAL TOTAL TOTAL

Solubilidade
Substâncias polares dissolvem-se melhor em outras substâncias polares, assim como substâncias apolares dissol-
vem-se melhor em outras substâncias apolares. Nos gases, a solubilidade aumenta com a diminuição de tempera-
tura, enquanto que nos sais é o inverso, ou seja a soluilidade aumenta com a diminuição da temperatura.

211
Coeficiente de solubilidade (Cs) ou solubilidade (S)
É a máxima quantidade de soluto que pode ser dissolvida numa quantidade fixa de solvente.

Classificação das soluções


§§ Soluções insaturadas ou não saturadas: são soluções em que a quantidade de soluto dissolvido ainda
não atingiu o coeficiente de solubilidade. Isso significa que, se quisermos dissolver mais soluto, isso será
possível;
§§ Soluções saturadas: são aquelas que atingiram o coeficiente de solubilidade, ou seja, qualquer massa
que for adicionada ao sistema irá precipitar, a menos que se trate de uma solução supersaturada;
§§ Soluções supersaturadas: possuem mais soluto dissolvido do que seria possível em condições normais.

Concentração comum (c)


​ m ​ 
C = __
V

C – concentração em grama por litro (g/L)


m – massa de soluto em gramas, g
V – volume da solução em litros, L

Concentração molar (M) ou em quantidade de matéria


M = __​ n  ​
V
ou
​  m.   ​  
M = _____
M V

M – concentração em mol por litro (mol/L)


n – quantidade de mol (“número de mols”) de soluto, mol
V – volume da solução em litros, L
m – massa de soluto em gramas, g
M – massa molar do soluto em gramas por mol (g/mol)

Relação entre concentração comum e concentração em


mol por litro
C=M·M

C – concentração em grama por litro, g/L


M – massa molar do soluto em grama por mol, g/mol
M – concentração em mol por litro, mol/L

212
Densidade
​ m ​ 
d = __
V
Da qual:
d – densidade da solução, em g/cm3 (g·cm–3) ou em g/mL (g·mL–1)
m – massa da solução (soluto + solvente) em grama, g
V – volume da solução (soluto + solvente) em centímetros cúbicos (cm3) ou mililitros (mL)

Título (τ) e porcentagem em massa (%m) e em volume (%V)


Uma forma de concentração que utiliza apenas massas na sua definição, ou seja, que não depende da temperatura
é o título ou porcentagem em massa.
Relaciona a massa do soluto presente numa dada massa de solução.
m
τ = ___
​ m1 ​ 
Da qual:
m1 – massa do soluto, em gramas, quilogramas etc.
m – massa da solução, em gramas, quilogramas etc.
Observe que o título sempre será um número adimensional (sem unidades) com valores dentro do intervalo:
0 < t < 1,0
O título pode ser expresso em porcentagem, por isso pode ser chamado de porcentagem em massa do
soluto.
m
%m = ___
​ m1 ​ ·100 = t·100
Com os valores dentro da faixa:
0 % < %m < 100%

Relações entre as unidades de concentração


C = M . M = 1000 . d . t

Da qual:
C – concentração comum, g/L
M – massa molar do soluto, g/mol
M – concentração em mol/L
d – densidade, g/mL ou g/cm3
τ – título ou porcentagem em massa, %

Partes por milhão (ppm)


As partes por milhão são usadas para soluções extremamente diluídas, que apresentam uma quantidade muito
pequena de soluto dissolvida em uma quantidade muito grande de solvente (ou de solução).
É a quantidade em gramas de soluto por 10 gramas de solução.

213
A qualidade do ar atmosférico, por exemplo, torna-se inadequada se houver mais de 0,000015 g de monó-
xido de carbono (CO) por grama de ar.
De forma simplificada:

Unidade Unidade equivalente


ppm mg/L
ppb µg/L

Diluição
Diluir uma solução consiste em adicionar uma quantidade de solvente puro a uma solução pré-existente. Isso altera
apenas a quantidade do solvente sem mudança na quantidade de soluto.
Ci ∙ Vi = Cf ∙ Vf
De forma análoga:

Mi ∙ Vi = Mf ∙ Vf
di ∙ ti ∙ Vi = df ∙ t f ∙ Vf

Mistura de soluções com mesmo soluto


Cf ∙ Vf = CA ∙ VA + CB ∙ VB – concentração comum (g/L)
Mf ∙ Vf = MA ∙ VA + MB ∙ VB – concentração molar (mol/L)
df ∙ tf ∙ Vf = dA ∙ tA ∙ VA + dB ∙ tB ∙ VB – título em massa

Misturas de soluções (reação química)


Neste caso, os exercícios são resolvidos como na estequiometria.
§§ Primeiro passo – montar a equação compreendida na mistura, balanceá-la e relacionar os coeficientes
com quantidades em mols de reagentes e produtos.
§§ Segundo passo – determinar a quantidade em mols de cada soluto nas soluções que vão ser misturadas.
§§ Terceiro passo – verificar se a quantidade de cada reagente (em mols) está na proporção indicada pela
equação do problema.
Considerar sempre um possível agente limitante na reação.

Termoquímica

Processo exotérmico e endotérmico


Todas as reações químicas e todas as mudanças de estado físico liberam ou absorvem calor.
§§ Processos exotérmicos – liberam calor (todas as combustões, as dissoluções em água da maioria dos
ácidos etc.).
§§ Processos endotérmicos – absorvem calor (síntese do monóxido de nitrogênio, decomposição do carbo-
nato de cálcio etc.).

214
Variação de entalpia (ΔH)
O ΔH corresponde ao calor liberado ou absorvido durante o processo, à pressão constante. O cálculo da variação
da entalpia é dado pela expressão genérica:

ΔH = Hfinal – Hinicial

ΔH em reações exotérmicas
Nas reações exotérmicas, como ocorre na liberação de calor, a entalpia dos produtos (HP) é menor do que a entalpia
dos reagentes (HR). Com isso, conclui-se que:

ΔH < 0

ΔH em reações endotérmicas
Nas reações endotérmicas, como ocorre na absorção de calor, a entalpia dos produtos (HP) é maior do que a ental-
pia dos reagentes (HR).

ΔH > 0

Equação termoquímica
§§ Reações endotérmicas (ΔH > 0)

reagentes + calor → produtos

Exemplo:

H2O(ℓ) + 68,3 kcal → H2(g) + O2(g)

§§ Reações exotérmicas (ΔH < 0)

reagentes → produtos + calor

Exemplo:
C(s) + O2(g) → CO2(g) + 394 kJ

215
Fatores que influem nas entalpias (ou calores) das reações
1. Quantidade de reagentes e de produtos
A quantidade de calor de um processo (∆H) é diretamente proporcional à quantidade de matéria (mols) de
seus participantes.

2. Estado físico dos reagentes


Por convenção, a entalpia padrão de substancias simples – formadas por um único elemento químico – no
estado físico mais estável é zero (N2, H2, Fe, Mg etc.).

3. Forma alotrópica
Se o elemento formar alótropos – substâncias simples diferentes –, a forma mais estável – menos energé-
tica – tem entalpia zero (O2 e O3, Cgrafite e Cdiamante etc.).

216
U.T.I. - Sala
1. (UERJ) Em condições ambientes, o cloreto de hidrogênio é uma substância molecular gasosa de
fórmula HCℓ. Quando dissolvida em água, ioniza-se e passa a apresentar caráter ácido.
Admita uma solução aquosa saturada de HCℓ com concentração percentual mássica de 36,5% e
densidade igual a 1,2 kg∙L-1.
Calcule a concentração dessa solução, em mol∙L-1, e nomeie a força intermolecular existente entre
o HCℓ e a água.

2. (UERJ) Considere os seguintes valores das entalpias-padrão da síntese do HCℓ, a partir dos mes-
mos regentes no estado gasoso.
HCℓ(g): ∆H0 = 92,5 kJ∙mol-1
HCℓ(ℓ): ∆H0 = - 108,7 kJ∙mol-1

Calcule a entalpia-padrão, em kJ∙mol-1 de vaporização do HCℓ, e nomeie duas mudanças de estado


físico dessa substância que sejam exotérmicas.

3. (UFJF-PISM) É comum a adição de metabissulfito de sódio (Na2S2O5) como substância conservante


em vinhos. Essa prática é amparada pela legislação e tem procedimentos regulamentados. Um dos
problemas com esse procedimento é que a decomposição desse conservante gera SO2, que pode
causar reações adversas nos consumidores. Responda aos itens abaixo.
a) Escreva a equação química balanceada para decomposição térmica do metabissulfito de sódio em
 3 2-​ 
sulfito de sódio e dióxido de enxofre. Dado: íon sulfito = SO​
b) Uma maneira de se determinar a concentração de dióxido de enxofre em vinhos é através da reação
com iodo em meio aquoso, que gera ácido iodídrico e ácido sulfúrico. Escreva a equação química ba-
lanceada que representa a reação entre SO2 e I2 em água.
c) A concentração máxima permitida para o SO2 em vinhos é de 260 ppm. Se para reagir completamente
com 5 mL de uma amostra de vinho forem utilizados 13,5 mL de uma solução 0,001 mol·L-1 de iodo,
calcule a concentração de SO2 no vinho. Esse vinho tem concentração de SO2 dentro do limite imposto
pela legislação? Justifique a sua resposta.

4. (UFBA) Um recipiente fechado contém 15 mols de CH4, 25 mols de C3H8 e 35 mols de C4H10 a
27°C. O volume parcial de CH4 corresponde a 6 L. Determine, em atm, a pressão parcial do CH4 na
mistura. Expresse o resultado com arredondamento para o número inteiro mais próximo.

5. (IME) O sulfato cúprico anidro é obtido a partir da reação de uma solução aquosa de ácido sulfúrico
98% (em massa), a quente, com cobre. Sabendo que a solução aquosa de ácido sulfúrico tem massa
específica 1,84 g/cm3 e que o ácido sulfúrico é o reagente limitante, calcule a massa de sulfato
cúprico obtida a partir da reação de 10,87 mL da solução aquosa de ácido sulfúrico.

6. (UFG) A variação de entalpia (∆H) é uma grandeza relacionada à variação de energia que depende
apenas dos estados inicial e final de uma reação. Analise as seguintes equações químicas:

I. C3H8(g) + 5O2(g) → 3CO2(g) + 4H2O(ℓ)


∆H0 = - 2 220 kJ

II. C(grafite) + O2(g) → CO2(g)


∆H0 = - 394 kJ

III. H2(g) + 1/2 O2(g) → H2O(ℓ)


∆H0 = - 286 kJ
Ante o exposto, determine a equação global de formação do gás propano e calcule o valor da varia-
ção de entalpia do processo.

217
U.T.I. - E.O. 4. (UFES) A embalagem do "sal light", um sal
de cozinha comercial com reduzido teor de
sódio, traz a seguinte informação: "Cada 100
1. Uma mistura gasosa com 0,3 mol de oxi- gramas do sal contém 20 gramas de sódio".
gênio, 0,4 mol de nitrogênio e 0,3 mol de Determine:
argônio exerce uma pressão de 1,12 atmos- a) a porcentagem (em massa) de C nesse sal;
feras quando encerrada em um recipiente a b) a quantidade de íons sódio existentes em
273 K. Admitindo-se um comportamento 10,0 gramas desse sal;
ideal, qual é o volume aproximado, em litros, c) a concentração de NaCℓ (em mol/L) em uma
do recipiente? solução preparada pela dissolução de 10,0
gramas desse sal em 25,0 gramas de água,
2. (UEMA) Um aluno do ensino médio, ao uti- sabendo que a densidade da solução resul-
lizar argumento criativo para classificar uma tante foi de 1,12 g/cm-3;
solução com base em seu coeficiente de solu- d) as frações em mol de NaCℓ e de H2O em uma
bilidade, apresentou a seguinte resposta: solução preparada pela dissolução de 10,0
“Solução insaturada – limonada com pouco gramas desse sal em 25,0 gramas de água.
açúcar.
Solução saturada – açúcar na medida certa, 5. (PUC-RJ) O mercúrio tem número atômi-
sente-se um suco de limão adocicado. co igual a 80 e é o único metal líquido na
Solução supersaturada – uma limonada em temperatura ambiente. O mercúrio pode ser
que não se sente mais o gosto do limão, só produzido a partir da decomposição do seu
do açúcar”. óxido HgO, que tem massa molar igual a
A professora explicou que o coeficiente de so-
lubilidade varia de acordo com o soluto, com 216,6 g·mol-1. A decomposição de uma quan-
a quantidade de solvente e com a temperatu- tidade de HgO liberou 40 kj de energia. Con-
ra em que se encontra a solução, fazendo uso siderando o mercúrio e a reação de decom-
do gráfico abaixo, cuja curva mostra a quan- posição de seu óxido indicada abaixo, faça o
tidade máxima de soluto dissolvido para uma que se pede.
dada temperatura. HgO(s) → Hg(ℓ) + 1/2 O2(g) ∆H=-200 kJ

Dado: R = 0,082 atm L·mol-1·k-1


a) Calcule a massa de HgO que se decompôs.
b) Calcule o volume que O2(g) produzido ocupa a
1 atm e 25 ºC.
c) Indique o número de nêutrons do isótopo
200
Hg
d) Calcule a percentagem em massa de Hg no
HgO.

6. (UFPR) Antes de consumir frutas com casca


Analise o gráfico utilizado pela professora e e também verduras e hortaliças cruas, é re-
explique, com base no conceito do aluno, as comendada a higienização desses alimentos
situações representadas pelas soluções A e B. deixando-os de molho em soluções à base de
Justifique cada situação. cloro ativo, ou água sanitária. Para a solução
de molho, a proporção recomendada pelo Mi-
3. (UERJ) A equação química abaixo representa nistério da Saúde é de uma colher de sopa de
a reação da produção industrial de gás hi- água sanitária para 1 litro de água. O teor de
drogênio. cloro ativo presente na água sanitária espe-
cifica a porcentagem de hipoclorito de sódio
H2O(g) + C(s) → CO(g) + H2(g)
e o seu valor típico é 2,0%.
Na determinação da variação de entalpia dessa Dados:
reação química, são consideradas as seguintes Massas molares(g mol-1) Cℓ: 35,5; Na: 23;
equações termoquímicas, a 25ºC e 1 atm: 0: 16; 1 colher de sopa equivale a 10 mL
densidade da água sanitária = 1 g mL-1
​ 1  ​ O2(g) → H2O(g) ∆H0 = -242,0 kJ
H2(g) + __
2 a) Qual característica química do “cloro ativo”
C(s) + O2(g) → CO2(g) ∆H0 = - 393,5 kJ é responsável pela higienização?
b) Qual o valor da concentração (em mol ∙ L­-1)
O2(g) + 2 CO(g) → 2 CO2(g) ∆H0 = -477,0 kJ de hipoclorito de sódio na solução recomen-
dada pelo Ministério da Saúde para higieni-
Calcule a energia, em quilojoules, necessária zação?
para a produção de 1 kg de gás hidrogênio.

218
7. (UFPR) “Concentração de CO2 na atmosfera 1
0. (Unifesp) Soluções aquosas de nitrato
pode ultrapassar 400 ppm em maio. de prata (AgNO3), com concentração má-
A concentração de dióxido de carbono (CO2) na xima de 1,7% em massa, são utilizadas
atmosfera poderá ficar acima das 400 partes como antisséptico em ambiente hospitalar.
por milhão (ppm) em boa parte do Hemisfério A concentração de íons Ag+ presentes numa
Norte já em maio deste ano. Será a primeira solução aquosa de AgNO3 pode ser deter-
vez em mais de três milhões de anos que a minada pela titulação com solução de con-
barreira dos 400 ppm será ultrapassada.” centração conhecida de tiocianato de po-
(Disponível em <http://www.institutocarbonobrasil.org. tássio (KSCN), através da formação do sal
br/noticias2/noticia=733827>. Acesso em abr. 2013) pouco solúvel tiocianato de prata (AgSCN).
Na titulação de 25,0 mL de uma solução de
Dados:
AgNO3, preparada para uso hospitalar, fo-
Pressão atmosférica = 1 atm.
ram utilizados 15,0 mL de uma solução de
Massa molar (g∙mol-1): C=12, O=16.
KSCN 0,2 mol∙L–1, para atingir o ponto final
Massa molar média do ar = 29.
da reação.
Volume molar = 24 L∙mol-1
a) Determine, em mol∙L–1, a concentração da
solução preparada de AgNO3.
O dado fornecido de concentração se refere b) Mostre, através de cálculos de concentração,
a partes por milhão de volume seco (ppmv). se a solução de AgNO3 preparada é adequada
a) A concentração considerada normal de CO2 para uso hospitalar. Considere que a massa
é 380 ppm. Calcule o acréscimo na pressão molar de AgNO3 seja igual a 170 g∙mol–1 e
parcial de CO2 (em atm) ao atingir 400 ppm. que a densidade da solução aquosa seja igual
b) Caso a concentração fornecida de 400 ppm a 1 g∙mL–1.
fosse em parte por milhão em massa, calcule
qual seria o valor de concentração de CO2 em 1
1. (UFAM) Um sistema composto pela mistura
mol por litro. de três gases, A, B e C, está a uma tempera-
tura de 27 ºC e apresenta uma pressão de
8. (UFG) Analise a tabela a seguir, a qual apre- 4 atm. Considerando que o volume total do
senta as massas de algumas substâncias sistema seja 37 litros e que os gases A e B
apresentam respectivamente pressões par-
comumente encontradas a cada 100 mL de
ciais 2 e 1 atm, qual será a quantidade de
água mineral.
matéria dos gases A, B, e C?
Substâncias Massas
Nitrato 5 mg 1
2. (UFPR) A solubilidade das substâncias é um
parâmetro muito importante no preparo de
Sulfato 10 mg
soluções e permite comparar a natureza de
Carbonato 15 mg dissolução de diversos solutos. A solubilida-
Bicarbonato 30 mg de pode variar com a temperatura, conforme
mostra o gráfico a seguir.
Dados: Massa molar (g/mol): Na = 23; Rb =
A partir das informações apresentadas,
86; Li = 7; k = 39; N = 14; O = 16; Cl = 35.
a) calcule as concentrações, em mol∙L-1, de bi-
carbonato e de nitrato na água mineral;
b) escreva as fórmulas iônicas para os íons car-
bonato e sulfato.

9. (ITA) Nas condições ambientes, 0,500 g de


um resíduo sólido foi dissolvido comple-
tamente em aproximadamente 13 mL de
uma mistura dos ácidos nítrico e fluorídrico
(HNO3 : HF = 10 : 3). A solução aquosa áci-
da obtida foi quantitativamente transferida
para um balão volumétrico com capacidade
de 250 mL e o volume do balão completado
com água desmineralizada. A análise quan-
titativa dos íons de ferro na solução do ba-
lão revelou que a quantidade de ferro nesta A partir das informações extraídas do gráfi-
solução era igual a 40,0 mg∙L-1. Determine a co, faça o que se pede:
quantidade de ferro (% em massa) presente a) Considere as soluções saturadas (em 100
no resíduo sólido. Mostre o raciocínio e os cál- g de água; densidade = 1 g/mL) dos sais
culos realizados para chegar à sua resposta. NaNO3, RbCℓ, LiCℓ e KCℓ a 60°C. Coloque as

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soluções desses sais em ordem crescente de concentração (em mol/L).
b) Suponha que você possui um recipiente contendo 100 g de solução saturada de LiCℓ, a 70°C. Se essa
solução for resfriada a 40°C, qual a massa de precipitado que ficará depositada no fundo?

1
3. (UFTM) A tabela fornece valores aproximados da solubilidade em água do bicarbonato de sódio em
várias temperaturas.

solubilidade (g/100g de água) 6,5 7,5 8,5 10,0 11,0 12,5 13,5 15,0 16,5
temperatura (°C) 0 10 20 30 40 50 60 70 80

a) Na malha quadriculada a seguir, construa um gráfico com os valores fornecidos, relacionando a solu-
bilidade (eixo das ordenadas) com a temperatura (eixo das abscissas).

b) A partir do gráfico construído, decida se a adição de 1,5 g de bicarbonato de sódio a 10 g de água a


35°C apresentará ou não corpo de fundo. Justifique.

1
4. (PUC-RJ) O vinagre utilizado como tempero nas saladas contém ácido acético, um ácido monopró-
tico muito fraco e de fórmula HC2H3O2. A completa neutralização de uma amostra de 15,0 mL de
vinagre (densidade igual a 1,02 g/mL) necessitou de 40,0 mL de solução aquosa de NaOH 0,220
mol/L. A partir dessas informações, pede-se:
a) a porcentagem em massa de ácido acético no vinagre;
b) o volume de KOH 0,100 mol/L que contém quantidade de íons OH− equivalente ao encontrado nos 40,0
mL de solução aquosa de NaOH 0,220 mol/L.

1
5. (UFJF) O chumbo e seus derivados têm muitas aplicações: baterias, tubulações, solda, cerâmica,
protetor contra radiações (Raio X), entre outras. Entretanto, é tóxico para o organismo, sendo
preciso muito cuidado com seu manuseio.
a) Um dos compostos que pode ser usado para preparar sais de chumbo é o óxido de chumbo. Usando as
reações abaixo, encontre a variação de entalpia para a formação do óxido de chumbo sólido, a partir
do chumbo metálico e do oxigênio gasoso.
Pb(s) + CO(g) → PbO(s) + C(s) ∆H0 = - 106,8 kJ
2 C(s) + O2(g) → 2 CO(g) ∆H0 = - 221,0 kJ
b) A reação de formação do PbO(s) é exotérmica ou endotérmica? Justifique sua resposta.
c) Se 310,5 g de chumbo metálico reagirem com oxigênio suficiente para formar óxido de chumbo, qual
a quantidade de calor (em kJ) envolvida no processo? Esse calor é absorvido ou liberado?

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1
6. (Unicamp) O esquema abaixo representa um bafômetro.
dispositivo para se estudar o comportamen- Considerando o texto acima e aspectos a ele
to de um gás ideal. Inicialmente, no frasco 1, relacionados, julgue o item a seguir.
é colocado um gás a pressão de 1 atmosfera, Se, no sangue de um indivíduo, a concen-
ficando sob vácuo os frascos 2 e 3. Abre-se, tração de álcool etílico (C2H6O) for igual a
em seguida, a torneira entre os frascos 1 e 1 . 10-4 mol/L, isso significará que essa con-
2 até que se estabeleça o equilíbrio. Fecha- centração é maior que 0,05 mg/mL.
-se, então, esta torneira e abre-se a torneira
entre os frascos 1 e 3. O volume do frasco 1 1
9. (PUC-RJ) Combustível é todo produto utili-
é 9 vezes maior do que do frasco 2 e o do 3 é zado com a finalidade de produzir energia a
9 vezes maior que o do 1. partir de sua queima ou combustão. O etanol
(C2H5OH) é um combustível que, quando in-
jetado nas câmaras de combustão dos veícu-
los, reage com oxigênio e libera energia. A
quantidade de calor liberada pela combustão
completa de 1 mol de etanol é 295 kcal.
a) Escreva a reação balanceada de combustão com-
pleta do etanol (reação do etanol com o O2).
b) Calcule a energia produzida, na forma de ca-
lor, pela combustão de 1 kg de etanol.
a) Feito o procedimento acima descrito, em c) Calcule a massa de CO2 produzida pela com-
qual frasco haverá menor quantidade de mo- bustão completa de 46 g de etanol.
léculas de gás?
b) Sendo P2 a pressão final do frasco 2 e P3 a
pressão final do frasco 3, qual será o valor
da relação P2/P3 ao final do experimento?
Desprezar o volume dos tubos das conexões.

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7. (ITA) Estima-se que a exposição a
16 mg·m–3 de vapor de mercúrio por um perí-
odo de 10 min seja letal para um ser huma-
no. Um termômetro de mercúrio foi quebra-
do e todo o seu conteúdo foi espalhado em
uma sala fechada de 10 m de largura, 10 m
de profundidade e 3 m de altura, mantida a
25°C.
Calcule a concentração de vapor de mercúrio
na sala após o estabelecimento do equilíbrio
Hg(ℓ) → Hg(g), sabendo que a pressão de vapor
do mercúrio a 25 °C e 3∙10–6 atm, e verifique
se a concentração de vapor do mercúrio na
sala será letal para um ser humano que per-
maneça em seu interior por 10 min.

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8. (UNB) O novo Código de Trânsito Brasilei-
ro faz restrições ao consumo de bebidas al-
coólicas por condutores de veículos. Se, no
exame do bafômetro, o condutor de um ve-
ículo automotor for flagrado com quantida-
de superior a 0,1 mg de álcool por litro de
ar expelido, ele fica sujeito a penalidades.
Entretanto, o resultado apontado pelo bafô-
metro pode não corresponder ao real estado
de intoxicação do condutor do veículo, pois
o princípio de funcionamento dos bafôme-
tros fundamenta-se em reações químicas.
Alguns compostos cetônicos, frequentemen-
te encontrados no ar exalado por diabéti-
cos, por exemplo, podem ser interpretados
como concentrações elevadas de álcool pelo

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