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Ética na Administração Pública

Noções de Administração p/ PF - Agente - 2014 - Com videoaulas

Professores: Rodrigo Rennó, Sérgio Mendes


Noções de Administração p/ Polícia Federal
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula Extra

Aula Extra: Ética

Olá pessoal, tudo bem?


Nessa aula, iremos cobrir o seguinte tópico:
 Ética no serviço público.

Espero que gostem da aula!

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Sumário
Ética no serviço público. .......................................................................... 3
Lista de Questões Trabalhadas na Aula. ........................................................ 39
Gabaritos. ........................................................................................ 49
Bibliografia ...................................................................................... 50

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Ética no serviço público.

A Ética pode ser definida como um estudo ou uma reflexão, científica


ou filosófica, sobre os costumes ou sobre as ações humanas1. De certa
forma, a ética vem de “dentro” do ser humano. Assim sendo, relaciona-se
com os valores que cada pessoa tem.
Já a moral, termo relacionado com a ética (mas não sinônimo), é
relativa aos costumes e às normas de comportamento considerados
consensuais na sociedade no momento. O termo “moral” é derivado do
latim (moris). Já a palavra “ética” é derivada do grego “ethos”.
As questões éticas nos envolvem a todo o momento. Quais são os
comportamentos aceitáveis em nossa sociedade? Como devemos nos
portar em relação ao próximo ou em nosso trabalho? Todas estas dúvidas
estão ligadas ao conceito de ética.
Se a ética está ligada aos costumes e valores de uma sociedade, não
deixa de se transformar quando estes costumes e valores mudam. Assim,
a ética não é uma só, algo universal. É derivada dos valores e costumes de
cada sociedade e evolui com o passar do tempo.
Vamos ver uma questão?
1 - (FESMIP-BA – MPE-BA – ANALISTA – 2011) Examine as
assertivas abaixo.
I. Assim como a palavra “moral” vem do latim (mos, moris), a
palavra “ética” vem do grego (ethos) e ambas se referem a
costumes, indicando as regras do comportamento, as diretrizes de
conduta a serem seguidas.
II. A moral social trata dos valores e das normas de conduta que
são exigidas do indivíduo para realizar sua personalidade.
III. As normas éticas são aquelas que prescrevem como o homem
deve agir.
IV. A norma ética possui, como uma de suas características, a
impossibilidade de ser violada.
Assinale a alternativa que contém as assertivas corretas.
a) I e II.
b) I e III.
c) I e IV.
d) II e III.

1
(Valls, 2008)

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e) II e IV.

A primeira frase está correta, pois tanto a ética quanto a moral estão
ligadas aos costumes e aos comportamentos esperados em uma sociedade.
Já a segunda frase está incorreta, pois a ética não está ligada a este
objetivo de que o indivíduo “realize sua personalidade”. Se cada um fizer o
que “der na telha”, não teremos uma sociedade ética, não é mesmo? Desta
maneira, a terceira frase está certa.
A última frase está equivocada, pois a ética pode sim ser violada, não
é mesmo? (essa estava de graça...). O gabarito é mesmo a letra B.
Continuando, a grande maioria das questões de concurso sobre este
tema se baseia no Decreto 1.171 de 19942. Desta forma, irei comentar o
Código de Ética do Servidor Público Federal e algumas questões
ligadas a ele. Abaixo, deixo o link para quem quiser baixar a “lei seca”.
Infelizmente, as questões ligadas a este tema são quase todas
“decoreba”, como irão ver abaixo. Assim sendo, recomendo uma leitura do
decreto um pouco antes da prova, para que estes assuntos estejam na
“memória quente” de vocês.
Seção I
“Das Regras Deontológicas

As regras Deontológicas relacionam-se com as regras e os princípios


de um grupo profissional. Dessa forma, todo grupo de uma classe de
trabalhadores é regrado por um Código de Ética.
Os profissionais, que possuem suas regras deontológicas, submetem-
se aos deveres e princípios estabelecidos na sociedade sobre uma
determinada profissão.

I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais


são primados maiores que devem nortear o servidor público, seja no exercício do cargo
ou função, ou fora dele, já que refletirá o exercício da vocação do próprio poder estatal.
Seus atos, comportamentos e atitudes serão direcionados para a preservação da honra e
da tradição dos serviços públicos.”

Vejam que, para o código de ética, não basta que o servidor se


comporte de modo ético apenas dentro do setor público onde
trabalha. É necessário se manter ético também em sua vida privada, pois
este representa o serviço público perante a sociedade.
Ao dispor que um dos primados é a eficácia, o Código não está
querendo impor fazer apenas o que deve ser feito, mas, sim, que o servidor
não poderá praticar atos que sejam considerados errados.

2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d1171.htm

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II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta.
Assim, não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o
conveniente e o inconveniente,o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o
honesto e o desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e § 4°, da
Constituição Federal.

Esta parte mostra que o servidor público sempre deve estar atento
aos desvios éticos, mesmo que venham “revestidos” de legalidade. Ele deve
observar que suas ações são comprometidas pelas decisões a que venha
seguir, decisões estas que resultem no comprometimento de suas atitudes.

III - A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal,
devendo ser acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem comum. O equilíbrio
entre a legalidade e a finalidade, na conduta do servidor público, é que poderá
consolidar a moralidade do ato administrativo.

Desta forma, não basta ser legal. Deve ser legal e moral ao
mesmo tempo. No entanto, o interesse público e o bem comum são a
finalidade de qualquer ato administrativo.

IV- A remuneração do servidor público é custeada pelos tributos pagos direta ou


indiretamente por todos, até por ele próprio, e por isso se exige, como contrapartida,
que a moralidade administrativas e integre no Direito, como elemento indissociável de sua
aplicação e de sua finalidade, erigindo-se,como consequência em fator de legalidade.

A moralidade deve ser associada integralmente à legalidade pelo


servidor público na prática de um ato administrativo.

V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser


entendido como acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão,
integrante da sociedade, o êxito desse trabalho pode ser considerado como seu maior
patrimônio.

O que o código tenta mostrar nesse inciso é que o servidor público


dever prestar um bom trabalho, uma vez que ele também será beneficiado
pela qualidade do atendimento da Administração Público, no papel de
cidadão.

VI - A função pública deve ser tida como exercício profissional e, portanto, se integra na
vida particular de cada servidor público. Assim, os fatos e atos verificados na conduta
do dia-a-dia em sua vida privada poderão acrescer ou diminuir o seu bom
conceito na vida funcional.

Vejam novamente este noção de que, para o servidor público, a


conduta privada integra a vida funcional.

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Assim sendo, o servidor deve se manter ético em todas as instâncias
de sua vida, de modo honesto e íntegro, inclusive quando estiver fora do
horário de trabalho ou até de férias.

VII - Salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou interesse


superior do Estado e da Administração Pública, a serem preservados em processo
previamente declarado sigiloso, nos termos da lei, a publicidade de qualquer ato
administrativo constitui requisito de eficácia e moralidade, ensejando sua omissão
comprometimento ético contra o bem comum, imputável a quem a negar.

Vejam que, fora os casos em que a publicidade deve ser resguardada


legalmente, este é um requisito de eficácia e moralidade de um ato
administrativo.

VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-la ou falseá-la,
ainda que contrária aos interesses da própria pessoa interessada ou da
Administração Pública. Nenhum Estado pode crescer ou estabilizar-se sobre o poder
corruptivo do hábito do erro, da opressão, ou da mentira, que sempre aniquilam até
mesmo a dignidade humana quanto mais a de uma Nação.

Neste caso, o servidor deverá preservar a verdade como forma de


evitar qualquer tipo de conduta opressora ou mentirosa, que levaria a
corromper a dignidade de uma pessoa ou até mesmo de um país.

IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao serviço público


caracterizam o esforço pela disciplina. Tratar mal uma pessoa que paga seus tributos
direta ou indiretamente significa causar-lhe dano moral. Da mesma forma, causar
dano a qualquer bem pertencente ao patrimônio público, deteriorando-o, por descuido ou
má vontade, não constitui apenas uma ofensa ao equipamento e às instalações ou ao
Estado, mas a todos os homens de boa vontade que dedicaram sua inteligência, seu
tempo, suas esperanças e seus esforços para construí-los.

Um dos deveres de um servidor publico é o de atender com presteza,


prestando as informações requeridas, exceto, claro, aquelas protegidas por
sigilo, zelando pela economia de material e conservando o patrimônio
público.

X – Deixar, o servidor público, qualquer pessoa à espera de solução que compete ao


setor em que exerça suas funções, permitindo a formação de longas filas, ou qualquer
outra espécie de atraso na prestação do serviço, não caracteriza apenas atitude contra
a ética ou ato de desumanidade, mas principalmente grave dano moral aos usuários
dos serviços públicos.

Como vimos, os servidores devem tratar a todos de maneira cortês.


Deste modo, não só o descuido com a coisa pública, como os atrasos
injustificados, são considerados falta de ética. Desta forma, fica proibido o
servidor de se ausentar no serviço, sem que o chefe imediato autoriza.

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XI - 0 servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de seus
superiores, velando atentamente por seu cumprimento, e, assim, evitando a
conduta negligente Os repetidos erros, o descaso e o acúmulo de desvios tornam-se, às
vezes, difíceis de corrigir e caracterizam até mesmo imprudência no desempenho da
função pública.

Um dos deveres de um servidor público é o de cumprir as ordens de


seus superiores, a não ser que se mostrem totalmente ilegais.

XII - Toda ausência injustificada do servidor de seu local de trabalho é fator de


desmoralização do serviço público, o que quase sempre conduz à desordem nas relações
humanas.

Qualquer servidor público tem como alguns de seus deveres: a


assiduidade e a pontualidade.

XIII - O servidor que trabalha em harmonia com a estrutura organizacional, respeitando


seus colegas e cada concidadão, colabora e de todos pode receber colaboração, pois sua
atividade pública é a grande oportunidade para o crescimento e o engrandecimento da
Nação.

Estes últimos três incisos tratam do comportamento do servidor


perante seus chefes e colegas de trabalho. Assim sendo, deve existir
respeito e atenção às ordens dos superiores. Além disso, o servidor não
deve se ausentar do serviço sem justificativa, pois isto também é
considerado uma atitude antiética.
Vamos ver algumas questões sobre este tema?
2 - (CESPE - INPI – TODOS OS CARGOS – 2013) O equilíbrio entre
o objetivo e o orçamento previsto poderá consolidar a moralidade
do ato administrativo na conduta do servidor público.

Na verdade, o que o Decreto n° 1.171, de 1994, que aprovou o


Código de Ética do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, dispôs
no inciso III das Regras Deontológicas foi o seguinte:
“III - A moralidade da Administração Pública não se
limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser
acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem
comum. O equilíbrio entre a legalidade e a
finalidade, na conduta do servidor público, é que
poderá consolidar a moralidade do ato
administrativo”
Dessa forma, podemos perceber que não é o equilíbrio entre o
objetivo e o orçamento que poderá consolidar a moralidade do ato
administrativo na conduta do servidor público, mas sim, o equilíbrio entre
a legalidade e a finalidade. O gabarito é questão errada.

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3 - (CESPE - INPI – TODOS OS CARGOS – 2013) Entre os primados


maiores, que devem nortear o servidor público no exercício da
função, estão o decoro e a eficácia.

Pessoal, tais primados estão contidos nas regras deontológicas


constantes no Código de Ética do Servidor Público Federal. Tais regras
fundamentam-se nos valores morais que o servidor público civil do Poder
Executivo Federal deva seguir.

Além do decoro e da eficácia, os outros valores seriam:


 A dignidade,
 O zelo e
 A consciência dos princípios morais.
Dessa forma, o gabarito é questão correta.

4 - (CESPE - TJ-AC – ANALISTA JUDICIÁRIO – 2012) A conduta do


servidor público, no exercício do cargo ou função, ou fora dele, deve
orientar-se por valores como dignidade, decoro, zelo, eficácia e
consciência dos princípios morais.

Essa questão também pode ser respondida com a leitura do inciso I


das regras deontológicas do Código de Ética profissional, não vejamos:

“Das Regras Deontológicas


I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a
consciência dos princípios morais são primados
maiores que devem nortear o servidor público,
seja no exercício do cargo ou função, ou fora
dele, já que refletirá o exercício da vocação do
próprio poder estatal. Seus atos, comportamentos
e atitudes serão direcionados para a preservação da
honra e da tradição dos serviços públicos”.
O gabarito, dessa forma, é questão correta.

5 - (CESPE – STM – ANALISTA – 2011) A ausência de publicidade


nos atos administrativos enseja, necessariamente,
comprometimento ético.

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Esta questão tem uma “pegadinha”. O princípio da publicidade tem


algumas exceções, como assuntos de segurança nacional. Assim, não é,
necessariamente, antiético deixar de tornar público um ato administrativo.
O gabarito é questão errada.

6 - (CESPE – STM – ANALISTA – 2011) Os integrantes da comissão


de ética deverão, durante o desempenho das atividades de membro
da comissão, se afastar do exercício de outras funções.

Questão incorreta. Não existe esta necessidade de afastamento para


a participação em uma comissão de ética. O gabarito é questão errada.

7 - (FCC – ALESP – CONHECIMENTOS GERAIS – 2010) Ética é o


conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um
indivíduo, de um grupo social ou de uma sociedade. A respeito de
ética, considere:
I. A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos
princípios morais são primados maiores que devem nortear o
servidor público.
II. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do
servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato
administrativo.
III. A moralidade na Administração Pública se limita à distinção
entre o bem e o mal, não devendo ser acrescida da ideia de que o
fim é sempre o bem comum.
IV. A função pública deve ser tida como exercício profissional e,
portanto, se integra na vida particular de cada servidor público.
V. O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a
comunidade não deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio
bem-estar, embora, como cidadão, seja parte integrante da
sociedade.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I, II, e IV.
(B) I, III e IV.
(C) II, III e V.

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(D) II, IV e V.
(E) III, IV e V.

Vejam como esta questão é um “ctrl-c ctrl-v” do Decreto 1.171.


Portanto, as duas primeiras frases estão corretas. Na terceira frase, a banca
retirou o “não” do terceiro inciso. De acordo com o texto legal:

III - A moralidade da Administração Pública não se limita à


distinção entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da
idéia de que o fim é sempre o bem comum. O equilíbrio
entre a legalidade e a finalidade, na conduta do servidor
público, é que poderá consolidar a moralidade do ato
administrativo.”

Assim sendo, esta assertiva está incorreta. Já a quarta frase está


correta. Entretanto, a quinta frase está errada. O trabalho desenvolvido
pelo servidor deve sim ser entendido como acréscimo de seu próprio bem-
estar. Desta forma, o nosso gabarito é a letra A.

8 - (FCC – ALESP – CONHECIMENTOS GERAIS – 2010) Considere as


seguintes afirmativas:

O servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de seus


superiores, velando atentamente por seu cumprimento, e, assim,
evitando a conduta negligente

PORQUE

os repetidos erros, o descaso e o acúmulo de desvios tornam-se, às


vezes, difíceis de corrigir e caracterizam até mesmo imprudência
no desempenho da função pública.

É correto concluir que


(A) as duas afirmativas são falsas.
(B) a primeira afirmativa é falsa e a segunda verdadeira.
(C) a primeira afirmativa é verdadeira e a segunda é falsa.
(D) as duas afirmativas são verdadeiras e a segunda justifica a
primeira.
(E) as duas afirmativas são verdadeiras e a segunda não justifica a
primeira.

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Esta questão nada mais é do que o inciso XI da primeira seção do
Decreto 1.171. Veja abaixo o texto original:
“XI - 0 servidor deve prestar toda a sua atenção às
ordens legais de seus superiores, velando atentamente
por seu cumprimento, e, assim, evitando a conduta
negligente. Os repetidos erros, o descaso e o acúmulo de
desvios tornam-se, às vezes, difíceis de corrigir e
caracterizam até mesmo imprudência no desempenho da
função pública.”
Como as duas frases da questão estão corretamente descritas, as
duas são verdadeiras e a segunda justifica a primeira. Deste modo, o
gabarito é a letra D.

9 – (FCC – DNOCS – AGENTE ADM – 2010) No que concerne às


Regras Deontológicas estabelecidas no Código de Ética Profissional
do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, é correto
afirmar que
(A) o trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a
comunidade deve ser entendido como obrigação,
independentemente do seu próprio bem-estar, já que, como
funcionário público, integrante do Poder Executivo, o êxito desse
trabalho é requisito essencial à manutenção de seu cargo, não
dizendo respeito ao seu patrimônio e a sua vida particular.
(B) a remuneração do servidor público é custeada pelos tributos
pagos direta ou indiretamente por todos, até por ele próprio, e por
isso se exige, como contrapartida, que a moralidade administrativa
se integre no Direito, sendo dissociável de sua aplicação e de sua
finalidade.
(C) a moralidade da Administração Pública não se limita à distinção
entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da idéia de que o fim é
sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade,
na conduta do servidor público, é que poderá consolidar a
moralidade do ato administrativo.
(D) toda pessoa tem direito à verdade, sendo que o servidor poderá
omiti-la, caso seja contrária aos interesses da própria pessoa
interessada ou da Administração Pública. Nenhum Estado pode
crescer ou estabilizar-se sobre o poder corruptivo da opressão, que
sempre aniquilam até mesmo a dignidade humana quanto mais a
de uma Nação.
(E) deixar o servidor público qualquer pessoa à espera de solução
que compete ao setor em que exerça suas funções, permitindo a
formação de longas filas, ou qualquer outra espécie de atraso na
prestação do serviço, é comum e normal e, portanto, não causa

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dano moral aos usuários dos serviços públicos e nem mesmo
configura atitude contra a ética ou ato de desumanidade.

No caso da primeira frase, o êxito de seu trabalho deverá ser


considerado seu maior patrimônio, de acordo com o inciso n° 5. Assim
sendo, a letra A está errada. O erro da letra B está na palavra “dissociável”.
A palavra correta é indissociável.
Entretanto, a letra C está correta. Já a letra D é absurda, pois
obviamente o servidor não poderá omitir uma informação se for contrária
ao interesse do administrado. O mesmo ocorre na letra E, pois a ocorrência
de filas e demoras não é normal nem ético. Portanto, o nosso gabarito é
mesmo a letra C.
Continuando nossa aula, vamos ver mais uma parte do Código de
Ética:
Seção II
Dos Principais Deveres do Servidor Público

XIV - São deveres fundamentais do servidor público:

a) desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, função ou emprego público de


que seja titular;

b) exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimento, pondo fim


ou procurando prioritariamente resolver situações procrastinatórias, principalmente diante
de filas ou de qualquer outra espécie de atraso na prestação dos serviços pelo setor em
que exerça suas atribuições, com o fim de evitar dano moral ao usuário;

O significado da palavra procrastinar nada mais é do que protelar ou


demorar. Logo, o ato de procrastinar deve ser evitado e o servidor terá que
agir de modo célere, agilizando o atendimento ao usuário de serviço
público.

c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do seu caráter,
escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opções, a melhor e a mais
vantajosa para o bem comum;

Prestem bastante atenção nesta última frase. Entre duas opções,


deve ser escolhida aquela mais vantajosa para o bem comum. Portanto,
se cair na prova que deverá ser escolhido o melhor para o Estado ou a para
a Administração Pública ou até mesmo para o órgão em que você trabalha,
a questão estará errada, ok?

d) jamais retardar qualquer prestação de contas, condição essencial da gestão


dos bens, direitos e serviços da coletividade a seu cargo;

O andamento da gestão de bens, serviços ou direitos de uma


coletividade que esteja a cargo de um servidor não pode encontrar

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resistência que não seja justificada. O retardo no processo ou na execução
de serviço deve ser evitado.

e) tratar cuidadosamente os usuários dos serviços aperfeiçoando o processo de


comunicação e contato com o público;

Busca-se que qualquer usuário de serviço público entenda o que as


regras da Administração. Para isso, a linguagem, os símbolos utilizados,
devem ser de fácil compreensão por qualquer um.

f) ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos que se
materializam na adequada prestação dos serviços públicos;

Os valores morais e ideais do comportamento do homem


devem ser observados durante o trabalho de um servidor para que ele se
paute durante o exercício de sua função.

g) ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e atenção, respeitando a


capacidade e as limitações individuais de todos os usuários do serviço público, sem
qualquer espécie de preconceito ou distinção de raça, sexo, nacionalidade, cor, idade,
religião, cunho político e posição social, abstendo-se, dessa forma, de causar-lhes dano
moral;
h) ter respeito à hierarquia, porém sem nenhum temor de representar contra
qualquer comprometimento indevido da estrutura em que se funda o Poder Estatal;

Vejam que, apesar de ter de respeitar a hierarquia, o servidor pode


e deve representar contra seus superiores quando estes faltarem com a
ética. Vejam como o próximo inciso confirma isso:

i) resistir a todas as pressões de superiores hierárquicos, de contratantes,


interessados e outros que visem obter quaisquer favores, benesses ou vantagens
indevidas em decorrência de ações imorais, ilegais ou aéticas e denunciá-las;

O servidor deve cumprir as ordens de seu superior hierárquico, a não


ser que estejam agindo dentro da ilegalidade. Se isso ocorrer, fica o
servidor obrigado a representá-lo contra ilegalidade e abuso de poder,
resistindo a qualquer pressão que venha sofrer, de qualquer um, em
decorrência de ações aéticas.

j) zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências específicas da defesa


da vida e da segurança coletiva;
Desta forma, mesmo que em greve, o servidor deve manter os
serviços básicos de saúde e segurança pública funcionando
adequadamente.
l) ser assíduo e frequente ao serviço, na certeza de que sua ausência provoca
danos ao trabalho ordenado, refletindo negativamente em todo o sistema;
m) comunicar imediatamente a seus superiores todo e qualquer ato ou fato contrário
ao interesse público, exigindo as providências cabíveis;

Cabe ao servidor público, informar, à autoridade superior, qualquer


irregularidade que vier a tomar conhecimento em virtude do cargo em que

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ocupa. Além da denúncia, ele deverá exigir que alguma providência seja
tomada para sanar a irregularidade.

n) manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho, seguindo os métodos mais


adequados à sua organização e distribuição;

O servidor público tem o dever de conservar o patrimônio público e


de zelar pela economia do material utilizado durante o expediente.

o) participar dos movimentos e estudos que se relacionem com a melhoria do


exercício de suas funções, tendo por escopo a realização do bem comum;

O servidor público deve manter-se atualizado. Para isso, cabe a ele


realizar cursos, participar de palestras, ler a legislação atualizada, para se
aperfeiçoar e, assim, realizar sua função com maior eficiência.

p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao exercício da função;

Até a melhoria dos processos de trabalho está relacionada com o


comportamento ético que um servidor deve apresentar. O mesmo ocorre
em relação ao vestuário.

q) manter-se atualizado com as instruções, as normas de serviço e a


legislação pertinentes ao órgão onde exerce suas funções;

Aqui cabe o mesmo comentário da alínea “o”. Atualizar-se sempre,


seja por meio de cursos, seja por meio de leituras sobre legislação vigente.

r) cumprir, de acordo com as normas do serviço e as instruções superiores, as


tarefas de seu cargo ou função, tanto quanto possível, com critério, segurança e
rapidez, mantendo tudo sempre em boa ordem.
s) facilitar a fiscalização de todos atos ou serviços por quem de direito;

As atividades de um servidor podem sofrer fiscalização de outro órgão


desvinculado ao que ele atue. Para tanto, o servidor não pode obstruir o
trabalho do colega, devendo facilitar a fiscalização, entregando papelada e
documentações solicitadas, permitindo acesso a salas e arquivos
necessários para o exercício da função.

t) exercer com estrita moderação as prerrogativas funcionais que lhe sejam


atribuídas, abstendo-se de fazê-lo contrariamente aos legítimos interesses dos usuários
do serviço público e dos jurisdicionados administrativos;
u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua função, poder ou autoridade com
finalidade estranha ao interesse público, mesmo que observando as formalidades
legais e não cometendo qualquer violação expressa à lei;

O servidor, obviamente, não pode se utilizar dos poderes e benesses


do cargo para benefício próprio.

v) divulgar e informar a todos os integrantes da sua classe sobre a existência


deste Código de Ética, estimulando o seu integral cumprimento.

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Vamos ver mais uma questão sobre o Código de Ética:
10 - (CESPE - ANVISA – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – 2007) Por
meio do exercício dos princípios e valores morais no trabalho, como
ser probo, reto, leal e justo, entre outros, o servidor, além de
desenvolver suas capacidades, habilidades e competências, projeta
também seus valores éticos.

Vejam que as questões da banca são tiradas do Código de Ética. Com


a leitura do Decreto, confirmamos tudo o que foi dito no enunciado.
Dessa forma, o servidor deverá desempenhar suas atribuições a
tempo, com rapidez, perfeição e rendimento, sendo probo, reto, leal e
justo, decidindo sempre pela melhor e mais vantajosa opção para o bem
comum. O gabarito, portanto, é questão correta.

11 - (CESPE - TJ-RR – NÍVEL SUPERIOR – 2012) O servidor público


que age contra a injustiça, ainda que em prejuízo próprio,
demonstra um comportamento ético.

De acordo com o Decreto n° 1.171/1994, servidor público deve ser


probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do seu caráter,
escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opções, a
melhor e a mais vantajosa para o bem comum.
Logo, mesmo que em prejuízo próprio, ele demonstrará um
comportamento ético. O gabarito, portanto, é questão correta.

12 - (FCC – MRE – OFCHAN – 2009) NÃO é considerada regra


deontológica, dentre outras, destinada ao servidor público civil do
Poder Executivo federal:
(A) A publicidade de todo e qualquer ato administrativo constitui
requisito de eficácia e moralidade, ensejando sua omissão
comprometimento ético contra o bem comum, imputável a quem a
negar.
(B) O servidor deve prestar toda a atenção às ordens legais de seus
superiores, velando por seu cumprimento e evitando conduta
negligente, sendo que o descaso e o acúmulo de desvios revelam
imprudência no desempenho funcional.
(C) Toda ausência injustificada do servidor de seu local de trabalho
é fator de desmoralização do serviço público, o que quase sempre
conduz à desordem nas relações humanas.
(D) Toda pessoa tem direito à verdade, motivo pelo qual o servidor
não pode omiti-la ou falseá-la, ainda que contrária aos interesses
da própria pessoa interessada ou da Administração Pública.

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(E) A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao
serviço público caracterizam o esforço pela disciplina, sendo que
tratar mal uma pessoa que paga seus tributos é causa de dano
moral.

Esta questão tem uma “maldade”. Na verdade, o único erro é que, ao


contrário do que está escrito na letra A, não são todos os atos que devem
ser tornados públicos.
Como o próprio Decreto descreve, existem situações em que os atos
devem ser mantidos em segredo (casos de segurança nacional,
investigações policiais ou interesse superior do Estado e da Administração
Pública). Desta forma, o gabarito é a letra A.
Vamos continuar com os comentários ao Código de Ética:
Seção III
Das Vedações ao Servidor Público
XV - E vedado ao servidor público;
a) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e influências,
para obter qualquer favorecimento, para si ou para outrem;

O uso do cargo ou função, quando utilizados para obter vantagens


para si ou para terceiros, pode ser enquadrado no crime de Corrupção
Passiva.

b) prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou de cidadãos que


deles dependam;
c) ser, em função de seu espírito de solidariedade, conivente com erro ou infração a
este Código de Ética ou ao Código de Ética de sua profissão;

Estes primeiros incisos são bastante óbvios e por isso mesmo, não
costumam ser muito cobrados.
d) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício regular de direito por
qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material;
e) deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu alcance ou do seu
conhecimento para atendimento do seu mister;

O inciso D se refere a atrasos injustificados. Além disso, se o servidor


pode atender ao cidadão hoje, não deve deixar para amanhã. Já a letra “e”
se mostra interessante. De acordo com ela, o servidor não pode deixar de
utilizar os avanços científicos ao seu alcance no atendimento do seu dever.

f) permitir que perseguições, simpatias, antipatias, caprichos, paixões ou


interesses de ordem pessoal interfiram no trato com o público, com os jurisdicionados
administrativos ou com colegas hierarquicamente superiores ou inferiores;

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Assim sendo, o servidor deve ser imparcial com todas as pessoas com
quem se relacionar dentro do trabalho (eu sei, é mais fácil falar do que
fazer!).

g) pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qualquer tipo de ajuda financeira,


gratificação, prêmio, comissão, doação ou vantagem de qualquer espécie, para si,
familiares ou qualquer pessoa, para o cumprimento da sua missão ou para influenciar
outro servidor para o mesmo fim;
h) alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar para providências;

O ato de modificar ou adulterar dados de um documento também é


crime previsto penalmente. Então muito cuidado, pois, mesmo que não o
faça diretamente, só o fato de permitir o acesso para que outro o faça, já
é considerado crime.

i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite do atendimento em


serviços públicos;

Estes três últimos itens lidam com desvios penais. Fica tranquilo em
entender ser proibição imputada a servidor, não é mesmo?

j) desviar servidor público para atendimento a interesse particular;


l) retirar da repartição pública, sem estar legalmente autorizado, qualquer
documento, livro ou bem pertencente ao patrimônio público;

Se o servidor retirar qualquer objeto ou documento ou bem móvel de


uma repartição pública, sem autorização, estará incorrendo no crime de
Peculato.

m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno de seu serviço, em


benefício próprio, de parentes, de amigos ou de terceiros;

Se o servidor utilizar informações sigilosas ou privilegiadas que


obteve no serviço, ou em função do cargo que ocupe, incorrerá no crime
de Violação de sigilo funcional. Pessoal, vira e mexe, vemos denúncias de
crimes como este na televisão, não é verdade?

n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente;


o) dar o seu concurso a qualquer instituição que atente contra a moral, a
honestidade ou a dignidade da pessoa humana;
p) exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a empreendimentos de
cunho duvidoso.

Vejam novamente que mesmo os atos ocorridos quando o servidor


estiver fora do seu trabalho não são permitidos e serão considerados
infrações éticas.
Vamos a mais algumas questões?

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13 - (CESPE - MMA – ANALISTA AMBIENTAL II – 2011) As
disposições desse código não se restringem à conduta do servidor
público no âmbito do local de trabalho e às funções precipuamente
exercidas. Nesse código, também constam, entre as vedações que
compreende, as que dizem respeito a servidor embriagar-se fora do
serviço habitualmente e a ligar seu nome a empreendimentos de
cunho duvidoso.

O item XV, da seção III do Código de Ética, traz as vedações que o


servidor público se submete. Dentre elas, temos a proibição de apresentar-
se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente e exercer atividade
profissional aética ou ligar o seu nome a empreendimentos de cunho
duvidoso.
Dessa forma, observamos que a conduta de um servidor deve ser
pautada pela ética, mesmo que não colida com a lei. Portanto, mesmo fora
de horário de expediente, o servidor deve manter sua conduta de modo
ético, com retidão e transparência. O gabarito, portanto, é questão correta.

14 - (CESPE - IBAMA – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – 2012) É dever


do servidor público atuar em benefício da comunidade, sem levar
em conta interesses particulares, seus ou dos cidadãos.

O servidor público deve ser impessoal, buscando o bem comum


quando da prática de seus atos. Dentro dessa linha, ele não poderá obter
qualquer tipo de favorecimento, mesmo que seja pra outra pessoa, em
função do cargo que ocupe.
Da mesma forma, fica proibido utilizar-se de informações
privilegiadas em benefício próprio ou de terceiros, como, por exemplo,
comprar títulos públicos, sabendo que eles terão seus valores aumentados
por atos do governo nos dias seguintes, dando maiores rentabilidades aos
portadores. Assim sendo, o gabarito é questão correta.

CAPÍTULO II
Das Comissões de Ética

XVI - Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta, indireta


autárquica e fundacional, ou em qualquer órgão ou entidade que exerça atribuições
delegadas pelo poder público, deverá ser criada uma Comissão de Ética, encarregada
de orientar e aconselhar sobre aética profissional do servidor, no tratamento com as
pessoas e com o patrimônio público, competindo-lhe conhecer concretamente de
imputação ou de procedimento susceptível de censura.

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Assim sendo, todos os órgãos e entidades da Administração Federal
e até entidades que exerçam atribuições delegadas pelo poder público
devem ter uma comissão de ética.

XVII - Cada Comissão de Ética, integrada por três servidores públicos e respectivos
suplentes, poderá instaurar, de ofício, processo sobre ato, fato ou conduta que
considerar passível de infringência a princípio ou norma ético-profissional, podendo ainda
conhecer de consultas, denúncias ou representações formuladas contra o servidor público,
a repartição ou o setor em que haja ocorrido a falta, cuja análise e deliberação forem
recomendáveis para atender ou resguardar o exercício do cargo ou função pública, desde
que formuladas por autoridade, servidor, jurisdicionados administrativos,
qualquer cidadão que se identifique ou quaisquer entidades associativas
regularmente constituídas.

Portanto, a comissão pode instaurar de ofício um processo para


averiguar infrações éticas. Qualquer cidadão, desde que seja identificado,
pode representar para a comissão.

XVIII - À Comissão de Ética incumbe fornecer, aos organismos encarregados da


execução do quadro de carreira dos servidores, os registros sobre sua conduta Ética, para
o efeito de instruir e fundamentar promoções e para todos os demais procedimentos
próprios da carreira do servidor público.

A promoção de um servidor poderá estar pautada no relato de


conduta dele fornecido pela Comissão de Ética a quem for responsável pelos
procedimentos de instrução do ato de promoção.

XIX - Os procedimentos a serem adotados pela Comissão de Ética, para a apuração de


fato ou ato que, em princípio, se apresente contrário à ética, em conformidade com este
Código, terão o rito sumário, ouvidos apenas o queixoso e o servidor, ou apenas
este, se a apuração decorrer de conhecimento de ofício, cabendo sempre recurso ao
respectivo Ministro de Estado.

Desta forma, o resultado dos processos poderá ser utilizado para


instruir processos de promoções, entre outros. Os procedimentos da
comissão terão o rito sumário, ou seja, acelerado.

XX - Dada a eventual gravidade da conduta do servidor ou sua reincidência, poderá


a Comissão de Ética encaminhar a sua decisão e respectivo expediente para a Comissão
Permanente de Processo Disciplinar do respectivo órgão, se houver, e,
cumulativamente, se for o caso, à entidade em que, por exercício profissional, o
servidor público esteja inscrito, para as providências disciplinares cabíveis. O
retardamento dos procedimentos aqui prescritos implicará comprometimento ético da
própria Comissão, cabendo à Comissão de Ética do órgão hierarquicamente superior o seu
conhecimento e providências.

Se o caso for grave ou reincidente, a comissão poderá inclusive


encaminhar o caso à entidade de classe que o servidor seja inscrito (Por
exemplo: o CRO no caso dos servidores que sejam dentistas).

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XXI - As decisões da Comissão de Ética, na análise de qualquer fato ou ato submetido à


sua apreciação ou por ela levantado, serão resumidas em ementa e, com a omissão dos
nomes dos interessados, divulgadas no próprio órgão, bem como remetidas às
demais Comissões de Ética, criadas com o fito de formação da consciência ética
na prestação de serviços públicos. Uma cópia completa de todo o expediente deverá
ser remetida à Secretaria da Administração Federal da Presidência da República.

As decisões serão publicadas no órgão e enviadas às demais


comissões de ética, com o objetivo de aumentar a consciência ética.

XXII - A pena aplicável ao servidor público pela Comissão de Ética é a de censura e sua
fundamentação constará do respectivo parecer, assinado por todos os seus integrantes,
com ciência do faltoso.

Este é um dos itens mais cobrados em provas de concurso. A pena


cabível nestes casos é apenas a de censura! Não ocorrem suspensões,
exonerações ou demissões. Esta é uma pegadinha recorrente em
concursos.
Lembrem-se de que não é a finalidade, de qualquer Comissão de
Ética, aplicar sanções disciplinares. O objetivo dela é justamente o de evitar
que um servidor incorra em uma infração e venha a sofrer alguma
penalidade, induzindo a ética nas atitudes do agente.

XXIII - A Comissão de Ética não poderá se eximir de fundamentar o julgamento da falta


de ética do servidor público ou do prestador de serviços contratado, alegando a falta de
previsão neste Código,cabendo-lhe recorrer à analogia, aos costumes e aos princípios
éticos e morais conhecidos em outras profissões;

XXIV - Para fins de apuração do comprometimento ético, entende-se por servidor


público todo aquele que, por força de lei, contrato ou de qualquer ato jurídico,
preste serviços de natureza permanente, temporária ou excepcional, ainda que
sem retribuição financeira, desde que ligado direta ou indiretamente a qualquer
órgão do poder estatal, como as autarquias, as fundações públicas, as entidades
paraestatais, as empresas públicas e as sociedades de economia mista, ou em qualquer
setor onde prevaleça o interesse do Estado.

A noção de servidor público é lato senso, ou seja, qualquer pessoa


que, mesmo eventualmente e sem receber por isso, esteja exercendo
uma função pública.

XXV - Em cada órgão do Poder Executivo Federal em que qualquer cidadão houver de
tomar posse ou ser investido em função pública, deverá ser prestado, perante a
respectiva Comissão de Ética, um compromisso solene de acatamento e
observância das regras estabelecidas por este Código de Ética e de todos os
princípios éticos e morais estabelecidos pela tradição e pelos bons costumes.

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Apenas um alerta. O Decreto 6.029, de 2007, que instituiu o Sistema
de Gestão de Ética do Poder Executivo Federal, revogou os incisos XVII,
XIX, XX, XXI, XXIII e XXV, mas o mantive, pois ninguém sabe o que se
passa na cabeça de um examinador, ok?
Bom, vamos agora outras questões?
15 - (CESPE - MPE-PI – TÉCNICO MINISTERIAL – 2012) Em cada
órgão e entidade da administração pública federal direta, indireta
autárquica e fundacional, deverá ser criada uma comissão de ética,
encarregada de orientar e aconselhar sobre a ética profissional do
servidor, no tratamento com as pessoas e com o patrimônio
público.

O artigo 2º do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil


do Poder Executivo Federal dispõe praticamente o que foi descrito no
enunciado da questão, senão vejamos:

“Art. 2° Os órgãos e entidades da


Administração Pública Federal direta e
indireta implementarão, em sessenta dias, as
providências necessárias à plena vigência do Código
de Ética, inclusive mediante a Constituição da
respectiva Comissão de Ética, integrada por três
servidores ou empregados titulares de cargo efetivo
ou emprego permanente”.

Mais a frente, no item XVI do anexo do Código, quando trata sobre


as Comissões, o legislador dispôs que:

“XVI - Em todos os órgãos e entidades da


Administração Pública Federal direta, indireta
autárquica e fundacional, ou em qualquer órgão ou
entidade que exerça atribuições delegadas pelo
poder público, deverá ser criada uma Comissão
de Ética, encarregada de orientar e aconselhar
sobre a ética profissional do servidor, no
tratamento com as pessoas e com o patrimônio
público, competindo-lhe conhecer concretamente
de imputação ou de procedimento susceptível de
censura”.

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O gabarito, portanto, é questão correta.

16 - (FCC – DNOCS – AGENTE ADM – 2010) Com relação às


Comissões de Ética dispostas no Código de Ética Profissional do
Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, considere:
I. Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal
direta, indireta autárquica e fundacional, ou em qualquer órgão ou
entidade que exerça atribuições delegadas pelo poder público,
deverá ser criada uma Comissão de Ética.
II. Incumbe ao servidor fornecer seu registro da sua conduta ética
para a Comissão de Ética, encarregada da execução do quadro de
carreira dos servidores, para o efeito de instruir e fundamentar
promoções e para todos os demais procedimentos próprios da
carreira do servidor público.
III. A pena aplicável ao servidor público pela Comissão de Ética é a
de censura e sua fundamentação constará do respectivo parecer,
assinado por todos os seus integrantes, com ciência do faltoso.
IV. Para fins de apuração do comprometimento ético, entende-se
por servidor público, exclusivamente, a pessoa que, por força de lei,
preste serviços de natureza permanente condicionada ao
recebimento de salário e esteja ligado direta ou indiretamente a
qualquer órgão do poder estatal, como as autarquias e as fundações
públicas.
Está correto o que consta APENAS em
(A) I e III.
(B) I e II.
(C) II e III.
(D) II e IV.
(E) III e IV.

A primeira e a terceira frase estão corretas. Já a segunda frase inverte


o processo, pois é a comissão que deve enviar o registro de conduta para
o seu órgão.
Em relação à quarta frase, é considerado servidor público mesmo
quem eventualmente ou excepcionalmente exerça uma função pública.
Desta forma, o gabarito é a letra A.
Vamos ver algumas questões sobre a aula?
17 - (CESPE - INPI – TODOS OS CARGOS – 2013) A função pública
está relacionada ao exercício profissional e, portanto, não se

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integra à vida particular de cada servidor público.

A função pública que deve ser tida como exercício profissional, se


integra na vida particular de cada servidor público, uma vez que os atos e
fatos observados diariamente na sua vida pessoal poderão influenciar na
vida profissional.

Dessa forma, ele deve agir de modo reto e honesto, inclusive durante
suas férias. O gabarito, portanto, é questão errada.

18 - (CESPE - MTE - ADMINISTRADOR – 2008) As ordens de


superiores hierárquicos devem ser sempre atendidas, sem
questionamento, em respeito à hierarquia nas relações de trabalho.

O servidor realmente deve prestar atenção às ordens legais de seus


superiores, devendo cumpri-las, evitando negligência. Entretanto, ele
deverá resistir a pressões de superiores hierárquicos quando cometerem
ações imorais, ilegais ou aéticas.

O Código de Ética ainda dispõe que o servidor tem o dever


fundamental de denunciar esse tipo de pressão ao servidor. O gabarito,
portanto, é questão errada.

19 - (CESPE - PRF – TODOS OS CARGOS – 2012) A moralidade da


administração pública norteia-se pela distinção entre o bem e o mal
e pela noção de que sua finalidade é o bem comum.

Questão tirada do inciso III das Regras Deontológicas do Código de


Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal,
senão vejamos:
“III - A moralidade da Administração Pública não
se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo
ser acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem
comum. O equilíbrio entre a legalidade e a
finalidade, na conduta do servidor público, é que
poderá consolidar a moralidade do ato
administrativo”.

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Conforme podemos observar, o Código fala que a moralidade “não se
limita à distinção entre o bem e o mal”, logo ela é um indicativo.
E mais, qualquer ato praticado por um servidor possui como
finalidade o bem comum, sem se esquecer do interesse público, ok? O
gabarito, portanto, é questão correta.

20 - (CESPE - MPU – TÉCNICO DE APOIO ESPECIALIZADO -


SEGURANÇA – 2010) Os códigos de ética expressam a filosofia de
ação profissional, o que confere verdadeiro sentido à profissão.

Quando a banca dispôs que os códigos de ética expressam a filosofia


de ação profissional, significa que tais normas não se limitam a ditar regras.
Conforme as Regras Deontológicas do Código de Ética Profissional do
Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, o código apresenta
princípios e valores morais a serem observados.

Dessa forma, há expresso uma filosofia de conduta do profissional,


conferindo algum sentido no desempenho da profissão. O gabarito,
portanto, é questão correta.

21 - (CESPE - MEC – TODOS OS CARGOS – 2011) Para fins de


aplicação do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil
do Poder Executivo Federal, entende-se por funcionário público
somente o servidor efetivo ou comissionado vinculado à
administração pública direta.

Veja o que diz o inciso XXIV do Código de Ética:

“Das Comissões de Ética


(...)
XXIV - Para fins de apuração do comprometimento
ético, entende-se por servidor público todo
aquele que, por força de lei, contrato ou de
qualquer ato jurídico, preste serviços de
natureza permanente, temporária ou
excepcional, ainda que sem retribuição financeira,
desde que ligado direta ou indiretamente a
qualquer órgão do poder estatal, como as
autarquias, as fundações públicas, as entidades
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paraestatais, as empresas públicas e as sociedades
de economia mista, ou em qualquer setor onde
prevaleça o interesse do Estado.”

Dessa forma, o primeiro erro observado é o de trocar “servidor


público, por “funcionário público”. A CF/88 adotou a expressão “servidor
público”, não mais sendo utilizado o termo ‘funcionário”, exceto no Código
Penal Brasileiro.

O segundo erro está em limitar a aplicação da expressão servidor


público apenas aos servidores efetivos e comissionados. Qualquer um que
preste serviço de natureza permanente, temporária ou excepcional, mesmo
que não tenha retribuição financeira. O gabarito, portanto, é questão
errada.

22 - (CESPE - 2007 - ANVISA – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – 2007)


O servidor público jamais pode desprezar o elemento ético de sua
conduta, embora, em algumas situações, tenha de decidir entre o
que é legal e ilegal.

O servidor público, segundo as regras deontológicas do Código de


Ética, não poderá desprezar o elemento ético de sua conduta.

No entanto, ele poderá decidir não somente entre o legal e o ilegal,


mas também entre o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o
oportuno e o inoportuno e, por fim, entre o honesto e o desonesto. Assim
sendo, o gabarito é questão correta.

23 - (CESPE - PRF – AGENTE ADMINISTRATIVO – 2012) Veda-se ao


servidor público a participação em movimentos político-partidários,
dado o caráter apolítico do serviço público.

A banca não retirou essa questão do Código de Ética, mas, sim, da


Constituição Federal de 1988. Lá, está autorizado ao servidor tirar licença
para exercer atividade política.

Ela também autoriza que qualquer brasileiro possa participar de


associação para fins lícitos, como profissional ou sindical. O gabarito,

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portanto, é questão errada.

24 - (CESPE - ANAC – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – 2012) A


alteração do teor de documentos é falta ética grave, caso ocorra
sem autorização legal anterior.

Uma das vedações ao servidor é o de alterar ou deturpar o teor de


documentos. Mesmo que venha com autorização de superior, fica vedada
essa atitude. O Decreto não menciona ser permitido alterar documentos
com autorização legal, já que se trata, neste item, de falsificar documento.
Lei alguma autorizaria isso, não é verdade?

Outro erro na questão é classificar falta de grave. O Código de Ética


não faz gradações para faltas de servidor. Ela só trata do que é proibido ou
não fazer, aplicando um único tipo de pena que é a de censura. O gabarito,
portanto, é questão errada.

25 - (CESPE - TCU – AUDITOR FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO –


AUDITORIA DE OBRAS PÚBLICAS – 2011) A recusa sistemática do
servidor em participar de programas de atualização profissional
promovidos pelo próprio TCU, incluindo-se os ministrados por
outras instituições, à falta de justificativas plausíveis, fere o Código
de Ética, configurando descumprimento de dever funcional.

Vimos que um dos principais deveres do servidor público é


exatamente o de participar de movimentos e estudos e manter-se
atualizado com as normas pertinentes ao cargo que exerce e ao órgão em
que atua.

Diante disso, o gabarito é questão correta.

26 - (CESPE - IBAMA – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – 2012) Uma


psicóloga, funcionária concursada e contratada em um órgão
público, que, após atender uma servidora do órgão, sugerir que
essa servidora faça acompanhamento terapêutico em seu
consultório particular, por achar que atender nas dependências do
órgão é impróprio, estará agindo de maneira ética, já que se
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prontifica a ajudar a servidora.

Pessoal, essa atitude da psicóloga é considerada um ato de


improbidade administrativa, uma vez que atenta contra princípios da
Administração Pública, como a imparcialidade e a legalidade.

A forma como a psicóloga agiu, mesmo tentando ser legal ao se


prontificar a ajudar a servidora, é vedada, já que é proibido usar do cargo
ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e influências, para obter
qualquer favorecimento, para si ou para outrem. Deste modo, o gabarito é
questão errada.

27 - (CESPE - ANCINE – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – 2012)


Embora toda pessoa tenha o direito à verdade, é facultado ao
servidor público omiti-la, desde que o faça no interesse da própria
pessoa ou da administração pública.

Toda pessoa tem o direito à verdade. Dessa forma, o servidor público


não poderá omiti-la ou falseá-la, mesmo que contrária aos interesses da
própria pessoa interessada ou da Administração Pública.

Entretanto, nos casos de segurança nacional, por exemplo, poderá


ser permitido o sigilo, desde que seja nos termos da lei. Assim sendo, o
gabarito é questão errada.

28 - (CESPE - TRE-RJ – TÉCNICO JUDICIÁRIO – OPERAÇÃO DE


COMPUTADOR – 2012) O servidor público pode subverter e (ou)
desconsiderar a hierarquia entre cargos em situações em que
sejam comprometidos o seu bem-estar e o efetivo exercício de suas
atividades.

Um dos deveres de um servidor público é o de respeitar a


hierarquia. No entanto, ele não deve temer se tiver que representar contra
qualquer tipo de comprometimento indevido, mesmo que comprometa o
seu bem-estar ou o efetivo exercício de suas atividades.
Diante disso, ele não poderá subverter e/ou desconsiderar a
hierarquia. Entretanto, se for pressionado por qualquer um, superior, ou
não, a obter favores, benesses ou vantagens indevidas, obriga-se a

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denunciar as ações imorais, ilegais ou aéticas. O gabarito, portanto, é
questão errada.

29 - (CESPE - MPE-PI – TÉCNICO MINISTERIAL – 2012) A pena


aplicável ao servidor público por uma comissão de ética poderá ser
a de censura e, possivelmente, a de demissão, sendo que sua
fundamentação deverá constar do respectivo parecer, assinado por
todos os seus integrantes, com ciência do servidor.

Questão estaria correta, se não fosse a inclusão da pena de demissão


como aplicada pela Comissão. Todos os integrantes de uma Comissão de
Ética deverão assinar o parecer que indicará a pena de censura e, constará,
também, a assinatura do servidor faltoso, dando ciência.

Dessa forma, a Comissão de Ética só aplicará pena de censura, e não


de demissão, como dispõe o comando da questão. O gabarito, portanto, é
questão errada.

30 - (CESPE - MPE-PI – TÉCNICO MINISTERIAL – 2012) É vedado


ao servidor público, ainda que imbuído do espírito de solidariedade,
ser conivente com erro ou infração a qualquer norma do referido
código.

Questão também expressa no anexo do Código de Ética:

“XV - E vedado ao servidor público;


(...)
c) ser, em função de seu espírito de solidariedade,
conivente com erro ou infração a este Código de
Ética ou ao Código de Ética de sua profissão”.

O servidor deve tomar cuidado para não incorrer no crime de


corrupção. Logo, ele não pode nem fazer ”vista grossa” a um erro ou
infração que alguém cometa e ele tome ciência. Dessa forma, o gabarito é
questão errada.

31 - (CESPE - EBC – TÉCNICO - ADMINISTRAÇÃO – 2011) Fatos e


atos relativos à conduta do servidor no dia a dia de sua vida privada

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não podem ser considerados para acrescer ou diminuir o seu bom
conceito na vida funcional, em razão de terem ocorrido ou sido
praticados fora do local de trabalho.

Percebam que a banca repete muito esse tema nas provas. Os


candidatos costumam confundir, mesmo, pelo fato de acharem que a vida
particular de um servidor não diz respeito a mais ninguém.
Pelo contrário, pois conforme o Código de Ética, a função pública se
integra na vida particular de cada servidor. Logo, os atos e fatos praticados
em sua vida privada poderão influenciar a sua vida funcional. O gabarito,
dessa forma, é questão errada.

32 - (CESPE - EBC – TÉCNICO - ADMINISTRAÇÃO – 2011) O servidor


que, por desconhecimento das atualizações legais, pratica ato de
acordo com normas e legislações já alteradas não age em
desacordo com o referido código de ética.

Pessoal, é lógico que qualquer servidor deva manter-se atualizado


com a legislação. Não cabe, nem na esfera penal, nem na civil, nem em
nenhuma outra, alegar desconhecimento de uma lei como desculpa para
não praticar o que o comando dela impôs.
Aliás, no ordenamento jurídico brasileiro, essa obrigação de
conhecimento da lei cabe a qualquer cidadão, independente de ser servidor
público ou não. Assim sendo, o gabarito é questão errada, pois se
mantendo desatualizado, estará agindo em desacordo com o código de
ética.

33 - (CESPE - MS – TÉCNICO DE CONTABILIDADE – 2010) A pena


aplicável ao servidor público pela comissão de ética é a de censura
e sua fundamentação constará do respectivo parecer, assinado por
todos os seus integrantes, com ciência do faltoso.

Essa questão pode ser solucionada com a leitura do item XXII do


Decreto 1.171/94, senão vejamos:
“XXII - A pena aplicável ao servidor público pela
Comissão de Ética é a de censura e sua
fundamentação constará do respectivo parecer,
assinado por todos os seus integrantes, com ciência
do faltoso”.

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Como podemos observar, a banca copiou o que foi disposto no Código
de Ética. O gabarito, portanto, e questão correta.

34 - (CESPE - ABIN – OFICIAL DE INTELIGÊNCIA – 2008) Salvo os


casos de segurança nacional, investigações policiais ou interesse
superior do Estado e da administração pública, a serem
preservados em processo previamente declarado sigiloso, nos
termos da lei, a publicidade de qualquer ato administrativo
constitui requisito de eficácia e moralidade, ensejando sua omissão
um comprometimento ético contra o bem comum, imputável a
quem a negar.

Questão copiada do item VII do Decreto n° 1.171/1914, que aprovou


o código de ético profissional do servidor Público Civil do Poder Executivo
Federal, senão vejamos:
“VII - Salvo os casos de segurança nacional,
investigações policiais ou interesse superior do
Estado e da Administração Pública, a serem
preservados em processo previamente declarado
sigiloso, nos termos da lei, a publicidade de
qualquer ato administrativo constitui requisito de
eficácia e moralidade, ensejando sua omissão
comprometimento ético contra o bem comum,
imputável a quem a negar.”

Essa questão trata do princípio da publicidade, que prevê que os atos


administrativos sejam publicados, em meios oficiais, como forma de
requisito a produção de seus efeitos. Mais um CTRL+C, CTRL+V do texto
legal pela banca. O gabarito, portanto, é questão correta.

35 - (CESPE - ABIN – AGENTE DE INTELIGÊNCIA – 2008) Os fatos e


atos verificados na conduta do dia-a-dia do servidor em sua vida
privada poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida
funcional, podendo caracterizar, inclusive, violação ao Código de
Ética, o que será passível de censura.

Com já foi observado em vários momentos, a banca gosta de cobrar


esse assunto em suas provas. Lembrem-se de que os atos e fatos
observados diariamente na sua vida pessoal poderão influenciar na vida

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profissional. De modo que a função pública será tida como exercício
profissional, e se integrará na vida particular de cada servidor público.
De acordo com o inciso XXII do Código de Ética, caberá a pena de
censura a ser aplicada pela Comissão de Ética, fundamentada em parecer,
e ciência do faltoso. Dessa forma, o gabarito é questão correta.

36 - (FCC - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - ANALISTA – 2013) Quando se


determina ao servidor público que ele exerça com zelo e dedicação
as atribuições de seu cargo e atenda com presteza o público, está-
se diante de:

a) obrigação legal implícita, na medida em que são decorrentes da


interpretação dos direitos e deveres dos servidores que constam na
legislação vigente.

b) deveres morais, que somente podem ser utilizados para punição


disciplinar na hipótese de haver positivação da regra na unidade de
classificação do servidor.

c) recomendação disciplinar implícita, punível, na reiteração, com


demissão.

d) recomendação moral a todos os servidores públicos, não


havendo possibilidade de punição disciplinar em decorrência do
desatendimento, a não ser pela análise de desempenho.

e) deveres legalmente expressos, de modo que o desatendimento


possibilita a adoção de providências por parte da Administração
pública.

O comando da questão traz um dever do servidor público civil


expresso na Lei nº 8.027, de 1990, que dispõe sobre as normas de conduta
dos servidores públicos civis da União, das Autarquias e das Fundações
Públicas.
Esse dever também está expresso na Lei nº 8.112, no inciso I, artigo
116, senão vejamos:
“Art. 116. São deveres do servidor:

I - exercer com zelo e dedicação as atribuições


do cargo;

II - ser leal às instituições a que servir;

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III - observar as normas legais e regulamentares;

IV - cumprir as ordens superiores, exceto quando


manifestamente ilegais;

V - atender com presteza:

a) ao público em geral, prestando as informações


requeridas, ressalvadas as protegidas por sigilo;

b) à expedição de certidões requeridas para defesa


de direito ou esclarecimento de situações de
interesse pessoal;

c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública.

VI - levar as irregularidades de que tiver ciência em


razão do cargo ao conhecimento da autoridade
superior ou, quando houver suspeita de
envolvimento desta, ao conhecimento de outra
autoridade competente para apuração;

VII - zelar pela economia do material e a


conservação do patrimônio público;

VIII - guardar sigilo sobre assunto da repartição;

IX - manter conduta compatível com a moralidade


administrativa;

X - ser assíduo e pontual ao serviço;

XI - tratar com urbanidade as pessoas;

XII - representar contra ilegalidade, omissão ou


abuso de poder”.

Pessoal, o zelo, assim como a dignidade, o decoro, a eficácia e a


consciência dos princípios morais estão expressos, também, no Código de
Ética como um primado maior que deva nortear o servidor público, tanto
no exercício do cargo, quanto fora dele. Dessa forma, o item E está correto
e é o gabarito da questão.

37 - (FCC - INSS – PERITO MÉDICO PREVIDENCIÁRIO – 2012)

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Tratar com urbanidade as pessoas constitui:

a) regra de trato social, mas cujo descumprimento impede o


servidor de ocupar cargo de provimento em comissão.

b) regra de trato social, cujo descumprimento não acarreta sanção


administrativa para o servidor público.

c) dever legal do servidor público, cuja violação sempre acarretará


a pena de suspensão, mas não a de demissão.

d) dever legal do servidor público, cuja violação pode acarretar a


pena de advertência.

e) conduta irrelevante no serviço público, não constituindo seu


descumprimento infração legal, nem de regra de trato social.

Tratar com urbanidade está explícito no Código de Ética do Servidor


Público Civil como um dever fundamental. Entretanto, no inciso XXII do
Anexo do Decreto nº 1.171, de 1994, dispõe que caberá a pena de censura
ao servidor que não cumprir com esse dever.
Ao ler o artigo 129 da Lei 8.112/90, notamos que a pena que poderá
ser aplicada ao servidor que descumprir o dever de ter urbanidade é a de
advertência por escrito.
A letra D está correta, uma vez que a urbanidade é um dever previsto
na legislação. Quando o examinador colocou que “pode acarretar” significa
que não obrigatoriamente a pena será a de advertência. Até mesmo porque
vimos que a pena poderá ser outra. Dessa forma, o gabarito é mesmo a
letra D.

38 - (FCC - INSS – TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL – 2012) João,


servidor público federal, é membro de Comissão de Ética de
determinado órgão do Poder Executivo Federal e foi acusado do
cometimento de infração de natureza ética. Nesta hipótese, a
infração ética será apurada:

a) pelo Ministério da Justiça.

b) pelo Presidente da República.

c) pelo Ministro Chefe da Casa Civil.

d) pela Comissão de Ética Pública.

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e) pela própria Autarquia Federal a que está vinculado.

Questão tranquila desde que conheçamos o teor do artigo 2º da


Resolução nº 4, de 2001, que aprovou o Regimento Interno da Comissão
de Ética Pública.
De acordo com a Resolução, compete à Comissão de Ética Pública
o seguinte:
“Art. 2º.

(...)

I - assegurar a observância do Código de


Conduta da Alta Administração Federal, aprovado
pelo Presidente da República em 21 de agosto de
2000, pelas autoridades públicas federais por
ele abrangidas;

II - submeter ao Presidente da República


sugestões de aprimoramento do Código de Conduta
e resoluções de caráter interpretativo de suas
normas;

III - dar subsídios ao Presidente da República


e aos Ministros de Estado na tomada de
decisão concernente a atos de autoridade que
possam implicar descumprimento das normas do
Código de Conduta;

IV - apurar, de ofício ou em razão de denúncia,


condutas que possam configurar violação do
Código de Conduta, e, se for o caso, adotar as
providências nele previstas;

V - dirimir dúvidas a respeito da aplicação do


Código de Conduta e deliberar sobre os casos
omissos;

VI - colaborar, quando solicitado, com órgãos e


entidades da administração federal, estadual e
municipal, ou dos Poderes Legislativo e Judiciário;
e

VII - dar ampla divulgação ao Código de


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Conduta”.

O caso, em questão, enquadra-se no inciso IV do artigo citado acima,


como vocês devem ter percebido.
Só mais uma observação sobre essa Comissão. Ela está vinculada à
Casa Civil da Presidência da República, a qual deverá prestar suporte
técnico e administrativo. O gabarito, portanto, é letra D.

39 - (FCC - INFRAERO – ANALISTA DE SISTEMAS – 2011) João,


servidor público civil do Poder Executivo Federal, retirou da
repartição pública, sem estar legalmente autorizado, documento
pertencente ao patrimônio público. Já Maria, também servidora
pública civil do Poder Executivo Federal, deixou de utilizar avanços
técnicos e científicos do seu conhecimento para atendimento do seu
mister. Sobre os fatos narrados, é correto afirmar que:

a) nenhuma das condutas narradas constitui vedação prevista no


Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder
Executivo Federal.

b) apenas João cometeu conduta vedada pelo Código de Ética


Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.

c) apenas Maria cometeu conduta vedada pelo Código de Ética


Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.

d) ambos praticaram condutas vedadas pelo Código de Ética


Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.

e) João e Maria não estão sujeitos a Código de Ética; portanto, suas


condutas, ainda que eventualmente irregulares, deverão ser
apreciadas na seara própria.

As condutas dos dois servidores estão previstas, como vedações ao


Servidor Público, no Código de Ética Profissional do Poder Executivo
Federal, senão vejamos:
“Seção III

Das Vedações ao Servidor Público

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XV - E vedado ao servidor público;

a) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades,


tempo, posição e influências, para obter qualquer
favorecimento, para si ou para outrem;

b) prejudicar deliberadamente a reputação de


outros servidores ou de cidadãos que deles
dependam;

c) ser, em função de seu espírito de solidariedade,


conivente com erro ou infração a este Código de
Ética ou ao Código de Ética de sua profissão;

d) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o


exercício regular de direito por qualquer pessoa,
causando-lhe dano moral ou material;

e) deixar de utilizar os avanços técnicos e


científicos ao seu alcance ou do seu
conhecimento para atendimento do seu
mister;

f) permitir que perseguições, simpatias, antipatias,


caprichos, paixões ou interesses de ordem pessoal
interfiram no trato com o público, com os
jurisdicionados administrativos ou com colegas
hierarquicamente superiores ou inferiores;

g) pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber


qualquer tipo de ajuda financeira, gratificação,
prêmio, comissão, doação ou vantagem de
qualquer espécie, para si, familiares ou qualquer
pessoa, para o cumprimento da sua missão ou para
influenciar outro servidor para o mesmo fim;

h) alterar ou deturpar o teor de documentos que


deva encaminhar para providências;

i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que


necessite do atendimento em serviços públicos;

j) desviar servidor público para atendimento a


interesse particular;

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l) retirar da repartição pública, sem estar
legalmente autorizado, qualquer documento,
livro ou bem pertencente ao patrimônio
público;

m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas


n) âmbito interno de seu serviço, em benefício
próprio, de parentes, de amigos ou de terceiros;

n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora


dele habitualmente;

o) dar o seu concurso a qualquer instituição que


atente contra a moral, a honestidade ou a dignidade
da pessoa humana;

p) exercer atividade profissional aética ou ligar o


seu nome a empreendimentos de cunho duvidoso”.

Vimos que ambos praticaram condutas vedadas pelo Decreto nº


1.171, de 1994, logo o gabarito é letra D.

40 - (FCC - DPE-SP – ADMINISTRADOR – 2010) O servidor público


quando instado pela legislação a atuar de forma ética, não tem que
decidir somente entre o que é legal e ilegal, mas, acima de tudo
entre o que é:

a) oportuno e inoportuno.

b) conveniente e inconveniente.

c) honesto e desonesto.

d) público e privado.

e) bom e ruim.

Questão tranquila demais, não é verdade? Já vimos diversas vezes


as regras deontológicas previstas no Código de Ética do Servidor Público
Civil do Poder Executivo Federal.

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Umas das regras é que o servidor público não desprezará o elemento
ético de sua conduta. Tendo que decidir não somente entre o legal e o
ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o
inoportuno, mas, principalmente, entre o honesto e o desonesto.
O Gabarito, portanto, é letra C.

41 - (FCC - TRT - 24ª REGIÃO (MS) – AUXILIAR JUDICIÁRIO – 2006)


O Auxiliar Judiciário de Serviços Gerais não está feliz. Nunca foi sua
vontade exercer essa função, pois quer outros cargos e funções no
Tribunal. Por isso não se empenha no que faz, realiza suas tarefas
superficialmente e sempre procura fugir do trabalho mais pesado,
alegando problemas de saúde. A atitude desse funcionário é:

a) compreensível, pois desejar melhores funções é sempre positivo.

b) normal, pois acredita que tudo na vida é transitório.

c) eficiente, pois poderá despertar o interesse de seus superiores


para uma promoção.

d) leal, pois não gosta do que faz e demonstra publicamente seu


desinteresse.

e) errada, pois um de seus deveres é exercer com dedicação as


atribuições de seu cargo.

Pessoal, mesmo que nunca tenhamos lido o Código de Ética do


Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, por um bom senso,
conseguiríamos resolver essa questão, não é verdade?
É claro que é dever de um servidor público exercer seu cargo com
dedicação. O usuário do serviço público não tem nada a ver com os
problemas do servidor.
Mesmo que ele não goste do seu serviço, deverá prestá-lo com
dedicação, dignidade, zelo, entre outros. O gabarito, dessa forma, é a letra
E.

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Lista de Questões Trabalhadas na Aula.

1 - (FESMIP-BA – MPE-BA – ANALISTA – 2011) Examine as assertivas


abaixo.
I. Assim como a palavra “moral” vem do latim (mos, moris), a palavra
“ética” vem do grego (ethos) e ambas se referem a costumes, indicando as
regras do comportamento, as diretrizes de conduta a serem seguidas.
II. A moral social trata dos valores e das normas de conduta que são
exigidas do indivíduo para realizar sua personalidade.
III. As normas éticas são aquelas que prescrevem como o homem deve
agir.
IV. A norma ética possui, como uma de suas características, a
impossibilidade de ser violada.
Assinale a alternativa que contém as assertivas corretas.
a) I e II.
b) I e III.
c) I e IV.
d) II e III.
e) II e IV.

2 - (CESPE - INPI – TODOS OS CARGOS – 2013) O equilíbrio entre o


objetivo e o orçamento previsto poderá consolidar a moralidade do ato
administrativo na conduta do servidor público.

3 - (CESPE - INPI – TODOS OS CARGOS – 2013) Entre os primados


maiores, que devem nortear o servidor público no exercício da função,
estão o decoro e a eficácia.

4 - (CESPE - TJ-AC – ANALISTA JUDICIÁRIO – 2012) A conduta do servidor


público, no exercício do cargo ou função, ou fora dele, deve orientar-se por
valores como dignidade, decoro, zelo, eficácia e consciência dos princípios
morais.

5 - (CESPE – STM – ANALISTA – 2011)A ausência de publicidade nos atos


administrativos enseja, necessariamente, comprometimento ético.

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6 - (CESPE – STM – ANALISTA – 2011) Os integrantes da comissão de ética
deverão, durante o desempenho das atividades de membro da comissão,
se afastar do exercício de outras funções.

7 - (FCC – ALESP – CONHECIMENTOS GERAIS – 2010) Ética é o conjunto


de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um indivíduo, de um
grupo social ou de uma sociedade. A respeito de ética, considere:
I. A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios
morais são primados maiores que devem nortear o servidor público.
II. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do servidor
público, é que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo.
III. A moralidade na Administração Pública se limita à distinção entre o bem
e o mal, não devendo ser acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem
comum.
IV. A função pública deve ser tida como exercício profissional e, portanto,
se integra na vida particular de cada servidor público.
V. O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade não
deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-estar, embora,
como cidadão, seja parte integrante da sociedade.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I, II, e IV.
(B) I, III e IV.
(C) II, III e V.
(D) II, IV e V.
(E) III, IV e V.

8 - (FCC – ALESP – CONHECIMENTOS GERAIS – 2010) Considere as


seguintes afirmativas:

O servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de seus


superiores, velando atentamente por seu cumprimento, e, assim, evitando
a conduta negligente

PORQUE

os repetidos erros, o descaso e o acúmulo de desvios tornam-se, às vezes,


difíceis de corrigir e caracterizam até mesmo imprudência no desempenho
da função pública.

É correto concluir que


(A) as duas afirmativas são falsas.
(B) a primeira afirmativa é falsa e a segunda verdadeira.
(C) a primeira afirmativa é verdadeira e a segunda é falsa.
(D) as duas afirmativas são verdadeiras e a segunda justifica a primeira.

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(E) as duas afirmativas são verdadeiras e a segunda não justifica a
primeira.

9 – (FCC – DNOCS – AGENTE ADM – 2010) No que concerne às Regras


Deontológicas estabelecidas no Código de Ética Profissional do Servidor
Público Civil do Poder Executivo Federal, é correto afirmar que
(A) o trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade
deve ser entendido como obrigação, independentemente do seu próprio
bem-estar, já que, como funcionário público, integrante do Poder
Executivo, o êxito desse trabalho é requisito essencial à manutenção de
seu cargo, não dizendo respeito ao seu patrimônio e a sua vida particular.
(B) a remuneração do servidor público é custeada pelos tributos pagos
direta ou indiretamente por todos, até por ele próprio, e por isso se exige,
como contrapartida, que a moralidade administrativa se integre no Direito,
sendo dissociável de sua aplicação e de sua finalidade.
(C) a moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre
o bem e o mal, devendo ser acrescida da idéia de que o fim é sempre o
bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do
servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato
administrativo.
(D) toda pessoa tem direito à verdade, sendo que o servidor poderá omiti-
la, caso seja contrária aos interesses da própria pessoa interessada ou da
Administração Pública. Nenhum Estado pode crescer ou estabilizar-se sobre
o poder corruptivo da opressão, que sempre aniquilam até mesmo a
dignidade humana quanto mais a de uma Nação.
(E) deixar o servidor público qualquer pessoa à espera de solução que
compete ao setor em que exerça suas funções, permitindo a formação de
longas filas, ou qualquer outra espécie de atraso na prestação do serviço,
é comum e normal e, portanto, não causa dano moral aos usuários dos
serviços públicos e nem mesmo configura atitude contra a ética ou ato de
desumanidade.

10 - (CESPE - ANVISA – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – 2007) Por meio do


exercício dos princípios e valores morais no trabalho, como ser probo, reto,
leal e justo, entre outros, o servidor, além de desenvolver suas
capacidades, habilidades e competências, projeta também seus valores
éticos.

11 - (CESPE - TJ-RR – NÍVEL SUPERIOR – 2012) O servidor público que age


contra a injustiça, ainda que em prejuízo próprio, demonstra um
comportamento ético.
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12 - (FCC – MRE – OFCHAN – 2009) NÃO é considerada regra deontológica,


dentre outras, destinada ao servidor público civil do Poder Executivo
federal:
(A) A publicidade de todo e qualquer ato administrativo constitui requisito
de eficácia e moralidade, ensejando sua omissão comprometimento ético
contra o bem comum, imputável a quem a negar.
(B) O servidor deve prestar toda a atenção às ordens legais de seus
superiores, velando por seu cumprimento e evitando conduta negligente,
sendo que o descaso e o acúmulo de desvios revelam imprudência no
desempenho funcional.
(C) Toda ausência injustificada do servidor de seu local de trabalho é fator
de desmoralização do serviço público, o que quase sempre conduz à
desordem nas relações humanas.
(D) Toda pessoa tem direito à verdade, motivo pelo qual o servidor não
pode omiti-la ou falseá-la, ainda que contrária aos interesses da própria
pessoa interessada ou da Administração Pública.
(E) A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao serviço
público caracterizam o esforço pela disciplina, sendo que tratar mal uma
pessoa que paga seus tributos é causa de dano moral.

13 - (CESPE - MMA – ANALISTA AMBIENTAL II – 2011) As disposições desse


código não se restringem à conduta do servidor público no âmbito do local
de trabalho e às funções precipuamente exercidas. Nesse código, também
constam, entre as vedações que compreende, as que dizem respeito a
servidor embriagar-se fora do serviço habitualmente e a ligar seu nome a
empreendimentos de cunho duvidoso.

14 - (CESPE - IBAMA – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – 2012) É dever do


servidor público atuar em benefício da comunidade, sem levar em conta
interesses particulares, seus ou dos cidadãos.

15 - (CESPE - MPE-PI – TÉCNICO MINISTERIAL – 2012) Em cada órgão e


entidade da administração pública federal direta, indireta autárquica e
fundacional, deverá ser criada uma comissão de ética, encarregada de
orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor, no tratamento
com as pessoas e com o patrimônio público.

16 - (FCC – DNOCS – AGENTE ADM – 2010) Com relação às Comissões de


Ética dispostas no Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do
Poder Executivo Federal, considere:
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I. Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta,
indireta autárquica e fundacional, ou em qualquer órgão ou entidade que
exerça atribuições delegadas pelo poder público, deverá ser criada uma
Comissão de Ética.
II. Incumbe ao servidor fornecer seu registro da sua conduta ética para a
Comissão de Ética, encarregada da execução do quadro de carreira dos
servidores, para o efeito de instruir e fundamentar promoções e para todos
os demais procedimentos próprios da carreira do servidor público.
III. A pena aplicável ao servidor público pela Comissão de Ética é a de
censura e sua fundamentação constará do respectivo parecer, assinado por
todos os seus integrantes, com ciência do faltoso.
IV. Para fins de apuração do comprometimento ético, entende-se por
servidor público, exclusivamente, a pessoa que, por força de lei, preste
serviços de natureza permanente condicionada ao recebimento de salário
e esteja ligado direta ou indiretamente a qualquer órgão do poder estatal,
como as autarquias e as fundações públicas.
Está correto o que consta APENAS em
(A) I e III.
(B) I e II.
(C) II e III.
(D) II e IV.
(E) III e IV.

17 - (CESPE - INPI – TODOS OS CARGOS – 2013) A função pública está


relacionada ao exercício profissional e, portanto, não se integra à vida
particular de cada servidor público.

18 - (CESPE - MTE - ADMINISTRADOR – 2008) As ordens de superiores


hierárquicos devem ser sempre atendidas, sem questionamento, em
respeito à hierarquia nas relações de trabalho.

19 - (CESPE - PRF – TODOS OS CARGOS – 2012) A moralidade da


administração pública norteia-se pela distinção entre o bem e o mal e pela
noção de que sua finalidade é o bem comum.

20 - (CESPE - MPU – TÉCNICO DE APOIO ESPECIALIZADO - SEGURANÇA –


2010) Os códigos de ética expressam a filosofia de ação profissional, o que
confere verdadeiro sentido à profissão.

21 - (CESPE - MEC – TODOS OS CARGOS – 2011) Para fins de aplicação do

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Federal, entende-se por funcionário público somente o servidor efetivo ou
comissionado vinculado à administração pública direta.

22 - (CESPE - 2007 - ANVISA – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – 2007) O


servidor público jamais pode desprezar o elemento ético de sua conduta,
embora, em algumas situações, tenha de decidir entre o que é legal e ilegal.

23 - (CESPE - PRF – AGENTE ADMINISTRATIVO – 2012) Veda-se ao


servidor público a participação em movimentos político-partidários, dado o
caráter apolítico do serviço público.

24 - (CESPE - ANAC – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – 2012) A alteração do


teor de documentos é falta ética grave, caso ocorra sem autorização legal
anterior.

25 - (CESPE - TCU – AUDITOR FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO –


AUDITORIA DE OBRAS PÚBLICAS – 2011) A recusa sistemática do servidor
em participar de programas de atualização profissional promovidos pelo
próprio TCU, incluindo-se os ministrados por outras instituições, à falta de
justificativas plausíveis, fere o Código de Ética, configurando
descumprimento de dever funcional.

26 - (CESPE - IBAMA – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – 2012) Uma psicóloga,


funcionária concursada e contratada em um órgão público, que, após
atender uma servidora do órgão, sugerir que essa servidora faça
acompanhamento terapêutico em seu consultório particular, por achar que
atender nas dependências do órgão é impróprio, estará agindo de maneira
ética, já que se prontifica a ajudar a servidora.

27 - (CESPE - ANCINE – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – 2012) Embora toda


pessoa tenha o direito à verdade, é facultado ao servidor público omiti-la,
desde que o faça no interesse da própria pessoa ou da administração
pública.

28 - (CESPE - TRE-RJ – TÉCNICO JUDICIÁRIO – OPERAÇÃO DE


COMPUTADOR – 2012) O servidor público pode subverter e(ou)
desconsiderar a hierarquia entre cargos em situações em que sejam
comprometidos o seu bem-estar e o efetivo exercício de suas atividades.

29 - (CESPE - MPE-PI – TÉCNICO MINISTERIAL – 2012) A pena aplicável


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ao servidor público por uma comissão de ética poderá ser a de censura e,
possivelmente, a de demissão, sendo que sua fundamentação deverá
constar do respectivo parecer, assinado por todos os seus integrantes, com
ciência do servidor.

30 - (CESPE - MPE-PI – TÉCNICO MINISTERIAL – 2012) É vedado ao


servidor público, ainda que imbuído do espírito de solidariedade, ser
conivente com erro ou infração a qualquer norma do referido código.

31 - (CESPE - EBC – TÉCNICO - ADMINISTRAÇÃO – 2011) Fatos e atos


relativos à conduta do servidor no dia a dia de sua vida privada não podem
ser considerados para acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida
funcional, em razão de terem ocorrido ou sido praticados fora do local de
trabalho.

32 - (CESPE - EBC – TÉCNICO - ADMINISTRAÇÃO – 2011) O servidor que,


por desconhecimento das atualizações legais, pratica ato de acordo com
normas e legislações já alteradas não age em desacordo com o referido
código de ética.

33 - (CESPE - MS – TÉCNICO DE CONTABILIDADE – 2010) A pena aplicável


ao servidor público pela comissão de ética é a de censura e sua
fundamentação constará do respectivo parecer, assinado por todos os seus
integrantes, com ciência do faltoso.

34 - (CESPE - ABIN – OFICIAL DE INTELIGÊNCIA – 2008) Salvo os casos


de segurança nacional, investigações policiais ou interesse superior do
Estado e da administração pública, a serem preservados em processo
previamente declarado sigiloso, nos termos da lei, a publicidade de
qualquer ato administrativo constitui requisito de eficácia e moralidade,
ensejando sua omissão um comprometimento ético contra o bem comum,
imputável a quem a negar.

35 - (CESPE - ABIN – AGENTE DE INTELIGÊNCIA – 2008) Os fatos e atos


verificados na conduta do dia-a-dia do servidor em sua vida privada
poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional,
podendo caracterizar, inclusive, violação ao Código de Ética, o que será
passível de censura.

36 - (FCC - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - ANALISTA – 2013) Quando se determina


ao servidor público que ele exerça com zelo e dedicação as atribuições de
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seu cargo e atenda com presteza o público, está-se diante de:

a) obrigação legal implícita, na medida em que são decorrentes da


interpretação dos direitos e deveres dos servidores que constam na
legislação vigente.

b) deveres morais, que somente podem ser utilizados para punição


disciplinar na hipótese de haver positivação da regra na unidade de
classificação do servidor.

c) recomendação disciplinar implícita, punível, na reiteração, com


demissão.

d) recomendação moral a todos os servidores públicos, não havendo


possibilidade de punição disciplinar em decorrência do desatendimento, a
não ser pela análise de desempenho.

e) deveres legalmente expressos, de modo que o desatendimento


possibilita a adoção de providências por parte da Administração pública.

37 - (FCC - INSS – PERITO MÉDICO PREVIDENCIÁRIO – 2012) Tratar com


urbanidade as pessoas constitui:

a) regra de trato social, mas cujo descumprimento impede o servidor de


ocupar cargo de provimento em comissão.

b) regra de trato social, cujo descumprimento não acarreta sanção


administrativa para o servidor público.

c) dever legal do servidor público, cuja violação sempre acarretará a pena


de suspensão, mas não a de demissão.

d) dever legal do servidor público, cuja violação pode acarretar a pena de


advertência.

e) conduta irrelevante no serviço público, não constituindo seu


descumprimento infração legal, nem de regra de trato social.

Tratar com urbanidade está explícito no Código de Ética do Servidor


Público Civil como um dever fundamental. Entretanto, no inciso XXII do
Anexo do Decreto nº 1.171, de 1994, dispõe que caberá a pena de censura
ao servidor que não cumprir com esse dever.

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Ao ler o artigo 129 da Lei 8.112/90, notamos que a pena que poderá
ser aplicada ao servidor que descumprir o dever de ter urbanidade é a de
advertência por escrito.
A letra D está correta, uma vez que a urbanidade é um dever previsto
na legislação. Quando o examinador colocou que “pode acarretar” significa
que não obrigatoriamente a pena será a de advertência. Até mesmo porque
vimos que a pena poderá ser outra. Dessa forma, o gabarito é mesmo a
letra D.

38 - (FCC - INSS – TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL – 2012) João, servidor


público federal, é membro de Comissão de Ética de determinado órgão do
Poder Executivo Federal e foi acusado do cometimento de infração de
natureza ética. Nesta hipótese, a infração ética será apurada:

a) pelo Ministério da Justiça.

b) pelo Presidente da República.

c) pelo Ministro Chefe da Casa Civil.

d) pela Comissão de Ética Pública.

e) pela própria Autarquia Federal a que está vinculado.

39 - (FCC - INFRAERO – ANALISTA DE SISTEMAS – 2011) João, servidor


público civil do Poder Executivo Federal, retirou da repartição pública, sem
estar legalmente autorizado, documento pertencente ao patrimônio
público. Já Maria, também servidora pública civil do Poder Executivo
Federal, deixou de utilizar avanços técnicos e científicos do seu
conhecimento para atendimento do seu mister. Sobre os fatos narrados, é
correto afirmar que:

a) nenhuma das condutas narradas constitui vedação prevista no Código


de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.

b) apenas João cometeu conduta vedada pelo Código de Ética Profissional


do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.

c) apenas Maria cometeu conduta vedada pelo Código de Ética Profissional


do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.

d) ambos praticaram condutas vedadas pelo Código de Ética Profissional do


Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.

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e) João e Maria não estão sujeitos a Código de Ética; portanto, suas
condutas, ainda que eventualmente irregulares, deverão ser apreciadas na
seara própria.

40 - (FCC - DPE-SP – ADMINISTRADOR – 2010) O servidor público quando


instado pela legislação a atuar de forma ética, não tem que decidir somente
entre o que é legal e ilegal, mas, acima de tudo entre o que é:

a) oportuno e inoportuno.

b) conveniente e inconveniente.

c) honesto e desonesto.

d) público e privado.

e) bom e ruim.

41 - (FCC - TRT - 24ª REGIÃO (MS) – AUXILIAR JUDICIÁRIO – 2006) O


Auxiliar Judiciário de Serviços Gerais não está feliz. Nunca foi sua vontade
exercer essa função, pois quer outros cargos e funções no Tribunal. Por isso
não se empenha no que faz, realiza suas tarefas superficialmente e sempre
procura fugir do trabalho mais pesado, alegando problemas de saúde. A
atitude desse funcionário é:

a) compreensível, pois desejar melhores funções é sempre positivo.

b) normal, pois acredita que tudo na vida é transitório.

c) eficiente, pois poderá despertar o interesse de seus superiores para uma


promoção.

d) leal, pois não gosta do que faz e demonstra publicamente seu


desinteresse.

e) errada, pois um de seus deveres é exercer com dedicação as atribuições


de seu cargo.

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Gabaritos.

15. C 30. E
1. B
16. A 31. E
2. E
17. E 32. E
3. C
18. E 33. C
4. C
19. C 34. C
5. E
20. C 35. C
6. E
21. E 36. E
7. A
22. C 37. D
8. D
23. E 38. D
9. C
24. E 39. D
10. C
25. C 40. C
11. C
26. E 41. E
12. A
27. E
13. C
28. E
14. C
29. E

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Bibliografia
Valls, Á. L. (2008). O que é ética (9° Ed. ed.). São Paulo: Brasiliense.

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