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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE TECNOLOGIA ENGENHARIA MECÂNICA TECNOLOGIA DE SOLDAGEM SOLDAGEM EM

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE TECNOLOGIA ENGENHARIA MECÂNICA TECNOLOGIA DE SOLDAGEM

SOLDAGEM EM VASOS DE PRESSÃO

GIORDANO CAPRIOLI DIAS VITOR LARA TORMEN URIEL WIZNIEWSKY DE OLIVEIRA

Santa Maria, 06 de julho de 2017.

Introdução

Os vasos de pressão são equipamentos na maioria das vezes cilíndricos que

podem ser horizontais ou verticais, são construídos em aço-carbono e suas ligas, aço

inoxidável, polipropileno, fibra de vidro ou qualquer outro material resitente à pressão e as condições exigidas pelo processo a ser submetido. Os vasos de pressão servem para armazenar fluidos gasosos ou líquidos ou aindacombinações dos dois estados líquido/gasoso. Nas indústriais atuais sejam elas químicas, petroquímicas, siderurgicas, papel- celuloses, metalúrgicas, alimentícias, entre outras, os vasos de pressão são fundamentais nos processos industriais que contenham fluidos a serem armazenados ou de passagem.

Projeto e fabricação

Normalmente para determinação da fabricação de vasos de pressão os principais

parâmetros analisados e considerados do projeto são: a pressão que o mesmo poderá suportar, o fluido e a compatibilidade química do mesmo com o material de construção do vaso e o volume que este fluído vai ocupar, com estes parâmetros determinados o projetista irá definir o material de construção, espessura necessária para suportar uma dada pressão, temperatura e o tamanho/diâmetro do vaso de acordo com seu volume. De uma forma geral os vasos de pressão são construídos de chapas das mais diversas ligas e matérias primas, essas chapas são conformadas (calandradas) formando virolas que são unidas pelo processo de soldagem, assim como diversos outros elementos que

compõem os vasos de pressão como: pescoços de conexões, flanges, tampos,

tubulações, escadas, plataformas, etc. É importante a definição tanto do processo de soldagem adequado, como os mapas de soldagem com os chanfros e dimensões. Outro ponto importante é a definição da norma de projeto para o vaso de pressão, existem várias normas internacionais, no Brasil a norma utilizada é o ASME VIII (American Society of Mechanical Engineers).

A fabricação consiste na produção de todos os componentes do vaso, desde o

recebimento da matéria prima até a montagem final. É importante a inspeção do recebimento de toda a matéria prima e identificação com os respectivos certificados, corridas, entre outros, para uma correta montagem. Antes de iniciar o processo de soldagem no vaso, deve ser feita a qualificação de todos os procedimentos de soldagem e de todos os soldadores que serão empregados. Essas qualificações são estabelecidas por normas (ASME IX welding qualifications) e têm a finalidade de verificar a adequação dos procedimentos de soldagem e capacitar os soldadores em relação ao material a ser soldado. Os procedimentos de soldagem definem os parâmetros a uma determinada solda. Antes de dar início deve ser feito um estudo da sequência de soldagem e de montagem do vaso, este estudo tem a finalidade de estabelecer a ordem cronológica em que as soldas devem ser feitas. A terceira etapa é a inspeção, as soldas dos vasos devem ser submetidas a exames não destrutivos. Após o término do vaso é obrigatório uma

inspeção por teste hidrostático, onde o valor da pressão é estabelecido pelas normas de

projeto.

A soldagem é empregada na fixação de todas as partes que constituem o vaso de

pressão. Todas as soldas, onde é exercido pressão, são obrigatórias soldas de penetração total. Para as soldas não pressurizadas, a penetração total não é exigida, isto é, fora da parede de pressão do vaso tais como soldas de ligação aos suportes do vaso, acessórios, estruturas externas e soldas internas. Para vasos menores, onde não é possível a

soldagem pelo lado interno, é necessário um procedimento onde se realize uma solda pelo lado externo garantindo a qualidade da raiz e com penetração total.

garantindo a qualidade da raiz e com penetração total. Tipos usuais de solda de topo em

Tipos usuais de solda de topo em paredes do vaso

A escolha do processo de soldagem segue:

em paredes do vaso A escolha do processo de soldagem segue: O processo de soldagem pode

O processo de soldagem pode ser de forma manual ou automatizado, e devido a isto podem ocasionar descontinuidades decorrentes deste processo como: faltas de

fusão, faltas de penetração, porosidades, inclusões metálicas (tungstênio), inclusões não metálicas (escória), trincas, mordeduras, entre outras. As descontinuidades presentes na solda de forma descontrolada diminuem a resistência mecânica da mesma e podem

gerar pontos de tensão e enfraquecimento da solda, por este motivo os ensaios são

vastamente aplicados neste processo da fabricação, sendo executados para a detecção das descontinuidades que são eventualmente eliminadas ou reparadas, os ensaios normalmente aplicados em juntas soldadas de vasos de pressão são: juntas de topo (emendas longitudinais de virolas e juntas circunferências virolas com virolas e virolas com tampos) - primeiramente é realizado um ensaio visual e dimensional nos chanfros e soldas acabadas, detectando assim descontinuidades visuais, é comum realizar

juntamente com o ensaio visual o ensaio de lp (liquido penetrante) nos chanfros e passes de solda de raiz, nas soldas acabadas de topo é realizado radiografia e/ou ultrassom para a detecção de descontinuidades internas, costuma- se utilizar também o ensaio de

partículas magnéticas para a detecção de descontinuidades superficiais não visiveis a

olho nú e dificilmente detectadas pelo ensaio de radiografia e ultrassom (microtrincas superficiais). Normalmente estes ensaios de acordo com acriticidade do vaso de pressão são realizados em 100% das juntas de topo soldadas com penetração total.

Soldagem em vasos de pressão do tipo esfera

total. Soldagem em vasos de pressão do tipo esfera O tipo de união predominante nos vasos

O tipo de união predominante nos vasos de pressão do tipo esfera é união

soldada de topo, também são encontradas uniões parafusadas e rebitadas principalmente

nos acessórios da esfera

Um dos tipos de solda mais usuais é a arco elétrico por meio de eletrodos revestidos. Este processo é muito empregado para soldagens em campo tendo em vista atributos como: pode ser utilizado em qualquer posição de soldagem e possibilidade de uso em locais de difícil acesso ou sujeitos a ventos, que são condições presentes na montagem de esferas. Ressalta-se também que este processo permite a soldagem de grandes espessuras de aços carbono e a simplicidade dos equipamentos necessários:

basicamente é suficiente para realizar o processo uma fonte de energia de corrente constante, dois cabos elétricos e o eletrodo, implicando em um baixo custo de operação. Exemplo de equipamento a soldagem com eletrodos revestidos uma fonte de

energia cujas características técnicas estão descritas a seguir. r“Origo TM Arc 328 AC/DC”.

uma fonte de energia cujas características técnicas estão descritas a seguir. r “Origo T M Arc
uma fonte de energia cujas características técnicas estão descritas a seguir. r “Origo T M Arc

As principais uniões soldadas da esfera são entre as seguintes partes:

- Gomo-gomo: enquadram-se neste item todos os tipos de gomos (Equador, Trópicos e Tampas);

- Gomo do Equador - parte superior da coluna;

- Parte inferior da coluna com a parte superior da coluna.

Soldagem em vasos de pressão do tipo cilíndrico, modelo trocador de calor casco e tubo

do tipo cilíndrico, modelo trocador de calor casco e tubo Basicamente temos dois tipos de solda:

Basicamente temos dois tipos de solda: solda de selagem e solda de resistência.

- Solda de selagem: é uma solda de união do tubo ao espelho com a finalidade de não

permitir vazamento de fluido do lado do casco para o lado dos tubos e vice-versa. Nesse

tipo de solda a configuração da junta é: junta sobreposta com solda de ângulo, sem

preparação de chanfro. A soldagem é realizada com apenas um passe com adição de

metal.

- Solda de resistência: nesse tipo a resistência da solda é igual ou maior que a resistência axial do tubo, é preparado um pequeno chanfro no espelho, normalmente em meio “V” ou “J”, com 2mm de preparação e 45° de ângulo. Nessa configuração temos uma junta sobreposta com uma solda de chanfro e ângulo. É realizada em 2 passes, sendo o primeiro passe autógeno e o segundo com metal de adição. Alguns tipos aceitáveis de solda de resistência na ligação tubo x espelho:

de solda de resistência na ligação tubo x espelho: Para os dois tipos de solda o
de solda de resistência na ligação tubo x espelho: Para os dois tipos de solda o
de solda de resistência na ligação tubo x espelho: Para os dois tipos de solda o
de solda de resistência na ligação tubo x espelho: Para os dois tipos de solda o

Para os dois tipos de solda o processo mais usual é o TIG. Em alguns casos a

ligação do tubo com o espelho somente com mandrilagem não é recomendado ou é proibido.

- Serviço de classe de pressão igual ou maior que 600 ou pressão de operação superior a

1000 psi recomenda-se o uso de solda de resistência.

- Serviço com fluido letal em somente um dos lados, com pressão de operação superior

à pressão de operação do outro fluido é aceitável uso de expansão mais solda de selagem. - Serviço onde vazamento seja inadmissível para o outro lado, com pressão de operação

superior à pressão de operação do outro fluido é aceitável uso de expansão mais solda

de selagem.

Temperatura e região da solda

Em vasos de pressão submetidos a altas temperaturas pode ocorrer fluência, esta é a uma deformação plástica quando o metal fica submetido a cargas constantes e exposto a uma ambiente de elevadas temperaturas, acima da metade do ponto de fusão da liga. Se o vaso de pressão estiver em temperaturas muito baixas, isso pode fazer com que o material fique com características de material frágil o que não é desejável para vasos de pressão. Nenhuma das hipóteses de temperatura é aplicada ao vaso em questão sendo que o rompimento foi em um teste hidrostático e mesmo em operação, ele não sofre grandes mudanças de temperatura.

A região da solda é um local propício ao aparecimento de trincas, pois esta

região sofre alteração na microestrutura e é um local onde se apresentam tensões residuais, devido a isto se dá grande importância tanto nos cálculos de projeto como nas inspeções. Como o presente vaso rompeu em uma região sem soldas, podemos concluir que este não é o motivo do rompimento.

PWHT (postweld heat treatment)

Consiste no tratamento térmico realizado após soldagem, empregado para melhorar a resistência a fraturas frágeis em uniões soldadas, por meio da atenuação das tensões residuais, e aumentar a resiliência do metal na zona termicamente afetada pela solda (ZTA). As esferas fabricadas em aço carbono com espessuras acima de 37,5 mm requerem tratamento térmico após soldagem. A combustão de gás, usualmente o próprio GLP, dentro da esfera é controlada para que a estrutura seja aquecida a uma temperatura de 593ºC, definida pelo Código ASME para aço carbono, em seguida, a esfera é resfriada naturalmente pela ação do ambiente.

Inspeção de Segurança de Vasos de Pressão no Local Definitivo

NR13

Devido as variações de pressão, temperatura e fluido a ser armazenado os vasos de pressão quando não são corretamente projetados ou inspecionados, tornam-se componentes perigosos colocando em risco as pessoas envolvidas e o meio ambiente. Devido a este alto índice de periculosidade e para minimizar os impactos ambientais o

ministério do trabalho brasileiro criou a norma regulamentadora NR 13, que classifica estes equipamentos de acordo com seu potencial de risco, fornece parâmetros de

treinamento para operadores deste tipo de equipamento e parâmetros para inspeção e

manutenção periódica.

A NR 13 é uma regulamentação dos artigos 187 e 188 da CLT (Consolidação

das Leis do Trabalho). Todas as intervenções que exijam soldagem em partes que operem sob pressão devem ser seguidas de teste hidrostático, realizado pelo Profissional Habilitado, que é aquele que tem competência legal para o exercício da profissão de engenheiro na atividades referentes a projeto de construção, acompanhamento operação

e manutenção, inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras e vasos de pressão, em conformidade com a regulamentação profissional vigente no País. De acordo com a NR 13 os vasos de pressão são classificados em categorias

segundo o tipo de fluido e o potencial de risco que apresentam, conforme demonstrado

na tabela abaixo.

risco que apresentam, conforme demonstrado na tabela abaixo. A NR 13 estabeleceu ainda uma tabela de

A NR 13 estabeleceu ainda uma tabela de paradas obrigatórias para inspeção,

mesmoque aparentemente o vaso esteja operando normalmente, vide tabela abaixo que

demonstra as inspeções/verificações que devem ser feitas de acordo com a categoria do vaso.

que devem ser feitas de acordo com a categoria do vaso. - Ensaios não destrutivos São

- Ensaios não destrutivos São ensaios que não destroem nem modificam as propriedades do material

ensaiado, podendo ser executados na maioria das vezes em peças, matérias-primas, equipamentos acabados e/ou semi acabados.

O objetivo primordial dos ensaios não destrutivos ou ends, como são mais

conhecidos, é determinar a qualidade do material sob o ponto de vista de aceitação ou rejeição. Os ends podem de maneira qualitativa e/ou quantitativa determinar

características físicas, químicas e metalúrgicas dos materias e equipamentos testados,

fornecendo assim subsídios diretos e/ou indiretos para aprovação, reprovação ou simplesmente fornecendo dados para reavaliação da vida útil de um determinado equipamento ou material.

- Ensaio visual

O ensaio visual é o mais simples de todos os ends e consiste em utilizar a visão

de forma direta ou com auxílio de lentes ou lupas de aumento ou mesmo de forma

remota com auxílio de videoscópios ou boroscópios, para fazer uma avaliação preliminar das condições superficiais de um elemento ou equipamento.

- Líquido penetrante

O líquido penetrante ou lp é um ensaio que utiliza como fundamento a

propriedade de capilaridade dos líquidos, que é a capacidade destes penetrarem em pequenos oríficios ou fendas até mesmo na posição sobre-cabeça. O ensaio de lp detecta com facilidade descontinuidades como pequenas trincas e porosidades ou qualquer outro tipo de descontinuidade superficial desde que esta esteja aberta à superfície promovendo a entrada do penetrante na descontinuidade e ápos outras etapas seja revelada com uma emulsão apropriada designada de revelador.

- Partículas magnéticas Os ensaios por partículas magnéticas são muito utilizados para detecção de descontinuidades superficiais e sub-superficiais , este end baseia-se na propagação de

um campo magnético em materiais ferromagnéticos, se existirem descontinuidades nestes materias será criado um campo de fuga na descontinuidade gerando assim um pequeno campo magnético “imã” na região da descontinuidade onde é aplicada as partículas magnéticas “pó metálico ferroso” que pode ser de várias cores para contrastar com a superfície, esta partícula ferrosa se acumula nas regiões onde são formados os campos de fuga evidenciando uma descontinuidade.

- Radiografia e gamagrafia As descontinuidades internas são checadas com os ensaios radiográfico e gamagrafia, que consiste na absorção diferenciada das radiações ionizantes que podem ser os raios x e os raios y, que são os tipos de radiações comumente utilizados nestes

ensaios, tanto os raios x como os raios y são ondas eletromagnéticas de altíssimo poder

de penetração e comprimentos de onda muito pequenos de aproximadamente 1/10000 o comprimento de onda da luz visível.

- Ultrassom Os ensaios de ultrasom são amplamente utilizados para verificação de descontinuidades internas e superficiais. Estes ensaios baseiam-se na introdução de ondas mecânicas de alta frequência no interior de materias metálicos, não metálicos, ferrosos e não ferrosos. As ondas mecânicas podem ser geradas e introduzidas de várias formas dentro do material em análise, o método mais comum de geração é por efeito piezoelétrico, que é a capacidade de certos materiais de converterem energia mecânica em energia elétrica e vice-versa, estes materiais são chamados de cristais piezoelétricos ou popularmente chamados de cabeçotes, estes cristais podem ser de quartzo, titanato de bário, sulfato de lítio, etc. O equipamento de ultrasom funciona como um “sonar”, emitindo um pulso elétrico para o cabeçote (transdutor) que vibra o cristal com uma determinada frequência, introduzindo no interior do material vibrações mecânicas “ultrassons”, que se propaga com uma determinada velocidade e frequencia, existindo alguma descontinuidade no material analisado, essa vibração vai se chocar com essa descontinuidade ou interface e parte dessa energia mecânica vai retornar para o transdutor como uma reflexão com as mesmas características de propagação (velocidade

e

frequencia), neste caso o efeito é o inverso e a vibração mecânica de retorno faz vibrar

o

transdutor que gera um pulso elétrico de intensidade proporcional a enegia de retorno,

mostrando na tela do aparelho duas imformações importantes para interpretação deste sinal, a distância percorrida pelo som neste trajeto até a descontinuidade, e a intensidade deste sinal ou amplitude que está diretamente ligada com o tamanho dadescontinuidade ou da energia refletida por esta descontinuidade, com estas informações conseguimos estimar o tamanho das descontinuidades e posicionamento da mesma, no ensaio de

ultrassom existem ainda basicamente 3 tipos de ondas que podem ser introduzidas, ondas longitudinais, transversais e superficiais cada uma tem suas próprias característica e a escolha de cada tipo de onda vai depender do tipo de descontinuidade que se deseja

detectar.

depender do tipo de descontinuidade que se deseja detectar. A tabela acima demonstra os ends e
depender do tipo de descontinuidade que se deseja detectar. A tabela acima demonstra os ends e

A tabela acima demonstra os ends e suas respectivas normas aplicáveis à matéria-prima de fabricação.

Os equipamentos obrigatórios para os vasos são:

Válvulas ou outro dispositivo de segurança com pressão de abertura instalada diretamente no vaso ou no sistema que o inclui.

Dispositivo de segurança contra bloqueio inadvertido da válvula quando não estiver instalada diretamente no vaso.

Instrumento que indique pressão de operação.

Todo o vaso de pressão deve ter afixado em seu corpo, em local de fácil acesso e bem visível, placa de identificação indelével com no mínimo as seguintes informações:

Fabricante.

Número de identificação.

Ano de fabricação.

Pressão máxima de trabalho admissível PMTA.

Pressão de teste hidrostático.

Código de projeto e ano de edição.

No local, deve haver:

a) Prontuário do vaso de pressão, contendo:

Código de projeto e ano de edição.

Especificação dos materiais.

Procedimento de fabricação, montagem e inspeção final e determinação da PMTA.

Conjunto de desenhos.

Características funcionais.

Dados dos dispositivos de segurança.

Ano de fabricação.

Categoria do vaso.

b) Registro de segurança.

c) Projeto de instalação.

d) Projeto de alteração ou reparo.

e) Relatórios de inspeção.

ART

Para que a inspeção seja realizada pelo profissional, deverá ser preenchida uma

ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), que é o instrumento através do qual o profissional registra as atividades técnicas solicitadas através de contratos (escritos ou verbais) para o qual o mesmo foi contratado. Ela vem da lei nº 6.496 de 1977. É um documento com um formulário que deverá ser preenchido pelo profissional devidamente habilitado com registro/visto no CREA através da internet. Ela define os

responsáveis legais da execução de obras ou de serviços e também registra o

profissional nos Creas nas suas obras ou serviços, cargos ou funções visando o cadastramento do seu Acervo Técnico. Quando possuir vínculo contratual com pessoa jurídica, cabe ao profissional registrar a ART e à empresa/instituição o pagamento do valor correspondente a esse serviço. Devem registrar a ART todos os profissionais legalmente habilitados que exercem suas profissões em organizações que executam obras ou serviços de Engenharia, Agronomia, Geologia, Geografia ou Meteorologia. O exemplo de uma ART completa para uma prestação de serviço consta no Anexo A.

Conclusão

Desta forma concluímos que o processo de soldagem é vital para a fabricação dos vasos de pressão, pois confere melhor acabemento e confiabilidade, além disso também concluimos que não existe um ensaio melhor do que outro, a correta aplicação

e análise dos materiais e das aplicações submetidas é que determina o ensaio ou ensaios mais adequados a serem utilizados, assim como podemos observar que os vasos de pressão estão intrissicamente ligados com os ensaios tanto na fase de fabricação como na inspeção em serviço, aumentando a confiabilidade dos processos e materiais e contribuindo de forma fundamental para a continuidade de processos que envolvam os

vasos de pressão atuando de forma direta e indireta na preservação da integridade de

pessoas e do meio ambiente.

Bibliografia:

ASME SEÇÃO VIII DIVISÃO 1 Edição 2010 ASME SEÇÃO IX Edição 2010

PETROBRAS N-253 Projeto de Vaso de Pressão PETROBRAS N-268 Fabricação

de Vaso de Pressão PETROBRAS N-269 Montagem de Vaso de Pressão PETROBRAS N-466 Projeto de Trocador de Calor Casco e Tubo PETROBRAS N-1704 Requisitos Adicionais para Vaso de Pressão em Serviço com Hidrogênio PETROBRAS N-1706 - Requisitos Adicionais para Vaso de Pressão em Serviço com H2S Úmido TEMA TUBULAR EXCHANGER MANUFACTURERS ASSOCIATION - 9° Edição

ANEXO A

Dados da ART A g ê n c i a / C ó d i

Dados da ART

Agência/Código do Cedente

Registro de Contrato de Acervo Técnico sob forma de

Anotação de Responsabilidade Técnica - Lei Federal 6496/77 Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do RS

065-48/015117596

Nosso Número:

06270223.87

ART Nr : 6270223

Tipo:PRESTAÇÃO DE SERVIÇO

Participação Técnica:

INDIVIDUAL/PRINCIPAL

Convênio: NÃO É CONVÊNIO

Motivo: NORMAL

Contratado

Carteira: xxxxxxxx

Profissional:

automático

RNP: automático

Título: automático

Empresa: NENHUMA EMPRESA

 

Nr.Reg.:

Contratante

Nome: Antônio Francisco Mensch Junior Endereço:

Cidade: SANTA MARIA

Bairro.:

Telefone:

CPF/CNPJ: 010101010101011

CEP:

UF: RS

Identificação da Obra/Serviço

Proprietário: CT (UFSM)

 

Endereço da Obra/Serviço:

RORAIMA, 1000

 

CPF/CNPJ: 010101010101011

Cidade: SANTA MARIA Finalidade: EXAMINAR

 

Bairro:

CEP:97105-900

UF:RS

 

Dimensão(m²):………

Vlr Contrato(R$):

250.000,00

Honorários(R$):

 

Data Início:

06/07/2017

Prev.Fim: 1 3 /07/2017

Custo da obra(R$):

Ent.Classe:

Nenhuma

 

Atividade Técnica

 

Descrição da Obra/Serviço Soldagem em Vasos de Pressão

 

Quantidade

Unid.

Inspeção

   
   

Declaro serem verdadeiras as informações acima

 

De acordo

 
 

Local e Data

   
   

PROFISSIONAL TESTE - ENG° QUÍMICO

   

CONTRATANTE TESTE

Profissional

Contratante

    CONTRATANTE TESTE Profissional Contratante 041-8 04192.10067 50151.175069 270223.40882 7
041-8 04192.10067 50151.175069 270223.40882 7 52770000015000

041-8

04192.10067 50151.175069 270223.40882 7 52770000015000

Local de Pagamento PAGÁVEL EM QUALQUER AGÊNCIA BANCÁRIA

   

Vencimento

16/07/2017

Cedente

 

CREA-RS Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia do RS

 

Agência/Cód.Cedente

065-48/015117596

Data do documento

12/03/2012

Nr.Docto

6270223

 

Espécie DOC

DM

Aceite

NÃO

Data Processamento

09/03/2012

Nosso Número

06270223.87

Uso Banco

Carteira

 

Espécie

Quantidade

 

Valor

(=) Valor do Documento

 
 

01

 

R$

 

150,00

Instruções:

(-) Desconto/Abatimento

 

NÃO RECEBER APÓS O VENCIMENTO.

 
 

(-) Outras Deduções

(+) Mora/Multa

(+) Outros Acréscimos

(=) Valor Cobrado

Sacado: PROFISSIONAL TESTE - ENG° MECÂNICO

 

CPF: 95972013720

 

Autenticação mecânica/Ficha de compensação