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Apêndice 1

Apêndice 1

Planilhas e listas de verificação

CONTEÚDO

Planilha de Formulação de Caso na

Terapia Cognitivo‑comportamental a

261

Programação Semanal de atividades a

262

Registro de Modificação de Pensamento b

263

Definições de Erros Cognitivos c

264

Lista de Verificação de Pensamentos Automáticos c

266

Breve Lista de Verificação de Crenças Nucleares Adaptativas c

267

Diário de Sono

268

Lista de 60 Estratégias de Enfrentamento para Alucinações d

269

Lista de Escalas de Classificação de Sintomas de Autorrelato

271

Nota: Esses itens estão disponíveis para download gratuito em sua totalidade e em formato maior no site do livro em www.grupoa.com.br. É concedida permissão aos leitores para usarem essas planilhas e inventários na prática clínica. Por favor, consulte a permissão do detentor dos direitos individuais abaixo para qualquer outro uso.

a De Wright JH, Basco MR, Thase ME: Aprendendo a Terapia Cognitivo-Comportamental: Um Guia Ilustrado. Porto Alegre: Artmed, 2008. Uso com permissão. Copyright © 2008 Artmed Editora S.A.

b Reimpresso de Beck AT, Rush AJ, Shaw BF, et al: Cognitive Therapy of Depression. New York, Guilford, 1979, p. 403. Copyright © 1979 The Guilford Press. Reprintedcom permission of The Guilford Press.

c Adaptado de Wright JH, Wright AS, Beck AT: Good Days Ahead: The Multimedia Program for Cognitive Therapy, Professional Edition, Version 3.0. Louisville,KY, Mindstreet, 2010. Uso com permissão. Copyright © 2010 Mindstreet.

d Adaptado de Wright JH, Turkington D, Kingdon DG, et al: Terapia Cognitivo-Comportamental para Doen- ças Mentais Graves. Porto Alegre: Artmed, 2010.Uso com permissão. Copyright © 2010 Artmed Editora S.A.

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PLANILHA DE FORMULAÇÃO DE CASO NA TERAPIA COGNITIVO‑COMPORTAMENTAL

Nome do Paciente:

Data:

Diagnósticos/Sintomas:

Influências do desenvolvimento:

Questões Situacionais:

Fatores Biológicos, Genéticos e Médicos:

 

Pontos Fortes/Qualidades:

Metas doTratamento:

Evento 1

Evento 2

Evento 3

Pensamentos automáticos

Pensamentos automáticos

Pensamentos automáticos

Emoções

Emoções

Emoções

Comportamentos

Comportamentos

Comportamentos

Esquemas:

Hipótese deTrabalho:

Plano deTratamento:

Nota: Disponível em: www.grupoa.com.br.

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Apêndice 1

PROGRAMAÇÃO SEMANAL DE ATIVIDADES Instruções: atividades de para cada hora e depois Uma as classifique
PROGRAMAÇÃO SEMANAL DE ATIVIDADES
Instruções:
atividades de para
cada hora
e depois Uma
as classifique
em um
de 0 a que
10 para
ou grau de de domínio
realização
e para prazer Anote
(p) ou suas
quantidade
satisfação
vivenciada.
classificação
de 0 escala
significaria
você domínio
não teve (d)
sensação
ou
prazer. Uma classificação de 10 significaria que você vivenciou máximo domínio ou prazer.
Segunda‑feira
Terça‑feira
Quarta‑feira
Quinta‑feira
Sexta‑feira
Sábado
Domingo
8:00 h
9:00 h
10:00 h
11:00 h
12:00 h
13:00 h
14:00 h
15:00 h
16:00 h
17:00 h
18:00 h
19:00 h
20:00 h
21:00 h
Nota: Disponível em: www.grupoa.com.br.

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REGISTRO DE MODIFICAÇÃO DE PENSAMENTOS

Nota: Disponível em: www.grupoa.com.br.

Situação Pensamentos automáticos Emoções Resposta racional Desfecho Descreva a) Evento real que levou a uma
Situação
Pensamentos automáticos
Emoções
Resposta racional
Desfecho
Descreva
a)
Evento real que
levou a uma emoção
desagradável ou
b) Fluxo de
pensamentos que
levou a uma emoção
desagradável ou
a)
b)
Anote os pensamentos
automáticos que
precederam a emoção.
Classifique a crença
nos pensamentos
automáticos, de
0% a 100%.
a)
b)
Especifique triste,
ansioso, raivoso, etc.
Classifique o grau
de emoção, de
1% a 100%.
a)
b)
c)
Identifique os
erros cognitivos.
Anote a resposta
racional aos pensa‑
mentos automáticos.
Classifique a crença
na resposta racional,
de 0% a 100%.
a)
b)
Especifique e
classifique as
emoções subsequen‑
tes, de 0%
a 100%.
Descreva as mudanças
no comportamento.
c)
Sensações
fisiológicas
desagradáveis.

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Apêndice 1

DEFINIÇÕES DE ERROS COGNITIVOS

Ignorar as evidências Quando você ignora as evidências, você faz um julgamento (normalmente sobre suas falhas ou sobre algo que você não se considera capaz de fazer) sem verificar todas as informações. Este erro cognitivo também é chamado de filtro mental por- que você filtra – ou seleciona – as infor- mações valiosas de tópicos como:

1. vivências positivas no passado;

2. seus pontos fortes; e

3. apoio que os outros podem dar.

Tirar conclusões precipitadas Se estiver deprimido ou ansioso, você pode acabar tirando conclusões precipi- tadas. Você pode pensar imediatamente nas piores interpretações possíveis das situações. Uma vez que essas imagens negativas entram em sua mente, você pode passar a ter certeza de que coisas ruins vão acontecer.

Supergeneralização Às vezes, pode ser que você deixe um único problema significar tanto para você que ele dá o tom de tudo em sua vida. Você pode dar a uma pequena di- ficuldade ou falha um peso tão grande que ela parece definir todo o cenário. Esse tipo de erro cognitivo é chamado de supergeneralização.

Maximização ou minimização Um dos erros cognitivos mais comuns é a maximização ou minimização da rele- vância das coisas em sua vida. Quando você está deprimido ou ansioso, pode ser que maximize seus erros e minimize seus pontos fortes. Você também pode maxi- mizar os riscos de dificuldades em situa- ções e minimizar as opções ou recursos que tem para lidar com o problema.

Nota: Disponível em: www.grupoa.com.br.

Uma forma extrema de maximi- zação é às vezes chamada de catastrofi- zação. Quando você catastrofiza, auto- maticamente pensa que acontecerá o pior possível. Se você estiver tendo um ataque de pânico, sua mentese enche de pensamentos como: “Vou ter um ataque cardíaco ou um derrame” ou “Vou per-

der totalmente o controle”. Pessoas de- primidas podem achar que estão fada- das a fracassar ou estão prestes a perder tudo.

Personalização

A personalização é uma característica

clássica da ansiedade e da depressão, na

qual você passa a assumir culpa pesso-

al por tudo o que parece estar errado.

Quando você personaliza, aceita to- tal responsabilidade por uma situação problemática ou um problema, mesmo quando não há boas evidências para confirmar sua conclusão. Esse tipo de

erro cognitivo mina sua autoestima e o deixa mais deprimido. Certamente, você precisa aceitar

a responsabilidade quando comete er- ros. Confessar francamente os proble- mas pode ajudá-lo a começar a mudar

as coisas. No entanto, se você conseguir reconhecer os momentos em que está

personalizando, pode evitar colocar-se para baixo desnecessariamente e pode começar a desenvolver um estilo de pensamento mais saudável.

Pensamento do tipo tudo ou nada Um dos erros cognitivos mais danosos

– pensamento do tipo tudo ou nada –

é demonstrado pelos seguintes tipos de

pensamentos: “Nada acontece do jeito que eu quero”. “Não conseguiria lidar com isso de jeito nenhum”. “Eu sem- pre estrago tudo”. “Ela fica com tudo”. “Está tudo dando errado”. Quando você

Apêndice 1

265

deixa o pensamento do tipo tudo ou nada passar sem verifica-los, passa a ver o mundo em termos absolutos. É tudo muito bom ou tudo muito ruim. Você acredita que os outros estão indo extre- mamente bem e você está indo comple- tamente mal. O pensamento do tipo tudo ou nada também pode interferir em seu

trabalho nas tarefas. Imagine o que aconteceria se você achasse que tinha de atingir 100% de sucesso ou nem de- veria tentar. Normalmente, é melhor estabelecer metas razoáveis e perceber que as pessoas raramente são um com- pleto sucesso ou um total fracasso. A maioria das coisas na vida recai entre um e outro.

266

Apêndice 1

LISTA DE VERIFICAÇÃO DE PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS

Instruções: Marque um x ao lado de cada pensamento automático negativo que você teve nas últimas 2 semanas.

Eu deveria estar vivendo melhor. Ele/ela não me entende. Eu o/a decepcionei. Simplesmente não consigo mais me divertir. Por que sou tão fraco(a)? Estou sempre estragando as coisas. Minha vida está sem rumo. Não consigo lidar com isso. Estou fracassando. É muita coisa para mim. Não tenho muito futuro. As coisas estão fora de controle. Estou com vontade de desistir. Com certeza vai acontecer alguma coisa ruim. Deve ter algo de errado comigo.

Nota: Disponível em: www.grupoa.com.br.

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BREVE LISTA DE VERIFICAÇÃO DE CRENÇAS NUCLEARES ADAPTATIVAS

Instruções: Marque um x ao lado de cada crença nuclear que você tem.

Sou uma pessoa sólida. Se eu me dedicar de verdade a algo, vou conseguir aprender. Sou um(a) sobrevivente. Os outros confiam em mim. Eu me importo com as pessoas. As pessoas me respeitam. Se eu me preparar com antecedência, normalmente me saio melhor. Eu mereço ser respeitado(a). Gosto de desafios. Sou inteligente. Consigo entender as coisas. Sou simpático(a). Consigo lidar com o estresse. Posso aprender com meus erros e ser uma pessoa melhor. Sou um(a) bom/boa marido/esposa (e/ou pai/mãe, filho(as), amigo(a), namorado).

Nota: Disponível em: www.grupoa.com.br.

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Apêndice 1

Nota: Disponível em: www.grupoa.com.br.

DIÁRIO DE SONO Segunda‑feira Terça‑feira Quarta‑feira Quinta‑feira Sexta‑feira Sábado Domingo Hora em
DIÁRIO DE SONO
Segunda‑feira
Terça‑feira
Quarta‑feira
Quinta‑feira
Sexta‑feira
Sábado
Domingo
Hora em que
foi para a cama
Hora em que
adormeceu
Horas dormidas
Interrupções
do sono
Hora em que
despertou
Cochilos?
Qualidade
do sono
Álcool/
medicações?

Apêndice 1

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LISTA DE 60 ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO PARA ALUCINAÇÕES

Distração

1. Cantarolar

2. Falar consigo mesmo

3. Ouvir música moderna

4. Ouvir música clássica

5. Rezar

6. Meditar

7. Usar um mantra

8. Pintar

9. Imagens Mentais

10. Caminhar ao ar livre

11. Telefonar para um amigo

12. Exercício

13. Usar uma fita de áudio de relaxamento

14. Praticar ioga

15. Tomar um banho quente

16. Telefonar para seu profissional de saúde mental

17. Comparecer/passar pelo centro-diade atendimento

18. Assistir TV

19. Fazer palavras cruzadas ou quebra-cabeças

20. Jogar um jogo de computador

21. Tentar um novo passatempo

Foco

1. Corrigir as distorções cognitivas nas vozes

2. Responder racionalmente ao conteúdo das vozes

3. Usar subvocalização

4. Dispensar as vozes

5. Lembrar a si mesmo que mais nin- guém consegue ouvir as vozes

6. Telefonar para um amigo que também ouve vozes e contar que sua voz está ativa

7. Lembrar-se de tomar a medicação antipsicótica

Nota: Disponível em: www.grupoa.com.br.

8. Demonstrar controle fazendo as vozes aparecerem

9. Dar às vozes um tempo de 10 minutos em um horário específico a cada dia

10. Ouvir um áudio de terapia cognitiva discutindo o controle das vozes

11. Usar uma explicação de normalização

12. Usar respostas racionais para reduzir a raiva

13. Fazer uma lista das evidências a favor do conteúdo das vozes

14. Fazer uma lista das evidências contra o conteúdo das vozes

15. Usar imagens mentais guiadas para praticar o enfrentamento das vozes de maneira diferente

16. Fazer uma dramatização a favor e contra as vozes

17. Lembrar a si mesmo que as vozes não são ações e não precisam ser vistas como tal

18. Lembrar a si mesmo que as vozes parecem não saber de muita coisa

19. Lembrar a si mesmo que você não precisa obedecer às vozes

20. Conversar com alguém que você confie sobre o conteúdo das vozes

21. Usar respostas racionais para reduzir a vergonha

22. Usar respostas racionais para reduzir a ansiedade

23. Usar um diário para lidar com o estresse

24. Usar um diário para lidar com seu tempo

25. Planejar suas atividades diárias na noite anterior

26. Usar um diário de vozes de maneira científica

27. Mindfulness (Consciência plena)

28. Tentar usar um tampão de ouvido (primeiro no ouvido direito se for destro)

270

Apêndice 1

Métodos metacognitivos

1. Usar técnicas focadas nos esquemas

2. Aceitação

3. Assertividade

4. Usar um modelo biológico

5. Considerar visões xamanistas do ouvir vozes

6. Considerar aspectos culturais do ouvir vozes

7. Manter uma lista de comportamentos diários para provar que você não está tão mal quanto dizem as vozes

Nota: Disponível em: www.grupoa.com.br.

8. Usar um continuum relacionando seu próprio valor com o de outras pessoas

9. Fazer uma lista de suas vivências positivas na vida

10. Fazer uma lista de suas conquistas, amizades, etc.

11. Agir contra as vozes (mostrar a elas que você é melhor do que elas dizem)

Apêndice 1

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LISTA DE ESCALAS DE CLASSIFICAÇÃO DE SINTOMAS AUTORRELATADOS

• Inventário de Ansiedade de Beck www.pearsonassessments.com/pai

Beck AT, Epstein N, Brown G, et al:

An inventory for measuring clinical anxiety: psychometric properties. J ConsultClinPsychol 56:893–897,

1988

• Inventário de Depressão de Beck www.pearsonassessments.com/pai Beck AT, Ward CH, Mendelson M, et al: An inventory for measuring depression. ArchGenPsychiatry 4:

561–571, 1961

• Patient Health Questionnaire–9

www.mapi-trust.org/test/129-phq

Kroenke K, Spitzer RL, Williams JB: The PHQ-9: validity of a brief depression severity measure. J Ge- nInternMed 16:606–613, 2001

Nota: Disponível em: www.grupoa.com.br.

• Penn State Worry Questionnaire Meyer TJ, Miller ML, Metzger RL,

et al: Development and validation of the Penn State Worry Question- naire. Behav Res Ther 28:487–495,

1990

• Psychotic Symptom Rating Scales Haddock G, McCarron J, Tarrier N, et al: Scales to measure dimensions of hallucinations and delusions: the Psychotic Symptom Rating Scales (PSYRATS). PsycholMed 29:879– 889, 1999

• Quick Inventory of Depressive Symptomatology www.ids-qids.org Rush AJ, Trivedi MH, Ibrahim HM, et al: The 16-item Quick Inventory of Depressive Symptomatology (QIDS) Clinician Rating (QIDS-C) and Self-Report (QIDS-SR): a psy- chometric evaluation in patients with chronic major depression. Biol Psychiatry 54:573–583, 2003