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REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL.

Bizu: se ficar estranho, desconfie.

Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que ocorre


entre um verbo (ou um nome) e seus complementos.

Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando frases


não ambíguas, que expressem efetivamente o sentido desejado, que
sejam corretas e claras.

REGÊNCIA VERBAL

Os Verbos transitivos: aqueles que tem objeto, não tem sentido


completo, por isso precisam de complemento.
Os Verbos Intransitivos: tem sentido completo, por isso não
precisam de completo.

Termo Regente: VERBO.

A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre os verbos


e os termos que os complementam (objetos diretos e objetos
indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).

O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa capacidade


expressiva, pois oferece oportunidade de conhecermos as diversas
significações que um verbo pode assumir com a simples mudança
ou retirada de uma preposição.

Observe:

A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar.


A mãe agrada ao filho. -> agradar significa "causar agrado ou
prazer", satisfazer.

Logo, conclui-se que "agradar alguém" é diferente de "agradar a


alguém".

Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de acordo


com sua transitividade. A transitividade, porém, não é um fato
absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes formas em
frases distintas.

REGÊNCIA NOMINAL

Assim como há verbos de sentido incompleto (transitivos), há


também nomes de sentido incompletos. Substantivos, adjetivos, e,
certos advérbios, também podem, como no caso dos verbos,
solicitarem um complemento (complemento nominal) para ampliar,
ou mesmo, completar seu sentido:

• Tenho amor (nome de sentido incompleto) aos livros => compl.


nominal.

► O substantivo amor rege um complemento nominal precedido da


preposição [a]. Portanto, a relação particular, entre o nome e seu
complemento, vem sempre marcada por uma preposição: Estava
ansioso para ouvir música.

Contudo, cabe observar, que certos substantivos e adjetivos


admitem mais de uma regência, ou seja, mais de uma preposição. A
escolha desta ou daquela preposição deve, no entanto, obedecer às
exigências da clareza, da eufonia e adequar-se as diferentes nuanças
do pensamento.

Observação: Ao aprender a regência do verbo, você estará


praticamente aprendendo a regência do nome cognato (que vem da
mesma raiz do verbo). É o caso, por exemplo, do verbo obedecer e
do nome obediência. O verbo obedecer exige a preposição [a], que é
a mesma exigida pelo nome obediência. De maneira, que a regência
deste verbo e deste nome resume-se na mesma preposição [a].

Na regência nominal, não há tantos desencontros entre a norma


culta e a fala popular.