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FACULDADE METROPOLITANA DA GRANDE FORTALEZA

CURSO DE PSICOLOGIA

LUCAS LIMA DUTRA

RELATO DE EXPERIÊNCIA NO ESTAGIO DE PSICOLOGIA HOSPITALAR

FORTALEZA - CE
2018
LUCAS LIMA DUTRA

RELATO DE EXPERIÊNCIA NO ESTAGIO DE PSICOLOGIA HOSPITALAR

Relatório apresentado a disciplina Estágio


Basico II, do curso de Psicologia da Faculdade
Metropolitana da Grande Fortaleza
(FAMETRO) como requisito parcial para
aprovação na disciplina, sob a orientação do
Prof.ª Dr. Karla Corrêa Lima Miranda.

FORTALEZA
2018
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO................................................................................................................. 04
2. OBJETIVO.....................................................................................xx
3. METODOLOGIA........................................................................................... XX
4. CENÁRIO ......................................................................................... XX
5. CONCLUSÃO.....................................................................................
REFERÊNCIAS.................................................................................................................. XX
ANEXO ajeitar
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1. INTRODUÇÃO
O estagio realizado em psicologia hospitalar, representa um marco na vida do aluno,
pois, delimita uma linha imaginária que demarca a sua vida. Onde ele traça um paralelo
subjetivo através de suas experiências, do antes e depois. E nesse marco trilha experiências e
etapas de algo experimentado no REAL( EXPLICAR) que traz a tona sentimentos do aluno.
Que posteriormente possibilita no hábito, vivenciar aquilo que aprende e estuda nas teorias e
artigos propostos. Dialogando com o compartilhamento de escutas e triagens realizadas pelos
supervisados com nossa supervisora. Torna esta passagem em estagio básico, uma experiência
rica e única de se trabalhar em práxis, todas as habilidades adquiridas durante o nosso
percurso acadêmico.
Portanto no exercício destas habilidades é que o estudante matura a sua abordagem
psicológica, através das escutas e triagens realizadas. Pois estagiar o coloca em posição de
sustentador (referencia) do outro, processo em que é necessário o estudo de teoria e técnica da
abordagem para que a escuta deste outro seja embasada e sustentada pelo Estagiário, para se
escutar aquilo que o paciente traz.
E nesse processo traz a tona no estagiário, nuances que permeiam seus sentimentos,
quanto aluno, acerca de acolher e escutar o outro que se coloca como sujeito, que também
deseja e está sujeito a angustias.
No estágio básico em Psicologia Hospitalar, teve o objetivo de realizar uma triagem
em um Hospital de doenças infecciosas, Em uma unidade com Pacientes Soropositivos, que
em sua internação, passam por sofrimentos psíquicos, que impedem seu Bem-estar. Motivo
que me trouxe esta experiência de Relato. Os casos triados, devem ser mantidos por sigilo
ético, que garante a práxis do psicólogo que segue no (artigo crp sigilo). O que retrato nesta
experiência é o testemunho dos nuances que os sofrimentos trazem e o que a práxis no estagio
traz, como Estagiário, vivenciado na instituição.
Simonetii(referencia)
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2. A PRÁXIS DO ESTAGIÁRIO E SUAS IMPLICAÇÕES


As atividades de Triagem foram realizadas com pacientes soropositivos em uma enfermaria
do Hospital de doenças infecciosas, composta por dez enfermarias e vinte leitos. O estágio
conteve, dez supervisando, que foram orientados á ficar em enfermarias da instituição,
divididos em grupos, por meio de Triagens Psicológicas, que se dava com o deslocamento do
aluno a um respectivo leito, para realizar a triagem e escuta psicológica. Foram realizadas dez
Triagens ao todo realizada no próprio leito e arredores da instituição, pois o Setting é
criativo(referencia) e pode ser realizado onde se tem demanda, de escuta.
Embasada teoricamente, com a sua devida abordagem e habilidades adquiridas na formação
acadêmica, que tinha a finalidade acolher esses sujeitos, com o fim de saber mais sobre a sua
historia de vida, identificando nos casos questões pertinentes a sua subjetividade, aquilo que
não é dito, para que se dê inicio a formulações da linguagem e que ali, se desenvolva um
espaço Terapêutico de escuta para os Pacientes que se encontra em sofrimento.
O aluno ao se direcionar aos leitos, dos pacientes soropositivos, antes do Setting, deve ir
preparado teoricamente. Portanto havia uma necessidade, antes da triagem, o mesmo estar
preparado teoricamente, para realizar o atendimento e acolhimento, para indentificar ali
questões em relação a sua abordagem. Estar com o conteúdo da supervisora em dias, em
relação aos artigos necessários para estagiar e triar, os pacientes e estar em dias com a sua
analise, para que o aluno resolva suas próprias questões. Pois o movimento de ir aos leitos
deve ser sustentado pelo aluno e ele deve estar preparado ao entrar em contato com os
pacientes, que tem, inclusive, suas próprias questões para serem abordadas.
Portanto o movimento de triagem gera no aluno que não esteja preparado, sentimentos. O
primeiro sentimento presenciado, foi a falta de analise terapêutica, o estagio me instigou e
provocou sentimentos de angustias e esta experiência, foi o marco que me motivou a procurar
ajuda, sanar as questões pertinentes a minha própria subjetividade, para acolher o outro, que
se encontra em sofrimento.
Mantive sempre a questão de estudar os artigos de Hospitalar, para o embasamento teórico,
para a escuta nos leitos. O que me desafiou, foi a definição de um abordagem psicológica.
Pois me senti provocado, por não ter a definido. O estagio trouxe a tona um marco, e além de
todas as experiências vivenciadas, defini-la, foi de suma essencial para a realização da triagem
e o desejo do próprio aluno realizar a escuta. e promover um espaço terapêutico em lócus.
De pertinência das questões pessoais, a ansiedade de aproximação, gerou em mim uma grande
e impactante questão, que na ausência inicial do estagio de definição de abordagem e falta de
analise que foram posteriormente buscadas, a chegada ao leito, o movimento de chegada dos
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pacientes gerou esta ansiedade, como chegar, o que esperar na prática do contato, e o como
chegar de inicio foi muito complicado, e só a após a realização constante das triagens é que
me senti mais preparado, para o estágio. O que representou um marco acadêmico e o que me
causou grande experiência, teórica e pessoal, na práxis do cuidado e escuta.

A questão da escuta dos pacientes tem uma pertinência de sair do físico para o subjetivo, a
priori a função da triagem psicológica é fazer esse movimento, onde os pacientes ao relatar
sobre a historia de vida tragam questões pessoais sobre eles e que conjuntamente com a escuta
do estagiário, de escutar o que está além do que não é dito(referencia) realize uma
compreensão inicial do sujeito, para pensar o encaminhamento possível aos serviços
disponíveis, algo mais detalhado, acompanhamento psicológico, acompanhamento em caso de
demanda, ou finalizar o processo em caso de falta de demanda.

Trazendo ali, um momento de formulação do paciente da sua linguagem, e que a maioria dos
casos triados, tem dificuldade de realizar em um primeiro momento, da fala do paciente, pois
ela se inicia com relato constante do Hospital é de doenças e questões físicas do adoecimento.
Portanto cabe a maestria do aluno de provocar na realização, e no momento inicial, o
acolhimento ( referencia), após isso deixar fluir e deixar dizer, tudo aquilo que ele tem e traz
para que se saia do físico e ir em direção ao que lhe respeita.

Muito do que lhe respeita, naquilo que ele traz, foi observado. A atenção do hospital e voltada
para a comunidade em muitos casos de classe econômica desfavorecida, que vem do interior
ou de áreas regionais de moradia com índice de violência alta. E que o trabalho e a práxis no
hospital em muitos casos, gera um conforto melhor, que o lar que alguns pacientes possuem e
que aquele local ser perfeito, para ele, e não apresentar sofrimento, no momento da
internação, e sim um ambiente seguro que ele não está acostumado, e muitas vezes não
querem sair.

Uma questão pertinente, devido a essa comunidade é a de dependência química presente no


hospital, usuários que ficam o período de internação na abstinência dessas substancias e que
pelo modelo tradicional hospitalar, não permite o seu uso internamente, em alguns casos são
substancias que fazem mal a sua saúde, mais que é pertinente a ele o seu uso. O que torna
impossível o uso em qualquer ambiente.

Ele vai escutar o paciente, em uma conduta e um olhar de acolhimento que o guia na direção a
fala que o sujeito paciente traz. Dando a possibilidade de ele realizar algumas formulações
sobre o adoecimento ou sobre as suas angustias, desejos e anseios que passam pela sua cabeça
e angustiam seu coração.

Muito dos desejos dos pacientes são endereçado a própria equipe, que o trata com carinho, e
ali se estabelece uma transferência (referencia), e que deposita em meio ao sofrimento e
adoecimento, questões pertinente a eles. Pacientes que anseiam a visita, do medico ou da
enfermeira, que dão sentido para eles naquele período de tratamento Hospitalar.

Para eles esse período de internamento é como uma ferida narcísica, no corpo onde o
paciente que era a preterida sucumbe ao real do corpo e encontra feridas narcísica(referencia)
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de um corpo que já não e mais o que era antes, situação em que os pacientes que tinham um
determinado físico e bem-estar, passa por um período onde, aquilo que era antes não é mais, o
corpo não é o mesmo de antes e causa um sofrimento psicológico, pois ele já não e desejado,
como era antes. E na transferência disso que se deslocam para equipe por ventura, se
intensifica pela atenção e cuidado que ela oferece a alguém que está sucumbindo ao real e ter
aquele cuidado, independente de quem seja se torna algo, para eles como especial,
principalmente para os pacientes que não possuíam acompanhantes.

Este momento para eles é algo que a deixa incapacitado, e que muitos desejam sair desta
situação para voltar a trabalhar e ter renda financeira, novamente e ficam a mercê de ajuda de
familiares e amigos, pois estão incapacitados de trabalhar. Portanto Estagiar como Psicólogo
no Hospital é vivenciar sofrimentos emocionais onde pacientes perdem sua autonomia
financeira, e desejam recuperar assumindo o papel que tinha anteriormente em sua família,
como provedor do sustento e da família, em casos de pacientes que eram autônomos.

Após as triagens, eram realizadas as nossas supervisões, e todos os alunos supervisados


compartilhavam o fruto de sua experiência diária, por aproximadamente quatro meses.
Momento de grande aprendizado, pois víamos e observávamos a cada dia de estagio, como os
outros realizavam a sua triagem e este momento foi de grande importância para aprimorarmos
nossas vivencias e experiências. Este momento e todos os relatos são protegidos pelo código
de ética de psicologia(referencia). Ou seja, tudo que foi relatado a questões pessoais dos
pacientes e na supervisão estão protegidos pelo sigilo, profissional.

3. MÉTODO DE TRIAGEM
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A proposta do estagio foi se dirigir aos leitos dos pacientes e aplicar o instrumento de triagem,
o método se estabeleceu de forma qualitativa de dados e exploratória. Estabelecendo um
contato inicial de escuta com os pacientes, para a escuta. Eles se encontravam nos leitos,
porém a rotatividade era alta, ou seja, os pacientes poderiam finalizar o seu atendimento na
semana posterior.
Antes de realizar a triagem, foi estabelecido uma Rapport(referencia) para quebrar o gelo.
Então foi estabelecido que por mim que, na fase inicial se estabelecia como uma boa tarde,
como você está se sentindo. Para provocar ali, um momento de fala, sobre o que ele trás sobre
ele. Um grande aprendizado em supervisão, foi a aplicação, você sabe o que o Psicólogo faz?,
frase para estabelecer um contato com este sujeito.
Após este momento, a partir da sua fala, era direcionada para elementos da triagem, por
exemplo, elementos sobre a sua Indentifação ou Hospitalização. Vale ressaltar a importância
de sempre, deixar fluir a triagem, como proposto no método de associação livre(referencia)
para resgatar o que ele tem a dizer sem interromper. Quando este sujeito fugia muito do
assunto proposto, foi realizado um corte pelo aluno, esse corte que retrato é o momento que
tento fazer com que aquilo que ele traz, se relacione com ele. No final agradecia pelo relato e
mencionava que em caso de demanda, poderia procurar novamente, nas segundas ou quintas
feiras.
Após a escuta, sempre era pego a ficha do paciente e tudo que ele trouxe e preenchia a folha
de triagem. E em caso de demanda era pedido que se pensasse em uma possível demanda de
encaminhamento para este paciente, que posteriormente iria ser discutido na supervisão
4. CENARIO DO HOSPITAL EM UMA CONCEPÇÃO DO SUS

O Estágio foi realizado em um Hospital do estado, que se encontra em Fortaleza-CE,


foi criado no dia 31 de julho de 1970, é um órgão do estado, vinculado a Secretaria da Saúde
do Estado do, ceará. Com o corpo composto com 700 servidores, com capacidade de 120
leitos e 8 da UTI.
O Hospital, com 46 anos de historia funciona como referência em doenças infecciosas
no Estado ceará, onde atende pessoas de todo o Estado com o sistema integrante da Rede SUS
sistema único de Saúde.
Atualmente se percebe um maior cuidado em relação à saúde, que advém de um
percurso histórico de evolução do Sistema integrado de Saúde. Para tal o SUS garante o
serviço de saúde de qualidade para a população que se torna responsabilidade do Estado, a
atribuição, pois está na constituição de Saúde do Brasil que atribui cuidados para os níveis
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Federal, Estadual e Municipal (Souza,2010). Nesta lei a constituição de 1988 possibilita que a
saúde nos Hospitais seja igualitária, e de acesso universal. E que evolui a partir do
desenvolvimento da Humanidade, em contexto, que as formas de instrumentos e tecnologias,
se desenvolvem continuamente, impactando, diretamente nesse avanço. Porém em relação ao
cuidado com a implementação, do sistema no Hospital da região de Fortaleza do estado,
caracterizada por uma grande população pobre na periferia, com baixas condições monetárias
e que podem utilizar de recursos de saúde, do estado ou de Hospitais universitários grátis,
com a presença do sistema reforçado, por suas diretrizes mostra a sua relevância e
desenvolvimento dos cuidados.
Pois o Hospital conta com equipe multidisciplinar, e com vários profissionais que
integram a sua equipe para melhor atender a população. Cuidados que vão desde o tratamento
da doença especifico, com o saber medico á cuidados como a nutrição do paciente. Para se ter
um melhor atendimento, os cuidados integram o melhor bem-estar, desses pacientes
internados, e que estão passando por um sofrimento em relação a sua doença.
Esse movimento garantiu à descentralização do cuidado a população que não possuía
acesso a saúde de qualidade e igualitária que vem superando as desigualdades, pois antes da
implementação da constituição de 1988, havia uma restrição no atendimento dos hospitais
Brasileiros de 30 milhões de brasileiros sendo um sistema centralizado para a população e
tinha a saúde somente como uma ausência de doenças. Após a constituição o sistema se
tornou integrado e descentralizado para a população mais pobre e que não tinha acesso, tendo
um aumento de 30 milhões de brasileiros, para 70 milhões (Brasília: Editora do Ministério da
Saúde, 2011),

O hospital nasceu com a necessidade de tratar as doenças transmissíveis, e continuou


assim por 10 anos, tratando de doenças comuns na época (coqueluche, sarampo, difteria,
tétano neonatal, hepatites) que diminuíram, posteriormente com o advento das vacinas. Hoje
se solidifica em uma referência em atender, pacientes soropositivos para o HIV aqui no Ceará,
tratando com Humanização e profissionalismo, com reconhecimento Nacional.
Sendo assim, representa muita importância para a população, pois pacientes que
necessitem de atendimento, na área citada, são bem recebidos e tratados, com Humanização.
Os sistemas do Hospital integram atendimentos Humanizados e Multiprofissionais, onde a
população que carece de renda e que vive em situações de pobreza, e aqueles que têm alguma
condição, é tratada bem e de forma igualitária nessa instituição do Estado, ou seja, os
atendimentos são gratuitos, tendo a Missão de prestar assistência qualificada e humanizada
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em doenças infecciosas, sendo instituição de ensino e pesquisa. Mantendo sempre a visão de


futuro e ser um centro de excelência internacionalmente reconhecido em doenças infecciosas.
Os valores que constituem a instituição são Humanização; Melhoria na qualidade do
atendimento à saúde do usuário e das condições de trabalho dos profissionais. Democracia na
Gestão, excelência na gestão, ética, equidades no atendimento, responsabilidade
socioambiental, Pontualidade, compromisso com o ensino, cooperação nas relações de
trabalho, aprendizado continuo, credibilidade institucional.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Realizar o relatório foi muito gratificante pois, criou uma autopercepção sobre tudo o
que foi vivenciado e que ampliou o meu conhecimento, no seu desenvolvimento e ao mesmo
tempo um desafio, de procurar artigos se aprofundar mais sobre o assunto, e de relatar de
forma substancial, o que foi vivenciado nestes quatros meses.

O meu estagio no hospital foi um marco importante, pois nele eu defini a minha
abordagem e desenvolvi habilidades, como o movimento para procurar ajuda terapêutica,
momento que representou vários impasses e que eu vejo um desenvolvimento e
aprendizagem, pois a visita traz a experiência real daquilo, que se aprende nas teorias e artigos
da disciplina, e a presença física naquilo, traz um conjunto de sensações e percepções sobre o
que se teoriza, ampliando o campo da linguagem e da subjetividade a cerca da experiência e
da vivência, do aluno.
E no estágio, você percebe o atendimento de hoje no Hospital, consegue ver os
atendimentos Humanizados e as diretrizes do SUS na prática. Portanto foi muito gratificando
aprender, mais sobre o tema e assunto proposto de relatório.
Essa experiência me fez avançar alguns passos, sobre o conhecimento, de um lado
vejo como os atendimentos de triagem eram realizados anteriormente, de outro a evolução
que se deu ao aplicar e buscar ajuda e material teórico, para sustentar a escuta dos pacientes,
nos leitos, e a relevância deste atendimento para a população de baixa renda que não podem
pagar para um atendimento de qualidade, ou não tem acesso, sendo o primeiro contato com a
Psicologia e que o encontra gratuitamente pela instituição do Estado.
E que, com o passar do tempo, e que a cada dia, é uma oportunidade para se aprimorar
mais, e com as dificuldades e desafios, e que podemos crescer a cada passo dado, e que o
nosso Estágio representou um momento terapêutico, com aqueles pacientes da instituição do
estado, e que agradeço profundamente pela oportunidade desta experiência, deste relato de
caso.
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ACREDITO QUE:
A vida é como as frases, cheio de linhas tortas, inacabadas e imperfeitas.
Tudo tem um molde, que existe ou ainda vai ser criado, e nele temos as
nossas impressões que são impressas e expressas em infinitas possibilidades,
e nesse nuance que faz parte de uma parcela de descrição, o ser humano, se
molda a cada palavra escrita e subjetiva da sua linguagem, que dão cortesia
para o futuro e o amanhã. E a sombra por trás, representa a parcela
daquilo que fica guardado dentro de nós e que muitas vezes, não se pode ser
exprimida, porém ela, sempre estará lá e se for uma ferida, deixe que o
psicólogo, cure!
.
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REFERÊNCIAS:

BRASIL. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. SUS: avanços e desafios. Conselho


Nacional de Secretários de Saúde. – Brasília: CONASS, 2006.
BEHING,Elaine, Rossetti; BOSCHETTI, Ivanete. Política social: fundamento e história. São
Paulo.ed.9.Editora Cortez, 2011.
CARVALHO, José Murilo.Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Editora
Civilização Brasileira, 2016.
DUARTE, D. V. T. Impacto social da depressão e suas repercussões no trabalho. Revista
Eficaz-Revista cientifica online.Maringa-PR, 2010. Disponível em:
<http://www.faculdadeeficaz.com.br/revistacientificaeficaz/artigo/saude/2010/ed_03/Daisy-
ok1.pdf>. Acesso em: 17 dez. 2016.
ANEXO

[...]
PARTE DE COLOCAR FOTOS, IMAGENS, GRÁFICOS, TABELAS, INFORMAÇÕES
EXTRAS, ETC.

P
Olá! Pessoal, para o relato de experiência a ser apresentado em maio, sugiro o seguinte roteiro: 1)
Caracterizar o local visitado; 2) Quais suas primeiras sensações no serviço (o que te chamou
atenção, pontos positivos e negativos, experiência pessoal); 3) Qual o lugar que a psicologia ocupa
nesse espaço e qual o seu posicionamento quanto psicólogo (de onde falo, para quem falo, para
quem me posiciono, o que defendo); 4) Qual a efetividade desse trabalho e quais possibilidades de
intervenção; 5) Relação do lugar visitado e da saúde mental.

O relato de experiência se desenvolve a partir, da visita de dois hospitais da região de


fortaleza. O hospital universitário Walter Cantídio (UFC), São José de doenças infecciosas do estado
do ceará. Ambos os hospitais da região que conta com atendimentos que são vinculados as praticas
do SUS, porém com sistemas tradicionais de instituição. Neste relato quero ressaltar o âmbito da
instituição e as praticas do SUS. Neste relato falo como uma testemunha, e expresso conhecimentos
adquiridos a partir da formação acadêmica sobre o tema. Ressaltando que não entrarei em nomes e
relatarei praticas ou experiências de outros profissionais por questão ética, porém o que for de minha
testemunha e ótica gostaria de ressaltar para descrever as minhas impressões e expressões sobre a
experiência.
Desde a minha primeira visita a instituição e hoje eu consigo traçar um paralelo de
aprendizagem, pois a visita traz a experiência real daquilo que se aprende nas teorias e artigos da
disciplina, e a presença física naquilo, traz um conjunto de sensações e percepções sobre o que se
teoriza, ampliando o campo da linguagem e da subjetividade a cerca da experiência e da vivência.
E trabalhar e ver o psicólogo nesse âmbito de sofrimento e doenças traz a questão subjetiva do
sujeito em posição de desejante, anseios, angustias e desamparo que emerge na situação de
paciente e que precisa de um acolhimento, triagem, direcionamentos e encaminhamentos, ou até a
própria escuta para a formulação de algo se tornam muito necessário e o que eu percebo e a
importância de um psicólogo em todo o âmbito que se tenha subjetividade em jogo. O psicólogo
nesse sistema de sofrimento e fragilidade fica no meio de um fogo cruzado e tenta mediar, aquilo que
a equipe quer, em sistemas de por exemplo tradicionais, onde existe regras,etapas e processos e o
desejo de sujeitos, que variam de uma comida á utilização de certas substancias prejudiciais a saúde.
E nesse meio ele contorna e utiliza da criatividade em um Setting Caótico, para manejar os aspectos
de questões subjetivas.
Trabalhar nesse âmbito de sofrimento e muito desafiador para o psicólogo. A sua práxis e rodeada de
uma práxis em situações de riscos e á psicólogo da saúde lidando com pacientes em estágios
avançados de vida e a morte dos pacientes. Portanto os psicólogos que trabalham em situações
como esta atua em situações que são desafiadoras para ele e lhe cabe a ida freqüente ao seu
analista, para ter suporte e lidar com as suas próprias questões, para não interferir na sua práxis.
Defendo muito a sua presença em todas as instituições de saúde e acho indispensável a presença de
psicólogos nesses sistemas que pregam o SUS no cuidado dos pacientes. A meu ver não se pode
trabalhar com pessoas e esquecer-se da sua subjetividade e acolhimento na instituição. Quando a
inserção do psicólogo se tornar algo que não existe, por que já se tem em toda realidade de cuidado
e se trataria de evoluir o cuidado e a questão da inserção não se algo problemático se teria mais
atendimentos e direcionamentos da população em cuidados psicológicos e se desenvolveria outras
questões sobre saúde.
Pois este trabalho faz com que o sujeito tenha voz sobre aquilo que ele pensa, sendo acolhido e no
atendimento psicológico, pode ser identificadas questões de encaminhamentos e em um atendimento
breve, o paciente pode formular questões que o aflige. Em um modo geral a práxis do psicólogo e
elucidar a equipe dos efeitos psicológicos e da importância da emoção do sujeito e dos afetos
familiares que enlaçam o próprio cuidado desse paciente. Nesse meio ele pode achar vias e
contornos para a saúde psicológica dos pacientes e contornar e se direcionar a algo plausível da
realidade que se encaixe no melhor bem-estar biopsicosocial.
Nesse bem-estar se entra as políticas do SUS e sua importância na evolução do atendimento, e
presença, onde o sujeito também tem voz nesses hospitais no seu cuidado, que atendem a periferia
pobre de fortaleza, se torna indispensável por ter diretrizes que acolhem a população, que se tem um
sistema econômico inferior em paralelo com a qualidade do atendimento biopsicosocial das
instituições e se ver que a saúde vem se desenvolvendo gradativamente por apresentarem uma
equipe multidisciplinar em atendimentos gratuitos e que contam com uma assistência de relevância
para os sujeitos em sofrimentos psicológicos que diferem das praticas anteriores de imposto saber
medico, medicalização, internamento e isolamento dos sujeitos.