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Fundações Públicas: Estrutura e Organização da Administração Pública

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I. Fundações Púbicas

A. Conceito:

O conceito de fundação pública mais comum é o disposto no art. , IV do Decreto-Lei

200/67, com redação dada pela Lei nº 7.596/87, in verbis:

Art. 5º Para os fins desta lei, considera-se: ( )

IV - Fundação Pública - a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, criada em virtude de autorização legislativa, para o desenvolvimento de atividades que não exijam execução por órgãos ou entidades de direito público, com autonomia administrativa, patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção, e funcionamento custeado por recursos da União e de outras fontes.

[Grifos Nossos]

As fundações públicas devem se destinar às atividades que de alguma forma tenham um fim coletivo, como relacionadas à assistência social, médica e hospitalar, educação e ensino, pesquisa e atividades culturais, todas de relevo coletivo o que justifica a vinculação de bens e recursos públicos para sua realização.

Importante salientar ainda, que as fundações públicas possuem autonomia administrativa e não possuem fins lucrativos.

Ademais, há outro dispositivo legal de suma importância para a conceituação das Fundações Públicas, qual seja o inciso XIX, artigo 37 da Constituição Federal:

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

(

)

XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação

[Grifos Nossos]

Nesse sentido, temos que as Fundações Públicas devem ser instituídas por leis específicas, embora só adquira personalidade jurídica com a inscrição da escritura pública de sua constituição no Registro Civil de Pessoas Jurídicas.

B. Natureza Jurídica:

As Fundações Púbicas são categorias de entidades dotadas de personalidade jurídica, derivadas da administração indireta federal, conforme artigo do Decreto-Lei nº 200,

de 25 de fevereiro de 1967, ipisis litteris:

Art. 4º A Administração Federal compreende:

I - A Administração Direta, que se constitui dos serviços integrados na estrutura administrativa da Presidência da República e dos Ministérios.

II - A Administração Indireta, que compreende as seguintes categorias de entidades, dotadas de personalidade jurídica própria:

a) Autarquias;

b) Empresas Públicas;

c) Sociedades de Economia Mista.

d) fundações públicas.

Parágrafo único. As entidades compreendidas na Administração Indireta vinculam-se ao Ministério em cuja área de competência estiver enquadrada sua principal atividade.

[Grifos Nossos]

Sendo assim, é necessário informar que as Fundações Públicas têm como características:

dotação patrimonial, que pode ser totalmente relacionado ao poder público, ou semi-pública e semi-privada;

personalidade jurídica, pública ou privada, atribuída por Lei;

desempenho atribuído ao Estado no âmbito social;

capacidade de auto-administração;

sujeição ao controle administrativo ou tutela por parte da Administração direta, nos limites da Lei.

Quanto ao terceiro item mencionado, qual seja sobre desempenho atribuído ao Estado no âmbito social, cumpre esclarecer que corresponde à descentralização da atividade estatal, vez que a fundação é a forma adequada para o desempenho de funções de ordem social, como saúde, educação cultural, meio ambiente, assistência e tantos outros benefícios destinados aos terceiros estranhos à entidade federal.

Ademais, diante às classificações supramencionadas, ressalta-se que as Fundações Púbicas fazem parte dos órgãos da Administração Pública Indireta, conforme mencionado em dispositivo federal (artigo do Decreto-Lei nº 200/67), bem como

podem ser consideradas pessoas jurídicas de Direito Privado.

Neste sentido, há grandes controvérsias em relação ao ramo do direito, se Púbico ou Privado, relacionado às Fundações Públicas. Há, portanto, duas vertentes quanto essa classificação, são elas:

Ø aquela que defende a natureza privatística de todas as fundações públicas instituídas pelo poder público; e

Ø aquela relacionada a existência de fundações com personalidade pública e privada, sendo a primeira com modalidade de autarquia.

Entretanto, apesar do conflito classificatório, em 1988 a Constituição Federal decidiu que as fundações púbicas são pessoas jurídicas de direito público, conforme disposto no artigo 37, caput e artigo 39 da Constituição Federal:

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte ( ).

Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, no âmbito de sua competência, regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta, das autarquias e das fundações públicas.

[Grifos Nossos]

Há quem defenda, porém, que existe a possibilidade de considerar as fundações públicas como sendo pessoas jurídicas de direito privado, caso o poder público, ao instituir a fundação, atribuir-lhe tal personalidade.

Desse modo, importante ressaltar a distinção de Associação e Fundações realizada no início do Século, conforme citação de Lacerda de Almeida:

“o que caracteriza in genere os estabelecimentos, e in specie as fundações, é servirem a

um fim de utilidade pública – religioso, moral, cientifico, político ou mesmo industrial –

e nisso se distinguem das associações ou corporações – admita-se a sinomínia desses

vocábulos – as associações ou corporações são do mesmo modo e pelo mesmo título

que as pessoas físicas, fim para si, trabalham, agem, movem-se, dirigem-se para servia a

si próprias, tudo que fazem, fazem-no no interesse próprio; os direitos que admitem,

adquirem-nos para si e para si os exercem. As fundações, os institutos, os estabelecimentos são, ao contrário, estruturas destinadas a servir a certos fins de religião ou de beneficência ou de ciência ou arte etc., não são pessoas, mas coisas

personificadas, não são fins para si, adquirem direitos e exercem-nos em proveito

de certa classe de pessoas indeterminadas, ou de quaisquer pessoas indistintamente. São patrimônios administrados; a personalidade deles pode considerar-se uma abstração”.

[Grifos Nossos]

Podemos dizer, portanto, que nas fundações públicas o elemento essencial é o patrimônio destinado a certos fins que ultrapassam o âmbito da própria entidade, os quais beneficiam terceiros estranhos a ela. Na associação, por outro lado, o elemento essencial é a existência de determinados membros que se associam para atingir determinado fim que os beneficiam.

Essa distinção é aplicável às pessoas jurídicas do ramo de Direito Privado, bem como às pessoas jurídicas do ramo de Direito Público.

O Estado pode instituir pessoa jurídica constituída por sujeitos unidos para a realização de um fim, que é ao mesmo tempo público e privado, tendo em vista o interesse especifico dos associados, por exemplo, a OAB e demais entidades corporativas.

Há, ainda, a possibilidade das fundações púbicas serem constituídas como pessoas jurídicas que possuem patrimônio vinculado a um fim que irá beneficiar pessoas indeterminadas, como a Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo, Hospital das Clinicas, Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, todas constituídas por um patrimônio destinado a atingir terceiros estranhos e, obviamente, as próprias entidades.

O Estado, ao instituir pessoas jurídicas em formato de fundação, pode atribuir a ela regime jurídico administrativo, com todas as sujeições que lhe são próprias, ou sujeitá- la ao Código Civil. Nos dois casos, há o enquadramento das fundações públicas à

noção categorial do instituto da fundação, como patrimônio personalizado para a consecução de fins, que ultrapassam o âmbito da própria entidade.

Portanto, as fundações públicas podem ser instituídas pelo poder público como o patrimônio, total ou parcialmente público, dotado de personalidade jurídica, de direito

público ou privado, controlado pela administração pública, com capacidade de auto- administração, desde que, nos limites da Lei.

C. Critérios diferenciadores dos regimes público e privado:

Para definir se as Fundações Públicas são públicas ou privadas, a análise da lei instituidora é imprescindível, tendo os doutrinadores fixados alguns critérios de diferenciação que nela podem ser identificados:

inexigibilidade de inscrição de seus atos constitutivos no Registro Civil das Pessoas Jurídicas para as de direito público, porque a sua personalidade já decorre da lei (Di Pietro);

titularidade de poderes públicos e não meramente o exercício deles (Bandeira de Melo);

origem dos recursos, serão de direito público aquelas cujos recursos tiverem previsão própria no orçamento da pessoa federativa e que, por isso mesmo, sejam mantidas por tais verbas, sendo de direito privado aquelas que sobreviverem basicamente com as rendas dos serviços que prestem e com outras rendas e doações oriundas de terceiros (Carvalho Filho);

natureza das atividades, para Justen Filho se a fundação "envolver um processo de descentralização de competências próprias e inerentes à Administração direta, o único regime jurídico admissível será o público";

regime jurídico, titularidade de poderes e natureza dos serviços prestados (STF – ADI 191/RS: "A distinção entre fundações públicas e privadas decorre da forma como foram criadas, da opção legal pelo regime jurídico a que se submetem, da titularidade de poderes e também da natureza dos serviços por elas prestados”).

As fundações públicas reconhecidas como de direito privado devem obediência às seguintes normas de natureza pública, além daquelas previstas na lei instituidora:

subordinação à fiscalização, controle e gestão financeira, o que inclui fiscalização pelo Tribunal de Contas e controle administrativo, exercido pelo Poder Executivo, com sujeição a todas as medidas indicadas no artigo 26 do Decreto-lei nº 200

(arts. 49, X, 72 e 73 da Constituição);constituição autorizada em lei (art. , II, da

a sua extinção somente poderá ser feita por lei; nesse aspecto, fica derrogado o art. 69 do Código Civil, que prevê as formas de extinção da fundação, inaplicáveis

às fundações governamentais;

equiparação dos seus empregados (sujeitos ao regime trabalhista comum CLT)

aos funcionários públicos para os fins previstos no art. 37 da Constituição,

inclusive acumulação de cargos e aprovação em concurso público, para fins criminais (art. 327 do Código Penal) e para fins de improbidade administrativa

(arts. e da Lei nº 8429/92);

sujeição dos seus dirigentes a mandado de segurança quando exerçam funções delegadas do poder público (art. , § 1º, da Lei nº 1533/51 e art. , LXXIII, da

CF), cabimento de ação popular contra atos lesivos do seu patrimônio (art. da

Lei nº 4717/65 e art. , LXXIII, da CF), legitimidade ativa para propor ação civil

pública (art. da Lei nº 7.347/86);

juízo privativo na esfera estadual;

submissão à Lei nº 8666/93, nas licitações e contratos;

em matéria de finanças públicas, as exigências contidas nos arts. 52, VII, 169 e

imunidade tributária referente ao imposto sobre o patrimônio, a renda ou serviços vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes (art. 150,

Conclusão

com esse trabalho concluímos que as fundação pública são entidades que fazem parte da administração indireta, é dotada de personalidade jurídica de direito privado, criada em virtude de autorização legislativa, para o desenvolvimento de atividades que não exijam execução por órgãos ou entidades de direito público, com autonomia administrativa, sem fins lucrativos, patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção, e funcionamento custeado por recursos da união e de outras fontes

Em que momento a pessoa jurídica passa a ter existência legal?

A pessoa jurídica passa a ter existência legal a partir do registro dos seus atos

constitutivos, que podem ser o Estatuto ou Contrato Social, na forma do que dispõe o art. 45, do Código Civil. Em geral, estes atos constitutivos da pessoa jurídica são

registrados ou na junta comercial, ou no CRPJ (Cartório de Registro da Pessoa Jurídica). Ausente o registro da pessoa jurídica, temos uma mera sociedade irregular ou de fato, tratada como ente despersonificado pelas regras do Direito Empresarial (artigos 986 e seguintes), caso em que os seus sócios passam a ter responsabilidade pessoal pelos débitos sociais.

É importante ressaltar que, em situações especiais, para que se possa constituir a

pessoa jurídica exige-se a obtenção de uma autorização específica do poder executivo,

a exemplo daquela dada pelo Banco Central aos bancos ou da autorização concedida pela SUSEP às seguradoras.

Vale lembrar ainda de entes despersonalizados (ou com personificação anômala), os quais, embora sem configurar tecnicamente uma pessoa jurídica, têm capacidade processual (caso do condomínio, do espólio e das outras entidades referidas no Art. 12,

do CPC).

Veja-se, o que dispõe o art. 45 do Código Civil, in verbis :

Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo. Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do

ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro.

Pessoas jurídicas de direito privado

Conforme o Art. 44 do Código Civil brasileiro de 2002, são pessoas jurídicas de direito privado: as associações, as sociedades, as fundações, as organizações religiosas, os partidos políticos e as empresas individuais de responsabilidade limitada. As pessoas jurídicas de direito privado são instituídas por iniciativa de particulares.

As pessoas jurídicas de direito privado dividem-se em duas categorias: de um lado, as estatais; de outro, as particulares. Para essa classificação interessa a origem dos recursos empregados na constituição da pessoa, posto que são estatais aquelas para cujo capital houve contribuição do Poder Público (sociedades de economia mista, empresas públicas) e particulares as constituídas apenas com recursos particulares.

OBJETIVO Definir pessoa jurídica de direito público interno e externo, de acordo com o Código Civil vigente.

Pessoas jurídicas de direito público são aquelas geralmente criadas por lei, constituindo-

se na representação jurídica de países, estados e municípios, além de outros entes que

formam a chamada Administração Pública.

Pessoas Jurídicas de Direito Público Interno

Diz o Código Civil:

entes que formam a cha mada Administração Pública. Pessoas Jurídicas de Direito Público Interno Diz o

Art. 41 – São pessoas jurídicas de direito público interno:

I - a União;

II - os Estados, o Distrito Federal e os Territórios;

III - os Municípios;

IV - as autarquias;

V - as demais entidades de caráter público criadas por lei.

Parágrafo único. Salvo disposição em contrário, as pessoas jurídicas de direito público, a que se tenha dado estrutura de direito privado, regem-se, no que couber, quanto ao

seu funcionamento, pelas normas deste Código.”

Dos três primeiros incisos constam as pessoas que formam o Estado brasileiro, previstas constitucionalmente, ou seja, que têm poderes políticos e administrativos:

I – União, que representa o governo federal, o ente maior que chamamos Brasil, tendo soberania e autonomia.

II – Os Estados, Distrito Federal e os Territórios, que são a primeira divisão interna da União. Trata-se de entes autônomos, que conjuntamente formam a federação. Exemplo:

São Paulo, Paraná, Pernambuco.

III – Os Municípios são subdivisões dos Estados e Território que também formam pessoas jurídicas, como o município de São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba.

As autarquias e demais entidades públicas também são criadas por lei, mas somente

têm poder administrativo, estando sempre vinculadas à União, a um Estado ou Município. São parte da chamada administração indireta ou descentralizada e têm funções específicas.

Pessoas Jurídicas de Direito Público Externo

Diz o Código Civil:

Art. 42 – São pessoas jurídicas de direito público externo os Estados estrangeiros e

todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público.”

Pessoas jurídicas de direito público externo são, portanto, aquelas regulamentadas por

normas de Direito Internacional e reconhecidas pela legislação interna. São os países

(como França, Rússia, Argentina), suas divisões administrativas (Flórida, Paris, Córdoba),

além dos organismos internacionais (ONU – Organização das Nações Unidas, FMI –

Fundo Monetário Internacional).

Qual a diferença entre pessoa física e jurídica?

Basicamente, todo ser humano é uma pessoa física e as empresas são pessoas jurídicas. No Código Civil, existem muitas diferenças entre os dois termos, tanto sobre a definição quanto em relação a direitos e deveres. Segundo a advogada Carolina Defilippi, todo mundo é considerado PF ao nascer, mesmo que não tenha CPF, o cadastro na Receita Federal. Já a PJ é um conjunto de pessoas ou bens criado de acordo com a lei e com uma finalidade – que pode ser administração, prestação de serviços, produção ou comercialização de produtos.

Sempre há uma pessoa física responsável pela jurídica e, em alguns casos, o indivíduo poderá responder por problemas na empresa

QUEM É

Física

Todo ser humano que nasce com vida

Jurídica

País, estados e municípios, empresas, associações, igrejas e partidos políticos

ALGUNS DIREITOS

Física

Pode votar e ser eleito para cargos públicos (como presidente da República), tem direito a seu nome, privacidade e proteção

Jurídica

Seu nome e seu logotipo são direitos garantidos, assim como a propriedade intelectual e o sigilo industrial

O QUE PRECISA

Física

É necessário nascer com vida, independentemente de ter um registro ou documento

Jurídica

É obrigatório registrar-se nos órgãos competentes e ter finalidade legal

PRINCIPAIS REGISTROS

Física

Certidão de nascimento e cadastro de pessoas físicas (CPF)

Jurídica

Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), inscrições estadual e municipal

O que é pessoa jurídica?

Pessoa jurídica é um entidade formada por indivíduos e reconhecida pelo Estado como detentora de direitos e deveres. O termo pode se referir a empresas, governos, organizações ou qualquer grupo criado com uma finalidade específica.

Ainda que seja formada por uma ou mais pessoas físicas, que são as responsáveis pela entidade criada, a pessoa jurídica (juridical person, em inglês) possui uma personalidade jurídica independente e diferenciada em relação a cada um de seus membros.

Isso significa que a pessoa jurídica é representada enquanto entidade própria perante a Justiça e o Estado, aos quais responde por seus atos. Ou seja, a princípio, a pessoa jurídica e as pessoas físicas que a compõem não se confundem.

Apesar de haver essa diferenciação clara entre a entidade e seus responsáveis, para a Justiça, membros de uma pessoa jurídica também podem ser individualmente responsabilizados por atos da entidade que representam.

Isso acontece, por exemplo, quando se comprova que um delito cometido por uma empresa foi decorrente da decisão de um de seus gestores. Nesse caso, tanto a empresa quanto o gestor podem responder separadamente perante a Justiça.

Tipos de pessoas jurídicas

Segundo o Código Civil, existe mais de uma classificação de pessoa jurídica. Elas diferentes na forma como são constituídas e nas leis às quais respondem.

Pessoa jurídica de direito público interno

Geralmente criadas por lei, são aquelas que representam juridicamente a União, os estados e os municípios, além das autarquias e de todos os outros órgãos que foram a administração pública.

Pessoa jurídica de direito público externo

São os Estados estrangeiros e organismos internacionais como, por exemplo, a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). As pessoas jurídicas de direito público externo respondem pelas normas do direito internacional, que são reconhecidas pela legislação interna brasileira.

Pessoa jurídica de direito privado

É aquela constituída a partir da iniciativa de seus membros - ao contrário da pessoa física, que adquire esse estatuto a partir do seu nascimento, e da pessoa jurídica de direito público, que é criada por lei.

A pessoa jurídica de direito privado precisa ser formalmente registrada nos órgãos competentes para passar a existir perante a lei. Os registros mais comuns são o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e as inscrições municipais e estaduais.

O ato jurídico que representa o trâmite administrativo para a criação de uma pessoa jurídica é chamado de constituição.

As pessoas jurídicas de direito privado podem ser tanto particulares como estatais. O que diferencia é a origem dos recursos usados em sua constituição.

As estatais são as pessoas jurídicas que contam com a participação do poder público, como as sociedades de economia mista e as empresas públicas. Já a outra categoria enquadra as entidades constituídas apenas com recursos particulares.

Segundo a legislação brasileira, existem seis tipos de pessoas jurídicas de direito privado:

Associações

Sociedades

Fundações

Organizações religiosas

Partidos políticos

Empresas individuais de responsabilidade limitada

Qual a diferença entre pessoa física e pessoa jurídica?

A diferença entre a pessoa física e a pessoa jurídica é que, enquanto o termo pessoa física se refere a um indivíduo concreto, um ser humano, a pessoa jurídica representa um sujeito abstrato, como as empresas, as associações, as administrações públicas, dentre outros.

1 Ato constitutivo

Considerado na sua essência ou resultado, o ato constitutivo é o que tem poder de constituir, estabelecendo assim um direito ou um dever característico, essencial.

Ato constitutivo pode ser considerado o mesmo que Contrato Social ou Estatuto. Documento redigido de acordo com determinadas normas, susceptível de produzir conseqüências jurídicas. Ato de constituir, estabelecer, firmar estatuto.

2 O que é o Contrato Social e qual a função dele?

O Contrato Social é a certidão de nascimento da empresa. Nele que irão constar todos os dados básicos do negócio, como: quem são os sócios, qual o endereço da sede, quais os deveres de cada sócio com o empreendimento e qual o ramo de atuação, entre várias outras coisas!

Toda empresa no Brasil necessita de um contrato social para poder operar e se registrar nos órgãos públicos. Ele será utilizado também para participar de licitações do governo e realizar a abertura da sua conta bancária.

Os tipos de Contrato Social

O contrato social tem variações de formato, dependendo da natureza jurídica da empresa. É que cada tipo de empresa tem uma versão do contrato social. Vamos à elas:

O Contrato Social da Sociedade Limitada - LTDA

Na verdade, contrato social é o nome da certidão de nascimento de uma sociedade limitada. Ele leva em consideração as regras deste regime, podendo ser alterado, se necessário. Isso é importante caso a sua empresa esteja definindo as atividades ainda ou precise de constante atualização do ramo de atuação.

O Contrato Social do EI - Empresário Individual

O contrato social do Empresário Individual chama-se Requerimento de Empresário, e

nada mais é do que um formulário estabelecido pelo Governo Federal, para ser utilizado como um substituto do Contrato Social nas empresas que forem abertas na modalidade de Empresário Individual. O Requerimento tem uma desvantagem, não podendo ser alterado - nada de cláusulas extras e alterações. É um formato mais recomendado para empresas que possuem uma atividade já estabelecida no mercado, sem previsões de mudanças a médio prazo pelo menos.

Contrato Social para EIRELI

Já o contrato social para empresas EIRELI chama-se Ato Constitutivo e serve aos

mesmos propósitos dos já citados Contrato Social e Requerimento de Empresário. Neste documento será possível incluir cláusulas extras e adequá-lo para o melhor uso da empresa. A sua diferença em relação ao contrato social está nas cláusulas padrões, que são alteradas para se adequar a legislação da EIRELI.

Como funciona a emissão do contrato social

O contrato social tem um modelo padrão em cada um dos tipos de empresa. É a partir

deste modelo que você pode construir o seu, para facilitar. E olha que legal: seja a sua

empresa EIRELI, LTDA ou EI, a emissão deste documento de nascimento estará inclusa no seu processo de abertura aqui na Contabilizei - você fica tranquilo para cuidar dos outros detalhes do seu negócio. Confira os modelos abaixo:

Além disso com a modernização dos sistemas do Governo para a abertura da empresa, muitas Juntas Comerciais emitem automaticamente Contrato Social, Ato Constitutivo e

Requerimento de Empresário, baseados em um modelo nacional, sendo possível acrescentar cláusulas extras.

Inclusive, em alguns casos, as juntas comerciais exigem que Contrato seja expedido através do sistema online deles, incluindo as cláusulas extras para que já fiquem de acordo com o modelo da Junta Comercial.

Este processo é necessário por motivos de segurança, pois no contrato haverá uma chancela digital validada pela Junta, para evitar fraudes e cópias forjadas do documento.

A digitalização deste serviço é uma tendência: muitas Juntas Comerciais já descartaram totalmente a autenticação física dos documentos oficiais de empresas - é tudo digital, via e-mails. Fácil, assim como a contabilidade aqui com a Contabilizei.

Contrato Social físico e validação digital

Caso você possua seus documentos impressos, eles terão no rodapé uma chancela digital do órgão, que irá validar qualquer impressão que você realizar como um documento oficial e original.

A consulta do contrato social poderá ser feita na Junta Comercial do seu estado. Você poderá também fazer o requerimento de uma segunda via no site da Junta, e o custo deste serviço varia dependendo do seu estado.

Contrato Social e abertura de empresa grátis

Lembrando que, se você estiver abrindo sua empresa (de graça!) com a Contabilizei, nós vamos elaborar o contrato social e você receberá o documento por e-mail assim que estiver pronto e aprovado pela Junta Comercial.

Conte com a orientação e os serviços da nossa equipe em todo o processo de abertura da sua empresa e também do seu Contrato Social.

3 O estatuto (definições):

1 regulamento ou conjunto de regras de organização e funcionamento de uma

coletividade, instituição, órgão, estabelecimento, empresa pública ou privada.

2 lei ou conjunto de leis que disciplinam as relações jurídicas que possam incidir sobre as pessoas ou coisas. Origem

Estatuto social

O estatuto social pode ser compreendido como um conjunto de regras que regem funções, atos e objetivos de um certo órgão, e é confeccionado a partir das opiniões de seus associados para abarcar as necessidades de todos.

O estatuto deve, necessariamente, levar em consideração um determinado padrão, mas

seu conteúdo principal depende das diretrizes da cooperativa, de forma que um estatuto nunca assemelha-se a outro, já que a área de atuação, os objetivos e metas

são diferentes.

É um direito (e também um dever) de cada associado conhecer o estatuto social de sua cooperativa ou sociedade, possuir o conteúdo de todas as normas que foram estabelecidas mediante aprovação dos envolvidos, e também da constituição ou reforma estatuária.

O portfólio do estatuto se baseia na doutrina, filosofia, princípios do cooperativismo, e

na legislação específica para cooperativas (Lei 5.764/71).

O estatuto social existe para ser de conhecimento geral, já que as informações e o

cumprimento do seu conteúdo são de interesse dos associados.

Afinal, quais as funcionalidades do estatuto social?

É

utilizado por sociedades, cooperativas e entidades sem fins lucrativos. Funciona como

o

manual desses órgãos.

Através das cláusulas é que se compreende como deverá ser o relacionamento interno e externo de uma sociedade, atribuindo-se a entidade ao empreendimento.

Em suas normas é que se identifica a sua qualificação, o tipo jurídico de sociedade, o seu objetivo social, a denominação, a forma de integralização do capital social, a localização, a data de encerramento do exercício social, o prazo de duração da sociedade, o foro contratual, etc.

O registro do estatuto deve ocorrer na Junta Comercial do Estado, ou até mesmo em Cartórios de Registro de Pessoas Jurídicas, levando em consideração a natureza jurídica da sociedade, por exemplo: no caso de uma sociedade de advogados, o registro será feito na OAB.

Em que momento a pessoa jurídica passa a ter existência legal?

A pessoa jurídica passa a ter existência legal a partir do registro dos seus atos

constitutivos, que podem ser o Estatuto ou Contrato Social, na forma do que dispõe o art. 45, do Código Civil. Em geral, estes atos constitutivos da pessoa jurídica são registrados ou na junta comercial, ou no CRPJ (Cartório de Registro da Pessoa Jurídica).

Ausente o registro da pessoa jurídica, temos uma mera sociedade irregular ou de fato, tratada como ente despersonificado pelas regras do Direito Empresarial (artigos 986 e seguintes), caso em que os seus sócios passam a ter responsabilidade pessoal pelos débitos sociais.

É importante ressaltar que, em situações especiais, para que se possa constituir a

pessoa jurídica exige-se a obtenção de uma autorização específica do poder executivo,

a exemplo daquela dada pelo Banco Central aos bancos ou da autorização concedida pela SUSEP às seguradoras.

Vale lembrar ainda de entes despersonalizados (ou com personificação anômala), os quais, embora sem configurar tecnicamente uma pessoa jurídica, têm capacidade processual (caso do condomínio, do espólio e das outras entidades referidas no Art. 12,

do CPC).

Veja-se, o que dispõe o art. 45 do Código Civil, in verbis :

Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo. Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do

ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro.

Informações úteis para registrar o seu título

A importância do Registro de Pessoas Jurídicas

O artigo 1.150 do Código Civil (Lei 10.406/2002) e o artigo 114 e seguintes da Lei

n 6.015/73 (Lei dos Registros Públicos), determinam que os atos constitutivos e as

alterações de Sociedades Simples, Associações e Fundações serão inscritos no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, bem como a matrícula de rádios, jornais e periódicos.

A pessoa jurídica passa a ter existência legal a partir do registro dos seus atos constitutivos, que podem ser o Estatuto ou Contrato Social, na forma do que dispõe o art. 45, do Código Civil.

Ou seja, a existência legal da pessoa jurídica de direito privado começa a partir da efetivação do registro dos seus atos constitutivos no órgão competente, o qual, no caso das Sociedades Simples, Associações e Fundações, é o Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas.

Se esses atos constitutivos da pessoa jurídica não forem registrados no Cartório de Registro de Pessoa Jurídicas, tem-se uma mera sociedade irregular ou de fato, tratada como ente despersonificado pelas regras do Direito Empresarial (artigos 986 e seguintes), caso em que os seus sócios passam a ter responsabilidade pessoal pelos débitos sociais.

Estabelece o Código Civil de 2002, no art. 45, in verbis :

“Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo. Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro”.

Junta Comercial: o que é e para que serve?

Junta Comercial: o que é e para que serve? O que faz uma Junta Comercial? Você

O que faz uma Junta Comercial? Você sabe dizer?

Se não tem a resposta e planeja abrir uma empresa, essa é a hora perfeita para descobrir.

Neste artigo, vamos entender por que esse órgão é tão importante para o pontapé inicial na sua vida empreendedora.

Se você está planejando abrir uma empresa ou vive o processo de criação do seu próprio negócio, vale saber o que é Junta Comercial.

Afinal, é bastante provável que vá precisar dos serviços desse órgão estadual.

A legislação brasileira prevê a passagem por ele para a obtenção do registro de pessoa

jurídica, que é diferente do CNPJ.

É mais uma das etapas burocráticas, mas necessárias para tirar do papel o seu sonho de empreender.

Além de descobrir o que é registro na Junta Comercial do Estado, vamos ver neste artigo em quais situações o órgão é bastante útil.

Como na consulta do contrato social da empresa, sua inscrição, NIRE, certidão

simplificada da Junta Comercial e muito mais.

Também abordaremos quais serviços podem ser realizados a partir do site da Junta Comercial.

Empreendedores alcançaram o sucesso em seus negócios com a ajuda da conta.MOBI. Faça como eles.

Trazendo dicas para que você possa verificar se no seu estado há uma Junta Comercial online.

Juntos, vamos descobrir que lidar com toda a documentação para a abertura do

negócio pode ser menos complicado do que parece.

Com toda certeza, um obstáculo pequeno para uma conquista que tem tudo para ser gigante.

E se você se enquadra na crescente e vantajosa categoria de microempreendedor

individual, verá que a formalização é ainda mais fácil.

Quem não gostaria de boas notícias assim, não é mesmo?

Índice

Se você é empreendedor, já deve ter escutado falar deste órgão governamental, responsável pelo registro

Se você é empreendedor, já deve ter escutado falar deste órgão governamental, responsável pelo registro de empresas. Se ainda não tinha ouvido falar da Junta Comercial, algo pode estar errado!

A Junta Comercial é um órgão governamental que registra atividades relativas a

empresas e sociedades empresariais.

Cada estado tem sua Junta Comercial própria com o acervo de registros de empresas em todas as cidades daquele estado.

Sendo assim, a Junta de cada estado é representada por uma sigla diferente.

Embora os serviços oferecidos sejam os mesmos.

Por exemplo:

a Junta Comercial do estado de São Paulo é representada pela sigla JUCESP, a de Minas Gerais, pela sigla JUCEMG, a de Santa Catarina, pela sigla JUCESC, entre outras.

Outra informação importante é que toda Junta Comercial é subordinada ao Poder Executivo de seu respectivo estado.

E também ao Departamento Nacional do Registro do Comércio, ou DNRC.

Assim, a administração da Junta é de responsabilidade do estado, enquanto a parte técnica dos serviços é ditada pela esfera federal.

Desde 1994, estão definidas pela Lei nº 8.934 as funções da Junta Comercial, sendo a

principal delas o registro empresarial.

É por isso que, ao abrir uma empresa, essa é uma parada quase obrigatória.

O registro na Junta Comercial dá publicidade ao ato.

Ou seja, informa para a sociedade em geral e as entidades e pessoas particularmente interessadas que seu negócio é válido.

Está registrado e não tem a mesma razão social ou nome fantasia de outra empresa.

Uma vez aprovados os documentos, as informações básicas da sua empresa ficarão disponíveis para consulta, pessoalmente ou via internet, para qualquer pessoa interessada.

Uma ida à Junta para modificação dos dados empresariais se faz necessária também quando há inclusão ou exclusão de sócios ou fusão de duas ou mais empresas.

O que altera o seu contrato social.

Mas há ainda outras atividades relevantes desempenhadas pelo órgão.

Entre elas:

Arquivamento de todos os documentos da história da empresa, da fundação ao fechamento

Autenticação de documentos fiscais e de livros de comércio de estabelecimentos

Matrícula de profissionais, como tradutores, intérpretes e leiloeiros.

NIRE: o que é e como é usado pela Junta Comercial

Nire ou Número de Identificação de Registro de Empresa, diferente do que muitas pessoas acham,

Nire ou Número de Identificação de Registro de Empresa, diferente do que muitas pessoas acham, não é a mesma coisa que o CNPJ.

Após sua ida à Junta Comercial do Estado e a certificação de que tudo está em ordem com relação à documentação, ao nome fantasia e ao local em que você pretende sediar sua empresa, será emitido o Número de Identificação de Registro de Empresa, ou NIRE.

ouviu falar sobre ele?

Tal número é composto de onze dígitos, sendo eles assim divididos:

Os dois primeiros dígitos são referentes ao código pré-estabelecido do estado em que a empresa atua

O terceiro dígito diz respeito ao tipo jurídico da sociedade (se é empresário

individual, sociedade anônima, sociedade limitada, cooperativa, consórcio, etc.)

Os próximos seis dígitos são referentes ao registro

O dígito final é verificador.

Como você já deve estar imaginando, não pode existir dois números NIRE iguais.

Ele é único e exclusivo para identificação da empresa.

Assim, o NIRE garante que o seu negócio existe de maneira formal e está dentro da legalidade.

De posse do NIRE, é possível fazer uma consulta pública à base de nomes empresariais no site da Junta Comercial para verificar os dados e a situação formal da empresa.

NIRE e Inscrição Estadual são a mesma coisa?

Muitos empreendedores confundem o NIRE com a Inscrição Estadual, e pensam que os

dois nomes se referem

a mesma função.

, e pensam que os dois nomes se referem a mesma função. ao mesmo registro, cumprindo

ao mesmo registro, cumprindo

Isso não é verdade.

Enquanto o NIRE é funciona como a base Inscrição Estadual é Fazenda de cada

emitido pela Junta Comercial e para a obtenção de um CNPJ, a emitida pela Secretaria da estado.

E é através dela a empresa passa a estar cadastrada para o recolhimento do ICMS.

Também é importante saber que é a partir da emissão do NIRE que você pode solicitar a emissão do seu CNPJ.

Em um processo totalmente online no site da Receita Federal, que também depende do chamado DBE, o Documento Básico de Entrada.

O que é a certidão simplificada?

Não sabe a diferença entre tantos documentos referentes à sua empresa? Entenda agora o que é cada certidão e a importâncias desses documentos.

Após o registro na Junta Comercial ser aprovado sem problemas, você já poderá solicitar a certidão simplificada da sua empresa.

Nunca ouviu falar sobre ela, nem a respeito da sua exigência?

A certidão simplificada é um documento com todos os dados atualizados sobre a sua

empresa.

Ela é utilizada, por exemplo, para abrir conta no banco como pessoa jurídica, para

participar de licitações, para transferir a sede da empresa ou abrir filiais em outro

estado.

Na certidão simplificada, você vai encontrar as seguintes informações, entre outras:

Razão social da empresa

Endereço da sede

CNPJ

Nomes dos sócios e participação de cada um na sociedade

Data de início das atividades da empresa.

A certidão simplificada pode ser obtida no próprio site da Junta Comercial do estado.

Basta que você gere um boleto e pague o documento.

Assim que o pagamento for aprovado e confirmado, você terá acesso à certidão para download e impressão.

Verifique preços e condições junto ao órgão em seu estado.

Na Junta Comercial do Distrito Federal, por exemplo, a emissão da certidão simplificada

é gratuita.

Mas ficar atento: esse não é o único documento emitido pela Junta após o registro.

A certidão simplificada contém apenas os dados gerais da empresa.

Ou seja, dependendo da finalidade, você precisará solicitar um dos outros dois tipos de certidões:

Certidão específica

Como o próprio nome já indica, essa certidão contém informações pontuais e dados jurídicos sobre elas.

Como atos, números e data de arquivamento na junta.

O solicitante da certidão específica deverá deixar claro quais informações quer incluir no

momento da solicitação.

São inseridas no máximo três informações por documento.

Certidão de inteiro teor

É a reprodução total e certificada de um ato que já está arquivado na Junta Comercial.

Para solicitá-la, também é necessário ser específico no pedido.

A certidão de inteiro teor é útil quando o empreendedor perde um documento e quer

ter uma cópia validada.

Ou quando há uma disputa e um ato já arquivado é usado para resolvê-la.

O registro na Junta Comercial é obrigatório?

Se você quer abrir as portas funcionar na legalidade, então o registro na Junta Comercial

Se você quer abrir as portas funcionar na legalidade, então o registro na Junta Comercial é obrigatório!

O registro é obrigatório, sim.

Uma empresa que não está registrada na Junta Comercial de seu estado simplesmente não pode funcionar.

Porque sem o contrato social autenticado e registrado o empresário não pode obter o número do CNPJ e dar continuidade à abertura da empresa.

Então, mesmo o microempreendedor individual precisa ir até o órgão para solicitar o registro?

Esse é um caso especial, que merece um tópico exclusivo, que será apresentado mais abaixo.

Como fazer seu registro na Junta Comercial

Vamos detalhar agora o que o candidato a empreendedor deve fazer para confirmar o seu registro na Junta Comercial.

Mais abaixo, você confere também os documentos necessários para encaminhamento do processo.

O que é preciso?

para encaminhamento do processo. O que é preciso? Mais uma vez, como em outros artigos postados

Mais uma vez, como em outros artigos postados aqui no blog, o contador é figura fundamental para você empreendedor. Conte com a expertise desse profissional para lidar com a burocracia para fazer seu registro.

Para dar entrada no registro, um documento é fundamental: o contrato social, que preferencialmente deve ser elaborado por um advogado ou contador.

Esse documento equivale a uma certidão de nascimento da empresa, pois ele contém todas as suas características principais.

É por isso que o seu preenchimento deve ser minucioso, sem erros.

No contrato social, é preciso informar:

o nome dos sócios, endereço, número de documentos (CPF e RG), regime de bens pelo qual os sócios casados optaram no momento do casamento.

Além da participação em porcentagem e função de cada um na sociedade.

Deve-se também especificar o tipo de sociedade: se ela é anônima, limitada, em nome

coletivo, em comandita simples ou em comandita por ações.

Obviamente, o contrato social a ser apresentado na Junta Comercial precisa conter a razão social da empresa, o endereço de sua sede e de possíveis filiais.

E um prazo estimado para a duração do empreendimento.

Mas não quebre a cabeça na hora de fazer essa estimativa, pois o prazo informado pode ser alterado futuramente.

Outros dados que devem aparecer no contrato social dizem respeito ao objeto social.

Ou seja, ao tipo de produto ou serviço que será comercializado ou ofertado pela

empresa, e o valor do capital social.

Se ela atuará no comércio varejista de artigos de vestuário, na fabricação de móveis ou na prestação de serviços contábeis, por exemplo, essa atividade deverá ser especificada como objeto social.

Já o capital social nada mais é que o valor a investir para que seu plano de negócio

saia do papel e comece a dar lucros.

Isso inclui todos os gastos iniciais, como reforma da sede, compra de estoque, folha de

pagamento, despesas com marketing, impostos e muitos outros.

Até aqui, falamos dos dados básicos do contrato social.

É até possível conseguir o registro com essa versão mais simples.

Mas a ausência de algumas informações importantes abre espaço para dores de cabeça futuras.

O ideal é adicionar mais dados ao contrato, por exemplo:

Definição da participação de cada sócio nos lucros

Quais as obrigações dos sócios dentro da sociedade

O que será feito caso um sócio faleça ou queria ceder sua parte

Haverá o pró-labore ou a remuneração do administrador oficial da empresa

O administrador será ou não um dos sócios.

É importante colocar essas informações no contrato social porque ele é um documento que será autenticado e arquivado.

Assim, no caso de algum questionamento entre os sócios, será possível consultar o contrato e valerá o que está ali especificado para dirimir dúvidas e encerrar conflitos.

Além disso, possíveis investidores vão procurar saber se você tem um contrato social e

se cumpre o que escreveu ali.

Se as duas respostas forem afirmativas, tenha certeza de que já terá dado um passo para receber apoio em forma de capital na sua empresa.

Quando o contrato social é dispensado?

Quando sua empresa não é uma sociedade, ou seja, você é o único dono.

Se você não tiver um sócio, vai precisar de um documento semelhante ao contrato social.

Mas um pouco mais simples: estamos falando do requerimento de empresário.

Mas vários dados vão ser os mesmos, por exemplo, a razão social da empresa, seu endereço, atividade exercida e o capital social.

A grande diferença é que, no requerimento de empresário, você não precisará de dados

do seu sócio.

Muito menos de detalhes, como participação na sociedade ou regras a respeito de como serão divididos os lucros.

Quais os documentos necessários?

Para se fazer o registro na Junta Comercial, é necessário ter em mãos:

Cópias autenticadas dos seus documentos pessoais (CPF e RG) e também dos documentos dos seus sócios

Uma via do requerimento padrão solicitado anteriormente na Junta Comercial

Ficha de Cadastro Nacional preenchida

Comprovação do pagamento das taxas através do DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais)

Três vias do contrato social da sua empresa ou do requerimento de empresário.

Dependendo da natureza jurídica da sua empresa, alguns documentos específicos serão solicitados.

Cooperativas e sociedades anônimas, por exemplo, precisam de uma procuração para serem aprovadas pela Junta.

Informe-se sobre as exigências aplicáveis ao seu caso no site da Junta Comercial do Estado.

Isso evita dor de cabeça e perda de tempo correndo atrás dos documentos que faltaram.

E se você se pergunta pelo custo do registro, saiba que ele é definido pela própria Junta Comercial, e varia de estado para estado.

E no caso do MEI, é preciso fazer o registro na Junta Comercial?

Junta Comercial, e varia de estado para estado. E no caso do MEI, é preciso fazer

Como MEI, considere-se privilegiado! Ao fazer sua formalização, automaticamente é feito seu registro na Junta Comercial.

Você pode estar se perguntando:

eu não tenho sociedade, sou apenas um autônomo em busca de documentação para me tornar um MEI: também vou precisar ir à Junta Comercial fazer esse registro?

Para atuar como microempreendedor individual, assim como qualquer empresa, é preciso ter uma inscrição na Junta Comercial do seu estado e obter um NIRE.

Mas os procedimentos são diferentes daqueles aplicados às demais empresas.

E sabe qual a melhor parte disso?

A inscrição na Junta Comercial é feita automaticamente, após o preenchimento de um

formulário no Portal do Empreendedor.

Ao se formalizar de maneira online, você já sai com seu CNPJ e também recebe um NIRE da Junta Comercial.

É ou não um grande benefício para o MEI?

Entenda como a formalização do MEI elimina as burocracias de abertura da empresa

não um grande benefício para o MEI? Entenda como a formalização do MEI elimina as burocracias

Que empreendedor não gostaria de se livrar das burocracias? Para o MEI essa é mais uma das vantagens!

O Brasil já tem 6.725.666 de microempreendedores individuais, segundo dados do

Portal do Empreendedor relativos a 11 de março.

É seguramente a categoria que mais cresce entre os novos empreendimentos, justamente porque é a menos burocrática de todas.

Isso ocorre graças à criação da categoria MEI pela Lei Complementar nº 128, de

dezembro, de 2008.

Que entrou em vigor em meados de 2009 e facilitou muito a profissionalização do pequeno empreendedor, que antes atuava como autônomo, sem empresa constituída.

Redução da burocracia

E as vantagens do modelo são diversas, a começar pela menor burocracia na abertura da empresa.

O MEI não tem necessidade de elaborar um contrato social, pois ele é proibido, na

condição de microempreendedor, de fazer parte de uma sociedade.

Para ele, o documento equivalente é o Certificado da Condição do Microempreendedor Individual, ou CCMEI, que também se assemelha ao requerimento de empresário.

O CCMEI é obtido automaticamente após ser completado o cadastro no Portal do

Empreendedor.

Mas as vantagens de ser MEI vão muito além do momento da abertura da empresa.

Quem se insere na categoria está isento de impostos federais, como IPI, Cofins, Pis e

Imposto de Renda.

Além disso, o MEI garante direitos básicos de um trabalhador assalariado, como aposentadoria por idade e salário-maternidade.

Para seguir usufruindo desses benefícios, o microempreendedor deve pagar mensalmente a sua contribuição devida no DAS (Documento de Arrecadação Simplificada).

Apresentar anualmente sua declaração de faturamento, chamada de DASN-SIMEI e não

ultrapassar o limite de receitas brutas, que é de R$ 60 mil ao ano.

Como se tornar MEI?

brutas, que é de R$ 60 mil ao ano. Como se tornar MEI? Facilidade e poucos

Facilidade e poucos cliques: é o que define o processo de formalização do CNPJ MEI. O que você vai precisar para se tornar MEI? Se enquadrar nos pré-requisitos e de um computador com acesso a internet. Simples, não é mesmo?!

Você pode estar muito satisfeito com a vida de autônomo, mas saiba que a

formalização como MEI oferece muitas vantagens.

Entre elas, podemos citar a obtenção de um CNPJ.

A possibilidade de emitir nota fiscal, facilidade em abrir conta em banco, fazer

empréstimos em condições especiais.

E muitas outras que atestam seu profissionalismo frente ao cliente.

Antes de tudo, certifique-se de que você pode ser MEI.

Para isso, você precisa ter uma previsão de renda bruta – ou seja, somando todos os ganhos e sem descontar os gastos – de no máximo R$ 60 mil por ano (valor que subirá para R$ 81 mil em 2018).

Você também precisa exercer uma das atividades permitidas ao MEI.

Algumas profissões, mesmo ganhando faturando menos de R$ 60 mil ao ano, não estão incluídas nesta lista.

Outro ponto crucial:

para ser MEI, você não pode ser dono, sócio ou administrador de nenhuma outra empresa.

Se for descoberto seu nome já vinculado a algum negócio, você perde o direito de se tornar um microempreendedor individual.

Para terminar, você pode ter no máximo um funcionário que ganhe um salário mínimo

ou o piso de sua respectiva categoria.

Se você atendeu a todos os requisitos iniciais, pode ficar tranquilo:

o processo para se tornar MEI é bem simples, gratuito, online e pode ser feito sem a ajuda de ninguém.

Então, que tal aprender mais sobre como se tornar MEI você também?

Passo a passo da formalização

2. Clique na opção MEI Microempreendedor Individual na lateral esquerda da página

3. Uma nova página vai se abrir. Nela, clique na opção Formalização – Inscrição, que também estará no menu do lado esquerdo

4. Na página de inscrição, insira seu CPF e a data de nascimento

5. Preencha o formulário que será gerado com as suas informações pessoais

6. Insira sua ocupação principal e, se houver, também as secundárias

7. Preencha o campo do seu endereço comercial ou residencial, que podem ser os mesmos

8. Leia com atenção o regulamento e as declarações exigidas, e só depois envie seu formulário

9. Seu cadastro está completo! Você já é um MEI!

O cadastro é o primeiro passo.

Não se esqueça de que você terá de pagar mensalmente o documento de arrecadação que foi gerado quando seu registro terminou.

Caso contrário, a sua situação como MEI estará irregular.

E não deixe também de completar seu registro junto à prefeitura do município, onde deve obter seu alvará de funcionamento.

Também fique atento ao seu endereço.

Algumas ruas e bairros são destinadas exclusivamente a fins residenciais.

Se isso se aplicar ao seu caso, você não poderá colocar o endereço da sua casa como referência. Informe-se junto à prefeitura.

Receba suporte completo para se tornar MEI

à prefeitura. Receba suporte completo para se tornar MEI A conta. MOBI é uma solução completa

A conta.MOBI é uma solução completa para empreendedores! Por meio dela você recebe suporte na formalização do CNPJ MEI, esclarece dúvidas gratuitamente com um

contador e ainda conta com várias ferramentas para gerenciar as finanças do seu negócio.

O processo para se tornar MEI é bastante simples, mas pode ser que surjam algumas dúvidas no meio do caminho ou mesmo após concluído o registro.

Qual o melhor código CNAE para a sua atividade?

Como devo realizar a contabilidade da empresa?

Quais são as exigências aplicadas ao MEI?

Essas e outras questões são comuns aos empreendedores de primeira viagem.

Mas é possível ter suporte de graça para encontrar as respostas.

O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), por exemplo, oferece cursos gratuitos para MEIs através do programa Super MEI.

As aulas visam a capacitação dos empreendedores, para que eles possam faturar mais e administrar seus negócios com mais sabedoria, sem perder dinheiro à toa.

Mas quer uma dica ainda mais bacana?

Há diversos aplicativos e serviços pensados exclusivamente para facilitar a vida dos MEIs.

A conta.MOBI, por exemplo, é uma conta totalmente digital e pensada para atender às

necessidades dos microempreendedores e microempresários brasileiros.

Com ela, fica muito mais fácil emitir boletos para seus clientes, pagar contas de maneira

Essa é uma ferramenta gratuita.

Mas que oferece também planos mensais de custo muito baixo, de acordo com a dimensão e as características específicas do seu negócio.

Para o MEI, outro diferencial pra lá de interessante é o suporte na formalização e o acesso ao contador.

Através do aplicativo da conta.MOBI, é só enviar a sua dúvida que o sistema dispara a questão para profissionais contábeis de todo o país.

Dando preferência a quem está mais perto de você.

Quando um contador responder, sua mensagem e seus contatos são informados ao MEI e, assim, a conta digital inteligente dá início ao vínculo entre eles.

Conclusão

inteligente dá início ao vínculo entre eles. Conclusão Abrir uma empresa no Brasil envolve muitas burocracias.

Abrir uma empresa no Brasil envolve muitas burocracias. Mas para o empreendedor MEI a burocracia foi reduzida. Assim, economiza seu tempo que pode ser melhor usado para cuidar do negócio. O que está esperando para fazer seu MEI?

Não se pode negar que o Brasil ainda é um país atrasado quanto às exigências para abrir empresas .

E com muita burocracia envolvida em processos jurídicos e administrativos.

Não por acaso, ficou em 123º entre as nações avaliadas no relatório Doing Business

2017 como ambiente propício aos negócios.

O estudo, produzido pelo Banco Mundial, ainda identificou em 79,5 dias o prazo médio para a abertura de uma empresa no país, o que o colocou na nada honrosa 175ª posição.

Mas ao menos para o MEI, a realidade é diferente.

Praticamente livre de exigências ao iniciar suas atividades, o microempreendedor ganha espaço e hoje dispara como o tipo de empresa mais comum no Brasil.

Já se você tem um faturamento posterior e decide abrir uma empresa, mesmo não

contando com as facilidades do MEI, pode ajudar a reduzir toda a morosidade da qual o país padece.

Um bom modo de tornar o processo de abertura do negócio mais fácil e menos traumático é se informar muito bem antes de dar entrada na papelada.

Também procure preencher todos os formulários e documentos com calma e atenção, para evitar que seu requerimento seja recusado.

Como vimos neste artigo, a Junta Comercial está de portas abertas para lhe auxiliar.

Sendo um órgão vital no processo de legalização.

Afinal, é a partir dela que se obtém o CNPJ e a sua ideia de negócio sai do papel para

se tornar realidade.

Aposte no seu sonh.,

Faça desse momento um marco para o futuro e tenha a conta.MOBI ao seu lado para receber o apoio e a tecnologia que tanto necessita.

Quem tem direito a receber?

Pessoas que tenham movido uma ação judicial contra o Poder Público e tenham ganhado a causa definitivamente, ou seja, após terem se esgotado todas as possibilidades de recurso, o que é chamado de “trânsito em julgado”.

O que significa precatório?

Após obter o ganho de causa contra o Poder Público, o titular do direito resguardado com a ação

judicial passa a ser detentor de um título, denominado de Precatório. Precatório, portanto, nada mais

é que o reconhecimento judicial de uma dívida que o ente público tem com o autor da ação, seja ele

pessoa física ou jurídica. Os precatórios podem ser de natureza alimentar quando decorrem de ações judiciais como as referentes a salários, pensões, aposentadorias e indenizações por morte ou invalidez ou de natureza não alimentar quando decorrem de ações de outras espécies, como as referentes a desapropriações e tributos.

Sempre que mover uma ação contra um órgão público receberei por precatório?

Não. A depender do valor apurado na ação judicial o crédito pode ser satisfeito pelo denominado

ofício requisitório de pequeno valor (OPV). Tal modalidade de requisição, atualmente, favorece os credores que tenham até R$ 26.736,04 para receber. O valor mencionado varia anualmente. No caso do OPV, após o protocolo na Procuradoria Geral do Estado, o ente devedor tem 90 dias para realizar

o depósito judicial no processo.

Como ocorre a inclusão de um débito na lista de precatórios?

Após o trânsito em julgado de uma determinada ação, na fase de execução, o titular do direito, por meio de seu advogado, requisita ao Juízo do processo a confecção de um ofício, denominado de ofício requisitório. Por sua vez, o juiz da execução encaminha o ofício requisitório ao Presidente do Tribunal de Justiça, que autoriza a expedição do precatório. Tal documento, desde que devidamente protocolado, é a garantia de que a decisão judicial será cumprida pelo ente público devedor e é processado na Diretoria de Execução de Precatórios (Depre) do TJSP.

As requisições recebidas no tribunal até 1º de julho de um determinado ano, são convertidas em precatórios e incluídas na proposta orçamentária do ano seguinte. Já as requisições recebidas no tribunal após 1º de julho, são convertidas em precatórios e incluídas na proposta orçamentária do ano subsequente.

O pagamento dos precatórios sempre segue a ordem cronológica ou há mais de uma lista?

Atualmente, o TJSP recebe os depósitos das Fazendas Públicas devedoras e, após estruturar as listas de credores, promove os pagamentos observando a ordem constitucional, que será a cronológica ou, nos casos de preferência, determinada pela idade (mais de 60 anos) ou doença grave. A ordem cronológica, para fins de pagamento, observa uma lista de acordo com o número da EP (Execução de Precatório). No entanto, idosos (maiores de 60 anos) e portadores de doenças graves, crônica ou

perene, (especificadas no inciso XIV do artigo 6º da Lei 7.713/88, com a redação dada pela Lei 11.052/04) têm prioridade no pagamento no ano programado. Por isso, primeiro são pagas as prioridades e, depois, a lista retorna para o precatório mais antigo primeiro os alimentares e depois

os de outras espécies de cada ano.

O que ocorre quando o valor é liberado?

O dinheiro é depositado pela devedora em conta judicial controlada pelo Depre, que elabora planilha

informando ao Banco do Brasil o valor a ser disponibilizado. Após, será providenciada a abertura de conta judicial do valor apurado, colocando-o à disposição do juízo de origem do processo.

O juiz da execução, feitas as verificações de praxe, determinará a expedição do “alvará de

levantamento”; expedido o alvará, os advogados apresentarão o documento no banco e, após a compensação bancária, repassarão o valor devido a cada cliente.

No caso do OPV, assim que comprovado no processo o depósito judicial, seu pagamento passa pelo mesmo procedimento de conferência, expedição de alvará e levantamento até ser repassado ao cliente o que lhe é de Direito.

https://www.sandovalfilho.com.br/o-que-sao-precatorios-e-como-eles-funcionam/

02 O que são os precatórios?

Precatórios são requisições de pagamento expedidas pelo Judiciário para cobrar de municípios, estados ou da União, assim como de autarquias e fundações, o pagamento de valores devidos após condenação judicial definitiva. Segundo o último levantamento feito pelo CNJ, os três entes públicos acumulavam em junho de 2014 uma dívida de R$ 97,3 bilhões em precatórios emitidos pelas Justiças estadual, federal e trabalhista.

As principais regras para pagamento de precatórios estão na Constituição Federal, que foi alterada em 2009 para permitir mais flexibilidade de pagamento. Além de mudanças no regime geral (Artigo 100), o novo regime especial (Artigo 97 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias)

autorizou que entes devedores parcelassem a dívida e permitiu a renegociação de valores por meio de

credores.

acordos

com

As mudanças foram questionadas no Supremo Tribunal Federal (STF), que, em 2013, invalidou algumas regras do regime geral e todo o regime especial. O julgamento ainda não foi concluído, pois os ministros estão modulando os efeitos da decisão para evitar problemas com os pagamentos já realizados com a sistemática criada em 2009, que permanece em vigor até o encerramento do processo.

Funcionamento

O precatório é expedido pelo presidente do tribunal onde o processo tramitou, após solicitação do

juiz responsável pela condenação. Os precatórios podem ter natureza alimentar (decisões sobre salários, pensões, aposentadorias, indenizações por morte ou invalidez, benefícios previdenciários, créditos trabalhistas, entre outros) ou natureza comum (decisões sobre desapropriações, tributos,

indenizações

por

dano

moral,

entre

outros).

Os precatórios alimentares têm preferência sobre os comuns, com organização de fila por ordem

cronológica a cada ano. Ainda existe a possibilidade de adiantamento do precatório alimentar quando

o

credor

tiver

60

anos

ou

mais

ou

doença

grave.

O

regime geral atualmente é seguido pela União e demais entes públicos que não tinham dívida de

precatórios até 2009. Nesse regime, as requisições recebidas até 1º de julho são convertidas em precatórios incluídos na proposta orçamentária do ano seguinte. As requisições recebidas após 1º de julho passam para a proposta orçamentária do ano subsequente. Quando a proposta é convertida em lei, o pagamento dos valores inscritos deve ocorrer no mesmo exercício por meio de depósito no

requisitante.

tribunal

As condenações de pequeno valor não são cobradas por precatório, e sim por meio da Requisição de Pequeno Valor (RPV), com prazo de quitação de 60 dias a partir da intimação do devedor. O limite

de RPV deve ser estabelecido por cada entidade pública devedora, mas a regra geral é até 30 salários mínimos nos municípios e até 40 salários mínimos nos estados e no Distrito Federal. No âmbito

federal, a RPV atinge até 60 salários mínimos.

Regime especial

A partir de 2009, estados, Distrito Federal e municípios que apresentavam dívidas de precatório

passaram ao regime especial, que permite duas sistemáticas de pagamento. Na primeira, o chamado

regime especial anual, o devedor opta pela vinculação em conta especial do valor do estoque de

precatórios, corrigido pelos juros e mora correspondentes, dividido por até 15 anos contados a partir da edição da Emenda Constitucional n. 62/2009. Nessa situação, a Fazenda Pública disponibiliza aos

tribunais, no mês de dezembro, o valor anual referente à fração de 1/15 da dívida consolidada.

A segunda sistemática, conhecida por regime especial mensal, permite que o devedor fixe percentual

mínimo entre 1% e 2% de sua receita corrente líquida para o pagamento de precatórios, fazendo

transferência mensal aos tribunais. Os tribunais organizam a lista única de precatórios por entidade devedora de acordo com as prioridades (alimentares) e preferências (idosos e doentes graves)

constitucional.

previstas

no

texto

No regime especial, o ente devedor quita suas dívidas seguindo duas regras. Pelo menos 50% do montante reservado deve ser destinado aos precatórios segundo ordem cronológica, e os outros 50%

podem ser pagos por meio de acordo direto com os credores ou por ordem crescente de valor do

precatório.

http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/77269-o-que-sao-os-precatorios

Entenda o que é um precatório e qual o procedimento para recebê-lo

Descubra como driblar a demora que assombra este tipo de pagamento.

como driblar a demora que assombra este tipo de pagamento. De início, cabe destacar o conceito

De início, cabe destacar o conceito de Precatório.

Trata-se de ordem de pagamento de débito na qual figura como devedor um dos os órgãos públicos federais, estaduais, municipais ou distritais. Esses débitos têm origem, na maioria dos casos, em ações trabalhistas movidas por funcionários públicos, processos de desapropriação ou quaisquer outros casos em que o poder público seja condenado a indenizar pessoa física ou jurídica.

Em outras palavras: precatório é o meio pelo qual os órgãos públicos efetuam os pagamentos de suas dívidas proclamadas em processos judiciais nos quais não subsista qualquer possibilidade de recurso.

Insta salientar que não é toda indenização contra órgão público que será paga por meio de Precatório. Neste ponto, há que se ponderar que valores inferiores a 60 salários mínimos, no caso de dívida federal; 40 salários mínimos, no caso de dívida estadual e 30 salários mínimos no caso de dívida distrital ou municipal, são pagos por meio de RPV (Requisição de Pequenos Valores), uma modalidade mais célere de pagamento que se dá, normalmente, em até 90 dias.

Atualmente, o Estado de São Paulo é o maior devedor de Precatórios, tendo como prazo para pagamento cerca de 15 a 20 anos.

O prazo acima citado faz com que credores vejam os precatórios como um ponto negativo em demandar contra o estado pois, além de se travar uma longa disputa judicial contra órgão público para ver satisfeito seu direito, ainda precisam esperar por, no mínimo, uma década para receber quantia que lhe pertence.

Em decorrência dessa enorme insatisfação e angústia, diversos credores de precatórios buscam a saída mais rápida e adequada ao caso: a venda de seus precatórios. Existe um comércio intenso deste tipo de crédito, haja vista a possibilidade de serem utilizados por empresas para compensação

tributária, ou por mero investimento daquele que pode se dar ao luxo de aguardar o pagamento do título.

Caso seja ou conheça algum credor de Precatório e se interesse por mais informações sobre a possibilidade de venda, entre em contato conosco.

Por fim, desde que alinhados os interesses de comprador e vendedor, tem-se que o comércio de precatórios se mostra como alternativa mais vantajosa para recebimento de valores por que não pode ou não deseja aguardar a morosidade da administração pública.

https://ivo333.jusbrasil.com.br/artigos/260979283/entenda-o-que-e-um-precatorio-e-qual-o-

procedimento-para-recebe-lo

Você sabe o que são precatórios? Entenda como eles funcionam e quem tem direito a receber

Até mesmo os especialistas se confundem no momento de definir o que são precatórios, já que ele costuma ser confundido com um título público.

Em resumo, precatórios são requisições de pagamento expedidas pelo Judiciário. Serve para cobrar o Governo (União, estados, municípios, autarquias e fundações) o pagamento de valores devidos após condenação judicial. A grosso modo, são dívidas que o governo possui com o cidadão que ganhou um processo na justiça. Existem dois tipos de precatórios: o de natureza alimentícia e o de natureza não alimentícia.

O de natureza alimentícia é quando decorrem de ações judiciais, como as referentes a salários, pensões, aposentadorias e indenizações por morte ou invalidez. A de natureza não alimentícia é quando decorrem de ações de outras espécies, como as referentes a desapropriações e tributos.

Como funciona o pagamento dos precatórios

A requisição de pagamento de um precatório é encaminhado pelo juiz da execução para o Presidente do Tribunal de Justiça. O mesmo autoriza a expedição do precatório.

As requisições recebidas no Tribunal até dia 1º de julho de um ano são convertidas em precatórios e incluídas na proposta orçamentária do ano seguinte. Já as requisições recebidas após essa data são incluídas na proposta orçamentária do ano subsequente.

O valor inscrito na proposta orçamentária deveria ser pago até o fim do ano de inscrição do

precatório. O que, na verdade, não ocorre tão fácil assim. O cidadão pode levar anos para receber seus pagamentos.

Quando ocorre a liberação do numerário, o tribunal libera primeiramente o pagamento dos precatórios de natureza alimentícia. E só depois os de natureza não alimentícia, conforme ordem cronológica de apresentação.

Os idosos (acima de 60 anos), pessoas com doenças graves e pessoas com deficiência possuem preferência na fila de pagamentos dos precatórios de natureza alimentícia. O restante dessa natureza será pago depois. Essa ordem é definida pela Constituição.

As condenações de pequeno valor não são cobradas por precatório. São cobradas por meio da Requisição de Pequeno Valor (RPV), com prazo de quitação de 60 dias a partir da intimação do devedor.

Regime Especial

A partir de 2009, o Regime Especial normatizou duas passibilidades de pagamentos pelos devedores

que ficaram conhecidos como regime especial anual e o regime especial mensal.

O primeiro permite optar pela vinculação em conta especial do valor do estoque de precatórios,

corrigidos pelos juros e mora correspondentes, dividido pelo número de anos do regime especial, que

nesse caso era de até 15 anos contados a partir da edição da Emenda Constitucional nº62/2009.

O segundo permite optar pela fixação de um percentual mínimo de 1,5% ou 2,0% da Receita

Corrente Líquida, dependendo do montante do estoque, para o pagamento efetivo de precatórios a cada ano. Deste valor, 50% deveria ser pago de acordo com as prioridades e preferências previstas na Constituição com relação as duas naturezas.

Os 50% restantes do montante anual destinado ao pagamento de precatórios seriam distribuídos pelo Poder Executivo através de leilão, pagamento por ordem crescente de valor e/ou acordo com credores.

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