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Física dos Materiais 4300502

1º Semestre de 2016

Instituto de Física Universidade de São Paulo

Professor: Luiz C C M Nagamine E-mail: nagamine@if.usp.br Fone: 3091.6877 homepage: http://disciplinas.stoa.usp.br/course/view.php?id=10070111

12 de abril

Física dos Materiais 4300502

1º Semestre de 2016

bic-F_lattice_animation.gif (CFC com 2 átomos na base em (0,0,0) e (1/4,1/4,1/4)

Cerâmicas

com 2 átomos na base em (0,0,0) e (1/4,1/4,1/4) Cerâmicas Grafeno Grafite Fulereno 2 Materiais baseados

Grafeno

Grafite
Grafite
2 átomos na base em (0,0,0) e (1/4,1/4,1/4) Cerâmicas Grafeno Grafite Fulereno 2 Materiais baseados no
2 átomos na base em (0,0,0) e (1/4,1/4,1/4) Cerâmicas Grafeno Grafite Fulereno 2 Materiais baseados no

Fulereno

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Materiais baseados no carbono

Diamante
Diamante

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Cerâmicas

Ligações covalentes ! ! !

Materiais baseados no carbono

Diamante
Diamante
Ligações covalentes ! ! ! Materiais baseados no carbono Diamante Grafite 1º Semestre de 2016 Grafeno

Grafite

Ligações covalentes ! ! ! Materiais baseados no carbono Diamante Grafite 1º Semestre de 2016 Grafeno

1º Semestre de 2016

Grafeno

Ligações covalentes ! ! ! Materiais baseados no carbono Diamante Grafite 1º Semestre de 2016 Grafeno

Nanotubos

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1º Semestre de 2016

Cerâmicas à base de silicatos

Vidros

SiO 2 cristalino (quartzo)

SiO 2 não cristalino (amorfo) (vidro)

à base de silicatos Vidros SiO 2 cristalino (quartzo) SiO 2 não cristalino (amorfo) (vidro) cristobalita
à base de silicatos Vidros SiO 2 cristalino (quartzo) SiO 2 não cristalino (amorfo) (vidro) cristobalita

cristobalita

à base de silicatos Vidros SiO 2 cristalino (quartzo) SiO 2 não cristalino (amorfo) (vidro) cristobalita

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Silicatos

Física dos Materiais – 4300502 Silicatos Cinco estruturas do íon silicato formadas a partir dos tetraedros

Cinco estruturas do íon silicato formadas a partir dos tetraedros básicos

1º Semestre de 2016

Lâmina de silicato bidimensional (Si 2 O 5 ) 2-

tetraedros básicos 1º Semestre de 2016 Lâmina de silicato bidimensional (Si 2 O 5 ) 2

Argila caolinita

tetraedros básicos 1º Semestre de 2016 Lâmina de silicato bidimensional (Si 2 O 5 ) 2
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Física dos Materiais

Cerâmicas

Vidros

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Física dos Materiais – 4300502 Física dos Materiais C e r â m i c a
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 Sistemas Microeletromecânicos  Fibras óticas: a base de sílica ultra pura e isenta de

Sistemas Microeletromecânicos

Fibras óticas: a base de sílica ultra pura e isenta de defeitos.

Rolamentos de esferas cerâmicas

Cerâmicas piezoelétricas: Zirconato-titanato de chumbo (PZT)

Pb(Zr,Ti)O3

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1º Semestre de 2016

Imperfeições em cerâmicas

4300502 1º Semestre de 2016 Imperfeições em cerâmicas Carga deve se manter neutra no sólido Defeitos

Carga deve se manter

neutra no sólido

em cerâmicas Carga deve se manter neutra no sólido Defeitos aparecem aos pares Outros mecanismos de

Defeitos aparecem aos pares

Outros mecanismos de compensação de cargas (para FeO)

Defeitos aparecem aos pares Outros mecanismos de compensação de cargas (para FeO) Impurezas (devem ser semelhantes)
Defeitos aparecem aos pares Outros mecanismos de compensação de cargas (para FeO) Impurezas (devem ser semelhantes)

Impurezas (devem ser semelhantes)

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1º Semestre de 2016

Diagramas de fases em cerâmicas

1º Semestre de 2016 Diagramas de fases em cerâmicas Sistema Al 2 O 3 – Cr
1º Semestre de 2016 Diagramas de fases em cerâmicas Sistema Al 2 O 3 – Cr

Sistema Al 2 O 3 Cr 2 O 3

(Hexagonal)

Sistema MgO Al 2 O 3 (alumina, safira, rubi)

Sistema Al 2 O 3 – Cr 2 O 3 (Hexagonal) Sistema MgO – Al 2

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Diagramas de fases em cerâmicas

Física dos Materiais – 4300502 Diagramas de fases em cerâmicas Sistema ZrO 2 – CaO 1º

Sistema ZrO 2 CaO

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Diagramas de fases em cerâmicas

Vitrocerâmica

– 4300502 Diagramas de fases em cerâmicas Vitrocerâmica Sistema SiO 2 – Al 2 O 3

Sistema SiO 2 Al 2 O 3

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– 4300502 Diagramas de fases em cerâmicas Vitrocerâmica Sistema SiO 2 – Al 2 O 3

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Propriedades mecânicas de cerâmicas

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Mecanicamente, as cerâmicas são muito rígidas e portanto frágeis !!!

Elas possuem micro-trincas ou fissuras, que se propagam facilmente.

Em geral as fraturas acontecem internamente aos grãos, ao longo de planos cristalográficos de alta densidade atômica.

A presença de umidade no meio circundante é especialmente danoso e potencializa a propagação das trincas (em um aparente

processo de corrosão).

Comportamento tensão-deformação

Em geral ensaios de tração são difíceis de serem aplicados em cerâmicas (elas não resistem às

garras de fixação).

Ensaios de flexão:

(elas não resistem às garras de fixação). Ensaios de flexão: 19 Resistência à flexão ou resistência
(elas não resistem às garras de fixação). Ensaios de flexão: 19 Resistência à flexão ou resistência

19

Resistência à flexão ou resistência à fratura

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1º Semestre de 2016

Propriedades mecânicas de cerâmicas Comportamento tensão-deformação Ensaios de flexão:

mecânicas de cerâmicas Comportamento tensão-deformação Ensaios de flexão: Limite de ruptura Inclinação 20

Limite de ruptura

mecânicas de cerâmicas Comportamento tensão-deformação Ensaios de flexão: Limite de ruptura Inclinação 20

Inclinação

mecânicas de cerâmicas Comportamento tensão-deformação Ensaios de flexão: Limite de ruptura Inclinação 20
mecânicas de cerâmicas Comportamento tensão-deformação Ensaios de flexão: Limite de ruptura Inclinação 20

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Propriedades mecânicas de cerâmicas

Mecanismos de deformação plástica

Em geral em cerâmicas, a fratura acontece antes da deformação plástica.

Cerâmicas cristalinas

Deformação plástica = movimento de discordâncias

Em cerâmicas iônicas, não é possível se mover todo um plano devido à distribuição de cargas.

Em cerâmicas covalentes, as ligações são muito fortes e direcionais o que dificulta o deslocamento de planos atômicos.

Cerâmicas não-cristalinas

Não existe uma estrutura atômica regular, portanto não é possível se considerar movimento de discordâncias.

Existe um movimento viscoso (como em um líquido), onde os átomos (ou íons) se deslocam individualmente através da quebra e reconstrução das ligações

interatômicas.

Este processo é isotrópico e a viscosidade é extremamente elevada à temperatura ambiente.

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Propriedades mecânicas de cerâmicas

Influência da porosidade

Frequentemente as cerâmicas são produzidas a partir de pós (metalurgia do pó).

Os pós são conformados ou compactados e posteriormente tratados termicamente.

O tratamento térmico reduz a porosidade, mas não o elimina totalmente.

Módulo de Young (E)

mas não o elimina totalmente. Módulo de Young (E) 2 E  E (1  1,9

2

E E (1 1,9 P 0,9 P )

0

Resistência à flexão

E (1  1,9 P  0,9 P ) 0 Resistência à flexão   

rf

0

exp( )

nP

Onde, 0 e n são constantes

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Propriedades mecânicas de cerâmicas

Dureza

Esta é uma das propriedades mais marcantes das cerâmicas.

Devido à esta característica as cerâmicas são usadas como abrasivos.

marcantes das cerâmicas. Devido à esta característica as cerâmicas são usadas como abrasivos. 1º Semestre de

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Processamento das cerâmicas

Técnicas de fabricação de cerâmicas

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dos Materiais – 4300502 Processamento das cerâmicas Técnicas de fabricação de cerâmicas 1º Semestre de 2016