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Golden Wings Linhas Aéreas Virtuais

Anápolis – GO

GUIA BÁSICO DE APROXIMAÇÃO VIA ILS


INSTRUMENT LANDING SYSTEM
Sumário
1. INSTRUMENT LANDING SYSTEM..................................................................... 3
2. LOCALIZADOR ................................................................................................... 3
3. GLIDESLOPE ...................................................................................................... 4
4. MARCADORES ................................................................................................... 4
4.1. MARCADOR EXTERNO ..................................................................................... 4
4.2. MARCADOR MÉDIO........................................................................................... 4
4.3. MARCADOR INTERNO ...................................................................................... 5
5. CATEGORIAS ..................................................................................................... 5
6. EXECUÇÃO DO PROCEDIMENTO: ................................................................... 6
6.1 EXAMINANDO A CARTA. ................................................................................ 6
6.2 REALIZANDO O PROCEDIMENTO................................................................. 7
7. DICAS PARA POUSO. ......................................................................................... 9
8. FONTES: ........................................................................................................... 10
1. INSTRUMENT LANDING SYSTEM

O sistema de pouso por instrumentos, também conhecido pela sigla ILS (do
inglês Instrument Landing System) é um sistema de aproximação por instrumentos,
que dá uma orientação precisa ao avião que esteja na fase de aproximação final duma
determinada pista.
Ele consiste em dois sistemas distintos, um deles mostra a orientação lateral
do avião em relação a pista (localizer), e o outro mostra o ângulo de descida, ou
orientação vertical (glideslope).
Sistema baseado na transmissão de sinais de rádio que são recebidos,
processados e apresentados nos instrumentos de bordo do avião. A aproximação ILS
é também chamada de “Aproximação de Precisão” (Precision Approach), por contar
com as informações do Localizador em VHF (Very High Frequency) e do Glideslope
em UHF (Ultra High Frequency), fornecendo informações para o alinhamento com o
eixo da pista e com a trajetória correta de planeio para o pouso.

2. LOCALIZADOR
A antena do Localizador ou "LLZ" (do inglês localizer) está situada 1.000 ft após a
cabeceira oposta à qual se executa a aproximação, emitindo sinal de rádio modulado
em 90 Hz e 150 Hz, separados no alinhamento da pista, com um alcance aproximado
de 18 milhas, com cobertura de 35º para cada lado do eixo até aproximadamente 10
milhas e de 10° para cada lado prolongamento do eixo central da pista após 10 milhas.
Esses equipamentos têm como finalidade fornecer indicação do eixo central da pista.
Uma vez que a frequência de ILS foi colocada no sistema de navegação
do avião (NAV1), o sistema provê informações que desviam a barra vertical do
sistema de ponteiros cruzados (crosspointer) proporcionalmente, de maneira que à
medida que o piloto (ou piloto automático) aproximam o ponteiro do centro do
instrumento, leva a aeronave a se alinhar no eixo da pista.
3. GLIDESLOPE
A antena do Glide Slope (GP) está
localizada entre 750 e 1250 ft da cabeceira da
pista e tem a finalidade de fornecer o ângulo de
planeio correto (coloquialmente denominada
“rampa de pouso" ou "rampa eletrônica de
pouso") durante uma aproximação. Esse ângulo
de inclinação da rampa é geralmente de 3.0°,
porém ângulos maiores poderão ser usados
para evitar obstáculos, assim como ângulos
menores poderão ser usados para atender a
requisitos especiais de
certos aeródromos militares ou privados.
O GP opera com frequências na faixa de
UHF e sua sintonia é automática, associada à frequência do Localizador (LLZ).

4. MARCADORES

Algumas instalações possuem os Marcadores junto com o ILS. Quando o avião


recebe a transmissão de um marcador, um sinal visual é mostrado ao piloto e outro
sonoro é reproduzido, operado numa frequência de 75 MHz, cuja finalidade é fornecer
informações de distância em relação à cabeceira da pista.

4.1. MARCADOR EXTERNO

O marcador externo ou "OM" (do inglês outer marker) fica localizado a


aproximadamente 7200m (3.9 NM) da pista. Seu módulo são duas barras por
segundo com uma frequência de 400Hz e seu indicador é azul.

4.2. MARCADOR MÉDIO

O marcador médio ou "MM" (do inglês middle marker) fica localizado a


aproximadamente 1050m da pista. Seu módulo são barras e pontos alternados com
uma frequência de 1300Hz. Tem o propósito de avisar o piloto que o contato visual
com a pista é iminente.
4.3. MARCADOR INTERNO

O marcador interno ou "IM" (do inglês inner marker) fica localizado a


aproximadamente 300m da pista. Tem o propósito de avisar o piloto, quando em
condições de baixa visibilidade, da chegada iminente à pista. Seu módulo é 6 pontos
por segundo na frequência de 3000Hz.

5. CATEGORIAS

 Categoria I (CAT I) - Uma aproximação por instrumento de precisão e pouso com


uma altura de decisão não menor que 60 m (200 pés) e visibilidade não menor
que 800m ou contato visual com a pista não menor que 550 m.
 Categoria II (CAT II) - Uma aproximação por instrumento de precisão e pouso
com uma altura de decisão menor que 60 m (200 pés) mas não menor que 30 m
(100 pés), e contato visual com a pista não menor que 350 m.
 Categoria III (CAT III) possui subdivisões
 Categoria III A - Uma aproximação por instrumento de precisão e pouso com
uma altura de decisão menor que 30 m (100 pés), ou nenhuma altura de
decisão e contato visual com a pista não menor que 200 m.
 Categoria III B - Uma aproximação por instrumento de precisão e pouso com
uma altura de decisão menor que 15 m (50 pés), ou nenhuma altura de decisão
e contato visual com a pista menor que 200 m mas não menor que 50 m.
 Categoria III C - Uma aproximação por instrumento de precisão e pouso sem
altura de decisão e sem restrições de visual da pista.
Uma aproximação Categoria I pode ser efetuada manualmente. As regras para
Categoria II variam de acordo com cada país: o FAA (EUA) permite que o pouso seja
feito manualmente, enquanto os países da Europa que seguem a EASA exigem o
acoplamento do piloto automático nesta categoria. Já na categoria III é requerido o
uso do Piloto Automático, sendo necessário a capacidade de efetuar a aterrisagem
de forma automática.
6. EXECUÇÃO DO PROCEDIMENTO:

O procedimento de aproximação/pouso via ILS é muito simples, pois é automatizado,


isto cabe apenas ao piloto a configuração correta do sistema.

6.1 EXAMINANDO A CARTA.

As aproximações ILS estão sempre nas cartas IAC (Instrument Approach Chart) que
são as Cartas de Aproximação via Instrumentos, todas dos aeroportos brasileiros
estão disponíveis no site http://www.aisweb.aer.mil.br.
As informações necessárias para o procedimento estão todas na carta, como curso e
a frequência do ILS.
Carta de Aproximação ILS (Procedimento Charlie 3 de Porto Alegre)
Legenda:
1 – Raio de 10NM
2 – Frequências dos Órgãos de controle
3 – Curva Base
4 – Localizador
5 – Outer Marker + NDB = Locator Outer Marker (LOM)
6 – Middle Marker + NDB = Locator Middle Marker (LMM)
7 – Pista
8 – Frequência, Identificação e código Morse do Localizador (LLZ).
9 – MSA – Minimum Safe/Sector Altitude (Altitude Mínima de Segurança)

1 – Rampa do Glide Slope 2 – Ângulo de descida e altura de cruzamento da


cabeceira
3 – Trajetória com Glide Slope inoperante
4 – Trajetória com ILS completo
• – Pontos de início da aproximação perdida

1 – Altitude mínima de descida


2 – Altitude de decisão
3 – Visibilidade com ALS inoperante No Brasil não existe mais procedimento caso o
Middle Marker (MM) fique inoperante. Por isso, ignore a área pintada em vermelho.

6.2 REALIZANDO O PROCEDIMENTO.

O piloto ainda em nível de cruzeiro já pode iniciar a configuração do procedimento


ILS caso o aeroporto de destino opere com esse recurso.
Seguindo com as informações da carta, o piloto configura o course na aeronave
(105º).

MCP de um Boeing 737


Agora, o piloto deve ajustar a frequência do NAV1 (110.30) em Standby.

Pedestal de um Boeing 737

Quando já próximo ao aeroporto, mude de Standby para Active e acione o botão


NAV1 para receber as informações do código morse (...--..-) como na carta. No FS
não precisa ficar com o NAV1 acionado e ouvindo o barulhinho chato do morse.

Quando próximo de ingressar no eixo da pista ative o botão APP no MCP

Agora que a aeronave interceptou o GlideSlope ela vai prosseguir com a


aproximação automatizada, você deve sempre estar monitorando nos painéis da
aeronave.
O desligamento do piloto automático é feito por muitos pilotos virtuais quando em
100ft da pista e seguido por pouso manual. Em aeroportos com CATIII a
aproximação e o pouso são totalmente automatizados.

7. DICAS PARA POUSO.


- Tente ao máximo manter a VREF com pequenos ajustes de potência.

- Não aumente ou diminui a velocidade bruscamente, acompanhe no EICAS.

- Mantenha os olhos no GP e no PAPI/VASIS quando em aproximações manuais.

- Tente manter a aeronave centralizada no eixo da pista verificando no GP.

- Faça o Flare/Arredondamento quando cruzar 20ft da pista e o throttle em IDLE.

- Em aeroportos pequenos, tente não “enfeitar” suas aterrisagens, deixe para os


maiores.

- Siga sempre com auxílio das cartas.


8. FONTES:

Wikipédia (www.pt.wikipedia.org)

Aviões e Músicas (www.avioesemusicas.com)