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100 Questões Corrigidas e Comentadas – Parte 1

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Prof. Carlos Zambeli

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SUMÁRIO 1. HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE – SUPERIOR – 2017 5 2. TJ-RS

SUMÁRIO

1. HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE – SUPERIOR – 2017

5

2. TJ-RS – ANALISTA DE SISTEMAS – 2014

8

3. TJ-RS – ASSESSOR JURÍDICO – 2016

16

TJ-RS – ANALISTA DE SISTEMAS – 2014 8 3. TJ-RS – ASSESSOR JURÍDICO – 2016 16

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Português

Português 1. HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE – SUPERIOR – 2017 Instrução: As questões 01

1. HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE – SUPERIOR – 2017

Instrução: As questões 01 a 05 referem-se ao texto abaixo.

O estrangeiro

1.   Hoje, mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei

2. bem. Recebi um telegrama do asilo: “Sua mãe faleceu.

3. Enterro amanhã. Sentidos pêsames”. Isso não esclarece

4. nada. Talvez tenha sido ontem.

oitenta

6. quilômetros de Argel. Vou tomar o ônibus às duas

7. horas e chego ainda à tarde. Assim, posso velar o corpo

8. e estar de volta amanhã à noite. Pedi dois dias de

9. licença a meu patrão e, com uma desculpa destas, ele

10.não podia recusar. Mas não estava com um ar muito

11. satisfeito. Cheguei mesmo a dizer-lhe: “A culpa não é

12.minha”. Não respondeu. Pensei, então, que não devia

13.ter dito isto. A verdade é que eu nada tinha por que me 14.desculpar. Cabia a ele dar-me pêsames. Com certeza, 15.irá fazê-lo depois de amanhã, quando me vir de luto.

16.Por

17.morrido. Depois do enterro, pelo contrário, será um 18.caso encerrado e tudo passará a revestir-se de um 19.ar mais oficial.

20.  Peguei o ônibus às duas horas. Fazia muito calor. 21.Como de costume, almocei no restaurante do 22.Céleste. Estavam todos com muita pena de mim e 23.Céleste disse-me: “Mãe, só se tem uma”. Depois do 24.almoço, quando saí, acompanharam-me até a porta.

foi preciso ir à

26.casa de Emmanuel para lhe pedir emprestadas uma 27.braçadeira e uma gravata preta. Ele perdeu o tio 28.alguns meses.

28.  Corri para não perder o ônibus. Esta pressa, esta 30.corrida, os solavancos, o cheiro da gasolina, a luminosidade 31.da estrada e do céu, tudo isso contribuiu, sem 32.dúvida, para que eu adormecesse. Dormi durante 33.quase todo o trajeto. E quando acordei estava apoiado 34.em um soldado, que sorriu e me perguntou se eu vinha

25.Estava um pouco atordoado

é um pouco como se mamãe não tivesse

5.   O asilo de velhos fica em Marengo,

é um pouco como se mamãe não tivesse 5.   O asilo de velhos fica em Marengo,

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5

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35.de longe. Respondi “sim” para não ter de falar mais.

36.  O asilo fica a dois quilômetros da aldeia. Fiz o 37.percurso a pé. Quis ver mamãe imediatamente. Mas o 38.porteiro disse-me que eu precisava procurar o diretor. 39.Como ele estava ocupado, esperei um pouco. Durante 40.todo este tempo o porteiro não parou de falar. Depois 41.o diretor recebeu-me no seu gabinete. É um velhote, 42.que tem a Legião de Honra. Fitou-me com seus olhos 43.claros. Depois apertou a minha mão e conservou-a 44.durante tanto tempo na sua mão que não sabia mais 45.como retirá-la.

Adaptado de: “O estrangeiro”, de Albert Camus, p. 13-14 (Rio de Janeiro:

BestBolso, 2010).

1. Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das linhas 05, 16, 25 e 27 do texto.

a) há – hora – porque – a

b) a – hora – por que – há

c) a – ora – porque – há

d) à – hora – por que – a

e) à – ora – porque – há

2. Assinale a alternativa que apresenta uma sequência de pronomes em que todos poderiam ser substituídos por a mim, sem que isso resultasse em erro gramatical ou alteração no sentido do texto.

a) me (l. 13) – me (l. 24) – me (l. 41).

b) lhe (l. 11) – me (l. 24) – me (l. 41).

c) me (l. 14) – me (l. 23) – me (l. 38).

d) mim (l. 22) – me (l. 38) – me (l. 42).

e) me (l. 24) – me (l. 41) – me (l. 42).

3. No último parágrafo do texto, há várias elipses que podem ser recuperadas pelo leitor. Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações a seguir sobre as possibilidades de recuperação das informações elípticas.

( ) (Eu) Fiz o percurso a pé. (Eu) Quis ver mamãe imediatamente. (l. 36-37)

( ) Como ele estava ocupado, (eu) esperei um pouco. (l. 39)

( ) (O porteiro) É um velhote, que tem a Legião de Honra. (l. 41-42)

( ) Depois (o diretor) apertou a minha mão e (o diretor) conservou-a durante tanto tempo na sua mão que (o diretor) não sabia mais como retirá-la. (l. 43-45)

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

a) F – V – F – V.

b) V – F – V – F.

correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é a) F – V – F
correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é a) F – V – F

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correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é a) F – V – F

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c) F – V – V – F.

d) V – V – F – F.

e) V – F – F – V.

4. Considere as afirmações abaixo.

V – F – F – V. 4. Considere as afirmações abaixo. I – O sujeito
V – F – F – V. 4. Considere as afirmações abaixo. I – O sujeito

I – O sujeito do verbo Cabia (l. 14) é dar-me pêsames (l. 14).

II – O sujeito do verbo Estavam (l. 22) é classificado como sujeito indeterminado.

III – O sujeito do verbo (l. 27) é alguns meses (l. 28).

Quais estão corretas?

a) Apenas I.

b) Apenas II.

c) Apenas III.

d) Apenas I e III.

e) Apenas II e III.

5. Assinale a alternativa que apresenta um conector causal.

a) e (l. 07)

b) Assim (l. 07)

c) então (l. 12)

d) Mas (l. 37)

e) como (l. 39)

(l. 07) c) então (l. 12) d) Mas (l. 37) e) como (l. 39) Gabarito:  1.
(l. 07) c) então (l. 12) d) Mas (l. 37) e) como (l. 39) Gabarito:  1.

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2. TJ-RS – ANALISTA DE SISTEMAS – 2014

Instrução: As questões 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.

Suspiros de fumaça

1.   “Parar de fumar é muito fácil. Eu mesmo já parei

2. umas 20 vezes.” Assim dizia meu pai brincando para

3. minimizar sua maior derrota: nunca conseguiu largar

4. o cigarro. Quando, pela doença, as proibições

5. chegaram, fumava escondido. Anos depois que

6. partiu, minha mãe seguia encontrando maços em

7. esconderijos insólitos.

8.   Meu primeiro contato com o comércio foi

9. comprando cigarros para meu pai. Diligentemente,

10.não aceitava o troco em balas, o acerto justo dignificava 11.a missão. Hoje me lembro dessas incursões com 12.um pingo de culpa, como se nelas houvesse uma 13.névoa de conivência.

14.  Claro, eu era criança. Se é para ter culpa, melhor 15.lembrar dos últimos anos do meu avô materno, quando 16.eu já era adolescente. Outro que levou o cigarro até o 17.fim. Embora a questão seja quem levou quem. Respirando 18.muito mal, os médicos cortaram-lhe o hábito. Mas 19.houve um apelo e uma concessão: três meios cigarros 20.ao dia. Quando estava comigo, roubava no jogo e eu 21.fazia escandalosa vista grossa. Trocávamos olhares e eu 22.esquecia de cortar o cigarro, ou me enganava na difícil 23.matemática que é discernir entre três e quatro.

24.  Sinto falta do cheiro de tabacaria, de comprar 25.cigarros, mas não sei o que faria com eles. Eu jamais 26.fumei e meus fumantes se foram. Não descobri se 27.nunca fumei para não desafiar quem derrotou meu 28.pai ou para triunfar onde ele falhou.

29.  Quando minha mulher chegou na minha vida, 30.fumava. Trazia essa familiaridade de um gozo que eu 31.não entendia. O cigarro para Diana era um amigo fiel 32.que pontuava e sublinhava sua vida. Antes disso, 33.depois daquilo, no momento de angústia, nos 34.momentos de alegria, contra a solidão, enfim, arrimo 35.para todas as pausas. Mas minha paciência com o 36.cigarro, e o custo que ele me trouxe, já havia esgotado. 37.Agora, era eu ou ele. Quase perdi! Havia um inimigo 38.na trincheira, minhas memórias, tinha uma queda 39.pelo inimigo. Mas consegui. Depois de anos de luta e 40.com o decisivo apoio da minha tropa de choque, 41.minhas duas filhas, vencemos.

consegui. Depois de anos de luta e 40.com o decisivo apoio da minha tropa de choque,
consegui. Depois de anos de luta e 40.com o decisivo apoio da minha tropa de choque,

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consegui. Depois de anos de luta e 40.com o decisivo apoio da minha tropa de choque,

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- FAURGS | 100 Questões Comentadas e Corrigidas - Parte 1 42.  Se existe algo que aprendi
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42.  Se existe algo que aprendi com o cigarro é não 43.menosprezar sua força e o preço que os fumantes 44.estão dispostos a pagar. Tingir de morte o seu prazer, 45.como a medicina explica e agora está impresso em 46.qualquer maço, a meu ver, pouco ajuda. Talvez só 47.denote o que ele é, uma tourada com a finitude, 48.desafiando e chamando a morte a cada tragada.

49.  O preço por esse prazer letal é enorme para a 50.saúde pública. Mas o pior, talvez mais doloroso por

51.ser mais próximo, é testemunhar essa escolha entre a 52.fuga solitária do canudinho de fumaça e a nossa 53.companhia. Gostaria que todos os fumantes que amei

54.tivessem preferido a minha companhia

55 preferência sempre terei ciúme. Precisamos

56.ganhar os fumantes de volta para nós.

Adaptado de: CORSO, Mário. Suspiros de fumaça. Zero Hora,

12/06/2014.

dele,

1. Assinale a alternativa que propõe o preenchimento correto para as lacunas das linhas 54 e 55, na ordem em que aparecem.

a) à – cuja

b) a – de cuja

c) à – de cuja

d) a – cuja

e) a – por cuja

2. Assinale a alternativa que apresenta ideia que se pode depreender da leitura do texto.

a) Com suas brincadeiras, o pai do narrador pretendia aumentar a importância de sua incapacidade de parar de fumar.

b) O narrador considera-se mais culpado por não ter se empenhado contra o vício do avô do que por ter colaborado com o vício do pai.

c) O vício da mulher do narrador o incomodava por impedi-la de dedicar-se às filhas.

d) Na opinião do narrador, o preço alto de um maço de cigarros não é suficiente para desestimular o tabagismo.

e) Para o narrador, o mais doloroso é testemunhar a tentativa dos fumantes de livrar-se do vício do cigarro.

3. Assinale a alternativa que apresenta ideia que se pode depreender da leitura do texto.

a) O avô do narrador, mesmo doente, pediu aos médicos para não cortar totalmente o cigarro.

b) O narrador, em sua infância, tinha dificuldades com a matemática na escola.

c) O narrador fingia não ver seu avô trapacear no jogo de cartas.

d) A esposa do narrador passou a fumar depois de conhecê-lo.

e) O narrador nunca compreendeu a disposição dos fumantes de gastar quantias significativas de dinheiro com o seu vício.

O narrador nunca compreendeu a disposição dos fumantes de gastar quantias significativas de dinheiro com o
O narrador nunca compreendeu a disposição dos fumantes de gastar quantias significativas de dinheiro com o

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O narrador nunca compreendeu a disposição dos fumantes de gastar quantias significativas de dinheiro com o
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4. Ao afirmar que tinha uma queda pelo inimigo (l. 38-39), o narrador estabelece uma relação entre a luta que empreendeu contra o vício de sua esposa e

a) seu amor por ela.

b) seu carinho pelas filhas.

c) seu respeito pela autoridade dos médicos.

d) sua lembrança do convívio com fumantes na infância.

e) sua vontade de experimentar o prazer proporcionado pelo cigarro.

5. Na frase em que se encontra, a expressão pela doença (l. 04) expressa uma ideia de

a) meta.

b) percurso.

c) causa.

d) conclusão.

e) concessão.

6. Assinale a alternativa que apresenta uma substituição com sentido semelhante ao da palavra conivência (l. 13), no contexto em que se encontra.

a) Crítica.

b) Audácia.

c) Desaprovação.

d) Admiração.

e) Cumplicidade.

7. Com a expressão esconderijos insólitos (l. 07), o narrador faz referência aos locais

a) perigosos em que seu pai guardava os cigarros.

b) desagradáveis em que seu pai guardava os cigarros.

c) representativos em que seu pai guardava os cigarros.

d) distantes em que seu pai guardava os cigarros.

e) incomuns em que seu pai guardava os cigarros.

8. Assinale a alternativa que apresenta uma ocorrência em que a forma para é uma conjunção adverbial final.

a) para (l. 28)

b) para (l. 31)

c) para (l. 35)

d) para (l. 49)

e) para (l. 56)

9. Assinale a alternativa que apresenta uma conversão correta dos dois períodos que iniciam o texto para o discurso indireto.

a) Disse que parar de fumar seria muito fácil e que ele mesmo já parou umas 20 vezes.

b) Disse que parar de fumar era muito fácil e que eu mesmo já parara umas 20 vezes.

c) Disse que parar de fumar fora muito fácil e que ele mesmo já parou umas 20 vezes.

d) Disse que parar de fumar era muito fácil e que ele mesmo já parara umas 20 vezes.

e) Disse que parar de fumar é muito fácil e eu mesmo já parei umas 20 vezes.

ele mesmo já parara umas 20 vezes. e) Disse que parar de fumar é muito fácil
ele mesmo já parara umas 20 vezes. e) Disse que parar de fumar é muito fácil

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ele mesmo já parara umas 20 vezes. e) Disse que parar de fumar é muito fácil

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10. Considere as propostas de alteração da pontuação do texto a seguir.

I – Deslocamento da vírgula depois de partiu (l. 06) para depois de mãe (l. 06).

II – Inserção de uma vírgula depois de jogo (l. 20).

III – Inserção de uma vírgula depois de custo (l. 36).

Se fossem realizadas, quais preservariam a correção gramatical e o sentido literal dos períodos originais?

a) Apenas I.

b) Apenas II.

c) Apenas III.

d) Apenas I e II.

e) Apenas II e III.

Instrução: As questões 11 a 15 referem-se ao texto abaixo.

1.   Mais do que combater as teses racistas que são

2. difundidas em muitos países e sociedades que

3. afirmam serem superiores em relação às outras no

4. que concerne à etnia, devemos voltar nosso olhar

5. para outras vertentes preconceituosas nas sociedades

6. que se consideram avançadas, seja no âmbito

7. tecnológico, ou até mesmo na linguagem e na escrita.

8.   Essa tendência refere-se à superioridade cultural

9. de uma civilização ou grupo em relação a outros que

10.são compreendidos como inferiores e tratados como 11.obsoletos e desvalorizados em todos os seus aspectos

12.culturais.

13.  As sociedades que, durante toda a história da 14.humanidade, foram exploradas, embora perdessem 15.traços culturais, não deixaram de lado suas principais 16.circunscrições que as identificam, assim como seus 17.costumes, crenças e modo de vida próprio. No 18.entanto, as civilizações exploradoras conseguiram 19.desviar o foco dos problemas ocasionado pela 20.exploração, para uma “terrível” imagem dos povos 21.que não se adequaram ao seu estilo de vida, fazendo- 22.nos acreditar que essas civilizações não têm nenhuma 23.relevância cultural no cenário mundial.

24.  Nossas convicções ideológicas pessoais prevalecem 25.muito mais do que qualquer relação social com povos 26.que não pensam como nós pensamos e que fogem de 27.nossos padrões de vida. Somos levados a querer que 28.o outro grupo seja o reflexo ideal do nosso próprio 29.conceito de “sociedade ideal”, caso contrário

que 28.o outro grupo seja o reflexo ideal do nosso próprio 29.conceito de “sociedade ideal”, caso
que 28.o outro grupo seja o reflexo ideal do nosso próprio 29.conceito de “sociedade ideal”, caso

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que 28.o outro grupo seja o reflexo ideal do nosso próprio 29.conceito de “sociedade ideal”, caso
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30.rotulamos o outro grupo como inferior e irrelevante 31.para o progresso da humanidade.

32.  Ao julgarmos uma cultura em relação à nossa e 33.afirmar sua inferioridade, não devemos partir de 34.valores como avanços tecnológicos e científicos, pois 35.nenhuma civilização é tão “inferior” que não tenha 36.nenhuma característica específica que a nossa ainda 37.não conseguiu desenvolver. Desse modo, se 38.consideramos o diferente como inferior, também 39.podemos cair no mesmo grau de inferioridade, na 40.medida em que o outro grupo nos terá como sendo 41.também inferiores em determinados aspectos.

Adaptado de: LIMA, Fabiano de Albuquerque. Disponível em:

<http://www.opovo.com.br/app/jornaldoleitor/noticiasse

cundarias/artigos/2013/09/17/noticiajornaldoleitorartigos,-

3131118/a-pretensao-de-uma-superioridadecultural.shtml>. Acessado em 07 jul. 2014.

11. Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta de acordo com o texto.

a) Não é relevante combater o racismo, uma vez que há outras vertentes de preconceito social que devem ser combatidas.

b) Não é possível limitar a discussão em torno das convicções ideológicas pessoais ao combate de teses racistas.

c) Não é suficiente combater teses racistas para criticar o olhar preconceituoso de uma sociedade sobre a outra, uma vez que a questão das diferenças culturais entre os povos é mais ampla.

d) Não é adequado vincular a discussão sobre racismo às convicções ideológicas pessoais, uma vez que essas são mais relevantes.

e) Não é necessário vincular o combate ao racismo às convicções ideológicas para avaliar os traços culturais das civilizações com menor relevância cultural.

12. Quanto à classificação das palavras usadas no texto, é correto afirmar que

a) que (l. 02) é pronome.

b) que (l. 09) é conjunção.

c) que (l. 21) é substantivo.

d) que (l. 26) é preposição.

e) que (l. 35) é advérbio.

13. Assinale a alternativa que contém a afirmação correta acerca das palavras preconceituosas (l. 05), cultural (l. 23) e mundial (l. 23), respectivamente.

a) São advérbios derivados de adjetivos.

b) São adjetivos derivados de adjetivos.

c) São adjetivos derivados de substantivos.

d) São substantivos derivados de adjetivos.

e) São adjetivos derivados de advérbios.

derivados de substantivos. d) São substantivos derivados de adjetivos. e) São adjetivos derivados de advérbios. 12
derivados de substantivos. d) São substantivos derivados de adjetivos. e) São adjetivos derivados de advérbios. 12

12

derivados de substantivos. d) São substantivos derivados de adjetivos. e) São adjetivos derivados de advérbios. 12

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14. Assinale a alternativa que contém a afirmação correta acerca do uso de verbos no texto.

a) perdessem (l. 14) está flexionado no tempo pretérito imperfeito e no modo subjuntivo.

b) adequaram (l. 21) está flexionado no tempo pretérito imperfeito e no modo indicativo.

c) rotulamos (l. 30) está flexionado no tempo pretérito imperfeito e no modo subjuntivo.

d) tenha (l. 35) está flexionado no tempo pretérito e no modo subjuntivo.

e) consideramos (l. 38) está flexionado no tempo futuro e no modo subjuntivo.

15. A substituição de As sociedades (l. 13) por A sociedade acarreta a modificação, para fins de concordância, de quantas outras palavras no seguimento que vai da linha 13 à linha 17?

a) Quatro.

b) Cinco.

c) Seis.

d) Sete.

e) Oito.

Instrução: As questões 16 a 20 referem-se ao texto abaixo.

1.   Nos últimos vinte anos, é inegável a existência de

2. processo de reestruturação produtiva no mundo

3. do trabalho. Não apenas a questão da economia

4. neoliberal, sustentada em fluxos autorreguladores do

5. capitalismo contemporâneo, das relações trabalhistas,

6. da formação profissional e da

7. aplicadas às indústrias, constitui um fenômeno

8. que contribui para a profusão de problemáticas

9. complexas, relacionadas ao mundo do trabalho e à

10.formação profissional especializada. Tais problemáticas 11.e suas complexidades se estreitam em diferentes

12.âmbitos de relações de modo a

13.ou globalmente outras lógicas de formação requeridas 14.pelo mundo do trabalho.

15.  Nesse contexto, a formação profissional de base 16.interdisciplinar surge como demanda de expressiva 17.necessidade econômica e política. Desde os anos 18.noventa, a demanda por profissionais com capacidade 19.de integrar conhecimentos dispersos pela hiperespe- 20.cialização desenvolveu-se em torno da busca da 21.interdisciplinaridade, em diferentes campos do conhe-

22.cimento.

local, regional

de pesquisas

23.  Essa demanda se justifica pelas transformações 24.ocorridas no mundo do trabalho e, especificamente,

25.pelainsuficiênciaepistemológicaqueasciênciasmodernas

26.expressam diante da complexidade do mundo 27.físico, social, político e cultural do homem. Assim, a

26.expressam diante da complexidade do mundo 27.físico, social, político e cultural do homem. Assim, a 13
26.expressam diante da complexidade do mundo 27.físico, social, político e cultural do homem. Assim, a 13

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26.expressam diante da complexidade do mundo 27.físico, social, político e cultural do homem. Assim, a 13
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28.Sociologia como ciência que estuda objetos do mundo 29.social em suas dinâmicas, permanências e mutabilidades, 30.voltar-se-á para a análise das relações entre 31.mundo do trabalho, formação e práticas profissionais 32.específicas. Tanto a Sociologia do Trabalho quanto a 33.Sociologia das Profissões surgem nesse cenário como 34.importantes campos teóricos para a compreensão 35.aprofundada do tema.

36.  Acredito que os estudos sobre o trabalho devem 37.abranger uma variedade de objetos de pesquisa, 38.dando, por isso mesmo, uma amplidão sistemática no 39.que se refere aos complexos modos de relação entre 40.trabalho, formação para o trabalho, profissões e 41.formação profissional.

Adaptado de: SANTOS, Najó Glória dos et al. Formação profissional interdisciplinar. Disponível em: <https://ri.ufs.br/ bitstream/123456789/503/1/Formacao ProfissionalInterdisciplinar. pdf>. Acessado em: 07 jul. 2014.

16. Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 02, 06 e

12.

a)

esponensial – disseminação – expacialisar

b)

esponencial – dissiminação – expacializar

c)

exponensial – dessiminação – espacializar

d)

exponencial – disseminação – espacializar

e)

exponencial – dessiminação – expacialisar

17. Considere as seguintes afirmações sobre o sentido global do texto.

I – A formação interdisciplinar deve se dar com base na Sociologia, uma vez que é o campo que melhor pode aprofundar o estudo das relações de trabalho.

II – Os estudos sobre o trabalho ampliaram-se em função da dispersão de conhecimentos.

III – A formação profissional, alicerçada em fundamentos interdisciplinares, é uma necessidade decorrente do processo de reestruturação produtiva no mundo do trabalho.

Quais estão corretas, de acordo com o texto?

a) Apenas I.

b) Apenas II.

c) Apenas III.

d) Apenas I e III.

e) I, II e III.

corretas, de acordo com o texto? a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas III. d)
corretas, de acordo com o texto? a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas III. d)

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corretas, de acordo com o texto? a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas III. d)

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- FAURGS | 100 Questões Comentadas e Corrigidas - Parte 1 18. Considere as seguintes afirmações

18. Considere as seguintes afirmações sobre emprego de classe de palavras no texto.

I – inegável (l. 01) é um adjetivo em função predicativa.

II – neoliberal (l. 04) é um adjetivo em função de adjunto adnominal.

III – regional (l. 12) é um adjetivo em função adverbial.

Quais estão corretas, de acordo com o texto?

a) Apenas I.

b) Apenas II.

c) Apenas I e III.

d) Apenas II e III.

e) I, II e III.

19. Quanto à forma verbal voltar-se-á (l. 30), é correto afirmar que está conjugada

a) na terceira pessoa singular do presente do indicativo.

b) na terceira pessoa singular do presente do subjuntivo.

c) na terceira pessoa singular do pretérito imperfeito do indicativo.

d) na terceira pessoa singular do pretérito do subjuntivo.

e) na terceira pessoa singular do futuro do presente do indicativo.

20. Quanto à oração que os estudos sobre o trabalho devem abranger uma variedade de objetos de pesquisa (l. 36-37), é correto afirmar que é uma

a) oração subordinada adverbial causal.

b) oração subordinada substantiva subjetiva.

c) oração subordinada substantiva completiva nominal.

d) oração subordinada substantiva objetiva direta.

e) oração subordinada adjetiva restritiva.

direta. e) oração subordinada adjetiva restritiva. Gabarito:  1. C  2. B  3. A  4. D  5.
direta. e) oração subordinada adjetiva restritiva. Gabarito:  1. C  2. B  3. A  4. D  5.

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- FAURGS | 100 Questões Comentadas e Corrigidas - Parte 1 3. TJ-RS – ASSESSOR JURÍDICO
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3. TJ-RS – ASSESSOR JURÍDICO – 2016

Instrução: As questões 01 a 06 referem-se ao texto abaixo.

Videiras de Cristal

1.   Bem mais tarde, quando o dormitório coletivo

2. envolvia-se nas sombras e

3. e os espaçados gemidos dos enfermos permeando o

4. calor rançoso das respirações, Jacobina e Ana Maria

5. Hofstäter estavam à janela, olhando as luzes da cidade:

6. pouco a pouco se apagavam, e a fímbria de pontos

7. luminosos às margens do rio

8. móvel, de uma sinuosidade ágil, como se alguém

9. inconstante traçasse sucessivas linhas de um contorno.

10.  Haviam dividido o pão da avó Müller e o mastigavam 11.sem fome.

12.  – Nunca aceite nenhuma violência – disse Jacobina, 13.despertando de uma longa mudez. Aceitar a violência 14.é negar a própria vida. Aqueles homens que violaram 15.você ao lado da cruz, eles um dia pagarão.

16.  Ana Maria estremeceu. Desde o acontecimento do 17.arroio nunca mais falaram no assunto.

18.  – A senhora acha que um dia eu vou casar?

19.  Ana Maria sentiu logo que não deveria perguntar isso.

20.  – Por que não? Irá casar, igual a Maria Sehn. – 21.Jacobina voltou os olhos para Ana Maria. – Sei o que 22.você está pensando. Mas uma coisa eu lhe asseguro:

23.você é tão virgem como Maria Sehn era antes do

24.casamento.

25.  Só, em sua cama, enrolada no exíguo cobertor

os pés de fora e batendo o queixo de

27.frio, Ana Maria pensava no jovem Haubert. Sempre 28.acompanhando o tutor Robinson o Ruivo, Haubert 29.foi ocupando um lugar no Ferrabrás, e não apenas nos 30.corações dos chefes. Jovem como uma figueira de um 31.ano, tinha o olhar caído e triste de um homem de 32.quarenta. Gostaria que ele estivesse ali, junto com 33.elas. Ele as protegeria. E adormeceu pensando: a

34.saudade é a verdadeira medida do amor.

26.que

num cordão

apenas os roncos

Adaptado de ASSIS BRASIL, L. A. Videiras de Cristal. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1997. 5ª edição. Páginas 211-212.

de ASSIS BRASIL, L. A. Videiras de Cristal. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1997. 5ª edição. Páginas
de ASSIS BRASIL, L. A. Videiras de Cristal. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1997. 5ª edição. Páginas

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de ASSIS BRASIL, L. A. Videiras de Cristal. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1997. 5ª edição. Páginas

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- FAURGS | 100 Questões Comentadas e Corrigidas - Parte 1 1. Assinale a alternativa que
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1. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das linhas 02, 07 e 26 do texto, respectivamente.

a) ouvia-se – transformava-se – deixavam

b) ouviam-se – transformavam-se – deixava

c) ouvia-se – transformava-se – deixava

d) ouviam-se – transformava-se – deixava

e) ouvia-se – transformavam-se – deixavam

2. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmações a seguir.

( ) Na oração o mastigavam sem fome (l. 10-11), o sujeito é indeterminado e o objeto direto

é expresso pelo pronome o.

( ) Na oração uma coisa eu lhe asseguro (l. 22), o sujeito é o pronome eu, o objeto direto é uma coisa e o objeto indireto é expresso pelo pronome lhe.

( ) Na oração Ele as protegeria (l. 33), o sujeito é o pronome Ele e o objeto direto é expresso pelo pronome as.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

a) V – F – V.

b) V – F – F.

c) F – V – V.

d) F – V – F.

e) V – V – V.

3. Assinale a alternativa que apresenta sinônimos das palavras permeando (l. 03), fímbria (l. 06) e exíguo (l. 25), tais como foram empregadas no texto.

a)

atravessando – orla – pequeno.

b)

trancando – montanha – apertado.

c)

aguçando – quantidade – precário.

d)

transpassando – maré – exímio.

e)

assimilando – linha – enxuto.

4. autor do texto usa o pronome você ao invés do pronome tu na narrativa. Se, ao invés disso,

O

o pronome escolhido fosse tu, várias frases do texto teriam de ser alteradas para fins de concordância. Assinale a alternativa que apresenta uma frase correspondente que contém erro gramatical, caso o pronome usado no texto fosse tu, em vez de você.

a) Nunca aceite nenhuma violência (l. 12). Nunca aceites nenhuma violência.

b) Aqueles homens que violaram você ao lado da cruz, eles um dia pagarão. (l. 14-15). Aqueles homens que te violaram ao lado da cruz, eles um dia pagarão.

c) Por que não? Irá casar, igual a Maria Sehn. (l. 20). Irás casar, igual a Maria Sehn.

d) Sei o que você está pensando. (l. 21-22). Sei o que tu estás pensando.

20). Irás casar, igual a Maria Sehn. d) Sei o que você está pensando. (l. 21-22).
20). Irás casar, igual a Maria Sehn. d) Sei o que você está pensando. (l. 21-22).

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20). Irás casar, igual a Maria Sehn. d) Sei o que você está pensando. (l. 21-22).
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e) Mas uma coisa eu lhe asseguro: você é tão virgem como Maria Sehn era antes do casamento. (l. 22-24). Mas uma coisa eu lhe asseguro: tu és tão virgem como Maria Sehn era antes do casamento.

5. Considere as seguintes afirmações.

I – Se a frase Nunca aceite nenhuma violência (l. 12) estivesse em discurso indireto, seria escrita como Jacobina disse a Ana Maria que nunca aceitasse nenhuma violência.

II – Se a frase A senhora acha que um dia eu vou casar? (l. 18) estivesse em discurso direto, seria escrita como Ana Maria perguntou se Jacobina achava que um dia eu casaria.

III – Se a frase Irá casar, igual a Maria Sehn (l. 20) estivesse em discurso indireto, seria escrita como Jacobina disse a Ana Maria que ela iria casar, igual a Maria Sehn.

Quais estão corretas?

a) Apenas II.

b) Apenas I e II.

c) Apenas I e III.

d) Apenas II e III.

e) I, II e III.

6. Assinale a única alternativa em que a partícula que desempenha a mesma função sintática do que em Aqueles homens que violaram você ao lado da cruz, eles um dia pagarão (l. 14-15).

a) que (l. 18).

b) que (l. 19).

c) que (l. 20).

d) que (l. 26).

e) que (l. 32).

Instrução: As questões 07 a 12 referem-se ao texto abaixo.

A língua do Brasil amanhã

1.   Ouvimos com frequência opiniões alarmantes a

vezes se diz

3. que ela vai simplesmente desaparecer, em benefício de

4. outras línguas supostamente expansionistas (em especial

5. o inglês, atual candidato número um a língua universal);

6. ou que vai se “misturar” com o espanhol, formando o

7. “portunhol”; ou, simplesmente, que vai se corromper

8. pelo uso da gíria e das formas populares de expressão

9. (do tipo: o casaco que cê ia sair com ele tá rasgado).

10.Aqui pretendo trazer uma opinião mais otimista: a 11.nossa língua, estou convencido, não está em perigo de 12.desaparecimento, muito menos de mistura. Por outro 13.lado (e não é possível agradar a todos) acredito que

2. respeito do futuro da nossa

menos de mistura. Por outro 13.lado (e não é possível agradar a todos) acredito que 2.
menos de mistura. Por outro 13.lado (e não é possível agradar a todos) acredito que 2.

18

menos de mistura. Por outro 13.lado (e não é possível agradar a todos) acredito que 2.

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- FAURGS | 100 Questões Comentadas e Corrigidas - Parte 1 14.nossa língua está mudando, e
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14.nossa língua está mudando, e certamente não será a 15.mesma dentro de vinte, cem ou trezentos anos.

16.  O que é que poderia ameaçar a integridade ou 17.a existência da nossa língua? Um dos fatores, 18.frequentemente citado, é a influência do inglês – o 19.mundo de empréstimos que andamos fazendo para 20.nos expressarmos sobre certos assuntos.

21.  Não se pode negar que o fenômeno existe; o que 22.mais se faz hoje em dia é surfar, deletar ou tratar do 23.marketing. Mas isso não significa o desaparecimento 24.da língua portuguesa. Empréstimos são um fato da 25.vida e sempre existiram. Hoje pouca gente sabe disso, 26.mas avalanche, alfaiate, tenor e pingue-pongue 27.são palavras de origem estrangeira; hoje já se 28.naturalizaram, e certamente ninguém vê ameaça 29.nelas. Afinal de contas, quando se começou a jogar 30.aquela bolinha em cima da mesa, precisou-se de um 31.nome; podíamos dizer tênis de mesa, e alguns tentaram, 32.mas a palavra estrangeira venceu – só que virou 33.portuguesa, hoje vive entre nós como uma imigrante já 34.casada, com filhos brasileiros etc. Perdeu até o sotaque.

35.  Quero dizer que não há o menor sintoma de que os 36.empréstimos estrangeiros estejam causando lesões na 37.língua portuguesa; a maioria, aliás, desaparece em 38.pouco tempo, e os que ficam se assimilam. Como toda 39.língua, o português precisa crescer para dar conta das

40.novidades sociais, tecnológicas, artísticas e culturais; e 41.pode aceitar empréstimos – ravióli, ioga, chucrute, 42.balé – e também pode (e com maior frequência) 43.criar palavras a partir de seus próprios recursos – 44.como computador, ecologia, poluição – ou então estender 45.o uso de palavras antigas a novos significados – 46.executivo ou celular, que significam coisas hoje que

vinte anos. Isso está acontecendo

48.a todo o tempo com todas as línguas, e nunca levou

47.não significavam

49.nenhuma delas

extinção.

Adaptado de PERINI, M. A. A língua do Brasil amanhã e outros mistérios. São Paulo: Parábola Editorial, 2004. Páginas 11-14.

7. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das linhas 02, 47 e 49 do texto, respectivamente.

a) As – a – a

b) Às – há – à

c) As – há – a

d) Às – a – a

e) Às – a – à

a) As – a – a b) Às – há – à c) As – há
a) As – a – a b) Às – há – à c) As – há

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a) As – a – a b) Às – há – à c) As – há
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8. Considere as seguintes afirmações sobre algumas das ideias do texto.

I – Segundo o autor, a língua portuguesa não corre o risco de desaparecer ou ter sua identidade alterada. Contudo, é preciso estar atento ao uso demasiado de estrangeirismos, que podem, no longo prazo, ameaçar a integridade da língua.

II – Existem palavras da língua portuguesa que têm sua origem estrangeira e que nunca foram aportuguesadas, como ravióli, ioga, chucrute, balé, que mantêm sua pronúncia original.

III – Além de a língua contar com novas palavras, criadas no seio da própria língua (computador,

por exemplo), o autor destaca que palavras antigas na língua podem receber novos significados com o passar do tempo.

Quais estão corretas?

a) Apenas I.

b) Apenas III.

c) Apenas I e II.

d) Apenas I e III.

e) Apenas II e III.

9. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmações a seguir sobre algumas das ideias do texto.

( ) Os empréstimos linguísticos são um fenômeno relativamente recente na língua, um reflexo de atividades modernas, como surfar, deletar e lidar com vocábulos da área do marketing.

( ) A língua portuguesa está mudando mais rapidamente hoje do que antigamente para que seu vocabulário possa abarcar novidades de ordem social, tecnológica, artística e cultural.

( ) Todas as línguas podem receber a influência de empréstimos linguísticos, não apenas a língua portuguesa.

A

sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

a)

F – F – V.

b)

V – F – V.

c)

F – V – F.

d)

V – V – F.

e)

F – F – F.

10. autor apresenta o casaco que cê ia sair com ele tá rasgado (l. 09) como exemplo de uso

O

de gírias e expressões populares. Assinale a alternativa que apresenta uma possível reescrita

dessa frase, de acordo com a norma culta da língua portuguesa.

a) O casaco que você sairia está rasgado.

b) O casaco que você sairia com ele está rasgado.

c) O casaco com o qual você sairia está rasgado.

d) O casaco com que tu sairia está rasgado.

e) O casaco que tu irias sair está rasgado.

você sairia está rasgado. d) O casaco com que tu sairia está rasgado. e) O casaco
você sairia está rasgado. d) O casaco com que tu sairia está rasgado. e) O casaco

20

você sairia está rasgado. d) O casaco com que tu sairia está rasgado. e) O casaco

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11. Assinale a alternativa que apresenta uma oração que NÃO desempenha a função de objeto direto.

a) que vai se “misturar” com o espanhol, formando o “portunhol” (l. 06-07).

b) que nossa língua está mudando (l. 13-14).

c) que andamos fazendo para nos expressarmos sobre certos assuntos (l. 19-20).

d) que o fenômeno existe (l. 21).

e) que não há o menor sintoma de que os empréstimos estrangeiros estejam causando lesões na língua portuguesa (l. 35-37).

12. Assinale a alternativa que contém apenas palavras empregadas como adjetivos no texto.

a) alarmantes (l. 01) – expansionistas (l. 04) – certamente (l. 14).

b) otimista (l. 10) – integridade (l. 16) – fatores (l. 17).

c) possível (l. 13) – influência (l. 18) – portuguesa (l. 24).

d) estrangeira (l. 27) – casada (l. 34) – menor (l. 35).

e) portuguesa (l. 33) – imigrante (l. 33) – brasileiros (l. 34) – novidades (l. 40).

Instrução: As questões 13 a 24 referem-se ao texto abaixo.

1.   Todo mundo teve ao menos uma namorada esquisita,

2. comigo não foi diferente. Beber é trivial, bebe-se por

3. prazer, para comemorar, para esquecer, para suportar

4. a vida, mas beber para ficar de ressaca nunca tinha

5. visto. Essa era Stela, ela bebia em busca do lado escuro

6. do porre. Acreditava que precisava desse terremoto

7. orgânico para seu reequilíbrio espiritual.

8.   Sua ressaca era diferente, não como a nossa, tingida

9. de culpa pelo excesso. A dela era almejada, portanto

10.com propriedades metafísicas. Nem por isso passava 11.menos mal, sofria muito, o desconforto era visível, 12.pungente. Tomava coisas que poucos profissionais 13.do copo se arriscariam, destilados das marcas mais 14.diabo. Ou então era revés de um vinho da Serra com 15.nome de Papa, algo que nem ao menos rolha tinha, 16.era de tampinha. Bebida que, com sua qualidade, 17.desonrava, simultaneamente, os vinhos e o pontífice.

18.  Não era masoquismo. Acompanhando suas 19.peregrinações etílicas, cheguei a outra conclusão: ela 20.realmente precisava daquilo. Stela inventara uma 21.religião do Santo Daime particular, caseira, sabia que 22.era preciso passar pelo inferno para vislumbrar o céu. 23.Os porres eram uma provação cósmica, um ordálio 24.voluntário, um encontro reverencial com o sagrado.

25.  Depois da devastação do pileque, ela ficava melhor. 26.Uma lucidez calma a invadia, sua beleza readquiria os

25.  Depois da devastação do pileque, ela ficava melhor. 26.Uma lucidez calma a invadia, sua beleza readquiria
25.  Depois da devastação do pileque, ela ficava melhor. 26.Uma lucidez calma a invadia, sua beleza readquiria

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25.  Depois da devastação do pileque, ela ficava melhor. 26.Uma lucidez calma a invadia, sua beleza readquiria
Português - FAURGS | 100 Questões Comentadas e Corrigidas - Parte 1 27.traços que a
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27.traços que a marcavam, seus olhos voltavam ao 28.brilho que me encantara. Tinha mergulhado no poço 29.da existência e reavaliado seus rumos. Durante dias a 30.paz reinava entre nós e entre ela e o mundo.

31.  Mas bastava uma nova dúvida em sua vida, uma 32.decisão a tomar, e ela requisitava mais um inferno para 33.se repensar. A rotina era extenuante. Quem aguenta uma 34.mulher que, em vez de falar sobre a vida, mergulha 35.num porre xamânico? Mas o amor perdoa. Lá estava 36.eu ajudando-a a levantar-se de mais uma triste 37.manguaça. Fiquei expert em reidratar e reanimar mortos, 38.em contornar enxaquecas siderais e em amparar dengues

39.existenciais.

40.  Amava Stela pela inusitada maneira de consultar o 41.destino. Triste era o desencontro. Eu cansado por 42.cuidá-la depois de uma noite mal dormida, servindo de 43.enfermeiro, e ela radiante, prenha da energia que a 44.purgação lhe rendera.

45.  Stela era irredutível no seu método terapêutico, 46.dizia que só nesse estado se encontrava com o melhor 47.de seu ser. Reiterava que era mais sábia durante o 48.martírio. Insistia que, sóbria, em seu estado normal, 49.sofria de um otimismo injustificado que lhe turvava a 50.realidade. Seu lema era: “Só na ressaca enxergamos o 51.mundo como ele é”.

52.  Um dia, sem muitas palavras, Stela foi embora. 53.Alguma ressaca oracular deve ter lhe dito que eu não 54.era bom para seu futuro. Não a culpo.

Adaptado de: CORSO, M. O valor da ressaca. Zero Hora, n. 18489, 02/04/2016. Disponível em: http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/

default2.jsp?uf=1&local=1&source=a5711255.xml&template=3916.

dwt&edition=28691&section=4572. Acessado em 02/04/2016.

13. Identifique a alternativa que apresenta uma interpretação adequada, no contexto em que se encontra, da frase que inicia o quinto parágrafo do texto.

a) Diante de uma dúvida ou decisão a tomar, Stela pedia ajuda ao namorado.

b) Diante de uma dúvida ou decisão a tomar, Stela refugiava-se em lugares pouco acessíveis.

c) Diante de uma dúvida ou decisão a tomar, Stela tomava um porre para ficar de ressaca.

d) Diante de uma dúvida ou decisão a tomar, Stela ia a lugares agitados para pensar sobre si mesma.

e) Diante de uma dúvida ou decisão a tomar, Stela sentia necessidade de infernizar a vida do namorado.

14. Considere as afirmações a seguir a respeito do uso de expressões referenciais no texto.

I – A expressão o pontífice (l. 17) faz referência ao vinho que Stela costumava tomar.

referenciais no texto. I – A expressão o pontífice (l. 17) faz referência ao vinho que
referenciais no texto. I – A expressão o pontífice (l. 17) faz referência ao vinho que

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referenciais no texto. I – A expressão o pontífice (l. 17) faz referência ao vinho que

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- FAURGS | 100 Questões Comentadas e Corrigidas - Parte 1 II – O pronome pessoal

II – O pronome pessoal a (l. 26) faz referência a Stela.

III – A expressão a purgação (l. 43-44) faz referência ao desencontro entre Stela e o namorado.

Quais estão corretas?

a) Apenas I.

b) Apenas II.

c) Apenas III.

d) Apenas I e II.

e) Apenas II e III.

15. Assinale a alternativa em que o trecho extraído do texto NÃO contém expressão com sentido metafórico.

a) terremoto orgânico (l. 06-07)

b) a nossa, tingida de culpa (l. 08-09)

c) requisitava mais um inferno para se repensar (l. 32-33)

d) poço da existência (l. 28-29)

e) otimismo injustificado (l. 49)

16. Considere as afirmações a seguir sobre o uso de pronomes oblíquos de terceira pessoa no texto.

I – O pronome se (l. 13) é um pronome recíproco.

II – O pronome se (l. 33) é um pronome reflexivo.

III – O pronome se (l. 36) é um pronome recíproco.

Quais estão corretas?

a) Apenas I.

b) Apenas II.

c) Apenas III.

d) Apenas I e II.

e) Apenas II e III.

17. Assinale a alternativa que apresenta uma forma verbal que expressa o sentido contextual da palavra turvava (l. 49).

a) distorcia

b) refletia

c) repetia

d) endurecia

e) esclarecia

18. Assinale a alternativa em que o trecho do texto contém oração na voz passiva.

a) Beber é trivial, bebe-se por prazer, para comemorar, para esquecer, para suportar a vida, mas beber para ficar de ressaca nunca tinha visto. (l. 02-05)

b) Sua ressaca era diferente, não como a nossa, tingida de culpa pelo excesso. (l. 08-09).

tinha visto. (l. 02-05) b) Sua ressaca era diferente, não como a nossa, tingida de culpa
tinha visto. (l. 02-05) b) Sua ressaca era diferente, não como a nossa, tingida de culpa

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tinha visto. (l. 02-05) b) Sua ressaca era diferente, não como a nossa, tingida de culpa
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c) Uma lucidez calma a invadia, sua beleza readquiria os traços que a marcavam, seus olhos voltavam ao brilho que me encantara. (l. 26-28)

d) Eu cansado por cuidá-la depois de uma noite mal dormida, servindo de enfermeiro, e ela radiante, prenha da energia que a purgação lhe rendera. (l. 41-44)

e) Insistia que, sóbria, em seu estado normal, sofria de um otimismo injustificado que lhe turvava a realidade. (l. 48-50)

19. Considere as afirmações a seguir.

I – O pronome a (l. 26) exerce a função de objeto direto.

II – O pronome lhe (l. 44) exerce a função de complemento nominal.

III – O pronome lhe (l. 53) exerce a função de objeto indireto.

Quais estão corretas?

a) Apenas I.

b) Apenas II.

c) Apenas III.

d) Apenas I e III.

e) Apenas II e III.

20. Considere as propostas a seguir de substituição de formas verbais do texto.

I – Substituição de inventara (l. 20) por havia inventado.

II -Substituição de marcavam (l. 27) por marcariam.

III – Substituição de tinha mergulhado (l. 28) e reavaliado (l. 29) por mergulhara e reavaliara, respectivamente.

Quais mantêm o sentido literal das frases em que se encontram?

a) Apenas I.

b) Apenas II.

c) Apenas III.

d) Apenas I e II.

e) Apenas I e III.

21. Assinale a alternativa que apresenta a classificação gramatical da palavra A da linha 09, da palavra a da linha 19 e da palavra a da linha 54, respectivamente.

a) preposição – artigo definido – pronome pessoal

b) pronome pessoal – artigo definido – preposição

c) pronome pessoal – preposição – pronome pessoal

d) artigo definido – preposição – pronome pessoal

e) artigo definido – artigo definido – preposição

d) artigo definido – preposição – pronome pessoal e) artigo definido – artigo definido – preposição
d) artigo definido – preposição – pronome pessoal e) artigo definido – artigo definido – preposição

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d) artigo definido – preposição – pronome pessoal e) artigo definido – artigo definido – preposição

Português - FAURGS | 100 Questões Comentadas e Corrigidas - Parte 1

- FAURGS | 100 Questões Comentadas e Corrigidas - Parte 1 22. Assinale a alternativa em
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22. Assinale a alternativa em que a palavra extraída do texto NÃO apresenta, em sua formação, processo de derivação prefixal.

a) reequilíbrio (l. 07)

b) realmente (l. 20)

c) readquiria (l. 26)

d) reavaliado (l. 29)

e) reanimar (l. 37)

23. Considere as seguintes formas encontradas no texto.

I – por (l. 10)

II – pelo (l. 22)

III – pela (l. 40)

IV – por (l. 41)

Quais veiculam ideia de causa?

a) Apenas III.

b) Apenas I e II.

c) Apenas III e IV.

d) Apenas I, II e IV.

e) Apenas I, III e IV.

24. Em qual das linhas do texto referidas abaixo a palavra que é uma conjunção integrante?

a)

Linha 06.

b)

Linha 12.

d)

Linha 15.

d)

Linha 34.

e)

Linha 49.

d) Linha 15. d) Linha 34. e) Linha 49. Gabarito:  1. D  2. C  3. A 
d) Linha 15. d) Linha 34. e) Linha 49. Gabarito:  1. D  2. C  3. A