Você está na página 1de 11

CONTABILIDADE AMBIENTAL: UM ESTUDO SOBRE SUA APLICABILIDADE EM EMPRESAS BRASILEIRAS

89
APLICAÇÕES SOCIAIS DAS SOCIEDADES COOPERATIVAS: UM mODELO DE DEMONSTRAÇÃO CONTÁBIL

Contabilidade Ambiental: Um Estudo sobre sua


Aplicabilidade em Empresas Brasileiras
Adalto de Oliveira Santos
Graduando em Ciências Contábeis da PUC-Campinas

Fernando Benedito da Silva


Graduando em Ciências Contábeis da PUC-Campinas

Synval de Souza
Graduando em Ciências Contábeis da PUC-Campinas

Marcos Francisco Rodrigues de Sousa – Orientador


Professor Ms. da PUC-Campinas

RESUMO ABSTRACT

A globalização da economia e a conscientização The globalization of the economy and the


da sociedade estão forçando, atualmente, as empre- awareness of the society are forcing, currently, the
sas a adotarem uma postura responsável perante o companies to adopt a responsible position before the
meio ambiente, isto é, produzir sem agressão à natu- environment, that is, to produce without aggression
reza. Para isto elas estão implantando um Sistema de the nature. For this they are implanting a System of
Gestão Ambiental de acordo com as normas da série Environmental Management in accordance with the
ISO 14000. norms of series ISO 14000.
Fazer este gerenciamento exige a aplicação de um To make this management demands the
considerável montante de recursos financeiros, deven- application of a considerable sum of financial features,
do-se ter constante preocupação em controlá-los. En- having itself to have constant preoccupation in
tende-se que a contabilidade é uma das ferramentas controlling them. One understands that the accounting
mais eficientes e eficazes para este processo. is one of the efficient tools most for this process.
Observa-se, no entanto, que poucas empresas, no It is observed, however, that few companies, in
Brasil, utilizam a contabilidade na sua gestão Brazil, use the accounting in its environmental
ambiental. Portanto, o principal objetivo da realização management. Therefore, the main objective of the
deste estudo é verificar qual o grau de desenvolvi- accomplishment of this study is to verify which the
mento da Contabilidade Ambiental nas empresas bra- degree of development of the Environmental
sileiras. Accounting in the Brazilian companies.
Após uma revisão bibliográfica sobre o tema, foi After a bibliographical walk through on the subject,
elaborada uma pesquisa de campo que consistiu no was elaborated a field research that consisted of the
envio de um questionário aos departamentos de con- sending of a questionnaire to the accounts
tabilidade de indústrias potencialmente poluidoras. O departements of potentially polluting industries. The
universo compreendeu as empresas listadas no guia universe understood the companies listed in the guide
“As 500 maiores empresas do Brasil”, edição 2000, “500 bigger companies of Brazil”, edition 2000, of the
da revista Exame; e a amostra foi de 50 empresas Exame Maganize, and the sample was of 50 companies
cujo faturamento, em 2000, ultrapassou US$ 50 bi- whose invoicing, in 2000, exceed US$ 50 billion.
lhões.
Palavras-chave: gerenciamento ambiental, conta- Key words: environmental management,
bilidade, aplicação, empresas brasileiras. accounting, application, Brazilian companies.
Revista Contabilidade & Finanças FIPECAFI - FEA - USP, São Paulo, FIPECAFI, v.16, n. 27, p. 89 - 99, setembro/dezembro 2001
90 Revista Contabilidade & Finanças FIPECAFI - FEA - USP ARTIGO

1 - INTRODUÇÃO 2 - PLANEJAMENTO DA PESQUISA

Nos últimos anos vem aumentando a pressão, 2.1 - Formulação do Problema


exercida pela sociedade, sobre as empresas que não Muito se tem discutido sobre qual a melhor forma
respeitam o meio ambiente. Por esta razão, aliada a das empresas conciliarem seus processos produtivos
exigência do mercado, estas empresas estão sendo com a questão ambiental. Em resposta a esta neces-
obrigadas a adotar uma política de controle, preserva- sidade surgiram normas e processos que, através de
ção e recuperação ambiental a fim de garantir sua um Sistema de Gestão Ambiental, as auxiliaram no
continuidade. controle do impacto causado pelas suas atividades
Na visão de Barbieri (1997, p. 199): “ O cresci- no meio ambiente.
mento da consciência ambiental, ao modificar os Na análise de Sanches (1997, p.54): “O enfoque
padrões de consumo, constitui uma da mais impor- da proteção ambiental, desloca, então, a dimensão
tantes armas em defesa do meio ambiente. Quando ambiental do âmbito da função de produção para se
a empresa busca capturar oportunidades através do tornar parte da função da administração. Esse
crescente contingente de consumidores responsá- reposicionamento, enfim, determina uma nova relação
veis através de ações legítimas e verdadeiras, es- empresa - meio ambiente na medida em que os fato-
sas ações tendem a reforçar ainda mais a consci- res ambientais são incorporados nas metas, políticas
ência ambiental, criando um círculo virtuoso, na qual e estratégias da empresa e a proteção ambiental pas-
a atuação mercadológica, marketing verde, como sa a fazer parte de seus objetivos de negócios.”
querem alguns, torna-se um instrumento de educa- Entende-se, portanto, que a Contabilidade pode
ção ambiental.” auxiliar os administradores no gerenciamento empre-
O modelo mais usado pelas entidades para atingir sarial do meio ambiente, pois ela é considerada, atu-
este objetivo foi a implantação de uma gestão almente, uma das principais ferramentas de gestão
ambiental, isto é, método pelo qual elas controlam o de negócios.
impacto de suas atividades produtivas sobre o meio Segundo Ribeiro (1992, p.56): “A contabilidade,
ambiente. enquanto instrumento de comunicação entre empresas
Fazer este gerenciamento ambiental exige co- e sociedades, poderá estar inserida na causa ambiental.
laboração dos diversos departamentos da Compa- A avaliação patrimonial, considerando os riscos e be-
nhia. Tem que haver interação entre a administra- nefícios ambientais inerentes às peculiaridades de cada
ção e produção, garantindo, assim, a eficácia do atividade econômica, bem como sua localização, po-
processo. derá conscientizar os diversos segmentos de usuários
Segundo Epelbaum (1997, p. 235): “Pode-se ex- das demonstrações contábeis sobre a conduta admi-
pressar sucintamente o comprometimento com o meio nistrativa e operacional da empresa, no que tange o
ambiente como sendo a contínua intencionalidade e empenho da empresa sobre a questão.”
prática em considerar a proteção ambiental nas deci- Este estudo parte da premissa de que poucas en-
sões gerenciais e operacionais cotidianas. Tal noção tidades no Brasil utilizam a contabilidade em auxílio à
de comprometimento, para ser considerada abrangente gestão ambiental. Portanto, o problema que será alvo
dentro das organizações, deve ser adotada por todos de investigação é saber qual o nível de desenvolvi-
os seus níveis e funções, desde a alta administração mento da contabilidade ambiental nas empresas bra-
até o nível operacional.” sileiras.
A contabilidade é considerada uma poderosa fer-
ramenta para este processo, mas o que se verifica 2.2 - Procedimentos Metodológicos
na atual conjuntura das empresas brasileiras é um A metodologia utilizada para realização desta pes-
baixo grau de conhecimento e aplicação da contabi- quisa consistiu numa revisão da bibliografia até en-
lidade ambiental. Esta questão será analisada a par- tão disponível no meio acadêmico. A seguir elaborou-
tir da elaboração de um panorama da atual situação se uma pesquisa de campo, a qual foi constituída de
da contabilidade no gerenciamento ambiental das um questionário enviado aos Departamentos de Con-
companhias. tabilidade de diversas empresas.
Revista Contabilidade & Finanças FIPECAFI - FEA - USP, São Paulo, FIPECAFI, v.16, n. 27, p. 89 - 99, setembro/dezembro 2001
CONTABILIDADE AMBIENTAL: UM ESTUDO SOBRE SUA APLICABILIDADE EM EMPRESAS BRASILEIRAS
91

O universo deste estudo compreendeu as indús- te, e até de medidas físicas, quantitativas e qualitati-
trias de setores potencialmente poluidores as quais vas, empreendidas para sua recuperação e preserva-
faziam parte do Guia “As 500 Maiores Empresas do ção.”
Brasil” da Revista Exame, edição 2000. Teoricamente parece ser fácil seu entendimento e
sua aplicação, mas na prática são encontradas várias
O contato foi feito, via e-mail, durante os meses dificuldades as quais impedem o seu uso. A principal
de junho e julho de 2000, com 250 empresas e destas delas é a segregação das informações de natureza
50 responderam o questionário. Portanto a amostra foi ambiental das demais informações gerais da empre-
de 50 empresas de grande porte cujo faturamento sa, bem como sua correta classificação e avaliação
conjunto em 2000 ultrapassou a marca de US$ 50 bi- contábil.
lhões. Bergamini Júnior (1999, p.4) enumera outros fato-
res que dificultam o processo de implementação da
3 – CONTABILIDADE AMBIENTAL contabilidade ambiental:

3.1 - Conceitos ¾ A u s ê n c i a de definição clara de custos


A contabilidade, uma das ciências mais antigas ambientais;
do mundo, originou-se com o intuito de quantificar a ¾ Dificuldade em calcular um passivo ambiental
riqueza humana, ou seja, o patrimônio. efetivo;
Ao longo dos séculos ela vem acompanhando a ¾ Problema em determinar a existência de uma
evolução da economia e criando novas técnicas de obrigação no futuro por conta de custos passa-
identificação, mensuração e evidenciação dos even- dos;
tos econômicos e financeiros os quais causam muta- ¾ Falta de clareza no tratamento a ser dado aos
ções patrimoniais. “ativos de vida longa”, como por exemplo no
Atualmente, a contabilidade é considerada um sis- caso de uma usina nuclear;
tema de informações que tem como objetivo auxiliar o ¾ Reduzida transparência com relação aos danos
gerenciamento das entidades para que estas possam provocados pela empresa em seus ativos pró-
garantir sua continuidade. Para Marion e Iudícibus prios, dentre outros.
(2000, p. 53): “O objetivo da contabilidade pode ser
estabelecido como sendo o de fornecer informação Apesar das dificuldades, este trabalho procura
estruturada de natureza econômica, financeira e, mostrar de maneira simples os principais conceitos
subsidiariamente, física, de produtividade e social, aos da contabilidade ambiental.
usuários internos e externos à entidade objeto da Con-
tabilidade.” 3.1.1 - Ativo Ambiental
A partir deste contexto, pode-se definir contabili- São considerados ativos ambientais todos os bens
dade ambiental como o estudo do patrimônio ambiental e direitos destinados ou provenientes da atividade de
(bens, direitos e obrigações ambientais) das entida- gerenciamento ambiental, podendo estar na forma de
des. Seu objetivo é fornecer aos seus usuários, inter- capital circulante ou capital fixo.
no e externo, informações sobre os eventos ambientais O capital circulante (capital de giro) é o montante
que causam modificações na situação patrimonial, bem aplicado para a realização da atividade econômica da
como realizar sua identificação, mensuração e empresa, sendo composto pelas disponibilidades e
evidenciação. pelos ativos realizáveis a curto e longo prazo. Exem-
Na avaliação de Martins e De Luca (1994, p.25): plos de ativos ambientais que se enquadram neste
“As informações a serem divulgadas pela contabilida- grupo:
de vão desde os investimentos realizados, seja em
nível de aquisição de bens permanentes de proteção a) na conta disponibilidades podem ser
a danos ecológicos, de despesas de manutenção ou contabilizados os valores referentes a recebi-
correção de efeitos ambientais do exercício em cur- mentos oriundos de uma receita ambiental;
so, de obrigações contraídas em prol do meio ambien- b) nos ativos realizáveis a curto e longo pra-
Revista Contabilidade & Finanças FIPECAFI - FEA - USP, São Paulo, FIPECAFI, v.16, n. 27, p. 89 - 99, setembro/dezembro 2001
92 Revista Contabilidade & Finanças FIPECAFI - FEA - USP ARTIGO

zo podem ser lançados os direitos originári- do meio ambiente (água, solo, ar) ou a geração
os de uma receita ambiental e os estoques, de resíduos tóxicos.
quando relacionados com insumos do siste- 2) O segundo requisito é o de que é (sic!) provável
ma de gerenciamento ambiental ou com pro- que recursos sejam exigidos para se liquidar o
dutos reaproveitados do processo ope- passivo ambiental, ou seja, a chance de ocor-
racional. rer a saída de recursos, o que depende de um
No capital fixo as contas ambientais podem ser ou mais eventos futuros, é maior do que a de
divididas em: não ocorrer.
a) Investimentos: participação societária em em- 3) O terceiro requisito é o de que o montante do
presas ecologicamente responsáveis; passivo ambiental envolvido possa ser estima-
b) Imobilizado: bens destinados a manutenção do do com suficiente segurança.
gerenciamento ambiental, por exemplo, filtros O passivo ambiental, como qualquer passivo, está
de ar, equipamentos da estação de tratamento dividido em capital de terceiros e capital próprio os
de efluentes, etc.; quais constituem as origens de recursos da entidade.
c) Diferido: gastos em desenvolvimento de
tecnologia “limpa” de produção que beneficia- Exemplos de origens:
rão exercícios futuros, como por exemplo, os a) Bancos – empréstimos de instituições finan-
gastos de implantação do Sistema de Gestão ceiras para investimento na gestão ambiental;
Ambiental para a certificação ISO 14001. b) Fornecedores – compra de equipamentos e
Para completar o grupo do ativo, vale destacar, insumos para o controle ambiental;
também, o ativo ambiental intangível que são bens c) Governo – multas decorrentes a infração
ou direitos incorpóreos de difícil mensuração. Como ambiental;
exemplo, pode-se citar a certificação ISO 14001 d) Funcionários – remuneração de mão de obra
que trará valorização da imagem e marca da em- especializada em gestão ambiental;
presa. e) Sociedade – indenizações ambientais;
f) Acionistas – aumento do capital com destinação
3.1.2 - Passivo Ambiental exclusiva para investimentos em meio ambien-
Passivo ambiental é toda obrigação contraída vo- te ou para pagamento de um passivo ambiental;
luntária ou involuntariamente destinada a aplicação em g) Entidade – através de destinação de parte dos
ações de controle, preservação e recuperação do meio resultados (lucro) em programas ambientais.
ambiente, originando, como contrapartida, um ativo
ou custo ambiental. 3.1.3 - Receita Ambiental
Na opinião do IBRACON (1996, p.5): “O passivo Segundo o IASB (apud IUDÍCIBUS & MARION,
ambiental pode ser conceituado como toda agressão 2000, p.173) a receita pode ser definida como: “(...) o
que se praticou/pratica contra o meio ambiente e con- acréscimo de benefícios econômicos durante o perío-
siste no valor de investimentos necessários para do contábil na forma de entrada de ativos ou decrés-
reabilitá-lo, bem como multas e indenizações em po- cimo de exigibilidade e que redunda num acréscimo
tencial.” do patrimônio líquido, outro que não o relacionado a
De acordo com a IAS 371, para o reconhecimento ajustes de capital (...)”
de um passivo ambiental deve-se atender os seguin- O objetivo principal da implantação da gestão
tes requisitos (apud FERREIRA, 2000, p.115): ambiental não é gerar receita para a empresa, e sim,
desenvolver uma política responsável acerca dos pro-
1) O primeiro deles é de que a entidade tem uma blemas ambientais. Mas isto não impede que a em-
obrigação presente legal ou implícita como con- presa tire algum proveito econômico deste processo.
seqüência de um evento passado, que é o uso A seguir têm-se três exemplos de receitas ambientais:

1
International Accounting Standards – 37 (Norma Internacional de Contabilidade 37)

Revista Contabilidade & Finanças FIPECAFI - FEA - USP, São Paulo, FIPECAFI, v.16, n. 27, p. 89 - 99, setembro/dezembro 2001
CONTABILIDADE AMBIENTAL: UM ESTUDO SOBRE SUA APLICABILIDADE EM EMPRESAS BRASILEIRAS
93

¾ Prestação de serviços especializados em ges- ternos (privados) e custos externos (sociais).


tão ambiental; Custos internos são aqueles tradicionais
¾ Venda de produtos elaborados a partir de so- contabilizados ao longo do processo produtivo os quais
bras de insumos do processo produtivo; servem de base para a determinação do preço de ven-
¾ Participação no faturamento total da empresa que da dos produtos. Exemplo: matéria prima, mão-de-obra,
se reconhece como sendo devida a sua atua- depreciação de equipamentos, etc. Geralmente as
ção responsável com o meio ambiente. empresas não encontram maiores dificuldades em
Este último exemplo, apesar de sua complexida- identificá-los e controlá-los.
de, pode ser calculado tomando como base estatísti- Custos externos, de acordo com a U.S. EPA2 (1995,
cas elaboradas com o mercado consumidor, determi- p.34), são aqueles custos gerados pelo impacto da ati-
nando-se o percentual de clientes que realizaram a vidade da empresa no meio ambiente e na sociedade,
compra tendo como exigência e pré condição o item os quais a companhia não se responsabiliza financei-
responsabilidade ambiental. Corroborando esta idéia, ramente. Exemplo: custo com tratamento de doenças
Martins e Ribeiro (1995, p.35) considera que: “A maci- respiratórias ocasionadas pela poluição do ar.
ça conscientização da sociedade em muitos lugares Segundo Martins e Ribeiro (1995, p.31): “Nunca
veio afetar a imagem da empresa junto ao seu público se imputou, e ainda não se imputa à mercadoria pro-
consumidor, o qual passou a ser forte elemento de duzida, todos os custos necessários à sua elabora-
pressão para as empresas começarem a investir no ção, pois a empresa agrega ao seu custo de produção
controle ambiental, visto que dele depende a evolu- somente o valor de insumos que representam desem-
ção do fluxo de receitas da empresa.” bolso financeiro por parte da empresa, ou seja, aque-
les pelos quais efetivamente ela paga. Não são com-
3.1.4 - Custos e Despesas Ambientais putados gastos futuros que a sociedade terá para re-
Custos e despesas ambientais são gastos (con- por esses bens, menos ainda o quanto a sociedade
sumo de ativos) aplicados direta ou indiretamente no futura sofrerá para não tê-los a disposição, quando
sistema de gerenciamento ambiental do processo pro- não renováveis.”
dutivo e em atividades ecológicas da empresa. Quan- A identificação e mensuração dos custos sociais
do aplicados diretamente na produção, estes gastos são consideradas um dos principais desafios, atual-
são classificados como custo, e se forem aplicados mente, para a Ciência Contábil, por isso devem ser
de forma indireta são chamados de despesa. objeto de estudos mais aprofundados.
Na visão de Ribeiro (1992, p.80): “O valor dos
insumos, mão de obra, amortização de equipamentos 3.2 – Aplicações
e instalações do processo de preservação, proteção e A contabilidade ambiental possui um grande po-
recuperação do meio ambiente, bem como serviços tencial de aplicação dentro de um sistema contábil,
externos e os gastos para realização de estudos téc- seja ele público ou privado. Atenta às particularidades
nicos sobre a metodologia e procedimentos adequa- de cada usuário ela procura fornecer informações que
dos podem constituir-se em exemplos de custos e atendam suas necessidades.
despesas ambientais.” A Agência de Proteção Ambiental dos EUA elabo-
É importante ressaltar, também, que os custos rou um quadro destacando as principais aplicações
ambientais podem ser classificados como custos in- da contabilidade ambiental (1995, p.4):

APLICAÇÃO FOCO USUÁRIO


Contabilidade Nacional Nação Externo
Contabilidade Financeira Empresa Externo
Contabilidade Gerencial Empresa Interno

2
Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos

Revista Contabilidade & Finanças FIPECAFI - FEA - USP, São Paulo, FIPECAFI, v.16, n. 27, p. 89 - 99, setembro/dezembro 2001
94 Revista Contabilidade & Finanças FIPECAFI - FEA - USP ARTIGO

3.2.1 - Contabilidade Nacional sicas aos seus usuários e é obrigatória conforme a


Contabilidade Nacional é um instrumento que legislação comercial.”
mensura as atividades macroeconômicas de um país, Sua aplicação na área ambiental destina-se ao re-
ou seja, é utilizada para medir monetariamente o valor gistro dos eventos relacionados ao meio ambiente
total da produção em determinado período, formando como por exemplo a evidenciação de ativos e passi-
o chamado Produto Interno Bruto (PIB). vos ambientais nas demonstrações contábeis. Este
No contexto ambiental, este tipo de contabilidade tipo de informação esta sendo cada vez mais exigido
pode ser aplicada para avaliar as reservas e o consu- pelo mercado, por isso é necessária a sua divulgação
mo de recursos naturais renováveis e não-renováveis. de maneira transparente e fidedigna.
Todavia alguns estudiosos apontam limitações e fa- O relatório que se mostra mais eficaz para esta
lhas no atual sistema de contas nacionais, principal- demonstração é o Balanço Social o qual já é utilizado
mente no que se refere ao cálculo do PIB. por várias empresas no Brasil. Todavia é importante
O economista equatoriano Alberto Acosta desta- que haja uma padronização dos modelos publicados
ca que certas atividades que agridem o meio ambien- atualmente.
te são somadas no montante do PIB, quando deveri-
am ser subtraídas. Um exemplo disto é a exploração 3.2.3 - Contabilidade Gerencial
do petróleo a qual é considerada um indicador de ri- Destina-se à coleta e análise das informações
queza nacional, mas sabe-se que a cada barril explo- fornecidas pela Contabilidade Financeira e Contabili-
rado diminui-se suas reversas, ficando assim o país dade de Custos com o objetivo de subsidiar o proces-
“mais pobre” em petróleo. Segundo Acosta (2000): “(...) so de tomada de decisões empresariais. A vantagem
como que uma atividade que diminui nosso patrimônio é que ela não está amarrada aos princípios contábeis
natural ou que nos obriga a gastar com recuperação e às legislações comercial e fiscal.
ou proteção pode se apresentar como elemento de A Contabilidade Gerencial é a que melhor se apli-
crescimento do PIB?” ca, dentre as anteriores, na gestão ambiental pois para
O jornalista Washington Novaes apresenta outros gerir o meio ambiente é necessário um controle finan-
exemplos da limitação da contabilidade ambiental no ceiro constante a fim de otimizar o resultado da políti-
contexto nacional. Segundo ele (2001, p.A2): “(...) quem ca ambiental. Para Ferreira (1999, p.2): “De modo ge-
contabiliza, na área de saúde, os custos de poluição ral, a gestão contemporânea é movida a resultados,
atmosférica gerada pelos gases emitidos por veícu- portanto, um sistema de informações voltado para a
los? Quem soma os investimentos necessários para atividade ambiental deveria ter a capacidade de apre-
implantar e conservar as redes viárias e os debita pro- sentar os resultados das ações referentes a ela e não
porcionalmente na conta de automóveis? Quem res- somente em relação aos custos incorridos.”
ponsabiliza a agricultura pelos custos dos modelos Um dos principais inibidores da falta de investi-
de ocupação do solo-erosão e perda de fertilidade, mentos na gestão ambiental é a escassez de recur-
degradação de bacias hidrográficas, êxodo rural e sos das entidades. Portanto, a contabilidade se torna
inchaço das periferias urbanas, etc.?” relevante através de suas informações as quais auxi-
Como pode-se observar esta não é uma tarefa sim- liarão os gestores ambientais a desenvolverem um
ples, por isso deve haver uma maior preocupação dos bom trabalho de monitoramento, proteção e recupera-
governos em incentivar o desenvolvimento de novas ção do meio ambiente.
metodologias que traduzam com mais exatidão o ní-
vel de consumo e esgotamento dos recursos naturais 4 – RESULTADO DA PESQUISA DE
existentes no planeta, bem como o impacto causado CAMPO
pelas atividades econômicas no meio ambiente.
A pesquisa de campo foi realizada durante os me-
3.2.2 - Contabilidade Financeira ses de junho e julho de 2000 e consistiu no envio, via
De acordo com Iudícibus e Marion (2000, p.44): e-mail, de um questionário para os Departamentos
“Contabilidade Financeira é a contabilidade geral, ne- de Contabilidade de empresas listadas no Guia “500
cessária a todas empresas. Fornece informações bá- Maiores Empresas do Brasil” da Revista Exame. No
Revista Contabilidade & Finanças FIPECAFI - FEA - USP, São Paulo, FIPECAFI, v.16, n. 27, p. 89 - 99, setembro/dezembro 2001
CONTABILIDADE AMBIENTAL: UM ESTUDO SOBRE SUA APLICABILIDADE EM EMPRESAS BRASILEIRAS
95

presente resultado estão contidas as respostas de Questionadas sobre a posse da certificação


50 companhias que constituíram a amostragem des- ambiental ISO 14001, 40% das companhias afirma-
te estudo. ram terem o certificado, 38% ainda não e outros 22%
estão implantando-a.
Questão 01 - Enquadramento jurídico da empresa Separando-se esta questão de acordo com o con-
trole do capital, tem-se o seguinte resultado:
ENQUADRAMENTO JURÍDICO

14% CERTIFICAÇÃO ISO 14001


EMPRESA NACIONAL

36%
21%

sociedade limitada possui

sociedade anônima
86% não possui

em implantação

43%
De acordo com o enquadramento jurídico, 86% das
empresas que responderam o questionário são Socie-
dades Anônimas, enquanto 14% Sociedades por Co-
CERTIFICAÇÃO ISO 14001
tas de Responsabilidade Limitada. EMPRESA MULTINACIONAL

Questão 0 2 - Controle do capital aplicado na empresa 27% 55%

possui
CONTROLE DA EMPRESA

não possui
6%
18% em implantação
22%

estatal

nacional Nota-se que as multinacionais estão mais bem


multinacional
desenvolvidas nesta questão, pois o percentual de
72% empresas que possuem ou estão implantando a ISO
14001 chega a 82%; em contrapartida este número
Quanto ao controle do capital, 6% das empresas não passa de 57% entre as nacionais.
tem controle estatal, 72% privado nacional, enquanto O melhor desempenho entre as companhias
em 22% predomina o capital internacional. multinacionais deve-se ao fato de elas terem
tecnologia mais avançada e recursos financeiros dis-
Questão 03 - Certificação ISO 14001 poníveis para implantação do sistema. Além disso,
em seus países de origem, a sociedade é extrema-
CERTIFICAÇÃO ISO 14001
mente exigente quando se trata da questão ambiental,
obrigando, desta maneira, os empresários terem uma
40% boa conduta com o meio ambiente, sob pena de boi-
22%
cote de seus produtos.
possui Todavia, vem crescendo o número de certificações
entre as empresas nacionais. Os dois principais moti-
não possui
vos conhecidos para este crescimento são a exigên-
em implantação
cia do mercado externo e a conscientização da socie-
38%
dade brasileira.
Revista Contabilidade & Finanças FIPECAFI - FEA - USP, São Paulo, FIPECAFI, v.16, n. 27, p. 89 - 99, setembro/dezembro 2001
96 Revista Contabilidade & Finanças FIPECAFI - FEA - USP ARTIGO

Questão 04 – Principal resultado alcançado pois através dela pretende-se ter uma visão de como
pela empresa após a conquista da ISO 14001 está a disseminação e desenvolvimento da contabili-
dade ambiental entre o empresariado brasileiro.
PRINCIPAL RESULTADO ALCANÇADO Verificou-se que apenas 20% das empresas utili-
PELA ISO 14001
zam a contabilidade em sua gestão ambiental, enquan-
5%
14%
to o restante (80%) não a aplicam, comprovando des-
ta maneira a hipótese levantada de que a maioria das
organizacional
companhias ainda desconhece as vantagens que a
desempenho
utilização da contabilidade ambiental pode trazer para
valorização da imagem seus negócios.
para o negócio
Considerando-se a origem do capital, tem-se o
81%
seguinte quadro:

Das empresas que possuem a certificação ISO


APLICAÇÃO DA CONTABILIDADE
14001, 81% disseram que o principal resultado alcan- AMBIENTAL PELA EMPRESA MULTINACIONAL

çado após a certificação foi organizacional, isto é,


estruturação de uma política ambiental interna (plane- 45%

jamento, prevenção, comunicação, conscientização e


comprometimento); outros 14% responderam que foi a
melhoria no desempenho operacional (redução do con- sim

sumo de água e energia, gerenciamento de resíduos) e


não
para 5% o resultado mais importante foi a abertura para 55%

a comunidade e valorização da imagem institucional.


Surpreendentemente, não houve nenhuma respos-
ta na alternativa em que apontasse melhoria nos ne-
APLICAÇÃO DA CONTABILIDADE
gócios (aumento do faturamento, lucratividade e AMBIENTAL PELA EMPRESA NACIONAL
competitividade). Isto deve-se a falta de mensuração
13%
dos resultados alcançados pela gestão ambiental. Este
tópico pela sua complexidade não é muito abordado
no ambiente empresarial. Há, portanto, a necessidade
de se criarem meios que pelo menos minimize esta sim
dificuldade, procurando identificar, desta forma, qual
não
o retorno financeiro que a implantação da ISO 14001 87%

traz às empresas.

Questão 05 – Aplicação da contabilidade ambiental Verificou-se que 45% das multinacionais utilizam
a contabilidade; já entre as nacionais este índice é de
A CONTABILIDADE AMBIENTAL É apenas 13%.
APLICADA NA EMPRESA
Acredita-se que as empresas estrangeiras saíram-
20% se melhor porque elas já possuem experiências em
seus países de origem, onde há um maior desenvolvi-
mento da contabilidade ambiental. No Brasil, infeliz-
mente, os gestores ainda não perceberam o potencial
sim
que a contabilidade possui para auxiliá-los no
80%
não gerenciamento ambiental.
Todavia, recomenda-se um estudo mais amplo
para saber quais os principais fatores que levam a
Esta é uma das principais questões da pesquisa, esta diferença nos índices de aplicação da contabili-
Revista Contabilidade & Finanças FIPECAFI - FEA - USP, São Paulo, FIPECAFI, v.16, n. 27, p. 89 - 99, setembro/dezembro 2001
CONTABILIDADE AMBIENTAL: UM ESTUDO SOBRE SUA APLICABILIDADE EM EMPRESAS BRASILEIRAS
97

dade ambiental entre as empresas de capital nacional motivo é a falta de pesquisas acadêmicas e para 19%
e as de capital internacional. a não necessidade de aplicação na empresa.
Este resultado mostra que é preciso o desenvol-
Questão 06 – Conhecimentos sobre vimento de estudos científicos sobre contabilidade
contabilidade ambiental ambiental com participação conjunta de universidade
e empresa. Somente assim conseguir-se-á avançar
CONHECIMENTOS SOBRE neste campo, demonstrando os benefícios que a utili-
CONTABILIDADE AMBIENTAL
zação da contabilidade traz ao gerenciamento
ambiental.
33%

Questão 8 – Contabilização dos gastos


de implantação da ISO 14001
sim

não CONTABILIZAÇÃO DOS GASTOS DE


67% IMPLANTAÇÃO DA ISO 14001

10%
Questionadas a respeito de possuírem conheci- 15%

mentos sobre contabilidade ambiental, 33% das em-


como despesas
presas responderam sim e 67% não. Se de um lado,
este resultado é ruim mostrando o atraso do Brasil em no ativo diferido

relação a outros países; de outro é um incentivo a no ativo imobilizado

todos profissionais da área contábil, pois é uma nova 75%

oportunidade de trabalho que o mercado lhes oferece.


Ao relacionar esta questão com a anterior, pode-
se concluir que o baixo índice de aplicação da con- Observa-se, neste gráfico, que 75% das empre-
tabilidade ambiental (20%) deve-se a falta de infor- sas certificadas com a ISO 14001 contabilizaram os
mação sobre este tema, pois é muito baixo o nível gastos de sua implantação diretamente como despe-
de conhecimento das empresas. Espera-se que a sas, afetando o resultado do respectivo exercício. Já
partir do momento que a contabilidade ambiental 15% optaram em lançá-los no ativo diferido com o
seja mais difundida no país, ela possa ser ampla- objetivo de amortização do volume total dos gastos
mente utilizada. em mais de um exercício. Por fim, 10% contabilizaram
no ativo imobilizado, resultado que deve-se ao reco-
Questão 07 – Motivos para o desconhecimento nhecimento por parte das empresas somente dos gas-
da contabilidade ambiental tos em instalações e equipamentos físicos, contas
que poderiam ser imobilizadas.
PORQUE NÃO POSSUI CONHECIMENTOS
SOBRE CONTABILIDADE AMBIENTAL
5 - CONCLUSÃO

24%
19% O Brasil está enfrentando sérios problemas
ambientais. Para resolvê-los ou pelo menos amenizá-
não necessidade de
aplicá-la na empresa los há a necessidade de uma união entre o poder pú-
incipiência do tema blico, o setor empresarial e a sociedade civil a fim de
no Brasil

falta de pesquisas que juntos possam discutir a atual situação do meio


acadêmicas
57% ambiente, e o mais importante, atribuir as responsabi-
lidades de cada um neste processo.
Dentre os principais motivos de desconhecimen- Nesta pesquisa foi estudada a atuação ambiental
to, 57% das empresas destacaram como sendo a das empresas instaladas no país. Percebeu-se que a
incipiência do tema no Brasil; para 24% o principal maior parte delas, principalmente os grandes grupos,
Revista Contabilidade & Finanças FIPECAFI - FEA - USP, São Paulo, FIPECAFI, v.16, n. 27, p. 89 - 99, setembro/dezembro 2001
98 Revista Contabilidade & Finanças FIPECAFI - FEA - USP ARTIGO

está cada vez mais agindo de maneira responsável dedigna, os gastos com o controle ambiental. Tam-
com questões ligadas ao meio ambiente. Os princi- bém pode ser aplicada como instrumento de subsídio
pais motivos para esta prática são a exigência do no processo de tomada de decisão utilizando-se de
mercado, tanto interno como externo, e a ferramentas da Contabilidade Gerencial e da Contabi-
conscientização da sociedade brasileira. lidade de Custos.
A implementação das normas da série ISO 14000 Observou-se, no entanto, que a maioria das em-
acarretou na diminuição do impacto causado pelos presas ainda desconhece os benefícios da utilização
processos produtivos na natureza através de ações da Contabilidade Ambiental. O estudo constatou que
constantes de monitoramento ambiental. apenas 1/5 das empresas pesquisadas aplicam-na em
Para a conquista e manutenção do certificado ISO sua gestão. Vale destacar que considerando-se a ori-
14001 são necessários investimentos consideráveis gem do controle do capital este índice é de 45% entre
em equipamentos, mão-de-obra especializada, as companhias multinacionais e de 13% entre as na-
consultorias, dentre outros; que devem ser alvo de cionais. Já entre os principais motivos apontados pelo
intenso controle financeiro com o objetivo de otimizar baixo grau de conhecimento sobre Contabilidade
a utilização dos recursos empregados. Ambiental, 57% das empresas indicaram a incipiência
Uma das formas encontradas para atender este do tema no Brasil; 24% a falta de pesquisas acadêmi-
propósito foi o uso da contabilidade no Sistema de cas; e 19% a não necessidade de aplicá-la.
Gestão Ambiental. Entende-se que a Contabilidade Conclui-se, portanto, que é imprescindível a união
Ambiental possui potencial para auxiliar os gestores entre empresas e universidades no intuito de se
nesta tarefa. Basicamente ela pode ser usada para aprofundar o desenvolvimento de pesquisas sobre
demonstrar a responsabilidade ambiental da empre- Contabilidade Ambiental. Este trabalho procurou dar
sa, através da utilização dos relatórios contábeis onde uma contribuição, agora espera-se que novos estu-
deverão ser evidenciados, de forma transparente e fi- dos a partir deste sejam realizados.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ACOSTA, Alberto. O PIB mente? Seção de artigos – IV Encontro Nacional sobre Gestão Empresarial
www.ambienteglobal.com.br e Meio Ambiente, São Paulo, nov. 1997.
BARBIERI, José Carlos. Competitividade Internacio- FERREIRA, Aracéli Cristina de Sousa. Contabilidade
nal e Normalização Ambiental. In Anais IV En- de custos para gestão do meio ambiente. Revis-
contro Nacional sobre Gestão Empresarial e Meio ta Brasileira de Contabilidade. Brasília: CFC, v.
Ambiente, São Paulo, nov. 1997. 25, nº 101, set/out 1996.

BERGAMINI JÚNIOR, Sebastião. Contabilidade e ris- FERREIRA, Aracéli Cristina de Sousa. Custos
cos ambientais. Revista do BNDES, Rio de Ja- ambientais – uma visão de sistema de informa-
neiro: v.6, n.11, junho de 1999. ções. VI Congresso Brasileiro de Custos, São
Paulo, junho de 1999.
CALLENBACH, Ernest e outros. Gerenciamento Eco-
lógico. São Paulo: Ed. Cultrix, 1995. FERREIRA, Tadeu. Temas Contábeis em Destaque -
Passivo Ambiental. São Paulo: Atlas, 2000.
CARVALHO, Nelson. Contabilidade e Ecologia: uma
exigência que se impõe. Revista Brasileira de FOLHA DE SÃO PAULO. Respeito ao Meio Ambien-
Contabilidade. Brasília: CFC, ano 20, nº 75, abr/ te dá lucro. Caderno Sua Vez, 22 de agosto de
jun 1991. 1999.

DONAIRE, Denis. Gestão ambiental na Empresa. São IBRACON. Normas e procedimentos de auditoria. NPA
Paulo: Atlas, 1995. 11 – Balanço e Ecologia.1996.

EPELBAUM, Michel. Sistemas de Gestão Ambiental INTERNATIONAL FEDERATION OF ACCOUNTANTS


ISO 14000: mudando a postura reativa. In Anais (IFAC). Environmental management in
Revista Contabilidade & Finanças FIPECAFI - FEA - USP, São Paulo, FIPECAFI, v.16, n. 27, p. 89 - 99, setembro/dezembro 2001
CONTABILIDADE AMBIENTAL: UM ESTUDO SOBRE SUA APLICABILIDADE EM EMPRESAS BRASILEIRAS
99

organization: the role of management accounting. RIBEIRO, Maísa de Souza. Contabilidade e Meio
New York, march 1998. Ambiente. Dissertação (mestrado). FEA/USP,
1992.
IUDÍCIBUS, Sérgio & Outros. Manual de Contabilida-
de das Sociedades por Ações – Aplicável tam- RIBEIRO, Maísa de Souza & MARTINS, Eliseu.
bém às demais sociedades. 4ª ed. rev. at., São Ações das empresas para a preservação do
Paulo: Atlas, 1995. meio ambiente. Abrasca, boletim 415, São Pau-
lo, 1998.
IUDÍCIBUS, Sérgio de & MARION, José Carlos. Intro-
dução à Teoria da Contabilidade. 2ª ed., São Pau- RIBEIRO, Maísa de Souza. Tratamento contábil dos
lo: Atlas, 2000. gastos de natureza ambiental pelo custeio por
atividades. Revista de Contabilidade do CRC-SP,
KROETZ, César Eduardo S. Balanço Social: uma de-
ano 3, nº 7, março de 1999.
monstração da responsabilidade social, ecológi-
ca e gestorial das entidades. Revista Brasileira RIBEIRO, Maísa de Souza. Custeio das atividades da
de Contabilidade. Brasília: CFC, a.27, n. 113, set/ natureza ambiental. Tese (doutorado). FEA/USP,
out. 1998. 1998.
LISBOA, Lázaro Plácido & RIBEIRO, Maisa de Souza, SANCHES, Carmen Silvia. Evolução das práticas
Balanço Social. Revista Brasileira de Contabilida- ambientais em empresas industriais: um modelo
de. Brasília: CFC, ano 28, nº 115, jan/fev, , 1999. genérico. In Anais IV Encontro Nacional sobre
Gestão Empresarial e Meio Ambiente, São Pau-
MARCOVITCH, Jacques. Modernidade e ambiente.
lo, nov. 1997.
Folha de São Paulo, Opinião, 14 de jul. 1999.
SARNEY FILHO, José. Educação ambiental no Bra-
MARTINS, Eliseu & DE LUCA, Márcia M. Mendes.
sil. Folha de São Paulo, Opinião, 10 de maio
Ecologia via Contabilidade. Revista Brasileira de
1999.
Contabilidade. Brasília: CFC, ano 23, nº 86, mar-
ço 1994. TINOCO, João Eduardo Prudência. Ecologia, Meio
Ambiente e Contabilidade. Revista Brasileira de
MARTINS, Eliseu & RIBEIRO, Maisa de Souza. A in-
Contabilidade. Brasília: CFC, ano 23, nº 89, nov.
formação como instrumento de contribuição da
1994.
contabilidade para a compatibilização do desen-
volvimento econômico e a preservação do meio TRIPOLI, Ricardo. Ecologia urbana. Folha de São Paulo,
ambiente. IBRACON, boletim 208, São Paulo, Opinião, 29 de julho de 1999.
1995.
U.S. ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY
NOVAES, Washington. As contas do outro lado. Espa- (EPA). Introduction to environmental accounting
ço Aberto, O Estado de São Paulo, 27 de abril de as a business management tool: key concepts
2001. and terms. Washington, june 1995.

Revista Contabilidade & Finanças FIPECAFI - FEA - USP, São Paulo, FIPECAFI, v.16, n. 27, p. 89 - 99, setembro/dezembro 2001