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GUARDA NACIONAL REPUBLICANA

Condições de Acesso

Para o Curso de Formação de Guardas:

 Ter nacionalidade portuguesa;


 Possuir qualidades morais e comportamento cívico que se ajustem às características expressas no n.º 2 do artigo 3.º do EMGNR;
 Não ter sido condenado por qualquer crime praticado com dolo;
 Não ter menos de 18 nem ter completado 27 anos de idade em 31 de dezembro do ano de publicação do aviso de abertura do concurso
no Diário da República;
 Ter reconhecida aptidão física e psíquica e cumprido as leis de vacinação obrigatória;
 Ter como habilitações literárias mínimas o 12.º ano de escolaridade ou equivalente, a que corresponde o nível 3 ou 4 de qualificação do
Sistema Nacional de Qualificações;
 Não estar inibido do exercício de funções públicas ou interdito para o exercício das funções a que se candidata;
 Estar, no caso de se encontrar a prestar ou ter prestado serviço militar efetivo, na situação disciplinar exigida nas condições especiais de
admissão ao concurso;
 Sendo militar em regime de contrato ou voluntariado, ser autorizado a concorrer e a ser admitido na Guarda pelo respetivo chefe de
estado-maior;
 Não estar abrangido pelo estatuto de objetor de consciência;
 Tendo cumprido a Lei do Serviço Militar,não ter sido julgado como incapaz para o serviço militar,nem ter sido considerado inapto na
respetiva junta de recensamento,ou tendo sido julgado incapaz ou inapto,as causas objetivas entretanto tenham sido sanadas;
 Não ter prestado serviço militar nas Forças Armadas, nos regimes de contrato ou voluntariado, como oficial;
 Ter, no mínimo, 1,60 m de altura, se for candidato feminino e 1,65 m, se for candidato masculino (requisito verificado em exame
médico);
 Para os candidatos que prestaram ou estejam a prestar serviço militar em RC ou RV, não ter sofrido qualquer punição disciplinar igual ou
superior a 10 dias de detenção e/ou proibição de saída;
 Não ter sido dispensado da frequência de cursos de formação de guardas anteriores, nos termos dos n.ºs 1 e 2 do artigo 245.º do EMGNR;
 Não ter sido eliminado dos estabelecimentos de ensino militar ou das forças ou serviços de segurança, por motivos disciplinares ou por
incapacidade para o serviço;
 Não ostentar tatuagens, "piercings" ou outras formas de arte corporal que sejam visíveis.

Contactos

Morada: Calçada Barbadinhos 7(Sta.Apolónia)1149-064 Lisboa


Telefone: 808200247
Email: recrutamento@gnr.pt

CENTRO DE FORMAÇÃO DE PORTALEGRE

Endereco
Avenida George Robinson, 7300-070 Portalegre
TelFixo
245309900
Fax
245309998
Email
eg.cfp@gnr.pt

A Guarda Nacional Republicana é uma força de segurança de natureza militar,


constituída por militares organizados num corpo especial de tropas e dotada de
autonomia administrativa, com jurisdição em todo o território nacional e no mar
territorial.
Apesar de ter sofrido os reflexos diretos dos períodos de crise ou de ameaça à ordem e
à segurança, aumentando ou diminuindo os seus efetivos com variações de amplitude
da ordem dos 8 mil efetivos, manteve, contudo, como características praticamente
inalteráveis e fundamentais, a sua organização militar, a dupla dependência
governamental do Ministro da Defesa e da Administração Interna e a sujeição ao
Código de Justiça Militar.

Pela sua natureza e polivalência, a GNR encontra o seu posicionamento institucional


no conjunto das forças militares e das forças e serviços de segurança, sendo a única
força de segurança com natureza e organização militares, caracterizando-se como uma
Força Militar de Segurança.

A Guarda constitui-se assim como uma Instituição charneira, entre as Forças Armadas
e as Forças Policiais e Serviços de Segurança.

Consequentemente, a GNR mostra ser uma força bastante apta a cobrir em


permanência, todo o espectro da conflitualidade em quaisquer das modalidades de
intervenção das Forças Nacionais, nas diversas situações que se lhe possam deparar,
desde o tempo de paz e de normalidade institucional ao de guerra, passando pelas
situações de crise, quer a nível interno, quer no externo (como foram os casos de Timor
e do Iraque).

Em situação de normalidade, a Guarda executa fundamentalmente as típicas missões


policiais, mas não só, porque decorre da sua missão, a atribuição de missões militares
no âmbito da defesa nacional, em cooperação com as Forças Armadas e é aqui que
reside a grande diferença para com as Polícias.

Em situações de estado de emergência ou de sítio, devido à sua natureza, organização e


à formação dos seus militares, apresenta-se como a força mais indicada para atuar em
situações problemáticas e de transição entre as Polícias e as Forças Armadas.

Já em caso de guerra, pela sua natureza militar e pelo dispositivo de quadrícula, que
ocupa todo o território nacional, pode, isoladamente ou em complemento, desempenhar
um leque muito alargado de missões das Forças Armadas.

De igual forma, pode cobrir todo o espectro de missões no âmbito das denominadas
OOTW “Operations Other Than War” (Operações para além da Guerra), desde a fase
de imposição à de manutenção, em organismos e instituições internacionais;
Contribuir para a formação e informação em matéria de segurança dos cidadãos;

Prosseguir as demais atribuições que lhe forem cometidas por lei.

Constituem, ainda, atribuições da Guarda:

Assegurar o cumprimento das disposições legais e regulamentares referentes à proteção


e conservação da natureza e do ambiente, bem como prevenir e investigar os respetivos
ilícitos;

Garantir a fiscalização, o ordenamento e a disciplina do trânsito em todas as


infraestruturas constitutivas dos eixos da Rede Nacional Fundamental e da Rede
Nacional Complementar, em toda a sua extensão, fora das áreas metropolitanas de
Lisboa e Porto;

Assegurar, no âmbito da sua missão própria, a vigilância, patrulhamento e interceção


terrestre e marítima, em toda a costa e mar territorial do continente e das Regiões
Autónomas;

Prevenir e investigar as infrações tributárias, fiscais e aduaneiras, bem como fiscalizar


e controlar a circulação de mercadorias sujeitas à ação tributária, fiscal ou aduaneira;

Controlar e fiscalizar as embarcações, seus passageiros e carga, para os efeitos


previstos na alínea anterior e, supletivamente, para o cumprimento de outras
obrigações legais;

Participar na fiscalização das atividades de captura, desembarque, cultura e


comercialização das espécies marinhas, em articulação com a Autoridade Marítima
Nacional e no âmbito da legislação aplicável ao exercício da pesca marítima e cultura
das espécies marinhas;

Executar ações de prevenção e de intervenção de primeira linha, em todo o território


nacional, em situação de emergência de proteção e socorro, designadamente nas
ocorrências de incêndios florestais ou de matérias perigosas, catástrofes e acidentes
graves;

Colaborar na prestação das honras de Estado;

Cumprir, no âmbito da execução da política de defesa nacional e em cooperação com


as Forças Armadas, as missões militares que lhe forem cometidas;

Assegurar o ponto de contacto nacional para intercâmbio internacional de informações


relativas aos fenómenos de criminalidade automóvel com repercussões
transfronteiriças, sem prejuízo das competências atribuídas a outros órgãos de polícia
criminal.

Âmbito territorial
As atribuições da Guarda são prosseguidas em todo o território nacional e no mar.

No caso de atribuições cometidas simultaneamente à Polícia de Segurança Pública, a


área de responsabilidade da Guarda é definida por portaria do ministro da tutela.

Fora da área de responsabilidade definida nos termos do número anterior, a intervenção


da Guarda depende:

1. Do pedido de outra força de segurança;

2. De ordem especial;

3. De imposição legal.

A atribuição prevista na alínea d) do n.º 2 do artigo 3.º [(d) Prevenir e investigar as


infrações tributárias, fiscais e aduaneiras, bem como fiscalizar e controlar a circulação
de mercadorias sujeitas à ação tributária, fiscal ou aduaneira; ] pode ser prosseguida na
zona contígua.

A Guarda pode prosseguir a sua missão fora do território nacional, desde que
legalmente mandatada para esse efeito.