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PEA – 2400 - MÁQUINAS ELÉTRICAS I 111

PARTE 3 – MÁQUINAS DE CORRENTE CONTÍNUA


PEA – 2400 - MÁQUINAS ELÉTRICAS I 112

MOTORES DE CORRENTE CONTÍNUA: CONSTRUÇÃO

ROTOR SUSTENTADO DENTRO DO


ESTATOR POR MEIO DE MANCAIS
APOIADOS EM TAMPAS

MANUTENÇÃO DO ENTREFERRO
NESSA MONTAGEM

ESCOVAS MONTADAS EM
SUPORTES SOLIDÁRIOS AO
ESTATOR
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CARCAÇA MOTOR DE CORRENTE CONTÍNUA


USO INDUSTRIAL
PORTE MÉDIO
INTERPOLO

PÓLO PRINCIPAL

NÚCLEO DO ROTOR

COMUTADOR
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CORTE TRANSVERSAL TÍPICO DE MOTOR C.C. INDUSTRIAL


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MOTOR DE CORRENTE CONTÍNUA


PÓLO PRINCIPAL
USO INDUSTRAL
PÓLO AUXILIAR GRANDE PORTE
COM ENROLAMENTO DE
COMPENSAÇÃO

BANDAGEM DE AMARRAÇÃO
NÚCLEO ROTÓRICO DAS BOBINAS DO ROTOR

COMUTADOR

ENROLAMENTO DE
CARCAÇA
COMPENSAÇÃO

CATÁLOGO COMERCIAL BBC


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VISTA EM CORTE DE MOTOR C.C. INDUSTRIAL COMPENSADO

PORTA ESCOVAS ENROLAMENTO DE ARMADURA CAMPO PRINCIPAL ENROLAMENTO DE COMUTAÇÃO

CARCAÇA

ENROLAMENTO DE
COMPENSAÇÃO

COMUTADOR

CATÁLOGO COMERCIAL BBC


PEA – 2400 - MÁQUINAS ELÉTRICAS I 119

DETALHES CONSTRUTIVOS – COMUTADOR E PORTA ESCOVAS

PORTA ESCOVAS

COMUTADOR
ALOJAMENTO DO CONJUNTO
PORTA ESCOVAS
ANEL DE FIXAÇÃO E AJUSTE

CATÁLOGO COMERCIAL BBC


PEA – 2400 - MÁQUINAS ELÉTRICAS I 120

LÂMINA DE
COBRE

ISOLAÇÃO CONTRA
A TERRA

CONDUTORES
DE ARMADURA

DETALHE CONSTRUTIVO DE COMUTADOR CONVENCIONAL


PEA – 2400 - MÁQUINAS ELÉTRICAS I 121

COMUTADOR Î PARTE MAIS CRÍTICA DA MÁQUINA DE CORRENTE CONTÍNUA

PARTICULARIDADES CONSTRUTIVAS E DE OPERAÇÃO DO SISTEMA COMUTADOR – ESCOVAS


NAS MÁQUINAS DE CORRENTE CONTÍNUA
CONDIÇÃO GEOMÉTRICA DO COMUTADOR ( A QUENTE ):

CIRCULARIDADE NA PISTA DE APOIO DAS ESCOVAS:


Æ MELHOR QUE 0,025mm (COMUTADORES ATÉ DIÂMETRO DE 600 mm)

MÁXIMA PROJEÇÃO DE LÂMINAS INDIVIDUAIS FORA DO CÍRCULO IDEAL:


Æ MÁXIMO ENTRE 0,015 E 0,030mm DEPENDENDO DA ROTAÇÃO E DIÂMETRO

CONDIÇÕES OPERACIONAIS DAS ESCOVAS:

Æ DENSIDADE DE CORRENTE: 7,5 – 12,5 A/cm²


Æ PRESSÃO SOBRE O COMUTADOR: 180 – 350 g/cm²
Æ COEFICIENTE DE ATRITO TÍPICO: 0,10 – 0,35
Æ QUEDA DE TENSÃO NO CONTATO COM AS LÂMINAS: 1,5 – 2,5 V/par (POSITIVAS + NEGATIVAS)

Æ TAXA DE DESGASTE EM CONDIÇÕES NORMAIS: 5x10-9 – 25x10-9 mm/m


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MOTORES DE CORRENTE CONTÍNUA: FUNCIONAMENTO

BASE DE FUNCIONAMENTO DA MÁQUINA DE CORRENTE CONTÍNUA


ENROLAMENTO PSEUDO-ESTACIONÁRIO
PEA – 2400 - MÁQUINAS ELÉTRICAS I 123

ALOJAMENTO
DAS BOBINAS
NO NÚCLEO E
CONEXÃO AO
COMUTADOR

VISTA
ESQUEMÁTICA DO
ENROLAMENTO
MONTADO
ROTOR
SIMPLIFICADO
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TENSÕES INDUZIDAS NA ARMADURA ELEMENTAR DE MÁQUINA C.C.


PEA – 2400 - MÁQUINAS ELÉTRICAS I 126

EFEITO
MOCIONAL NOS
CONDUTORES
DE ARMADURA

1ª EQUAÇÃO
FUNDAMENTAL
DA MÁQUINA C.C.

E = k ⋅φ ⋅ω
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Cm fmec

EFEITO DA
fmec CORRENTE NOS
CONDUTORES
Cr DE ARMADURA

2ª EQUAÇÃO
FUNDAMENTAL
DA MÁQUINA C.C.

- + Ia C = k ⋅φ ⋅ I a
R Ia
V
GERADOR DE CORRENTE CONTÍNUA MOTOR DE CORRENTE CONTÍNUA
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MOTORES DE CORRENTE CONTÍNUA: CARACTERÍSTICAS EXTERNAS

ra Ia EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS DA MÁQUINA C.C.


iexc
Æ F.E.M. INDUZIDA NA ARMADURA : E = k ⋅φ ⋅ ω
Φ
Va E Æ CONJUGADO DESENVOLVIDO : C = k ⋅φ ⋅ I a
Æ EQUAÇÃO DO CIRCUITO ELÉTRICO : Va = E + ra ⋅ I a

Za : CONDUTORES TOTAIS DA ARMADURA


ra : RESISTÊNCIA TOTAL DO CIRCUITO DE ARMADURA Za p
k= . p: NÚMERO DE PARES DE PÓLOS
Φ = f ( iexc ): FLUXO IMPOSTO PELA EXCITAÇÃO 2.π a a: NÚMERO DE PARES DE DERIVAÇÕES

CARACTERÍSTICA EXTERNA Î ω = f (C )

Æ CURVAS DISTINTAS DEPENDENDO DO TIPO DE CONEXÃO DE CAMPO ADOTADA:

Î LIGAÇÃO DE CAMPO INDEPENDENTE


Î LIGAÇÃO DE CAMPO SÉRIE
Î LIGAÇÃO DE CAMPO COMPOSTA (“COMPOUND”)
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MOTORES DE CORRENTE CONTÍNUA: CARACTERÍSTICAS EXTERNAS

LIGAÇÃO DE CAMPO INDEPENDENTE Æ FONTES INDEPENDENTES P/ ALIMENTAÇÃO DE ARMADURA E CAMPO


Æ FONTES INDIVIDUALMENTE CONTROLADAS / AJUSTADAS
ra Ia
iexc
E = k ⋅φ ⋅ω Va ra
ω= − ⋅C
Va E
Φ
C = k ⋅φ ⋅ I a k ⋅ φ (k ⋅ φ ) 2

Va = E + ra ⋅ I a

ω = ω0 − α ⋅ C
CURVAS CARACTERÍSTICAS Î RETAS COM CONSTANTE ω0 E DECLIVIDADE α
ω0 : VELOCIDADE EM VAZIO (SEM CARGA) - α : DEFINE A REGULAÇÃO DE VELOCIDADE COM O TORQUE

CONTROLE DE VELOCIDADE POR DUAS VARIÁVEIS INDEPENDENTES Î Va E iexc

Æ REVERSÃO DO SENTIDO DE ROTAÇÃO Î INVERSÃO DE ALIMENTAÇÃO DO CAMPO OU DA ARMADURA


ÎGRANDE CONTROLABILIDADE DO MOTOR
ÎAMPLA FAIXA DE VELOCIDADE DE OPERAÇÃO
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LIGAÇÃO DE CAMPO INDEPENDENTE Æ VARIAÇÃO DE VELOCIDADE PELA ARMADURA ( iexc = cte. )

Φ Æ VARIAÇÃO DE VELOCIDADE PELO CAMPO ( Va = cte. )


FLUXO IMPOSTO PELA EXCITAÇÃO Æ CARACTERÍSTICA DE MAGNETIZAÇÃO NÃO LINEAR

Φn ie-n Î Φn FLUXO NOMINAL DE TRABALHO Æ LIMITE DE SATURAÇÃO

Φmin ie-min Î Φmin FLUXO MÍNIMO Æ LIMITE DE DISPARO DA MÁQUINA C.C.

OPERAÇÃO A FLUXO CONSTANTE : iexc = cte. Æ iexc = ie-n


OPERAÇÃO A FLUXO VARIÁVEL : ie-min < iexc < ie-n
0 ie-min ie-n iexc
ω
ω0-3 Va r I
V r ω= − a 2 ⋅ C = (Va − ra .Ia ) ⋅ a
ω = a − a 2 ⋅ C = k1.Va − k2.C k ⋅φ (k ⋅φ) C
ω k ⋅ φ (k ⋅ φ )
ω0-2
ω0 ie-3
ωn
Va-n ω0-1 ie-2
ω0-1
Va-1 ie-1
ω0
ω0-2 ωn ie-n
Va-2
ω0-3 Va-3
Cn C C3 C2 C1 Cn C
VARIAÇÃO PELA ARMADURA: Φ = cte. VARIAÇÃO PELO CAMPO : Va = cte.
PEA – 2400 - MÁQUINAS ELÉTRICAS I 131

LIGAÇÃO DE CAMPO INDEPENDENTE


C ; Pmec
Cn C
Pn
PLANO DE OPERAÇÃO DO MOTOR
Pmec DE CORRENTE CONTÍNUA COM
EXCITAÇÃO INDEPENDENTE

ωn ωlim ω
Va ; iexc ; Ia
Ia-n Ia
Va-n
Va EXCURSÃO DAS VARÍÁVEIS DE
ALIMENTAÇÃO DO MOTOR C.C.
ie-n iexc COM EXCITAÇÃO INDEPENDENTE
ie-min
ωn ωlim ω

VARIAÇÃO PELA ARMADURA VARIAÇÃO PELO CAMPO


A TORQUE CONSTANTE A POTÊNCIA CONSTANTE

C = cte. - Pmec = k.. ω C = k. 1/ ω - Pmec = cte.


PEA – 2400 - MÁQUINAS ELÉTRICAS I 132

MOTOR DE CORRENTE CONTÍNUA COM CAMPO INDEPENDENTE Î TRANSITÓRIOS DE ACELERAÇÃO

Va ; E Va-n
ra .Ia
Va E
E = k .φ .ω

t
Ia ; iexc

Va − E
Ia Ia =
> Ia-n ra
iexc Ia-n
ie-n
ie-min
t
C;ω ωlim


C
ωn C = Cr + J .
Cacel dt
ω
Cr
Cn C = k .φ .I a
< Cn
t
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MOTORES DE CORRENTE CONTÍNUA: CARACTERÍSTICAS EXTERNAS

LIGAÇÃO DE CAMPO SÉRIE Æ FONTE ÚNICA P/ ALIMENTAÇÃO DE ARMADURA E CAMPO


Æ EXCITAÇÃO PROVIDA PELA PRÓPRIA CORRENTE DE CARGA
ra Ia
iexc= Ia Φ
φ = f ( I a ) ≡ k '.I a
Φ Φn E = k ⋅φ ⋅ω
Va E
Φmin
C = k ⋅φ ⋅ I a
k’
Va = E + ra ⋅ I a
0 Ia-min Ia-n iexc

C = k .k '.I a2
C

Va 1 ra
C ≅ k1.I a2
ω= ⋅ −
C ≅ k 2 .I a k .k ' C k .k '
Ia
REGIÃO NÃO REGIÃO
SATURADA SATURADA
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MOTORES DE CORRENTE CONTÍNUA: CARACTERÍSTICAS EXTERNAS

LIGAÇÃO DE CAMPO SÉRIE

CURVAS CARACTERÍSTICAS Î “HIPÉRBOLES” PARAMETRIZADAS PELA TENSÃO DE ALIMENTAÇÃO

SEM CARGA : C Æ 0 Î VELOCIDADE EM VAZIO : ω0 Æ ∞

CONTROLE DE VELOCIDADE POR UMA ÚNICA VARIÁVEL INDEPENDENTE Î Va


Î ELEVADA REGULAÇÃO INERENTE DE VELOCIDADE DO MOTOR

Î REVERSÃO DO SENTIDO DE ROTAÇÃO Î INVERSÃO DA BOBINA DE CAMPO EM RELAÇÃO À ARMADURA

ω ∞
ωlim Va 1 r
ω= ⋅ − a
k .k ' C k .k '
ωn 2
⎛ Va ⎞
ω = 0 ⇒ C = C p = k .k '.⎜⎜ ⎟⎟ CONJUGADO
Va-n ⎝ ra ⎠
DE PARTIDA

Va-2 Va-1
Cn C
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MOTORES DE CORRENTE CONTÍNUA: CARACTERÍSTICAS EXTERNAS

LIGAÇÃO DE CAMPO COMPOSTA (“COMPOUND”)

Æ FONTES INDEPENDENTES PARA ALIMENTAÇÃO DE ARMADURA E P/ ALIMENTAÇÃO DE PARCELA DO CAMPO

Æ EXCITAÇÃO PROVIDA PARCIALMENTE PELA CORRENTE DE CARGA E PARCIALMENTE POR FONTE INDEPENDENTE

CAMPO SÉRIE CAMPO INDEPENDENTE OU “SHUNT”

Æ N° DE ESPIRAS: NSER Æ N° DE ESPIRAS: NSHT

ra Ia FLUXO NO ENTREFERRO ESTABELECIDO


Ia PELA EXCITAÇÃO TOTAL:

Φ
Va E FmmTOT = FmmSER + FmmSHT

FmmTOT = NSER . Ia + NSHT . iexc


iexc

kCPD : GRAU DE COMPOSIÇÃO ( “COMPOUNDAGEM” ) DO CAMPO


FmmSER 0,05 < kCPD < 0,10 Æ
= kCPD
HIPO COMPOSTO

FmmTOT 0,10 < kCPD < 0,20 Æ NORMAL COMPOSTO

0,20 < kCPD < 0,50 Æ HÍPER COMPOSTO


PEA – 2400 - MÁQUINAS ELÉTRICAS I 136

LIGAÇÃO DE CAMPO COMPOSTA (“COMPOUND”)

HÍPER COMPOSTO
NORMAL COMPOSTO CAMPO SÉRIE E SHUNT SEMPRE ADITIVOS
ω
HIPO COMPOSTO
ω0-3
CAMPO SÉRIE PROMOVE REFORÇO DE
ω0-2 EXCITAÇÃO COM A CARGA
ω0-1
ωn MOTOR COMPOSTO Æ CONTROLADO DE
FORMA SIMILAR AO INDEPENDENTE
CURVAS PARA

Va = Va-n APLICAÇÕES SIMILARES AO INDEPENDENTE,


SUJEITAS A SOBRECARGAS MAIS SEVERAS
Cn C

REVERSÃO DO SENTIDO DE ROTAÇÃO:


MOTOR COMPOSTO Æ OPERA SEM
INVERSÃO DA ARMADURA EM RELAÇÃO À BOBINA
DIFICULDADE EM VAZIO OU BAIXA CARGA
DE CAMPO SÉRIE – POLARIDADE DA BOBINA SHUNT
Æ REGULAÇÃO ELEVADA DE VELOCIDADE
INALTERADA
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MOTORES DE CORRENTE CONTÍNUA – ASPECTOS OPERACIONAIS ESPECÍFICOS

COMUTAÇÃO :

ÆCENTELHAMENTO INERENTE NO SISTEMA ESCOVAS + COMUTADOR NA REVERSÃO DE CORRENTE DAS


BOBINAS DE ARMADURA

ÆPROVOCA EROSÃO E DESGASTE ACENTUADO DA SUPERFÍCIE DO COMUTADOR

EFEITO DOS PÓLOS AUXILIARES Î POSSIBILITA REDUÇÃO / ELIMINAÇÃO DO CENTELHAMENTO Î VIABILIZA A


OPERAÇÃO DO MOTOR DE CORRENTE CONTÍNUA E PERMITE LONGA VIDA ÚTIL

REAÇÃO DE ARMADURA : ( CAMPO MAGNÉTICO CRIADO PELA CIRCULAÇÃO DE CORRENTE NA ARMADURA )

ÆDISTORÇÃO NA DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DE CAMPO NO ENTREFERRO DA MÁQUINA, QUANDO EM CARGA

ÆPROVOCA INSTABILIDADE DE ROTAÇÃO ( DESMAGNETIZAÇÃO SOB CARGA – E.D.R.A. )

ÆPROVOCA DESEQUILÍBRIO NA DISTRIBUIÇÃO DE TENSÕES AO LONGO DO COMUTADOR, EM CARGA Æ PODE


LEVAR AO ARCO ELÉTRICO ENTRE ESCOVAS ( “FLASH-OVER” )

EFEITO DO ENROLAMENTO DE COMPENSAÇÃO Î INIBE A DISTORÇÃO DE CAMPO Î PERMITE OPERAÇÃO COM


REGIME DE ELEVADA DINÂMICA E VARIAÇÃO PELO CAMPO EM AMPLA FAIXA
PEA – 2400 - MÁQUINAS ELÉTRICAS I 138

MOTORES DE CORRENTE CONTÍNUA - PRINCÍPIOS BÁSICOS DA COMUTAÇÃO

+ ia + ia + ia - ia - ia
ia ω
ia ia
Ia
ia
ia
ia + ia + ia ia = 0 - ia - ia
ω

Ia

+ ia + ia - ia - ia - ia
ia
ω
ia

Ia

BOBINA EM CORRENTE NAS BOBINAS É INVERTIDA NA


ia ia
COMUTAÇÃO
PASSAGEM PELO E.Q.
CURTO-CIRCUITO
PELA ESCOVA Î VARIAÇÃO DA CORRENTE NO TEMPO
DURANTE O PROCESSO DE COMUTAÇÃO
PEA – 2400 - MÁQUINAS ELÉTRICAS I 139

VARIAÇÃO DA CORRENTE NA BOBINA DE ARMADURA ibob ibob


DURANTE A COMUTAÇÃO
+ ia - ia + ia - ia
ia1 ia2 ia1 ia2
+ ia + ia + ia - ia - ia ω
ω
b1 b2 Rb1 Rb2
Ia

Ia = ia1 + ia2 Ia = ia1 + ia2


+ ia + ia ia = 0 - ia - ia
ω
Rb1 = k .(1 / b1) ; Rb2 = k .(1 / b2)
Ia
ibob

+ ia + ia - ia - ia - ia + ia
ω ibob(t0) ia1

Ia
t0 ia2 t
COMUTAÇÃO RESISTIVA OU LINEAR
- ia
Î VARIAÇÃO DA CORRENTE NA BOBINA
DETERMINADA PELA RESISTÊNCIA EQUIVALENTE DO Tc : INTERVALO DE
CONTATO: ESCOVA + LÂMINA DO COMUTADOR COMUTAÇÃO
PEA – 2400 - MÁQUINAS ELÉTRICAS I 140

COMUTAÇÃO NÃO LINEAR Î AÇÃO DOS PÓLOS DE COMUTAÇÃO ( PÓLOS AUXILIARES OU INTERPOLOS )

ibob
ATRASO NA CORRENTE DEVIDO
+ ia À INDUTÂNCIA DA BOBINA

ia
em ia EFEITO DO INTERPOLO
em

ei ei t
eL eL
ibob(Tc )
em
Ia e m ia Ia - ia
ia
ia
Tc : INTERVALO DE
COMUTAÇÃO

INDUTÂNCIA DA BOBINA NÃO NULA :


EFEITO DO INTERPOLO:

ÆTENSÃO INDUZIDA MOCIONAL: ei = Bint . L .v ÆTENSÃO INDUZIDA VARIACIONAL: eL = L. di / dt


ÆATRASO NA VARIAÇÃO DA CORRENTE
Æ Bint : CAMPO PRODUZIDO PELO INTERPOLO
ÆAO FINAL DO TEMPO DE COMUTAÇÃO: ibob ≠ - ia
ÆTENSÃO INDUZIDA: ei = - eL ÆCIRCUITO DA BOBINA ABERTO MECANICAMENTE
ÆACELERAÇÃO NA VARIAÇÃO DA CORRENTE
ÎCENTELHAMENTO ( TENSÃO INDUZIDA NA ABERTURA
ÆINTERPOLO EM SÉRIE COM A ARMADURA DO CIRCUITO > QUEDA DE TENSÃO NO CONTATO DA ESCOVA
COM A LÂMINA )
Æ EFEITO OCORRE EM QUALQUER CONDIÇAO DE CARGA
PEA – 2400 - MÁQUINAS ELÉTRICAS I 141

MOTORES DE CORRENTE CONTÍNUA - EFEITOS DA REAÇÃO DE ARMADURA

REAÇÃO DE ARMADURA Î CAMPO MAGNÉTICO CRIADO PELA

CIRCULAÇÃO DE CORRENTES NO ENROLAMENTO DO ROTOR

COMPOSIÇÃO DA REAÇÃO DE ARMADURA COM O CAMPO PRINCIPAL

Î DISTORÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO DE CAMPO NO ENTREFERRO

EFEITO DA DISTORÇÃO DE CAMPO : SATURAÇÃO


LOCALIZADA NO MATERIAL FERROMAGNÉTICO
Î DESMAGNETIZAÇÃO SOB CARGA ( E.D.R.A. )
PEA – 2400 - MÁQUINAS ELÉTRICAS I 142

EFEITOS ADICIONAIS
DA REAÇÃO DE
ARMADURA EFEITOS DA
CIRCULAÇÃO DE
CORRENTE NOS
ESCOVAS NA LINHA CONDUTORES DA
NEUTRA ARMADURA
Æ CALAGEM NULA

ESCOVAS DESLOCADAS NO
SENTIDO DA ROTAÇÃO

ÆCALAGEM POSITIVA
EFEITOS DA
ÆCOMUTAÇÃO ATRASADA
MUDANÇA NA
POSIÇÃO
RELATIVA
DAS ESCOVAS
ESCOVAS DESLOCADAS NO
(CALAGEM)
SENTIDO CONTRÁRIO AO
DA ROTAÇÃO

ÆCALAGEM NEGATIVA

ÆCOMUTAÇÃO AVANÇADA
PEA – 2400 - MÁQUINAS ELÉTRICAS I 143

EFEITOS ADICIONAIS DA REAÇÃO DE ARMADURA

Uent

EM VAZIO

EFEITO DA DISTORÇÃO DE CAMPO EM CARGA SOBRE A


DISTRIBUIÇÃO DE TENSÕES ENTRE LÂMINAS DO
COMUTADOR: EM CARGA

EM VAZIO Î DISTRIBUIÇÃO “UNIFORME”

EM CARGA Î DISTRIBUIÇÃO DESEQUILIBRADA

RISCO DE ULTRAPASSAGEM DA TENSÃO DISRUPTIVA


PELO AR Î ARCO ENTRE ESCOVAS ( “FLASH-OVER” )
PEA – 2400 - MÁQUINAS ELÉTRICAS I 144

MÉTODOS DE PARTIDA E VARIAÇÃO DE VELOCIDADE DOS MOTORES DE CORRENTE CONTÍNUA

ALIMENTAÇÃO A PARTIR DE FONTE C.A. :

ÆCONVERSORES C.A. – C.C. Î RETIFICADORES CONTROLADOS


OPERAÇÃO EM UM OU DOIS QUADRANTES
OPERAÇÃO EM QUATRO QUADRANTES COM CONVERSORES EM ANTI-PARALELO

ÆGRUPOS MOTOR-GERADOR C.C. Î SISTEMA “WARD-LEONARD”


OPERAÇÃO NATURAL EM QUATRO QUADRANTES

ALIMENTAÇÃO A PARTIR DE FONTE C.C. :

ÆPARTIDA E ACELERAÇÃO REOSTÁTICA


OPERAÇÃO EM UM OU DOIS QUADRANTES – MÉTODO DISSIPATIVO

ÆRECORTADOR DE TENSÃO – “CHOPPER”


OPERAÇÃO EM UM OU DOIS QUADRANTES
OPERAÇÃO EM QUATRO QUADRANTES COM “CHOPPER” REGENERATIVO
PEA – 2400 - MÁQUINAS ELÉTRICAS I 145

MÉTODOS DE PARTIDA E VARIAÇÃO DE VELOCIDADE DE MOTORES C.C.

CONVERSORES C.A. – C.C. Î RETIFICADORES CONTROLADOS BASEADOS EM TIRISTORES

ra Ia
iexc

TOPOLOGIA TÍPICA VAC Φ VAC


Va E Vexc
DE CONVERSOR 3∼ 1∼
DE 1 QUADRANTE

CONVERSOR DE CAMPO

CONVERSOR DE ARMADURA

REGULADOR DE ω REGULADOR DE Ia REGULADOR DE iexc

+ + ∼ ∼ +
ωREF =
MALHA DE =
- - -
CONTROLE DE
VELOCIDADE REALIMENTAÇÃO DE Ia
REALIMENTAÇÃO DE iexc

REALIMENTAÇÃO DE ω
PEA – 2400 - MÁQUINAS ELÉTRICAS I 146

MÉTODOS DE PARTIDA E VARIAÇÃO DE VELOCIDADE DE MOTORES C.C.


GRUPOS MOTOR - GERADOR C.C. Î SISTEMAS “ WARD – LEONARD”

ra - G ra- M Ia
MOTOR SÍNCRONO
OU DE INDUÇÃO iexc - G iexc - M

GRUPO ROTATIVO VAC G.C.C. M.C.C. ∼


EG Va EM
“WARD – LEONARD“ 3∼ =

DE 4 QUADRANTES

+ -
∼ rcampo
=

CONTROLE DE EXCITAÇÃO
DO GERADOR C.C.

REATOR DE CIRCULAÇÃO =

SISTEMA ESTÁTICO
VAC
“WARD – LEONARD”
VAC
3∼
DE 4 QUADRANTES 3∼
PEA – 2400 - MÁQUINAS ELÉTRICAS I 147

MÉTODOS DE PARTIDA E VARIAÇÃO DE VELOCIDADE - ALIMENTAÇÃO A PARTIR DE BARRAMENTO C.C.

RESISTOR DE DERIVAÇÃO CONTROLE DE PARTIDA E


DO CAMPO
RESISTOR DE PARTIDA ACELERAÇÃO REOSTÁTICA
E CONTROLE DE
VELOCIDADE
VLINHA − K .φ .ω
IA =
rA + ∑ Ri
CAMPO SÉRIE
R1 + R2 + R3 + .... ARMADURA
I A = I AMED ≅ cte. ⇒ C ≅ cte.

VMOTOR C = J. ≅ cte. ⇒ ω = k .t
dt
VLINHA E = K .φ .ω ⇒ VMOTOR ≅ E = k .t
Ia
VMOTOR ω
Ia - max
VLINHA
Ia - med
Ia - min ωn

ω1 ω2 ω3 ω4 ωn 0 ta t
PEA – 2400 - MÁQUINAS ELÉTRICAS I 148

CONTROLE DE PARTIDA E ACELERAÇÃO POR MEIO DE “CHOPPER”

V
Ia
+ +
VMOTOR VLINHA
VMOTOR
VLINHA

t0
- -
τ
Ia
CHAVE ELETRÔNICA
Æ SCR Æ GTO Æ IGBT
OPERA COM FREQUÊNCIA DE
Ia - med.
CHAVEAMENTO FIXA E COM
INTERMITÊNCIA AJUSTÁVEL

⎛ t ⎞
FATOR DE INTERMITÊNCIA (“DUTY-CYCLE”) V MOTOR = ⎜⎜ 0 ⎟⎟ .V LINHA
⎝ τ ⎠
Æ ( t0 / τ )