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Derivadas

Seja f uma função Real, contínua em um intervalo [a , b]  Dom (f ) . Sua taxa


média de variação nesse intervalo é dada pelo quociente:

f (b)  f (a )
.
ba

Geometricamente:

a b
podemos observar que:

f (b)  f (a )
tg ()  .
ba

é o coeficiente angular da reta que passa pelos pontos a, f (a ) e b, f (b) , a qual recebe
o nome de reta secante ao gráfico de f ( x ) pelos pontos a, f (a ) e b, f (b) .

Como já vimos, esta taxa média de variação - TMV significa a variação sofrida
por f ( x ) para que esta função passe do valor f (a ) para o valor f ( b ) , quando x passa de
a para b , e para as funções constante, afim e linear a taxa média de variação é sempre
constante, o que não acontece com as demais funções.

A utilização da TMV para prever valores de uma função nos conduzirá a


conclusões erradas se a função não for constante, afim ou linear. Como exemplo vamos
estudar a função f ( x )  x 2 no intervalo [1,2] . Para este intervalo temos:

f (2)  f (1) 4  1
TMV   1,
2 1 3

158
isto é, como a variação da função f ( x )  x 2 no intervalo [1,2] foi positiva e igual a três
unidadesa a taxa média de variação nesse intervalo é de uma unidade. Assim somos
induzidos a estimar que para cada unidade da variável independente x a variável
dependente f ( x ) sofreu a variação de uma unidade, nos levando a pensar erradamente
que, como f (1)  1 temos que:

f (0)  f (1)  TMV  1  1  2 ,

f (1)  f (0)  TMV  2  1  3 e

f (2)  f (1)  TMV  3  1  4 .

Veja que os valores de f (0) e f (1) estão incorretos. Isto aconteceu pois para cada
aumento de uma unidade na varíavel independente x a variável dependente f ( x ) teve
aumento igual a TMV . Observe que nos cálculos acima efetuados os valores só estão

corretos nos extremos do intervalo [1,2] . Na verdade tratamos a parábola f ( x )  x 2


como se fosse a reta g ( x )  x  2 . A representação gráfica do que fizemos é:

   

Este raciocínio simplista nos faz desprezar importantes informações a respeito do


comportamento da função, como por exemplo, que ela assumiu nesse intervalo um valor
mínimo.

Observe que nos cálculos de f (0) e no de f (1) realizados cometemos erro de duas
unidades em cada um.

Estudando essa mesma parábola em intervalos com amplitudes menores, veremos


que os erros cometidos na avaliação do valor da função em valores não extremos do
159
 1 
intervalo considerado serão menores. Escolhendo, como exemplo, o intervalo   ,1 a
 2 
representação gráfica será:

    



e os cálculos são deixados ao leitor, mas observando a variação da função e a taxa média
de variação continuaremos perdendo importantes informações.

Por este motivo o ideal é trabalharmos com intervalo [a , b] suficientemente


pequeno, ou seja, devemos aproximar os valores de a e b . Quando “ a ” e “ b ” estiverem
suficientemente próximos temos a taxa instantânea de variação que é matematicamente
definida como:

f (b)  f (a )
lim ,
ba ba

e como b  a ( b tende para a ) temos a taxa instantânea de variação da função f ( x ) no


instante x  a , desde que este limite exista e seja finito. Poderíamos ter escolhido fazer
a  b ( a tender para b ) e teríamos a taxa instantânea de variação da função f ( x ) no
instante x  b .

Graficamente, como já estudamos, a taxa média de variação de uma função f ( x )


em um intervalo [a , b] é o coeficiente angular da reta secante ao gráfico de f pelos pontos

a, f (a) e b, f (b) , e a taxa instantânea de variação da função f ( x ) no instante x  a

será o coeficiente angular da reta tangente ao gráfico de f pelo ponto a, f (a ) , ou seja é
a tangente de  , tg () , onde  é o ângulo formado por essa reta e o eixo das variáveis
independentes, x , medido a partir da parte positiva desse eixo, no sentido antihorário:

160
reta tangente retas secantes

Agora seja f uma função Real, contínua em um intervalo aberto. Assim, em um


instante qualquer x , a taxa instantânea de variação da função f ( x ) será dada por:

f (x  h)  f (x)
lim
x  h x xhx

ou seja:

f (x  h)  f (x)
lim ,
h 0 h

a qual recebe o nome de derivada da função f , denotada por f´ , isto é:

f (x  h)  f (x)
f´(x)  lim .
h 0 h

df
A derivada f ´ pode ser denotada também , conhecida como notação de
dx
Leibniz.

Graficamente, a taxa instantânea de variação da função f ( x ) no instante x , ou


seja, a derivada f´(x) é o coeficiente angular da reta tangente ao gráfico de f pelo ponto

 x,f (x)  , ou seja é a tangente de  , tg () , onde  é o ângulo formado por essa reta e

o eixo das variáveis independentes, x , medido a partir da parte positiva desse eixo, no
sentido antihorário:

161
reta tangente

É comum também a afirmação que f´(x) é a inclinação do gráfico da função f


no instante x .

Quando f´(x) existe dizemos que a função f é derivável ou diferenciavel no


instante x , e quando afirmamos simplesmente que f é derivável ou diferenciavel estamos
dizendo que f é derivável ou diferenciavel para todo x  Dom(f ) .

Cabe observar que construímos o conceito de derivada de uma função Real f em


um intervalo aberto, no entanto nada nos impede de considerarmos, se de interesse for, f
derivável em um intervalo [a,b] , desde que f seja derivável em um intervalo (c,d) tal
que [a,b]  (c,d) .

Exemplos:

1) Seja f (x)  x 2 . Daí pela definição acima:

f (x  h)  f (x) (x  h) 2  x 2
f ´( x )  lim  lim  lim 2x  h  2x .
h 0 h h 0 h h 0

Observe que quando calculamos f ´( x ) , a derivada da função f ( x ) em um instante


qualquer x , temos uma nova função f ( x ) , ou seja, a derivada de uma função é também
uma função. O mais interessante é que a função f ´( x )  2x fornece a variação instantânea

da função f (x)  x 2 .

162
2) Seja f (x)  x 2 . Para calcularmos f ´(1) podemos utilizar a “fórmula” obtida no
exemplo 1), para o obter que f ´(1)  2 , ou utilizar a definição, para x  1 . Sabemos que
f (x  h)  f (x)
f ´( x)  lim e assim:
h 0 h

f (1  h)  f (1) (1  h)²  1²
f ´(1)  lim  lim  lim (2  h)  2 .
h 0 h h 0 h h 0

Portanto f ´(1)  2 , significando que em x  1 a tendência de f (x)  x 2 é crescer


2 unidades.

Para x  a a derivada f ´( a ) representa a inclinação da reta tangente ao gráfico da


função f ( x ) no ponto a, f (a ), e que se  é o ângulo formado pelo eixo x e a reta

tangente ao gráfico da função f ( x ) no ponto a, f (a ), medido a partir da parte positiva
desse eixo, no sentido anti-horário, então tg ()  f ´( a ) . Assim podemos calcular a
equação da reta tangente ao gráfico de uma função f ( x ) no ponto a, f (a ), desde que
f ´( a ) seja conhecido.

Exemplo: Seja f (x)  x 2 . Determine a equação da reta tangente ao gráfico da


função f ( x ) para x  1 .

Agora o ponto a, f (a ) é (1,1) . Como f ´(1)  2 a equação da reta tangente ao


gráfico de f ( x ) no ponto (1,1) é:

y  2x  b .

Como a reta é tangente ao gráfico de f ( x ) no ponto (1,1) , temos que este ponto
pertence a esta reta. Assim obtemos:

1 2b

ou

b  1 .

Logo a equação procurada é y  2 x  1 e a representação gráfica é:

163

        


Atividade com Winplot: Usando a função f (x)  x 2 , através da opção "traço" do


botão "Um" analise as retas secantes e tangente ao gráfico dessa função pelo ponto
(1,1) .

Observe que se f ( x )  k , onde k é uma constante, pela definição da derivada


num ponto x :

f (x  h)  f (x)
f ´( x)  lim
h 0 h

e assim para x  2 temos:

f (2  h)  f (2) kk
f ´( 2)  lim  lim  lim 0  0 ,
h 0 2 h 0 h h 0

e para x  5 temos:

f (5  h)  f (2) kk
f ´(5)  lim  lim  lim 0  0
h 0 2 h 0 h h 0

e para qualquer x Real, se f ( x )  k , então:

f (x  h)  f (x) kk
f ´( x)  lim  lim  lim 0  0 .
h 0 h h 0 h h 0

Portanto se f ( x )  k , onde k é um número Real qualquer, então f ´( x )  0 .

Agora se f ( x )  ax  b , com a  R e b R , então:

164
f ´( 2)  lim
f (2  h)  f (2)
 lim
a(2  h)  b  (a 2  b)  lim 2a  ah  b  2a  b 
h 0 h h 0 h h 0 h

ah
 lim  lim a  a ,
h 0 h h 0

f ´(5)  lim
f (5  h)  f (5)
 lim
a(5  h)  b  (a5  b)  lim 5a  ah  b  5a  b 
h 0 h h 0 h h 0 h

ah
 lim  lim a  a ,
h 0 h h 0

e de maneira geral, se f ( x )  ax  b , com a  R * e b  R então:

f ´( x)  lim
f (x  h)  f (x)
lim
a(x  h)  b  (ax  b)  lim ax  ah  b  ax  b 
h 0 h h 0 h h 0 h

ah
 lim  lim a  a .
h 0 h h 0

Portanto, se f ( x )  ax  b , com a  R e b  R então f ´( x )  a .

Seja agora f (x)  x 3 . Então pela definição de derivada temos:

f (x  h)  f (x) (x  h)3  x 3 x 3  3x 2 h  3xh 2  h 3  x 3


f ´( x )  lim  lim  lim .
h 0 h h 0 h h 0 h

 lim 3x 2  3xh  h 2  3x 2 .
h 0

Assim, até aqui já vimos que:

x ´ (1x  0)´ 1  1x


1 0
,

x ´ 2x  2x ,
2 1

x ´ 3x
3 2
,

 
e podemos induzir que x 4 ´ 4x 3 , e de maneira geral que se f (x)  x n , sendo n um

número Natural, então f ´( x)  nx n 1 , o que demonstraremos a seguir.

f (x  h)  f (x) (x  h) n  x n
f ´( x )  lim  lim ,
h 0 h h 0 h

165
e fazendo x  h  t teremos que:

tn  xn
f ´( x )  lim  lim t n 1  t n 2 x  t n 3 x 2    x n 1 ,
t x tx t x

observando que t  x quando h  0 e que h  t  x . Assim,

f ´( x)  x n 1  x n 2 x  x n 3 x 2    x n 1 ,

ou seja, f ´( x)  nx n 1 .

Na verdade, se f (x)  x n então f ´( x)  nx n 1 para todo n  R e o estudo da


demonstração dos demais casos deixamos a cargo do leitor. Observamos que para n  0
 
temos f ´( x)  x 0 ´ 1´ 0 concordando com a regra de derivação da função constante,
como se espera.

Exemplos:

1) Se f ( x )  10 então f ´( x )  0 .

2) Se f ( x )  5x  7 então f ´( x )  5 .

3) Se f ( x )  x então f ´( x )  1.

Observe que se f (x)  x n , com n  R , dependendo do valor de n , podemos ter


1
1
restrições sobre x . Por exemplo, se n  então f ( x )  x n  x 2  x , cujo domínio é
2
formado por todos os Reais não negativos. Daí:
1
1 2 1 1 1
f ´( x )  x  1

2 2 x
2x 2

e assim f ´( x ) pode ser avaliada para todos os Reais positivos.

Observe então que se f ( x )  x embora a função esteja definida em x  0 a sua

derivada não está e portanto f ( x )  x não é derivável em x  0 .

1
1
Também, se n  então f ( x )  x n  x 3  3 x e daí:
3

166
1 2
1 1 1 1 1
f ´( x )  x 3  x 3
 2
 3
,
3 3 3
3 x²
3x

e assim, embora f ( x ) seja definida para todo número Real f ´( x ) não existe para x  0 .

Assim f ( x )  3 x não é diferenciável em x  0 .

Quando dizemos que uma função f é derivável ou diferenciável, significa que a


sua derivada existe para todo x  Dom (f ) . Com maior rigor, se a função f ( x ) admite
derivada em todos os pontos de um intervalo aberto, dizemos que a função é derivável
nesse intervalo. É preciso observar que estamos nos referindo a um intervalo aberto, pois
numa extremidade de um intervalo fechado não poderemos calcular limites já que este
cálculo exige um acréscimo h , que deve tender a zero tanto pela esquerda como pela
direita.

É verdadeiro que se f é derivável em x 0 então f é contínua em x 0 , mas a

recíproca dessa afirmação não é verdadeira. Veja o caso da função f ( x ) | x | em x  0 .


Temos que f é contínua para todo x  0 ou x  0 . Além disso, como o valor nulo
pertence ao domínio de f e lim f ( x )  f (0)  0 , temos que f é contínua também em
x 0

x  0 . Agora, para x  0 temos:

f (0  h )  f (0) h  1, se h  0
  ,
h h  1, se h  0

f (0  h)  f (0)
e daí f ´(0)  lim não existe, e assim f não é diferenciável em x  0 .
h 0 h

Utilizando as propriedades dos limites é fácil verificar que se f ( x ) e g ( x ) são


funções Reais deriváveis e k é uma constante então:

i) f (x)  g(x)´ f ´(x)  g´(x) ,

ii) f (x)  g(x)´ f ´(x)  g´(x) , e

iii) kf (x)´ kf´(x) .

Realizaremos a demonstração de i) . A de ii) é análoga, e assim fica a cargo do


leitor.

167
Sendo s( x )  f ( x )  g( x ) , temos que:

s( x  h )  s ( x ) f (x  h)  g(x  h)  (f (x)  g(x)


s´( x)  lim  lim
h 0 h h 0 h

f ( x  h )  f ( x )  g( x  h )  g( x ) f (x  h)  f ( x) g( x  h )  g( x )
 lim  lim  lim
h0 h h0 h h0 h

 f ´( x )  g´( x ) .

Agora apresentaremos a demonstração de iii).

kf (x  h)  kf (x) kf (x  h)  f (x) f (x  h)  f (x)


kf(x) ´ lim
h 0
 lim
h 0
 k lim
h 0
 kf ´( x).
h h h

Exercícios:

1) Calcule as derivadas das seguintes funções:

a) y  6 x y´ 6

b) y  7 x  8 y´ 7

c) y  3x  x 2  1 y´ 2 x  3

d) y  2x 10  3 y´ 20 x 9

1 1 4
1 1 1 
e) y  x  x  3x
5 2
y´ x 5  2x  3  x 5  2x  3 
5 5

1 1
 4
 2x  3   2x  3
5x 5 55 x 4

1 1 6
1 1 1 1 
f) y   x 7  2x y´  x 7  2   x 7  2 
3 21 21

1 1
 6
2 2
21x 7 217 x 6

2) Seja f (x)  x 2  5x  6 , calcule a equação da reta tangente ao gráfico de f ( x )


para x  2 e represente geometricamente:

Para x  2 temos f ( x )  0 . Logo o ponto de tangência no gráfico de f ( x ) é o


ponto (2,0) que pertence ao gráfico de f ( x ) e ao da reta tangente.

168
Como f (x)  x 2  5x  6 temos que f ´( x )  2 x  5 .

Assim f ´( 2)  1 é o coeficiente angular da reta tangente procurada.

Portanto a equação desta é:

y  1x  b .

Como o ponto (2,0) está nesta reta temos que ele satisfaz a sua equação. Logo:

0  2  b ,

e assim,

b  2.

Logo a equação da reta procurada é y   x  2 .

Graficamente:

        


Agora a afirmação, feita ao estudarmos as funções quadráticas, de que quando


temos b  0 a nossa parábola é uma subida na origem e quando b  0 é uma descida na
origem pode ser facilmente justificada. Bem, sendo y  ax ²  bx  c temos y´ 2ax  b
e assim y´( 0)  b , ou seja, a variação instantânea da função quadrática, na origem, é igual
a b.

Dada uma função Real f a sua derivada, como vimos, é dada por:

f (x  h)  f (x)
f ´( x)  lim ,
h 0 h

169
f (x  h)  f (x)
a qual pode ser aproximada pelo quociente , desde que escolhamos h
h
suficientemente pequeno, sendo a exatidão desta aproximação inversamente proporcional
ao valor do h escolhido.

Para a função potência f ( x )  a x com a  0 e a  1 vamos avaliar para vários


valores de x a sua derivada através da aproximação:

f (x  h)  f (x)
f ´( x)  ,
h

na qual escolhemos h  0,00001 e inicialmente utilizaremos a  2 :

x h 2 x h  2 x
x f (x)  2 x
h xh f (x  h)  2 f ´( x ) 
h
–5 0,03125 0,00001 –4,99999 0,03125 0,02166
–4 0,06250 0,00001 –3,99999 0,06250 0,04332
–3 0,12500 0,00001 –2,99999 0,12500 0,08664
–2 0,25000 0,00001 –1,99999 0,25000 0,17329
–1 0,50000 0,00001 –0,99999 0,50000 0,34657
0 1,00000 0,00001 0,00001 1,00001 0,69315
1 2,00000 0,00001 1,00001 2,00001 1,38630
2 4,00000 0,00001 2,00001 4,00003 2,77260
3 8,00000 0,00001 3,00001 8,00006 5,54520
4 16,00000 0,00001 4,00001 16,00011 11,09039
5 32,00000 0,00001 5,00001 32,00022 22,18079
Observando os gráficos abaixo construídos:

        



percebemos que o da função derivada de f (x)  2 x também tem as características de uma


função exponencial e temos a impressão desta função derivada ser múltiplo da função
f (x)  2 x . Além disso, se calcularmos em cada linha da tabela acima o quociente entre a
170
função derivada e a função f (x)  2 x vamos obter como resultado 0,69315 e como

0,69315  ln( 2) podemos escrever, para este exemplo, que se f (x )  2 x então

f ´( x)  ln( 2)2 x .

Repetindo este procedimento para a  3 , obtemos que se f (x )  3 x então

f ´( x )  ln( 3)3 x , e também para a  4 obteremos se f ( x )  4 x então f ´( x)  ln( 4)4 x .

Na verdade, de maneira geral, se se y  a x , com a  0 e a  1 então:

y´ ln( a )a x .

Observe que quando a  e , ou seja, quando y  e x então, pela regra logo acima:

y´ ln( e)e x  e x .

Exemplo: Calcule a derivada das seguintes funções:

a) y  3x 2  5 x y´ 6x  ln( 5)5 x

1
b) y  x ³  2e x y´ x 2  2e x
3

Outra função já conhecida é a função logaritmica y  ln( x ) , a qual, como já


1
vimos, está definida para x  0 . Sua derivada é y´ . Lembrando que ln( x)  log e (x)
x
podemos nos perguntar qual a derivada da função logarítmica em outras bases, o que é
dado a seguir.

Se f (x)  log a (x) , onde a  0 e a  1 é uma constante, a qual, como já vimos,

1
está definida para x  0 , então f ´( x )  . Observe que quando f ( x )  ln( x ) temos
x ln( a )
um caso particular desta regra.
x
1 2
Exemplo: Seja f ( x )  4     7e x  ln( 5) ln( x ) , então
5x 3

4
x
 2  2  1
f ´( x )  5  ln     7e x  ln( 5) .
5x  3  3  x

171
Uma das principais aplicações da função exponencial é o controle do crescimento
populacional.

Por exemplo, considere a seguinte tabela que fornece a população de uma cidade,
a partir de 2.000 até 2.006:
Ano População (milhões) Tempo
2.000 20,00 0
2.001 20,40 1
2.002 20,81 2
2.003 21,22 3
2.004 21,65 4
2.005 22,08 5
2.006 22,52 6
Observe que como:

20,40 20,81 21,22 22,52


    1,02
20,00 20,40 20,81 22,08

temos que a função desta tabela é a função exponêncial:

y(t )  20(1,02) t .

Suponha que desejamos saber a qual taxa a população estaria crescendo no


começo de 2.020. A taxa crescimento instantânea é dada pela derivada da função que
representa a população dessa cidade, avaliada no instante t  20 ( 20 anos depois do ano
2.000). Assim, como:

y´( t )  20 ln(1,02)1,02 t

para t  20 temos:

y´( 20)  20 ln(1,02)1,02 20  059 .

Isto significa que em 2.020 a população dessa cidade estará crescendo a uma taxa
de 0,59 milhões por ano, ou aproximadamente 1.616 por dia.

Entre as funções estudadas ainda nos falta estudarmos as regras de derivação das
funções trigonométricas.

Veja que:

sen(x  h)  sen(x) sen(x) cos(h)  sen(h) cos( x)  sen(x)


sen´(x)  lim  lim 
h 0 h h 0 h

172
senx (cosh  1)  sen(h) cos( x) senx (cosh  1) sen(h) cos( x)
lim  lim  lim 
h 0 h h 0 h h 0 h

cos( h)  1 sen(h)
sen(x) lim  cos( x) lim  cos( x) ,
h 0 h h 0 h

sen(h)
uma vez que já sabemos que lim  1 e conforme mostraremos posteriormente,
h 0 h
cos( h)  1
utilizando a regra de L´Hospital, ainda a estudar, lim  0.
h 0 h

Assim temos que:

se f ( x )  sen ( x ) então f ´( x )  cox ( x ) .

Apresentamos também as regras de derivação das funções cosseno, tangente e


secante, cujas demonstrações serão realizadas posteriormente:

se f ( x )  cos( x ) então f ´( x )  sen( x ) ,

se f ( x )  tg ( x ) então f ´( x)   sec 2 (x) ,

se f ( x )  sec(x ) então f ´( x )  sec(x ) tg ( x ) ,

e também as regras de derivação das demais funções trigonométricas, cujas


demonstrações ficam a cargo do leitor:

se f ( x )  cot g( x ) então f ´( x )   cos ec 2 ( x) .

se f ( x )  cos ec( x ) então f ´( x )   cos ec( x ) cot g ( x ) .

Exemplo: Se y  3x 5  3x  2sen(x)  4 cos( x) então a sua derivada é

y´ 15 x 4  ln( 3)3x  2 cos( x)  4sen(x) .

Regra da cadeia

A área A de um quadrado cujo lado mede x cm de comprimento é dada por

dA  cm 2 
A  x . A taxa de variação da área em relação à variação do lado é
2
 2x   .
dx  cm 

Suponha, agora, que o comprimento do lado aumente com o tempo de acordo com
a expressão x  2t , com o tempo t dado em segundos. Então, a área do quadrado em um
determinado instante t é dada por A  4 t 2 .
173
A área, agora, é uma função do tempo t , e assim podemos calcular a taxa de
dA
variação da área em relação à variação do tempo, que é  8t .
dt

Observe que neste exemplo, a área A é uma função de x , isto é, A  A ( x ) e x


é uma função do tempo t , ou seja, x  x ( t ) . Temos, portanto, uma composição de duas

funções, e a área pode ser entendida como uma função do tempo: Ax(t ) . Repare, agora,
dA
que podemos reescrever assim:
dt

dA
 2(2t )2 .
dt

dA dx dA dA dx
Observe que 2(2t )  2x  e que  2 . Logo, temos  .
dx dt dt dx dt

dA
Esta formulação para é conhecida como regra da cadeia para funções
dt
compostas e nos fornece uma regra prática para resolver problemas do tipo descrito
acima, isto é calcular a derivada de uma função obtida pela composição de outras funções.

No exemplo abaixo, deduzimos essa mesma regra de um exemplo prático.

Considere o sistema composto por três polias: a polia M do motor, a polia E de


um primeiro misturador, e a polia D de um segundo misturador, cujos raios são 2 , 4 e
8 polegadas respectivamente, conforme a figura abaixo.

M
E
D
Quando a polia do motor da r voltas, a da esquerda da c voltas e a da direita da
t voltas. Comparando os respectivos comprimentos 4 , 8 e 16  das circunferências
ds dt
dessas polias, notamos que s  2r e t  2s . Assim s´  2 e t´  2 . Na verdade a
dr ds
polia do misturador da direita é movimentada pelo motor, ou seja, o seu número de voltas

174
depende do número de voltas da polia do motor. Veja que t  4r , assim
dt dt ds
t´  4  22  .
dr ds dr

Este é o princípio da “regra da cadeia”, que é utilizada para derivar funções que
“dependem” de outras funções, ou seja, funções compostas.

De maneira mais geral, quando:

y  f (u ) e u  g( x ) ,

são duas funções Reais tais que Im( g )  Dom (f ) , como vimos, podemos definir a
composição:

(fog )(x)  f g(x) .

e, lembrando que afinal f é uma função de x , para derivá-la necessitamos da “regra da


cadeia”:

df df du
 ,
dx du dx

ou

f (u)´ f g(x)´ f ´g(x)g´(x)  f ´(u)u´ .


Observe então que se g é derivável em x 0 e f é derivável em gx 0  então a

composição fog é derivável em x 0 e (fog)´x 0   f´gx 0 g´x 0  . Note então que,

embora a derivada de fog seja o produto das derivadas de f e g , estas derivadas são
calculadas em pontos diferentes. A derivada f ´ é calculada no ponto gx 0  e a derivada

g´ é calculada em x 0 .

Exemplo: Se y  f (u)  u 3  1 e u  g ( x )  4 x  5 , a função composta

(fog)(x)  f g(x)   (4x  5) 3  1 . Veja que:

(fog)´(x)  f´g(x) g´( x)  3(4x  5) 2 4  12(4x  5) 2 .

Considerando as funções deste exemplo, se desejamos (fog )´(x) em x  1 ,

podemos utilizar a expressão (fog)´(x)  12(4x  5) 2 e calcular (fog)´(1)  972 , ou fazer:

175
(fog)´(1)  f´g(1) g´(1)  f´(9)g´(1)  972 ,

na qual utilizamos f ´( u)  3u 2 e g´(x)  4 .

Sendo:

y  f (u ) e u  g( x ) ,

duas funções Reais tais que Im( g )  Dom (f ) , e considerando a composição:

(fog )(x)  f g(x) ,

a interpretação física dessa regra consiste em observar que uma pequena variação em x ,
que denotaremos por x , provoca uma pequena variação em u , que denotaremos por
u . Por sua vez u , ou seja, a pequena variação de u , provocará uma pequena variação
em f , que denotaremos por f .

Daí, desde que x e u sejam não nulos, podemos escrever:

f f u
 ,
x u x

outra notação, também frequente, para essa regra.

Exemplo: Suponha que a quantidade de gasolina, G , em litros, consumida por


um carro dependa da distância percorrida, S , em quilômetros, e que S por sua vez
dependa do tempo t , medido em horas. Se 0,05 litros são consumidos em cada quilômetro
e o carro está viajando a 48 km/h, quão depressa a gasolina está sendo consumida?

Temos:

G litros
 0,05
S km

que é a taxa de variação da gasolina G em função da distância S ,

S km
 48
t h

que é a taxa de variação da distância S em função do tempo t ,

G
e desejamos a variação da gasolina G em função do tempo t , ou seja, desejamos .
t
Pela regra da cadeia:

176
G G S 0,05 litros 48 km 2,4 litros
   .
t S t km h h

Antes de praticar um pouco mais essa regra, vamos demonstrá-la. Sejam então
y  f (u ) e u  g ( x ) , duas funções Reais tais que Im( g )  Dom (f ) e consideremos a

função composta (fog )(x)  f g(x) .

Desejamos então mostrar que fog é derivável e (fog)´(x)  f´g(x) g´(x) para todo
x  Dom (g ) .

Sendo g é derivável em x e f é derivável em u  g ( x ) , ou seja, desde que


f (u  u)  f (u) g(x  x)  g(x)
existam f ´( u)  lim e g´( x)  lim , devemos mostrar
u 0 u x 0 x
(fog) (x  x)  (fog) (x)
que existe (fog)´( x)  lim e que (fog)´(x)  f´g(x) g´(x) para
x 0 x
todo x  Dom (g ) , ou seja, precisamos mostrar que existe o seguinte limite:

(fog) (x  x)  (fog) (x) f g(x  x)  f g(x)


lim  lim .
x 0 x x 0 x

Como u  g(x ) , sendo u  g ( x  x )  g ( x ) temos


g ( x  x )  g ( x )  u  u  u .

Logo podemos escrever f g(x)  f (u) e f g(x  x)  f (u  u) .

Então, u depende de x e, quando x  0 , temos u  0 .

f (u  u)  f (u)
Analisemos então lim . Supondo que u  0 temos:
x 0 x

f (u  u)  f (u) f (u  u)  f (u) u f (u  u)  f (u) g(x  x)  g(x)


lim  lim  lim
x 0 x x 0 u x x0 u x

Como quando x  0 , temos u  0 , e utilizando a hipótese, temos:

f (u  u)  f (u)
lim  f ´( u)g´( x)  f ´g(x)g´( x) .
x 0 x

Veja que exigimos que u  0 , no entanto, para valores arbitrariamente pequenos


de x pode ocorrer u  0 , como mostra o exemplo seguinte a esta demonstração. Mas

177
df f f df
veja que f ´( u)   lim , o que equivale a dizer que    ou ainda que
du u 0 u u du
df
f  u  u onde   0 quando u  0 .
du

Observe que havíamos suposto que o acréscimo u não é zero, mas a última
equação é válida mesmo no caso em que u  0 . A partir dela, dividindo ambos os
membros por x , que, com certeza não é zero pela definição de derivada da função g ,
temos:

f df u u
 
x du x x

e, fazendo x  0 , no limite obtemos a Regra da Cadeia, já que   0 , o que completa


nossa prova.

Veja que, sendo u  g( x )  x 2 , ao calcularmos a derivada de f g(x) para alguma


função f não podemos generalizar que x  0 garante u  0 , pois
u  g ( x  x )  g ( x ) e para, por exemplo, x  0,1 e x  0,2 temos u  0 ,
confirmando o que afirmamos na demonstração que acabamos de realizar.

Vamos agora a prática desta regra.

Exemplo: Calcule a derivada das seguintes funções:


a) y  x 2  1 
5
y´ 5u 4 u´

u  x2 1 
y´ 5 x 2  1 2x 
4


y´ 10 x x 2  1 
4

1
1 
b) y  3x  2x  1
2
y´ u 2 u´
2

1
1 2
u  3x 2  2x  1 y´ u 6x  2
2

 
1
1 
y´ 3x  2x  1 2 (6x  2)
2

178
3x  1
y´
3x 2  2x  1

1
c) y  ln( 2 x  1) y´ u´
u

2
u  2x  1 y´
2x  1

d) y  35 x 1 y´ (3u )´

u  5x  1 y´ ln( 3)3u u´

y´ ln( 3)35 x 15

y´ 5 ln( 3)35 x 1


e) y  sen 5(2x  1) 5  y´ cos( u )u´

u  5(2x  1) 5  
y´ cos 5(2x  1) 5 5(2x  1) 5 ´ 
s  2x  1 
y´ cos 5(2x  1) 5 5s 5 ´ 
 
y´ 50 cos 5(2x  1) 5 (2x  1) 4

Como já citamos, vamos agora demonstrar a regra de derivação da função


cosseno.

Sabemos que sen 2 (x)  cos 2 (x)  1 e assim

 
1
cos( x )  1  sen 2 ( x )  1  sen 2 ( x ) 2 .

Assim:

   2sen(x) cos(x) .
1
1 
cos´( x)  1  sen 2 (x ) 2
2

Logo:

   2sen(x) cos( x)  sen(x) .


1
1 
cos´( x)  cos 2 ( x) 2
2

A seguir apresentamos as regras de derivação do produto, do quociente e da


potência de duas funções f e g , deriváveis em x :

179
i) Se y  f ( x )g ( x ) então y´ f ´( x )g ( x )  f ( x )g´( x ) .

f (x) f ´( x )g( x )  f ( x )g´( x )


ii) Se y  então y´ , com g ( x ) não nula.
g( x ) (g( x ))²

iii) Se y  f (x ) g ( x ) então y´ f (x) g ( x ) g( x) ln f ( x)´ .

Vamos demonstrar a regra do produto, as das demais ficam a cargo do leitor. Para
tanto sejam p( x )  f ( x )g ( x ) e observe que:

p ( x  h )  p ( x )  f ( x  h )g ( x  h )  f ( x )g ( x ) 

f ( x  h )g ( x  h )  f ( x ) g ( x  h )  f ( x )g ( x  h )  f ( x ) g ( x ) 

f (x  h)  f (x)g(x  h)  f (x)g(x  h)  g(x) .


Logo:

p´(x)  lim
p(x  h)  p(x)
 lim
f(x  h)  f(x) g(x  h)  lim f(x)g(x  h)  g(x)  ,
h 0 h h 0 h h 0 h

e como g é derivável em x , g será contínua em x , e assim teremos que


lim g( x  h)  g(x ) , e daí p´( x )  f ´( x )g( x )  f ( x )g´( x ) .
h 0

Exemplo: Calcule a derivada das funções:

a) y  sen(5x  1) ln( 3x  2)

y´ sen(5x  1)´ln (3x  2)  sen(5x  1)ln (3x  2)´

1
y´ cos (5x  1)5 ln (3x  2)  sen(5x  1) 3
3x  2

3
y´ 5 cos (5x  1) ln (3x  2)  sen(5x  1)
3x  2

2x 2  3
b) y 
2x  1

y´
2x 2
 
 3 ´ 2x  1  2x 2  3  2x  1 ´
 2x  1 
2

180

4x 2x  1  2x 2  3  1
2
y´ 2 2x  1
2x  1

2x 2  3
4x 2x  1 
y´ 2x  1
2x  1

y´
6x 2

 4x  3 2x  1
2x  12
1
Neste último exemplo vemos que y´ não existe para x  e assim somos levados
2
2x 2  3 1
a concluir que a função não é derivável em x  , mas, antes, veja que
2x  1 2

 2x 2  3   1
Dom    x  R | x   e portanto a nosso suposta conclusão nem sentido faz!
 2x  1   2

Agora, apresentamos a demonstração da regra de derivação das funções tangente


sen( x )
e secante, também já citadas. Sabemos que f ( x )  tg ( x )  . Assim:
cos( x )

cos( x ) cos( x )  sen( x )(sen( x )) cos 2 ( x )  sen 2 ( x ) 1


f ´( x )  2
 2
  sec 2 ( x ) .
cos ( x ) cos ( x ) cos 2 ( x )

1
Também, sabendo que sec(x )  temos que:
cos( x )

0cos(x)  1(sen(x)) sen(x) sen(x) 1 sen(x)


sec´(x)  2
 2
   sec(x)tg(x)
cos (x) cos (x) cos(x)cos(x) cos(x) cos(x)
.

Derivadas de ordem superior

Observando as regras de derivação percebemos, que a derivada de uma função


df
Real f ( x ) , isto é, f ´( x ) ou , é também uma função. Assim, podemos derivá-la
dx
também, obtendo a 2ª derivada de f ( x ) , ou derivada de segunda ordem de f ( x ) , a qual

d 2f
denotaremos por f ´´( x ) ou .
dx 2

181
  9x 
1
1 
Exemplo: Seja f (x)  3x 3  2x então f ´( x)  3x 3  2x 2 2
 2 e daí
2
1
f ´´( x )  f ´( x ) ´ 9x 2
2
2 
9x
.

4 3x 2  2x 
3
3x 2  2x

Da mesma maneira f ´´( x ) também é uma função e assim podemos derivá-la para
d ³f
obter f ´´´( x ) ou .
dx ³

De maneira geral, à partir de uma função f ( x ) podemos obter a n-ésima derivada

dnf
de f ( x ) ou derivada de ordem n de f ( x ) , denotada por f ( n ) ( x ) ou , onde n  1 e
dx n
n.

1
Exemplo: Seja g(x)  5x 4  3x 3  2x  ln( x) então g´( x)  20 x 3  9x 2  2  ,
x
1 2 6
e assim g´´( x)  60 x 2  18 x  , g´´´( x)  120 x  18  , g´´´´( x)  120  ,
x2 x3 x4
  4   24
g´´´´´( x )  6 5   5 , e assim sucessivamente.
x  x

Diferencial de uma função

Seja f ( x ) uma função Real. Sabemos que f ´( x ) , ou na notação de Leibniz já


df
conhecida , é o coeficiente angular da reta y tangente ao gráfico de f no ponto
dx
x, f (x) , isto é:
df
 f ´( x)  tg() ,
dx

onde  é o ângulo formado entre essa reta e o eixo x , medido a partir da parte positiva
desse eixo, no sentido antihorário, como na figura abaixo:

182
Aproximando, df pela variação na ordenada da reta tangente y correspondente
ao acréscimo dx em x , ou seja, aproximando df por dy , temos:

dy
 f ´( x) .
dx

Veja que df  f ( x  h )  f ( x ) que é a variação que a função f sofre quando se


passa de x para x  h é então aproximado por dy que é a variação que a reta y sofre
quando se passa de x para x  h , e assim df  dy é o erro cometido nessa aproximação,
que será tanto menor quanto menor for dx .

Assim, fixado x , podemos olhar para a função linear que a cada dx associa x h ,
que é dada por:

dy  f ´( x )dx .

Tal função denomina-se diferencial de f em x , ou simplesmente, diferencial de


y  f (x) .

Exemplos:

1) Calcular 4,02 usando diferencial:

Veja que 4,02  4  dy , onde y  x  x 2 e neste caso temos dx  0,02 .

1 1
Assim dy  f ´( x )dx  dx  0,02  0,005 .
2 x 2 4

183
Logo 4,02  2  0,005  2,005 .

2) Um balão esférico de borracha está sendo cheio de gás a uma taxa constante de
8 m³/min. Calcule com que velocidade o raio r do balão cresce quando r  2 metros e
quando r  4 metros.

4 3
O volume da esfera é dado por V  r , onde o volume e o raio dependem do
3
4
tempo de enchimento, ou seja, V  v( t ) e r  r ( t ) . Assim, V´ 3r 2 r´ 4r 2 r´ . Porém,
3
8 2
a variação no volume é de 8 m³/min. Logo, V´ 4r 2 r´ 8 . Daí, r´  . Logo,
4r ² r ²
2
para r  2 metros temos uma variação de r´  0,16 m/min e para r  4 metros
2²
2
temos uma variação de r´  0,04 m/min.
4²

Estudo da variação das funções

Nosso objetivo ao estudar a variação de funções é detectar, com precisão, os


intervalos de crescimento e de decrescimento, onde são assumidos seus maiores e
menores valores, e como se dá o crescimento ou decrescimento. É obvio que este estudo
não faz sentido algum para funções constantes. Iniciaremos com um tratamento intuitivo,
através de um exemplo, para depois apresentar o tratamento teórico, os quais confirmarão
o intuído a seguir.

x3
Considere a função y   3x 2  8x , e observemos essa função e suas derivadas
3
de 1ª e 2ª ordens nos intervalos [1,3] e [3,5] .

Intervalo [1,3] :

x y y´ y´´
1,00000 5,33333 3,00000 –4,00000
1,20000 5,85600 2,24000 –3,60000
1,40000 6,23467 1,56000 –3,20000
1,60000 6,48533 0,96000 –2,80000
1,80000 6,62400 0,44000 –2,40000
2,00000 6,66667 0,00000 –2,00000
2,20000 6,62933 –0,36000 –1,60000
2,40000 6,52800 –0,64000 –1,20000

184
2,60000 6,37867 –0,84000 –0,80000
2,80000 6,19733 –0,96000 –0,40000
3,00000 6,00000 –1,00000 0,00000
Intervalo [3,5] :

x y y´ y´´
3,00000 6,00000 –1,00000 0,00000
3,20000 5,80267 –0,96000 0,40000
3,40000 5,62133 –0,84000 0,80000
3,60000 5,47200 –0,64000 1,20000
3,80000 5,37067 –0,36000 1,60000
4,00000 5,33333 0,00000 2,00000
4,20000 5,37600 0,44000 2,40000
4,40000 5,51467 0,96000 2,80000
4,60000 5,76533 1,56000 3,20000
4,80000 6,14400 2,24000 3,60000
5,00000 6,66667 3,00000 4,00000
x3
A seguir apresentamos o gráfico da função y   3x 2  8x e algumas
3
características das derivadas de 1ª e 2ª ordens que se repetem em partes dos intervalos
estudados.

          

185
Observemos que:

i) No intervalo [1,3] para x  2 temos y´ 0 e parece que neste ponto y assume
seu maior valor nesse intervalo. Se assim de fato ocorrer dizemos que em x  2 f assume
seu maior valor local, f (2)  6,66667 , e x  2 recebe o nome de ponto de máximo local
ou relativo da função.

ii) No intervalo [3,5] para x  4 temos y´ 0 e parece que neste ponto y assume
seu menor valor nesse intervalo. Se assim de fato ocorrer dizemos que em x  4 f
assume seu menor valor local, f (4)  5,33333 , e x  4 recebe o nome de ponto de
mínimo local ou relativo da função.

iii) No intervalo [1,3] temos y´´ 0 e o gráfico de f tem concavidade voltada para
baixo.

iv) No intervalo [3,5] temos y´´ 0 e o gráfico de f tem concavidade voltada para
cima.

v) Para x  2 temos y´ 0 e y é estritamente crescente, o que ocorre também


para x  4 , e para 2  x  4 temos y´ 0 e y é estritamente decrescente.

vi) Em x  3 temos y´ 1 e y´´ 0 , mas neste ponto y não assume seu maior
valor e nem seu menor valor. Parece que nesse instante a concavidade do gráfico muda,
sendo para baixo até x  3 e para cima após este valor. Se assim de fato ocorrer x  3
recebe o nome de ponto de inflexão da função.

Agora estudaremos importantes resultados os quais fundamentam o estudo da


variação das funções.

Definição: Dizemos que uma função f tem um ponto de mínimo local ou relativo
c  (a , b)  Dom (f ) , se f (c)  f ( x ) para todo x  (a , b) , ou seja, se f ( x ) assume o seu

menor valor local ou relativo em x  c .

186
Definição: Dizemos que uma função f tem um ponto de máximo local ou relativo
c  (a , b)  Dom (f ) , se f (c)  f ( x ) para todo x  (a , b) , ou seja, se f ( x ) assume o seu
maior valor local ou relativo em x  c .

Definição: Um ponto de mínimo local c  Dom (f ) é o ponto de mínimo global


ou absoluto de uma função f se f (c)  f ( x ) para todo x  Dom (f ) .

Definição: Um ponto de máximo local c  Dom (f ) , é o ponto de máximo global


ou absoluto de uma função f se f (c)  f ( x ) para todo x  Dom (f ) .

Definição: Os pontos onde f assume seus valores máximos ou mínimos, locais


ou globais, recebem o nome de extremantes ou pontos extremos locais ou globais de f .

Alertamos para o fato de que uma função que possui mínimos ou máximos locais
pode não admitir mínimos ou máximos globais, como é o caso da função
x3 x3 x3
f (x)   3x  8x pois lim
2
 3x  8x   e lim
2
 3x 2  8x   . Outro fato
3 x   3 x   3
importante a considerar é que o mínimo ou máximo globais de uma função não são
necessariamente mínimos ou máximos locais, pois este mínimo ou máximo global pode
ocorrer em algum extremo do seu domínio, como é o caso da função
x3
f (x)   3x 2  8x quando definida de forma restrita, admitindo-se como seu domínio,
3
por exemplo, o intervalo [0,6] , quando seu mínimo global ocorre em x  0 e o seu
máximo global ocorre em x  6 , conforme o gráfico abaixo:












                 





Um primeiro resultado importante nos garante que nos pontos extremos locais
temos derivada nula.
187
Teorema de Fermat: Seja f : (a , b)  R uma função com ponto extremo local
c  (a , b) . Se f ´( c) existe então f ´( c)  0 .

Demonstração:

Para demonstrar este resultado, suponhamos que f tem um ponto de mínimo local
c  (a , b) e que f ´( c) existe. Então:

f (c  h)  f (c) f (c  h)  f (c) f (c  h)  f (c)


f ´(c)  lim  lim  lim .
h 0 h h 0 h h 0 h

Como f tem um ponto de mínimo local em c  (a , b) para todo h suficientemente


próximo de zero temos que f c  f (c  h) ou f (c  h )  f (c)  0 .

f (c  h)  f (c) f (c  h)  f (c)
Logo lim  0 e lim  0 , e assim, como f ´( c)
h 0 h h 0 h
existe :

f (c  h)  f (c)
f ´(c)  lim  0.
h 0 h

Supondo que f tem um ponto de máximo local c  (a , b) a demonstração é


análoga.

Este resultado nos indica um primeiro caminho para encontrarmos pontos


x3
extremos é resolver a equação f ´( x )  0 . Para a função f ( x )   3x 2  8x temos
3
f ´( x)  x 2  6x  8  0 se e somente se x1  2 ou x 2  4 .

A existência de f ´( c) em (a , b ) tal que tal que f ´( c)  0 com c  (a , b) não nos

garante que c é ponto extremo de f , como nos mostra função f (x)  x 3 para a qual

temos f ´(0)  0 e x  0 não é ponto extremo de f (x)  x 3 .

De maneira geral, as raízes da equação f ´( x )  0 , quando existem, recebem o


nome de pontos críticos da função f . Como veremos, outros pontos críticos podem
existir.

É completamente aceitável que toda função contínua num intervalo [a , b] assume


um máximo e um mínimo globais em [a , b] . A ocorrência do ponto extremo, tanto mínimo

188
como máximo, pode ocorrer no interior do intervalo [a , b] , isto é, em (a , b ) , ou em
qualquer uma das extremidades. Nos gráficos abaixo esses pontos extremos são x 1 e x 2
.

a
b

Também é conveniente observar que o resultado só vale se a função é contínua


num intervalo fechado. Se a continuidade for num intervalo aberto, não é possível garantir
a existência de mínimo e máximo globais.

Na verdade, o que acabamos de expor é um teorema devido a Weierstrass.

Teorema de Weierstrass: Seja f : [a , b]  R contínua. Então existem x 1 e x 2


em [a , b] tais que f x1   f (x)  f x 2  , para todo x  [a , b] .

A demonstraremos deste será omitida devido à complexidade da mesma e ao


evidente convencimento da validade deste teorema.

O teorema a seguir garante a existência de raízes da equação f ´( x )  0 , ou seja,


garante a existência de pontos críticos.

Teorema de Rolle: Seja f : [a , b]  R contínua, derivável em (a , b) e tal que


f (a )  f (b) . Então, existe pelo menos um f ´( c)  0 tal que f ´( c)  0 .

a c b a c b
f não é constante em
189
Demonstração:

Em primeiro lugar, observemos que, se f é uma função constante para todo x no


intervalo [a , b] então f ´( x )  0 no interior do intervalo. Logo, c pode ser qualquer ponto
do intervalo (a , b ) .

Caso contrário, como f , por hipótese, é contínua em [a , b] , então, pelo Teorema


de Weierstrass existem x 1 e x 2 em [a , b] tais que f x1   f (x)  f x 2  , para todo
x  [a , b] , ou seja, tais que f x 1  e f x 2  são, respectivamente, os valores mínimo e
máximo de f em [a , b] . Como estamos supondo que f é uma função não constante em
[a , b] temos que f x1   f x 2  , e assim segue que x1  (a, b) ou x 2  (a, b) . Assim,

pelo Teorema de Fermat temos f ´x1   0 ou f ´x 2   0 . Portanto existe pelo menos um
f ´( c)  0 tal que f ´( c)  0 .

O teorema a seguir nos permitirá relacionar a derivada de uma função com o seu
crescimento ou decrescimento.

Teorema do Valor Médio - TVM: Se f é uma função contínua em [a , b] e


f (b)  f (a )
derivável em (a , b ) então existe f ´( c)  0 tal que f ´(c)  , ou seja, existe pelo
ba
menos um ponto no gráfico de f , c, f (c) , onde a reta tangente ao gráfico de f nesse

ponto é paralela à reta secante que passa pelos pontos a, f (a) e b, f (b) .

Demonstração:

190
Consideremos primeiramente, a reta s que passa pelos pontos b, f (b) e b, f (b)
:
f (b)  f (a )
s  f (a )  (x  a ) ,
ba
f (b)  f (a )
que é o gráfico da função s(x)  (x  a )  f (a ) , uma função afim, e portanto
ba
contínua e derivável em todos os pontos.
Seja g a função que é a diferença entre f e s , isto é:
f (b)  f (a )
g(x)  f (x)  s(x)  f (x)  (x  a )  f (a ) .
ba
Veja que g é uma função contínua em [a , b] e derivável em (a , b ) , pois f e s são
contínuas em [a , b] e deriváveis em (a , b ) . Além disso:
f (b)  f (a )
g(a )  f (a )  (a  a )  f (a )  0
ba
e
f (b)  f (a )
g(b)  f (b)  (b  a )  f (a )  0 ,
ba
e portanto, pelo Teorema de Rolle, existe pelo menos um f ´( c)  0 tal que g´(c)  0 .
f (b)  f (a ) f (b)  f (a )
Como g´( x)  f ´( x)  temos que g´(c)  f ´(c)  0, e
ba ba
assim:
f (b)  f (a )
f ´(c)  .
ba

Exemplos:

1) Suponhamos que um carro percorre uma distância de 180 km em 2 horas.


Denotando por s  s( t ) a distância percorrida pelo carro após t horas, a velocidade média
durante esse período de tempo é:

s(2)  s(0) 180  0


vm    90 km/h.
20 20

Portanto, pelo TVM, temos que o carro deve ter atingido a velocidade
(instantânea) de 90 km/h pelo menos uma vez nesse período de tempo.

191
2) Encontre um número c que satisfaça a conclusão do TVM para a função
f (x)  x 2  2x  1 no intervalo [1,5] :

f (b)  f (a ) f (5)  f (1) 34  2


f ´(c)    8.
ba 5 1 4

Veja que f ´( x )  2x  2 e portanto f ´(c)  2c  2  8 , donde c  3 .

3) Verifique que a função f dada em cada item abaixo satisfaz as 3 hipóteses do


Teorema de Rolle no intervalo dado e encontre todos os valores de c que satisfazem a
conclusão do Teorema de Rolle:

a) f (x)  x 2  4x  1 , no intervalo [0,4] .

f é contínua em [0,4] pois é uma função polinomial.

f é derivável em (0,4) pois sua derivada é f ´( x )  2x  4 .

f (0)  1 e f ( 4)  1 , portanto, f (0)  f (4) .

Logo, existe c  (0,4) tal que f ´(c)  2c  4  0 de onde obtemos c  2 .

b) f (x)  x 3  3x 2  2x  5 no intervalo [0,2] .

f é contínua em [0,2] pois é uma função polinomial.

f é derivável em (0,2) pois sua derivada é f ´( x)  3x 2  6x  2 .

f (0)  5 e f (2)  5 , portanto, f (0)  f (2) .

Logo, existe c  (0,2) tal que f ´(c)  3c 2  6c  2  0 de onde obtemos

c1  3  3 e c 2  3  3 . Como c 2  3  3  (0,2) , temos que a solução é c1  3  3


.

4) Seja f (x)  x 2  5x , para 1  x  3 , determine o ponto c que atende o TVM:

Temos que a  1 , b  3 e f (1)  f (3)  24 . Como f ´( x )  2 x  5 temos


f (b)  f (a ) 24  6
f ´(c)  2c  5 . Pelo TVM temos  f ´(c) , ou seja,  2c  5 , de onde
a b 3 1
obtemos c  2 .

192
O teorema a seguir relaciona o quociente das taxas média de variação de duas
funções com o quociente de suas derivadas.

Teorema de Cauchy: Sejam f e g duas funções contínuas em [a , b] e deriváveis


em (a , b ) tais que g´( x )  0 para todo x  (a , b) . Então existe f ´( c)  0 tal que:

f ( b )  f (a )
ba f (b)  f (a ) f ´(c)
  .
g(b)  g(a ) g(b)  g(a ) g´(c)
ba

Demonstração:

Veja que g(b)  g(a )  0 pois se g(b)  g(a )  0 então pelo teorema de Rolle
existe f ´( c)  0 tal que g´(c)  0 .

f ( b )  f (a )
Seja então F(x)  f (x)  f (a)  Qg(x)  g(a) com Q  . Observe
g ( b )  g (a )
que F(a )  0 e F( b)  0 , e assim pelo teorema de Rolle existe f ´( c)  0 tal que F´(c)  0
f ´(c)
, ou seja, f ´( c)  Qg´( c)  0 . Logo Q  , ou seja:
g´(c)

f (b)  f (a ) f ´(c)
 .
g(b)  g(a ) g´(c)
Uma primeira consequência do TVM, relaciona o sinal da primeira derivada da
função com o seu crescimento ou decrescimento.
Corolário: Seja f uma função contínua em [a , b] e derivável em (a , b ) .
a) Se f ´( x )  0 para todo x  (a , b) , então f é estritamente crescente em [a , b] .
b) Se f ´( x )  0 para todo x  (a , b) , então f é estritamente decrescente em [a , b]
.
Demonstração de a):
Sejam x1  [a, b] e x 2  [a, b] tais que x 1  x 2 . Então f é contínua em x1 , x 2 
f x 2   f x 1 
e derivável em x 1 , x 2 . Pelo TVM existe c  x1 , x 2  tal que f ´(c)  .
x 2  x1

f x 2   f x 1 
Como f ´( x )  0 para todo x  (a , b) temos que f ´(c)   0 , e assim
x 2  x1

193
f x 2   f x1   0 , pois estamos supondo x 1  x 2 . Portanto f x 2   f x1  e f é
estritamente crescente em [a , b] .
Demonstração de b):
Sejam x1  [a, b] e x 2  [a, b] tais que x 1  x 2 . Então f é contínua em x1 , x 2 

f x 2   f x 1 
e derivável em x 1 , x 2 . Pelo TVM existe c  x1 , x 2  tal que f ´(c)  .
x 2  x1

f x 2   f x 1 
Como f ´( x )  0 para todo x  (a , b) temos que f ´(c)   0 , e assim
x 2  x1

f x 2   f x1   0 , pois estamos supondo x 1  x 2 . Portanto f x 2   f x1  e f é


estritamente decrescente em [a , b] .
O teorema seguinte nos fornece um primeiro critério para determinar os extremos
de uma função, estudando a derivada de primeira ordem da função.
Teorema – critério da derivada de primeira ordem: Seja f uma função
contínua em [a , b] e derivável em (a , b ) , exceto possivelmente em um ponto f ´( c)  0 .
a) Se f ´( x )  0 para todo x  c e f ´( x )  0 para todo x  c então c é um ponto de
máximo local de f .
b) Se f ´( x )  0 para todo x  c e f ´( x )  0 para todo x  c então c é um ponto de
mínimo local de f .
Demosntração de a):
Pela primeira consequência do TVM podemos concluir que f é estritamente
crescente em [a , c] e estritamente decrescente em [c, b] . Portanto f ( x )  f (c) para todo
x  [a , c)  (c, b] , e assim c é um um ponto de máximo local de f .

Demosntração de b):
Pela primeira consequência do TVM podemos concluir que f é estritamente
decrescente em [a , c] e estritamente crescente em [c, b] . Portanto f ( x )  f (c) para todo
x  [a , c)  (c, b] , e assim c é um ponto de mínimo local de f .

Exemplos:

1) Uma companhia de software sabe que ao preço de R$ 80,00 por um


determinado software eles vendem 300 unidades por mês. Sabem também que para cada
redução de R$ 5,00 no preço eles venderão mais 30 unidades. Qual preço a companhia
deve cobrar para maximizar a receita:

194
Preço Quantidade vendida
80 300
75 330
70 360
65 390
 
A função desta tabela é uma função afim y  ax  b na qual:

330  300 360  330


a     6 .
75  80 70  75

Portanto a equação é y  6x  b , onde x é o preço e y a quantidade vendida.

Substituindo um dos pontos da tabela acima nesta equação obtemos b  780 .

Logo a equação desta tabela, que representa a quantidade vendida em função do


preço é:

y  6x  780 .

Como a receita é dada pela quantidade vendida multiplicada pelo preço, temos
que a equação da receita é:

R  yx ,

ou

R (x)  6x 2  780 x ,

que é a função, contínua, que deve ser maximizada.

Assim:

R´( x )  12 x  780 .

De R´( x )  0 obtemos x  65 , e portanto, x  65 é ponto crítico de R ( x ) .

Como R´( x )  0 para x  65 e R´( x )  0 para x  65 , o que podemos


representar através do varal do sinal de R´( x ) :

+ –

65

195
temos que f é estritamente crescente para x  65 e estritamente decrescente para x  65
. Portanto, x  65 é ponto de máximo.

Logo x  65 maximiza a receita que será de R$ 25.350,00.

2) Seja a função contínua f (x)  x 3  9x 2  48 x  52 . Como

f ´( x)  3x 2  18 x  48 de f ´( x )  0 obtemos que x1  2 e x 2  8 são pontos críticos


da função f ( x ) .

Como f ´( x )  0 para x  2 e para x  8 e f ´( x )  0 para  2  x  8 , o que


podemos representar através do varal do sinal de f ´( x ) :

+ – +
–2 8

temos que f é estritamente crescente para x  2 e para x  8 é estritamente


decrescente para  2  x  8

Logo x1  2 é o ponto de máximo local de f ( x ) e x 2  8 é o ponto de mínimo


local de f ( x ) .

Como lim f ( x )   e lim f ( x )   temos que f não admite máximo ou


x  x 

mínimo globais.

Veja abaixo o gráfico de f :



 









196
Atividade com Winplot: Encontre o ponto de mínimo local e o ponto de máximo
local da função f (x)  x 3  9x 2  48 x  52 .

O teorema seguinte nos fornece um segundo critério para determinar os extremos


de uma função, estudando a derivada de segunda ordem da função.
Teorema – critério da derivada de segunda ordem: Sejam f uma função
contínua em [a , b] e derivável em (a , b ) tal que para algum f ´( c)  0 temos f ´( c)  0 . Se
f ´ é derivável em (a , b ) temos:
a) Se f ´´( c)  0 então c é um ponto de máximo local de f .
b) Se f ´´( c)  0 então c é um ponto de mínimo local de f .
Demonstração de a):
Por hipótese f ´´( c) existe e f ´´( c)  0 , ou seja:
f ´(c  h)  f ´(c)
f ´´( c)  lim  0.
h 0 h
Como podemos ter h  0 ou h  0 existe um intervalo aberto I, com 0  I , tal
que:

f ´(c  h)  f ´(c)
 0,
h

para todo h  I .

Se h  0 temos f ´( c  h )  f ´( c)  0 .

Se h  0 temos f ´( c  h )  f ´( c)  0 .

Como f ´( c)  0 temos que f ´( c  h )  0 para h  0 e f ´( c  h )  0 para h  0 .


Logo pelo critério da derivada de primeira ordem f tem um ponto de máximo local em
c.

A demonstração da parte b) é análoga.

Exemplo: Seja f (x)  x 3  9x 2  48 x  52 . Vamos agora encontrar os pontos de


mínimo e de máximo de f ( x ) , se existirem, utilizando o critério da derivada de segunda

ordem. De f ´( x)  3x 2  18 x  48  0 obtemos que x1  2 e x 2  8 são pontos críticos

197
da função f ( x ) . Como f ´´( x )  6x  18 temos que f ´´( 2)  30  0 e assim x1  2 é

o ponto de máximo local de f ( x ) . Como f ´´(8)  30  0 temos que x 2  8 é o ponto de


mínimo local de f ( x ) . Como lim f ( x )   e lim f ( x )   temos que f não admite
x  x 

máximo ou mínimo globais.

O que estudaremos a seguir nos permite estudar a concavidade de um função, e


detectar outros pontos críticos.

Definição: Uma função f é côncava para baixo no intervalo (a , b ) se f ´( x ) for


decrescente nesse intervalo e é côncava para cima no intervalo (a , b ) se f ´( x ) for
crescente nesse intervalo.

Teorema – concavidade: Seja f uma função contínua em [a , b] e derivável até


segunda ordem em (a , b ) :
a) Se f ´´( x )  0 para todo x  (a , b) , então f é côncova para cima em (a , b ) .
b) Se f ´´( x )  0 para todo x  (a , b) , então f é côncova para baixo em (a , b ) .

Demonstração de a):

Se f ´´( x )  0 para todo x  (a , b) , então f ´( x ) é estritamente crescente no


intervalo (a , b ) . Logo f é côncova para cima em (a , b ) .

A demonstração de b) é análoga.

A figura abaixo ilustra o apresentado neste teorema.

Concavidade para baixo Concavidade para cima


e é decrescente e é crescente

198
Quando c é ponto onde o gráfico de f sofre alteração de concavidade então c é
também um ponto crítico de f e dizemos que o ponto c, f (c) do gráfico de f é um
ponto de inflexão. Neste caso existe um intervalo (a , b)  Dom (f ) tal que c  (a , b) e o
gráfico de f tem concavidade voltada para baixo em (a , c) e o gráfico de f tem
concavidade voltada para cima (c, b ) , ou o gráfico de f tem concavidade voltada para
cima em (a , c) e o gráfico de f tem concavidade voltada para baixo (c, b ) . É comum
também a afirmação de que c é ponto de inflexão de f .

Assim, dada uma função f contínua em [a , b] e derivável até segunda ordem em


(a , b ) a determinação dos pontos críticos que podem gerar pontos de inflexão é realizada

estudando-se o sinal da equação f ´´( x )  0 .

Exemplos:

1) Para a função y  x 3 , cujo gráfico é:

        









e cujas derivadas de 1ª e 2ª ordens são y´ 3x 2 e y´´ 6 x , em x  0 temos y´ e y´´ nulas,


e o sentido da concavidade do gráfico de y sobre alteração neste ponto.

2) A função y  x 4 , cujo gráfico é:

199

      



e cujas derivadas de 1ª e 2ª ordens são y´ 4x 3 e y´´ 12 x 2 , em x  0 temos y´ e y´´


nulas, e o sentido da concavidade do gráfico de y não sobre alteração neste ponto, e além
disso, x  0 é o ponto onde y assume seu menor valor.

3) Para a função y  x 4 , em x  0 temos y´ e y´´ nulas, o sentido da


concavidade do gráfico de y não sobre alteração neste ponto, e x  0 é o ponto onde y
assume seu maior valor.

Condensando o que até aqui estudamos sobre variação das funções, dada uma
função y  f ( x ) e x c  I  Dom (f ) :

i) Se f ´x c   0 então f é estritamente crescente em x c ou para todo x próximo

a xc .

ii) Se f ´x c   0 então f é estritamente decrescente em x c ou para todo x

próximo a x c .

iii) Se f ´x c   0 então:

iii-1) Se f ´´x c   0 então x c é um ponto de mínimo local de f , isto é,

f x c   f ( x) para todo x próximo a x c e f x c  é o valor mínimo local de f .

iii-2) Se f ´´x c   0 então x c é um ponto de máximo local de f , isto é,

f x c   f ( x) para todo x próximo a x c e f x c  é o valor máximo local de f .

200
iii-3) Se f ´´x c   0 então nada podemos afirmar sobre x c . Neste caso,

para afirmarmos se x c é ponto onde o gráfico de f sofre alteração de concavidade ou

não devemos analisar o sinal de f ´´( x ) nas vizinhanças de x c , isto é, para x próximo a

x c , considerando x  x c e x  x c .

Lembramos que iii-1) e iii-2) podem ser substituídos pela análise do sinal de f ´( x )

nas vizinhanças de x c , isto é, para x próximo a x c , considerando x  x c e x  x c .

Observamos ainda que a mudança de concavidade pode ocorrer, inclusive, em


pontos onde a função f não está definida. Isto pode acontecer quando f está definida em
um intervalo a, x c   x c , b , quando dizemos que x c é um ponto de singularidade de f
. Estes pontos, que também recebem o nome de pontos críticos, devem também ser
cuidadosamente analisados, observando o sinal de f ´´( x ) nas vizinhanças de x c , isto é,

para x próximo a x c , considerando x  x c e x  x c .

1 1
Exemplo: Seja a função f (x)  com x  0 . Veja que f ´( x)   e que
x x2
2
f ´´( x )  . Assim f ´´( x )  0 para todo x  0 e f ´´( x )  0 para todo x  0 . Logo x  0
x3
é ponto crítico de f , e neste ponto f muda de concavidade.

Ainda, podemos ter a ocorrência de pontos de mínimo local ou máximo local de


uma função f em pontos x c  Dom(f ) nos quais f ´x c  não existe. Estes pontos, que
também recebem o nome de pontos críticos, devem também ser cuidadosamente
analisados, observando o sinal de f ´( x ) nas vizinhanças de x c , isto é, para x próximo a

x c , considerando x  x c e x  x c .

Exemplos:

 x, sex  0

1) Seja f ( x )  x   , cujo gráfico é:

 x, sex  0

201

       







 1, sex  0
e como f ´( x )   e como f não é derivável em x  0 concluímos que não
 1, sex  0
exite x R tal que que f ´( x )  0 . Logo 0 é o único ponto crítico desta função. Assim,
o varal da derivada de f é:

– +
0

e pelo critério da derivada de primeira ordem concluímos que x  0 é um ponto de


mínimo local de f .

 
2) Seja f (x)  3 x 2 4  x 2 contínua paratodo x Real.

Como f ´( x )  2x 3 x 2 

2 4  x2 
concluímos que f não é derivável em x  0 e
33 x

de f ´( x )  2x x 
3 2 
2 4  x2 0 obtemos x  1 ou x  1 . Assim,  1, 0 e 1 são
3
3 x
pontos críticos de f .

Para estudarmos o sinal de f ´ , como (x  3) 2  0 basta estudarmos o sinal do

numerador x 2  6 x :

+ – + –
–1 0 1

Logo f é estritamente crescente em x  1 e em 0  x  1 e estritamente


decrescente em 1  x  0 e em x  1 . Portanto, x  1 é ponto máximo local sendo

202
f ( 1)  3 o valor máximo local e x  1 é outro ponto máximo local sendo f (1)  3 o valor

máximo local. O critério da derivada de primeira ordem ainda nos mostra que x  0 é
ponto de mínimo local sendo f (0)  0 o valor mínimo local.

Observando que lim f ( x )  lim f ( x )   apresentamos o gráfico de f :


x  x 

        








Observe que nestes últimos exemplos a análise dos três pontos críticos apontados
foi realizada sem a utilização da derivada de segunda ordem, e que f não é derivável em
x  0.

Por fim, quando f está definida em um intervalo a, x c   x c , b , quando

dizemos que x c é um ponto de singularidade de f e f ´x c  não existe, x c também recebe


o nome de ponto crítico, e deve também ser cuidadosamente analisado, observando o sinal
de f ´( x ) nas vizinhanças de x c , isto é, para x próximo a x c , considerando x  x c e

x  xc .

Exemplos:

x 2 1 1
1) Seja f ( x )   x  , contínua em todo x  0 .
x x

x 2 1
Como f ´( x )  , f é derivável em todo x  0 .
x2

De f ´( x )  0 obtemos x  1 ou x  1 . Logo  1, 0 e 1 são pontos críticos desta


função.

Observe que o varal da derivada de f é:

203
+ – – +
–1 0 1

Logo f é estritamente crescente para x  1 ou x  1 e f é estritamente


decrescente para 1  x  1.

Pelo critério da derivada de primeira ordem temos que x  1 é ponto de máximo


local sendo f ( 1)  2 o valor máximo local, e x  1 é ponto de mínimo local sendo
f (1)  2 o valor mínimo local.

Como x  0 é um candidato a ponto de inflexão, vamos analisar f ´´( x ) para x  0


2
e para x  0 . Como f ´´( x )  temos f ´´( 1)  2 e f ´´(1)  2 , o que mostra que f tem
x3
concavidades opostas antes e após x  0 . Logo x  0 é ponto de inflexão.

O que estudamos acima pode ser visto no gráfico de f :


y

       









x2
2) Seja f ( x )  contínua para x  3 .
x 3

2x ( x  3)  x 2 2x 2  6x  x 2 x 2  6x
De f ´( x )     0 obtemos x  0 ou
( x  3) 2 ( x  3) 2 ( x  3) 2
x  6 . Assim 0 , 3 e 6 são pontos críticos de f .

Para estudarmos o sinal de f ´ , como (x  3) 2  0 basta estudarmos o sinal do

numerador x 2  6 x :

+ – – +
0 3 6
204
Logo f é estritamente crescente em x  0 ou x  6 e f é estritamente decrescente
para 0  x  6 . Portanto, x  0 é ponto de máximo local sendo f (0)  0 o valor máximo
local e x  6 é ponto de mínimo local sendo f (6)  12 o valor mínimo local.

Para analisar a concavidade de f estudamos o sinal da sua segunda derivada:

 18
f ´´( x )  .
( x  3) 3

Como ( x  3) 3 é negativo para x  3 e positivo para x  3 temos que f ´´( x )  0


para x  3 e f ´´( x )  0 para x  3 . Logo, f tem concavidade para cima em x  3 e
concavidade para baixo em x  3 e assim x  3 é ponto de inflexão.

Observando que f ´( x )  0 para x  3 e f ´( x )  0 para x  3 , ou seja, f é


decrescente em ambos os lados de x  3 , que x  0 é ponto de máximo local e x  6 é
ponto de mínimo local, e que f é derivável para qualquer x  3 , poderíamos ter concluído
que x  3 é ponto de inflexão sem analisar f ´´( x ) .

O que estudamos acima pode ser visto no gráfico de f :


























        
                       












Espero que agora você já tenha compreendido a afirmação de que quando a  0 a


concavidade da parábola está voltada para cima, e quando a  0 , para baixo. Bem, sendo
y  ax 2  bx  c temos y´ 2ax  b e y´´ 2a , e assim, sendo a  0 temos y´´ 0 ou

205
seja, a sua concavidade está voltada para cima, e sendo a  0 temos y´´ 0 , ou seja, a sua
concavidade está voltada para baixo.

Finalizando esta seção, apresentamos dois resultados que nos permitem inferir
sobre uma função a partir de informações sobre a sua derivada. O primeiro deles trata de
funções com derivada nula em um intervalo.

Seja f uma função contínua em [a , b] e derivável em (a , b) . A função f possui


derivada nula em (a , b) , ou seja, f ´( x )  0 para todo x  (a , b) se e somente se f é
constante em [a , b] . Veja que este resultado decorre da própria conceituação de derivada,
quando a interpretamos como taxa instantânea de variação.

O segundo, compara funções com derivadas iguais.

Sejam f e g funções contínuas em [a , b] e deriváveis em (a , b) . As funções f


e g possuem derivadas iguais em (a , b) , ou seja, f ´( x )  g´( x ) para todo x  (a , b) se e
somente se f ( x )  g ( x )  k , onde k é uma constante. Este resultado viabiliza o processo
inverso da derivação, ou seja, a partir da derivada de uma função podemos obter uma
família de funções, cujos membros diferem apenas por uma constante. A este processo
damos o nome de integração indefinida ou cálculo de primitivas, o que estudaremos em
breve.

Regras de L´Hospital

f (x)
Um artifício que pode ser utilizado no cálculo de limites do tipo lim onde p
x p g ( x )

f (x)
é um zero de g ( x ) , isto é, é uma singularidade da função é a utilização da expressão
g( x )
conjugada. Para tanto, lembre-se que, sendo a , b  R , dada a expressão a  b , a
expressão conjugada é a  b e, reciprocamente, dada a  b , a conjugada é a  b , e
sempre é verdade que:

a 2  b 2  (a  b)(a  b) .

206
x4 6
Por exemplo, seja o problema de calcular lim . Note que o limite do
x 2 x2
numerador é 0 , bem como o limite do denominador. Nesse caso a substituição direta não
pode ser aplicada.

Entretanto, o numerador e o denominador tendem a zero e isso nos garante que 2


é raiz de ambos os termos da fração. Esse fato nos indica que o artifício da expressão
conjugada pode ser utilizado, pois, através dele obteremos o fator x  2 em ambos os
termos da fração.

Com efeito, multiplicando o numerador e o denominador pela expressão


conjugada do numerador, que é onde temos uma diferença de radicais, nos livramos dessa
diferença obtendo um fator que permite a simplificação da fração. Vejamos:

x4 6 x4 6 x4 6 x2


 lim  lim
lim
x 2 x2 x 2 x2 x4 6 x 2 
( x  2) x  4  6 
1 1
 lim  .
x 2 x4 6 2 6

É preciso notar que a simplificação por x  2 foi possível, pois x  2 não é igual
a zero. Com efeito, no cálculo de um limite, quando a variável x tende a 2 , ela assume
valores tão próximos de 2 quanto quisermos, mas nunca é exatamente 2 . Na última
igualdade utilizamos a substituição direta, pois agora os limites de ambos os termos da
fração existem e o do denominador não é zero.

x
Entretanto, por exemplo, em lim o artifício acima não resolve o problema.
x  e x

Coube a Bernoulli, embora a publicação tenha sido de L´Hospital, que emprestou


seu nome ao feito, descobrir uma propriedade que nos permite calcular rapidamente
limites desse tipo. A engenhosa descoberta consiste em comparar o quociente de duas
funções com o quociente de suas derivadas, desde que determinadas hipóteses estejam
satisfeitas.

f (x)
Inicialmente estudaremos a regra de L´Hospital para o cálculo de lim , onde
xp g ( x )

0
lim f ( x )  0 e lim g ( x )  0 quando dizemos que temos uma indeterminação do tipo .
x p x p 0

207
I) Sejam f e g duas funções contínuas e deriváveis em (a, p)  (p, b) , com
f ´( x )
g´( x )  0 em (a, b) , lim f ( x )  0 e lim g ( x )  0 . Se lim existe, finito ou infinito,
x p x p x p g´( x )
f (x) f (x) f ´( x )
então existe lim e lim  lim .
x p g( x ) x  p g( x ) x  p g´( x )

Antes de demonstrar esta regra vamos compreendê-la graficamente. As retas r e


t são tangentes aos gráficos de f e g pelo ponto (p, 0) respectivamente, e assim suas
equações são r  f´(p)x  f´(p)p e t  g´(p)x  g´(p)p .

Nas proximidades do ponto (p, 0) , ou seja quando x  p , os gráficos de f e g


podem ser aproximados pelas respectivas retas tangentes. No limite as funções f e g
f r f´(p)
podem ser substituídas por r e t , e daí o quociente é o quociente que é .
g t g´(p)

g
t
f
r

p p

Demonstração:

Como f e g duas funções são contínuas e deriváveis em (a, p)  (p, b)


definamos:

f (x), x  p g(x), x  p
F(x)   e G(x)   .
 0, x  p  0, x  p

208
Como lim f ( x )  0 e lim g ( x )  0 temos que F e G são contínuas e deriváveis
x p x p

F(x)  F(p) F´(c)


em (a, b) , e assim pelo teorema de Cauchy temos  para algum
G(x)  G(p) G´(c)
F(x) F´(c)
c  (p, x) . Como F(p)  G(p)  0 temos  .
G(x) G´(c)

F´(x) F´(c) F(x)


Assim lim  lim  lim . Em particular, para x  (a, p)  (p, b)
x p G´(x) c  p G´(c) x  p G(x)
f (x) f´(x)
temos lim  lim .
x p g(x) x  p g´(x)

Esta regra é válida também para x  p  ou x  p  .

Como consequência desta regra sendo f´ e g´ duas funções contínuas e


deriváveis em (a, p)  (p, b) , com g´´(x)  0 em (a, b) , lim f´(x)  0 e lim g´(x)  0 . Se
x p x p

f´´(x) f´(x) f´(x) f´´(x)


lim existe, finito ou infinito, então existe lim e lim  lim . Está
x  p g´´(x) x  p g´(x) x  p g´(x) x  p g´´(x)

consequência vale ainda para f´´ e g´´ , satisfeitas as hipóteses necessárias, e assim
sucessivamente.

Exemplos:

x 5  6 x 3  8x  3 0
1) Veja que lim é uma indeterminação do tipo . Neste caso
x 1 x 1
4
0
temos f (x)  x 5  6x 3  8x  3 e g( x)  x 4  1 e assim g´(1)  4 . Portanto:

x 5  6 x 3  8x  3


x 5  6 x 3  8x  3 ´

 5x 4  18 x 2  8  5

lim
x 1 x 4 1
lim
x 1 
x 4 1´  lim
x 1 4x 3 4
.

x
2) Mostraremos agora, de modo muito mais simples, que lim  1,
x 0 sen( x )

conforme já demonstramos anteriormente. Para tanto veja que a substituição direta nos
0
leva a indeterminação , e que como sen´( x )  cos( x ) e cos( 0)  1 podemos aplicar
0
x 1
L´Hospital. Daí lim  lim  1.
x 0 sen( x ) x  0 cos( x )

209
cos( h)  1
3) Vamos agora demonstrar que lim  0 , conforme já prometido. Veja
h 0 h
0
que a substituição direta nos leva a indeterminação , e que como h´ 1, temos que
0
cos(h)  1  sen(h)
lim  lim  0.
h 0 h h 0 1

sen(h)  1
Observe que não podemos tratar lim dessa mesma forma, pois a
h 0 h
sen(h)  1
substituição direta não nos leva a alguma das indeterminações. Na verdade lim
h 0 h
sen(h)  1 sen(h) 1 1
não existe pois lim  lim  lim e como sabemos lim não existe. O
h 0 h h 0 h h 0 h h 0 h
cos(h )
mesmo acontece com lim .
h0 h

f (x)
A próxima regra trata de limites infinitos, ou seja, do cálculo de lim , onde
xp g ( x )

lim f ( x )   e lim g( x )   quando dizemos que temos uma indeterminação do tipo


x p x p


.

II) Sejam f e g duas funções contínuas e deriváveis em (a, p)  (p, b) , com


f ´( x )
g´( x )  0 em (a, b) , lim f ( x )   e lim g( x )   . Se lim existe, finito ou
x p x p x p g´( x )

f (x) f (x) f ´( x )
infinito, então existe lim e lim  lim .
x p g ( x ) x p g ( x ) x  p g´( x )

A demonstração desta regra deixamos a cargo da curiosidade do leitor.

Esta regra é válida também para x  p  ou x  p  e também para f´ e g´ ,


satisfeitas as hipóteses necessárias, e assim sucessivamente.

210
1
Exemplo: Consideremos o problema de calcular lim . Aparentemente não
x 0 x ln( x )
1
1
temos uma das indeterminações. Mas veja que lim  lim x que é uma
x 0 x ln( x ) x 0 ln( x )


indeterminação do tipo .

Observe que ln( x)´


1
 0 para todo x  0 .
x

1 1
 ´
 lim    lim    .
1 x x 1
Assim lim  lim
x 0 x ln( x ) x 0 ln( x ) x 0 ln( x ) ´ x 0 x

As duas regras de L´Hospital já vistas ainda valem quando utilizamos x   ou


x   em lugar de x  p , o que nos leva a outras versões das regras de L´Hospital,
as regras que tratam de limites no infinito.

III-a) Sejam f e g duas funções contínuas e deriváveis num intervalo (a , ) ,


f ´( x )
onde g´( x )  0 , lim f ( x )  0 e lim g( x )  0 . Se lim existe, finito ou infinito, então
x  x  x  g´( x )

f (x) f (x) f ´( x )
existe lim e lim  lim .
x  g ( x ) x  g ( x ) x  g´( x )

Demonstração:

1
Sendo x  , fazer x   e o mesmo que fazer z  0 .
z

Daí usando a regra de L´Hospital I) temos:

1  1  1  1
f  f´  2  f´ 
 lim    lim     lim    lim
f (x) z z z z f´(x)
lim .
x  g(x) z 0  1  z0  1  1  z 0  1  x  g´(x)
g  g´  2  g´ 
z  z  z  z

Esta regra é válida também para f´ e g´ , satisfeitas as hipóteses necessárias, e


assim sucessivamente.

211
III-b) Sejam f e g duas funções contínuas e deriváveis num intervalo (, b) ,
f ´( x )
onde g´( x )  0 , lim f ( x )  0 e lim g( x )  0 . Se lim existe, finito ou infinito,
x  x  x   g´( x )
f (x) f (x) f ´( x )
então existe lim e lim  lim .
x  g( x ) x   g( x ) x   g´( x )

A demonstração desta e das demais regras de L´Hospital deixaremos a cargo da


curiosidade do leitor.

Esta regra é válida também para f´ e g´ , satisfeitas as hipóteses necessárias, e


assim sucessivamente.

 x 1
ln  
Exemplo: Para calcular lim  x 
em primeiro lugar observemos que:
x   x 1
ln  
 x 

 x 1  1
ln   ln 1  
lim 
x 
 lim 
x
.
x   x 1 x    1
ln   ln 1  
 x   x

 1  1
Agora lim ln 1    0 e lim ln 1    0 e assim temos uma indeterminação
x 
 x x 
 x
0
do tipo . Sendo assim, como as funções são deriváveis e a derivada do denominador
0
não se anula, podemos aplicar L´Hospital.

Assim:

 x  1   x 1 1
ln    ln   ´
 x  x ( x  1)  x ( x  1)   x 1
lim 
x 
 lim   lim  lim     lim     1 .
x   x  1  x    x  1   x   1 x 
 x ( x  1)  x  x  1 
ln    ln   ´
 x    x  x ( x  1)

As duas últimas regras tratam de limites infinitos no infinito.

212
IV-a) Sejam f e g duas funções contínuas e deriváveis num intervalo (a , ) ,
f ´( x )
onde g´( x )  0 , lim f ( x )   e lim g( x )   . Se lim existe, finito ou infinito,
x  x  x  g´( x )
f (x) f (x) f ´( x )
então existe lim e lim  lim .
x  g( x ) x   g( x ) x   g´( x )

IV-b) Sejam f e g duas funções contínuas e deriváveis num intervalo (, b) ,


f ´( x )
onde g´( x )  0 , lim f (x)   e lim g(x)   . Se lim existe, finito ou
x  x  x   g´( x )

f (x) f (x) f ´( x )
infinito, então existe lim e lim  lim .
x  g ( x ) x   g ( x ) x   g´( x )

Estas duas regras são válidas também para f´ e g´ , satisfeitas as hipóteses


necessárias, e assim sucessivamente.

Exemplos:

ln( x) 
1) Observe que lim é uma indeterminação do tipo . Como neste caso
x  x 
1
ln( x ) 1
g( x )  x e assim g´( x )  1 temos que lim  lim x  lim  0 .
x  x x   1 x   x

x3  x3 3x 2
2) lim é uma indeterminação do tipo . Assim lim  lim que
x  e x  x  e x x  e x


continua sendo é uma indeterminação do tipo . Aplicando novamente L´Hospital

x3 6x 
temos lim  lim x que ainda é uma indeterminação do tipo . Aplicando
x  e x x  e 
x3 6
novamente temos lim x
 lim x  0 . Observe que a aplicação consecutiva de
x  e x  e

L´Hospital só foi possível pois quando x   temos e x ´ 0 .  


Com as regras de L´Hospital muitos limites complicados são facilmente
calculados. Entretanto, é preciso ter sempre o cuidado de verificar se as hipóteses estão
satisfeitas.

213
x
Voltando ao cálculo de lim x
, observamos que lim x   e que lim e x   .
x  e x  x 

Sendo assim, como as funções são deriváveis e a derivada do denominador não se anula,
1
podemos aplicar L´Hospital. Como o limite do quociente das derivadas é lim 0
x  ex
x
então o limite do quociente das funções é lim 0.
x  e x

Muitas vezes, o limite a ser calculado aparece de maneira tal que aparentemente
não prevemos a utilização de uma das regras de L´Hospital. Veja que para calcular
1 1

 1 g( x ) f ( x )
lim  cos sec(x )   usaremos que lim f ( x )  g( x )  lim , o que pode ser
x 0   x x  a x  a 1
f ( x )g ( x )
confirmado facilmente.

1
Assim, lembrando que cos sec(x )  temos que:
sen( x )

 1  1 1  x  sen( x )   1  cos( x ) 
lim  cos sec(x )    lim     lim    lim  
x 0  x  x 0  sen( x ) x  x 0  xsen ( x )  x 0  x cos( x )  sen( x ) 

 sen( x )  0
 lim     0 ,
x 0
  xsen ( x )  cos( x )  cos( x )  2

após aplicarmos duas vezes L´Hospital.

Outras indeterminações, gerada pelo produto, quociente ou potência envolvendo


0
0 (zero),  ou   , podem surgir, lembrando que o produto 00 e os quocientes e

0
não são indeterminados.


Exemplos:

1) lim x 2 ln( x ) é uma indeterminação gerada pelo produto entre 0 (zero) e  


x 0

214
ln( x )
Para ser possível aplicar L´Hospital basta lembrar que x 2 ln( x )  e daí:
1
x2

1
ln( x ) ln( x ) x  x2
lim x ln( x )  lim
2
 lim 2  lim  lim  0.
x 0  x 0 1 x 0 x x 0  2 x  3 x 0 2
x2

0bserve que 2x 3  0 para x  0 .

x3
2) lim é uma indeterminação gerada pelo quociente entre  e 0 (zero).
x   e x

x3 3x 2
Assim lim  lim que continua sendo é uma indeterminação, agora gerada pelo
x   e x x  e x

x3 6x
quociente entre  e 0 (zero). Aplicando novamente L´Hospital temos lim x
 lim x
x   e x   e

que ainda é uma indeterminação gerada pelo quociente entre  e 0 (zero). Aplicando
x3 6
novamente temos lim x
 lim x   .
x  e x  e

Observe que a aplicação consecutiva de L´Hospital só foi possível pois temos


e ´ 0 .
x

3) Vamos mostrar que lim x x  1 .


x 0

Agora temos uma indenterminação pela potência nula de 0 (zero). Em primeiro

lugar, observemos que, para x  0 , x x  e lnx   e x ln(x ) , pois as funções y  e x e


x

y  ln( x ) são inversas.

Vamos então analisar lim x ln( x ) , no qual temos uma indeterminação gerada pelo
x 0

ln(x)
produto entre 0 (zero) e  . Como lim x ln(x)  lim temos uma indeterminação
x 0 x 0 1
x
gerada pelo quociente entre  e  (zero). Assim, pela regra de L´Hospital, temos:

1
ln(x)
lim x ln(x)  lim  lim x  lim  x  0 ,
x 0 x 0 1 x 0 1 x 0
2
x x
215
1
observando que  0 para x  0 .
x2

Voltando ao limite inicial temos que lim x x  lim e x ln(x )  1 , como queríamos.
x 0 x 0

Assíntotas

O estudo do limite de uma função nos permite o estudo das assíntotas dessa
função, o que faremos a seguir.

Dizemos que a reta y  mx  n é uma assíntota, em  , do gráfico da função


y  f ( x ) se e somente se lim f ( x )  (mx  n )   0 e dizemos que a reta y  mx  n é
x 

uma assíntota, em   , do gráfico da função y  f (x) se e somente se


lim f ( x )  (mx  n )   0 . Quando lim f ( x )  (mx  n )   0 e lim f ( x )  (mx  n )   0
x  x  x 

dizemos que a reta y  mx  n é assíntota do gráfico da função y  f ( x ) , ou


simplesmente de f ( x ) .

Intuitivamente, dizer que a reta y  mx  n é uma assíntota, em   ou em  ,


significa que, à medida que x decresce ou cresce indefinidamente, o gráfico de y  f ( x )
vai encostando cada vez mais no gráfico dessa reta.

Graficamente, sendo m  0 , se pelo menos uma das quatro situações abaixo


ocorre:

216
dizemos que a reta y  n é uma assíntota horizontal, e quando m  0 , a reta y  mx  n
é uma assíntota oblíqua. A seguir apresentamos dois exemplos gráficos dessa situação,
nos quais m  0 e a reta y  mx  n é uma assíntota oblíqua em  :

Dizemos que a reta vertical x  k é uma assíntota vertical, à direita, para o gráfico
da função y  f ( x ) se lim f ( x )   ou lim f ( x )   e dizemos que a reta vertical
x k x k

x  k é uma assíntota vertical, à esquerda, para o gráfico da função y  f ( x ) se


lim f ( x )   ou lim f ( x )   . Dizemos que a reta vertical x  k é uma assíntota
x k  x k

vertical para o gráfico da função y  f ( x ) se lim f ( x )   ou lim f ( x )   e


x k x k

lim f ( x )   ou lim f ( x )   .
x k  x k

Graficamente, a reta x  k é uma assíntota vertical para o gráfico da função


y  f ( x ) se uma das quatro situações abaixo ocorre:

217
k k

k
k

Observe que x  k é um ponto de descontinuidade da função f e pode ser ponto


singular de f.

Exemplos:

3x  4 3x  4
1) Dada f ( x )  como lim 3 temos que y3 é assíntota
x x  x
3x  4
horizontal em  , e como lim  3 , y  3 é assíntota horizontal em   , e assim
x  x
3x  4
y  3 é assíntota horizontal de f ( x )  .
x

218
3x  4
Veja que o ponto de descontinuidade desta função é x  0 . Como lim 
x 0 x
3x  4
temos que x  0 é uma assíntota vertical à direita e como lim   temos que
x 0 x
x  0 é, também, assíntota vertical à esquerda, e assim a reta x  0 é assíntota vertical.

O exposto acima pode ser visto no gráfico abaixo:

8.0
7.0

6.0

5.0

4.0

3.0
2.0

1.0

-9.0 -8.0 -7.0 -6.0 -5.0 -4.0 -3.0 -2.0 -1.0 1.0 2.0 3.0 4.0 5.0 6.0 7.0 8.0 9.0
-1.0

-2.0
-3.0

-4.0

-5.0

-6.0

-7.0
-8.0

-9.0
4x 4x
2) Seja agora f (x)  2 . Veja que lim 2  0 e portanto y  0 é uma
x 1 x  x 1
4x
assíntota horizontal em  e como lim  0 temos que y  0 é uma assíntota
x  x 2  1

4x
horizontal em   , e assim y  0 é uma assíntota horizontal de f (x)  .
x 2 1

4x
Os pontos de descontinuidade são 1 e  1. Assim, como lim   temos que
x 1 x 2 1
4x
x  1 é uma assíntota vertical à direita e como lim   temos que x  1 é uma
x 1 
x 2 1
4x
assíntota vertical à esquerda, e assim x  1 é uma assíntota vertical de f (x)  .
x 2 1
4x
como lim    temos que x  1 é uma assíntota vertical à direita e como
x 1 x 2 1
4x
lim    temos que x  1 é uma assíntota vertical à esquerda, e assim x  1 é
x 1 x 2 1
4x
uma assíntota vertical de f (x)  .
x 2 1

Observe o gráfico:

219
8.0
7.0

6.0

5.0

4.0

3.0
2.0

1.0

-9.0 -8.0 -7.0 -6.0 -5.0 -4.0 -3.0 -2.0 -1.0 1.0 2.0 3.0 4.0 5.0 6.0 7.0 8.0 9.0
-1.0

-2.0
-3.0

-4.0

-5.0

-6.0

-7.0
-8.0

-9.0

x2 1
3) Seja agora f ( x )  . Primeiro observamos que Dom(f )  R * , e assim, f
x
x2 1 x2 1
é descontínua em x  0 . Além disso, lim   e lim   e portanto a reta
x 0 x x 0 x
x2 1 x2 1 x 2 1
x  0 é uma assíntota vertical de f ( x )  . Como lim   e lim  
x x  x x  x
x2 1 1
concluímos que f não possui assíntota horizontal. Observando que  x  e que
x x
1 1
lim  0 e lim  0 concluímos que a reta y  x é assíntota oblíqua de f , pois
x  x x  x
x2 1 1 1 x2 1 1 1
lim  x  lim x   x  lim  0 e lim  x  lim x   x  lim  0 .
x  x x   x x   x x   x x   x x   x

Além disso, conforme já vimos, f é estritamente crescente para x  1 ou x  1


e f é estritamente decrescente para 1  x  1. Também, x  1 é ponto de máximo local
sendo f ( 1)  2 o valor máximo local, x  1 é ponto de mínimo local sendo f (1)  2 o
valor mínimo local e x  0 é ponto de inflexão.

Tudo isto é necessário para a perfeita construção do gráfico abaixo:









        







 220

x2
4) Para f ( x )  contínua para vimos que f é estritamente crescente em
x 3
x  0 ou x  6 , que f é estritamente decrescente para 0  x  6 , que x  0 é ponto de
máximo local sendo f (0)  0 o valor máximo local , x  6 é ponto de mínimo local sendo
f (6)  12 o valor mínimo local r que x  3 é ponto de inflexão.

x2 x2
Além disso, lim   e lim   e portanto a reta x  3 é uma
x 3 x 3 x 3 x  3

x2 x2 x2
assíntota vertical de f ( x )  . Como lim   e lim   concluímos
x 3 x  x  3 x  x  3

 x2 
que f não possui assíntota horizontal, mas como lim   (x  3)   0 e
x  x  3
 

 x2 
lim   (x  3)   0 concluímos que a reta y  x  3 é assíntota oblíqua de f .
x  x  3
 

Tudo isto é necessário para a perfeita construção do gráfico abaixo:




























        
                            














Função inversa

Considere a tabela abaixo, que fornece o percentual de poluição de uma lagoa, à


partir de 1.950:
Ano 1.950 1.970 1.990
221
Porcentagem poluída 0 4 16
com a qual obtemos a função P( t ) , que fornece a porcentagem poluída em função do
tempo:
t (ano) 0 20 40
P( t ) 0 4 16
e, como essa tabela possui três pontos, uma das possíveis funções associadas a ela é a
função polinomial de grau 2, P( t )  0,01t 2 .

Se desejarmos saber qual o percentual de poluição em 1.980, basta calcularmos:

P(30)  0,01(30) 2  9 ,

ou seja, em 1.980 tínhamos 9% da lagoa poluído.

Agora, se desejarmos saber quando tivemos 10% da lagoa poluída devemos


resolver:

0,01t 2  10 ,

para obter t  31,6 ou t  31,6 . Como a primeira solução deve ser descartada temos que
a poluição atingiu 10% da lagoa em 1.982.

E se desejarmos saber quando a poluição atingiu 20% da lagoa? Resolvendo

0,01t 2  20 ,

obtemos t  44,7 ou t  44,7 , e assim esse percentual de poluição foi atingido em


1.995.

Mas podemos fazer isso para um percentual P qualquer. Assim a nossa equação a
ser resolvida é:

0,01t 2  P ,

da qual obtemos:

P
t ,
0,01

e assim, devemos escolher:

222
P
t ,
0,01

ou seja, encontramos a função que nos fornece o tempo para um percentual de poluição
qualquer, ou seja, t (P) .

Como outro exemplo, considere agora que a velocidade, v, em quilometros por


hora (km/h), de um objeto lançado por uma catapulta é dada pela função:

v( t )  50 ln( t  1) ,

onde o tempo, t , é dado em segundos.

Atribuindo-se valores a t obtemos a tabela:


t v( t )  50 ln( t  1)
0 0
1 35
2 55
3 69
4 80
5 90
6 97
7 104
8 110
9 115
10 120
11 124
12 128
13 132
14 135
15 139
16 142
17 145
18 147
19 150
a qual não nos fornece, por exemplo, a velocidade 100 km/h.

E se desejarmos saber quando a velocidade atingiu 100 km/h?

Veja que para conseguirmos esta resposta precisamos resolver a equação:

50 ln( t  1)  100 ,

cuja solução é aproximadamente 6,3 , ou seja, em 6,3 segundos o objeto atingiu 100
km/h.
223
Mas podemos fazer isso para uma velocidade v qualquer. Assim a nossa equação
a ser resolvida é:

50 ln( t  1)  v ,

da qual obtemos:

v
ln( t  1)  ,
50

e assim:
v
t  e 50  1 ,

ou seja, encontramos a função que nos fornece o tempo para uma velocidade qualquer,
ou seja, t ( v) .

O que fizemos nestes dois últimos exemplos foi encontrar as respectivas funções
inversas das funções P( t )  0,01t 2 e v( t )  50 ln( t  1) .

Atente para o fato que no primeiro exemplo tivemos que escolher uma entre as
duas opções de respostas. Isto ocorreu porque a função quadrática não é injetora, isto é,
existem valores distintos em seu domínio associados a uma mesma imagem. Agora
apresentaremos estas idéias com um pouco mais de rigor e generalidade.

Dizemos que a função f : A  B é injetora se, para quaisquer s e t no seu


domínio A , se s  t então f (s)  f ( t ) . Vale a pena observar que quando f é estritamente
crescente ou decrescente em todo o seu domínio então f é injetora. Define-se também
que a função f é sobrejetora se, para qualquer y no seu contra-domínio, B , existe x em
seu domínio, A , tal que f ( x )  y , ou seja, quando Im( f )  B . Ainda, quando a função f
é injetora e sobrejetora dizemos que ela é bijetora.

Exemplos:

1) A função constante f : R  R dada por f ( x )  k com k  R não é injetora e


nem sobrejetora.

2) A função quadrática f : R  R dada por f (x )  ax 2  bx  c , com a , b, c  R


e a  0 , não é injetora e nem sobrejetora.

224
3) A função afim f : R  R dada por f ( x )  ax  b , com a  0 é bijetora.

4) A função quadrática f : A  R dada por f (x )  ax 2  bx  c , com a , b, c  R

e a  0 , escolhendo A  x  R | x  x v  ou A  x  R | x  x v , lembrando que

b
xv  é a abscissa do vértice da parabola, é injetora.
2a

5) A função quadrática f : R  B dada por f (x )  ax 2  bx  c , com a , b, c  R

e a  0 , escolhendo B  y  R | y  y v  se a  0 ou B  y  R | y  y v  se a  0


lembrando que y v  é a ordenada do vértice da parabola, é sobrejetora.
4a

Os exemplos 4) e 5) acima nos ensinam a restringir convenientemente o domínio


ou o contra-domínio de uma função quadrática de forma a torna-la injetora, sobrejetora
ou bijetora.

Dada uma função f : A  B , quando f é injetora então para y  Im( f ) existe um


único x  Dom (f ) tal que f ( x )  y . Assim podemos considerar a função g , cujo domínio
é Im(f ) e cuja imagem é Dom (f ) , dada por:

g ( y)  x se e somente se f ( x )  y .

f
x y

Tal função g denomina-se função inversa de f e é usualmente denotada por f 1 .

Observe que dada uma função f : A  B , para definirmos a função inversa f 1


com domínio B , é exigido que f seja bijetora. Neste texto, consideraremos como
domínio da função inversa f 1 a Im(f ) , o que nos poupará a preocupação com a
sobrejetividade da função f.

225
Quando f : A  B for uma função que admite função inversa f 1 : Im(f )  A
então diremos que f é inversível ou invertível. Note que se f é inversível com inversa g
então g também é inversível com inversa f , isto é:

f 
1 1
f.

Observe que se para alguma função f inverísvel em um domínio A  R temos

f k1   k 2 , para k1  A e k 2  Im(f ) , teremos que f 1 k 2   k 1 . Além disso, os ponto

k1 , f (k1   k1 , k 2   


e o ponto k 2 , f 1 (k 2  k 2 , k1  são simétricos em relação à reta
yx:

e assim conluímos que os gráficos de f e de f 1 são simétricos em relação à reta y  x .

Além disso, se f inverísvel em um domínio A  R , e se x  A e y  Im(f ) são


tais que y  f ( x ) então:

f 1

of (x)  f 1 f (x)  f 1 y  x ,

e também:

fof (x)  x .
1

Observe que a função inversa de f é dada implicitamente pela equação y  f ( x )


e assim para obtê-la devemos, geralmente, resolver esta equação para a variável x . É
comum trocar a variável x por y e y por x , para que f e f 1 possam ser estudas no

226
mesmo plano cartesiano, e quando necessário, devemos estipular restrições ao domínio
da função inversa.

Exemplos:

1) Considere f ( x )  2 x  1 . Veja que Dom (f )  R e que f é estritamente


decrescente em todo o seu domínio. Assim f é inversível e e para obter a sua inversa
devemos resolver:

y  2 x  1 ,

para a variável x , isto é, obter x como função de y :

y 1
x  ,
2 2

e apenas para ficarmos com nossa notação usual, isto é, x como variável independente,
trocamos x por y e y por x , obtendo:

x 1
y  ,
2 2

x 1
e assim temos que f 1 ( x)    .
2 2

Graficamente:

       






227
2) Considere f ( x )  x . Como Dom(f )  R  e f é estritamente crescente em
todo o seu domínio temos que f é inversível e para obter a sua inversa devemos resolver:

y x

para a variável x , isto é, obter x como função de y . Elevando ambos os lados ao quadrado
temos o desejado:

y2  x ,

e apenas para ficarmos com nossa notação usual, isto é, x como variável independente,
trocamos x por y e y por x , obtendo a função inversa de f :

f 1 ( x )  x 2 .

Graficamente:

        




3) A função f ( x )  e x é estritamente crescente em todo o seu domínio, e portanto


é inversível, e como já vimos:

y  ln( x ) se e somente se e y  x ,

para todo x e y Reais e x  0 , e portanto  ln(x)   ex e e x


1
 
1
 ln( x) .

Graficamente:

228

        









4) A função f (x)  x 2 não é somente crescente nem somente decrescente em seu


domínio, R, por isso devemos tomar um intervalo de crescimento ou de decrescimento
dessa função para calcular a sua inversa nesse intervalo. Por exemplo, considerando a
função f (x)  x 2 no intervalo [0, ) ela é estritamente crescente. Daí de f (x)  x 2

obtemos x  y , ou seja, f 1 ( x )  x é a função inversa de f (x)  x 2 , no intervalo

[0, ) . Se tivéssemos tomado o intervalo ( ,0] teríamos f 1 ( x )   x como função

inversa de f (x)  x 2 , nesse intervalo.

2x  3 2y  3
5) Para calcular f 1 (x) quando f ( x )  fazemos x  de onde
x 5 y5
5x  3 5x  3
obtemos x ( y  5)  2 y  3 e assim y  , concluindo que f 1 (x)  .
x2 x2
Deixamos a cargo do leitor o estudo sobre a necessidade da restrição do domínio da
função f e da sua inversa.

O leitor deve estar se perguntando, como inverter uma função quadrática, visto
que muito exploramos esta função neste texto. Assim, apresentaremos uma técnica,
lembrando que restrições ao domínio são necessárias. Como estamos interessados em
obter x (em função de y ) utilizaremos a formula de Báskara. Sendo f ( x ) uma função
quadrática, a partir da expressão y  f (x) escrevemos a equação f ( x )  y  0 e então
aplicamos a fórmula de Baskara para isolar x . De acordo com as restrições ao domínio
de f estabelecidas escolhemos x 1 ou x 2 e então fazemos as trocas de x por y e de y por
x.

229
Exemplo: Seja f (x)  x 2  6x  9 . Como a abscissa do vértice dessa parabola é

x v  3 , vamos restringir o seu domínio a [3,  ) . De y  x 2  6x  9 obtemos

x 2  6x  9  y  0 . Para esta equação temos   4 y com o qual obtemos x 1  3  y

e x 2  3  y . Como, de acordo com nosso domínio devemos ter x maior ou igual a 3 ,

escolhemos x 2  3  y . Logo f 1 ( x )  3  x .

Os gráficos são:

        


Neste exemplo, considerando f no domínio ( ,3] temos f 1 ( x )  3  x mas


veja que esta função inversa está definida apenas para valores não negativos da variável
x . Agora os gráficos são:

        




Derivação implícita

Sempre que temos uma função escrita na forma y  f ( x ) , dizemos que y é uma
função explícita de x , pois podemos isolar a variável dependente de um lado e a

230
expressão da função do outro. Porém nem sempre isso é possível ou conveniente e, caso
isso ocorra, dizemos que y é uma função implícita de x . Vejamos, por exemplo, a

equação y  2x 2  3 . Observamos que y é uma função explícita de x , pois podemos

escrever y  f ( x ) , onde f ( x)  2x 2  3 . A equação 4x 2  2 y  6 define a mesma

função, pois isolando y obtemos y  2x 2  3 . Quando escrita na forma 4x 2  2 y  6


dizemos que y é uma função implícita de x .

Observação: É necessário tomar cuidado, pois muitas vezes uma equação em x


e y define mais de uma função explícita.

Exemplo: A equação x 2  y 2  1 define as funções explícitas y  1  x 2 e

 1
 1 x , 1  x  2
2

y   1  x , com x  [1,1] , ou ainda y  


2
, cujos gráficos
1
 1  x 2 ,   x  1
 2
apresentamos abaixo, entre muitas outras:

1.0 1.0 1.0

-1.0 1.0 -1.0 1.0 -1.0 1.0

-1.0 -1.0 -1.0

Para derivar uma função dada na forma implícita, basta lembrar que y é função
de x e usar a regra da cadeia quando a variável y estiver envolvida por outra função..

Exemplos:

1) Dada a equação 4x 2  2 y  6 , para determinarmos y´( x ) não podemos


esquecer que y é função de x , e para isto ajuda-nos escrever a equação como

4x 2  2y(x)  6 .

Assim, derivando ambos os lados em relação a x , obtemos 8x  2 y´( x )  0 ou

y´( x )  4 x , que coincide com a derivada de y  2x 2  3 .

231
2) Para determinar y´ a partir da equação x 2 y  2y 3  3x  2y é conveniente
primeiro escrevermos:

x 2 y( x )  2y( x )   3x  2 y( x )
3

e então derivarmos:

2xy ( x )  x 2 y´( x )  6y( x )  y´( x )  3  2 y´( x ) ,


2

e daí:

 
y´( x ) x 2  6y( x )   2  3  2xy ( x )
2

para obtermos finalmente:

3  2xy
y´ .
x  6y 2  2
2

3) Dada a equação ysen ( y)  1  x , para determiner y´ , fazemos:

y´sen( y)  y cos( y) y´ 1 ,

e assim:

1
y´ .
sen( y)  y cos( y)

4) Dada a equação ln( y  x )  ln( y  x ) temos:

1
y ´1  1 y ´  1
yx yx

y´1(y  x)  y´1(y  x)
y´( y  x  y  x )  y  x  y  x

2xy ´ 2 y

y
y´ .
x

As inversas das funções trigonométricas

232
Um problema comum em trigonometria é achar um ângulo cujas funções
trigonométricas são conhecidas. Considere por exemplo, que um engenheiro está
projetando uma rampa, conforme a figura abaixo.

2m
x
4m
Para que seja descrita no projeto é necessário determinar o ângulo x . Para tanto
1
sabemos que tg ( x )  , e assim, x  26,6 o . Esse mesmo resultado pode ser obtido à
2
2 4
partir de sen( x )  ou de cos( x )  .
20 20

Veja que para cada valor assumido pelas funções seno, cosseno ou tangente
associamos um ângulo correspondente, 26,6 o . Lembrando que essas funções não são
injetoras, com as devidas restrições nos respectivos domínios podemos pensar na
avaliação das respectivas funções inversas, ou seja, podemos estudar o problema da
computação de funções arco, tais como as funções arcseno, arccosseno, arctangente, e
também para outras funções trigonométricas.

Como todas as funções trigonométricas são periódicas, para cada uma delas, vale
que f ( x  T)  f ( x ) para todo x  Dom (f ) , sendo f qualquer uma das referidas funções,
e T o respectivo período, o que confirma que essas funções não são injetoras. Assim,
nenhuma das funções trigonométricas é inversível em todo seu domínio. Entretanto, para
cada uma delas podemos considerar uma restrição do domínio, a fim de obter uma função
inversível.

A função arcseno

O domínio da função seno é o conjunto R. Vamos restringir o domínio dessa


     
função ao intervalo   ,  , e assim obter a função seno restrita ao intervalo   2 , 2  .
 2 2
  
Essa função, restrição da função seno ao intervalo   ,  , é inversível, pois é uma
 2 2

233
função estritamente crescente. A sua inversa denomina-se arcseno cujo domínio é o
  
intervalo [1,1] e a imagem é o intervalo   ,  .
 2 2

Para obtermos o gráfico da função arcseno basta lembrarmos que ele é simétrico
  
à função seno no intervalo   ,  , em relação à reta y  x :
 2 2
y




 





A função arcseno é donotada por arcsen( x ) ou por sen 1 ( x ) .

Poderíamos ter escolhido muitas outras restrições para o domínio da função seno,
  3 
como por exemplo,  ,  , todas objetivando torná-la, nessa restrição, estritamente
2 2 
crescente ou decrescente, e assim injetora.

A função arccosseno

A função cosseno restrita ao intervalo [0, ] é estritamente decrescente, e portanto


inversível. Sua inversa denomina-se arccos cujo domínio é o intervalo [1,1] e a imagem
é o intervalo [0, ] .

Para obtermos o gráfico da função arccos basta lembrarmos que ele é simétrico à
função cosseno no intervalo [0, ] , em relação à reta y  x :

234
 y





  



A função arccosseno é donotada por arccos(x ) ou por cos 1 ( x ) .

Poderíamos ter escolhido muitas outras restrições para o domínio da função


cosseno, todas objetivando torná-la, nessa restrição, estritamente crescente ou
decrescente.

A função arctangente

  
Restringindo a função tangente ao intervalo   ,  , de forma análoga obtemos
 2 2
o gráfico da função arctangente:





  





A função arctangente é deontada por arctg( x ) ou por tg 1 (x) .

Poderíamos ter escolhido muitas outras restrições para o domínio da função


tangente, todas objetivando torná-la, nessa restrição, estritamente crescente ou
decrescente.

235
De maneira análoga, podemos obter as funções arc sec(x ) , arccos ec( x ) e
arc cot g ( x ) sempre observando a necessária restrição do domínio, objetivando sempre
obter uma função injetora nessa restrição, e portanto inversível.

Derivadas das funções trigonométricas inversas

A nossa meta agora é desenvolver fórmulas de derivadas para as funções


trigonométricas inversas.

Consideremos a função y  arcsen( x ) . Aplicando a função seno em ambos os


lados desta igualdade obtemos:

sen( y)  senarcsen(x) ,

ou seja,

sen( y)  x .

Lembre-se que para derivar esta última equação é conveniente escrever:

seny(x)  x ,

e após deriva-la obtemos:

cosy(x)y´(x)  1 .

Assim:

1 1 1
y´   ,
cos( y) 1  sen ( y)
2
1 x2

utilizando a identidade trigonométrica sen 2 (x)  cos 2 (x)  1 .

1
Portanto, se y  arcsen( x ) então y´ .
1 x2

Aplicando a regra acima, em conjunto com a regra da cadeia, temos que se u for
uma função diferenciável de x , então sendo y  arcsenu(x) :

1
y´ u´ ,
1 u2

ou

236
1
arcsen´( u)  u´ .
1 u2

O método usado para obter esta fórmula pode também ser usado para obter
fórmulas generalizadas de derivadas para outras funções trigonométricas inversas:

1
arccos´(u)  u´ ,
1 u2

1
arctg´(u)  u´ ,
1 u2

1
arc sec´(u )  u´ ,
u 1 u2

1
arccos ec´( u )  u´
u 1 u2

1
arccotg´(u )  u´ .
1 u2

237
Exercícios propostos

1) a) Esboce um gráfico de uma função cujas primeira e segunda derivadas são positivas
em toda parte.

b) Esboce um gráfico de uma função cuja segunda derivada é negativa em toda parte mas
cuja derivada primeira é sempre positiva.

c) Esboce um gráfico de uma função cuja segunda derivada é positiva em toda parte mas
cuja derivada primeira é sempre negativa.

d) Esboce um gráfico de uma função cujas primeira e segunda derivadas são negativas
em toda parte.

2) a) Esboce uma curva derivável cuja inclinação é, a princípio, positiva e crescente mas
adiante é positiva e decrescente.

b) Esboce o gráfico da primeira derivada da função cujo gráfico é a curva do item a).

c) Esboce o gráfico da segunda derivada da função cujo gráfico é a curva do item a).

3) Observe o gráfico:

–5 5

–3

a) Avalie os intervalos nos quais a derivada da função f é positiva e os intervalos nos


quais essa derivada é negativa.

b) Aproximadamente, para quais valores de x temos f ´( x )  0 . Para estes valores f ´´( x )


é positiva, negativa ou nula?

4) Considere a tabela:
x 0 1 2 3 4 5
f (x) 12 14 17 20 31 55
a) a derivada da função parece ser positiva ou negativa?

238
b) a derivada segunda da função parece ser positiva ou negativa?

5) Considere a tabela:
x 100 110 120 130 140
f (x) 10,7 6,3 4,2 3,5 3,3

a) a derivada da função parece ser positiva ou negativa?

b) a derivada segunda da função parece ser positiva ou negativa?

6) Esboce um gráfico de uma função contínua f com as seguintes propriedades:

i) f ´( x )  0 para todo x ii) f ´´( x )  0 para x  2 e f ´´( x )  0 para x  2 .

7) Sendo a , b e c constantes, derive as seguintes funções:

a) y  5

b) y  3x

c) y  5x  13

d) y  x 12

1
e) y 
x 12
4
f) yx 3

g) y  8t 3

h) y  3t 4  2t 2

1
i) f (x) 
x4

j) f (q)  q 3  10

k) f (x)  cx 2

l) y  x 2  5x  9

m) y  6x 3  4x 2  2x

n) y  3x 4  4x 3  6x  2

239
o) y  4,2q 2  0,5q  11,27

p) y  ax 2  bx  c

1
q) y  z 2 
2z

12 1
r) y  3t 2  
t t2

7
s) y  3t 2  5 t 
t

8) Seja f ( x )  x 2  1. Calcule as derivadas f ´( 0) , f ´(1) , f ´( 2) e f ´( 1) . Verifique suas


respostas graficamente.

9) Encontre a equação da reta tangente ao gráfico de f em (1,1) , onde f é dada por

f ( x )  2x 3  2x 2  1.

10) Encontre a equação da reta tangente ao gráfico de f ( t )  6t  t 2 em t  4 . Esboce o


gráfico de f ( t ) e da reta tangente nos mesmos eixos.

11) Sendo A , B e C constantes, derive as seguintes funções:

a) y  5t 2  4e t

b) y  2e x  x 2

c) f (x)  2 x  2  3x

d) y  4  10 x  x 3

e) y  3x  2  4 x

3 x 33
f) y 
3 x

g) f (x)  x 3  3x

h) y  5  5 t  6  6 t

i) P(t )  Ce t

240
j) D  10  ln( p)

k) R  3 ln( q)

l) y  t 2  5 ln( t )

m) y  B  Ae t

n) f (x)  Ae x  Bx 2  C

o) P  3t 3  2e t

p) P( t )  3000 (1,02) t

q) P(t )  12,41(0,94) t

r)  
y  5 2 x  5x  4

s) R (q)  q 2  2 ln( q)

t) y  x 2  4x  3 ln( x)

u) f (t )  Ae t  B ln( t )

12) Derive as seguintes funções:

a) f (x)  (x  1) 99


b) R  q 2  1  4


c) w  t 2  1 
100


d) w  t 3  1 
100

e) w  5r  6
3

f) f ( t )  e 3t

g) y  e 0,7 t

1
h) y 
e 4t

241
i) y  s3  1

j) we s

1
k) P  0, 2 t
e

1
l) w 2
e 3t

m) y  ln( 5t  1)

n) P  50 e 0, 6 t

o) P  200 e 0,12t

p) y  12  3x 2  2e 3x


q) C  12 3q 2  5  3

r) f ( x )  6e 5 x  e  x
2

s) y  5e 5 t 1

t) f ( x )  ln( 1  x )

u) f (x)  ln t 2  1  
v) f (x)  ln 1  e  x  
w) f (x)  ln e x  1  
x) f ( t )  5 ln( 5t  1)

y) g( t )  ln( 4t  9)

z) y  5  ln( 3t  2)

aa) Q  100 t 2  5  
0, 5

bb) y  5x  ln( x  2)


cc) y  5  e x 
2

242
dd) P  1  ln( x ) 
0,5

 
13) Sendo f (x )  x 2 x 3  5 , determine f ´( x ) de dois modos: usando a regra do produto
e efetuando a multiplicação para depois derivar.

14) Sendo f ( x )  (2x  1)(3x  2) , determine f ´( x ) de dois modos: usando a regra do


produto e efetuando a multiplicação para depois derivar.

15) Derive as seguintes funções:

1
a) f ( t )  t
e 2t

b) y  x 2 x

c) y  5xe x
2

d) y  t 2 3t  1
3

e) y  x ln( x )

f) 
w  t 3  5t t 2  7t  2  

g) y  t 2  3 e t 
h) z  (3t  1)(5t  2)

i) 
y  t 3  7t 2  1 e t 
j) P  t 2 ln( t )

x2  3
k) f ( x ) 
x

1
l) R  3q
eq

1
m) y  t 2
et

1
n) f (z)  z
ez

o) g (p)  p ln( 2p  1)

243
p) f (t )  te 52 t

q) f ( w )  5w 2  3e w
2

x
r) f ( x ) 
ex

3z
s) w 
1  2z

1 t
t) z
1 t

ex
u) y 
1 ex

3y  y 2
v) w 
5 y

1 z
w) y 
ln( z)

16) Sendo A e B constantes, derive as seguintes funções:

a) y  5sen( x )

b) P  3  cos( t )

c) y  t 2  5 cos( t )

d) y  B  Asen( t )

e) y  5sen( x )  5x  4

f) R (q)  q 2  2 cos(q)

g) R  sen(5t )

h) W  4 cos t 2  
i) y  A sen( Bt )

j)  
y  sen x 2

k) y  2 cos(5t )

244
l) y  6 sen( 2 t )  3 cos( 4t )

m) f ( x )  sen(3x )

n) z  cos( 4)

o) f ( x)  x 2 cos( x)

p) f ( x )  2x sen(3x )

t2
q) f ( t ) 
cos( t )

sen()
r) f () 

17) Para cada função, sem construir o seu gráfico, determine seu(s) ponto(s) de mínimo,
de máximo e de inflexão, se existirem, estude a concavidade e determine também o(s)
intervalo(s) de crescimento e o(s) intervalo(s) de decrescimento de f ( x ) , se existirem.

a) f ( x )  3x  5

b) f ( x)  x 2  x  1

c) f (x )  2x 2  3x  5

d) f (x)  x 2  x  6

e) f (x)  4x 3  3x 2  18 x  5

f) f ( x )  x  5
3

x
g) f (x)  com x  2
x2

18) Calcule os seguintes limites:

2x  1
a) lim
x  x  1

x 2  2x  3
b) lim
x 3 x 3

245
2x 3
c) lim
x  x 3  x

x2 1
d) lim
x 1 x  1

x 4  9x 2
e) lim
x 0 x 2  3x

ln( x)
f) lim
x  x2

4x  12
g) lim
x 3 x  3

 x 2  6x  9
h) lim
x 3 x 3

2x 2
19) Seja f ( x )  . Determine, se existirem, as assíntotas de f .
1 x2

3x
20) Seja f (x)  . Determine, se existirem, as assíntotas de f .
x 1

x3
21) Mostre que y  x  2 e x  1 são assíntotas de f ( x )  .
( x  1) 2

x3
22) Mostre que y  x é assíntota de f ( x )  .
x2 1

2x  1
23) Determine as assíntotas de f (x)  e esboce o seu gráfico.
x 1

x 2  2x  3
24) A reta x  3 é assíntota de f ( x )  ?
x 3

2x 3
25) Determine as assíntotas de f ( x )  3 e esboce o seu gráfico.
x x

ln(x)
26) Determine as assíntotas de f ( x)  e esboce o seu gráfico.
x2

27) Determine uma função inversa e estude o respectivo domínio, se necessário:


a) y  5x  2 .

246
b) y  x 2  1 .

c) y  x 2  6x  8 .

28) Estude graficamente, a função inversa, se existir, das funções:

a) y  5 .

b) y  2 x .

c) y  2x  3 .

d) y  x  2 .

e) y  x 2  4x  3 .

29) Sendo f ( x )  ax  b , com a não nulo, determine a expressão da função inversa de f


. E em seguida, determine a expressão das inversas dos itens b), c) e d) do exercício
anterior.

30) Escolha corretamente as restrições necessárias e a partir dos gráficos das funções
secante, cossecante e cotangente construa os gráficos das respectivas inversas.

31) Calcule a y´( x ) a partir das equações:

a) x 2 y  2y 3  3x  2y

b) 2xy  y 2  x  y

c) sen( y)  xy

d) e y  x  y

e) x 2
 y2 
2
 y2  x 2

xy
f) y3 
xy

Dica: multiplique em cruz.

g) ln( xy )  e xy

h) x 3  y 3  5

Dica: nos próximos itens aplique ln a ambos os lados da equação.


247
i) y  x x 2

j) y  x ln(x )

k) y  x sen( x )

y  ln( x ) x
2
l)

m) y  x 2  x

n) y  x 2 x 1

o) y  x x

248
Gabarito

1)

a)

b)

c)

d)

2)

249
a)

b)

c)

3)

 7  3   7 3
a) Positiva:   5,  ,   ,1 , (3,5) . Negativa:   ,  , (1,3) .
 2  2   2 2

7 3
b) f ´( x )  0 para x   com f ´´ negativa, para x   com f ´´ positiva , para x  1
2 2
com f ´´ negativa, e para x  3 com f ´´ positiva.

4)

a) Positiva.

b) Positiva.

5)

250
a) Negativa.

b) Positiva.

6)

7)

a) y´ 0 .

b) y´ 3 .

c) y´ 5 .

d) y´ 12 x 11 .

12
e) y´  .
x 13

43
f) y´ x.
3

g) y´ 24 t 2 .

h) y´ 12 t 3  4t .

4
i) f ´( x)   5
.
x

j) f ´(q)  3q 2 .

k) f ´( x )  2cx .

l) y´ 2 x  5 .

251
m) y´ 18 x 2  8x  2 .

n) y´ 12 x 3  12 x 2  6 .

o) y´ 8,4q  0,5 .

p) y´ 2ax  b .

1
q) y´ 2z  2
.
2z

6 2
r) y´ 6t   3
.
3
t t

5 7
s) y´ 6t   2
.
2 t t

8)

f ´(0)  0 , f ´(1)  2 , f ´( 2)  4 e f ´( 1)  2 , que representam as “inclinações” das retas

r , t , u e s respectivamente, tangentes ao gráfico de f nos pontos (0,0) , (1,2) , ( 2,5) e

(1,2) .

 y

 u

s 

r 
t x

        

9)

y  2x  1 .

10)

y  2t  16 .

252
y



x

          

11)

a) y´ 10 t  4e t .

b) y´ 2e x  2x .

c) f ´( x)  ln( 2)2 x  2 ln( 3)3x .

d) y´ 4 ln(10)10 x  3x 2 .

e) y´ 3  2 ln( 4)4 x .

1 33
f) y´ ln( 3) 3x  .
3 2 x3

g) f ´( x)  3x 2  ln( 3)3x .

h) y´ 5 ln( 5)5 t  6 ln( 6)6 t .

i) P´( t )  Ce t .

1
j) D´  .
p

3
k) R´ .
q

253
5
l) y´ 2t  .
t

m) y´ Ae t .

n) f ´( x)  Ae x  2Bx .

o) P´ 9 t 2  2e t .

p) P´( t )  3.000 ln(1,02)(1,02) t .

q) P´( t )  12,41 ln( 0,94)(0,94) t .

r) y´ 5 ln( 2)2 x  5 .

2
s) R´(q)  2q  .
q

3
t) y´ 2x  4  .
x

B
u) f ´( t )  Ae t  .
t

12)

a) f ´( x)  99(x  1) 98 .

b) R´ 8qq 2  1
3

c) w´ 200 t t 2  1 .
99

d) w´ 300 t 2 t 3  1 .
99

e) w´ 15(5r  6) 2 .

f) f ´( t )  3e 3t .

g) y´ 0,7e 0,7 t .

4
h) y´  .
e 4t

254
2
3s
i) y´ .
2 s3  1

s
e
j) w´ .
2 s

0,2
k) P´  .
e 0, 2 t

6t
l) w´  2
.
e 3t

5
m) y´ .
5t  1

30
n) P´  .
e 0, 6 t

o) P´ 24 e 0,12t .

p) y´ 6x  6e 3x .

q) C´ 216 q3q 2  5 .


2

2x
r) f ´( x )  30 e 5 x  2
.
ex

s) y´ 25e 5 t 1 .

1
t) f ´( x)  .
1 x

2t
u) f ´( x)  .
t 12

1
v) f ´( x )  .
e 1
x

x
e
w) f ´( x )  x .
e 1

25
x) f ´( x)  .
5t  1

255
4
y) g´( t )  .
4t  9

3
z) y´ .
3t  2

100
aa) Q´ .
t2 1

1
bb) y´ 5  .
x2


cc) y´ 2e x 5  e x . 
1
dd) P´ .
2x 1  ln( x )

13)

Os resultados são iguais, e para ambos os modos temos f ´( x)  5x 4  10 x .

14)

Os resultados são iguais, e para ambos os modos temos f ´( x )  12 x  1 .

15)

1  2t
a) f ´( t )  .
e 2t

b) y´ 2 x  x ln( 2)2 x .

c) y´ 5e x  10 x 2 e x .
2 2

d) y´ 2t (3t  1) 3  9t 2 (3t  1) 2 .

e) y´ ln( x )  1 .

f)    
w´ 3t 2  5 t 2  7t  2  t 3  5t (2t  7) . 

g) y´ 2te t  t 2  3 e t . 
h) z´ 30 t  11 .

i)   
y´ 3t 2  14 t e t  t 3  7t 2  1 e t . 
256
j) P´ 2 t ln( t )  t .

x 3
2
k) f ´( x )  2
.
x

3  3q
l) R´ .
eq

1  2 t2
m) y´ 2 .
et

1 z
n) f ´( z)  .
2 ez z

2p
o) g´( p)  ln( 2p  1)  .
2p  1

p) f ´( t )  e 52 t  2te 52 t .

q) f ´( w )  10 w ew  2w 5w 2  3ew .
2 2

x
x x
r) f ´( x )  e x 2 e .
e

3
s) w´ .
(1  2z) 2

2
t) z´ .
(1  t ) 2

x
e
u) y´ .
1  ex 2

v) w´
(3  2 y)(5  y)  3y  y 2  .
5  y  2

z ln( z)  1  z
w) y´ .
zln( z) 
2

16)

a) y´ 5 cos( x ) .

257
b) P´ sen( t ) .

c) y´ 2 t  5sen ( t ) .

d) y´ A cos( t ) .

e) y´ 5 cos( x )  5 .

f) R´(q)  2q  2sen(q) .

g) R´ 5 cos(5t ) .

h) W´ 8tsen t 2 .  
i) y´ AB cos( Bt ) .

j)  
y´  2x cos x 2 .

k) y´ 10sen(5t ) .

l) y´ 12 cos( 2 t )  12sen (4 t ) .

m) f ´( x )  3 cos(3x ) .

n) z´ 4sen(4) .

o) f ´( x)  2x cos( x)  x 2 sen(x) .

p) f ´( x )  2sen(3x )  6 x cos(3x ) .

2t cos( t )  t 2 sen( t )
q) f ´( t )  .
cos ²(t )

 cos()  sen()
r) f ´()  .
2

17)

a) Como f ´( x )  3 , f não tem ponto crítico. Logo, não tem pontos extremos.

Como f ´( x )  0 para todo x R , f é crescente em todo x Real.

Como f ´´( x )  0 f não tem mudança de concavidade e nem ponto de inflexão.

1
b) De f ´( x )  0 obtemos que x   é ponto crítico.
2
258
Como, por exemplo, f ´( 1)  1 e f ´(1)  3 concluímos que f é crescente para

 1   1
x    ,   e decrescente para x    ,  .
 2   2

1
Como f ´´( x )  0 para todo x R , temos que x   é ponto de mínimo local e f tem
2
concavidade para cima sempre. Não há ponto inflexão.

 3   3
c) f é crescente para x    ,   e f é decrescente para x    ,  .
 4   4

3
x é ponto mínimo local.
4

A concavidade é sempre para cima. Não há ponto de inflexão.

1   1
d) A função f é crescente para x   ,   e decrescente para x    ,  .
2   2

1
x é ponto de mínimo.
2

A concavidade é sempre para cima. Não há ponto de inflexão.

3
e) x   é ponto máximo local e x  1 é ponto mínimo local.
4

 3  3 
f crescente em   ,   (1, ) e decrescente em   ,1 .
 4  4 

1 1
x é ponto de inflexão e f tem concavidade para cima para x   e para baixo
4 4
1
para x   .
4

f) f é crescente para todo x  5 .

x  5 é ponto de inflexão, f tem concavidade para cima para x  5 e para baixo para
x  5.

1( x  2)  x1 x  2  x 2
g) Como f ´( x )     0 para todo x  2 temos que f
( x  2) 2
( x  2) 2
( x  2) 2
sempre é decrescente. Logo f não tem máximo nem mínimo local.

259
4
Como f ´´( x )  , temos f ´´( x )  0 para x  2 e f ´´( x )  0 para x  2 . Logo f
( x  2) 3
tem concavidade para cima em x  2 e concavidade para baixo em x  2 , e assim x  2
é ponto de inflexão.

18)

a) 2.

b) 4.

c) 2.

d) –2.

e) 0.

f) 0.

g) 4.

h) 0.

19)

y  2 é a assíntota horizontal de f .

20)

y  3 é a assíntota horizontal de f e x  1 é a assíntota vertical.

21)

x3 x3
lim
x 1 ( x  1) 2
  mostra que x  1 é assíntota vertical de f , e lim
x  ( x  1) 2
 ( x  2)  0

x3
e lim  ( x  2)  0 mostram que y  x  2 é assíntota oblíqua de f .
x  ( x  1) 2

22)

x3 x3
lim  x  0 e lim  x  0 mostram que y  x é assíntota oblíqua de f .
x  x 2  1 x  x 2  1

23)

x  1 é assíntota vertical e y  2 é assíntota horizontal.

260









                






24)

x 2  2x  3
Não, pois lim  4 . Veja que o gráfico desta função é uma reta descontínua em
x 3 x 3
x  3.

        










25)

y  2 é assíntota horizontal.

        








261
2x 3
Observe que lim  0.
x 0 x 3  x

26)

x  0 é assíntota vertical e y  0 é assíntota horizontal.


        














27)

1 2
a) y 1  x .
5 5

b) y 1  x  1 para x  1 .

c) f 1 ( x )  3  1  x para x  1 .

28)

a) Não há função inversa.

b)

262

        










c)

        










d)

        










e)

263

        






Observe que devemos restringir o domínio da função y  x 2  4x  3 para x  2 ou para


x  2.

29)

1 b
f 1 (x)  x .
a a

b) y 1  1 x .
2

c) y 1  1 x  3 .
2 2

d) y 1  x  2 .

30)

Em negrito, as funções inversas.

  
-de y  sec(x ) restrita a   ,  :
 2 2

264

    









  
-de y  cos ec( x ) restrita a  ,  :

2 2 

    









-de y  cot g ( x ) restrita a 0,  :

    









Observe que os domínios das inversas precisam ser estudados com atenção.
265
31)

3  2xy
a) y´( x )  .
x  6y 2  2
2

1  2y
b) y´( x )  .
2x  2 y  1

y
c) y´( x )  .
cos( y)  x

1
d) y´( x)  .
e 1
y

2x  4xy 2  4x 3
e) y´( x )  .
4x 2 y  4 y 3  1

1  y3
f) y´( x )  .
3y 2 x  4 y 3  1

e xy xy 2  y
g) y´( x )  .
x  x 2 ye xy

 x2
h) y´( x )  .
y2

 x  2  x2
i) y ´( x )   ln( x )  x .
 x 

2 ln( x ) y 2 ln( x ) x ln(x )


j) y ´( x )   .
x x

cos x ln( x)  senx cos x ln( x)  senx senx


k) y ´( x)  y x .
x x

l) y ´( x )  2x ln( x )  x .

m) y ´( x)  ln x 2   2x 2  .
x

 1
n) y ´( x )   2 ln( x )  2   x 2 x 1 .
 x

266
2 2 
2

o) y ´( x )   2 ln( x )  2  x x .
x x 

267
Prática
1) O deslocamento de uma partícula sobre uma reta é dado por
S  t 3  6 t 2  9 t  4 metros. Considerando que o tempo é contado em segundos,
determine a velocidade da partícula no momento a aceleração é nula:

Veja que S´ 3t 2  12 t  9 fornece a velocidade da partícula e S´´ 6t  12 a


aceleração. Assim, para a aceleração nula temos a velocidade de  3 m/seg.

2) Um fazendeiro deseja cercar uma área retangular de 3.000 m2. Esta área deverá
ser dividida em duas faixas de três lotes cada uma, todos de igual área. Quais dimensões
destes lotes possibilitarão uma quantidade mínima de cerca?

Observando a figura:

y
y
x x x

500
vemos que 6 xy  3.000 , donde y  .
x

O total de cerca é:

4.000
T( x )  8 y  9 x   9x ,
x

cujo mínimo é x  21,08 e assim y  23,72 .

3) Construindo-se, com chapas 20 cm x 40 cm, caixas, retirando-se de cada canto


um quadrado de lado x cm, conforme a figura abaixo:

268
já vimos que a área lateral da caixa construída, em função de x é:

A(x)  2(20  2x)x  2(40  2x)x  8x 2  120 x , com 0  x  10 ,

e o volume da caixa construída, em função de x é:

V(x)  (20  2x)(40  2x)x  4x 3  120 x 2  800 x , com 0  x  10 .

Assim, fazendo-se A´( x )  0 vemos que as dimensões da caixa de maior área


possível são obtidas para x  7,5 cm, e a caixa de volume máximo é obtida para

30  10 3
x  4,2265 à partir de V´( x )  0 .
3
4) O departamento de estradas de rodagem pretende construir uma área de
piquenique para motoristas à beira de uma rodovia movimentada. O terreno deve ser
retangular, com uma área de 5.000 m², e ser cercada nos três lados que não dão para a
rodovia. Qual o menor comprimento da cerca necessária para a obra?

m2

5.000
Como a área é xy  5.000 temos y  .
x

10.000
O comprimento da cerca é C(x)  2y  x  x.
x

Lembrando que x  0 , de C´( x )  0 obtemos x  100 e assim y  50 .

Portanto o comprimento será de 100 m e será largura de 50 m e o comprimento


total será de 200 m.

5) Uma concessionária deseja construir uma área de descanso com formato


retangular, de forma que o lado adjacente a rodovia não tenha cerca. Quais as dimensões
que devem ser utilizadas para que a área seja máxima, sabendo-se que ela pretende usar
200 m de cerca?

200  x
O comprimento da cerca é 2 y  x . Logo 2 y  x  200 e y  e assim a
2
200 x  x 2
área é A( x )  xy  .
2

269
Lembrando que x  0 , de A´( x )  0 obtemos x  100 e assim y  50 .

Portanto o comprimento será de 100 m e será largura de 50 m e a área será igual


a 5.000 m².

6) Um edifício retangular de 2.000 m2 de área projetada no


solo deve ser construído, sendo exigido recuos de 5
m na frente e nos fundos e de 4
m nas laterais. Encontre as dimensões do lote com menor área onde esse edifício
possa ser construído.

2.000
A área do edifício é xy  2.000 donde y  .
x

16.000
A área do terreno é A(x)  ( y  10)(x  8)  2.080  10 x  .
x

De A´( x )  0 obtemos x  40 , e assim y  50 .

Portanto o edifício terá 40 m de largura e 50 m de comprimento em um terreno


de 48 m de largura e 60 m de comprimento.

7) Uma caixa fechada com base quadrada vai ter um volume de 2.000
cm3 . O material da tampa e da base vai custar R$ 3,00
por centímetro quadrado e o material para os lados R$ 1,50
por centímetro quadrado . Encontre as dimensões da caixa de modo que o custo
seja mínimo.

Sendo o lado da base quadrada x e a altura da caixa y o seu volume será dado
2.000
por x 2 y , donde y  .
x2

270
O seu custo é:

12.000
C(x)  3  2x 2  1.5  4xy  6x 2  .
x

Fazendo C´( x )  0 e analisando os pontos críticos obtidos obtemos a nossa


resposta, x  10 cm, e assim e y  20 cm.

8) Um fabricante produz uma peça a um custo de R$ 2,00 a unidade. As peças


vêm sendo vendidas a R$ 5,00 a unidade e por este preço são vendidas 4.000 peças por
mês. O fabricante pretende aumentar o preço e percebeu que para cada R$ 1,00 de
aumento no preço menos 400 peças serão vendidas por mês. Qual deve ser o preço de
venda das peças para que a receita do fabricante seja máxima?
Preço Quantidade vendida
5 4.000
6 3.600
7 3.200
 
A função desta tabela é uma função afim y  ax  b na qual:

a  400 .

Portanto a equação é y  400 x  b , onde x é o preço e y a quantidade vendida.

Substituindo um dos pontos da tabela acima nesta equação obtemos b  6.000 .

Logo a equação desta tabela, que representa a quantidade vendida em função do


preço é:

y  400 x  6.000 .

Como a receita é dada pela quantidade vendida multiplicada pelo preço, temos
que a equação da receita é:

R  yx ,

ou

R (x)  400 x 2  6.000 x ,

que é a função, contínua, que deve ser maximizada.

De R´( x )  0 obtemos que x  7,5 maximiza a função receita.

271
Logo o preço de venda deve ser de R$ 7,50, obtendo com isso uma venda de 3.000
peças, receita de R$ 22.500,00 e lucro de R$ 16.500,00.

9) Uma empresa de turismo aluga ônibus com capacidade para 50 pessoas a


grupos de 35 pessoas ou mais. Quando um grupo contém exatamente 35 pessoas, cada
pessoa paga R$ 60,00. Nos grupos maiores, o preço por pessoa é reduzido de R$ 1,00
para cada pessoa que exceder. Determine o tamanho do grupo para o qual a receita da
empresa é máxima.

Veja que a função que fornece o valor a ser cobrado pela locação é:

L(x)  (60  x)(35  x)  x 2  25 x  2.100 ,

sendo x o número de passageiros que excedem o mínimo de 35 estipulados pela empresa,


com a restrição 0  x  25 , cujo ponto de máximo é x  12,5 , obtido a partir de L´( x )  0
.

Portanto o lucro será máximo para 47 ou 48 passageiros.

10) Um tanque em forma de cone com vértice para baixo mede 12 m de altura e
tem no topo um diâmetro de 12 m. Bombea-se água à taxa de 4 m³/min. Determine a
taxa com que o nível de água sobe quando a água tem 8 m de profundidade.

Sejam V o volume de água, em m3, no interior do tanque no instante t , em


minutos, x o raio da superfície da água, em metros, no instante t , e y a profundidade da
água, em metros, no instante t .

x
12

dy dV
Desejamos quando y  8 m e sabemos que  4 m3/h.
dt dt

272
x 2 y
O volume desse cone o nível da água é V  . Como para raio igual a 6 m
3
temos altura de 12 m a semelhança entre triângulos nos garante que para raio igual a x
y y 3
m temos altura y de 2x m, ou seja, y  2 x ou x  . Logo V  .
2 12

dV dV dy 3y 2 dy 38 2 dy
Como y é função de t temos     4 . Assim
dt dy dt 12 dt 12 dt
dy 1
 , ou seja, quando o nível do tanque é 8 metros o nível da água está aumentando
dt 4
1
a  0,0796 m3/min.
4

11) Suponha que o óleo sai por uma ruptura de um petroleiro e espalha-se em um
padrão circular. Se o raio do óleo derramado cresce a uma taxa constante de 1 m/seg quão
rápido a área do derramamento está crescendo quando o raio é igual a 30 m?

Veja que a área do derramamento é A  r 2 e sabemos que r´ 1.

Assim, A´ 2rr´ 188 ,4 m/seg.

como A = A(t) , r = r(t) e r´ = 1 m/s temos A´ =  2rr´ = 188,4 m²/s.

12) Uma grande bola de neve esférica está se derretendo à taxa de 0,006 m³/h. No
momento em que está com 76 cm de diâmetro, determine a velocidade em que o raio está
variando e a velocidade com que a área da superfície está variando.

4 3 dV dr
O volume da esfera é V  r . Sabemos que  4r 2  0,006 . Logo
3 dt dt
dr 0,006
  0,0331 m/h.
dt 4r 2

dA dr
A área da esfera é A  4r 2 . Logo  8r  0,3161 m/h.
dt dt

13) Despeja-se areia sobre um monte em forma de cone à taxa constante de 1,4
m³/min. As forças de atrito na areia são tais que a altura do monte é sempre igual ao raio
de sua base. Com que velocidade a altura do monte aumenta quando ele tem 1,5 m de
altura?

273
Como o raio de sua base, r , e a sua altura, h são iguais, o volume desse cone é
r 2 h r 3 dV dV dr dV
V  . Sabemos que   1,4 . Como  r 2  7,0686 temos que
3 3 dt dr dt dr
dr
 0,1981 m/min.
dt

14) Para determinar o tempo que uma bomba deve ficar ligada um engenheiro
sabe que a água entra em um tanque cônico a uma taxa de 9 m3/h. O tanque tem o vértice
voltado para baixo, altura de 10 m e o raio da base é 5 m. O nível da água no tanque não
pode ser inferior a 6 m, e assim ele deseja saber qual é a taxa de aumento do nível da
água quando a profundidade é 6 m.

Sejam V o volume de água, em m3, no interior do tanque no instante t , em horas,


x o raio da superfície da água, em metros, no instante t , e y a profundidade da água, em
metros, no instante t .

x
10

dy dV
Desejamos quando y  6 m e sabemos que  9 m3/h.
dt dt

x 2 y
O volume desse cone até o nível da água é V  . Como para raio igual a 5
3
m temos altura de 10 m a semelhança entre triângulos nos garante que para raio igual a
y y 3
x m temos altura y de 2x m, ou seja, y  2 x ou x  . Logo V  .
2 12

dV dV dy 3y 2 dy 36 2 dy
Como y é função de t temos     9 . Assim
dt dy dt 12 dt 12 dt
dy 1
 , ou seja, quando o nível do tanque é 6 metros o nível da água está aumentando
dt 
1
a  0,32 m3/h.

274
15) Um bloco de gelo está derretendo a uma taxa de 96 cm³/min. Com que
velocidade a área da superfície varia quando sua aresta tem 30 cm?

Sendo x a sua aresta, o volume do bloco é V  x 3 e a área da superfície do bloco


é V  6x 2 .

Para a  30 cm temos V  27.000 cm3 e A  5.400 .

dV dV 27.000
Sabemos que  96 cm3/min e   5 cm.
dt dx 5.400

dV dV dx dx dx
Como x é função de t temos que  5  96 e assim  19,2
dt dx dt dt dt

cm2/min.

16) Um fio de comprimento L é cortado em dois pedaços. Com um deles se fará


um círculo e com o outro um quadrado. Como devemos cortar o fio a fim de que a soma
das duas áreas compreendidas pelas figuras seja mínima?

Seja S a soma das áreas do círculo e do quadrado. Temos S  r 2  a 2 onde r é


o raio do círculo e a é o lado do quadrado.

L  2r
A soma dos respectivos perímetros é 2r  4a  L , de onde obtemos a 
4
.

 L  2r  L2  4Lr  4 2 r 2
2

Assim S  r     r 
2 2
e, desta forma:
 4  16

 4L  4 2 2r
S´ 2r  .
16

L
Fazendo S´ 0 obtemos r  , o mínimo desejado, para o qual temos
8  2
L
a .
4

17) Foi solicitado ao engenheiro de uma fábrica de embalagens o projeto de uma


lata cilíndrica com tampa. Ele deseja utilizar o mínimo de material para baratear o seu
custo. Sabendo-se que essa lata deve ter volume de 1 litro, determine as suas dimensões.

275
Temos que o volume da lata é V  r 2 h  1.000 cm3. A área da superfície da lata
é formada pelas áreas da tampa e do fundo e pela área lateral, ou seja,
A  r 2  r 2  2rh .

1.000 2.000
De r 2 h  1.000 temos que h  e assim A  2r 2  . A partir de
r 2
r
500
A´ 0 obtemos que r  3  5,42 é o ponto de mínimo desejado. Logo a lata deve ter

raio igual a 5,42 cm e altura igual a 10 ,84 cm.

18) Determine as dimensões de uma lata cilíndrica, com tampa, com volume V ,
de forma que a sua área total seja mínima.

V
O volume da lata é V  r 2 h de onde obtemos h  . Assim, a área da lata,
r 2
V
incluindo a área da tampa e do fundo é A  2r  2r 2 .
r 2

V 4V
De A´ 0 obtemos o ponto de mínimo r  3 , para o qual obtemos h  3 .
2 

19) Foi solicitado ao engenheiro de uma fábrica de embalagens o projeto de uma


lata cilíndrica, de raio r , com tampa. Ele deseja utilizar o mínimo de material para
baratear o seu custo. Sabendo-se que essa lata deve ter volume de 1 litro, determine as
suas dimensões, sendo que a tampa e o fundo da lata são confeccionados à partir de cortes
quadrados do material com lado 2r , provocando assim sobras de material.

Temos que o volume é V  r 2 h  1.000 cm3 e a área da qual se confecciona a


superfície da lata é A  4r 2  4r 2  2rh  8r 2  2rh . De r 2 h  1.000 obtemos
1000 2.000
h e assim A  8r 2  . De A´ 0 obtemos o ponto de mínimo r  5 . Logo
r 2
r
40
a lata deve ter raio igual a 5 cm e altura igual a cm.

Observe que o desperdício será igual a 100  25   21,46 cm2 por lata.

20) Ao projetar um vitral com 3 metros de altura, composto por uma parte inferior
retangular e uma parte superior formada por meia circunferência de raio r um arquiteto
deseja que a iluminação no interior do ambiente seja máxima. Ele sabe que os vidros
276
usados na parte inferior permitem a passagem de 80% da iluminação externa e os da parte
superior apenas 30% . Determine a largura desse vitral que maximiza a iluminação
interna.

A largura será 2r .

3–r

2r
r 2
A função claridade interna é C(r )  0,8(3  r )2r  0,3  . De C´( r )  0
2
obtemos o ponto de máximo r  2,12622 . Logo a largura do vitral deve ser igual a
4,2524 metros.

21) Um engenheiro necessita projetar uma cúpula acoplando-se a um cilindro


circular reto de altura h e raio r uma semi-esfera de raio r . O arquiteto exige que a
superfície total da cúpula seja 5 m3. Determine r e h para que o volume dessa cúpula
seja máximo.

O diâmetro será 2r .

2r
2
O volume total do cilindro é V  r 2 h  r 3 e a área total, incluindo o fundo, é
3
A  2rh  r 2  2r 2  (2h  3r)r . Como deseja-se que a área total seja 5 temos

5  3r 2
(2h  3r )r  5 , de onde obtem-se h  . Para este h temos:
2r

5r 5r 3
V  ,
2 6

277
e de V´ 0 obtemos o ponto de máximo r  1 .

Logo o raio deve ser igual a 1 m e a altura do cilindro também igual a 1 m.

22) Na construção de um teatro de arena o arquiteto projetou uma cobertura para


o palco na forma de uma meia circunferência de raio 20 m, sem beiral. Sabendo-se que
o palco será retangular, determine as suas dimensões de forma que a sua área seja máxima.

Sendo o comprimento da parte frontal dado por C  2x , 0  x  20 :

20

x x

a profundidade será dada por L  400  x 2 . Daí a área do palco é A  2 x 400  x 2 .

De A´ 0 obtemos o ponto de máximo x  200 .

Logo o palco deve ter a parte frontal com comprimento igual a 2 200 m e

profundidade de 200 m, totalizando uma área de 400 m2.

23) Um grande centro de compras possui uma cúpula central com formato de um
cone circular reto de raio 5 m e altura 12 m. Em uma reforma, para atender as Normas
Técnicas contra incêndio deseja-se instalar nessa cúpula um depósito de água cilíndrico.
Determine então as dimensões desse depósito de modo a proporcionar o maior volume
possível.

Sejam r e h o raio e a altura do depósito respectivamente.

12 – h

h
5

Assim o seu volume é V  r 2 h . Usando semelhança entre os triângulos:

278
12 – h
12
r
5

60  12 r
relacionamos r e h para obter h 
5
. Assim V 
5

12 2 3

5r  r . Fazendo V´ 0

10 10
obtemos o ponto de máximo r  . Logo o depósito deve ter raio igual a m, para o
3 3
100 3
qual teremos altura igual a 4 m, e o seu volume será de 4 m , aproximadamente
9
140 .000 litros.

24) Um agroindustrial produz madeira beneficiada à partir da sua plantação de


eucaliptos. Para esta madeira a resistência máxima de uma viga é obtida quando a altura
é proporcional à largura com fator 3 . Ele necessita saber a largura das toras que ele deve
cortar para minimizar a perda da madeira, para atender um grande pedido de vigas de 4
centímetros de largura por 12 centímetros de altura, considerando que as vigas devem ser
cortadas todas no mesmo sentido.

Como a altura é o triplo da largura, de cada tora serão cerradas três vigas. Sendo
x a metade da diferença entre o diâmetro da tora e o lado do quadrado formado pelas
três vigas:

o diâmetro da tora é d ( x )  12  2x e o raio é r ( x )  6  x . Assim a área da perda é

p(x)  (6  x) 2  144 .

De p´( x )  0 obtemos o ponto de mínimo x  6 . Portanto as toras devem ter 24


cm de diâmetro.

279
25) A resistência R de uma viga retangular de uma certa madeira é proporcional
à sua largura L multiplicada pelo quadrado da sua altura h . Determine as dimensões da
viga mais resistente que pode ser cerrada à partir de uma tora com 12 centímetros de
diâmetro.

12
h

L
Temos R  kLh 2 onde k é o fator de proporção. Veja que h 2  144  L2 e assim
R  144 kL  kL3 . Fazendo R´ 0 obtemos o ponto de máximo desejado L  6,92 .

Logo a viga deve ter 6,92 cm de largura e 9,78 cm de altura.

26) Para tratar barras de metal um engenheiro está projetando um tanque com
comprimento igual a 20 metros, laterais e fundo com 1 metro, conforme a figura abaixo.
Determine o ângulo x , de inclinação das laterais, de forma que o volume do tanque seja
máximo.

sen(x)

cos(x)
20
1
x
1
1

O volume do tanque é V  20 cos( x )  20 cos( x )sen( x ) e assim

V´ 20sen(x)  40sen 2 (x)  20 . Fazendo sen( x )  t temos V´( t )  20 t  40 t 2  20

1 1 
cujo ponto de máximo é t  . Assim x  arcsen   , para o qual o volume do
2 2 6

tanque será de 15 3  25,98 m3.

27) Um funil cônico será construído por uma metalúrgica à partir de uma chapa
quadrada com lado 2 3 m. Determine o raio e a altura do cone que maximizem o seu
volume.
280
h

1 1
O volume do cone é V  r ² h . Como r ²  3  h 2 temos V   h 3  h .
3 3
Fazendo V´ 0 obtemos o ponto de máximo desejado h  1 para o qual r  2 . Logo
2
o funil terá altura igual a 1 e raio igual a 2 m, para os quais o volume será igual a
3
m3 .

28) Em uma ferrovia o trem A está a 600 m de um cruzamento e o trem B, em


outra rodovia perpendicular, está a 800 m do mesmo cruzamento. O radar do trem A,
mais moderno, detecta que a distância entre eles, medida em linha reta, aumenta a 20
km/h. Se o trem A se desloca a 60 km/h no instante dessa medição, qual é a velocidade
do trem B?

Sendo x a posição do trem B, em km, no instante t , em horas, y a posição do


trem A, em km, no instante t , em horas, e s a distância entre eles no instante t , temos
dy ds
que no momento da medição x  0,8 , y  0,6 ,  60 e  20 . Como s 2  x 2  y 2
dt dt
ds dx dy
e lembrando que s , x e y são funções de t , derivando temos 2s  2x  2y .
dt dy dt

ds 1  dx dy  1  dx dy 
Assim   x  y    x  y  , de onde obtemos, após
dt s  dy dt  x  y2
2
 dy dt 

dx
as devidas substituições,  70 . Logo a velocidade do trem B é 70 km/h.
dy

29) Uma rede de água potável ligará uma central de abastecimento situada na
margem de um rio de 500 metros de largura a um conjunto habitacional situado na outra
margem do rio, 2.000 metros abaixo da central. O custo da obra do rio é de R$ 640,00

281
por metro, enquanto, em terra, custa R$ 128,00. Qual é a forma mais econômica de se
instalar a rede de água potável?

Conjunto habitacional
C
2.000 – x x
Rio 500

Central de abastecimento

O custo da obra é dado por f ( x )  128 (2.000  x )  640 x ²  500 ² , 0  x  2.000


.

De f ´( x )  0 obtemos o ponto de mínimo x  102 ,0621 para o qual o valor da


obra será de R$ 569.534,69. Comparando este valor com o que se obtem para x  0 e
com o que se obtem para x  2.000 vemos que, de fato, este será o custo mínimo da obra.

30) Pretende-se estender um cabo de uma usina de força à margem de um rio com
1.200 m de largura até uma fábrica situada do outro lado do rio, 1.500 m rio abaixo. O
custo de estender um cabo no rio é de R$ 25,00 o metro e o custo de estender um cabo
em terra é R$ 20,00 o metro. Qual o percurso mais econômico para o cabo?

Fábrica

1.500 – x x
Rio 1.200

Usina

O custo da obra é dado por f ( x )  20(1.500  x )  25 x ²  1200 ² , 0  x  1.500 .

De f ´( x )  0 obtemos o ponto de mínimo x  218 ,1818 para o qual o valor da


obra será de R$ 56.128,20. No entanto, ao compararmos este valor com o que se obtem
para x  0 e com o que se obtem para x  1.500 concluímos que o cabo deve ser
estendido somente no rio, ou seja, para x  1.500 , o que custará R$ 48.023,43.

282
31) Uma tubulação deve ser construída para escoar um líquido do ponto A ao
ponto C. Sob o rio a velocidade será de 10 km/h e na margem será de 15 Km/h. Sabendo
que o ponto C está a 10 km rio acima do ponto A e que a largura do rio é de 100 m,
determine o ponto B para que o tempo gasto no escoamento seja mínimo.
C B
10 – x x
Rio 0,1

A distância do ponto A ao ponto C é (10  x )  x ²  0,1² , 0  x  10 e assim o

10  x x ²  0,1²
tempo de escoamento é dado por T( x )   . De T´( x )  0 obtemos o
15 10
1
ponto de mínimo desejado x   0,0894 .
5 5

 1 
Comparando T   0,6741 com o tempo de escoamento que se obtem para
5 5 
x  0 e com o tempo de escoamento que se obtem para x  10 , concluímos que, de fato
1
x  0,0894 é o ponto de mínimo desejado. Assim, o ponto B deve ficar a
5 5
aproximadamente 89 ,4 m da direção perpendicular ao rio que passa pelo ponto A e o
tempo de escoamento será de aproximadamente 0,6741 h ou cerca de 40 minutos e 26
segundos.
32) Um engenheiro está construindo uma esteira de produção do ponto A ao ponto
C, passando pelo ponto B, conforme o desenho abaixo. Os pontos B, C e I estão 3 m
acima do ponto A. A distância, em nível do ponto A ao ponto I é de 4 m e a distância do
ponto C ao ponto I é 10 m. O custo da esteira de A a B é de R$ 1.500,00 o metro e o
custo da esteira de B a C é R$ 1.000,00 o metro. Sabendo que a localização dos pontos A
e C são fixas, determine a melhor localização para o ponto B, que minimize o custo total
da esteira.

Veja que a distância entre os pontos A e I é igual 3²  4 2  5 m.

283
C B I
10 – x x
5

Daí a distância entre os pontos A e B é igual a x ²  25 . Logo o custo total da

esteira é dado por f ( x )  1.000 (10  x )  1.500 x ²  25 , 0  x  10 .

De f ´( x )  0 obtemos o ponto de mínimo desta função x  20 , para o qual o


custo será de R$ 15590,17. Comparando o ponto de mínimo com o custo que se obtem
para x  0 e com o custo que se obtem para x  10 concluímos que, de fato, esta é a
melhor solução.

Assim o ponto B deve estar deslocado 20 m do ponto I na direção do ponto C.


33) Para eliminar o problema de lançamento de dejetos industriais em um rio, um
engenheiro está construindo uma estação de recalque do ponto A ao ponto C, passando
pelo ponto B, conforme o desenho abaixo. Os pontos B, C e I estão 3 m acima do ponto
A. A distância, em nível do ponto A ao ponto I é de 4 m e a distância do ponto C ao
ponto I é 10 m. O custo da tubulação de A a B é de R$ 1.500,00 o metro e o custo da
tubulação de B a C é R$ 1.000,00 o metro. Sabendo que a localização dos pontos A e C
são fixas, determine a melhor localização para o ponto B, que minimize o custo total da
tubulação.

Veja que matematicamente este problema é idêntico ao anterior, logo a sua


solução é a mesma.
34) Duas indústrias A e B necessitam de água potável. A figura a seguir
esquematiza a posição das indústrias, bem como a posição de um encanamento retilíneo,
já existente. Em que ponto do encanamento deve ser instalado um reservatório de modo
que a metragem de cano a ser utilizada seja mínima?

284
A

B
4 km
2 km
12 – x x
Reservatório
12 km

O comprimento do encanamento da indústria A ao reservatório é 16  (12  x ) 2

e o comprimento do encanamento da indústria B ao reservatório é 4  x 2 . Logo o

comprimento total dos dois encanamentos é L( x )  16  (12  x ) 2  4  x 2 com

0  x  12 .

De L´( x )  0 obtemos o ponto de mínimo desta função x  4 , para o qual o


comprimento total será 13,4164 km, confirmado após a comparação deste com L (0) e
para L(12 ) .

35) O pistão de uma bomba de água movimenta-se para cima e para baixo.
a) Determine uma função que pode descrever a posição do pistão no instante t ,
de forma que quando a bomba está desligada ele estaciona na parte do fundo da sua
camisa, ou seja, considerando que o ponto inicial, a posição em t  0 , é a parte inferior
da camisa do pistão, e quando ligada ele percorre toda a camisa, de 1 metro, a cada
segundo.

f (t)  0,5 cos(t  1)  0,5 . Veja o seu gráfico.


     





285
b) Determine uma função que pode descrever a posição do pistão no instante t ,
de forma que quando a bomba está desligada ele estaciona na parte superior da sua
camisa, ou seja, considerando que o ponto inicial, a posição em t  0 , é a parte inferior
da camisa do pistão, e quando ligada ele percorre toda a camisa, de 1 metro, a cada
segundo.

f (t)  0,5 cos(t  2)  0,5 . Veja o seu gráfico.


     





c) Sabendo-se que o diâmetro do pistão é de 100 milímetros, calcule o volume


total de água bombeada pelas bombas dos itens a) e b) em um minuto.

A distância percorrida pelo pistão do item a) em um minuto é

0,5 cos( t  3)   0,5dt  30 m ou 3000 cm e assim o volume total de água bombeada


60
0

é 75.000   275 .600 cm3 por minuto ou 275 ,6 m3 por minuto.

Para o item b) a resposta é a mesma.


d) Como as camisas estavam se desgastando em muito pouco tempo optou-se por
trocá-las por bombas com camisas com 2 metros. Descreva as funções dos itens a) e b)
acima para esta nova camisa.

 
Para o item a) uma função será f ( t )  cos ( t  2)   1 e para o item b)
2 
 
f ( t )  cos t   1 . Veja os respectivos gráficos.
2 

286
 

 

 

 

 

 

 

                 

 

e) Analise para as duas situações a velocidade do pistão de 1 metro e a do pistão


de 2 metros e tire conclusões à respeito da aceleração desses pistões.

A velocidade para o pistão que estaciona na parte inferior da camisa é


 
f ´(t)  0,5sen(t 1) para o pistão de 1 metro e f´(t) = f ´( t )  0,5sen ( t  2)  para
2 
o pistão de 2 metros. Os gráficos dessas velocidades são dados abaixo.

 

 

 

           

 

 

 

Veja que como para o pistão de 2 metros a função velocidade possui inclinações
menores que para o pistão de 1 metro, isto nos mostra, que a aceleração do pistão de 2
metros é menor que a aceleração do pistão de 1 metro.

Para o pistão que estaciona na parte superior da camisa a situação é análoga.

287
288