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Administração Financeira e Orçamentária Curso Regular 2017 Prof. Dr. Giovanni Pacelli – Aula 02 AULA

Administração Financeira e Orçamentária Curso Regular 2017 Prof. Dr. Giovanni Pacelli Aula 02

AULA 02: Tipos de Orçamento.

SUMÁRIO

PÁGINA

1. Apresentação

1

2. Tipos de Orçamento e um “esquenta”

2

3. Orçamento Tradicional

5

4. Orçamento Desempenho

6

5. Orçamento-Programa

7

6. Orçamento Base-Zero

18

7. Orçamento Participativo

23

8. Orçamento Incremental

23

9. Novo Orçamento Desempenho

27

10. PART

28

11. Classificação quanto ao papel do Legislativo e Executivo

32

12. Classificação quanto à obrigatoriedade de execução

35

13. Quadro Resumo dos Orçamentos

39

14. Lista das questões apresentadas

40

15. Questões Comentadas

74

1. APRESENTAÇÃO

Pessoal, aula de hoje vamos destruir tudo relativo aos tipos de

orçamento.

de hoje vamos destruir tudo relativo aos tipos de orçamento. Prof. Giovanni Pacelli www.3dconcursos.com.br 1 de
Administração Financeira e Orçamentária Curso Regular 2017 Prof. Dr. Giovanni Pacelli – Aula 02 2.

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2. TIPOS DE ORÇAMENTO E UM “ESQUENTA”

O orçamento público moderno passou por um processo de evolução

ao longo de história. Saindo do modelo inicial representado pelo

orçamento tradicional e chegando aos dias atuais a modelos mais

avançados como: orçamento-programa, novo orçamento desempenho e

PART. O Quadro a seguir mostra a evolução orçamentária nos Estados

Unidos da América (EUA) que serve de indutor para os modelos

orçamentários de outros países inclusive o Brasil.

Quadro 1: Tipos de Orçamento nos EUA

Período

Concepção

Ênfase

Início do Século XX

Orçamento por Objeto (tradicional) Orçamento Executivo

Controle

Década de 50

Orçamento de Desempenho

Administração Economia e eficiência

   

Planejamento

Década de 60

PPBS (Orçamento-Programa)

Avaliação

Eficácia

 

Orçamento Base-zero Orçamento Base-equilibrada Orçamento base-meta

Planejamento

Décadas de 70 e

Priorização

80

Redução do

Orçamento

Década de 90

Novo Orçamento Desempenho

Accountability Eficiência e economia

   

Accountability

Século XXI

PART

Eficiência

Racionalidade

Fonte: Giacomoni (2012)

A título de “ESQUENTA” vou apresentar três questões discursivas

que cobraram esse tema.

Vejam como é importante saber sobre os

tipos de orçamento de forma completa.

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ANTAQ/2009/Administração/Cespe
ANTAQ/2009/Administração/Cespe
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TCDF/2014/Técnico/Cespe
TCDF/2014/Técnico/Cespe
MPU/2015/Analista de Finanças/Cespe Discorra sobre o orçamento-programa abordando necessariamente os seguintes tópicos:

MPU/2015/Analista de Finanças/Cespe

Discorra sobre o orçamento-programa abordando necessariamente os

seguintes tópicos:

-Conceito (Valor 15,00 pontos)

-Elementos essenciais (Valor 15,00 pontos)

-Inter-relacionamento entre os componentes (Valor 8,00 pontos)

3. ORÇAMENTO TRADICIONAL Administração Financeira e Orçamentária Curso Regular 2017 Prof. Dr. Giovanni Pacelli –

3. ORÇAMENTO TRADICIONAL

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Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, o orçamento tradicional

consiste no processo orçamentário em que apenas uma dimensão do

orçamento é explicitada, qual seja, o objeto de gasto. Também é

conhecido como Orçamento Clássico.

O orçamento clássico reve sua origem na Inglaterra no ano de 1822

e surgiu como uma forma de controle político.

Neste modelo, o processo de orçamento é dissociado dos processos

de planejamento e programa. E o aspecto econômico do orçamento

(funções alocativa, distributiva e establizadora) tinha função secundária,

considerando que as finanças públicas caracterizavam-se pela

neutralidade.

Era dado maior destaque ao aspecto jurídico do orçamento. E o

controle visa avaliar: a honestidade dos agentes do governo e a

legalidade no cumprimento do orçamento.

Os principais critérios classificatórios: unidades administrativas e

por objetos/item de despesa. E as decisões tomadas com base nas

necessidades das unidades organizacionais.

1. (Cespe/TRE-MS/2013) O orçamento tradicional, além de ser um instrumento político, tinha o aspecto econômico
1. (Cespe/TRE-MS/2013) O orçamento tradicional, além de ser um
instrumento político, tinha o aspecto econômico como prioridade, pois
buscava a economia e a eficiência.
COMENTÁRIOS À QUESTÃO
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1. (Cespe/TRE-MS/2013) O orçamento tradicional, além de ser um

instrumento político, tinha o aspecto econômico como prioridade,

pois buscava a economia e a eficiência.

ERRADO, o aspecto econômico era secundário.

4. ORÇAMENTO DESEMPENHO

Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, o orçamento desempenho

consiste no processo orçamentário que se caracteriza por apresentar duas

dimensões do orçamento: o objeto de gasto e um programa de

trabalho, contendo as ações desenvolvidas. Toda a ênfase reside

no

como

orçamento funcional.

O orçamento desempenho é orientado para instrumentalizar a ação

gerencial, de modo que apresenta os propósitos e objetivos.

Nesre tipo de orçamento já se consideram os custos dos programas

propostos e se consideram dados quantitativos que meçam realizações,

tudo voltado para o desempenho organizacional.

Uma deficiência do orçamento desempenho é que o mesmo não

possui ainda a vinculação a um instrumento central de planejamento das

ações de governo.

Dentro da escala de evolução, o orçamento desempenho está na

transição entre o orçamento tradicional e o orçamento-programa.

desempenho

organizacional,

sendo

também

conhecido

2. (Cespe/2013/MME) O orçamento desempenho, denominado orçamento funcional, enfatiza o desempenho organizacional.
2. (Cespe/2013/MME) O orçamento desempenho, denominado
orçamento funcional, enfatiza o desempenho organizacional.
COMENTÁRIOS À QUESTÃO
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2. (Cespe/2013/MME) O orçamento desempenho, denominado

orçamento funcional, enfatiza o desempenho organizacional.

CERTO, este é exatamente o conceito disposto pela STN.

5. ORÇAMENTO-PROGRAMA

Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, o orçamento-programa

surgiu originalmente como sistema de planejamento, programação e

orçamentação, introduzido nos Estados Unidos da América , no final da

década de 50, sob a denominação de PPBS (Planning Programning

Budgeting System). Principais características: integração,

planejamento, orçamento; quantificação de objetivos e fixação de metas;

relações insumo-produto; alternativas programáticas; acompanhamento

físico-financeiro; avaliação de resultados; e gerência por objetivos.

O orçamento-programa é composto por um tripé de 3 fases ou

dimensões: planejamento, programação e orçamentação. Entre

estas três fases está o programa como módulo de integração.

objetivos

presentes e futuros, para avaliar possíveis alternativas para alcance dos

objetivos.

A fase de programação a partir das alternativas levantadas na

primeira fase integrava-as aos programas estruturados de acordo com a

hierarquia de prioridades que estava sujeita a decisão dos diferentes

níveis da escala hierárquica. Neste ponto, por exemplo, um conjunto

amplo de prioridades seria de responsabilidade do Gabinete do Governo,

enquanto o arranjo e otimização, dentro de cada programa, seria

atribuído às agências.

A fase da orçamentação representava a tradução da

programação plurianual em um conjunto específico de ações anuais,

determinando quem faz, o que faz e quanto de recursos seriam

destinados.

A

fase

de

planejamento

procurava

identificar

os

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De forma simplificada, o planejamento seria composto por planos

de longo e médio prazo, a programação conteria as prioridades no curto

prazo e a orçamentação seria o orçamento propriamente dito.

O orçamento-programa é composto pelos seguintes elementos:

a. Os objetivos e propósitos perseguidos pela instituição e para cuja

consecução são utilizados os recursos orçamentários;

b. Os programas, isto é, os instrumentos de integração dos esforços

governamentais no sentido da concretização dos objetivos;

c. Os custos dos programas medidos por meio da identificação dos

meios ou insumos (pessoal, material, equipamentos, serviços etc.)

necessários para a obtenção dos resultados;

d. Medidas de desempenho com a finalidade de medir as realizações

(produto final) e os esforços despendidos na execução dos programas.

A originalidade do orçamento-programa estava na sua organicidade,

isto é, possuía todos os componentes bem articulados, o que lhe

possibilitava reais chances de implantação generalizada em substituição

ao antigo e arraigado orçamento tradicional.

O manual da ONU assim descreve o inter-relacionamento dos

componentes do orçamento-programa: Em primeiro lugar,

estabelecem-se programas e atividades significativos para cada função

confiada a uma organização ou entidade, a fim de identificar exatamente

os objetivos perseguidos pelos diversos órgãos. Segundo, o sistema de

contas e gestão financeira passa a ser correlacionado com essa

classificação. Terceiro, em relação a cada programa e suas subdivisões

operacionais, estabelecem-se medidas de programas e de trabalho que

permitam avaliar o rendimento.

O Quadro a Administração Financeira e Orçamentária Curso Regular 2017 Prof. Dr. Giovanni Pacelli –

O

Quadro

a

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seguir

contém

as

principais

diferenças

entre

o

orçamento tradicional e o orçamento-programa:

Quadro 2: Diferenças entre orçamento tradicional e orçamento-programa

 

Orçamento Tradicional

   

Orçamento Programa

 

1.

O

processo

orçamentário

é

1.

O

orçamento

é

o

elo

entre o

dissociado dos

processos

de

planejamento e as funções executivas

planejamento e programação.

da organização.

 

2.

A

alocação

de

recursos

visa

à

2.

A

alocação

de

recursos

visa

à

aquisição de meios.

 

consecução de objetivos e metas.

3.

As

decisões

orçamentárias

são

3.

As decisões orçamentárias são

tomadas

tendo

em

vista

as

tomadas com base em avaliações e análises técnicas das alternativas possíveis.

necessidades

das

unidades

organizacionais.

4.

Na elaboração do orçamento são

4.

Na elaboração do orçamento são

consideradas

as

necessidades

considerados todos os custos dos

financeiras

das

unidades

programas, inclusive os que extrapolam o exercício.

organizacionais.

5. A estrutura do orçamento dá ênfase aos aspectos contábeis da gestão.

5.

A

estrutura

do

orçamento

está

voltada

para

os

aspectos

 

administrativos e de planejamento.

 

6.

Principais critérios classificatórios:

6.

Principal critério de classificação:

unidades administrativas e elementos.

funcional programático.

 

7. Inexistem acompanhamento

sistemas

de

7.

Utilização sistemática de indicadores

e

medição

do

e

padrões de medição do trabalho e

trabalho, assim como dos resultados.

dos resultados.

 

8. O controle visa a honestidade dos agentes governamentais e a legalidade no cumprimento do orçamento.

8. O controle visa a avaliar a eficiência,

a eficácia e a efetividade das ações

governamentais.

 
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Pessoal, não existe na literatura um quadro que discrimine a diferença de

forma objetiva entre orçamento tradicional, orçamento desempenho e

orçamento-programa. Assim, o que digo para meus alunos em sala de

aula: cuidado na hora de afirmar que algo está errado no

orçamento desempenho. Ele é o mais “escorregadio” de todos.

Veja o porquê?

1. Ele já considera custos, mas custos dos programas de trabalho.

2. Ele já considera programas, mas estes são programas de trabalho no

âmbito da organização. Não chega a ter programas de governo

transversais como o que existem no orçamento-programa. Ou seja, 2 ou

mais órgãos responsáveis por objetivos no mesmo programa.

3.

Ele possui indicadores de eficácia e eficiência organizacionais (objetos

entregues; economia auferida na obra), mas não indicadores de nível

macro para mudar uma realidade social (redução da taxa de mortalidade

 

infantil).

Enquanto o OBJETO do gasto do orçamento tradicional se busca a responder: o que vai

Enquanto o OBJETO do gasto do orçamento tradicional se busca a

responder: o que vai ser adquirido? ; o OBJETIVO do gasto no

orçamento desempenho e no orçamento-programa se busca a

responder: para que vai ser adquirido?

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A despeito da sua contribuição, o orçamento-programa possui

algumas limitações: necessidade que os novos conceitos sejam de

conhecimento de todos; dificuldade em se identificar os produtos finais;

certas atividades do estado são intangíveis, seus resultados não se

prestam a medições (GIACOMONI, 2014). As duas últimas limitações

dificultam a formulação de indicadores de eficiência, eficácia e

efetividade.

Existe Princípio Orçamentário da Programação? Sim. É considerado um dos princípios orçamentários mais modernos,

Existe Princípio Orçamentário da Programação?

Sim.

É considerado um dos princípios orçamentários mais modernos,

consistindo na organização das ações governamentais através de

programas de trabalho, com objetivos claramente definidos e dispondo de

meios para alcançá-los, sendo ainda elos de ligação entre o planejamento

e o orçamento.

Só há que se falar em princípio da programação se o ente utilizar o

orçamento-programa e vice-versa.

Administração Financeira e Orçamentária Curso Regular 2017 Prof. Dr. Giovanni Pacelli – Aula 02 Qual

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Qual a diferença entre eficiência, eficácia e efetividade? Reis (1992) considera que a eficiência está

Qual a diferença entre eficiência, eficácia e efetividade?

Reis (1992) considera que a eficiência está relacionada ao custo, à forma

pela qual os meios são geridos. É a otimização dos recursos disponíveis,

através da utilização de métodos, técnicas e normas, visando o menor

esforço e o menor custo na execução das tarefas. A eficiência é, pois, um

critério de desempenho. Exemplo: tempo de execução de uma obra,

tempo de análise de processo, percentual de meta física entregue

no prazo.

A eficácia diz respeito ao alcance dos objetivos e metas. Se uma

organização tem claramente definido seus objetivos e estes são atingidos,

a organização é eficaz. Exemplo: percentual de obras entregues,

quantidade de casas entregues, número de professor por aluno,

percentual de crianças vacinadas.

A efetividade refere-se à preocupação da organização com seu

relacionamento externo, sua sobrevivência e atendimento das

necessidades sociais, pressupondo ainda certo grau de eficiência e

eficácia. Exemplo: redução de mortalidade infantil, aumento da taxa

de sobrevivência.

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3.

(Cespe/TCU/2011) O princípio orçamentário da programação não

poderia ser observado antes da instituição do conceito de orçamento-

programa.

(Cespe/2013/Unipampa) No que diz respeito a orçamento público, julgue

os próximos itens.

4.

No orçamento-programa, são previstos todos os custos dos programas

de governo, inclusive os que extrapolam o exercício da programação

orçamentária.

5.

O orçamento tradicional deve ser elaborado com base na dimensão

estratégica governamental definida no processo de planejamento e

programação econômico-financeira aprovada pelas unidades

orçamentárias.

6.

Um dos critérios de classificação dos gastos públicos é o funcional-

programático, uma classificação híbrida própria do orçamento-programa.

7.

No orçamento tradicional, utilizam-se indicadores e padrões de

medição para a avaliação dos resultados obtidos na execução dos

programas de governo.

8.

(Cespe/2013/TRF 3ª Região/Analista) Os elementos essenciais do

orçamento-programa são os objetivos e propósitos almejados, os

mecanismos de medidas de desempenho, os programas e seus

respectivos custos.

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9. (Cespe/ANTT/2013/Analista) Para que o governo consiga atuar com

eficiência e eficácia, faz-se necessária uma boa integração entre os

diversos programas e projetos por ele desenvolvidos. Nesse sentido, o

tripé planejamento, programação e orçamentação atua como elo

fundamental para a obtenção de coerência das diversas ações

desenvolvidas pelo governo.

10. (Cespe/ANTT/2013/Analista) Como técnica orçamentária, o

orçamento de desempenho negligencia os propósitos e objetivos dos

créditos, priorizando a construção de indicadores que permitam a

aferição dos resultados a partir de medidas simples e objetivas de

desempenho.

11. (Cespe/DPF/2014/Administrador) Na contabilização do total de

receitas, deduzir o valor a ser inscrito na dívida ativa tributária da União

descumpre o princípio orçamentário da programação.

COMENTÁRIOS ÀS QUESTÕES

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3. (Cespe/TCU/2011) O princípio orçamentário da programação não

poderia ser observado antes da instituição do conceito de orçamento-

programa.

CERTO, só há que se falar em princípio da programação se o ente

utilizar o orçamento-programa e vice-versa.

(Cespe/2013/Unipampa) No que diz respeito a orçamento público, julgue

os próximos itens.

4. No orçamento-programa, são previstos todos os custos dos programas

de governo, inclusive os que extrapolam o exercício da programação

orçamentária.

CERTO, essa é a vantagem do orçamento-programa na fase de

orçamentação que representa a tradução da programação

plurianual em um conjunto específico de ações anuais,

determinando quem faz, o que faz e quanto de recursos seriam

destinados.

5. O orçamento tradicional deve ser elaborado com base na dimensão

estratégica governamental definida no processo de planejamento e

programação econômico-financeira aprovada pelas unidades

orçamentárias.

ERRADO, essa dimensão estratégica não é caracteristica do

orçamento tradicional. O orçamento tradicional é elaborado com

base na dimensão do objeto do gasto.

6. Um dos critérios de classificação dos gastos públicos é o funcional-

programático, uma classificação híbrida própria do orçamento-programa.

CERTO, a classificação funcional-programática da despesa é

própria do orçamento programa e vice-versa.

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7. No orçamento tradicional, utilizam-se indicadores e padrões de

medição para a avaliação dos resultados obtidos na execução dos

programas de governo.

ERRADO, no orçamento tradicional inexistem sistemas de

acompanhamento

resultados.

e

medição

do

trabalho,

assim

como

dos

8. (Cespe/2013/TRF 3ª Região/Analista) Os elementos essenciais do

orçamento-programa são os objetivos e propósitos almejados, os

mecanismos de medidas de desempenho, os programas e seus

respectivos custos.

CERTO, eis os quatro elementos:

a. Os objetivos e propósitos perseguidos pela instituição e para cuja

consecução são utilizados os recursos orçamentários;

b. Os programas, isto é, os instrumentos de integração dos esforços

governamentais no sentido da concretização dos objetivos;

c. Os custos dos programas medidos por meio da identificação dos

meios ou insumos (pessoal, material, equipamentos, serviços etc.)

necessários para a obtenção dos resultados;

d. Medidas de desempenho com a finalidade de medir as realizações

(produto final) e os esforços despendidos na execução dos programas.

9. (Cespe/ANTT/2013/Analista) Para que o governo consiga atuar com

eficiência e eficácia, faz-se necessária uma boa integração entre os

diversos programas e projetos por ele desenvolvidos. Nesse sentido, o

tripé planejamento, programação e orçamentação atua como elo

fundamental para a obtenção de coerência das diversas ações

desenvolvidas pelo governo.

CERTO, estas três dimensões concorrem para o sucesso do

orçamento-programa.

Administração Financeira e Orçamentária Curso Regular 2017 Prof. Dr. Giovanni Pacelli – Aula 02 10.

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10. (Cespe/ANTT/2013/Analista) Como técnica orçamentária, o

orçamento de desempenho negligencia os propósitos e objetivos dos

créditos, priorizando a construção de indicadores que permitam a

aferição dos resultados a partir de medidas simples e objetivas de

desempenho.

ERRADO, existem objetivos dos programas de trabalho e existem

indicadores de eficiência e eficácia no orçamento desempenho.

11. (Cespe/DPF/2014/Administrador) Na contabilização do total de

receitas, deduzir o valor a ser inscrito na dívida ativa tributária da União

descumpre o princípio orçamentário da programação.

ERRADO, essa hipótese descumpre o princípio do orçamento

bruto apenas.

No Brasil o orçamento-programa foi instituído pelo Decreto-Lei 200

de 1967, sendo este considerado seu o marco legal; apesar de a lei

4.320/64 ter dado um suporte inicial a esta mudança.

O orçamento-programa que se tornou de uso obrigatório para todos

os entes públicos desde 1974 é materializado atualmente na classificação

programática da despesa orçamentária composta por três subdivisões:

Programas, Ações e Subtítulos (GIACOMONI, 2014).

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6. ORÇAMENTO BASE-ZERO

Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, o orçamento base-zero

ou por estratégia consiste na abordagem orçamentária desenvolvida nos

Estados Unidos da América, pela Texas Instruments Inc., durante o ano

de 1969. Foi adotada pelo estado de Geórgia (governador Jimmy Carter),

com vistas ao ano fiscal de 1973. Principais características: análise,

revisão e avaliação de todas as despesas propostas e não apenas das

solicitações que ultrapassam o nível de gasto já existente; todos os

programas devem ser justificados cada vez que se inicia um novo ciclo

orçamentário.

Eis algumas motivações de Arthur Burns, conselheiro do presidente

americano em 1969, que levaram à criação desse modelo:

1. Costumeiramente os funcionários responsáveis por um

programa devem justificar apenas o aumento solicitado.

2.Todos os programas devem ser submetidos a uma avaliação

de custos e resultados.

3. O orçamento base-zero inclui o estabelecimento de objetivos,

avaliação de programas e a tomada de decisão, além da

formulação do orçamento.

questões

centrais:

1.As atividades atuais são eficientes e eficazes?

2.As atividades atuais devem ser eliminadas ou reduzidas de forma a

custear novos programas de prioridade mais alta ou de modo a reduzir o

orçamento atual?

Assim,

o

orçamento

base-zero

trabalha

com

duas

Administração Financeira e Orçamentária Curso Regular 2017 Prof. Dr. Giovanni Pacelli – Aula 02 pelas

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pelas

seguintes fases:

Fase 1: Identificar unidades de decisão (unidades orçamentárias, centros

de custos, ações orçamentárias: elementos que possam ser isolados para

análise e tomada de decisão).

Fase 2: Analisar cada unidade de decisão em um pacote de decisão.

Fase 3: Avaliar e classificar todos os pacotes de decisão para desenvolver

a solicitação de alocação.

Fase 4: Preparar os orçamentos operacionais detalhados, refletindo os

pacotes de decisão aprovados na alocação do orçamento.

A

abordagem

do

orçamento

base-zero

é

composta

Observe que o elemento central das fases de orçamento base-zero é o PACOTE DE DECISÃO
Observe que o elemento central das fases de orçamento base-zero é o
PACOTE
DE
DECISÃO
.
Este
pacote
de
decisão
pode
ser
a
organização foco do orçamento desempenho
ou
pode
ser
o
programa foco do orçamento-programa.
A
seguir constam os elementos do pacote de decisão:
-Objetivo;
-Descrição das ações (o que se vai fazer e como vai fazê-lo);
-Custos e benefícios;
-Medidas de carga de trabalho e desempenho;
-Meios alternativos para a consecução dos objetivos;
-Vários níveis de esforço.
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Vamos entender discorrer sobre o orçamento base-zero considerando

dois aspectos: planejamento plurianual e o ciclo orçamentário.

 

Vimos que o orçamento-programa é composto por três dimensões:

planejamento, programação e orçamentação. E que no planejamento

são definidos planos de longo e médio prazo. Assim, na medida em que

o orçamento base-zero não garante direitos adquiridos para os

programas de longo e médio prazo ele torna difícil, mas não impossível

sua coexistência com orçamento-programa.

 

Assim, uma das críticas ao orçamento base-zero seria sua

dificuldade

em

gerenciar

planejamento

de

longo

prazo

e

despesas de caráter continuado (exemplo:

qual a razão de justificar

mais uma vez benefícios de aposentados que já forma glosados no ano

anterior?

).

Alguns

acadêmicos

chamam

isso

de

aumento

da

burocratização no processo orçamentário.

 

Vimos anteriormente que um ciclo orçamentário é composto de etapas

como: elaboração, aprovação, execução e avaliação. Ocorre que nos

ciclos normais de orçamento a avaliação normalmente ocorre ex-post. O

orçamento base-zero também altera essa lógica, pois obriga que os

elementos de avaliação, normalmente ex-post, seja trazido para a fase

de planejamento (elaboração e aprovação). Essa medida gera

conflitos entre o corpo técnico de burocratas (funcionários) e o

corpo político especialmente para aqueles programas que são

vitrine de governo, mas foram mal avaliados. Assim, o que pode

ser uma vantagem (trazer a avaliação para o planejamento) acaba

agravando o conflito entre o corpo técnico e o corpo político.

 
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12.

(ABIN/2010/Administração) O orçamento de base zero tem a grande

vantagem de permitir a elaboração de proposta orçamentária por meio

de processo mais célere e menos oneroso para os órgãos públicos.

13. (Cespe/2013/Unipampa/Administrador) No orçamento base zero,

salvo os casos especificados em lei, os programas devem ser justificados

a cada exercício financeiro, respeitando-se os direitos adquiridos sobre

verbas anteriormente outorgadas.

14.

(Cespe/TCDF/2014/Técnico) A proposta orçamentária elaborada pelo

Poder Executivo federal embasa-se no conceito de orçamento base-zero,

segundo o qual a existência de determinada dotação na lei orçamentária

do exercício anterior não constitui garantia para a sua inclusão no

exercício seguinte.

15.

(Cespe/2014/ICMBIo/Analista) As dificuldades de se implementar a

técnica de orçamento de base-zero incluem a resistência imposta pela

burocracia quando a eficácia de seus programas é avaliada.

COMENTÁRIOS ÀS QUESTÕES

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12. (ABIN/2010/Administração) O orçamento de base zero tem a grande

vantagem de permitir a elaboração de proposta orçamentária por meio

de processo mais célere e menos oneroso para os órgãos

públicos.

ERRADO, ele não é mais célere e ele é mais oneroso, pois

aumenta os conflitos entre o corpo técnico e político.

13. (Cespe/2013/Unipampa/Administrador) No orçamento base zero,

salvo os casos especificados em lei, os programas devem ser

justificados a cada exercício financeiro, respeitando-se os direitos

adquiridos sobre verbas anteriormente outorgadas.

ERRADO, sem exceção os programas devem ser justificados. Não

há direitos adquiridos.

14. (Cespe/TCDF/2014/Técnico) A proposta orçamentária elaborada pelo

Poder Executivo federal embasa-se no conceito de orçamento base-

zero, segundo o qual a existência de determinada dotação na lei

orçamentária do exercício anterior não constitui garantia para a sua

inclusão no exercício seguinte.

ERRADO,

no

governo

federal

utiliza

o

orçamento-programa

apenas.

15. (Cespe/2014/ICMBIo/Analista) As dificuldades de se implementar a

técnica de orçamento de base-zero incluem a resistência imposta pela

burocracia quando a eficácia de seus programas é avaliada.

CERTO, é exatamente isso. Conforme em caso de avaliações

negativas, o corpo político pode não querer considerar a mesma.

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7. ORÇAMENTO PARTICIPATIVO

O orçamento participativo é baseado em três princípios: (a)

participação aberta a todos os cidadãos, sem nenhum status especial

atribuído às organizações comunitárias; (b) combinação de democracia

direta e representativa, cuja dinâmica institucional atribui aos próprios

participantes a definição das regras internas; e, (c) alocação dos recursos

para investimento de acordo com uma combinação de critérios gerais e

técnicos (ou seja, compatibilizando as decisões e as regras estabelecidas

pelos participantes com as exigências técnicas e legais das ações

governamentais, respeitadas também as limitações financeiras).

No Brasil um exemplo da utilização deste orçamento pode ser

encontrado na Prefeitura de Porto Alegre/RS. Ou seja, não é uma

prática adotada formalmente no âmbito federal, em que pese

existirem momentos em que os cidadãos podem participar do orçamento:

consultas públicas e denúncias.

8. ORÇAMENTO INCREMENTAL

Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional consiste na abordagem

orçamentária em que o Orçamento feito através de ajustes marginais nos

seus itens de receita e despesa.

Baseando-se nos gastos do ano corrente, o orçamento propõe um

aumento percentual para o ano seguinte, detendo-se no aumento ou

diminuição dos gastos ocorrido com um número de itens do orçamento,

tais como despesas de pessoal, material, entre outros.

Este método entende o orçamento como um processo de

negociação política. Um de seus principais problemas é que, apesar de

facilitar a implementação, gera custos maiores para que se chegue à

decisão. É um dos modelos mais utilizados atualmente.

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Em uma descrição mais detalhada apresentam-se suas principais

características:

- O Orçamento Incremental não é compreensivo, no sentido de englobar

despesas e objetivos das principais atividades do governo;

- As atividades do governo e de seus órgãos não são revisadas

anualmente no sentido de se reconsiderar os valores de programas

existentes comparados a todas as possíveis alternativas de execução dos

mesmos, uma vez que não são elencados para fins orçamentários;

- É baseado no orçamento do último ano com foco fundamentalmente em

aumentos e diminuições de valores em relação aos respectivos itens de

despesa governamental. Esta atuação é voltada para um reduzido número

de itens;

- Envolve muita negociação política em torno de aumentos e diminuições

de valores dos itens que estão sendo analisados;

- É um orçamento por item na medida o processo orçamentário analisa

despesas de pessoal, material e não objetivos de programas.

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16. (Cespe/TCU/2007/AFCE) O orçamento-programa substitui vantajosamente o orçamento incremental visto que permite uma

16. (Cespe/TCU/2007/AFCE) O orçamento-programa substitui

vantajosamente o orçamento incremental visto que permite uma revisão

na estrutura dos programas de governo, inclusive quanto à importância

relativa de cada um deles na composição do orçamento público.

17. (Cespe/TST/2008/Analista) O orçamento-programa se diferencia do

orçamento incremental pelo fato de que este último pressupõe uma

revisão contínua da estrutura básica dos programas, com aumento ou

diminuição dos respectivos valores.

18. (ABIN/2010/Administração) No Brasil, vigora o orçamento do tipo

participativo, visto que todos os poderes e órgãos da administração

direta e alguns da administração indireta têm a prerrogativa de elaborar

suas próprias propostas orçamentárias.

COMENTÁRIOS ÀS QUESTÕES

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16. (Cespe/TCU/2007/AFCE) O orçamento-programa substitui

vantajosamente o orçamento incremental visto que permite uma revisão

na estrutura dos programas de governo, inclusive quanto à importância

relativa de cada um deles na composição do orçamento público.

CERTO, apesar o termo substituir ser “forte” é fato que o

orçamento-programa permite a revisão de programas.

17. (Cespe/TST/2008/Analista) O orçamento-programa se diferencia do

orçamento incremental pelo fato de que este último pressupõe uma

revisão contínua da estrutura básica dos programas, com

aumento ou diminuição dos respectivos valores.

ERRADO, é o orçamento-programa que pressupõe uma revisão

contínua da estrutura básica dos programas, com aumento ou

diminuição dos respectivos valores.

18. (ABIN/2010/Administração) No Brasil, vigora o orçamento do tipo

participativo, visto que todos os poderes e órgãos da

administração direta e alguns da administração indireta têm a

prerrogativa de elaborar suas próprias propostas orçamentárias.

ERRADO, o orçamento participativo é utilizado de forma esparsa

em alguns municípios. O Orçamento-Programa é o tipo de

orçamento que deve ser adotado desde 1974 em todo o Brasil.

9. NOVO ORÇAMENTO DESEMPENHO Administração Financeira e Orçamentária Curso Regular 2017 Prof. Dr. Giovanni Pacelli

9. NOVO ORÇAMENTO DESEMPENHO

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Quanto às últimas tendências em matéria de orçamento e avaliação

de resultados, os estudos apontam que existe uma linha consistente e

comum de preocupação em melhorar desempenho do governo, bem

como de se injetar mais "racionalidade" (medição e avaliação) nas

decisões de orçamento (WILLOUBY; BENSON, 2011).

Quando de sua publicação em 1993, o GRPA (Government

Performance and Result Act) estabeleceu alguns objetivos: desenvolver

planos estratégicos com declarações de missão e orientados para

resultados objetivos; preparar planos anuais de desempenho de como

perseguir metas; elabarar relatórios que avaliassem as lacunas no

cumprimento das metas de desempenho (WILLOUBY; BENSON, 2011).

Ainda no período de vigência do GPRA houve tentativas, em 1999, de que

as agências governamentais correlacionassem suas medidas de

desempenho com suas requisições de orçamentos (WILLOUBY; BENSON,

2011).

O Novo Orçamento Desempenho ao invés de ter como principal

medida de desempenho os produtos (outputs), possui uma nova

característica de objetivos de desempenho: os resultados (outcomes). É

composto de 3 (três) componentes básicos: (i) estrutura de programa;

(ii) sistema de mensuração de desempenho; (iii) sistema de determinação

de custos. O Quadro a seguir mostra os itens que compõe cada

componente.

Administração Financeira e Orçamentária Curso Regular 2017 Prof. Dr. Giovanni Pacelli – Aula 02 Quadro

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Quadro 3: Componente do Novo Orçamento Desempenho

Componente

Detalhamento

Estrutura de programa

1.Quadro Estratégico Amplo: perspectiva

plurianual.

2.Apoio à tomada de decisão política e à

priorização.

3.Assegurar a responsabilização.

4. Gestão Orçamentária comprometida com o

desempenho.

Sistema de

mensuração de

desempenho

1.Produtos versus resultados.

2.Processo de criação de indicadores.

3.Dimensão qualitativa.

4.Desempenho relacionado aos insumos.

Sistema de

determinação de

custos

1.Desmembrar o programa em atividades e

identificar unidades responsáveis.

2.Identificar os recursos e custos.

3.Segregar custos diretos e indiretos.

4.Consignar os custos diretos e indiretos nas

atividades específicas segundo metodologia

previamente acordada.

10. PART

O Program Assessment Rating Tool (PART), implementado entre

2001 e 2002 nos EUA, é um questionário utilizado para avaliar o

propósito, o desenho, o planejamento, a gestão, os resultados e a

prestação de contas dos programas federais. O objetivo final é determinar

se um programa é eficaz e fornecer recomendações para melhorar os

resultados do programa.

Administração Financeira e Orçamentária Curso Regular 2017 Prof. Dr. Giovanni Pacelli – Aula 02 No

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No PART cada questionário tem perguntas padrão e perguntas

personalizadas, dependendo da categoria do programa 1 . O questionário

consiste de 25-30 perguntas de diagnóstico que são divididos em quatro

áreas: finalidade e objetivos (peso de 20%); planejamento

estratégico (peso de 10%); gestão (peso de 20%); resultados (peso

de 50%).

Para cada aréa serão respondidas perguntas que resultaram em

quatro pontuações numéricas de 0 a 100, uma por área. Tal medida

permite que se tenha uma maior atenção das áreas com maior

necessidade melhoria. As faixas de avaliações e os resultados associados

são os seguintes: efetivo (de 85 a 100); moderadamente efetivo (70 a

84); adequado (50 a 69) e ineficiente (de 0 a 49).

Gilmour (2007) encontrou evidências de que as avaliações do PART

tiveram um impacto sobre as decisões de alocação de recursos pelo

Executivo.

Gilmour e Lewis (2006a) buscaram verificar se havia relação entre

os indicadores do PART e as decisões orçamentais nos anos fiscais 2004 e

2005, e obtiveram evidências que as avaliações do PART avaliações foram

importantes para o presidente, mas foi apenas um dos muitos fatores no

processo de tomada de decisão; que os programas menores, com menos

defensores políticos sofreram mais cortes a partir da aplicação do PART; e

que os escores do PART para a finalidade do programa e projeto se

relacionaram com mudanças no orçamento fiscal em ambos os anos.

Gilmour e Lewis (2006a) também constataram que os resultados do

programa (que possuem ponderação de 50%) foram significativos no

exercício financeiro de 2004, mas não no exercício de 2005.

Dessa forma, observa-se que existe a tendência americana de

tornar o processo de alocação de recursos no orçamento mais objetivo e

reacional, sendo o mecanismo de medição de desempenho dos programas

uma das formas de viabilizar tal tendência.

1 Direct Federal, Competitive Grant, Block/Formula Grant, Regulatory, Capital Assets and Service Acquisition, Credit, and Research and Development.

Administração Financeira e Orçamentária Curso Regular 2017 Prof. Dr. Giovanni Pacelli – Aula 02 O

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O Novo Orçamento Desempenho e o PART tal qual o orçamento base- zero traz questões
O Novo Orçamento Desempenho e o PART tal qual o orçamento base-
zero traz questões técnicas e traz a racionalidade para o processo
orçamentário. Em que pese essa vantagem, essa medida gera
conflitos entre o corpo técnico de burocratas (funcionários) e o
corpo político especialmente para aqueles programas que são
vitrine de governo, mas foram mal avaliados.
19. (ABIN/2010/Contabilidade) Os sistemas de determinação de custos são considerados como um dos componentes básicos

19. (ABIN/2010/Contabilidade) Os sistemas de determinação de custos

são considerados como um dos componentes básicos no novo

orçamento de desempenho. Assim, com a adoção da estrutura

programática, é necessário conhecer os custos e associá-los aos

produtos e aos benefícios.

COMENTÁRIOS ÀS QUESTÕES

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19. (ABIN/2010/Contabilidade) Os sistemas de determinação de custos

são considerados como um dos componentes básicos no novo

orçamento de desempenho. Assim, com a adoção da estrutura

programática, é necessário conhecer os custos e associá-los aos

produtos e aos benefícios.

CERTO, o novo orçamento desempenho é composto de 3 (três)

componentes básicos: (i) estrutura de programa; (ii) sistema de

mensuração de desempenho; (iii) sistema de determinação de

custos.

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11. CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO PAPEL DO LEGISLATIVO E

EXECUTIVO

Segundo Rezende (2001) existem 3 tipos de orçamento:

Legislativo, Executivo e Misto.

No orçamento Legislativo, a elaboração, a votação e o controle do

orçamento são competências do Poder Legislativo, cabendo ao Executivo

apenas a execução.

No orçamento Executivo: a elaboração, a votação, o controle e a

execução são competências do Poder Executivo.

No orçamento Misto: a elaboração e a execução são de competência

do Executivo, cabendo ao Legislativo a votação e o controle.

Quadro 5: Tipos do Orçamento no Brasil

   

Tipo de

Constituição

Federal

 

Principal característica

Orçamento

*

1824

O executivo elaborava a proposta orçamentária; a Assembleia Geral (Câmara dos Deputados e Senado) aprovava a lei orçamentária; A Câmara dos Deputados elaborava leis sobre impostos.

Misto

 

A

elaboração da proposta orçamentária passou a ser função

 

1891

privativa do Congresso Nacional (iniciava pela Câmara dos Deputados).

Legislativo

 

A

elaboração da proposta orçamentária passou a ser função

 

privativa do Presidente da República (já havia ocorrida uma

1934

mudança infraconstitucional em 1922 com o Código de Contabilidade Nacional); o Legislativo encarregava-se da votação do orçamento e do julgamento das contas do Presidente da República.

Misto

1937

O

orçamento era elaborado e decretado pelo Chefe do

Executivo

Executivo.

 

O

Executivo elaborava o projeto de lei de orçamento e o

 

1946

encaminhava para discussão e votação nas casas legislativas. Com o instituto da emenda, os legisladores participavam da elaboração orçamentária.

Misto

 

Retirada de prerrogativas do Legislativo quanto à iniciativa

 

1967

de leis ou emendas que criem ou aumentem despesas, inclusive emendas ao projeto de lei do orçamento.

Executivo

 

Devolução ao Legislativo da prerrogativa de propor emendas sobre despesa ao projeto de lei do orçamento;

 

1988

Exigência de envio pelo Executivo ao Legislativo de projeto

Misto

de

lei das diretrizes orçamentárias.

Fonte: Giacomoni (2014) Legenda: *Segundo a classificação de Arizio de Viana apud Giacomoni (2014)

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20. (TCU/2015/AFCE) Considerando a evolução conceitual da terminologia usada em referência ao orçamento, o Brasil

20. (TCU/2015/AFCE) Considerando a evolução conceitual da

terminologia usada em referência ao orçamento, o Brasil utilizou o

orçamento legislativo, o executivo e o misto ao longo de sua história.

COMENTÁRIOS À QUESTÃO

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20. (TCU/2015/AFCE) Considerando a evolução conceitual da

terminologia usada em referência ao orçamento, o Brasil utilizou o

orçamento legislativo, o executivo e o misto ao longo de sua história.

CERTO, o Brasil vivenciou os três tipos:

Orçamento Legislativo: a elaboração, a votação e o controle do

orçamento são competências do Poder Legislativo. Ao Executivo

cabe apenas a execução. Exemplo: Constituição Federal de 1891.

Orçamento Executivo: a elaboração, a votação, o controle e a

execução são competências do Poder Executivo. Exemplo:

Constituição Federal de 1937.

Orçamento Misto: a elaboração e a execução são de competência

do Executivo, cabendo ao Legislativo a votação e o controle.

Exemplo: a atual Constituição Federal de 1988.

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12. CLASSIFICAÇÃO QUANTO À OBRIGATORIEDADE DE EXECUÇÃO

Quanto à obrigatoriedade, o orçamento pode ser classificado em:

autorizativo e impositivo.

O orçamento autorizativo se traduz uma autorização para realizar os

gastos públicos. Em essência, trata-se de uma permissão para que

determinada programação seja executada, e não outra. Não pode, então,

o Poder Executivo apresentar determinada programação ao Congresso e

implementar uma diversa daquela. O ponto central, contudo, é que a

programação é definida pelo Executivo, que, após a autorização

parlamentar, a implementa. Não é, portanto, o parlamento que define em

que e quanto se gastar, mas apenas autoriza que a programação seja

feita.

Nos casos extremos, o parlamento diz apenas sim ou não. Era a

situação brasileira antes da Constituição de 1988. Em casos

intermediários, o parlamento pode ter algum poder de alterar a

programação. O ponto central do orçamento autorizativo, contudo,

é que o núcleo da programação é definido no âmbito do Executivo.

Deduz-se, pois, o papel secundário do Congresso em matéria

orçamentária.

Com o orçamento impositivo, há uma mudança profunda de

enfoque. Não há muito sentido em se falar de orçamento impositivo sem

mudar a responsabilidade pela programação. Um Congresso que não faz a

programação não tende a ter muito interesse em obrigar que ela seja

integralmente cumprida.

Com efeito, adotar o orçamento impositivo implica,

essencialmente, transferir a maior responsabilidade de programar

o orçamento para o Congresso.

É a situação dos Estados Unidos, país exemplo de um parlamento

que exerce o principal papel no processo de destinação das despesas

públicas. O seu parlamento é, de longe, o mais forte do mundo em

matéria orçamentária (Organization for Economic Cooperation and

Development OCDE, 1996).

Administração Financeira e Orçamentária Curso Regular 2017 Prof. Dr. Giovanni Pacelli – Aula 02 Duas

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Duas figuras se destacam no orçamento impositivo: o deferral e o

rescission (RIBEIRO, 2003).

No caso do deferral, o presidente pode solicitar que dotações

aprovadas pelo Congresso sejam tornadas indisponíveis para

comprometimento por determinado período de tempo. É algo parecido

com o contingenciamento no Brasil, com a marcante diferença de que,

nos Estados Unidos, quem na verdade contingencia é o Congresso,

quando aprova a solicitação do presidente (RIBEIRO, 2003).

Pelo rescission, o chefe do Poder Executivo propõe ao Congresso o

cancelamento total ou parcial de dotações incluídas no orçamento,

que se tornaram desnecessárias para o atingimento de certos objetivos

ou para viabilização de programas. Se, no prazo de 45 dias, ambas as

Casas do Congresso não se manifestarem pela homologação da proposta

de cancelamento, os recursos bloqueados serão tornados, de imediato,

disponíveis (RIBEIRO, 2003).

Em que pese a Emenda Constitucional 86/2015 que institui o orçamento impositivo para as emendas
Em que pese a Emenda Constitucional 86/2015 que institui o orçamento
impositivo para as emendas individuais no âmbito federal, na essência o
orçamento federal continua sendo autorizativo.
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21. (ESAF/2015/APO) A Emenda Constitucional 86/2015 tornou obrigatória a execução de todo o orçamento aprovado

21. (ESAF/2015/APO) A Emenda Constitucional 86/2015 tornou

obrigatória a execução de todo o orçamento aprovado no âmbito do

Poder Executivo.

COMENTÁRIOS À QUESTÃO

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21. (ESAF/2015/APO) A Emenda Constitucional 86/2015 tornou

obrigatória a execução de todo o orçamento aprovado no âmbito do

Poder Executivo.

ERRADO, apenas as emendas individuais são impositivas, sua

execução é limita a 1,2% da Receita Corrente Líquida. Na prática

menos de 1% do orçamento total. Ou seja, os 99% restantes

continuam autorizativo.

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13. QUADRO RESUMO DO TIPOS DE ORÇAMENTO

Tipos de Orçamento

 

Características Principais

 

1.Controle Político.

Tradicional

2.Objeto do gasto.

 

1.Instrumento da Organização.

Desempenho

2.Objeto do gasto e programa de trabalho.

 

1.Planejamento, Programação e Orçamentação.

Orçamento-Programa

2. Objetivos e propósitos; programas; custos

dos programas; Medidas de desempenho.

 

1.Planejamento, Priorização, Redução do

Orçamento base-zero

Orçamento.

2.Revisão sistemática e sem direitos adquiridos.

 

1.

Participação aberta a todos os cidadãos.

2. Combinação de democracia direta e

Orçamento

representativa.

participativo

3.

Alocação dos recursos para investimento de

acordo com uma combinação de critérios gerais

e técnicos.

 

1.

Ajustes marginais nos seus itens de receita e

Orçamento incremental

despesa.

 

1.Estrutura de programa.

Novo Orçamento

Desempenho

2.Sistema de mensuração de desempenho.

3.Sistema de determinação de custos.

 

1.Diagnóstico sobre: finalidade e objetivos (peso

de 20%); planejamento estratégico (peso de

PART

10%); gestão (peso de 20%); resultados (peso

de 50%).

Algumas citações desta aula foram retiradas da dissertação de

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14. LISTA DAS QUESTÕES APRESENTADAS

Nada como fazer umas questões enquanto se espera a próxima

aula.
aula.

BATERIA CESPE

(Cespe/INMETRO/2007) O conceito e a técnica do orçamento público vêm

sofrendo evolução ao longo do tempo. O orçamento tradicional e o

orçamento moderno são caracterizações ideais das situações extremas

dessa evolução. Acerca das características que cercam os métodos de

orçamento, julgue os itens que se seguem

1. No orçamento de desempenho, que é voltado especialmente para as

avaliações dos resultados do orçamento em curso, todos os programas

devem ser justificados cada vez que se inicia um novo ciclo orçamentário.

2. O orçamento base zero (OBZ) visa especialmente instrumentalizar as

ações gerenciais, que se caracterizam por apresentar duas dimensões do

orçamento: o objeto de gasto e um programa de trabalho.

3. O orçamento-programa, originalmente sistema de planejamento,

programação e orçamentação, foi introduzido nos Estados Unidos da

América no final da década de 50, sob a denominação de Planning

Programning Budgeting System (PPBS).

4. (Cespe/TCU/2007/AFCE) O orçamento-programa substitui

vantajosamente o orçamento incremental visto que permite uma revisão

na estrutura dos programas de governo, inclusive quanto à importância

relativa de cada um deles na composição do orçamento público.

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5. (Cespe/TST/2008/Analista) O orçamento-programa se diferencia do

orçamento incremental pelo fato de que este último pressupõe uma

revisão contínua da estrutura básica dos programas, com aumento ou

diminuição dos respectivos valores.

6. (Cespe/SECONT/2008) Uma das vantagens do orçamento-programa

em relação ao orçamento tradicional é a possibilidade de se conjugar a

formulação do orçamento ao planejamento governamental.

7. (DPU/2010/Contador) Considerando as funções primordiais atribuídas

do orçamento público, bem como a multiplicidade de aspectos que o

caracteriza, assinale a opção correta.

a) O orçamento de desempenho está dirigido mais para os produtos

gerados pela administração pública que pelos resultados propriamente

ditos.

b) O orçamento tradicional tinha como foco o controle, para que o Poder

Legislativo não extrapolasse a proposta do Poder Executivo.

c) Uma das virtudes do orçamento tradicional era a de se programar

excedentes orçamentários para o financiamento dos investimentos

pretendidos.

d) O orçamento-programa parte do pressuposto de que as receitas

derivadas devem ser suficientes para o financiamento das necessidades

públicas, com vistas a evitar o endividamento.

e) O orçamento moderno prioriza os aspectos econômicos: nas épocas de

crescimento, destaca-se a função de planejamento; quando a economia

sofre desaceleração ou está em recessão, cresce a importância do

controle.

8. (ABIN/2010/Administração) No Brasil, vigora o orçamento do tipo

participativo, visto que todos os poderes e órgãos da administração direta

e alguns da administração indireta têm a prerrogativa de elaborar suas

próprias propostas orçamentárias.

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9. (ABIN/2010/Contabilidade) Os sistemas de determinação de custos são

considerados como um dos componentes básicos no novo orçamento de

desempenho. Assim, com a adoção da estrutura programática, é

necessário conhecer os custos e associá-los aos produtos e aos

benefícios.

10. (ABIN/2010/Administração) O orçamento de base zero tem a grande

vantagem de permitir a elaboração de proposta orçamentária por meio de

processo mais célere e menos oneroso para os órgãos públicos.

11. (MPU/2010/Técnico em Orçamento) O orçamento tradicional tinha

como função principal a de possibilitar ao parlamento discutir com o órgão

de execução as formas de planejamento relacionadas aos programas de

governo, visando ao melhor aproveitamento dos recursos, com base nos

aspectos relativos a custo/benefício.

12. (MPU/2010/Técnico em Orçamento) De acordo com o conceito de

orçamento-programa, devem-se valorizar o gasto público e o que o

governo adquire, em detrimento do que se pretende realizar.

13. (Cespe/TCU/2011) O princípio orçamentário da programação não

poderia ser observado antes da instituição do conceito de orçamento-

programa.

14. (Cespe/TJ-ES/2011) Os processos de planejamento e de programação

são dissociados no orçamento tradicional; já as técnicas utilizadas na

elaboração do orçamento-programa primam pelo orçamento como elo

entre o planejamento e as funções executivas da organização.

Administração Financeira e Orçamentária Curso Regular 2017 Prof. Dr. Giovanni Pacelli – Aula 02 15.

Administração Financeira e Orçamentária Curso Regular 2017 Prof. Dr. Giovanni Pacelli Aula 02

15. (Cespe/EBC/2011) A vinculação ao planejamento constitui a principal

característica do orçamento tradicional transferida ao orçamento-

programa

16. (Cespe/TCE-ES/2012) A principal função do orçamento, na sua forma

tradicional, é o controle político; em sua forma moderna, o orçamento

foca o planejamento.

17. (Cespe/TCE-ES/2012) A alocação dos recursos visa, no orçamento

tradicional, à aquisição de meios e, no orçamento-programa, ao

atendimento de metas e objetivos previamente definidos.

18. (Cespe/TRE-MS/2013) O orçamento tradicional, além de ser um

instrumento político, tinha o aspecto econômico como prioridade, pois

buscava a economia e a eficiência.

19.(Cespe/2013/MME) Assinale a opção correta no que se refere às

técnicas orçamentárias e aos tipos de orçamento.

a) O orçamento base-zero caracteriza-se como o instrumento empregado

para o planejamento de ações dos programas de médio e de longo prazo.

b) O orçamento incremental caracteriza-se pela admissão de emendas

que, ao longo do exercício financeiro, ampliam determinadas despesas,

conforme as necessidades dos agentes públicos.

c) O orçamento tradicional ou clássico explicita duas dimensões do

orçamento: o objeto de gasto e as suas fontes de financiamento.

d) O orçamento desempenho, denominado orçamento funcional, enfatiza

o desempenho organizacional.

e) O orçamento programa destaca os gastos relacionados à execução de

cada programa governamental.

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(Cespe/2013/Unipampa) No que diz respeito a orçamento público, julgue

os próximos itens.

20. No orçamento-programa, são previstos todos os custos dos

programas de governo, inclusive os que extrapolam o exercício da

programação orçamentária.

21. O orçamento tradicional deve ser elaborado com base na dimensão

estratégica governamental definida no processo de planejamento e

programação econômico-financeira aprovada pelas unidades

orçamentárias.

22. Um dos critérios de classificação dos gastos públicos é o funcional-

programático, uma classificação híbrida própria do orçamento-programa.

23. No orçamento tradicional, utilizam-se indicadores e padrões de

medição para a avaliação dos resultados obtidos na execução dos

programas de governo.

24. (Cespe/2013/TRF 3ª Região/Analista) Os elementos essenciais do

orçamento-programa são os objetivos e propósitos almejados, os

mecanismos de medidas de desempenho, os programas e seus

respectivos custos.

25. (Cespe/ANTT/2013/Analista) Para que o governo consiga atuar com

eficiência e eficácia, faz-se necessária uma boa integração entre os

diversos programas e projetos por ele desenvolvidos. Nesse sentido, o

tripé planejamento, programação e orçamentação atua como elo

fundamental para a obtenção de coerência das diversas ações

desenvolvidas pelo governo.

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26. (Cespe/ANTT/2013/Analista) Como técnica orçamentária, o

orçamento de desempenho negligencia os propósitos e objetivos dos

créditos, priorizando a construção de indicadores que permitam a aferição

dos resultados a partir de medidas simples e objetivas de desempenho.

27. (Cespe/2013/Unipampa/Administrador) No orçamento base zero,

salvo os casos especificados em lei, os programas devem ser justificados

a cada exercício financeiro, respeitando-se os direitos adquiridos sobre

verbas anteriormente outorgadas.

28. (Cespe/DPF/2014/Administrador) Na contabilização do total de

receitas, deduzir o valor a ser inscrito na dívida ativa tributária da União

descumpre o princípio orçamentário da programação.

29. (Cespe/TCDF/2014/Técnico) A proposta orçamentária elaborada pelo

Poder Executivo federal embasa-se no conceito de orçamento base-zero,

segundo o qual a existência de determinada dotação na lei orçamentária

do exercício anterior não constitui garantia para a sua inclusão no

exercício seguinte.

30. (Cespe/2014/ICMBIo/Analista) As dificuldades de se implementar a

técnica de orçamento de base-zero incluem a resistência imposta pela

burocracia quando a eficácia de seus programas é avaliada.

31. (TCU/2015/AFCE) Considerando a evolução conceitual da

terminologia usada em referência ao orçamento, o Brasil utilizou o

orçamento legislativo, o executivo e o misto ao longo de sua história.

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32. (MPU/2015/Analista) Com a entrada em vigor da Constituição de

1988, restabeleceu-se ao Legislativo a prerrogativa de propor emendas ao

projeto de lei do orçamento, um direito especial que lhe havia sido

retirado pela Constituição outorgada de 1967.

33. (DEPEN/2015/Agente) O orçamento tradicional, cuja principal função

é servir de instrumento de administração, é fundamental para disciplinar

as finanças públicas, manter o equilíbrio financeiro e evitar a expansão

dos gastos.

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1. (ESAF/TCU/1999) Assinale a única opção correta pertinente ao conceito

de orçamento-programa.

a) A estrutura do orçamento enfatiza os aspectos contábeis de gestão.

b) O principal critério de classificação é o funcional-programático.

c) O controle visa avaliar a honestidade dos agentes governamentais e a

legalidade no cumprimento do orçamento.

d) O processo orçamentário é dissociado dos processos de planejamento e

programação.

e) As decisões orçamentárias são tomadas tendo em vista as

necessidades das unidades organizacionais.

2.

orçamento-programa

a) o processo orçamentário é dissociado dos processos de planejamento

e programa

do

(ESAF/Prefeitura

de

Niterói/1999)

Trata-se

de

característica

b) a estrutura do orçamento dá ênfase aos aspectos contábeis de gestão

c) inexiste sistema de acompanhamento e medição do trabalho

d) o controle visa avaliar a legalidade no cumprimento do orçamento

e) a alocação de recursos visa à consecução de objetivos e metas

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3. (ESAF/TCU/2000) Somente uma das afirmações a seguir, referentes ao

orçamento-programa, não é verdadeira, assinale-a.

a) A alocação dos recursos tem em vista a consecução de objetivos e

metas.

b) A utilização de indicadores e padrões de desempenho não é relevante

para o setor público.

c) O orçamento está inserido num processo mais amplo de

planejamento.

d) A estimativa dos custos dos programas é essencial para o seu

acompanhamento e avaliação.

e) O orçamento identifica os responsáveis pela execução dos programas.

4. (ESAF/SERPRO/2001) Entre os elementos essenciais ao modelo do

Orçamento-Programa não se encontram

a) as medidas de controle, com o fim de avaliar a honestidade dos

agentes e a legalidade no cumprimento do orçamento.

b) os objetivos e propósitos perseguidos pela instituição e para cuja

consecução são utilizados os recursos orçamentários.

c) os programas, assim entendidos como sendo os instrumentos de

integração dos esforços governamentais no sentido da concretização dos

objetivos.

d) os custos dos programas, medidos por intermédio da identificação dos

insumos necessários para a obtenção dos resultados.

e) as medidas de desempenho, com a finalidade de mensurar as

realizações e os esforços despendidos na execução dos programas.

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5. (ESAF/SEFAZ-PI/2001) No que diz respeito aos elementos essenciais

do orçamento-programa, indique a opção não pertinente.

a) medidas de desempenho

b) unidades organizacionais

c) objetivos e propósitos

d) custos

e) programas

6. (ESAF/TCU/2006) O orçamento-programa é entendido como o plano de

trabalho do governo no qual são especificadas as proposições concretas

que se pretende realizar durante o ano financeiro. Assinale a única opção

incorreta em relação a orçamento-programa.

a) A integração planejamento-orçamento é característica do orçamento-

programa.

b) Orçamento-programa informa, em relação a cada atividade ou

projeto, quanto vai gastar, para que vai gastar e por que vai gastar.

c) O orçamento-programa identifica programas de trabalho, objetivos e

metas, compatibilizando-os com os planos de médio e longo prazos.

d) O orçamento-programa é o processo de elaboração do orçamento em

que é enfatizado o objeto de gasto.

e) Processo de elaboração do orçamento-programa é técnico e baseia-se

em diretrizes e prioridades, estimativa real de recursos e cálculo real das

necessidades.

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7. (ESAF/CGU/2006) Entre as características do orçamento-programa, há

uma opção falsa. Aponte-a.

a) Orçamento é o instrumento de ligação entre o

planejamento e as funções executivas da organização.

b) As decisões orçamentárias são tomadas com base em avaliações e

análises técnicas das alternativas possíveis.

c) Na elaboração do orçamento, são considerados todos os custos do

programa, inclusive os que extrapolam o exercício.

d) O principal critério de classificação é o institucional.

e) Há utilização sistemática de indicadores e padrões de medição do

trabalho e dos resultados.

8. (ESAF/CGU/2006) Indique a afirmativa incorreta com relação às

diferenças entre o orçamento tradicional e o orçamento-programa.

a) No orçamento tradicional, a estrutura do orçamento está voltada para

os aspectos administrativos e de planejamento, enquanto no

orçamento-programa a estrutura do orçamento dá ênfase aos

aspectos contábeis de gestão.

b) No orçamento tradicional, o processo orçamentário é dissociado

dos processos de planejamento e programação, enquanto no

orçamento-programa, o orçamento é o elo entre o planejamento e as

funções executivas da organização.

c) No orçamento tradicional, a alocação de recursos visa a aquisição de

meios enquanto no orçamento programa a alocação de recursos visa a

consecução de objetivos e metas.

d) Na elaboração do orçamento tradicional, são consideradas

as necessidades financeiras das unidades organizacionais,

enquanto na elaboração do orçamento-programa são considerados todos

os custos dos programas, inclusive os que extrapolam o exercício.

e) No orçamento-programa, o principal critério de classificação

das despesas é o funcional-programático, enquanto no orçamento

tradicional os principais critérios classificatórios são as unidades

administrativas e os elementos.

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9. (ESAF/ENAP/2006) Diferentemente do orçamento tradicional, cujo

principal objetivo era o controle político do Executivo, o orçamento-

programa tem por principal finalidade servir como instrumento de

administração e de gestão. Assinale, a seguir, a única opção que, em

contraponto ao orçamento tradicional, caracteriza corretamente o

orçamento-programa.

a) A alocação de recursos visa à aquisição de meios.

b) O controle visa a avaliar a honestidade dos agentes governamentais e

a legalidade no cumprimento do orçamento.

c) A estrutura do orçamento dá ênfase aos aspectos contábeis da gestão.

d) O controle visa a avaliar a eficiência, a eficácia e a efetividade das

ações governamentais.

e) O processo orçamentário é dissociado dos processos de planejamento e

programação.

10. (ESAF/ENAP/2006) No que tange a orçamento-programa e suas

características, assinale a única opção errada.

a) O orçamento-programa corresponde a uma sistemática que procura

ordenar a aplicação dos recursos financeiros, visando objetivos definidos,

dentro de uma programação e um planejamento coordenados.

b) O orçamento-programa destaca as metas, os objetivos e as intenções

do governo, consolidando um conjunto de programas a ser realizado

durante determinado período.

c) O orçamento-programa é um instrumento de planejamento mensal de

que dispõe a administração pública, com o objetivo de planejar e executar

os seus planos de desenvolvimento socioeconômico.

d) A avaliação de resultados é uma das principais características do

orçamento-programa.

e) No orçamento-programa, os custos são claramente definidos.

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11. (ESAF/CGU/2006) No que diz respeito aos conceitos de Orçamento

Público e princípios orçamentários, assinale a única opção falsa.

a) Os princípios orçamentários estão definidos na Lei n. 4.320/64 e

na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

b) No Brasil, a origem do orçamento está ligada ao surgimento do

governo representativo.

c) O orçamento-programa elaborado de forma correta constitui eficaz

instrumento de planejamento e programação, gerência e

administração, controle e avaliação.

d) O orçamento-programa apresenta uma série de diferenças do

orçamento tradicional, que enfoca o que se pretende gastar.

e) O orçamento tradicional ou clássico é o processo de elaboração do

orçamento constituído de um único documento, no qual se previam

as receitas e a autorização por tipo de gasto, sem qualquer definição do

programa e dos objetivos de governo.

12. (ESAF/MPOG/APO/2008) Com base nas características e aspectos do

orçamento tradicional e do orçamento-programa, assinale a única opção

incorreta.

a) No orçamento-programa, há previsão das receitas e fixação das

despesas com o objetivo de atender às necessidades coletivas definidas

no Programa de Ação do Governo.

b) No orçamento tradicional, as decisões orçamentárias são tomadas

tendo em vista as necessidades das unidades organizacionais.

c) Na elaboração do orçamento-programa, os principais critérios

classificatórios são as unidades administrativas e elementos.

d) No orçamento tradicional, inexistem sistemas de acompanhamento e

medição do trabalho, assim como dos resultados.

e) O orçamento-programa é um instrumento de ação administrativa para

execução dos planos de longo, médio e curto prazo.

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13. (ESAF/CGU/2008) À medida que as técnicas de planejamento e

orçamento foram evoluindo, diferentes tipos de orçamento foram

experimentados, cada um com características específicas. Com relação a

esse assunto, marque a opção incorreta.

a) No orçamento tradicional, a ênfase se dá no objeto do gasto, sem

preocupação com os objetivos da ação governamental.

b) O orçamento Base Zero foi um contraponto ao orçamento incremental,

e tem como característica principal a inexistência de direitos adquiridos

sobre as dotações aprovadas no orçamento anterior.

c) A grande diferença entre o orçamento de desempenho e o orçamento-

programa é que o orçamento de desempenho não se relaciona com um

sistema de planejamento das políticas públicas.

d) O orçamento-programa se traduz no plano de trabalho do governo,

com a indicação dos programas e das ações a serem realizados e seus

montantes.

e) O orçamento de Desempenho representou uma evolução do orçamento

incremental, na busca de mecanismos de avaliar o custo dos programas

de governo e de cada ação integrada ao planejamento.

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14. (ESAF/APO/2010) Assinale a opção verdadeira a respeito das

principais características do orçamento de desempenho.

a) Processo orçamentário em que os volumes de recursos são definidos

em razão das metas a serem atingidas.

b) Refere-se ao orçamento em que o maior volume dos gastos está

relacionado com a produção de infraestrutura de prestação de serviços

públicos.

c) Processo orçamentário que se caracteriza por apresentar o orçamento

sob duas perspectivas, quais sejam: o objeto de gasto e um programa de

trabalho.

d) Processo orçamentário em que ocorre a análise, revisão e avaliação de

todas as despesas propostas e não apenas das solicitações que

ultrapassam o nível de gasto já existente.

e) Processo orçamentário em que a prioridade dos gastos é definida em

razão do critério populacional.

15. (ESAF/CVM/2010) A abordagem orçamentária cujas principais

características são a análise, revisão e avaliação de todas as despesas

propostas e não apenas das solicitações que ultrapassam o nível de gasto

já existente, de modo que todos os programas devem ser justificados

cada vez que se inicia um novo ciclo orçamentário, denomina-se:

a) orçamento tradicional.

b) orçamento de base zero.

c) orçamento de desempenho.

d) orçamento-programa.

e) orçamento incremental.

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16. (ESAF/DNIT/2013) São características do orçamento tradicional:

a)

privilegiava a classificação da receita segundo o objeto de arrecadação

e

as despesas segundo as necessidades de cada entidade.

b)

fixação de dotações segundo os objetivos de cada órgão e previsão de

receitas segundo estimativa global de arrecadação.

c) era vinculado ao sistema de planejamento e fixava a despesa segundo

a estimativa de gasto dos órgãos e a receita segundo os parâmetros de

arrecadação do ano anterior.

d) consistia de um documento de previsão de receitas e autorização de

despesas, estas classificadas segundo o objeto gasto.

e) consistia de um documento de previsão de receitas e fixação de

despesas com prioridade nas ações de cada órgão.

17. (ESAF/2015/APO) A Emenda Constitucional 86/2015 tornou

obrigatória a execução de todo o orçamento aprovado no âmbito do Poder

Executivo.