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Aula 13

1000 Questões de Direito Administrativo - Banca CESPE


Professor: Erick Alves

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Direito Administrativo - CESPE
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Olá pessoal!

Na aula de hoje iremos comentar questões sobre Improbidade


Administrativa.

Seguiremos o seguinte sumário:

SUMÁRIO

Lista de questões ................................................................................................................................................................ 3


Questões comentadas ................................................................................................................................................... 15
Gabarito.............................................................................................................................................................................. 50

Vamos então?

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LISTA DE QUESTÕES

1. (Cespe – TCE/PE 2017) A respeito de princípios da administração pública, ato


administrativo, poderes da administração, improbidade administrativa e regime jurídico dos
funcionários públicos civis do estado de Pernambuco, julgue o item a seguir.

Fundamenta-se no periculum in mora implícito a decretação da indisponibilidade de


bens quando estiverem presentes fortes indícios da prática de ato ímprobo.

2. (Cespe – TCE/PE 2017) João, aprovado em concurso público para auditor de controle
externo no tribunal de contas de seu estado, foi lotado em sua cidade natal. Ao ter ciência
desse fato, o prefeito do município, amigo da família de João, resolveu presenteá-lo com um
veículo, a fim de facilitar a sua locomoção até o local de trabalho. João aceitou o presente.

Com referência a essa situação hipotética, julgue o item que se segue, à luz do
disposto na Lei n.º 8.429/1992.
Caso seja condenado por improbidade administrativa, João estará sujeito a pagar
multa de, no mínimo, quatro vezes o valor do veículo que recebeu de presente.

3. (Cespe – TCE/PE 2017) João, aprovado em concurso público para auditor de controle
externo no tribunal de contas de seu estado, foi lotado em sua cidade natal. Ao ter ciência
desse fato, o prefeito do município, amigo da família de João, resolveu presenteá-lo com um
veículo, a fim de facilitar a sua locomoção até o local de trabalho. João aceitou o presente.

Com referência a essa situação hipotética, julgue o item que se segue, à luz do
disposto na Lei n.º 8.429/1992.
João cometeu ato de improbidade administrativa que importou enriquecimento ilícito.

4. (Cespe – TCE/PE 2017) À luz da Lei n.º 8.429/1992 — Lei de Improbidade


Administrativa —, julgue o próximo item.

A aplicação de sanções por atos de improbidade administrativa que causem prejuízo


ao erário depende da aprovação das contas pelo tribunal ou conselho de contas.

5. (Cespe – TCE/PE 2017) A respeito de serviços públicos, processo administrativo,


controle externo, licitações e concessões, julgue o item a seguir.

Como as decisões do órgão de controle externo têm natureza prejudicial ao juízo não
especializado, a aprovação das contas do agente público por tal órgão impede a
aplicação das sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa.

6. (Cespe – SERES/PE 2017) João, Pedro e Lucas são servidores públicos estaduais. No
exercício de suas atribuições, João facilitou o enriquecimento ilícito de terceiro, Pedro
indevidamente deixou de praticar ato de ofício e Lucas recebeu vantagem econômica para
intermediar a liberação de verba pública. Os três servidores agiram culposamente.

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De acordo com a Lei n.º 8.429/1992, nessa situação hipotética foi praticado ato de
improbidade administrativa somente por
a) Pedro.
b) João.
c) João e Lucas.
d) Pedro e Lucas.
e) Lucas.

7. (Cespe – TRE/BA 2017) No que concerne à improbidade administrativa, julgue os


seguintes itens, à luz da Lei n.º 8.429/1992.

I É possível conduta omissiva culposa configurar ato de improbidade administrativa


que cause lesão ao erário.
II As hipóteses de improbidade administrativa previstas na Lei de Improbidade são
taxativas.
III Em ação de improbidade, é inadmissível transação, acordo ou conciliação.
IV Aplica-se aos atos de improbidade administrativa o princípio da insignificância.
Estão certos apenas os itens
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) III e IV.
e) I, II e IV.

8. (Cespe – TRE/BA 2017) De acordo com a Lei n.º 8.429/1992 — Lei de Improbidade
Administrativa —, servidor público que, utilizando-se do cargo que ocupa, facilitar o
enriquecimento ilícito de terceiros, causando prejuízo ao erário, estará sujeito à pena de

a) proibição do recebimento de qualquer benefício até o total ressarcimento do dano.


b) perda dos valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio.
c) suspensão da função pública.
d) suspensão dos direitos políticos até o integral ressarcimento do dano ao erário.
e) pagamento de multa civil, cujo valor deve ser equivalente ao valor do dano causado.

9. (Cespe – MPE/RR 2017) Após a captura em flagrante de um homem, policiais o


detiveram na delegacia, onde o torturaram na tentativa de obter dele a confissão da

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prática de determinado crime. O MP ajuizou ação de improbidade administrativa


contra esses policiais.
Nessa situação hipotética, conforme o entendimento do STJ, a conduta dos policiais
a) não configurou ato de improbidade administrativa, que se caracteriza como ato
imoral com feição de corrupção de natureza econômica, conduta inexistente no tipo
penal de tortura.
b) configurou ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da
administração pública.
c) configurou ato de improbidade administrativa, pois a tortura é expressamente
prevista no rol de condutas ímprobas na Lei de Improbidade Administrativa.
d) não configurou ato de improbidade administrativa, que pressupõe lesão direta à
própria administração, e não a terceiros.

10. (Cespe – Prefeitura de Belo Horizonte/MG 2017) De acordo com o disposto na


Lei de Improbidade Administrativa — Lei n.º 8.429/1992 —, assinale a opção correta.
a) A efetivação da perda da função pública, penalidade prevista na lei em apreço,
independe do trânsito em julgado da sentença condenatória.
b) A configuração dos atos de improbidade administrativa que importem em
enriquecimento ilícito, causem prejuízo ao erário ou atentem contra os princípios da
administração pública depende da existência do dolo do agente.
c) O sucessor do agente que causou lesão ao patrimônio público ou que enriqueceu
ilicitamente responderá às cominações da lei em questão até o limite do valor da sua
herança.
d) O responsável por ato de improbidade está sujeito, na hipótese de cometimento de
ato que implique enriquecimento ilícito, à perda dos bens ou dos valores acrescidos
ilicitamente ao seu patrimônio, ao ressarcimento integral do dano e à perda dos
direitos políticos.

11. (Cespe – Prefeitura de Fortaleza/CE 2017) Um servidor da Procuradoria-Geral


do Município de Fortaleza, ocupante exclusivamente de cargo em comissão, foi preso
em flagrante, em operação da Polícia Federal, por fraudar licitação para favorecer
determinada empresa.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item subsequente tendo como
fundamento o controle da administração pública e as disposições da Lei de
Improbidade Administrativa e da Lei Municipal n.º 6.794/1990, que dispõe sobre o
Estatuto dos Servidores do Município de Fortaleza.

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Mesmo que o servidor mencionado colabore com as investigações e ressarça o erário,


não poderá haver acordo ou transação judicial em sede de ação de improbidade
administrativa.

12. (Cespe – Prefeitura de Fortaleza/CE 2017) Um servidor da Procuradoria-Geral


do Município de Fortaleza, ocupante exclusivamente de cargo em comissão, foi preso
em flagrante, em operação da Polícia Federal, por fraudar licitação para favorecer
determinada empresa.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item subsequente tendo como
fundamento o controle da administração pública e as disposições da Lei de
Improbidade Administrativa e da Lei Municipal n.º 6.794/1990, que dispõe sobre o
Estatuto dos Servidores do Município de Fortaleza.
Segundo o entendimento do STJ, caso o referido servidor faleça durante a ação de
improbidade administrativa, a obrigação de reparar o erário será imediatamente
extinta, dado o caráter personalíssimo desse tipo de sanção.

13. (Cespe – Prefeitura de Fortaleza/CE 2017) Um servidor da Procuradoria-Geral


do Município de Fortaleza, ocupante exclusivamente de cargo em comissão, foi preso
em flagrante, em operação da Polícia Federal, por fraudar licitação para favorecer
determinada empresa.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item subsequente tendo como
fundamento o controle da administração pública e as disposições da Lei de
Improbidade Administrativa e da Lei Municipal n.º 6.794/1990, que dispõe sobre o
Estatuto dos Servidores do Município de Fortaleza.
Nesse caso, a sentença criminal absolutória transitada em julgado que negar a autoria
vinculará, necessariamente, a esfera administrativa.

14. (Cespe – Prefeitura de Fortaleza/CE 2017) A respeito de bens públicos e


responsabilidade civil do Estado, julgue o próximo item.
Se, após um inquérito civil público, o MP ajuizar ação de improbidade contra agente
público por ofensa ao princípio constitucional da publicidade, o agente público
responderá objetivamente pelos atos praticados, conforme o entendimento do STJ.

15. (Cespe – TRE/PE 2017) Considerando, por mera hipótese, que Sérgio seja
servidor público da autarquia X e que, no desempenho de atividades do seu cargo,
pratique ato de improbidade administrativa, assinale a opção correta.
a) Se o ato em questão atentar contra os princípios da administração pública, Sérgio
responderá tanto por ação quanto por omissão, tenha ele agido de forma dolosa ou
culposa.

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b) Qualquer pessoa terá legitimidade para, perante a autoridade administrativa


competente, apresentar representação solicitando a instauração de investigação para
apurar a prática do ato de improbidade.
c) Caso o referido ato cause lesão ao erário, Sérgio poderá ter os direitos políticos
suspensos de oito a dez anos.
d) Sérgio somente sofrerá as sanções previstas em lei se houver efetiva ocorrência
de dano ao patrimônio público.
e) A ação de improbidade contra Sérgio somente poderá ser proposta pela pessoa
jurídica lesada, ou seja, a autarquia X.

16. (Cespe – TRE/PE 2017) Um empresário, proprietário de determinada empresa


que firmou contrato com o poder público, contribuiu para a prática de ato de
improbidade administrativa levado a efeito por servidor público de determinado órgão
estatal.
Nessa situação hipotética,
a) o servidor público só estará sujeito ao disposto na Lei de Improbidade
Administrativa se pertencer a órgão da administração direta.
b) o empresário só estará sujeito às disposições da Lei de Improbidade Administrativa
se o ato de improbidade lhe tiver beneficiado.
c) o servidor só estará sujeito às disposições da Lei de Improbidade Administrativa se
tiver sido nomeado para o cargo mediante concurso público.
d) o servidor estará sujeito às disposições da Lei de Improbidade Administrativa ainda
que exerça suas funções de forma transitória.
e) o empresário, por não ser agente público, não estará sujeito ao disposto na Lei de
Improbidade Administrativa.

17. (Cespe – TRE/PE 2017) Um empregado de determinada sociedade de economia


mista permitiu que terceiro enriquecesse ilicitamente, em detrimento do patrimônio
público, embora não tenha facilitado a prática do ato que resultou no enriquecimento
do terceiro nem tenha concorrido para a sua prática.
Nessa situação, o empregado
a) cometeu ato de improbidade administrativa que importa em enriquecimento ilícito.
b) cometeu ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário.
c) não cometeu ato de improbidade administrativa, pois empregados de sociedade de
economia mista não estão sujeitos às cominações da Lei de Improbidade
Administrativa.

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d) não cometeu ato de improbidade, pois o ato de permitir o enriquecimento ilícito de


terceiro não está expressamente configurado como improbidade administrativa no
ordenamento jurídico brasileiro.
e) não cometeu ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da
administração pública, pois agiu mediante omissão culposa.

18. (Cespe – PC/GO 2017) Se uma pessoa, maior e capaz, representar contra um
delegado de polícia por ato de improbidade sabendo que ele é inocente, a sua conduta
poderá ser considerada, conforme o disposto na Lei n.º 8.429/1992,
a) crime, estando essa pessoa sujeita a detenção e multa.
b) ilícito administrativo, por atipicidade penal da conduta.
c) contravenção penal.
d) crime, estando essa pessoa sujeita apenas a multa.
e) crime, estando essa pessoa sujeita a reclusão e multa.

19. (Cespe – PC/GO 2017) Em relação à improbidade administrativa, assinale a


opção correta.
a) A ação de improbidade administrativa apresenta prazo de proposição decenal,
qualquer que seja a tipicidade do ilícito praticado pelo agente público.
b) Se servidor público estável for condenado em ação de improbidade administrativa
por uso de maquinário da administração em seu sítio particular, poderá ser-lhe
aplicada pena de suspensão dos direitos políticos por período de cinco a oito anos.
c) O particular que praticar ato que enseje desvio de verbas públicas, sozinho ou em
conluio com agente público, responderá, nos termos da Lei de Improbidade
Administrativa, desde que tenha obtido alguma vantagem pessoal.
d) Enriquecimento ilícito configura ato de improbidade administrativa se o autor auferir
vantagem patrimonial indevida em razão do cargo, mandato, função, emprego ou
atividade, mesmo que de forma culposa.
e) Caso um servidor público federal estável, de forma deliberada, sem justificativa e
reiterada, deixar de praticar ato de ofício, poderá ser-lhe aplicada multa civil de até
cem vezes o valor da sua remuneração, conforme a gravidade do fato.

20. (Cespe – SEDF 2017) O prefeito de determinado município utilizou recursos do


Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos
Profissionais da Educação (FUNDEB) para pagamento de professores e para a
compra de medicamentos e insumos hospitalares destinados à assistência médico-
odontológica das crianças em idade escolar do município.

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Mauro, chefe do setor de aquisições da prefeitura, propositalmente permitia que o


estoque de medicamentos e insumos hospitalares chegasse a zero para justificar
situação emergencial e dispensar indevidamente a licitação, adquirindo os produtos,
a preços superfaturados, da empresa Y, pertencente a sua sobrinha, que desconhecia
o esquema fraudulento.
A respeito da situação hipotética apresentada e de aspectos legais e doutrinários a
ela relacionados, julgue o item a seguir.
A conduta de Mauro constitui ato de improbidade administrativa.

21. (Cespe – Auditor TCE PR 2016) Um funcionário da prefeitura de determinado


município, encarregado de supervisionar as obras de reforma de um posto de saúde
municipal, determinou que os empregados que trabalhavam na obra construíssem
uma piscina em um sítio de sua propriedade. Na construção dessa piscina, foram
utilizadas máquinas, veículos e equipamentos da prefeitura, os quais, todavia, foram
devolvidos sem qualquer tipo de dano. O caso foi objeto de apuração pelo TCE.
Encerrada a tomada de contas, o tribunal concluiu pela inexistência de provas de dano
aos cofres públicos, mas apontou haver provas de que o fato teria gerado um
acréscimo patrimonial indevido em proveito do servidor. Segundo a Lei de
Improbidade Administrativa, no caso hipotético narrado, considerando haver provas
suficientes para a caracterização da prática de ato de improbidade, a conduta do
servidor seria passível de aplicação da(s) penalidade(s) de
A) multa civil no valor de até dez salários mínimos.
B) perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio; suspensão do
exercício da função pública por até seis meses; e pagamento de multa civil de até cem
vezes a remuneração do servidor.
C) perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio; suspensão do
exercício da função pública pelo prazo de até oito anos; pagamento de multa civil de
até duas vezes o valor do acréscimo patrimonial; e proibição de contratar com o poder
público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de cinco
anos.
D) perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio; perda da função
pública; suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos; pagamento de multa civil
de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial; e proibição de contratar com o
poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de
dez anos.
E) advertência apenas, uma vez que não houve dano.

22. (Cespe – TCE/AC 2009) Em relação à improbidade administrativa, assinale a


opção correta.

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a) A rejeição de representação de improbidade realizada por uma autoridade


administrativa impede um particular de requerê-la pelos mesmos fatos ao MP.
b) Uma vez recebida a ação de improbidade proposta contra um indivíduo e
determinada sua citação, ele pode apelar ao tribunal para tentar reformar a decisão.
c) É legal a conduta de um indivíduo que, arrependido de ter praticado ato de
improbidade, procure o promotor de justiça da cidade para dispor-se a transação em
que seja proposta à autoridade a recomposição do dano como forma de evitar o
prosseguimento da ação que já fora proposta e, por consequência, a aplicação de
pena.
d) Ação de improbidade proposta contra ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
será neste processada e julgada.
e) Considere a seguinte situação hipotética. Francisco ocupava exclusivamente cargo
comissionado em tribunal de justiça e foi responsável pela licitação da obra de reforma
do fórum da capital ocorrida no período de 30/6/2003 a 12/9/2003. Em 30/6/2004, ele
foi exonerado do cargo. Após regular processo administrativo, foi constatada a prática
de ato de improbidade, razão pela qual, em fevereiro de 2009, foi ajuizada ação de
improbidade contra Francisco. Nessa situação, está prescrita a aplicação da pena por
ato de improbidade.

23. (Cespe – MPTCE/PB 2014) Com relação à ação de improbidade administrativa


e à ação civil pública, assinale a opção correta.
a) Inexiste foro por prerrogativa nas ações de improbidade administrativa, de modo
que essas ações deverão ser processadas perante o juízo de primeira instância,
mesmo quando ajuizadas contra ministro do STF.
b) O particular que induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele
se beneficie, direta ou indiretamente, pode figurar, sozinho, no polo passivo de ação
de improbidade administrativa.
c) Ainda que a lei de ação civil preveja a legitimidade do MP para a proposição de
ação principal e de ação cautelar, esse órgão não tem legitimidade para promover
ação civil pública cuja causa de pedir seja a ilegalidade de reajustes de mensalidades
escolares.
d) Tanto a ação civil pública quanto a ação de improbidade administrativa pressupõem
a impossibilidade de transação.
e) A aplicação das sanções previstas na lei de improbidade prescinde da efetiva
ocorrência do dano ao patrimônio público, salvo quanto à pena de ressarcimento, e
da aprovação ou rejeição das contas pelo tribunal ou conselho de contas.

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24. (Cespe – TCE/ES – Procurador 2009) Acerca da improbidade administrativa,


assinale a opção correta.
a) Suponha que um conselheiro do TC do estado X seja réu em ação civil pública por
improbidade administrativa. Nessa situação, a referida ação civil pública deverá ser
processada e julgada originariamente pelo respectivo tribunal de justiça, se assim
previr a constituição estadual.
b) Suponha que Gustavo, que não é servidor público, seja coréu em uma ação civil
pública que apure ato de improbidade administrativa. Nessa situação, conforme
entendimento do STJ, como a lei não prevê prazo de prescrição para aqueles que não
ocupam cargo ou função pública, a ação será considerada imprescritível.
c) De acordo com a lei de regência, não há previsão legal para que o TCU venha a
designar um representante para acompanhar procedimento administrativo que vise
apurar fatos que possam fundamentar uma tomada de contas especial.
d) Servidor público estadual que, notificado para apresentar a declaração anual de
bens, recusar-se-á apresentá-la, dentro do prazo especificado, será punido com a
pena de demissão, conforme previsto na lei de regência.
e) Pessoas jurídicas de direito público, mesmo que interessadas, não têm legitimidade
ativa para propor ação civil pública de improbidade administrativa.

25. (Cespe – MP/ES – Promotor de Justiça 2010) Com referência à improbidade


administrativa, tendo em vista o disposto na Lei n.º 8.429/1992, assinale a opção
correta.
a) A aplicação das sanções previstas na Lei de Improbidade depende da efetiva
ocorrência de dano ao patrimônio público.
b) A ação de improbidade, quando proposta pelo MP, há que ser obrigatoriamente
precedida de inquérito civil público.
c) As ações de improbidade devem ser propostas no prazo de cinco anos, contados
da prática do ilícito que enseje sua propositura.
d) A autoridade judicial ou administrativa competente poderá determinar o
afastamento do agente público do exercício do cargo, emprego ou função, sem
prejuízo da remuneração, quando a medida se fizer necessária à instrução
processual.
e) Não sendo a ação de improbidade proposta pelo MP, terá ele a opção de atuar, ou
não, no processo, a critério de seu representante.

26. (Cespe – TJDFT 2014) A respeito da improbidade administrativa, assinale a


opção correta.

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a) Constitui ato de improbidade exercer atividade de consultoria para pessoa física


que tenha interesse que possa ser amparado por ação ou omissão decorrente das
atribuições do agente público, durante a atividade.
b) A declaração de bens deve ser apresentada tão somente por ocasião da posse e
na data em que o agente público deixar o exercício do mandato, cargo, emprego ou
função pública.
c) Para a caraterização de ato de improbidade administrativa, dele deve decorrer lesão
ao erário ou vantagem pessoal ao agente.
d) O administrador público que atrasa a entrega das contas públicas pratica ato de
improbidade, independentemente da existência de dolo na espécie.
e) O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público estará sujeito, até o
limite da lesão, às cominações da Lei de Improbidade Administrativa.

27. (Cespe – MPE/AC 2014) A respeito da ação de improbidade administrativa,


assinale a opção correta.
a) Não cabe ação civil pública por improbidade administrativa, para fins exclusivos de
ressarcimento ao erário, nos casos em que se reconheça a prescrição da ação quanto
às demais sanções previstas na lei que trata da improbidade administrativa.
b) Veda-se ao magistrado rejeitar de plano a ação de improbidade administrativa,
ainda que convencido da inexistência do ato de improbidade.
c) A simples ausência de prestação de contas no prazo em que deveria ser
apresentada configura ato de improbidade administrativa, visto que dissociada do
elemento subjetivo da conduta do agente.
d) A ação de ressarcimento dos prejuízos causados ao erário é imprescritível, ainda
que cumulada com a ação de improbidade administrativa.
e) Nas ações de improbidade administrativa, é necessária a prova concreta de
periculum in mora para a declaração de indisponibilidade dos bens.

28. (Cespe – MPE/AC 2014) No que se refere à Lei de Improbidade Administrativa,


assinale a opção correta.
a) Para os efeitos dessa lei, aquele que exerce, ainda que transitoriamente, desde que
de forma remunerada, mandato, cargo, emprego ou função na administração direta é
considerado agente público.
b) De acordo com entendimento pacificado no STJ, os agentes políticos submetem-
se aos preceitos dessa lei.
c) Consoante jurisprudência do STJ, é vedada a cumulação de pedidos condenatório
e ressarcitório em sede de ação por improbidade administrativa.

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d) Para os efeitos dessa lei, não se reputa agente público aquele que exerça, por
contratação, emprego em entidade para cuja criação o erário haja concorrido com
mais de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita anual.
e) Segundo entendimento do STJ, seria compatível com a CF eventual preceito
normativo infraconstitucional que impusesse imunidade aos agentes políticos no que
se refere à aplicação dos preceitos da referida lei.

29. (Cespe – TJ/CE 2014) A propósito da improbidade administrativa, assinale a


opção correta.
a) Constitui ato de improbidade administrativa que importa enriquecimento ilícito a
realização de operação financeira sem observância das normas legais e
regulamentares.
b) Na hipótese de condenação de agente público pela prática de ato de improbidade
administrativa que atente contra os princípios da administração pública, está o
responsável sujeito, entre outras cominações, à suspensão da função pública, pelo
prazo de três a cinco anos.
c) Qualquer pessoa possui legitimidade para representar à autoridade administrativa
competente, de maneira a ser instaurada investigação para apurar a prática de ato de
improbidade administrativa.
d) Para os efeitos da Lei de improbidade administrativa, é considerado agente público
aquele que exerce, ainda que transitoriamente, mandato em entidade da
administração indireta do Poder Executivo estadual, excluído aquele que exerce, sem
remuneração, função na mencionada entidade.
e) O ressarcimento do dano é obrigatoriamente integral na hipótese da ocorrência de
lesão ao patrimônio público por ação ou omissão dolosa do agente ou de terceiro; na
hipótese de conduta culposa, é admissível o ressarcimento parcial.

30. (Cespe – TCDF 2014) Servidor público que omitir ou negar a publicidade de
qualquer ato oficial incorre em improbidade administrativa.

31. (Cespe – TCDF 2014) Considere que José tenha representado contra um
servidor público por ato de improbidade mesmo sabendo ser ele inocente. Nesse caso,
além da sanção penal, José estará sujeito a indenizar o referido servidor pelos danos
materiais, morais ou à imagem que houver provocado.

32. (Cespe – TCE/AC – 2009) O Poder Judiciário, quando atua em caso que envolva
improbidade administrativa, possui a competência para requerer inspeção e auditoria
aos tribunais de contas, responsáveis pela verificação da legalidade da gestão
governamental.

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33. (Cespe – TCDF 2002) Considere a seguinte situação hipotética. O presidente da


comissão de licitação de uma autarquia do DF devassou o sigilo das propostas,
substituindo a que fora apresentada pela empresa X, de modo que esta veio a vencer
o certame. Subsequentemente, o servidor que auxiliara o presidente da comissão, não
tendo obtido a vantagem que lhe fora prometida, denunciou a irregularidade à chefia
do órgão. Nessa situação, na condenação pela prática criminosa, o juiz poderá impor
ao presidente da comissão de licitação a pena restritiva de direito de perda do cargo
público.

34. (Cespe – TCDF 2002) A aplicação das sanções definidas em lei para a prática
de ato de improbidade, consistente na realização de despesa não autorizada na lei
orçamentária, está condicionada à apuração de efetiva ocorrência de dano ao
patrimônio público e à rejeição das contas pelo TCDF — isto na hipótese de o gestor
estar sujeito à apresentação de contas e ao respectivo julgamento destas por aquela
Corte.

35. (Cespe – TRF 1ª Região – Juiz 2011) Quando for exarada decisão do tribunal
de contas reconhecendo a legitimidade do ato administrativo, este não poderá ser
objeto de impugnação em ação de improbidade, restando inviabilizado, em tal
hipótese, o controle do Poder Judiciário.

36. (Cespe – TCDF 2012) Durante a instrução processual, o agente público poderá
ser afastado do seu cargo mediante determinação de autoridade administrativa
competente.

37. (Cespe – TCDF 2012) Apenas a autoridade administrativa competente poderá


instaurar investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade, sendo
vedada a representação da autoridade para que ocorra a instauração da investigação.

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QUESTÕES COMENTADAS

1. (Cespe – TCE/PE 2017) A respeito de princípios da administração pública, ato


administrativo, poderes da administração, improbidade administrativa e regime
jurídico dos funcionários públicos civis do estado de Pernambuco, julgue o item a
seguir.
Fundamenta-se no periculum in mora implícito a decretação da indisponibilidade de
bens quando estiverem presentes fortes indícios da prática de ato ímprobo.
Comentários: A indisponibilidade de bens do indiciado por ato de
improbidade administrativa é medida cautelar prevista na Lei 8.429/92, nos
seguintes termos:
Art. 7° Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou
ensejar enriquecimento ilícito, caberá a autoridade administrativa responsável pelo
inquérito representar ao Ministério Público, para a indisponibilidade dos bens do
indiciado.
Parágrafo único. A indisponibilidade a que se refere o caput deste artigo
recairá sobre bens que assegurem o integral ressarcimento do dano, ou sobre o
acréscimo patrimonial resultante do enriquecimento ilícito.
A adoção de medidas cautelares em geral – e não apenas da Lei 8.429/92 –
está fundada em dois requisitos: o fumus boni juris, que é a existência de
indícios de que o direito pleiteado realmente existe, e o periculum in mora,
relacionado à possibilidade de a demora da decisão judicial definitiva causar um
dano grave ou de difícil reparação ao bem tutelado.
No enunciado, a existência do fumus boni juris é demonstrada no seguinte
trecho: “(...) fortes indícios da prática de ato ímprobo.”
Contudo, em relação ao periculum in mora, a jurisprudência do STJ
considera desnecessário demonstrar o risco de dano irreparável para que se
possa decretar a indisponibilidade dos bens nas ações de improbidade
administrativa.
Para aquela Corte Superior, a medida cautelar de indisponibilidade de
bens, prevista no art. 7º da Lei de improbidade administrativa, pode ser
decretada mesmo que o requerido não esteja dilapidando seu patrimônio, ou na
iminência de fazê-lo, tendo em vista que o periculum in mora encontra-se
implícito na lei. Assim, para que a indisponibilidade seja decretada basta que
estejam presentes fortes indícios da prática de atos de improbidade
administrativa.1
Gabarito: Certa

1 REsp 1.366.721-BA

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2. (Cespe – TCE/PE 2017) João, aprovado em concurso público para auditor de


controle externo no tribunal de contas de seu estado, foi lotado em sua cidade natal.
Ao ter ciência desse fato, o prefeito do município, amigo da família de João, resolveu
presenteá-lo com um veículo, a fim de facilitar a sua locomoção até o local de trabalho.
João aceitou o presente.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item que se segue, à luz do
disposto na Lei n.º 8.429/1992.
Caso seja condenado por improbidade administrativa, João estará sujeito a pagar
multa de, no mínimo, quatro vezes o valor do veículo que recebeu de presente.
Comentários: A situação descrita enquadra-se como ato de improbidade
administrativa que importa enriquecimento ilícito, segundo o seguinte
dispositivo:
Art. 9°Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito
auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo,
mandato, função, emprego ou atividade nas entidades mencionadas no art. 1° desta lei,
e notadamente:
I - receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou qualquer
outra vantagem econômica, direta ou indireta, a título de comissão, percentagem,
gratificação ou presente de quem tenha interesse, direto ou indireto, que possa ser
atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente
público;

E a pena para atos de improbidade dessa categoria é a seguinte:


Art. 12. (...)
I - na hipótese do art. 9°, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao
patrimônio, ressarcimento integral do dano, quando houver, perda da função pública,
suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos, pagamento de multa civil de
até três vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder
Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou
indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio
majoritário, pelo prazo de dez anos;

O erro do enunciado, portanto, está na informação de multa de pelo menos


quatro vezes o valor acrescido ao patrimônio (o veículo). Isso porque o valor é
máximo (e não mínimo), e a multa é de três vezes (e não quatro).
Gabarito: Errada

3. (Cespe – TCE/PE 2017) João, aprovado em concurso público para auditor de


controle externo no tribunal de contas de seu estado, foi lotado em sua cidade natal.
Ao ter ciência desse fato, o prefeito do município, amigo da família de João, resolveu

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presenteá-lo com um veículo, a fim de facilitar a sua locomoção até o local de trabalho.
João aceitou o presente.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item que se segue, à luz do
disposto na Lei n.º 8.429/1992.
João cometeu ato de improbidade administrativa que importou enriquecimento ilícito.
Comentários: João cometeu ato de improbidade que importou
enriquecimento ilícito em função do seguinte dispositivo:
Art. 9°Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito
auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo,
mandato, função, emprego ou atividade nas entidades mencionadas no art. 1° desta lei,
e notadamente:
I - receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou qualquer
outra vantagem econômica, direta ou indireta, a título de comissão, percentagem,
gratificação ou presente de quem tenha interesse, direto ou indireto, que possa ser
atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente
público;

Gabarito: Certa

4. (Cespe – TCE/PE 2017) À luz da Lei n.º 8.429/1992 — Lei de Improbidade


Administrativa —, julgue o próximo item.
A aplicação de sanções por atos de improbidade administrativa que causem prejuízo
ao erário depende da aprovação das contas pelo tribunal ou conselho de contas.
Comentários: De forma diversa, a Lei 8.429/92 prevê o seguinte:
Art. 21. A aplicação das sanções previstas nesta lei independe:
I - da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público, salvo quanto à pena de
ressarcimento;
II - da aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou
pelo Tribunal ou Conselho de Contas.

Gabarito: Errada

5. (Cespe – TCE/PE 2017) A respeito de serviços públicos, processo


administrativo, controle externo, licitações e concessões, julgue o item a seguir.
Como as decisões do órgão de controle externo têm natureza prejudicial ao juízo não
especializado, a aprovação das contas do agente público por tal órgão impede a
aplicação das sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa.
Comentários: A previsão da Lei de improbidade administrativa é
justamente oposta, estabelecendo que a aplicação de suas penas independe da

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“aprovação ou rejeição das contas pelos órgãos de controle interno ou pelo


Tribunal ou Conselho de Contas” (Art. 21, II).
Gabarito: Errada

6. (Cespe – SERES/PE 2017) João, Pedro e Lucas são servidores públicos


estaduais. No exercício de suas atribuições, João facilitou o enriquecimento ilícito de
terceiro, Pedro indevidamente deixou de praticar ato de ofício e Lucas recebeu
vantagem econômica para intermediar a liberação de verba pública. Os três servidores
agiram culposamente.
De acordo com a Lei n.º 8.429/1992, nessa situação hipotética foi praticado ato de
improbidade administrativa somente por
a) Pedro.
b) João.
c) João e Lucas.
d) Pedro e Lucas.
e) Lucas.
Comentários: Para resolver a questão, é necessário saber que:
1º) a Lei 8.429/92 possui quatro categorias de ato de improbidade
administrativa, quais sejam: i) que importam enriquecimento ilícito (Art. 9º); ii)
que causam prejuízo ao Erário (Art. 10); iii) decorrentes de concessão ou
aplicação indevida de benefício financeiro ou tributário (Art. 10-A); iv) que
atentam contra os princípios da Administração Pública (Art. 11);
2º) apenas o caso enquadrado no artigo 10 (prejuízo ao erário) admite a
forma culposa. Nos demais, apenas com dolo tem-se caracterizado o ato de
improbidade administrativa;
3º) cada uma das situações apresentadas tem equivalência com algum
desses grupos. No caso,
- João:
Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário
qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio,
apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades
referidas no art. 1º desta lei, e notadamente:
XII - permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente;
- Pedro:

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Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os


princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres
de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, e notadamente:
II - retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício;
- Lucas:
Art. 9° Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento
ilícito auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de
cargo, mandato, função, emprego ou atividade nas entidades mencionadas no art. 1°
desta lei, e notadamente:
IX - perceber vantagem econômica para intermediar a liberação ou aplicação de
verba pública de qualquer natureza;3

Logo, apenas João cometeu ato de improbidade administrativa.


Gabarito: alternativa “b”

7. (Cespe – TRE/BA 2017) No que concerne à improbidade administrativa, julgue


os seguintes itens, à luz da Lei n.º 8.429/1992.
I É possível conduta omissiva culposa configurar ato de improbidade administrativa
que cause lesão ao erário.
II As hipóteses de improbidade administrativa previstas na Lei de Improbidade são
taxativas.
III Em ação de improbidade, é inadmissível transação, acordo ou conciliação.
IV Aplica-se aos atos de improbidade administrativa o princípio da insignificância.
Estão certos apenas os itens
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) III e IV.
e) I, II e IV.
Comentários:
I – CERTA. Sim, é possível conduta omissiva culposa configurar ato de
improbidade administrativa na modalidade lesão ao erário, conforme a seguinte
passagem:
Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário
qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio,

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apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades


referidas no art. 1º desta lei, e notadamente:

II – ERRADA. A Lei 8.429/92 possui quatro categorias de ato de improbidade


administrativa, quais sejam: i) que importam enriquecimento ilícito (Art. 9º); ii)
que causam prejuízo ao Erário (Art. 10); iii) decorrentes de concessão ou
aplicação indevida de benefício financeiro ou tributário (Art. 10-A); iv) que
atentam contra os princípios da Administração Pública (Art. 11). Com exceção
do Art. 10-A, que tem situação única, todos os demais apresentam rol apenas
exemplificativo. Dessa forma, outras situações não enumeradas podem também
configurar ato de improbidade administrativa.
III – CERTA. A Lei 8.429/92 veda
b expressamente a transação, acordo ou
conciliação nas ações de improbidade administrativa (Art. 17, § 1º). Esse
dispositivo chegou a ser revogado pela MP 703/2015, que cuidava dos acordos
de leniência, mas como ela não foi convertida em lei dentro prazo
Constitucional, perdeu a sua vigência, e o referido dispositivo da Lei 8.429/92
voltou a vigorar.
IV – ERRADA. A corrente majoritária, na doutrina e na jurisprudência,
considera que o princípio da insignificância ou da bagatela não se aplica aos
atos de improbidade administrativa, sob a alegação de que não existem ofensas
ínfimas à Administração Pública.
Apesar disso, há autores e decisões judiciais pontuais que, em sentido
oposto, defendem a sua aplicação, sob o argumento de que, dada a gravidade
das sanções previstas na Lei 8.429/92, haveria desproporção entre a conduta e
a suas consequências.
Em todo caso, a banca, como visto, segue a corrente majoritária.
Gabarito: alternativa “b”

8. (Cespe – TRE/BA 2017) De acordo com a Lei n.º 8.429/1992 — Lei de


Improbidade Administrativa —, servidor público que, utilizando-se do cargo que ocupa,
facilitar o enriquecimento ilícito de terceiros, causando prejuízo ao erário, estará
sujeito à pena de
a) proibição do recebimento de qualquer benefício até o total ressarcimento do dano.
b) perda dos valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio.
c) suspensão da função pública.
d) suspensão dos direitos políticos até o integral ressarcimento do dano ao erário.
e) pagamento de multa civil, cujo valor deve ser equivalente ao valor do dano causado.

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Comentários: A situação descrita está prevista no seguinte dispositivo da


Lei 8.429/92:
Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário
qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio,
apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades
referidas no art. 1º desta lei, e notadamente:
I - facilitar ou concorrer por qualquer forma para a incorporação ao patrimônio
particular, de pessoa física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou valores integrantes
do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei;

Já quanto às penas, temos as seguintes disposições:


Art. 12(...) 4
II - na hipótese do art. 10, ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou
valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta circunstância, perda
da função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos,
pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar
com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios,
direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio
majoritário, pelo prazo de cinco anos;

Passemos às alternativas:
a) ERRADA. O prazo de proibição de recebimento de benefícios tem o prazo
de cinco anos, e não “até o total ressarcimento do dano”.
b) CERTA. A perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao
patrimônio é efetivamente uma das penas do Art. 12, II.
Entretanto, o enunciado traz alguma imprecisão, pois i) não informou que
o servidor também tenha enriquecido ilicitamente, mas só o terceiro; e ii) pediu
que indicasse a pena aplicável ao servidor, e não ao terceiro beneficiado. Isso
torna o gabarito questionável, pois, se não houve acréscimo patrimonial ilícito,
não há como aplicar a pena ao servidor. De qualquer forma, era a única
alternativa que se aproximava da previsão legal.
c) ERRADA. Pode ocasionar a perda (e não a suspensão) da função pública.
d) ERRADA. A suspensão dos direitos políticos pode dar-se de cinco a oito
anos, e não até o integral ressarcimento do dano ao erário.
e) ERRADA. A multa civil não se limita ao valor do dano, podendo alcançar
até duas vezes esse montante.
Gabarito: alternativa “b”

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9. (Cespe – MPE/RR 2017) Após a captura em flagrante de um homem, policiais o


detiveram na delegacia, onde o torturaram na tentativa de obter dele a confissão da
prática de determinado crime. O MP ajuizou ação de improbidade administrativa
contra esses policiais.
Nessa situação hipotética, conforme o entendimento do STJ, a conduta dos policiais
a) não configurou ato de improbidade administrativa, que se caracteriza como ato
imoral com feição de corrupção de natureza econômica, conduta inexistente no tipo
penal de tortura.
b) configurou ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da
administração pública.
7
c) configurou ato de improbidade administrativa, pois a tortura é expressamente
prevista no rol de condutas ímprobas na Lei de Improbidade Administrativa.
d) não configurou ato de improbidade administrativa, que pressupõe lesão direta à
própria administração, e não a terceiros.
Comentários: Apesar de não constar do rol exemplificativo da Lei 8.429/92,
o STJ considera a tortura como ato de improbidade administrativa que atenta
contra os princípios da administração pública:
Informativo 577: A tortura de preso custodiado em delegacia praticada por policial
constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da
administração pública.

Gabarito: alternativa “b”

10. (Cespe – Prefeitura de Belo Horizonte/MG 2017) De acordo com o disposto na


Lei de Improbidade Administrativa — Lei n.º 8.429/1992 —, assinale a opção correta.
a) A efetivação da perda da função pública, penalidade prevista na lei em apreço,
independe do trânsito em julgado da sentença condenatória.
b) A configuração dos atos de improbidade administrativa que importem em
enriquecimento ilícito, causem prejuízo ao erário ou atentem contra os princípios da
administração pública depende da existência do dolo do agente.
c) O sucessor do agente que causou lesão ao patrimônio público ou que enriqueceu
ilicitamente responderá às cominações da lei em questão até o limite do valor da sua
herança.
d) O responsável por ato de improbidade está sujeito, na hipótese de cometimento de
ato que implique enriquecimento ilícito, à perda dos bens ou dos valores acrescidos
ilicitamente ao seu patrimônio, ao ressarcimento integral do dano e à perda dos
direitos políticos.

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Comentários:
a) ERRADA. De forma diversa, a Lei 8.429/92 prevê:
Art. 20. A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se
efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória.

b) ERRADA. Para resolver a questão, é necessário saber que:


1º) a Lei 8.429/92 possui quatro categorias de ato de improbidade
administrativa, quais sejam: i) que importam enriquecimento ilícito (Art. 9º); ii)
que causam prejuízo ao Erário (Art. 10); iii) decorrentes de concessão ou
aplicação indevida de benefício financeiro ou tributário (Art. 10-A); iv) que
atentam contra os princípios da Administração Pública (Art. 11);
9
2º) apenas os casos enquadrados no artigos 10 (prejuízo ao erário) admite
a forma culposa (além da dolosa). Nos demais, apenas com dolo tem-se
caracterizado o ato de improbidade administrativa.
Logo, a alternativa está errada porque afirma que é indispensável o dolo
para a configuração de ato de improbidade administrativa que implique prejuízo
ao erário, já que esta categoria também admite a forma culposa.
c) CERTA. Em conformidade com a Lei 8.429/92,
Art. 8° O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se
enriquecer ilicitamente está sujeito às cominações desta lei até o limite do valor da
herança.

d) ERRADA. As penas ato de improbidade que implique enriquecimento


ilícito são as seguintes:
Art. 12 (...)
I - na hipótese do art. 9°, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao
patrimônio, ressarcimento integral do dano, quando houver, perda da função pública,
suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos, pagamento de multa civil de até
três vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder Público
ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda
que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de dez
anos;

Logo, a alternativa está errada porque alude a perda dos direitos políticos,
quando o correto é a sua suspensão.
Gabarito: alternativa “c”

11. (Cespe – Prefeitura de Fortaleza/CE 2017) Um servidor da Procuradoria-Geral


do Município de Fortaleza, ocupante exclusivamente de cargo em comissão, foi preso

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em flagrante, em operação da Polícia Federal, por fraudar licitação para favorecer


determinada empresa.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item subsequente tendo como
fundamento o controle da administração pública e as disposições da Lei de
Improbidade Administrativa e da Lei Municipal n.º 6.794/1990, que dispõe sobre o
Estatuto dos Servidores do Município de Fortaleza.
Mesmo que o servidor mencionado colabore com as investigações e ressarça o erário,
não poderá haver acordo ou transação judicial em sede de ação de improbidade
administrativa.
Comentários: A Lei 8.429/92 veda expressamente a transação, acordo ou
conciliação nas ações de improbidade administrativa (Art. 17, § 1º). Esse
dispositivo chegou a ser revogado pela MP 703/2015, que cuidava dos acordos
de leniência, mas como ela não foi convertida em lei dentro prazo
Constitucional, perdeu a sua vigência, e o referido dispositivo da Lei 8.429/92
voltou a vigorar.
Gabarito: Certa

12. (Cespe – Prefeitura de Fortaleza/CE 2017) Um servidor da Procuradoria-Geral


do Município de Fortaleza, ocupante exclusivamente de cargo em comissão, foi preso
em flagrante, em operação da Polícia Federal, por fraudar licitação para favorecer
determinada empresa.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item subsequente tendo como
fundamento o controle da administração pública e as disposições da Lei de
Improbidade Administrativa e da Lei Municipal n.º 6.794/1990, que dispõe sobre o
Estatuto dos Servidores do Município de Fortaleza.
Segundo o entendimento do STJ, caso o referido servidor faleça durante a ação de
improbidade administrativa, a obrigação de reparar o erário será imediatamente
extinta, dado o caráter personalíssimo desse tipo de sanção.
Comentários: Ainda que ocupante de cargo em comissão, vale a seguinte
regra da Lei 8.429/92:
Art. 8° O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se
enriquecer ilicitamente está sujeito às cominações desta lei até o limite do valor da
herança.

No âmbito federal, a regra também se repete na Lei 8.112/90, nos seguintes


termos:
Art. 122. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso
ou culposo, que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros.

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§ 3º A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será


executada, até o limite do valor da herança recebida.

E a jurisprudência do STJ está alinhada com essas regras. Como exemplo,


tem-se a seguinte decisão;
ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE. FALECIMENTO DO RÉU NO CURSO DA
AÇÃO. HABILITAÇÃO DOS HERDEIROS. POSSIBILIDADE.
1. Nas ações de improbidade administrativa fundadas nos arts. 9º e/ou 10 da Lei n.
8.429/1992, os sucessores do réu, falecido no curso do processo, estão legitimados a
prosseguir no polo passivo da demanda, nos limites da herança, para fins de
ressarcimento ao erário. Precedentes.
2. O art. 8º da Lei de Improbidade Administrativa, norteador da matéria, não
contém ressalvas acerca do momento do óbito como requisito para a sua
aplicação.
3. Somente com o trânsito em julgado da demanda principal é que virá à lume se os
herdeiros terão de reembolsar o erário ou não, ocasião em que deverão estar habilitados
no processo.
4. Agravo interno desprovido.
(AgInt no AREsp 890.797/RN, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA,
julgado em 06/12/2016, DJe 07/02/2017)

Gabarito: Errada

13. (Cespe – Prefeitura de Fortaleza/CE 2017) Um servidor da Procuradoria-Geral


do Município de Fortaleza, ocupante exclusivamente de cargo em comissão, foi preso
em flagrante, em operação da Polícia Federal, por fraudar licitação para favorecer
determinada empresa.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item subsequente tendo como
fundamento o controle da administração pública e as disposições da Lei de
Improbidade Administrativa e da Lei Municipal n.º 6.794/1990, que dispõe sobre o
Estatuto dos Servidores do Município de Fortaleza.
Nesse caso, a sentença criminal absolutória transitada em julgado que negar a autoria
vinculará, necessariamente, a esfera administrativa.
Comentários: Como regra, as esferas administrativa e judicial são
independentes entre si, admitindo-se, portanto, que o mesmo fato leve à
aplicação de sanção em uma delas e, concomitantemente, à absolvição na outra.
Entretanto, quando se trate de absolvição criminal que negue a existência do
fato ou a sua autoria, a esfera administrativa fica vinculada à judicial. Nesse
sentido, a Lei 8.112/90 estabelece:

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Art. 125. As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se,


sendo independentes entre si.
Art. 126. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de
absolvição criminal que negue a existência do fato ou a sua autoria.
Na mesma linha, o referido Estatuto do Servidor do Município de Fortaleza
(Lei 6.794/90):
Art. 174 – A responsabilidade civil ou administrativa do servidor será afastada no
caso de absolvição criminal que neguem a existência do fato ou sua autoria.

E essa mesma lógica se repete também em relação à esfera civil, conforme


a seguinte passagem do Código Civil:
Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo
questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando
estas questões se acharem decididas no juízo criminal.

Gabarito: Certa

14. (Cespe – Prefeitura de Fortaleza/CE 2017) A respeito de bens públicos e


responsabilidade civil do Estado, julgue o próximo item.
Se, após um inquérito civil público, o MP ajuizar ação de improbidade contra agente
público por ofensa ao princípio constitucional da publicidade, o agente público
responderá objetivamente pelos atos praticados, conforme o entendimento do STJ.
Comentários: A responsabilidade objetiva dispensa, por sua natureza, a
necessidade de comprovação de culpa, bastando demonstrar que houve
determinada atuação do agente e que há nexo de causalidade com algum
resultado observado. Entretanto, nos atos de improbidade administrativa, é
necessário que se demonstre, no mínimo, culpa do agente (em sentido estrito).
Em alguns casos, como nos atos de improbidade que atentam contra os
princípios da Administração Pública, nem a culpa sozinha é suficiente para a
sua configuração, exigindo-se, portanto, a presença de dolo.
E o STJ não apresenta jurisprudência que contrarie esses preceitos. De
forma diversa, tem muitas decisões que confirmam a tese2.
Gabarito: Errada

15. (Cespe – TRE/PE 2017) Considerando, por mera hipótese, que Sérgio seja
servidor público da autarquia X e que, no desempenho de atividades do seu cargo,
pratique ato de improbidade administrativa, assinale a opção correta.

2 REsp 1660398 / PE; REsp 1653033 / PR; REsp 1560645 / RN; REsp 1344199 / PR

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a) Se o ato em questão atentar contra os princípios da administração pública, Sérgio


responderá tanto por ação quanto por omissão, tenha ele agido de forma dolosa ou
culposa.
b) Qualquer pessoa terá legitimidade para, perante a autoridade administrativa
competente, apresentar representação solicitando a instauração de investigação para
apurar a prática do ato de improbidade.
c) Caso o referido ato cause lesão ao erário, Sérgio poderá ter os direitos políticos
suspensos de oito a dez anos.
d) Sérgio somente sofrerá as sanções previstas em lei se houver efetiva ocorrência
de dano ao patrimônio público.
e) A ação de improbidade contra Sérgio somente poderá ser proposta pela pessoa
jurídica lesada, ou seja, a autarquia X.
Comentários:
a) ERRADA. Apesar de atos de improbidade que atentem contra os
princípios da administração pública poderem decorrer de omissão, é necessário
que exista dolo para que se configurem. Logo, não existe na forma culposa.
b) CERTA. Em conformidade com a Lei 8.429/92,
Art. 14. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa
competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática
de ato de improbidade.
c) ERRADA. A suspensão dos direitos políticos pode se dar de cinco a oito
anos, e não de oito a dez anos, conforme a seguinte previsão:
Art. 12(...)
II - na hipótese do art. 10, ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou
valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta circunstância, perda
da função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos,
pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar
com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios,
direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio
majoritário, pelo prazo de cinco anos;

d) ERRADA. Apenas nos atos classificados no artigo 10 da norma se exige


o efetivo dano ao patrimônio público. Nas demais categorias (enriquecimento
ilícito e atentado contra princípios), não há exigência de dano.
Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer
ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação,
malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º
desta lei, e notadamente:

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e) ERRADA. A ação tanto poderá ser proposta pelo Ministério Público


quanto pela pessoa jurídica interessada (no caso, a Autarquia X), conforme Art.
17 da Lei 8.429/92.
Gabarito: alternativa “b”

16. (Cespe – TRE/PE 2017) Um empresário, proprietário de determinada empresa


que firmou contrato com o poder público, contribuiu para a prática de ato de
improbidade administrativa levado a efeito por servidor público de determinado órgão
estatal.
Nessa situação hipotética,
a) o servidor público só estará sujeito ao disposto na Lei de Improbidade
Administrativa se pertencer a órgão da administração direta.
b) o empresário só estará sujeito às disposições da Lei de Improbidade Administrativa
se o ato de improbidade lhe tiver beneficiado.
c) o servidor só estará sujeito às disposições da Lei de Improbidade Administrativa se
tiver sido nomeado para o cargo mediante concurso público.
d) o servidor estará sujeito às disposições da Lei de Improbidade Administrativa ainda
que exerça suas funções de forma transitória.
e) o empresário, por não ser agente público, não estará sujeito ao disposto na Lei de
Improbidade Administrativa.
Comentários:
a) ERRADA. A Lei de improbidade não só alcança a administração indireta
como ainda tem alcance muito mais amplo, conforme a seguinte passagem:
Art. 1° Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou
não, contra a administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da
União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território, de empresa
incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário
haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio ou da
receita anual, serão punidos na forma desta lei.
Parágrafo único. Estão também sujeitos às penalidades desta lei os atos de
improbidade praticados contra o patrimônio de entidade que receba subvenção,
benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público bem como daquelas para
cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com menos de cinqüenta
por cento do patrimônio ou da receita anual, limitando-se, nestes casos, a sanção
patrimonial à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos.
Art. 2° Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que
exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação,

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designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato,


cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo anterior.

b) ERRADA. Não é necessário que haja benefício do empresário, sendo


suficiente que concorra ou induza para a prática de ato de improbidade
administrativa (Art. 3º).
c) ERRADA. Conforme trecho colacionado à alternativa “a”, o escopo não
se limita aos servidores efetivo, alcançando quem exerce, até mesmo
transitoriamente ou sem remuneração, a qualquer título, mandato, cargo,
emprego ou função nas entidades que enumera.
d) CERTA. Conforme alternativas “a” e “c”.
e) ERRADA. Os empresários também são alcançados pelo seguinte
dispositivo da Lei 8.429/92:
Art. 3° As disposições desta lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não
sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou
dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta.

Gabarito: alternativa “d”

17. (Cespe – TRE/PE 2017) Um empregado de determinada sociedade de economia


mista permitiu que terceiro enriquecesse ilicitamente, em detrimento do patrimônio
público, embora não tenha facilitado a prática do ato que resultou no enriquecimento
do terceiro nem tenha concorrido para a sua prática.
Nessa situação, o empregado
a) cometeu ato de improbidade administrativa que importa em enriquecimento ilícito.
b) cometeu ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário.
c) não cometeu ato de improbidade administrativa, pois empregados de sociedade de
economia mista não estão sujeitos às cominações da Lei de Improbidade
Administrativa.
d) não cometeu ato de improbidade, pois o ato de permitir o enriquecimento ilícito de
terceiro não está expressamente configurado como improbidade administrativa no
ordenamento jurídico brasileiro.
e) não cometeu ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da
administração pública, pois agiu mediante omissão culposa.
Comentários:
a) ERRADA. A situação descrita está prevista como ato de improbidade
administrativa que causa lesão ao erário, e não enriquecimento ilícito, conforme
a seguinte passagem:

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Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário
qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio,
apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades
referidas no art. 1º desta lei, e notadamente:
XII - permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente;;

Perceba que: i) o ato tem três núcleos possíveis (permitir, facilitar ou


concorrer); ii) o enunciado da questão dispensou dois deles (facilitar ou
concorrer); e iii) informou a ocorrência do terceiro (permitir).
b) CERTA. Conforme alternativa “a”.
c) ERRADA. Os empregados das sociedades de economia mista também
estão sujeitos às disposições da Lei 8.429/92 (Art. 1º).
d) ERRADA. Conforme alternativa “a”.
e) ERRADA. Apesar de tipificado como ato de improbidade que causa
lesão ao erário, também há ofensa a princípio que rege a Administração Pública
(da eficiência). Contudo, as sanções da norma aplicáveis são aquelas
associadas aos atos que causam lesão ao erário.
Gabarito: alternativa “b”

18. (Cespe – PC/GO 2017) Se uma pessoa, maior e capaz, representar contra um
delegado de polícia por ato de improbidade sabendo que ele é inocente, a sua conduta
poderá ser considerada, conforme o disposto na Lei n.º 8.429/1992,
a) crime, estando essa pessoa sujeita a detenção e multa.
b) ilícito administrativo, por atipicidade penal da conduta.
c) contravenção penal.
d) crime, estando essa pessoa sujeita apenas a multa.
e) crime, estando essa pessoa sujeita a reclusão e multa.
Comentários: Embora a Lei 8.429/92 trate de ilícitos civis (e não penais), há
específica disposição de caráter penal, associada apenas ao denunciante de
má-fé. Trata-se do seguinte trecho:
Art. 19. Constitui crime a representação por ato de improbidade contra agente
público ou terceiro beneficiário, quando o autor da denúncia o sabe inocente.
Pena: detenção de seis a dez meses e multa.
Parágrafo único. Além da sanção penal, o denunciante está sujeito a indenizar o
denunciado pelos danos materiais, morais ou à imagem que houver provocado.

Gabarito: alternativa “a”

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19. (Cespe – PC/GO 2017) Em relação à improbidade administrativa, assinale a


opção correta.
a) A ação de improbidade administrativa apresenta prazo de proposição decenal,
qualquer que seja a tipicidade do ilícito praticado pelo agente público.
b) Se servidor público estável for condenado em ação de improbidade administrativa
por uso de maquinário da administração em seu sítio particular, poderá ser-lhe
aplicada pena de suspensão dos direitos políticos por período de cinco a oito anos.
c) O particular que praticar ato que enseje desvio de verbas públicas, sozinho ou em
conluio com agente público, responderá, nos termos da Lei de Improbidade
Administrativa, desde que tenha obtido alguma vantagem pessoal.
d) Enriquecimento ilícito configura ato de improbidade administrativa se o autor auferir
vantagem patrimonial indevida em razão do cargo, mandato, função, emprego ou
atividade, mesmo que de forma culposa.
e) Caso um servidor público federal estável, de forma deliberada, sem justificativa e
reiterada, deixar de praticar ato de ofício, poderá ser-lhe aplicada multa civil de até
cem vezes o valor da sua remuneração, conforme a gravidade do fato.
Comentários:
a) ERRADA. Em realidade, a proposição de ações obedece à seguinte
regra:
Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem
ser propostas:
I - até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão
ou de função de confiança;
II - dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas
disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público, nos casos de
exercício de cargo efetivo ou emprego.
III - até cinco anos da data da apresentação à administração pública da
prestação de contas final pelas entidades referidas no parágrafo único do art. 1º desta
Lei.

b) ERRADA. A situação descrita está de acordo com a seguinte passagem,


que trata de ato de improbidade que importa enriquecimento ilícito e tem a
seguinte pena:
Art. 9° Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento
ilícito auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de
cargo, mandato, função, emprego ou atividade nas entidades mencionadas no art. 1°
desta lei, e notadamente:

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IV - utilizar, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou


material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das
entidades mencionadas no art. 1°desta lei, bem como o trabalho de servidores públi cos,
empregados ou terceiros contratados por essas entidades;
Art. 12. Independentemente das sanções penais, civis e administrativas previstas
na legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às
seguintes cominações, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de
acordo com a gravidade do fato:
I - na hipótese do art. 9°, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao
patrimônio, ressarcimento integral do dano, quando houver, perda da função pública,
suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos, pagamento de multa civil de até
três vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder Público
ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda
que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de dez
anos;

O erro da alternativa, portanto, está na afirmação de que o ato pode ensejar


a suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pois o certo é de oito a
dez anos.
c) ERRADA. O primeiro erro está na afirmação de que a improbidade
administrativa pode ser atribuída diretamente ao particular sem a participação
de um agente público. Nesse sentido, o STJ assim se pronunciou:
DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA AJUIZADA APENAS EM FACE DE PARTICULAR.
Não é possível o ajuizamento de ação de improbidade administrativa
exclusivamente em face de particular, sem a concomitante presença de agente
público no polo passivo da demanda. De início, ressalta-se que os particulares estão
sujeitos aos ditames da Lei 8.429/1992 (LIA), não sendo, portanto, o conceito de sujeito
ativo do ato de improbidade restrito aos agentes públicos. Entretanto, analisando-se o
art. 3º da LIA, observa-se que o particular será incurso nas sanções decorrentes do ato
ímprobo nas seguintes circunstâncias: a) induzir, ou seja, incutir no agente público o
estado mental tendente à prática do ilícito; b) concorrer juntamente com o agente público
para a prática do ato; e c) quando se beneficiar, direta ou indiretamente do ato ilícito
praticado pelo agente público. Diante disso, é inviável o manejo da ação civil de
improbidade exclusivamente contra o particular. Precedentes citados: REsp 896.044-
PA, Segunda Turma, DJe 19/4/2011; REsp 1.181.300-PA, Segunda Turma, DJe
24/9/2010. REsp 1.171.017-PA, Rel. Min. Sérgio Kukina, julgado em 25/2/2014

Além disso, a Lei 8.429/92 não exige que o particular efetivamente se


beneficie do ato de improbidade administrativa, bastando que o induza ou
concorra para ele, de acordo com o seguinte dispositivo:

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Art. 3°As disposições desta lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo
não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade
ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta.

d) ERRADA. Para a configuração de ato de improbidade administrativa que


importe enriquecimento ilícito é indispensável a presença de dolo. Logo, a culpa
não é suficiente. Tem que haver vontade dirigida do agente.
e) CERTA. Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício é
classificado como ato de improbidade administrativa que atenta contra os
princípios da Administração Pública (Art. 11, II), que tem as seguintes penas:
Art. 12 (...)
III - na hipótese do art. 11, ressarcimento integral do dano, se houver, perda da função
pública, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, pagamento de multa civil de
até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar
com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou
indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário,
pelo prazo de três anos.
Gabarito: alternativa “e”

20. (Cespe – SEDF 2017) O prefeito de determinado município utilizou recursos do


Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos
Profissionais da Educação (FUNDEB) para pagamento de professores e para a
compra de medicamentos e insumos hospitalares destinados à assistência médico-
odontológica das crianças em idade escolar do município.
Mauro, chefe do setor de aquisições da prefeitura, propositalmente permitia que o
estoque de medicamentos e insumos hospitalares chegasse a zero para justificar
situação emergencial e dispensar indevidamente a licitação, adquirindo os produtos,
a preços superfaturados, da empresa Y, pertencente a sua sobrinha, que desconhecia
o esquema fraudulento.
A respeito da situação hipotética apresentada e de aspectos legais e doutrinários a
ela relacionados, julgue o item a seguir.
A conduta de Mauro constitui ato de improbidade administrativa.
Comentários: A conduta de Mauro constitui ato de improbidade
administrativa que causa prejuízo ao erário, segundo o seguinte exemplo da Lei
8.429/92:
Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário
qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio,
apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades
referidas no art. 1º desta lei, e notadamente:

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XII - permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente;

Já a sua sobrinha não cometeu nenhuma conduta prevista na referida Lei


porque os atos de improbidade, para sua consumação, exigem, no mínimo, a
presença de culpa. E, em alguns casos, só se admite a conduta dolosa (que
importem enriquecimento ilícito e que atentem contra os princípios).
Gabarito: Certa

21. (Cespe – Auditor TCE PR 2016) Um funcionário da prefeitura de determinado


município, encarregado de supervisionar as obras de reforma de um posto de saúde
municipal, determinou que os empregados que trabalhavam na obra construíssem
uma piscina em um sítio de sua propriedade. Na construção dessa piscina, foram
utilizadas máquinas, veículos e equipamentos da prefeitura, os quais, todavia, foram
devolvidos sem qualquer tipo de dano. O caso foi objeto de apuração pelo TCE.
Encerrada a tomada de contas, o tribunal concluiu pela inexistência de provas de dano
aos cofres públicos, mas apontou haver provas de que o fato teria gerado um
acréscimo patrimonial indevido em proveito do servidor. Segundo a Lei de
Improbidade Administrativa, no caso hipotético narrado, considerando haver provas
suficientes para a caracterização da prática de ato de improbidade, a conduta do
servidor seria passível de aplicação da(s) penalidade(s) de
A) multa civil no valor de até dez salários mínimos.
B) perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio; suspensão do
exercício da função pública por até seis meses; e pagamento de multa civil de até cem
vezes a remuneração do servidor.
C) perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio; suspensão do
exercício da função pública pelo prazo de até oito anos; pagamento de multa civil de
até duas vezes o valor do acréscimo patrimonial; e proibição de contratar com o poder
público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de cinco
anos.
D) perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio; perda da função
pública; suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos; pagamento de multa civil
de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial; e proibição de contratar com o
poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de
dez anos.
E) advertência apenas, uma vez que não houve dano.
Comentário: A conduta do servidor pode ser caracterizada como ato de
improbidade administrativa que importa enriquecimento ilícito, sujeito às
seguintes sanções (Lei 8.429/1992, art. 12, I):
▪ Perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio;

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▪ Ressarcimento integral do dano, quando houver;


▪ Perda da função pública;
▪ Suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos;
▪ Pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo
patrimonial;
▪ Proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou
incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por
intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo
de dez anos.
Gabarito: alternativa “d”

22. (Cespe – TCE/AC 2009) Em relação à improbidade administrativa, assinale a


opção correta.
a) A rejeição de representação de improbidade realizada por uma autoridade
administrativa impede um particular de requerê-la pelos mesmos fatos ao MP.
b) Uma vez recebida a ação de improbidade proposta contra um indivíduo e
determinada sua citação, ele pode apelar ao tribunal para tentar reformar a decisão.
c) É legal a conduta de um indivíduo que, arrependido de ter praticado ato de
improbidade, procure o promotor de justiça da cidade para dispor-se a transação em
que seja proposta à autoridade a recomposição do dano como forma de evitar o
prosseguimento da ação que já fora proposta e, por consequência, a aplicação de
pena.
d) Ação de improbidade proposta contra ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
será neste processada e julgada.
e) Considere a seguinte situação hipotética. Francisco ocupava exclusivamente cargo
comissionado em tribunal de justiça e foi responsável pela licitação da obra de reforma
do fórum da capital ocorrida no período de 30/6/2003 a 12/9/2003. Em 30/6/2004, ele
foi exonerado do cargo. Após regular processo administrativo, foi constatada a prática
de ato de improbidade, razão pela qual, em fevereiro de 2009, foi ajuizada ação de
improbidade contra Francisco. Nessa situação, está prescrita a aplicação da pena por
ato de improbidade.
Comentário: Vamos analisar cada alternativa à luz da Lei 8.429/1992:
a) Errada, pois a rejeição não impede a representação ao Ministério
Público (art. 14, §2º);
b) Errada, pois da decisão que receber a petição inicial caberá agravo de
instrumento, e não apelação, que é outra espécie de recurso (art. 17, §10):

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Art. 17. A ação principal, que terá o rito ordinário, será proposta pelo Ministério Público
ou pela pessoa jurídica interessada, dentro de trinta dias da efetivação da medida
cautelar.
(...)
§ 10. Da decisão que receber a petição inicial, caberá agravo de instrumento.

c) Errada, pois nas ações de improbidade é vedada a transação, acordo


ou conciliação (art. 17, §1º).
d) Certa, nesta questão a banca adotou o entendimento manifestado pelo
STF na Pet 3.211/DF, de 13/3/2008, segundo o qual compete ao Supremo Tribunal
Federal julgar ação de improbidade contra seus membros, existindo foro por
prerrogativa neste caso.
e) Errada. A Lei assim dispõe sobre prescrição:
Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem
ser propostas:
I - até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão
ou de função de confiança;
II - dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares
puníveis com demissão a bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo
efetivo ou emprego.

Na situação em apreço, Francisco deixou o cargo comissionado em


30/6/2004, data em que inicia a contagem do prazo para prescrição, de 5 anos.
Assim, a aplicação da pena por ato de improbidade prescreveu somente em
30/6/2009, ou seja, em fevereiro de 2009 a prescrição ainda não havia ocorrido.
Gabarito: alternativa “d”

23. (Cespe – MPTCE/PB 2014) Com relação à ação de improbidade administrativa


e à ação civil pública, assinale a opção correta.
a) Inexiste foro por prerrogativa nas ações de improbidade administrativa, de modo
que essas ações deverão ser processadas perante o juízo de primeira instância,
mesmo quando ajuizadas contra ministro do STF.
b) O particular que induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele
se beneficie, direta ou indiretamente, pode figurar, sozinho, no polo passivo de ação
de improbidade administrativa.
c) Ainda que a lei de ação civil preveja a legitimidade do MP para a proposição de
ação principal e de ação cautelar, esse órgão não tem legitimidade para promover
ação civil pública cuja causa de pedir seja a ilegalidade de reajustes de mensalidades
escolares.

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d) Tanto a ação civil pública quanto a ação de improbidade administrativa pressupõem


a impossibilidade de transação.
e) A aplicação das sanções previstas na lei de improbidade prescinde da efetiva
ocorrência do dano ao patrimônio público, salvo quanto à pena de ressarcimento, e
da aprovação ou rejeição das contas pelo tribunal ou conselho de contas.
Comentário:
a) ERRADA. Nesta questão, a banca adotou o entendimento mais antigo do
STF, manifestado na Pet 3.211/DF, de 13/3/2008, segundo o qual compete ao
Supremo Tribunal Federal julgar ação de improbidade contra seus membros, ou
seja, neste caso específico, existe foro por prerrogativa nas ações de
improbidade administrativa.
b) ERRADA. Embora um particular (isto é, uma pessoa que não seja agente
público) possa ser sujeito ativo de ato de improbidade (e, portanto, figurar no
polo passivo da ação judicial, como acusado), ele não tem como praticar o ato
sozinho, isoladamente, sem o concurso de algum agente público. Com efeito, a
Lei 8.429/92 só prevê as seguintes hipóteses: (i) a pessoa induz um agente
público a praticar um ato de improbidade; (ii) ela pratica um ato de improbidade
junto com um agente público, ou seja, concorre para a prática do ato; (iii) ela se
beneficia de um ato de improbidade praticado por um agente público.
c) ERRADA. Este item sai um pouco do foco da nossa aula. O erro é que
está em desconformidade com a Súmula 643 do STF, que prevê:
O Ministério Público tem legitimidade para promover ação civil pública cujo fundamento
seja a ilegalidade de reajuste de mensalidades escolares.

d) ERRADA. Não há vedação de acordos ou transações no âmbito de ações


civis públicas em geral, a não ser que a ação civil pública seja por improbidade
administrativa.
e) CERTA, nos exatos termos do art. 21 da Lei 8.429/92:
Art. 21. A aplicação das sanções previstas nesta lei independe:
I - da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público, salvo quanto à pena de
ressarcimento;
II - da aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou pelo Tribunal
ou Conselho de Contas.

Gabarito: alternativa “e”

24. (Cespe – TCE/ES – Procurador 2009) Acerca da improbidade administrativa,


assinale a opção correta.

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a) Suponha que um conselheiro do TC do estado X seja réu em ação civil pública por
improbidade administrativa. Nessa situação, a referida ação civil pública deverá ser
processada e julgada originariamente pelo respectivo tribunal de justiça, se assim
previr a constituição estadual.
b) Suponha que Gustavo, que não é servidor público, seja coréu em uma ação civil
pública que apure ato de improbidade administrativa. Nessa situação, conforme
entendimento do STJ, como a lei não prevê prazo de prescrição para aqueles que não
ocupam cargo ou função pública, a ação será considerada imprescritível.
c) De acordo com a lei de regência, não há previsão legal para que o TCU venha a
designar um representante para acompanhar procedimento administrativo que vise
apurar fatos que possam fundamentar uma tomada de contas especial.
d) Servidor público estadual que, notificado para apresentar a declaração anual de
bens, recusar-se-á apresentá-la, dentro do prazo especificado, será punido com a
pena de demissão, conforme previsto na lei de regência.
e) Pessoas jurídicas de direito público, mesmo que interessadas, não têm legitimidade
ativa para propor ação civil pública de improbidade administrativa.
Comentário: Vamos analisar cada alternativa:
(a) Errada, pois não existe foro privilegiado para o julgamento de ação civil
pública por improbidade administrativa. Conforme entendimento do STF, as
ações de improbidade administrativa devem ser processadas perante o juiz
federal ou estadual de primeiro grau do local do dano ou da prática de ato de
improbidade, ainda que o sujeito passivo seja um agente político com
prerrogativa de foro na esfera criminal (ver ADI 2.797);
(b) Errada, pois segundo a jurisprudência do STJ, a prescrição prevista na
Lei de Improbidade Administrativa aplica-se aos particulares. Por esse
entendimento, se alguém estranho ao serviço público praticar um ato de
improbidade em concurso com servidor público, ficará sujeito ao mesmo regime
prescricional do servidor. Veja essa decisão:
AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PRESCRIÇÃO.
APLICAÇÃO AOS PARTICULARES.
III - Quando um terceiro, não servidor, pratica ato de improbidade administrativa, se lhe
aplicam os prazos prescricionais incidentes aos demais demandados ocupantes de
cargos públicos. Precedente: REsp nº 965.340/AM, Rel. Min. CASTRO MEIRA, DJ de
08.10.2007 (STJ – REsp 1087855/PR).

(c) Errada, pois há previsão na Lei de Improbidade Administrativa:

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Art. 15. A comissão processante dará conhecimento ao Ministério Público e ao Tribunal


ou Conselho de Contas da existência de procedimento administrativo para apurar a
prática de ato de improbidade.
Parágrafo único. O Ministério Público ou Tribunal ou Conselho de Contas poderá, a
requerimento, designar representante para acompanhar o procedimento
administrativo.

A finalidade do representante é acompanhar o procedimento


administrativo para verificar se existe alguma ocorrência que justifique a
atuação do Tribunal de Contas, no âmbito de suas competências, a exemplo de
uma situação determinante para a instauração de tomada de contas especial.
(d) Certa, nos termos do art. 13, §3º da Lei 8.429/92:
Art. 13. A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de
declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado, a fim de ser
arquivada no serviço de pessoal competente.
§ 3º Será punido com a pena de demissão, a bem do serviço público, sem prejuízo
de outras sanções cabíveis, o agente público que se recusar a prestar declaração dos
bens, dentro do prazo determinado, ou que a prestar falsa.

(e) Errada, pois, nos termos do art. 17 da Lei 8.429/92, a ação civil pública
de improbidade administrativa será proposta pelo Ministério Público ou pela
pessoa jurídica interessada, sendo esta última representada por todas as
entidades públicas elencadas no art. 1º da Lei, quais sejam:
▪ Administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território;
▪ Empresa incorporada ao patrimônio público;
▪ Entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de
50% do patrimônio ou da receita anual;
▪ Entidade que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão
público;
Gabarito: alternativa “d”

25. (Cespe – MP/ES – Promotor de Justiça 2010) Com referência à improbidade


administrativa, tendo em vista o disposto na Lei n.º 8.429/1992, assinale a opção
correta.
a) A aplicação das sanções previstas na Lei de Improbidade depende da efetiva
ocorrência de dano ao patrimônio público.
b) A ação de improbidade, quando proposta pelo MP, há que ser obrigatoriamente
precedida de inquérito civil público.

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c) As ações de improbidade devem ser propostas no prazo de cinco anos, contados


da prática do ilícito que enseje sua propositura.
d) A autoridade judicial ou administrativa competente poderá determinar o
afastamento do agente público do exercício do cargo, emprego ou função, sem
prejuízo da remuneração, quando a medida se fizer necessária à instrução
processual.
e) Não sendo a ação de improbidade proposta pelo MP, terá ele a opção de atuar, ou
não, no processo, a critério de seu representante.
Comentário: Vamos analisar cada alternativa, à luz da Lei 8.429/92:
(a) Errada, pois a aplicação das sanções previstas na Lei de Improbidade
independe da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público (art. 21, I).
(b) Errada, pois a Lei de Improbidade não prevê tal obrigatoriedade. A Lei
dispõe, contudo, que o MP, de ofício, a requerimento de autoridade
administrativa ou mediante representação formulada por qualquer pessoa,
poderá requisitar a instauração de inquérito policial ou procedimento
administrativo (art. 22).
(c) Errada, pois o prazo prescricional previsto na Lei de Improbidade é de
cinco anos contados após o término do exercício de mandato, de cargo em
comissão ou de função de confiança. Nos casos de exercício de cargo efetivo
ou emprego, o prazo prescricional é o previsto em lei específica para faltas
disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público (art. 23).
(d) Certa, nos exatos termos do art. 20, parágrafo único da Lei 8.429/92.
Perceba que o afastamento cautelar pode ser determinado tanto pela autoridade
administrativa quanto pela judicial. Ademais, o afastamento ocorre sem prejuízo
da remuneração do agente.
(e) Errada, pois se ação de improbidade não for proposta pelo MP, este
obrigatoriamente terá de atuar como fiscal da lei, sob pena de nulidade (art. 17,
§4º).
Gabarito: alternativa “d”

26. (Cespe – TJDFT 2014) A respeito da improbidade administrativa, assinale a


opção correta.
a) Constitui ato de improbidade exercer atividade de consultoria para pessoa física
que tenha interesse que possa ser amparado por ação ou omissão decorrente das
atribuições do agente público, durante a atividade.

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b) A declaração de bens deve ser apresentada tão somente por ocasião da posse e
na data em que o agente público deixar o exercício do mandato, cargo, emprego ou
função pública.
c) Para a caraterização de ato de improbidade administrativa, dele deve decorrer lesão
ao erário ou vantagem pessoal ao agente.
d) O administrador público que atrasa a entrega das contas públicas pratica ato de
improbidade, independentemente da existência de dolo na espécie.
e) O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público estará sujeito, até o
limite da lesão, às cominações da Lei de Improbidade Administrativa.
Comentários: Vamos analisar cada alternativa:
a) CERTA. Tal conduta constitui ato de improbidade administrativa que
importa enriquecimento ilícito, nos termos do art. 9º, VIII da Lei 8.429/92:
Art. 9° Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimen to ilícito
auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo,
mandato, função, emprego ou atividade nas entidades mencionadas no art. 1° de sta lei,
e notadamente:
(...)
VIII - aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou
assessoramento para pessoa física ou jurídica que tenha interesse suscetível de
ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do
agente público, durante a atividade;

b) ERRADA. Além de ser apresentada por ocasião da posse e na data em


que o agente público deixar o exercício do mandato, cargo, emprego ou função
pública, a declaração de bens também deverá ser atualizada anualmente, nos
termos do art. 13, §2º da Lei 8.429/92:
Art. 13. A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de
declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado, a fim de ser
arquivada no serviço de pessoal competente.
§ 2º A declaração de bens será anualmente atualizada e na data em que o agente
público deixar o exercício do mandato, cargo, emprego ou função.

c) ERRADA. A caraterização de ato de improbidade administrativa


independe da efetiva ocorrência de lesão ao erário ou de obtenção de vantagem
pessoal por parte do agente. Basta, por exemplo, que haja violação a algum
princípio da Administração Pública.
d) ERRADA. O administrador público que deixa de prestar contas quando
está obrigado a fazê-lo pratica ato de improbidade que atenta contra os
princípios da Administração Pública, nos termos do art. 11, VI da Lei 8.429/92:

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Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da
administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade,
imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, e notadamente:
(...)
VI - deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo;

Porém, para a caracterização do ato de improbidade, é necessária a


comprovação do dolo (intenção) do agente.
e) ERRADA. Nos termos do art. 8º da Lei 8.429/92, o sucessor daquele que
causar lesão ao patrimônio público estará sujeito às cominações da Lei de
Improbidade Administrativa até o limite da herança, e não até o limite da lesão.
Gabarito: alternativa “a”

27. (Cespe – MPE/AC 2014) A respeito da ação de improbidade administrativa,


assinale a opção correta.
a) Não cabe ação civil pública por improbidade administrativa, para fins exclusivos de
ressarcimento ao erário, nos casos em que se reconheça a prescrição da ação quanto
às demais sanções previstas na lei que trata da improbidade administrativa.
b) Veda-se ao magistrado rejeitar de plano a ação de improbidade administrativa,
ainda que convencido da inexistência do ato de improbidade.
c) A simples ausência de prestação de contas no prazo em que deveria ser
apresentada configura ato de improbidade administrativa, visto que dissociada do
elemento subjetivo da conduta do agente.
d) A ação de ressarcimento dos prejuízos causados ao erário é imprescritível, ainda
que cumulada com a ação de improbidade administrativa.
e) Nas ações de improbidade administrativa, é necessária a prova concreta de
periculum in mora para a declaração de indisponibilidade dos bens.
Comentário:
a) ERRADA. As ações de ressarcimento ao erário são imprescritíveis.
Portanto, ainda que se reconheça a prescrição quanto às demais sanções (cujos
prazos são previstos na Lei 8.429/92 – 5 anos após o término do mandato ou o
prazo aplicável para faltas puníveis com demissão), poderá ser proposta ação
de improbidade com o fim de obter o ressarcimento ao erário.
b) ERRADA. O magistrado pode sim rejeitar o prosseguimento da ação
caso esteja convencido da inexistência do ato de improbidade. É o que permitem
os §§8º e 11 do art. 17 da Lei 8.429/92:

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§ 8o Recebida a manifestação, o juiz, no prazo de trinta dias, em decisão


fundamentada, rejeitará a ação, se convencido da inexistência do ato de improbidade,
da improcedência da ação ou da inadequação da via eleita.
§ 11. Em qualquer fase do processo, reconhecida a inadequação da ação de
improbidade, o juiz extinguirá o processo sem julgamento do mérito

c) ERRADA. A falta de prestação de contas constitui ato de improbidade


administrativa que atenta contra os princípios da Administração Pública (art. 11,
VI); porém, a caracterização do ato de improbidade não está dissociada do
elemento subjetivo da conduta do agente, pois depende da comprovação de
dolo.
d) CERTA. Valem os mesmos comentários da alternativa “a”. Os prazos
prescricionais previstos na Lei 8.429/92 não se aplicam para as ações que visam
o ressarcimento ao erário.
e) ERRADA. Segundo a jurisprudência do STJ, não é necessário
demonstrar o risco de dano irreparável para que se possa decretar a
indisponibilidade dos bens nas ações de improbidade administrativa. Para
aquele Tribunal Superior, o periculum in mora é presumido em lei, em razão da
gravidade do ato e da necessidade de garantir o ressarcimento do patrimônio
público em caso de condenação, não sendo necessária a demonstração do risco
de dano irreparável para se conceder a medida cautelar.
Gabarito: alternativa “d”

28. (Cespe – MPE/AC 2014) No que se refere à Lei de Improbidade Administrativa,


assinale a opção correta.
a) Para os efeitos dessa lei, aquele que exerce, ainda que transitoriamente, desde que
de forma remunerada, mandato, cargo, emprego ou função na administração direta é
considerado agente público.
b) De acordo com entendimento pacificado no STJ, os agentes políticos submetem-
se aos preceitos dessa lei.
c) Consoante jurisprudência do STJ, é vedada a cumulação de pedidos condenatório
e ressarcitório em sede de ação por improbidade administrativa.
d) Para os efeitos dessa lei, não se reputa agente público aquele que exerça, por
contratação, emprego em entidade para cuja criação o erário haja concorrido com
mais de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita anual.
e) Segundo entendimento do STJ, seria compatível com a CF eventual preceito
normativo infraconstitucional que impusesse imunidade aos agentes políticos no que
se refere à aplicação dos preceitos da referida lei.

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Comentário:
a) ERRADA. Para os efeitos da Lei de Improbidade Administrativa, o agente
não precisa atuar de forma remunerada.
b) CERTA. De fato, a jurisprudência atual do STJ entende que os agentes
políticos se submetem aos preceitos da Lei 8.429/92. Por exemplo, na ementa
do AREsp 532.658/CE, de 2/9/2014, consta: “o Superior Tribunal de Justiça já
sedimentou o entendimento de que a Lei n. 8.429/1992 se aplica aos agentes
políticos”.
c) ERRADA. As penas previstas na Lei 8.429/92, tanto as de caráter
ressarcitório (ex: ressarcimento ao erário) como as de caráter condenatório (ex:
multa, suspensão dos direitos políticos), podem ser aplicadas conjuntamente
(art. 12, caput da Lei 8.429/92). Aliás, essa é a jurisprudência do STJ:
PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. ATO DE IMPROBIDADE. AÇÃO PRESCRITA
QUANTO AOS PEDIDOS CONDENATÓRIOS (ART. 23, II, DA LEI N.º 8.429/92).
PROSSEGUIMENTO DA DEMANDA QUANTO AO PLEITO RESSARCITÓRIO.
IMPRESCRITIBILIDADE.
1. O ressarcimento do dano ao erário, posto imprescritível, deve ser tutelado quando veiculada
referida pretensão na inicial da demanda, nos próprios autos da ação de improbidade
administrativa ainda que considerado prescrito o pedido relativo às demais sanções previstas na
Lei de Improbidade.
2. O Ministério Público ostenta legitimidade ad causam para a propositura de ação civil pública
objetivando o ressarcimento de danos ao erário, decorrentes de atos de improbidade, ainda que
praticados antes da vigência da Constituição Federal de 1988, em razão das disposições
encartadas na Lei 7.347/85. Precedentes do STJ (...)
3. A aplicação das sanções previstas no art. 12 e incisos da Lei 8.429/92 se submetem ao prazo
prescricional de 05 (cinco) anos, exceto a reparação do dano ao erário, em razão da
imprescritibilidade da pretensão ressarcitória (art. 37, § 5º, da Constituição Federal de 1988).
Precedentes do STJ (...)
4. Consectariamente, uma vez autorizada a cumulação de pedidos condenatório e
ressarcitório em sede de ação por improbidade administrativa, a rejeição de um dos
pedidos, in casu, o condenatório, porquanto considerada prescrita a demanda (art. 23, I, da Lei
n.º 8.429/92), não obsta o prosseguimento da demanda quanto ao pedido ressarcitório em razão
de sua imprescritibilidade.
5. Recurso especial do Ministério Público Federal provido para determinar o prosseguimento da
ação civil pública por ato de improbidade no que se refere ao pleito de ressarcimento de danos
ao erário, posto imprescritível.

d) ERRADA. Tal pessoa é sim considerada agente público para fins da Lei
de Improbidade Administrativa. Afinal, “entidade para cuja criação o erário haja
concorrido com mais de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita anual”
é um sujeito passivo dos atos de improbidade, nos termos do art. 1º da Lei
8.429/92; e, como sujeito ativo, a lei coloca qualquer pessoa que exerça emprego

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nas entidades consideradas sujeitos passivos, ainda que transitoriamente e


sem remuneração, nos termos do art. 2º da Lei 8.429/92:
Art. 1° Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não,
contra a administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da
União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território, de empresa
incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o
erário haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do
patrimônio ou da receita anual, serão punidos na forma desta lei.
(...)
Art. 2°Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que exer ce, ainda
que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação,
contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo,
emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo anterior.

e) ERRADA. Como exemplo, cita-se a decisão do STJ na Rcl 2.790/SC


(2/12/2009):
(...) Excetuada a hipótese de atos de improbidade praticados pelo Presidente da
República (art. 85, V), cujo julgamento se dá em regime especial pelo Senado Federal
(art. 86), não há norma constitucional alguma que imunize os agentes políticos, sujeitos
a crime de responsabilidade, de qualquer das sanções por ato de improbidade previstas
no art. 37, § 4.º. Seria incompatível com a Constituição eventual preceito normativo
infraconstitucional que impusesse imunidade dessa natureza.

Gabarito: alternativa “b”

29. (Cespe – TJ/CE 2014) A propósito da improbidade administrativa, assinale a


opção correta.
a) Constitui ato de improbidade administrativa que importa enriquecimento ilícito a
realização de operação financeira sem observância das normas legais e
regulamentares.
b) Na hipótese de condenação de agente público pela prática de ato de improbidade
administrativa que atente contra os princípios da administração pública, está o
responsável sujeito, entre outras cominações, à suspensão da função pública, pelo
prazo de três a cinco anos.
c) Qualquer pessoa possui legitimidade para representar à autoridade administrativa
competente, de maneira a ser instaurada investigação para apurar a prática de ato de
improbidade administrativa.
d) Para os efeitos da Lei de improbidade administrativa, é considerado agente público
aquele que exerce, ainda que transitoriamente, mandato em entidade da
administração indireta do Poder Executivo estadual, excluído aquele que exerce, sem
remuneração, função na mencionada entidade.

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e) O ressarcimento do dano é obrigatoriamente integral na hipótese da ocorrência de


lesão ao patrimônio público por ação ou omissão dolosa do agente ou de terceiro; na
hipótese de conduta culposa, é admissível o ressarcimento parcial.
Comentário:
a) ERRADA. Nos termos do art. 10, VI da Lei 8.429/92, realizar operação
financeira sem observância das normas legais e regulamentares constitui ato
de improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário, e não que importa
enriquecimento ilícito.
b) ERRADA. Na hipótese de condenação de agente público pela prática de
ato de improbidade administrativa que atente contra os princípios da
administração pública, está o responsável sujeito, entre outras cominações, à
suspensão dos direitos políticos (e não da função pública), pelo prazo de três a
cinco anos (art. 12, III).
c) CERTA, nos termos do art. 14 da Lei 8.429/92:
Art. 14. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente
para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de
improbidade.

d) ERRADA. A Lei também inclui aquele que exerce função sem


remuneração.
e) ERRADA. Tanto no caso de conduta culposa ou dolosa, o ressarcimento
ao erário deve ser sempre integral.
Gabarito: alternativa “c”

30. (Cespe – TCDF 2014) Servidor público que omitir ou negar a publicidade de
qualquer ato oficial incorre em improbidade administrativa.
Comentário: Segundo o art. 11, inciso IV da Lei 8.429/92, constitui ato de
improbidade administrativa que atenta contra os princípios da Administração
Pública (no caso, o princípio da publicidade), “negar publicidade aos atos
oficiais”. Não obstante, o quesito está errado, pois fala em “qualquer” ato oficial
e, como é sabido, os documentos sigilosos devem ter a publicidade
resguardada pelo agente público. Em outras palavras, negar a publicidade a
documentos sigilosos não constitui ato de improbidade administrativa.
Gabarito: Errado

31. (Cespe – TCDF 2014) Considere que José tenha representado contra um
servidor público por ato de improbidade mesmo sabendo ser ele inocente. Nesse caso,
além da sanção penal, José estará sujeito a indenizar o referido servidor pelos danos
materiais, morais ou à imagem que houver provocado.

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Comentário: O quesito está correto, nos termos do art. 19 da Lei 8.429/92:


Art. 19. Constitui crime a representação por ato de improbidade contra agente
público ou terceiro beneficiário, quando o autor da denúncia o sabe inocente.
Pena: detenção de seis a dez meses e multa.
Parágrafo único. Além da sanção penal, o denunciante está sujeito a indenizar o
denunciado pelos danos materiais, morais ou à imagem que houver provocado.

Gabarito: Certo

32. (Cespe – TCE/AC – 2009) O Poder Judiciário, quando atua em caso que envolva
improbidade administrativa, possui a competência para requerer inspeção e auditoria
aos tribunais de contas, responsáveis pela verificação da legalidade da gestão
governamental.
Comentário: A questão está errada, pois os Tribunais Contas apenas
realizam auditoria ou inspeção por iniciativa própria ou por solicitação do Poder
Legislativo. Assim, o Poder Judiciário, mesmo quando atua em caso que
envolva improbidade administrativa, não possui competência para requerer que
os TCs realizem fiscalização.
Gabarito: Errado

33. (Cespe – TCDF 2002) Considere a seguinte situação hipotética. O presidente da


comissão de licitação de uma autarquia do DF devassou o sigilo das propostas,
substituindo a que fora apresentada pela empresa X, de modo que esta veio a vencer
o certame. Subsequentemente, o servidor que auxiliara o presidente da comissão, não
tendo obtido a vantagem que lhe fora prometida, denunciou a irregularidade à chefia
do órgão. Nessa situação, na condenação pela prática criminosa, o juiz poderá impor
ao presidente da comissão de licitação a pena restritiva de direito de perda do cargo
público.
Comentário: O presidente da comissão de licitação que frustra a licitude de
processo licitatório - no caso, devassando o sigilo das propostas - pratica ato
de improbidade administrativa, estando sujeito às sanções da Lei 8.429/92,
dentre elas, a perda da função pública (art. 10, VIII e art. 12, II). O erro do quesito
é que tal prática, quando punida com a perda do cargo público, não constitui
prática criminosa, mas sim ato de improbidade administrativa.
Gabarito: Errado

34. (Cespe – TCDF 2002) A aplicação das sanções definidas em lei para a prática
de ato de improbidade, consistente na realização de despesa não autorizada na lei
orçamentária, está condicionada à apuração de efetiva ocorrência de dano ao
patrimônio público e à rejeição das contas pelo TCDF — isto na hipótese de o gestor

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estar sujeito à apresentação de contas e ao respectivo julgamento destas por aquela


Corte.
Comentário: A realização de despesa não autorizada na lei orçamentária
enquadra-se na categoria de atos de improbidade administrativa que causam
prejuízo ao erário (art. 10, IX). Porém, a aplicação das sanções definidas na Lei
de Improbidade independe da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público
(salvo quanto à pena de ressarcimento), assim como da aprovação ou rejeição
das contas pelo Tribunal de Contas (art. 21, I e II), daí o erro do quesito.
Gabarito: Errado

35. (Cespe – TRF 1ª Região – Juiz 2011) Quando for exarada decisão do tribunal
==3b479==

de contas reconhecendo a legitimidade do ato administrativo, este não poderá ser


objeto de impugnação em ação de improbidade, restando inviabilizado, em tal
hipótese, o controle do Poder Judiciário.
Comentário: O quesito está errado, pois a aplicação, pelo Poder Judiciário,
das sanções definidas na Lei de Improbidade independe da aprovação ou
rejeição das contas pelo Tribunal de Contas (art. 21, II).
Gabarito: Errado

36. (Cespe – TCDF 2012) Durante a instrução processual, o agente público poderá
ser afastado do seu cargo mediante determinação de autoridade administrativa
competente.
Comentário: O quesito está correto, nos termos do art. 20, parágrafo único
da Lei 8.429/92:
Art. 20 (...)
Parágrafo único. A autoridade judicial ou administrativa competente poderá
determinar o afastamento do agente público do exercício do cargo, emprego ou
função, sem prejuízo da remuneração, quando a medida se fizer necessária à instrução
processual.

Gabarito: Certo

37. (Cespe – TCDF 2012) Apenas a autoridade administrativa competente poderá


instaurar investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade, sendo
vedada a representação da autoridade para que ocorra a instauração da investigação.
Comentário: O quesito está errado. Segundo o art. 14 da Lei 8.429/92,
“qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente
para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de
improbidade.” Ademais, de acordo com o art. 22 da Lei, o Ministério Público
também poderá requisitar a instauração de inquérito policial ou procedimento

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administrativo para apurar a prática de ato de improbidade. Portanto, não é


vedada a representação para que ocorra a investigação, daí o erro.
Gabarito: Errado
*************

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Gabarito

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
C E C E E b b b b c
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
C E C E b d b a e C
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
d d e d d a d b c E
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
C E E E E C E

(61) 99170 1432


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Referências:
Alexandrino, M. Paulo, V. Direito Administrativo Descomplicado. 22ª ed. São Paulo:
Método, 2014.
Bandeira de Mello, C. A. Curso de Direito Administrativo. 27ª ed. São Paulo: Malheiros,
2010.
Borges, C. Curso de Direito Administrativo para AFRB 2014: teoria e questões comentadas.
Estratégia Concursos, 2014.
Carvalho Filho, J. S. Manual de Direito Administrativo. 27ª ed. São Paulo: Atlas, 2014.
Di Pietro, M. S. Z. Direito Administrativo. 22ª ed. São Paulo: Editora Atlas, 2009.
Furtado, L. R. Curso de Direito Administrativo. 4ª ed. Belo Horizonte: Fórum, 2013.
Knoplock, G. M. Manual de Direito Administrativo: teoria e questões. 7ª ed. Rio de Janeiro:
Elsevier, 2013.
Justen Filho, Marçal. Curso de direito administrativo. 10ª ed. São Paulo: Revista dos
Tribunais, 2014.
Marrara, Thiago. As fontes do direito administrativo e o princípio da legalidade. Revista
Digital de Direito Administrativo. Ribeirão Preto. V. 1, n. 1, p. 23-51, 2014.
Meirelles, H. L. Direito administrativo brasileiro. 34ª ed. São Paulo: Malheiros, 2008.
Scatolino, G. Trindade, J. Manual de Direito Administrativo. 2ª ed. JusPODIVM, 2014.

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