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03/03/2019 Qual a Diferença entre Interpretação analógica e analogia no Direito Penal?

jusbrasil.com.br
3 de Março de 2019

Qual a Diferença entre Interpretação analógica e analogia no


Direito Penal?

Interpretação analógica Ou intra legem.

É a interpretação necessária a extrair o sentido da norma mediante os


próprios elementos fornecidos por ela.

Masson (2013, p. 111) explica que ela é necessária quando a norma


contém “uma fórmula casuística seguida de uma fórmula genérica”.

O melhor exemplo é o homicídio qualificado (CP, art. 121, § 2º), que


primeiro apresenta a fórmula casuística no caput do parágrafo e, em seus
incisos, fórmulas genéricas, a serem preenchidas de acordo com o caso
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03/03/2019 Qual a Diferença entre Interpretação analógica e analogia no Direito Penal?
concreto.

Analogia

Conhecida também como integração analógica, suplemento analógico,


aplicação analógica ou colmatação do ordenamento jurídico.

Parte da doutrina entende a analogia como forma de interpretação da lei


penal, mas há aqueles que entendem que ela é, na verdade, um método de
integração da lei penal.

A analogia provoca a aplicação de lei existente em caso semelhante, para o


qual as leis existentes são omissas.

É utilizada em hipótese excepcional e apenas para beneficiar o réu


(analogia in bonam partem), nunca para prejudicar o réu (analogia in
malam partem), uma vez que esta afronta o princípio da reserva legal.

Não podem ser aplicadas às leis excepcionais, justamente em função de sua


especialidade.

A analogia é prevista no art. 4º da Lei de Introdução ao Código Civil


Brasileiro (decreto-lei nº 4.657/42), para quem “quando a lei for
omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e
os princípios gerais de direito”.

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