Você está na página 1de 22

Instituto Superior Politécnico de Songo

Curso de Engenharia Eléctrica

3oAno – 5oSemestre

Trabalho de Maquinas Eléctricas II

Grupo IV

Maquinas Síncronas de Polos Salientes

Discente: Docente:

Edson Leandro Elias Chibequete Eng.º Martinho Gaffur

José de Sousa Raul Horácio

Roque Simão Tomé

Songo, Abril de 2018


Instituto Superior Politécnico de Songo

Curso de Engenharia Eléctrica

3oAno – 5oSemestre

Trabalho de Maquinas Eléctricas II

Grupo IV

Maquinas Síncronas de Polos Salientes

Discente: Docente:

Edson Leandro Elias Chibequete Eng.º Martinho Gaffur

José de Sousa Raul Horácio

Roque Simão Tomé

Trabalho elaborado pelos estudantes


de Curso de Engenharia Eléctrica do
Instituto Superior Politécnico de
Songo no âmbito da disciplina de
Maquinas EléctricasII para fim de
avaliação.

Songo, Abril de 2018


Lista de figuras

Descrição Página

Figura 2.1: Diagrama em corte e representação esquemática de uma máquina


síncrona de polos salientes …………………………………………………………………….3

Figura 2.2 Rotores de seis e de oito polos salientes de uma máquina síncrona…….4

Figura 2.3: Estator ou induzido da maquina síncrona…………………………………..5

Figura 2.4: Enrolamentos amortecedores e pólos indutores……………………………6

Figura 2.5.Esquemas equivalentes da máquina síncrona………………………………6

Figura 2.6: Definição de reactância longitudinal e reactância transversal ……………7

Figura 2.7. Motor SM40 ( motor síncrono de polos salientes)…………………………..8

Figura 2.8: (a)Forjamento do aço do rotor integral; (b) Rotor preparado; (c) Rotor já
completo……………………………………………………………………………………….8

Figura 2.9: relação torque x velocidade do MSPSL..................................................10

Figura 2.10:correntes circulares na superfície da sapata do MSPSS………………….10

Figura 2.11: Gerador síncrono com rotor de polos salientes……………………………11

Figura 2.12: circuito equivalente de geradores de polos salientes……………………..12

Figura 2.13: diagrama fasorial de máquina síncrona de polos salientes………………13

i
Índice

Conteúdo Página

1. Introdução ................................................................................................................ 1

1.1. Objectivos e metodologia ................................................................................... 2

1.1.1. Objectivo geral ............................................................................................. 2

1.1.2. Objectivo Especifico ..................................................................................... 2

1.1.3. Metodologia ................................................................................................. 2

2. Máquinas Síncronas de Polos Salientes .................................................................. 3

2.1. Conceitos gerais. ................................................................................................ 3

2.2. Constituição das Máquina síncrona de polos salientes. ..................................... 4

2.2.1. Rotor ............................................................................................................ 4

2.2.2. Estator ......................................................................................................... 4

2.2.3. Carcaça ....................................................................................................... 5

2.2.4. Escovas ....................................................................................................... 5

2.2.5. Enrolamentos amortecedor .......................................................................... 5

2.3. Modelo da Máquina Síncrona de polos salientes ............................................... 6

2.4. Efeitos dos pólos salientes ................................................................................. 7

2.5. Tipos de Máquinas Síncronas de polos salientes. ............................................. 7

2.5.1. Motores sincronas de polos Salientes ......................................................... 8

2.5.1.1. Vantagens dos Motores Síncronos SM40. ............................................... 9

2.5.1.2. Aplicações dos motores SM40 ................................................................. 9

2.5.1.3. Análise de partida do motor síncrono de polos salientes .......................... 9

2.5.2. Geradores síncronas de polos Salientes ................................................... 10

2.5.2.1. Tensões de fase de um gerador síncrono de polos salientes ................. 11

2.5.2.2. Aplicações dos geradores síncronos de polos salientes. ....................... 12

2.5.2.3. Digrama vectorial de um gerador síncrono de polos salientes. .............. 12

ii
2.6. Potência desenvolvida e conjugado de máquinas síncronas de polos salientes
13

2.7. Potência sincronizante das máquinas síncronas de polos salientes ................ 14

2.8. Rendimentos máquinas síncronas de polos salientes. ..................................... 14

2.9. Perdas ocorrentes nas maquinas sincronas de polos salientes. ...................... 15

2.9.1. Perdas mecânicas. .................................................................................... 15

2.9.2. Perdas ôhmicas. ........................................................................................ 15

2.9.3. Perdas no ferro. ......................................................................................... 15

2.9.4. Perdas suplementares. .............................................................................. 15

3. Conclusão .............................................................................................................. 16

4. Bibliografia.............................................................................................................. 17

iii
Maquinas Síncronas de Polos Salientes

1. Introdução

As máquinas eléctricas começaram a ser utilizadas no século XIX, contribuindo para o


avanço industrial do mundo até os dias de hoje. Um tipo muito utilizado de máquina
eléctrica é a máquina síncrona, cuja velocidade de rotação é proporcional à frequência
do sistema à qual está conectada. Uma máquina síncrona, após a sua entrada em
regime permanente de operação, pode ser entendida como a interacção de dois
campos magnéticos presentes no estator e no rotor, partes essenciais da máquina.

Actualmente nas indústrias pelo facto de necessitarem de máquinas que oferecem


altos rendimento, e as centrais eléctricas pelo facto de se verificar muitas variações das
fontes primárias de produção de energia, e também pelo facto necessidade de
máquinas que ajudam muito na correcção do factor de potência, houve a necessidade
de se estudar as máquinas síncronas de polos salientes, pois elas permitem resolver
esses problemas.

O presente trabalho documenta-se no estudo minucioso das máquinas síncronas de


polos salientes focando-se na elaboração de um guia de informações úteis na
compreensão das suas aplicações assim como a diferença dela comparativamente
com as outras máquinas. O trabalho compreende basicamente 3
partes: a pré-textual, textual e pós-textual. A parte textual encontra-se detalhadamente
descritos os conceitos importantes que envolvem o tema

(Chibequete, Horácio, Tomé) 1


Maquinas Síncronas de Polos Salientes

1.1. Objectivos e metodologia

1.1.1. Objectivo geral

Em geral, o trabalho foi elaborado com o objectivo de falar das Maquinas Síncronas de
Polos Salientes.

1.1.2. Objectivo Especifico

De modo a alcançar o objectivo geral, o trabalho apresenta os seguintes objectivos


específicos:

 Definir Maquinas Síncronas de Polos Salientes;


 Apresentar o tipo e a sua Constituição;
 Apresentar a sua área de aplicação;
 Apresentar o seu digrama vectorial;
 Apresentar o conjugado, potência desenvolvida e sincronizante das
máquinas;
 Descrever as perdas ocorrentes nas maquinas;

1.1.3. Metodologia

O presente trabalho foi elaborado principalmente na base de pesquisas online em


arquivos em PDF e em páginas de internet, na bibliografia são devidamente
apresentados os respectivos links.

(Chibequete, Horácio, Tomé) 2


Maquinas Síncronas de Polos Salientes

2. Máquinas Síncronas de Polos Salientes

2.1. Conceitos gerais.

O termo SÍNCRONO vem do grego e significa “com tempo”, dessa forma, temos que
um motor síncrono trabalha “em tempo com” ou “em sincronismo” com uma fonte de
alimentação.

Uma máquina síncrona é uma máquina na qual sua velocidade é proporcional à


frequência de sua armadura. O seu rotor em conjunto com o campo magnético criado
gira na mesma velocidade ou sincronismo com o campo magnético girante.

A máquina eléctrica síncrona é uma máquina responsável pela transformação de


energia envolvendo energia mecânica e energia Eléctrica. É mais utilizada nos
sistemas de geração de energia eléctrica, onde funciona como gerador ou como
compensador de potência reactiva.

Em suma, Máquinas síncronas de polos salientes são aquelas que contêm rotores
que apresentam uma descontinuidade no entreferro ao longo da periferia do núcleo de
ferro. Nestes casos, existem as chamadas regiões interpolares, onde o entreferro é
muito grande, tornando visível a saliência dos polos. Elas apresentam um elevado
número de pólos (48 – 96 pólos), e uma baixa velocidade de rotação entre (150 – 75
rpm) sendo relativamente reduzida a força centrífuga a que os pólos estão sujeitos.

Figura 2.1. Diagrama em corte e representação esquemática de uma máquina


síncrona de polos salientes.

Fonte: fundamentos de máquinas eléctricas.

(Chibequete, Horácio, Tomé) 3


Maquinas Síncronas de Polos Salientes

2.2. Constituição das Máquina síncrona de polos salientes.

2.2.1. Rotor

Os rotores das máquinas de polos salientes são fabricados de 4 polos ou mais com
maior número de polos, são utilizados para operar em baixa rotação, um exemplo é em
centrais hidrelétricas. Cabe, portanto a nível de projeto saber qual gerador com
determinado números de polos é a melhor escolha.

Nos rotores de polos salientes há um núcleo central montado no veio, ao qual se ligam
polos onde estão os enrolamentos do indutor. Esta solução é utilizada normalmente em
máquinas de elevado número de polos (baixa velocidade de rotação), com relativa
redução da força centrípeta a que os polos estão sujeitos.

Figura 2.2 Rotores de seis e de oito polos salientes de uma máquina síncrona.

Fonte: fundamentos de máquinas eléctricas.

2.2.2. Estator

O estator é composto do mesmo material do rotor, que estão arranjados para formação
de ranhuras axiais, nesta forma pode-se colocar as bobinas que constituem o
enrolamento estatórico. É no estator que são induzidas as tensões alternadas, devido
ao movimento do rotor com seu campo magnético continua. As características
magnéticas do estator que são de alta permeabilidade, possibilita um caminho
magnético de baixa relutância para o fluxo, dessa forma reduzindo o fluxo disperso.

(Chibequete, Horácio, Tomé) 4


Maquinas Síncronas de Polos Salientes

Figura 2.3: Estator ou induzido da maquina sincrona

Fonte: máquinas eléctricasI -pea – 2400

2.2.3. Carcaça

A carcaça, protege e apoia a máquina, é nela que os pacotes de chapas e


enrolamentos são inseridos. São construídas carcaças horizontais e verticais, e com a
necessidade de proteção conforme o ambiente, composta em chapas de aço soldada,
formando um cilindro rígido e robusto para ser a base da máquina síncrona.

2.2.4. Escovas

As escovas estacionárias de carvão têm por função conduzir a corrente contínua


quando o enrolamento de campo é excitado, é por meio delas que ocorre o contato
com os anéis colectores ou também conhecidos como anéis deslizantes girantes.

2.2.5. Enrolamentos amortecedor

Na maior parte das máquinas síncronas existe ainda um terceiro enrolamento colocado
no rotor, do tipo gaiola, semelhante ao das máquinas assíncronas. Este enrolamento
destina-se a amortecer oscilações de binário mecânico que provocam quebras de
sincronismo, e que poderiam causar a saída de serviço da máquina uma vez que fora
do sincronismo esta deixa de produzir binário útil (motor ou gerador).

Fora do sincronismo circularão correntes neste enrolamento com frequência de


escorregamento, que pela lei de Lenz criam binário com sentido oposto à variação, a
qual tende a repor a situação de sincronismo. Este enrolamento amortecedor possibilita

(Chibequete, Horácio, Tomé) 5


Maquinas Síncronas de Polos Salientes

ainda o arranque assíncrono de uma máquina síncrona, que de outra maneira não
possui binário de arranque.

Com o objetivo de atenuar as variações de fluxo através do rotor, são instalados, em


geral, condutores de cobre ou bronze, paralelos ao eixo e que são ligados uns aos
outros através de barras ou anéis tal como as das máquinas de indução. Estes
condutores constituem os enrolamentos amortecedores. Em regime permanente, as
f.e.m. induzidas nestes enrolamentos são nulas e por consequência são nulas as
correntes neles induzidas. Assim, os enrolamentos amortecedores funcionarão apenas
em regimes desequilibrados ou em regimes transitórios.

Figura 2.4: Enrolamentos amortecedores e pólos indutores.

Fonte: fundamentos de máquinas eléctricas.

2.3. Modelo da Máquina Síncrona de polos salientes

Indempendetimente do tipo da maquina, tanto seja de polos salientes, assim como de


polos lisos, o circuito equivalente é sempre o mesmo. .

Figura 2.5.Esquemas equivalentes da máquina síncrona

Fonte: fundamentos de máquinas eléctricas.

(Chibequete, Horácio, Tomé) 6


Maquinas Síncronas de Polos Salientes

2.4. Efeitos dos pólos salientes

Em uma máquina de pólos salientes, o que determina a direção de magnetização são


as protuberâncias dos pólos do campo. Na análise deste tipo de máquina é possível
decompor as tensões e correntes em seus componentes segundo os eixos direto e em
quadratura.

Pode-se dizer que, quando o efeito magnético está alinhado com os eixos dos pólos do
campo e as FMMs de eixo direto produzem fluxos nesses eixos e as linhas de força do
campo de reacção se fechem por um percurso caracterizado por um valor baixo de
entreferro. Neste caso a reactância de reacção toma um valor alto que se designa por
. Quando o efeito magnético está centrado no espaço interpolar, trata-se de uma
grandeza de eixo em quadratura. Neste caso as linhas de força vão encontrar um
entreferro elevado segundo o eixo de simetria e por conseguinte tem-se uma
reactância de reacção baixa. Esta reactância é designada por .

Figura 2.6: Definição de reactância longitudinal e reactância transversal .

Fonte: CHAPMAN, S. J. Fundamentos de máquinas elétricas.

2.5. Tipos de Máquinas Síncronas de polos salientes.

Quanto à forma as maquinas síncronas de polos salientes são representadas como


Motor e como gerador.

(Chibequete, Horácio, Tomé) 7


Maquinas Síncronas de Polos Salientes

2.5.1. Motores sincronas de polos Salientes

Os motores síncronas de polos salientes são máquinas que transformam energia


eléctrica em mecânica, de modo a proporcionar uma rotação desejada no veio para
alimentar uma determinada carga. Os motores SM40 (motores síncronos de série 40)
são fabricados com polos salientes sólidos integrais, assegurando resistência mecânica
e a estabilidade do conjunto do rotor.

Figura 2.7. Motor SM40 (motor síncrono de polos salientes)

Fonte: Análise de máquinas de polos salientes (Tiago da Cunha Araújo)

O rotor dos motores SM40 é fabricado com polos salientes sólidos e sapatas integrais,
produzidos a partir de um único bloco de aço, resultando em uma construção robusta,
proporcionando resistência mecânica e estabilidade ao conjunto girante. Os
enrolamentos de campo, fixados nos polos, são isolados com materiais de alta
qualidade.

(a) (b) (c)

Figura 2.8: (a)Forjamento do aço do rotor integral; (b) Rotor preparado; (c) Rotor já
completo.

Fonte: Análise de máquinas de polos salientes (Tiago da Cunha Araújo)

(Chibequete, Horácio, Tomé) 8


Maquinas Síncronas de Polos Salientes

2.5.1.1. Vantagens dos Motores Síncronos SM40.


Os motores SM40 oferecem alta confiabilidade e disponibilidade, com baixa
necessidade de manutenção.

A construção com polos e sapatas polares integrais proporciona: 

 Eliminação dos riscos causados por polos ou sapatas polares soltos, provocados
por afrouxamento de parafusos;
 Eliminação de paradas de máquina para verificação do aperto de parafusos de
polos e sapatas polares.

2.5.1.2. Aplicações dos motores SM40

O alto torque de partida dos motores SM40 é a melhor solução para acelerar cargas de
alta inércia como:

 Compressores centrífugos;
 Refinadores;
 Bombas;
 Ventiladores.

Indústrias que operam ininterruptamente, como de Óleo, Gás, petroquímica,


mineração, siderúrgica e de água, também obtêm excelentes benefícios com o uso dos
motores SM40, já que as vantagens de confiabilidade e eficiência são ainda maiores.

2.5.1.3. Análise de partida do motor síncrono de polos salientes


O motor síncrono de polos salientes pode ser classificado em dois tipos: de polos
sólidos (MSPSS) e polos laminados (MSPSL). O MSPSL possui polos compostos por
chapas de aço perfuradas, comprimidas e formadas. O (MSPSS) tem o rotor construído
em uma peça inteira de massa sólida, feita de aço fundido, forjado ou liga.

2.5.1.3.1. Partida do MSPSL


O MSPSL possui o mesmo comportamento de um motor de indução durante sua
partida por possuir a gaiola de esquilo como o enrolamento do rotor. A curva típica de
relação torque x velocidade de um MSPSL é descrita pela figura 2.8

(Chibequete, Horácio, Tomé) 9


Maquinas Síncronas de Polos Salientes

Figura 2.9: relação torque x velocidade do MSPSL

Fonte: Análise de máquinas de polos salientes (Tiago da Cunha Araújo)

2.5.1.3.2. Partida do MSPSS

O MSPSS não possui barras de enrolamentos amortecedores. Durante a partida, o


fluxo girante do estator induz correntes circulares nos polos salientes. São correntes
que se encontram na superfície do rotor devido ao efeito pelicular e seguem
principalmente as bordas da sapata polar, conforme ilustra a figura 2.9.

Figura 2.10:correntes circulares na superfície da sapata do MSPSS

Fonte: Análise de máquinas de polos salientes (Tiago da Cunha Araújo)

2.5.2. Geradores síncronas de polos Salientes

Os geradores síncronos são máquinas que transformam energia mecânica em


eléctrica. Os geradores de polos salientes, contém um rotor semelhante ao rotor
ilustrado na Figura 2.10., esses rotores são feitos por chapas laminadas de material

(Chibequete, Horácio, Tomé) 10


Maquinas Síncronas de Polos Salientes

magnético, que são justapostas, formando os polos magnéticos, e um enrolamento que


é excitado com corrente contínua, é essa excitação que produz campo magnético. Os
rotores das máquinas de polos salientes são fabricados de 4 ou mais polos; ou seja,
eles contem maior número de polos e são utilizados para operar em baixa rotação.

Figura 2.11: Gerador síncrono com rotor de polos salientes.

Fonte: Estudo do desempenho dinâmico de geradores síncronos.

2.5.2.1. Tensões de fase de um gerador síncrono de polos salientes

Tratando-se de rotor de polos salientes, é mais fácil produzir um campo magnético em


algumas direções do que em outras, ao considerar o efeito dos conjugados de
relutância. Dessa forma, a tensão de armadura Eest é composta pelo componente de
eixo directo da tensão de reação de armadura E d mais a componente de eixo em
quadratura Eq. Seguindo o mesmo princípio para tensão de fase de geradores de polos
lisos, a tensão no caso dos geradores de polos salientes pode ser representada pelas
seguintes equações:

Onde:

(Chibequete, Horácio, Tomé) 11


Maquinas Síncronas de Polos Salientes

Xd é reatância síncrona direta da máquina e Xq é reatância síncrona em quadratura da


máquina.

2.5.2.2. Aplicações dos geradores síncronos de polos salientes.

 São aplicados em potências pequenas e médias (100 kw - 5 mw) accionados a


partir de motores diesel ou pequenas turbinas a vapor, apresentando um nº de
pólos reduzido entre ( 4 – 6 – 8 pólos ) - rotações médias ( 1800 – 1200 – 900
rpm ).
 São aplicados em centrais hidroeléctricas para converter a energia mecânica
fornecida pelas turbinas do tipo Francis ou Kaplan, devido à velocidade
reduzida, segundo a natureza da queda da água.

2.5.2.3. Digrama vectorial de um gerador síncrono de polos salientes.

Divido aos polos salientes a reactância síncrona decompõe-se em reactância síncrona


do eixo directo ou longitudinal e reactância síncrona em quadratura ou de translação
. Neste caso a corrente (de armadura) é decomposta de componentes fictícias
designadas e Respectivamente.

O circuito equivalente de polos salientes é mostrado na figura abaixo. O circuito


apresenta a tensão interna e a tensão nos terminais da maquina ( ), Com
respectivas resistências da armadura, de eixo directo e do eixo de quadratura Do
gerador. Apesar das reactâncias de eixo directo e de quadratura estarem
representadas no mesmo circuito, elas não estão ligadas em série. As quedas tensões
em cada uma das reactâncias estão desfasadas entre si a 90 graus.

Figura 2.12: circuito equivalente de geradores de polos salientes.

Fonte: Estudo do desempenho dinâmico de geradores síncronos.

(Chibequete, Horácio, Tomé) 12


Maquinas Síncronas de Polos Salientes

Figura 2.13: diagrama fasorial de máquina síncrona de polos salientes.

Fonte: Estudo do desempenho dinâmico de geradores síncronos.

Da figura 2.13, nota-se que a tensão é a soma fasorial da tensão em seus terminais
( ) e das quedas de tensão nas resistência e nas reactância.

Da mesma figura o ângulo será calculada pela equação a seguir:

2.6. Potência desenvolvida e conjugado de máquinas síncronas de


polos salientes
A potência desenvolvida numa máquina síncrona de polos salientes é a potência
eléctrica que a máquina fornece a carga. Considerando se desprezível a resistência na
armadura as potências activas e reatavas serão:

Onde verifica-se a partir do diagrama da figura 2.12 que:

Substituindo nas equações acima teremos:

(Chibequete, Horácio, Tomé) 13


Maquinas Síncronas de Polos Salientes

( )

( )

O primeiro termo dessa expressão é o mesmo que a potência em uma máquina de


rotor cilíndrico (excepto a reactância, que é Xd em vez de XS), e o segundo termo é a
potência adicional, originária do conjugado de relutância da máquina. Como o
conjugado induzido é dado por , o mesmo pode ser expresso como:

( )

2.7. Potência sincronizante das máquinas síncronas de polos


salientes
Devido a alguns distúrbios no âmbito do funcionamento das máquinas, o ângulo de
carga vária, o que corresponde a máquina a desenvolver uma potência adicional de
modo que ela mantenha o sincronismo. A potência sincronizante é a potência adicional
que deve ser desenvolvida para manter o sincronismo da máquina, e ela pode ser
calculada a partir da equação abaixo:

* ( ) +

2.8. Rendimentos máquinas síncronas de polos salientes.


As perdas nas máquinas síncronas ocasionam a redução do rendimento, influenciam
diretamente quanto ao seu custo de funcionamento, o aquecimento ligado a potência
de saída nominal sem danificar o isolamento da máquina, as principais perdas são
mecânicas, ôhmicas, ferro e suplementares. O rendimento é alto quando a máquina
opera em plena carga e menor com carregamento baixo. O rendimento é dado pela
equação.

Normalmente o rendimento dessas maquinas é muito alto, rondando nos 98%.

(Chibequete, Horácio, Tomé) 14


Maquinas Síncronas de Polos Salientes

2.9. Perdas ocorrentes nas maquinas sincronas de polos salientes.

2.9.1. Perdas mecânicas.

As perdas mecânicas são devidas ao atrito nas escovas e mancais, ventilação e na


potência utilizada para refrigerar a máquina sistema de ventilação, sendo ventiladores
próprios ou externos (retirando a potência para forçar o ar para dentro da máquina por
meio dos condutos externos). Perdas por atritos e ventilação são medidas pela
potência de entrada quando a máquina síncrona estiver na velocidade apropriada, sem
a carga e excitação. Geralmente as perdas mecânicas são calculadas com as perdas
no núcleo.

2.9.2. Perdas ôhmicas.

Perdas pelo efeito Joule ou RI², relacionada as resistências dos enrolamentos e das
condições de fluxo, a resistência varia de acordo com a temperatura, elevação na
temperatura dos condutores implica em maior resistência e consequentemente pela
relação joulica, maiores perdas.

2.9.3. Perdas no ferro.

As perdas pelas correntes de Foucault e histerese, perdas por correntes parasitas


existem devido a alteração de densidades de fluxo no ferro da armadura quando
somente a excitação da máquina está sendo alimentada, essas perdas podem ser
calculadas pela expressão.

2.9.4. Perdas suplementares.

Essas perdas são determinadas por ensaios e são de difícil precisão, elas são
originadas pela distribuição não uniforme de corrente no cobre e por perdas adicionais
no núcleo, que é o efeito da distorção do fluxo magnético no ferro quando a máquina
estiver com carga (correntes de carga).

(Chibequete, Horácio, Tomé) 15


Maquinas Síncronas de Polos Salientes

3. Conclusão

Através dos conceitos apresentados no trabalho, conclui-se que as máquinas síncronas


de polos salientes são de grande importância principalmente para a área de geração de
energia. No caso de usinas hidroelétricas que utilizam turbinas Francis ou Kaplan, o
rotor de polos salientes é o modelo com maior destaque, pois devido à natureza da
queda nas hidroelétricas a velocidade de rotação da máquina acaba sendo
consideravelmente baixa, e por este motivo, são máquinas com muitos polos que
exigem um maior diâmetro de suas estruturas. As máquinas síncronas de polos
salientes são muito usadas como gerador nas suas aplicações mais importantes

De igual modo, concluiu-se também que Os motores síncronos de polos salientes são
utilizados em escala cada vez maior nas indústrias graças a algumas especificidades
em seu funcionamento, dentre as quais vale destacar seu alto rendimento e a
possibilidade de trabalharem na correcção do factor de potência da rede. Além destas
também é possível citar o torque elevado, a velocidade constante mesmo com
variações da carga e a manutenção reduzida.

(Chibequete, Horácio, Tomé) 16


Maquinas Síncronas de Polos Salientes

4. Bibliografia

[1]. Análise de máquinas de polos salientes (Tiago da Cunha Araújo).Brazil, 2015.

[2]. GE. Motores Síncronos. Nota técnica 02, 2000. Disponível em:
<https://www.geindustrial.com.br/download/artigos/nt02.pdf>. Acesso em 26 de Março
2018.

[3]. LIMA, Mateus Dias. Motor e gerador de polos lisos e salientes. Sinop-MP. 2016.

<<http://www.eletrica.ufpr.br/piazza/materiais/Rafael&Trasel.pdf>>. Acesso em 14 de Março


de 2018

[4]. ARAUJO, Thiago da Cunha. Análise de máquina síncrona de pólos salientes


sólidos. Projeto de Graduação. Rio de Janeiro, UFRJ, 2011. Disponível em:
<http://monografias.poli.ufrj.br/monografias/monopoli10003931.pdf>. Acesso em: 14
Março 2018

[5]. REZEK, A. J. J. Fundamentos básicos de máquinas elétricas: teoria e ensaios.


Rio de
Janeiro: Synergia; Itajubá: Acta, 2011.

[6] CHAPMAN, S. J. Fundamentos de máquinas elétricas. 6. ed. Porto Alegre:


Bookman, 2013.

(Chibequete, Horácio, Tomé) 17

Você também pode gostar