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Conceito: O direito societário compreende o estudo das

sociedades. E as sociedades, por sua vez, são pessoas jurídicas


de direito privado, decorrentes da união das pessoas, que
possuem fins econômicos, ou seja, são constituídas com a
finalidade de exploração de uma atividade econômica e
repartição dos lucros entre seus membros.

Sociedades – Exercem atividade econômica e visam à partilha de


lucros entre os sócios (art. 981, CC).
Associações – Não possuem fins econômicos e, consequentemente
não distribuem lucros entre seus associados (art. 53, CC).
Limitada (Anônima, LTDA)
Responsabilidade dos Sócios Ilimitada (Em nome coletivo)
Mista (Comandita simples)

Dúvida: Responsabilidade da Empresa: Limitada ou Ilimitada?

Contratuais (Soc. Limitada)


Regime de Constituição
Estatutárias (Soc. Anônima)
De pessoas (Nome Coletivo, Soc. Limitada)
Composição
De capital (Soc. Anônima, Comandita por Ações)

1.2 Sociedades Não Personificadas

- Sociedade em Comum

- Sociedade em Conta de Participação


1.2.1. DA SOCIEDADE EM COMUM

- A Sociedade Comum, segundo alguns autores, é a que conhecemos


tradicionalmente com os nomes de sociedade irregular ou sociedade
de fato.

- Trata-se da sociedade que ainda não inscreveu seus atos constitutivos


no órgão de registro competente (Junta Comercial).

- O legislador optou pela responsabilidade ilimitada, porém


subsidiária, dos sócios em geral; e responsabilidade ilimitada e direta
somente do sócio que contratou pela sociedade.

- Patrimônio social da sociedade em comum é formado por todos os


bens que estão diretamente afetado ao exercício da atividade
constitutiva do objeto social.

- Não possui personalidade jurídica.


1.2.2. DA SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO

- A sociedade em conta de participação é o que a doutrina chama de


sociedade secreta. Na verdade, não se trata, propriamente, de uma
sociedade, mas de um contrato especial de investimento.

- A sociedade em conta de participação apresenta duas categorias


distintas de sócios: o sócio ostensivo e os sócios participantes (também
chamados de sócios ocultos).

- A Conta de Participação é uma “sociedade” que só existe


internamente, ou seja, entre os sócios. Externamente, isto é, perante
terceiros, só aparece o sócio ostensivo, o qual exerce em seu nome
individual, a atividade empresarial, e responde sozinho pelas
obrigações contraídas.

- Não possui personalidade jurídica.


1.3 SOCIEDADES PERSONIFICADAS

- Sociedade Simples

- Sociedade Limitada

- Sociedade Anônima

- Sociedade em Nome Coletivo

- Sociedade em Comandita Simples

- Sociedade em Comandita por Ações

- Sociedade Cooperativa
1.3.1. SOCIEDADE SIMPLES

- É a sociedade que tem por objeto o exercício de atividade


econômica não empresarial.

- São sociedades formadas por profissionais intelectuais


(médicos, engenheiros, músicos, etc.) cujo objeto social é o
exercício da própria atividade intelectual de seus sócios.

- Trata-se de uma sociedade contratual, ou seja, caracteriza-se


por ser constituída por meio de um contrato social e tem seu
regime de constituição e dissolução previsto no Código Civil.

- Os bens particulares dos sócios não podem ser executados


por dívidas da sociedade, senão depois de executados os
bens sociais.
1.3.2. SOCIEDADE LIMITADA

- A sociedade limitada representa, com certeza, o tipo societário mais


utilizado na praxe comercial brasileira, correspondendo a
aproximadamente mais de 90% dos registros de sociedade no Brasil.

- Por quê?

- Porque, basicamente, existem duas características específicas que a


tornam um tipo societário bastante atrativo para os pequenos e
médios empreendimentos: a contratualidade e a limitação de
responsabilidade dos sócios.

- Contratualidade tem a ver com o quê?

- Ora, na hora de firmar o vínculo societário os sócios tem maior


liberdade, algo que não ocorre, por exemplo, nas sociedades
anônimas, cujo vínculo é estatutário e submetido a um regime legal
previamente balizado na lei.
- Associações dos Credores da Idade Média – Séc. XV
(Officium Procuratorum Sancti Georgio – Gênova/ITA)
ORIGEM
- Companhia das Índias (Estados Nacionais) – 1453
(Cia. das Índias Ocidentais Holandesa – 1600)

- Configura espécie societária bastante atrativa para os grandes


empreendimentos.

- Na Europa, dava-se por outorga do Poder Estatal. Em 1808 (Código


Comercial Francês), passou a ser faculdade aberta aos investidores,
dependendo de autorização do Estado. Em meados de 1800, com o
avanço do capitalismo, passou apenas ao registro no órgão
competente (regulamentação).
1.3.3.1. No Brasil, também houve três fases históricas:
- Outorga do Poder Imperial (Ex: Banco do Brasil, criado em
1808, por meio de Alvará do Rei Dom João VI);
- Autorização governamental – Código Comercial de 1850;
- Regulamentação (Lei 6.404/1974 – LSA).

1.3.3.2. Características Principais das Sociedades Anônimas:


a) Natureza capitalista
b) Essência empresarial
c) Identificação exclusiva por denominação
d) Responsabilidade limitada dos seus sócios
Natureza Capitalista:
- A sociedade anônima tem como característica intrínseca a sua
feição eminentemente capitalista, ou seja, nela a entrada de
estranhos ao quadro social independe da anuência dos demais
sócios.
- Pode-se dizer que na S/A a participação societária (chamada
de ação) é livremente negociável e pode ser penhorada para
a garantia de dívidas pessoais de seus titulares.

Essência Empresarial:
- Art. 982, parágrafo único, do Código Civil: As sociedades por
ações, cuja principal espécie é justamente a sociedade
anônima, é considerada uma sociedade empresária
independente do seu objeto social.
Identificação Exclusiva por Denominação
- Conforme disposto no art. 1160, do CC, “a sociedade anônima
opera sob denominação designativa do objeto social,
integrada pelas expressões ‘sociedade anônima’ ou
‘companhia’ por extenso ou abreviadamente.
- Se a S/A optar pelo uso da expressão companhia (Cia.) esta
jamais poderá vir no final da denominação, devendo vir
apenas no começo ou no meio. Ex: Cia. de Alimentos Vilhena, ou
Vilhena Cia. De Alimentos.

Responsabilidade Limitada dos Acionistas


- Cada sócio responde apenas pela sua parte no capital social,
não assumindo qualquer responsabilidade pelas dívidas da
sociedade.
1.3.4. Sociedade em Nome Coletivo

- Mais antigo tipo societário medieval;

- Origem nas comunidades familiares italianas da Idade Média


(Séc. V ao Séc. XV);

- Consistiam em associações decorrentes de laços familiares, às


quais de atribuem diversas nomenclaturas: fraternitates,
societates, collegia, etc.

- Responsabilidade ilimitada dos sócios que a compõem;

- Deve sempre adotar a firma social como espécie de nome


empresarial (Art. 1041, parte final, c/c Art. 1157, CC).
A LOBA CAPITOLINA (Rômulo e Remo)
1.3.5. Sociedade em Comandita Simples (FIRMA SOCIAL)

- Não há consenso na doutrina acerca da sua origem histórica,


havendo quem aponte que a “Comandita Simples” seria uma
evolução da “Nome Coletivo”, acrescida da característica de
responsabilidade limitada de alguns sócios.

- Há quem afirme que a origem dessas sociedades está nas


commendas medievais, uma espécie de contrato especial em que um
capitalista (chamado de comanditário) entregava dinheiro ou bens a
navegadores ou mercadores, a fim de que estes os negociassem,
repartindo os lucros posteriormente.

- Sócios na Comandita Simples:

Comanditários (P. Natural ou Jurídica) – Responsabilidade LIMITADA

Comanditados (P. Natural) – Responsabilidade ILIMITADA


1.3.6. Sociedade em Comandita por Ações

- Trata-se de sociedade empresária híbrida: tem aspectos de


sociedade em comandita e aspectos de sociedade anônima.

- Tem o seu capital dividido em ações; e assim como as sociedades em


comandita simples, possui duas categorias distintas de sócios, uma
com responsabilidade limitada e a outra com responsabilidade
ilimitada.

- Opera sob firma ou denominação.

- Enquanto na S/A a responsabilidade de todos os acionistas é


limitada, na sociedade em comandita por ações, o acionista diretor,
ou seja, aquele acionista que exerce função de administração da
sociedade responde ilimitadamente pelas obrigações sociais.
1.3.7. Sociedade Cooperativa
- Lei nº 5764/1971 (Política Nacional de Cooperativismo);

- O Código Civil disciplinou as cooperativas estabelecendo que elas


serão sempre sociedades simples, independente do seu objeto
social.

- Quanto à responsabilidade dos sócios, estabeleceu o art. 1095, do


CC que “na sociedade cooperativa, a responsabilidade dos sócios
pode ser limitada ou ilimitada”.

- §1º É limitada a responsabilidade na cooperativa em que o sócio


responde somente pelo valor de suas quotas e pelos prejuízos
verificado nas operações sociais, guardada a proporção de sua
participação nas mesmas operações.

- §2º É ilimitada a responsabilidade na cooperativa em que o sócio


responde solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais.
Questões de Prova!

1. Assinale “V” para verdadeiro e “F” para falso para cada


uma das assertivas abaixo:

a) As sociedades exercem atividade econômica e visam à


partilha de lucros entre sócios e não-sócios. ( )

b) As associações não possuem fins econômicos, e


consequentemente não possuem divisão de lucros entre seus
associados. ( )

c) Quanto à responsabilidade dos sócios, essas podem ser


limitadas, ilimitadas e mista. ( )

d) A responsabilidade da empresa é sempre limitada. ( )


e) Quanto ao regime de constituição das sociedades empresárias, estas
podem ser contratuais ou estatutárias. ( )

f) Quanto à composição, as sociedades podem ser de pessoas (S/A) e


de capital (LTDA). ( )

g) Existem três tipos de sociedades não personificadas de acordo com


o Código Civil de 2002, quais sejam: Sociedade em Comum, Sociedade
em Conta de Participação, e a Sociedade Limitada. ( )

h) A sociedade em comum, também conhecida como sociedade de fato,


trata-se da sociedade que ainda não inscreveu seus atos constitutivos
na Junta Comercial. ( )

i) Quanto à sociedade em comum, o legislador optou pela


responsabilidade ilimitada, porém subsidiária, dos sócios em geral; e
responsabilidade ilimitada e direta somente do sócio que contratou
pela sociedade. ( )
2. Acerca da Sociedade em Conta de Participação, marque a
alternativa incorreta:

a) A sociedade em conta de participação é o que a doutrina chama de


sociedade secreta. Na verdade, não se trata, propriamente, de uma
sociedade, mas de um contrato especial de investimento.

b) A sociedade em conta de participação apresenta duas categorias


distintas de sócios: o sócio ostensivo e os sócios participantes (também
chamados de sócios ocultos).

c) A Conta de Participação é uma “sociedade” que só existe


internamente, ou seja, entre os sócios. Externamente, isto é, perante
terceiros, só aparece o sócio ostensivo, o qual exerce em seu nome
individual, a atividade empresarial, e responde sozinho pelas
obrigações contraídas.

d) Possui personalidade jurídica.


3. Assinale a opção abaixo que não pode ser classificada
como sociedade personificada, de acordo com o nosso
ordenamento jurídico pátrio:

a) Sociedade Limitada

b) Sociedade Anônima

c) Sociedade em Comandita por Ações

d) Sociedade Cooperativa

e) Sociedade em Comum
4. Quanto às Sociedades Simples, é incorreto afirmar que:

a) É a sociedade que tem por objeto o exercício de atividade


econômica não empresarial.

b) São sociedades formadas por profissionais intelectuais (médicos,


engenheiros, músicos, etc.) cujo objeto social é o exercício da própria
atividade intelectual de seus sócios.

c) Trata-se de uma sociedade estatutária, ou seja, caracteriza-se por


ser constituída por meio de um contrato social e tem seu regime de
constituição e dissolução previsto no Código Civil.

d) Os bens particulares dos sócios não podem ser executados por


dívidas da sociedade, senão depois de executados os bens sociais.
5. Julgue o item abaixo sobre as sociedades limitadas:

i) Basicamente, existem duas características específicas tornam a


sociedade limitada um tipo societário bastante atrativo para os
pequenos e médios empreendimentos: a contratualidade e a limitação
de responsabilidade dos sócios. ( )

6. Dentre os itens a seguir, assinale aquele que não representa uma


característica das Sociedades Anônimas:

a) Natureza capitalista

b) Essência empresarial

c) Identificação exclusiva por denominação

d) Responsabilidade limitada dos seus sócios

e) Nome empresarial por meio de firma social


7. Sobre a Sociedade em Nome Coletivo, marque a alternativa
incorreta:

a) Origem nas comunidades familiares italianas da Idade Média (Séc.


V ao Séc. XV).

b) Consistiam em associações decorrentes de laços familiares, às quais


de atribuem diversas nomenclaturas: fraternitates, societates, collegia,
etc.

c) Responsabilidade ilimitada dos sócios que a compõem.

d) Deve sempre adotar a firma social como espécie de nome


empresarial.

e) Mais novo tipo societário presente em nosso Código Civil.


Complexo de bens

Estabelecimento empresarial

Bens materiais: equipamentos, veículos, produtos, etc.


Bens imateriais: marcas, invenções, des. industriais, etc.

Direito de propriedade industrial: conjunto de regras e princípios


que conferem tutela jurídica específica aos elementos imateriais
do estabelecimento empresarial, como as marcas e desenhos
industriais registrados e as invenções e modelos de utilidade
patenteados.
1.1 Histórico do Direito de Propriedade Industrial

- Durante muito tempo, o homem não teve a preocupação


específica de proteger seus inventos.

- Após a Revolução Industrial (1760 - 1860), percebeu-se que a


criação era o grande instrumento de poder e riqueza.

- Todavia, a história registra que o primeiro caso conhecido de


proteção concedida a uma invenção ocorreu em 1236, em
Bordeaux (França), quando concedeu-se a Bonafasus de Sancta
e Companhia, o direito de explorar com exclusividade, por 15
anos, o método flamengo de tecer e tingir tecidos de lã.

- Leonardo da Vinci protegia as suas invenções usando diversos


artifícios, como a prática de escrever ao contrário ou de deixar
erros propositais nos seus textos.
Máquina de Guerra – Leonardo da Vinci
Parafuso Aéreo – Leonardo da Vinci
Máquina voadora – Leonardo da Vinci
Bicicleta – Leonardo da Vinci
Paraquedas de Leonardo da Vinci

Em 1495, Leonardo da Vinci escreveria em


suas notas: "Se um homem dispuser de uma
peça de pano impermeabilizado, tendo seus
poros bem tapados com massa de amido e
que tenha dez braças de lado, pode atirar-
se de qualquer altura, sem danos para si".
Leonardo é considerado o precursor como
projetista de um paraquedas no ocidente.
???
- O Brasil foi um dos países fundadores da Convenção de Paris (final do
século XIX): Uniformização internacional da defesa da propriedade
intelectual e industrial.

- Constituição de 1824, art. 179, inciso XXVI: “os inventores terão


propriedade de suas descobertas ou das produções. A lei lhes assegurará
um privilégio exclusivo e temporário ou lhes remunerará em ressarcimento
da perda que hajam de sofre pela vulgarização.”

- Constituição de 1988, art. 5º, inciso XXIX: “a lei assegurará aos autores dos
inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem como
proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de
empresas, e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o
desenvolvimento tecnológico e econômico do País.”

- Lei nº 9.279/1996 (Lei de Propriedade Industrial – LPI).


De invenção
Patente De modelo de utilidade
- Concessão de
Registro De marca
De desenho industrial

- Regressão às falsas indicações geográficas

- Repressão à concorrência desleal

Obs.: A LPI considera os direitos de propriedade industrial coisas


móveis.
- Autarquia Federal, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior.

- Responsável por conceder os direitos de propriedade industrial


no Brasil.

- Página para acesso: http://www.inpi.gov.br/portal/

- Atribuição de conceder privilégios e garantias aos inventores e


criadores em âmbito nacional.
- Concessão de patente – Carta de patente.

- O que é uma invenção? Trata-se de um ato original decorrente


da atividade criativa do ser humano.

- A LPI afirma que “é patenteável a invenção que atenda aos


requisitos de novidade, atividade inventiva e aplicação industrial”.

- Modelo de utilidade: objeto de uso prático, ou parte deste,


suscetível de aplicação industrial, que apresente nova forma ou
disposição, envolvendo ato inventivo, que resulte em melhoria
funcional no seu uso ou em sua fabricação (LPI, art. 9º). Alguns
preferem chamar de pequena-invenção ou mini-invenção.
Patente de Invenção - Exemplos
Desenvolvimento do Telefone:
MOUSE – US3541541 – Indicador de posição X-Y para
uma tela
ORGANIZADOR DE GAVETAS MODULAR
UM 7000709-8 – Módulos para composição de caixas e/ou divisões para
disposição de objetos, peças e produtos diversos
PORTA SABÃO EM PÓ COM DOSADOR
MU 7702338-2 – Disposição construtiva em porta
sabão em pó e similares.
- Devem ser preenchidos três requisitos:

a) Novidade – Deve ser algo desconhecido até mesmo para a


comunidade científica especializada na área de conhecimento;

b) Atividade inventiva – O inventor deverá demonstrar que chegou


àquele resultado novo em decorrência específica de um ato de
criação seu. Invenção é diferente de descoberta!

c) Aplicação industrial – Esse requisito é preenchido quando a


invenção ou o modelo de utilidade possam ser utilizados ou
produzidos em qualquer tipo de indústria. Ou seja, o invento deve
ser útil e factível.
- A proteção ao desenho industrial não se dá por patente, mas sim por
registro. O desenho industrial não é patenteável, mas registrável.

- Conceito: (LPI, art. 95) – Considera-se desenho industrial a forma


plástica ornamental de um objeto ou o conjunto ornamental de linhas e
cores que possa ser aplicado a um produto, proporcionando resultado
visual novo e original na sua configuração externa e que possa servir
de tipo de fabricação industrial.

- Qual a diferença entre desenho industrial e obra de arte?

- A obra de arte é protegida pelo direito autoral (Lei 9.610/1998).


São quatro requisitos:

a) Novidade – Art. 96 da LPI: o desenho industrial é considerado novo


quando não compreendido no estado da técnica (tudo aquilo
tornado acessível ao público antes da data de depósito do pedido.

b) Originalidade – Tem que ter uma configuração visual distintiva em


relação a outros objetos anteriores.

c) Aplicação industrial – serve basicamente para distinguir os


desenhos industriais das obras de arte.

d) Licitude – Não pode ser contrário à moral, aos bons costumes, à


honra das pessoas, à liberdade de religião, etc.
- Trata-se de um bem protegido por registro.

- Definição: Marcas são os sinais distintivos visualmente perceptíveis,


não compreendidos nas proibições legais. (Art. 122, LPI).

- Finalidade: Diferenciar os produtos (ou serviços) dos seus


concorrentes no mercado.

- Pode registrar como marca um sinal sonoro? ( ) Sim ( ) Não

- Direito ao uso exclusivo.


- Conceito: É o documento necessário ao exercício do direito,
literal e autônomo, nele mencionado. (Cesare Vivante)

- Código Civil, art. 887. Título de crédito é o documento


necessário ao exercício do direito literal e autônomo nele contido,
que somente produz efeito quando preenche os requisitos da lei.

- Ou seja, trata-se de um instrumento comercial que tornou as


trocas dos bens mais rápidas e mais seguras ao longo da história.

- Exemplos de títulos de crédito: letra de câmbio, nota


promissória, cheque e duplicata.
2.1 Princípio da Cartularidade:

- O exercício de qualquer direito representado no título pressupõe a


sua posse legítima.

- O titular do crédito representado no título deve estar na posse deste


(ou seja, da cártula), que se torna, pois, imprescindível para a
comprovação da própria existência do crédito e da sua consequente
exigibilidade.

- Situação 01: Fulano se dirige ao Banco para descontar um cheque de


R$ 500,00; quando ele se aproxima do caixa do banco, percebe que
não está portando a cártula chéquica (o cheque). Ainda assim, ou seja,
sem portar a cártula, ele poderá receber os R$ 500,00?
2.2 Princípio da Literalidade

- Princípio segundo o qual o título de crédito vale pelo que está escrito.

- Em outros termos, nas relações cambiais, somente os atos que são


devidamente lançados no próprio título produzem efeitos jurídicos
perante o seu legitimo portador.

- Situação 02: Beltrano, portando uma cártula chéquica, dirige-se ao


banco a fim de descontá-la. O cheque possui o valor de R$ 250,00.
Beltrano recebeu esse cheque de Fulano em decorrência da venda de
um relógio. Ocorre que, ao chegar no caixa do banco, Beltrano
lembra-se que Fulano lhe deve R$10,00, em decorrência da venda de
uma bateria para o relógio. Assim, explica a situação para o
funcionário do banco e pede que lhe seja entregue a quantia de R$
260,00. Ele poderá receber esse valor?
2.3 Princípio da Autonomia

- Por esse princípio, entende-se que o título de crédito configura


documentos constitutivo de direito novo, autônomo, originário e
completamente desvinculado da relação que lhe deu origem.

- Situação 03: Digamos que “A” compra um carro de “B”, sendo esta
compra instrumentalizada por meio da emissão de uma nota
promissória no valor de R$ 10.000,00. “B”, por sua vez, tem uma
dívida perante “C” no valor aproximado de R$ 10.000,00. Nesse caso,
“B” poderá quitar a dívida que tem perante “C” utilizando-se da nota
promissória dada por “A” endossando-a para “C”, que se torna o
titular dessa nota, podendo cobrar o seu respectivo valor de “A” na
data do vencimento. Nessa hipótese, “A” poderá recusar-se ao
pagamento do título alegando, por exemplo, eventual nulidade da
venda que “B” lhe fez, venda essa que, como dito acima, originou a
emissão da nota promissória?
3.1 Quanto à forma de transferência ou circulação

- Título ao portador: é aquele que circula pela mera tradição, uma


vez que neles a identificação do credor não é feita de forma
expressa.

- Título nominal: é aquele que identifica expressamente o seu titular,


ou seja, o credor.

- Em regra, os títulos de crédito (letra de câmbio, nota promissória,


cheque e duplicata) são títulos nominais, ou seja, devem ser emitidos
com indicação expressa do beneficiário do crédito e podem circular
via endosso.
3.2 Quanto ao modelo

- Título de modelo livre: é aquele para o qual a lei não


estabelece uma padronização obrigatória, ou seja, a sua
emissão não se sujeita a uma forma específica estabelecida.
- Ex: letra de câmbio e nota promissória.

- Título de modelo vinculado: é aquele que se submete a uma


rígida padronização fixada pela legislação cambiária
específica, só produzindo efeitos legais quando preenchidas as
formalidades legais exigidas.
- Ex: cheque e duplicata.
3.3 Quanto às hipóteses de emissão

- Título causal: é aquele que somente pode ser emitido nas


restritas hipóteses em que a lei autoriza a sua emissão.
- É o caso, por exemplo, da duplicata, que só pode ser emitida
para documentar a realização de uma compra e venda
mercantil (duplicata mercantil) ou um contrato de prestação de
serviços (duplicata de serviços).

- Título abstrato: é aquele cuja emissão não está condicionada a


nenhuma causa preestabelecida em lei. Em síntese: podem ser
emitidos em qualquer hipótese.
- É o caso do cheque, que pode ser emitido para documentar
qualquer relação negocial.
4.1 Letra de Câmbio

- Surge como decorrência de operações cambiais.

- Quando um determinado comerciante realizava negócios em


determinada cidade, acumulava uma soma de riqueza representada
pela moeda local. Ao chegar a outra localidade, a moeda era
diferente. Ele, então, sempre que deixava uma cidade na qual
negociara, trocava todo o seu dinheiro com um banqueiro, que lhe
entregava uma carta (littera cambii), ordenando que outro banqueiro
pagasse a quantia nela fixada ao seu portador.

- Trata-se de título que não vingou no Brasil, tendo sido substituído, na


praxe comercial, pela duplicata.
4.2 Nota promissória

- Trata-se de uma promessa de pagamento, diferentemente da letra de


câmbio que é uma ordem de pagamento.

- Da mesma forma como ocorre com a letra de câmbio, a nota promissória


deve atender a requisitos legais para que valha como título de crédito.

4.2.1 Requisitos:

- Deve conter a expressão nota promissória;


- É uma promessa incondicional de pagamento de quantia determinada;
- Deve conter o nome do tomador;
- Tem que ter a data do saque;
- A assinatura do subscritor.
- O lugar do saque.
4.3 Cheque

- É ordem de pagamento à vista emitida contra um banco em razão


dos fundos que a pessoa (emitente) tem naquela instituição
financeira.

- É um título de modelo vinculado, uma vez que só é cheque aquele


documento emitido pelo banco, em talonário específico, com uma
numeração própria, seguindo os padrões fixados pelo Banco
Central.

- A ordem de pagamento constante do cheque deve indicar de forma


precisa o valor a ser pago pelo sacado ao tomador, indicação essa
que será feita em algarismos e também por extenso. Havendo
divergência, prevalece o valor mencionado por extenso (art. 12 da
Lei do Cheque).
Emissão

Sacador Sacado Tomador


(Correntista) (Instituição financeira) (Credor)
Único devedor

Apresentação para
Desconto do numerário pagamento
da conta corrente
4.3.1 Algumas características importantes do cheque

- Não há limites de endosso no cheque;

- Cláusula “não à ordem”, situação em que o título não poderá circular


por meio do endosso;

- Quando o seu valor não for superior a R$ 100,00 (cem reais),


podem ser emitidos ao portador. (art. 69, Lei 9069/95)

- O cheque não é uma forma de pagamento de aceitação obrigatória


por estabelecimentos comerciais; (STJ)

- Entretanto, se o estabelecimento comercial admite o pagamento em


cheque, só pode negar essa faculdade a um consumidor se
apresentar justa causa; (STJ)
- Cheque pré-datado (ou pós-datado) x apresentação
antecipada.

- Súmula 370, STJ. Caracteriza dano moral a apresentação


antecipada de cheque pré-datado.

- Situação 04: “A” celebra negócio com “B” e faz o pagamento


por meio de um cheque pré-datado. “B” endossa esse cheque
para “C”. “C”, passando por dificuldades financeiras, dirige-se
ao Banco antes da data pré-acordada constante no cheque e
apresenta o mesmo. Nessa situação, “A” poderá ingressar com
ação de indenização contra “C”?

- Cheque cruzado?
4.4 Duplicata (Lei 5474/1968)

- Título de crédito concebido pelo direito brasileiro, que nasceu


como instrumento de política fiscal – controlava a incidência do
imposto do selo – e se consolidou em razão do pouquíssimo uso
da letra de câmbio na praxe comercial nacional.

- Só serve para duas relações jurídicas: compra e venda


mercantil, e contrato de prestação de serviços;

- Trata-se de título de crédito emitido pelo próprio credor


(vendedor);

- A duplicata pode ser à vista ou a prazo;


5.1 Endosso

- É o ato cambiário mediante o qual o credor do título de crédito


(endossante) transmite seus direitos a outrem (endossatário).

- É ato cambiário, pois, que põe o título em circulação.

- Produz dois efeitos:


a) Transfere a titularidade do crédito;
b) Responsabiliza o endossante.
5.2 Aval

- Ato cambiário pelo qual um terceiro (o avalista) se responsabiliza pelo


pagamento da obrigação constante no título.

- O avalista, ao garantir o cumprimento da obrigação do avalizado,


responde de forma equiparada a este.

- O local apropriado para a realização do aval é o anverso do título, caso


em que basta a assinatura do avalista.

- Aval X Fiança

5.3 Protesto

- Trata-se do ato formal pelo qual se atesta um fato relevante (falta de


aceite do título, falta de pagamento do título) para a relação cambial.
FIM

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