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Aula 01

O som:

SOM é a sensação produzida no ouvido pelas vibrações de corpos elásticos.


Uma vibração põe em movimento o ar na forma de ondas sonoras, que se
propagam em todas as direções simultaneamente, efeito semelhante à onda
provocada quando jogamos uma pedra em um lago tranquilo.
Imagine um jogador de vôlei que no momento do ponto emite um grito de
felicidade... Certamente toda a torcida espalhada pelo ginásio irá ouvi-lo.

Gráfico de onda senóide

O gráfico acima mostra dois ciclos completos de oscilação de uma onda senoidal. O
eixo horizontal representa a passagem do tempo enquanto que o vertical representa a
variação de pressão em um determinado ponto do meio.

Vibrações:

A Vibração Regular produz sons de altura definida, os chamados sons


musicais ou notas musicais. Por exemplo, o som do piano, do violino, etc.

A Vibração Irregular¹ produz sons de altura indefinida.

¹ Em música não são utilizados somente sons regulares (com alturas


definidas), alguns instrumentos de percussão, por exemplo, estão entre os que
produzem sons de altura indefinida, portanto os sons irregulares também
representam elementos igualmente importantes no um universo musical.

Para compreender melhor sobre a nossa percepção e codificação dos sons, assista:
https://www.youtube.com/watch?v=-4cy3oIkUss

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Propriedades do som:

Altura, Duração, Intensidade e Timbre.


Todo e qualquer som possui simultaneamente as quatro propriedades.

Altura:
É a propriedade do som em ser mais grave ou mais agudo. É determinada pela frequência
das vibrações, isto é, a velocidade delas.

Para o som da nota Dó, no centro do piano, a velocidade de vibração aproximada


é de 261 vezes por segundo, numeral que naturalmente irá se elevar quando
tocarmos notas mais agudas, portanto quanto maior o número de vibrações
(velocidade), mais agudo será o som obtido.

Para ilustrarmos vibrações, poderíamos citar as cordas de um violão, que ao


serem tangidas provocam uma ondulação, saindo do seu estado de repouso, neste
caso é visualmente perceptível, porém devemos observar que se trata de um
princípio físico, um instrumento de sopro promove o mesmo fenômeno, a diferença é
que esta ação se dará através de uma coluna de ar, quanto menor a coluna, mais
agudo será o som, já que suas dimensões influenciam diretamente na velocidade
das vibrações.

Como já mencionamos, quanto maior a frequência, mais agudo será o


resultado sonoro. Observe os exemplos abaixo:

Você sabia?

Os sons mais baixos perceptíveis aos seres humanos, ocorrem em uma frequência de 16 à 20
vibrações por segundo, no caso do agudo este limite está em aproximadamente 20 mil
vibrações por segundo. Alguns animais como as baleias podem perceber sons de frequência
extremamente baixa, já os cães, por exemplo, podem perceber sons consideravelmente
acima das 20 mil vibrações.

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Intensidade: 
É a propriedade de o som ser mais fraco ou mais forte. É determinada pela amplitude
da vibração sonora que o agente produz. Portanto preliminarmente associe intensidade
com volume¹, pois é comum a confusão relacionando altura e intensidade, lembre-se, altura
é referente à vibrações, quanto maior o número de vibrações mais alto será o som. Neste
caso, quanto maior a energia aplicada maior será a intensidade do som.

¹ Como mencionado, associar intensidade com volume poderá ser interessante nesta etapa, porém,
em outro estágio dos estudos musicais veremos que o volume representa o quantitativo de instrumentos,
por exemplo, o volume de violinos de uma orquestra sob o ponto de vista quantitativo.

Timbre:
É a propriedade do som que permite reconhecer a sua fonte. É a
"cor" do som de cada instrumento ou voz, derivado da intensidade dos sons
harmônicos que acompanham os sons principais. É pelo timbre que sabemos
se o som vem de um violino, de uma flauta, de um piano ou de uma voz
humana. Aprofundaremos um pouco mais a frente, o assunto: “Série
harmônica”.

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Duração:
Tempo de emissão das vibrações, tempo em que o som permanece perceptível. Em
primeiro momento o necessário diferenciar simplesmente sons curtos e longos.

Reproduza as linhas a seguir:

_____________________ __________ ________ __________________

_________ _________ _________ _________ ___________________

__ __ __ __ _____________________ __ _________ _________ ____

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O Princípio da escrita musical:

Desde o início do desenvolvimento da


escrita, momento que costumamos designar
como o "início da história", o homem procurou
registrar todos os acontecimentos e histórias
passadas por meio dessa forma de
comunicação. Anteriormente, no que
chamamos de "pré-história", o homem já
registrava as suas impressões mediante
pinturas e sinais. Não era ainda uma forma
organizada de símbolos tal como os alfabetos
e números. Todas as formas de comunicação,
no entanto, surgiram desse exercício
experimental de tentar se comunicar e
transmitir ideias por meios de sinais.
A música nasceu lá nos primórdios da humanidade. Porém, transmitir uma ideia
musical mediante anotações simbólicas foi um caminho muito mais demorado do que
transmitir ideias por meio das palavras. No início, tentou-se transmitir a ideia melódica
através das letras do alfabeto ou de caracteres simbólicos. As primeiras tentativas
conhecidas foram feitas pelos povos mesopotâmicos há mais de cinco mil anos. Os gregos,
já no século IV a.c conseguiram uma maior complexidade nessa forma alfabética de
escrever música. Mas tal método nunca conseguiu dar a exatidão de "tonalidade" e tempo
das notas musicais, nem a "praticidade" exigida para uma leitura rápida e organizada de
uma partitura.

Notas musicais/pauta:
A música foi cultivada durante muito tempo por
transmissão oral, de geração em geração. As origens da
notação musical ocidental encontram-se nos símbolos
taquigráficos gregos, chamada notação fonética. Do
século V ao século VII foi aperfeiçoado um sistema de
neumas, uma espécie de mnemônica, que não definia a
altura exata, apenas dava uma ideia aproximada da
melodia.

Guido D’Arezzo, o início de uma nova escrita, o


Tetragrama.
Por volta do século IX surge a pauta. A
princípio consistia em uma única linha
horizontal colorida, à qual foi posteriormente
acrescentada outra. Guido D'Arezzo (992-
1050) sugeriu o emprego de três e quatro linhas (o canto gregoriano ou
cantochão utiliza até hoje o tetragrama). O pentagrama, sistema de
cinco linhas paralelas, conhecido desde o século XI, foi adotado apenas
no século XII.

Portanto até o século XI a altura era a única característica


grafada. No século XII inicia-se a definição da duração. O timbre
começa a ser indicado a partir do século XVI e a intensidade a partir do
século XVII.

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A origem do nome das notas:

Por volta do ano 1030 d.c, Guido D'Arezzo,


encarregado do coro da escola, na Toscana (Itália), criou
um sistema para facilitar o aprendizado e memorização da
música pelos alunos. O hino a São João Batista era uma
cantiga popular entre os meninos cantores, que a
cantavam pedindo proteção para suas vozes.
Guido D'Arezzo utilizou a primeira sílaba de cada
verso da primeira estrofe como partícula mnemônica de
uma escala musical. Esse sistema logo se popularizou pela
sua praticidade em relação à escrita alfabética. Podemos
afirmar que Guido D´Arezzo teve papel revolucionário na
música, pois sintetizou o inicio do que seria o caminho
lógico para séculos seguintes.

Hino a São João Batista

O "Ut" - primeira nota da escala,


foi futuramente substituído pelo "Dó",
por ser mais eufônico.

2) Leia o gráfico abaixo:

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Podemos observar que a importância exclusiva neste caso foi a direção do som, não
temos a precisão sobre a altura exata das figuras, o que preliminarmente presumimos, é que
todas as figuras tem a mesma duração, este exemplo pode nos dar uma dimensão do
quanto Guido D´Arezzo, e suas adaptações foram importantes para a história da música.

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Ordenação:
Segundo o dicionário da língua portuguesa, este termo significa: Colocar-se, dispor-se em
ordem; Na música este ponto é realmente muito importante, portanto exercite diariamente
as ordenações expostas neste conteúdo.

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O pentagrama ou pauta musical:


Pentagrama ou pauta musical: Como já observamos nas páginas iniciais desta
apostila, o inicio da grafia de alturas tendo como base uma pauta, ocorreu no século IX,
deste período em diante, as pautas tiveram inúmeras alterações. Atualmente a pauta de
cinco linhas é aceita como a mais funcional e de fácil interpretação.
Portanto as notas são distribuídas sobre as linhas e espaços, seguindo o conceito de
altura (sons agudos), à medida que as notas são grafadas na direção da parte superior,
mais aguda será sua representação sonora. * O conceito de grave e agudo é relativo, já
que para alguns instrumentos, a mesma nota pode ser aguda em alguns e grave em outros.

Agudo

Grave

Nomeie as notas a partir da referência dada

 
 

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Pesquise:
O que são, e qual a função das linhas suplementares inferiores e superiores?

Claves
O significado da palavra clave é chave, do latim. Pois bem, literalmente é a chave de
uma partitura, a clave determina a nota de referencia para a leitura.

Clave de FÁ na 4ª Linha. Clave de SOL 2ª linha

A figura a seguir se refere à partitura do piano, pois em função de sua extensão de


graves e agudos (também subgraves e superagudos) é necessária utilização das duas
claves.

Observe: Clave de SOL:

Instrumentos agudos. EX: Violino, flauta, trompete, etc.

Clave de FÁ:

Instrumentos graves. EX: Fagote, contrabaixo, violoncelo, etc.

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Nomeie as notas nas claves a seguir:

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O que há de diferente na figura ao lado:

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Conforme nossa abordagem sobre claves, compreendemos que é a partir da clave


grafada no início da pauta que obtemos a nota de referência, assim deduzimos todas as
outras em uma partitura, portanto as claves podem ser distribuídas de maneiras diferentes,
ou seja, em linhas diferentes.

A utilização de claves em diferentes linhas tem o objetivo de facilitar a leitura, em


destaque estão as mais utilizadas atualmente. Em teoria, podemos com uma clave apenas
representar todos os sons musicais, porém isso proporcionaria um excesso de linhas
suplementares, tornando a leitura algo quase impossível. Veja o exemplo:

OBS: Nas figuras ao lado, existe apenas a diferença de


fonte gráfica, ambas representam a clave de dó.

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Aula 03

Pulsação:

Em música pulsação significa medidas de tempo, qualquer


música que você já tenha ouvido, por mais complexa que
pareça, tem uma pulsação básica, podemos nos referir a ela como batidas
implícitas de igual duração contidas na música.

Podemos exemplificar a partir de nossos batimentos cardíacos, temos


pulsações regulares advindas das variações da pressão sanguínea, com oscilações
naturais de velocidade.
Por exemplo, um adulto saudável em situação normal estabelece em média
70 BPM (batimentos por minuto), em uma situação de estresse ou durante exercícios
físicos, seus batimentos se elevam podendo ultrapassar 180 BPM, algo natural já que
a alteração foi de velocidade dos batimentos, porém o intervalo entre eles,
proporcionalmente continua o mesmo. Por outro lado, se este indivíduo
apresentasse batimentos irregulares, ou seja, com intervalos não proporcionais aos
BPM, caracterizaria um distúrbio chamado arritmia, causando desconforto e mal
estar.
Pulsação em música segue o mesmo conceito, as “batidas” devem ser
constantes e de durações equivalentes. Você provavelmente ao ouvir música, se
percebe batendo o pé no chão, pois bem, esse bater constante representa a
pulsação de que estamos nos referindo.

Veja o exemplo:

Linha horizontal representa silêncio.


Linhas verticais representam pulsação.

A) Pulsação regular (musical/coração saudável):

B) Pulsação Irregular (arritmia):

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Bata Palmas de acordo com as pulsações abaixo:

Acessar o vídeo 3.2

Tempo: É o intervalo entre as pulsações.

1 2 3 4 5 6 7 8 ...

Compasso: É o agrupamento destes tempos em fragmentos iguais¹.

EX:

Compasso binário: 2 tempos

1 2 1 2 1 2 1 2 ...

Compasso ternário: 3 tempos

1 2 3 1 2 3 1 2 ...

¹ O tema compassos será abordado detalhadamente nas páginas seguintes,


portanto o apresentamos aqui apenas para ilustrar o contexto de pulso, tempo e
compasso.

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Aula 04

Figuras e Valores:
Antes de abordarmos este tema se você julgar pertinente, leia novamente os tópicos
anteriores, procure sanar suas dúvidas antes de prosseguir.

As figuras rítmicas (mensurais) surgiram século XIII com o objetivo de determinar as


durações dos sons, naturalmente muitas mudanças ocorreram ao longo dos séculos, muitas
figuras foram criadas, outras com o próprio desenvolvimento da musica acabaram se
extinguindo.
Notação Atual:

Duração relativa é determinada pela proporcionalidade entre as figuras;

Duração absoluta é data pela indicação do andamento e formula de compasso;

Valores positivos (figuras) indicam a duração dos tempos;

Valores negativos (pausas) indicam a duração dos silêncios.

Figuras rítmicas e numerais

Conheça as três partes da figura:

HASTE
COLCHETE OU
BANDEIROLA

CABEÇA

Obs: Observe o nº na parte superior do exemplo, cada figura musical tem um numero
correspondente que evidencia sua proporcionalidade. EX: Uma (1) semibreve equivale a Quatro (4)
semínimas.

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Duração relativa:
FIGURAS E PROPORCIONALIDADES: Observe nas proporcionalidades, que as figuras se
subdividem de maneira binária, ou seja, a figura tem valor fixado na metade da anterior e
no dobro da seguinte.

Observe o mesmo conceito de divisão binária dos tempos, neste caso, a figura
referencial é a mínima.

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Duração relativa: observe novamente o conceito de divisão binária dos


tempos, neste caso, a figura referencial é a semínima, do ponto de vista da
relatividade, poderíamos utilizar como referencia uma colcheia, semicolcheia, etc.

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Assista ao vídeo aula ao vivo

Valores relativos: Quantas mínimas ????


A)
As figuras da esquerda equivalem a quantas mínimas? 

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B) 
Valores relativos: Quantas Semínimas ????

As figuras da esquerda equivalem a quantas Semínimas? 
 

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C) 
Valores relativos – Quantas Semicolcheias???

As figuras da esquerda equivalem a quantas semicolcheias? 
 

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D)

Valores Relativos – Quantas colcheias ????


As figuras da esquerda equivalem a quantas Colcheias? 
 

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E)
Valores relativos- Positivos e negativos ???

As figuras da esquerda equivalem a quantas semínimas? 
 

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Assista ao vídeo 5.1

Aula 05
Ritmo:
A origem do termo é advinda do grego, “aquilo que flui, aquilo que se move”,
música compreende uma linguagem própria através de sons e silêncios, portando ritmo é a
maneira como se sucedem os valores, representados graficamente pelas figuras que você
conheceu no tópico anterior.

Leitura Rítmica:
Significa a interpretação das durações escritas em uma partitura. Vários fatores são
relevantes para isso, a partir deste parágrafo, iremos trabalhar estes aspectos
gradativamente. O entendimento das figuras rítmicas é essencial para o desenvolvimento
do músico, ler uma figura e interpreta-la adequadamente é uma tarefa que necessita de
atenção e dedicação constante, podemos exemplificar essa leitura como uma nova língua
que você está aprendendo, seu exercício diário o levará à fluência.

Unidade de tempo (U.T):


Significa o valor correspondente a uma pulsação, em teoria, qualquer nota poderia
ser empregada como unidade de tempo, porém as mais utilizadas são mínima, semínima e
colcheia. Veja o exemplo:

a) Conforme abordagem da página ¹², temos abaixo um exemplo de pulsação


regular.

b) Se a unidade de tempo em questão for estabelecida como a semínima, por


exemplo, teríamos o seguinte:

U.T ( )

U.T ( )

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Leitura Relativa

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Assista ao vídeo 5.2

Compasso:
Compreendemos e exercitamos anteriormente, leitura
rítmica, que significa a interpretação das durações escritas
em uma partitura. Com o conhecimento que adquirimos até
esta etapa, poderíamos definir ritmo como um agrupamento
de valores (positivos e negativos), compasso significa o
agrupamento destes valores rítmicos em fragmentos
regulares de tempo. Estes sequenciais rítmicos são
separados pelas barras de compasso (travessão vertical).

Barras de compasso

Compasso Simples:
Quando a unidade de tempo apresentada é uma figura simples, sendo divisível por
dois (divisão binária). Isto é, se a unidade de tempo for a semínima, como no exemplo a
seguir, trata-se de um compasso simples, já que esta unidade é divisível por dois, obtendo
assim duas colcheias, se por acaso a unidade de tempo fosse uma colcheia, também seria
simples, pois a colcheia seria divisível por dois, resultando em duas semicolcheias.

EX 1.2: Quantidade de pulsações por compasso.

Unidade de tempo (Semínima)

No exemplo acima, percebemos se tratar de um compasso binário, ou seja, está


subdividido em partes iguais, sendo que cada fragmento compreende duas semínimas
(figura correspondente ao numeral 4).

EX 1.3:

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No exemplo acima 1.3, temo respectivamente um compasso ternário e um


quaternário, com o numeral correspondente (unidade de tempo) 4 = semínima.

Tirando da gaveta: Conteúdo da aula 04 observe as figuras, pausas e seus numerais


correspondentes.

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Assista ao vídeo 6.1


Aula 06
Identificação de compassos:
Esta etapa do aprendizado compreenderá o treinamento auditivo para o
reconhecimento das fórmulas de compasso binário, ternário e quaternário. Para tentarmos
determinar um “mapa” de probabilidades iremos recorrer a gêneros que tradicionalmente
utilizam-se destas fórmulas;

SAMBA

Bossa

Baião

Guarânia
VALSA

JAZZ
POP

ROCK

Vale ressaltar que no conteúdo apresentado trata-se de gêneros com grande


ocorrência destas fórmulas de compasso, obviamente ao longo dos estudos conheceremos
outras fórmulas e padrões que irão contestar esta abordagem inicial. Lembre-se, nem tudo
que reluz é ouro.

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Assista ao vídeo 7.1 Aula 07

Acentuação métrica:
Acento significa aplicação de maior intensidade a uma determinada nota em um
trecho ou fragmento musical. Pois bem, acento métrico é atribuído aos compassos, são
acentuações de maior e menor intensidade em tempos pré-determinados. O acento
métrico não é grafado na maioria das vezes em uma partitura.

Compasso Binário: 1º tempo: Forte, 2º tempo: Fraco.


Compasso Ternário: 1º tempo: Forte, 2º tempo: Fraco; 3º tempo: Fraco.
Compasso Quaternário: 1º tempo: Forte, 2º tempo: Fraco;
3º tempo: Meio-forte, 4º tempo: Fraco.

OBS: Nos treinamento auditivo estamos identificando as fórmulas de compasso, entre


os exemplos há grande frequência dos gêneros Samba e Bossa Nova para compasso
binário, portanto é pertinente ressaltar uma característica particular, o acento métrico está
no tempo (2), ou seja, nestes casos o tempo forte deixa de ser o 1ª para ser o 2º.

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Assista ao vídeo aula ao


vivo Aula 08

Quinário e Setenário:
Trata de compassos mistos, ou seja, soma de dois outros compassos.

Ouça um exemplo de compasso misto:

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Exercício 01
De acordo com a fórmula de compasso dada, insira as barras.

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Exercício 2
De acordo com as barras de compasso, determine a fórmula.

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Divisão:
A partir desta aula abordaremos o tema divisão, que representa a união de duas
competências adquiridas até aqui: Leitura de clave e leitura rítmica.

Aula 09
Assista ao vídeo 9.1

Padrão de regência:
A palavra reger significa conduzir, um maestro conduz uma numerosa orquestra a
partir de gestos e sinais, a execução de uma peça orquestral depende em grande
parte das habilidades do seu regente, sua expressão, sua condução de andamentos
etc. Utilizaremos em todos as aulas seguintes os padrões de regência para a
contagem dos pulsos de um determinado compasso procure através dos exercícios
adquirir fluência mecânica dos movimentos, isso será de grande valia daqui para
frente.

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Compasso quaternário:

Compasso ternário:

Compasso Binário:

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Assista ao vídeo 10.1 Aula 10


Introdução ao solfejo tonal.

Solfejar significa, cantar música escrita em uma partitura. Já o tonalismo é um


sistema em que dentre as notas de uma escala, estabele-se uma como centro,
ficando as demais “subordinadas” a esta (tônica).

Solfejo numérico:
Utilizaremos como ferramenta preparatória ditados numéricos para
representar as notas de uma determinada escala/tonalidade.

Dicas importantes:
 Antes de iniciar, certifique-se de que a tonalidade está bem estabelecida
para você, cante uma escala maior, ascendente e descendente até que
você perceba afinação e coerência sonora.
 Cante a seguinte sequência numérica: 5, 4, 3 , 2 , 1, 7, 1 , 5, 1.
 Observe as sequências, procure identificar graus conjuntos, saltos e
repetições.

A 1232 3132 1313 2321 2123 2321 3212 3123 1323 21

B 1353 5313 1535 1531 3531 5131 5353 1353 5315 31

C 1353 1213 5351 2132 3523 1532 3253 1235 2325 21

D 1356 5353 1315 6531 5653 1653 1653 5315 3565 31

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Divisão rítmica:

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Anexo Leitura rítmica:

01

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02

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03

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04

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05

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06

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Anexo Leitura de Clave:

01

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02

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03

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