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SUMÁRIO

Introdução............................................................................ 4
A importância do Ômega 3............................................... 6
Por que priorizar Ômega 3?.............................................. 8
Como incluir quantidade satisfatórias........................... 14
de ômega 3 na dieta dos pacientes?
Por que prescrever suplementos de ômega 3?............ 18
Como escolher os melhores suplementos .................. 19
de ômega 3 para seus pacientes?
Considerações finais......................................................... 22
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................... 23
ela escreveu para você

Priscila Gontijo Corrêa é líder de marketing de conteúdo e analista de


SEO na Vhita. É nutricionista inscrita no CRN3 nº 47582.

Formada em nutrição e mestre em ciências pela UNIFESP


(Universidade Federal de São Paulo), hoje está cursando doutorado em
Psicobiologia pela UNIFESP.

Priscila possui experiência em desenvolvimento de pesquisa científica


e atendimento clínico, na área esportiva e estética.

Veja a Priscila no
Insta
Clique aqui e veja o Lattes @prigontijo
N a faculdade de nutrição, aprendemos sobre ciências
dos alimentos, metabolismo humano, planejamento e
execução de cardápios para indivíduos ou para coletividade.
a qualidade de vida quando procuram o nutricionista. Com
uma breve analogia, vamos comparar o perfil de pacientes
com uma pirâmide, assim, temos no topo aqueles que seguem
religiosamente as recomendações nutricionais, e na base aqueles
A maioria de nós, nutricionistas, saímos da faculdade e que não possuem ação de mudança e culpam o nutricionista por
isso, ou então, se culpam e se envergonham de não conseguir
partimos para um curso de pós graduação a fim de aperfeiçoar
seguir o cardápio e não voltam ao consultório. Claro que, como
os conhecimentos na área que escolhemos seguir. Para o
uma pirâmide, a base é onde estão a maioria dos indivíduos.
atendimento clínico no consultório, mesmo após a especialização,
são incontáveis as dificuldades que encontramos. Lidar com Cabe a nós termos empatia para ajudar a maioria que nos
um indivíduo e toda a subjetividade genética e sociocultural procura, não esquecendo que por mais atenciosos, dedicados
no qual ele se insere, é uma árdua tarefa que precisamos e bons profissionais que sejamos, muitos pacientes não vão
enfrentar com muita responsabilidade na conduta nutricional. mudar seus hábitos. E, com alguns pacientes, vamos falhar na
conduta ou prescrição. A vasta dimensão biológica do corpo
De forma genérica, precisamos absorver os conceitos e
humano e os desvios padrões de comportamento alimentar
aplicações da dietoterapia para prevenção e tratamento de doenças
crônicas não transmissíveis e infecciosas através dos alimentos.
Entretanto, sabemos que promover mudanças nos parâmetros
bioquímicos e melhorar a saúde e a qualidade de vida de uma
boa parcela dos pacientes apenas com o uso dos alimentos,
não é tão simples assim. Na prática, precisamos muitas vezes,
optar pelo uso de suplementos, só que nem sempre sabemos
qual suplemento priorizar para determinado perfil de paciente.

As principais dificuldades em ser assertivo na adoção da conduta


nutricional dos sonhos, estão nos problemas de saúde relacionados
à má alimentação que só crescem e na variedade de suplementos
com alegações funcionais de benefícios existentes no mercado. Além
disso, modificar o comportamento alimentar das pessoas é muito
mais complexo do que conseguimos entender na faculdade ou na
especialização, para isso não há certo ou errado, a conduta a ser seguida
é algo que adquirimos errando e aprendendo na prática mesmo.

Muitos pacientes querem melhorar a saúde, a estética ou

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que podem afetam a saúde de uns mas de outros não, para nossos colegas da área com argumentos precisos.
desafiam a nutrição, assim como o câncer desafia a medicina.
No mercado competitivo dos suplementos alimentares, de
Nas orientações dietéticas, buscamos adequar as necessidades fato alguns possuem qualidade superior a outros, por isso,
nutricionais dos pacientes através dos alimentos. Priorizamos sempre considerando toda a ética que envolve a prescrição e indicação de
a comida de verdade e sugerimos a redução dos ultraprocessados, não produtos comerciais, precisamos indicar marcas sim. O marketing
é verdade? Precisamos ser capazes de oferecer o melhor cardápio da indústria de alimentos e suplementos se aproveita muito da
e sugestões para elevar a qualidade de vida do paciente. Para isso, desinformação do consumidor - nossos pacientes - para vender
não podemos deixar de estudar, a atualização deve ser constante, é produtos. E o mais preocupante é que orientar o paciente quanto
muito mais do que cursos de pós e especializações. Afinal, há muitos a escolha de um produto é um conhecimento que nem sempre
parâmetros e mecanismos biológicos esclarecidos pela literatura, aprendemos na faculdade. Relembrar a bioquímica dos nutrientes
mas a ciência da nutrição é relativamente nova, e muitas variáveis e legislações regulatórias é fundamental para entender a matéria
precisam de maior volume investigações antes de virar protocolo prima e a diferença entre as marcas dos produtos comerciais.
para condutas ou mesmo, ser lançado como um produto comercial.
Quer ver um exemplo? Geralmente prescrevemos suplementos
Em nossa conduta temos, portanto, que considerar o ser humano de ômega 3, dentre as diversos marcas existentes, como você
dentro de um contexto social, cultural e biológico dentro do respaldo orienta seu paciente? Você sugere três marcas por qual critério?
científico da literatura base da nutrição e da produção científica É pelo marketing de relacionamento feito pela visitação de marcas?
em tempo real para nos manter atualizados com as novidades Ou é quando um professor da pós sugere? É porque a marca diz
da área da saúde, o que inclui novos produtos no mercado. ter o selo do IFOS? Se você respondeu mentalmente que sim
para alguma dessas perguntas, saiba que isso não é critério de
Somos bombardeados com lançamentos de produtos com escolha plausível para uma bom nutricionista. Escolher as marcas
apelos funcionais todos os dias, sendo que muitos desses produtos de ômega 3 para sugerir ao paciente, envolve entender vários
utilizam de matéria prima ainda alvo de pesquisas científicas. São parâmetros bioquímicos do óleo de peixe como a concentração, o
lançados como promessa de benefícios baseados em poucos número de cápsulas por dose, o que é e o que avalia o selo IFOS.
ensaios randomizados, às vezes nem é feito a pesquisa clínica, basta
um ensaio in vivo e a matéria prima é lançada e vira um produto. Veja neste material, porque precisamos priorizar a inclusão
dos suplementos de ômega 3, e saiba escolher as melhores
Em razão disso, fica o alerta: precisamos conhecer, marcas pela qualidade do produto e não pelo marketing.
filtrar e priorizar alguns suplementos em detrimento de
outros de acordo com o problema principal apresentado
pelo paciente. Faz parte do nosso dever justificar a nossa
conduta nutricional tanto para os nossos pacientes quanto

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AConceitos,
importância do Ômega
verdades e mitos
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F alar da importância do ômega 3 para um nutricionista inflamatória capazes de reduzir citocinas e quimiocinas de perfil
é como chover no molhado, não é mesmo? Portanto, Th1 (pró inflamatórias), produzidos em grandes quantidades
vamos apenas relembrar porque a suplementação de ômega na fisiopatologia das doenças crônicas não transmissíveis. Já
3 é tão importante para a maioria dos nossos pacientes. para o cérebro, o ômega 3 está presente na composição dos
neurônios e na formação de hormônios relacionados à sinapses,
Os benefícios do ômega 3 são retratados por milhões de pessoas implicando na melhora da comunicação e oxigenação cerebral 2 ,4,5.
ao redor do mundo. A suplementação com esse nutriente é uma
das poucas com embasamento científico de precisão e acurácia. Para a promoção dos efeitos, a ingestão do ômega 3 precisa
Com mais de 30 mil estudos dentre ensaios in vitro, in vivo, clínicos ser regular em quantidades mínimas de 1000 mg ao dia. Para
randomizados e meta-análises realizados nos últimos 35 anos 1, 2. promover o consumo dessa quantidade, é preciso adequar a dieta
do paciente com alimentos fontes de ômega 3, como os peixes
O aumento da incidência de doenças crônicas como de águas frias. Uma curiosidade! Você sabia que os peixes não
diabetes, hipercolesterolemia, hipertensão e obesidade são produzem ômega 3? Apenas microrganismos como bactérias e
questões de prioridade na saúde pública. Essas patologias zooplânctons conseguem produzir o ômega 3, mas os zooplânctons
aumentam o risco de desenvolvimento de complicações na são a base da cadeia alimentar dos ecossistemas aquáticos ¹.
saúde e morte por doenças cardiovasculares. A obesidade já
é considerada como uma pandemia mundial. A alimentação,
o que inclui a ingestão adequada de ômega 3, é um fator de
prevenção e tratamento relevante para essas doenças 1, 2, 3, 4.

No ínicio, o consumo de ômega 3 estava associado a


melhora dos parâmetros lipídicos e prevenção de doenças
cardiovasculares, hoje se sabe que o nutriente também
interfere em vias relacionadas a saúde cerebral. O principal
mecanismo de ação do ômega 3 para o coração é derivar
mediadores lipídicos como as prostaglandinas, com ação anti-

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O s peixes que vivem em águas profundas e geladas consomem
mais zooplânctons porque precisam de bastante energia
para manutenção da sua temperatura corporal, dessa forma,
características de formação semelhantes, existem vários tipos,
sendo os mais estudados são: o ácido eicosapentanoico (EPA), ácido
decosahexaenoico (DHA), ácido alfalinolênico (ALA). Por definição
estocam grandes quantidades de gordura em seu organismo, bioquímica descrita no livro “Química de alimentos” do Fennema, e
se tornando as principais fontes de ômega 3 para os humanos. de outras literaturas básicas de ciências do alimentos, os ômegas
Além de peixes gordurosos, o ômega 3 pode ser encontrado em 3 são ácidos graxos poli-insaturados de cadeia longa. Já li e escutei
alimentos de origem vegetal como as algas marinhas, sementes colegas definindo o ALA como ácido graxo de cadeia curta, o que
como chia e linhaça, e nos óleos como soja, canola e girassol. não é verdade. Os ácidos graxos de cadeia curta possuem até 6
Frutas como o abacate não são fontes de ômega 3, basta carbonos em sua estrutura. o ALA possui 18 carbonos na cadeia,
uma consulta simples na Tabela Brasileira de Composição de portanto, apesar de ter uma estrutura discretamente menor quando
Alimentos (TACO) para verificar que o abacate é fonte de ômega comparado ao EPA (20 carbonos) e ao DHA (22 carbonos), o ALA
9. Aí eu pergunto, por que tantas postagens sobre ômega 3 na não deixa de ser um ácido graxo de cadeia longa. A característica
internet possuem ilustrações com o abacate? É fundamental da estrutura inclusive é uma atribuição para a molécula ser
saber as nomenclaturas e bioquímica do ômega 3 para não passar classificada para estar presente na família dos ômegas 7, 8, 9, 10.
informação errada para o paciente ou público leigo e, principalmente,
para entender a formulação de produtos comerciais 6. Outra característica bioquímica dos ômegas é a presença
da insaturação, ou seja, todos possuem pelo menos uma dupla
Entre os óleos e gorduras há uma divisão de acordo com ligação entre os carbonos de sua cadeia . Isso faz com que os
as estruturas químicas, sendo classificados em: simples, ômegas estejam inseridos no subgrupo dos ácidos graxos
compostos e derivados. Os ácidos graxos são uma família insaturados. A posição da insaturação determina o tipo de
pertencente ao grupo das “gorduras derivadas”, e os ômega formado, podendo ser o ômega 3, 6 ou 9. No caso do
ômegas são exemplos de integrantes dessa família 7, 8, 9, 10. ômega 3, a primeira insaturação vem no terceiro carbono da
cadeia. Além disso, a insaturação deixa a molécula mais frágil
O ômega 3 é nome dado à uma família de gorduras com e fácil de ser quebrada, implicando no cuidado que os produtos
comerciais precisam ter para evitar que a instabilidade das
moléculas propiciem a formação dos radicais livres 7, 8, 9, 10.

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Por que priorizar Ômega 3?
D iferente do whey protein, termogênicos e coenzimas, o ômega
3 é um nutriente essencial e, apesar de possível, quase
não é consumido com regularidade em quantidades satisfatórias
culinária brasileira, como o azeite de oliva e o óleo de dendê. O
ômega 6 também é facilmente encontrado nos alimentos e
ingredientes utilizados na culinária, como óleos de girassol, milho,
apenas pela alimentação. Por isso, precisamos priorizar o consumo canola e em gordura de animais. Já o ômega 3 é encontrado
do ômega 3 nos hábitos alimentares dos nossos pacientes. na gordura de peixes, crustáceos, algas marinhas e sementes
como chia e linhaça, apesar de serem alimentos conhecidos,
O ômega 3 se destaca no meio dos outros tipos de gorduras eles não são consumidos com a frequência recomendada
por promover a formação de moléculas que desempenham para se obter o mínimo da necessidade diária de ômega 3, 2,7.
papéis fundamentais no metabolismo, como as prostaglandinas
e mediadores lipídicos. De forma resumida, sabemos que o Proporção de consumo
ômega 3 estimula a produção do colesterol HDL, fomenta
o transporte de substâncias lipossolúveis indesejáveis A facilidade com que o ômega 6 é encontrado nos
ao organismo, como o colesterol LDL, promove a síntese alimentos que fazem parte do dia a dia da cultura ocidental
de hormônios esteróides, células e moléculas do sistema e a dificuldade apresentada para o consumo de ômega 3
imunológico, criando um ambiente inflamatório que ajuda em quantidades satisfatórias, estão relacionados com um
a combater infecções agudas ou inflamações crônicas 1,2,4. desbalanço da proporção de consumo entre esses nutrientes 2,3,9.

Enquanto o ômega 3 e 9 proporcionam um perfil de citocinas Os ômegas 6 e 3 não são produzidos pelo corpo e são metabolizados
anti-inflamatórias ajudando no combate de inflamações crônicas, pelas mesmas enzimas, criando vias de sinalização opostas (Figura
o ômega 6 promove um perfil pró-inflamatório, adequado para 1). A recomendação da proporção de ingestão é de 2:1 de ω6/
combater lesões e infecções agudas. Dessa forma, os ômegas ω3 (proporção de ômega 6/ômega 3). Estudos epidemiológicos
essenciais desempenham funções opostas, mas ambos mostram que na alimentação da cultura ocidental, são vistos
precisam ser fornecidos em quantidades adequadas pela dieta 2,7. proporções de 16:1 até 21:1 de ω6/ω3. Isso implica na formação
de um perfil pró-inflamatório propício para desencadear problemas
O ômega 9, além de ser produzido pelo nosso corpo, é fisiológicos como a inflamação de baixo grau visto na obesidade 9,11.
facilmente encontrado em ingredientes bastante utilizados na

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Figura 1. Vias de sinalização ômega 6 e ômega 3
Fonte da imagem: https://phdnootrition.com/essential-fats/
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Ômega 3 e doenças cardiovasculares neurotransmissores aos seus receptores, o que na prática, significa
uma melhora da comunicação entre as células cerebrais 12, 13.
As doenças relacionadas ao coração são as que
possuem maior número de evidências comprovadas dos O DHA também está relacionado com o estímulo da
benefícios do ômega 3, e é por isso que a American Heart produção de hormônios como serotonina e dopamina, que se
Association (AHA) recomenda o consumo de ômega 3 para encontram em baixas concentrações em pessoas depressivas.
prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares 1,2,3,4. Estudos in vivo viram que a suplementação com DHA aumenta
a atividade do eixo hipotalâmico da adrenal pituitária, o
Com base na revisão publicada pela AHA em 2017, pensando qual integra o sistema neuroendócrino, o que na prática,
apenas na prevenção de doenças relacionadas ao coração como: significa uma melhora do humor e diminuição da agressão e
parada cardíaca, infarto agudo do miocárdio, doenças vasculares respostas de luta ou fuga relacionados com a ansiedade 13.
(aterosclerose, trombose e acidente vascular encefálico), o
consumo do ômega 3 pode reduzir em até 10% o risco de morte Sendo assim, é possível que o consumo adequado do
súbita em indivíduos com alto risco para essas doenças. Uma ômega 3 melhore o controle das emoções e do humor
redução de 10% pode até parecer pouco, mas considerando do indivíduo, reduzindo sintomas depressivos, falta de
que atualmente doenças do coração são a maior causa de libido e insônia, que são sintomas encontrados com
morte no mundo, esse número se torna muito significante 1. frequência em pacientes com depressão e ansiedade 14, 15, 16.

Para quem já teve pacientes com colesterol alto, sabemos que O ômega 3 foi relacionado com a depressão em 1998,
o consumo regular de ômega 3 por no mínimo 3 meses, é bem quando cientistas notaram níveis mais baixos da substância
eficiente e ajuda a reduzir os níveis plasmáticos de triglicerídeos
simples, lipoproteínas de baixíssima e baixa densidade (VLDL,
LDL), além de aumentar as lipoproteínas de alta densidade (HDL).

Ômega 3 para o desenvolvimento cognitivo


O DHA é incorporado pelas membranas celulares dos
neurônios, resultando em uma melhora da ligação dos

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no sangue dos pacientes que tinham a doença. Também foi
visto que em países onde o consumo médio de peixe é mais
alto, os casos de depressão são menos recorrentes 14, 16.

Para referências internacionais como o Pubmed, há uma grande


relação entre o consumo de ômega 3 e a depressão, porém ainda
há muito espaço para novas descobertas,
análises e conclusões 13, 14 ,15,16.

Evidência em Epilepsia, Síndrome do espectro


autista e Câncer
Os resultados de estudos concluíram que o uso do ômega
3 pode ajudar no tratamento de doenças como epilepsia,
transtorno do espectro autista e alguns tipos de câncer,
no entanto, ainda é muito discutido pela comunidade
científica qual o consumo ideal para cada benefícios 17, 18, 19.

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Estudos apresentam que o uso regular de ômega 3 pode prevenir e Ômega 3 para os olhos
até ajudar no tratamento de alguns tipos de câncer, mas importante
considerar que sua eficácia depende do tipo de tumor e estágio Em estudos experimentais já foi visto que a suplementação
da inflamação da doença. Para prevenir a desnutrição causada de ômega 3 ajuda a prevenir a degeneração da retina,
pela intensa perda de peso da progressão da doença, conhecida parte dos olhos responsável pela visão, sendo uma boa
como caquexia, foi visto que 2g de ômega 3 ao dia pode ajudar 17. opção para evitar cegueira com o passar da idade. 25

Até o momento vários protocolos de suplementação já foram Recomendações nutricionais para o consumo de ômega 3
testados para o tratamento da epilepsia, com o uso de 5g de ALA,
combinação de 1,1g de EPA + DHA ou apenas 565 mg de EPA, e Com base na publicação do jornal da AHA de 2017,
em alguns foi visto benefícios e outros não. O mesmo vale para para a prevenção de doenças relacionadas ao coração,
a síndrome do espectro autista, em que o uso do DHA isolado existem as quantidade estabelecidas descritas a seguir 1:
pode se destacar em relação aos outros tipos de ômega 3. 18, 19
• 500 mg/dia de EPA + DHA para prevenção da saúde 1.
Ômega 3 no Diabetes Mellitus tipo 2
• 1000 mg/dia de EPA + DHA para o cuidado da saúde de
Se por um lado foi visto que suplementação com ômega pessoas com histórico de doenças cardiovasculares 1.
3 não diminuiu o risco de doenças cardiovasculares em
indivíduos com diabetes mellitus tipo 2, por outro, o uso da • 2000 a 4000 mg/dia EPA + DHA para pessoas que precisam
suplementação para o público com diabetes tipo 2 por 3 meses, reduzir os níveis de triglicérides ou estão tratando de algum outro
pode reduzir substâncias inflamatórias causadas pelo excesso fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardíacas 1.
de glicose no sangue, que são prejudiciais a saúde. 20, 21
Fazendo um consenso entre a AHA, e as DRI (Diretrizes
de Recomendação de Ingestão) a qual direciona o
Ômega 3 na gravidez consumo de todos os nutrientes para a população
saudável, devemos nos basear na prescrição média entre
O consumo combinado de EPA + DHA em forma de suplemento
500 mg a 1100 mg por dia de consumo de ômega 3. 1, 26
pode melhorar o desenvolvimento do sistema nervoso central
do bebê e prevenir doenças mentais e obesidade infantil. Em
gestantes com diabetes gestacional a suplementação traz
ainda mais benefícios. O uso do ômega 3, em especial o DHA,
pode ajudar no estímulo dos processos cognitivos, melhorando
os processos de aprendizagem e a memória da criança. 22 ,23 ,24

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Apesar da recomendação geral, a prática clínica exige mais
cuidados no momento da prescrição. Para a maioria das
pessoas, 1,1 g de ômega 3 ao dia pode ser suficiente, mas
existe uma margem de indicação de 0,5 g até 4 g, portanto,
alguns pacientes podem precisar de mais ou menos. Sempre
pesquise o problema do seu paciente em artigos científicos
associando ao tipo de suplementação que você pretende sugerir.

Depois leia os resumos dos 10 primeiros artigos que a


plataforma sugerir, pelo menos, e refine a busca por pela
amostra utilizada no estudo. Pode acontecer, como já
aconteceu comigo, algumas vezes, de você encontrar um
estudo feito com uma amostra similar ao perfil do seu
paciente. Exemplo: suponha que você queira saber se seria bom
prescrever ômega 3 para uma mulher recém menopausada
com triglicerídeos normais, mas com tendência de trombose.

Aí você vai no PubMed e busca pelas palavras chaves


em inglês [ômega 3], [tromobose], [menopausa]. Quanto
mais palavras chaves você conseguir incluir na sua busca,
melhor serão os dados sugeridos e as chances de você
encontrar a melhor resposta para ajudar aquela paciente.
Isso te dará mais segurança e precisão para a prescrição.

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Como incluir quantidade satisfatórias
de ômega 3 na dieta dos pacientes?

A seguir, listei alguns alimentos e suas quantidades de ômega 3 segundo a TACO 6:

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Fonte da imagem: Tabela de Composição dos Alimentos (TACO), 2011.
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O s principais alimentos fontes de ômega 3, segundo a
referência são o salmão, a manjuba e o carimbatá. Desses,
o salmão é o mais culturalmente conhecido e consumido.
Biodisponibilidade do ômega 3 no metabolismo
Os suplementos de ômega 3 podem conter o nutriente
Orientar o consumo de um filé de salmão com pele grelhado em diferentes composições. As mais conhecidas são
todos os dias, seria o suficiente para conseguir as quantidades triglicerídeos naturais, ácidos graxos livres, ésteres
indicadas de ômega 3 para nosso organismo, certo? Mas nem etílicos, triglicérides reesterificados e fosfolipídios. 27, 28
todo mundo gosta de peixe a ponto de comer todos os dias.
Além disso, o valor do quilo (kg) do salmão atualmente - março O ômega 3 natural, que são os triglicerídeos naturais do
2019 - custa na média de 35 a 45 reais. Se considerarmos que 1 EPA e DHA encontrados naturalmente no óleo de peixe, é a
pessoa consumiria 1 kg por semana, em 1 mês uma pessoa composição mais simples do nutriente, sendo a forma química
gastaria de 140 a 180 reais apenas com carne de peixe para ela. melhor assimilada pelo nosso organismo. No entanto, a
concentração dos triglicerídeos naturais no óleo de peixe é
Além do valor e dos peixes não estarem na listas dos alimentos pequena, e para o desenvolvimento de suplementos é preciso
consumidos pelos brasileiros, é difícil saber a procedência do que o óleo de peixe passe por alguns processos químicos que
peixe em relação a criação (se são de cativeiros ou de águas aumentam a concentração do ômega 3 no óleo de peixe. 27, 28.
geladas) e qualidade (contaminação por metais pesados).
O primeiro processo pelo qual o óleo de peixe passa é a quebra
Sementes como a linhaça pertencem ao grupo dos carboidratos da molécula de glicerol. Para isso, imagine como se existissem
complexos, e a porção recomendada para o consumo é bem três fileiras de elementos que, unidas, formam o glicerol. Com
menor que para as proteínas, podendo variar entre 10 a 30 g ao a separação, torna-se possível retirar alguns ácidos graxos e
dia. Sendo assim, pelo consumo de linhaça nas porções indicadas substitui-los por DHA e EPA. Para que esse processo ocorra,
para a classe dos carboidratos, uma pessoa consegue obter é necessário o uso de etanol para estabilizar os elementos,
de 2 a 6 g de ALA ao dia. E é preciso orientar o cuidado com a fator que torna os ácidos graxos ésteres etílicos (EE). 28.
hidratação da semente de linhaça para o consumo do ômega 3 .
O ômega 3 EE aumenta a oferta de ômega 3 em até 60% na
As nozes e óleos são os alimentos que precisamos ter cápsula de óleo de peixe, e dessa oferta, consegue disponibilizar
mais cuidado na hora de indicar porque são fontes de outras até 110 mg de ômega 3 em 250 ml de sangue. Ou seja, essa forma
gorduras além do ômega 3. A recomendação de consumo oferece 44% de biodisponibilidade para o metabolismo humano.
é baixa, consequentemente a quantidade de ômega 3 Para formar o ômega 3 TG, o processo ganha uma nova etapa
obtido através desses alimentos também. Ainda existe o depois de se tornar EE, que é a retirada da molécula de etanol. 28
fato dessas alimentos oferecerem o ALA para nosso corpo
metabolizar, o qual é pouco aproveitado pelo nosso organismo. Essa retirada faz com que os triglicerídeos sofram uma
nova mudança na composição pela adição da molécula

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de glicerol novamente. Lembra dela? Aquela que já existia
na composição original do óleo de peixe? Pois é, agora
ela se assemelha com o ômega 3 natural de novo 28.

Assim como o ômega 3 EE, o ômega 3 TG também


consegue oferecer até 60% de ômega 3 na cápsula de óleo
de peixe. No entanto, oferece 72% de biodisponibilidade de
ômega 3 para o metabolismo humano, 30% a mais quando
comparado ao ômega 3 EE. Estudos apontam o consumo do
ômega 3 no formato TG como mais eficiente (Figura 2).28

Figura 2. Comparação entre a biodisponibilidade do EPA + DHA


em forma de triglicerídeos reesterificados (rTG), óleo do corpo
de peixe (FBO), óleo de fígado de bacalhau (CLO), etil éster (EE),
ácidos graxos livres (FFA) e apenas óleo (CO).
Fonte da imagem: Dyerberg et al, 2010.
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Por que prescrever
suplementos de ômega 3?
S abemos que o ômega 3 pode ser consumido em quantidades
satisfatórias através de uma alimentação equilibrada,
mas questões socioculturais e econômicas prejudicam a
adequação do consumo através da comida de verdade.

Ao sugerir o consumo de ômega 3 na forma de


suplementos, além de conseguir induzir um consumo
adequado em quantidade e biodisponibilidade, você garante
maior facilidade para promover o consumo regular do
ômega 3 e menor custo para a dieta do seu paciente.

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Como escolher os melhores suplementos
de ômega 3 para seus pacientes?
E xistem vários tipos de suplementos de ômega 3 disponíveis
no mercado, os quais se diferem em origem (óleo de peixe,
óleo de sementes, algas, krill) concentração (quantidade de EPA
1. Confira a quantidade de ômega 3 no óleo de
peixe
+ DHA) e formas de apresentação (cápsula, goma, xarope, pó). Suplementos de ômega 3 não são feitos 100% de ômega 3.
Podem receber o nome comercial de “Ômega 3” todo suplemento
Entender essas variáveis é importante para escolher um feito a base de óleo de peixe que possui alguma concentração
bom suplemento de ômega 3, marcas que se importam em de ômega 3 em sua composição, mesmo que essa concentração
oferecer produtos de qualidade, se atentam em oferecer seja pequena (em torno de 100mg) ou grande (mais de
uma quantidade 1,1g de EPA + DHA por dose do suplemento 1.000mg). Mas além do ômega 3, o óleo de peixe é composto
e disponibilizam laudos que comprovam a concentração por vários tipos de gorduras, como as saturadas e o colesterol.
e segurança da livre contaminação de metais pesados.
Dessa forma é preciso consultar o rótulo para observar
Frequentemente suplementos de óleo de peixe são chamados as quantidades de EPA e DHA e evitar marcas que
de ômega 3, mas isso não significa que sua composição seja colocam apenas a quantidade de óleo de peixe no rótulo.
livre de outras gorduras. Dessa forma, para não consumir
suplementos de baixa qualidade que podem ser prejudiciais
a saúde a longo prazo, é importante estar atento à algumas
2. Entenda a concentração de ômega 3 por cápsula
informações em relação a concentração de ômega 3, número ([ ] EPA/DHA)
de cápsulas recomendada por porção, e a presença de um
laudo técnico para comprovar a qualidade da matéria prima. Para diferenciar a quantidade de ômega 3 das demais
Todas essas informações relevantes devem estar contidas gorduras presentes no óleo de peixe, basta identificar a
no rótulo do suplemento. Entenda como observar cada uma: quantidade do EPA e DHA (ácidos eicosapentaenoico e
decosahexaenoico) na informação nutricional descrita no
rótulo e somá-las. O resultado da soma você compara com
o peso da cápsula. Exemplo: se a cápsula oferece 1000mg
de óleo de peixe, e a soma desses nutrientes for 600mg, o
suplemento tem uma concentração de 60% de ômega 3.
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3. Número de cápsulas por porção Além do laudo técnico da matéria prima utilizada, existem
selos de qualidade internacionais como a IFOS e a Intertek,
O número de cápsulas indica o quanto a pessoa precisa ambos atestam a segurança e qualidade de suplementos
consumir do suplemento para atingir a quantidade a base de óleo de peixe. Essas certificações avaliam a
recomendada de ômega 3 na porção sugerida pela marca. presença de contaminantes químicos, mercúrio, metais
O ideal é que a porção tenha no mínimo 1.000 mg de EPA pesados, bactérias e vírus que podem ser nocivos à saúde.
e DHA, assim, quanto menor o número de cápsulas para A presença dos certificados são uma garantia que reforça
atingir essa porção, melhor é a qualidade do óleo de peixe. que o produto consumido não é contaminado. Além disso,
os óleos que têm as certificações são mais concentrados
É interessante ficar bem atento a isso, porque é possível em EPA e DHA e a matéria prima utilizada de maneira
conseguir 1000 mg de ômega 3 em apenas 2 cápsulas. Algumas sustentável, sendo que o óleo utilizado para a fabricação dos
marcas caracterizam o produto como “ômega 3 concentrado”, suplementos são de empresas de pesca regulamentadas,
dando a falsa impressão de ser um ótimo produto, mas quando e não de peixes capturados e criados em cativeiro.
analisamos o rótulo, a porção sugere o consumo de 4 cápsulas
para atingir o recomendado. Ou seja, ômega concentrado Não indique produtos que não tenham os laudos técnicos e
não é sinônimo de boa quantidade de ômega 3. Qualquer a certificação de pureza realizada por selos de qualidade. Exija
marca pode dizer que seu suplemento de óleo de peixe é essas informações das marcas antes de colocar o produto na
concentrado em alguma quantidade de ômega 3 desde que sua lista de prescrições.
obedeça as proporções descritos pela Anvisa. Sempre analise
o rótulo, e compreenda a concentração e número de cápsula. Entenda sobre o selo IFOS

4. Observe a presença de certificados e laudos A poluição de rios e mares afetam todo o ecossistema
técnicos para comprovação da livre contaminação aquático – inclusive, claro, os peixes. Há um tempo isso tornou
questão de saúde pública, pois os peixes contaminados com
de metais pesados. metais pesados (mercúrio principalmente) estavam sendo
utilizados para a formulação de suplementos de ômega 3,
Todas as marcas de suplementos de ômega 3 de
resultando em sérios problemas de saúde para quem consumia.
qualidade devem disponibilizar os laudos técnicos do
produto para o profissional da saúde e para o cliente. Em vista da variedade de suplementos de ômega 3
O laudo técnico certifica a veracidade da concentração que existem no mercado, é difícil controlar e fiscalizar
e comprova que o produto é livre de contaminação de a procedência e pureza de todos. Marcas confiáveis de
metais pesados. Se o laudo não estiver presente no site ômega 3 possuem selos que comprovam a qualidade
da marca, o nutricionista deve solicitar ao fabricante. e segurança do óleo de peixe utilizado no suplemento.

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O IFOS (International Fish Oil Standards Programe) é Ao final dos testes, se o produto recebeu as
uma conceituada instituição internacional que avalia a estrelas de todas as categorias analisadas, ele recebe
qualidade do óleo de peixe através de critérios rigorosos a quinta estrela, certificando ser um produto de
de análise. É um selo bem difícil de se conseguir, o qualidade para oferecer benefícios a saúde humana.
processo pelo qual o suplemento passa para obter o selo
é complexo e envolve vários testes, o que é ótimo, porque Clique aqui para conferir um exemplo da certificação IFOS
só adquire a certificação se realmente ômega 3 for bom. adquirido pelo o ômega 3 Vhita.

Para receber a certificação IFOS o produto precisa receber Todas as marcas podem ter um laudo técnico do produto,
as 5 estrelas que tangem os parâmetros de pureza, veracidade mas quase nenhuma têm selo de qualidade. A maioria dos
da concentração, e estabilidade da estrutura química do óleo. nossos pacientes não saberão analisar nem um laudo técnico
e muito menos um selo de qualidade, portanto, entenda bem
Para analisar a pureza, são realizados diferentes as diferenças entre os laudos e os selos e esclareça para o
ensaios. Há testes para verificar a presença de metais seu paciente. O selo IFOS é uma autoridade mundial para
pesados e testes para toxinas, substâncias extremamente certificar a qualidade e segurança do ômega 3, portanto,
prejudiciais à saúde. O resultado desses testes descrevem produtos com selo de qualidade IFOS são realmente confiáveis.
o quanto o óleo é “limpo” se não tiver a presença
desses elementos e confere duas estrelas ao produto. 5. Observe a presença da Vitamina E nas
formulações
Os outros parâmetros envolvem testes para comprovar
a veracidade da concentração de EPA e DHA, e de ser A vitamina E, também é um micronutriente solúvel em gordura
livres de substâncias que induzem oxidação do óleo. com ação antioxidante, ou seja, é responsável por combater. Como
Pode parecer bobagem, mas algumas marcas registram os óleos e as gorduras possuem uma estrutura química instável,
o produto com uma boa concentração, mas nem sempre bons suplementos de ômega 3 possuem a vitamina E adicionada
usam essa concentração. Às vezes, por questões de em sua composição para evitar que o óleo seja degradado
logística e financeira utilizam concentração inferior e com facilidade, conferindo maior qualidade ao suplemento.
mais barata. Para verificar a concentração, o IFOS realiza
os testes de potência e confere uma estrela ao produto.
6 - Ômega 3 EE ou TG?
Quando o suplemento de ômega 3 não é formulado com
O ômega 3 no formato Triglicerídeos reesterificados
cuidado, ocorrem várias reações de oxidação. Para verificar
oferece maior biodisponibilidade para o metabolismo
essa questão, o selo IFOS realiza testes estabilidade e
absorver os ácidos graxos. Dessa forma, na hora de indicar,
confere uma estrela se o suplemento não for oxidado.
prefira marcas que ofereçam o suplemento na forma TG.

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Considerações finais
A gora que você entendeu um pouco mais sobre
a importância de suplementar ômega 3, como
nutricionistas, temos que nos posicionar diante da variedade
de marcas de suplementos disponíveis no mercado.
Precisamos saber indicar as melhores marcas para cada
tipo de produto e educar nossos pacientes para fazerem
boas escolhas. Com isso, acredito que marcas que oferecem
produtos de baixa qualidade, serão obrigados a melhorar
o perfil dos seus produtos, gerando maior competitividade
de qualidade x preço no mercado, e não apenas de preço.

Nutri, agora que você já sabe como escolher boas


marcas de ômega 3, reveja sua lista de sugestões e
inclua produtos que realmente sejam de qualidade.
Dessa forma, a sua prescrição estará pautada em
justificativas plausíveis e você estará promovendo maior
probabilidade de melhorar a saúde do seu paciente.

Esperamos ter agregado valor aos seus conhecimentos


profissionais. Embora trouxemos o contexto específico
do ômega 3, há várias considerações sobre prescrições
de outros tipos produtos comerciais que gostaríamos
de apresentar, sendo assuntos para novos e-books.

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