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OLIVEIRA, Evandro de. Desenvolvimento sustentável e economia solidária: uma conexão necessária. Revista VITAS – Visões
Transdisciplinares sobre Ambiente e Sociedade. Ano V, Nº 11, setembro de 2015.
AUGUSTO, Tainara

OBJETO DE ESTUDO: desenvolvimento sustentável e economia solidária

QUESTÃO CENTRAL: Objetivos em comum que existem entre os temas

HIPÓTESE: p. 459 “O ato fundamental da arquitetura é compreender a ‘vocação’ do lugar”.

A. PASSOS METODOLÓGICOS EMPREGADOS NA ESTRUTURAÇÃO DO DISCURSO


1. Contexto Histórico

2. Conceito de Desenvolvimento Sustentável

3. Conceito de Economia Solidária


4. Conexão entre Economia Solidária e Desenvolvimento Sustentável
5. Conclusão

Materiais: Utiliza como apoio para seu discurso os textos de Paul Singer.

B. ESTRUTURAÇÃO DO DISCURSO

1. Contexto histórico

“Logo após a segunda guerra mundial, na década de cinquenta e meados de sessenta, ocorreram grandes acidentes ambientais, entre os quais destacam‐se o desastre de Minamata, Japão
(envenenamento de centenas de pessoas por mercúrio) em 1948 um nevoeiro sulfuroso se formou na região de Donora, Pensilvânia (EUA) o qual provocou a morte de vinte pessoas e deixou
43% da população doente. Estas e outras catástrofes ambientais começaram a chamar a atenção do mundo para a “problemática” ambiental. “ (pag.1)

“Com isso, em 1968 o governo da Suécia propôs à ONU (Organizações das Nações Unidas) a realização de uma conferência internacional para discutir a temática ambiental. Em 1972 ocorreu
a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente em Estocolmo, Suécia, liderada por Maurice Strong. Esse evento foi o grande marco mundial na questão ambiental, pois foi a
primeira vez que governos de todo o mundo se reuniram para discutir as consequências da economia no meio ecológico (SEIFFERT, 2007). (pag.2)”

“No ano de 1984 foi criada pela ONU a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, que publica, em 1987, o documento “Nosso Futuro Comum” que foi o produto
de três anos de estudos deste grupo. Neste relatório surgiu e se concretizou o conceito de desenvolvimento sustentável.” (pag.2)
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2. Conceito de Desenvolvimento Sustentável

Este novo modelo de desenvolvimento, que tem por propósito um equilíbrio das questões econômicas, sociais e ambientais, tem uma difícil materialização, e um dos empecilhos para a sua
concretização é a economia capitalista existente. Diante disso, é necessário uma mudança nas relações econômicas atuais, assim surge a economia solidária, que pode ser entendida como
um modelo econômico alternativo ao sistema capitalista. (pag.2)

O desenvolvimento sustentável tem por finalidade satisfazer as necessidades básicas das pessoas e propiciar uma melhoria na qualidade de vida. Em suma, deve proporcionar emprego,
moradia, alimentação, vestuário e também meios para os indivíduos obterem uma vida melhor, sem comprometer as condições de vida das gerações futuras. Este modelo de desenvolvimento
requer que os estilos de vida estabelecidos culturalmente e socialmente tenham um consumo que respeite os limites de recursos ambientais e que, simultaneamente, possam ser usufruídos por
todos. (pag. 3)

Define desenvolvimento sustentável como “aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as futuras gerações atenderem as suas próprias necessidades”
(BRUNDTLAND, 1991, p.46). (pag. 3)

O relatório também enfatiza que crescimento não é sinônimo de desenvolvimento, deve-se procurar diminuir a concentração da riqueza e ao mesmo tempo dar oportunidades a todos na
sociedade (BRUNDTLAND, 1991). (pag. 3)
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4. Conexão entre Economia Solidária e Desenvolvimento Sustentável

Tanto o desenvolvimento sustentável como a economia solidária demonstram dificuldades na materialização de seus ideais diante de aspectos mais abrangentes; suas ideias apenas se
concretizam em locais mais específicos. As dificuldades para efetivar suas propostas estão ligadas, principalmente, ao poder do capital. (pag. 6)

De maneira geral pode-se observar que ambos os sistemas tem por finalidade uma melhor relação homem natureza, diminuição da pobreza, melhor qualidade de vida, atender às
necessidades básicas das pessoas, promover diferentes padrões de consumo e buscar geração de renda e trabalho. (pag. 7)

As empresas solidárias muitas vezes optam pela proteção ambiental e o bem-estar do consumidor, sendo contra aos processos que impliquem em degradação ambiental e diminuição da
saúde populacional. Esta ideia exposta por Singer demonstra uma grande similaridade com os pressupostos sustentáveis.

A economia solidária englobou o desenvolvimento sustentável em sua essência, nas palavras de Gadotti (2009) “Sustentabilidade e solidariedade são temas emergentes e convergentes”. Com
frequência a economia solidária é interligada com desenvolvimento sustentável, como foi enfatizado, por exemplo, pela Carta de Princípios da Economia Solidária do Fórum Brasileiro de
Economia Solidária:

A economia solidária constitui o fundamento de uma globalização humanizadora, de um desenvolvimento sustentável, socialmente justo e voltado para a satisfação racional das necessidades
de cada um e de todos os cidadãos da Terra, seguindo um caminho intergeracional de desenvolvimento sustentável na qualidade de sua vida (Carta de Princípios da economia solidária).

Gadotti (2009) explicita sustentabilidade como o bem viver, equilíbrio entre os homens e estes com o meio ambiente e respeito à vida. A sustentabilidade deve negar o egoísmo, injustiça e a
exploração econômica. E tudo isso segundo o autor são objetivos também da economia solidária. (pag. 9)

A economia solidária pressupõe uma desconcentração da riqueza e um mercado solidário, o desenvolvimento sustentável prioriza um desenvolvimento socialmente justo, estas concepções
propiciarão um aumento da riqueza de todos. (pag. 10)

5. Conclusão:

A aliança entre economia solidária e desenvolvimento sustentável é imprescindível para uma sociedade mais justa e igualitária, pois além de suas várias complementaridades e objetivos em
comum, sua união trará maior eficácia e benefícios nas suas ações. (pag. 11)

COMENTÁRIOS: Oliveira inicia seu texto caracterizando o contexto histórico onde iniciou-se o despertar para o conceito de desenvolvimento sustentável, atrelado a grandes acidentes/crimes
ambientais na década de 70.

INFORMAÇÕES DE APOIO AO TEXTO


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Relatório De Brundtland

Paul Singer (1889 – 1976)

OUTRAS REFERENCIAS

PHILIPPI, A; PELICIONI, M. C. F. Educação Ambiental e Sustentabilidade. 1. ed. São Paulo: Manole, 2005.

SEIFFERT, M. E. B. Gestão Ambiental: instrumentos, esferas de ação e educação ambiental. São Paulo: Atlas, 2007.

SACHS, I. Desenvolvimento includente, sustentável e sustentado. Rio de Janeiro. Garamond. 2004.