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DIREITO CONSTITUCIONAL

Professor Carlos Mendonça

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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO
DE
SÃO PAULO
01. Em relação às funções essenciais da Justiça, marque a afirmativa correta:

a) Membro do Ministério Público Estadual pode exercer o cargo de Secretário


Estadual.
b) Aos Procuradores do Estado pode, segundo a Constituição Estadual, ser
conferida prerrogativa de foro especial.
c) À União compete organizar e manter a Defensoria Pública do Distrito
Federal e dos Territórios.
d) As Defensorias Públicas Estaduais e as Procuradorias Estaduais têm
autonomia funcional e administrativa.
Justificativa
Art. 125. Os Estados organizarão sua Justiça, observados os princípios estabelecidos nesta Constituição.

§ 1º A competência dos tribunais será definida na Constituição do Estado, sendo a lei de organização judiciária de iniciativa do
Tribunal de Justiça.
a) ADPF 388;

ADCT: Art. 29. Enquanto não aprovadas as leis complementares relativas ao Ministério Público e à Advocacia-Geral da União, o
Ministério Público Federal, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, as Consultorias Jurídicas dos Ministérios, as
Procuradorias e Departamentos Jurídicos de autarquias federais com representação própria e os membros das Procuradorias
das Universidades fundacionais públicas continuarão a exercer suas atividades na área das respectivas atribuições.

§ 1º O Presidente da República, no prazo de cento e vinte dias, encaminhará ao Congresso Nacional projeto de lei
complementar dispondo sobre a organização e o funcionamento da Advocacia-Geral da União.

§ 2º Aos atuais Procuradores da República, nos termos da lei complementar, será facultada a opção, de forma irretratável,
entre as carreiras do Ministério Público Federal e da Advocacia-Geral da União.

§ 3º Poderá optar pelo regime anterior, no que respeita às garantias e vantagens, o membro do Ministério Público admitido
antes da promulgação da Constituição, observando-se, quanto às vedações, a situação jurídica na data desta.
b) ADI 541, STF : "Não se mostra ofensivo a Carta preceito de
Constituição Estadual que contempla os Procuradores do Estado com
a prerrogativa de foro, isto ao atribuir ao Tribunal de Justiça a
competência para processa-los e julga-los nos crimes comuns e de
responsabilidade".

c) C) A EC 69/12.

D)art. 134, § 2º, CF.


02. Com relação ao processo legislativo e à separação de poderes previstos na CF, é
correto afirmar que

a) o substitutivo de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não


impede a apreciação da PEC originária, que pode ser objeto de nova proposta na
mesma sessão legislativa.
b) o sistema de governo adotado pela Constituição não pode ser alterado mediante
Emenda Constitucional, por encontrar impeditivo nas cláusulas pétreas.
c) o processo legislativo também compreende a elaboração de Decreto Delegatório.
d) o Presidente da República pode vetar, no todo ou em parte, por contrariedade ao
interesse público, as Emendas à Constituição.
e) é da competência exclusiva do Congresso Nacional escolher um terço dos
membros do Tribunal de Contas da União.
Justificativa
“Não ocorre contrariedade ao § 5º do art. 60 da Constituição na medida em
que o presidente da Câmara dos Deputados, autoridade coatora, aplica
dispositivo regimental adequado e declara prejudicada a proposição que tiver
substitutivo aprovado, e não rejeitado, ressalvados os destaques (art. 163, V).
É de ver-se, pois, que tendo a Câmara dos Deputados apenas rejeitado o
substitutivo, e não o projeto que veio por mensagem do Poder Executivo, não
se cuida de aplicar a norma do art. 60, § 5º, da Constituição. Por isso mesmo,
afastada a rejeição do substitutivo, nada impede que se prossiga na votação
do projeto originário. O que não pode ser votado na mesma sessão legislativa
é a emenda rejeitada ou havida por prejudicada, e não o substitutivo que é
uma subespécie do projeto originariamente proposto” MS 22.503
03. Com o desfecho das eleições municipais e a posse dos novos Prefeitos, dois parlamentares do
Estado “X” assumiram cargos junto a Poderes Executivos locais, após o que suas funções legislativas
passaram a ser exercidas por seus respectivos suplentes. Um deles era Deputado Federal, que assumiu
o cargo de Secretário de Prefeitura da capital de seu Estado. O outro era Senador, que foi nomeado
Secretário de Prefeitura de outro município do mesmo Estado “X”. Paralelamente, um outro Senador
representante do mesmo Estado “X” veio a falecer, não havendo, todavia, suplente para que sua vaga
fosse preenchida. Considerando que esses fatos ocorreram no primeiro mês da segunda metade do
mandato de cada um dos parlamentares e levando-se em conta o texto da Constituição Federal,
considere:

I. o Deputado Federal não perderá o mandato ao assumir o cargo de Secretário.


II. o Senador não perderá o mandato ao assumir o cargo de Secretário.
III. a vaga do Senador falecido deve ser preenchida mediante nova eleição.
Está correto o que consta em

a) I, II e III. b) I e II, apenas. c) I e III, apenas. d) I, apenas. e) II e III, apenas.


Justificativa
CF/88 - Art. 56. Não perderá o mandato o Deputado ou Senador:

I - investido no cargo de Ministro de Estado, Governador de Território, Secretário de Estado, do Distrito


Federal, de Território, de Prefeitura de Capital ou chefe de missão diplomática temporária;

II - licenciado pela respectiva Casa por motivo de doença, ou para tratar, sem remuneração, de interesse
particular, desde que, neste caso, o afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por sessão legislativa.

§ 1º O suplente será convocado nos casos de vaga, de investidura em funções previstas neste artigo ou
de licença superior a cento e vinte dias.

§ 2º Ocorrendo vaga e não havendo suplente, far-se-á eleição para preenchê-la se faltarem mais de
quinze meses para o término do mandato.

§ 3º Na hipótese do inciso I, o Deputado ou Senador poderá optar pela remuneração do mandato.


04. Com o objetivo de assegurar o livre exercício de suas funções, a Constituição Federal estabelece
uma série de garantias e prerrogativas para os deputados estaduais em exercício de mandato.
Sobre o tema, analise as afirmativas a seguir:

I. Os deputados estaduais não são responsabilizados por suas opiniões, votos e palavras proferidas no
exercício do mandato, persistindo a imunidade em relação àqueles fatos mesmo após o seu término.
II. Os deputados estaduais, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento pelo Tribunal
de Justiça, quando imputada a prática de crime comum estadual, relacionado ou não à função,
praticado antes ou depois de eleito.
III. A ação penal decorrente de crime praticado pelo deputado estadual antes de eleito, com a
expedição do diploma, poderá ser sustada por voto da maioria dos membros da casa legislativa.
Está correto o que se afirma em:

a) somente I; b) somente II; c) somente I e II; d) somente II e III; e) I, II e III.


05. A Constituição Federal autoriza, excepcionalmente, a intervenção do
Estado em seus Municípios na hipótese de

a) deixar de ser paga, sem justificativa, por dois anos, a dívida fundada.
b) não ter sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal em ações de
políticas públicas.
c) inobservância de princípios estabelecidos na Constituição do Estado.
d) necessidade de pôr termo a grave comprometimento da ordem pública.
e) não terem sido prestadas contas devidas, na forma da lei.
Justificativa
CF/88 - Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios
localizados em Território Federal, exceto quando:

I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada;

II - não forem prestadas contas devidas, na forma da lei;

III - não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e
desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde;

IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de


princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou
de decisão judicial.
06. Conforme dispõe a Constituição Federal, relativamente à aposentadoria dos
servidores públicos ocupantes de cargo efetivo de professor do ensino infantil, em
exercício de função de magistério, marque a hipótese em que as condições
mínimas de aposentação estão corretamente indicadas.

a) Professor, 5 anos de serviço público, 5 anos de cargo efetivo, 30 anos de


magistério e 60 anos de idade.
b) Professora, 5 anos de serviço público, 5 anos de cargo efetivo, 25 anos de
magistério e 50 anos de idade.
c) Professor, 10 anos de serviço público, 5 anos de cargo efetivo, 30 anos de
magistério e 55 anos de idade.
d) Professora, 10 anos de serviço público, 5 anos de cargo efetivo, 25 anos de
magistério e 55 anos de idade.
07. Assinale a alternativa correta.

a) A edição de medidas provisórias pelo Presidente da República, com fundamento nos conceitos
jurídicos indeterminados de “urgência” e “relevância”, submete-se a controle jurisdicional, uma vez que
seu regime jurídico é de natureza constitucional e a atividade do chefe do Poder Executivo é de
competência extraordinária.
b) As medidas provisórias, embora sujeitas a regime jurídico específico, no tocante aos conceitos
jurídicos indeterminados de “relevância” e “urgência”, situam-se – como atos políticos – no âmbito da
opção discricionária do chefe do Poder Executivo, cujo controle compete ao Parlamento, em razão de
seu conteúdo.
c) Os requisitos da “urgência” e da “relevância”, por implicarem juízos políticos quando manejados pelo
Presidente da República, implicam opções de alta discricionariedade, só conferidos a Autoridades
Estatais legitimadas pelo princípio democrático e, por essa razão mesma, não podem ser sindicados pelo
Poder Judiciário, sob pena de violação do princípio de separação dos poderes e do núcleo fundamental
do Estado Democrático de Direito.
d) A edição de medidas provisórias constitui atos políticos e não atos administrativos, caracterizando-se
aqueles em relação a estes, por serem dotados de alto grau de discricionariedade conferido ao
Presidente da República e, por essa razão mesma, não se sujeitam a sindicabilidade jurisdicional.
08. Assinale a alternativa correta.

a) As Constituições retiram certas decisões fundamentais do âmbito das disposições das


maiorias. Todavia não são elas eternas e imutáveis e devem periodicamente serem alteradas
pela via formal, cujo processo se manifesta pela denominada mutação Constitucional.
b) A mutação Constitucional – fenômeno de adaptação às novas exigências de seu tempo –
implica a manutenção da estrutura formal, mas com alteração dos signos linguísticos.
c) A mutação Constitucional pela via formal constitui-se em mecanismo adequado de alteração
da constituição, sob pena de violação ao princípio democrático.
d) A mutação Constitucional está ligada à plasticidade de que dotadas certas normas
constitucionais, que implica, que sem que se recorra a mecanismo constitucionalmente
previsto, na possibilidade de alteração de significado, sem alteração do signo linguístico,
condicionada a lastro democrático – demanda social efetiva, – estando, portanto, fundada na
soberania popular.
09. Embora o sistema brasileiro não admita o controle jurisdicional da constitucionalidade
material dos projetos de lei, a jurisprudência do STF reconhece, excepcionalmente, que tem
legitimidade para impetrar mandado de segurança

a) o parlamentar ou o MP, em se tratando de proposta de emenda à CF ou projeto de lei


tendente a abolir cláusula pétrea.
b) qualquer cidadão ou o MP, se o projeto de lei tender a abolir cláusula pétrea.
c) apenas o MP, caso se trate exclusivamente de proposta de emenda à CF tendente a abolir
cláusula pétrea.
d) o parlamentar, para impugnar inconstitucionalidade formal no processo legislativo ou
proposição tendente a abolir cláusulas pétreas.
e) a mesa de qualquer uma das casas legislativas, para impugnar inconstitucionalidade formal
no processo legislativo ou proposta de emenda à CF tendente a abolir cláusulas pétreas.
Justificativa
“CONSTITUCIONAL. MANDADO DE SEGURANÇA. CONTROLE PREVENTIVO DE
CONSTITUCIONALIDADE MATERIAL DE PROJETO DE LEI. INVIABILIDADE. 1. Não se admite, no
sistema brasileiro, o controle jurisdicional de constitucionalidade material de projetos de lei
(controle preventivo de normas em curso de formação). O que a jurisprudência do STF tem
admitido, como exceção, é “a legitimidade do parlamentar - e somente do parlamentar - para
impetrar mandado de segurança com a finalidade de coibir atos praticados no processo de
aprovação de lei ou emenda constitucional incompatíveis com disposições constitucionais que
disciplinam o processo legislativo” (MS 24.667, Pleno, Min. Carlos Velloso, DJ de 23.04.04).
Nessas excepcionais situações, em que o vício de inconstitucionalidade está diretamente
relacionado a aspectos formais e procedimentais da atuação legislativa, a impetração de
segurança é admissível, segundo a jurisprudência do STF, porque visa a corrigir vício já
efetivamente concretizado no próprio curso do processo de formação da norma, antes mesmo
e independentemente de sua final aprovação ou não. (...)” - STF, MS 32033/DF
10. Considere as assertivas abaixo, acerca do controle de constitucionalidade.

I - Uma decisão do TJ local proferida em ADI estadual, tendo por parâmetro norma da Constituição Estadual de
imitação de norma da CF, não poderá ser submetida a exame pelo STF mediante a interposição de Recurso
Extraordinário.
II - O controle prévio jurisdicional difuso, realizado em concreto mediante impetração de mandado de segurança,
somente pode ser suscitado por parte de quem tenha direito subjetivo lesado ou ameaçado de lesão (interesse
legítimo) quando se tratar da tramitação de Proposta de Emenda Constitucional, nunca de projeto de lei.
III - Quando julgado o mérito de ADI, havendo decisão de procedência sem manifestação expressa em sentido
contrário, produzir-se-ão efeitos repristinatórios da norma revogada pela norma então julgada inconstitucional.
Sobre as assertivas acima, é correto afirmar que

a) todas as afirmativas são incorretas.


b) a alternativa I é incorreta; as alternativas II e III são corretas.
c) somente a alternativa II é correta.
d) somente a alternativa III é correta.
e) as alternativas I e II são corretas; a alternativa III é incorreta.
Justificativa
Lei 9.868/99 - Art. 11. Concedida a medida cautelar, o Supremo Tribunal Federal
fará publicar em seção especial do Diário Oficial da União e do Diário da Justiça da
União a parte dispositiva da decisão, no prazo de dez dias, devendo solicitar as
informações à autoridade da qual tiver emanado o ato, observando-se, no que
couber, o procedimento estabelecido na Seção I deste Capítulo.

§ 1o A medida cautelar, dotada de eficácia contra todos, será concedida com efeito
ex nunc, salvo se o Tribunal entender que deva conceder-lhe eficácia retroativa.

§ 2o A concessão da medida cautelar torna aplicável a legislação anterior acaso


existente, salvo expressa manifestação em sentido contrário.
“A declaração de inconstitucionalidade "in abstracto", considerado o efeito
repristinatório que lhe é inerente (RTJ 120/64 - RTJ 194/504-505 - ADI
2.867/ES, v.g.), importa em restauração das normas estatais revogadas pelo
diploma objeto do processo de controle normativo abstrato. É que a lei
declarada inconstitucional, por incidir em absoluta desvalia jurídica (RTJ
146/461-462), não pode gerar quaisquer efeitos no plano do direito, nem
mesmo o de provocar a própria revogação dos diplomas normativos a ela
anteriores. Lei inconstitucional, porque inválida (RTJ 102/671), sequer possui
eficácia derrogatória. A decisão do Supremo Tribunal Federal que declara, em
sede de fiscalização abstrata, a inconstitucionalidade de determinado
diploma normativo tem o condão de provocar a repristinação dos atos
estatais anteriores que foram revogados pela lei proclamada
inconstitucional” (ADI 3148 2006)”
11. No Brasil, com relação ao controle abstrato de
constitucionalidade de lei ou ato normativo no âmbito estadual,
é correto afirmar que
a) passou a existir, de forma obrigatória, com CF de 1891.
b) passou a existir, de forma facultativa, com a CF de 1946.
c) passou a existir, de forma obrigatória, com a CF de 1967.
d) passou a existir, de forma facultativa, com a CF de 1934.
e) passou a existir, de forma obrigatória, com a CF de 1988.
Justificativa
Constituição de 1946:

Art 101 - Ao Supremo Tribunal Federal compete:

I - processar e julgar originariamente:

k) a representação contra inconstitucionalidade de lei ou ato de natureza normativa, federal ou


estadual, encaminhada pelo Procurador-Geral da República;(Redação dada pela EC nº 16, de 1965)

Art 124 - Os Estados organizarão a sua Justiça, com observância dos arts. 95 a 97 e também dos
seguintes princípios:

XIII - a lei poderá estabelecer processo, de competência originária do Tribunal de Justiça, para
declaração de inconstitucionalidade de lei ou ato de Município, em conflito com a Constituição do
Estado. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 16, de 1965)
12. Proposta ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal,

a) o autor poderá desistir da ação apenas enquanto não juntado aos autos do processo o
parecer emitido pelo Procurador-Geral da República.
b) o Advogado-Geral da União não será citado para a defesa do ato normativo impugnado
quando esse tiver sido editado em âmbito estadual.
c) a decisão sobre a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade do ato normativo
impugnado poderá ser tomada na hipótese de estarem presentes na sessão apenas oito
Ministros, podendo ser declarado inconstitucional, com efeitos vinculantes, pelo voto de cinco
dos presentes.
d) o Tribunal poderá conceder medida cautelar com eficácia contra todos, mas não para
alcançar atos jurídicos praticados anteriormente à decisão judicial.
e) a concessão de medida cautelar pelo Tribunal torna aplicável a legislação anterior acaso
existente, salvo expressa manifestação em sentido contrário.
13. Determinado Município editou lei para fixar o horário de funcionamento de estabelecimentos
comerciais de venda de bebidas alcoólicas de modo incompatível com o horário de funcionamento
estabelecido por lei do respectivo Estado. De acordo com a Constituição Federal e considerando a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal − STF, a referida lei municipal
a) ateve-se aos limites constitucionais de sua competência legislativa, muito embora a lei estadual deva
ser regularmente aplicada aos estabelecimentos comerciais situados em Municípios que não têm
disciplina legislativa sobre a matéria.
b) invadiu competência dos Estados, podendo ser objeto de arguição de descumprimento de preceito
fundamental perante o STF por violação do princípio federativo.
c) invadiu competência dos Estados, podendo ter sua constitucionalidade discutida apenas em sede de
controle difuso e incidental de constitucionalidade, já que a aferição da compatibilidade da lei municipal
com a ordem jurídica constitucional demanda o exame do ato normativo estadual infraconstitucional.
d) ateve-se aos limites constitucionais de sua competência legislativa, sendo inconstitucional a lei
estadual, que poderá ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade perante o STF, mas não poderá
ser objeto de reclamação constitucional, ainda que a lei estadual tenha contrariado súmula vinculante
editada na matéria.
e) ateve-se aos limites constitucionais de sua competência legislativa, sendo inconstitucional a lei
estadual, que poderá ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade perante o STF, bem como de
reclamação constitucional, visto que a lei estadual contrariou súmula vinculante editada na matéria.
Justificativa
Súmula 645/STF: "É competente o município para fixar o horário de funcionamento de estabelecimento comercial."

Súmula 419/STF: "Os municípios têm competência para regular o horário do comércio local, desde que não infrinjam leis
estaduais ou federais válidas.“

Súmula Vinculante 38: É competente o Município para fixar o horário de funcionamento de estabelecimento comercial.

"O Supremo Tribunal Federal já decidiu positivamente acerca da competência do Município, e não do Estado, para legislar a
respeito de horário de funcionamento de estabelecimento comercial, inclusive para aqueles que comercializam bebidas
alcoólicas, por ser matéria de interesse local, nos termos do art. 30, I, da Constituição Federal." (RE 852233 AgR, Relator
Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, julgamento em 26.8.2016, DJe de 27.9.2016)

CF/88 - Art. 103-A, § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a
aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a
decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso.