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Tratado sobre Magia

A magia é uma forma de energia que pode ser usada para cumprir prodígios por aqueles
com a habilidade necessária. Feitiços consistem em padrões de energia esculpidos pela
mente de seu conjurador
Por si só, a magia é apenas energia intangível e invisível. O que da poder a magia é o pad
rão de sua energia. Se eles se dão naturalmente como produto do intolerante avanço do
tempo e probabilidade ou pelo trabalho de entidades dinâmicas (porém nem sempre inte
ligentes), esses padrões
São o que faz com que a magia emerja de seu torpor intangível para efetuar mudança no
mundo físico. Essas mudanças podem ser triviais, como reorganizar livros telecinetic
amente, ou transcendentais, como provocar a genesis de um novo plano de existência
. Essa arte pode ser aprendida por alunos se eles assim escolherem.
São muitos os caminhos para o poder arcano. Muitos aprendem sua magia de tomos com
o esse, estudando fórmulas intrincadas com dedicação apaixonada. Porém alguns nascem par
a a magia. Usando uma fonte de poder provinda de uma conexão hereditária com a teia
e o fluxo de energia mágica. Para alguns a compreensão de padrões é mais intuitivo que i
ntelectual. Mas existem algumas coisas que todos os conjuradores deveriam aprend
er sobre a magia.
A magia é uma arte difícil de se obter maestria. Qualquer pessoa com intelecto super
ior ao de um chimpanzé pode aprender a cozinhar uma refeição, tocar uma música ou ate me
smo a falar uma língua dado o devido tempo. Mas aprender a executar mesmo o mais s
imples dos feitiços requer meses, se não anos de estudo mesmo para as mentes mais ab
ençoadas. Progredir aos níveis maiores de poder mágico requerem um intelecto e força de
vontade que poucas pessoas podem ter sequer esperança de possuir. A prática de magia
requer o mais profundo compromisso e uma mente seria e disciplinada. Esse estud
o não deve ser tomado trivialmente e sucesso não é garantido.
A magia possui perigos Acidentes acontecem. Isso é um fato da vida, e em nenhum lu
gar isso é mais aparente ou custoso que na magia.
Os padrões que compõe a magia ja se iniciam de forma complexa, e se tornam exponenci
almente mais complicados conforme seus efeitos evoluem. Mesmo o menor erro em vi
sualização ou lapso em sua concentração podem causar falha no procedimento mágico, devolve
ndo a você pelo seu esforço nada mais do que substancial fadiga mental. E mesmo que
nesses casos você consiga gerar algum efeito o provável é que você deseje não o ter gerado
. Desde vergonha, inconvenência e ferimentos a até mesmo a morte, os efeitos de um f
eitiço conjurado de forma inepta são quase invariavelmente desagradáveis, e provavelme
nte muito mais custosos do que qualquer outro erro que você possa ter cometido em
vida. Caso você tente criar novas formas de magia o provável vai se tornar inevitável.
O experimento mágico e carregado de histórias de disastre e morte. Alem disso o mer
o ato de manipular magia de forma errada ou com preparo, auto-controle e equilíbri
o insuficiente é inatamente danoso. Uso impensado da magia pode levar a nauséa, dor
de cabeça, fadiga e eventualmente insanidade.
A Magia É poderosa O uso da magia é um caminho para grande poder. Simplesmente não há méto
do melhor para manipular a realidade e uma escala tão massiva. Alguém realmente vers
ado em magia pode levantar prédios, controlar o clima, e rearranjar o próprio solo c
omo uma criança brinca com blocos. Cuidado com um conjurador versado pouca coisa n
esse mundo podem enfrentar um conjurador suficientemente poderoso.
Agora que esses conceitos foram iluminados vamos avançar para as bases do estudo mág
ico. Elas são de importancia independente de como você trabalhe sua magia.
Primeiro ache um local quieto, com boa visibilidade e distante de outras pessoas
. (e também objetos frágeis e inflamáveis caso vá praticar magia de fato) Distrações são um
ande impedimento aos seus estudos e provavelmente irão prevenir que você complete mu
ito.( É provável que a maior parte das pessoas prefiram não estar por perto de um mago
aprendiz que está experimentando seus primeiros feitiços)
Em segundo lugar mantenha sempre por perto e a mão um bom suprimento de materiais
pertinentes. Esses materiais vão variar dependendo das especificações dos seus estudos
, porém os materiais básicos que todo aspirante a mago deveria possuir são:
1- Um suprimento de papel, penas e tinta
2- Uma cópia deste ou outro tomo de estudo apropriado (Isso pode não ser necessário ca
so você possua talento natural para a magia mas esse tomo é voltado a leitores genéric
os)
3- Tenha sua menta descansada e pronta para se concentrar.
Agora vamos discutir a teoria mágica que todo mago deveria aprender.
A magia por si só não possui forma ou função; é meramente uma energia ambiente que se faz
presente em maior ou menor escala. A maior parte dos lugares possuem uma reserva
natural de energia mágica que um conjurador pode empregar para dar poder a seus f
eitiços. Certamente essa reserva não é infitina e pode precisar de tempo para ser rege
nerada, mas fique tranquilo pois tenha certeza que você estara exaurido muito ante
s da energia mágica localizada.
Apesar disso alguns lugares são aberrações, a magia nessas localidades não funciona ou f
unciona de forma diferente.
Existem lugares onde se concentra pouca energia mágica ou ela é auxente, fazendo a c
onjuração de feitiços difícil se não impossível. (Obviamente não é um bom lugar de estudo)
Mas de forma oposta existem também, lugares com excesso de poder mágico. Nesses loca
is é possível cumprir mais com menor esforço. Esses locais são de grande utilidades para
conjuradores, se você achar um lugar assim seria sábio tomar nota dele.
Há ainda lugares (possivelmente os mais perigosos) onde a própria magia é imprevisível.
Neles padrões aleatórios que mudam de forma imprevisível são inerentes a magia, tentar r
eformar energia em um feitiço irá causar disjunção nos padrões ambientes, engatilhando um
efeito diferente do que você tinha em mente. Algumas vezes o efeito pode ser posit
ivo (como executar o feitiço sem se cansar), algumas vezes inconveniente (o feitiço
falha), ou até estranhos (seu feitiço provoca uma chuva de legumes podres fazendo al
façes cairem em sua cabeça), mas normalmente o efeito e perigoso (abrir um buraco de
baixo dos seus pés). Evite essas áreas.
A magia em si é um continuum descaracterizado, desprovido de padrão ou propósito, estu
dar a magia é estudar os padrões pelos quais a magia é manipulada. Esses padrões tomam u
ma confusa gama de formas, mas normalmente, existem certas similaridades que pod
em ser catalogadas. São dessas similaridades que os magos desenvolveram o sistema
de escolas, um caminho para categorizar um dado feitiço pela estrutura geral de se
u padrão. Todos os feitiços de uma escola dividem certas características estruturais,
e através da leitura e análise dessas características pode se identificar a escola ou
escolas involvidas. Cada escola possui um certo tema ou função, como é de se esperar d
e um agrupamento de feitiços cuja estrutura é semelhante. Algumas escolas podem ser
divididas em subescolas, que são feitiços de uma dada escola que dividem um elemento
estrutural particular. Existem também temas como fogo ou sombra, que são incorporad
os por um padrão mental particular, mas que podem se achar divididos entre várias es
colas. Certos feitiços podem incluir elementos de uma ou mais escolas, porém a maior
parte deles são para conjuradores avançados, com muitos anos ou decadas de prática.
Estudo mágico envolve talento de visualização mental que confundem a mente. E na verda
de, nenhum humano comum pode ter esperança de aprender mais do que alguns feitiços e
m sua totalidade. A maior parte dos feitiços é muito complexo para sererem guardados
em uma mente despreparada.
Para facilitar o estudo da magia, os conjuradores desenvolveram um sistema de símb
olos e uma nomeclatura que servem como uma forma de atalhos mentais para certos
conceitos. Em efeito cada símbolo toma um significado concreto semelhante a uma li
nguagem. Esses simbolos podem ser combinados em uma corda de imagens mentais rel
acionadas que, quando concentradas na sequencia apropriada, criam um feitiço. Feit
iços mais complicados podem ser arranjados em um diagrama, com a posição de casa simbo
lo relativa a outro denotando sua ordem e importancia na sequência. Existem incontáv
eis variações nesse linguajar arcano; na verdade; o sistema de cada mago é diferente.
Não importa quanto um conjurador siga os passos de seu mentor, eventualmente seu g
rimório vai desenvolver idiossincrasias próprias e ininteligíveis a outros sem esforço s
ubstancial. Claro, que com a a aplicação correta da magia, tais escritos podem ser d
ecifrados como qualquer escrito ordinário.
O aprendizado da leitura de escritos mágicos é difícil; cada símbolo deve ser trabalhosa
mente analizado e ligado com um esforço mental particular. Toda essa estrutura é des
envolvida atráves de constante experimento e prática. Pode levar semanas se não meses
para se aprender um unico símbolo, e existem dúzias de símbolos que devem ser memoriza
dos antes que um aluno possa começar a desenvolver uma compreensão mesmo que rudimen
tar de prática de conjuração rudimentar. Porem a primeira dúzia de símbolos providenciam t
oda o fundamento necessário para que se possa continuar rumo a toda à profundidade d
o método de escritura arcana. A maior parte dos símbolos inclui combinações de elementos
de diferentes símbolos básicos para formar um único e mais complexo símbolo. Esses símbol
os compostos correspondem a um meio termo entre dois ou mais padrões mentais e são c
ada vez mais utilizados quando os feitiços aumentam em complexidade e poder.
O esforço mental da conjuração pode ser diminuído através do uso rituais e práticas. Em efe
to você canaliza uma parte do fardo de concentração e visualização em estruturas mais mund
anas. Um encantamento falado ou gesticulação ritual podem servir como pilar de suste
ntação para a concentração de um mago. As palavras e gestos ambos seguem sua própria sintáx
e regras, similares a aquelas envolvidas na escritura arcana, e que de fato for
am geradas da mesma raiz. Porém se algum dos dois procedimentos for interrompido s
ua concentração é interrompida (e o feitiço falha). Logo prática é essencial.
Apesar da profundidade do esforço requerido para mestra-los, os feitiços são apenas pa
rte do arsenal de um feiticeiro capaz. Igualmente importante são os talismans e ob
jetos que interagem com a energia mágica do meio canalizando-a em padrões úteis.
Itens mágicos ganham seu poder não do material mas sim de sua estrutura. Magia é uma f
orma de energia, tenuamente física, mais ainda assim física. Ela pode ser guardada,
ajuntada, refratada, amplificada ou moldada quase como a luz. É interessante notar
que itens com uma já presente alta profundidade de estrutura presente, como crist
ais e organismos vivos, possuem um grande potencial mágico e são frequentemente util
izados na construção de talismans como cajados e varinhas.
O processo de tecer um feitiço dentro de um objeto é complexo e difícil. Mesmo os mais
simples consomem a maior parte de um dia de trabalho para serem completos, e os
mais poderosos podem levar um ano ou mais. Enquanto certas técnicas possam esse t
empo significantemente pu até drasticamente, elas nunca podem elimina-lo inteirame
nte. Todos os items mágicos em potencial devem ser refinados e moldados por um art
esão habilidoso antes de poder receber carga mágica. Esse é o ponto de dificuldade do
artesanato místico.
Objetos encantados podem tomar uma grande miriade de formas. joias, espadas, arc
os, escudos, armaduras, ferramentas, construções, roupas, livros, e quase qualquer t
ipo de forma pode ser usado para receber carregamento místico, desde uma humilde p
ena até um majestoso galeão. Surpreendentemente as técnicas básicas requeridas para enca
ntar todos esses itens são bem próximas.