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UNIVERSIDADE PAULISTA

JOSÉ ELSON DE OLIVEIRA FERREIRA - RA 1752751


RAFAEL SANTOS DE CARVALHO - RA 1713046
ANDRÉ LUIS SAID DOMINGUES – RA 1776667
RAFAEL JORGE SENJU COSTA – RA 1754231
GUSTAVO CESAR TIBÚRCIO DE ALMEIDA E FONSECA – RA 1759258

SISGEBICO: SISTEMA DE GESTÃO DE BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS


PIM III

BRASÍLIA, DF
2017
UNIVERSIDADE PAULISTA
JOSÉ ELSON DE OLIVEIRA FERREIRA - RA 1752751
RAFAEL SANTOS DE CARVALHO - RA 1713046
ANDRÉ LUIS SAID DOMINGUES – RA 1776667
RAFAEL JORGE SENJU COSTA – RA 1754231
GUSTAVO CESAR TIBÚRCIO DE ALMEIDA E FONSECA – RA 1759258

SISGEBICO: SISTEMA DE GESTÃO DE BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS


PIM III

Projeto Integrado Multidisciplinar III


para obtenção do título de Gestor de
Redes de Computadores
apresentado à Universidade Paulista
– UNIP

BRASILIA, DF
2017
RESUMO

Além da utilização da informática em suas vidas diárias, as bibliotecas estão


exigindo, cada vez mais, sistemas informatizados ricos em recursos e com interfaces
simplificadas que facilitem a gestão dos seus usuários e do seu acervo. Essa
demanda tem por finalidade servir aos usuários finais, pessoas que buscarão
diariamente livros, revistas, trabalhos acadêmicos e toda gama de informação
impressa, ou não, nas bibliotecas comunitárias país afora. Um ponto a ser
considerado é que na realidade atual tanto as bibliotecas comunitárias, com algumas
centenas de obras, quanto as grandes bibliotecas com milhares de títulos podem se
valer dos recursos informatizados disponíveis. Pensando nisso a empresa PIM III
resolveu, de forma voluntária, organizar um sistema informático para uma biblioteca
comunitária localizada na periferia do Rio de Janeiro.

Palavras - chave: informática – biblioteca – acervo


ABSTRACT

In addition to the use of information technology in their daily lives, libraries are
increasingly demanding resource-rich computer systems with simplified interfaces
that facilitate the management of their users and their collections. This demand is
intended to serve the end users, people who will search daily books, magazines,
academic works and all kinds of information printed or not, in community libraries
across the country. One point to be considered is that in actuality both community
libraries, with a few hundred works, and large libraries with thousands of titles can
avail themselves of the available computer resources. Thinking about it, the PIM III
company decided voluntarily to organize a computer system for a community library
located in the outskirts of Rio de Janeiro city.

Keywords: computing - library - collection


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO 05

2. METODOLOGIA CIENTÍFICA 07
2.1 Descrição do Problema 07
2.1 Descrição do Sistema 08

3. ADMINISTRAÇÃO DE BANCO DE DADOS 09


3.1 Método Conceitual 09
3.2 Idealização 10
3.3 Relações 11

4. LINGUAGEM DE PROGRAMAÇÃO APLICADA 12

5. ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL 17


5.1 Direito 18
5.2 Método Conceitual 19
5.3 Aspectos Jurídicos da Internet 20
5.4 Higiene e Segurança do trabalho 21

6.CONSIDERAÇÕES FINAIS 23

7. REFERÊNCIAS 24
5

1. INTRODUÇÃO

Diante da configuração social, na qual o acesso à informação tornou-se uma


constante na vida cotidiana de um número considerável de brasileiros, apresenta-se
um panorama de organização de bibliotecas comunitárias que se transformaram em
um núcleo de construção de conhecimento. Os acervos bibliotecários passaram a
ser o destino de milhões de pessoas no Brasil. Regiões menos abastadas
compreendidas pelas periferias possuem um fluxo de leitores em escala
considerável. As bibliotecas comunitárias são agora protagonistas nesse processo
contínuo de busca pelo conhecimento através da informação e seus acervos,
mesmo pequenos, são objeto de interesse da comunidade. Baseando-se em
princípios da informatização, materializados no uso de softwares livres que
automatizam os procedimentos inerentes à gestão de um acervo de uma biblioteca
de pequeno ou médio porte é que o Sistema de Gerenciamento de Bibliotecas
Comunitárias (SISGEBICO) será concebido

Para tanto, propõe-se o conceito de biblioteca comunitária relacionado à


ideia de informação pública. Esse conceito emerge do sentido contido na construção
da biblioteca que, normalmente surge de ações idealizadas e concretizadas por
agentes individuais ou coletivos, sem muito apoio institucional, seja ele público ou
privado.

Neste sentido, Badke explica que uma biblioteca comunitária, a qual ele
denomina biblioteca popular, caracteriza-se por surgir da vontade, necessidade e
trabalho da comunidade:

[...] ela emerge do esforço de pessoas que lutam juntas, tendo como
principal objetivo realizar um trabalho baseado na proposta de transformar a
realidade vigente. Estas bibliotecas, normalmente, aparecem em bairros
onde vivem pessoas de uma classe social menos favorecida com
experiências de lutas sociais (BADKE, 1984, p. 18-9).

A biblioteca comunitária deve favorecer a consolidação de um centro ativo


de inclusão sociocultural. Deste modo, deve ser planejada como núcleo ligado à
cidadania e à partilha cultural. A biblioteca que trabalha com a comunidade deve
estar integrada com seu público leitor em uma convivência harmoniosa com o
mundo das ideias, da cultura e da informação. Em sua função cultural, a biblioteca
comunitária pode oferecer múltiplas possibilidades de leitura e, com isso, levar a
6

comunidade a ampliar seus conhecimentos e suas ideias acerca do mundo. Um


sistema de informatizado que vise atender as necessidades de uma biblioteca
comunitária deve ser concebido levando em consideração os objetivos desta.

O SISGEBICO tem por objetivo gerir os empréstimos do acervo da biblioteca


aos integrantes da comunidade e para tanto o sistema terá informações sobre os
clientes e o acervo. Isso permitirá saber, por exemplo, quantas e quais são as obras
emprestadas a um morador, bem como quando será a data de devolução de cada
uma delas, além de saber quais usuários estão impossibilitados de tomar algum item
emprestado. O SISGEBICO então atuará na informatização de processos inerentes
a uma administração básica do acervo da biblioteca comunitária.
7

2. METODOLOGIA CIENTÍFICA

Antes de pensar nos processos de automação é preciso compreender os


processos básicos inerentes à sua administração. É preciso compreender como está
organizada e como funciona uma biblioteca comunitária. Neste sentido, foi elaborada
uma pesquisa cujo objetivo era o de preparar de um plano de ação entender como
se dá a construção do acervo e como se cria um registro dos usuários desse acervo.
Esse plano tem como principal desígnio a organização das informações e das
políticas administrativas da biblioteca comunitária.
2.1 Descrição do Problema
Dentre os principais serviços oferecidos pelas bibliotecas comunitárias estão
o empréstimo, a renovação, devolução e reserva de material bibliográfico. Para
funcionar de forma adequada é preciso que usuários e obras estejam cadastradas
no sistema. O objetivo do sistema é manter um registro dos empréstimos efetuados,
visando controlar a situação de cada volume individualmente e garantir que os
empréstimos sejam efetuados de acordo com as normas da biblioteca, descritas a
seguir. Os livros só podem ser retirados da biblioteca por usuários cadastrados
numa das seguintes categorias: funcionário, estudante e usuário comum. Os
usuários externos devem renovar seu cadastro a cada ano. O número máximo de
volumes que um usuário pode retirar, num mesmo período, e o prazo de empréstimo
dependem da categoria do usuário, de acordo com a seguinte tabela:

Categoria Quantidade Dias de Prazo

Usuário comum 2 4
Estudante 3 7
Funcionário 5 14

Os limites acima são reduzidos nos seguintes casos:


• o estudante com cadastro vencido fica sujeito aos mesmos limites de um
usuário comum, até que providencie sua renovação;
• o usuário com algum prazo de devolução vencido fica impedido de retirar
outros volumes, retornando à sua condição normal após a devolução do(s)
livro(s) em atraso.
A renovação poderá ser realizada até a data estabelecida para devolução
caso não haja reservas para a mesma obra. No caso de reserva, o livro reservado
8

ficará disponível por 24 horas, a contar do horário de devolução na biblioteca. A não


retirada do livro pelo usuário no prazo implica automaticamente no cancelamento da
reserva.
2.2 Descrição do Sistema
O sistema gerencia uma base de dados previamente criada relacionando
duas entidades compostas por pessoas, que serão os usuários e livros que
integrarão o acervo da biblioteca. As principais operações envolvidas são
empréstimos, devoluções e reservas de livros pelos usuários. Os usuários são
divididos em três categorias: usuários comuns, estudantes e funcionários. Os
usuários comuns são os mais limitados quanto às operações que podem efetuar.
Como visto anteriormente, há algumas normas para utilização das obras do acervo.
Dentre as várias opções disponíveis no mercado foi adotado banco de dados
de licença livre que será manipulado através de scripts e os resultados exibidos
através de aplicação Web por ser uma solução segura, moderna, de fácil operação e
custo reduzido.
9

3. ADMINISTRAÇÃO DE BANCO DE DADOS

No mundo atual, armazenar dados que possam produzir informações tornou-


se um dever para empresas que tenham o desejo de crescer. Entretanto esses
dados precisam estar protegidos de ameaças dos mais diversos tipos. Usar
hardwares e softwares de qualidade é muito importante, mas treinar as pessoas
envolvidas no processo e realizar uma modelagem bem-feita é tão importante
quanto o primeiro. A maioria das vulnerabilidades na proteção de dados está
concentrada no usuário humano. Hackers se especializam cada dia mais em
engenharia social. Engenharia social é o termo utilizado para descrever um método
de ataque, onde alguém faz uso da persuasão, muitas vezes abusando da
ingenuidade ou confiança do usuário, para obter informações que podem ser
utilizadas para ter acesso não autorizado a computadores ou informações.
Investimentos na área de proteção e segurança de dados podem parecer
dispendiosos, mas as vantagens com tal medida podem ser incalculáveis. Em um
sistema onde será frequentemente pesquisado informações, torna o banco de dados
indispensável.
3.1 Método Conceitual
Nesta primeira etapa devemos modelar todo o banco de dados sem levar em
consideração limitações físicas e sempre com total envolvimento do usuário que não
precisa ter conhecimentos técnicos, abrangendo a visão geral do banco de dados.
Esta primeira fase define quais dados devem estar no banco de dados, e não
como serão armazenados.
10

3.2 Idealização
O banco de dados deverá seguir de certa forma os padrões decididos no
método conceitual, contudo, o gerenciador do banco tem como função fazer com
que o resultado final seja próximo do solicitado, mas sempre respeitando as
limitações presentes.

Segue a criação do Banco de Dados:

create database BIBLIOTECA

create table BIBLIOTECA.dbo.LIVROS


( idtLivro integer identity primary key
, Nome varchar(100) not null
, Autor varchar(100) not null
, Editora varchar(100) not null
, Ano integer not null
, ISBN varchar(15) null)

create table BIBLIOTECA.dbo.LEITORES


( Nome varchar(100) not null
, Cpf numeric not null primary key
, Endereco varchar(200) not null
, Telefone varchar(15) null
, Celular varchar(15) null)

create table BIBLIOTECA.dbo.EMPRESTIMOS


( Data Date not null
, idtLivro integer
, CPF numeric not null
, Prazo integer not null
, DataDev Date null)
11

3.3 Relações

Em um banco de dados, para que todas as tabelas conversem entre si


temos de usar as relações. As relações são fundamentais pois se evita a
redundância de dados, aumenta a praticidade e organização.
12

4. LINGUAGEM DE PROGRAMAÇÃO APLICADA

Com o banco de dados pronto para ser utilizado, partimos para a fase de
escrituração do código através da linguagem de programação.
Segue o script que descreve o todo o funcionamento do sistema:

Algoritmo "Biblioteca PIM III"


// Disciplina : [Linguagem e Lógica de Programação]
// Professor :
// Descrição : Programa para gerenciamento da biblioteca(função)
// Autor(a) : GRUPO PIM
// Data atual : 23/09/2017

Inicioalgoritmo
Var
Nome, Autor, Editora, ISBN, Endereco, Telefone, Data, DataDev, Celular: caractere
opcao, Ano, Estoque, Cpf, idtLivro, Prazo: inteiro
procedimento Menu
// Procedimento
Opção<-0
Limpatela
Escreval (" ******************")
Escreval (" * Menu Biblioteca *")
Escreval (" ******************")
Escreval ("")
Escreval ("#1 - Incluir livro") //Ok
Escreval ("#2 - Procurar livro ") //Ok
Escreval ("#3 - Exibir livros") //Ok
Escreval ("#4 - Apagar livro") //Ok
Escreval ("#5 - Incluir Leitor") //Ok
Escreval ("#6 - Procurar leitor") //Ok
Escreval ("#7 - Fim") //Ok
Escreval ("")
Escreva ("Escolha uma opção: ")
leia (opcao)
escolha opcao
caso 1
cadastralivros
caso 2
buscalivros
caso 3
listalivros
caso 4
excluilivros
caso 5
cadastraleitor
13

caso 6
buscaleitor
caso 7
Finalizar
Fimescolha
Finalizar //Finalizar se opção for 7 ou inválida
fimprocedimento

procedimento cadastralivros

limpatela
Escreval ("")
Escreval (" ------------------------")
escreval (" * Cadastra Livros*")
Escreval (" ------------------------")
escreval ("")
escreva ("Nome do livro: ")
leia (nome) //Nome do livro
escreva ("Nome do autor do livro: ")
leia (autor)
escreva ("Nome da Editora: ")
leia (editora)
escreva ("Ano da edição: ")
leia (ano)
escreva ("ISBN: ")
leia (ISBN)
//Salva na tabela Livros do Banco Biblioteca
insert into[BIBLIOTECA].dbo.Livros
([nome], [autor], [editora], [ano], [Isbn])
values (nome, autor, editora, 2017, ISBN)
fimprocedimento

procedimento listalivros
var
i: inteiro
C: caracter
limpatela
Escreval (" ****************")
Escreval (" * LISTAR *")
Escreval (" ****************")
//Lê tabela Livros (recordset.open “Select * from
Biblioteca.dbo.Livros”) - Não implementado//
para i de 1 ate //fimRecordset// faca
escreval ("Nome do livro : ", livro)
escreval ("Nome do autor : ", autor)
escreval ("Nome da editora : ", editora)
escreval ("Ano de puplicacao : ", ano)
escreval ("")
fimpara
escreval ("Pressione *|ENTER|* para continuar")
14

leia (C)
Menu// volta para o MENU
fimprocedimento
procedimento buscalivros
var
busca, c : caracter
limpatela
Escreval (" ****************")
Escreval (" * BUSCAR *")
Escreval (" ****************")
escreva ("Título do livro: ")
leia (busca)
//Lê tabela Livros (recordset.open “Select * from Biblioteca.dbo.Livros
where nome=busca”) - Não implementado//

//Relatório.
se //recordcount=1 então
Escreval (" ***********************************")
Escreval ("Nome do livro : ",// recordset.field(1))
Escreval ("Nome do autor : ",// recordset.field(2))
Escreval ("Nome da editora : ",// recordset.field(3))
Escreval ("Ano de publicação : ",// recordset.field(4))
Escreval (" ***********************************")
Escreval ("")
senao
escreval ("Livro ", busca, " não cadastrado")
fimse
escreval ("Pressione *|ENTER|* para continuar")
leia (c)
Menu
fimprocedimento
procedimento excluilivros
var
i, a : inteiro
busca, c : caracter
limpatela
Escreval (" ****************")
Escreval (" * EXCLUIR*******")
Escreval (" ****************")
escreva ("Entre com o nome do livro a ser excluído: ")
leia (busca)
//Apaga livro da tabela Livros ( “Delete from Biblioteca.dbo.Livros where
nome=busca”) - Não implementado//
escreval (" Exclusão realizada com sucesso")
escreval ("Pressione *|ENTER|* para continuar")
leia (c)
Menu
fimprocedimento
15

procedimento cadastraleitor
limpatela
Escreval ("")
Escreval (" *****************")
escreval (" * Cadastro *")
Escreval (" *****************")
escreval ("")
escreva ("Nome do leitor: ")
leia (nome)
escreva ("CPF do leitor: ")
leia (CPF)
escreva ("Endereço: ")
leia (endereço)
escreva ("Telefone ")
leia (telefone)
escreva ("Celular ")
leia (celular)

//Salva na tabela Leitores do Banco Biblioteca


insert into[BIBLIOTECA].dbo.Leitores
([nome], [CPF], [endereco], [telefone], [celular])
values (nome, CPF, endereco, telefone, celular) //Não implementado.

Menu
fimprocedimento
procedimento buscaleitor
var
busca, c : caracter
limpatela
Escreval (" ****************")
Escreval (" * BUSCAR LEITOR*")
Escreval (" ****************")
escreva ("Entre com o nome do leitor: ")
leia (busca)
//Lê tabela Leitores (recordset.open “Select * from
Biblioteca.dbo.Leitores where nome=busca”) - Não implementado//
se //recordset.recordcount>0 //
então
Escreval (" ***********************************")
Escreval ("Nome: ", recordset.fields(0))
Escreval ("CPF: ", recordset.fields(1))
Escreval ("Endereço: ", recordset.fields(2))
Escreval ("Telefone: ", recordset.fields(3))
Escreval ("Celular: ", recordset.fields(4))
Escreval (" ***********************************")
Escreval ("")
senao
escreval ("Leitor ", busca, " não cadastrado!")
fimse
escreval ("Pressione *|ENTER|* para continuar")
16

leia (c)
Menu
Fimprocedimento
procedimento excluileitor
var
busca, c : caracter
limpatela
Escreval (" ****************")
Escreval (" * EXCLUIR*******")
Escreval (" ****************")
escreva ("Entre com o nome do leitor: ")
leia (busca)
//Apaga leitor da tabela Leitores ( “Delete from Biblioteca.dbo.Leitores
where nome=busca”) - Não implementado//
escreval (" Exclusão realizada com sucesso")
escreval ("Pressione *|ENTER|* para continuar")
leia (c)
Menu
fimprocedimento
procedimento Finalizar
limpatela
end //Encerra o programa
fimprocedimento
Fimalgoritmo
17

5. ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL

A palavra ética é de origem grega, derivada de ethos, que por sua vez diz
respeito ao costume ou mesmo aos hábitos dos homens. Os estudos sobre o tema
lidam com a compreensão das noções e dos princípios que sustentam as bases da
moralidade social e da vida individual além de tratar-se de uma reflexão sobre o
valor das ações sociais consideradas tanto no âmbito coletivo quanto no âmbito
individual.
Diversos são os autores que conceituam a Ética. Ela é denominada, por
exemplo, como “um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta
humana na sociedade” ou então, conforme outra definição, uma parte da filosofia (e
também pertinente às ciências sociais) que lida com a compreensão das noções e
dos princípios que sustentam as bases da moralidade social e da vida individual. Em
outras palavras, trata-se de uma reflexão sobre o valor das ações sociais
consideradas tanto no âmbito coletivo como no âmbito individual.
Assim podemos dizer ainda que a ética é construída por uma sociedade com
base nos valores históricos e culturais. Do ponto de vista da Filosofia, a Ética é uma
ciência que estuda os valores e princípios morais de uma sociedade e seus grupos.
Além do mais, ela “serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social,
possibilitando que ninguém saia prejudicado. Neste sentido, a ética, embora não
possa ser confundida com as leis, está relacionada com o sentimento de justiça
social”.

5.1 Direito
O conceito de direito surge quando o homem decidi viver em sociedade
necessitando a criação de algumas regras de conduta e sobrevivência.
O direito é um fenômeno da rotina diária, que encontramos a todo momento
e em toda parte. Estamos assegurados e disciplinados pelas regras de direito; ele
resguarda, defende, ampara, protege e serve o indivíduo em todos os momentos.
Direito civil é um ramo do Direito que trata do conjunto de normas
reguladoras dos direitos e obrigações de ordem privada concernente às pessoas,
aos seus direitos e obrigações, aos bens e às suas relações, enquanto membros da
sociedade.
18

De forma geral, o Direito Civil abrange o conjunto de normas previstas pelo


código civil. No Brasil, o atual Código Civil, em vigor desde 11 de janeiro de 2003,
contém 2.046 artigos. Estabelece, em sua parte geral, do direito das pessoas, dos
bens e dos fatos jurídicos. Na parte especial, trata do direito das obrigações, do
direito das empresas, do direito das coisas, do direito da família e do direito da
sucessão.
Princípios básicos do Direito Civil:
• Princípio inatingível da família – reconhece a importância do núcleo familiar
para a formação do cidadão;
• Princípio da personalidade – garante que todo indivíduo tem sua existência
reconhecida, o que lhe acarreta direitos e obrigações;
• Princípio da autonomia da vontade – é levado em conta a capacidade legal do
ser humano de praticar ou abster-se de certos atos, conforme sua vontade;
• Princípio da solidariedade social – destaca a importância social da
propriedade e dos negócios jurídicos, com o propósito de conciliar as necessidades
da coletividade com os interesses particulares;
• Princípio da propriedade individual – defende a ideia de que o indivíduo pelo
resultado de seu trabalho ou por meios legais podem exteriorizar a sua
personalidade através de bens móveis ou imóveis, que passam a fazer parte do seu
patrimônio;
• Princípio da legitimidade da herança e do direito de testar – garante ao
indivíduo o direito de dispor de seus bens e de transferir, total ou parcialmente, para
seus herdeiros.
Segundo (DELGADO, 2005) podemos conceituar o Direito do Trabalho como
o “complexo de princípios, regras e institutos jurídicos que regulam a relação
empregatícia de trabalho, individual ou coletivamente considerada, e outras relações
normativamente especificadas”.
Ao dispor sobre os direitos sociais, em especial o direito do trabalho, a
Constituição Federal garante aos trabalhadores a relação de emprego contra a
demissão injusta ou arbitrária, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), o
seguro-desemprego, férias anuais, repouso semanal remunerado, salário mínimo,
licença-maternidade, aviso prévio e aposentadoria, dentre outros.
19

Além disso, o trabalhador tem direito à carteira de trabalho e previdência


social, ao registro de empregados em livros de registros especificados pelo
Ministério do Trabalho, à jornada de trabalho predefinida por lei e a remuneração
pelos serviços prestados.
A lei também garante diversos direitos coletivos, conquistados ao longo dos
anos por meio das ações promovidas por sindicatos e demais entidades
representativas de trabalhadores, como associações e sociedades profissionais,
dentre os quais: liberdade de associação profissional ou sindical, direito de
representação na empresa e direito de greve.
O direito constitucional é um ramo de direito público que tem por objetivo
estudar os princípios e as normas fundamentais da ordenação jurídica do país. Seus
principais fundamentos são: a soberania, a cidadania e a dignidade da pessoa
humana. É por meio do trabalho que a maioria dos indivíduos obtém os recursos
necessários para sua existência e sobrevivência, como a alimentação, a saúde e a
educação.
5.2 Ética
Ética é o ramo da filosofia que busca estudar e indicar o melhor modo de
viver no cotidiano e na sociedade. Os princípios clássicos da ética social dizem
respeito: a dignidade humana, ao direito de propriedade, à primazia do trabalho, à
primazia do bem comum, à solidariedade e a subsidiariedade, no qual corresponde
ao auxilio dado. As normas escritas, como os códigos de ética, são de grande
importância, notadamente no aspecto educativo, porém não devem ser substituídas
pelas normas naturais, estabelecidas pelas famílias para a formação das pessoas.
Código de ética é um instrumento criado para orientar o desempenho de
empresas em suas ações e na interação com seu diversificado público, é necessário
que a empresa desenvolva o conteúdo do seu código de ética com clareza e
objetividade, facilitando a compreensão dos seus funcionários. Se cada empresa
elaborasse seu próprio código, especificando sua estrutura organizacional, a
atuação dos seus profissionais e colaboradores poderia orientar-se através do
mesmo.
O sucesso da empresa depende das pessoas que a compõe, pois são elas
que transformam os objetivos, metas, projetos e até mesmo a ética em realidade.
Por isso é importante o comprometimento do indivíduo com o código de ética.
20

O comportamento ético por parte da empresa é esperado e exigido pela


sociedade. O único lucro moralmente aceitável é aquele obtido com ética. São
também razões para a empresa ser ética: custos menores, a possibilidade de avaliar
com precisão o desempenho da sua estrutura, a legitimidade moral para exigir
comportamento ético dos empregados, a geração de lucro livre de contingências, a
obtenção de respeito dos parceiros comerciais, o cumprimento de dever inerente à
responsabilidade social da organização (MOREIRA, 1999).
5.3 Aspectos Jurídicos da Internet
Estamos na época da era digital e consequentemente dependemos da
internet, seja diretamente ou indiretamente e imaginar o mundo sem ela é algo
insonhável. No entanto, toda essa dependência da internet acarreta - na maioria dos
casos - a exposição da intimidade e a privacidade do homem, logo, é compreender
que a privacidade e outros princípios correlatos estão contextualizados na sociedade
da informação. Tudo isso porque apesar da internet ser um meio tão recorrente
ainda é impossível se falar em controle específico e minucioso de tal tecnologia.
A legislação brasileira garante que à imagem, honra, intimidade e a vida
privada são invioláveis. Também em seu Artigo 5º, inciso X, a Constituição Federal
garante que a privacidade é um direito básico, contudo, é justamente esse direito
que muitas vezes é transgredido na internet. Contribui Alexandre Moraes que “A
proteção constitucional refere-se, inclusive, à necessária proteção à própria imagem
diante dos meios de comunicação em massa”.
Muitas vezes as pessoas, empresas, órgãos governamentais expõem-se em
demasia na internet, seja pela falta de conhecimento ou pela inocência e isso na
maioria dos casos facilita a intervenção de hacker ou crackers. Tais ataques têm
consequências variadas: desvios em contas bancárias, roubo de informações,
acesso a dados sigilosos das empresas, alterações em sistemas, permitindo vírus e
outros ataques nocivos.
A internet é uma tecnologia revolucionaria de difícil controle e de difícil
regulação por parte dos meios jurídicos. Além disso, é uma tecnologia
imprescindível na sociedade contemporânea que necessita da atuação da Ciência
Jurídica.
Contudo, apesar das dificuldades notórias relatadas, passos essenciais e
esperados para um possível controle e regularização no Brasil foi dado com a Lei
21

12.965 (Marco Civil), mas ainda muito precisa avançar, tanto em nosso país, quanto
no mundo.
5.4 Higiene e Segurança do trabalho
Higiene do trabalho é um conjunto de normas e procedimentos que visam à
proteção da integridade física e mental do trabalhador, preservando-o dos riscos de
saúde inerentes às tarefas do cargo e ao ambiente físico onde são executados.
(Chiavenato, 1999)
Segurança do trabalho pode ser entendida como os conjuntos de medidas
que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças
ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do
trabalhador.
De forma simples e prática a diferença entre higiene e segurança do
trabalho:
• Higiene do trabalho: Fundamenta-se na prevenção das doenças
profissionais ou ocupacionais, visando à ação e o controle dos agentes físicos,
químicos e biológicos presentes no ambiente laboral durante a execução das
atividades.
• Segurança do trabalho: Fundamenta-se na prevenção dos acidentes de
trabalho, visando o reconhecimento e o controle dos riscos correlacionados ao
ambiente de trabalho em geral.
De acordo com o artigo 19 da lei n 8213 de 24 de julho de 1991: “Acidente
de Trabalho é aquele que ocorre no exercício do trabalho a serviço da empresa,
provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, ou perda,
ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho”.
(NASCIMENTO, 2001)
A higiene e a Segurança no trabalho cujo objetivo maior é reconhecer que o
trabalhador é muito mais que uma mão de obra é um ser que pensa que tem
sonhos, desejos, expectativas, inteligência e vontade. Acredita que as pessoas são
dotadas de entusiasmo e de desejo por crescimento e novas responsabilidades: e
que querem ser parceiras das organizações as quais fazem parte. As empresas
privadas e públicas e os órgãos governamentais que possuam empregados
registrados pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT ficam obrigados a
organizar e manter em funcionamento, por estabelecimento, uma comissão interna
de prevenção de acidentes a CIPA.
22

A CIPA tem por objetivo observar e relatar condições de risco nos ambientes
de trabalho e solicitar medidas para reduzir até eliminar os riscos existentes e ou
neutralizar os mesmos, discutir os acidentes ocorridos, encaminhando aos Serviços
Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. E ao
empregador o resultado da discussão, solicitando medidas que previnam acidentes
semelhantes e, ainda, orientar os demais trabalhadores.
A determinação de atuar com ética promove mudanças significativas nas
organizações, quer sejam públicas ou privadas, em suas bases culturais, em sua
filosofia e práticas gerenciais, conduzidas por profissionais, evitando-se assim ações
apenas filantrópicas e iniciativas isoladas e sem continuidade.

.
23

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O conceito do que é uma biblioteca comunitária não é fixado a todas, mas


varia pela posição econômica de um país. Entretanto a implementação de um
sistema gestor das atividades de uma biblioteca comunitária segue uma formatação
bem simples. Nesse trabalho buscou-se demonstrar de forma simples e sucinta
como uma pequena biblioteca pode ser gerida com poucos meios de TI. O sistema
foi concebido através de uma modelagem inicial onde foram levantados todos os
pontos sensíveis e relevantes e, a partir daí, foi desenhada toda a implementação
desde algoritmos, BD, linguagem de programação até a toda ética envolvida num
ambiente que fará uso desse sistema. A ideia central do projeto pode facilmente ser
utilizada para outras bibliotecas, pois o projeto envolveu o cerne do binômio:
biblioteca comunitária e sistema de informação.
24

6. REFERÊNCIAS

BADKE, Todêsca. Biblioteca popular: uma experiência no bairro das


Laranjeiras. 4.ed. São Paulo: Palavra-Chave. 1984.
CARMO, Manoel do. Consolidação das Leis do Verso. 49.ed. São Paulo: Duprat,
1919.

DENZIN, Norman K.; LINCOLN, Yvona S. O planejamento da pesquisa


qualitativa: teorias e abordagens. DUBOIS, J. et.al. Retórica geral. São Paulo:
Cultrix,1974.

BASTOS, Gustavo Grandini; DE ALMEIDA, Marco Antônio; ROMÃO, Lucília Maria


Souza. Bibliotecas comunitárias: mapeando conceitos e analisando discursos.
Inf. & Soc.: Est., João Pessoa, v. 21, n. 3, p. 87-100, set. / dez. 2011.

CAVALCANTE, Lídia Eugênia; FEITOSA, Luiz Tadeu. Bibliotecas comunitárias:


mediações, sociabilidades e cidadania. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v. 7, n.
1, p. 121-130, mar. 2011.

MACHADO, Elisa Campos; VERGUEIRO, Waldomiro. Bibliotecas comunitárias


como prática social no Brasil., São Paulo, v. 3, n.1, p. 3-11,ago. CRB-8 Digital
2010.

MOREIRA, Joaquim Manhães. A ética empresarial no Brasil. São Paulo: Pioneira,


1999.

VASQUEZ, Adolfo Sánchez.. 18 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, Ética,


1998.

SANTANA, Marcio Antônio. Ética e Legislação Profissional. São Paulo: Sol, 2015

Vídeo sobre referências:


https://www.youtube.com/watch?v=osLKeHIVll8;

Manuais e links:
Manual de Normatização UNIP;
25

http://www.blogsegurancadotrabalho.com.br/2015/05/higiene-e-seguranca-do-
trabalho-qual-a-diferenca.html;

http://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/638805.

https://www.significados.com.br/direito-civil/

http://ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=14255