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GESTAO DE CONTRATOS

CONCEPÇÃO E ACOMPANHAMENTO
CATOCA DEZEMBRO 2017

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Fundada em 1993, a Vantagem+ é líder em Portugal na formação para profissionais. Para além dos serviços de Formação, a Vantagem+
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suas áreas específicas. A bolsa de formadores da Vantagem+ é assim composta por profissionais que trabalham full-time em grandes empresas,
especialistas habilitados a partilhar a sua experiência real com os formandos e a proporcionar soluções reais para problemas reais.

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OBJECTIVOS DO CURSO

OBJETIVO GERAL

Este Curso tem como objetivo dotar os participantes dos conhecimentos e competências
que lhes permitam conhecer os diversos tipos de contratos

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

• No final do curso os formandos saberão:


• Identificar e utilizar as regras gerais para concepção de contrato
• Analisar o risco associado à celebração dos diversos contratos
• Negociar a elaboração de contratos
• Preparar, conceber e efectuar o acompanhamento e controle de contratos adequados a
cada situação

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Conteúdos Programático
1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO
• Regras gerais de elaboração dos contratos
• Regras gerais de Negociação
• Análise de risco de celebração de um contrato
2. CONTRATO DE COMPRA E VENDA
• Diversos tipos de compra e venda
3.CONTRATOS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
• Contrato de Mandato
• Contrato de Empreitada
4. CONTRATOS DE LOCAÇÃO
• Contrato de Aluguer
• Contrato de Arrendamento
5. CONTRATOS COMERCIAIS
Contrato de Distribuição Comercial:
• Contrato de Agência
• Contrato de Concessão Comercial
• Contrato de Franchising
Contratos de Conta em Participação, Consórcio e Agrupamento de Empresas
• Contrato de Conta em Participação
• Contrato de Consórcio
• Contrato de Agrupamento de Empresas

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Conteúdos Programático

6. CONTRATOS FINANCEIROS
• Contrato de Mútuo
• Contrato de Abertura de crédito
• Contrato de Locação financeira
• Contrato de Factoring
7. GARANTIAS
• Hipoteca
• Fiança
• Garantia Bancária
8 . CONTRATOS DE SOCIEDADE
• Princípios e regras gerais
• Diversos tipos de contrato de sociedade e regime específico
9. CONTRATOS DE TRABALHO
• Tipologia de Contratos e regime específico

10. CONTRATO DE SEGURO


• Princípios gerais
• Celebração e vigência do contrato: regime jurídico

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Conteúdos Programático
11. CONTRATOS INTERNACIONAIS
• Conceito e Regime
• Cláusulas Contratuais Standard
• Resolução de Litígios
• Alguns Contratos:
• Trading
• Kow How
• Joint-venture
• Partnership
12. CONTRATOS INFORMÁTICOS E ELETRÓNICOS
– Diferença entre Contrato Informático e Electrónico: Conceito e Regime
– Contrato Electrónico:
• Contrato na Internet
• Documento Electrónico e Assinatura Electrónica
– Contrato Informático:
• Contrato de Hardware
• Contrato de Software
• Contrato de Serviço Informático
13. CONTRATOS ADMINISTRATIVOS
– Locação e Aquisição de Bens Móveis e Imóveis e aquisição de Serviços
– Empreitada de obras públicas

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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO

1.1 Regras gerais de elaboração dos contratos:


a) O que é um contrato
b) Capacidade das partes contratantes;
c) Objetivo do Contrato;
d) Forma Contratual

1.2 Regras gerais de Negociação

1.3 Análise de risco de celebração de um contrato

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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO

1.1 Regras gerais de elaboração dos contratos:


O que é um contrato?
É uma modalidade do negócio juridico com o fim a adquirir, mudar, extinguir direito, enfim, é todo e
qualquer negócio juridico, com mais de uma pessoa (bilateral ou plurilateral), que tem por fim
criar um direito ou extinguir.

Objetivo do contrato:

É sem sombra de dúvida a vontade humana ( convergido para um ponto comum), sem vontade não há um
contrato, este contrato deve estar livre de todo e qualquer vicio ( fraude, dolo, dissimulação , erro)

Contrato é o negócio jurídico, que as partes se sujeitam a observância da conduta idônea, à satisfação dos
interesses que pactuam (contrato em sentido estrito).

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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO

1.1 Regras gerais de elaboração dos contratos:

1. Os elementos essenciais/ Requisitos dos contratos- e que se prendem com o sujeito; objeto e
a forma
Devem constar de todos os contratos, sob pena de nulidade. São:
– capacidade das partes,
– licitude do objeto
– e forma se prescrita na lei

Para além dos elementos essenciais gerais, isto é, comuns a todos os atos jurídicos, existem os
elementos essenciais especiais, que devem existir somente em alguns contratos.

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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO

1.1 Regras gerais de elaboração dos contratos:

2. Elementos NATURAIS
São aqueles que podem ocorrer, ou não.

Ex: o mútuo presume-se gratuito, mas as partes podem convencionar a onerosidade


do pagamento de tributos

3. Elementos ACIDENTAIS
Modificam –se de acordo com a vontade das partes e variam de contrato
para contrato.

EX: a forma de pagamento.

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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO

1.1 Regras gerais de elaboração dos contratos:

4. Elementos ESTILO
Não são necessários, mas têm grande valia para demonstrar a vontade das partes.
Ex:
– pro rata (na razão do que deve caber proporcionalmente, a cada uma das
partes),
– pro solvendo (para pagar – exemplo cheque),
– pro soluto (em pagamento ).

5. Elementos IMPERATIVOS- são obrigatórios em determinados tipos de contrato.


Ex: outorga de escritura

6. Elementos COMPLEMENTARES
São facultativos e não precisam figurar no corpo do contrato.

Ex: anexos
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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO

Elementos /Requisitos subjetivos: Relacionados com o Sujeito

 Deverá ter mais de uma pessoa

 Os contraentes tem de ter capacidade civil ( ex: não podem ser Menores)

 no gozo das suas capacidades mentais ( não estarem inabilitados ou interditados)

 Aptidão especifica para contratar ( não se contratar com ascendentes e descendentes

 A lei ou o contrato conferir poderes para celebrar contrato- ex: socio gerente, procurador,
etc)

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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO

Requisitos subjetivos:

Ainda Relacionados com o sujeito

Mútuo Consenso:

 Se as declarações de vontade das partes, apesar de opostas, não se ajustarem uma à


outra, não há contrato, porque falta o mútuo consentimento.

Ex: Se A quer vender o apartamento do 1º andar e B declara querer comprar o do 10º andar,
há dissenso entre as partes e o contrato não chega a formar-se.

 Para que haja contrato torna-se indispensável que o acordo das vontades, resultante do
encontro da proposta da uma das partes com a aceitação da outra, cubra todos os
pontos da negociação

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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO

Requisitos Objectivos : Relacionados com o Objecto

Se é verdade que só existe contrato se a vontade humana converge para um ponto comum, pois sem
vontade não há um contrato, também é verdade que este contrato deve estar livre de todo e qualquer
vicio ( fraude, dolo, dissimulação , erro)

Ou seja, tem de se ter:

a) licitude do objeto;
b) possibilidade física ou jurídica do objeto;
c) determinação do objeto;
d) economicidade do objeto.

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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO

Requisitos Objectivos : Relacionados com o Objeto

 não se contratar objeto ilícito


 Não pode contratar um objeto abstrato
 Deverá este objeto ser certo e liquido, ou pelo menos determinável , ou seja , pode não existir no momento que foi
celebrado, mas existirá em momento futuro.

Obs: incerteza é diferente de coisa futura, a incerteza não pode ser contratada, a concentração de coisa
futura não tem de ser no momento mas terá ser no futuro.

“ É nulo o negócio jurídico cujo objeto seja física ou legalmente impossível, contrário à lei ou
indeterminável”

Exemplos:

 É nulo o negócio em que o A se compromete perante o B a percorrer a distância entre Luanda e Lobito,
a correr, em meia hora.

 É nulo o contrato em que C vende a D um pedaço de mar.

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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO

Requisitos Formais :

 Liberdade quanto à forma e a regra


 Podem ser escritos ou verbais
 Obediência à forma quando a Lei assim o exigir.

Por vezes a lei impõe requisitos de forma quanto ao documento e quanto à publicidade ( registo)

Exemplo : venda de imóveis

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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO

Regras/ princípios gerais para a elaboração de um contrato – direitos e deveres

1- Liberdade Contratual

2- Consensualismo

3- Boa-fé

4- Força Vinculativa

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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO
Regras/ princípios gerais para a elaboração de um contrato – direitos e deveres
1- Liberdade Contratual/ Princípio da autonomia da vontade:

 Nele se funda a liberdade contratual dos contratantes, consistindo no poder de estipular livremente,
como melhor lhes convier, mediante acordo de vontades, a disciplina de seus interesses, suscitando
efeitos tutelados pela ordem jurídica.

 Pressupõe que não se verifiquem vícios na formação da vontade:


 erro na declaração,
 Coação

 Dentro dos limites da lei, as partes têm a faculdade de fixar livremente o conteúdo dos contratos,
celebrar contratos diferentes dos pré-definidos na lei ou incluir nesses as cláusulas que lhes aprouver.
 As partes podem ainda reunir no mesmo contrato regras de dois ou mais negócios, total ou parcialmente
regulados na lei.

 Esta regra consiste em os particulares, na área dos contratos, poderem agir por sua própria e autónoma
vontade.
 Deste princípio derivam várias consequências: Os contraentes são tão livres para contratar, como para
não contratar
Atenção : A clausulas leoninas
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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO

Como Síntese desta regra temos:

1. A liberdade de celebração: é à iniciativa privada que pertence a decisão de


realizar ou não o contrato;

1. A liberdade de seleção do tipo contratual: cabe à vontade dos particulares a


escolha do contrato a celebrar, tipificado na lei ou qualquer outro

1. A liberdade de estipulação: faculdade de os contraentes modelarem, de


acordo com os seus interesses, o conteúdo concreto da espécie negocial eleita

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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO

Limitações ao principio da liberdade contratual:


a) Promessa de Contratar ( contrato promessa)
b) Dever de contratar relativo a serviços públicos
c) Profissões de exercício condicionado
d) Reserva de propriedade
e) Direito de Preferência

f) Proibição de contratar com determinadas pessoas:


venda de coisas litigiosa
Venda de pais para filhos
Doação/testamento a favor de pessoas “indisponíveis”

g) Limites à fixação do conteúdo dos contratos


Negócios quanto a ordem publica e aos costumes
Contratos – Tipo de Trabalho
Cláusulas contratuais gerais

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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO

2- Consensualismo

 Segundo o qual o simples acordo de duas ou mais vontades basta para gerar o
contrato válido

Mas não é um principio absoluto, porque pode exigir-se a celebração de contrato em


documento escrito ou com a intervenção de notário ( objetivo formal)
ASSIM:

 Contratos Consensuais - celebram-se por simples acordo das partes, sem a exigência de
qualquer formalismo especial

 Contratos solenes ou formais - sempre que para a sua inclusão a lei imponha o
preenchimento de formalidades especiais.
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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO

3- Principio da Boa-Fé

Segundo ele, o sentido literal da linguagem não deverá prevalecer sobre a intenção inferida
da declaração de vontade das partes

• Principio da boa-fé na formação dos contratos –

• Principio da boa-fé na execução dos contratos –

• Principio da boa-fé no cumprimento das obrigações contratuais

A responsabilidade pré-contratual - resulta da aplicação dos principios de boa fé na fase


preliminar na formação dos contratos

Tutela-se diretamente a confiança fundada de cada uma das partes, em que a outra conduza as
negociações segundo a boa-fé

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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO

3- Principio da Boa-Fé

O instituto da responsabilidade pré-contratual ou pré-negocial ou culpa “in contrahendo” fundamenta-se


na tutela da confiança do sujeito, na transparência, correção na honestidade, na lisura e na lealdade do
comportamento da outra, na proteção da expetativa negocial, e ou não condução da outra parte a
celebrar sobre erro.

A culpa in contrahendo pressupõe a violação culposa de deveres acessórios de conduta, que muitas vezes,
se inscreve no âmbito de condutas abusivas do direito

Direito a Indemnização ( a proteção) pelo interesse contratual negativo:

O lesado deverá ser colocado na posição em que estaria, se NÃO tivesse encetado as negociações, tendo
direito a haver aquilo que prestou na expectativa da consumação das negociações, e por vezes até uma
compensação extra

Ex: Devolução do sinal em dobro no contrato de promessa, a que pode acrescer ainda outra clausula penal ,
livremente contratada.

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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO

4- PRINCIPIO DA FORÇA VINCULATIVA

Princípio da autonomia da vontade: nele se funda a liberdade da convenção: pelo qual as


estipulações feitas no contrato deverão ser fielmente cumpridas (pacta sunt servanda), sob
pena de execução patrimonial contra o inadimplente /incumpridor/ mora

Da exceção do não cumprimento: como e em que termos :

Se nos contratos bilaterais não houver prazos diferentes para cumprimento das prestações,
cada um dos contraentes, tem a faculdade de recusar a sua prestação enquanto o outro
não a efetuar a que lhe cabe ou não oferecer o seu cumprimento em simultâneo.

A interpelação é formal ( carta registada com aviso de recepção), marcará um prazo para
cumprir findo esse prazo não cumpre, entra em vigor o regime exceção do não
cumprimento.

Princípio da relatividade dos efeitos do negócio jurídico contratual: visto que não aproveita
nem prejudica terceiros, vinculando exclusivamente as partes que nele intervierem.
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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO
4- PRINCIPIO DA FORÇA VINCULATIVA

Uma vez celebrado o contrato plenamente válido e eficaz, constitui lei imperativa entre as
partes:
a) Pontualidade
b) Irrevogabilidade
c) Intangibilidade (não se pode tocar, não se pode alterar)
d) Efeitos/ obrigatoriedade entre as partes – do livremente estipulado.

O cumprimento do em cima referido, tornam obrigações e simultaneamente direitos entre


as partes.

O contrato deve ser pontualmente cumprido, e só pode modificar-se ou extinguir-se por mútuo
consentimento dos contraentes ou nos casos admitidos na lei.

Qualquer alteração ao contrato deverá ser sempre feita por escrito.

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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO

Princípio da relatividade dos efeitos do negócio jurídico contratual:


visto que não aproveita nem prejudica terceiros, vinculando
exclusivamente as partes que nele intervierem.

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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO

FASES NA FORMAÇÃO DOS CONTRATOS:

OFERTA: de quem oferece a coisa ( proposta/contrapropostas/ negociação- fase preliminar)

ACEITAÇÃO: de a quem a coisa é oferecida – Expressa ou Tácita

LUGAR: onde acontece a compra – é muito importante porque fixa a responsabilidade

NA FASE PERLIMINAR : Não há ainda um contrato, são os primeiro contatos entre as partes a fim de que
surja um contrato mais à frente

MUITO IMPORTANTE NÃO ESQUECER - nesta fase a lei protege as expectativas contratuais que dela resultem
e poderá dar lugar ao pagamento de INDEMINIZAÇÃO , caso sejam ilegitimamente violadas.

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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO

Concretizando Na formação dos contratos:

1. A Proposta- : a parte que está segura do que pretende, manifesta sua vontade à outra.

Até que seja aceite pela outra parte não há compromisso entre as partes, todavia o proponente já tem uma
obrigação – manter os termos da proposta, se aceite.

Negociação ( fase importantíssima)

2. Aceitação: é a resposta afirmativa à oferta do proponente. O aceitante manifesta sua anuência. Pela
aceitação, ambas as partes vinculam-se reciprocamente, o contrato se aperfeiçoou.

Pode ser tácita- é válida mas perigosa , não aconselho de todo.

3. Contrato promessa / contrato definitivo

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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO

1.2 Regras gerais de Negociação

 Negociar faz parte da vida de qualquer empresário ao lidar com fornecedores,


clientes, a banca ou o Estado.

Querer alcançar um objetivo, estando dependente de outros para o alcançar,


pressupõe conversar com eles, conhecer as suas metas e alcançar um resultado
satisfatório.

Saber desempenhar esta tarefa com eficácia é pois fundamental para o sucesso
na celebração de acordos negociais / contratos.

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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO

1.2 Regras gerais de Negociação


 Saber negociar é fundamental para qualquer empresário.

 Negociar implica um processo complexo do ponto de vista racional, emocional e


comunicacional,

 Da forma como essas negociações são conduzidas depende a qualidade do relacionamento


com os interlocutores envolvidos

 Quando um cliente diz que recebeu uma proposta melhor da concorrência e o pressiona
para baixar preços, implica negociar.

 Quando pretende contratar um fornecedor, implica negociar.

 Quando recruta um novo empregado e discute com ele horários, folgas e remuneração,
implica negociar.

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1.2 Regras gerais de Negociação- Tipos de Negociação
Saber como negociar com Clientes importantes; Estratégias para Negociar
em Parceria

1. Prepare o seu “Valor Mínimo” e identifique todas as variáveis


relevantes- Evite situações do tipo “é pegar ou largar”. Aumente o
número de variáveis com que está a negociar: quantas mais forem, maior
a sua flexibilidade e maior quantidade de opções pode propor. A maior
parte dos negociadores centra a sua discussão na questão “preço”, o que
se torna fatal. Procure incluir na negociação aspectos como marketing,
serviço, investigação.

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1.2 Regras gerais de Negociação- Tipos de Negociação
Saber como negociar com Clientes importantes; Estratégias para Negociar em
Parceria

2. Quando estiver debaixo de ataque, ouça


Recolha a maior quantidade possível de informação sobre o Cliente.
Essa informação pode ser crucial para compreender os verdadeiros interesses
subjacentes à posição tomada.

A melhor forma de lidar com ataques é ouvir, deixando o Cliente falar.


Pode parecer contra-intuitivo, mas é útil porque:

 Recolhe informação adicional, potencialmente útil;


 Elimina a tensão;
 Enquanto ouve, não está a fazer concessões.

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1.2 Regras gerais de Negociação- Tipos de Negociação

3. Mantenha registo da evolução das negociações


Uma negociação pode ser confusa, com volte-faces, avanços e recuos. Mantenha
registos escritos do que foi combinado e valide-os com o Cliente.
Enquanto fala, resuma o que vai sendo dito, principalmente as conclusões importantes
e as soluções alcançadas.

4. Tenha sempre presentes as necessidades da empresa


Demasiada compreensão dos problemas do Cliente pode ser prejudicial à empresa. O
seu objetivo na negociação é alcançar uma solução benéfica para ambas as partes.

5. Comprometa-se com uma solução quando tiver a certeza que funciona para
ambas as partes
E não se esqueça que algumas pessoas tentam “ficar com o bolo todo” “comendo uma
fatia de cada vez”, ou seja, procuram concessões parcelares e, a pouco e pouco,
obtêm tudo aquilo que queriam.

Garanta que se obtém um acordo numa determinada área, desde que se alcance uma
boa solução noutra área de discussão.

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1.2 Regras gerais de Negociação- Tipos de Negociação

6. Guarde os assuntos mais difíceis para o final - Ao começar por resolver os


assuntos mais simples estará a:
Criar “ambiente” para o tipo de negociação que quer desenvolver;
Descobrir novas variáveis relevantes para a negociação.

7. Não faça concessões sem ter algo em troca

Se der algo, garanta que tem algo em troca. Se o não fizer, o Cliente assumirá em
todas as negociações que existirão concessões.

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1.2 Regras gerais de Negociação- Tipos de Negociação
8. Não ceda a chantagem emocional
 Frequentemente os Clientes utilizam a agressividade para pressionar o
empresário a realizar concessões. Como lidar com essa situação?
Fuga: peça um intervalo, diga que tem de falar com o outro sócio, marque nova
data para a reunião;
Silêncio: mantenha uma postura neutra enquanto o Cliente reclama. Não acene
com a cabeça ou reforce o comportamento dele. Aguarde que ele termine para
avançar numa postura construtiva;
Esclarecimento: diga claramente que a postura do Cliente não está a ser
produtiva e sugira abordar um assunto emocionalmente neutro.

Evite contradizer todos os pontos que o Cliente foca, sob o risco de o enfurecer
ainda mais. Não repita o mesmo argumento várias vezes e/ou de formas
diferentes, porque o Cliente poderá sentir-se menosprezado.

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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO

1.3 Análise de risco na celebração de um contrato :

Mais importante que conseguir tudo a que se propõe na negociação do contrato é


garantir que ser exequível nos termos acordados.
Os riscos de incumprimento serão menores se antes da celebração, tenha sido
reunida a seguinte informação:

 Importante fazer um levantamento da dimensão, know how e situação


económica e financeira.
 Apurar da capacidade técnica para o cumprimento
 Apurar a capacidade de cumprimento em termos económico
 Apurar das não dívidas ao Estado e à Segurança Social
 Apurar se existem ações em tribunal contra a outra parte e qual o tipo de
matérias
 Apurar quem são os parceiros
 Apurar da eventual incompatibilidade do objeto do contrato e os objetivos da
entidade

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1. REGRAS GERAIS PARA A CELEBRAÇÃO DE UM CONTRATO
1.3 Análise de risco de celebração de um contrato :

 Apurar do cumprimento das regras de higiene e segurança no trabalho.


 Apurar se cumprem todas as exigências legais para o sector.
 Apurar da saúde financeira da empresa
 Obter informações bancárias
 Assegurar que quem assina o contrato tem poderes para obrigar a empresa
 A exigência da existência de Seguros
 As clausulas penais para caso de se verificar incumprimento
 Garantir a forma de fiscalização da execução do objeto pela área técnica

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2 -Contrato de compra e venda

( artigo 874º código civil)


• é o contrato pelo qual se transmite a propriedade de uma coisa, ou outro
direito, mediante um preço.

( artigo 463º código comercial) – compra e venda comercial

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Efeitos do contrato de compra e venda

Efeito real - a transmissão da propriedade da coisa transferência da titularidade de


um direito

Efeitos obrigacionais:

a) A obrigação recai sobre o vendedor de entregar a coisa vendida; a tradição da


posse

b) A obrigação para o comprador de pagar o respectivo preço.

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Forma do contrato de compra e venda

Regra geral:

Os contratos celebrados pelos particulares são


consensuais; formam-se mediante o simples acordo dos
contraentes

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• A compra e venda pode ser celebrada através de
qualquer das formas admitidas por lei, para a
declaração negocial, isto é , expressa, tácita, por
escrito ou oralmente.

• Exigência de forma:
Contrato de compra e venda de bens imóveis está
sujeito a registo, dependendo deste a sua eficácia
em relação a terceiros.

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CONTRATOS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

• Contrato de Mandato

(Artigo 1157º C.Civil)- Contrato pelo qual uma das partes se obriga a praticar um ou mais
actos juridicos por conta de outra

( artº 231º C.Com)

Dá –se mandato comercial quando alguma pessoa se encarrega de praticar um ou


mais atos de comercio por mandato de outrem.

Aspetos importantes:
- Responsabilidades do mandante e do mandatário

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• Contrato de Empreitada de Obras
publicas- diplomas relevantes:

• LEI 9/16 DE 16 DE JUNHO

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Empreitada de obras Públicas

( artigo º 181º a 346º)

Contrato de empreitada- contrato oneroso que


tem por objecto a execução ou a concepção e
execução de uma obra pública.

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Empreitada de obras Públicas

Partes do contrato:
Dono da obra, pessoa colectiva que manda
executar a obra e o empreiteiro, aquele que a
executa.

( Vd. Impedimentos art.º 184º)

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Empreitada de obras Públicas

Tipos de empreitada ( de acordo com o modo de


retribuição estipulado:

Empreitada por preço global, aquela cujo


montante da remuneração correspondente à
realização de todos os trabalhos necessários para
a execução da obra é previamente fixado.
( artigos 186º a 195º)

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Empreitada de obras Públicas

Empreitada por Série de Preços, quando a


remuneração do empreiteiro resulta da aplicação
dos preços unitários previstos no contrato, para
cada espécie de trabalho a realizar, tendo em
conta a quantidade desses trabalhos
efectivamente realizados (art. 196º a 200º)

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Empreitada de obras Públicas

Empreitada por Percentagem, aquela em que o


empreiteiro assume a obrigação de executar a
obra por preço correspondente ao seu custo,
acrescido de uma percentagem destinada a cobrir
os encargos da administração e a remuneração
normal da empresa ( art.º 218º a 223º)

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Empreitada de obras Públicas

Execução da Empreitada ( art. 224º a 287º)

Pagamentos ( art. 288º a 301º)

Recepção e Liquidação da Obra ( art. 302º a 319º)

Rescisão e Resolução da Empreitada ( art.319º a


327º)

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Empreitada de obras Públicas

Contrato de subempreitada:

Subempreitada, é o contrato de empreitada


emergente de um contrato de empreitada de
obras publicas
( art.º 340º a 346º)

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CONTRATO DE ARRENDAMENTO

É o contrato pelo qual uma das partes


concede à outra o gozo temporário de um
prédio, no todo ou em parte, mediante
retribuição.

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Alterações principais da nova Lei do Arrendamento

• Proibido exigir mais de 3 meses de antecipação de renda

• É obrigatório um conteúdo mínimo para o contrato de arrendamento. Neste caso, passa a ser
obrigatória a apresentação da identificação de ambas as partes e do imóvel em questão, assim
como a finalidade do arrendamento e o seu prazo Também passa a ser obrigatória a
apresentação do valor da renda, assim como a data de celebração.

• O prazo a aplicar aos contratos de arrendamento urbanos passa a ser de dois anos

• É obrigatória a obtenção do Certificado de habitabilidade, e cominação, a qual terá multa no


valor de três meses de renda aplicada ao senhorio, em todos os casos que não apresente a
documentação referida, ou não a actualize quando for exigida legalmente.

• Todo o contrato de arrendamento superior a seis anos têm, obrigatoriamente, de ser


registrados, assim como todas as suas transmissões e subarrendamentos.

• Com a nova lei do arrendamento, passa agora a ser possível celebrar o contrato de
arrendamento habitacional de duração limitada (sendo que este não deverá ser inferior a cinco
anos). O senhorio tem também a possibilidade de denunciar o arrendatário, sem
obrigatoriedade de indemnização

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. Passa também a ser obrigatório o acompanhamento do regulamento da propriedade horizontal
juntamente com o contrato de arrendamento. Nos casos em que os proprietários não possuam
esse documento, deverá ser anexado ao contrato outro documento que descreva o estado de
conservação do local onde está o imóvel, assim como das suas dependências, e do próprio
prédio

Nesta nova lei do arrendamento também de decretou e clarificou o arrendamento para


comércio e indústria. Neste caso, os regimes específicos deste tipo de contratos não serão
aplicados aos contratos de instalação e uso de lojas (integradas somente em centros
comerciais) para exploração

• As rendas passam a ser actualizadas através do uso de coeficientes de actualização, sendo que
esses coeficientes serão determinados e publicados todos os anos pelo Executivo.

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CONTRATOS COMERCIAIS

• Contrato de Agência

Contrato de agência é o contrato pelo qual


uma pessoa singular ou colectiva se obriga a
promover, por conta de outra, a celebração de
contratos de modo autónomo, estável e
mediante retribuição.

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• No contrato de agência, o agente obriga-se à
realização de uma prestação, que consiste
na promoção comercial do principal
através de publicidade realizada aos
produtos, fornecimento de catálogos, de
amostras, de listas de preços ou da oferta de
assistência pós-venda aos Clientes.

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CONTRATOS COMERCIAIS

Contrato de Concessão Comercial

Concessão comercial é o contrato pelo qual uma pessoa,


singular ou colectiva , o concedente, concede a outra , o
concessionário, o direito a distribuir em seu nome e por conta
própria, certo produto fabricado pelo concedente , nama
determinada área e a promover a sua venda, participando
ambas as partes nos resultados obtidos

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CONTRATOS COMERCIAIS

Contrato de Concessão Comercial

O concessionário obriga-se a comprar certa


quantidade de produtos comercializados
e a revendê-los durante um certo período.

Exemplos: revenda de gasolina, automóveis

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CONTRATOS COMERCIAIS

Contrato de franchising
É o contrato pelo qual uma pessoa singular ou
colectiva ( o franchisador ou licenciador)
concede a outrem ( o franschisado ou
licenciado) mediante contrapartidas, a
comercialização dos seus bens ou serviços
através da utilização da marca e demais sinais
distintivos do franchisador e conforme o plano,
método e diretrizes prescritas por ele.

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Espécies de franchising

De distribuição
De Serviços
De produção industrial

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Contratos de Conta em Participação, Consórcio e
Agrupamento de Empresas

Contrato de Conta em Participação

É um contrato pelo qual uma pessoa singular ou


colectiva, o associado, se associa a uma actividade
económica exercida por outra, o associante, ficando a
participar nos lucros, ou nos lucros e perdas que desse
exercício resultarem

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Notas:
É elemento essencial do contrato a
participação nos lucros, podendo ser
dispensada a participação nas perdas.

Da conta em participação não resulta a


criação de um novo ente jurídico

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Contratos de Conta em Participação, Consórcio e
Agrupamento de Empresas

Contrato de Consórcio
É o contrato pelo qual duas ou mais pessoas, singulares
ou coletivas, se obrigam entre si a, de forma
concertada e temporária, realizar certa atividade ou
efetuar certa contribuição, com vista, nomeadamente
a:
 Realização de actos, materiais ou jurídicos,
preparatórios de um determinado empreendimento ou
atividade;

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 Execução de determinado empreendimento ou
atividade;
 Fornecimento a terceiro de bens ou serviços, iguais ou
complementares entre si, produzidos por cada um dos
membros do consorcio;
 Pesquiza ou exploração de recursos naturais;
 Produção de bens que possam ser repartidos, em
espécie entre os membros do consórcio.

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Contratos de Conta em Participação, Consórcio e
Agrupamento de Empresas

Contrato de Agrupamento de Empresas


Por agrupamento de empresas entende –se a associação
entre pessoas singulares ou coletivas, sem prejuízo da
sua personalidade jurídica, a fim de melhorar as
condições de exercício ou de resultado das suas
atividades económicas

Nota: os Agrupamentos não podem ter como fim


principal a realização e partilha de lucros, mas
apenas como acessório

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CONTRATOS FINANCEIROS

• Contrato de Mutuo

• Contrato de Abertura de crédito

• Contrato de Factoring

• Contrato de Locação Financeira ( leasing)

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Mutuo
É um contrato pelo qual uma das partes (o
mutuante)empresta a outrem ( mutuário)
dinheiro ou outra coisa fungível, ficando
esta obrigada a
restituir outro tanto do mesmo género e
qualidade

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Modalidades do Mútuo

Mútuo com garantias

Mútuo com livrança em branco

Mútuo com promessa de hipoteca e fiança

Mútuo com hipoteca

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GARANTIAS

• HIPOTECA

Confere ao credor o direito de ser pago pelo


valor de certas coisas imoveis, ou
equiparadas, pertencentes ao devedor ou a
terceiro, com preferência sobre os demais
credores que não gozem de privilégio
especial ou registo prioritário.

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• FIANÇA

Garantia especial e pessoal de obrigações pela


qual uma pessoa (fiador) assegura o
cumprimento de uma obrigação de que não é
sujeito passivo, respondendo pelo devedor se
essa obrigação não for cumprida, sendo essa
sua obrigação acessória da que recai sobre o
devedor principal

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Aval

• Garantia pessoal semelhante à fiança mas o


tipo de responsabilidade é diferente.
No aval a responsabilidade é solidária, ou
seja, tanto o devedor quanto avalista são
responsáveis pelo montante integral da
dívida.

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• Fiança Versus Aval

Aval é medida mais restrita, ou seja, vai


garantir o pagamento de determinado título
de crédito, como fiança serve para garantir
contratos em geral, e não apenas títulos de
crédito.

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CONTRATOS DE SOCIEDADE

• Sociedade por quotas

• Sociedade anónima

• Sociedade em comandita

• Sociedades em nome coletivo

• Sociedades Unipessoais por quotas

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CONTRATO DE TRABALHO

Definido pelo Código Civil ( Artigo 1152º) como aquele

pelo qual uma pessoa se obriga, mediante retribuição,

a prestar a sua atividade a outra pessoa, sob a

autoridade e direção desta

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CONTRATO DE TRABALHO

É um negócio jurídico bilateral, normalmente

celebrado entre trabalhador e empregador, ainda que

possa ocorrer uma situação de celebração do contrato

entre o empregador e um grupo de trabalhadores

representados por um chefe de grupo no caso do

contrato de grupo ( artigo 22º)

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CONTRATO DE TRABALHO

É um negócio jurídico bilateral, normalmente

celebrado entre trabalhador e empregador, ainda que

possa ocorrer uma situação de celebração do contrato

entre o empregador e um grupo de trabalhadores

representados por um chefe de grupo no caso do

contrato de grupo ( artigo 22º)

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GRANDES,MEDIAS,PEQUENAS E MICRO EMPRESAS

• Os conceitos de Grandes Empresas, Médias Empresas, Pequenas


Empresas e Micro Empresas, correspondem, nos termos da Lei nº
30/11 de 13 de Setembro (Lei das Micro, Pequenas e Médias
Empresas), ao seguinte:

• Grandes Empresas, aquelas que empreguem mais de 200


trabalhadores e/ou tenham uma facturação bruta anual em
Kwanzas superior ao equivalente a USD 10 milhões

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• Médias Empresas, aquelas que empreguem mais de 100 até 200
trabalhadores e/ou tenham uma facturação bruta anual em Kwanzas
superior ao equivalente a USD 3 milhões e igual ou inferior a USD 10
milhões;
• Pequenas Empresas, aquelas que empreguem mais de 10 até 100
trabalhadores e/ou tenham uma facturação bruta anual em Kwanzas
superior ao equivalente a USD 3 milhões e igual ou inferior a USD 10
milhões;
• Micro Empresas, aquelas que empreguem até 10 trabalhadores e/ou
tenham uma facturação bruta anual não superior em Kwanzas ao
equivalente a USD 250 mil

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Renovações do contrato

Artigo 17º

O contrato de trabalho por tempo


determinado pode ser sucessivamente
renovado por períodos iguais ou
diferentes até um período máximo de
cinco anos.

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Renovações do contrato

Nas média, pequenas e micro empresas,


o contrato por tempo determinado pode
ser sucessivamente renovado por
períodos iguais ou diferentes até ao
limite de dez anos.

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Renovações do contrato

Nas média, pequenas e micro empresas,


o contrato por tempo determinado pode
ser sucessivamente renovado por
períodos iguais ou diferentes até ao
limite de dez anos.

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Período de experiência

 Contrato por tempo indeterminado - 60 dias

 Pode ser aumentado para 4 meses

 Pode ser aumentado para 6 meses

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CONTRATO DE SEGURO

• O Contrato de Seguro é aquele pelo qual um das


partes ( seguradora) se obriga para com a outra parte
(segurado), mediante o pagamento de um prémio, a
indemniza-lo ou ao beneficiário de prejuízos
decorrentes de riscos futuros previstos no contrato.

82
CONTRATOS INTERNACIONAIS
• Trading
O termo trading, na língua inglesa, possui o
significado de "negociar", especificamente em
relação aos mercados financeiros.
Ou seja: é o ato ou o processo de negociação de
ativos financeiros, como, por
exemplo, ações, opções, futuros, câmbio e
títulos públicos e privados.

83
CONTRATOS INTERNACIONAIS
Know How

• Contratos de transferências de conhecimento


( saber fazer)

• O segredo e know-how não são sinônimos e que


o segredo é apenas um elemento do contrato de
know-how

84
CONTRATOS INTERNACIONAIS
• Partnership

• É uma forma empresarial iniciada


voluntariamente por duas ou mais pessoas, sejam
elas pessoa singular ou coletiva. Um acordo de
sociedade é normalmente escrito (embora não
seja necessário) e é chamado Acordo de
Sociedade.

85
CONTRATOS INTERNACIONAIS
Know How

• Contratos de transferências de conhecimento


( saber fazer)

• O segredo e know-how não são sinônimos e que


o segredo é apenas um elemento do contrato de
know-how

86
Contratos informáticos e eletrónicos
Os contratos Informáticos são aqueles que envolvem a prestação de um serviço de cunho
tecnológico, geralmente ocorrendo entre pessoas jurídicas, podendo ou não ser realizado
de maneira virtual ou remota. Nota-se que o traço que o distingue do contrato eletrônico
é que seu objeto sempre será relacionado com alguma atividade eminentemente
tecnológica.
Ex de serviços prestados:
Análise de Risco,
controle de Segurança,
prestação de um serviço de contingência ou continuidade de negócios digitais,
instalação de um Firewall,
contratação de um link,
terceirização de governança em TI,
terceirização da atividade de desenvolvimento de software, etc.

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• Os contratos eletrônicos são aqueles em que o meio


utilizado para a manifestação de vontade dos contratantes é
o computador ou a Internet. A utilização do "meio eletrônico"
é a característica que define um contrato como sendo
"eletrônico". Com isso, o consumidor que realiza uma compra
via internet está aderindo a um contrato eletrônico

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Contratos Informáticos

• Contrato de Hardware
• Contratos de Software
• Contratos de Serviço Informático

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Contratos administrativos

• Locação e Aquisição de Bens Moveis e Aquisição de serviços- artigos


347º a 400º da Lei dos contratos públicos

• Empreitadas de obra pública – já analisado

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FIM – (CONT)
Formadora: Isabel Silva

ANGOLA PORTUGAL

Luanda Lisboa Porto Leiria


Bairro do Miramar, Praça da Unidade Largo Machado de Assis, nº7 C Edif. Tower Plaza, Rotª Engº Edgar Centro de Negócios Maper, Fracção AF,
Africana nº20 1700-116 Lisboa Cardoso, nº23 – 6ºG EN 242 – Albergaria
Luanda - Angola Telf: +351 21 849 33 33 4400-676 Vila Nova de Gaia 2430-011 Marinha Grande
internacional: +351 939 580 367 ou Fax: +351 21 848 61 81 Telf: +351 22 606 50 77 Telf: +351 24 457 75 97
+351 913 521 203 Email: formacao@vantagem.com Fax: +351 22 606 50 78 Fax: +351 24 457 75 99
Email: internacional@vantagem.com Email: formacao@vantagem.com Email: formacao@vantagem.com