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26/11 – O CHAMADO À SANTIDADE E EXORTAÇÃO À UNIDADE

Na terceira aula sobre 1 Coríntios, analisou-se o aspecto salvífico da santidade, bem como
a exortação à unidade cristã realizada por Paulo a fim de combater os partidarismos na
Igreja de Corinto.

I) A IGREJA É SANTA PORQUE DEUS A SANTIFICOU EM CRISTO (1Co 1.2)

“(...) à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, com todos os que em todo o
lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo (...)”

 A salvação possui três aspectos fundamentais:


(i) Justificação – Aspecto Passado/Consumado: Libertação da pena do pecado (Rm 5.1; cf. Rm
3.16);
(ii) Santificação – Aspecto Presente/Posicional: Libertação paulatina, constante e progressiva do
poder do pecado (Fl 2.12-16; Jo 17.17; 1Co 6.11; Hb 10.10,14);
(iii) Glorificação – Aspecto futuro: Libertação plena da presença do pecado (1Co 15.36-58).
 Santificação é o estado determinado para os crentes, em que, pela Graça são separados por Deus, em
Cristo, e no qual eles começam o curso da vida cristã. Possui significado moral e espiritual de ser separado
do pecado e, portanto, consagrado a Deus.

II) VIVER EM SANTIDADE: CONSEQUÊNCIA DA SANTIFICAÇÃO OPERADA POR DEUS, EM CRISTO

 Como aspecto salvífico, a santificação é realizada por Deus, em Cristo. Isto significa dizer que as nossas
obras de justiça não são a causa, mas a consequência da santificação operada pelo Senhor.
 Portanto, não há que se dizer que, se Deus santificou o crente, pode este viver de qualquer forma.
Este, inclusive era uma das base do pensamento gnóstico combatida pelos apóstolos no primeiro
século.
 “Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente? De maneira nenhuma!
Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele?” Romanos 6.1,2
 “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor;” Hebreus 12.14
 Assim, viver em santidade é dever do crente, envolvendo seu relacionamento correto com Deus.
 Santidade não é uma mera consequência das obras exteriores do crente, mas um estado que
Deus, por sua Graça, determina àqueles que invocam o nome do Senhor Jesus Cristo. Todavia,
isso não exclui o papel do crente, que é conclamado a santificar-se em consistência com a sua
chamada (1Tm 1.9).

III) AS DIVISÕES DA IGREJA DE CORINTO (1Co 1.10-17)

 Fruto da imaturidade e da carnalidade (1Co 3.1-4);


 Partido de Apolo: Consideravam a retórica, o discurso erudito e sabedoria;
 Partido de Paulo: Detinham-se na importância da fundação da Igreja, bem como na sabedoria
paulina;
 Partido de Cefas: Baseavam-se numa suposta autoridade apostólica superior, também refletia a
ala judaizante da comunidade;
 Partido de Cristo: Consideravam-se os mais espirituais, não se subordinando a ninguém. Eram,
provavelmente, os mais problemáticos e orgulhosos.
 Questão discutida em classe: Até que ponto esses partidos podem ser vistos na igreja de hoje?