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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA-UFSM

CAMPUS FREDERICO WESTPHALEN-RS


DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA E TECNOLOGIA
AMBIENTAL
TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS AGRÍCOLAS
E AGROINDUSTRIAIS

Implantação de um aterro sanitário de pequeno porte


no município de Caiçara-RS

Bianca Vieira
Gabriela Granoski
Laura Cordova Maldaner
Kananda Menegazzo
Ruth Zanatta Brisola

Frederico Westphalen, RS, 2018.


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 5
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ............................................................................................. 6
2.1 Resíduos sólidos ............................................................................................................. 6
2.1.2 Classificação ............................................................................................................. 7
2.2 Resíduos sólidos urbanos ................................................................................................ 8
2.2.1 Definição.................................................................................................................. 8
2.2.2. Geração de RSU no Brasil ......................................................................................... 9
2.3 Modos de disposição dos RSU ......................................................................................... 9
2 3.1. Lixão .................................................................................................................... 11
2.3.2. Aterro controlado ................................................................................................... 11
2.3.3. Aterro sanitário ...................................................................................................... 12
2.3.4 Definição de aterro sanitário de pequeno porte ............................................................ 14
3. ESTUDO DE CASO .......................................................................................................... 15
3.1. Localização ................................................................................................................. 15
3.2. Características gerais da área ...................................................................................... 16
3.3. Caracterização geológica e geotécnica .......................................................................... 17
3.3.1 Caracterização do solo ............................................................................................. 17
3.3.2. Avaliação da permeabilidade do solo ........................................................................ 18
3.3.3. Caracterização climatológica.................................................................................... 18
3.4 Características dos RSU do município .......................................................................... 20
3.4.1. Origem e classificação ............................................................................................ 20
3.4.2 Estimativa do volume de RSU a ser ocupado no aterro sanitário .................................... 20
3.5 Dados de implantação ................................................................................................. 20
3.5.1 Revestimento de fundo ............................................................................................ 20
3.5.2 Drenagem do percolado............................................................................................ 21
3.5.2.1 Sistema de drenagem do percolado ......................................................................... 21
3.6. Sistema de drenagem de gases .................................................................................. 21
3.7 Sistemas de drenagem de águas pluviais ....................................................................... 22
3.8 Operação do aterro ...................................................................................................... 23
3.8.1 Coleta e recepção dos RSU ...................................................................................... 23
3.8.2 Disposição dos RSU em células ................................................................................ 23
3.8.3 Compactação .......................................................................................................... 23
3.8.4 Camadas de cobertura .............................................................................................. 24
3. 9 Monitoramento ........................................................................................................... 25
3.9.1 Monitoramento do lixiviado ...................................................................................... 25
3.9.2 Monitoramento das águas superficiais e subterrâneas ................................................... 25
3.10 Infraestrutura ............................................................................................................ 26
3.11 Controles operacionais ............................................................................................... 27
3.12 Plano de encerramento do aterro e cuidados posteriores .............................................. 27
3.13 Uso futuro da área do aterro sanitário ........................................................................ 28
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................. 28
5. CÁLCULO DO RSU TOTAL PRODUZIDO ...................................................................... 30
5.1 Volume de RSU gerado em 15 anos ............................................................................... 30
6. PRODUÇÃO DE REJEITO............................................................................................... 30
7. DIMENSIONAMENTO DA CÉLULA: .............................................................................. 30
7.1 Inclinação da célula 2%............................................................................................... 31
7.1.2 Ancoragem ............................................................................................................ 32
8. ESTIMATIVA DA VASÃO DE ESCOAMENTO SUPERFICIAL ...................................... 32
9. DIMENSIONAMENTO DO CANAL DE DRENAGEM PLUVIAL .................................... 33
10. DIMENSIONAMENTO DO DRENO PERCOLADO (Método Suiço)................................ 34
11. DIÂMETRO DO DRENO ................................................................................................ 36
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 37

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 Disposição final de RSU no Brasil por tipo de destinação (t/dia) ..............................10

Figura 2 Imagem clássica de um lixão ......................................................................................11

Figura 3: Esquema de um aterro controlado .............................................................................12

Figura 4: Esquema de um Aterro Sanitário...............................................................................14

Figura 5: Localização do município de Caiçara - RS. ..............................................................15

Figura 6: Vista aérea da área delimitada para a implementação do projeto .............................16

Figura 7: Dreno de gás. .............................................................................................................22

Figura 8: Poços de monitoramento ...........................................................................................26


MEMORIAL DESCRITIVO
1. INTRODUÇÃO

Juntamente com o crescimento populacional está o alto índice de consumismo da


população e o consequente aumento da geração de resíduos sólidos urbanos (RSU),
comumente chamado de ¨lixo”. De acordo com Guinzelli e Nowack (2010) “aliados ao
consumismo estão os produtos descartáveis, que aumentam ainda mais o volume diário de
lixo”.
A forma que esses resíduos são descartados gera muitas vezes danos ao meio ambiente
ocasionando a poluição do solo, da água e do ar. Devido ao seu alto poder contaminante
proveniente da sua decomposição, é necessário que existam modos de disposição final dos
RSU de forma menos danosa ao meio ambiente local.
Grande parte dos resíduos coletados nos municípios brasileiros ainda são destinados
de forma inadequada, resultando em diversos transtornos à qualidade de vida e saúde pública,
em virtude disso a Lei 12.305 de 2010 que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos
estipulou um prazo para que os municípios realizassem a extinção dos chamados lixões e
assim implementassem no lugar desses, aterros sanitários.
O homem colocando o lixo para o lixeiro, ou jogando-o em terrenos baldios, resolve o
seu problema individual não se dando conta que as áreas de depósito de lixo das cidades estão
em cada vez mais escassas (SEIBERT, 2014). Associado com esse descaso surgem diversos
problemas ambientais e de saúde pública.
Uma das formas para a minimização dessa problemática ambiental é a disposição dos
RSU em aterros sanitários. O modo de disposição dos resíduos sólidos em aterros sanitários
propõe diminuir ao máximo os impactos negativos provenientes da degradação dos resíduos.
A disposição dos RSU em aterros sanitários visa impedir que haja contaminação das águas
subterrâneas, das águas superficiais e do ar. Dessa forma o dimensionamento de aterros
sanitários deve conter projetos de dimensionadas camadas de proteção de base e cobertura,
sistemas de drenagem e tratamento dos efluentes líquidos e gasosos e de captação das águas
de chuva.
O presente trabalho abordará as principais etapas de um projeto de aterro sanitário de
pequeno porte localizado na cidade de Caiçara no estado do Rio Grande do Sul. Inicialmente,
serão discutidas as características do solo, do clima regional, as características gerais da área,
população do município e os resíduos gerados na cidade. Desta forma será possível fazer o
dimensionamento do aterro sanitário e estimar a vida útil do mesmo.
Concluída essa análise inicial realizaremos o desenvolvimento de um projeto fictício
de aterro sanitário de pequeno porte. Seguindo as orientações da NBR 15849 (ABNT, 2010),
serão dimensionados a estrutura das células onde serão dispostos os resíduos, sistema de
drenagem do lixiviado, sistema de drenagem de gases, lagoa de tratamento de efluente,
sistema de drenagem pluvial.

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 Resíduos sólidos

Os resíduos sólidos são definidos pela norma brasileira NBR 10004 (ABNT, 2004)
como: “resíduos nos estados sólido e semi-sólido, que resultam de atividades de origem
industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam
incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles
gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados
líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos
ou corpos de água, ou exijam para isso soluções técnica economicamente inviáveis em face à
melhor tecnologia disponível.”
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei Federal n.
12.305, de 12 de agosto de 2010, apresenta definição semelhante: “resíduos sólidos são
materiais, substâncias, objetos ou bem descartado resultante de atividades humanas em
sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a
proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e
líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos
ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em
face da melhor tecnologia disponível”.
Goez (2015) elaborou uma tabela baseado em dados da PNRS onde é possível
verificar os tipos de resíduos e quais são os órgãos responsáveis pela sua coleta, sendo
possível avaliar os tipos de resíduos sólidos que devem ser gerenciados pelas suas categorias.
Tabela 1: Tipos de resíduos e responsabilidade de gerenciamento

Tipos de resíduos sólidos Responsável

Domiciliar Prefeitura

Comercial Prefeitura

Públicos Prefeitura

Serviço de saúde (hospitais, farmácias, consultórios). Gerador

Posto, aeroportos, e terminais rodoviários e ferroviários Gerador

Industrial Gerador

Agrícola Gerador

Entulho Gerador

Fonte: Adaptado de Goez (2015) (PNRS, 2010).

Goez (2015), discute sobre o quadro acima onde é possível verificar que a prefeitura é
responsável somente pelos resíduos sólidos domiciliares e comerciais sendo os demais
resíduos de responsabilidade do seu gerador, tais como: serviço de saúde, industrial, agrícola,
entulhos, aeroporto, terminais rodoviários e ferroviários, dessa forma os responsáveis pela
coleta ficam incumbidos de gerenciar de maneira adequada os resíduos sólidos com ambientes
preparados para disposição correta dos diversos rejeitos. Fica assim apurado que o poder
público municipal é responsável por prover a coleta e criação de locais para o destino correto
dos RSU.

2.1.2 Classificação

Segundo a PNRS os resíduos sólidos são classificados da seguinte forma:

● Quanto à origem: resíduos domiciliares, resíduos de limpeza urbana, resíduos


de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços, resíduos dos serviços públicos de
saneamento básico, resíduos industriais, resíduos de serviços de saúde, resíduos da
construção civil, resíduos agrossilvopastoris, resíduos de serviços de transportes, resíduos de
mineração.
● Quanto à periculosidade: perigosos ou não perigosos (não inertes e inertes),
os quais estão melhor representados no quadro a seguir:

Tabela 2: Classificação dos resíduos sólidos quanto à periculosidade (ABNT, 2004)

Categoria Característica

Classe I Apresentam risco à saúde e ao meio ambiente. Caracterizam-se por possuir uma
(Perigosos) ou mais das seguintes propriedades: inflamabilidade, corrosividade, reatividade,
toxicidade e patogenicidade.

Classe II A Aqueles que não se enquadram nas classes I e II B. Podem ter propriedades
(Não- como biodegradabilidade, combustibilidade e solubilidade em água.
inertes)

Classe II B Não possuem nenhum dos seus constituintes solubilizados a concentrações


(Inertes) superiores aos padrões de potabilidade da água.

Fonte: ABNT 2004 - NBR 10004.

2.2 Resíduos sólidos urbanos

2.2.1 Definição

Os Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), apresentam a seguinte definição conforme a


NBR 15849 (ABNT, 2010): “resíduos que, em conformidade com o estabelecido na
Resolução CONAMA no 404/2008, sejam provenientes de domicílios, serviços de limpeza
urbana, pequenos estabelecimentos comerciais, industriais e de prestação de serviços, que
estejam incluídos no serviço de coleta regular de resíduos e, que tenham características
similares aos resíduos sólidos domiciliares. ”
2.2.2. Geração de RSU no Brasil

De acordo com Abrelpe (2016), a população brasileira apresentou um crescimento de


0,8 % entre 2015 e 2016, enquanto a geração per capita de RSU registrou queda de quase 3 %
no mesmo período. A tabela abaixo mostra a geração de RSU para as cinco regiões do país
nos anos de 2015 e 2016. Como pode ser observado na tabela mesmo com o aumento
populacional tivemos uma a queda na geração de RSU, esse resultado deve estar relacionado
com a crise enfrentada pelo país na época da pesquisa.

Tabela 3: Geração de RSU nos anos de 2015/2016.

Fonte: Abrelpe, 2016.

2.3 Modos de disposição dos RSU

No Brasil a única forma para destinação correta de RSU permitida por lei é em aterro
sanitário, porém em muitos municípios não está sendo cumprida, ainda encontramos resíduos
sólidos sendo dispostos em aterros controlados, em áreas abandonadas e em lixões a céu
aberto, sendo este o mais prejudicial à saúde humana. Em 2010, a PNRS (Política Nacional
de Resíduos Sólidos) decretou o fim de todas as unidades inadequadas de destinação final do
lixo no Brasil, principalmente os lixões, até 2014. Os resíduos então deveriam ser somente
encaminhados para aterros sanitários, porém o cenário encontrado nos municípios brasileiros
ainda deixa a desejar. Segundo a PNRS, a disposição final ambientalmente correta é definida
em seu art. 3° da seguinte maneira:
Art. 3° Inciso VII – Disposição Final ambientalmente adequada: “distribuição
ordenada de rejeitos em aterros, observando normas operacionais específicas de
modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os
impactos ambientais adversos.” (PNRS, 2010).

Na figura abaixo é apresentado dados retirados do panorama de resíduos sólidos no


Brasil apresentado pela ABRELPE, que faz uma comparação entre os anos de 2015 e 2016 da
massa de resíduos sólidos urbanos depositados em aterro sanitário, verificamos que 58,4 %
dos resíduos coletados tiveram uma destinação final correta em aterros sanitários que
correspondem a um total de 114.189 toneladas por dia em 2016. Porém, os 41,6% restantes
que correspondem a 81.263 mil toneladas diárias são encaminhadas para lixões ou aterros
controlados, tornando uma situação bastante preocupante para o Brasil.
Também é possível verificar em relação a esses índices, que houve um retrocesso no
encaminhamento ambientalmente adequado dos RSU coletados, entre os anos de 2015 e 2016.

Figura 1 : Disposição final de RSU no Brasil por tipo de destinação (t/dia)

Fonte: (ABRELPE, 2016)

A partir da análise feita acima é possível verificar que muitos municípios ainda
utilizam formas inadequadas de disposição final de RSU, porém a legislação atual considera
esse tipo de destino defasado não atendendo aos parâmetros de segurança ao meio ambiente e
à saúde pública.
Seguem abaixo as principais formas de disposição de RSU e suas características.
2 3.1. Lixão

O lixão é uma forma totalmente inadequada de disposição final de RSU que se


caracteriza pela simples descarga sobre o solo, sem medidas de proteção ao meio ambiente ou
à saúde pública. Seu depósito inapropriado gera inúmeros problemas ambientais e de saúde
pública. Esses locais na maioria das vezes não apresentam nenhum tipo de controle ou
licenciamento ambiental, sendo encontrado nestes lugares resíduos sólidos de diversas
origens.
Além disso, o chorume originado da decomposição da matéria orgânica, pode
infiltrar no solo e contaminar o lençol freático, atraindo vetores e disseminando inúmeras
doenças. A geração de gases que acontece de maneira incontrolável nos lixões, também polui
o meio ambiente com gases do efeito estufa, contribuindo para o aquecimento global e suas
consequências. A figura abaixo caracteriza a problemática ambiental causada pela existência
de lixões.

Figura 2: Imagem clássica de um lixão

Fonte: http://www.cruesp.sp.gov.br/?p=3526

2.3.2. Aterro controlado

O aterro controlado também não é uma forma ambientalmente correta de disposição de


resíduos sólidos. É uma técnica de disposição utilizada apenas para confinar o resíduo urbano
através da cobertura com uma camada de solo ou material inerte no final de cada jornada de
trabalho, porém, sem promover a coleta e o tratamento do chorume e dos gases produzidos.
Normalmente é construído em uma área de um antigo lixão, onde deveria ser colocado uma
cobertura impermeável de manta plástica, para evitar que a água das chuvas transporte o
chorume para os lençóis freáticos, além de chaminés para liberação de gases.
Porém sabemos que no Brasil isso não acontece, nossos aterros controlados são
basicamente lixões com uma camada de cobertura diária e final de terra com grama, apesar de
ter maior controle da composição dos resíduos a serem lançados e eventual compactação, o
aterro controlado não tem nenhuma proteção do solo. Esse tipo de deposição embora seja
mais preferível que o lixão, é uma técnica danosa para o meio ambiente, e não pode ser
considerado uma forma correta de Destinação Final de resíduos sólidos. A figura 2 demonstra
o esquema de um aterro controlado.

Figura 3: Esquema de um aterro controlado

Fonte: https://rnews.com.br/voce-sabe-a-diferenca-entre-aterro-lixao-e-aterro-controlado.html

2.3.3. Aterro sanitário

É considerado uma das técnicas mais eficientes e seguras para a destinação de resíduos
sólidos, sendo projetado para receber e tratar o lixo produzido, com base em estudos de
engenharia. Os projetos de aterros sanitários preferencialmente devem ser elaborados segundo
as normas preconizadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Segundo a
a norma brasileira ABNT NBR 8419/1992 é descrito da seguinte forma:
“Técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo, sem causar danos à
saúde pública e à sua segurança, minimizando os impactos ambientais, método este
que utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos à menor área
possível e reduzi-los ao menor volume permissível, cobrindo-os com uma camada
de terra na conclusão de cada jornada de trabalho, ou a intervalos menores, se
necessário” (ABNT, 1992).

Seu sistema de tratamento visa impermeabilização do solo, captação de chorume e dos


gases liberados pelo lixo, evitando assim a contaminação do solo, ar e recursos hídricos e para
construção mesmo é necessário obedecer alguns pré-requisitos estabelecidos pela Norma
ABNT NBR 13.896 como os citados a seguir:

a) Topografia - Recomendam-se locais com declividade superior a 1% e inferior a


30%;
b) Geologia e tipos de solos existentes - Considera-se desejável a existência, no
local, de um depósito natural extenso e homogêneo de materiais com coeficiente de
permeabilidade inferior a 10-6 cm/s e uma zona não saturada com espessura superior
a 3,0 m;
c) Recursos Hídricos - O aterro deve ser localizado a uma distância mínima de 200
m de qualquer coleção hídrica ou curso de água;
d) Vegetação - o estudo macroscópico da vegetação é importante, uma vez que ela
pode atuar favoravelmente na escolha de uma área quanto aos aspectos de redução
do fenômeno de erosão, da formação de poeira e transporte de odores;
e) acessos - fator de evidente importância em um projeto de aterro, uma vez que são
utilizados durante toda a sua operação;
f) tamanho disponível e vida útil - em um projeto, estes fatores encontram-se
interrelacionados e recomenda-se a construção de aterros com vida útil mínima de
10 anos;
g) custos - os custos de um aterro têm grande variabilidade conforme o seu tamanho
e o seu método construtivo. A elaboração de um cronograma físico financeiro é
necessária para permitir a análise de viabilidade econômica do empreendimento;
h) distância mínima a núcleos populacionais - deve ser avaliada a distância do
limite da área útil do aterro a núcleos populacionais, recomendando se que esta
distância seja superior a 500 m (ABNT,1997).
Figura 4: Esquema de um Aterro Sanitário

Fonte: (ROCHA, 2016).

2.3.4 Definição de aterro sanitário de pequeno porte

O aterro sanitário de pequeno porte é definido como sendo um aterro sanitário para
disposição de resíduos sólidos urbanos, até 20 t por dia ou menos porém essa simplificação
não pode causar dano algum ao meio ambiente. A norma NBR 15849 (ABNT, 2010) define
aterro sanitário de pequeno porte como:

“aterro sanitário para disposição no solo de resíduos sólidos urbanos, até 20 t/dia ou
menos, quando definido por legislação local, em que, considerados os
condicionantes físicos locais, a concepção do sistema possa ser simplificada,
adequando os sistemas de proteção ambiental sem prejuízo da minimização dos
impactos ao meio ambiente e à saúde pública”.

Para a implantação de aterros sanitários de pequeno porte, de acordo com a Resolução


CONAMA 404, de 11 de novembro de 2008, não será exigido a elaboração do EIA (Estudo
de Impacto Ambiental) e seu respectivo RIMA (Relatório de Impacto Ambiental):

‘’Art. 2o Para os aterros tratados nesta resolução será dispensada a apresentação de


EIA/RIMA. Parágrafo único. O órgão ambiental competente, verificando que o
aterro proposto é potencialmente causador de significativa degradação do meio
ambiente, exigirá o EIA/RIMA (BRASIL, 2008).
3. ESTUDO DE CASO

O projeto trata da implantação de um aterro sanitário de pequeno porte no município


de Caiçara -RS, a escolha do local foi realizada através de um estudo de caso que atendesse
todas as normas para implantação e o desenvolvimento do empreendimento.

3.1. Localização

O aterro sanitário será instalado no município de Caiçara-RS, localizado na região


noroeste do estado do Rio Grande do Sul. De acordo com IBGE (2018) o município encontra-
se em uma altitude de 583 metros do nível do mar com latitude 27º16'28" a sul e a uma
longitude 53º25'56" a oeste, sua área territorial é de 189,238km², representando 0,0704% do
estado, 0,0336% da região e 0,0022% de todo território brasileiro. O município foi criado
pela Lei nº 5.067 de 19 de outubro de 1965, desmembrando-se do município de origem,
Frederico Westphalen, e sendo emancipado em 19 de maio de 1966. (PREFEITURA
MUNICIPAL DE CAIÇARA, 2018)
A população de Caiçara, no ano de 2010, era de 5.071 habitantes, sendo 1.594 na área
urbana e 3.477 na área rural, estabelecendo uma densidade demográfica de 26,80 hab/km²
(IBGE, 2018). Segue abaixo a localização do município no Estado do Rio Grande do Sul.

Figura 5: Localização do município de Caiçara - RS

Fontes: Autores, construído a partir de IBGE.


3.2. Características gerais da área

A área destinada ao aterro sanitário e suas instalações é de, aproximadamente 8,6


hectares, e o acesso ao local se dá pela rodovia ERS 150, como podemos observar melhor
pela figura 6.

Figura 6: Vista aérea da área delimitada para a implementação do projeto

Fonte: Google Earth Pro.

A escolha do local para a implantação do aterro levou em consideração diversos


parâmetros como zoneamento ambiental, zoneamento urbano, acesso, vizinhança,
proximidade de curso d’água, relevo do terreno, sendo os mesmos descritos abaixo.
O principal curso d’água mais próximo é o Rio Uruguai que está localizado a cerca de
10 km da área do aterro. A distâncias do aterro até a cidade é de aproximadamente de 2 km
facilitando assim o transporte e evitando que cheiros desagradáveis possam chegar até a área
urbana. Também foi levantada a distância do aeródromo mais próximo que fica em média à 9
km do local de implantação do aterro sanitário.
Nas regiões próximas ao local de implantação do aterro predominam atividades rurais,
principalmente plantação de soja, milho, pastagem e também a criação de gado leiteiro e gado
de corte.
A topografia da área destinada para implantação do aterro sanitário é um local plano,
com poucos desníveis, sendo que ABNT (2010) recomenda a escolha de locais para
implantação do aterro com declividade entre 1% e 30%..
A NBR 8419 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (1992), elenca os critérios
básicos para escolha do local destinado ao aterro sanitário, sendo elas as seguintes:
zoneamento ambiental, zoneamento urbano, acessos, vizinhança, economia de transporte,
entre outros. Já a NBR 13896 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (1997), os
seguintes critérios devem ser seguidos:

a) o impacto ambiental a ser causado pela instalação do aterro seja minimizado;


b) a aceitação da instalação pela população seja maximizada;
c) esteja de acordo com o zoneamento da região;
d) possa ser utilizado por um longo espaço de tempo, necessitando apenas de um
mínimo de obras para início da operação.

Em geral, para a implantação do aterro sanitário, opta-se por áreas que a própria
prefeitura já dispõe cuja aptidão deseja avaliar. Melo (2001) apud Massunari, (2000)
menciona que uma das principais dificuldades enfrentadas na implantação de um aterro
sanitário é, sem dúvida, a escolha de uma área que reúna boas condições técnicas, econômicas
e ambientais. Áreas adequadas, além de promoverem a proteção ao ambiente e à saúde
pública, representam menores gastos com as etapas de implantação, operação e encerramento
do empreendimento, proporcionando economia em todo o processo (LINO, 2007).

3.3. Caracterização geológica e geotécnica

3.3.1 Caracterização do solo

Para a descrição dos solo de Caiçara baseou-se em dados da EMBRAPA (1999), que
caracteriza solo como Latossolo Vermelho-Escuro.
Segundo pesquisa realizada pela a Universidade Federal de Santa Maria campus de
Palmeira das Missões, os latossolos vermelho-escuro são solos com horizonte B latossólico
com baixa capacidade de permuta de cátions, baixa relação textural B/A, baixos conteúdos de
silte e alto grau de intemperismo.
Sua textura pode variar desde média até muito argilosa, esse solo definidas sete
diferentes classes de latossolo, diferenciadas com base na combinação de características com
teor de Fe2O3, cor do solo e relação Ki (SiO2/Al2O3), EMBRAPA (1996). Fernandes et al.,
2004 apud Demattê (1980) caracterizou o solo de tipo Latossolo Vermelho-Escuro com
textura média (20 – 35 % argila), muito profundo, rico em sesquióxido. A sua fração argila é
de baixa atividade e denominada pela gibbsita e caulinita.
Segundo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos, os latossolos são passíveis de
utilização com culturas anuais, perenes, pastagens e reflorestamento. Normalmente, estão
situados em relevo plano a suave-ondulado, com declividade que raramente ultrapassa 7%, o
que facilita a mecanização.

3.3.2. Avaliação da permeabilidade do solo

Apesar da norma NBR 15849 (ABNT, 2010) recomendar a realização de ensaios no


local da implantação do projeto, (in situ) para determinação da permeabilidade do subsolo do
aterro, não foram realizadas esses ensaios, dessa forma não foram obtidas informações sobre a
permeabilidade.
Porém consta na NBR 13.896 (ABNT, 1997) que no local a ser implantado um aterro
seria de fundamental importância possuir solo com percentual de argila em um coeficiente de
permeabilidade inferior a 10-9 m/s.

3.3.3. Caracterização climatológica

Os dados climáticos compreendem precipitação, evapotranspiração, temperatura,


regime de chuvas, precipitação pluviométrica histórica, direção e intensidade dos ventos
preponderantes na região. É recomendável que esses dados sejam provenientes de uma
estação meteorológica mais próxima possível do local do aterro.
Conforme consulta realizada no INMET, conseguimos constar que a cidade de Caiçara
não possui uma Estação Meteorológica de Observação de Superfície Automática onde são
armazenados os dados pluviométricos do município. A tabela 3 ilustra as condições climáticas
do município de Iraí- RS, cidade vizinha com cerca de 19 km de distância de Caiçara.

Tabela 4: Dados climatológicos considerados no projeto

Fonte: Banco de Dados Climatológicos do Brasil.

Conforme ilustrado na tabela acima, a precipitação anual na região é de 1.811 mm


apresentando uma distribuição irregular ao longo do ano. A temperatura anual média é de
19,4°C, com mínima de 13,3C (em junho) e máxima de 24,7/C (em Janeiro). A
evapotranspiração real anual (936 mm) é inferior a precipitação anual, indicando um
excedente hídrico anual de 875 mm.
A investigação sobre os ventos incidentes no local revelou que a direção predominante
é de norte para leste e a velocidade média é de 2,4 m/s. No entanto, não há núcleos
populacionais próximos a região do aterro nessa direção.
A análise da incidência de chuvas é necessária, pois este fator interfere diretamente na
quantidade de percolado gerado no aterro sanitário, e consequentemente no dimensionamento
do seu sistema de drenagem e de tratamento. Além disso, influenciará no dimensionamento
do sistema de drenagem de águas pluviais.
Segundo a ABNT (2010), no caso da existência de núcleos populacionais importantes
nas regiões próximas ao entorno da área do aterro, devem ser obtidas informações sobre a
direção predominante e intensidade média dos ventos incidentes no local. Estudos
relacionados a direção dos ventos permitirão a análise do efeito odores gerados pelo aterro
para as habitações vizinhas

3.4 Características dos RSU do município

3.4.1. Origem e classificação

Os resíduos sólidos que serão dispostos no aterro sanitário de Caiçara, serão oriundos
do próprio município, sendo de origem domiciliar, estabelecimentos comerciais e dos serviços
de varrição de vias públicas sendo classificados como Classe II-A, não perigosos e não
inertes, de acordo com a NBR 10.004/04.

3.4.2 Estimativa do volume de RSU a ser ocupado no aterro sanitário

A cidade em questão tem cerca de 5.071 habitantes (IBGE, 2010) e gera,


aproximadamente, 3,7 t/dia de resíduos sólidos urbanos e públicos, resultando então em uma
geração per capita de 0,73 kg/hab./dia.

3.5 Dados de implantação

3.5.1 Revestimento de fundo

Seu objetivo é impedir que os líquidos gerados no aterro entrem em contato com os
solos e as águas subterrâneas da região. Segundo a ABNT (2010), deverá ser feita a análise da
dispensa ou consideração do sistema de revestimento de fundo. Os métodos utilizados para
essa análise são a porcentagem de matéria orgânica nos resíduos, a profundidade do lençol
freático, a permeabilidade do solo local e o valor de excedente hídrico anual.
Para o projeto em questão a impermeabilização da base do aterro será concebida com
uma camada de argila compactada sobreposta com uma geomembrana sintética de PEAD –
Polietileno de Alta Densidade – de 2 mm de espessura.

3.5.2 Drenagem do percolado

3.5.2.1 Sistema de drenagem do percolado

O sistema de drenagem do percolado tem como objetivo coletar e transportar os


líquidos que são gerados no interior da célula do aterro pelos processos de decomposição dos
resíduos sólidos e pela infiltração da água da chuva. Após a quantificação do volume de
percolado gerado no aterro será realizado o dimensionamento da drenagem necessária.
O sistema de drenagem de percolado tem como princípio básico a força gravitacional
sendo direcionados para a base da célula. Na base do aterro deverão ser executados drenos de
fundo que receberão os líquidos oriundos das camadas superiores e os conduzirão até o filtro
anaeróbio, que também será construído no fundo da célula, na parte de cotas mais baixas.
Após a saída da célula os lixiviados serão conduzidos por bombeamento em função da
topografia local até os sistemas de tratamento biológico.

3.6. Sistema de drenagem de gases

O sistema de drenagem de gases, tem como objetivo fazer a drenagem dos gases
oriundos da degradação da matéria orgânica, evitando a dispersão destes no subsolo, por meio
dos poros que o compõem, não se acumulando em redes de esgoto, poços ou sob edificações
no aterro sanitário (ALVES 2010 apud D’ALMEIDA, 2000).
A dispersão dos gases pode ser controlada pela implantação de uma rede de drenagem
adequada, a qual deve ser colocada em determinados locais do aterro no sentido vertical,
desde o sistema de impermeabilização de base, até o topo da camada de cobertura, evitando
possíveis contaminações (ALVES 2010 apud D’ALMEIDA, 2000).
Os drenos de gás nos aterros sanitários são geralmente constituídos por linhas de tubos
perfurados, e envoltos por uma camada de brita, cuja espessura deve ser igual ao diâmetro do
furo, os quais são colocados verticalmente na extensão dos resíduos aterrados, desde a base
até a superfície superior, formando uma chaminé (ALVES 2010 apud D’ALMEIDA, 2000).

Figura 7: Dreno de gás

Fonte: http://portaljfonte.com.br/lixo-o-grande-desafio-de-gestores-publicos/drenagem-de-gases/

O sistema de drenagem de gás implantado em nosso aterro sanitário será constituído


por 1 dreno circular vertical, pois conforme o Projeto de Aterro Sanitário, apud Baghi (1994),
estudos revelam que pode ser instalado um dreno para cada 7.500 m³ de resíduos. Esse
número se encaixa em nosso dimensionamento, sendo que apenas um dreno será capaz de
suprir as necessidades do nosso aterro.

3.7 Sistemas de drenagem de águas pluviais

O sistema de drenagem de águas pluviais objetivará a coleta de águas da chuva na área


de intervenção e situadas à montante do aterro, desviando para outras drenagens. As águas
precipitadas nas imediações dos aterros devem ser captadas e desviadas por canaletas
escavadas no terreno original, acompanhando as cotas de forma a conferir uma declividade
conveniente ao dreno. Para saber qual técnica será utilizado precisam ser realizados os
cálculos da vazão, para assim realizar o dimensionamento do sistema. De acordo com a vazão
gerada no aterro será necessário construir dois sistemas de drenagem, sendo duas calhas uma
de cada lado sendo 0,0285 m³/s para cada uma.
A falta de drenagem no aterro pode impossibilitar totalmente a compactação, a
cobertura dos resíduos, impedir o acesso dos veículos que transportam os resíduos e quando
encerrados, os aterros podem ter a estrutura destruída por erosões.

3.8 Operação do aterro

3.8.1 Coleta e recepção dos RSU

A coleta dos RSU no município deverá seguir dias alternados para resíduos secos e
orgânicos facilitando assim o processo de operação no aterro sanitário. O recolhimento dos
RSU deverá ser realizado por caminhão adaptado e fornecido pelo município.

3.8.2 Disposição dos RSU em células

Após a chegada dos RSU no aterro sanitário, os mesmos passarão por um sistema de
triagem, sendo os resíduos recicláveis separados e encaminhados para a compostagem, os
resíduos orgânicos destinados para a compostagem e os rejeitos dispostos nas células do
aterro.

3.8.3 Compactação

Esta etapa tem como objetivo diminuir o volume das camadas de rejeito e a
capacidade de infiltração das mesmas. A compactação deverá ser realizada por um
compactador mecânico, podendo ser utilizado rolo compactador corrugado ou um trator de
esteira.

3.8.4 Camadas de cobertura

A camada de cobertura tem como objetivo principal impedir a entrada de líquidos no


interior do corpo do aterro, como a saída de gases para a atmosfera. Há múltiplos métodos de
construção da camada de cobertura, sendo que a utilização de solos compactados com baixa
condutividade hidráulica é o método mais empregado (HUSE, 2007).
Segundo Costa et al., 2018 apud Mariano (2008) as camadas de cobertura de aterros
devem cumprir três funções: isolar o resíduo do ambiente (área circunvizinha); limitar a
entrada de água no aterro, evitando, assim, o aumento da geração de lixiviado; controlar a
entrada ou saída dos gases. Costa et al., 2018 apud Teixeira (2008) afirma que o sistema de
cobertura é constituído por uma série de camadas de solo, por vezes combinadas com algum
geossintético, que devem controlar a infiltração de água para a massa de resíduos.
Geralmente controle da infiltração pelas camadas de cobertura é estabelecido aplicando uma
camada de argila com baixa condutividade hidráulica saturada (normalmente 10-7m/s ou
menos).
O sistema de cobertura final deve ser resistente à erosão e deve-se adequar à futura
utilização da área. A revegetação do local é altamente indicada, pois favorece a
evapotranspiração diminuindo o potencial de água infiltrado no aterro. Mesmo após a vida útil
do aterro esta camada deve sofrer manutenção constante de forma que as características de
projeto sejam sempre mantidas.
Para o presente projeto será utilizada como camada de cobertura a argila compactada
com trator de esteira e sobre a camada impermeabilizante deverá ser colocada uma camada de
solo orgânico, para o plantio de espécies de gramíneas ocorrentes na região, evitando-se assim
a erosão superficial.
3. 9 Monitoramento

É viável ressaltar a importância do monitoramento de um aterro, tanto durante a sua


operação quanto após o fim das atividades, para garantir a preservação do meio ambiente. A
seguir serão descritos os aspectos que devem ser monitorados no aterro sanitário de acordo
com as orientações da ABNT, NBR 15849.

3.9.1 Monitoramento do lixiviado

Os líquidos lixiviados em um aterro sanitário são popularmente conhecidos por


chorume, este líquido escuro e de composição heterogênea, pode possuir altas concentrações
de sólidos suspensos, metais pesados e compostos orgânicos, os quais podem apresentar
substâncias altamente solúveis, com capacidade de contaminar as águas do subsolo nas
proximidades do aterro (SERAFIN et al., 2003).
A contaminação por chorume em águas subterrâneas pode gerar consequências muito
sérias para o meio ambiente e para a saúde humana por apresentar compostos altamente
tóxicos (SERAFIN et al., 2003). Então, tem-se a necessidade e a obrigação de realizar-se o o
seu controle, geração e destinação.
O monitoramento do lixiviado de um aterro sanitário é de grande importância, através
da retirada de amostras do sistema de drenagem são efetuadas análises da sua qualidade e
monitoramento das vazões geradas, o qual pode ser realizado pelo uso de medidores de vazão.
Segundo a norma ABNT 2010, o monitoramento do lixiviado deve ser feito de seis em
seis meses, num período de dez anos. As amostras precisam ser coletadas e analisadas nos
pontos de captação do lixiviado e após o seu tratamento, para ser observada a eficiência e o
desempenho do sistema.
Segundo a ABNT, é de fundamental importância que o sistema de coleta de lixiviado
continue, mesmo após o encerramento do aterro, até cessada sua geração, assim atendendo as
normas impostas pela legislação ambiental.

3.9.2 Monitoramento das águas superficiais e subterrâneas


O plano de monitoramento estabelecido, tem por objetivo verificar a eficácia dos
sistemas de prevenção da poluição provocada pelo aterro além de auxiliar as tomadas de
decisões relacionados com o gerenciamento no caso de suspeita de contaminação e
degradação da qualidade hídrica, monitorando as saídas da rede de drenagem do rebaixamento
do lençol freático, para que qualquer alteração na qualidade das águas decorrente de alguma
falha no sistema seja imediatamente detectada, e assim solucionada.
Segundo a Norma da ABNT NBR 13.895, Julho de 1997, é necessário construir na
rede de monitoramento um ou mais poços localizados no montante da instalação, para que
possa ser avaliada a qualidade original da água subterrânea, e instalados pelo menos três
poços a jusante da instalação, para analisar se houve ou não alguma alteração na qualidade
original da água subterrânea. Conforme a figura 8.

Figura 8: Poços de monitoramento

Fonte: Google Imagens.

3.10 Infraestrutura

Na implantação de um aterro sanitário também é necessário a instalação de estruturas


de apoio, as quais serão descritas a seguir:
Cerca: Para a segurança do aterro é necessário a implantação de uma cerca, evitando
assim a entrada de animais e de pessoas não autorizadas.
Portaria: a portaria deverá situa-se entrada do aterro sanitário, tendo como sua
principal função o controle da entrada e saída de veículos no mesmo.
Escritório ou Administração: É necessário para o gerenciamento do funcionamento
do empreendimento.
Instalações de apoio: São as instalações necessárias para uso dos funcionários, sendo
constituídas de refeitório, vestiário e sanitário.
Galpões para o abrigo de veículos: necessário para servir como abrigo desses
equipamentos nos períodos de inatividade.

3.11 Controles operacionais

Para o controle operacional de um aterro é importante observar a disposição dos


resíduos, a quantificação e controle das emissões líquidas (percolados) e gasosas.
Para a manutenção do aterro devem ser observados se há o aparecimento de lixiviados
nos taludes, trincas, fissuras e de processos erosivos nos taludes do aterro sanitário. É válido
ressaltar a importância do monitoramento ambiental e geotécnico representam parâmetros
fundamentais para a garantia da eficiência do aterro.

3.12 Plano de encerramento do aterro e cuidados posteriores

Segundo a NBR 8419/92, o aterro sanitário deve contemplar um plano de


encerramento apresentado os cuidados que serão mantidos após o fechamento das atividades
como monitoramento e controle de vetores.
De acordo com (Dores, 2007) na desativação de um aterro sanitário, a ordem é
estabilizar a área (física, química e biologicamente) e, após esta estabilização que compreende
um período geralmente não inferior a 10 -15 anos após encerramento da disposição de lixo,
destiná-la a um uso compatível.
Após o encerramento do aterro devem ter certos cuidados como monitoramento das
águas subterrâneas, por um período de 20 anos, manutenção dos sistemas de drenagem e de
detecção de vazamento de líquido percolado até o término da sua geração, manutenção da
cobertura de modo a corrigir rachaduras ou erosão, manutenção do sistema de tratamento de
líquido percolado, e por fim a manutenção do sistema de coleta de gases até que não seja mais
notada a sua produção (NBR 10157/1987).
Para destiná-la à um outro uso deve-se proceder a recuperação ambiental da área,
através da revegetação do local com espécies pioneiras, que propiciarão uma rápida cobertura
do solo, garantindo também a fertilidade do mesmo. Após seu correto encerramento o mesmo
deverá ser destinado à outra finalidade.

3.13 Uso futuro da área do aterro sanitário

O aterro sanitário deve possuir um plano de operação para quando exceder a sua vida
útil, para que a área esteja integrada à paisagem e possa ser reaproveitada para outros fins.
Sabemos que é difícil mesmo com a reintegração a área retornar nas mesmas condições que
possuía anteriormente, porém um plano pré-estabelecido garante que ela esteja apta para
novos usos (VAN ELK 2007).
O plano futuro não necessita ser detalhado, consiste em um esboço geral de modo que
direcione o plano de fechamento. É comum utilizarem áreas de aterro sanitário como áreas de
lazer, para geração de emprego e renda para comunidade, beneficiar as comunidades
próximas ao aterro sanitário, que de alguma forma sofreram durante o funcionamento do
mesmo, com a passagem dos caminhões, com o cheiro forte, etc.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente projeto buscou atender todas as exigências pertinente conforme as


legislações e normas para a construção de um aterro sanitário de pequeno porte no município
de Caiçara/RS.
Sabendo que aterro sanitário de pequeno porte é definido como sendo o aterro
sanitário para disposição no solo de resíduos sólidos urbanos, até 20 t por dia ou menos,
concluímos que conseguimos dimensionar e adequar o mesmo as exigências e legislações
cabíveis. Sendo de grande importância o conhecimento de todos parâmetros acima citados
para um correto funcionamento do mesmo.
MEMORIAL TÉCNICO
(cálculos)
5. CÁLCULO DO RSU TOTAL PRODUZIDO

𝐿𝑖𝑥𝑜 𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢𝑧𝑖𝑑𝑜 = 𝑛º 𝑑𝑒 ℎ𝑎𝑏𝑖𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒𝑠 × 𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝑚é𝑑𝑖𝑎 𝑑𝑖á𝑟𝑖𝑎


𝐿𝑃 = 5071 × 0,731 = 𝟑𝟕𝟎𝟔, 𝟗𝟎 𝒌𝒈

5.1 Volume de RSU gerado em 15 anos

𝑉𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 𝐺𝑒𝑟𝑎𝑑𝑜 𝑒𝑚 15 𝑎𝑛𝑜𝑠 = 3706,9 × 365 × 15 = 20295277,5 𝑘𝑔

 𝑪𝒐𝒆𝒇𝒊𝒄𝒊𝒆𝒏𝒕𝒆 𝒅𝒆 𝑫𝒆𝒔𝒕𝒊𝒏𝒂çã𝒐 = 1 − 𝑐𝑡

𝐷𝑐 = 1 − 0,8 = 0,2

6. PRODUÇÃO DE REJEITO

 𝑹𝒆𝒋𝒆𝒊𝒕𝒐 𝑻𝒐𝒕𝒂𝒍 = 𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑎 𝑐𝑒𝑙𝑢𝑙𝑎 × 𝑐𝑜𝑒𝑓𝑖𝑐𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝑑𝑒𝑠𝑡𝑖𝑛𝑎çã𝑜


𝑅𝑗 = 20295277,5 × 0,2 = 4059055,5 𝑘𝑔

𝑅𝑒𝑗𝑒𝑖𝑡𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙
 𝑽𝒐𝒍𝒖𝒎𝒆 𝒅𝒂 𝒄é𝒍𝒖𝒍𝒂 = 𝜌 𝑟𝑒𝑠í𝑑𝑢𝑜 ×𝑐𝑜𝑒𝑓𝑖𝑐𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑎𝑐𝑡𝑎çã𝑜

4059055,5 𝑘𝑔
𝑉𝑐 = = 5412,1 𝑚3
250×3

7. DIMENSIONAMENTO DA CÉLULA:

𝑉𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 5412,14
𝐴 = 𝐻 𝐴𝑙𝑡𝑢𝑟𝑎 (𝑚2 ) 𝐴= = 1258,7 𝑚²
4,3

25 m de largura e 50,35 m de comprimento


-Volume de Argila

𝑉𝑎𝑟𝑔𝑖𝑙𝑎 = Á𝑟𝑒𝑎 × 𝐻𝑎𝑟𝑔𝑖𝑙𝑎


𝑉𝑎𝑟𝑔𝑖𝑙𝑎 = 1258 × 1,7 = 2138,6 𝑚³

- Para que a célula seja trapezoidal usamos trigonometria, usando um ângulo de 45° para a
inclinação do talude.

7.1 Inclinação da célula 2%

A célula vai se inclinada 0,02m a cada 1 m.

56 × 0,02 = 1,12 𝑚 de inclinação horizontal

31 ÷ 2 = 15,5 × 0,02 = 0,31𝑚 de inclinação para o centro da célula


7.1.2 Ancoragem

(𝐵 + 𝑏)
𝐴 𝑎𝑛𝑐𝑜𝑟𝑎𝑔𝑒𝑚 = ×ℎ
2
3+1
𝐴 𝑎𝑛𝑐𝑜𝑟𝑎𝑔𝑒𝑚 = × 1 = 2𝑚2
2
𝑉 𝑎𝑛𝑐𝑜𝑟𝑎𝑔𝑒𝑚 = 𝐴 × 𝐿 (𝑝𝑒𝑟𝑖𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑡𝑜𝑑𝑎 𝑐é𝑙𝑢𝑙𝑎)
𝑉𝑎𝑛𝑐𝑜𝑟𝑎𝑔𝑒𝑚 = 2 × 174 = 348𝑚³ 𝑑𝑒 𝑎𝑟𝑔𝑖𝑙𝑎 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑎𝑛𝑐𝑜𝑟𝑎𝑔𝑒𝑚 𝑑𝑎 𝑚𝑎𝑛𝑡𝑎

8. ESTIMATIVA DA VASÃO DE ESCOAMENTO SUPERFICIAL

𝑄 = 0,278 × 𝐶 × 𝐼𝑚 × 𝐴

 Estimativa do Tempo de Concentração (TC)


𝐿1,15
𝑇𝐶 = 57 × 0,38
𝑆

0,0561,15
𝑇𝐶 = 57 × = 𝟐 𝒎𝒊𝒏
1,120,38

 Cálculo daIntensidade Média de chuvas (IM)

1086,604 × 𝑇𝑅 0,184
𝐼𝑚 =
(𝑇𝐶 + 9,886)0,728

1086,604 × 150,184 𝒎𝒎
𝐼𝑚 = 0,728
= 𝟐𝟗𝟓, 𝟎𝟏
(2 + 9,886) 𝒉
𝑄𝑒𝑠𝑐 𝑠𝑢𝑝𝑒𝑟𝑓𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 = 0,278 × 𝐶 × 𝐼𝑚 × 𝐴

𝑄 𝑒𝑠𝑐 𝑠𝑢𝑝𝑒𝑟𝑓𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 = 0,278 × 0,40 × 295 × 1,74 × 10−3 = 𝟎, 𝟎𝟓𝟕𝒎³/𝒔

Na maior precipitação que pode ocorrer em 15 anos a vazão máxima será de 0,057 m³/s.

9. DIMENSIONAMENTO DO CANAL DE DRENAGEM PLUVIAL

Dimensionamento dos drenos pluviais:

Duas calhas uma de cada lado 0,057 m³/s sendo

0,057 m³ ÷ 2 = 0,0285 m³/s para cada lado.

Canal

𝑄 =𝐴×𝑉

0,0285= 0,09 × 𝑉

𝑽 = 𝟎, 𝟑𝟏𝟔 𝒎/𝒔

Velocidade
1
V= × 𝑅ℎ32 × 𝑖21
𝑛

𝑚 1
2 = × 𝑅ℎ32 × 0,0212
𝑠 0,013

2 = 𝑅ℎ32 × 10,88

𝑅ℎ32 = 0,18

𝑹𝒉 = 𝟎, 𝟎𝟕𝟖𝒎

𝐴𝑚
𝑅ℎ =
𝑃𝑚

𝐴𝑚
0,078 =
0,6

𝐴𝑚 = 𝟎, 𝟎𝟒𝟕𝒎𝟐

0,015
𝑄 = 0,047𝑚² × 2𝑚/𝑠 0,03 = 𝐴𝑚 × 2 0,078 =
𝑃𝑚
𝑄 = 𝟎, 𝟎𝟗𝟒𝒎³/𝒔 𝐴𝑚 = 𝟎, 𝟎𝟏𝟓 𝒎𝟐 0,078 𝑃𝑚 = 0,015
𝑃𝑚 = 𝟎, 𝟏𝟗

𝑨𝒎 = 𝟎, 𝟎𝟒
𝑷𝒎 = 𝟎, 𝟎𝟏𝟗 ÷ 𝟑 = 𝟎, 𝟔
0,2
0,2

0,2

10. DIMENSIONAMENTO DO DRENO PERCOLADO (Método Suiço)

𝑃 ×𝐴 ×𝐾
Q=
𝑡
𝑃 = 50 × 0,2
𝑃 = 10mm/h
10𝑚𝑚/ℎ × 1736 × 0,20
Q=
3.600 𝑠
𝑄 = 0,96 𝑚𝑚³/𝑠
𝑚𝑚3 𝑚3
𝑄 = 0,96 ÷ 1000 = 9,64 × 10−4 ÷ 1736 𝑚²
𝑠 𝑠

𝑚3
𝑄 = 5,55 × 10−7
𝑚²/𝑠

2 × ℎ × 𝑚𝑎𝑥
L=
( 𝑡𝑎𝑛2 × 𝜃) tan ∅
√𝐶 × [( ) + 1 − ( 𝑐 × √𝑡𝑎𝑛2 + 𝐶 2 )]
𝐶

𝑞 10−7
1ª𝐶 = = 5,55 × 10−4 = 5,55 × 10−3
𝑘

2º arc tan = 0,002

𝑐𝑜 0,02
𝑡𝑔 ∅−1 = = = 1,145°
𝑐𝑎 1

1,12
𝑡𝑔−1 = = 0,02 𝑡𝑔−1 = 1,145°
56

𝐿
2 × 0,3
=
𝑡𝑎𝑛² 1,145° 𝑡𝑎𝑛 1,145°
√5,55 × 10−3 × [( )+ 1−( × √𝑡𝑎𝑛2 1,14 × 5 + 5,55 10−3 )]
5,55 × 10−3 5,55 × 10−3

2 × 0,3
𝐿=
0,014 × [(0,79 + 1) − (0,28)]

𝐿 = 10,26 ÷ 56 = 𝟓 𝒅𝒓𝒆𝒏𝒐𝒔
11. DIÂMETRO DO DRENO

𝑄
𝐴=
𝑉
𝑄
𝜋𝑅² =
𝑉
𝑄
𝑅² =
𝑉𝜋
√𝑄
𝑅=
𝑉𝜋

√𝑄 √5,55 × 107
𝑅= 𝑅= = 1,18
𝑉×𝜋 2 ×𝜋

17 mm de raio 34 mm de diâmetro.

Usaremos um dreno com diâmetro de 40 mm pois é o diâmetro comercial.


REFERÊNCIAS

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Disponível em: <http://www.abrelpe.org.br/Panorama/panorama2016.pdf>. Acesso em: 31
maio 2016.

ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2010. NBR15849:


Resíduos sólidos urbanos – Aterros sanitários de pequeno porte – Diretrizes para localização,
projeto, implantação, operação e encerramento.

ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2004. NBR10004:


Resíduos Sólidos – Classificação.

ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1992. NBR 8419:


Apresentação de projetos de aterros sanitários de resíduos sólidos urbanos.

ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1997. NBR 13896


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percolados e drenagem de águas pluviais em aterro sanitário. I Congresso Brasileiro de
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