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Universidade Estácio de Sá

Engenharia Civil
Estradas e Transporte

PANORAMA DO SETOR
RODOVIÁRIO DO BRASIL
Prof. Marcelo Wermelinger Aguiar Lemes

Rio de Janeiro
2019.1
Matriz de Transporte
no Brasil
Cada matriz tem uma participação no processo de transporte de pessoas e
distribuição de mercadorias no sistema viário do Brasil.

Estradas – Marcelo W. A. Lemes


Matriz de Transporte
no Brasil

Estradas – Marcelo W. A. Lemes


Matriz de Transporte
no Brasil

Estradas – Marcelo W. A. Lemes


Matriz de Transporte
no Brasil
Modal indicado para distribuição urbana, com transferências de pequenas
distâncias

• Construída em 1926 a Rodovia Rio - São Paulo, única pavimentada até 1940.
• Década de 50: Governo Juscelino trouxe a indústria automobilística e rasga
estradas pelo país.
• Início anos 70: Conclui-se a conexão rodoviária entre todas as regiões
brasileiras.
• Lei da balança:
– 1968 permitido 5,0 toneladas por eixo
– hoje a carga máxima permitida é 6,3 toneladas por eixo.
• Segundo DNER custo de R$ 100 mil por km para restauração.
• Pais precisa ampliar sistema ferroviário e cabotagem para baixar o custo de
manutenção das estradas.

Estradas – Marcelo W. A. Lemes


Nomenclatura das
rodovias Federais

RODOVIAS RADIAIS: São as rodovias que partem da Capital Federal em


direção aos extremos do país.

Nomenclatura: BR-0XX

Primeiro Algarismo: 0
(zero)

Algarismos Restantes:
A numeração dessas
rodovias pode variar de
05 a 95, segundo a
razão numérica 05 e no
sentido horário.
Exemplo: BR-040

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Nomenclatura das
rodovias Federais
RODOVIAS LONGITUDINAIS: São as rodovias que cortam o país na direção
Norte-Sul.

Nomenclatura: BR-1XX

Primeiro Algarismo: 1 (um)

Algarismos Restantes:
A numeração varia de 00, no extremo
leste do País, a 50, na Capital, e de 50
a 99, no extremo oeste. O número de
uma rodovia longitudinal é obtido por
interpolação entre 00 e 50, se a
rodovia estiver a leste de Brasília, e
entre 50 e 99, se estiver a oeste, em
função da distância da rodovia ao
meridiano da Capital Federal.
Exemplos: BR-101, BR-153, BR-174.
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Nomenclatura das
rodovias Federais
RODOVIAS TRANSVERSAIS: São as rodovias que cortam o país na direção
Leste - Oeste
Nomenclatura: BR-2XX

Primeiro Algarismo: 2 (dois)

Algarismos Restantes:
A numeração varia de 00, no extremo
norte do país, a 50, na Capital Federal,
e de 50 a 99 no extremo sul. O número
de uma rodovia transversal é obtido
por interpolação, entre 00 e 50, se a
rodovia estiver ao norte da Capital, e
entre 50 e 99, se estiver ao sul, em
função da distância da rodovia ao
paralelo de Brasília. Exemplos: BR-
230, BR-262, BR-290
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Nomenclatura das
rodovias Federais
RODOVIAS DIAGONAIS: Estas rodovias podem apresentar dois modos de
orientação:Noroeste-Sudeste ou Nordeste-Sudoeste.

Nomenclatura: BR-3XX
Primeiro Algarismo: 3 (três)

RODOVIAS DE LIGAÇÃO
Estas rodovias apresentam-se em
qualquer direção, geralmente
ligando rodovias federais.

Nomenclatura: BR-4XX

Primeiro Algarismo: 4 (quatro)

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Trajeto das rodovias
Federais
Toda vez que uma rodovia inicia dentro de uma nova Unidade da Federação,
sua quilometragem começa novamente a ser contada a partir de zero.

Rodovias Radiais: O sentido de quilometragem vai do Anel Rodoviário de


Brasília em direção aos extremos do país, e tendo o quilometro zero de
cada estado no ponto da rodovia mais próximo à capital federal.

Rodovias Longitudinais: O sentido de quilometragem vai do norte para o


sul. As únicas exceções deste caso são as BR-163 e BR-174, que tem o
sentido de quilometragem do sul para o norte.

Rodovias Transversais: O sentido de quilometragem vai do leste para o


oeste.

Rodovias Diagonais: A quilometragem se inicia no ponto mais ao norte da


rodovia indo em direção ao ponto mais ao sul. Como exceções podemos
citar as BR-307, BR-364 e BR-392.

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Hierarquia das vias

Em um sistema viário, as vias recebem diferentes tipos de classificação e


possibilidade de intervenção. As principais funções das vias em um
ambiente urbano são:

• Deslocamentos de longa distância

• Ligação entre os bairros

• Circulação nos bairros

• Acesso às moradias
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Hierarquia das vias

As vias são classificadas a partir de suas características funcionais e físicas.


São 4 tipos, segundo o CTB (art. 60):

• Expressas (ou de trânsito rápido)


• Arteriais
• Coletoras
• Locais
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Hierarquia das vias

• Expressas (ou de trânsito rápido) – aquela


caracterizada por acessos especiais com trânsito livre,
sem interseções em nível, sem acessibilidade direta
aos lotes lindeiros e sem travessia de pedestres em
nível (velocidade máxima = 80km/h)

• Arteriais – aquela caracterizada por intersecções em


nível, geralmente controlada por semáforo, com
acessibilidade aos lotes lindeiros e às vias secundárias
e locais, possibilitando o trânsito entre as regiões da
cidade (velocidade máxima = 60km/h)
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Hierarquia das vias

Tokio - Japão
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Hierarquia das vias

• Coletoras – aquela destinada a coletar e distribuir o


trânsito que tenha necessidade de entrar ou sair das
vias de trânsito rápido ou arteriais, possibilitando o
trânsito dentro das regiões da cidade (velocidade
máxima = 40km/h)

• Locais – aquela caracterizada por intersecções em


nível não semaforizadas, destinada apenas ao acesso
local ou a áreas restritas (velocidade máxima =
30km/h)

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Hierarquia das vias

Estradas – Marcelo W. A. Lemes


Hierarquia das vias

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Hierarquia das vias

• Nesse exemplo esquemático


pode-se perceber a logística
empregada na distribuição da
vias em todas as suas escalas
hierárquicas. Com isso o fluxo
de transito tende a fluir
melhor evitando as
indesejáveis interrupções que
geram tantos prejuízos, tanto
de ordem financeira como de
ordem emocional.

Estradas – Marcelo W. A. Lemes


Hierarquia das vias

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marcelowlemes@hotmail.com

@marcelowlemes

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