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A IMPORTANCIA DOUTRINARIA DO NASCIMENTO VIRGINAL DE CRISTO

Aqui será abordado a importância do nascimento virginal de Cristo para


humanidade do ponto de vista teológico. Bem verdade que, devido à dimensão do assunto
fica difícil abordar o assunto com profundidade, porém, o que será explanado servirá para
compreensão do assunto.

A doutrina do nascimento virginal é de importância crucial (Isaías 7:14; Mateus 1:23;


Lucas 1:27,34). Verifica que se em Lucas 1.35 como desenvolveu o evento pré-anuncio
da vinda de Cristo ao mundo. Como retorno ao questionamento de Maria, “como?”. Diz
Gabriel: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua
sombra...” (Lucas 1:35). No evangelho escreveu Mateus capitulo 1:20, o anjo orienta
Jose, a se casar com a Virgem. Mateus afirma que a virgem “achou-se ter concebido do
Espírito Santo” (Mateus 1:18). Gálatas 4:4 também ensina sobre o nascimento virginal:
“Deus enviou seu Filho, nascido de mulher. ”.

Como os textos acima, fica claro que o nascimento de foi resultado da atuação do Espirito
Santo, apesar do Imaterial e Material está completamente envolvidos neste processo, ou
seja, o Espirito e Útero. Esses evangelhos, a tradição recente e a doutrina atual apresentam
a concepção de Jesus como um milagre sem envolvimento de pai natural, sem intercurso
sexual e sem fertilização genética, mas em vez disso trazida à cena pelo Espírito Santo
conforme esclarecido anteriormente.

O nascimento virginal de Cristo, teve a sua importância porque evidenciou a Graça de


Deus para salvados de todos. Vejamos o que afirma ( GRUDEN 1999):

“O nascimento virginal de Cristo é um lembrete inequívoco de que a


salvação jamais pode vir por meio do esforço humano, mas deve ser obra do
próprio Deus. Nossa salvação deve-se apenas à obra sobrenatural de Deus e isso
ficou evidente bem no início da vida de Jesus, quando ‘Deus enviou seu Filho,
nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a
fim de que recebêssemos a adoção de filhos’.”

Outra razão de o nascimento virginal de Cristo, ter elevado significado na fé cristã, reside
no falto de ser uma intervenção do E. Santo, Jesus nasceu sem efeitos do pecado original.

Sobre isso, GRUDEN afirma:


“Mas o fato de Jesus não ter tido um pai humano significa que a linha
de descendência de Adão é parcialmente interrompida. Jesus não descendeu de
Adão da maneira exata pela qual todos os outros seres humanos descendem de
Adão. E isso nos ajuda a compreender porque a culpa legal e a corrupção moral
que pertencem a todos os outros seres humanos não pertencem a Cristo.”

CRISTO MORREU POR NÓS

Aqui está outro tema relevante para doutrina da fé cristã, a morte de Jesus Cristo
em favor da humanidade. Na teologia contemporânea duas formas de compreender a
morte de Cristo e seus efeitos. A primeira é de uma morte substituta, um preço pago a
Deus-Pai pela redenção dos pecados de alguém, o que consequente e infalivelmente
liberta uma pessoa da pena que deveria pagar, ou seja, não apenas possibilita a salvação,
mas de fato expia a culpa do pecador e o redime para glorificação na eternidade, mediante
o selo do Espírito Santo, aplicado ao respectivo pecador como penhor de sua salvação. A
segunda é morte não substitutiva, aquilo que R.C. Sproul vai chamar de “teoria
governamental”, que sugere que Cristo não pagou na cruz o preço real pelo pecado da
humanidade, mas que sua morte foi um substituto significativo da punição dos homens.
A morte de Cristo teria sido apenas algo pelo qual Deus demonstrou seu desprazer para
com o pecado para que posteriormente pudesse estender perdão aos homens.

Como diz (PEARLMAN, 2009);

Os sacrifícios do AT eram substituídos por natureza, pois, no altar ,


realizavam algo para os israelitas que este não podia fazer por si mesmo. O altar
representava Deus; o sacerdote representava o pecador; a vítima era o substituto
do israelita que seria aceita em seu favor. Da mesma forma, Cristo, na cruz, fez
por nós o que não poderíamos fazer por nos mesmos, e, qualquer que seja a
nossa necessidade, somos aceitos por causa dele.

Nas palavras do Apóstolos Paulo e Pedro “ Deus tornou pecado por nós aquele
que não tinha pecado” (2co 5.21), “ Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados
sobre o madeiro”(1Pe 2.24).

Em cristo está completa toda obra da redenção humana, pois sofreu o castigo que
deveria cair sobre outros, justificou a muitos e levou as iniquidades de todos os quando
aceitarem o seu sacrifício na Cruz. A morte de cristo não trata de fatalidade, e sim do
proposito divino da redenção.
NOS REGENEROU MEDIANTE SUA RESSUREIÇÃO

A ressurreição provou não somente a perfeita humanidade de Jesus, de todos os homens


Cristo foi o único a existir sem pecado e provou que era o Filho de Deus.

A Regeneração é a transformação do pecador numa nova criatura pelo poder de Deus,


como resultado do sacrifício de Jesus na Cruz do Calvário.

O Apostolo Pedro escreve: “Pois fostes regenerados, não de semente corruptível, mas de
incorruptível, mediante a Palavra de Deus, a qual vive e é permanente”. 1ª Pedro 1:23.

Aqui ele associa a ressurreição de Jesus com a nossa própria regeneração ou novo
nascimento, ou seja, Jesus obteve em sal ressurreição uma nova vida semelhante à sua.
Bem verdade que não recebemos toda estrutura de um corpo ressurreto, pois estamos no
corpo suscetível a fraqueza, doença e morte. Mas somos vivificados em espirito com o
novo poder vivificador da ressureição.

Se o Cristo não estivesse ressurgido, em vão seria nossa decisão em segui-lo ou obedece-
lo, a ideia de salvação seria até hoje utopia.

Antes mortos em delitos e pecados e agora vivos em Cristo pela ressurreição de sua morte.

Paulo também fala sobre a regeneração. Em Efésios 2.5, ele diz que “Estando nós mortos
em nossos delitos, [Deus] nos deu vida juntamente com Cristo”. A regeneração, portanto,
é o ato de Deus pelo qual ele dá vida espiritual a pessoas que estavam espiritualmente
mortas.

ASCENSÃO DE CRISTO - CÉU É UM LAR E NÓS IREMOS PARA LÁ

Não é de surpreender que em toda a Escrituras, está implícita a sombra da realidade futura
dos servos de Cristo. Nada é mais glorioso em toda história da Bíblia, do que o amor de
Deus externado em toda vida ministerial de Jesus, Crucificação, Ressureição e Ascensão.
REFERÊNCIAS

Fitzmyer Joseph A, Catecismo cristológico: respostas do Novo Testamento 1997 p.159

Ryrie, Charles Caldwell Teologia Básica p.277

Ferreira, José de Freitas Conceição virginal de Jesus: análise crítica de pesquisa liberal
protestante 1980 p.380

GRUDEN, Wayne. Teologia Sistemática – Atual e Exaustiva, página 436. São Paulo: Vida Nova,
1999.

John Owen, Por Quem Cristo Morreu, 6, (São Paulo, SP: Editora PES, 2011).

R.C. Sproul, Somos Todos Teólogos, 234 (São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2017).

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