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Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

UNOP DE CAMPO GRANDE

OFICINA DE PREVENÇÃO E CONTROLE DE PERDAS

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


DOCENTE:

Marcio Carvalho Alves

Higienista Ocupacional – desde Jan/2005

Técnico de Segurança do Trabalho - Reg. RJ/003352.9 SSST/MTE – desde Jun/2004

Téc. de Edificações e Seg. Trabalho – Reg. 1993102194 CREA RJ – desde Jan/1993

Consultor Ambiental – Reg. 1717049 IBAMA – desde 2005

Tel.: 55 (21) 8818-3953 Cel.: 55 (21) 9700-4740

E-Mail: tst.malves@gmail.com ou tst.malves@yahoo.com.br

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Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

CÁLCULO E CUSTOS DE ACIDENTES

Apostila

SENAC CAMPO GRANDE

Setor de

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


COTST
Coordenação do Curso
Técnico de Segurança
do Trabalho

Técnico de Segurança do Trabalho e Higienista Ocupacional

Marcio Carvalho Alves

Técnico de Segurança do Trabalho - Reg. RJ/003352.9 SSST/MTE

Técnico de Edificações e Seg. Trabalho – Reg. 1993102194 CREA RJ

Consultor Ambiental – Reg. 1717049 IBAMA

Tel.: 55 (21) 8818-3953 Cel.: 55 (21) 9700-4740

E-Mail: tst.malves@gmail.com ou tst.malves@yahoo.com.br

CONTROLE DE REVISÕES
REV. CÓD. DATA DESCRIÇÃO E / OU FOLHA ATINGIDA EXECUÇÂO APROVAÇÃO
A PR 23 / Abr / 08 Versão Preliminar de Cálculo e Custos de Acidentes Marcio Alves Marlon N. Costa
B
C
D
E
F
G
H
I

CÓDIGO / FINALIDADE DA REVISÃO


EO Emissão Original PR Preliminar AP Aprovado pelo Coordenador
RG Revisão Geral CT Para Cotação AT Atualização

Apostila de Cálculo e Custos de Acidentes 86 páginas

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Cálculo e Custos de Acidentes

SUMÁRIO

Índice Assunto Pagina


1 INTRODUÇÃO A ACIDENTE DO TRABALHO - CUSTOS 5
1.1 Comunicado de Acidente 9
1.2 Principais Fatores que Causam os Acidentes e Doenças do Trabalho 10
1.2.1 Conseqüências do Acidente do Trabalho 12
1.2.2 Efeitos Econômicos e Sociais dos Acidentes 13
1.2.3 Benefícios Decorrentes do Acidente do Trabalho 14
1.2.3.1 Aposentadoria por Invalidez 14
1.2.3.2 Auxilio Doença 14
1.2.3.3 Auxilio Acidente 14
1.2.3.4 Pensão por Morte 15
1.2.3.5 Pecúlio por Morte 15
1.2.3.6 Pecúlio por Invalidez 15
1.2.3.7 Serviço social 16
1.2.3.8 Reabilitação Profissional 16

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2 CADASTRO DE ACIDENTES 17
3 ESTATÍSTICA DE ACIDENTES 19
4 ASPECTOS LEGAIS 21
5 REQUISITOS GERAIS DE ACOORDO COM A NBR 14280 / 2001 28
5.1 Avaliação da Freqüência e da Gravidade 28
5.2 Calculo de Horas Homem de Exposição ao Risco 28
5.2.1 Horas de Exposição ao Risco 29
5.2.2 Horas não Trabalhadas 29
5.2.4 Horas de Trabalho de Empregado Residente em propriedade da Empresa 29
5.2.5 Horas de Trabalho de Empregado com Horário de Trabalho não Definido 30
5.2.6 Horas de Trabalho de Plantonista 30
5.3 Dias Perdidos por incapacidade Temporária Total 30
5.4 Dias a Debitar 31
5.4.1 Por Morte 31
5.4.2 Por Incapacidade Permanente Total 31
5.4.3 Por Incapacidade Permanente parcial 31
5.4.3.1 Por Perda de Dedos e Artelhos 31
5.4.3.2 Por Redução Permanente de Função 32
5.4.3.3 Por Perda Permanente da Audição 32
5.4.3.4 Por Perda Permanente da Visão 32
5.4.3.5 Por Incapacidade Permanente que Afeta Mais de Uma Parte do Corpo 32
5.4.3.6 Por Lesão não Constante do Quadro 1 – Dias a Debitar 33
5.4.4 Dias a Debitar 33
5.5 Dias a Computar por incapacidade Permanente e Incapacidade Temporária 34
Decorrentes do Mesmo Acidente
5.6 Medidas de Avaliação de Freqüência e Gravidade 35
5.6.1 Taxa de Freqüência 35
5.6.1.1 Taxa de Freqüência de Acidentes 35
5.6.1.2 Taxa de Freqüência de Acidentes com Lesão com Afastamento 35
5.6.1.3 Taxa de Freqüência de Acidentes com Lesão sem Afastamento 35
5.6.2 Taxa de Gravidade 36
5.6.3 Medidas Optativas de Avaliação da gravidade 36
5.6.3.1 Número Médio de Dias Perdidos em Conseqüência de Incapacidade Temporária 37
Total
5.6.3.2 Número Médio de Dias Debitados em Conseqüência de Incapacidade Permanente 37
5.6.3.3 Tempo Computado médio 37
5.7 Regras para a Determinação das Taxas 38
5.7.1 Períodos 38
5.7.2 Acidente de Trajeto 38

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Índice Assunto Pagina


5.7.3 Prazos de Encerramento 38
5.7.4 Data de Registro 39
5.8 Registro e Estatísticas de Acidentes 39
5.8.1 Estatística por Setor de Atividade 39
5.8.2 Elementos Essenciais 39
5.8.3 Levantamento do Custo não Segurado 40
6 INDICADORES DE ACIDENTES DO TRABALHO 42
6.1 Quadro de Estatística de Acidentes 42
6.1.1 Número Médio de Empregados 42
6.1.2 Dias Computados 42
6.1.3 Estatística Mensal 43
6.1.4 Estatística Anual 43
6.1.5 Data de Encerramento da Estatística 43
6.1.6 Homens Horas Trabalhadas 44

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6.1.7 Dias Perdidos 44
6.1.8 Dias Perdidos Transportados 44
6.1.9 Dias Debitados por Redução de Capacidade ou Morte 45
6.2 Princípios que Não Devem ser Esquecidos 46
6.3 Interpretação dos Coeficientes de uma Empresa 47
6.4 Um Controle mais Efetivo da Prevenção de Acidentes 48
6.5 Método N.S.C Relativo ao Cálculo do Coeficiente de Gravidade 54
6.6 Fluxograma da Ocorrência de Um acidente 56 e 57
7 ACIDENTE DO TRABALHO E AVALIAÇÃO ANUAL – QUADROS III A VI 58
7.1 Quadro III – Acidentes Com Vitimas 58
7.2 Quadro IV – Doenças Ocupacionais 62
7.3 Quadro V – Insalubre 64
7.4 Quadro VI – Acidentes Sem Vitimas 65
8 CUSTOS DO ACIDENTE 66
9 QUESTIONÁRIO E EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 76
10 CONCEITOS E DEFINIÇÕES 79
11 BIBLIOGRAFIA 83
12 ANEXO 85

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01
1. INTRODUÇÃO A ACIDENTE DO TRABALHO - CUSTOS

ACIDENTE DO TRABALHO

De condição existencial e essencial para o ser humano, o trabalho, muitas vezes, se torna
sinônimo de debilitação, doenças e até a morte.

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Conceito:

Base-Legal - Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, alterado pelo Decreto nº 611, de 21 de


julho de 1992.

Art. 19. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou
pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta Lei, provocando
lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou
temporária, da capacidade para o trabalho.

§ 1º A empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de proteção
e segurança da saúde do trabalhador.

§ 2º Constitui contravenção penal, punível com multa, deixar a empresa de cumprir as normas de
segurança e higiene do trabalho.

§ 3º É dever da empresa prestar informações pormenorizadas sobre os riscos da operação a


executar e do produto a manipular.

§ 4º O Ministério do Trabalho e da Previdência Social fiscalizará e os sindicatos e entidades


representativas de classe acompanharão o fiel cumprimento do disposto nos parágrafos
anteriores, conforme dispuser o Regulamento.

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Nota:
Atualmente Ministério do Trabalho e Emprego. Denominação instituída pela Medida Provisória nº
1.795, de 1º.1.1999, reeditada até a de nº 2.216-37, de 31.8.2001, posteriormente transformada
na Medida Provisória nº 103, de 1º.1.2003, convertida na Lei nº 10.683, de 28.5.2003.

segurados especiais (são trabalhadores rural, isto é, que prestam serviços em âmbito rural,
individualmente ou em regime de economia familiar , mas não tem vínculo empregatício – ex.:
meeiro, safrista,etc.)

provocando

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lesão corporal (é qualquer dano produzido no corpo humano, seja ele leve, como por exemplo
um corte no dedo, ou grave, como a perda de um membro), ou

perturbação funcional (é o prejuízo do funcionamento de qualquer órgão ou sentido. Por


exemplo, a perda da visão provocada por uma pancada na cabeça, caracteriza uma pertubação
funcional)

Que cause a morte, a perda ou redução da capacidade para o trabalho, permanente ou


temporária.

A legislação brasileira também considera como acidente do trabalho:

a) a doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do


trabalhador peculiar a determinada atividade e constante na relação organizada pelo Ministério da
Previdência Social;

b) a doença do trabalho, assim entendida aquela desencadeada em função de condições


especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relaciona diretamente, desde que constante
da relação do Anexo II;

c) em caso excepcional, constatando-se que a doença não prevista no Anexo II resultou de


condições especiais em que o trabalho é executado e com ele se relaciona diretamente, a
Previdência Social deve considerá-la acidente do trabalho.

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Exemplo:

Se um enfermeiro sofre um corte no braço ao quebrar acidentalmente um frasco contendo sangue


de um paciente contaminado pelo vírus HIV, e é contaminado, é considerado acidente do trabalho.

Não serão consideradas como doença do trabalho:

a) a doença degenerativa; (exemplo Artrite, Alzheimer e Parkinson, Ostoporose)


b) a inerente ao grupo etário; ( velhice)
c) a que não produz capacidade laborativa;
d) a doença endêmica (Leptospirose, Leishmaniose, Dengue), salvo comprovação de que resultou

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de exposição ou contato direto, determinado pela natureza do trabalho.

Equiparam-se ao acidente do trabalho:

a) o acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído
diretamente para a morte, para a perda ou redução da capacidade para o trabalho, ou produzido
lesão que exija atenção médica para a recuperação;

b) o acidente sofrido pelo empregado no local e no horário do trabalho, em conseqüência de:

 Ato de sabotagem ou de terrorismo praticado por terceiros ou companheiro de trabalho;


 Ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada com o
trabalho;
 Ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro, ou de companheiro de
trabalho;
 Ato de pessoa privada do uso da razão;
 Desabamento, inundação ou incêndio e outros casos fortuitos decorrentes de força maior;
 A doença proveniente da contaminação acidental do empregado no exercício de sua
atividade;

c) o acidente sofrido, ainda que fora do local e do horário de trabalho:

 Na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa;


na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa, para lhe evitar prejuízo ou
proporcionar proveito;

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 Em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo, quando financiada por essa,
dentro de seus planos para melhorar a capacitação de mão-de-obra, independentemente
do meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade do empregado;
 No percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja
o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do empregado.

 Durante o aviso prévio de iniciativa da empresa no período da redução da jornada.

 Nos períodos destinados à refeição ou ao descanso, ou por ocasião de satisfação de


outras necessidades fisiológicas, no local de trabalho ou durante este, o empregado
será considerado a serviço da empresa.

Art 7º "São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de

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sua condição social:

XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a


indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa;

SITUAÇÕES EM QUE O EMPREGADO NÃO ESTÁ A SERVIÇO DA EMPRESA

De acordo com a Norma Brasileira 18, o empregado não será considerado a serviço da empresa,
quando:

a) fora da área da empresa, por motivos pessoais, não do interesse do empregador ou do seu
proposto;

b) em estacionamento proporcionado pela empresa para o seu veículo, não estando exercendo
qualquer função do seu emprego;

c) empenhado em atividades esportivas, patrocinadas pela empresa, pelas quais não receba
qualquer pagamento direta ou indiretamente;

d) residindo em propriedade da empresa, esteja exercendo atividades não-relacionadas com o


seu emprego;

e) envolvido em luta corporal ou outra disputa sobre assunto não relacionado com o seu emprego.

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1.1. Comunicado de Acidente do Trabalho

O QUE É CAT?

A Comunicação de Acidente de Trabalho -CAT é um formulário que deve ser preenchido para:

 Que o acidente seja legalmente reconhecido pelo INSS;

 Que o trabalhador receba o auxílio-acidente, se for o caso, bem como os benefícios que
gerar esse acidente;

 Que os serviços de saúde tenham informações sobre os acidentes e doenças e possam

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direcionar ações para redução de acidentes de trabalho e doenças profissionais ou do
trabalho;

 O conhecimento dos serviços de fiscalização, que vão desencadear uma ação de


investigação para que acidentes semelhantes ou nas mesmas condições não se repitam.

QUANDO DEVE SER PREENCHIDA A CAT?

 Em todos os casos de acidentes de trabalho (mesmo com menos de 15 dias de


afastamento, sem afastamento do trabalho e nos acidentes de trajeto);

 Em todos os casos de doença ocupacional profissional ou do trabalho;

 Em todos os casos de suspeita de doença profissional ou do trabalho.

QUEM DEVE PREENCHER A CAT?

O setor de pessoal da empresa é o responsável pelo preenchimento da CAT.

Na falta de comunicação por parte da empresa, a mesma poderá ser feita pelo próprio acidentado,
seus dependentes, pela entidade sindical competente, pelo médico que o assistiu ou qualquer

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autoridade pública, não prevalecendo, nesses casos, os prazos previstos em lei (Lei nº 8.213, de
24.07.91 -art. 22, § 2Q).

A falta de comunicação por parte da empresa não a exime de responsabilidade da multa aplicada
ao caso, conforme a lei.

Os sindicatos e as entidades representativas das categorias poderão acompanhar a cobrança das


multas que serão aplicadas pelo INSS.

1.2. Principais Fatores que Causam os Acidentes e Doenças do Trabalho

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Sob o ponto de vista prevencionista, causa de acidente é qualquer fato que, se removido a tempo,
teria evitado o acidente. Os acidentes são evitáveis, não surgem por acaso, e, portanto, passíveis
de prevenção.

Sabemos que os acidentes ocorrem por falha humana ou por fatores ambientais.

a) Falha Humana - também chamada de Ato Inseguro, é definida como sendo aquela que decorre
da execução de tarefas de forma contrária às normas de segurança. São os fatores pessoais que
contribuem para a ocorrência de acidentes.

É toda a ação, consciente ou não, capaz de provocar algum dano ao trabalhador, aos
companheiros de trabalho ou às máquinas, aos materiais e equipamentos.

Os processos educativos, a repetição das inspeções, as campanhas e outros recursos se


prestarão a reduzir sensivelmente a ocorrência de tais falhas, que podem ocorrer em virtude de:

 Inadequação entre o homem e a função;

 Desconhecimento dos riscos da função e/ou da forma para evitá-Ios;

 Desajustamento, motivado por:

 Seleção ineficaz;
 Falhas de treinamento;

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 Problemas de relacionamento com a chefia ou companheiros;


 Política salarial e promocional imprópria;
 Clima de insegurança quanto à manutenção do emprego;
 Diversas características de personalidade.

Nota-se, portanto, a necessidade de analisar conscientemente um acidente, levantando todas as


causas possíveis, uma vez que a falha humana pode ser provocada por circunstâncias que fogem
do alcance do empregado e poderiam ser evitadas.
Tais circunstâncias poderiam inclusive não apontar o homem como o maior causador dos
acidentes.

b) Fatores Ambientais - os fatores ambientais (condições inseguras) de um local de trabalho são

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as falhas físicas que comprometem a segurança do trabalho.

Exemplificando, podemos citar:

 Falta de iluminação;
 Ruídos em excesso;
 Falta de proteção nas partes móveis das máquinas;
 Falta de limpeza e ordem (asseio);
 Passagens e corredores obstruídos;
 Piso escorregadio;
 Proteção insuficiente ou ausente para o trabalhador.

Por ocasião das Inspeções de Segurança, são levantados os fatores ambientais de insegurança e,
por meio de recomendações para correção de tais falhas, poderão ser evitadas.

Embora nem todas as condições inseguras possam ser resolvidas, é sempre possível encontrar
soluções parciais para as situações mais complexas e soluções totais para a maior parte dos
problemas observados.

Diversas turbulências naturais (tempestades, furacões, etc.) podem ser previstas pelo homem
embora nem sempre sejam passíveis de adequado controle.

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1.2.1. Conseqüências do Acidente do Trabalho

Um acidente pode deixar o trabalhador impedido de realizar suas atividades, por dias seguidos,
meses, ou de forma definitiva. Se o trabalhador não retornar ao trabalho imediatamente ou até na
jornada seguinte, temos o acidente com afastamento, que pode resultar na incapacidade
temporária, incapacidade parcial e permanente ou incapacidade total e permanente para o
trabalho.

Muitas vezes, pior que o acidente em si, são as suas conseqüências.

Todos sofrem:

 A vítima, que fica incapacitada de forma total ou parcial, temporária ou permanente para o

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trabalho;

 A família, que tem seu padrão de vida afetado pela falta dos ganhos normais, correndo o
risco de cair na marginalidade;

 As empresas, com a perda de mão-de-obra, de material, de equipamentos, tempo etc., e,


conseqüentemente, elevação dos custos operacionais;

 A sociedade, com o número crescente de inválidos e dependentes da Previdência Social.

Sofre, enfim, o próprio país, com todo o conjunto de efeitos negativos dos acidentes do trabalho.

Um acidente do trabalho pode levar o trabalhador a se ausentar da empresa apenas por algumas
horas, o que é chamado de acidente sem afastamento. É o que ocorre, por exemplo, quando o
acidente resulta num pequeno corte no dedo, e o trabalhador retorna ao trabalho em seguida.

Outras vezes, um acidente pode deixar o trabalhador impedido de realizar suas atividades
laboriosas por dias seguidos, ou meses, ou de forma definitiva. Se o trabalhador acidentado não
retornar ao trabalho imediatamente ou até na jornada seguinte, temos o chamado acidente com
afastamento, que pode resultar na incapacidade temporária, ou na incapacidade parcial e
permanente, ou, ainda, na incapacidade total e permanente para o trabalho. A incapacidade
temporária é a perda da capacidade para o trabalho por um período limitado de tempo, após o
qual o trabalhador retorna às suas atividades normais.

A incapacidade parcial e permanente é a diminuição, por toda vida, da capacidade física total para
o trabalho. É o que acontece, por exemplo, quando ocorre a perda de um dedo ou de uma vista.

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A incapacidade total e permanente é a invalidez incurável para o trabalho. Nesse caso, o


trabalhador não tem mais condições para trabalhar. É o que acontece, por exemplo, se um
trabalhador perde as duas vistas em um acidente do trabalho. Nos casos extremos, o acidente
resulta na morte do trabalhador. Os danos causados pelos acidentes são sempre bem maiores do
que se imagina à primeira vista.

1.2.2. Efeitos Econômicos e Sociais dos Acidentes

Se conseguirmos controlar as falhas humanas e os fatores ambientais que concorrem para a


causa de um acidente de trabalho, poderemos reduzir sensivelmente sua ocorrência.

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Os instrumentos mais eficazes para a prevenção dos acidentes veremos a seguir, como sendo:

 Inspeções de segurança;
 Processos educativos para o trabalhador;
 Campanhas de segurança;
 Análise dos acidentes;
 CIPA atuante.

Um acidente pode envolver qualquer um, ou uma combinação dos seguintes itens:

Homem - uma lesão, que representa apenas um dos possíveis resultados de um acidente.

Material - quando o acidente afeta apenas material.

Maquinaria - quando o acidente afeta apenas máquinas. Raramente um acidente com máquina
se limita a danificar somente a máquina.

Equipamento - quando envolver equipamentos, tais como: empilhadeiras, guindastes,


transportadoras, etc.

Tempo - perda de tempo é o resultado constante de todo acidente, mesmo que não haja dano a
nenhum dos itens acima mencionados.

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1.2.3. Benefícios Decorrentes do Acidente do Trabalho

O Regime Geral da Previdência Social compreende as seguintes prestações, devidas em razão


de eventos decorrentes de acidente do trabalho, expressas em benefícios e serviços:

1.2.3.1. Aposentadoria por Invalidez

Devida ao segurado que, estando ou não em gozo do auxílio-doença, for considerado incapaz e
insusceptível de reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência, e ser-
Ihe-á paga enquanto permanecer nessa condição.

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Concluindo a perícia médica inicial pela existência de incapacidade total e definitiva para o
trabalho, a aposentadoria por invalidez, quando decorrente de acidente do trabalho, será
concedida a partir da data em que o auxílio-doença deveria ter início.

1.2.3.2. Auxílio Doença

Será devido ao segurado que ficar incapacitado para o trabalho ou para a sua atividade habitual
por mais de 15 dias consecutivos, contados a partir do dia seguinte ao do acidente do trabalho. No
caso de acidente do trabalho, corresponderá a 92% do salário de contribuição vigente no dia do
acidente. Somente cessará após a perícia médica e a reabilitação profissional, quando o
empregado retomar às suas atividades.

1.2.3.3. Auxílio Acidente

Benefício mensal e vitalício será concedido ao segurado quando, após a consolidação das lesões
decorrentes do acidente do trabalho, resultar seqüela que implique:

a) redução da capacidade laborativa que exija maior esforço ou necessidade de adaptação para
exercer a mesma atividade, independentemente de reabilitação profissional.

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Nesse caso, corresponderá a 30% do salário de contribuição do acidentado, vigente no dia do


acidente.

b) redução da capacidade laborativa que impeça, por si só, o desempenho da atividade que
exercia à época do acidente, porém não de outra, do mesmo nível de complexidade após a
reabilitação profissional. O acidentado fará jus a um percentual de 40% do salário de contribuição,
vigente no dia do acidente;

c) redução da capacidade laborativa que impeça, por si só, o desempenho da atividade que
exercia a época do acidente, porém não o de outra, de nível inferior de complexidade, após a
reabilitação profissional. O percentual correspondente é de 60% do salário de contribuição do

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acidentado, vigente na data do acidente.

1.2.3.4. Pensão por Morte

Será devida ao conjunto de dependentes do segurado que falecer. O valor mensal da pensão será
100% do salário de benefício ou salário de contribuição vigente no dia do acidente, o que for mais
vantajoso, por morte decorrente de acidente do trabalho. Havendo mais de um pensionista, será
rateada entre todos, em partes iguais.

1.2.3.5. Pecúlio por Morte

Será devido aos dependentes de segurado falecido em decorrência de acidente do trabalho. O


pecúlio consistirá em um pagamento único de 150% do limite máximo do salário de contribuição.

1.2.3.6. Pecúlio por Invalidez

Será devido ao segurado em caso de invalidez decorrente de acidente do trabalho. Corresponderá


a 75% do limite máximo do salário de contribuição.

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1.2.3.7. Serviço Social

Sempre que necessitar, nos casos de acidente do trabalho, para auxiliar na utilização de seus
benefícios, os segurados poderão contar com profissionais altamente especializados, facilitando-
se o acesso aos mesmos.

1.2.3.8. Reabilitação Profissional

A habilitação e a reabilitação profissional e social deverão proporcionar ao beneficiário

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incapacitado parcial ou totalmente para o trabalho os meios para a (re) educação e (re) adaptação
profissional e social indicados para participar do mercado de trabalho e do meio em que vive.
A reabilitação profissional compreende:

a) o fornecimento de aparelho de prótese, órtese e instrumentos de auxílio para locomoção


quando a perda ou redução da capacidade funcional puder ser atenuada por seu uso e dos
equipamentos necessários à habilitação social e profissional;

b) reparação ou substituição dos aparelhos mencionados anteriormente, desgastados pelo uso


normal ou por ocorrência estranha à vontade do beneficiário;

c) o transporte do acidentado do trabalho, quando necessário.

Será concedido, no caso de habilitação e reabilitação profissional, auxílio para tratamento ou


exame fora do domicílio do beneficiário, conforme dispuser o regulamento um pagamento único
de 150% do limite máximo do salário de contribuição;

__________

/CADASTRO DE ACIDENTES

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2. CADASTRO DE ACIDENTES

A manutenção de um cadastro de acidentes, com informações, relativas aos acidentes


adequadamente selecionados, permitirá não apenas avaliar os resultados alcançados pela
organização de segurança, mas também orientar sobre quais as medidas de prevenção que se
fazem necessárias ou que devem ser a dotadas em caráter prioritário.

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Qualquer acidente é um acontecimento inesperado ou não. Quando um trabalhador se acidenta,
poderá ocorrer uma lesão. Esta lesão, conseqüência do acidente, por si só constitui uma prova de
que algum risco, ou alguma combinação de risco, não foi adequadamente corrigido. Portanto, uma
série de lesões ocorridas em qualquer indústria ou em qualquer atividade industrial constitui o
único indicio de segurança aplicável aquela indústria ou aquela atividade. Um número excessivo
de lesões constitui a prova de que o trabalho não está sendo realizado dentro das condições de
segurança. A perfeição em matéria de segurança poderia somente ser lograda se o trabalho
sempre fosse executado e nunca ocorresse um acidente. Contudo, para podermos aplicar uma
medida com relação às lesões ocorridas, com a finalidade de determinarmos o grau de segurança
alcançado, torna-se necessário saber com que freqüência ocorrem e a gravidade daquelas lesões.

Avaliação dos Resultados

A maneira usual para a verificação das condições de nossas indústrias em relação à prevenção
de acidentes é através do cadastro de acidentes. Além do mais, o cadastro serve para:

 Avaliar se o programa de segurança está sendo bem orientado e bem conduzido.


 Avaliar se os gastos feitos com o programa estão sendo compensado.
 Criar interesse na prevenção de acidentes.
 Determinar as fontes principais dos acidentes.
 Fornecer informação sobre os atos e condições inseguras.

- 17 -
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Cálculo e Custos de Acidentes

Nota: com o aumento dos conhecimentos aumenta-se o interesse.

Em conseqüência, dever-se-á fazer um amplo uso do cadastro em:

 Informação á diretoria.
 Informações aos supervisores reuniões de segurança.
 Reuniões de C.I.P.A1.
 Organização de concursos.

__________

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


/ESTATÍSTICAS DE ACIDENTES

1
C.I.P.A – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes

- 18 -
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Cálculo e Custos de Acidentes

03
3. ESTATÍSTICAS DE ACIDENTES

As estatísticas de acidentes não são compiladas unicamente com fins de investigação e estudo da
prevenção dos acidentes. Embora seja esta a razão principal, também é importante que todos os
interessados conheçam devidamente qual a situação existente no tocante aos acidentes, para
alertá-los e estimular seu interesse, ajudando-os a adquirir a consciência da segurança.

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


Para esses elementos pode ser conveniente apresentar os dados estatísticos não somente em
cifras, mas também em forma gráfica, que indiscutivelmente chama-se melhora atenção que os
números. Num país como o nosso, em que grande parte da população é desprovida de preparo
adequado, a publicação de figuras que exponham informações sobre os acidentes e seus efeitos
resultam em arma de grande eficácia para convencer os trabalhadores sobre a importância de sua
segurança. As figuras que se seguem contêm exemplos de representação gráfica de estatística de
acidentes.

A CIPA, de acordo com a NR-52 da Portaria no 3214/78, e obrigada a preencher uma ficha com
dados sobre o acidente. Essa ficha deverá ser aberta quando da ocorrência de acidente com
afastamento e será discutida em todas as reuniões até que as medidas propostas para evitar
repetição do acidente tenham sido adotadas.

Ao tomar conhecimento da ocorreria o Departamento de Segurança deverá providenciar a


investigação do acidente. Um elemento do Departamento dirigir-se-á ao local onde fará uma
inspeção detalhada e colherá depoimentos dos operários da seção e, posteriormente, do
encarregado. Quando houver vítima, esta deverá também descrever o ocorrido.

A descrição do acidente e a identificação de suas causas serão apresentadas pelo encarregado


da investigação ao Departamento de Segurança, que verificará a conveniência de alguma medida
já adotada em caráter provisório e procurara encontrar as soluções mais cabíveis.

2
NR – Norma Regulamentadora (portaria 3.214 do Ministério do trabalho e emprego)

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Cálculo e Custos de Acidentes

Qualquer programa de Segurança deve incluir métodos de controle e avaliação dos resultados. A
reunião das informações e dados relativos às ocorrências, a partir dos diversos formulários, tais
como a Ficha de Comunicação de Acidentes (CAT 3) Ficha de Investigação de Acidentes e Ficha
de Inspeção de Segurança, possibilita a fixação das metas e objetivos.

Para um resumo dos acidentes em tabelas e gráficos que possibilitem controle e avaliação mais
rápidos e precisos, podem ser estimados resumos periódicos, por exemplo, mensais e anuais. Em
termos gerais, considera-se o ano estatístico de 1 o de janeiro a 31 de dezembro e o mês
estatístico do 1o ultimo dia desse mês.

Vários coeficientes e taxas podem ser utilizados. Os índices citados a seguir são os mais comuns,
e embora alguns autores critiquem uns em defesa de outros, acreditam que todos são válidos em

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


termos estatísticos.

__________

/ASPECTOS LEGAIS

3
CAT – Comunicação de Acidente do Trabalho

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Cálculo e Custos de Acidentes

04
4. ASPECTOS LEGAIS

A Portaria n.º 32, do Departamento Nacional de Segurança e Higiene do Trabalho, de 29 de


novembro de 1968, no seu artigo 8, letra I diz que a C.I.P.A. deve analisar as estatísticas que
deverão constar de atas das reuniões.

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


O artigo 16 da referida Portaria diz que das estatísticas deverão constar os seguintes dados:

1. Número de empregados.
2. Número de acidentes, com perda de tempo ocorrido no mês.
3. Número de dias perdidos com os acidentes.
4. Número de homens-horas trabalhadas.
5. Coeficiente de Freqüência
6. Coeficiente de Gravidade.

Parágrafo único: Os dias debitados serão calculados de acordo com a tabela anexa à Portaria.

O art.17 menciona que as estatísticas que acompanharem a documentação a ser enviada


mensalmente às Delegacias Regionais do Trabalho obedecerão ao Modelo B.

Visto isso, devemos enumerar com exatidão, as lesões que se incluirão na determinação do grau
de segurança de qualquer indústria. Incluiremos o acidente sem afastamento ou aquele com
afastamento? A prática corrente é a de incluir, apenas os acidentes com lesões e entre estes,
somente os chamados acidentes com afastamento.

Vários coeficientes e taxas podem ser utilizados. Os índices citados a seguir são os mais comuns,
e embora alguns autores critiquem uns em defesa de outros, acreditam que todos são válidos em
termos estatísticos.

Basicamente, são utilizados dois coeficientes: de freqüência, que nos dá idéia do número de
acidentes, e o de gravidade, que nos dá idéia da extensão das lesões sofridas pelos

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Cálculo e Custos de Acidentes

trabalhadores. Para possibilitar comparações entre diversos períodos de tempo ou entre diversas
empresas, os dados obtidos sobre os acidentes do trabalho são considerados em relação como
tempo de exposição ao risco dos empregados da empresa ou a soma das horas efetivamente
trabalhadas. Assim, temos:

Coeficiente de Freqüência (C. F.)

Suponhamos duas fábricas; uma que chamaremos de A e outra de B. No ano passado, 10


trabalhadores se acidentaram na fábrica A e 20 na B. Qual das duas fábricas teve uma proporção
mais alta de acidentados? A fábrica B? Mas suponhamos, que na fábrica A trabalhem 100
pessoas e na B um número duas vezes maior. Cada fábrica, portanto, teve o mesmo número de
acidentados para cada 100 trabalhadores. Mas, suponhamos agora que a fábrica A trabalhe 40

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


horas por semana e a fábrica B 44 horas. Isso nos faz concluir, que em termos de prevenção de
acidentes, a B é melhor do que a A, já que cada operário trabalhando mais horas, a exposição ao
risco é maior.

Assim, com o objetivo de podermos fazer urna verdadeira comparação das lesões ocorridas na
fábrica A e na fábrica B durante um mesmo período (ano passado) devemos levar em
consideração o total de homens-horas trabalhadas (H.H.T4.) em cada fábrica, no mesmo período.
Isto se logra por meio do chamado coeficiente de freqüência. O coeficiente de freqüência (C. F. 5)
expressa o número de acidentes com perda de tempo (a.c.p.t.6) ocorridos em um milhão de horas-
homens trabalhadas. Este é o número padrão adotado para possibilitar a comparação entre
coeficientes de empresas que possuem diferentes números de empregados.

A expressão do coeficiente de freqüência é:

C. F. = x x 106
Y

onde x: número de a.c.p.t.

y: número de H.H.T.

4
H.H.T – Homens Horas Trabalhados
5
C.F – Coeficiente de Freqüência
6
a.c.p.t – acidentes com perda de tempo

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Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

Se na fábrica A, citada no caso acima, ocorreram 10 acidentes com perda de tempo, no ano
passado e, se foram trabalhadas 200.000 horas-homens durante o ano, obtemos, aplicando a
formula:

C.F. = 10 x 106 = 50,00


2 x105

Isto significa, que durante o ano os trabalhadores da fábrica A sofreram lesões que provocaram
uma perda de tempo à razão de 50, por cada milhão de horas que trabalharam.
O coeficiente de freqüência indica apenas a quantidade de acidentes, mas não indica a gravidade
das lesões. Assim por exemplo, numa empresa pode ter havido 50 acidentes com lesões de
pequena importância, enquanto que numa outra empresa poderia ter havido apenas 5 acidentes
com perda de falanges e perda de visão de um olho.

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


Portanto, como o número de acidentes não expressa realmente a gravidade dos acidentes, torna-
se necessário levantar o coeficiente de gravidade.

Coeficiente de Gravidade (C.G.)

O coeficiente de gravidade representa a perda de tempo resultante dos acidentes em número de


dias, ocorridos em um milhão de horas-homens trabalhadas. A gravidade das lesões é, dessa
forma, medida pelos dias de trabalho perdidos pelos trabalhadores, em decorrência de acidentes.
Aos dias efetivamente perdidos pelo acidentado que sofreu lesão, incapacitado permanentemente,
somam-se os dias debitados correspondentes à lesão.

A expressão do coeficiente de gravidade é:

C.G. = (a + b) x106
y

onde:

a = número de dias perdidos


b = número de dias debitados
y = número de H.H.T.

Se no caso da fábrica A, as 10 lesões provocaram um total de 200 dias perdidos, obteremos


empregando a expressão de coeficiente de gravidade:

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Cálculo e Custos de Acidentes

C.G. = 200 x 106 = 1.000


2 x105

Isto é, o tempo perdido devido aos acidentes ocorridos na fábrica A, no ano passado, foi de 1.000
dias para cada 1.000.000 horas trabalhadas. Supondo-se que cada trabalhador, trabalhou 2.000
horas por ano, a média de tempo perdido foi de 2 dias por homem, por ano.

Não devemos nos esquecer, que nesse exemplo, não levamos em consideração as incapacidade
permanentes. É óbvio, que quando figura uma incapacidade permanente, como por exemplo
perda de um dedo, perda de um olho, a perda real de tempo enquanto a lesão cicatriza, não
constitui uma medida exata da gravidade. Para sanar esse problema, adota-se a chamada "tabela
de dias debitados" que é um dos anexos da Portaria DNSHT - 32, de 29 de novembro de 1968.

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


Tabelas de Dias Debitados

A tabela de dias debitados permite a comparação de redução de capacidade devido ao acidente.


Representa uma perda econômica, tendo a vida média do trabalhador, sido estimada em 20 anos
ou 6.000 dias. E usada internacionalmente e foi organizada pela "Internacional Association of
Industrial Accident Bord and Comissions".

Se no nosso exemplo incluirmos uma lesão da qual resultou a perda de 2 dedos da mão, a carga
correspondente é de 750 dias, os quais acrescidos à perda de tempo proveniente das 9 lesões
restantes, que equivalem a 180 dias, nos dá um total de 930 dias, e o coeficiente de gravidade
será:

C.G. = (180 + 750) x 106 = 4.650


2 x 105

Coeficiente de Gravidade

Expressa a perda de tempo (dias perdidos + dias debitados) por um milhão de homens-horas
trabalhadas.

Formula

C = (dias perdidos + dias debitados) x 1.000.000


número de homens-horas trabalhadas

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Cálculo e Custos de Acidentes

Tabela de Dias Debitados

A tabela de dias debitados é uma tabela utilizada com o fim exclusivo de permitir a comparação da
redução da capacidade resultante dos acidentes entre Departamento de uma mesma Empresa,
entre diversas Empresas e entre Empresas de países que adotem a mesma tabela. A perda de
tempo constante da tabela representa uma perda econômica tendo por base a vida média ativa do
trabalhador, estimada em 20 anos ou 6.000 dias.

A tabela, que constitui o Anexo 1 da Portaria 32/68, é usada internacionalmente e foi organizada
pela "International Association of Industrial Accident Bord and Commission".

TABELA DE DIAS DEBITADOS

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


AVALIAÇÃO DIAS
NATUREZA
PERCENTUAL DEBITADOS
Morte 100 6.000
Incapacidade total e permanente 100 6.000
Perda da visão de ambos os olhos 100 6.000
Perda da visão de um olho 30 1.800
Perda do braço acima do cotovelo 75 4.500
Perda do braço abaixo do cotovelo 60 3.600
Perda da mão 50 3.000
Perda do 1º quirodátilo (Polegar) 10 600
Perda de qualquer outro quirodátilo (dedo) 5 300
Perda de dois outros quirodáctilos (dedos) 12 1/2 750
Perda de três outros quirodáctilos (dedos) 20 1.200
Perda de quatro outros quirodáctilos (dedos) 30 1.800
Perda do 1º quirodáctilo (polegar) e qualquer outro quirodáctilo (dedo) 20 1.200
Perda do 1º quirodáctilo (polegar) e dois outros quirodáctilos (dedos) 25 1.500
Perda do 1º quirodáctilo (polegar) e três outros quirodáctilos (dedos) 33 1/2 2.000
Perda do 1º quirodáctilo (polegar) e quatro outros quirodátilos (dedos) 40 2.400
Perda da perna acima do joelho 75 4.500
Perda da perna, no joelho ou abaixo dele 50 3.000
Perda do pé 40 2.400
Perda do 1º pododáctilo (dedo grande do pé) ou de dois ou mais
6 300
podátilos (dedos do pé)
Perda do 1º pododáctilo (dedo grande) de ambos os pés. 10 600
Perda de qualquer outro podátilo (dedo do pé) 0 0
Perda da audição de um ouvido 10 600
Perda da audição de ambos os ouvidos 50 3.000

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Cálculo e Custos de Acidentes

VARIAVEIS DOS COEFICIENTES SEGUNDO A A.B.N.T.

No Brasil, a norma NB-18, R, de 1951, da A.B.N.T. Associação Brasileira de Normas Técnicas


define as variáveis dos coeficientes que intervém nos cálculos.

Assim temos:

Acidente sem perda de tempo (a. s. p. t.)

É o acidente em que o acidentado, segundo opinião do médico, pode exercer sua função normal
no mesmo dia do acidente, ou no dia imediato ao dia do acidente, no horário regulamentar.

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Nota: O a.s.p.t. não entra nos cálculos do C.F. e dos C.G.

Incapacidade Temporária

É a perda total da capacidade para o trabalho para um período limitado de tempo, nunca superior
a um ano. Portanto, é aquela em que o acidentado depois de algum tempo afastado do serviço
devido ao acidente, volta ao mesmo executando suas funções normalmente como as fazia antes
do acidente.

Incapacidade Permanente

É a incapacidade temporária que ultrapassa um ano. Pode ser parcial ou total. Assim:

Incapacidade Parcial Permanente.

Perda de qualquer membro ou parte dele, perturbação permanente de qualquer membro ou parte
do mesmo.

Exemplo:

Perda de um dos olhos.


Perda de um dedo.

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Cálculo e Custos de Acidentes

Incapacidade Total e Permanente

Perda anatômica ou impossibilidade funcional, em suas partes essenciais, de mais de um


membro, conceituando-se como partes essenciais a mão e o pé.
Perda da visão de um olho e redução simultânea de mais da metade da visão do outro.
Lesões orgânicas ou perturbações funcionais graves e permanentes de qualquer órgão vital, ou
quaisquer estados patológicos reputados incuráveis, que determinem idêntica incapacidade para o
trabalho.

Nota: As incapacidades definidas e classificadas no item 6.3 referem-se à incapacidade


profissional para o trabalho em que estava classificado.

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


Empregado

É toda pessoa física que presta serviço de natureza não eventual ao empregador sob a
dependência deste e mediante remuneração.

__________

/REQUISITOS GERAIS DE ACORDO COM A NBR 14280

- 27 -
Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

05
5. REQUISITOS GERAIS DE ACORDO COM A NRB 14280

5.1. Avaliação da Freqüência e da Gravidade

A avaliação da freqüência e da gravidade deve ser feita em função de:

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


a) número de acidentes ou de acidentados;
b) horas-homem de exposição ao risco;
c) tempo computado.

5.2. Cálculo de Horas Homem de Exposição ao Risco

As horas-homem são calculadas pelo somatório das horas de trabalho de cada empregado.

NOTA - Horas-homem, em um certo período, se todos trabalham o mesmo número de horas, é o


produto do número de homens pelo número de horas. Por exemplo: 25 homens trabalhando, cada
um, 200 h por mês, totalizam 5 000 horas-homem.

Quando o número de horas trabalhadas varia de grupo para grupo, calculam-se os vários
produtos, que devem ser somados para obtenção do resultado final.

EXEMPLO

25 homens, dos quais 18 trabalham cada um, 200 horas por mês, quatro trabalham 182 horas e
três, apenas, 160 h, totalizam 4 808 horas-homem, como abaixo indicado:

18 x 200 = 3 600
4 x 182 = 728
3 x 160 = 480
total = 4 808

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Cálculo e Custos de Acidentes

5.2.1. Horas de Exposição ao Risco

As horas de exposição devem ser extraídas das folhas de pagamento ou quaisquer outros
registros de ponto, consideradas apenas as horas trabalhadas, inclusive as extraordinárias.

5.2.2. Horas Estimadas de Exposição ao Risco

Quando não se puder determinar o total de horas realmente trabalhadas, elas devem ser
estimadas multiplicando-se o total de dias de trabalho pela média do número de horas trabalhadas
por dia.

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


NOTAS

1. Se o número de horas trabalhadas por dia diferir de setor para setor, deve-se fazer uma
estimativa para cada um deles e somar os números resultantes, a fim de obter o total de
horas-homem, incluindo-se nessa estimativa as horas extraordinárias. Na impossibilidade
absoluta de se conseguir o total na forma anteriormente citada e na necessidade de obter-
se índice anual comparável, que reflita a situação do risco da empresa, arbitra-se em 2 000
horas-homem anuais a exposição ao risco para cada empregado.

2. Se as horas-homem forem obtidas por estimativa, deve-se indicar a forma pela qual ela foi
realizada.

3. No caso de mão-de-obra subcontratada (de firmas empreiteiras, por exemplo), as horas de


exposição ao risco, calculadas com base nos empregados da empreiteira, devem ser
consideradas, também, nas estatísticas desta última, devendo as empresas, entidades ou
estabelecimentos que utilizam a subcontratação fazer o registro dessa exposição nas suas
estatísticas.

5.2.3. Horas não Trabalhadas

As horas pagas, porém não realmente trabalhadas, sejam reais ou estimadas, tais como as
relativas a férias, licenças para tratamento de saúde, feriados, dias de folga, gala, luto,
convocações oficiais, não devem ser incluídas no total de horas trabalhadas, isto é, horas de
exposição ao risco.

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Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

5.2.4. Horas de Trabalho de Empregado Residente em Propriedade da Empresa

Só devem ser computadas as horas durante as quais o empregado estiver realmente a serviço do
empregador.

5.2.5. Horas de Trabalho de Empregado com Horário de Trabalho não Definido

Para dirigente, viajante ou qualquer outro empregado sujeito ao horário de trabalho não definido,
deve ser considerada, no cômputo das horas de exposição, a média diária de 8 h.

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


5.2.6. Horas de Trabalho de Plantonista

Para empregado de plantão nas instalações do empregador devem ser consideradas as horas de
plantão.

5.3. Dias Perdidos por Incapacidade Temporária Total

São considerados como dias perdidos por incapacidade temporária total os seguintes:

a) os dias subseqüentes ao da lesão, em que o empregado continua incapacitado para o trabalho


(inclusive dias de repouso remunerado, feriados e outros dias em que a empresa, entidade ou
estabelecimento estiverem fechados); e

b) os dias subseqüentes ao da lesão, perdidos exclusivamente devido à não disponibilidade de


assistência médica ou recursos de diagnóstico necessários.

NOTA - Não são computáveis o dia da lesão e o dia em que o acidentado é considerado apto para
retornar ao trabalho.

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Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

5.4. Dias a Debitar

São dias não realmente perdidos que devem ser debitados por morte ou incapacidade
permanente, total ou parcial, de acordo com o estabelecido no quadro 1 de 5.4.4.

5.4.1. Por Morte

Em caso de morte devem ser debitados 6 000 dias.

5.4.2. Por Incapacidade Permanente Total

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


Em caso de incapacidade permanente total devem ser debitados 6 000 dias. Ver 2.9.3.

5.4.3. Por Incapacidade Permanente Parcial

Os dias a debitar, em caso de incapacidade permanente parcial, devem ser os indicados no


quadro 1 de 5.4.4.

5.4.3.1. Por Perda de Dedos e Artelhos

Os dias a debitar, em caso de perda de dedos e artelhos, devem ser considerados somente pelo
osso que figura com maior valor, conforme mencionado em 3.4.4, quadro 1 - dias a debitar.

Em amputação de mais de um dedo, devem ser somados os dias a debitar relativos a cada um.

EXEMPLOS:

1. Amputação do 4º quirodátilo (anular) e 1a falange - proximal: 240 dias;


2. Amputação do 5º quirodátilo (mínimo) atingindo parte do metacarpo: 400 dias;
3. Se ambas decorrerem do mesmo acidente, o total de dias a debitar deve ser de 240 mais 400
(640 dias).

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Cálculo e Custos de Acidentes

5.4.3.2. Por Redução Permanente de Função

Os dias a debitar, em casos de redução permanente de função de membro ou parte de membro,


devem ser uma percentagem do número de dias a debitar por amputação, percentagem essa
avaliada pela entidade seguradora.

Quanto à redução permanente da audição e da visão, ver 5.4.3.3 e 5.4.3.4.

EXEMPLO:

Lesão no indicador resultando na perda da articulação da segunda falange com a terceira falange,
estimada pela entidade seguradora em 25% de redução da função: os dias a debitar devem ser

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


25% de 200 dias, isto é, 50 dias.

5.4.3.3. Por Perda Permanente da Audição

A perda da audição só deve ser considerada incapacidade permanente parcial quando for total
para um ou ambos os ouvidos.

5.4.3.4. Por Perda Permanente da Visão

Os dias a debitar, nos casos de redução permanente da visão, devem ser uma percentagem dos
indicados no quadro 1, correspondente à perda permanente da visão, percentagem essa
determinada pela entidade seguradora.

A sua determinação deve basear-se na redução, independentemente de correção.

5.4.3.5. Por Incapacidade Permanente que Afeta Mais de Uma Parte do Corpo

O total de dias a debitar deve ser a soma dos dias a debitar por parte lesada. Se a soma exceder
6 000 dias, deve ser desprezado o excesso.

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Cálculo e Custos de Acidentes

5.4.3.6. Por Lesão não Constante do Quadro 1 – Dias a Debitar

Os dias a debitar por lesão permanente não constante do quadro 1 de 3.4.4 (tal como lesão de
órgão interno, ou perda de função) devem ser uma percentagem de 6 000 dias, determinada de
acordo com parecer médico, que se deve basear nas tabelas atuariais de avaliação de
incapacidade utilizadas por entidades seguradoras.

5.4.4. Dias a Debitar

A incapacidade permanente parcial é incluída nas estatísticas de acidentados com "lesão com
afastamento", mesmo quando não haja dias perdidos a considerar.

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


Não devem ser consideradas como causadoras de incapacidade permanente parcial, mas de
incapacidade temporária total ou inexistência de incapacidade (caso de lesões sem afastamento),
as seguintes lesões:

a) hérnia inguinal7, se reparada;


b) perda de unha;
c) perda da ponta de dedo ou artelho, sem atingir o osso;
d) perda de dente;
e) desfiguramento;
f) fratura, distensão, torção que não tenha por resultado limitação permanente de movimento ou
função normal da parte atingida.

7
A hérnia inguinal, enquanto não reparada, deve ser considerada como causadora de incapacidade permanente
parcial, debitando-se, em princípio, 50 dias. Deve ser reclassificada como causadora de incapacidade temporária total
após reparada, sendo o tempo debitado substituído pelo número de dias realmente perdidos.

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Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

O quadro 1 indica quantidade de dias a debitar em função da extensão da lesão.

Quadro 1 - Dias a debitar


Natureza Dias
I – Morte 6 000
II – Incapacidade permanente total 6 000
III – Perda de membro:
a) Membro superior:
Acima do punho até o cotovelo, exclusive 3 600
Do cotovelo até a articulação do ombro, inclusive 4 500
b) Mão:
Amputação, atingindo todo o osso ou Quirodátilos (dedos da mão)
parte1 1⁄ (Polegar) 2⁄ (Indicador) 3⁄ (Médio) 4⁄ (Anular) 5⁄(Mínimo)
3a falange - distal - 100 75 60 50

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


2a falange - medial (distal 300 200 150 120 100
para o polegar)
1a falange - proximal 600 400 300 240 200
Metacarpianos 900 600 500 450 400
Mão, no punho (carpo) 3 000
c) Membro inferior:
Acima do joelho 4 500
Acima do tornozelo até a articulação do joelho, exclusive 3 000
d) Pé:
Pododátilos (dedos do pé)
Amputação, atingindo todo o osso ou parte1)
1⁄ Cada um dos demais
3ª falange - distal - 35
2ª falange - medial (distal para o 1º pododátilo) 150 75
1ª falange - proximal 300 150
Metatarsianos 600 350
Pé, no tornozelo (tarso) 2 400
IV – Perturbação funcional:
Perda de visão de um olho, haja ou não visão no outro 1 800
Perda de visão de ambos os olhos em um só acidente 6 000
Perda de audição de um ouvido, haja ou não audição no outro 600
Perda da audição de ambos os ouvidos em um só acidente 3 000
1) Se o osso não é atingido, usar somente os dias perdidos e classificar como incapacidade temporária.

5.5. Dias a Computar por Incapacidade Permanente e Incapacidade Temporária


Decorrentes do Mesmo Acidente

Quando houver um acidentado com incapacidade permanente parcial e incapacidade temporária


total, independentes, decorrentes de um mesmo acidente, contam-se os dias correspondentes à
incapacidade de maior tempo que deve ser a única incapacidade a ser considerada.

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5.6. Medidas de Avaliação de Freqüência e Gravidade

5.6.1. Taxa de Freqüência

5.6.1.1. Taxa de Freqüência de Acidentes

Deve ser expressa com aproximação de centésimos e calculada pela seguinte expressão:

FA = N x 1 000 000
H

onde:

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FA é o resultado da divisão;
N é o número de acidentes;
H representa as horas-homem de exposição ao risco.

5.6.1.2. Taxa de Freqüência de Acidentes com Lesão com Afastamento

Deve ser expressa com aproximação de centésimos e calculada pela seguinte expressão:

FL = NL x 1 000 000
H

onde:

FL é a taxa de freqüência de acidentados com lesão com afastamento (ver 2.9.1.6 e 2.12);
NL é o número de acidentados com lesão com afastamento;
H representa as horas-homem de exposição ao risco.

5.6.1.3. Taxa de Freqüência de Acidentados com Lesão sem Afastamento

É recomendável que se faça o levantamento do número dos acidentados vítimas de lesão sem
afastamento, calculando a respectiva taxa de freqüência.

Essa prática apresenta a vantagem de alertar a empresa para causas que concorram para o
aumento do número de acidentados com afastamento.

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O cálculo deve ser feito da mesma forma que para os acidentados vítimas de lesão com
afastamento, devendo ser o resultado apresentado, obrigatoriamente, em separado.

O registro do número de acidentados vítimas de lesão sem afastamento é de grande importância


como elemento informativo do grau de risco e da qualidade dos serviços de prevenção,
permitindo, inclusive, pesquisar a variação da relação existente entre acidentados com
afastamento e sem afastamento.

5.6.2. Taxa de Gravidade

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Deve ser expressa em números inteiros e calculada pela seguinte expressão:

G = T x 1 000 000
H

onde:

G é a taxa de gravidade (ver 2.14);


T é o tempo computado;
H representa as horas-homem de exposição ao risco.

NOTA - Esta taxa visa a exprimir, em relação a um milhão de horas-homem de exposição ao


risco, os dias perdidos por todos os acidentados vítimas de incapacidade temporária total, mais os
dias debitados relativos aos casos de morte ou incapacidade permanente. Deve ficar claro que
nos casos de morte ou incapacidade permanente não devem ser considerados os dias perdidos,
mas apenas os debitados, a não ser no caso do acidentado perder número de dias superior ao a
debitar pela lesão permanente sofrida.

5.6.3. Medidas Optativas de Avaliação da Gravidade

Os números médios, a seguir, podem ser admitidos como informação adicional.

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5.6.3.1. Número Médio de Dias Perdidos em Conseqüência de Incapacidade Temporária Total

Resultado da divisão do número de dias perdidos em conseqüência de incapacidade temporária


total pelo número de acidentados correspondente. É calculado pela seguinte expressão:

MD = D
N

onde:

MD é o número médio de dias perdidos em conseqüência de incapacidade temporária total;


D é o número de dias perdidos em conseqüência de incapacidade temporária total;
N é o número de acidentados correspondente.

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5.6.3.2. Número Médio de Dias Debitados em Conseqüência de Incapacidade Permanente

Resultado da divisão do número de dias debitados em conseqüência de incapacidade permanente


(total e parcial) pelo número de acidentados correspondente. É calculado pela seguinte
expressão:

M=d
N

onde:
Md é o número médio de dias debitados em conseqüência de incapacidade permanente;
d é o número de dias debitados em conseqüência de incapacidade permanente;
N é o número de acidentados correspondente.

5.6.3.3. Tempo Computado Médio

Resultado da divisão do tempo computado pelo número de acidentados correspondente. É


calculado pela seguinte expressão:

Tm = T
N

Onde:

Tm é o tempo computado médio;


T é o tempo computado;

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Cálculo e Custos de Acidentes

N é o número de acidentados correspondente.

NOTA - Este número pode ser calculado dividindo-se a taxa de gravidade pela taxa de freqüência
de acidentados; como mostra a expressão:

T=G
FL

5.7. Regras para a Determinação das Taxas

5.7.1. Períodos

O cálculo das taxas constantes nesta Norma deve ser realizado por períodos mensais e anuais,

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podendo-se usar outros períodos quando houver conveniência.

5.7.2. Acidente de Trajeto

O acidente de trajeto deve ser tratado à parte, não sendo incluído no cálculo usual das taxas de
freqüência e de gravidade.

5.7.3. Prazos de Encerramento

Para determinar as taxas relativas a acidentados vítimas de lesões com perda de tempo, deve ser
observado o seguinte:

a) as taxas devem incluir todos os acidentados vítimas de lesões com afastamento do período
considerado (mês, ano), para isso os trabalhos de apuração devem ser encerrados, quando
necessário, após decorridos 45 dias do fim desse período;

b) em caso de incapacidade que se prolongue além do prazo de encerramento previsto na alínea


anterior ou seja 45 dias do período considerado, o tempo perdido deve ser previamente estimado
com base em informação médica;

c) quando se tenha deixado de incluir um acidentado no levantamento de determinado período, o


registro respectivo deve ser incluído, posteriormente, com as necessárias correções estatísticas;

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Cálculo e Custos de Acidentes

d) as revisões das medidas de avaliação, quando necessárias, devem incluir todos os casos
ocorridos dentro do período considerado, conhecidos na data da revisão, devendo o tempo
computado ser ajustado conforme a incapacidade (real ou estimada, se a definitiva ainda não for
conhecida).

5.7.4. Data de Registro

O número de acidentados e o tempo perdido correspondente às lesões por eles sofridas devem
ser registrados com data da ocorrência dos acidentes.

Os casos de lesões mediatas (doenças do trabalho) que não possam ser atribuídas a um acidente
de data perfeitamente fixável devem ser registrados com as datas em que as lesões forem

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comunicadas pela primeira vez.

5.8. Registro e Estatísticas de Acidentes

5.8.1. Estatística por Setor de Atividade

Além das estatísticas globais da empresa, entidade ou estabelecimento, é de toda conveniência


que sejam elaboradas estatísticas por setor de atividade, o que permite evitar que a baixa
incidência de acidentes em áreas de menor risco venha a influir nos resultados de qualquer das
demais, excluindo, também, das áreas de atividade específica, os acidentes não diretamente a
elas relacionados.

5.8.2. Elementos Essenciais

Para estatística e análise de acidentes, consideram-se elementos essenciais:

a) espécie de acidente impessoal (espécie);


b) tipo de acidente pessoal (tipo);
c) agente do acidente (agente);
d) fonte da lesão;
e) fator pessoal de insegurança (fator pessoal);
f) ato inseguro;

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Cálculo e Custos de Acidentes

g) condição ambiente de insegurança (condição ambiente);


h) natureza da lesão;
i) localização da lesão;
j) prejuízo material.

5.8.3. Levantamento do Custo não Segurado

Para o levantamento do custo não segurado, devem ser levados em consideração, entre outros,
os seguintes elementos:

a) despesas com reparo ou substituição de máquina, equipamento ou material avariado;

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b) despesas com serviços assistenciais não segurados;
c) pagamento de horas extras em decorrência do acidente;
d) despesas jurídicas;
e) complementação salarial ao empregado acidentado;
f) prejuízo decorrente da queda de produção pela interrupção do funcionamento da máquina ou da
operação de que estava incumbido o acidentado, ou do impacto emocional que o acidentado
causa aos companheiros de trabalho;
g) desperdício de material ou produção fora de especificação, em virtude de anormalidade no
estado emocional causada pelo acidente;
h) redução da produção pela baixa do rendimento do acidentado, durante certo tempo, após o
regresso ao trabalho;
i) horas de trabalho dispendidas pelos empregados que interrompem seu trabalho normal para
ajudar o acidentado;
j) horas de trabalho dispendidas pelos supervisores e por outras pessoas:
 Na ajuda ao acidentado;
 Na investigação das causas do acidente;
 Em providências para que o trabalho do acidentado continue a ser executado;
 Na seleção e preparo de novo empregado;
 Na assistência jurídica;
 Na assistência médica para os socorros de urgência;
 No transporte do acidentado.

NOTA - O assunto não se esgota com a enunciação dos exemplos acima, ficando a critério das
entidades interessadas a realização das estimativas do custo não segurado.

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Cálculo e Custos de Acidentes

__________

/INDICADORES DE ACIDENTES DO TRABALHO

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes

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Cálculo e Custos de Acidentes

06
6. INDICADORES DE ACIDENTES DO TRABALHO

6.1. Quadro de Estatística de Acidentes

6.1.1. Número Médio de Empregados

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


Número médio de empregados num intervalo de tempo é a relação entre a soma das durações do
trabalho dos diversos empregados nestes intervalos, e a duração normal do trabalho no intervalo.
Assim:

 Número médio de empregados dias, por ano, é a relação entre a soma dos dias de
trabalho no ano e duração normal do trabalho num ano, que é de 300 dias.

6.1.2. Dias Computados

Dias computados para cada acidentado: é o número de dias atribuídos a cada acidentado, num só
acidente, conforme:

 Acidente com incapacidade permanente parcial: os dias computados correspondem á


soma dos dias debitados por Redução de Capacidade, até o máximo de 4.500 dias.

 Acidente com incapacidade permanente total: os dias computados correspondem a


6.000 dias (dias debitados).

 Acidente com morte: os dias computados correspondem há 6.000 dias (dias debitados).

 Dias computados por acidentes: é o número que exprime a soma dos dias computados
de cada acidentado no mesmo acidente.

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Cálculo e Custos de Acidentes

 Dias computados no mês: é o total de dias perdidos, dias debitados e dias transportados
durante o mês considerado.

 Dias computados acumulados: é a soma dos dias computados a contar desde 1º de


janeiro. Assim, os dias computados acumulados em fevereiro correspondem à soma dos
dias computados em janeiro com os de fevereiro; quando em marco, correspondem á
soma dos dias computados em janeiro, fevereiro e marco.

6.1.3. Estatística Mensal

Corno o nome indica, é a estatística elaborada durante um mês, com a finalidade de obter dados
comparativos que permitem confronto com as estatísticas de outros locais de atividades

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semelhantes.

6.1.4. Estatística Anual

Tem a mesma finalidade da estatística mensal, mas abrange dados de todos os meses do ano.

6.1.5. Data de Encerramento da Estatística

O mês estatístico se encerra no último dia de cada mês.

O ano estatístico se encerra no dia 31 de dezembro.

Número médio de empregados dias por mês é a relação entre a soma dos dias de trabalho num
mês e a duração normal do trabalho num dia que é de 8 horas.

Esse número médio referir-se-à totalidade dos empregados de uma empresa devendo-se, em
caso contrário, mencionar a seção da empresa.

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Cálculo e Custos de Acidentes

6.1.6. Homens Horas Trabalhadas

É o número que exprime a soma de todas as horas efetivamente trabalhadas por todos os
empregados do estabelecimento inclusive do escritório, de administração, de vendas ou de outras
funções; são horas em que os empregados estio sujeitos a se acidentarem em trabalho.

Notas:

 no número de horas/homens trabalhadas devem ser incluídas as horas extras e excluídas


as horas remuneradas não trabalhadas tais como as decorrentes de faltas abonadas,
licenças, férias, enfermidades e descanso remunerado.

 número de horas/homens trabalhadas referir-se-à totalidade dos empregados da empresa,

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


devendo-se em caso diferente, mencionar a seção ou o departamento a que se referir.

 para o empregado cujas horas efetivamente trabalhadas sejam de difícil determinação,


serão consideradas 8 horas por dia de trabalho.

6.1.7. Dias Perdidos

É o total de dias em que o acidentado fica incapacitado para o trabalho em conseqüência de


acidente com incapacidade temporária.

 Os dias perdidos são dias corridos contados do dia imediato ao dia do acidente até o dia da
alta médica, inclusive.

 Portanto, na contagem dos dias perdidos se incluem os domingos, os feriados ou qualquer


outro dia em que não haja trabalho na empresa.

 Conta-se também qualquer outro dia completo de incapacidade, ocorrido depois do retorno
ao trabalho e que seja em conseqüência do mesmo acidente.

 Contar-se-á os dias de afastamento do acidentado, cujo acidente fora inicialmente


considerado sem afastamento e que, por justa razão, passar a ser incluído entre os
acidentes com afastamento.

 No caso do item anterior, a contagem dos dias perdidos será iniciada no dia da
comunicação do agravamento da lesão.

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Cálculo e Custos de Acidentes

6.1.8. Dias Perdidos Transportados

São os dias perdidos durante o mês por acidentado do mês anterior (ou de meses anteriores).

6.1.9. Dias Debitados por Redução de Capacidade ou Morte

É o número de dias que convencionalmente se atribui aos casos de acidentes de que resulte
morte, incapacidade permanente total ou incapacidade permanente parcial, representando a
perda total ou a redução da capacidade para o trabalho, conforme a tabela anexa á Portaria 32.

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


Tabela Cumulativa

DIAS
ACIDENTE DIAS COEFICIENTE
HORAS HOMEM PERDIDOS DO DIAS COEFICIÊNTE
MES COM PERDA PERDIDOS DO DE
TRABALHADAS MES DEBITADOS DE GRAVIDADE
DE TEMPO MES ATUAL FREQUÊNCIA
ANTERIOR
JAN. 890.000 20 310 -- -- 22,47 348
FEV 850.000 25 350 80 900 29,41 1.470
AC. 1.740.000 45 740 -- 900 25,88 942
MAR 910.000 18 240 50 -- 19,78 318
AC. 2.650.000 63 1.030 -- 900 23,77 728
ABR. 965.000 15 405 20 3.000 15,54 3.549
AC. 3.615.000 78 1.455 -- 3.900 21,57 1.481

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Cálculo e Custos de Acidentes

6.2. Princípios que Não Devem ser Esquecidos

Para que as estatísticas de acidentes tenham o maior grau possível de comparabilidade com fins
preventivos, torna-se necessário aplicar os seguintes princípios:

Representação gráfica do coeficiente de freqüência

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


Fig. A

Representação gráfica do coeficiente de gravidade

Fig. B

 As estatísticas de acidentes devem ser compiladas partindo de uma definição uniforme de


acidente de trabalho, em geral, para efeitos de prevenção, e em particular, para medir a
grandeza ou importância dos diferentes riscos. Todos os acidentes definidos desta forma
devem ser notificados e tabulados uniformemente.

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Cálculo e Custos de Acidentes

 Os coeficientes de freqüência e de gravidade devem ser compilados utilizando-se métodos


uniformes. Deve haver uma definição uniforme para acidentes, métodos uniformes para
calcular o tempo de exposição ao risco.

 A classificação das indústrias e ocupações para efeitos das estatísticas de acidentes deve
ser uniforme em todas as partes.

 A classificação das causas e dos acidentes deve ser uniforme, e deve aplicar-se mesmos
princípios em todos os casos para determinar as causas de acidentes.

 Não é absolutamente indispensável que as estatísticas nacionais sejam comparáveis em


seus mínimos detalhes, porém devem sê-lo no essencial. Cada país pode reunir os dados
requeridos para as comparações internacionais e outros ainda destinados a satisfazer

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


suas próprias necessidades.

 Embora a norma NB-18 não mencione, é recomendável fazer uma estatística à parte para
os acidentes de trajeto, adotando-se porém as mesmas recomendações mencionadas na
referida norma.

6.3. Interpretação dos Coeficientes de uma Empresa

Distribuição dos acidentes segundo o tempo de serviço

Fig. C

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Cálculo e Custos de Acidentes

Os valores acima mostrados vem de certa forma confirmar um conceito de há muito conhecido em
matéria de segurança. Entre outros fatores que entram na sua eclosão, os acidentes derivam ou
da falta de prática e desconhecimento dos perigos ou do excesso de confiança de que se imbui
um trabalhador muito experiente em seu serviço. O quadro nos mostra exatamente isso: As
maiores porcentagens situam-se em pólos opostos, relativamente ao tempo de serviço dos
acidentados (21% com empregados de menos de 1 ano e 29% com empregados com mais de 10
anos de firma). É possível ao trabalhador acidentar-se porque "não sabe" ou por "saber demais",
julgar-se a salvo dos acidentes. Dai a conveniência de se ter por principio o seguinte:

1o) Inicialmente procurar conhecer todos os riscos do serviço e as regras de segurança a ele
pertinentes;

2o ) De posse desses conhecimentos, jamais desprezar as regras aprendidas.

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


O argumento dos que desprezam regras básicas de segurança, sob a alegação do "Eu faço isto
desse jeito há mais de 20 anos e nunca me aconteceu nada" é irrelevante, pois num trabalho
executado de forma insegura sempre persistirão riscos danosos. E a prova disso é a grande
incidência de acidentes ocorridos com trabalhadores com mais de 10 anos na mesma atividade.

Pelo quadro anterior podemos observar quais foram as principais causas dos acidentes com
afastamento. E podemos reparar talvez até com espanto e surpresa - que os corpos estranhos e
conjuntivites oculares ocupam o primeiro lugar entre as causas de acidentes. superam inclusive o
próprio trabalho com máquinas também com apreciável parcela de acidentes, a exemplo do que
sucede em todos os anos.

A julgar por esse quadro, quase a metade dos casos poderia ser eliminada se protegêssemos
melhor os olhos (esses maravilhosos órgãos condicionadores da normalidade da vida e da nossa
felicidade pessoal), bem como se fossem observa dás todas as regras de segurança relativa ao
trabalho com máquinas.

6.4. Um Controle mais Efetivo da Prevenção de Acidentes

O registro dos acidentes ocorridos em urna empresa pode fornecer um grande número de
informações ao pessoal que trabalha na segurança. Ao administrador, no entanto, interessa saber
se as medidas preventivas adotadas estão conduzindo ou não a resultados satisfatórios. Para o

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Cálculo e Custos de Acidentes

administrador, o fato de perceber que o número de acidentes diminui em um mês, para o mês
seguinte novamente aumentar e a seguir diminuir novamente é insatisfatório, já que o real
interesse está em saber se há um critério que permita chegar-se a conclusão de uma melhora ou
piora.

Sabe-se que a variabilidade de um produto acabado provém da variabilidade dos diversos fatores
que influem na produção tais como: trabalho humano, máquinas, matéria prima, umidade,
voltagem, etc. A variabilidade destes fatores se decompõe em duas parcelas:

a. Uma variabilidade estável no tempo, isto é, o fator varia dentro de uma distribuição de
probabilidades, conservando, pois, a média e o desvio padrão. A variação que resulta para

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


o produto, devido á esta primeira parcela, denomina-se ocasional e é inerente ao
processo.

Só pode ser eliminada se este for alterado.

b. uma variabilidade instável no tempo, como por exemplo a falta de tremo de um operário ou
ainda a uma queda na voltagem.Com relação aos acidentes em uma fábrica, podemos
considerá-los como o resultado de um determinado processo de trabalho, e a sua
variabilidade provém de fatores como: tipo de indústria, máquinas utilizadas, matéria prima
usada, etc. Da mesma forma, como no caso de um produto acabado, a variabilidade
destes fatores se decompõe em duas parcelas:

b.1) uma variabilidade estável no. tempo, que se denomina ocasional e que é inerente, ao
processo, utilizado.

b.2) uma variabilidade estável no tempo, que se denomina assinalável e que pode ser
resultado por causas externas ao processo utilizado. Estamos portanto induzindo a
que aceitem que os acidentes em urna determinada indústria estão' sujeitos a dois
tipos de variabilidade: a ocasional e a assinalável.

Dizemos que os acidentes estão em estado de controle estatístico quando a variabilidade


assinalável for eliminada, permanecendo apenas a variabilidade ocasional. Em outras palavras,
apesar de variar o número de acidentes mês a mês, a média e o desvio padrão permanecem
constantes. Os gráficos de controle são instrumentos para garantir a permanência do estado de

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Cálculo e Custos de Acidentes

controle estatístico. O número de acidentes pode ser facilmente controlado usando a Distribuição
de Poisson dos eventos raros.

Por esta lei sabemos que o desvio padrão é igual á raiz quadrada da media. Assim, se for o
número médio de acidentes por unidade de tempo, ocorridos no passado, o gráfico por um
sistema americano, será o da figura a seguir.

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


Fig. D

A zona acima da média indica piora das condições de segurança, finalmente pontos da zona
abaixo da média, melhora nestas condições. Antes de explicarmos a mecânica do processo de
controle estatístico, vamos contornar, mas algumas dificuldades que podem ocorrer: a mesma
empresa pode em meses consecutivos aumentar sua forca de trabalho, seja pelo aumento do
número de operários, seja pelo aumento de número de horas trabalhadas por dia através das
horas extras. Dessa forma, comparar pura e simplesmente o número de acidentes ocorridos mês
a mês poderá não refletir a medição da freqüência real dos acidentes. Por isso é que se divide o
número de acidentes ocorridos pelo total de horas trabalhadas no mês, obtendo-se assim a
freqüência de acidentes em uma hora para uma certa e em determinada fábrica.

Outra dificuldade diz respeito ao não levantamento e registro de todo, e qualquer acidente, mas
classificar e selecionar apenas os acidentes que acarretem o afastamento do trabalhador do
serviço. Pelo que se descreveu nesse parágrafo, estamos quase que chegando á própria fórmula
do coeficiente de freqüência de acidentes, restando apenas multiplicar esse valor de freqüência
horária de acidentes por uma certa e bem determinada constante, que foi estabelecida pela
própria Associação Brasileira de Normas Técnicas e que é a de 1.000.000, o que representaria o
número de acidentes que ocorreriam em milhão de horas trabalhadas.

Pelo que se viu a possibilidade de se contornar as dificuldades apontadas está no uso dos
gráficos de controle para os Coeficientes de Freqüência de Acidentes. Sabendo-se, pois que a

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Cálculo e Custos de Acidentes

ocorrência de acidentes obedece a uma determinada lei estatística ou probabilística, dita


distribuição de Poisson, e que empregaremos gráficos de controle e que os gráficos de controle
serão aplicados aos coeficientes de freqüência, passemos a descrever como iremos ou como
podemos proceder:

Suponhamos que uma empresa tenha apresentado os seguintes valores de coeficientes de


freqüência:

COEFICIENTE DE FREQUÊNCIA

Janeiro ............50
Fevereiro .........17

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Marco ..............52
Abril ...............14
Maio ................0
Junho ................0
Julho ...............28
Agosto ............52
Setembro ..........0
Outubro ............0
Novembro ........0
Dezembro ......75

Em primeiro lugar vamos estabelecer o coeficiente de freqüência (média) e o desvio padrão desse
coeficiente. Assim, a média é de 288:12 = 24; o desvio padrão é 3:240.5 = 14,6.

Feito o cálculo, podemos iniciar a construção do gráfico colocando o valor da média e


estabelecendo os limites superior e inferior de controle que serão:

limite superior = 24 + 14,6 = 38,6.

limite inferior = 24 - 14,6 = 9,4.

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Cálculo e Custos de Acidentes

Obtemos dessa forma (em escala) o seguinte:

Fig.E

A seguir, caso estejamos querendo estudar a eficiência do sistema de prevenção de acidentes,

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


vamos analisar como se comportam os resultados do ano seguinte, mês a mês, em relação ao
gráfico estabelecido.

MES COEFICIENTE DE FREQUÊNCIA

Janeiro ............36
Fevereiro ........24
Marco ...........16
Abril .........0
Maio ............0
Junho ......0
Julho ..........0
Agosto ............18
Setembro .......16
Outubro ...........0

Fig. F

Pelo que pode ser observado acima, os valores dos coeficientes de freqüência apresentam 5
valores abaixo do limite inferior o que já não denota apenas uma variação assinalável, mas na

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Cálculo e Custos de Acidentes

realidade uma verdadeira alteração no valor da média para o ano atual, já que todos os pontos, à
exceção do 1o , apresentam-se abaixo do valor da média do ano passado. Está claro e
evidenciado que o programa de prevenção está surtindo resultados benéficos. Suponhamos,
agora, apenas para efeito de raciocínio, que tivéssemos obtido os valores de coeficiente de
freqüência que se seguem:

MÊS COEFICIENTE DE FREQUÊNCIA

Janeiro ...........52
Fevereiro ............40
Marco ...........38
Abril ..........40
Maio .......0
Junho 36

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Julho 45
Agosto 50
Setembro 40
Outubro 45

Colocando-se no gráfico de controle teríamos:

Fig. G

Pelo que pode ser observado, o ponto relativo ao mês de junho é uma exceção ao restante do ano
e não pode ser encarado como um indicativo de melhora no programa de prevenção, e sim um
indicativo de piora ao se observar o conjunto do ano atual, que fatalmente apresentará coeficiente
de freqüência maior do que para o ano passado.

Podemos acrescentar que, ao que tudo indica, o resultado de junho deve-se a uma variação
assinalável, e que no cálculo da média do ano deverá ser eliminada.

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Cálculo e Custos de Acidentes

6.5. Método N.S.C Relativo ao Cálculo do Coeficiente de Gravidade

No que se respeita ao cálculo mensal do coeficiente de gravidade, uma dificuldade que surge, não
raras vezes, resulta do fato de um trabalhador que se acidente em certo mês não poder retornar
ao trabalho no mesmo mês. As perguntas que se impõem são: quantos dias serão atribuídos
àquele acidente para o cálculo do coeficiente de gravidade?

Serão contados apenas os perdidos no mês da ocorrência para o cálculo referente àquele mês?
Em que cálculos serão computados os dias perdidos pelo acidentado no más ou meses
subseqüentes ao acidente?

Geralmente, no cálculo do coeficiente de gravidade, casos como esse entram nas estatísticas nos

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


vários meses em que os acidentados estiveram afastados do trabalho até o encerramento do
caso. Essa maneira de proceder é causa do erro, por vários motivos: por gravar erroneamente
meses que não foram afetados pelo acidente em causa; por estabelecer uma relação de dias
perdidos para horas-homens trabalhadas, quando no número dessas horas o trabalhador
acidentado não foi incluído; pelo fato de, em geral, trabalhador acidentado, afastado do serviço,
não entrar na folha de pagamento da empresa.

Para solucionar essas dificuldades, pode ser adotado o plano recomendado pelo National Safety
Concil dos Estados Unidos da América do Norte (Industrial Accident Records and Analysis:. Safe
Practices Pamphlet nº.21), devidamente adaptado à norma brasileira do cadastro de acidentes.

Os casos de acidentes de trabalho ocorridos em cada mês são transcritos em um quadro,


referente á fábrica toda ou a cada um dos seus departamentos.

Do quadro VII constam

 Número de acidentes sem perda do tempo ocorridos durante o mês.

 Numero de horas-homens trabalhadas.

 Número médio de trabalhadores em serviço durante o mês.

 Número de acidentes com perda de tempo, acarretando:

a) morte ou incapacidade total permanente;


b) incapacidade parcial e permanente;
c) incapacidade temporária.

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Cálculo e Custos de Acidentes

As colunas correspondentes a cada uma dessas três espécies de acidentes são subdivididas em
duas, uma correspondente ao mês em curso e outra intitulada "acréscimo", cuja finalidade será
esclarecida adiante.

 Total de acidentes com perda de tempo.

 Dias perdidos e dias debitados, divididos e subdivididos em colunas correspondentes às


três classes de acidentes, ao número de dias perdidos e debitados e á sua ocorrência no
mês e por acréscimo conforme adiante se vera.

 Número total de dias perdidos e dias debitados.

 Coeficiente de gravidade.

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


Nas linhas horizontais tem-se uma linha correspondente a cada mês seguida dos totais até esse
mês.

Quando um caso de acidente não é encerrado por ocasião do fechamento das estatísticas do
mês, deve-se escrever na coluna correspondente debaixo do título "mês", o número de dias que,
de acordo com o médico que atendeu o caso, o acidentado irá perder. Se o acidentado volta ao
serviço antes ou depois da data prevista, o número de dias perdidos a menos ou a mais é
transcrito no mês em que o operário volta ao trabalho, procedido do sinal - ou + respectiva mente.
Entretanto esse número não é computado da estatística desse mês ou de qualquer Outro em
particular, mas apenas no número total acumulado até esse mês. O mesmo pode ser feito em
relação a dias debitados.

Quando um caso passa de uma categoria para outra, por exemplo, dá incapacidade temporária
para permanente parcial, procede-se do seguinte modo: no mês em que ocorre a alteração
adiciona-se à coluna "acréscimo" uma unidade à nova categoria e subtrai-se também na coluna
"acréscimo", urna unidade á categoria a que o caso deixou de pertencer entretanto, esses novos
números não são adicionados aos totais desse mês, mas apenas aos totais até esse más (vide
exemplo no anexo 3).

Em fevereiro, três operários sofreram acidentes resultando em incapacidade temporária; dentre


eles, um operário que, de acordo com O prognóstico médico deveria voltar ao serviço a 9 de
março retornou no dia 5, havendo assim 4 dias perdidos a menos; -4 são inscritos na coluna
correspondente de março, de modo que o total de dias perdidos, por incapacidade temporária até
esse mês em lugar de ser igual a 40 (dias perdidos até o mês anterior) mais 42 (dias perdidos por
acidente ocorrido em marco), torna-se igual a 40 + 42-4 = 78 dias.

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Cálculo e Custos de Acidentes

O acidente ocorrido em marco causou um ferimento no braço de um operário, o qual continuava


afastado do serviço ao ser encerrada, a estatística desse mês. O médico assistente julgou que
seria necessária a perda de 42 dias de serviço, considerando o caso como de incapacidade
temporária.

Com efeito, O operário voltou ao trabalho na data prevista. No entanto, em setembro foi notado
que permanecera um certo grau de perturbação funcional (dificuldade de movimentação do braço
ferido). Assim, o caso passou de incapacidade temporária para incapacidade permanente parcial
com direito há 900 dias debitados. Foram feitas alterações na tabela do mês de setembro: nas
colunas de acréscimo anotou-se + 1 entre as incapacidades permanentes parciais e - 1 entre as
incapacidades temporárias.

Devido a restrição de mobilidade acrescentou-se 900 dias à coluna de acréscimo para os dias

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


debitados por incapacidade permanente parcial. Como é fácil de ver, nenhum desses dados entra
nas estatísticas do mês de setembro; vão afetar unicamente os totais acumulados até esse mês.

No mês de dezembro Ocorreu um caso fatal sendo que a morte se deu imediatamente após o
acidente: assim sendo, foram incluídos 6.000 dias debitados, não havendo dias perdidos a
computar.

O quadro possui todos os elementos necessários para o cálculo do coeficiente de freqüência, que
foi omitido por não interessar ao assunto em estudo.

Quando da análise final, deveria ser relembrado que, enquanto o objetivo imediato do programa
de segurança é o de eliminar os riscos até que os acidentes não mais ocorram, um objetivo
imediato desse programa deve ser a identificação e o controle dos riscos que podem causar e
estão causando prejuízos graves a indústria, e danos aos empregados.

O progresso no sentido desses objetivos merece continua avaliação através dos melhores meios
disponíveis - o plano organizado constitui o rumo a seguir para atingir esses objetivos.

6.6. Fluxograma da Ocorrência de um Acidente

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Cálculo e Custos de Acidentes

Ocorrência do
Acidente

O Encarregado comunica o DP IMEDIATAMENTE

O funcionário do DP avalia

O acidentado precisa
Sim de socorro Não
especializado – PS?

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


Funcionário
Chamar carro Investigar o retorna ao
para transporte Acidente trabalho

Abertura do
Transporte para Hospital Será necessário
CAT
com um funcionário chamar a Polícia
responsável (BO), e avisar o
MTE? Outras
providências?
Analisar o
Acidente

Retorno do acidentado ao
trabalho, determinado pelo
Médico do atendimento
Elaborar Plano Chamar Polícia e
de Ações para avisar MTE, tomar
eliminar as outras
“CAUSAS” do providências.
O afastamento acidente.
foi > 15 dias?

Acompanhar a
Implantação das
Sim Não
ações

Comunicar RH para
controle de
estabilidade de FIM
emprego

__________

/ACIDENTE DO TRABALHO AVALIAÇÃO ANUAL – QUADROS III A VI

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Cálculo e Custos de Acidentes

07
7. ACIDENTE DO TRABALHO E AVALIAÇÃO ANUAL - QUADROS III A VI

O preenchimento dos quadros III, IV, V e VI da NR4 é de fundamental importância para o controle
e elaboração da estatística do Ministério do Trabalho, além de uma responsabilidade legal dos
profissionais do SESMT.

O registro mensal de todas as informações previstas nestes quadros, até o quinto dia útil do mês,
facilita o trabalho da elaboração do mapa anual, que ao final do ano (até o dia 31 de janeiro do

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


ano seguinte) deverá ser entregue e protocolado na DRT, devidamente preenchido.

7.1. Quadro III

NO ABSOLUTO
Número de empregados acidentados

NO ABSOLUTO C/ AFASTAMENTO ≤ 15 DIAS

Afastamentos iguais ou inferiores há 15 dias. Considera-se afastamento a ausência por jornada


integral de trabalho.

NO ABSOLUTO C/ AFASTAMENTO > 15 DIAS


Afastamentos superiores há 15 dias

NO ABSOLUTO SEM AFASTAMENTO


Número de empregados que retornaram ao serviço no mesmo dia ou no dia seguinte ao do
afastamento (perda parcial de jornada de trabalho).

ÍNDICE RELATIVO/TOTAL DE EMPREGADOS


Resultado da divisão do número de acidentes pelo número total de empregados do
estabelecimento multiplicado por cem.
Fórmula:
N ACIDENTES
Ind. Rel. Total Empr. = x 100
N. EMPREGADOS

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Cálculo e Custos de Acidentes

DIAS/HOMEM PERDIDOS
Resultado obtido pela divisão do total de horas não trabalhadas por empregados acidentados,
pelo número de horas correspondentes à jornada normal de trabalho da empresa.

TAXA DE FREQÜÊNCIA
Aplicar a seguinte fórmula:

TF = N x 1.000.000
HHT

N = número de acidentes com lesão ou número absoluto do quadro;

HHT = Horas/homem de exposição ao risco. Produto da multiplicação desse número de


empregados pela jornada de trabalho normal da empresa, vezes o número de dias úteis do ano
(variável).

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


1.000.000 = Constante da fórmula.

ÓBITOS
Mencionar o respectivo número, se houver.

ÍNDICE DE AVALIAÇÃO DE GRAVIDADE


Divisão do número de Dias/homem perdidos pelo número de acidentes com lesão, ou número
absoluto do quadro:

Exemplo:

Empresa com média anual de 200 empregados e jornada diária de 7 horas e 20 minutos,
ocorrem acidentes com 4 empregados do setor da oficina sendo:

1O - ferimento leve que impede o funcionário de trabalhar parte do dia do acidente (4


horas);

2O – afasta-se por 10 dias

3O – afastado 14 dias; e

4O – ausente 60 dias.

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Cálculo e Custos de Acidentes

Demonstrativo de cálculo:

1. Índice Relativo/Total de Empregados:

N. DE ACIDENTES
x 100 = 4 x 100 = 2
N. DE EMPREGADOS
200

2. Dias/homem perdidos

TOTAL DE HORAS NÃO TRABALHADAS PELOS EMPREGADOS ACIDENTADOS


JORNADA NORMAL DE TRABALHO DA EMPRESA

1 x 4 + 10 x 7h e 20m + 14 x 7h e 20m + 60 x 7h e 20m = 1 x 4 + 10 x 7.3333 + 14 x 7,3333 + 60 x 7,3333

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


7h e 20m 7,3333

Obs.: para facilitar o cálculo substituímos a jornada diária normal pelo seu valor
equivalente em número decimal:

44 horas semanais = 7,3333


6 dias .

4 + 84 x 7,3333 = 619,9972 = 84,5454


7,3333 7, 3333

3. Taxa de Freqüência

NO de acidentes com lesão ou NO absoluto do quadro x 1.000.000 =


NO de empregados x jornada normal de trabalho x NO de dias úteis do ano

4 x 1.000.000 = 4.000.000 = 8,8262


200 x 7,3333 x 309 453.197,94

Nota: utilizamos 309 dias úteis como exemplo. Devemos nos lembrar que devemos excluir
da jornada normal os domingos e feriados nacionais, além de feriados municipais das
respectivas regiões.

 Índice de Avaliação da Gravidade

Número de dias homem perdidos = 84,5454 = 21,1363


O O
N ac c/ lesão ou N absoluto do quadro 4

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Cálculo e Custos de Acidentes

Exemplo Quadro III – Acidentes com Vítimas (preenchido)




ABSOLUTO Nº
SETOR ABSOLUTO DIAS /
NÚMERO C/ AFAST. ABSOLUTO INDICE
(NÚMERO DE C/ AFAST. HOMENS TF ÓBITO TG
ABSOLUTO MAIOR SEM RELATIVO
FUNCIONÁRIOS) ATÉ 15 PERDIDOS
QUE 15 AFAST.
DIAS
DIAS

Coluna 1 Coluna 2 Coluna 3 Coluna 4 Coluna 5 Coluna 6 Coluna 7 Coluna 8 Coluna 9 Coluna 10

Verso
Gerência 0
1 0 0 1 1,2 do 0 0
(80) (16.000)
mapa
Distribuição 24
3 0 1 2 7,5 125,0 0 3000
(40) (8.000)
Obra Civil 60
1 1 0 0 5,0 250,0 1 15000
(20) (4.000)
Manutenção 1
3 2 0 1 5,0 166,70 0 83
(60) (12.000)
Vendas 0
0 0 0 0 0,0 0,0 0 0
(100) (20.000)

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


Área
15
Química 3 1 1 1 1,5 50,00 0 375
(40.000)
(200)
Área
20
Mecânica 10 2 3 5 6,6 166,70 0 667
(30.000)
(150)
Sub-Total
21 6 5 10 3,23 120 84,62 1 923
(650)
Acidentes 3
1 0 1 0 0,15 7,70 0 23
de Trajeto (130.000)

Total 22 6 6 6 3,38 123 92,30 1 946

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Cálculo e Custos de Acidentes

7.2. Quadro IV

Preencher no caso de doenças profissionais adquiridas pelo exercício da atividade.

TIPO DE DOENÇA
Denominação da doença

NÚMERO ABSOLUTO DE CASOS


Quantidade de empregados acometidos

SETORES DE ATIVIDADE DOS PORTADORES


Local de ocorrência. Exemplo: oficina, laboratório, etc..

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


NÚMERO RELATIVO DE CASOS (% total empregados)
Estabelecer a relação proporcional entre o total de empregados e o número de casos de
incidência da moléstia. Por regra de três tem-se:

A – 100%
B– x

B x 100
X

A = número total de empregados; e


B = número absoluto de casos

NÚMERO DE ÓBITOS
Quando ocasionados pela doença

NÚMERO DE TRABALHADORES TRANSFERIDOS PARA OUTRO SETOR


Empregados transferidos para outras seções por motivo de saúde.

NO DE TRABALHADORES DEFINITIVAMENTE INCAPACITADOS


Empregados aposentados por invalidez causada pela doença.

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Cálculo e Custos de Acidentes

Exemplo Quadro IV – Doenças Ocupacionais


DOENÇAS OCUPACIONAIS: DATA DO MAPA: / /
RESPONSÁVEL: ASS.:
Nº RELATIVO Nº DE
Nº SETORES DE TRABALHADORES
TIPO DE DE CASOS (% Nº DE TRABALHADORES
ABSOLUTO ATIVIDADES DOS TRANSFERIDOS P/
DOENÇA TOTAL OBITOS DEFINITIVAMENTE
DE CASOS POTADORES (*) OUTRO SETOR
EMPREGADOS) INCAPACITADOS

(*) Codificar no verso, por exemplo: 1 – Setor Embalagens; 2 Setor Montagem.

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes

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Cálculo e Custos de Acidentes

7.3. Quadro V

Identificação de agentes insalubres

SETOR
Local onde existe o agente

AGENTES IDENTIFICADOS
Causadores da insalubridade. Menciona-se os agentes físicos ou químicos tais como ruído,
chumbo, etc..

INTENSIDADE DA CONCENTRAÇÃO

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


Grau de insalubridade máximo, médio ou mínimo, conforme o caso.

Se a avaliação puder ser feita através de aparelho de medição, colocar o número correspondente
à leitura.

Exemplo: 90 dB(A) – grau de ruído medido por decibelímetro.

NÚMERO DE TRABALHADORES EXPOSTOS


Número de empregados do setor.

Exemplo Quadro V – Insalubridade


DOENÇAS OCUPACIONAIS: DATA DO MAPA: / /
RESPONSÁVEL: ASS.:
INTENSIDADE OU Nº DE TRABALHADORES
SETOR AGENTE IDENTIFICADOS
CONCENTRAÇÃO EXPOSTOS

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Cálculo e Custos de Acidentes

7.4. Quadro VI

Refere-se às estatísticas dos acidentes de trabalho na empresa.

SETOR
Local de trabalho onde ocorreu o acidente

NÚMERO DE ACIDENTES
Acidentes ocorridos no período

PERDA MATERIAL AVALIADA


Custo total da paralisação provocada pelo acidente, incluindo: pagamento ao empregado (até 15

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


dias), reparo de máquina (se houver quebra), prejuízos causados à produção pela paralização.

Inserir número inteiro que represente em milhares de reais (R$), o valor avaliado. Despreza-se a
fração de milhar, se houver.

ACID. S/ VÍTIMA
ACID. C/ VÍTIMA

Demonstrar em forma de fração ordinária, com o número de empregados acidentados sem


afastamento do trabalho sobre o número de empregados acidentados com afastamento

TOTAL DO ESTABELECIMENTO
Número total de empregados.

Exemplo Quadro VI – Acidentes Sem Vitimas


DOENÇAS OCUPACIONAIS: DATA DO MAPA: / /
RESPONSÁVEL: ASS.:

PERDA MATERIAL ACID. S/VITIMA


SETOR Nº DE ACIDENTES OBSERVAÇÕES
AVALIADA ACID. C/VITIMA

TOTAL DE
ESTABELECIMENTO

__________

/CUSTO DO ACIDENTE

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Cálculo e Custos de Acidentes

08
8. CUSTO DO ACIDENTE

Qualquer acidente do trabalho acarreta prejuízos econômicos para o acidentado, para a empresa,
para a Nação. Se encararmos o acidente do ponto de vista prevencionista (não ha necessidade de
efeito lesivo ao trabalhador em virtude da ocorrência), a simples perda de tempo para normalizar a
situação já representa custo. Por exemplo, a queda de um fardo de algodão mal armazenado, em

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


princípio, teria como conseqüências:

a) O empregado encarregado da re-armazenagem despendera esforço para o trabalho, inclusive


passando novamente pelo risco inerente a atividade, desnecessário se a armazenagem inicial
tivesse sido corretamente feita;

b) O empregador pagara duplamente pelo serviço de armazenagem;

c) A perda de produção, pela necessidade de execução do serviço varias vezes, representa um


custo para a Nação, mais sentida em caso de produtos de exportação.

Se, no exemplo anterior, um trabalhador for atingido pelo fardo e necessitar de um


afastamento temporário para recuperação, citamos como conseqüências:

a) o operário ficará prejudicado em sua saúde;

b) o empregador arcará com as despesas de salário do acidentado, do dia do acidente e dos


seguintes quinze dias;

c) a empresa seguradora (no caso do INSS) pagará as despesas de atendimento medico e os


salários a partir do 15o dia até o retorno do acidentado ao trabalho normal.

Há diversos custos que o próprio bom-senso facilmente determina. Outros, porem, além de não
serem identificados na totalidade, quando o são tornam-se de difícil mensuração.

O caso de um trabalhador morto em virtude de um acidente do trabalho. Em termos da Nação


como um todo, como mensurar a perda de capacidade produtiva e mesmo da capacidade criativa
do acidentado? Teremos os gastos com funeral, pagamento de pensão, porém o chamado

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Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

CUSTO SOCIAL decorrente do acidente não poderá ser determinado. A família do acidentado
poderá sofrer graves conseqüências, não só financeiras, como também sociais. Não haverá mais
a possibilidade de promoções, horas extras, etc. Toda a experiência de vida que poderia ser
transmitida aos filhos é perdida.

Pode ser sentida aqui a dificuldade para mensurar os custos dos acidentes. Para contornar esse
problema, por meio de uma investigação de acidentes bem feita, e com a utilização de recursos
matemáticos e inferências estatísticas, podemos atingir um bom nível de precisão em termos de
custos para o empregador.

Parcelas do custo de acidentes

O custo total do acidente do trabalho pode ser em duas parcelas: o custo direto e o custo indireto,

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


ou seja:

C.T. = C.D.+ C.I.

Onde:

C.T – Custo Total

C.D – Custo Direto

C.I – Custo indireto

Custo Direto: São custos que incidem sobre a folha de pagamento da empresa, levando-se em
conta os riscos da atividade econômica.

O custo direto não tem relação com o acidente em si. É o custo do seguro de acidentes do
trabalho que o empregador deve pagar ao Instituto Nacional de Seguridade Social - INSS,
conforme determina do no artigo 26 do decreto 2.173, de 05 de março de 1997. Essa contribuição
é calculada a partir do enquadramento da empresa em três níveis de risco de acidente do trabalho
(riscos leve, médios e graves) e da folha de pagamento de contribuição da empresa, da seguinte
forma:

I – 1 % (um por cento) para a empresa em cuja atividade preponderante o risco de


acidente do trabalho seja considerado leve;

II – 2 % (dois por cento) para a empresa em cuja atividade preponderante esse risco de acidente
do trabalho seja considerado médio;

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Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

III – 3 % (três por cento) para a empresa em cuja atividade preponderante esse risco de acidente
do trabalho seja considerado grave.

Essa porcentagem é calculada em re1ação a folha de pagamento de contribuição e é recolhida


juntamente com as demais contribuições devidas INSS.

A classificação da empresa será feita a partir de tabela própria, organizada pelo Ministério da
Previdência Social.

Tendo em vista que o custo direto nada mais é que a taxa de seguro de acidentes do trabalho
paga pela empresa a Previdência Social, esse custo também é chamado de "custo segurado" e
representa saída de caixa imediata para o empregador.

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


Custo Indireto: Representa a maioria das parcelas, cujas somas atingem valores de grandes
proporções.

Já os fatores que influem no custo indireto não representam uma retirada de caixa imediata para a
empresa, mas, embora prejudiquem a produção e inclusive a diminuam, não acarretam novos
gastos necessariamente. Eles são inerentes a própria atividade da empresa.

A seguir são citados alguns fatores que influem no aumento do custo indireto de um
acidente do trabalho:

a) Salário pago ao acidentado no dia do acidente. Mesmo em casos de acidente de trajeto, o


empregador é responsável por esse pagamento;

b) Salários pagos aos colegas do acidentado, que deixam de produzir para socorrer a vítima,
avisar seus superiores e, se necessário, auxiliar na remoção do acidentado;

c) Despesas decorrentes da substituição de peça danificada ou manutenção e reparos de


máquinas e equipamentos envolvidos no acidente, quando for o caso;

d) Prejuízos decorrentes de danos causados ao produto em processo;

e) Gastos para a contratação de um substituto, quando o afastamento for prolongado;

f) Pagamento do salário do acidentado nos primeiros quinze dias de afastamento;

f.1) Pagamento de horas extras aos empregados para cobrir prejuízo causado à produção
pela paralisação decorrente do acidente;

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Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

f.2) Gastos extras de energia elétrica e demais facilidades das instalações em decorrência
das horas extras trabalhadas;

g ) Pagamento das horas de trabalho despendidas por supervisores e outras pessoas:

g.1) na investigação das causas do acidente


g.2) na assistência médica para os socorros de urgência, material e medicamento;
g.3) no transporte do acidentado;
g.4) em providências necessárias para regularizar o local do acidente;
g.5) na assistência jurídica.
h ) Pagamento de eventuais indenizações a vitima do acidente e ou, aos familiares em caso de
morte.

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


Conclusão

Pode-se notar, portanto, que o custo de acidentes envolve vários fatores de produção:

1o) pessoal
2o) maquinas e equipamentos;
3o) matéria-prima
4o) tempo;
5o) instalações.

Pessoal

Envolve todos os funcionários assalariados.

Qualquer acidente determinará despesas médicas, hospitalares, farmacêuticas, além de gastos


com indenizações por incapacidade, ao órgão segurador.

Maquinas e equipamentos

Incluem ferramentas, carros de transporte diretamente ligados à produção, maquinas, que podem
ser danificados em caso de acidente, exigindo reparos, substituição de peças e serviço extra das
equipes de manutenção.

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Cálculo e Custos de Acidentes

Matéria - prima

Compreendem os três estágios, entrada, processamento e saída como produto acabado.

Material perecível, por exemplo, pode ser perdido em caso de parada repentina do processo em
virtude de um acidente.

Tempo

Invariavelmente, qualquer acidente acarreta, com perda de tempo, tanto na produção como na

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


mão-de-obra.

Instalações Gerais

Compreendem danos as instalações elétricas, aos prédios, às canalizações.

Em 1931, o engenheiro americano H.W. Heinrich efetuou uma pesquisa entre a média indústria
americana e encontrou a relação 1:4 entre o custo direto e o custo indireto, ou seja, se o custo
direto de um acidente é R$ 1.000,00, seu custo indireto será R$ 4.000,00. Essa relação no
entanto, embora difundida e utilizada normalmente, não corresponde a realidade na maior parte
dos casos.

A relação entre custo direto pode variar de 1:1 até 1:100, ou seja a variação do custo total pode
ser de 2 a 101 vezes o custo direto.

Deve-se, portanto, evitar a utilização desse valor (1:4) e, por meio de estudos realizados dentro do
próprio local de trabalho, inferir o índice adequado.

Para possibilitar essa inferência pode-se, por exemplo, definir cinco classes de acidentes:

1ª classe - Acidentes sem lesão.


2ª classe - Acidentes sem afastamento (lesão que não impossibilita o retorno ao trabalho do
acidentado no mesmo dia ou no dia seguinte ao do acidente, no horário normal).
3ª classe - Acidentes com incapacidade temporária total.

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Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

4ª classe - Acidentes com incapacidade permanente parcial.


5ª classe - Acidentes com incapacidade permanente total ou morte.

Após a retirada de um numero de acidentes (amostra) conveniente e um estudo completo dos


custos desses acidentes, determina-se uma média do custo de acidente em cada classe.

Deve-se apenas tomar o cuidado de atualizar esse custo, tendo em vista a inflação e as suas
conseqüências na economia.

Qualquer modificação nos fatores anteriormente citados, como pessoal, máquinas, etc., pode
ocasionar modificações nos custos, obrigando, portanto, os elementos da segurança a realizarem
novo estudo.

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


DAS CONTRIBUIÇÕES DA EMPRESAS

Art. 26. A contribuição da empresa, destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em


razão de maior incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho
corresponde à aplicação dos seguintes percentuais, incidentes sobre o total da remuneração paga
ou creditada a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados empregados, trabalhadores
avulsos e médicos-residentes:

I - um por cento para a empresa em cuja atividade preponderante o risco de acidente do trabalho
seja considerado leve;

II - dois por cento para a empresa em cuja atividade preponderante o risco de acidente do trabalho
seja considerado médio;

III - três por cento para a empresa em cuja atividade preponderante o risco de acidente do
trabalho seja considerado grave.

§ 1º Considera-se preponderante a atividade que ocupa, na empresa, o maior número de


segurados empregados, trabalhadores avulsos ou médicos-residentes.

§ 2º A atividade econômica preponderante da empresa e os respectivos riscos de acidentes do


trabalho compõem a Relação de Atividades Preponderantes e correspondentes Graus de Risco,
anexa a este Regulamento.

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Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

§ 3º O enquadramento no correspondente grau de risco é de responsabilidade da empresa,


observada a sua atividade econômica preponderante e será feito mensalmente, cabendo ao
Instituto Nacional do Seguro Social-INSS rever o auto-enquadramento em qualquer tempo.

§ 4º Verificado erro no auto-enquadramento, o Instituto Nacional do Seguro Social-INSS adotará


as medidas necessárias à sua correção, orientando o responsável pela empresa em caso de
recolhimento indevido e procedendo à notificação dos valores devidos.

§ 5º Para efeito de determinação da atividade econômica preponderante da empresa, prevista no


§ 1º, serão computados os empregados, trabalhadores avulsos e médicos-residentes que
exerçam suas atividades profissionais efetivamente na mesma.

§ 6º O disposto no caput não se aplica à pessoa física de que trata a alínea "a" do inciso V do art.
10.

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


§ 7º Quando se tratar de produtor rural pessoa jurídica que se dedique à produção rural e
contribua nos moldes do inciso IV do art. 25 , a contribuição referida no caput corresponde a 0,1%
incidente sobre a receita bruta proveniente da comercialização de sua produção.

Art. 27. O Ministério da Previdência e Assistência Social-MPAS poderá autorizar a empresa a


reduzir em até cinqüenta por cento as alíquotas da contribuição a que se refere o artigo anterior, a
fim de estimular investimentos destinados a diminuir os riscos ambientais do trabalho.

§ 1º A redução da alíquota de que trata este artigo estará condicionada à melhoria das condições
do trabalho, obtida através de investimentos em prevenção e em sistemas gerenciais de risco que
impactem positivamente na redução dos agravos à saúde no trabalho, à inexistência de débitos
em relação às contribuições devidas ao Instituto Nacional do Seguro Social-INSS e aos demais
requisitos estabelecidos pelo Ministério da Previdência e Assistência Social-MPAS.

§ 2º O Instituto Nacional do Seguro Social-INSS, com base principalmente na comunicação


prevista no art. 134 do Regulamento dos Benefícios da Previdência Social-RBPS, implementará
sistema de controle e acompanhamento de acidentes do trabalho.

§ 3º Verificado o descumprimento por parte da empresa dos requisitos fixados pelo Ministério da
Previdência e Assistência Social-MPAS, para fim de redução das alíquotas de que trata o artigo
anterior, o Instituto Nacional do Seguro Social-INSS procederá à notificação dos valores devidos.

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Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

FORMULAS

Cálculo de Horas de Exposição ao Risco - HER

Nº de homens x Nº de dias Trabalhados x Nº de Horas Trabalhadas dia

Exemplo:
HERs = 10 x 5 x 8,8 = 440 horas / semana
Empregados = 10
HERm = 10 x 22 x 8,8 = 1.936 horas / mês Dias Trabalhados Mês = 22
Horas Dias = 8 h 48 min (8,8)
HERa = 10 x 309 x 8,8 = 27.192 horas / ano Horas Semanais = 44 horas

Cálculo de Horas Homem de Exposição ao Risco - HHER

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


Exemplo:
18 x 200 = 3 600 Empregados 200 h/mês expostos = 18
4 x 182 = 728
Empregados 182 h/mês expostos = 4
3 x 160 = 480
HHER = 4 808 horas mês de exposição (27 empregados) Empregados 160 h/mês expostos = 3
Dias Trabalhados Mês = 22
Horas Dias = 8 h 48 min (8,8)
Horas Semanais = 44 horas

Custo de Funcionário Afastado

CFA = salário x encargos x nº de dias afastados


Exemplo:
30
Salário = R$1.750,00
CFA = 1.750,00 x 1,55 x 12 = 32.550,00 = 1.085,00 Encargos = 1,55 (155%)
30 30
Dias perdidos = 12

Custo Direto

CD = nº de funcionários x o salário base da empresa x Gravidade do Acidente

Exemplo:

CD = 120 func. X R$ 1.250,00 x 0,03 = R$ 4.500,00 Salário = R$1.250,00


Funcionários = 120
3/100 = 0,03 Gravidade (risco grave) = 3%
Referente ao seguro a ser pago em cima da folha de pagamento inerente ao risco.

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Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

Custo Indireto

1ª - Relação 1:4 – normalmente utilizada

CI = CD x 4

CI = R$ 4.500,00 x 4

CI = 18.000,00

2ª - Relação – Custos Relacionados ao Acidentes (Marcio Alves - Exemplo)

Extimativa do Custo Social (não pede ser determinado, varias de acordo com cada caso) 1x

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


Extimativa do Custo da Imagem (interna para os funcionários e externa para os clientes) 1x

Extimativa do Custo Direto (seguro) 4x

Extimativa do Custo Indireto (salário do acidentado no dia do acidente e mais do afastamento


15 dias, substituição treinamento e qualificação, perda de tempo dos colegas, tempo perdido e
produção paralisada, máquinas e equipamentos danificados, investigação do acidente, primeiros
socorros e emergência médica, indenizações e outros) 2x

Total no mínimo do custo relacionado ao acidente 8x

CI = CD x 8

CI = R$ 4.500,00 x 8

CI = R$ 36.000,00

OBS.: Deverá ser levantado os custos diretos e indiretos para cada empresa e setor de
trabalho, levando-se em conta o salário base, custos operacionais, treinamentos e
qualificação, seguro relativos ao risco da atividade e outros pertinentes. Normalmente este
montante não é desembocado de uma só vez, mais, ao longo do tempo.

Custo Total

C.T. = C.D.+ C.I.


Exemplo:

C.T = R$ 4.500,00 + R$ 18.000,00 CD = R$ 4.500,00


CI = R$ 18.000,00
C.T = R$ 22.500,00

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Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

Taxa de Freqüência

TF = nº acidentes x 106 Exemplo:


HHER
Nº Acidentes = 12
TF = 12 x 106 = 12x1.000.000 = 2.295,00 HHER = 5227 horas
5227 5227 Funcionários = 27

Taxa de Gravidade

TG = (DP + DD) x 106 Exemplo:


HHER
DD = 12
6
TG = (15 + 12) x 10 = 27x1.000.000 = 6.165,00 HHER = 5227 horas
5227 5227 DP = 15

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


DP – Dias perdidos = É o total de dias em que o acidentado fica incapacitado para o trabalho em
conseqüência de acidente com incapacidade temporária.

DD – Dias Debitados = É o número de dias que convencionalmente se atribui aos casos de


acidentes de que resulte morte, incapacidade permanente total ou incapacidade permanente
parcial, representando a perda total ou a redução da capacidade para o trabalho.

Horas de Treinamentos

DDS – Diálogo Diário de segurança Exemplo:


Nº de funcionários x dias mês x tempo de DDS
DDS = 10 min./ dia
25 x 22 x 10 = 5.500 min.
Dias de Trabalho = 22 /mês
5.500 min. ÷ 60min = 91h e 39 min. Funcionários = 25
Treinamento = 90 min. Mês (1,5 ou 1h30min)
Treinamentos
Nº de funcionários x tempo de treinamento

25 x 90 min. = 2.250 min.


min. ÷ 60min = 37h e 30 min. Custo do Homem Hora

Hora = 60 minutos Mês = 220 horas (incluindo fim de semana)


Mês sem/ fim de semana = 176 horas
60 min. ÷ 100 = 0,6 ou 100 x 0,60 = 60 Salário Base = R$ 1.750,00
100 x 0.60 = 60 minutos ou 75 x 0.60 = 45 min. R$ 1.750,00 ÷ 220 horas = 7,9545 = R$ 7,96 /hora
45min ÷ 0,60 = 75 ou 60 ÷ 0.60 = 100 220 horas x R$ 7,96 = R$ 1.751,20 por mês

__________

/QUESTIONÁRIO E EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

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Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

09
9. QUESTIONÁRIO E EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

9.1. De acordo com os dados:


Dados:
9.1.1. Calcule as Horas de Exposição ao Risco
Empregados 200 h/mês expostos = 18
9.1.2. Calcule o Custo Direto Empregados 182 h/mês expostos = 4
Empregados 160 h/mês expostos = 3

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


9.1.3. Calcule o Custo Indireto
Dias Trabalhados Mês = 22
9.1.4. Calcule o Custo Total
Horas Dias = 8 h 48 min (8,8)
9.1.5. Calcule o Custo do Funcionário Afastado Horas Semanais = 44 horas
9.1.6. Calcule a Taxa de Freqüência Salário Base = R$ 1.350,00
Encargos = 1,45 (145%)
9.1.7. Calcule a Taxa de Gravidade Dias Perdidos = 15
Dias Debitados = 600
Gravidade = 2%

9.2. De acordo com os dados:


Dados:
9.2.1. Calcule as Horas de Exposição ao Risco
Empregados 220 h/mês expostos = 50
9.2.2. Calcule o Custo Direto Empregados 176 h/mês expostos = 35
9.2.3. Calcule o Custo Indireto Empregados 188 h/mês expostos = 12
Dias Trabalhados Mês = 21
9.2.4. Calcule o Custo Total
Horas Dias = 8 h 48 min (8,8)
9.2.5. Calcule o Custo do Funcionário Afastado Horas Semanais = 44 horas
9.2.6. Calcule a Taxa de Freqüência Salário Base = R$ 1.375,00
Encargos = 1,45 (145%)
9.2.7. Calcule a Taxa de Gravidade Dias Perdidos = 12
Dias Debitados = 300
Gravidade = 3%

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Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

9.3. De acordo com os dados:


Dados:
9.3.1. Calcule as Horas de Exposição ao Risco
Empregados 210 h/mês expostos = 35
9.3.2. Calcule o Custo Direto Empregados 200 h/mês expostos = 25
9.3.3. Calcule o Custo Indireto Empregados 176 h/mês expostos = 75
Dias Trabalhados Mês = 20
9.3.4. Calcule o Custo Total
Horas Dias = 8 h 48 min (8,8)
9.3.5. Calcule o Custo do Funcionário Afastado Horas Semanais = 44 horas
Salário Base = R$ 1.250,00
9.3.6. Calcule a Taxa de Freqüência
Encargos = 1,55 (155%)
9.3.7. Calcule a Taxa de Gravidade Dias Perdidos = 15
Dias Debitados = 300
Gravidade = 1%
Funcionários Afastados = 2
Funcionários Acidentados = 3

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


9.4. De acordo com os dados: Dados:
9.4.1. Calcule as Horas de Exposição ao Risco Empregados 200 h/mês expostos = 50
9.4.2. Calcule o Custo Direto Empregados 180 h/mês expostos = 100
Empregados 156 h/mês expostos = 15
9.4.3. Calcule o Custo Indireto
Dias Trabalhados Mês = 22
9.4.4. Calcule o Custo Total Horas Dias = 8 h 48 min (8,8)
9.4.5. Calcule o Custo do Funcionário Afastado Horas Semanais = 44 horas
Salário Base = R$ 1.250,00
9.4.6. Calcule a Taxa de Freqüência Encargos = 1,35 (135%)
9.4.7. Calcule a Taxa de Gravidade Dias Perdidos = 10
Dias Debitados = 600
Gravidade = 2%
Funcionários Afastados = 2
Funcionários Acidentados = 3

- 77 -
Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

9.5. De acordo com os dados:


Dados:
9.5.1. Calcule as Horas de Exposição ao Risco
Empregados 210 h/mês expostos = 35
9.5.2. Calcule o Custo Direto Empregados 200 h/mês expostos = 25
9.5.3. Calcule o Custo Indireto Empregados 176 h/mês expostos = 75
Dias Trabalhados Mês = 20
9.5.4. Calcule o Custo Total
Horas Dias = 8 h 48 min (8,8)
9.5.5. Calcule o Custo do Funcionário Afastado Horas Semanais = 44 horas
Salário Base = R$ 1.250,00
9.5.6. Calcule a Taxa de Freqüência
Encargos = 1,55 (155%)
9.5.7. Calcule a Taxa de Gravidade Dias Perdidos = 15
9.5.8. Calcule as Horas de Treinamentos e DDS Dias Debitados = 300
Gravidade = 3%
Funcionários Afastados = 2
Funcionários Acidentados = 3

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


DDS = 12 min / dia
Treinamento = 30 min. por semana por
funcionário

9.6. De acordo com os dados: Dados:


9.6.1. Calcule as Horas de Exposição ao Risco Empregados 200 h/mês expostos = 50
9.6.2. Calcule o Custo Direto Empregados 180 h/mês expostos = 100
Empregados 156 h/mês expostos = 15
9.6.3. Calcule o Custo Indireto
Dias Trabalhados Mês = 22
9.6.4. Calcule o Custo Total Horas Dias = 8 h 48 min (8,8)
Horas Semanais = 44 horas
9.6.5. Calcule o Custo do Funcionário Afastado
Salário Base = R$ 1.250,00
9.6.6. Calcule a Taxa de Freqüência Encargos = 1,35 (135%)
9.6.7. Calcule a Taxa de Gravidade Dias Perdidos = 10
Dias Debitados = 600
9.6.8. Calcule as horas de DDS e Treinamento
Gravidade = 2%
Funcionários Afastados = 2
Funcionários Acidentados = 3
DDS = 12 min / dia
Treinamento = 45 min. por semana por
funcionário

__________

/CONCEITOS E DEFINIÇÕES

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Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

10
10. CONCEITOS E DEFINIÇÕES

Acidentado: Vítima de acidente.

Acidente do trabalho: Ocorrência imprevista e indesejável, instantânea ou não,


relacionada com o exercício do trabalho, de que resulte ou
possa resultar lesão pessoal.

Acidente sem lesão: Acidente que não causa lesão pessoal.

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


Acidente de trajeto: Acidente sofrido pelo empregado no percurso da residência
para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que
seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do
empregado, desde que não haja interrupção ou alteração de
percurso por motivo alheio ao trabalho.

Acidente impessoal: Acidente cuja caracterização independe de existir acidentado,


não podendo ser considerado como causador direto da lesão
pessoal.

Acidente inicial: Acidente impessoal desencadeador de um ou mais acidentes.

Acidente pessoal: Acidente cuja caracterização depende de existir acidentado.

Agente do acidente (agente): Coisa, substância ou ambiente que, sendo inerente à condição
ambiente de
insegurança, tenha provocado o acidente.

Análise do acidente: Estudo do acidente para a pesquisa de causas, circunstâncias


e conseqüências.

Ato inseguro: Ação ou omissão que, contrariando preceito de segurança,


pode causar ou favorecer a ocorrência de acidente.

Cadastro de acidentes: Conjunto de informações e de dados relativos aos acidentes


ocorridos.

Custo de acidentes: Valor do prejuízo material decorrente de acidentes.

Custo segurado: Total das despesas cobertas pelo seguro de acidente do


trabalho.

Custo não segurado: Total das despesas não cobertas pelo seguro de acidente do
trabalho e, em geral, não facilmente computáveis, tais como as
resultantes da interrupção do trabalho, do afastamento do
empregado de sua ocupação habitual, de danos causados a
equipamentos e materiais, da perturbação do trabalho normal e
de atividades assistenciais não seguradas.

- 79 -
Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

Comunicação de acidente: Informação que se dá aos órgãos interessados, em formulário


próprio, quando da ocorrência de acidente.

Comunicação de acidente para Qualquer comunicação de acidente emitida para atender a


fins legais: exigências da legislação em vigor como, por exemplo, a
destinada a órgão de previdência.

Comunicação interna de Comunicação que se faz com a finalidade precípua de


acidente para fins de registro: possibilitar o registro de acidente.

Condição ambiente de Condição do meio que causou o acidente ou contribuiu para a


insegurança (condição sua ocorrência.
ambiente):

Doença do trabalho: Doença decorrente do exercício continuado ou intermitente de


atividade laborativa capaz
de provocar lesão por ação mediata.

Doença profissional: Doença do trabalho causada pelo exercício de atividade


específica, constante de relação oficial.

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


Dias perdidos: Dias corridos de afastamento do trabalho em virtude de lesão
pessoal, excetuados o dia do acidente e o dia da volta ao
trabalho.

Dias debitados: Dias que se debitam, por incapacidade permanente ou morte,


para o cálculo do tempo computado.

Elementos essenciais: Informações indispensáveis para as estatísticas e análise de


acidentes do trabalho).

Espécie de acidente impessoal Caracterização da ocorrência de acidente impessoal de que


(espécie): resultou ou poderia ter resultado acidente pessoal.

Empregado: Qualquer pessoa com compromisso de prestação de serviço na


área de trabalho considerada, incluídos estagiários, dirigentes e
autônomos.

Estatísticas de acidentes, Números relativos à ocorrência de acidentes, causas e


causas e conseqüências: conseqüências devidamente classificados.

Fonte da lesão: Coisa, substância, energia ou movimento do corpo que


diretamente provocou a lesão.

Formulários para registro, Formulários destinados ao registro individual ou coletivo de


estatísticas e análise de dados relativos a acidentes e respectivos acidentados,
acidente: preparados de modo a permitir a elaboração de estatísticas e
análise dos acidentes, com vistas à sua prevenção.

Fator pessoal de insegurança Causa relativa ao comportamento humano, que pode levar à
(fator pessoal): ocorrência do acidente ou à prática do ato inseguro.

Horas-homem de exposição ao Somatório das horas durante as quais os empregados ficam à


risco de acidente (horas- disposição do empregador, em determinado período.
homem):
Incapacidade permanente total: Perda total da capacidade de trabalho, em caráter permanente,
sem morte.

Incapacidade permanente Redução parcial da capacidade de trabalho, em caráter


parcial: permanente que, não provocando morte ou incapacidade

- 80 -
Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

permanente total, é causa de perda de qualquer membro ou


parte do corpo, perda total do uso desse membro ou parte do
corpo, ou qualquer redução permanente de função orgânica.

Incapacidade temporária total: Perda total da capacidade de trabalho de que resulte um ou


mais dias perdidos, excetuadas a morte, a incapacidade
permanente parcial e a incapacidade permanente total.

Localização da lesão: Indicação da sede da lesão.

Lesão imediata: Lesão que se manifesta no momento do acidente.

Lesão mediata (lesão tardia): Lesão que não se manifesta imediatamente após a
circunstância acidental da qual resultou.
Lesão com afastamento (lesão Lesão pessoal que impede o acidentado de voltar ao trabalho
incapacitante ou lesão com no dia imediato ao do acidente ou de que resulte incapacidade
perda de tempo): permanente.

Lesão sem afastamento (lesão Lesão pessoal que não impede o acidentado de voltar ao
não incapacitante ou lesão trabalho no dia imediato ao do acidente, desde que não haja

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


sem perda de tempo): incapacidade permanente.

Lesão pessoal: Qualquer dano sofrido pelo organismo humano, como


conseqüência de acidente do trabalho.

Morte: Cessação da capacidade de trabalho pela perda da vida,


independentemente do tempo decorrido desde a lesão.

Natureza da lesão: Expressão que identifica a lesão, segundo suas características


principais.

Prejuízo material: Prejuízo decorrente de danos materiais, perda de tempo e


outros ônus resultantes de acidente do trabalho, inclusive
danos ao meio ambiente.

Registro de acidente: Registro metódico e pormenorizado, em formulário próprio, de


informações e de dados de um acidente, necessários ao estudo
e à análise de suas causas, circunstâncias e conseqüências.

Registro de acidentado: Registro metódico e pormenorizado, em formulário individual,


de informações e de dados relativos a um acidentado,
necessários ao estudo e à análise das causas, circunstâncias e
conseqüências do acidente.

Tipo de acidente pessoal (tipo): Caracterização da forma pela qual a fonte da lesão causou a
lesão.

Tempo computado: Tempo contado em "dias perdidos, pelos acidentados, com


incapacidade temporária total" mais os "dias debitados pelos
acidentados vítimas de morte ou incapacidade permanente,
total ou parcial".

Taxa de freqüência de Número de acidentes por milhão de horas-homem de exposição


acidentes: ao risco, em determinado período.

Taxa de freqüência de Número de acidentados com lesão com afastamento por milhão
acidentados com lesão com de horas-homem de exposição ao risco, em determinado
afastamento: período.

- 81 -
Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

Taxa de freqüência de Número de acidentados com lesão sem afastamento por milhão
acidentados com lesão sem de horas-homem de exposição ao risco, em determinado
afastamento: período.

Taxa de gravidade: Tempo computado por milhão de horas-homem de exposição


ao risco, em determinado período.

__________

/BIBLIOGRAFIA

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes

- 82 -
Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

11
11. BIBLIOGRAFIA

2º Apostila – Relações Trabalhistas/4ºGRH – 2º Bimestre - Acidentes e Doenças do Trabalho


- Selene Negreiros

NBR 14280 / 2001 - Cadastro de Acidentes do Trabalho - Procedimento e classificação

Norma Regulamentadora comentada – 4ª edição – Giovanni Moraes de Araujo

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


BRASIL. Decreto nº. 611, de 21 de julho de 1992. // Dá nova redação ao regulamento dos
Benefícios da Previdência Social // Lcx : Coletânea de Legislação e Jurisprudência , São Paulo, v.
56, p. 488, jul./set. 1992.

BRASIL. Lei nº. 8.080, de 19 de setembro de 1999. Dispõe sobre as condições para a
promoção proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços
correspondentes e dá outras providências. In: ___________. O SUS e o controle social: guia
de referência para conselhos municipais. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.

COHN, A. et al. Acidentes de trabalho: uma forma de violência. São Paulo: Brasiliense, 1985.
159 p.

ÍNDICES de acidentes de trabalho em 2000. Revista da CIPA. Disponível em <http://


www.cipanet.com.br/indacid7.asp> Acesso em: 02 set. 2002

LAURELL, A. C.; NORIEGA, M. Processo de produção e saúde: trabalho e desgaste operário.


São Paulo: HUCITEC, 1989.

MENDES, R.; DIAS, E. C. Saúde dos trabalhadores. In: ROUQUAYROL, M. Z.; ALMEIDA FILHO,
N. Epidemiologia e saúde. Rio de Janeiro: MEDSI, 1999. p. 431–458.

OLIVEIRA, M. G.; MAKARON, P. E.; MORRONE, L. C. Aspectos epidemiológicos dos acidentes


de trabalho em um hospital geral. Rev. Bras. Saúde Ocup., Brasília, v. 10, n. 40, p. 26-30, 1982.

ORGANIZACIÓN MUNDIAL DE LA SALUD. Métodos utilizados para estabelecer niveles


admisibles de exposición profesional a los agentes nocivos. Ginebra: OMS, 1977. Série
Informes Técnicos, 601.

RIGOTTO, R. M. Investigando saúde e trabalho. In: ROCHA, L. E. et al. (Org.). Isto é trabalho
de gente? vida, doença e trabalho no Brasil. São Paulo: Vozes, 1993.

- 83 -
Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

SÊCCO, I. A. O.; GUTIERREZ, P. R. Acidentes de trabalho e riscos ocupacionais em Hospital


Escola Público: estudo das notificações. . IN: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENFERMAGEM,
53., 2001, Curitiba. // Anais ... Curitiba: Associação Brasileira de Enfermagem, 2001b. //
(CDRom)

SÊCCO, I. A. O. et al. Estudo sobre as notificações de acidentes de trabalho com material


biológico na equipe de enfermagem de Hospital Universitário. . IN: CONGRESSO BRASILEIRO
DE ENFERMAGEM, 53., 2001, Curitiba. // Anais ... Curitiba: Associação Brasileira de
Enfermagem, 2001c. // (CDRom)

__________

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


/ANEXO – FICHA INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTES

- 84 -
Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

INVESTIGAÇÃO DE INCIDENTE
CONTROLE Nº TIPO DE INCIDENTE ENVOLVIDO
 RESTRIÇÃO FUNCIONAL  TRATAMENTO MÉDICO  CONTAMINAÇÃO  EMPREGADO

 DERRAME  FOGO PROPRIEDADE  PRIMEIROS  CONTRATADO


SOCORROS
 TERCEIRO
 VEÍCULO  DANOS À PROPRIEDADE
NOME DO ENVOLVIDO LOCAL DE TRABALHO/NOME DA EMPRESA ENVOLVIDA

DATA HORA ATIVIDADE DE ROTINA? HORÁRIO DE EXPEDIENTE?


 SIM  SIM
 NÃO  NÃO
LOCAL DO INCIDENTE CIDADE ESTADO

Nº DE IDENTIFICAÇÃO PARTE DO CORPO AFETADA RELACIONADO À FUNÇÃO? DIA NORMAL DE TRABALHO?


 SIM  SIM
 NÃO  NÃO
CUSTO ESTIMADO DO INCIDENTE (EM R$): QUANTIDADE TOTAL: PRODUTOS ENVOLVIDOS :
PRODUTO 1:

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


EMPRESA: _________________ TERCEIROS: $_________________ ______________ LITROS PRODUTO 2:
PRODUTO 3:
NOMES DE OUTRAS PESSOAS ENVOLVIDAS ENDEREÇOS

DESCRIÇÃO DO INCIDENTE (INCLUSIVE OS FATOS SOBRE FERIMENTOS, ACIDENTES OU PERDAS, RECURSOS UTILIZADOS NO SOCORRO):

PARA PEQUENOS INCIDENTES DESCREVA O POTENCIAL DE PERDAS QUE PODERIAM TER OCORRIDO:

INFORMAÇÕES ANEXAS:  JORNAIS  FOTOS  CROQUIS  BOLETIM DE OCORRÊNCIA  OUTROS


NOME DO PROPRIETÁRIO ENDEREÇO TELEFONE

DANOS A DESCRIÇÃO DOS DANOS

PROPRIEDADE
DE TERCEIROS
NOME ENDEREÇO TELEFONE

TESTEMUNHAS

AUTORIDADES NOTIFICADAS

PUBLICIDADE

COMENTÁRIOS

PREPARADO POR POSIÇÃO DO PREPARADOR TELEFONE DATA

ASSINATURA DO PREPARADOR NOME DO SUPERVISOR IMEDIATO POSIÇÃO DO SUPERVISOR

Operações Sem Falhas - Ninguém Se Machuca!

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Segurança é Direito e Dever de Todos, Compre essa Idéia e Pratique no Seu Dia a Dia.

Cálculo e Custos de Acidentes

EQUIPE DE INVESTIGAÇÃO
CONCLUSÃO: DESCREVA EM DETALHES PORQUE O INCIDENTE OCORREU
(PERGUNTE "POR QUE?" NO MÍNIMO CINCO VEZES)

CAUSA BÁSICA
FATORES DE TRABALHO: FATORES PESSOAIS:
 A) Falta de Procedimentos ou Procedimentos Inadequados  D) Falta de Conhecimento ou Habilidade 

Marcio Alves – Cálculo e Custos de Acidentes


 B) Comunicação Inadequada das Expectativas Relativas aos Procedimentos ou as  E) Fazer o Trabalho de Acordo com os Procedimentos ou as Práticas Aceitáveis Leva Mais
Práticas Aceitáveis Tempo ou Requer Maior Esforço
 C) Falta de Equipamentos ou de Ferramentas Adequadas  F) Atalho aos Procedimentos ou as Práticas Aceitáveis é Positivamente Reforçado ou
Tolerado
 G) No Passado os Procedimentos ou as Práticas Aceitáveis não Foram Seguidos e
Nenhum Incidente Ocorreu
RECOMENDAÇÕES: COMO PREVENIR INCIDENTES PESSOA ASS. DATA DATA DE
RESPONSÁVEL ACORDADA CONCLUSÃO
SIMILARES

EQUIPE DE INVESTIGAÇÃO
NOME POSIÇÃO DATA ASSINATURA

REVISADO POR
NOME POSIÇÃO DATA ASSINATURA

SOMENTE PARA CONTATOS

CARGO: ____________________________________ TAREFA


REALIZADA:_____________________________________________

COMENTÁRIOS DO CONTATO: ________________________________________________________________________________

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