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IGREJA DO NAZARENO – NÚCLEO ETED DE GARÇA

CURSO: EDUCAÇÃO CRISTÃ I e II

Prof.: Walter Alves de Azevedo

UNIDADE I – PRINCÍPIOS QUE DEVEM ORIENTAR A EDUCAÇÃO CRISTÃ.


A) DEFINIÇÃO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ.

1. Antes de definirmos o que é educação cristã, precisamos primeiramente conceituar o que é


educação.

a) A educadora Maria Lucia Aranha dá a seguinte definição:


A educação é um conceito genérico, mais amplo, que supõe o desenvolvimento integral do
ser humano, quer seja da sua capacidade física, intelectual e moral, visando não só a
formação de habilidades, mas também do caráter e personalidade social.

b) O pastor e educador Marcos Tuler define como:


Um fenômeno mediante o qual o indivíduo se apropria em quantidade maior ou menor da
cultura da sociedade onde se desenvolve, onde se adapta ao estilo de vida da comunidade,
onde se faz progresso.

2. Algumas definições de Educação Cristã:

a) Educação Cristã é um processo de educação e aprendizado sustentado pelo Espírito Santo e


baseado nas Escrituras. Procura guiar indivíduos a todos os níveis de crescimento através de
métodos do ensino em direção ao conhecimento e vivência do plano e propósito divinos
mediante Cristo em todos os aspectos da vida. Também equipa as pessoas para o ministério
efetivo com uma ênfase geral em Cristo como Mestre Educador por excelência e seus
mandamentos de fazer e treinar discípulos.

b) Educação Cristã é um processo que ocorre tanto, informalmente como através de uma série
de eventos planejada, sistemática e continua, objetivando levar o crente a conformar-se à
imagem de Cristo (maturidade), tendo como base a autoridade das Escrituras Sagradas,
sustentada pelo Espírito Santo, visando à glória de Deus.

c) Programa pedagógico que, tendo como fundamento a Bíblia Sagrada, procura o


aperfeiçoamento espiritual e moral dos que dizem ser cristão e procuram atender o
chamado do evangelho de Cristo.

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B) PRINCÍPIOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ.

José Abraham vê a educação cristã como um processo. Diz ele que a educação é: “O processo através
do qual a comunidade de fé se conscientiza e se transforma, à luz de sua relação com Deus em Jesus,
como o Cristo, que o chama a viver em amor, paz e justiça consigo mesmo, com seu próximo e com o
mundo, em obediência ao Reino de Deus.”

E ilustra o processo, usando a natureza, dizendo:

Uma forma de entender isto é observar os processos da natureza, como uma semente. A semente tem
a potencialidade de se transformar em uma árvore de onde se colhe os frutos, porém, isto não ocorre
instantaneamente. Requer que a semente seja plantada em lugar onde há terra e água. Através do
tempo e das diferentes mudanças que vão ocorrendo nela, por certo germinará e começará seu
processo de crescimento e em um dia nos dará os seus frutos. E tudo isso tomará tempo, em alguns
casos mais do que outros.

1. Educação Cristã informal

Educação informal é aquela realizada não intencionalmente, ou seja, sem a intenção de educar.
O exemplo de um líder cristão é mais educacional do que os conteúdos que ele ensina, pois seus
alunos podem aprender conteúdos valiosos em decorrência da observação de suas atitudes e de
seu comportamento do que em conseqüência de seu ensino.

Um exemplo desta educação informal pode ser visto quando pais procuram educar seus filhos, e
em grande parte tentam fazê-los através do ensino, via de regra verbal. As atitudes, o
comportamento dos pais, podem ensejar a aprendizagem e compreensão de conteúdos bíblicos,
sem que os pais tenham a intenção de que seus filhos aprendam alguma coisa em decorrência da
maneira pela qual se comportam. E assim por diante.

Para Timóteo não ser desprezado em seu trabalho na Igreja de Éfeso, o apóstolo orienta-o a ser
um modelo, para seus ouvintes. Entre outras coisas, Timóteo deveria ser padrão na conduta. I Tm
4.12. Ele já havia orientado a respeito da necessidade de os presbíteros e diáconos a serem
irrepreensíveis. I Tm 3.2,8. Não obstante Timóteo ser muito jovem precisava conquistar o
respeito de seus ouvintes através de um comportamento exemplar. Isto porque “a influencia do
testemunho do pregador sobre a aceitação do sermão requer que nossa vida esteja posta sob o
domínio da Escritura”.

Entende-se por conduta o modo de vida, maneira de tratar as pessoas, nos costumes, hábitos,
vida no trabalho, relacionamento familiar, modo de lidar com as finanças, etc.

Timóteo deveria manifestar uma conduta educadora que manifestasse a vida de Cristo. Uma
conduta que estivesse acima da reprovação. “A conduta é um reflexo do caráter, o qual é nutrido
e alimentado num relacionamento crescente, submisso e comprometido com Cristo”. O educador
cristão vai ensinar muito com sua vida, desde que ela esteja em harmonia com as Escrituras.

O apóstolo Paulo, em duas passagens em sua carta aos Filipenses, nos convida a olhar para a sua
vida e imitar o seu comportamento: “Irmãos, sede imitadores meus e observai os que andam
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segundo o modelo que tendes em nós”. Fl 3.17, e “O que aprendestes, e recebestes e vistes em
mim, isso praticai”. Fl 4.9. Perry Dows chama a isto de “aprendizado por observação” e afirma
que a “imitação dos modelos é um conceito bíblico para conduzir o povo à maturidade”.

2. Educação Cristã formal

A educação formal é aquela realizada e organizada com objetivo de educar. Exige-se um


planejamento de temas, com horários determinados e uma série de eventos e atividades de
ensino elaboradas sistematicamente com a intenção clara de educar. Os alunos sabem
exatamente quando a educação começa e quando termina. Portanto, é um processo planejado,
sistemático e contínuo.

Muitas igrejas possuem um departamento educacional interno denominado de Departamento de


Educação Cristã ou Religiosa. Seu objetivo é formular um programa unificado de educação, onde
objetivos são fixados e uma série de esforços são programados e organizados para a eficácia do
ensino. A Educação sistemática e contínua exige, portanto, um bom programa de educação cristã
e este normalmente apresentam os seguintes aspectos:

a) Um estudo cuidadoso das necessidades da igreja local, quais os pontos fortes e fracos, qual área
necessita de um investimento mais emergente;

b) O conteúdo bíblico a ser estudado é adequado ás atuais necessidades. Pois não é suficiente
estudar a Bíblia, mas que o tema adotado seja relevante para a vida da igreja;

c) Têm objetivos claramente fixados, ou seja, sabe-se onde pretende chegar;

d) Tem um programa de recrutamento, treinamento e capacitação de líderes e professores;

e) Reuniões periódicas para avaliação do que foi realizado até então, com possibilidade de
remanejamento

C) O EDUCADOR

Aquele que educa, orienta, ensina. Pedagogo, professor, preceptor. Pessoa que intencionalmente
exerce influência duradoura sobre o desenvolvimento cognitivo, afetivo e psicomotor de outra, ou
a ajuda em seu processo global de desenvolvimento. O professor não é necessariamente educador;
este, por seu turno, não é necessariamente professor, pessoa culta ou letrada.

“Aquele que consegue fazer coisas difíceis parecerem fáceis é um educador” (Ralph Waldo)

a) O poder da palavra.

A principal e indispensável ferramenta para o educador e a palavra (fala). Embora sabemos que
existem outros recursos didáticos importantes, principalmente no ensino infanto-juvenil, mas
que jamais substituirão a fala. A propósito:

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Prender o Senhor Jesus era a ordem. Os guardas voltaram e, indagados pelos sacerdotes e
fariseus: “por que não o trouxestes?”. Responderam: “Nunca homem algum falou assim como
este homem!” (Jo 7.45,46).
Ao trazerem a mulher pecadora no afã de condená-la, apedrejá-la conforme a lei, com uma
frase, o mestre Jesus, desmontou toda a argumentação dos algozes e acusadores, salvando a
mulher. (Jo 8.7).

b) A importância do preparo.
Somos instruídos pela Palavra a meditar dia e noite (Js 1.8; Sl 1.2). E numa apresentação
relacionada com a Educação Cristã o preparo, o estudo é primordial. Nunca é aconselhável
improvisar. O educador deve ser conhecedor da matéria ou assunto a ser desenvolvido. O
Espírito Santo nos fará lembrar (Jo 14.26). Dentro do assunto em pauta, Ele ajudará aquele que
se esmerou, pesquisou com o fito de ensinar outrem.

c) Técnicas de preparação.

1) Leitura em voz alta.


A leitura em voz alta da Bíblia, livros e outros, além de aumentar o vocabulário levarão o
educador, professor ou até mesmo o pregador a corrigir a dicção e eventuais defeitos e
erros na língua portuguesa. Sugestão: Sempre consultar um dicionário quando se achar
diante de uma palavra desconhecida. Ex. Concupiscência (1 Jo 2.16); Beneplácito (Ef 1.5,9);
Aio (Gl 3.24); Tirsata (Ne 8.9); Bufo (Is 34.11); Macilentos (Jr 30.6); Esquife (Lc 7.14; Etc.

2) Não ser prolixo.


Excessivo, muito longo, dilatado. A objetividade e a clareza traduzem a segurança do
educador.

3) Cuidado com o cacófato.


Segundo Aurélio: Som desagradável, ou palavra obscena, proveniente da união das sílabas
finais de uma palavra com as iniciais da seguinte.
Pode produzir risos, mas também desviar a atenção. Exemplos: A viúva pobre deu tudo que
ela tinha; Na que tempo tinha; Alma minha; etc.

4) Não usar expressões vagas, pelo desejo ou vaidade de mostrar cultura, erudição. Ainda que
trate de frase bela e poética.

d) Aparência do Educador.

A aparência ou apresentação física do educador, professor ou de alguém que está diante de um


grupo de alunos, ou num auditório, ou até mesmo no culto, deve estar sintonizada com a
ocasião, com o tipo de reunião e com a importância do tema. Vale dizer, coerência. Qualquer
descuido poderá implicar na reprovação ou brilho do que foi proposto.

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1) Traje espalhafatoso.
O traje deva ser os mais discretos possíveis. Discretas, porém limpa e elegante. Nenhuma
peça deva ser alvo da atenção mais do que o assunto a ser tratado. Exemplo: Uma gravata
de cores berrantes, ou um nó avantajado. Um anel de formatura com uma pedra de
tamanho exagerado.

Bermudas e camisetas sem manga. Calçado (Sapato, sandália ou tênis) em perfeita ordem.
Evitar chinelos. Nosso público alvo merece o melhor. Enfim, estamos trabalhando com a
Educação e Educação Cristo. Educando pessoas para Cristo.

As mulheres devem evitar roupa curta, decotada e jóias extravagantes. Atitudes como essas
evitará que os ouvintes se dediquem naquele momento, o trabalho de avaliação de seu traje
à matéria proposta.

2) Cabelo despenteado.
(Ter cuidado com os ventiladores). Para os homens. Os que usam barbas e bigodes, e
mesmo os que não usam muita atenção e cuidado.

3) Óculos.
Evitar limpá-los na hora da ministração. Os que usam somente para leitura, devam ter
cuidado de não ficar pondo e tirando os óculos. Pode tornar um péssimo hábito que volatiza
a atenção. Evitar o uso de óculos escuros.

4) Tiques nervosos.
Onde colocar as mãos tem sido um grande problema para o educador. Mas tudo pode ser
corrigido com treinamento e bom senso.

5) Postura.
Posição das pernas (homens). As mulheres se portam melhor. Mesmo assim é necessário ter
cuidado se a ministração for sentada sem nenhum parapeito ou mesa.

6) A apresentação física deve ressaltar somente três pontos de atração: a voz, o olhar e seu
semblante. Nem a humildade franciscana e nem a super vaidade. O simples deve ser
acompanhado de elegância.

e) Impacto.
Todo sucesso de uma boa aula, discurso, sermão ou conferência é demonstrada logo no início
da atividade. Alguns aspectos:

1) A conquista pode ocorrer com o primeiro olhar, gesto ou frase.


O corpo fala e mostra se o educador está seguro e preparado ou não. A introdução não da
matéria, do discurso ou sermão, mas a saudação pode demonstrar o domínio que se terá
sobre a classe, platéia ou grupo.

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2) A força do educador não depende somente do que fala, mas também da forma como fala,
da forma como transmite. Para que isso aconteça é necessário ter segurança do que vai
falar e colocar o coração no assunto. Por vezes temos que construir caminhos e pontes para
obter o resultado desejado. É certo de que o Espírito Santo ajudará e sem essa preciosa
ajuda jamais teremos sucesso, pois estamos tratando de Educação Cristã.

Lembro-me de um conferencista que deparou com um auditório com mais de 3000 pessoas.
A maioria pessoas irrequietas. Ele entrou no palco devagar, aproximou do microfone, e,
mudo, enquanto tentava dominá-los com seu olhar, tirou o palito. Virou-o no avesso e
gritou: “Estão vendo minha arma?”. O auditório emudeceu. Ele prosseguiu: “os senhores
não estão vendo, mas estou armado com e trago comigo a mais poderosa e letal arma do
mundo, porque ela pode atingir a alma e transformar mente e corpo. Tenho a palavra.”

3) Nunca inicie lendo uma aula lendo. A saudação é de suma importância. O primeiro contato e
olhar abrirão porta e prepara o caminho para chegarmos onde queremos chegar.

D) O OBJETIVO FUNDAMENTAL E OS FINS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ.

O apóstolo Paulo escreve na sua carta aos Colossenses: “o qual nós anunciamos, advertindo a todo
homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem
perfeito em Cristo”. (Cl 1.28)

Note bem que Paulo diz que ensinava com uma finalidade: “apresentar todo homem perfeito em
Cristo”. Obviamente que perfeito aqui não significa ausência de pecados, mas maturidade
espiritual. O que queremos dizer por maturidade cristã é o processo de santificação, o caminho
progressivo para a conformidade à imagem de Cristo no crente. A imagem original, desfigurada
com a Queda. (Gn 1.26-27), porém agora é renovada em Cristo quando da conversão (Cl 1.15; Rm
8.29; I Jo 3.2 e II Co 9.18)

Sabemos que a conversão apenas dá início a uma nova vida, mas, ao nascer o novo crente inicia
uma longa caminhada na espiritualidade, a qual necessitará de uma educação e que seja cristã, a
fim de proporcionar-lhe crescimento na fé, e assim, torná-lo “perfeito” em Cristo, ou seja, um
crente maduro. Esta maturidade cristã, também compreendida, como santificação progressiva,
pode ser vista em passagens como (Cl 3. 9 e 10) onde o apóstolo Paulo lembra aos crentes de que
eles despiram do velho homem e se revestiram do novo. Este novo homem é descrito como aquele
“que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que criou”.

A palavra grega avnakainou, menon (anakainoumenon) traduzida por “que se refaz” ou “que sendo
refeito”, é um particípio e encontra-se no tempo presente. Com isto o significado pretendido por
Paulo é uma renovação que perdura por toda a vida do crente.

Um crente maduro é aquele que está crescendo progressivamente e continuamente sendo


transformado á imagem de Cristo, e sob a obra graciosa do Espírito Santo, prossegue mortificando

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as práticas pecaminosas a que era inclinado. (II Co 3.18; Cl 3.3; Rm 6.6; 8.13; Ef 4.22-24)

E) O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM

Um texto da educadora Ivone Boechat nos fornece uma visão do que é ensinar e aprender: “Ensinar
não é transmitir conhecimentos. O educador não tem o vírus da sabedoria. Ele orienta a
aprendizagem ajuda a formular conceitos, a despertar as potencialidades inatas dos indivíduos para
que se forme um consenso em torno de verdades e eles próprios encontrem as suas opções.

A etimologia revela que o substantivo aprendizagem deriva do latim "apprehendere", e que


significa apanhar, apropriar, adquirir conhecimento. O verbo aprender deriva de preensão, do latim
"prehensio-onis", que designa o ato de segurar, agarrar e apanhar, prender, fazer entrar, apossar-
se de.
Ensinar: palavra latina insignīre, quer dizer "marcar, distinguir, assinalar". É a mesma origem de
"signo", de "significado". A principal meta da educação se processa em torno da auto-realização.

Logo, ela propõe a reformulação constante de diretrizes obscuras para alcance dos objetivos,
comprometidos com a valorização da vida. A educação carimba a sociedade que deseja ter.

O professor, como agente de comunicação, transformou-se num dos mais pobres, como também
num dos mais ricos recursos. Quando se imagina dono da verdade, rei do currículo, imperador do
pedaço, mendiga e se frustra. Mas quando se apresenta com humildade, de compreensão e
vontade de aprender, resplandece e brilha!

F) DESAFIOS PARA A EDUCAÇÃO CRISTÃ HOJE

A educação cristã é um processo de permanente aprendizagem. Esse é o desafio, viver cada dia
como integrante do corpo de Cristo, tendo uma vida comprometida Ele e com Palavra. A educação
cristã permanente tem o propósito de criar oportunidades para o fortalecimento da igreja,
desafiando seus membros a se comprometerem com Jesus Cristo, com a Palavra, com seu povo – o
Corpo de Cristo – e com a missão de serem exemplos vivos do amor do Senhor neste tempo.

Pode-se dizer, nunca estaremos totalmente formados, capacitados e plenos para a execução das
atividades na obra do mestre. Nossa procura deva ser constante buscando um maior
fortalecimento do conhecimento bíblico e este juntamente com a piedade nos tornará cada dia
mais apto para o nosso mister.

Estamos certo de que a formação do indivíduo não encerra na conclusão de qualquer curso, mas
sim ao longo da vida. Então, a educação permanente deve tornar permanente, como os laços que
nos ligam a própria vida. Assim como é nosso dever, se quisermos manter-nos atualizados e
prontos para responder aos anseios dos quais espera o Senhor Jesus, no meio social, profissional e
religioso onde atuamos. Nossa busca ao aperfeiçoamento deve ser constante para não
estagnarmos. E muito menos, deixamo-nos levar pelo sentimento de “já sei tudo’ ou “já estou
pronto”.

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Se na vida secular buscamos cursos de graduação, pós-graduação, mestrado, doutorado,
especialização, muito mais devemos firme, resolutamente e constantemente buscarmos o
aperfeiçoamento na prática cristã, e estabelecermos metas que venham produzir em nós meios
para esse crescimento.

UNIDADE II – FUNDAMENTOS BIBLICOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ

A) A PERSPECTIVA DO ANTIGO TESTAMENTO.

1. Deus, Mestre na criação e como fio condutor ao longo das escrituras.

A Bíblia não procura comprovar que Deus existe. Em vez disso, ela declara a sua existência e
apresenta numerosos atributos seus. Muitos desses atributos são exclusivamente dEle, como
Deus; outros existem em parte no ser humano, pelo fato de ter sido criado à imagem de Deus.

Alguns atributos exclusivos de Deus:


Onipresença. Ele está presente em todos os lugares a um só tempo. Sl 139.7-12;
Onisciência. Ele sabe todas as coisas. Sl 139.1-6;
Onipotência. Ele é todo poderoso e detém a autoridade sobre todas as coisas e sobre todas as
criaturas. Sl 147.13-18;
Transcendente. Ele é diferente e independente da sua criação. Ex 24.9-18; Is 6.1-3;
E muitos outros.

O profeta Isaias indaga no capítulo 40, versículos 13 e outros. “Quem o ensinou?”. (Jó 21.22; Rm
11.34). Este Deus eterno e criador e sustentador de todas as coisas e concede ao ser humano
uma parte do seu atributo. Não onisciência e sim ciência. Poder de buscar, conhecer e ensinar a
outros aquilo que é próprio dEle.

Jó entra na sala de aula do Todo Poderoso. Capítulo 38, 39, 40, 41 e 42.1-6. O Mestre dos
Mestres pergunta e pede respostas a um ser humano. Como Jó, devemos matricular-nos neste
curso celestial, conforme nos sugeriu o Senhor Jesus. (Mt 11.29).

2. A família hebréia como agência educativa.

A Bíblia não fornece uma descrição profunda da educação judaica. Através de indícios
espalhados nas Escrituras, bem como em outras fontes, conseguimos formar um quadro sobre
o tema, que sem dúvida era de grande importância para os judeus dos tempos bíblicos. O
propósito inicial da educação dos judeus era ensinar às crianças a melhor entender seu
relacionamento com Deus. Os professores queriam que elas aprendessem a servir a Deus e a ter
uma vida santa. Mais tarde, os educadores judeus começaram a acrescentar ensinamentos para
aperfeiçoar o caráter de seus alunos num sentido amplo.

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Ensinavam sobre a história da nação, começando do passado quando Deus resgatou Seu povo.
Para os judeus a educação acontecia de várias formas. As crianças no princípio recebiam
ensinamentos de seus pais em casa. Aprendiam sobre sua religião freqüentando os cultos de
adoração e participando de festas religiosas. Os meninos recebiam uma educação mais formal
dos líderes religiosos, indo para a escola aprender as Escrituras e outros assuntos. A educação
judaica refletia os valores da comunidade.

Os judeus reconheciam que o conhecimento era importante, não tanto por projetá-los no
mundo, mas principalmente porque poderia ajudá-los a conhecer e a amar a Deus. Para eles
não havia separação entre religião e educação, o que se constitui num valioso modelo para nós.
A melhor forma de educação é focada em Deus e nos ajuda a vir para mais perto Dele.

3. O modelo sacerdotal.

Começava em casa e continuava quando os filhos iam com seus pais aos cultos religiosos. No
princípio o povo adorava no tabernáculo, depois no templo de Jerusalém e mais tarde em
sinagogas locais; mas em todos esses lugares, as crianças podiam aprender sobre os rituais
(como ofertas e sacrifícios) e do ensinamento ministrado pelos sacerdotes, levitas ou rabinos.
Além disso, aprendiam sobre as Escrituras e sobre o que Deus queria do povo judeu; aprendiam
sobre as festas anuais e festivais religiosos.

Aprendiam que a Páscoa comemorava o livramento de seus ancestrais da escravidão no Egito.


No Pentecostes o povo lembrava-se de Deus entregando a lei a Moisés no Monte Sinai.

A Festa dos Tabernáculos, com suas barracas feitas de três galhos, comemorava a fidelidade de
Deus aos judeus na sua jornada aparentemente infindável até a Terra Prometida. Participando
dessas práticas religiosas, as crianças aprendiam não só sobre as tradições da nação, mas
também sobre a atuação de Deus em suas vidas.

4. Professores e mestres.

Em Israel, os professores eram os líderes religiosos - sacerdotes, profetas ou escribas – fato que
refletia tanto a consideração de que gozavam como focava que a aprendizagem era
primeiramente religiosa. Nos primeiros tempos, os sacerdotes instruíam o povo no
conhecimento de Deus. Como oficiais da sinagoga, os levitas também ensinavam. (Dt 33.10; 2
Cr 35.3)

Mais tarde, antes da Diáspora, os profetas assumiram o papel de instrutores, ensinando a


herança histórica do povo, criticando a injustiça e a conduta social imprópria.
No século IV AC, os profetas passaram sua função de instrutores para os escribas, conhecidos
como "doutores da lei" (Lc 5.17); advogados (Mt 22.35) e rabino (23.8). Toda educação superior
estava em suas mãos, que desenvolveram um complexo sistema de educação conhecido como
"a tradição dos anciãos" (15.2-6).
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B) A PERSPECTIVA DO NOVO TESTAMENTO.

A educação judaica: a sinagoga, a família, etc.

Os judeus consideravam os filhos uma grande alegria e um prêmio Sl 127:3-5. A educação dos filhos
começava por volta dos três anos, quando já sabiam falar; orações e cânticos eram aprendidos por
repetição, tal como hoje. Em casa, observavam os símbolos e práticas religiosos que propiciavam
oportunidade de ensino. Aprendiam, por exemplo, sobre o menorá (candelabro de sete braços),
símbolo da fé judaica. Eram encorajados a perguntar sobre o significado do ritual familiar anual da
Páscoa (Êx 12.26-27) que ensinava sobre o poder de Deus nos assuntos humanos.

Os pais tinham responsabilidades definidas na educação, O pai ensinava religião, a história do povo
hebreu e uma profissão. Também deveria ensiná-lo a nadar e era responsável por encontrar uma
esposa para seu filho. À mãe cabia ensinar suas filhas a serem obedientes e esposas capazes. As
meninas aprendiam a cozinhar fiar, tecer, tingir, cuidar de crianças e até dirigir escravos.
Aprendiam a triturar grãos e às vezes ajudavam na colheita. Ocasionalmente ajudavam a cuidar das
vinhas ou, se não havia irmãos, ajudavam a cuidar dos rebanhos. Deviam ter boas maneiras e alto
padrão moral.

Segundo o costume da comunidade judaica, as meninas tinham oportunidades educacionais


formais restritas e não lhes era permitido estudar a Lei. Não obstante, algumas tinham educação de
alto nível em casa, aprendendo música, dança leitura, escrita e a manejar pesos e medidas. Nas
famílias ricas, os filhos tinham tutores em casa.

1. Onde e como se dava o ensino.

Em Israel os alunos se familiarizavam com as Escrituras e aprendiam a ler escrever e um


pouco de aritmética. Algumas vezes estudavam o valor medicinal das ervas (I Reis 4:33).
Todos os assuntos dentro de um pensamento com moldes bíblicos.

Considerando que os antigos hebreus eram vistos como os melhores musicistas e cantores
do Oriente Próximo, é provável que alguns judeus recebessem em casa instrução básica de
canto e instrumentos musicais, tais como flauta e harpa. Embora os hinos hebreus não
tenham sobrevivido na sua forma musical, certamente a teoria musical conhecida entre os
cananeus era familiar aos cantores do templo.

Especialmente durante o Exílio, grande ênfase foi dada em lembrar e preservar cerimônias e
os costumes antigos para manter a identidade da cultura hebraica. Os cativos reconheciam
a importância de manter viva sua herança nacional e a Lei durante os anos em que viveram
em contato com uma cultura estrangeira. O Exílio trouxe mudanças fundamentais em todas
as áreas da vida judaica. A educação foi estimulada pelo contato dos exilados com a
sofisticada cultura dos babilônios.

Escolas e bibliotecas na Babilônia existiram durante muitos séculos. O conhecimento de


medicina, astronomia, matemática, arquitetura e engenharia dos mesopotâmios era muito
superior a dos judeus. Naquele ambiente intelectual, a literatura dos judeus assumiu um
novo significado. Foi nesse período que surgiram os livros de Ezequiel e Daniel.

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2. Métodos de ensino.

Os judeus utilizavam o método de memorização de textos e palavras, desde que a criança


aprendia a falar. Os alunos copiavam e recopiavam à mão com perfeição e precisão
passagens da Lei. Cada trabalho escrito contendo um erro era considerado perigoso, uma
vez que podia imprimir a palavra ou grafia errada na mente do aluno.

A leitura em voz alta era recomendada como auxílio para a memorização. Além de ler,
escrever e memorizar alguns outros métodos são conhecidos. Por exemplo, o uso de
provérbios e parábolas - um recurso usado por Jesus mais tarde (Marcos 4:2). Um
compartilhar de conhecimento ocorria em encontros de perguntas-e-respostas, tal como o
que aconteceu quando Jesus, com doze anos, visitou o templo em Jerusalém (Lucas 2.46-
47). Pouca informação se tem da educação nos primórdios da era cristã.

Sabemos que Jesus sabia ler e interpretar as Escrituras e tinha conhecimento bastante para
discutir teologia com os doutores do templo. Ele provavelmente aprendia em casa e recebia
a educação elementar comum à maioria dos meninos judeus daquele tempo.

3. Evangelhos: O modelo pedagógico de Jesus.

Jesus de Nazaré mestre, pedagogo por excelência nos dará agora a lição que precisamos. De
início, vamos encontrá-lo mostrando como chamar pessoas, educá-las e demonstrar a todos
que Ele é o centro da vida. Um homem diferente, trazendo um método diferente de ensino que
continua a ser usado nos dias atuais. Dentro de um contexto histórico de absoluta falta de um
plano e diante da urgência de encontrar uma saída antes que fosse tarde demais, surge Jesus
como uma nova luz de esperança no horizonte do povo oprimido por falta de conhecimento.

Sua presença reacende a esperança da população mais carente. Ele aponta um novo rumo para
as nossas desorientadas palavras e atitudes trazendo sua pedagogia de ensinar. Esta é tão
radiante que arrasta multidões “Jesus retirou-se com os seus a caminho do mar, e uma grande
multidão vinda da Galiléia o seguiu”. (Mc 3.7)

Jesus anuncia o Reino a todos! Não exclui ninguém. Mas o anuncia a partir dos excluídos. Sua
opção é clara, seu apelo também. Não é possível seguir a Jesus e continuar apoiando um
sistema terreno sem interesse pela causa espiritual. Primeira lição aos que querem segui-lo, Ele
manda escolher: Ou Deus, ou o dinheiro! “Não podeis servir a dois senhores” (Mt 6.24). E ainda
acrescenta: “Vai, vende tudo que tens, dá aos pobres. Depois, vem e segue-me”(Mt. 19. 21)

Mais de vinte séculos se passaram, e hoje Ele ainda é a figura central da cultura humana. Tão
somente porque o seu método de ensino é fundamentado no amor. Ele diz que o amor supera
tudo. O amor faz crescer no conhecimento de Deus, Deus é amor.

E assim, Ele deixou várias passagens sobre o amor (Jo 15.9; 15.3) “Mas eu vos conheço: não
tendes em vós o amor de Deus” (Jo 5,42). Jesus as pessoas que diziam amar a Deus, mostra a
elas uma pedagogia diferente. Sua filosofia de ensino foi e é de acordo com a realidade
existencial de cada indivíduo, visando o amor e resgatando vidas, através do amor verdadeiro.

4. Como Jesus chamava as pessoas

Jesus usa de um chamamento bem simples e bem variado. Às vezes, era o próprio Jesus que
toma iniciativa nas passagens do evangelho. Ele passa, olha e chama. “Caminhando junto ao
mar da Galiléia, viu Simão e André, o irmão de Simão. Lançavam a rede ao mar, pois eram
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pescadores. Disse-lhes Jesus: Vinde a mim e eu vos farei pescadores de homens.
imediatamente, deixando as redes, eles o seguiram” (Mc 1,16-18).

Ele exige muita renúncia que muitas vezes se torna difícil. O chamado dele é como um novo
começo! Começa tudo de novo entrando em sua nova família, novos hábitos, uma nova
aprendizagem.

Jesus chamava as pessoas e queria conviver com elas. Chamou para si: Pedro, Tiago e João,
Felipe, André, Tomé, Natanael, Mateus, Simão, Judas, Nicodemos, Joana e Susana, Maria
Madalena. Entre eles havia todo tipo de profissão, caráter, situações econômicas. Todos
tiveram que optar por uma mudança de vida e aprender com o mestre. (Mc 1.15).

O processo foi lento e difícil, pois não é fácil fazer que se tenha uma nova visão de vida, do
próximo, da história e do povo de Deus. Com eles Jesus formava grupos pequenos e grandes
para a evangelização.

5. Jesus modelo de educador

Ele era o centro, o modelo, a referência. Ele indica o rumo o caminho. “Eu sou o caminho, a
verdade e vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim” Jo 14.6. Com os discípulos Ele anda,
convive, dorme, come e isso deixa neles uma marca. Jesus não só ensinava, mas também fazia.

Jesus como educador nem sempre era compreendido e, olhando os resultados imediatos, nem
sempre teve sucesso. Tudo isso acontecia com muitos conflitos.

Muitas vezes os discípulos não entendiam o que ele queria dizer. Mas mesmo com os conflitos
gerados por aqueles que pensavam ser Ele o libertador político de Israel, era Ele o modelo de
educador diferente para a sua época, por que sabia escutar, relacionar, dialogar com as
pessoas. Jesus era um educador cativante, porque as pessoas eram tocadas profundamente
pelas suas mensagens.

Um bom mestre é valorizado e lembrado durante o tempo de escola, enquanto um excelente


mestre jamais é esquecido marcando para sempre a história dos seus alunos.

Naquela época a mulher vivia marginalizada. Pelo simples fato de ser mulher era rejeitada na
sociedade, não participava de nada socialmente. Jesus aparece, ensina, acolhe e valoriza a
mulher. A prostituída encontra amor e perdão, e recebe defesa contra o fariseu praticante que
a desprezava. (Lc 7.36–50).

E assim Jesus luta contra muitos outros preconceitos, como a mulher encurvada mencionada
em (Lc 13.10-17), a senhora considerada impura (Mc 5.25-34), a mulher adúltera (Jo 8.2-11), a
samaritana, as mães com os filhos pequenos (Mt 19.13-15), Maria Madalena considerada
possessa Lc 8.2. Ele queria que homem e mulher, nas suas diferenças, fossem iguais em
dignidade e valor (Mt 19.4-5). Ele é um educador que combate as injustiças.

Ele ensina também que os males estragam a vida: a fome (Mc 6.35-44); a doença (Mc 1.32-34);
a tristeza (Lc 7.13); a ignorância (Mc 1.22); a discriminação (Mc 9.38-40); o medo (Mc 6.50), etc.
Ele mostra também que a tolerância é uma das características mais difíceis de ser vivida. É mais
fácil adquirir cultura do que aprender a ser tolerante.

11.
O modelo de educador que Jesus propõe são mudanças de dentro para fora e não ao contrário.
O objetivo dele não era reformar a religião judaica, seu projeto era muito mais ambicioso. Cristo
desejava causar uma profunda transformação na alma humana, uma profunda mudança na
maneira de o homem pensar o mundo e a si mesmo.

O seu modelo de educador incomodava as pessoas. Com o passar dos tempos, Jesus não
precisava procurar as pessoas para falar-lhes. O seu falar era tão cativante que ele passou a ser
procurado por elas. Este modelo de educador era incondicional, porque Jesus pregava e vivia o
amor. Sua esperança na transformação do outro era tudo, ele desejava.

O ensino por parábolas.

Trabalho.
Fazer pesquisa sobre pelo menos vinte parábolas de Jesus. Assunto tratado e que lições elas nos
trás.

6. Epístolas: Paulo e o valor didático da literatura neo-testamentária.

O apóstolo Paulo como bem sabemos, após a morte e ressurreição de Jesus, foi um dos grandes
responsáveis pela difusão do Evangelho pelo mundo conhecido da época. Ele empreendeu
grandes e longas viagens missionárias, pregando, insistentemente, Cristo crucificado e
ressuscitado.

Lemos especialmente no livro de Atos dos Apóstolos, a respeito dessas viagens missionárias de
Paulo e vemos que nem sempre a sua mensagem foi bem acolhida por onde passou. Nem
sempre ele e seus colaboradores foram bem sucedidos e bem aceitos nos locais onde estiveram.
Contudo, pela vontade de Deus, em muitos lugares por onde passou, Paulo deixou novos
crentes. Em muitos lugares, a semente lançada por Paulo encontrou solo fértil e resultou no
nascimento de igrejas.

O apóstolo Paulo tornou-se “pai”, fundador, de comunidades cristãs. E como um pai preocupado
e atento às filhas, Paulo desenvolveu um profundo interesse pelas igrejas e comunidades por
onde passou. Tal preocupação e tal interesse do apóstolo pelas igrejas ficam demonstrados pela
grande quantidade de cartas escritas por ele e que constam da Bíblia Sagrada.

Além disso, o interesse de Paulo pelas igrejas se demonstrava também na sua preocupação com a
formação de novos líderes, novos colaboradores, que pudessem administrar e pastorear bem a Igreja de
Cristo. Esta preocupação com os novos líderes e pastores nós encontramos, por preocupação com o
ensino da Palavra de Deus e com a “Educação Cristã”.

O Paulo que encontramos por trás das epístolas a Timóteo é um homem já envelhecido, bastante
experimentado e amadurecido pela vida. A intimidade com Deus e as vivências na caminhada
com a Igreja deram a Paulo sabedoria e experiência suficientes para perceber os perigos e os
desafios à frente de Timóteo, jovem pastor em Éfeso e aos seus outros companheiros “alunos”.

E Paulo percebeu que um dos problemas mais grave que seus jovens cooperadores teriam que
que enfrentar era o dos falsos ensinamentos, as falsas doutrinas, os falsos mestres. O texto à
Timóteo relata: “O Espírito de Deus diz claramente que, nos últimos tempos, alguns
abandonariam a fé. Obedecendo a espíritos enganadores e a ensinamentos de demônios. Esses
ensinamentos vêm de homens hipócritas e mentirosos, que têm a consciência morta como se ela
tivesse sido queimada com ferro em brasa.

12
Tudo isto demonstra que a comunidade pastoreada por Timóteo estava sendo assediada
por falsos mestres, que propagavam falsas doutrinas (como, por exemplo, a proibição do
casamento e a abstinência de certos alimentos).

Era necessário que Timóteo não se desviasse da sã doutrina. Era necessário que Timóteo
continuasse firme na Palavra de Deus, naquilo que ele havia aprendido desde a infância com sua
mãe e sua avó. Por este motivo, Paulo o aconselha: “É por isso que lutamos e trabalhamos muito,
pois temos posto a nossa esperança no Deus vivo, que é o Salvador de todos, especialmente dos
que crêem. Recomende e ensine essas coisas. (...) E, até eu chegar, procure dedicar-se à leitura
em público das Escrituras Sagradas, à pregação do Evangelho e ao ensino cristão. Não se descuide
do dom que você tem (...). Cuide de você mesmo e também do seu ensino.”

No texto acima Paulo ensina que não se deve descuidar da Bíblia e da doutrina. Ao contrário,
deve dedicar-se à leitura e à pregação das Escrituras Sagradas. Deve dedicar-se ao ensino
cristão, tornando-se, assim, instrumento de Deus para a edificação e para a salvação de todos os
que o ouvirem.

Todavia, o apóstolo Paulo escreve com clareza a Timóteo que não bastam o cuidado com as
Escrituras e com as doutrinas. É necessário que o servo de Deus tenha uma vida santa, piedosa,
elevada. Em outras palavras, é preciso aplicar na vida que ensinamos nas aulas e nas pregações.

Recomendações e orientações acerca da Educação Cristã são encontradas nas chamadas “Cartas
Pastorais”, e em especial nas duas epístolas dirigidas a Timóteo e na a Tito.

Trabalho em classe.

Localizar nos evangelhos textos e anotar capítulos e versículos onde o Senhor Jesus ensina sobre:

1. A Lei.
2. A ira.
3. Divorcio.
4. Os juramentos.
5. A vingança.
6. Amar os inimigos.
7. Ajudar os necessitados.
8. A oração.
9. O jejum.
10. O dinheiro.
11. A ansiedade.
12. Julgar o próximo.
13. Pedir, buscar e bater.
14. O reino de Deus.
15. Construir com solidez.
16. O preço de segui-lo.
17. Como tratar o irmão que peca.
18. O fruto na vida das pessoas.
19. O caminho para o céu.
20. Luxúria.

13
UNIDADE III – FUNDAMENTOS TEOLÓGICOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ.

A) PARA UMA TEOLOGIA EDUCATIVA CRISTÃ, PROTESTANTE E WESLEYANA

1. Reforma protestante

Já se completaram 490 anos em que um monge agostiniano chamado Martinho Lutero com
ousadia afixou nas portas de uma igreja na Alemanha suas famosas "95 teses" em que
questionava a autoridade do papa em perdoar pecados mediante o pagamento de um valor
em dinheiro.

De lá para cá muita coisa aconteceu e dados da história nos deixa registrado que o avanço
da educação em solo europeu confunde-se com a solidificação dos princípios consagrados
na Reforma Protestante.

Na Idade Média, o cristianismo teve bastante influência na Educação. O lema desta época
era: "Deus, pai de todos e os homens, por conseguinte irmãos entre si". A igreja Romana
desempenhava papel fiscalizador do sistema. Só era permitido ensinar aquilo que ela
interpretava como sendo da "vontade de Deus".

A época denominada "Renascimento" e a "Reforma Protestante" do sec. XVI contribuíram


para um alargamento da visão do mundo, do que seria e para que servia uma instituição
educacional. Lutero, um dos líderes da Reforma Protestante escrevendo aos magistrados e
senadores alemães afirmavam: "A prosperidade de uma cidade não depende somente das
riquezas naturais, da solidez de seus muros, da elegância de suas casas, da abundância das
armas de seus arsenais. A salvação e a força de uma cidade residem sobre tudo na boa
educação que lhe faz instruídos, honestos e bem educados cristãos."

Este apelo de Lutero culminou no entendimento dos primeiros reformadores de que deveria
popularizar a leitura e a escolarização das pessoas para que se tornassem bons cidadãos.

Podemos dizer de uma forma geral que o sistema educacional mundial está atrasado por que
os valores da Reforma não penetraram na mente dos "formadores de opinião". Em nosso
país então, apesar de dizermos ser um país cristão, os nossos colonizadores trabalhou de

todas as formas para que isso não acontecesse. Ainda lamentamos, pois no meio evangélico
de hoje, está cheio de pessoas interesseiras e fracas de conteúdo.

Percebemos que os princípios basilares da Reforma como: 1) Somente a Bíblia é a


palavra de Deus tem sido substituída por interpretações modernas acerca desta verdade.
Uma nação que não embasa seu código de leis às Sagradas Escrituras está condenada ao
desmoronamento de suas instituições.

A Bíblia não pode ser considerada "apenas um livro religioso". Ela é o padrão definidor da
verdade de Deus. O próprio Lutero repetia: "Minha consciência está cativa à Palavra de
Deus. Não posso e não quero me retratar de coisa alguma, pois ir contra a consciência não é
correto nem seguro. Aqui estou; nada mais posso fazer. Deus me ajude. Amém."

14.
2) Sobre a graça de Deus único meio pelo qual o homem pode ser salvo. Assistimos ao
triste espetáculo de homens e mulheres que vivem pagando as suas promessas a Deus como
se ele as exigisse. Nosso país e muitos outros tem sido escravo de uma mentalidade religiosa
que prende os homens ao culto antibíblico às imagens esculpidas, que segundo as
Escrituras: "tem boca, mas não falam; têm olhos, mas não vêem; tem ouvidos, mas não
ouvem; têm nariz, mas não cheiram; têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não
andam; nem som algum sai da sua garganta" (Salmo 115.5-7).

3) A Reforma pregava, a fé somente e não as obras é que salvam. A salvação caso viesse por
meio das obras, facilmente geraria orgulho no salvo e não gratidão ao Salvador. Mas, temos
que recorrer ao poeta Charles Wesley: "Enquanto preso o espírito jazia, nas sombras do
pecado que seduz; com teu olhar a noite fez-se dia, e, despertando, vi a masmorra em luz.
Cairam-me as algemas, livre me senti, e, pondo-me de pé, logo te segui".

Somente por Jesus o homem é salvo. Deus não encontrou ninguém em posição de perfeição
para ser o mediador entre si e o homem pecador. Ele precisou de uma operação de amor:
enviar o seu filho para morrer aplacando a sua ira em relação ao homem que por natureza
peca por hábito e prazer. Dai, então o principio "só por Jesus é que nós somos salvos".

4) Quando vemos em nossa cidade pessoas se orgulhando pelo que tem de posses, logo
precisamos parar a fim de pensarmos melhor: quem é dono de tudo mesmo? Isso me faz
lembrar de um pastor amigo que está morrendo, ele tem um câncer no estômago, e orando
ele pediu ao Senhor: "cuide de minha família." E no seu espírito, Deus lhe respondeu: "E
quem você pensa que está cuidando agora? Você?". Deus merece toda a glória porque Ele
incansavelmente tem cuidado de todos os detalhes da nossa vida.

Toda essa reflexão serve para levar-nos a perceber que a Reforma Protestante não foi
apenas um ponto na história, mas uma mudança de mentalidade, no modo de educar.

Estamos em busca do equilíbrio. E a Reforma Protestante trouxe equilíbrio ao espectro


religioso do séc. XVI e, pela graça de Deus também levará uma noção acertada de
moderação ao meio evangélico do sec. XXI. É o que cremos!

Não tenho outra escolha. Estamos no mundo como "luzeiros" e não podemos deixar de
brilhar. O desejo é que homens e mulheres de Deus compromissados com a Palavra do
Senhor faça a diferença neste mundo como verdadeiros educadores. Verdadeiros faróis.

Certo homem, visitando um farol, disse ao guardião: "Você não tem medo de viver aqui? É
um lugar terrível para se ficar por muito tempo." "Não," respondeu o homem, "eu não
tenho medo. Aqui nunca preocupamos com nós mesmos." "Nunca se preocupam com
vocês mesmos! Como pode ser isso?”A resposta foi convincente: "Nós sabemos que
estamos perfeita mente seguros e só nos preocupamos em manter nossas lâmpadas
brilhando e refletindo claramente para que aqueles que estão em perigo possam ser
“salvos”.

15
B) A CENTRALIDADE DA ESCRITURA NA EDUCAÇÃO CRISTÃ.

Devemos valorizar o conhecimento geral e desenvolvermos um sendo crítico. Pois o estudo


da Bíblia exige conhecimentos gerais e há vários exemplos bíblicos de pessoas instruídas e
usadas por Deus, autor de todo conhecimento. Não devemos rejeitar a cultura em nossa
volta, mas precisamos viver nela de modo crítico ao pensamento contaminado do mundo.

Para questionar:

- Deve o cristão se envolver com as descobertas e batalhas intelectuais do mundo?


- A universidade pode ensinar alguma coisa ao cristão ou simplesmente é um campo
missionário?
- De que modo o ensino secular se harmoniza com o conhecimento de Deus?
- Um cristão pode ler livros e obras escritas por não cristãos?

.
A instrução secular na Bíblia.

1) Moisés – At 7.22
2) Daniel e seus amigos – Dn 1
3) Paulo – At 22.3

a) Gamaliel - Principal escola Superior do Judaísmo no primeiro século.


b) Tarso – famosa por sua universidade.

4) Sérgio Paulo – At 13.


5) Apolo – At 18.24

a) Alexandria – Principal centro do pensamento – Grego-romano.


Ali estava a principal Universidade daquele tempo.
Apolo foi preparado nela e suas habilidades intelectuais serviram ao Reino.
At 18.24, 27 e 28;

Deus se comunica conosco através das escrituras. Podemos entrar em contato direto e
pessoal com Deus quando a lemos. A leitura é para os cristãos uma dádiva e uma obrigação
sagrada.

A habilidade de ler, não foi comum nas culturas do mundo, conforme visto no trabalho sobre a
educação Wesleyana. A Elite sabia ler e desse modo mantinha o poder e conseguia manipular as
massas. Mas a Igreja do Senhor sempre incentivou a leitura. O alto nível de instrução no mundo
ocidental ocorreu causa da leitura a partir das escrituras.

As culturas antigas sequer tinham um alfabeto, e algumas ainda hoje não têm.
A habilidade de ler a Bíblia proporciona acesso a outros tipos de conhecimento, á tecnologia
moderna, aos cuidados com a saúde, à possibilidade de livrar da pobreza e opressão social.

Se uma pessoa reconhece que a Bíblia é a Palavra de Deus e que vale a pena estudá-la e
compreendê-la, outros tipos de conhecimentos além de saber ler e escrever tornam-se
importantes:

16.
Lingüística: O conhecimento das línguas originais (Grego, Hebraico e Aramaico) torna
essencial para a tradução e interpretação das Escrituras.

História, Geografia, Arqueologia, Filosofia, etc.

Historicamente foi a Bíblia que eliminou as superstições do paganismo e abriu as portas para
a ciência, a tecnologia e a cultura ocidental.

Centralizados na Bíblia, sem menosprezar o conhecimento e a cultura, devemos agir no


mundo como agentes transformadores da nossa civilização.

C) A NATUREZA EDUCATIVA DA IGREJA.

A Igreja e o Reino de Deus. Ambos estão ligados e não há como separá-los. (Mt 16. 18 e 19).
“... e sobre esta pedra (Cristo) edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão
contra ela. E eu te darei as chaves do Reino dos céus, e tudo que ligares na terra será ligado nos
céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.

(Mt 18.15 a 19). Trata sobre a ligação Igreja e Reino de Deus no que concerne pecado e perdão.

A Igreja não é uma opção ou alternativa, ela é a única agência de Deus na terra para salvação do
homem. É em seu ambiente que cada salvo desenvolve sua vida para viver para a glória de Deus.

Atividades contínuas da igreja:

- Levar a verdadeira adoração a Deus. (At 2.42; 1 Co 10.31).


- Admoestar os crentes quanto à vontade de Deus. (Hb 10.25).
- Ensinar o crente. (Mt 28.20).
- Treinar os crentes para uma vida operacional frutífera. (Ef 4. 11,12).
- Dar assistência espiritual e material. (Gl 6.1 a 10).
- Promover a comunhão. (At 2. 42-47).
- Administrar suas atividades. (Rm 12.8; 1 Co 12.28).
- Proclamar o evangelho. (Mt 28.19)

O ensino está contido na missão da igreja. Como dom, portanto integra ao plano de Deus.
É ferramenta para que a igreja cumpra sua missão. É mais do que educação infantil e manter as
crianças distraídas enquanto temos o culto. Ensinar é mais do que informar e transformar.

Informação – Transformação – Deformação.

17.
UNIDADE IV – DIAGNÓSTICO SITUACIONAL DOS GRUPOS-META

A– DEFINIÇÃO E EXEMPLOS DE GRUPOS-META

1. Definição:
Grupo = Reunião de pessoas. Pequena associação ou reunião de pessoas unidas para um fim
comum.
Meta = Alvo, mira, objetivo.
Unindo as duas palavras “grupos-meta”, entendemos como várias reuniões ou associações de
pessoas unidas por um mesmo objetivo.

2. Exemplo:
Uma empresa industrial para alcançar sucesso deve atentar para esse princípio.
Diversos setores trabalhando para alcançar um objetivo. Planejamento, compras, produção,
vendas, logística, financeiro, etc., todos em harmonia para atingir o alvo – lucro.

No livro de Provérbios encontramos Salomão o mais sábio rei de Israel, ditando princípios
aplicáveis ao nosso viver diário, aos grupos-meta e a administração geral.

Alguns princípios:

Entre os muitos provérbios que falam sobre a humildade, o mais eloqüente seja aquele no qual
a própria palavra “humildade” não aparece. (Pv 22.2).
Em Provérbios somos informados das conseqüências que sobrevêm à família diante da escolha
entre os caminhos da sabedoria e da loucura. (Pv. 20.7 e 15.27).

Sobre seleção e recrutamento de pessoal, provérbio nos ensina: (26.10)


“como um flecheiro que a todos fere, assim é o que assalaria os insensatos e transgressores.”

Provérbio tem uma mensagem séria para muitos chefes: Vocês não sabem tudo. (15.22)

Entre outros muitos que poderíamos citar, finalizamos que este. Uma imagem forte e um verbo
ainda mais poderoso, e aprendemos um princípio fundamental a respeito de avaliações
precisas. (11.1)

B) DESENHO DOS GRUPOS-META EDUCATIVOS CRISTÃOS.

A Igreja deve se dedicar e aplicar todo esforço possível para o desenvolvimento educacional e
espiritual de seus membros. Por décadas algumas denominações evangélicas deixaram-se
levar para uma margem muito perigosa e ensinavam que todos os que se convertiam a Cristo
deveriam optar por uma renuncia total. Inclusa nesta renuncia, estava o buscar conhecimento
intelectual como também o teológico. Alguns até encontrando textos bíblicos para basear suas
convicções.

18.
Mas desde o principio da igreja encontramos os além dos apóstolos, os pais da igreja motivando os
cristãos a buscarem conhecimentos. Sem deixarem a evangelização e o ser cheio do poder de Deus.

Podemos encontrar em nossa igreja local um lindo desenho dos programas educativos já
elaborados e aplicados na área do ensino. Tais como: Verdade única, Vivendo 40 dias com um
Propósito, Estudo dos livros da Bíblia, Bela aos olhos de Deus, Casados para Sempre, Finanças,
Capitânia, Adoradores, etc.

Programas que trás aos recém chegados e convertidos uma estrutura educacional cristã que os
farão crescer em sabedoria, e em estatura (espiritual), e em graça para com Deus e os homens. (Lc
2. 52).

C) CRITÉRIOS PARA ELABORAÇÃO DE UM DIAGNÓSTICO SITUACIONAL DOS GRUPOS-


META.

1. Da perspectiva dos alunos:

a) Aspectos físicos.
Pessoas com limitações físicas devem fazer parte dos grupos-meta. Exemplo: os de
limitações visuais, de audição, de voz, mentais, os cadeirantes, os especiais, crianças,
adolescentes, jovens, adultos e idosos, etc.

b) Aspectos sócio-emocionais.
Pessoas com marca profundas emocionais oriundas da nossa sociedade. Pais, amigos,
parentes, etc. E outras com marcas aparentemente “positivas” de família sólida, etc.

c) Aspectos intelectuais.
Pessoas capacitadas e bem preparadas, também não poderão ser colocadas á margem. Bem
como aquelas menos favorecidas, mas, que alcançaram a graça de Deus.

d) Personalidade.
Diz do caráter ou qualidade do que é pessoal. Do temperamento, inteligência, competência
e criatividade de cada ser humano.

e) Situação sócio-econômica.

Embora tenha sido o Brasil descoberto por uma nação nominalmente cristã, não foi
colonizado segundo os preceitos das Sagradas Escrituras. Os portugueses estavam mais
preocupados com a expansão de seu comércio do que com a salvação das almas. Cristovão
Colombo apesar do caráter religioso de suas expedições, afirmou certa feita: “A melhor
coisa do mundo é o ouro; é capaz de enviar almas aos céus.”
Em 1553, os jesuítas tendo a frente o padre Manoel da Nóbrega viram seus trabalho de
catequeses desnuda-se. Nem os índios eram convertidos, nem os colonos, educados.

19.
O cristianismo praticado em Portugal era um misto de paganismo, folclore e permissividade.
Era um sistema religioso criado para dar sustentação à coroa que, desde 1139, vinha
expandindo-se até transformar-se naquele grande e “novo reino, que tanto sublimaram”.
Foi exatamente este cristianismo que os portugueses trouxeram para o Brasil.

É de suma importância que conheçamos a religiosidade que os negros trouxeram para cá.
Com a carência de mão de obra para explorar as riquezas de um continente maior que toda
a Europa Ocidental, a coroa busca na Igreja Católica o necessário suporte teológico e ético
para reduzir as nações africanas à servidão.
Estes, mesclando às crenças indígenas e à religião do colonizador, terminaram por
transformar o Brasil na pátria do sincretismo religioso. Uma confusão religiosa.
O verdadeiro educador cristão não é contra quaisquer culturas. Mas tem a obrigação de
resgatar os oprimidos de Satanás onde quer que se achem estes inseridos; seja na cultura
negra, seja na branca, seja na amarela.
Deduzimos deste breve histórico da nossa colonização o porquê das nossas classes sociais e
do nosso sistema econômico.

2. Da perspectiva da igreja local

a) Visão educativa.

A visão educativa da igreja não se destina apenas à educação do mundo; tem ela como
função também educar a própria igreja. O apóstolo Paulo, por exemplo, primeiro educava
os gentios, proclamando-lhes o Evangelho de Cristo. Estando estes já constituídos igrejas,
dedicava-se a instruí-los, visando transformá-los em autênticos discípulos do Senhor Jesus.

b) Recursos humanos.

Além de ser uma comunidade adoradora e educadora, a Igreja de Cristo é também uma
comunidade de serviços. E tendo como missão intransferível de servir tanto a Deus quanto
aos homens, deve ela treinar adequadamente seus membros, capacitando-os a cumprir
plenamente os vários ministérios que lhe entregou o Senhor Jesus. Ao cumprir sua missão
educacional a igreja não visa desestimular o trabalho leigo da Igreja. Mas fazer com que
estes possam melhorar seus conhecimentos e cumprir com eficiência a grande comissão.

c) Equipamento e infra-estrutura.

A história da igreja brasileira desde o seu início nos mostra que o grande alvo dos líderes e
plantadores de igrejas era a evangelização. Daí, a razão de construção de templos pequenos
e ou grandes sem as salas e ou espaços para o ensino.

Escolas bíblicas, dominicais, salas de estudos deveriam ocupar o mesmo espaço da nave dos
templos. Ainda hoje, o mesmo acontecer nas maiorias dos templos.

20.
Sem os espaços apropriados fica prejudicada a voz do professor e a participação dos alunos.
Quanto aos equipamentos, principalmente para ministração das aulas infantis estão a
desejar.

Bibliografia:
Recursos Didáticos para a Escola Dominical – Marcos Tuler
Curso Prático de Oratória – Daniel De Lucas
Manual do Professor – Marcos Tuler
Teologia da Educação Cristã – Claudionor de Andrade
Estilos de Aprendizagem – Marlene D. Lefever