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CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA

LICENCIATURA

Disciplina: Práticas Corporais Não


Tarefa: atividade do ciclo 2
Convencionais e Alternativas
Turma:
Nome: Cíntia Oliveira Carra RA: 115807
DGEFL1402VILA0S
Parecer do Tutor:
Respostas da questões em texto:

As práticas corporais alternativas buscam um ensino focado numa perspectiva da


qual a maneira de agir, sentir e pensar não seja de forma sistematizada, modernizada,
mais sim de maneira que construa um corpo capaz de adaptar-se e comandar-se, ou seja,
capaz de saber o que quer, como quer e se pode ou não fazê-lo, como cair e levantar, por
exemplo, em diversas situações na vida, trazendo isso por meio de práticas corporais
equilibradas.

No holismo ou sistema holístico para se entender alguma ideia ou fato, ou ainda


sistemas relacionados aos seres humanos é preciso observá-los como um todo, ou seja,
todos os sistemas estão integrados entre si e para compreendê-los é preciso observá-lo
como um ser integral que faz parte de uma única entidade. A pluralidade se interliga
com o holismo pois trata da totalidade, de não ser único, portanto estudando a
diversidade.

Os precursores das práticas corporais alternativas buscavam vários benefícios


com suas práticas como a cidadania, a inclusão, a saúde e a paz, por exemplo; e são
eles: Émile Jaques-Dalcroze nasceu em Viena, Áustria, foi professor de dança, trabalhu
para modificar o método tradicionalista de formação do ator e do bailarino, elaborou
uma metodologia chamada de Eurritmia que rompia os padrões tradicionalistas da dança
clássica, da qual coordenava o aspecto musical com movimentos corporais. – Francóis
Delsarte, nasceu na França, trabalhou métodos por meio da união entre corpo, mente,
alma e movimento, pois acreditava que a função da voz, expressão, sentido, respiração e
emoção por meio dos exercícios despertasse criatividade do aluno. – Wilhelm Reich,
nascido na Ucrânia, trabalhou no campo da saúde, utilizava um método
terapêutico/educacional, ele defendia a importância do equilíbrio energético, pois para
ele não havia saúde mental sem saúde física e vice-versa, disse ainda que quando as
pessoas reconhecem suas limitações (couraças) pessoais o processo terapêutico é capaz
de ajuda-las a superar e se livrar das amarras individuais. –Elsa Gindler nascida a
Alemanha, foi uma das primeiras professoras de educação física, que desenvolveu a
compreensão de que exercícios feitos de forma mecânica não produzem mudanças
definitivas, produtivas e significativas no organismo. Ela não se interessava apenas pelo
desenvolvimento físico do aluno mas também pelo se desenvolvimento global,
autônomo, livre e responsável. –Alexander Lowen nasceu no EUA, trabalhou em um
projeto chamado de bioenergético que visava compreender e dissolver as tensões
crônicas apresentadas pela musculatura das pessoas, fruto de forças irracionais pessoais,
sociais e políticas por meio do processo terapêutico. –Moshe Feldenkais nasceu na
Rússia, seu método cujo o nome era “consciência pelo movimento e integração
funcional”, visava a vida por trás das máscaras, a emancipação dos educadores e
protetores, a fuga dos padrões sociais e a auto valoração.

O corpo humano compreende complexos sistemas internos dos quais se ligam


entre si para formar o todo, o conjunto, para que possa funcionar em perfeita sintonia.
Para que haja a sistematização das práticas corporais alternativas devemos conhecer o
próprio corpo pois cada um de nós temos nossas próprias limitações, medos, receios e
diferenças individuais. O ser humano vive hoje em um sistema capitalista do qual o
consumismo vem em primeiro lugar e muitas vezes não conseguimos acompanhar o
ritmo, por exemplo, por não conseguir um coro perfeito. Dessa forma, o indivíduo deixa
de olha para si mesmo e se conhecer, se aceitar mesmo com imperfeições ou com o não
considerado belo; por isso é tão difícil alcançar uma sistematização das práticas
corporais alternativas e não convencionais pois as mesmas oferecerão diversos
benefícios educacionais, artísticos e terapêuticos aos seres humano, mas para isso é
preciso reconhecer-se e aceitar-se.

Dito isto, para entendermos o próprio corpo, as nossas vontades e o que


queremos alcançar de nós mesmos, devemos saber nos moldar e nos adaptar as
diferentes situações vividas em nosso cotidiano, procurar evoluir, criar continuamente
novos processos, sair da comodidade assim como propõe as PCAs* e podemos começar
as mudanças hoje, que tal começar a praticar a dança ou um jogo? Seja você sozinho ou
com seu grupo social ou ainda com seus alunos praticar uma nova cultura de
movimento; enfim seja você a mudança que tanto almeja!
Referências Bibliográficas
Práticas Corporais Alternativas e Educação Física escolar, Vinícius Barbosa de Morais e
Fábio Ricardo Mizuno Lemos. Disponível em:
http://www.efdeportes.com/efd193/praticas-corporais-alternativas-e-educacao-
fisica.html. Acesso em 02/03/2017.

Holismo, Willyans Maciel. Disponível em:


http://www.infoescola.com/filosofia/holismo/. Acesso em 02/03/17.