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O que é

O que é kosher?

Kosher ou Kasher signifi ca "apropriado", "adequado".


Muitos perguntam qual é a diferença entre kosher e kasher e a verdade é que ambas
as palavras têm o mesmo signifi cado. A diferença na pronúncia está vinculada à
região, sendo que no hebraico israelense se pronuncia kasher e nos EUA é muito
utilizada a pronúncia kosher.

As leis de kashrut tem origem na Bíblia judaica (Torá) e do Talmude (coleção de livros
que dá origem ao código de leis judaicas, inclusive sobre o comportamento
alimentar).

Segundo consta nestes livros, uma série de alimentos ou misturas dos mesmos não
podem ser consumidos pelo povo judeu.

Hoje em dia existem muitas informações disponíveis na web sobre a dieta judaica.

Com o passar do tempo surgem novos produtos e tecnologias. Contudo, a Bíblia é


viva e podemos aprender nela sobre as novas tecnologias. Os Rabinos Legisladores
nos defi nem como se pode utilizar as mais variadas tecnologias modernas e quais
produtos estão de acordo com a norma da Torá.

O que é certifi cação kosher?

Todo o alimento para poder ser consumido pelos seguidores da Torá precisa ser
kosher. Como saber se todo o processo de fabricação segue as normas da kashrut
(sistema kosher)?
Para isto, surgiram as certifi cadoras kosher como o BDK do Brasil, que desempenham
a tarefa de avaliação e certifi cação das indústrias alimentícias. Verifi cam os insumos
e suas procedências, o processo de fabricação, assim como a eventual infl uência de
outros produtos e linhas de produção dentro da fábrica.

Por que certifi car?

As empresas hoje tem percebido que a certifi cação kosher amplia o número de
clientes e proporciona maior aceitação no mercado em especial quando se deseja
exportar o produto em especial a países como Israel, E.U.A., Argentina e outros
países europeus onde é necessário ou bom ter certifi cação kosher.

Hoje há um aumento de consumo kosher ao redor do mundo. Estudos demonstram


que o consumidor enxerga a alimentação kosher como uma alimentação de maior
qualidade.

Além do mais a indicação "parve" em produtos kosher demonstra a ausência de


carne ou leite no produto, o que abre o mercado para o consumidor vegetariano ou
àqueles que tem certa intolerância à lactose. (Aqueles com forte intolerância, devem
verifi car se o produto é isento de traços de leite.)

A alimentação kosher não só atende a religião judaica como também acaba por
atender preceitos da religião adventista ou mesmo é escolhida por aqueles que
simplesmente buscam mais um selo de qualidade.

Se a sua empresa pesquisou e percebeu que o certifi cado kosher pode favorecer o
produto, a BDK do Brasil disponibiliza toda uma estrutura que possibilita a realização
da certifi cação

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Regras alimentares judaicas

Kasher significa correto, justo,


bom. Aplicado à comida, refere-se apropriada ao consumo, isto é, que preenche todos os
requisitos da dieta judaica. É importante alertar-se ao fato de que a kashrut não é um
estilo de culinária. Comida chinesa, francesa, italiana, indiana, árabe ou qualquer outra
podem ser kasher desde que preparadas de acordo com as leis judaicas. A comida
tradicional judaica, pode ou não ser kasher, dependendo como foi preparada.

A Kashrut se desenvolve baseada em duas regras básicas. A primeira delas especifica o


tipo de carne que pode ou não ser consumida. A proibição é muito clara no capitulo 11 do
Levítico: "Entre todos os animais da terra, os que podereis comer: aqueles que têm os
cascos fendidos e que ruminam." Ou seja, incluem-se aí vaca, carneiro, bode e cervo. As
aves permitidas são o frango, o peru, o ganso, o faisão e o pato. Já o Deuterônimo, no
capítulo 14 explica que nenhum crustáceo é kasher: "Comereis de tudo que há nas águas:
tudo que tem barbatanas e escamas comereis; e tudo o que não tem barbatanas e
escamas não comereis; é impuro para vós."
A outra grande regra consiste em não misturar carne com leite e derivados, seja na
preparação, armazenamento ou consumo. A origem bíblica desta norma é encontrada no
livro Êxodos, capítulo 19 que diz: "Não cozerás o cabrito no leite de sua mãe." Foi a partir
desta regra que se classificou a comida kasher em 3 categorias: carne, leite e parve.

Carne Kasher

A carne kasher é singular em todos os aspectos, desde o tipo de animais que são
permitidos até a maneira como são abatidos e preparados para o consumo. Os alimentos
à base de carne são cozidos, manuseados e ingeridos separadamente dos alimentos à
base de laticínios. Além disso, é exigido um período de espera de seis horas após comer
todos os tipos de carnes e aves antes que qualquer laticínio possa ser ingerido. A
categoria "carne" inclui a própria carne, as aves e os subprodutos, tais como ossos, sopas
e molhos. Qualquer alimento feito de carne ou aves ou de produtos de carne e aves, é
considerado como sendo de carne (fleishig ou Bassarí). Até mesmo uma pequena
quantidade de carne em um alimento torna-o Bassarí.

Existe um ritual para o abate dos animais; baseado no fato de que o sangue não deve ser
consumido porque simboliza a própria essência e característica do ser humano, os rabinos
concluíram que um animal que é morto para virar alimento deve ter seu sangue
totalmente drenado. Para evitar que a proibição de comer sangue seja violada, é preciso
que o sangue da carne seja extraído por um destes dois métodos. Primeiro: "deixar de
molho e salgar" (chamado de kasherizar). Segundo: assar sobre ou sob uma chama ou
num forno elétrico ou assadeira elétrica. Assim, todo o sangue é extraído.

Leite

Todos os alimentos que contém leite, ou que são dele derivados, são considerados Chalavi
ou milchig. Isto inclui leite, manteiga, iogurte, quefir, coalhada e todos os queijos
(variáveis segundo sua consistência) - duros, macios e cremosos. Mesmo uma pequena
quantidade de laticínio em um alimento faz com que este alimento seja considerado
Chalavi. Todos os derivados de leite requerem um certificado de Kashrut. Os alimentos de
leite e de carne não devem ser preparados, servidos ou consumidos ao mesmo tempo.
Utensílios separados são usados exclusivamente para laticínios. Recomenda-se um forno
separado para assar ou tostar alimentos de leite.

Parve

As frutas, vegetais, cereais e todos os outros alimentos que constituem uma dieta e que
crescem na terra, são parve e podem ser utilizados sem restrição. Os peixes também
estão inclusos. "Podereis comer de tudo o que vive nas águas, seja nos mares ou nos rios,
desde que tenha nadadeiras e escamas" (Vayicra' XI:9). Os ovos também podem ser
utilizados tanto com carne como com leite. Entretanto, qualquer gema de ovo que
contenha uma gota de sangue não pode ser usada.

Vinhos
O vinho e o suco de uva, mais do que qualquer outra bebida, representam a santidade do
povo judeu. São usados para a santificação do Shabat e Festas Judaicas. Qualquer
subproduto que contenha vinho ou suco de uva, como vinagre de vinho, bala, geléia ou
refrigerante de uva, conhaque e outras bebidas que possam ser destiladas ou misturadas
com vinho, só poderão ser ingeridos quando possuírem supervisão rabínica confiável.
Vinho feito por um judeu, que após seu preparo tenha sido fervido, não apresenta mais
problemas de kashrut. Um suco de uva ou vinho de passas cujas uvas ou passas foram
cozidas antes de extrair o suco é considerado vinho cozido.

Produtos industrializados

Seguem a mesma regra básica: é imprescindível terem uma Supervisão Rabínica. Todos
os alimentos processados requerem supervisão rabínica confiável que atestem que podem
ser consumidos em acordo a lei judaica. Isto aplica-se a todo produto que passa por
processo de fabricação: legumes congelados, bebidas, balas, biscoitos, etc.

Restaurantes, hotéis e afins

Todo restaurante, hotel, etc, para ser kasher necessita de supervisão rabínica em sua
cozinha, o que inclui a presença de pessoas shomrei Shabat, observantes do Shabat, que
irão acender o fogo, orientar e fiscalizar a confecção de todos os ingredientes e sua
preparação, até o consumo final.

Kashrut e a Saúde

A discussão em torno da validade racional das leis dietéticas também chegou ao âmbito da
ciência médica. Algumas eminentes autoridades recomendam a kashrut por motivos
higiênicos. Inúmeros técnicos sanitaristas consideram, hoje em dia, altamente meritória a
exigência severa feita ao indivíduo responsável pelo abate de que examine a carcaça de
todo animal que houver matado, a fim de verificar se há qualquer sinal de doença outra
condição patológica. Consideram também importante o fato de que a carne deve ser
consumida até poucos dias após o abate, evitando-se assim, os prejuízos à saúde que
podem advir da carne estragada.

Kashrut e Higiene

A lavagem das mãos seguida de oração é um item obrigatório antes de preparar, cozinhar
ou comer qualquer alimento. Escolher bem folhas de verduras, higienizar adequadamente
as frutas, e averiguar a existência de qualquer tipo de larva ou verme tem sido tema de
cursos e orientações a respeitadores das leis da kashrut. Estas normas, que há muitos
anos são discutidas por sábios judeus, têm garantido com sucesso, a higiene e qualidade
dos alimentos judaicos. Para melhor compreender a origem dessas regras leia o capítulo
11 de Levítico.
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Costumes Alimentares Judeus, Leis Dietéticas e Feriados

As leis dietéticas, judias são ordens bíblicas interpretadas como regras, no que diz
respeito aos alimentos . As regras dizem respeito principalmente à seleção, abate e
preparação da carne. Os animais permitidos para consumo, especificamente gado,
carneiro, bode e cervo; eles são considerados “limpos”. As carnes de aves permitidas são
frangos, peru, ganso, faisão e pato. Todas as carnes de animais e aves mortos devem ser
inspecionadas quanto ao risco de doenças e is animais e aves mortos por um ritual de
abate de acordo com a regra específica. Apenas o quarto dianteiro do quadrúpede pode
ser usado, exceto quando o tendão do quadril da veia fêmur possa ser removido, o
traseiro também é permitido.
O sangue é proibido como alimento, por ser sinônimo de vida. O tradicional processo
Kosher
De carne e aves remove todo o sangue antes da cocção (cozimento). O kosher envolve
embeber a carne em água, salgá-la completamente, permitindo que seque e então lavá-la
três vezes para remover o sal.
A carne eo leite não podem ser combinados na mesma refeição. O leite ou alimento feitos
com leite podem ser consumidos antes, mas não com a refeição. Após se consumir carne,
6h devem passar até que os produtos feitos com leite possam ser consumidos. Em razão
das regras de separar carne dos produtos do leite, os lares judeus ortodoxos tradicionais
devem manter completamente separado dois conjunto de louças, prataria e equipamento
de cozimento um para as refeições de carne e outro para as refeições de produtos
lácteos. Apenas os peixes que tem bastante barbatanas e escamas são permitidos. Isso
exclui os mariscos e enguias. Os peixes podem ser consumidos com refeições de
produtos lácteos ou com carne. Os ovos também podem ser usados com carne ou leite.
Porém, qualquer gema de ovo que contenha uma gota de sangue não pode ser usada
porque o sangue é considerado um embrião de frango ou sinal de uma nova vida.
As frutas, hortaliças, produtos de cereais e todos os outros alimentos que constituem
uma dieta podem ser usados sem restrição. Os produtos de panificação e as misturas
prontas de alimentos devem ser produzidos sob os padrões aceitáveis de Kosher.
O mais importante dos feriados judeus é o Sabbath, o dia de descanso, que ocorre no
sábado. A refeição da sexta-feira à noite é a melhor da semana e normalmente inclui
peixe e frango. Não é permitido aquecer ou cozinhar qualquer tipo de alimento no sábado,
dessa forma todos os alimentos consumidos no Sabbath é cozido anteriormente e pode
ser mantido quente no forno ou consumido frio.
Os feriados de festival são o Rosh Hashanah o Ano Novo em setembro; Succoth, o feriado
de colheita do outono; o Chanukah a festa das luzes em pleno inverno e o Purim, um
feriado festivo na primavera. Cada feriado tem guloseimas próprias associadas a ele.
O Yim Kippur, ou Dia do Perdão, ocorre 10 dias após o Rosh Hashanah e é o dia do jejum.
Os judeus se abstêm de todos os alimentos e bebidas, inclusive água, desde o pôr-do-sol
da véspera do feriado até o pôr-do-sol do feriado. As mulheres grávidas e doentes não
fazem jejum.
A Páscoa dos judeus, um festival comemorativo da primavera que dura 8 dias, inclui
recomendações dietéticas especiais. Durante o feriado de A Páscoa dos judeus, o pão
bolo fermentados são proibidos. O matzo, um pão não fermentados, é consumido bem,
como todos os bolos e produtos assados de farinha de matzo moído ou amido de batata e
fermentado apenas com clara de ovo batidas. Nenhum sal é permitido no matzo da
Páscoa dos judeus tradicional. As variações de matzo frito ou refeições de panquecas de
matzo são preparadas com quantidade generosa de gordura.
Kasher? Como surgiu??

Os hospitais Israelitas, prevêm em seu Regulamento, o respeito às Leis Dietéticas


Israelitas, que obedecem a um processo denominado KASHER.
O processo Kasher de alimentação teve origem na travessia dos judeus do Egito para a
Terra Promentida. Para sobreviverem 40 anos No deserto foram criadas as leis dietéticas
que tinham antes de tudo características sanitárias. Visavam livrar o povo de parasitas
intestinais e/ou de moléstias gastrointestinais, uma vez que não tinham recursos médicos
e não possuíam condições de higiene e de conservação de alimentos.
O povo judeu reconheceu desde então, a relação que existe entre a alimentação do
indivíduo e sua saúde atribuindo aos alimentos a influência direta no bem estar físico e
até no caráter do individuo .
A palavra Kasher significa “ apropriado para comer, limpo” e designa os alimentos
permitidos pelas leis judaicas. O alimento “impróprio para consumo” é denominado terefá.
Fundamentos Dietéticos
Citações bíblicas:
1. “ não cozerás o cabrito no leite de sua mãe”. Daí surgiu a separação entre os alimentos
preparados com leite e com carne. Todas as preparações à base de leite, manteiga ou
queijo, são feitas em utensílios separados, que não se misturam com os utilizados para
carne; ambos os pratos ( à base de carne e de leite) não aparecem juntos numa refeição.
Todos os Hospitais Israelitas possuim duas cozinhas distintas; uma para leite, que é
denominada COZINHA DO LEITE e outra para a carne, que é denominada COZINHA DA
CARNE. Todos os alimentos que levam em sua preparação, o leite ou derivados deve ser
preparado na cozinha do leite e os preparados com carne na cozinha da carne. As
cozinhas devem ter os funcionários próprios e uniformizados de maneira diferentes; todos
os utensílios utilizados ( desde talheres, até panos de prato) devem ser identificados de
maneira a serem reconhecidos prontamente e evitar misturas ou troca dos mesmos.
OBS: a carne de peixe é excluída destas restrições, sendo então permitida a sua
preparação com leite e manteiga.
2. No capítulo XI do Levítico, consta a enumeração dos animais proibidos e permitidos.
Entre os mamíferos são considerados Kasher os ruminantes de casco fundidos. Não são
considerados kasher: lebre, colelho.
Entre os animais marinhos são kasherm, apenas peixes que possuem nadadeiras e
escamas.
Entre as aves são kasher, as que não forem de caça.
Entre os mamíferos permitidos, nem todas as partes são próprias para o consumo:
Desprezam a gordura que envolve os intestinos ( cap. VII Levítico Vers 22)
Tendões
Traseira de animal ( nervo ciático) Gênesis, XXXII, 33.
Víceras
Nenhum animal doente ou que haja morrido acidentalmente é kasher. Sua carne é julgada
terefá ( imprópria para consumo).
A matança do animal é tarefa de uma pessoa especializada: o Shochet. Não é permitido o
sofrimento do animal. O sacrifício do animal é feito através de uma lâmina muito afiada e
sem falha ( Maimônides: “ Já que a necessidade de obter alimentos exige o sacrifício de
animais, a lei ordena que a morte do animal seja a menos dolorosa possível.
Animal castrados não servem para a alimentação.

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LISTA DE ALIMENTOS KOSHER


12 de março de 2007

17 Votes

Publicado no Valor Econômico

Para ganhar a mesa judaica, indústria abre seus segredos

Fazer parte da seleta lista de produtos kosher – consumidos pela comunidade


judaica ortodoxa – tornou-se um importante desafio para a indústria de alimentos, mesmo que
isso signifique abrir suas portas e segredos industriais. Pepsico, Dr. Oetker, Leite Nilza,
Bauducco e Garoto são algumas das empresas que já despertaram para esse nicho de
mercado, que atinge também consumidores não-judeus mas extremamente exigentes.
"O selo kosher é visto como um atestado de qualidade por outras comunidades",
diz o vice-presidente de vendas e marketing da Vilma Alimentos, Cezar Tavares. Entrar nesse
universo, no entanto, não é nada fácil. Afinal, as empresas precisam revelar aos rabinos todos
os ingredientes e fornecedores envolvidos no processo. Caso sejam aprovados, a fábrica ainda
tem que receber, a cada ano, uma visita de um religioso para certificar o produto.
Alimentos kosher também podem exigir mudanças no processo produtivo. Uma das normas
mais rígidas estabelece que as linhas de produção sejam radicalmente higienizadas para evitar
mistura com resíduos de alimentos não certificados. "Em geral, isso encarece o custo de
produção e reduz a produtividade", diz José Ricardo Cicone, gerente de exportação da Garoto.
A fabricante de leite Nilza, que vende leite kosher pelo dobro do preço do leite
comum – cerca de R$ 3,00 o litro – teve que modificar a rotina da sua unidade em Ribeirão
Preto (SP) para produzir leite com o selo. Isso porque o processamento desse produto precisa
ser feito duas vezes por semana, de manhã, após a lavagem das máquinas, antes que outro
leite passe pelo equipamento.
Outra diferença, segundo o diretor industrial da Leite Nilza, Marcelo Nogueira, é
que a fábrica precisa esperar mais tempo pela entrega do leite, ordenhado na presença de um
judeu, representante do rabino. Para ter controle sobre a qualidade do leite, os religiosos
também se encarregam de escolher a fazenda onde isso acontece. Antes do descarregamento,
são feitas orações por cerca de meia hora.
O leite deve ficar no máximo quatro horas estocado antes do processamento,
enquanto o leite comum pode esperar até 48 horas pelo procedimento. Segundo Nogueira, a
empresa produz cerca de 50 mil litros de leite kosher por mês, o que representa menos de 1%
do volume total da companhia.
A mineira Vilma Alimentos aproveitou que só havia um achocolatado em pó
produzido no Brasil com o selo, o Toddy, para entrar no negócio. A empresa obteve a
certificação para achocolatados e macarrão em agosto do ano passado. Os produtos estão
sendo vendidos inicialmente em Brasília e São Paulo e já existem planos de exportar para
Israel, segundo o vice-presidente de vendas e marketing, Cezar Tavares.
Ele estima que as vendas da Vilma Alimentos aumentarão em 1,2 mil toneladas
somente com produtos kosher, o que representa um avanço, ainda que modesto (0,5%), nas
vendas. "Passamos a ver este aspecto religioso como uma boa oportunidade de mercado", diz
Tavares. Segundo ele, nos Estados Unidos metade da produção kosher é consumida por não-
judeus. Só na América Latina, segundo ele, a comunidade judaica é composta por mais de 450
mil pessoas.
A Vilma Alimentos está tentando certificar outros produtos, mas, por enquanto,
enfrenta algumas dificuldades para obter o selo para sopas e refrescos. Um dos entraves é que
a sopa leva aroma de carne, e todos os ingredientes de origem animal sofrem mais restrições.
O refresco sabor de laranja também não conseguiu aprovação. Mas, neste caso, a razão foi
diferente: o fornecedor do aroma de laranja não autorizou a vistoria dos rabinos em sua
fábrica. "Muitas empresas, principalmente as maiores, se negam a revelar seus segredos
industriais", diz Tavares.
A Pepsico – que tem o certificado para salgadinhos Elma Chips, para o atum
Coqueiro e para Toddy – vê também muçulmanos, adventistas do sétimo dia, vegetarianos e
pessoas com intolerância à lactose como potenciais consumidores kosker.
Devido à oferta reduzida de sobremesas e guloseimas nacionais com selo
kosher, a Dr. Oetker decidiu certificar seus produtos, como flans e pudins, atendendo a
pedidos da própria comunidade, segundo a gerente de garantia de qualidade Andréia Venson.
Ela prevê que até metade da linha receberá o selo nos próximos meses.
Ao contrário da Dr. Oetker, a Garoto e a Bauducco não têm planos de estender
a certificação para uma linha muito grande de mercadorias. Ambas estão focadas no
consumidor internacional, que está disposto a pagar por um produto mais elaborado.
Certificada pelo Kof-K – rabinato de Nova York, com delegados no Brasil -, a Garoto
concentrou-se em fabricar grandes barras de chocolates (com 2,5Kg e 5Kg), utilizadas para
fazer as "gotinhas" que vão nos tradicionais cookies americanos. "Vendemos 3,5 mil toneladas
por ano para os EUA", diz Cicone.
O executivo acredita no potencial desse mercado, mas observa que há algumas
linhas que não compensam fazer "kosherizados", porque não há escala e é impossível repassar
todos os altos custos de produção. "Se pararmos uma linha de bombom apenas para higienizá-
la segundo os padrões kosher, deixaremos de produzir 3,5 milhões de unidades em apenas um
dia".
A Bauducco, que tem certificadas as linhas de torradas e waffer, também
focou-se no mercado americano, para quem só fabrica por encomenda, segundo Claudio
Fontes, diretor comercial.
Em alguns casos, a produção não precisa de adaptações para receber o selo. Este foi o caso da
fabricante de açúcar orgânico Native, que recebeu o selo kosher há seis anos. De acordo com o
gerente comercial Hélio Silva, as vendas desse tipo de produto estão concentradas em lojas de
alto padrão, como Casa Santa Luzia, o Emporium São Paulo e o Pão de Açúcar.

https://herancajudaica.wordpress.com/2007/03/12/lista-de-alimentos-kosher/
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Para quem acha que a Lei Alimentar de Levítico 11 e
Deuteronômio 14 foi abolida no "Novo
Testamento", segue explanação dos textos usados
de forma incorreta para se embasar tal erro.
Parte 1
Dizem os crente hoje por ai: Nós na Nova Aliança podemos comer de tudo, é só orar que tudo
tá limpo!

É no mínimo interessante o grande contraste sobre o que se ensina sobre o que Yeshua
ensinou e o que vemos posteriormente na boca dos apóstolos.
Por exemplo, ensina-se que Yeshua tornou todos os alimentos limpos. Cobras e lagartos, rãs e
suínos agora, podem ser saboreados sem medo de pecar pois Yeshua ensinou: "o que
contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina
o homem. " (Mateus 15:11) e com esta “máxima” pregadores alardeiam que estamos livres para
comer tudo o que se move.
Mas perceba a grandeza da Escritura que não nos deixa dúvidas… pois um pouco mais a frente
Mateus escreveu que "Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Explica-nos essa parábola.
" (Mateus 15:15) ou seja, o apóstolo não entendendo o sentido e significado desta purificação,
não hesitou mas demonstrou sua ignorância quanto ao assunto e pediu: “explica-nos”
E o Senhor Yeshua explicou com certo tom de repreensão ao pedido de Pedro: "Ainda não
compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre e é lançado fora? mas o que
sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os
maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.
São essas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não
contamina o homem. " (Mateus 15:17 a 20).
Caro leitor, perceba que em todo o relato de Mateus, não há sequer menção de carnes imundas
ou alimentos proibidos. Há sim um debate referente a "… não lavam as mãos quando comem
pão." (Mateus 15:2). Então entendam que toda a discussão gira em torno de uma “tradição dos
anciãos” e não de alimentos limpos ou imundos.
O ponto principal é que o próprio Pedro (ao contrário dos apóstolos contemporâneos) entendeu
que Jesus não se referia a comer qualquer alimento pois agora tudo é limpo mas apenas a
comer sem lavar as mãos!
O próprio Pedro, mais de três anos no mínimo, depois desta palavra de Jesus, repetiu para o
mesmo senhor: “… nunca comi coisa alguma comum e imunda.” (Atos 10:14)
Não é interessante como o próprio Pedro pede explicação para Jesus e ele mesmo repete um
bom tempo depois ao senhor: “nunca comi nada imundo”
Ora… não estava agora tudo purificado? Como então pode Pedro ainda fazer tal distinção?
Desobediência? Obstinação? Teimosia em não aprender? Falta de inteligência em aprender?
Seria Pedro um daqueles judaizantes? Ora … Pedro não foi ensinado assim. Simples assim!
Yeshua não veio para purificar carnes de porco, caro leitor, e não foi isso o que Ele ensinou em
Mateus 15!
“EU COMO TUDO PORQUE O QUE D-US FEZ É BOM”

Sim, realmente é bom o que D-us fez, mas, para o fim que D-us criou. Exemplo: minhoca é boa,
mas não para se comer e sim fertilizar a terra. Urubu é tão bom e útil que é proibido por lei
matá-lo. Por conseguinte, ao afirmar o Senhor que “tudo é bom” não foi para que nós hoje nos
valhamos disto para satisfazer nossa vontade. Esta deve ser submetida à vontade do Senhor.
Mas o texto utilizado para se dizer que toda a criatura de D-us é boa é o texto de 1 Timóteo 4:1-
5 “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por
obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, 2 pela hipocrisia dos que falam
mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, 3 que proíbem o casamento e exigem
abstinência de alimentos que D-us criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis
e por quantos conhecem plenamente a verdade; 4 pois tudo que D-us criou é bom, e, recebido
com ações de graças, nada é recusável, 5porque, pela palavra de D-us e pela oração, é
santificado.”
Temos que notar que Shaul (Paulo) está falando com Timóteo que se encontra em Éfeso em
meio a cultura pagã, onde certos preceitos ascéticos foram sorrateiramente adentrando à Igreja,
e é exatamente contra tais preceitos que Shaul está a prevenir a Igreja e não contra a
entendimento bíblico da Lei Alimentar expresso em Lev.11e deut. 14, pois vemos que ele
assevera contra os que proíbem o casamento, e tal proibição não é judaica e muito menos
bíblica, assim como a abstinência de se comer aquilo que o Senhor criou como alimento, pois
os animais listados em Lev. 11 e Deut. 14 como impuros não são considerados alimentos,
portanto tal abstinência relatada aqui em nada tem haver com a Kashrut Judaica, isto é , com
Lei Alimentar Bíblica, mas isso fica claro quando Shaul fala que tais alimentos foram criados por
D-us para serem recebidos por aqueles fiéis que conhecem plenamente a verdade, e se
usarmos o conceito de verdade encontrado no Evangelho de João 17:17 que diz “Santifica-os
na verdade; a tua palavra é a verdade.”, e entendendo que quando Yeshua disse isso e quando
Timóteo recebeu a carta de Shaul a “PALAVRA” de D-us era só e somente só a Torah e os
Profetas, concluímos que os fiéis que conheciam a verdade logicamente tinham Levítico 11 e
Deuteronômio 14 como a verdadeira palavra de D-us.
Mas não obstante a tudo isso o próprio verso 5 mostra claramente o que acabamos de relatar,
pois Shaul diz que pela PALAVRA de D-us e pela oração, o alimento é santificado, vemos
novamente que não é somente orar para a carne de porco ficar santificada, mas tem que se
passar primeiro pelo crivo da PALAVRA de D-us que já decretou que a carne de tal animal não é
santificável, sendo assim mesmo que se queira tirar as palavras de Shaul do contexto histórico
a qual Timóteo estava enfrentando não é possível mesmo assim se invalidar a LEI ALIMENTAR
BÍBLICA.

“A CARNE DE PORCO NÃO IMPLICA NA MINHA SALVAÇÃO”

O Senhor quer que tenhamos boa saúde (III S. João1:2), porque nos comprou por bom preço,
Sangue Inocente (I Cor. 6:19-20), e espera que sejamos puros (Rom. 12:1), para nos
constituirmos realmente na morada do Espírito Santo. I Cor. 3:16.
Se alguém, pela ingestão de carnes imundas (Lev. 11; Deut. 14), se torna impuro, D-us nele não
pode morar, e pior, será destruído no último dia. I Cor. 3:17.
Por exemplo, D-us Se “irrita” com os comedores de porco (Isaías 65:3-4). Também os
consumirá (Isaías 66:17 – compare com os versos 22-23). Veja, D-us está falando que os
comedores de carne de porco ficarão fora da Nova Terra. Isso merece, portanto, sua reflexão
plena. Implica ou não na perda da salvação?, entenda leitor, não é, o não comer de animais
impuros que vai te salvar, mas sim a graça de D-us, mas se você viver em desobediência a
vontade de D-us, isso mostra o quanto a salvação dada por ELE, para você é tida como sem
valor, pois se você morre com Yeshua na Cruz, simbolizado no seu Batismo, mas você nasce de
novo para continuar fazendo o que você sempre fez, isso implica que você foi salvo do pecado
mas preferiu voltar para ele sendo assim você vira as costas para o sacrifício de Yeshua, sendo
assim novamente um réu para a condenação e isso é perder a salvação.
Fica aqui algumas considerações: Por que a carne de porco não é consumida nos hospitais?
Deut. 14:8. Uma vez ouvi: “A diferença do urubu para o porco é que um voa e o outro anda
sobre patas.” – De fato, a função de ambos é a limpeza da terra, e não ser o prato principal do
jantar.

Para quem acha que a Lei Alimentar de Levítico 11 e


Deuteronômio 14 foi abolida no "Novo
Testamento", segue explanação dos textos usados
de forma incorreta para se embasar tal erro. Parte 2
Parte 2
Comer sem lavar as Mãos! Análise de Mateus 15.

O QUE FAZ MAL? – O QUE ENTRA OU O QUE SAI DA BOCA DO HOMEM?

Cuidado! Não faça experiência para comprovar.

“Mas o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração
procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e
blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso
não contamina o homem.” Mateus 15:18-20
Caro Leitor Observou o detalhe? – Lavar as mãos!

NUNCA ESQUEÇA:D-us fez nosso corpo perfeito para nele morar. I Cor. 3: 16. Disse-me
alguém enfaticamente: “Eu como caranguejo, siri, lagosta, camarão, peixe de couro, enfim, tudo
que Moisés proibiu, porque quem autorizou a comer, não foi o homem, mas o próprio Yeshua.”
Depois, aquele amigo querido, citou o verso 11 de Mateus 15, que diz: “O que contamina o
homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca isso é o que contamina o homem.”
Este apetite descontrolado está fundamentado em um verso isolado que desfigura o contexto,
fato que me proponho dissecar agora, por amor a cada um que se diz verdadeiramente servir
ao D-us de Israel, Pai de nosso Senhor Yeshua HaMashiach.

Em primeiro lugar, aquele irmão equivocou-se ao dizer que quem proibiu comer carnes imundas
foi Moisés. Não! D-us é quem proibiu em Levítico 11 e reafirmou em Deuteronômio 14. Em
segundo lugar, Yeshua é obediente a tudo que D-us estabeleceu, e como tal, se ele ensinasse a
desobedecer as regras do Pai, estaria contradizendo tudo o que o Pai disse e se fazendo o
menor no Reino dos Céus, conforme Mateus 5.19.

Ouça: “D-us não muda” – Malaquias 3: 6, “Não há sombra nem variação” – Tiago 1: 17 ; “Não
fará coisa alguma, sem antes ter revelado o Seu segredo aos Seus servos, os profetas” – Amós
3: 7 “Não alterarei o que saiu dos Meus lábios” – Salmo 89: 34; “A palavra de nosso Deus
subsiste eternamente” – Isaías 40: 8

Logicamente, Jesus não poderá contradizer aquilo que foi proferido por D-us, ainda que o
homem assim o deseje. Tito 1:2.
Portanto, para entender o que Yeshua quer ensinar neste verso, é preciso ler todo o capítulo 15
de Mateus, senão, você vai capitular e, como os discípulos, ficar boquiaberto. Veja: Mateus 15:
15-16 “E Pedro, tomando a palavra, disse-Lhe: explica-nos esta parábola. Yeshua, porém,
disse-lhe: Até vós mesmos estais sem entender?”
Os discípulos ficaram atônitos diante daquilo que eles julgavam uma parábola. Sim, era a única
conclusão. Só podia ser uma parábola. Tal conjectura é cabível, pois que a lei dietética de
Levítico 11 era sagrada demais para todos os judeus, tanto para os discípulos, como judeus
comuns, fariseus, irreligiosos, etc. O estonteamento dos discípulos, por conseguinte é natural,
dada a posição em relação às coisas imundas condenadas e proibidas por D-us.
A diferença, porém, é que para a solução do problema e conseqüente esclarecimento, os
discípulos foram humildemente suplicar a Yeshua e Ele os atendeu, clareando as nuvens
negras que envolveram as palavras divinas: “O que contamina o homem não é o que entra na
boca, mas o que sai da boca...”
Hoje, lamentavelmente, percebi em centenas de pessoas com quem estudei a Bíblia que,
havendo algo obscuro ou encoberto à primeira vista, ao invés de se ir a Yeshua e com
humildade estudar a Palavra, comparando o texto, para se chegar à Verdade que o versículo
quer ensinar, simplesmente concordavam com aquilo que, para elas, era mais conveniente.
Evidentemente, é muito mais fácil transgredir que sacrificar. Ler que estudar. Consentir que
renunciar. Transigir que obedecer. Isso é próprio da natureza humana. Mas... não é o correto!
Com os discípulos foi diferente. Tomados que foram de estupefação tal, pois para eles, apenas
ver ou sentir algo imundo lhes causava ojeriza (até de sua sombra corriam), quanto mais a idéia
de comer carnes imundas, proibidas por D-us.
Era inconcebível! Por isso rogaram a Yeshua explicar-lhes tal versículo. E isso fez o Mestre,
com todo amor.
– Solicitemos agora ao Senhor, que esclareça o assunto para nós.
A epígrafe ou título “A Tradição dos Anciãos” do capítulo 15 de Mateus, não é inspirado (foi
acrescido pelo tradutor) como se sabe; porém, é de significado ímpar. Ouça a argüição dos
fariseus a Yeshua: Mateus 15: 2 – “Por que transgridem os Teus discípulos a tradição dos
anciãos? Pois não lavam as mãos quando comem pão.”
Observe que o enredo começa com uma tradição, uma entre as muitas e infindáveis tradições
dos judeus religiosos, tinha preeminência aquela de, antes de qualquer refeição, lavar as mãos
muitas vezes (Mar. 7:3), como se fora uma cerimônia solene. Aliás, era de fato uma ablução
imposta, um cerimonial preceituado. Lavava-se tanto as mãos, não para torná-las limpas, como
é normal, antes de qualquer refeição!
Simplesmente era um hábito para satisfazer uma a tradição dos anciãos, doutores da Lei, que
faziam uma analogia do ato de se comer com a oficialização de um sacerdote em seus serviços
de oferecimento de sacrifício, sendo que o senhor de uma casa era tido como o sacerdote que
teria que se purificar antes de oficializar o abate e posterior oferecimento do animal no altar do
Senhor, sendo assim a mesa onde se comia era tido como um altar onde tudo teria que
representar os ditames dados aos sacerdotes sendo assim crio-se a tradição chamada
de Netilat Yadayim que não se tratava simplesmente de lavar-se com sabão e água e limpar-se.
Não, não. Havia os movimentos certos que deviam ser feitos, tudo pré determinado, até a
quantidade mínima de água era estipulada. Então era preciso derramar um pouco d’água nos
dedos e palmas da mão, primeiro uma, depois outra, erguendo a mão o bastante para que a
água escorresse pelos punhos, mas não até deste ponto.
Além disto a pessoa tinha de cuidar que a água não escorresse pelas costas da mão. E depois
a pessoa deveria esfregar uma mão na outra, indo e vindo, para lá e para cá. Se não houvesse
água nenhuma, poderia ser feita uma espécie de lavagem a seco, simplesmente fazendo os
movimentos como se com água. E nunca se esquecer de proferir as Bênçãos certas antes
depois de cada etapa.

Pois bem, Yeshua e os discípulos, embora primassem pela higiene, não aceitavam nem
concordavam com esse ritual demorado e apenas exterior pois sempre era feito para
exteriorizar uma psedo-santidade e zelo, que no interior de quem praticava não criava um
entendimento correto das ações sendo assim um ato vazio e de certa forma hipócrita.
Então, estudando todo o capítulo 15 de Mateus, depreendemos que aqueles anciãos
transgrediam os mandamentos de D-us, mas suas pessoais tradições eram intocáveis, e
colocavam-nas em lugar de destaque (Mat. 15:3). Será que hoje ocorre ao contrário? Veja: A
voz corrente do moderno cristianismo é adaptar-se ao mundo, fazendo o que a maioria faz, do
que ouvir e fazer o que diz a santa Bíblia.
Sei que você , caro leitor, não concorda com isso, certo? Bem, ouça o que Yeshua respondeu
àqueles “condutores cegos”:
Mateus 15: 7-8 “Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-
Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim.”
Por conseguinte, o problema suscitado naquela oportunidade não é o da comida em si, mas a
maneira de se comer, isso é muito claro. O verso 2 informa cristalinamente que a dificuldade
residia em lavar ou NÃO lavar as mãos. Com relação à comida, os próprios fariseus disseram:
“comer pão”. Lavar as mãos sete vezes era a tradição. Coisa que Yeshua e os discípulos não
abonavam, tanto que comiam sem praticar aquela ablução.

Quanto à comida, era caso encerrado: os judeus possuíam verdadeira idiossincrasia (repulsa
em grau máximo) às carnes imundas, proibidas por D-us. E como Yeshua sendo obediente ao
Pai, autor da prudente, boa e sábia lei dietética, nada mais fiel aceitar que, sobre aquela mesa
cercada de gente para comer, não havia comidas proibidas por D-us.
Isso é tão verdadeiro quanto comprobatório, pois tempos mais tarde após este incidente, Pedro
declarou, alto e bom som, muito dramaticamente, quando foi por D-us ordenado a comer
alimentos que estavam no lençol de sua visão em Atos 10: 14: “Nunca Senhor, comi coisa
comum, ou imunda.” Ora, não estaria Pedro mentindo para D-us agora, se naquele
acontecimento com Jesus ou mesmo posteriormente, tivesse comido carnes imundas?
Portanto, está claro que, naquela oportunidade, quando Jesus mencionou o verso que estamos
estudando, não havia sobre aquela mesa nenhuma carne proibida por D-us, e muito menos
houve autorização para o seu consumo, pois desde este incidente de Mateus 15 até Atos 10,
passaram-se algumas décadas e Pedro disse categoricamente, diante do lençol cheio de
animais que descia do Céu: “Nunca, Senhor, comi coisa... imunda.”
Bem, é possível que alguém ainda questione esta Verdade, agarrando-se cegamente na
declaração de Yeshua em Mateus 15:17: Tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é
lançado fora.” Caro leitor, Yeshua sempre Se serviu de parábolas e expressões metafóricas,
para ilustrar verdades eternas. Por isso que, relativo a esse verso, não podemos fazer uma
aplicação literal, porque o Senhor Yeshua nunca teve tal intenção. Sabe por quê? Porque nem
tudo o que entra pela boca vai para o ventre e é lançado fora. Por exemplo: arsênico, formicida,
soda cáustica, etc. E... você acha que Yeshua não sabia disso? Não foi por meio dele, sendo
ele a Palavra usada por D-us, que fez nosso estômago? (Em sã consciência e usando o bom
senso, também ninguém comeria alguma coisa envenenada para pôr à prova este texto. Isto
seria tentar ao Senhor, o que é proibido por Ele mesmo).
– Dirá alguém: Yeshua errou? Não Caro Leitor! Mil vezes não! Yeshua jamais erraria. Claro
como a luz solar, para os filhos da luz, foi o fato de que Yeshua queria ensinar, com esta
ilustração, não a autorização para consumir carnes que D-us proibiu a milênios, mas a verdade
de que: Mateus 15: 18-19 “O que sai da boca, procede do coração. E isso contamina o homem.
Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos,
falsos testemunhos e blasfêmias.” Yeshua usa o vocábulo “coração” para representar a
faculdade que planeja e decide. Na verdade a mente é a sede dos pensamentos e decisões. É
aí onde atua o Espírito Santo, e todos os atos e gestos são dirigidos por este comando motor
(sensório). Desta maneira, estas “coisas” procedem, não do coração em si, mas, da mente.
O Mestre conhecia aqueles corações farisaicos de sobejo. E era esta relação de impurezas que
povoava suas mentes. Acrescente-se a isso a repulsa que mantinham em não aceitar o humilde
Nazareno e Seus ensinamentos. Mas, você, Caro Leitor, agora já conhece toda a história deste
texto bíblico, e pode compreender com clareza que Yeshua não está liberando o consumo de
carnes proibidas por D-us, mas sim que é o “coração” (mente) o centro de tudo, no que tange
aos sentimentos e, por isso diz a Bíblia: Provérbios 4: 23 “Sobre tudo o que se deve guardar,
guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida.”

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