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GEOPROCESSAMENTO E COMBATE AO

TRABALHO EM CONDIÇÕES ANÁLOGAS AO DE


ESCRAVO:
O USO DA TECNOLOGIA DE GEOINFORMAÇÃO
NA APURAÇÃO DE DADOS PARA
PLANEJAMENTO DAS AÇÕES PREVENTIVAS E
REPRESSIVAS DE FISCALIZAÇÃO
PEDRO ERNESTO TRICHES JÚNIOR
Geoprocessamento e Combate ao Trabalho em Condições
Análogas ao de Escravo: O Uso da Tecnologia de Geoinformação
na apuração de dados para planejamento das ações preventivas
e repressivas de fiscalização

Resumo

O combate ao trabalho escravo é uma das metas presidenciais do governo


brasileiro. Nesse sentido, torna-se imperioso buscar-se meios eficazes para o
planejamento das ações de governo que possam diagnosticar a dimensão do
problema para o seu correto enfrentamento. Dessa forma, o planejamento
estratégico assume especial relevância, como ferramenta para a otimização de
recursos humanos e materiais, assim como para a definição dos locais em que as
ações preventivas e repressivas do Estado sejam executadas. O presente
trabalho tem o objetivo de demonstrar como a utilização da tecnologia de
geoinformação pode contribuir para viabilizar a erradicação do trabalho em
condições análogas à de escravo em nosso país, permitindo a utilização mais
eficiente dos recursos disponíveis e o gerenciamento mais eficaz das ações de
fiscalização. Além de breve apresentação sobre os sistemas de informações
geográficas, são trazidos exemplos práticos de sua aplicação no mapeamento de
população de risco e no planejamento das ações da auditoria fiscal do trabalho,
tanto na etapa de tomada de decisões quanto nas de acompanhamento e
avaliação dos resultados.
Introdução

O combate ao trabalho em condições análogas à de escravo


do Brasil é uma das ações prioritárias do atual Governo.
Nesse contexto estão envolvidos diversos atores
governamentais, da sociedade civil organizada e organismos internacionais.
Em agosto de 2003 foi criada a Comissão Nacional para
Erradicação do Trabalho Escravo – CONATRAE que é um órgão colegiado
vinculado à Secretaria Especial de Direitos Humanos.
Merece especial destaque nas ações repressivas ao
problema a atuação do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, por intermédio
da Auditoria-Fiscal do Trabalho a qual, mesmo sem contar com os recursos
materiais e humanos em quantidade suficiente, realiza trabalho reconhecido pela
CONATRAE e por diversos organismos internacionais.
Porém, após anos de atuação, constata-se que apenas as
ações repressivas da fiscalização do trabalho não são suficientes para a
erradicação do trabalho em condições análogas à de escravo no Brasil.
Por esse motivo, imperioso se torna a utilização de
ferramentas que possam traçar um diagnóstico do problema, desde a população
de risco, áreas de utilização de mão-de-obra irregular, atividades econômicas
envolvidas para que, com isso, possa-se otimizar a atuação dos grupos de
fiscalização e, ao mesmo tempo, saiba-se aonde o Governo deve atuar de forma
preventiva para que possamos erradicar o problema.
É nesse sentido que apresentamos as ferramentas de
Geoprocessamento de Dados, as quais podem contribuir sobremaneira no
diagnóstico do fenômeno e no direcionamento das soluções.
Diagnóstico do Trabalho em Condições Análogas ao de Escravo
no Brasil aliado ao uso da tecnologia de Geoprocessamento

Até o início de 2007 não existiam indicadores precisos


acerca do fenômeno conhecido popularmente como trabalho escravo.
As ações de Governo estavam restritas, em quase
totalidade, às fiscalizações dos Auditores-Fiscais do Trabalho realizadas em
conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público do Trabalho.
Ocorre que, tais ações, têm natureza predominantemente
repressiva. Os órgãos do Governo com o encargo de realizar ações sociais
preventivas pouco o fazem.
Uma das principais razões para a falta de ações preventivas
é a carência de dados sobre a utilização de mão-de-obra análoga à de escravo no
Brasil.
Da mesma forma, a inspeção do trabalho atuava baseada
apenas em denúncias de trabalhadores e de entidades sociais.
Ocorre que, dentro do Ministério do Trabalho e Emprego
existe um banco de dados que permite realizar excelente diagnóstico do
fenômeno, colhido por Auditoers-Fiscais do Trabalho em suas operações. Tal
base de dados é conhecida como Seguro Desemprego do Trabalhor Resgatado –
SDTR.
Referida base de dados é resultado de informações colhidas
pela Inspeção do Trabalho na experiência acumulada na prática de fiscalização.
Até o mês de junho de 2007 o SDTR acumulava dados de
quase 10.000 (dez mil) trabalhadores regatados pelos Grupos Móveis sendo que,
destes dados, 6.021 (seis mil e vinte e um) possuem todas as informações
necessárias ao diagnóstico e geração de estatísticas confiáveis sobre o problema.
No entanto, se não forem utilizadas ferramentas adequadas
para visualizar a informação contida nessas bases de dados, torna-se impossível
lermos o que esses números representam e, assim, utilizá-los de forma a alcançar
os objetivos propostos.
Ou seja, da mesma forma que utilizamos planilhas e
fórmulas estatísticas com a finalidade de compreendermos o quê dados
numéricos retratam, necessitamos de instrumentos específicos que nos permitam
a compreensão de dados relacionados à atuação da Inspeção do Trabalho em
todas as esferas – central, regionais e sub-regionais - e ao contexto em que a
mesma intervém.
Neste diapasão torna-se necessária a utilização de
ferramentas de visualização geográfica e estatística para que se possa visualizar
e compreender os dados relativos ao fenômeno, dotando assim os órgãos de
prevenção e repressão de dados confiáveis para sua atuação.
O Ministério do Trabalho e Emprego já está utilizando, no
planejamento das ações fiscais, os dados georeferenciados para auxiliar no
diagnóstico e enviar as equipes de fiscalização para os locais em que
provavelmente exista trabalho em condições análogas à de escravo, livrando-se
da dependência de denúncias de trabalhadores as quais, muitas vezes, não
chegam tempestivamente ao órgão central, tendo em vista o isolamento das
propriedades rurais e, até mesmo, o baixo grau de conhecimento dos
trabalhadores aliciados.
Sistemas de Informações Geográficas – SIG

Os Sistemas de Informações Geográficas – SIG, ou em


inglês Geographical Information System - GIS, são aplicativos de informática
destinados ao tratamento de dados referenciados espacialmente, ou seja, aliam
dados espaciais ou geográficos com dados de atributos, tais como os números de
emprego ou de fiscalizações realizadas.
Ou seja, têm a capacidade de inserir e integrar, em uma
única base de dados, informações espaciais provenientes de dados cartográficos,
dados censitários e cadastros urbano e rural, imagens de satélite, redes e
modelos numéricos de terreno, oferecendo mecanismos para combinar as várias
informações.
Segundo Rodrigues e Quintanilha, Sistemas de
Informações Geográficas são modelos do mundo real úteis a um certo propósito;
subsidiam o processo de observação (atividades de definição, mensuração e
classificação), a atuação (atividades de operação, manutenção, gerenciamento,
construção, etc...) e a análise do mundo real.
Em decorrência dessas características, a utilização de
Sistemas de Informação Geográfica como ferramenta de apoio à tomada de
decisão vem ganhando destaque nos últimos anos, sendo utilizados em inúmeras
áreas, tais como Meio Ambiente, Telecomunicações, Negócios e Marketing,
Monitoramento de Frotas e Agricultura. De todas as formas de tecnologias da
informação, têm ainda sido consideradas como as que mais agregam otimização e
integração ao ambiente de um órgão público, por permitir sua compreensão em
sua unidade e na pluralidade.
Dados georeferenciados podem ter representação gráfica -
pontos, linhas e polígonos, bem como representação numérica ou alfanumérica -
letras e números. Também chamados de dados referenciados geograficamente,
detalham e expõem fenômenos geográficos. Ou seja, o dado georreferenciado
descreve a localização do fenômeno geográfico ligado a uma posição sobre ou
sob a superfície da terra. Quando se aliam os números com o espaço geográfico
em que estão contidos, as conclusões saltam aos olhos.
Segundo Gilberto Câmara e Clodoveu Davis, em sua obra
intitulada “Introdução à Ciência da Geoinformação”: … o termo
Geoprocessamento denota a disciplina do conhecimento que utiliza técnicas
matemáticas e computacionais para o tratamento da informação geográfica e que
vem influenciando de maneira crescente as áreas de Cartografia, Análise de
Recursos Naturais, Transportes, Comunicações, Energia e Planejamento Urbano
e Regional. As ferramentas computacionais para Geoprocessamento, chamadas
de Sistemas de Informação Geográfica (GIS), permitem realizar análises
complexas, ao integrar dados de diversas fontes e ao criar bancos de dados
georreferenciados. Tornam ainda possível automatizar a produção de documentos
cartográficos.
Objetivos

Os objetivos visados com a implantação do geoprocessamento como ferramenta


para a erradicação do combate ao trabalho em condições análogas ao de escravo
são, inicialmente, os seguintes:
1. Diagnosticar os locais de nascimento e residência da população em risco de
aliciamento para o trabalho análogo ao de escravo;
2. Diagnosticar os locais em que é utilizada a mão-de-obra análoga a escravo;
3. Criar mapas com dados atuais e projeções estatísticas e disponibilizá-los para
os demais órgãos governamentais afim de subsidiar os mesmos e direcioná-
los para as áreas corretas de atuação e enfrentamento do problema;
4. Criar um banco de dados, em forma de mapas, com as informações dos
aparelhos de GPS (Global Positioning System) – Sistema de Posicionamento
Global, armazenando as rotas utilizadas para a fiscalização chegar às
propriedades em que o delito foi cometido para subsidiar ações futuras.
Metodologia

Como ressaltado inicialmente, o MTE possui carência de


recursos financeiros para investimentos substanciais em equipamentos.
Para escolher o software adequado foi necessário pesquisar
na Internet ferramentas gratuitas, conhecidos como freeware.
As pesquisas resultaram em uma série de programas
desenvolvidos por instituições públicas ou privadas, nacionais ou internacionais,
dentre os quais podemos citar:
- OpenJump,
- Spring,
- Mapserver,
- QuantumGis,
- I3Geo,
- TerraView,
- Philcarto,
- dentre outros.
Após a tomada de decisão de adotar-se o freeware como
estratégia para a implementação da tecnologia buscou-se, dentre os programas
citados, a seleção de quais seriam os mais adequados para serem utilizados no
trabalho.
Destacaram-se o programa TerraView (www.inpe.br),
desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, pela
multiplicidade de opções de geração de mapas e por ser em língua portuguesa e
possuir manuais completos. Também está sendo utilizado o programa PhilCarto
(philgeo.club.fr) desenvolvido pelo geógrafo francês Philippe Waniez, com versão
em português e manuais em português.
Também foi utilizado o programa Tobler´s FlowMapper
(http://www.csiss.org/clearinghouse/FlowMapper/) de autoria de Waldo Tobler,
professor de geografia do CSISS – Center for Spatially Integrated Social Science
da Universidade da Califórnia, Estados Unidos. Este programa cria mapas de
fluxos, representados por setas, indicando movimentos migratórios. Seus manuais
e o programa são totalmente em inglês, não existindo versão em português.
No site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
foram obtidos os mapas do Brasil para utilização nos programas e, com os dados
do SFIT foi criado o mapa das divisões do MTE/SIT, com suas delegacias e
subdelegacias, conforme figura 1:
Figura 1: Mapa da divisão do Ministério do Trabalho e Emprego por Unidade Organizacional. Em vermelho as DRT
´s, em azul as SDT´s e em preto as AAT. Fonte: SFIT
Resultados
Por se tratar de um trabalho representado por imagens
optamos por demonstrar os resultados obtidos até o momento por meio de mapas
gerados com dados do SDTR, SFIT, IBGE e outras bases de dados, os quais já
estão sendo utilizados nas ações preventivas e repressivas de combate ao
trabalho em condições análogas ao de escravo no Brasil pelo MTE e pelos órgãos
governamentais e atores sociais parceiros:

Figura 2: Mapa dos Estados do Piauí e Maranhão demonstrando a quantidade de trabalhadores resgatados que
declararam residir nos municípios dos Estados em tela e correspondente localização de unidades do MTE e
Entidades Sociais. A utilidade deste mapa está em avaliar a localização dos órgãos públicos e dos atores sociais
para que, com isso, possam ser adotadas ações preventivas e implantados programas sociais e educativos,
visando evitar que os trabalhadores voltem a ser aliciados. Fonte: SDTR/SFIT/Entidades Sociais
Figura 3: Mapa representando a migração de trabalhadores para o Noroeste e o Nordeste do Estado de Mato
Grosso. O principal Estado fornecedor de mão-de-obra análoga à de escravo para o Mato Grosso, conforme pode
ser visto, é o Maranhão, seguido por Pernambuco. Fonte: SDTR

Figura 4: Mapa representando a migração de trabalhadores para o Sudeste do Pará. O principal Estado fornecedor
de mão-de-obra análoga à de escravo para o Pará, conforme pode ser visto, é o Maranhão, Estado que, por ser o
maior fornecedor de mão-de-obra em condições análogas à de escravo do País já está sendo eleito para sediar
projetos pilotos preventivos do MTE e de outros órgãos. Fonte: SDTR
Figura 5: Mapa do Brasil, dividido por municípios, com a representação, em vermelho, dos municípios que
produziram mais de 1000 toneladas de carvão vegetal no ano de 2005, atividade que representa por grande número
de casos de constatação de situação análoga à de escravos. Fonte: IBGE

Figura 6: Mapa de região agrícola no Sudeste do Distrito Federal, com presença de agricultura irrigada com pivôs
centrais, imagem de satélite Landsat e rodovias e estradas rurais o que possibilita o planejamento da fiscalização
na atividade rural, aliado ao uso do GPS. Fonte: IBGE/Satélite LandSat
Figura 7: Mapa representando os Estados em que residem a maioria dos trabalhadores resgatados pelo Ministério
do Trabalho e Emprego. Dentro dos Estados pode-se ver os Município em que os trabalhadores resgatados
declaram ser o de sua residência. Foi utilizado o número de 21 trabalhadores como mínimo para exibição do
município. Esses dados podem subsidiar ações dos Governos Federais, Estaduais e Municipais para evitar que
esses trabalhadores sejam novamente aliciados. Fonte: SDTR
Figura 8: Mapa representando projeção geoestatística do local de residência dos trabalhadores resgatados pelo
Grupo Móvel do MTE. A mancha mais escura representa as maiores regiões fornecedoras de mão-de-obra. Fonte:
SDTR

Figura 9: Mapa demonstrando por número de pontos o município de residência dos trabalhadores resgatados.
Fonte: SDTR
Figura 10: Mapa demonstrando por degrade as mesoregiões de residência dos trabalhadores resgatados. Fonte:
SDTR

Figura 11: Mapa demonstrando o local de resgate dos trabalhadores em situação análoga à de escravo. Esse mapa
é utilizado para priorizar as ações repressivas do MTE. Fonte: SDTR
Figura 12: Mapa representando projeção geoestatística do local de resgate dos trabalhadores resgatados pelo
Grupo Móvel do MTE. A mancha mais escura representa as maiores regiões utilizadoras de mão-de-obra. Este
mapa é muito importante para priorizar as ações planejadas de repressão do grupo móvel do MTE. Fonte: SDTR

Figura 13: Mapa representando pelo modelo estatístico de Thiessen a probabilidade das mesoregiões possuírem
trabalho escravo. Fonte: SDTR
Aplicações

Com a utilização do geoprocessamento estamos mudando a


concepção da forma de planejamento das ações de repressão ao trabalho
análogo ao de escravo.
Também, estamos subsidiando os órgãos governamentais
envolvidos na questão com informações úteis para desenvolver ações
preventivas, tais como bolsa família, ações educativas, palestras do MTE sobre
direitos trabalhistas, distribuição de material didático, dentre outros.
Da mesma forma serão encaminhadas informações aos
governos estaduais e municipais para que os mesmos desenvolvam projetos nas
regiões de risco.
A melhor forma de combater o problema é evitar que surjam
cada dia mais cidadãos em situação de risco para serem aliciados pelos
intermediadores de mão-de-obra, os famosos “gatos”.
O planejamento nacional já está utilizando as ferramentas de
geoprocessamento para mapear os resultados da fiscalização e as atividades
econômicas com maiores índices de informalidade, sonegação de FGTS e
agravos à segurança e saúde dos trabalhadores.
Abaixo temos um mapa do planejamento estratégico da área
de Segurança e Saúde no ano de 2007, dividido por DRT.

Figura 14: Mapa ilustrativo dos setores econômicos escolhidos pelas DRT´s no planejamento nacional e
estratégico. Fonte: PAPP/MTE – Sistema de Planejamento e Acompanhamento de Projetos e Programas
Estamos viabilizando a implantação, em futuro próximo, no
Ministério do Trabalho e Emprego, de inúmeras funcionalidades, dentre as quais
podemos destacar:
- Cadastro de focos do trabalho infantil;
- Cadastro de propriedades rurais com mais de 100 hectares, por meio da
utilização da base de dados do INCRA, facilitando o planejamento da fiscalização
rural;
- Cadastro de focos de atividades envolvendo a produção de carvão vegetal,
algodão e qualquer outra atividade econômica;
- Criação de mapas com as rotas para as propriedades rurais a serem
fiscalizadas, gerando segurança na ação fiscal e eliminando a possibilidade de os
AFTs perderem tempo na busca de localização adequada;
- Redistribuição do quadro de servidores e de unidades regionais ociosas;
- Disponibilização via intranet, para todos AFTs, do programa gerenciador de
mapas, de forma online, através do Mapserver e capacitação de servidores para
que os mesmos possam fazer mapas estatísticos das DRT´s e SDT´s em que
trabalham;
- Melhoria nos resultados das ações do MTE tendo em vista um melhor
planejamento geográfico das atividades;
- Dentre outros.
Considerações Finais

O instrumento de geoprocessamento está sendo usado na


Secretaria de Inspeção do Trabalho como ferramental para a elaboração do
planejamento das ações fiscais para o ano de 2007, que será orientado por
setores econômicos, visando buscando melhorar a efetividade da fiscalização.
O software está sendo usado para o monitoramento e
melhoria do diagnóstico das ações empreendidas pela fiscalização, detectando os
acertos e erros existentes.
Localizamos os locais em que a inspeção do trabalho não
atua com freqüência e recomendaremos às DRTs que façam ações nos mesmos
para que, com isso, possa ser sentida a presença do MTE nos diversos locais do
país.
Com isso, estará sendo possibilitada a melhor alocação dos
recursos humanos e materiais do MTE, gerando melhor aplicação dos recursos
públicos e, por conseguinte, otimização do resultado alcançado por AFT.
Através dos mapas podemos representar com melhor
visibilidade os dados das ações realizadas pelo Ministério para toda a sociedade,
melhorando a imagem do órgão e levando informação sobre a nossa atuação,
podendo, inclusive, reclamar aumento de contingente humano e material.
Após o desenvolvimento desse trabalho de
geoprocessamento pode-se constatar que é possível, sim, melhorar o
desempenho da fiscalização do trabalho tendo em vista a utilização de
ferramentas e tecnologia adequada, com o uso de bases de dados e formulando
estatísticas descritivas e analíticas.
Esperamos que, em futuro próximo, possamos erradicar o
trabalho em condições análogas à de escravo no Brasil.
Esse é um dos objetivos prioritários do MTE.
Referências Bibliográficas

Freund, John E. Estatística aplicada – 11. ed. – Porto Alegre: Bookman, 2006.
Neufeld, John L. Estatística aplicada à administração usando Excel – São Paulo:
Prentice Hall, 2003.
Câmara, Gilberto e outros. Introdução à ciência da Geoinformação – Brasília:
INPE, 2006. www.dpi.inpe.br
Casanova, Marco e outros. Banco de dados Geográficos – Curitiba: MundoGeo,
2005.