Você está na página 1de 57

Isa Magalhães

CONVERSANDO A
GENTE SE ENTENDE!
Projeto Prevenção é Ação na Família
ORAÇÃO DA FAMÍLIA
Senhor ilumine-nos para que sejamos capazes de assumir nosso compromisso com a nossa
família e de participar da vida de nossa comunidade com paz.
Senhor conceda-nos a capacidade de compreender nossas diferenças para nos ajudarmos
mutuamente, perdoando os nossos erros e vivermos em harmonia em família.
Senhor ajude-nos a respeitar e incentivar nossos filhos sabendo que eles não nos pertencem, mas
que somos seus guardiões, e por isso, vamos os educar com amor e proteção.
Senhor dê-nos saúde, trabalho e um lar onde possamos viver felizes. Que em nossa família reine
a confiança, a fidelidade, o respeito mútuo, para que o amor se fortifique e nos una cada vez mais.
Permanecei em nossa família, Senhor, e abençoai nosso lar hoje e sempre. Amém!
(inspirada numa oração publicada no site: http://www.derradeirasgracas.com/)
SUMÁRIO

1. O Projeto Prevenção é Ação na Família


2. Contando Histórias: As Famílias da Vila Buriti
3. Família Unida Enfrenta as Drogas
4. Conversando a Gente se Entende!
5. Planejando Uma Nova Família.
Anexo 1 - Dicionário das Drogas
Anexo 2 – Encontro das Famílias
Anexo 3 – Meu Diário das Coisas Boas
Olá você! Olá família!

Obrigada por está lendo este livro e participando dos encontros Prevenção é
Ação na Família na escola do seu filho. Escrevi este livro para você e o convido para lê-
lo e responder as perguntas que faço com o coração aberto. As perguntas são para
pensarmos no que realmente queremos de bom para nós e nossa família. É importante
você escrever porque a palavra escrita tem tanto poder quanto a falada. Quando
escrevemos algo é mais fácil de lembrar e também de se conscientizar das ideias. Basta
ler e reler para que a mensagem tenha efeito.

Quero lhe ajudar a compreender o que são as drogas e como podemos enfrentar
essa realidade da melhor forma possível, embora não exista uma única forma ou
fórmula para lidar com essa situação. Por isso, o(a) convido para criarmos juntos, ações
de melhorias para a boa convivência com a sua família e seus filhos.

Mas quero principalmente que você nos ajude a mudar a triste realidade que é o
uso de drogas por crianças e jovens. Você é o(a) guardião de seu(s) filho(s), e ao
expressar seu amor e proteção, você não apenas muda a vida dele(s), mas ajudar a
mudar o mundo! Porque quanto mais os filhos se sentirem amados, mais felizes se
tornam, e são as pessoas felizes que fazem um mundo melhor!

Contamos com você, contamos com a sua família e sua valiosa contribuição!

Com amor,

Isa Magalhães
1. PROJETO PREVENÇÃO É AÇÃO NA FAMÍLIA

O que é o Problema das Drogas?

São substâncias químicas naturais ou sintéticas, que afetam nosso corpo, as


emoções e/ou a mente, modificando as atividades psíquicas e o nosso comportamento.
Existem muitos tipos de drogas. As drogas que a lei permite, como as bebidas
alcóolicas, o cigarro, os vários tipos de remédios controlados, a “cola de sapateiro”, etc.,
e as drogas que a lei não permite, como a maconha, a cocaína, o crack e muitas outras.

Estudos mostram que o aumento no consumo de drogas nos últimos anos é


preocupante. Principalmente o uso das bebidas alcóolicas pelos jovens. Mas estes
estudos mostram que o consumo da maioria dessas drogas, como a bebida e o cigarro,
por exemplo, começa em casa, na família. Ou seja, às vezes a criança aprende a usar
drogas em casa. Todas as vezes que um pai ou mãe pede para a criança pegar uma
cerveja na geladeira, ele/ela está incentivando essas criança ou adolescente a beber. É
tal mensagem pelo exemplo.

“Ah, então não posso mais nem tomar a minha cervejinha em paz!” – você pode
estar pensando isso agora. A questão não é essa. Você é adulto, pode fazer escolhas. Se
boas ou más, este problema é totalmente seu. A criança ou a adolescente ainda não pode
fazer isso. Assim, o exemplo dos pais é um dos pilares mais fortes da educação. Por
outro lado, tomar bebidas alcóolicas faz parte da nossa cultura. Beber socialmente não
tem nada demais. Aliás, beber é um hábito que acontece em todas as classes sociais, do
mais pobre ao mais rico nas mais diversas situações. O problema é o excesso, o
descontrole.

E todo mundo sabe dos malefícios da bebida alcóolica, das drogas. Mas
infelizmente, a maioria das pessoas acredita que drogas são apenas as ilegais, como a
maconha e o crack. A maioria não acredita que o álcool e o cigarro, por exemplo, sejam
drogas! Para muita gente beber e fumar é normal. Bem, não é proibido pela lei, mas faz
muito mal a saúde. Para muitas pessoas a bebida alcoólica pode ser a mais perigosa das
drogas porque é encontrada em qualquer esquina.
Estudos indicam, por exemplo, que o uso de drogas entre crianças e adolescentes
que moram na rua, começa com as bebidas alcoólicas e em casa, com a família. Isso
deixa claro uma coisa: a família é a base da nossa educação, é na família que
aprendemos coisas boas e coisas que podem trazer problemas para a nossa vida. Beber
muito, sem controle, com certeza traz vários problemas em casa, no trabalho ou escola,
nos relacionamento com os amigos e família.

As pesquisas indicam que quanto mais tarde às crianças e adolescentes


tiverem contato com o álcool e o cigarro, menores os riscos delas usarem
outras drogas como maconha ou crack, ou mesmo ficarem dependentes
(viciarem) de drogas ao se tornarem adultos.

O que é o Projeto Prevenção é Ação?

O uso de drogas está se tornando um problema muito grande e complicado.


Vamos encontrar pessoas usando drogas em todos os lugares. Escolas, clubes,
condomínios, comunidades. Mas o pior é a situação das crianças e adolescentes que
usam drogas, pois eles ainda estão em formação e não fazem escolhas conscientes,
apenas imitam os adultos! E infelizmente, muitas vezes por não saber como abordar o
problema, os pais ou a família não tomam a iniciativa para conversar e tentar resolver o
problema.

Sabemos que isso não é fácil. Como são muitos os fatores que levam as crianças
e jovens a usar drogas, uma conversa isolada não é suficiente. São necessárias muitas
conversas, muitas ações conjuntas, realizadas e dirigidas para os diversos grupos que
compõem a comunidade. Por isso, a escola está se preparando para ajudar as famílias a
lidar com essa realidade através de um programa que usam os valores humanos para
falar das drogas e mudar os comportamentos dos alunos. Este programa faz parte do
Projeto prevenção é Ação, que agora você também faz parte.

Existem dois conceitos presentes nas campanhas educacionais para prevenir o


uso de drogas, que são:

 Prevenção são as ações para a redução do consumo de drogas. Assim, as ações


visam fornecer informações e educar os jovens para adotarem hábitos saudáveis
em suas vidas. Espera-se evitar que usem drogas, ou que diminuam ou parem de
consumir drogas.
 Repressão são ações para proibir a oferta de drogas. As ações repressivas têm
visam dificultar o acesso às drogas. Como por exemplo: a legislação que proíbe
o uso de algumas drogas, ações policiais para prender traficantes e restrições ao
consumo de álcool e tabaco para menores de 18 anos.

Projeto Prevenção é Ação na Família

A família é a nossa base, a convivência familiar vai melhorar ou piorar a nossa


vida. Os desacordos familiares e os problemas como falta de disciplina, autoridade, e
apoio em momentos de crise, torna a convivência familiar difícil. E mesmo não sendo a
única causa para levar as crianças e adolescentes a usarem drogas, pode colaborar
bastante. Pois jovens frustrados e sem apoio familiar são mais propensos a recorrerem
ao uso de drogas para se sentirem melhor.

E como nossos filhos mudam tanto e tão rápido, sendo às vezes difícil
acompanhá-los, criamos, o Projeto Prevenção é Ação na Família para ajudar as
famílias a lidar com a realidade do mundo atual e as dificuldades de dialogar com os
filhos. A escola não pode dá conta desta situação sozinha. É dever e obrigação da
família colaborar na educação e formação de seus filhos. Assim, se formarmos uma
parceria entre a escola e a família, com certeza vamos sair vencedores!

A ajuda dos familiares começa no conhecimento sobre os riscos do uso e abuso


de drogas, sejam elas lícitas (drogas permitidas por lei: bebidas alcoólicas, cigarro,
tranquilizantes, etc.) ou ilícitas (drogas proibidas por lei: maconha, cocaína, crack, etc.)
para saber dialogar principalmente com os adolescentes, que por natureza são amis
rebeldes com os adultos. Aprender a conversar com as crianças e adolescentes é um
desafio que deve ser vencido pelas famílias. Não adianta brigar ou conversar de vez em
quanto. A educação é feita de diálogo, que é uma conversa focada no assunto desejado,
mas com tranquilidade. Conversar aos berros, com raiva, só complica a situação. Por
exemplo, a conversa sobre o assunto drogas com os adolescentes é de um jeito e a
conversa com as crianças é outro jeito. O negócio é encontrar o jeito certo, e para isso
que escrevemos este livro. O Projeto Prevenção é Ação na Família vai lhe ajudar a
entender seu(s) filhos(s) adolescentes para que juntos possam enfrentar a problemática
das drogas!
O Projeto acontece através desse livro que vai lhe informar sobre as drogas e de
6 encontros, um por mês, para lhe ajudar a fazer pequenas mudanças em suas atitudes e
modo de falar, e assim, servir de exemplo para seus filhos.

O que é uma família?

Podemos dizer que o núcleo familiar é formado de pessoas que possuem algum
grau de parentesco entre si e vivem na mesma casa formando um lar. Claro que existem
também pessoas qua não são parentes de sangue, mas são como se fossem da família.
Na família existem três tipos de relação: o casamento (pais), a filiação (filhos) e a
consanguinidade (irmãos, tios, primos). É na relação formada pelo casamento, uniões
estáveis ou passageiras, que se geram os filhos e começa a história de uma família. O
que não existe é família sem pessoas!

No passado, se considerava como uma família um homem e uma mulher casados


ou com união estável, e seus filhos. Mas este conceito de família mudou. No século
XXI existem muitos tipos de famílias. Por exemplo, um casal homoafetivo (pessoas do
mesmo sexo), seja um casal masculino ou feminino, pode formar uma familia com
filhos naturais ou adotados. Ou as mães ou pais solteiros que criam seus filhos sozinhos
também são uma familia. Existem ainda, os casais que se separam e casam novamente,
fazendo com que os filhos tenham duas casas, dois pais e duas mães e vários núcleos
familiares.

Ah, e ainda existe a familia raiz! Quando um filho(a) ao se casar constituí uma
outra família, mas fica a familia de origem: pai, mãe, tios, primos, avós. A maioria das
familias brasileiras tem muitos parentes e agregados (amigos que se tornam da família)
por perto! E isso é bom!

Existe a Familia Perfeia?

Se alguém pergunta qual é o nosso sonho de família, vamos logo respondendo:


eu queria todo mundo convivendo junto, com amor e formando um lar seguro e cheio de
paz! Acertei? Sinto muito dizer, mas isso é fantasia! Não existe a família perfeita.

Na maioria das familias tem brigas, complicações e as relações são dificeis. Por
quê? Porque onde se reunem mais de duas pessoas existem ideias diferentes, desejos
deferentes, ações diferentes. E a famosa comunicação que gera muita confusão!
É possivel melhorar isso? Sim, podemos melhorar muito a nossa família.
Podemos ter uma convivência mais saudável e tranquila. Mas tudo começa com os pais,
ou os responsáveis pela família. São eles que os mais novos, no caso, os filhos, vão
imitar e seguir. Por isso, o trabalho de prevenção às drogas na família é tentar melhorar
as relações entre todos, para que as crianças e jovens se sintam mais seguros e
tranquilos, desejando outros prazeres que não sejam as drogas!

Portanto, uma familiar que tem respeito, religiosidade (não importa a crença),
participação na comunidade em que vive, conversa com seus filhos, com certeza estará
protegendo os seus membros mais jovens contra as drogas. Cabe a família a grande
missão de manter a segurança, o respeito e o equilíbrio de seus filhos. Na certa, você já
deve está pensando: ah, mas isso é muito difícil no mundo de hoje! Sim, realmente é.
Mas não devemos perder a esperança. Tente conversar e dar amor aos seus filhos e veja
o que acontece!

Escola e Famílias Unidas

A escola, além de promover as ações educativas, pode oferecer programas de


prevenção ao uso indevido de drogas. Mas ela precisa da colaboração das famílias.
Escola e família juntas podem se mobilizar para organizar ações de prevenção junto as
crianças, adolescentes e jovens. Sabemos que a educação preventiva é fundamental para
melhorar os problemas com as drogas.

Para isso, a escola deverá promover reuniões, palestras e debates sobre as drogas
que envolva as famílias, para ensiná-las também a conversarem com suas crianças e
adolescentes sobre este problema. É importante que todos juntos, escola e família
busquem soluções através do diálogo positivo, que é uma conversa onde evitamos
criticar ou brigar com as crianças e jovens, e sim orientá-los sobre as dificuldades da
vida, e principalmente, sobre os problemas de alcoolismo e outras drogas.

Os encontros na escola servem ainda para ensinar aos pais como dar limites aos
filhos adolescentes, com amor e carinho.

VAMOS PENSAR?

Existem muitos tipos de estrutura familiares, veja abaixo algumas e veja se você
se identifica com alguns desses tipos:
Família Ausente: ninguém conversa direito um com o outro. É difícil reunir todos na
mesma hora e no mesmo lugar. É como se cada um tivesse interesses próprios e apenas
compartilhassem a mesma casa. Talvez existam muitos problemas no dia a dia ou
excesso de trabalho e compromissos que faz essa família fugir um dos outros.

Família Desrespeitosa: vivem brigando. Parecem mais inimigos que uma família.
Quando um fala com o outro é para reclamar ou criticar. O clima de cada é pesado e
difícil. Falta apoio e diálogo.

Família Bagunceira: todos adoram falar alto, gostam de confusão e aonde vão chamam
a atenção pelo jeito descontraído tipo não tem papas na língua! Quando querem falar
algo, falam sem se importar com o lugar, dia e hora!

Família Protetora: os pais se preocupam demais com os filhos e querem saber tudo do
seu dia a dia. Eles detestam perder o controle sobre os filhos e desejam participar de
tudo. Às vezes os filhos se rebelam e brigam por liberdade, porquê se sentem sufocados
com tanta proteção.

Família Carinhosa: todos são muito carinhosos uns com os outros e gostam muito de
ficarem juntos. Existe diálogo e respeito, mesmo diante das brigas normais do dia a dia.

Qual é o seu tipo de família? É parecida com alguns desses acima? Escreva um
pouco sobre sua família.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Como você gostaria que fosse a sua familia?
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
---------------------------------------------------------------------------------------------------------
O que é uma família perfeita, para você?
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Quais os pontos bons, que você gosta em sua família?
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
---------------------------------------------------------------------------------------------------------
Existe alguma coisa que você pode fazer para fortalecer os laços familiares?
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
---------------------------------------------------------------------------------------------------------
2. Contando Histórias
As Famílias da Vila Buriti

A Vila Buriti é um conjunto de casas 5 casas pegada uma na outra, que pertence
ao seu Raimundo, casado com a dona Maria com quem tem 2 filhos: André e Luizinho,
de 18 e 20 anos. Eles são uma família com vários problemas. Seu Raimundo bebe
muito. Não que ele beba todos os dias, mas quando o faz sai brigando com todo mundo,
quer bater nos filhos e na esposa. Coisa que a Lúcia, a vizinha, detesta! Ela aluga a
casa vizinha a do seu Raimundo e é muito amiga da esposa dele.

Família do Raimundo, da Maria e seus dois filhos

Vez por outra quando escuta os gritos de Maria, fica muito nervosa. Lúcia se
separou há mais de 5 anos exatamente porque o marido também bebia e era agressivo,
batia nela e nos filhos.

- Mulher, dá um jeito na tua vida. Esse homem ainda vai te matar! – Diz Lúcia para a
amiga Maria, quando se encontram após uma das brigas do casal.

- Ah, ele não vai fazer isso não! Tem coragem não! Só faz essas confusões quando bebe.
De resto é um homem muito bom, trabalhador e se Deus quiser ainda vai largar essa
maldita bebida! – Responde Maria, que não quer nem ouvir a possibilidade se se
separa do marido.

Lúcia não dizia mais nada, preferia ficar calada para não brigar com a vizinha.
Lúcia tinha 3 filhos. Duas meninas de 14 e 15 anos e um menino de 12 anos.
Trabalhava como balconista de uma farmácia no bairro, perto de casa. Maria não
trabalha porque o marido não quer “mulher dele na rua”. Seu Raimundo é bem de
vida, além da vila de casas, tem uma pequena oficina de carros e por isso, mantem a
casa só, sem ajuda nem dos filhos que ainda estudam, mas não trabalham.
A família da Lúcia e seus três filhos

Em do lado da casa de Lúcia mora dona Juracy, uma viúva idosa que cria dois
netos, uma mocinha de 15 anos chamada Marylin e um rapaz de 17 anos chamado
João. Eles são filhos da filha de dona Juracy que havia ido embora para outra cidade e
deixado às crianças com a avó. Dona Juracy é pensionista do marido e o que ganha
mal dá para pagar as contas. Mais adiante, no final da Vila moram duas moças
solteiras e um casal recém-casado que mal aparece em casa.

A Família de dona Juracy e seus dois netos

Um dia, quando Lúcia vinha chegando do trabalho encontrou com dona Juracy
na porta de casa muito aflita:

- Lúcia minha filha, me ajude! Estou muito preocupada com o João, meu neto! Ele anda
chegando tarde em casa e tá se comportando de um jeito que nem o conheço mais!

- Mas se comportando como, dona Juracy? – pergunta Lúcia.

- Venha cá, entre, tome um cafezinho que lhe conto tudo! - Responde dona Juracy,
puxando Lúcia para dentro de casa, que não teve outro jeito se não entrar e ficar
escutando a velha senhora falar quase chorando, sobre o neto.

- Ele só chega depois da meia noite, às vezes fica andando pela casa e não dorme, tá
magro que nem um cipó e se eu falo alguma coisa grita e diz palavrão! E era um
menino tão bonzinho! Será que é espírito, minha filha? Você acredita nessas coisas?! –
Diz dona Juracy angustiada.

- Não sei... mas ele anda com que tipo de amigos? A senhora sabe? – Pergunta Lúcia.

- Não sei. Você sabe que sou doente, a vista tá fraca, não consigo mais cuidar de
ninguém...mas não posso abandonar meus netos! Sei que ele anda mais os filhos do
Raimundo. Eu não gosto do mais velho, é cachaceiro igual ao pai! Mas fazer o que, o
João não me escuta!

Lúcia começou logo a pensar em drogas, pois sabia que os filhos do dono da
Vila usavam maconha e também bebia muito. Mas será que eles estavam usando outro
tipo de drogas? Pensou ela muito preocupada com o neto de dona Juracy, que até
então era um rapazinho tranquilo, amigo de suas filhas. Por isso, foi perguntar para a
Aninha, a filha mais velha, sobre isso:

- Aninha, você sabe se o João anda metido com drogas? – A filha olhou para a mãe
assustada e disse:
- Ah, mãe, sei de nada não! Por favor, não me comprometa. Não quero falar desse
assunto!!

- Mas filha, você é tão amiga do João! A avó dele está toda preocupada, sem saber
como ajudar ao neto. Me fale a verdade, se for isso, precisamos ajudar este rapaz que
não tem nem pai nem mãe.

- E que adiante ter pai e mãe? Os filhos do seu Raimundo e da dona Maria vivem
bebendo, fumando maconha e pelo que estão dizendo, até crack tão usando, e eles tem
pai e mãe! – Grita Aninha nervosa.

- Valha-me deus! Eles estão assim?! E porque você está tão nervosa e chorosa? –
pergunta Lúcia, agora preocupada com a filha. Mas quem responde é a outra filha
mais nova, Clarinha.

- Mãe, é porque ela tá ficando com o João e tá com raiva dos filhos do seu Raimundo,
que estão levando o João pra o mau caminho!

- Para de falar besteira Clarinha! Não é nada disso! Eu não sei de nada!! – Grita
Aninha e sai batendo a porta. Lúcia olha para Clarinha e pergunta:

- É verdade o que você me disse? Pois agora você vai me contar essa estória todinha!

E Clarinha conta tudo. Que João vive pelas esquinas com uma turma muito
esquisita, que vive brigando com Aninha, porque ela acha que ele está roubando
dinheiro da avó para comprar drogas, e nem na escola vai mais. Lúcia ouve tudo sem
saber o que dizer. Morrendo de pena de dona Juracy, com medo pela filha que está
envolvida com um rapaz que usa drogas e querendo também ajudar ao João. Resolve
falar com Maria sobre os filhos dela.

- Amiga, não que eu queira lhe preocupar, mas será que você sabe com quem anda seus
filhos? – Pergunta para Maria, na manhã seguinte.

- Por quê? O que andam lhe falando dos meus filhos? Esse povo morre de inveja dos
meninos e ficam fofocando!! – Reage Maria aos gritos, toda nervosa sem deixar que
Lúcia explique. - Meus filhos são gente boa, mas são jovens e tem o direito de se
divertirem!!

- Calma mulher, eu só fiz uma pergunta! – se defende Lúcia.

- Pois é, porque estou cansada da língua desse povo! Vivem dizendo que meus filhos
usam drogas, mas não é verdade! Eles apenas bebem, como todo jovem! Beber é
normal, todo mundo bebe! – Maria continua falando aos gritos, muito nervosa.

- Tá bom, amiga, eu não quero saber de mais nada!

- Ah, mas agora eu quero saber o que falaram para você dos meus filhos?!

- Falaram nada não! Deixa eu ir que estou atrasada para o serviço. Depois a gentes e
fala. Tchau!! – Diz Lúcia sabendo que não adiantava conversar com Maria sobre os
filhos.
Duas semanas mais tarde Maria bate na porta de Lúcia aos prantos, contando
que o filho mais velho, André, foi preso e o pai não queria ir pagar a fiança para soltar
o rapaz.

- Mas o que ele fez? – Pergunta Lúcia.

- Brigou num bar aqui perto. Tadinho, só queria se defender, ele me contou quando fui
na delegacia! O que eu faço amiga? – Pergunta chorando e muito nervosa.

- E o que diz seu Raimundo?

- Aquele ignorante disse que não vai pagar nada pra vagabundo nenhum! Diz que eu
sou a culpada porque mimei os meninos! Mas ele esquece que quem deu o exemplo de
beber foi ele! - Lúcia abraça a amiga e ouve o desabafo dela:

- Ah, Lúcia, eu não sei mais o que faço. Sei que os meninos estão usando drogas sim!
Mas não queria que ninguém soubesse. Eles são boas pessoas, só não conseguem
passar por cima da raiva que sentem do pai! E estão ficando iguais ao pai! O que eu
faço amiga?

- Não sei Maria, não sei. Mas vou perguntar para a farmacêutica lá da farmácia que
trabalho. Ela é doutora né? Deve saber o que pudemos fazer. De noite eu te falo.

VOCÊ CONHECE FAMILIAS COMO ESSAS? CONHECE JOVÉNS


PARECIDOS COM OS FILHOS DA MARIA E O NETO DA
JURACY? TENHO CERTEZA QUE SIM!
Infelizmente essa realidade mostrada na estória acima é muito comum na
maioria das cidades brasileiras. E como Maria, milhares de mães estão perdidas sem
saber como ajudar aos seus filhos, cada vez mais envolvidos com o mundo das drogas.

A Maria, por exemplo, pensa que é “normal” os jovens beberem. Sim, todo
mundo bebe, mas tem pessoas que não podem beber porque podem se tornar alcoólicas,
e alcoolismo é uma doença muito séria!

A Lúcia está certa em se preocupar. Mas só preocupação não basta. É importante


ação para livrar nossos filhos de hábitos nocivos como beber, fumar e consumir outras
drogas. Na verdade, existem as drogas que são permitidas por lei, como as bebidas
alcoólicas, o cigarro, muitos remédios (principalmente os de tarja preta!); e as drogas
que a lei não permite de jeito nenhum, como a maconha, a cocaína, o crack entre muitas
outras. Os adolescentes querem novas experiências e as drogas podem ser uma atração.

Cuidado com os Rotulos!

Uma coisa é importante saber sobre o uso de drogas: nem toda pessoa que
experimenta drogas pode ser “rotulado” de viciado. Existem pessoas que sabem beber
socialmente ou usam as drogas mais leves para relaxar e se divertir, mas não dependem
do uso constante delas para viver. Já as pessoas viciadas, ou as chamadas dependentes
químicas (usam maconha, cocaína, crack, etc.) são as que não conseguem viver sem
usar drogas todos os dias. As pessoas alcóolicas, por exemplo, bebem constantemente
até se embriagar!

A Organização Mundial de Saúde, diz que a dependência química é uma doença,


porque as drogas alteram o funcionamento normal da pessoa. E existem vários níveis
dessa doença:

1. Uso experimental: é quando a pessoa usa drogas de vez em quando, por


curiosidade ou para interagir com um grupo.
2. Uso recreacional: é o consumo moderado, uma ou duas vezes por
semana, só para relaxar ou divertir-se. Geralmente não traz risco para a
saúde física ou psicológica e nem problemas sociais. Mas isso só
possível com drogas do tipo bebidas alcóolicas, maconha, etc. Ninguém
usa o crack por diversão porque é uma droga pesada!
3. Abuso da substância: é quando a pessoa consome drogas poucas vezes,
mas quando usa é de forma compulsiva. Pode ser aquela pessoa que só
bebe nos fins de semana, mas quando bebe é para se embriagar. Com o
tempo, este hábito pode se tornar um vício, ou uma dependência química.
4. Dependência da substância: é uso diário e compulsivo de algumas, ou
várias substâncias tóxicas. A pessoa passa a viver para consumir drogas e
perde o controle de sua vida, com graves danos à saúde física, psíquica e
social.
5. Abstinência: é quando a pessoa é dependente, mas não está consumindo
drogas. Está parada.

Alguns Fatores Familiares Que Podem Levar Os Jovens As Drogas:


• Adolescentes soltos, sem limites, sem regras, sem acompanhamento familiar;

• Pais que permitem que seus filhos adolescentes tomem bebida alcoólica, usem
cigarro ou outras drogas;

• Pouco ou nenhum conhecimento das amizades dos filhos;

• Pais que proporcionam maus exemplos aos seus filhos mandando os mesmos
buscarem cerveja na geladeira, no bar ou comprar cigarro;
• Uso de drogas na família, principalmente álcool e cigarro;

• Relacionamento familiar confuso, com agressões e críticas que causam


autoestima baixa, insegurança e depressão no jovem.

Fatores Familiares que Podem Proteger os Jovens:


• Pais que conversam e mostram amor para seus filhos;

• A família com normas bem definidas em relação ao comportamento dos filhos,


com limites e clareza sobre as consequências se as regras não forem seguidas.

• A família que valoriza e incentiva a educação.

• Pais carinhosos e presentes com diálogo em família, sem críticas;

• Pais que mostram equilíbrio, nem excessivamente autoritário nem


excessivamente permissivo;

• Pais que passam tempo com os filhos, interagindo com atividades em conjunto:
passeios, viagens, esporte, educação, lazer.

VAMOS PENSAR?

Responda:
Quais foram os momentos mais felizes de minha vida, na infância ou juventude?
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
--------------------------------------------------------------------------------------------------------
O que mais gosto na minha família?
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Qual é o meu maior sonho familiar?
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
---------------------------------------------------------------------------------------------------------
Quais os valores que passo para a minha família?
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
O que eu posso fazer para dizer: “eu sou feliz com a minha família”? Ou você já é? Se
for, escreva o que faz para ser feliz com sua família.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
---------------------------------------------------------------------------------------------------------
3. Família Unida Enfrenta as Drogas!

Lúcia vai à luta!

Não basta saber que o consumo de drogas está aumentando, é necessário saber
por que, como agir, o que fazer? E foi o que Lúcia tentou fazer. Ela foi conversar com a
farmacêutica Fátima, que por coincidência era voluntária como palestrante sobre
prevenção as drogas nas escolas. Lúcia perguntou o que eram drogas e como ajudar
seus vizinhos.

- Chamamos de “droga” qualquer substância que altere nosso organismo ou a


nossa capacidade de pensar e de agir. E tem muitas substâncias que pode fazer isso,
podemos dizer que vivemos num mundo cheio de drogas, Lúcia! Por isso, não adianta
ficar dizendo para os nossos filhos que as drogas fazem mal, que elas matam, ou coisa
assim. Devemos é preparar os filhos para que eles aprendam a se defenderem dessas
substâncias que prometem prazer, satisfação e até cura de alguns problemas! Eles
precisam saber que na verdade, a maioria dessas promessas são falsas! – respondeu
Fátima.

- E o que fazer então, doutora? Perguntou novamente Lúcia, muito aflita.

- Enfrentar as drogas não é fácil, Lúcia! Os jovens desejam acima de tudo se


divertirem, e isso é natural. O problema é que o prazer que as drogas oferecem é
perigoso! E que por alguns momentos de prazer, os jovens podem acabar tendo
problemas para o resto da vida. Temos que informar, conversar, educar, fazer
PREVENÇÃO! – Explica Fátima.

Prevenção significa “prever” algo antes que aconteça. Prevenir contra o uso de
drogas é procurar meios para educar as crianças e jovens para que eles não caiam na
ilusão de usar algo que traz mais problema que ajuda para as suas vidas. No final desse
livrinho você vai achar uma relação das drogas mais conhecidas e seus efeitos em nosso
corpo. Por enquanto, vamos saber o que aconteceu com as pessoas da nossa estória.

- Mas como droga pode ser prazer, se ela pode matar? – pergunta Lúcia
surpresa.

- O problema é este. Beber, fumar, cheirar drogas é prazeroso e por isso que as
pessoas querem mais e mais e acabam se viciando e colocando suas vidas em perigo.
Quando somos jovens não pensamos muito no tempo, queremos mesmo é curtir no aqui
e agora, não é verdade?

- Sim doutora, é verdade! Pena que depois pagamos um preço alto por não
pensarmos em nossas escolhas, né? – Diz Lúcia pensativa, lembrando que casou muito
cedo, depois de ficar grávida porque não se preveniu e nem pensou nas consequências
de namorar um rapaz que bebia e não trabalhava.

- Claro que ninguém conscientemente quer o mal para a sua vida. Às vezes
repetimos apenas o que vemos a nossa frente. Por isso, a família é fundamental na
prevenção as drogas! É na família que aprendemos nossas primeiras noções do que é
bom e mau, do que é certo e errado. – Completa Fátima.

- Concordo com a senhora! Eu procuro sempre conversar com os meus filhos. A


senhora sabe que sou pai e mãe, né? Mas nem sempre o que é certo e errado é tão
claro, por isso vivo conversando com eles.

- Parabéns Lúcia. Se todos os pais pensassem assim, perderíamos poucos jovens


para as drogas! É importante ensinar aos filhos a pensar e quere fazer coisas que
tragam bem estar e saúde para a vida. Ensinar a importância de valores como o
respeito aos outros, dizer a verdade sem agredir, ser amigo de verdade, ajudar as
pessoas, com certeza eles aprenderão a ver o lado bom da vida, concorda?

- Sim, é claro! Mas infelizmente muitas mães precisam trabalhar e não ficam em
casa para educar os filhos. Então como fazer?

- Eu acho Lúcia, que não é preciso viver 24 horas do lado dos nossos filhos para
educá-los. Precisamos é ser exemplo. O que eu faço tem mais importância do que eu
digo, porque os mais jovens se orientam através de exemplos! Sei que nós mulheres
temos uma jornada dupla, trabalhamos, somos donas de casa, mães, às vezes esposas e
isso é pesado! Mas devemos lembrar que nossos filhos crescem rápidos e que eles
precisam de nós apenas por um tempo! Mas claro que a presença do pai é também
importante na educação! – Completa Fátima.

- Isso quando tem um pai por perto né doutora? Porque a maioria das minhas
amigas são separadas e criam os filhos sozinhas, assim como eu! – Diz Lúcia.

- Entendo. Infelizmente essa é uma das tristes realidades, porque é muito difícil
criar os filhos sozinhas. Mas fazer o que? Enfrentar e tentar fazer o melhor que
pudermos. Mesmo porque conheço muitas famílias com pai e mãe onde os filhos
acabam se envolvendo com drogas!

- É verdade! Também conheço! Mas doutora, voltando ao assunto: como posso


ajudar a dona Juracy, coitada já é idosa e cuida dos netos só. – Fala Lúcia com muita
pena da vizinha.

- Bem, se o rapaz já está usando há algum tempo pode ser que já esteja viciado.
Ou seja, o seu corpo já não pode passar sem a droga, entende? Porque essa é a
desgraça das drogas, as pessoas ficam totalmente dependentes e não conseguem parar
mesmo que queiram. Você sabe o que ele está usando? – pergunta Fátima.

- Não sei. Acho que bebe e fuma maconha. Mas a avó disse que ele às vezes nem
dorme, passa a noite andando por dentro de casa e está muito magro...

- Infelizmente pode ser que ele esteja usando crack, uma droga que vicia rápido
e deixa as pessoas parecidas com zumbis!

- Ai meu deus, coitada da dona Juracy! O que eu digo para ela?

- É difícil, porque o rapaz precisa se tratar, se não ele não consegue nem
conversar. Peça a ela que procure alguma associação que cuide de pessoas viciadas
para fazer uma abordagem ao rapaz e tentar que ele vá para uma clinica se
desintoxicar e dai se pode ver o que fazer.

- Quer dizer que conversar com ele nem pensar? – pergunta Lúcia.

- Conversar é importante. Mas devemos saber conversar, porque se não piora


tudo. Se a avó for criticar, brigar, ele vai negar, ficar com mais raiva e usar mais
droga. Por isso que eu sempre digo, o melhor é prevenir ensinando as crianças e os
jovens a dizerem não para as drogas! Depois que eles entram é muito mais difícil sair!

- E qual é a melhor coisa que uma família pode fazer para prevenir as drogas,
doutora?

- É uma coisa muito simples, mas muito difícil para a maioria das pessoas:
UNIÃO! A família unida não deixa as drogas entrarem!
O CRACK É
CONSIDERADO
COMO UMA DAS
DROGAS DE AÇÃO
MAIS RÁPIDA E
PODEROSA QUE
SE CONHECE.

O QUE É O CRACK?

É uma droga muito perigosa. É feita de uma mistura da pasta de cocaína com
bicarbonato de sódio, que ao endurecer parece uma “pedra”. O nome crack nasceu no
verbo "to crack" que significa em inglês “quebrar”. Mas muita gente diz também que é
porque ao ser fumada, as pedras da droga fazem pequenos estalos parecidos com “crack,
crack”.

A droga é fumada em “cachimbos” feitos de latas de refrigerentes e a sua fumaça chega


em dez segundos ao cerébro, produzindo uma sensação de bem-estar e alegria no inicio,
embora muitas vezes a pessoa também tenha alucinações, pavor e pensamento de estar
sendo percequida. Mas seu efeito dura apenas de 3 a 10 minutos, e quando termina o
efeito, a pessoa sente muita depressão. Por isso, a pessoa deseja usar a droga o tempo
todo, na tentativa de passar o mal-estar. E isso provoca o vício.

Adolescência – Um Momento Importante da Vida

Adolescência é a fase entre a infância e a vida adulta. Caracteriza-se por


profundas transformações físicas e psicológicas. É uma fase que acontece em três etapas
e idades diferentes: início da adolescência (dos 11 aos 14 anos); adolescência média
(dos 15 aos 17 anos) e adolescência final (dos 18 aos 21). O final da adolescencia é a
entrada na fase da "juventude" entre os 18 e os 29 anos de idade - o início da idade
adulta.
As mudanças físicas e comportamentais dessa fase deixa o adolescente perdido.
De uma hora para a outra a criança não é mais criança e se vê num mundo de novas
descobertas e cobranças. Por isso, o adolescente é indeciso, ansioso e com algumas
dificuldades de entender as consequências de seus atos no futuro. O adolescente tem
incerteza de quase tudo, quanto a sua aceitação no grupo, à escolha afetiva, à futura
profissão. Essa busca gera uma insegurança que o deixa angustiado. Apesar de entender
racionalmente as consequências de seus atos, os adolescentes tem dificuldade de se
responsabilizar pelas próprias atitudes porque desejam viver o presente e tudo ao
mesmo tempo. Ser jovem é ser urgente! É querer tudo para ontem. Já fomos assim um
dia, lembra?

Ajudar aos nossos filhos adolescentes a se adaptarem a uma nova vida é devem
nosso, enquanto pais. Aquela criança que antes era estudiosa e calma, pode se
transformar num jovem inquieto, questionador, que não aceita ordens! Isso tem muito
das mudanças hormonais do corpo, como também do surgimento de novas emoções. O
jovem tem outra visão do mundo. Para ajuda-lo, às vezes é bom lembrar-se de como foi
a nossa própria adolescência. Pare um pouco e lembre como você se sentia com 13, 14,
15 anos. Quais eram os seus medos, seus desejos e sonhos dessa fase? Nessa fase da
vida sonhamos muito, queremos muito e acreditamos pouco.

E para ajudar a lidar as consequências negativas dessas novas posturas, a


presença da família e da escola é importante. Ajudar aos adolescentes a atravessarem
este período pode evitar que eles recorram a “muletas” negativas, como as tipo drogas e
amizades com pessoas que não são boas influências.

O lado bom de tudo isso, é que a fase mais complicada da adolescência é curta,
vai dos 12 aos 18 anos, é onde as mudanças são profundas e rápidas. Se o jovem for
bem acolhido nesta fase, terá maiores chances de se tornar um adulto equilibrado e
saudável. Mas para acolher bem os filhos, às vezes os pais precisam aprender a como
fazer isso, porque ninguém nasce sabendo ser pai e mãe!

Adolescência e Drogas
É na adolescência que o abuso de drogas é maior. O problema é que o
adolescente se vê cercado por muitas pressões, cobranças, sofrimentos, contradições e
ameaças. E poderá apelar para as drogas como se fossem fórmulas mágicas capazes de
resolver os problemas, ou esquece-los fugindo da realidade.
A droga para os adolescentes funcionam como fonte de alivio e prazer. A
angústia some, as preocupações somem, as dores passam. Tudo momentaneamente pode
ser paz ou sentimento de força. Porém, o efeito da droga é passageiro e ilusório. Quando
a realidade aparece novamente, o paraíso se desmorona e o jovem volta a se encontrar
novamente perdido. Mas a busca pelo prazer e alivio pode continuar. A vontade de ficar
no “paraíso” mágico das drogas o leva a consumir mais e mais drogas até não conseguir
mais parar e se tornar um dependente químico. É essa busca que poderá fazê-lo se
viciar, principalmente se o adolescente tiver tendência para isso. Tiver uma
personalidade compulsiva, por exemplo, que são aquelas pessoas que nunca se
satisfazem com um pouco, querem tudo!

VAMOS PENSAR?
Planilha: Construção de Uma Vida Melhor em Família
(Escreva de 2 a 4 ações que fará para tornar seus sonhos familiares uma realidade
num futuro próximo, e assim, construir uma vida em família melhor)

AÇÕES COMO FAREI QUANDO FAREI


4. Conversando a Gente se Entende!

Lúcia Ajuda sua Vizinha

Lúcia chegou tarde do trabalho, mas foi direto para a casa de dona Juracy,
conversar sobre o aprendeu sobre as drogas com a farmacêutica Fátima. E contou
para a vizinha tudo que ouviu, principalmente que se o menino estiver usando drogas
não adianta brigar, criticar ou ficar falando, falando, porque ele poderá ficar com mais
raiva e usar mais drogas.

- Mas mulher de deus, eu vou fazer o que? – pergunta dona Juracy se sentindo muito
perdida.

- Acho que a senhora deveria ir a escola dele para conversar com a coordenadora e ver
como ela pode ajudar.

- Boa ideia! Amanhã mesmo eu vou lá! Obrigada Lúcia. Deus lhe pague!

- Tudo bem dona Juracy, espero que tudo dê certo para a senhora. Quero muito bem
ao João, ele é amigo de minhas filhas, vivia lá em casa... Quero que ele volte a ser o
rapazinho alegre de antes! – Responde Lúcia com muita pena da velha senhora.

No outro dia, muito cedo, dona Juracy foi à escola onde João estudava. Esperou
quase uma hora para falar com a coordenadora Vânia, que estava em reunião.
Conversou e explicou a situação para Vânia, que lhe disse.

- Que bom que a senhora nos procurou! O João está faltando muito às aulas e nós já
íamos procurar a família. Eu lhe prometo, dona Juracy, que vou conversar com ele.
Vou tentar saber o que está acontecendo e depois falo para a senhora. Uma boa
conversa muitas vezes faz milagres! Mas para conversarmos com os adolescente é
preciso paciência e muito amor.

*****************************************************************

Conversar com os filhos é expressar nosso amor

Nem sempre é fácil conversar com os filhos. O dia a dia corrido, a falta de
tempo, o cansaço. Tudo dificulta. Mas se pararmos para pensar na importância de
conversar com nossos filhos, passaríamos por cima de tudo isso e sempre que possível
teríamos uma boa e generosa conversa com eles.
Normalmente a reação de nossos filhos quando tentamos conversar é
desencorajadora. Eles, na maioria das vezes, ficam impacientes ou sonolentos, mudam
de assunto, ficam com raiva e gritam: “você não entende, não me compreende!”, ou
então: “tá certo, já sei disso, você já falou mil vezes…”. Diante dessas dificuldades às
vezes pensamos: “será que vou ter saco de conversar?”. Além de provocar desânimo, a
sensação de rejeição também no deixa com a sensação de perda de tempo. Mas não é
perda de tempo. Conversar com nossos filhos sempre vale a pena! O desânimo não
deverá nos impedir de continuar tentando falar, conversar com eles. Fique certo que no
fundo eles escutam mais do que imaginamos. Entre um comentário desagradável e um
gracejo, os filhos sempre ouvem as nossas mensagens.

Na verdade temos que recorrer a alguma técnicas para simplificar a situação, tais
como começar falando sobre um assunto de interesse deles, moderar o tom da voz se
estiver com raiva (aliás, nunca converse se estiver com raiva, pois vai brigar e piorar
tudo!), procurar um horário e local certos para as conversas sempre ajuda. E acima de
tudo, a conversa tem que ser honesta e coerente. Por exemplo, nunca tente ser moralista
em cima de coisas que você mesmo faz. Dizer “não fume” e você fuma, é incoerente. O
melhor é aceitar que você faz algo que gostaria que ele não fizesse. Mostrar que os pais
têm suas limitações é melhor, que fingir algo que não é.

Aprendendo a Conversar de Forma Positiva


Existe uma técnica chamada de Dialogo Apreciativo que diz ser mais importante
numa conversa é reconhecer o melhor das pessoas, afirmando sempre as suas forças.
Isso significa que numa conversa com os filhos, procure falar palavras positivas, como:
preocupo-me com você, amo você, quero o seu bem, você é uma pessoa boa, você tem
muitos talentos, eu acredito em você. Quando falamos coisas de boas, as palavras boas
nos deixam alegres e nos sentimos vivos e felizes.

Com o Dialogo Apreciativo buscamos as resolução positiva para os problemas,


através das perguntas positivas que despertam o lado melhor das pessoas. Uma pergunta
positiva, por exemplo, é: “sei que você errou, mas o que você aprendeu com este erro?”.
Isso vai fazer o filho ou filha refletir e não apenas ficar se defendendo e não escutar
nada da conversa porque estará com raiva.

Os jovens normalmente se comunicam de maneira aberta e entusiasmada


quando sabem que serão ouvidos de verdade, e ao fazermos uma pergunta, estamos
esperando uma resposta e assim, ouvimos o que vão dizer. Eles se mostrarão mais
confiantes em si mesmos e valorizam as ideias que possamos lhes oferecer, sejam
conselhos ou dicas de uma vida melhor. Quando conseguirmos focar nas coisas
positivas, nossas conversas com os jovens se tornam mais leves, mesmo que estejamos
falando de coisas muito difíceis.

E para achar soluções reais para os problemas devemos parar de pensar só nos
lados ruins desses problemas e pensar no que o problema está nos ensinando para
descobrirmos novos caminhos. Não se trata de negar os problemas ou diminuir a
gravidade de uma situação ou sua importância, mas apenas de mudar o foco e a
linguagem para construirmos relações mais saudáveis.

Usando a técnica do Diálogo Apreciativo poderemos resolver os problemas


através de soluções positivas e boas. Por exemplo, se for conversar com seu filho sobre
as drogas e focar só na violencia, na morte, das doenças, seu filho vai fingir que lhe
escuta, mas não prestará atençaõ no que voce esta falando! Mas se começar a falar da
vida, do futuro, perguntando sobre seus sonhos e desejos, e depois perguntar sobre o
que acha das drogas, se elas podem atrapalhar estes sonhos, com certeza o jovem
toparar conversar e trocar informações com você.

O Poder das Boas Palavras

O Diálogo Apreciativo se baseia no uso das boas palavras e das perguntas que
nos levem a pensar o lado bom das coisas. Porque tudo tem dois lados, nada é
completamente ruim, ou completamente bom. E você já deve ter ouvido falar que "as
palavras têm poder". Mas será que você acredita nisso? Acho que não! Porque se
acreditasse teria mais cuidado com as palavras que você fala no dia a dia. Mas uma
coisa é certa, nossos pensamentos e crenças sobre a vida podem influenciar a nossa
maneira de agir e conseguir o que desejamos. Tudo o que afirmamos diariamente são
frutos dos nossos pensamentos e sentimentos. E como podemos conversar e passar uma
boa mensagem usando palavras ruins? Não é possível mesmo!

Para reeducar o nosso modo de falar e pensar para que tenhamos uma boa
conversa com os filhos, devemos sempre lembrar que "as palavras têm poder". Assim,
muito cuidado com as palavras que usa nesta hora. Que tal aprender a usar mais as
palavras positivas no seu dia a dia?
Use e abuse de palavras como ABENÇOADO, ALEGRIA, AMOR, AMIZADE,
BONDADE, CARINHO, CORAGEM, COMPREENSÃO, DOAÇÃO, ESPERANÇA,
FELICIDADE, PAZ, PERDÃO, UNIÃO, VIDA, VITÓRIA, PÁSSAROS, SORRISO,
EDUCAÇÃO, GENTILEZA, SINCERIDADE, COMPANHEIRISMO,
PROSPERIDADE, SAÚDE, HARMONIA, SABEDORIA, RETIDÃO, PRA FRENTE,
EM FRENTE, ENFRENTE, SORRIR, OTIMISMO, POSITIVO, VIDA, FÉ, LUZ,
PALAVRA CUMPRIDA, TRABALHO, RESPEITO, SORTE, SIMPLICIDADE,
DOCILIDADE, CONSIDERAÇÃO, OBEDIÊNCIA, MODERAÇÃO, FRANQUEZA,
IRMÃO, SOL, ESTRELAS, FLORES, AMOR POR DEUS...

Existem muitas outras belas palavras que ao serem pronunciadas provocam


dentro da gente sentimentos bons, de alegria, paz e esperança! Procure-as.

Conversando sobre as Drogas

Falar sobre as drogas é um assunto delicado e poderá deixar muitos pais


desconfortáveis. Principalmente porque é um assunto que deverá ser conversado várias
vezes. Muitos pais acham que conversar com os filhos sobre drogas é falar, às vezes na
hora do jantar, sobre os perigos da maconha, da cocaína e do crack, com um discurso
moralista sobre a violência, os traficantes, mortes, etc. Pouco depois, os filhos
entediados, inquietos, nem escutam mais, ficam contando os minutos para a conversa
acabar. E os pais nem notam, ou se notam ficam com raiva e tudo acaba em briga! Ou
então, acha que fizeram a sua parte, que cumpriram com seu dever de falar sobre as
drogas. Isso não é conversar! É preciso falar sobre este assunto sempre, aproveitando as
oportunidades e os exemplos do dia a dia para educar.

Mas atenção, toda conversa é um diálogo. Isso significa fala e ouvir também.
Dialogar é um debate onde todos participam e dão sua opinião. Ouvir a visão que o filho
tem das drogas às vezes é mais importante do que falar, pois aí ficamos sabendo como
pensa e age nosso filho.

Outro ponto importante. Nada de conversas alarmistas, do tipo: drogas é coisa


do diabo, drogas matam, drogas vai lhe levar pra a cadeia, etc.. Os jovens não escutam
este tipo de papo. Devemos evitar tratar do assunto “drogas” com ameaças, proibições e
punições. O importante é informar, explicar, mostrar exemplos de preferencia positivos.
Explicar as consequências do uso de drogas para o organismo, mas também para a vida,
para família, para a vida social do jovem.

E no meio de tudo isso o exemplo pessoal é fundamental! Os filhos olham mais


para os atos dos pais do que para o que eles falam. Ou seja, os pais que usam drogas em
excesso, sejam as permitidas por lei (bebidas alcóolicas, cigarros, remédios em excesso)
ou as proibidas (maconha, cocaína, crack) perdem a autoridade para conversar sobre
este assunto com os filhos.

Claro que beber socialmente, para se divertir vez por outra, não tem problema!
Isso faz parte do ritual da vida. O problema começa com o excesso. Já ouviu falar que
tudo demais é veneno? Pois é verdade. Para os pais que usam drogas só existem dois
caminhos: ou procuram parar de consumir drogas (e vale o sacrifício quando o que está
em jogo é a sua vida e a vida dos filhos) ou não vão conseguir dar uma educação
responsável para seus filhos. E mais tarde poderão ver a triste realidade deles também se
tornarem viciados em drogas!

Claro que nem todos os filhos de pais que consomem drogas vão consumir e se
viciarem também. Mas o percentual de filhos que imitam os vícios dos pais é muito alto.
Filhos de pais fumantes tem grande probabilidade de serem também fumantes, assim
como também os filhos de alcoólicos e outras drogas. Servir de exemplo para os nossos
filhos não significa que devemos ser santos! Ninguém é perfeito, isso é impossível.
Somos humanos antes sermos pais. Assim como o adolescente, nos adultos também
queremos preservar nossa intimidade e liberdade.
Servi de exemplo tem que ser natural. O simples comportamento de se mostrar
disposto a mudar de ideia, ou de pedir desculpas e reconhecer um erro, já é um grande
exemplo.

ALGUMAS DICAS NA HORA DE CONVERSAR SOBRE O ASSUNTO DROGAS

1. Modere o tom das emoções - a raiva não pode ser companheira de conversa!

O comportamento dos adolescentes às vezes nos irrita e dá vontade de dar um


sopapo para ele se tocar que é o filho! Mas de nada adianta perguntar aos berros: “acha
que eu tenho cara de palhaço?!”. Sei que muitas vezes perdemos a paciência e
começamos a gritar. Por isso, para conversar com essa turminha temos que estar bem e
respirar mil vezes! E perceber que vai perder as estribeiras, saia para tomar uma água e
depois retorne. Mas evite perder a calma, se não todo o canal de comunicação já era!

2. Convide o filho para refletir sobre a situação

É muito importante abrir espaço para reflexão em conjunto. Fale de suas preo-
cupações, irritação e até mágoas, contudo, evite ser raivoso(a). Pergunte ao filho ou
filha: “o que você acha disso?”, ou “se você estivesse no meu lugar, o que diria disso?”,
e convide-o a refletir e dê um tempo para que ele ou ela se expressar ou pensar. Pode até
dizer: “você quer um tempo para pensar no que eu te falei e conversarmos mais tarde?”.

3. Tudo, menos humilhar!

Expor seu filho ao ridículo é humilha-lo e ninguém suporta isso. Evite


comentários que desvalorize seu filho ou filha, não desconsidere o seu ponto de vista ou
menospreze suas opiniões. O máximo que conseguirá é deixa-lo inseguro, com raiva e
mais distante de você. Comentários tipo “só podia ser você mesmo” ou “você só me traz
desgosto”, provoca raiva e pouca vontade de mudar. Na certa eles vão pensar “se meus
pais acham que eu só trago desgosto mesmo, por que tentar melhorar?”.

4. Coloque limites e fale as suas razões disso

De nada adianta ameaçar, dizer frases do tipo “se fizer isso, você vai ver o que
vou fazer!”. Essa frase pode até gerar medo, mas não funciona com os filhos mais
velhos. Deixe claro o que você deseja e as razões do porque quer isso. Dizer “eu não
quero você andando com um bando de vagabundos” é vago. Diga: “suas amizades me
incomodam porque eu acho que eles não estudam e são péssimas influencias para você.
Por isso não quero você andando com eles!”.

5. Local e hora certos fazem a diferença!

Pode a ate ser bom para você ter uma conversa no sábado á tarde, pois está mais
descansado. Mas para o adolescente pode não ser. Eles adoram sair e geralmente no
sábado querem se encontrar com os amigos. Uma conversa numa hora onde eles querem
sair não será boa! Assim, procure um momento que seja bom para vocês, sem muita
formalidade. Porém se a situação for grave e a conversa importante, não adie demais
esperando a hora certa. Negocie um horário bom para todos. Apenas evite impor
dizendo “precisamos conversar agora, pare e me escute!”. Claro que também não é
preciso aceitar as condições do filho. Bom-senso é ideal.

6. Falando sobre as amizades

A adolescência é uma fase onde os grupos e os amigos são muito importantes, fazendo
com a família seja deixada de lado. Tem pais que se assustam com isso e dizem: “você
só quer saber dos amigos e esqueceu-se da gente!”. Ou então ficam muito preocupados
com o tipo de pessoas que o filho ou filha está andando, com medo da influência leva os
filhos à delinquência e às drogas. Isso é sim, uma possibilidade, porque a opinião do
grupo passa a ser mais forte do que o da família. Mas nada de pânico! A dica é: fale
claramente sobre suas preocupações e sentimentos sobre as tais amizades e negociar
alguns limites de convivência com essas as pessoas que você não aprova. Mas evitar a
ironia e demonstrar que confia na capacidade de seu filho para fazer escolhas de
amizades. Ele vai se sentir tão responsável que acabará pensando melhor.

Ah, e cuidado com o preconceito só porque o amigo, ou amigos se vestem de modo


estranho, pintam o cabelo de azul, usam tatuagem até na alma. Às vezes por trás de
imagens agressivas no visual, existe um adolescente apenas com conflitos normais da
idade, tentando chocar o mundo dos adultos. Que tal convidar a “estranha figurinha”
para almoçar em sua casa e conhece-la melhor? Isso vai acalmar os ânimos.

7. A epidemia de droga existe sim, mas cuidado com o drama!

Na tentativa de deixar os filhos longe das drogas, muitas vezes podemos exagerar na
dose. Viver falando sobre a epidemia de drogas no Brasil, mostrando as notícias sobre a
violência do tráfico e do mundo das drogas, mesmo cheio boas intenções, nem sempre é
o melhor. Os pais devem evitar reforçar as mensagens negativas. O melhor é mostrar
bons exemplos. Mostrar que existem muitos jovens que não usar drogas, que não
fumam ou bebem exageradamente. Mostrar as boas notícias, como a vitória de alguns
jovens nos esportes ou concursos, tem maior poder de desencorajar os adolescentes de
consumirem substâncias tóxicas, do que mostrar as noticias ruins sobre o assunto. Os
resultados dessa inversão de abordagem têm sido positivos.

8. Fazer medo pode ser mais fácil, mas não é o correto!

Quando o uso de drogas se tornou um problema sério há algumas décadas atrás, as


campanhas para ajudar aos nossos jovens a não entrar nessa, eram bem pesadas.
Baseavam-se na explicação de que as drogas matam, enlouquecem, acabam com vida da
pessoa. Pensavam que a prevenção pelo amedrontamento era a melhor forma, por isso,
exageravam ao máximo os efeitos das drogas, generalizando e colocando tudo no
mesmo saco. Queriam gerar medo e afastar os adolescentes do uso de drogas. Os
resultados não foram os esperados. Pesquisas mostraram que esse tipo de mensagem
incentiva à curiosidade e o uso de drogas.

Os adolescentes adoram as mensagens assustadoras porque estão atrás de suas próprias


identidades, então tudo que de alguma forma seja proibido os fascinam. Praticar atos
que arriscados ou inapropriados é uma forma de se contrapor ao mundo e aos valores
dos adultos.

Atualmente as campanhas preventivas se voltaram para a vida, para os valores positivos,


incentivando os jovens a buscarem atividades artísticas, esportivas, culturais,
cooperativas, para encontrarem novos sentido para as suas vidas.

9. O Caminho das Drogas tem volta?

A maioria das estórias usadas para explicar o poder negativo das drogas é mais ou
menos assim: Fulano de tal fumou maconha só por curiosidade, gostou e depois disso
foi usando mais e mais, acreditando que poderia parar quando quisesse e foi seu
engano! Da maconha pulou para outras drogas mais pesadas, mas sempre achando que
pararia queda quisesse. E tudo deu errado. Ele se afastou da escola, da família, dos
antigos amigos. Hoje vive dependente de cocaína ou crack. Já se internou várias vezes
para se tratar, mas sempre recai. Sua vida acabou por causa das drogas!”.

É claro que ao ler tais estórias os pais de adolescentes ficam alarmados e começam a
usar este tipo de mensagem para também conversarem com seus filhos. Calma lá! Essa
não é a opinião de muitos especialistas na área da prevenção as drogas. Eles consideram
que essas descrições trágicas (embora muitas vezes verdadeiras), e devem ser evitadas
ao máximo, pois ao invés de informar e educar, tais estórias podem é reforçar o
interesse pelas drogas. Os adolescentes são atraídos pelas causas perdidas! Ou então, se
um jovem já usa alguma droga ilegal, mas deseja mudar seu comportamento, ouvindo
estórias como estas, pode se sentir desestimulado a procurar ajuda, porque pensará: “se
basta um primeiro uso de drogas para virar um caso perdido, então não vou procurar
ajuda, não tenho mais jeito!”.

Lembrando, ninguém é igual. Assim, cada estória é pessoal. Muita gente consegue sair
do triste mundo das drogas. Mas se quiser usar alguma estória para ilustrar a prevenção
ao uso de drogas, conte algo positivo, como a estória de alguém que se recuperou e está
feliz por ter se livrado das drogas. Outra informação importante: nem todo mundo que
experimenta drogas vai acabar virando dependente (viciado), portanto, estórias como
essa não reflete a trajetória mais frequente dos jovens. Pesquisas mostram que ainda é
pequena a parcela dos que experimentam drogas e se viciam de forma tão trágica,
embora esteja aumentando o número dos jovens que usem drogas. Mas o exagero não é
o melhor meio de prevenção.

10. E qual o melhor caminho para lidar com a situação?

Não existe o melhor caminho, existe a situação e as pessoas envolvidas. Quando se trata
de seres humanos não existe uma formula mágica. Contudo, como já foi falado várias
vezes no livro, o melhor ainda é a conversa franca, a informação sem exagero e
ocupação do tempo livre dos jovens com coisas que realmente tenham interesse para
eles.

Converse com seu filho e veja o que ele gostaria de fazer fora da escola, em seu tempo
livre. Pode ser cursos profissionalizantes ou atividades como esportes, capoeira,
natação, academias, cursos de artes e cultura. É preciso que eles escolham o que querem
fazer. Se fazer um curso de teatro ou artes plásticas, por exemplo, é mais importante
para seu filho do que o curso de informática que você acha prioritário, não diga “não”
de primeira. Negocie, mostre suas razões, mas escute as dele!

11. E a dica mais importante

Ensinem aos filhos a “dizer não” a tudo que possa ser prejudicial à saúde e a vida. E
acima de tudo, os ensinem a como dizer não aos colegas quando lhes oferecerem drogas
ou outras coisas prejudiciais. Isso é importante porque todo adolescente quer ser aceito e
as vezes aceita drogas dos amigos por não saber negar. Mostrar que se um amigo deseja
levar o outro para um vício é porque ele não é amigo de verdade!

Resumindo as dicas para lhe ajudar na prevenção ao uso de drogas:

 Em vez de criticar, converse e oriente seu filho.

 Ofereça aos filhos, atividades saudáveis, como esportes, arte e cultura.

 Reforce a autoestima do seu filho, mostrando seu afeto, confiança e elogiando


quando ele merecer.

 Nunca fuja de uma conversa sobre as drogas. Se seu filho ou filha perguntar
sobre o assunto, converse e mostre seu ponto de vista. Fique atento(a) aos sinais
de mudança de comportamento do seu filho, e detectando qualquer mudança
estranha, procure conversar, se não conseguir, busque ajuda especializada,
possivelmente na escola.

 Com apoio da família, é amis difícil os filhos usarem em drogas.

VAMOS PENSAR?

Responda:
Como é a educação que ofereço para a minha família?
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
---------------------------------------------------------------------------------------------------------
Que vida é preciso mudar na educação de minha família?
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
---------------------------------------------------------------------------------------------------------
O que mais gosto no meu jeito de educar a minha família?
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
---------------------------------------------------------------------------------------------------------

Como você vai envolver a sua familiar no projeto de prevenção? Como?


----------------------------------------------------------------------------------------------------------
---------------------------------------------------------------------------------------------------------
Você acredita que pode mudar a sua vida familiar? Por quê?
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
---------------------------------------------------------------------------------------------------------

Quais são os seus planos familiares para os próximos 2 anos?

----------------------------------------------------------------------------------------------------------
---------------------------------------------------------------------------------------------------------

5. Planejando Uma Nova Família: Encontrando um


Jeito de ser feliz!

A Conversa da Coordenadora com João

Dois dias depois da visita de dona Juracy a escola, a coordenadora Vânia chamou
João a sua sala para conversarem. O rapaz chegou calado, desconfiado, sem quere
muito papo.

- João, você está faltando muito às aulas, esta acontecendo alguma coisa? Posso lhe
ajudar em algo? – Pergunta a coordenadora para João.

- Ah, nada não! Tá tudo beleza dona Vânia! É que eu andava precisando de uma
grana e fui fazer uns trabalhos... – responde o rapaz sem olhar nos olhos da
coordenadora.

- Eu entendo. Mas que tipo de trabalho você estava fazendo?

- Ah, fui ajudar um amigo que trabalha num bar! – Responde João.

- Mas você não pode faltar aula para trabalhar, porque assim, você vai se prejudicar
nos estudos, João! Se eu lhe fizer uma pergunta aberta e direta, você responde? –
Pergunta Vânia.
- Depende professora... – João já sabia que vinha alguma pergunta sobre amizades ou
drogas.

- Responde ou não?

- Tá bom. O que a senhora quer saber? – João não queria fugir da conversa porque
gostava da coordenadora.

- Você está usando drogas João? Digo, bebendo, fumando...

- Ah, isso não é droga! Beber é normal, todo mundo bebe! Fumar eu não gosto! Mas
beber umas cervejas e umas cachaças vez de quanto, eu gosto! Isso é coisa de homem,
professora! – responde todo orgulhoso.

- Bem, pode até ser normal quando somos mais velhos. Você não acha que é muito
novo para beber?

- Já tenho 17 anos professora! Sou um homem! – Repetiu o rapaz.

- Bem, não vou ficar lhe passado sermões. Você passou pelo projeto de prevenção as
drogas e sabe que bebida é uma droga ruim, pode viciar e acabar com a vida de uma
pessoa. E outras drogas, tipo maconha, crack... você já usou ou viu alguém usando?

- Eu já vi sim. Tenho muitos amigos que fumam maconha...também normal entre os


jovens, professora!

- Mas tem pessoas que se tornam viciadas e acabam não fazendo mais nada na vida a
não ser usar drogas. Você quer isso para você?

E a coordenadora continuou a conversa com o João. Uma conversa séria, mas aberta
e sem julgamentos. Vânia queria que João confiasse nela e por isso, não usava
nenhuma palavra para criticar ou moralizar o rapaz. Fazia perguntas para ele pensar
nas respostas e assim tomar suas decisões. No fim da conversa João compreendeu que
estava indo por um caminho que talvez não tivesse mais volta e prometeu que ia se
cuidar, ia procurar não andar mais com os amigos que usavam drogas e também não
faltaria mais as aulas.

********************************************************

Construindo um Novo Futuro!

O que é futuro? É um tempo que ainda não aconteceu. Se algo ainda não
aconteceu, podemos muda-lo. Isso é certo? Se você concordar com isso, vai concordar
que sim, podemos construir nosso futuro. Claro que tem coisas que não podemos evitar,
coisas que só Deus tem o poder. Mas se Deus nos deu sabedoria e inteligência para
fazer as escolhas da nossa vida, devemos ajuda-las para construir uma boa vida.

A construção de uma boa vida passa por nossas escolhas e decisões. Quando nos
apaixonamos e casamos ou vamos viver com alguém e construímos uma família,
fazemos uma escolha. Consciente ou não, boa ou má, não importa, foi uma escolha de
vida. E todo escolha tem consequências. A construção de uma família é uma escolha
com consequências muito serias: filhos, seres humanos que deverão ser educados e
cuidados até que possam se virar sozinhos.

Por tanto, para sentir que nossas escolhas tiveram sucesso, devemos olhar para a
nossa família e tentar fazer o melhor que pudermos por ela. Isso vai nos deixar felizes e
realizados como pessoas. Assim, a primeira coisa que fazemos ao olhar para a família é:
como educamos nos filhos? Quais são as regras que colocamos em nossa casa? Sim,
porque a toda família é uma instituição e deve ter regras e disciplina. Filhos criados sem
regras, soltos como bichinhos do mato, com certeza também não saberão dar regras as
suas vidas.

Vivemos tempos corridos, onde os pais trabalham muito para dar contar de suas
obrigações financeiras. Na ânsia de sobrevivência e muitos pais e mães se tornam cada
vez mais ausentes na vida de seus filhos, reduzido drasticamente o período de
convivência com eles, e o pior, transferindo para a escola a formação do caráter das
crianças. Isso infelizmente se tornou comum. Mas deixar por conta da escola a
formação e educação dos filhos não é o certo. Ao agir dessa forma, a família se torna
um “faz de conta” e perde as rédeas sobre a conduta de seus filhos. Ninguém pode
assumir a responsabilidade que são dos pais!

Ao deixar que a escola cuide do filho o pai e a mãe joga a responsabilidade nas
mãos de outros e depois não tem como chorar o leite derramado! Quando descobrir que
o filho está envolvido com más companhias ou se drogando, não terá a quem culpar. Os
pais próximos mantém maior contato com os filhos e poderão discutir as preocupações
comuns na fase da adolescência para juntos estabelecerem as regras. Dessa forma os
filhos confiarão nos pais e se abrirão, ouvindo conselhos e aceitando os limites.

O que são Regras e Limites na Educação?


Regras significam tudo àquilo que pode ou não pode ser feito em casa. A hora de
dormir, a hora de estudar, a hora de chegar em casa, a hora de jantar, as tarefas que cada
um deve ter em casa. E as normas são as explicações sobre com fazer algo: arrumar o
quarto todo dia é uma norma. As regras e normas trazem limites, porque os filhos sabem
até onde é permitido fazer certas coisas e o que os pais esperam deles. A criança quando
pequena não sabe o que é melhor para ela, precisam dos pais para dizer o que devem
fazer, precisam dos limites. Por isso, é mais fácil para a família começar colocar regras
e normas ainda na infância. A criança pequena aceita melhor essas regras e limites do
que os adolescentes. Mas nunca é tarde se tudo for feito com amor e paciência.

Quando damos regras aos nossos filhos, eles podem até reclamar, ficar com
raiva, tentar quebrar as regras. Mas no fundo se sentem felizes porque sabem que estão
sendo cuidados. E mais tarde imitam essas regras em suas vidas. Tudo que nós, os pais
fazemos de bom ou de mal, nossos filhos de alguma forma imitam. É impossível
educarmos nossos filhos sem regras e disciplina. E este é melhor caminho para
evitarmos o uso de drogas mais tarde. Para deixar as regras claras, as famílias devem
aprender a ter um diálogo aberto e verdadeiro com as crianças e jovens, sem críticas ou
agressões!

Para deixar as regras da família clara e compreensível para todos, devemos


aprender a conversarem. Dizer o que podem fazer é importante para os filhos sentirem
que são cuidados. Não se preocupe se eles se zangam, é só da boca pra fora! A educação
baseada na conversa se torna mais forte e fácil de ser aceita. Não estou dizendo que seja
fácil. O dia a dia, a sobrevivência, os problemas tornam essa tarefa muito complicada.
Muitas vezes cansados e cheios de problemas, fica difícil termos paciência para
conversar. Mas não tem outro jeito! Fugir é pior.

E também não adianta exagerar e construir uma redoma de proteção sobre


nossos filhos. Educar não é controlar os relacionamentos ou a vida dos filhos! Os pais
devem sim, ficar atentos, procurar conhecer o grupo de amigos que o filho anda e até
mesmo conversar com outros pais. Mas sem exagero. Mostrar que confia nos filhos é
mostrar que confia na educação que lhes deu. Um patrulhamento excessivo poderá
passar a ideia de que não confiam no filho ou filha, e deixa-lo irritado e revoltado.

O ambiente familiar é importante para promover os valores de respeito à vida, ao


corpo, aos outros. Os pais devem mostrar que a liberdade é importante, mas que deve
ser usada com responsabilidade. Como falamos acima, os filhos precisam de limites,
precisam aprender a ter regras, porque a vida tem regras, e se os filhos não aprenderem
em casa vão aprender lá fora, no mundo, e às vezes de uma forma dolorosa. Quando a
família consegue manter um bom clima em casa, os filhos geralmente sentem equilíbrio,
afeto, bem estar, e isso gera a autoestima (amor por si mesmo) necessária para construir
uma vida saudável. E para que a educação aconteça de maneira tranquila e com
harmonia, as normas e regras da família devem se basear em três coisas: amor, limites e
respeito.

1. AMOR: qualquer ser vivo que recebe amor desenvolve afeição. Ao se sentir
amados, os filhos aceitam facilmente as normas e regras estabelecidas pela
família, pela escola, pela vida. A educação com amor promove a segurança,
bem-estar e compreensão.

2. LIMITES: a sociedade não aceita mais uma educação repressiva e autoritária.


Todos cobram uma educação democrática. E os pais ficam perdidos. Às vezes
é mais cômodo permitir que os filhos tenham liberdade do que impor limites.
Mas isso é um erro. É importante que a criança aprenda a seguir normas e
regras mais cedo; a disciplina está muito mais ligada à segurança e ao bom
desenvolvimento do adolescente, do que a liberdade total. Quando ficamos
adultos temos que nos adaptar a muitos limites, e se não aprendermos isso
cedo, a vida se tornará difícil.

3. RESPEITO: saber reconhecer a autoridade dos mais velhos, saber obedecer e


aceitar ordens fará com que a criança saiba mais tarde que a liberdade tem
limites. Os pais devem ter firmeza ao colocar os limites que consideram bons
para seus filhos e exigir que sejam respeitados.

O QUE FAZER PARA EVITAR QUE


OS FILHOS SE ENVOLVAM COM DROGAS?

Acho que já estamos falando há um tempo sobre isso. Mas vamos aprofundar. A
principal estratégia para proteção dos filhos contra as drogas é a conversa franca sobre
as regras e normas da família: hora de saída, hora de chegada, hora de estudar, de jantar,
de fazer as higienes diárias, do tipo de amigos que podem frequentar a casa. A primeira
vista pode parecer rígido demais para os pais mais liberais. Contudo, se essas regras são
colocadas desde cedo, farão parte da cultura da família e tudo parecerá natural.

Ter regras não significa que não possam ser mudadas, adaptadas as novas
situações. A vida exige flexibilidade. Mas se a família nunca teve regras de limites aos
filhos e eles agora estão adolescentes, é mais difícil, porém não impossível. O primeiro
passo é construir essas regras em conjunto com os filhos. Ouvir a opinião deles sobre
como deveriam ser as regras e normas da casa. Participar da construção das regras da
casa pode fazê-los se comprometerem a cumprir o combinado.

SINAIS DE ALERTA PARA SABER SE SEU FILHO USA DROGAS

1. Seu filho parece retraído, deprimido, cansado e descuidado com seu aspecto pessoal?

2. Você o percebe hostil, agressivo, não cooperando com as normas familiares?

3. Seu filho encontra dificuldades ou falta de diálogo com outros membros da família,
vínculos desfeitos, atitudes violentas ou agressivas?

4. Mudou radicalmente seu grupo de amizades?

5. Na escola, está com dificuldades com notas, professores e colegas, repetiu o ano ou
abandonou os estudos?

6. Perdeu o interesse por passatempos, esportes, hobbies ou outras de suas atividades


favoritas?

7. Houve mudanças visíveis no seu visual, como cabelo descuidado, roupas sujas, falta
de higiene, etc.?

8. Houve modificações nos seus hábitos de alimentação e sono?

9. Usa desodorante ou perfume para disfarçar algum cheiro?

10. Já apresentou os olhos vermelhos ou pupilas dilatadas?

11. Tem atitudes agressivas, violentas ou mentirosas frente às suas perguntas?

12. Em sua casa faltaram objetos de valor? Seu filho tem a necessidade constante de
dinheiro?

13. Já percebeu um forte cheiro adocicado nas roupas, cabelo, quarto ou lençóis de seu
filho?

14. O nariz de seu filho tem sangrado ou está constantemente com coriza?
15. Ele apresenta manchas amareladas entre as pontas dos dedos polegar e indicador?

Se você respondeu SIM para pelo menos a metade dessas perguntas é bom ficar em
alerta. Possivelmente seu filho esteja usando drogas. Mas nada de só desconfiar.
Converse. Pergunte. Observe. Aja!

DESCOBRI QUE MEU FILHO ESTÁ USANDO DROGAS! O QUE FAZER?

1. Calma! Não dramatize o fato. Encare-o com realismo e objetividade. Discuta-o com
sua esposa (o) ou com alguém de muita confiança. Recriminações, agressividade,
violência, não ajudam em nada;

2. Tenha uma conversa franca, sincera e leal com seu filho. Procure colocá-lo à vontade
a fim de descobrir toda a verdade;

3. Não rotule seu filho, chamando-o, por exemplo, de maconheiro, marginal, nem faça
ameaças de expulsá-lo de casa, de interná-lo ou de denunciar seus colegas.

4. Nunca se recrimine, ou acuse a mãe ou o pai, ou procure culpados pelo fato.


Perguntas tais como: “Onde é que falhamos?” não ajudam em nada. Procure se informar
mais e converse com um profissional sobre o assunto.

6. Procure dar ao seu filho todo o apoio necessário. Não basta a ajuda de profissionais, é
necessário envolver toda a família no processo terapêutico. Este é o momento de
mostrar ao filho que seus melhores amigos é a sua família. Converse com todos em casa
para apoiá-lo nessas horas difíceis que atravessa.

7. Lembre-se: o melhor tratamento para enfrentar o abuso de drogas é o amor, o perdão,


o carinho, a compreensão, diálogo e muita informação.

Uma boa notícia na Vila

Maria foi procurar Lúcia novamente, para conversar sobre seus problemas, mas
estava alegre e feliz. Falou que o filho mais velho foi encaminhado para uma clinica
de tratamento, que o filho mais novo vendo a situação do irmão resolveu voltar para a
escola, e que o marido, depois de uma boa conversa com o psicólogo da clinica onde
o filho esta internado, reconheceu seu problema com o álcool e resolver ir a algumas
reuniões no AA– os Alcóolicos Anônimos.
- Ah, Lúcia, acho que Deus está olhando para nós novamente! Eu resolvo também
participar da recuperação do meu filho e do meu marido, por isso fui ontem a uma
reunião do AL – ANON...

- O que é isso? – Perguntou Lúcia surpresa.

- São as reuniões para os familiares dos alcoólicos! Nous reunímos toda semana para
discutir nossos problemas, compartilhar as vitórias e nos apoiar um aos outros! É um
grupo de apoio mútuo.

- Puxa Maria, que legal!

- É mesmo, é muit legal! Ontem foi meu primeiro dia. Me apresentei e admiti que
tenho um problema familiar. Foi um desabafo! Chorei muito e recebi muito carinho
de todos. Estou de alma lavada! Deixa eu te mostrar o livrinho com os 12 Passos, o
Raimundo tá fazendo. Faz parte do programa de tratamento do grupo. É lindo! – E
Maria leu para Lúcia os “Os Doze Passos” :

1. Admitimos que somos impotentes perante o álcool – que perdemos o domínio


sobre nossas vidas.

2. Acreditamos num Poder superior a nós mesmos que pode devolver-nos à


sanidade.

3. Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma
em que O concebemos.

4. Fazemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.

5. Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a
natureza exata de nossas falhas.

6. Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus remova todos esses defeitos de


nosso caráter.

7. Humildemente rogamos a Ele (Deus) que nos livre de nossas imperfeições.

8. Fazer uma relação de todas as pessoas que temos prejudicado e nos dispor a
reparar os danos que causamos a elas.

9. Fazer reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que
possível, salvo quando fazê-lo signifique prejudicá-las ou a outrem.
10. Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o
admitíamos prontamente.

11. Procurarmos, através da prece e da meditação, melhorar nosso contato


consciente com Deus, na forma em que O concebemos, rogando apenas o
conhecimento de Sua vontade em relação a nós, e forças para realizar essa
vontade.

12. Tendo experimentado o despertar espiritual, graças a esses Passos, procuramos


transmitir essa mensagem aos alcoólicos e praticar esses princípios em todas as
nossas atividades.

Lúcia ficou muito feliz pela amiga e disse que qualquer dia iria uma reunião com
ela, pois gostava de tudo que pudesse trazer felicidade e paz para a vida.

Alcóolicos Anônimos

O A.A. – Alcóolicos Anônimos, não é uma religião apesar de parecer uma, porque
os 12 Passos, os pricípios da associação, foram inspirados na biblia. O A.A sugiu nos
Estados Unidos há quase 80 anos, sendo uma associação de pessoas que prentendem
ajudar uma as outras a sair do alcóolismo. Elas se denominam “alcóolicos em
recuperação”, pois acreditam que o alcoolismo é uma doença sem cura, e usam os 12
Passos para ajudá-los a não beber mais.

Este tipo de ajuda de grupo tem muito sucesso quando a pessoa realmente deseja
sair do vício. O mais importante é frequentar as reuniões e seguir a filosofia do “Viver
só por Hoje”. Quem é do A.A. tenta diariamente viver 24 horas de sobriedade, e sempre
à noite, agradece por mais um dia de sobriedade. É uma filosfia muito bonita e tem dado
muitos resultados na recuperação de milhões de pessoas viciadas em álcool!

Do A.A surgiram vários outras associaçãoe que seguem os mesmos principios.


Os Narcóticos Anônimos é uma dessas associações, que ajuda as pessoas a enfrentarem
a adicção (vício de drogas) usando a empatia, o carinho e respeito. Cada um ajuda o
outro. Os Narcóticos Anônimos é uma associação para qualquer pessoa que tiver
problemas com drogas e seus familiares, sem restrição de sexo, raça, cor, religião, etc.
Os Narcóticos Anônimos também usa a metodologia de 12 passos de Alcoólicos
Anônimos e a filosofia de “Viver só por Hoje”, procurando passar 24 horas sem usar
drogas. Em todas as cidades encontramos as reuniões dos Narcóticos Anônimos,
geralmente no mesmo local onde está o A.A..

Nas reuniões do A.A. geralmente as pessoas fazer uma bela oração para
fortificar sua força de vontade. Chama-se Oração da Serenidade.

ORAÇÃO DA SERENIDADE
“Concedei-nos, SENHOR, a SERENIDADE necessária para aceitar as coisas que
não podemos modificar; CORAGEM para modificar aquelas que podemos, e
SABEDORIA para distinguir uma das outras!”

Mais informações no site: http://www.alcoolicosanonimos.org.br/

VAMOS PENSAR?

Pensando no seu sonho de família para o futuro, qual a parte mais simples desse
sonho, que já poderia começar a viver agora?

----------------------------------------------------------------------------------------------------------
---------------------------------------------------------------------------------------------------------

GRUPOS DE AUTOAJUDA

Alcoólicos Anônimos - AAwww.alcoolicosanonimos.org.br - Central de Atendimento 24 horas: (11)


3315 9333Caixa Postal 580 CEP 01060-970 - São Paulo

AL-ANON E ALATEEN (Para familiares e amigos de alcoólicos) www.al-anon.org.br

Amor-exigente (Para pais e familiares de usuários de drogas)www.amorexigente.org.br

Grupos Familiares - NAR - ANON (Grupos para familiares e amigos de usuários de drogas)
www.naranon.org.br

Narcóticos Anônimos - NAwww.na.org.br

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TERAPIA COMUNITÁRIA

ABRATECOMwww.abratecom.org.br

Pastoral da Sobriedadewww.sobriedade.org.br

INDICAÇÃO DE LEITURAS
Anjos caídos - Como prevenir e eliminar as drogas na vida do adolescente.Içami Tiba. São Paulo:
Gente, 1999.

Doces Venenos: Conversas e desconversas sobre drogas.Lídia Rosenberg Aratangy. São Paulo: Olho
D’ Água, 1991

Esmeralda - Por que não dancei. Esmeralda do Carmo Ortiz. São Paulo: Editora Senac, 2001.

Cuidando da Pessoa com Problemas Relacionados com Álcool e Outras Drogas - Coleção Guia para
Família. v.1.Selma de Lourdes Bordin; Marine Meyer; Sérgio Nicastri; Ellen Burd Nisenbaum e Marcelo
Ribeiro. São Paulo: Atheneu, 2004

Obrigado por não fumar: o cigarro não é sublime. Sérgio Honorato dos Santos. Rio de Janeiro: Ed.
Senac/Rio, 2007.

O que é toxicomania. Jandira Masur. São Paulo: Brasiliense, 1986.

O Vencedor. Frei Betto. São Paulo: Ática, 2000.

Pais e Filhos - companheiros de Viagem. Roberto Shinyashiki. São Paulo: Gente, 1992.
Anexo 1 - Dicionário das Drogas
As drogas atuam em nosso corpo e mente das mais diversas maneiras, por isso, são
classificadas em três áreas:
1. Drogas Depressoras do sistema nervoso
- Calmantes e sedativos (barbitúricos), como Optalidon e Fiorinal;
- Tranquilizantes ou ansiolíticos (Dienpax, Valium, Lorax, Lexotan);
- Opiáceos (morfina, heroína, codeína) - derivados da papoula, de cuja planta se extrai o
suco que origina o ópio;
- Inalantes e solventes (colas, tintas, removedores, esmalte, lança-perfume, cheirinho da
Loló);
- Bebidas alcoólicas;
2. Drogas Estimulantes do sistema nervoso
- Anfetaminas (bolinhas, remédios que tiram o sono ou são usados para emagrecimento,
como Perventin, Hipofagin, Moderex);
- Cocaína - alcaloide encontrado nas folhas da coca. A droga consiste num pó branco
produzido a partir das folhas da coca;
- Cafeína - alcaloide encontrado em algumas plantas (café, mate, guaraná);
- Crack, Merla - oferecidos em pedaços (pedras), são produzidos a partir da pasta da
cocaína.
3. Drogas Perturbadoras do sistema nervoso
- Maconha, haxixe, Skunk - obtidas das folhas das plantas do grupo Cannabis;
- Mescalina (peiote) - obtida de um cacto do México;
- Ayahuasca (Santo Daime) - bebida preparada a partir de ramos e folhas de um cipó da
Amazônia, o caapi;
- LSD (ácido lisérgico) - é obtido de certos alcaloides vegetais;
- Ecstasy;
- Anticolinérgicos (alguns tipos de cogumelos, lírios, trombeteira, zabumba ou saia
branca).
(Informações retiradas do site: http://www.imesc.sp.gov.br/infodrogas)

Apesar de existirem muitos tipos de drogas, vamos descrever algumas das


drogas mais conhecidas, por ordem alfabética

ÁLCOOL

Como se apresenta: Na forma líquida fazendo parte da composição de bebidas como


cerveja, uísque, cachaça e outros, em diversas proporções.
Possíveis efeitos: Desinibição, desequilíbrio do raciocínio e do julgamento,
condicionamento do estado de emoção e ânimo, depressão física, queda da pressão
sanguínea, lentidão dos reflexos motores, digestão prejudicada, diminuição da excitação
sexual, sensação de anestesia, náuseas, vômitos, suor abundante, dor de cabeça,
agressividade, tremores, tonturas.
Pode causar: Cirrose hepática, hepatite, pancreatite, gastrite, úlcera, ataques cardíacos,
arritmia, paralisia, Delirium tremens, hipertensão, derrames cerebrais, perda de
memória, demência, depressão e ainda a escravidão do fígado ao álcool. Grande parte
dos acidentes automobilísticos, acidentes de trabalho, assassinatos, suicídios, violência
familiar e entre outros problemas sociais estão relacionados ao uso do álcool.

ANFETAMINAS

Como se apresenta: Na maior parte das vezes na forma de comprimidos ou em


tabletes. Podem também ser injetáveis, inaladas e/ou fumadas.
Possíveis efeitos: Aumento da frequência respiratória e dos batimentos cardíacos,
suspensão da fome, secura bucal, dilatação da pupila, aumento da temperatura do corpo.
Aumentam a atividade do Sistema Nervoso Central (SNC). Sensações de euforia e
estado de bem-estar são presenciadas assim como sensações de agilidade, excitação,
motivação, autoconfiança, entre outras. Quando injetadas, os efeitos são mais intensos.
Pode causar: Depressão física e mental, paranoia, esquizofrenia, alucinações, insônia,
desnutrição, deficiências vitamínicas, desordens gastrintestinais, ansiedade.
COCAÍNA

Como se apresenta: A chamada cocaína encontra-se na forma de pó, porém, tem seus
derivados que se apresentam de várias outras maneiras. Pode ser cheirada, injetada,
fumada, mascada (folha da coca).
Possíveis efeitos: Aumento da atividade do Sistema Nervoso Central (SNC), com
aumento da sensação de confiança, euforia, da pressão sanguínea, da frequência
respiratória e dos batimentos cardíacos, tensão dos músculos e tremores no corpo.
Pode causar: Paranoia, lapsos de memória, alucinações, confusão mental, insônia,
agitação, depressão psicológica, letargia, incapacidade de sentir prazer, falta de energia,
falta de motivação, hipertensão, taquicardia, derrame cerebral.
COGUMELOS

Como se apresenta: Cogumelos propriamente ditos. Existem várias espécies sendo


algumas de suas propriedades diferentes entre si, como por exemplo, a eficácia,
quantidade de psilocibina que determina uma planta ser mais forte do que outra.
Possíveis efeitos: (variam conforme o ambiente onde se toma a droga) Visões,
alucinações.
Pode causar: Náusea, vômito, pânico, delírio.
CRACK

Como se apresenta: Em forma de pequenas pedras ou tabletes.


Possíveis efeitos: Estado de euforia, aumento da atividade do Sistema Nervoso Central
(SNC), aumento da sensação de confiança, aumento da pressão sanguínea e aumento da
frequência respiratória, aumento dos batimentos cardíacos, tensão dos músculos e
tremores no corpo. Observam-se os mesmos efeitos da cocaína em pó aspirada, porém, a
intensidade é bem maior.
Pode causar: Depressão profunda, ataques cardíacos, derrame cerebral, congestão
nasal, tosse e expectoração de mucos negros, danos aos pulmões, queima dos lábios,
língua e garganta, perda de peso corporal e desnutrição profunda, hiperventilação.
ECSTASY
Como se apresenta: Na forma de comprimidos coloridos.
Possíveis efeitos: Sensação de bem-estar, plenitude e leveza, sentidos aguçados,
aumento da disposição e resistência física, alucinações, percepção distorcida de sons e
imagens, perda da timidez.
Pode causar: Aumento da temperatura corpórea, desidratação, ansiedade, sensação de
medo, pânico, delírios, aumento da pressão arterial, aumento da frequência cardíaca.
HAXIXE
Como se apresenta: A resina é prensada em pedaços, em pelotas ou tabletes.
Possíveis efeitos: Observam-se praticamente os mesmos efeitos presenciados quando do
consumo de maconha, porém, devido à maior concentração do THC, os efeitos são mais
intensos. Excitação seguida de relaxamento, euforia, falar em demasia, fome intensa,
olhos avermelhados, palidez, taquicardia, pupilas dilatadas e boca seca.
Pode causar: Problemas com o tempo e o espaço, prejuízo da atenção e da memória
para fatos recentes, alucinações, diminuição dos reflexos, aumento do risco de
acidentes, ansiedade intensa, pânico, paranoia, desânimo generalizado.

HEROÍNA
Como se apresenta: Em pó. Quando branco, visualmente similar à cocaína mas pode
ser também marrom.
Possíveis efeitos: Sensações de euforia, alívio de problemas emocionais, sensação de
prazer e bem-estar, bloqueio de sinais de dores, relaxamento muscular, queda das
pálpebras, fala lerda, as pupilas diminuem de tamanho não reagindo à luz, a respiração e
os batimentos cardíacos diminuem quanto à sua frequência e a temperatura do corpo
também pode cair.
Pode causar: Problemas ou disfunções nos sistemas respiratório, reprodutor, digestivo
e na evacuação; como também no raciocínio, pode causar náuseas, problemas na visão,
na fala, no sistema de defesa do organismo, nos cromossomos. Pode causar delírio,
estado de coma, inflamação das válvulas cardíacas.

ICE
Como se apresenta: Pode aparecer em forma de comprimidos mas recebe o nome "Ice"
por ser muito parecida com cristais de gelo.
Possíveis efeitos: Como as anfetaminas, atua no Sistema Nervoso Central (SNC)
estimulando-o, aumentando a atividade cerebral. Os prejuízos causados pela droga
podem vir a aparecer apenas algum tempo depois de consumida. Foi afirmada a
presença de sensação de euforia, visão mais aguçada devida à dilatação da pupila
provocada por estimulantes.
Pode causar: Devido aos efeitos visuais provocados pelo monitor de um computador,
por exemplo, a retina pode sofrer deslocamento total. Ainda pode provocar insônia, a
ansiedade e a falta de apetite podendo, usando-a com frequência, causar morte de
células cerebrais, parada cardíaca, paranoia e ideias psicóticas.
INALANTES
Como se apresenta: gasolina, fluido para isqueiro, acetona, cola de sapateiro, massa
plástica, clorofórmio, lança-perfume, éter, spray para cabelos, desodorantes.
Possíveis efeitos: Descompasso da respiração fornecendo uma sensação de
estrangulamento, palpitação do coração, impulsividade, irritabilidade, fala arrastada e
podem ser presenciados estados psicóticos.
Pode causar: Asfixia, ilusões, delírios, alucinações, parada cardíaca, acidentes, colapso
de órgãos, distúrbios neuropsicológicos, perda de coordenação motora.
LSD
Como se apresenta: Uma das formas de apresentação, e bastante comum, são selos
impregnados com micropontos da droga.
Possíveis efeitos: Aumento da pressão arterial, aumento da temperatura e suor intenso,
batimentos cardíacos acelerados, podem surgir efeitos tanto alucinógenos, como por
exemplo, visões distorcidas da realidade, como efeitos estimulantes, dilatação da pupila,
náuseas, vômitos.
Pode causar: Ansiedade aguda, paranoia, delírios, podem afetar os centros de memória,
julgamento e raciocínio do cérebro. Pode levar a um desequilíbrio mental, isto é,
extremos de altos e baixos, depressão, estados de pânico. Pessoas que fazem uso do
LSD. podem presenciar sensações de retorno a uma "viagem" quando estavam sob
efeito da droga e isso pode levá-las a situações de risco.
MACONHA
Como se apresenta: Normalmente vê-se a droga na forma de folhas picadas, como o
tabaco, que enroladas em papel para cigarros é fumada. É um fumo de cor esverdeada e
com odor característico. As sementes da planta são pequenas, esféricas e também
verdes.
Possíveis efeitos: Sensação de bem-estar, relaxamento, sonolência, aumento dos
batimentos cardíacos, diminuição da pressão sanguínea, os olhos tornam-se
avermelhados, euforia, fome intensa, fala demasiada, palidez, dilatação da pupila, boca
seca.

ÓPIO
Como se apresenta: Depois de seco, o fluido leitoso transforma-se numa pasta marrom
para depois virar um pó.
Possíveis efeitos: Euforia, sonhos confusos, alívio de dores físicas ou emocionais,
liberação de endorfina gerando sensação de prazer, diminuição da atividade do Sistema
Nervoso Central (SNC) como sonolência, por exemplo.
Pode causar: Prostração intensa, tremores musculares, ondas de frio e calor, dores
ósseas e musculares, vômitos, febre, diarreia, desidratação, hiperglicemia, estando ainda
sujeito a complicações neurológicas gravíssimas como absesso cerebral, meningite,
necrose da medula, cegueira, crise convulsiva, acidente vascular cerebral, coma
narcótico.
SKUNK
Origem: É uma espécie de maconha porém mais forte. É produzida através de seleção
genética da maconha comum onde são separadas plantas com concentrações maiores de
THC.
Classificação: Ilícita e alucinógena.
Como se apresenta: Da mesma forma da maconha, como fumo, folhas picadas.

TABACO
Como se apresenta: São folhas picadas e podem estar envoltas em papel para cigarros,
na forma de charutos ou apenas soltas para serem fumadas em cachimbos. Pode ser
também mascado e/ou aspirado pelo nariz (rapé).
Possíveis efeitos: Aumenta a atividade do Sistema Nervoso Central, aumento dos
batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, sensação de bem-estar.
Pode causar: Problemas nos pulmões como enfisema, bronquite crônica, cardíacos
como, infarto, mais de um tipo de câncer, além de doenças vasculares, úlceras no
estômago e/ou no duodeno, aumenta as chances de ocorrer derrame cerebral,
diminuição do apetite podendo aparecer à anemia.
Anexo 2 – Encontros de Famílias

1º ENCONTRO – A DESCOBERTA

Objetivo: Sensibilizar sobre a importância da participação familiar no processo da


prevenção as drogas, ensinar os princípios positivos do Diálogo Apreciativo. Trabalhar
a descoberta das forças familiares. Receber o livro Conversando a Gente se Entende.

Temas Geradores:
Perguntas:

 O que mais gosto na minha família?

 Como posso ajudar os meus filhos a não se envolverem com as drogas?

Palavras: Adolescência, Liberdade, Prazer, Drogas, família, Afeto, Respeito, Apoio,


Amor, Falar a Verdade.

Carta Compromisso

Eu, ........................................................, pai/mãe ou responsável por................................


.................................................., quero me comprometer com meus filho(s), não faltando
e participando da melhor forma possível dos encontros Prevenção ao Uso de Drogas na
Família, porque acredito que eu posso ajudar ao(s) meu(s) filho(s) a se tornar(em)
pessoa(s) valiosa(s) e do bem, que pode(m) contribuir para uma sociedade melhor.

Data:
Assinatura:

2º ENCONTRO – O SONHO

Objetivo: falar sobre a importância da comunicação familiar para evitar o consumo de


drogas. Trabalhar o sonho familiar visando criar imagens positivas da família e pensar
sobre as ações e possibilidades futuras relacionadas ao tema gerador.

É o imaginar como gostaria que a família fosse, e assim, desenvolver uma visão
empoderadora para o futuro familiar.
Temas geradores:

Perguntas:

 Se existisse um gênio da lâmpada e pudesse realizar 3 desejos para a minha


família, quais seriam eles?
 Eu acredito que as bebidas alcoólicas e o cigarro também são drogas? Por
quê?

Texto: O Céu e O Inferno

Havia um homem muito rico, mas muito sovina e nunca dava nada para ninguém. Um
dia, depois de contar seu dinheiro, ele foi dormir e teve um sonho. Acordou assustado
no meio da noite e ficou pensativo. No outro dia contou seu estranho sonho a esposa.
- Mulher, sonhei ontem que chegava a uma região onde havia uma grande fartura de
comida, mas os habitantes do lugar estavam todos com os braços engessados, o que os
impedia de levarem o alimento à própria boca! E no meio daquela fartura, passavam
fome e eram fracos e subnutridos! Ai vinha um ajo e me dizia: este é o inferno coletivo.
Em seguida, o anjo me levava para uma outra região próxima, e me mostrou que nela
também havia fartura de comida e as pessoas também tinham os braços engessados, mas
eram saudáveis e bem nutridas porque uma levava a comida à boca do outra, de uma
forma que todos cooperavam um com o outro e todos comiam. O anjo me disse: este é o
Céu coletivo.
Moral da Estória: onde existe cooperação e amizade ninguém passa necessidades.
Como podemos ser cooperativos com este projeto?

3º ENCONTRO – O PLANEJAMENTO

Objetivo: Conversar sobre ideias para realizar o sonho familiar (que os participantes
descobriram no último encontro) para fazer um planejamento de algumas ações que
tornem realidade estes sonhos. O importante é que cada participante encontre alguma
forma de realizar seus sonhos familiares, mesmo que seja aceitando a incapacidade de
mudar a situação atual.

Temas Geradores:

Perguntas:
 Pensando no seu sonho familiar para o futuro, qual a parte mais simples desse
sonho, que já poderia começar a viver agora?
 Você acha que conversar sobre as drogas pode ajudar seus filhos a evitarem
usar drogas no futuro? Como seria essa conversa?

Texto: A Rocha e o Príncipe

A Rocha e o Príncipe

Há muito tempo atrás existia um príncipe que queria ser o maior guerreiro de todos os
tempos. Contratou um mestre e começou suas lições. Então como primeira lição, o
disse:
- Vá atrás até aquelas colinas. Lá existe uma grande rocha. Insulte-a e desafie para uma
luta de espada!
- Mas para que, se ela não vai me responder? – Perguntou o jovem achando que seu
mestre estava louco.
- Então golpeie a rocha com a tua espada! – respondeu o velho mestre.
- Mas minha espada vai se quebrar! – Disse o príncipe.
- Então a agrida com tuas próprias mãos!
- Assim eu vou machucar minhas mãos, mestre! E também não foi isso que eu perguntei
ao senhor. O que eu queria saber era como que eu faço para me tornar o maior dos
guerreiros? – Perguntou aflito. O mestre olhou dentro dos olhos dele e disse:
- O maior dos guerreiros e aquele que é como a rocha, não liga para insultos nem
provocações, mas está sempre pronto para desvencilhar qualquer ataque do inimigo.
Moral da estória: devemos nos preparar para a vida seguindo nossos sonhos e
acreditando que podemos lutar até com as rochas, se assim, for necessário. Você
acredita que pode vencer os desafios da vida? Por quê?

4º ENCONTRO – O FUTURO

Objetivo: fortalecer a ideia de realização do plano de ação escrito no último encontro


para a mudança do “destino familiar”, e motivando os participantes para aprofundar as
ideias de como realizar o sonho familiar num futuro próximo.

Temas geradores:

Perguntas:
 O que você descobriu nesses meses, de mais interessante na sua relação
familiar?
 Quais são os seus compromissos pessoais com a sua família?
 Você acredita que podemos evitar as drogas dando amor aos filhos?
 Como é dar amor aos filhos?

Palavras: As Três Peneiras

Certo dia um rapaz procurou Sócrates, o filósofo grego e disse que precisava contar-lhe
algo sobre alguém. Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:

- O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?

- Três peneiras? – Perguntou o rapaz surpreso.

- Sim. A primeira peneira é da VERDADE. O que você quer me contar dessa pessoa é
um fato? Caso não tenha certeza, não me conte! Mas suponhamos que seja verdade.
Deve então passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que você vai contar é uma
coisa boa? Ajuda a construir a pessoa? Se o que você quer me contar é verdade e é uma
coisa boa, ótimo. Mas ainda falta a terceira peneira: a NECESSIDADE. Se pergunte:
convém contar? Vai resolve alguma coisa? Vai ajuda a pessoa? Se passar pelas três
peneiras, pode me contar! Porque tanto eu, como você e a pessoa vamos nos beneficiar.
Caso contrário, esqueça o que ia me contar!

O rapaz olhou perplexo para o filósofo e disse:

- Já esqueci. Não quero contra mais nada. Obrigada mestre!

Moral da estória: Devemos segurar a língua antes de fazer um comentário maldoso e


negativo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e levar discórdia entre as
pessoas. Como podemos construir uma bela vida usando as três peneiras?

5º ENCONTRO – FORTALECENDO AS IDEIAS

Objetivos: Reforçar o uso da linguagem positiva em casa através do diálogo positivo.


Fazer as pessoas compartilharem algumas ações positivas que foram desenvolvidas
rumo ao sonho de uma relação familiar mais sólida e feliz.

Temas geradores:
Perguntas:

 Como você vai envolver a sua familiar no projeto de prevenção?


 Você está acreditando que pode mudar a sua vida familiar? Por quê?Como?

Texto: A Vizinha

Existiam duas vizinhas que eram muito amigas. Mas um dia, uma delas ficou muito
zangada com a outra porque alguém tinha dito que a amiga estava falando mal dela.
Convidou a ex-amiga para um café e disse: conversando- e lhe disse:

- Você é tão falsa que mais parece uma grande porca faminta procurando comida!

- E você, amiga, parece um lindo anjo de asas brancas!

A vizinha ficou confusa com a resposta e disse:

- Eu acabo de lhe comparar com uma porca, e você me compara a um anjo? Não
entendo...
- É que uma porca só pode ver porcas, amiga, e um anjo só pode ver anjos!

Moral da estória: só enxergamos no outro aquilo que temos dentro de nós. Ou melhor,
só damos o que temos! Assim, para melhorar nossa vida devemos plantar rosas brancas
da paz e da alegria em nosso coração!
Anexo 3 – Diário Dos Bons Momentos
Objetivo: Escrever diariamente apenas as coisas boas que lhe aconteceram. Não
importa o qual simples seja. Um belo pôr do sol, uma comida gostosa, um bom papo
com os amigos. Enfim, anotar todos os dias, por 1 mês, todas as coisas boas da sua vida.
O objetivo é fazê-lo perceber todas as coisas boas que lhe acontecem diariamente!

************************************************

1. DATA...................................................

Qual foram as coisas que lhe aconteceu hoje?

.............................................................................................................................................
.........................................................................................................................................

Como se sentiu com essas coisas boas?

.............................................................................................................................................
.........................................................................................................................................

2. DATA...................................................

Qual foram as coisas que lhe aconteceu hoje?

.............................................................................................................................................
.........................................................................................................................................

Como se sentiu com essas coisas boas?

.............................................................................................................................................
.........................................................................................................................................

3. DATA...................................................

Qual foram as coisas que lhe aconteceu hoje?

.............................................................................................................................................
.........................................................................................................................................

Como se sentiu com essas coisas boas?


.............................................................................................................................................
.........................................................................................................................................

4. DATA...................................................

Qual foram as coisas que lhe aconteceu hoje?

.............................................................................................................................................
.........................................................................................................................................

Como se sentiu com essas coisas boas?

.............................................................................................................................................
.........................................................................................................................................

5. DATA...................................................

Qual foram as coisas que lhe aconteceu hoje?

.............................................................................................................................................
.........................................................................................................................................

Como se sentiu com essas coisas boas?

.............................................................................................................................................
.........................................................................................................................................

6. DATA...................................................

Qual foram as coisas que lhe aconteceu hoje?

.............................................................................................................................................
.........................................................................................................................................

Como se sentiu com essas coisas boas?

.............................................................................................................................................
.........................................................................................................................................

7. DATA...................................................
Qual foram as coisas que lhe aconteceu hoje?

.............................................................................................................................................
.........................................................................................................................................

Como se sentiu com essas coisas boas?

.............................................................................................................................................
.........................................................................................................................................

8. DATA...................................................

Qual foram as coisas que lhe aconteceu hoje?

.............................................................................................................................................
.........................................................................................................................................

Como se sentiu com essas coisas boas?

.............................................................................................................................................
.........................................................................................................................................

9. DATA...................................................

Qual foram as coisas que lhe aconteceu hoje?

.............................................................................................................................................
.........................................................................................................................................

Como se sentiu com essas coisas boas?

.............................................................................................................................................
.........................................................................................................................................

10. DATA...................................................

Qual foram as coisas que lhe aconteceu hoje?

.............................................................................................................................................
.........................................................................................................................................

Como se sentiu com essas coisas boas?


.............................................................................................................................................
.........................................................................................................................................

*********************************************** (fazer 30 perguntas)

30. DATA...................................................

Qual foram as coisas que lhe aconteceu hoje?

.............................................................................................................................................
.........................................................................................................................................

Como se sentiu com essas coisas boas?

.............................................................................................................................................
.........................................................................................................................................