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CIRCUNFERÊNCIA PROF.

RENATO MADEIRA

1) (ITA 2013) Uma reta r tangencia uma circunferência num ponto B e intercepta uma reta s num ponto
A exterior à circunferência. A reta s passa pelo centro desta circunferência e a intercepta num ponto C,
tal que o ângulo ABCˆ seja obtuso. Então o ângulo CAB ˆ é igual a
1 ˆ
a) ABC
2
3 ˆ
b)   2ABC
2
2 ˆ
c) ABC
3
d) 2ABCˆ 

e) ABCˆ 
2

RESPOSTA: b

RESOLUÇÃO:

Sejam a circunferência de centro O e o segmento OB o raio perpendicular à reta r no ponto de tangência


B.
ˆ   seja obtuso, o ponto C deve estar no semiplano determinado pela reta suporte
Para que o ângulo ABC
do segmento OB e que não contém o ponto A .
Os segmentos OB  OC são raios da circunferência, então o OBC é isósceles e BCO ˆ  CBO ˆ    90
.
ˆ  180  CBA
No ABC , temos: CAB ˆ  180       90   270  2  3  2ABC
ˆ  BCA ˆ .
2

2) (AFA 2011) Na figura abaixo têm-se quatro círculos, congruentes de centros O1 , O 2 , O3 e O 4 e de


raio igual a 10 cm . Os pontos M, N, P e Q são pontos de tangência entre os círculos e A, B, C, D, E, F, G
e H são pontos de tangência entre os círculos e a correia que os contorna.

Sabendo-se que essa correia é inextensível, seu perímetro, em cm, é igual a


a) 2    40
b) 5    16
c) 20    4
d) 5    8

RESPOSTA: c

RESOLUÇÃO:
Perímetro de cada círculo: 210  20
Como a correia é composta de 4 quartos de círculo, temos nas curvas o comprimento de 20 cm.
As distâncias AB, CD, EF e GH são idênticas e iguais a 2 raios, ou seja, 20cm cada.
Perímetro da correia: 20 + 80 = 20( + 4)

3) (EFOMM 2005) Tangenciando a reta r encontramos três circunferências tangentes entre si. Determine
a medida do raio da circunferência menor, sabendo que as outras duas têm raios de medida igual a 5 cm .
a) 1, 25
b) 1,50
c) 1, 75
d) 1,85
e) 2

RESPOSTA: a

RESOLUÇÃO:

Aplicando o teorema de Pitágoras no triângulo retângulo ODO 2 , temos:


 5  x 2  52   5  x 2  25  10x  x 2  25  25  10x  x 2  20x  25  x  1, 25

REFERÊNCIA: EFOMM 2005

4) Sejam um triângulo ABC e um ponto P pertencentes a um mesmo plano. O ponto P é equidistante


de A e B , o ângulo APB ˆ , e AC intercepta BP no ponto D . Se PB  3 e
ˆ é o dobro do ângulo ACB
PD  2 , então AD  CD é igual a
a) 5
b) 6
c) 7
d) 8
e) 9

RESPOSTA: a

RESOLUÇÃO:
1ª SOLUÇÃO:
ˆ
ˆ  APB .
Seja um círculo de centro P e raio PA . Então C está sobre o círculo, pois ACB
2

Prolonga-se BP a partir de P para formar o diâmetro BE .


Como A , B , C e E são concíclicos, pela potência do ponto D, temos:
AD  CD  ED  BD   PE  PD PB  PD  3  2 3  2   5

2ª SOLUÇÃO:
ˆ com o lado AC .
Seja E o ponto de interseção da bissetriz do ângulo APB
DE PD DE 2
PED CBD  A.A.      DE  DC  2
BD DC 1 DC
AE ED AE AP 3
Teorema das bissetrizes no APD :    
AP PD ED PD 2
3  5 5
AD  CD   AE  ED   CD   ED  ED   CD   ED  CD   2  5
2  2 2

REFERÊNCIA: Reiter, H. – The Contest Problem Book VII – American Mathematics Competitions 1995
– 2000 Contests – pg. 22.

5) Em um círculo de centro O, são traçadas três cordas AB, CD e PQ de mesma medida, conforme
ˆ e BLD
mostrado na figura abaixo. A razão entre as medidas dos ângulos MOK ˆ é igual a:

a) 1:5
b) 1:4
c) 1:3
d) 1:2
e) 2:3

RESPOSTA: d

RESOLUÇÃO:
Sejam AP   ; PC   ; BC   ; BQ   e QD   .
Como as três cordas AB, CD e PQ possuem a mesma medida, temos:
  
           
  
ˆ  BQD  APC            
BLD
2 2
    AP  BQ  APM  QBM  A.L.A.  AM  MQ
AMO  QMO  L.L.L.  AMO ˆ  QMO ˆ
    PC  QD  PCK  DQK  A.L.A.  PK  DK
PKO  DKO  L.L.L.  PKO
ˆ  DKO
ˆ

ˆ    OMK
BMQ ˆ  180    90  
2 2
ˆ    MKO
CKP ˆ  180    90  
2 2
ˆ  180  OMK
MOK ˆ  MKOˆ  180   90      90       
 2  2 2
 
ˆ
MOK 1
 2 
ˆ
BLD    2

REFERÊNCIA: Prof. Gandhi


6) (CMRJ 2006) Na figura abaixo, ACDF é retângulo, B  AC e E  FD . Os pontos B , C e E
pertencem à circunferência de centro O . Sabe-se que AB e AF são congruentes e, além disso, a medida
de OA é 8 cm e a medida de OC é 5 cm . Calcule a área do retângulo ACDF em cm 2 .

a) 24
b) 32
c) 36
d) 39
e) 48

RESPOSTA: d

RESOLUÇÃO:
Considerando a potência do ponto A em relação ao círculo, temos:
AC  AB  AO2  R 2  82  52  39 .
Mas, a área do retângulo ACDF é dada por SACDF  AC  AF  AC  AB  39 u.a.

7) (CMRJ 2009) Na figura abaixo, temos um círculo de centro O , em que PA  3 cm e PB  2 cm . O


valor de PQ é:
a) 10 cm
b) 12 cm
c) 13 cm
d) 15 cm
e) 20 cm

RESPOSTA: b

RESOLUÇÃO:

M  AB  CD  AB  CD  AM  MB  2,5  MP  0,5


Considerando a potência do ponto P em relação ao círculo, temos PC  PJ  PA  PB  3  2  6 .
Como CD é diâmetro do círculo, então CJDˆ  90º .
PC MP
Portanto, MPC ~ JPQ , que implica   0,5  PQ  6  PQ  12 cm .
PQ PJ

8) (EPCAR 2004) Na figura abaixo, T é ponto de tangência, PQ e PS são secantes ao círculo de centro
O e MS  6 cm . Se PN , PM e PT são respectivamente proporcionais a 1, 2 e 3, então a área do círculo
vale, em cm 2 ,

a) 51,84
b) 70,56
c) 92,16
d) 104, 04

RESPOSTA: c

RESOLUÇÃO:
PN  k
PN PM PT 
   k  PM  2k
1 2 3 PT  3k

Considerando a potência do ponto P em relação ao círculo, temos:
12
PT 2  PM  PS  PM   PM  MS    3k    2k    2k  6   k  0  não convém   k 
2
5
12 48
PT 2  PN  PQ  PN   PN  NQ    3k   k   k  2R   R  4k  4 
2

5 5
2
 48 
Logo, a área do círculo é S      92,16 cm2
 5 

ˆ  23
ˆ  ACN
9) Os pontos M e N são escolhidos sobre a bissetriz AL do triângulo ABC tais que ABM
ˆ  2  BML
. X é um ponto no interior do triângulo tal que BX  CX e BXC ˆ . O valor de MXN
ˆ é:
a) 11, 5
b) 23
c) 27
d) 34,5
e) 46

RESPOSTA: e

RESOLUÇÃO:
ˆ  2 , então BAM
Seja BAC ˆ  CAN ˆ   e BML ˆ  CNL
ˆ    23
Considerando o ponto K interseção da bissetriz AL com o círculo circunscrito ao triângulo ABC . Como
BK  CK  2 e BX  CX , então X e K estão sobre a mediatriz do segmento BC .
 BXKˆ  1 BXCˆ  BMLˆ  # BMXK é inscritível
2
 XMNˆ  XBKˆ  XBC ˆ  KBCˆ 

  90  BML
ˆ     90       23   67

Analogamente, CXKˆ  1 BXCˆ  CNL ˆ  # CXNK é inscritível.


2
 XNM ˆ  XBK
ˆ  XCK ˆ  67
Logo, MXNˆ  180  XMNˆ  XNM ˆ  180  2  67  46

REFERÊNCIA: Baltic Way 2010

10) (IME 2005) Três círculos de mesmo raio R se interceptam dois a dois, como é mostrado na figura
abaixo, constituindo três áreas comuns que formam um trevo.

O perímetro do trevo em função de R é dado por:


R
a)
4
R
b)
2
c)  R
2  R
d)
3
e) 2 R

RESPOSTA: e

RESOLUÇÃO:
Seja O a interseção dos três círculos, então OI  OJ  OK  R e O é o centro do círculo circunscrito ao
triângulo também de raio R.
Seja A o outro ponto de interseção dos círculos de centros I e K, então OK  OI  AK  AI  R , o
quadrilátero OKAI é um losango, OA  IK e IK divide os arcos que ligam O a A ao meio.
Sendo assim, a parte do trevo interior ao triângulo é idêntica à parte exterior. Logo, basta calcular o
perímetro da parte interior e depois multiplicar por 2.

Na figura acima, os ângulos  ,  e  estão em radianos, então temos:


med  AD   med  CF   med  BE  
 R    R   R    R           R
Logo, o perímetro do trevo é 2 R .