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MERITÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUÍZ DE DIREITO DO TRIBUNAL

JUDICIAL DA CIDADE DE TETE

Liudimila Aleluia Assane, de nacionalidade


Moçambicana, residente, em no Bairro Francisco
Manyanga, Cidade de Tete Portadora de Bilhete de
Identidade nr. 110100106387I emitido aos 06 de
Fevereiro de 2017 doravante designado por Autora (A),
vêm intentar e fazer seguir

A presente ACÇÃO DECLARATIVA DE CONDENAÇÃO


PARA PAGAMENTO DE QUANTIA CERTA, sob forma de
Processo Sumário, nos termos da alínea b) do n˚2 do artigo 4º
do CPC,

Contra:

Sara Manuel Moamba, contactável pelo número 84 564


3242 residente em Tete doravante designado por Ré (R)

No dia 06 de Outubro de 2018, a R, conduzia uma viatura de marca Toyota,


modelo Reagisse com a chapa de matrícula ABN-947MP e fazia o sentido Standard
Bank Super Mercado VIP.
Sucede que,

Ao chegar defronte a loja Vodacom com a parte fronte lateral esquerda da sua
viatura embateu contra a parte lateral direita da viatura de marca Nissan com a
chapa de inscrição AEC que se encontrava ali parqueada e pertencente a senhora
Liudimila Assane, ora, a A.

De referir que,

Após o embate, a R demonstrou disponibilidade para responder as todas as


responsabilidades dos danos

Ademais,

A viatura pertencente a A, sofreu danos que motivaram que a mesma fosse


submetida a uma oficina a qual não se procedeu o levantamento em virtude da R,
não ter efectuado o pagamento, apesar de ter se prontificado em assumir COM
TODOS OS DANOS

O prometido em nenhum momento chegou a concretizar-se. Pois, a R, deixou a A,


á mercê da sua própria sorte,

Ora,

A A, desde o momento do incidente teve que recorrer a outra transportadora para


transportar os seus filhos de casa para escola, e vice-versa o que culminou com
gastos imprevisíveis pois, nada foi previamente organizado para tais gastos.( vide
os docs em enexo, nos seus nrs 1, 2, e, 3).

Isto é, como consequência, do não uso da viatura, fez com que a A, recorresse a
um transportador escolar.

Agravando-se ainda no parqueamento da Viatura, pois, a viatura teve que manter-


se parqueada, e enquanto não se retirava do parque a sua permanência no local,
estava a ser contabilizada. E toda a responsabilidade que deveria ser da R, por ser
ela a ÚNICA E EXCLUSIVA CULPADA, acabou recaíndo na A.

De Mérito

Resulta de facto claro ter havido um acidente do tipo embate entre os meios de
transporte da A e da R, no qual o A, sofreu danos patrimoniais, pois, a R, causou
destruição e/ou diminuição de um bem de valor económico pertencente a A.

O artigo 503º do Código Civil no seu nr. 1 elucida-nos sobre Acidentes causados
por veículos, quando cita o seguinte: “ Aquele que tiver a direcção efectiva de
qualquer veículo de circulação terrestre e o utilizar no seu próprio interesse, ainda
que por intermédio de comissário, responde pelos danos provenientes dos riscos
próprios do veículo mesmo que este não se encontre em circulação”.

Ora vejamos,

10º

De acordo com o descrito acima, fica claro que a R, é obrigada a reparar o dano,
através de Indemnização.

Ademais, esse acidente não só provocou danos patrimoniais em desfavor do A,


como também, a prejudicou de todas as maneiras possíveis, na sua área de
trabalho,

Logo,

11º

Persiste a obrigação de indemnização, pois, existe em relação aos danos que o


lesado provavelmente não teria sofrido se não fosse a lesão. Estando assim,
perante Nexo de Casualidade, tipificado no artigo 563º , Código Civil

Importa referir que,

12º

Após este acidente , foi submetido um auto no douto tribunal, onde realizou-se o
Julgamento com o número de processo 764/18, registado no livro de porta nr. 8/18,
e foi declarado por sentença proferida pelo Douto Tribunal, que a R Sara Manuel
Moamba foi declarada ÚNICA E EXCLUSIVA CULPADA, tendo a sentença
transitada em julgada.
Sucede que,

13º

O Douto Tribunal apreciou apenas as transgressões , deixando de lado, os danos ,


sendo que deste acidente resultaram, e os mesmos devem ser indicados para efeitos
de Indeminização nos termos dos números 1 e 2 do artigo 156º , do Códio da
Estrada.

Nestes termos e nos demais de Direito, requere-se que:

1. Deve a presente Acção ser dada procedente, por


provada;
Consequentemente, condenar a R o dever de
indeminizar a A, nos termos dos nrs 1 e 2 do artigo
564º do Código Civil
2. Que seja responsabilizada por todos os danos
calculados no valor de 187.447,00mts ( Cento e
Oitenta e Sete mil, Quatrocentos e Quarenta e Sete
meticais ) referente a todas as despesas inerentes
aos danos materiais e patrimoniais da A
3. Que seja responsabilizada no valor de
50.000,00mts, ( cinquenta mil meticais ) referente a
todos danos morais e transtornos que causou a A e
família.
4. E que seja a R. condenada a pagar todas e
demais custas judiciais e selo condigno.

5. Para tanto, requer a V.Excia se digne em ordenar a


citação da R, para contestar, querendo, no prazo e
sob legal cominação, seguindo os demais e
ulteriores termos do processo, até final

Valor da Acção: 237.447,00mts ( Duzentos e Trinta e Sete mil, Quatrocentos e


Quarenta e Sete meticais )

Testemunhas: A serem indicadas pela Autora

A Mandatária Judicial

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Zefrina Víctor da Conceição