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COMPLEXO PRINCIPAL DE HISTOCOMPATIBILIDADE (MHC)

PROCESSAMENTO DE ANTÍGENO
Entre gêmeos idênticos, ou seja, indivíduos geneticamente iguais quando ocorria
o processo de transplante ocorria aceitação, ou seja, o enxerto do tecido não era
rejeitado entre esses gêmeos idênticos. Porem entre indivíduos diferentes, ou
seja, entre indivíduos geneticamente distintos foram submetidos a transplante
ocorreu processo de rejeição. Quando se fala de rejeição, o processo de rejeição
ocorre no transplante é uma resposta imunológica.

Na coluna A tem um doador da linhagem A, esse doador está doando o tecido


para o receptor. Observa se que tanto o doador quanto ao receptor expressa
MCHa em suas células. MCH é uma molécula encontrada na superfície de todas
as células de mamíferos. Quando ocorre o transplante entre esses indivíduos,
que expressam MCHa. Observa que não ocorre rejeição e isso não ocorre
porque são geneticamente idênticos, ambos expressam MCH do mesmo tipo.
Na coluna B, o doador da linhagem B expressa em suas células MCHb e o
receptor expressa em suas células MCHa, quando o doador doa o enxerto para
o receptor, ativa um processo de rejeição porque são geneticamente distintos
Na coluna C, o doador é de linhagem B, o doador expressa em suas células
MCHb, e o receptor expressa em suas células MCHa/b. Nesse caso não há
rejeição pelo fato de que o doador expressar em suas células MCHb e o receptor
expressar MCHa/b em suas células ou seja não haverá processo de rejeição.
Na coluna D, o doador é de linhagem (A x B), esse doador expressa em suas
células MCHa/b e o receptor é de linhagem A, ou seja, expressa em suas células
MCHa. Nesse caso há processo de rejeição porque por mais que o doador
possui a linhagem parcial idêntica ao do receptor a outra metade não é idêntica
e reconhece o B como uma molécula estranha e assim ativa uma resposta
imunológica, ativa um processo inflamatório causando uma rejeição nesse
tecido.

Função das moléculas de MCH


É um complexo principal de histocompatibilidade que foi descoberto como
LOCUS G que vai quantificar informação genica para síntese de moléculas de
superfície. Então o gene do complexo principal de histocompatibilidade dá
origem a proteínas que vão ser expressas na superfície de células. Essas
moléculas são fundamentais para a ativação dos linfócitos T, ou seja, o
reconhecimento de antígenos pelos linfócitos T é dependente do
reconhecimento das moléculas de MHC. Assim tem um evento chamado
restrição ao MCH, isso está associado ao fato dos linfócitos T só reconhecem
peptídeo apresentados via moléculas de MHC.
Hoje existe dois tipos de MCH, dois genes polimórficos que codificam dois tipos
de proteínas uma conhecida como MCH classe I e outra conhecida como MCH
classe II. Quando se fala de MCH classe I, fala de moléculas que são
encontradas na superfície de todas as células nucleadas. Diferente de MHC
classe II que são encontradas apenas em algumas células. As células que
expressam MCH classe II na superfície são restritas, é um grupo pequeno. De
forma que as principais são as células apresentadoras de antígeno (APC’s).
MCH classe I

MCH I é um homo dímero formado com uma cadeia alfa e essa cadeia está
dividida em três domínios: alfa1, alfa2 e alfa3. Entre Alfa1 e Alfa2 está localizada
a fenda de ligação do peptídeo. Significa que os peptídeos antigênicos vão se
ligar na fenda. A cadeia beta-2 microglobulina forma então essa estrutura do
MCH DE classe I.
MCH classe II

MHC classe II é um hetero dímero formado por cadeia alfa e beta6r5. Diferente
de MHC classe I. observa-se que em cadeia alfa existe dois domínios: alfa1 e
alfa2. E a cadeia beta existe dois domínios: beta1 e beta2. A fenda de ligação do
peptídeo antigênico está localizada entre Alfa1 e Beta1.
Como que ocorre essa ligação do peptídeo antigênico a molécula de MHC?
A molécula de MCH vai se ligar a peptídeo antigênico significa lembrar que
vamos ter a proteína e essa proteína vai ser clivada em fragmentos menores.
Vamos ter então antígenos de origem endógena ou exógena. Um antígeno pode
ser endógeno e exógeno. Um antígeno endógeno é o que já está dentro da célula
LIVRE NO CITOPLASMA DA CÉLULA, exógeno é o antígeno fora da célula que
FOI FAGOCITADO. Após clivado esse antígeno vai se associar a moléculas de
MCH. Esse evento é chamado de processamento de antígeno (evento no qual
um antígeno proteico que pode ser de origem endógena ou exógena vai ser
clivado em fragmentos menores dando origem a peptídeos antigênicos que vão
se associar com as moléculas de MHC.
Para ativação do Linfócito T vamos ter antígeno proteico que pode ter duas
origens: uma origem endógena (antígeno proteico deve estar dentro da célula
em geral uma infecção viral, onde o vírus passa a usar todo o metabolismo da
célula para se reproduzir) e uma origem exógena (antígeno proteico fora da
célula fagocitado) em ambas situações esse antígeno de origem proteica serão
clivados ou seja essa proteína vai ser fragmentada gerando peptídeos
antigênicos e esse antígenos antigênicos vão se associar as moléculas de MCH
e esse evento é chamado de processamento de antígeno. Esse complexo
peptídeo antigênico e MCH vai ser transportado até a superfície da célula e lá
essa molécula de MCH vai apresentar esse peptídeo antigênico aos Linfócitos
T.
VIAS DE APRESENTAÇÃO DE ANTIGENO MHC I E MHC II
O antígeno entra no organismo e vai haver essa apresentação de antígeno aos
linfócitos T só que os linfócitos T estão localizados em locais específicos, em
locais estratégicos.
Onde os linfócitos T estão localizados no nosso organismo? ESTÃO
LOCALIZADOS NOS ORGAOS LINFOIDES SECUNDARIOS.
Dependendo da porta de entrada desse antígeno nós temos um local mais
especifico onde vai acontecer essa apresentação. As três principais vias de
entrada do antígeno no organismo é a pele, o trato gastrointestinal e o trato
respiratório. Quando esse antígeno entra via tecido epitelial ele vai atingir a
circulação linfática e essa apresentação de antígeno vai acontecer nos
linfonodos. Quando é um antígeno que consegue atingir a corrente sanguínea,
esse antígeno vai ser apresentado preferencialmente no baço.
O linfócito T CD4 não consegue reconhecer antígeno na sua conformação nativa.
Porem quando esse antígeno entra em contato com uma célula apresentadora
de antígeno (APC) e essa APC realiza esse processamento de antígeno e
apresenta ao linfócito T CD4 via MCH classe II ele reconhece o antígeno
peptídico e sofre ativação.
Tipos de células apresentadoras de antígenos: Células Dendríticas, Macrófago
e Linfócito B. Quando a Célula Dendrítica apresenta peptídeo antigênico aos
linfócitos T CD4, esses linfócitos T CD4 vão ser ativados e vão entrar em
processo de expansão clonal, sofre diferenciação e vão atuar secretando
citosinas e regulando a resposta imunológica. Quando a ativação ocorre através
do Macrófago, as citocinas liberadas pelo linfócito T CD4 vão atuar no próprio
Macrófago para interagir com ele, porque vai ajudar o macrófago ser mais
eficiente. Quando é através do Linfócito B, faz todo o processamento de antígeno
e apresenta aos Linfócitos T e quando ocorre o reconhecimento e ativação do
linfócito T as citosinas secretadas vão atuar no linfócito B e esse linfócito b vai
ser ativado e vai se transformar em plasmócito e produzir anticorpos.
MHC classe II

No MHC classe II há a presença de um antígeno exógeno e lembrando que essa


via precisa de células apresentadoras de antígenos (APC’s). Nessa via o
antígeno vai ser processado dentro de vesícula. No retículo endoplasmático
rugoso acontece a síntese da molécula de MHC classe II, ou seja, é uma proteína
de membrana que a célula produz ou sintetizando essa molécula. Chaperone é
uma proteína que auxilia a montagem de moléculas de MCH classe II e também
a inserção de cadeia invariante junto com a molécula de MHC classe II para ser
liberada. Quando a molécula de MHC classe II está sendo sintetizada ela é
montada juntamente com uma cadeia invariante, ou seja, uma proteína que vai
bloquear a fenda de ligação peptídica. Após a montagem dessa molécula de
MHC classe II ela é liberada através de vesícula e ocorre fusão com outra
vesícula que é resultado do processo de endocitose. Quando ocorre essa fusão
observa que tem uma molécula que é uma proteína chamada HLA-DM que vai
fazer a remoção do CLIP para que ocorra a ligação do MHC classe II com o
antígeno e ocorre expressão na membrana da célula para que os Linfócitos T
CD possam se ligar e reconhecer.
MHC classe I

Na via de MHC classe I, o antígeno é de origem endógena exemplo disso são


os vírus. Todos os vírus vão usar a maquinaria celular para realizar a síntese
proteica. Independente do vírus a proteína viral vai ficar no citoplasma celular.
Essas proteínas são classificadas como antígeno endógeno, eles vão ser
degradados via complexo enzimático proteassoma. O proteassoma vai clivar
essas proteínas ubiquitinadas por ubiquitina e gera os peptídicos antigênicos.
Esse pépticos livres no citoplasma vão ser direcionados para a luz do retículo
endoplasmático através das proteínas chamadas de TAP (TRANPOSTADOR
ASSOCIADO AO PROCESSAMENTO ANTIGÊNICO). O TAP vai formar um
canal na membrana do retículo endoplasmático e esse canal permite a entrada
desse peptídico antigênico. No reticulo endoplasmático é sintetizado MHC classe
I. PROQUE QUE ESSE PEPTÍDICO ANTÍGENICO ESTA ENTRANDO NO
RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO NÃO VAI SE LIGAR AO MCH CLASSE II QUE
TAMBEM ESTA SENDO SINTETIZADO NO RETÍCULO ENDOPLASMATICO?
PORQUE O ANTÍGENO ESTÁ BLOQUEADO PELA FENDA DE LIGAÇÃO
ESTA BLOQUEADA. Posteriormente ocorre ligação ao MCH classe I e ocorre
liberação através de vesícula exocítica até a superfície da célula para apresentar
para os linfócitos T CD8 reconhecer.
MECANISMOS EFETORES DA IMUNIDADE HUMORAL
Quando se fala em resposta imune humoral, vamos relembrar a base desse tipo
de resposta.
 Quando se fala em resposta imune humoral é a resposta imunológica
mediada por linfócitos B onde vai haver a produção de anticorpos.
 Esse Linfócitos são produzidos na medula óssea, sofrem maturação e
entrem na circulação e vão residir os órgãos linfoides periféricos e lá eles
ficam armazenados como Linfócitos B virgens.
 Esse linfócito B virgem não produz anticorpos. Ele precisa de um estímulo
para ser ativado, transforma se em plasmócito e começa a produzir
anticorpos.

QUAL ESTIMULO QUE O LINFOCITO B VIRGEM PRECISA PARA SE


TRANSFORMAR EM PLASMOCITO E PRODUZIR ANTICORPOS?
ELE PRECISA ENTRAR EM CONTATO COM O ANTÍGENO, OU SEJA,
RECONHECER O ANTIGENO PARA PRODUZIR ANTICORPOS.

O processo de Hematopoese
É nesse processo que o linfócito B é produzido partir de uma célula tronco
progenitora que vai sofrer diferenciação em progenitora mieloide, em
seguida progenitor linfoide e é justamente nesse progenitor linfoide que
vai sofrer diferenciação e vai dar origem ao Linfocito B. E assim é
produzido e sofre diferenciação.
COMO QUE OS ANTICORPOS VAO ATUAR?

No início da imagem tem um linfócito B que entrou em contato com o


antígeno, reconheceu antígeno, deixou de ser virgem e produziu
anticorpos. A função básica do anticorpo é que ele faz neutralização do
antígeno e toxinas. Ele reconhece o patógeno e neutraliza, bloqueia de
forma com que o patógeno quando entra no organismo não consiga
realizar seu ciclo de infecção. No processo de opsonização o anticorpo
vai revestir o patógeno e depois vai ativar a fagocitose. Os fagócitos
expressam em sua superfície receptor da porção FC de IgG, ou seja, o
anticorpo se liga ao patógeno e reveste esse patógeno através da porção
FAB e a porção FC interage com os receptores na superfície dos fagócitos
e ativa. A citotoxicidade celular dependente de anticorpo: A célula NK é
ativada através do contato com o anticorpo e a NK lisa a célula alvo
através da liberação de grânulos. A célula infectada expressa em sua
superfície antígenos, o anticorpo atravessa a porção FAB e se liga aos
antígenos presentes nessa célula infectada e a porção FC interage com
os receptores presentes na superfície da célula NK, ou seja, quem ativa
a célula NK é o anticorpo. O anticorpo também ativo sistema
complemento, ou seja, o anticorpo através da porção FAB neutraliza o
patógeno e essa porção FC livre ativa sistema complemento que ativa lise
do patógeno. Uma vez o sistema complemento ativado ele vai fazer lise
de patógeno, opsonização, proteínas do sistema complemento tem a
capacidade de se ligar com o patógeno e também ativar fagocitose e
também as proteínas do sistema complemento vão ativar inflamação.
Existem três vias de ativação do sistema complemento, mas o mecanismo
de ação do sistema complemento é o mesmo, vai causar lise do patógeno,
opsonização e ativar inflamação. O sistema complemento é um conjunto
de proteínas que vão estar na circulação de forma inativa. Para se ativar
existem três modus ou três vias: uma dessas vias é dependente de
anticorpo, ou seja, quando o anticorpo é produzido, ele ativa o sistema
complemento. Quando o sistema complemento é ativado vai ocorre uma
cascata de proteólise que vai envolver as principais proteínas do sistema
complemento de forma que as principais funções do sistema
complemento lise o patógeno. Essas proteínas vão causar poros na
membrana do patógeno causando desequilíbrio osmótico, influxo de
cálcio e isso causa lise. O macrófago na imagem tem o receptor
proteinaC3b na superfície que faz opsonização. A inflamação é ativada e
os neutrófilos expressam em sua superfície receptores para C3b, quando
essa proteína se liga ao neutrófilo, ativa os neutrófilos e recruta o
neutrófilo até o local da inflamação.

Fases das respostas imunes humorais

Para que o linfócito B virgem seja ativado de forma eficiente, ele precisa
de dois estímulos: entrar em contato com antígeno ou se ligar aos
linfócitos T auxiliares. Linfócito B ativado entra em expansão clonal e
diferenciação. Nesse processo de diferenciação os linfócitos B também
vão se diferenciar em plasmáticos, ou seja, em linfócitos B efetores que
vão estar produzindo anticorpos na resposta imunológica. Alguns
linfócitos B vão sofrer troca de classe, o primeiro contato chamado
resposta primaria o organismo produz IgM e depois essa resposta
humoral vai sofrer maturação e vai haver troca de classe na maioria das
vezes para IgG mas se for um alérgico IgE. Sofre também maturação da
afinidade, a cada contato com o antígeno maior é a afinidade, mais
especifico a resposta imunológica. A diferenciação de células B em
memória é um evento chave de resposta imune adaptativa o que permite
um segundo contato com uma resposta mais rápida e mais eficiente.
Atividade
1. Na imunidade humoral, os antígenos dependendo da natureza química,
podem estimular o linfócito B com ou sem auxílio das células T. acerca
desse assunto, assinale a opção correta.
A). O CD40, expresso nas células T e seu ligante CD40L, expresso no
linfócito B, interagem após a união do antígeno ao seu receptor e a
ativação das moléculas coestimulatórias, resultando na diferenciação dos
linfócitos B. O CD40 é expresso em linfócitos B e o seu ligante CD40L é
expresso no linfócito T, após isso ocorre ativação dos Linfócitos TCD4,
liberando suas citocinas e ocorre a proliferação dos linfócitos B.
B). Os antígenos de natureza lipídica e os polissacarídeos estimulam os
linfócitos B na ausência de linfócitos T auxiliares, estes antígenos são
processados e apresentados ao MHC de classe I. Os linfócitos B não
precisam de apresentação de antígeno.
C). Os antígenos timo-independentes têm propriedades semelhantes aos
timo-dependentes quanto a mudança de isótipo das imunoglobulinas. Os
eventos de diferenciação após o reconhecimento de antígeno com a
participação do linfócito T, ocorre em resposta T-dependente, onde ocorre
troca de classe; muda pra IgG, muda para IgA, muda para IgE... (depende
do antígeno). Numa resposta T-independente que é dividida em
antígenos não proteicos, não ocorre troca de classe, exemplo IgM.
D). Os antígenos timo-independentes produzem resposta secundária
mais eficiente, são capazes de induzir sensibilidade do tipo tardio e
apresentarem maior maturação por afinidade que os antígenos timo-
dependentes. Os antígenos timo-independentes NÃO produzem resposta
secundária, pois não possui memoria imunológica. Não são capazes de
induzir sensibilidade do tipo tardio e nem apresentarem maior maturação
por afinidade que os antígenos timo-dependetes.
E). Muitos antígenos polissacarídeos ativam linfócito B, através da
ligação de vários epítopos com complexo BCR (receptor de células
B).
2. Os linfócitos que medeiam uma resposta imune adaptativa são
responsáveis por reconhecer e eliminar os agentes patogênicos,
proporcionando a imunidade duradoura, a qual pode ocorrer após a
exposição a uma doença ou vacinação.
Nesse contexto, avalie as afirmações a seguir:
I- Os linfócitos encontram-se em estado inativo, e possuirão atividade
quando houver algum tipo de interação com um estímulo antigênico,
necessário para a ativação e proliferação linfocitária.
II- As células B e T expressam, em suas superfícies, receptores de
antígeno altamente específicos para um dado determinante
antigênico.
III- Uma vez ativados pelo reconhecimento MHCII/peptídeo, as células T
CD4+ se dividem e secretam citocinas que mobilizam outros
componentes do sistema imunológico.
IV- Diferente dos receptores das células T, entretanto, os receptores das
células B são capazes de reconhecer partes livres dos antígenos, sem
as moléculas do MHC.

Das afirmativas acima estão corretas apenas:


A) I e III;
B) I e IV;
C) I, III e IV;
D) II, III e IV;
E) I, II, III e IV.

3. em relação a moléculas de anticorpo, avalie as afirmações a seguir:


I- O anticorpo, ou imunoglobulina, é uma glicoproteína composta
por quatro cadeias polipeptídicas; duas cadeias leves (L) idênticas
e duas cadeias pesadas (H) também idênticas.

II- Elas são compostas por uma região altamente variável (região
variável) e uma região (região constante) com poucos tipos
distintos.

III- a região variável, ou região-V, é responsável pelo


reconhecimento antigênico. Estas sub-regiões são usualmente
chamadas de regiões determinadas por complementariedade
(CDR- complementarity-determining regions).

IV – A região constante, ou região-C, é responsável por uma


variedade de funções efetoras, como fixação do complemento e
ligação a outros receptores celulares do sistema imune.

O anticorpo atua de diversas formas fazendo neutralização,


opsonização...

Das afirmativas acima estão corretas apenas:


A) I e III;
B) I, II e IV;
C) I, III, IV;
D) I, II, III;
E) I. II. III, IV.
4. Os linfócitos B para serem ativados necessitam entrar em contato com o
antígeno, no caso de antígenos de origem proteica, os linfócitos B ainda
precisam de um segundo estímulo que são as citocinas liberadas pelos Linfócitos
TCD4+. Após a ativação eles entram em expansão clonal e diferenciação. Com
base na figura abaixo, explique os eventos da diferenciação na imunidade
humoral.

Quando o linfócito B virgem reconhece antígeno, recebe estímulo dos linfócitos


TCD4+, esse linfócito B é ativado, entra em expansão clonal e sofre
diferenciação, nesse processo de diferenciação tem linfócito B que vão se
transformar em plasmócito, ou seja, vão estar ativamente secretando anticorpos
na resposta imunológica. Linfócitos B que vão sofrer troca de classe dependendo
do antígeno e das citocinas liberadas pelos Linfócitos T CD4, ocorre troca de
classe para IgG, para IgE, para IgA.... Alguns linfócitos sofrem maturação de
afinidade, ou seja, na maturação da afinidade as imunoglobulinas sofrem
recombinação somática (mutações) tornando-se imunoglobulina com alta
afinidade. Interagindo melhor com o antígeno. Alguns linfócitos B são
selecionados a se tornarem células de memória, células que apresentam uma
longa duração no organismo que diante a um novo contato pelo mesmo antígeno
possibilita uma resposta imunológica mais rápida e mais especifica.
SISTEMA COMPLEMENTO
Existem 3 vias de ativação do sistema complemento: via alternativa, via
clássica e via das lectinas. SOMEMTE A VIA CLASSICA PERTENCE A
IMUNIDADE ADAPTATIVA. Isso porque quando se fala da via clássica, para que
ela seja ativada precisa (dependente) de anticorpo. As outras duas vias, são vias
do sistema completo que são ativadas na imunidade inata. Quando se fala da
via alternativa, a presença do patógeno leva a ruptura da hidrólise de c3. Via das
lectinas, uma molécula vai se ligar a manose, um carboidrato vai estar presente
na superfície de patógeno. Via clássica depende de um anticorpo para ser
ativada.
As principais proteínas do sistema complemento são: C3 e C5, quando o sistema
complemento é ativado a proteína C3 sofre clivagem, nesse processo de
clivagem ela vai dar origem a uma subunidade maior e uma subunidade menor,
as subunidades menores são chamadas por “a” por exemplo C3a. A subunidade
maior é chamada por ‘b” exemplo C3b. São essas duas proteínas (C3a e C3b)
que vão atuar nas fases iniciais da ativação do sistema complemento. (O QUE
ELAS FAZEM?) C3a é importante porque vai atuar ativando o processo
inflamatório, ou seja, C3a atua sinalizando proteínas pró-inflamatórias, vão atuar
lá no endotélio estimulando a expressão de moléculas de adesão, mastócitos,
neutrófilos e assim C3a é importante na ativação de inflamação. C3b faz
opsonização (o que seria essa opsonização?), nesse caso de opsonização, C3b
vai se ligar ao patógeno, vai revestir e ativar fagócito. A molécula que faz
opsonização se liga ao patógeno e faz fagocitose. Como ocorre ativação dessa
fagocitose? Através de receptores C3b que os fagócitos expressam em sua
superfície, quando o fagócito identifica C3b a fagocitose é ativada. Na fase tardia
a proteína importante é C5. C5 também sofrem clivagem dando origem a C5a e
C5b. C5a também vai atuar na inflamação assim como C3a. No geral todas as
proteínas “a” do sistema complemento vão atuar na inflamação. C5b vai dar
início a formação do MAC (complexo de ataque a membrana), o que essas
proteínas vão fazer? C5b começa a formação do MAC onde C5b a C9, as
proteínas vão se agrupar e vão formar um canal na superfície do patógeno,
acontece lise osmótica e também decorrente ao influxo de cálcio. Oque o sistema
completo faz? Inflamação, opsonização e fagocitose, lise do patógeno.
Como que induz a inflamação? Como que ocorre opsonização e fagocitose?
Como ocorre lise do patógeno?

Opsonização e fagocitose (figura A)


C3b se liga ao patógeno, ativa o fagócito, pois o fagócito possui em sua
superfície receptor para C3b. o fagócito fagocita o patógeno.
Estimulação das reações de inflamação (figura B)
C3a, C4a, C5a vão induzir processo inflamatório e destruição dos
microrganismos pelos leucócitos.
Citólise mediada por complemento (figura C)
C5b vai iniciar a formação do MAC e até C9 eles vão formar esse canal na
superfície do patógeno e é lisado tanto por lise osmótica quanto influxo de cálcio.

ATIVAÇÃO DE LINFOCITO T
São as principais células que vão atuar na resposta imune celular. Os linfócitos
T vão mediar a respostar intracelular. Isso porque linfócitos T não reconhecem
antígenos na sua conformação nativa. Se o linfócito T entrar em contato com o
antígeno “natural”, ele não é ativado. O linfócito T precisa de uma célula
apresentadora de antígeno para que ele seja ativado. Linfócitos T só atuam
contra antígenos de origem Proteica. Quando o LT reconhece peptídeo
antigênico ele é ativado.
Como que o linfócito T reconhece esse complexo de peptídeo antigênico em
moléculas de MCH? Ele reconhece através de receptor chamado TCR (receptor
de célula T). O linfócito T tem em sua superfície TCR que vai fazer o
reconhecimento do peptídeo antigênico em moléculas de MHC, porem essa
primeira etapa que é de reconhecimento, o linfócito T vai ser ativado mas
depende de duas moléculas: CD3 e cadeia zeta que vão atuar na transdução de
sinal nessa fase de reconhecimento.

Explique o processo de maturação do Linfócito T? Tem como precursores


progenitores na medula óssea após serem produzidos na medula óssea, esses
linfócitos migram para o timo e lá no timo sofre maturação. Esse linfócito chega
no timo no estágio chamado próT, nessa fase o LT não expressa moléculas na
superfície, por isso é chamado de CD4 negativo, DC8 negativo, TCR alfa e beta
negativo. Na próxima fase chamada de PRÉ-T já inicia a expressão de moléculas
de superfície e passa para fase de Linfócito T imaturo. Nessa fase de T imaturo,
ele expressa todos os receptores na superfície: CD4+, CD8+ e cadeias alfa e
beta positiva. Nessa fase o LT sofre seleção positiva e negativa, ou seja, nessa
fase o LT é apresentado a peptídeos próprios. Se o LT imaturo tiver um
reconhecimento de baixa afinidade a seleção é positiva. Exemplo (se o LT
imaturo manter reconhecimento de baixa afinidade com o antígeno a molécula
de MCH II ele vai se tornar uma célula T CD4+ madura. Se o LT imaturo manter
reconhecimento de baixa afinidade com o antígeno a molécula de MCH I, ele vai
se tornar uma célula CD8+ madura). Se o LT imaturo tiver alta afinidade com o
peptídeo a moléculas de MCH I e MCH II a seleção é negativa e vai sofrer
apoptose. Se não houver reconhecimento de MCH I, MHC II ao peptídeo, falha
da seleção positiva (morte por negligencia).
PORQUE ESSES LINFÓCITOS QUE SÃO RECONHECIDOS COM ALTA
AFINIDADE SOFRE APOPTOSE? Os linfócitos imaturos são induzidos a tolerar
peptídicos antigênicos próprios do organismo, para impedir que o LT reage
contra uma molécula própria. Se ocorrer uma falha nesse processo de tolerância,
surge as doenças auto-imunes. O sistema imunológico deixa de reconhecer o
que é próprio e começa a atacar as próprias células. A afinidade precisa ser de
baixa afinidade. Após a maturação eles migram para os órgãos linfoides
periféricos.
Como o Linfócito T vai ser ativado? Mediante reconhecimento de antígeno
através de uma APC.
Quando esse linfócito é ativado por uma célula APC ele começa a produzir
citocinas e uma delas é chamada IL-2, é uma citocina com ação autocrina. A IL-
2 estimula a expansão clonal dos linfócitos T virgens, quando se multiplica, sofre
diferenciação e nesse processo é que ele se torna célula T efetora (CD4+ auxiliar
ou CTL CD8+) e vai se tornar também célula T de memória para contatos
posteriores.

Nesse processo de diferenciação o TCD4 vai se tornar TH1 ou TH2 que são
secretores de citocinas (QUAL A FUNÇÃO DO TCD4? ATIVAR MACROFAGOS,
ATIVAR CÉLULAS B. A FUNÇÃO BÁSICA É SECRETAR CITOCINAS). As
citocinas produzidas por TH1 são citocinas PRÓ-inflamatórias, ou seja, são
citocinas que vão ativar o processo inflamatório. O TH2 são citocinas anti-
inflamatórias, inibindo o processo inflamatório.
Função efetora Das células auxiliares:TH1 Quando uma célula apresentadora de
antígeno (APC) encontra e apresenta antígeno para TCD4+ virgem, secreta IL-
12 que estimula as células T CD4+ a se diferenciar em células TH1 secretoras
de Interfero gama (e aumentar a produção de interfero gama). A interfero gama
ativa os macrófagos a matar os microrganismos ingeridos e a produzir mais IL-
12, amplificando assim a reação. Quem define que esse linfócito TCD4 vai formar
TH1 ou TH2 são as citocinas secretadas por MACRÓFAGO. Se ele secretar IL-
12 vai estimular a ser TH1. Nesse grupo tem uma importantíssima citocinas que
se chama interfero gama que é responsável por ativar macrófagos. Vai estimular
o macrófago a produzir oxido nítrico, vai estimular o macrófago a expressa mais
MHC II e receptores de citocinas na superfície.
TH2: A célula apresentadora de antígeno vai ativar TCD4 virgem e secreta IL-4.
A secreção de IL-4 estimula a diferenciação em TH2, além disso essa citocina
IL-4 atua no linfócito B, estimulando a produzir IgE, ou seja, a IL-4 estimula a
troca de classe. IgE é um anticorpo que vai se ligar a superfície de algumas
células: Eosinófilos, Basófilos e mastócitos. O IgE se liga a superfície de
mastócito ativando a liberação dos grânulos (degranulação) do mastócito. IL-5 é
importante citocina ativadora de Eosinófilo, ou seja, o IgE se liga tambem na
superfície do Eosinófilo ativando a liberação de grânulos (degranulação),
destruindo o helminto. O helminto é muito sensível a um granulo presente no
eosinófilo. IL-4 e IL-10 atua inibindo macrófago a secretar citocinas pró
inflamatórias.
LINFOCITOS TCD8 EFETOR.
Mecanismos efetores de TCD8: existem dois mecanismos efetores de TCD8. O
primeiro é o clássico: o TCD8 é linfócito t citotóxico, ou seja, ele vai induzir lise
de uma célula infectada ou tumoral e para esse evento acontecer o linfócito
TCD8 precisa liberar grânulos: perforinas e granzimas. As perforinas formam
poros na membrana da célula alvo e granzimas entram pelos poros formados
pelas perforinas na membrana da célula alvo e assim ativa a cascata de
apoptose celular. O outro mecanismo efetor de TCD8 é a sinalização realizada
por Fas e FasL: são duas moléculas de superfície. O linfócito TCD8 expressa em
sua superfície FasL (ligante) e quando esse TCD8 reconhece na superfície da
célula infectada ou tumoral a molécula Fas, essa interação entre FasL e Fas
ativa a castata de apoptose celular. Nessa via não há liberação de grnulos, ou
seja, apenas a interação de FasL e Fas é suficiente para ativar a cascata de
apoptose celular.

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