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Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 1
dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

Índice
Riscos que foram identificados, avaliados e têm um Plano de Ação................................ 6
2 Gestão da Segurança e Saúde do Trabalho .............................................................................................. 6
2.1 A empresa não tem os serviços de segurança e saúde no trabalho organizados. ............................ 6
2.3 A prevenção dos riscos profissionais não assenta numa correta e permanente avaliação de
riscos........................................................................................................................................................ 7
2.13 Anualmente não é preenchido nem enviado o relatório único. ..................................................... 8
11 Emergências ........................................................................................................................................... 9
11.13 Não existe caixa de primeiros socorros com fácil acesso em caso de emergência. ..................... 9
Riscos que foram identificados mas NÃO têm um Plano de Ação.................................. 10
2 Gestão da Segurança e Saúde do Trabalho ............................................................................................ 10
2.2 O empregador não assegura que os trabalhadores realizam as suas atividades em condições
que respeitem a sua segurança e saúde nos locais de trabalho. .......................................................... 10
2.4 As medidas de prevenção aplicadas na empresa não foram antecedidas das avaliações de riscos.
............................................................................................................................................................... 10
2.5 Os princípios gerais de prevenção não são adotados na empresa. ................................................ 10
2.6 Os trabalhadores não cumprem as prescrições de segurança e saúde no trabalho estabelecidas
nas disposições legais e em instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho, bem como as
instruções determinadas com esse fim pelo empregador. ................................................................... 11
2.7 Os trabalhadores não são consultados, por escrito, pelo menos 1 vez por ano em matérias de
Segurança e Saúde no Trabalho. ........................................................................................................... 12
2.8 Os trabalhadores não dispõem de formação e informação atualizada sobre Segurança e Saúde
no Trabalho. .......................................................................................................................................... 13
2.9 As zonas de risco elevado ou os trabalhos que implicam risco elevado, não são acedidas ou
executados apenas por trabalhadores com aptidão e formação adequada. ....................................... 13
2.10 Não é realizada a vigilância da saúde dos trabalhadores.............................................................. 13
2.11 O médico de trabalho não preenche as fichas de aptidão e/ou não são dadas a conhecer aos
trabalhadores. ....................................................................................................................................... 14
2.12 Não é elaborado um relatório de investigação dos acidentes de trabalho e das doenças
profissionais. ......................................................................................................................................... 14
3 Fatores Comuns ...................................................................................................................................... 14
3.1 Edifícios............................................................................................................................................ 14
3.2 Riscos Ambientais ............................................................................................................................ 17
3.3 Gestão de Segurança de Máquinas ................................................................................................. 25
3.4 Riscos Psicossociais e Stresse .......................................................................................................... 26
3.5 Equipamentos de Proteção Individual (EPI) .................................................................................... 27
3.6 Fluídos Sob Pressão ......................................................................................................................... 29
4 Receção .................................................................................................................................................. 30
4.1 O espaço de trabalho da receção não está bem organizado ou devidamente arrumado. ............. 30
4.2 O trabalho do rececionista não tem em conta que o trabalho ao computador deve incluir pausas
ou mudanças de atividade. ................................................................................................................... 31
4.3 O posto de trabalho não está adaptado à altura dos trabalhadores. ............................................. 31

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4.4 As condições existentes implicam reflexos e encandeamentos no monitor. ................................. 32


4.5 A iluminação não está adequada ao trabalho desenvolvido na receção (com computador,
leitura, escrita de documentos). ........................................................................................................... 32
4.6 Quando vai ao espaço de trabalho, onde são efetuadas as reparações (oficina), o rececionista
não se protege face aos riscos ai existentes. ........................................................................................ 33
5 Mecânica Auto........................................................................................................................................ 33
5.1 Intervenções sobre o veículo .......................................................................................................... 34
5.2 Intervenções efetuadas debaixo do veículo .................................................................................... 37
5.3 Intervenções em bancadas de trabalho .......................................................................................... 39
5.4 Lavagem de peças ........................................................................................................................... 41
6 Trabalhos na Carroçaria ......................................................................................................................... 41
6.1 Chaparia (Bate-chapas; Soldadura) ................................................................................................. 42
6.2 Pintura ............................................................................................................................................. 45
7 Eletricidade ............................................................................................................................................. 48
7.1 A segurança das instalações elétricas não é considerada fundamental, pelo que nem todas as
medidas são tomadas para a garantir. .................................................................................................. 48
7.2 As tomadas de eletricidade não são em número suficiente ou não estão localizadas a alturas
adequadas. ............................................................................................................................................ 49
7.3 Não são utilizados braços aéreos ou outros sistemas de transporte de energia elétrica, pelo que
existem com frequência cabos elétricos nos pavimentos. ................................................................... 49
7.4 Os equipamentos elétricos portáteis não são seguros ou a sua utilização não respeita as regras
de segurança. ........................................................................................................................................ 49
7.5 Os riscos associados à carga de baterias elétricas não são conhecidos ou não são tomadas as
medidas adequadas para a prevenção destes riscos. ........................................................................... 50
7.6 Os riscos associados ao manuseamento de baterias elétricas não são conhecidos ou não são
tomadas as medidas adequadas para a prevenção destes riscos. ........................................................ 51
7.7 Os novos riscos elétricos associados aos veículos elétricos ou híbridos ou sistemas de iluminação
não-convencionais (como o xénon) não são conhecidos ou não são adotadas medidas preventivas.
............................................................................................................................................................... 51
7.8 Os trabalhadores não receberam formação relativa a riscos elétricos. ......................................... 52
8 Substituição de Pneus ............................................................................................................................ 52
8.1 Os trabalhadores que operam a máquina de desmontagem/montagem de pneus, não tem
formação específica para a operação. .................................................................................................. 52
8.2 A organização do trabalho na operação da máquina de desmontagem/montagem de pneus,
não permite que os trabalhadores se concentrem durante a operação. ............................................. 53
8.3 Não é assegurada a manutenção prevista pelo fabricante e/ou a verificação de segurança
periódica da máquina de desmontagem/montagem de pneus............................................................ 53
8.4 Os trabalhadores que operam a máquina de equilibragem de rodas, não têm formação
específica para tal, ou desconhecem os riscos existentes e as medidas preventivas a adotar. ........... 54
8.5 Não é assegurada a manutenção prevista pelo fabricante e/ou a verificação de segurança
periódica da máquina de equilibragem de rodas.................................................................................. 54
8.6 Não são asseguradas as medidas preventivas adequadas que evitem rebentamentos de pneus
ou lesões nos trabalhadores em situação de rebentamento de pneu. ................................................ 55
8.7 Os trabalhadores não usam os Equipamentos de Proteção Individual adequados. ....................... 55
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8.8 Não são asseguradas as medidas preventivas adequadas relativas à movimentação manual de
cargas, para evitar sobre esforços que podem produzir lesões dorso-lombares nos trabalhadores. .. 56
9 Estação de Serviço (Limpeza Auto) ........................................................................................................ 56
9.1 O risco elétrico associado à utilização de equipamentos elétricos não está controlado, pois não
estão garantidas as boas condições de segurança destes, dado que não existe verificação periódica
e não existem sistemas de suspensão dos cabos elétricos ou estes não estão reforçados. ................ 56
9.2 Os trabalhadores não conhecem os riscos mecânicos e térmicos associados à utilização das
lavadoras de pressão e utilizam os equipamentos de forma segura. ................................................... 57
9.3 A estação de serviço não possui um pavimento antiderrapante. ................................................... 57
9.4 Na estação de serviço, os trabalhadores não usam calçado de segurança com sola
antiderrapante. ..................................................................................................................................... 58
9.5 Os trabalhadores não usam protetores de ouvido quando usam os equipamentos ruidosos da
estação de serviço. ................................................................................................................................ 58
10 Armazéns .............................................................................................................................................. 58
10.1 As estruturas de armazenagem (pilares/estantes/prateleiras) não são adequadas à carga a
armazenar. ............................................................................................................................................ 58
10.2 As estruturas de armazenagem não são carregadas corretamente. ............................................ 59
10.3 As estruturas de armazenagem não são verificadas periodicamente ou nem sempre é efetuada
a manutenção necessária. ..................................................................................................................... 59
10.4 Os produtos químicos não estão corretamente armazenados. .................................................... 60
10.5 As baterias elétricas não são armazenadas adequadamente. ...................................................... 60
10.6 Os pneus não são armazenados adequadamente. ....................................................................... 61
10.7 Os espaços de armazenagem em altura não estão protegidos. ................................................... 61
10.8 Os trabalhos efetuados sobre escadas/escadotes não são realizados em condições de
segurança .............................................................................................................................................. 61
10.9 Na armazenagem de materiais, os materiais movimentados individualmente por cada
trabalhador, mesmo que pontualmente, excedem os 30 kg. ............................................................... 62
11 Emergências ......................................................................................................................................... 62
11.1 Não existem documentos com as potenciais situações de emergência graves na empresa........ 62
11.2 Não existe nenhum plano de ação ou de instruções para fazer face às situações de emergência.
............................................................................................................................................................... 63
11.3 Não está definida uma estrutura para fazer face às emergências na empresa. ........................... 64
11.4 As saídas de emergência não estão sinalizadas, desobstruídas e não são de fácil acesso para o
exterior. ................................................................................................................................................. 64
11.5 Não existem registos de segurança de emergências na empresa. ............................................... 65
11.6 Não existem procedimentos de prevenção de emergências na empresa. ................................... 65
11.7 Não foram realizadas ações de formação sobre segurança contra incêndios, derrames ou
primeiros socorros................................................................................................................................. 66
11.8 Os meios de socorro externo não têm fácil acesso às instalações. .............................................. 67
11.9 Os meios de alarme não são de fácil acesso em caso de emergência. ......................................... 67
11.10 Não existem extintores em número suficiente ou não são adequados às classes de fogo
existentes. ............................................................................................................................................. 68
11.11 Os extintores não estão sinalizados ou não estão colocados até 1,2 metros de altura ou estão
obstruídos.............................................................................................................................................. 69
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11.12 Anualmente não é efetuada a manutenção de todos os extintores........................................... 69


Riscos/problemas que já foram controlados ou que não existem na sua organização ... 70
1 Introdução .............................................................................................................................................. 70
Ω Riscos adicionados (por si) ..................................................................................................................... 70
Consulta aos trabalhadores................................................................................................................... 70

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Relatório OiRA: "Reparação Automóvel


Conteúdos

Riscos que foram identificados, avaliados e têm um Plano de Ação

Riscos que foram identificados mas NÃO têm um Plano de Ação

Riscos/problemas que já foram controlados ou que não existem na sua organização

Riscos que foram identificados, avaliados e têm um Plano de Ação


2 Gestão da Segurança e Saúde do Trabalho
2.1 A empresa não tem os serviços de segurança e saúde no trabalho
organizados.
Este é um risco de prioridade elevada.
As empresas têm ao seu dispor 3 modalidades de organização dos serviços de segurança e saúde no
trabalho:
 Serviços internos
 Serviços externos
 Serviços comuns
Preferencialmente as empresas devem adotar os serviços internos, no entanto, caso não haja
impedimento legal, podem optar pelas modalidades dos serviços externos ou comum.
No entanto, caso a empresa tenha pelo menos 400 trabalhadores ou o conjunto de estabelecimentos
distanciados até 50 km daquele que ocupa maior número de trabalhadores e que, com este, tenham
pelo menos 400 trabalhadores, ou ainda o estabelecimento ou conjunto de estabelecimentos que
desenvolvam atividades de risco elevado a que estejam expostos pelo menos 30 trabalhadores,
então passa a ser obrigatório a modalidade de serviços internos.
Considera-se risco elevado:
 Trabalhos em obras de construção, escavação, movimentação de terras, de túneis, com riscos de
quedas de altura ou de soterramento, demolições e intervenção em ferrovias e rodovias sem
interrupção de tráfego;
 Atividades de indústrias extrativas;
 Trabalho hiperbárico;
 Atividades que envolvam a utilização ou armazenagem de produtos químicos perigosos
suscetíveis de provocar acidentes graves;
 Fabrico, transporte e utilização de explosivos e pirotecnia;
 Atividades de indústria siderúrgica e construção naval;
 Atividades que envolvam contacto com correntes elétricas de média e alta tensões;
 Produção e transporte de gases comprimidos, liquefeitos ou dissolvidos ou a utilização
significativa dos mesmos;
 Atividades que impliquem a exposição a radiações ionizantes;
 Atividades que impliquem a exposição a agentes cancerígenos, mutagénicos ou tóxicos para a
reprodução;
 Atividades que impliquem a exposição a agentes biológicos do grupo 3 ou 4;
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 Trabalhos que envolvam exposição a sílica.


A Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) considera que as atividades de manutenção e
reparação de veículos automóveis é de risco elevado, devido à exposição a agentes cancerígenos,
mutagénicos ou tóxicos para a reprodução.
Referências legais e políticas

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.
Medida
Abordagem geral (para eliminar ou reduzir o risco)
A legislação nacional obriga que qualquer empresa tenha os serviços de segurança e saúde no
trabalho organizados, podendo optar por uma das seguintes modalidades:
- Serviços internos
- Serviços externos
- Serviços comuns
Preferencialmente as empresas devem optar pela modalidade de serviços internos, caso não
tenha os meios técnicos e humanos adequados, pode optar pelas modalidades de serviços
externos ou comuns.
Ação(ões) específica(s) necessária(s) para implementar esta abordagem
Caso opte pela organização dos serviços externos, tem que contratar empresas prestadoras de
SST autorizadas.
Nível de competência e/ou requisitos necessários
Empregador
Quem é o responsável?
António Lopes
Orçamento
100
A planear o início
1 de maio de 2019
A planear o fim

2.3 A prevenção dos riscos profissionais não assenta numa correta e


permanente avaliação de riscos.
Este é um risco de prioridade elevada.
A legislação portuguesa e europeia confere o direito a todos os trabalhadores de exercerem a sua
atividade em locais de trabalho seguros. Para isso, a segurança e saúde no trabalho devem ser
geridas de uma forma sistemática. Uma gestão sistemática dos riscos inclui a identificação dos
perigos, a avaliação dos riscos, bem como, o controlo e acompanhamento das medidas a adotar para
eliminar ou reduzir os riscos. Os processos e os procedimentos para a gestão dos riscos devem fazer
parte da gestão diária da empresa.
As avaliações dos riscos associados às várias fases do processo produtivo devem incluir as atividades
preparatórias, de manutenção e reparação, de modo a obter como resultado níveis eficazes de
proteção da segurança e saúde do trabalhador.
As ferramentas OiRA podem ajudar as empresas na avaliação dos seus riscos e na adoção de algumas
medidas para eliminar ou minimizar esses riscos.
Ver mais: Filmes Napo
Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.
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Medida
Abordagem geral (para eliminar ou reduzir o risco)
A gestão de riscos deve fazer parte integrante da gestão diária da empresa, pelo que é necessário
realizar periodicamente avaliações de riscos em todos os seus postos de trabalho, incluindo as
atividades esporádicas (limpeza de telhados, áreas envidraçadas, manutenção de máquinas,
etc.). Após a avaliação de riscos, deve-se elaborar um plano de ação com vista a eliminar ou a
minimizar os riscos existentes.
Ação(ões) específica(s) necessária(s) para implementar esta abordagem
- Solicitar e analisar as fichas de dados de segurança dos produtos químicos adquiridos. - Verificar
os riscos existentes nos equipamentos antes da sua aquisição e verificar se existem condições de
segurança na empresa para os utilizar.
- Verificar se todas as atividades, incluindo as que são realizadas esporadicamente, estão
abrangidas pela avaliação de riscos efetuada incluindo as realizadas por prestadores externos nas
instalações/envolvente que possam afectar a unidade e os seus colaboradores.
Nível de competência e/ou requisitos necessários
Empregador, técnico de segurança no trabalho.
Quem é o responsável?
António Lopes
Orçamento
20
A planear o início
1 de maio de 2019
A planear o fim

2.13 Anualmente não é preenchido nem enviado o relatório único.


Este é um risco de prioridade elevada.
É da responsabilidade do empregador a entrega do relatório único. Este relatório é constituído pelo
relatório propriamente dito e por 6 anexos:
 anexo A: quadro de pessoal;
 anexo B: fluxo de entrada e/ou saída de trabalhadores;
 anexo C: relatório anual de formação contínua;
 anexo D: relatório anual das atividades do serviço de segurança e saúde;
 anexo E: greves;
 anexo F: informação sobre prestadores de serviços.
O Relatório Único deve ser entregue através de um formulário eletrónico disponibilizado em
https://www.relatoriounico.pt/login.seam e corresponde às atividades desenvolvidas no ano
anterior.
Pode consultar o Relatório Único no quadro "Relatório Único" nos Recursos adicionais para a
avaliação do risco, indicado abaixo.
Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

Portaria n.º 55/2010, de 21 de janeiro – Regula o conteúdo e o prazo de apresentação da


informação sobre a atividade social da empresa.
Medida
Abordagem geral (para eliminar ou reduzir o risco)
Anualmente as empresas têm que preencher o relatório único relativo às atividades
desenvolvidas no ano anterior. O Relatório Único é constituído pelo relatório propriamente dito
e por 6 anexos. O anexo A refere-se ao quadro de pessoal, o anexo B ao fluxo de entrada e/ou
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saída de trabalhadores, o anexo C ao relatório anual de formação contínua, o anexo D ao relatório


anual das atividades do serviço de segurança e saúde, o anexo E a greves e o anexo F a informação
sobre prestadores de serviços.
Ação(ões) específica(s) necessária(s) para implementar esta abordagem
Consultar, no início de cada ano, o sitio da internet do relatório único, para verificar a data de
entrega do mesmo e seguir os passos aí indicados para o preenchimento e entrega do relatório.
Nível de competência e/ou requisitos necessários
Empregador, trabalhador designado, técnico de segurança no trabalho.
Quem é o responsável?
António Lopes
Orçamento
5
A planear o início
A planear o fim

11 Emergências
11.13 Não existe caixa de primeiros socorros com fácil acesso em caso de
emergência.
Este é um risco de prioridade elevada.
O Regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho, refere que “é atribuído às
empresas a responsabilidade da prestação de cuidados de primeiros socorros aos trabalhadores
sinistrados”. Para que tal possa ser operacionalizado, a existência de uma caixa de primeiros socorros
é absolutamente indispensável. A DGS (Direção Geral de Saúde) refere na Informação Técnica
1/2010, o conteúdo da mala/caixa/armário de primeiros socorros, bem como outros princípios base
de orientação genérica relativos a este assunto, tais como:
 A localização da mala/caixa/armário de primeiros socorros deve ser conhecida pela maioria dos
trabalhadores e estar devidamente sinalizada e em local acessível;
 O conteúdo da mala/caixa/armário de primeiros socorros é da responsabilidade dos profissionais
da Equipa de Segurança no Trabalho/Saúde Ocupacional, devendo estar devidamente listado e
ser revisto periodicamente, com especial atenção para as datas de validade de alguns
componentes;
 Salvaguardando o anteriormente mencionado, o conteúdo mínimo de uma mala/caixa/armário
de primeiros socorros deverá consistir em: Luvas descartáveis em latex.
 Preferencialmente deverão existir junto da mala/caixa/armário de primeiros socorros
procedimentos escritos relativos à atuação a prestar nas situações de acidente mais comuns;
 Que será desejável que os locais de trabalho disponham de uma manta térmica e de um saco
térmico para gelo.
Referências legais e políticas

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

Informação Técnica 1/2010 - Conteúdo da mala/caixa/armário de primeiros socorros – Direção-


Geral da Saúde.
Medida
Abordagem geral (para eliminar ou reduzir o risco)
Garantir a existência de procedimentos escritos relativos à atuação a prestar nas situações de
acidente mais comuns, de forma a aumentar a eficácia da prestação do socorro.

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Ação(ões) específica(s) necessária(s) para implementar esta abordagem
– Elaborar procedimentos escritos relativos à atuação a prestar nas situações de acidente mais
comuns;
– Colocar os procedimentos escritos relativos à atuação a prestar nas situações de acidente mais
comuns, junto da mala/caixa/armário de primeiros socorros.
Nível de competência e/ou requisitos necessários
Empregador, trabalhador designado, técnico de segurança no trabalho.
Quem é o responsável?
António Lopes
Orçamento
10
A planear o início
1 de maio de 2019
A planear o fim

Riscos que foram identificados mas NÃO têm um Plano de Ação


2 Gestão da Segurança e Saúde do Trabalho
2.2 O empregador não assegura que os trabalhadores realizam as suas
atividades em condições que respeitem a sua segurança e saúde nos locais
de trabalho.
Este é um risco de prioridade elevada.
A legislação portuguesa e europeia confere o direito a todos os trabalhadores de exercerem a sua
atividade em locais de trabalho seguros. Para tal, o empregador deve assegurar a realização de
avaliações de riscos nos postos de trabalho, para posteriormente adotar medidas de prevenção e/ou
correção.
Referências legais e políticas

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

2.4 As medidas de prevenção aplicadas na empresa não foram antecedidas


das avaliações de riscos.
Este é um risco de prioridade elevada.
Só depois de se avaliarem os riscos existentes nos postos de trabalho é que se podem adotar medidas
para a eliminação dos riscos ou, quando tecnicamente não é possível minimizar os riscos para valores
aceitáveis.
Referências legais e políticas

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

2.5 Os princípios gerais de prevenção não são adotados na empresa.


Este é um risco de prioridade média.

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O empregador deve zelar, de forma continuada e permanente, pelo exercício da atividade em


condições de segurança e de saúde para o trabalhador, tendo em conta os seguintes princípios gerais
de prevenção:
 Evitar os riscos;
 Planificar a prevenção como um sistema coerente que integre a evolução técnica, a organização
do trabalho, as condições de trabalho, as relações sociais e a influência dos fatores ambientais;
 Identificar os riscos previsíveis em todas as atividades da empresa, estabelecimento ou serviço,
na concepção ou construção de instalações, de locais e processos de trabalho, assim como, na
seleção de equipamentos, substâncias e produtos, com vista à eliminação dos mesmos ou,
quando esta seja inviável, à redução dos seus efeitos;
 Integrar a avaliação dos riscos para a segurança e a saúde do trabalhador no conjunto das
atividades da empresa, estabelecimento ou serviço, devendo adotar as medidas adequadas de
proteção; ·
 Combater os riscos na origem, por forma a eliminar ou reduzir a exposição e aumentar os níveis
de proteção; ·
 Assegurar, nos locais de trabalho, que as exposições aos agentes químicos, físicos e biológicos e
os fatores de risco psicossociais não constituem risco para a segurança e saúde do trabalhador;
 Adaptar o trabalho ao homem, especialmente no que se refere à conceção dos postos de
trabalho, à escolha de equipamentos de trabalho e aos métodos de trabalho e produção, com
vista a, nomeadamente, atenuar o trabalho monótono e o trabalho repetitivo e reduzir os riscos
psicossociais;
 Adaptar ao estado de evolução da técnica, bem como a novas formas de organização do
trabalho;
 Substituir o que é perigoso pelo que é isento de perigo ou menos perigoso;
 Priorizar as medidas de proteção coletiva em relação às medidas de proteção individual; Elaborar
e divulgar instruções compreensíveis.
Referências legais e políticas

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

2.6 Os trabalhadores não cumprem as prescrições de segurança e saúde no


trabalho estabelecidas nas disposições legais e em instrumentos de
regulamentação coletiva de trabalho, bem como as instruções determinadas
com esse fim pelo empregador.
Este é um risco de prioridade elevada.
Os trabalhadores têm várias obrigações no âmbito da segurança e saúde no trabalho:
 Cumprir as prescrições de segurança e de saúde no trabalho estabelecidas nas disposições legais
e em instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho, bem como as instruções
determinadas com esse fim pelo empregador;
 Zelar pela sua segurança e pela sua saúde, bem como pela segurança e pela saúde das outras
pessoas que possam ser afetadas pelas suas ações ou omissões no trabalho, sobretudo quando
exerça funções de chefia ou coordenação, em relação aos serviços sob o seu enquadramento
hierárquico e técnico;
 Utilizar corretamente e de acordo com as instruções transmitidas pelo empregador, máquinas,
aparelhos, instrumentos, substâncias perigosas e outros equipamentos e meios postos à sua
disposição, designadamente os equipamentos de proteção coletiva e individual, bem como
cumprir os procedimentos de trabalho estabelecidos;
 Cooperar ativamente na empresa, no estabelecimento ou no serviço para a melhoria do sistema
de segurança e de saúde no trabalho, tomando conhecimento da informação prestada pelo
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empregador e comparecendo às consultas e aos exames determinados pelo médico do trabalho;


 Comunicar imediatamente ao superior hierárquico ou, não sendo possível, ao trabalhador
designado para o desempenho de funções específicas nos domínios da segurança e saúde no
local de trabalho as avarias e deficiências por si detetadas que se lhe afigurem suscetíveis de
originarem perigo grave e iminente, assim como qualquer defeito verificado nos sistemas de
proteção;
 Adotar, em caso de perigo grave e iminente, as medidas e instruções previamente estabelecidas
para tal situação, sem prejuízo do dever de contactar, logo que possível, com o superior
hierárquico ou com os trabalhadores que desempenham funções específicas nos domínios da
segurança e saúde no local de trabalho.
Referências legais e políticas

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

2.7 Os trabalhadores não são consultados, por escrito, pelo menos 1 vez por
ano em matérias de Segurança e Saúde no Trabalho.
Este é um risco de prioridade elevada.
O objetivo é envolver os trabalhadores em matéria de segurança e saúde no trabalho, pelo que os
mesmos devem ser consultados, por escrito, pelo menos 1 vez por ano sobre:
 A avaliação dos riscos para a segurança e saúde no trabalho, incluindo os respeitantes aos grupos
de trabalhadores sujeitos a riscos especiais;
 As medidas de segurança e saúde antes de serem postas em prática ou, logo que possível, em
caso de aplicação urgente das mesmas;
 As medidas que, pelo seu impacte nas tecnologias e nas funções, tenham repercussão sobre a
segurança e saúde no trabalho;
 O programa e a organização da formação no domínio da segurança e saúde no trabalho;
 A designação do representante do empregador que acompanha a atividade da modalidade de
serviço adotada;
 A designação e a exoneração dos trabalhadores que desempenham funções específicas nos
domínios da segurança e saúde no local de trabalho;
 A designação dos trabalhadores responsáveis pela aplicação das medidas primeiros socorros, de
combate a incêndios e de evacuação;
 A modalidade de serviços a adotar, bem como o recurso a serviços externos à empresa e a
técnicos qualificados para assegurar a realização de todas ou parte das atividades de segurança
e de saúde no trabalho;
 O equipamento de proteção que seja necessário utilizar;
 Os riscos para a segurança e saúde, bem como as medidas de proteção e de prevenção e a forma
como se aplicam, quer em relação à atividade desenvolvida quer em relação à empresa,
estabelecimento ou serviço;
 A lista anual dos acidentes de trabalho mortais e dos que ocasionem incapacidade para o
trabalho superior a três dias úteis, elaborada até ao termo do prazo para entrega do relatório
único relativo à informação sobre a atividade social da empresa;
 Os relatórios dos acidentes de trabalho anteriormente referidos.
Referências legais e políticas

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 12
dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

2.8 Os trabalhadores não dispõem de formação e informação atualizada


sobre Segurança e Saúde no Trabalho.
Este é um risco de prioridade elevada.
Em função da avaliação de riscos devem ser criadas metodologias de informação aos trabalhadores,
pelo menos dos riscos mais significativos. Para além disso, os trabalhadores e os seus representantes,
caso existam, devem receber formação adequada aos riscos a que estão expostos durante o
trabalho.
A informação sobre os riscos a que os trabalhadores estão sujeitos deve ser disponibilizada nos
seguintes casos:
 Admissão na empresa;
 Mudança de postos de trabalho ou de funções;
 Introdução de novos equipamentos de trabalho, alteração dos existentes;
 Novas tecnologias;
 Utilização de novos produtos;
 Atividades que envolvam trabalhadores de diversas empresas.
Referências legais e políticas

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

2.9 As zonas de risco elevado ou os trabalhos que implicam risco elevado, não
são acedidas ou executados apenas por trabalhadores com aptidão e
formação adequada.
Este é um risco de prioridade elevada.
Com base na avaliação de riscos podem ser identificadas zonas de risco elevado. Sempre que seja
necessário aceder às zonas de risco elevado, o empregador deve permitir o acesso apenas ao
trabalhador com aptidão e formação adequada, pelo tempo mínimo necessário, por forma a evitar
acidentes e/ou doenças profissionais.
Referências legais e políticas

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

2.10 Não é realizada a vigilância da saúde dos trabalhadores.


Este é um risco de prioridade elevada.
A vigilância da saúde dos trabalhadores é da responsabilidade do médico de trabalho, para tal o
médico deve conhecer as componentes de trabalho.
No entanto, o empregador deve promover a realização de exames de saúde adequados para
comprovar e avaliar a aptidão física e psíquica do trabalhador para o exercício das atividades.
Sem prejuízo do disposto em legislação especial, devem ser realizados, pelo menos, os seguintes
exames de saúde:
 Exames de admissão, antes do início da prestação de trabalho ou, se a urgência da admissão o
justificar, nos 15 dias seguintes;
 Exames periódicos, anuais para os menores e para os trabalhadores com idade superior a 50
anos, e de 2 em 2 anos para os restantes trabalhadores;
 Exames ocasionais, sempre que haja alterações substanciais nos componentes materiais de
trabalho que possam ter repercussão nociva na saúde do trabalhador, bem como no caso de
Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 13
dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

regresso ao trabalho depois de uma ausência superior a 30 dias por motivo de doença ou
acidente.
Referências legais e políticas

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

2.11 O médico de trabalho não preenche as fichas de aptidão e/ou não são
dadas a conhecer aos trabalhadores.
Este é um risco de prioridade elevada.
Face ao resultado do exame de admissão, periódico ou ocasional, o médico do trabalho deve,
imediatamente na sequência do exame realizado, preencher uma ficha de aptidão e remeter uma
cópia ao responsável dos recursos humanos da empresa.
Se o resultado do exame de saúde revelar a inaptidão do trabalhador, o médico do trabalho deve
indicar, sendo caso disso, outras funções que aquele possa desempenhar.
A ficha de aptidão não pode conter elementos que envolvam segredo profissional.
A ficha de aptidão deve ser dada a conhecer ao trabalhador, devendo conter a assinatura com a
aposição da data de conhecimento.
Pode consultar uma ficha de aptidão no quadro "Ficha de Aptidão" nos Recursos adicionais para a
avaliação do risco, indicado abaixo.
Referências legais e políticas

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

Portaria n.º 71/2015 de 10 de março – Aprova o modelo de ficha de aptidão para o trabalho.

2.12 Não é elaborado um relatório de investigação dos acidentes de trabalho


e das doenças profissionais.
Este é um risco de prioridade elevada.
Após a ocorrência de um acidente de trabalho ou de uma doença profissional é obrigatória a
elaboração de um relatório onde esteja caracterizado o acidente de trabalho ou doença profissional
e a investigação da(s) causa(s).
A investigação das causas vai permitir que sejam adotadas as medidas de prevenção e proteção
adequadas para que não voltem a ocorrer acidentes de trabalho ou doenças profissionais idênticos.
Na hiperligação abaixo apresenta-se um exemplo de um procedimento/metodologia de
investigação de acidentes de trabalho.
Referências legais e políticas

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

3 Fatores Comuns
3.1 Edifícios

Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 14
dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

3.1.1 Os pavimentos dos locais de trabalho não são fixos, nem estáveis, nem
antiderrapantes, com inclinações perigosas, com saliências e cavidades.
Este é um risco de prioridade baixa.
Os pavimentos dos locais de trabalho devem ser fixos, estáveis, antiderrapantes, sem inclinações
perigosas, saliências e cavidades, por forma a evitar acidentes de trabalho. Para além disso, devem
ser construídos de forma a permitirem a sua limpeza e restauro.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

3.1.2 Os locais de trabalho não estão arrumados nem bem organizados.


Este é um risco de prioridade média.
Nos locais de trabalho, os pavimentos devem ser limpos diariamente, arrumados e bem organizados
de forma a evitar acidentes de trabalho. Para além disso, com um local de trabalho arrumado o
tempo perdido à procura de algum documento, ferramenta ou qualquer outro objeto diminui
significativamente, o que leva, indiretamente, a uma maior produtividade na empresa.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

3.1.3 A cobertura (telhado ou teto) e áreas envidraçadas não estão bem vedadas
(deixam entrar água ou correntes de ar) e comportam riscos para os trabalhadores.
Este é um risco de prioridade baixa.
Os edifícios onde existam locais de trabalho, devem ser construídos de forma a assegurar a
salubridade adequada e devem garantir a saúde e o bem-estar dos trabalhadores. A presença de
correntes de ar e/ou infiltrações de água pelos telhados ou janelas, pode comportar riscos para a
integridade física ou para a saúde dos trabalhadores.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

3.1.4 Os vestiários não estão separados por sexos, em local de fácil acesso ou não
têm número suficiente de armários.
Este é um risco de prioridade média.
Sempre que for necessário a existência de vestiários, estes devem estar em locais de fácil acesso e
separados por sexos.
Os vestiários devem dispor de armários individuais sempre que os trabalhadores exerçam tarefas em
que haja necessidade de mudança de roupa e deve haver tantos armários individuais quanto o
Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 15
dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

número de trabalhadores. No caso do setor de reparação automóvel, e de acordo com a norma NP


1116, os armários individuais devem ser do tipo B, ou seja, devem existir dois compartimentos em
cada armário. O compartimento mais estreito para guardar o vestuário de trabalho e o outro
compartimento para guardar o vestuário de uso corrente.
A zona dos vestiários deve ser bem iluminada e ventilada, comunicar diretamente com a área dos
chuveiros e lavatórios.
Os armários individuais devem permitir ser fechados à chave. Junto destes, devem existir assentos
em número suficiente para os seus utilizadores.
No caso de haver mais de 25 trabalhadores, a área ocupada pelos vestiários, chuveiros e lavatórios
deverá corresponder, no mínimo, a 1 m2 por utilizador.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

Norma Portuguesa NP 1116:1975 – Armários – vestiários – Definição, utilização e características.

3.1.5 As instalações sanitárias não estão separadas dos vestiários.


Este é um risco de prioridade baixa.
As instalações sanitárias têm que estar fisicamente separadas dos
vestiários por forma a assegurar a salubridade adequada e a saúde dos trabalhadores.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

3.1.6 As instalações sanitárias não estão separadas por sexo ou são em número
insuficiente.
Este é um risco de prioridade baixa.
As instalações sanitárias devem ser separadas por sexo ou de utilização separada por sexo e em
número suficiente.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

3.1.7 Os pavimentos das instalações sanitárias não são em material resistente, liso
e impermeável, nem inclinados para ralos de escoamento providos de sifões
hidráulicos.
Este é um risco de prioridade baixa.
O pavimento das instalações sanitárias deve ser de material resistente, liso e impermeável. Para além
Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 16
dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

disso, devem ser inclinados para ralos de escoamento providos de sifões hidráulicos.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

3.1.8 As instalações sanitárias não têm retretes, urinóis e lavatórios em número


suficiente.
Este é um risco de prioridade baixa.
As instalações sanitárias devem possuir:
 um lavatório fixo;
 uma retrete por cada 25 homens ou fração trabalhando simultaneamente;
 um urinol, na antecâmara da retrete por cada 25 homens;
 uma retrete por cada 15 mulheres ou fração a trabalhar simultaneamente.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

3.1.9 A renovação natural ou artificial do ar da atmosfera de trabalho expõe os


trabalhadores a correntes de ar nocivas e não assegura a rápida eliminação da
poluição do ar respirável.
Este é um risco de prioridade média.
Os diversos locais de trabalho, bem como as instalações comuns devem conter meios que permitam
a renovação natural/artificial e permanente do ar sem provocar correntes incómodas ou prejudiciais
aos trabalhadores. Apesar de ser essencial a renovação de ar nos locais de trabalho, o excesso de
ventilação pode provocar correntes de ar que podem ser bastante nocivas à saúde dos
trabalhadores.
Referências legais e políticas
Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos
locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

3.2 Riscos Ambientais


3.2.1 A temperatura e a humidade do ar dos postos de trabalho não são adequadas
à saúde dos trabalhadores.
Este é um risco de prioridade baixa.
O empregador deve oferecer boas condições de temperatura e humidade, de modo a proporcionar
bem-estar e proteger a saúde aos trabalhadores.
A temperatura dos locais de trabalho deve, na medida do possível, oscilar entre os 18ºC e 22ºC, salvo
Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 17
dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

em determinadas condições atmosféricas, em que poderá atingir os 25ºC. A humidade da atmosfera


de trabalho deve oscilar entre 50% e 70%.
Uma temperatura ou humidade inadequada pode contribuir para uma diminuição da concentração,
podendo dar origem a acidentes de trabalho e à diminuição da produtividade.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

3.2.2 As janelas, as claraboias e as paredes envidraçadas não têm uma exposição


ao sol adequada.
Este é um risco de prioridade baixa.
A superfície dos meios transparentes, destinada à iluminação natural, não deve ser inferior a um
terço da área do pavimento a iluminar. No entanto, as áreas envidraçadas não devem permitir uma
excessiva exposição ao sol.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

3.2.3 A iluminação nos locais de trabalho não é adequada aos requisitos visuais das
tarefas que são executadas.
Este é um risco de prioridade baixa.
As instalações de iluminação não devem constituir um fator de risco para os trabalhadores. Para
além disso, a iluminação dos locais de trabalho deve ser adequada aos requisitos visuais das tarefas
a executar.
De acordo com a norma europeia EN 12464-1:2002 os valores recomendados para o setor automóvel
são os seguintes:
 Trabalhos na carroçaria – 500 lux;
 Trabalhos de pintura – 750 lux;
 Escritórios (trabalhos de secretaria) – 500 lux.
Deve-se ter ainda em atenção que os sistemas de iluminação devem ser projetados para evitar o
efeito de cintilação e estroboscópico.
A cintilação é causada por rápidas variações no brilho aparente ou cor de uma fonte de luz, podendo
dar origem a uma imagem cuja composição cromática causa uma ilusão ótica. A cintilação provoca
distração e pode dar origem a efeitos fisiológicos, tais como dores de cabeça.
O efeito estroboscópico altera o movimento rotativo percebido das máquinas, podendo dar a ilusão
que não existe movimento ou que o movimento está no sentido contrário, podendo levar assim a
situações perigosas, como é o caso de acidentes de trabalho.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 18
dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

EN 12464-1:2002 - Light and lighting - Lighting of work places - Part 1: Indoor work places
(Iluminação nos locais de trabalho.

3.2.4 Não foram realizadas medições de ruído nos locais de trabalho.


Este é um risco de prioridade elevada.
Nas atividades suscetíveis de apresentar riscos de exposição ao ruído, o empregador tem que realizar
a avaliação da exposição dos trabalhadores ao ruído, tendo em conta os seguintes aspetos:
 O nível, a natureza e a duração da exposição, incluindo a exposição ao ruído impulsivo;
 Os valores limite de exposição (87dB(A)) e os valores de ação inferior (80dB(A)) e superior
(85dB(A));
 Os efeitos eventuais sobre a segurança e a saúde dos trabalhadores particularmente sensíveis
aos riscos a que estão expostos;
 Os efeitos indiretos sobre a segurança dos trabalhadores resultantes de interações entre o ruído
e as substâncias ototóxicas presentes no local de trabalho e entre o ruído e as vibrações;
 Os efeitos indiretos entre a segurança e a saúde dos trabalhadores resultantes de interações
entre o ruído e os sinais sonoros necessários à redução do risco de acidentes, nomeadamente os
sinais de alarme;
 As informações prestadas pelo fabricante do equipamento de trabalho, de acordo com a
legislação específica sobre a conceção, o fabrico e a comercialização do mesmo;
 A existência de equipamentos de substituição concebidos para reduzir os níveis de emissões
sonoras;
 O prolongamento da exposição em períodos de trabalho superiores ao período normal de
trabalho (8 horas/dia);
 A informação adequada resultante da vigilância da saúde, bem como informação publicada sobre
os efeitos do ruído na saúde;
 Disponibilidade de protetores auditivos com as características de atenuação adequada.
A avaliação da exposição dos trabalhadores ao ruído deve ser atualizada sempre que haja alterações
significativas, nomeadamente, a criação ou a modificação de postos de trabalho, ou se o resultado
da vigilância da saúde demonstrar a necessidade de nova avaliação.
Alguns equipamentos/atividades podem atingir níveis de ruído elevados, como é o caso da
rebarbadora e a utilização de ar comprimido, máquina de aparafusar/desaparafusar pneus, martelar,
etc., que podem ultrapassar os 90dB(A).
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 182/2006, de 06 de setembro - Prescrições mínimas de segurança e de saúde em


matéria de exposição dos trabalhadores aos riscos devidos aos agentes físicos (ruído
ocupacional).

Guia Indicativo de Boas Práticas para a aplicação da Directiva 2003/10/CE - “Ruído no Trabalho”.

3.2.5 A aquisição dos protetores auditivos não teve em atenção as medições de


ruído efetuadas.
Este é um risco de prioridade média.
A aquisição de protetores auditivos deve ter em atenção as
características de atenuação adequadas, assegurando que eliminam ou reduzem ao mínimo o risco
de perda auditiva
Referências legais e políticas

Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 19
dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

Decreto-Lei n.º 182/2006, de 06 de setembro - Prescrições mínimas de segurança e de saúde em


matéria de exposição dos trabalhadores aos riscos devidos aos agentes físicos (ruído
ocupacional).

Guia Indicativo de Boas Práticas para a aplicação da Directiva 2003/10/CE - “Ruído no Trabalho”.

3.2.6 Os trabalhadores expostos ao ruído ocupacional não realizam audiometrias


periodicamente.
Este é um risco de prioridade média.
As audiometrias e a verificação da função auditiva devem ser realizadas de acordo com a seguinte
periodicidade:
 Anual – sempre que o trabalhador tenha estado exposto a ruído acima dos valores de ação
superiores (85dB(A));
 De 2 em 2 anos - sempre que o trabalhador que tenha estado exposto a ruído acima dos valores
de ação inferiores (80dB(A)).
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 182/2006, de 06 de setembro - Prescrições mínimas de segurança e de saúde em


matéria de exposição dos trabalhadores aos riscos devidos aos agentes físicos (ruído
ocupacional).

Guia Indicativo de Boas Práticas para a aplicação da Directiva 2003/10/CE - “Ruído no Trabalho”.

3.2.7 Nos locais de trabalho onde os trabalhadores possam estar expostos a níveis
de ruído acima dos valores de ação superior (85 dB(A)), o empregador não
estabelece e nem aplica um programa de medidas técnicas e organizacionais.
Este é um risco de prioridade elevada.
O ruído pode causar danos no aparelho auditivo (surdez temporária ou permanente), mas também
pode causar danos extra auditivos (stresse, irritação, distúrbios digestivos, etc.).
Assim, deve-se adotar um programa de redução de ruído com medidas técnicas destinadas a esse
fim.
Exemplo de medidas de redução de ruído ocupacional ou que podem evitar a perda auditiva:
 Colocar silenciadores nas pistolas de ar comprimido;
 Ajustar a pressão do sistema de ar comprimido;
 Isolar acusticamente a área onde fica situado o compressor;
 Colocar painéis acústicos nos tetos ou paredes para reduzir o ruído dos espaços interiores;
 Utilizar protetores auditivos adequados nas operações mais ruidosas (rebarbagem, polimento,
uso de ar comprimido, utilização do desaparafusador pneumático ou elétrico, etc.);
 Realizar audiometrias periódicas aos trabalhadores;
 Efetuar a manutenção preventiva dos equipamentos;
 Sensibilizar os trabalhadores sobre os efeitos do ruído no corpo humano.
Complementarmente, o empregador deve assegurar uma vigilância adequada da saúde dos
trabalhadores em relação aos quais o resultado da avaliação revele a existência de riscos, com vista
à prevenção e ao diagnóstico precoce de qualquer perda de audição resultante do ruído e à
preservação da função auditiva.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 182/2006, de 06 de setembro - Prescrições mínimas de segurança e de saúde em


matéria de exposição dos trabalhadores aos riscos devidos aos agentes físicos (ruído
ocupacional).
Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 20
dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

Guia Indicativo de Boas Práticas para a aplicação da Directiva 2003/10/CE - “Ruído no Trabalho”

3.2.8 Não é efetuada a avaliação de riscos a vibrações mecânicas nos postos de


trabalho que utilizam máquinas ou equipamentos suscetíveis de produzirem
vibrações no sistema mão-braço e/ou corpo inteiro.
Este é um risco de prioridade baixa.
Nas atividades suscetíveis de apresentar riscos de exposição a vibrações mecânicas (por exemplo,
rebarbadora, desaparafusador pneumático, lixadora), o empregador deve proceder à avaliação dos
riscos tendo, nomeadamente, em conta os seguintes aspetos:
- O nível, a natureza e a duração da exposição, incluindo a exposição a vibrações intermitentes ou a
choques repetidos;
- Os valores limite de exposição e os valores de ação de exposição:
 Para as vibrações transmitidas ao sistema mão-braço são fixados os seguintes valores: Valor de
ação de exposição: 2,5 m/s2 ;2
 Para as vibrações transmitidas ao corpo inteiro são fixados os seguintes valores: Valor de ação
de exposição: 0,5 m/s2;2.
- Os efeitos eventuais sobre a segurança e saúde dos trabalhadores particularmente sensíveis aos
riscos a que estão expostos;
- Os efeitos indiretos sobre a segurança dos trabalhadores resultantes de interações entre as
vibrações mecânicas e o local de trabalho ou outros equipamentos;
- As informações prestadas pelos fabricantes dos equipamentos de trabalho, de acordo com a
legislação específica sobre conceção, fabrico e comercialização dos mesmos;
- A existência de equipamentos de substituição concebidos para reduzir os níveis de exposição a
vibrações mecânicas;
- O prolongamento da exposição a vibrações transmitidas ao corpo inteiro em períodos de trabalho
superiores ao período normal de trabalho diário (8 horas/dia);
- Condições de trabalho específicas, designadamente o trabalho realizado a baixas temperaturas;
- A informação adequada resultante da vigilância da saúde, bem como informação publicada, caso
exista, sobre os efeitos das vibrações na saúde.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 46/2006, de 24 de fevereiro - Prescrições mínimas de segurança e saúde


respeitantes à exposição dos trabalhadores aos riscos devidos a vibrações mecânicas.

Guia não vinculativo de boas práticas para a aplicação da Directiva 2002/44/CE - Vibrações
Mecânicas no Trabalho

3.2.9 Nos postos de trabalho cujas medições de vibrações mecânicas deram


superiores aos valores de ação não foram tomadas medidas para eliminar ou
minimizar ao mínimo os riscos para a saúde dos trabalhadores.
Este é um risco de prioridade elevada.
O empregador deve utilizar todos os meios disponíveis para eliminar na fonte ou reduzir ao mínimo
os riscos resultantes da exposição dos trabalhadores a vibrações mecânicas, de acordo com os
princípios gerais de prevenção legalmente estabelecidos.
Quando o resultado da avaliação dos riscos indicar que os valores de ação de exposição foram
ultrapassados, o empregador deve aplicar um programa de medidas técnicas e organizacionais que
reduzam ao mínimo a exposição dos trabalhadores.
O programa de medidas técnicas deve ter em consideração, nomeadamente, os seguintes aspetos:
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dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

 Métodos de trabalho alternativos que permitam reduzir a exposição a vibrações mecânicas;


 Escolha de equipamentos de trabalho adequados, ergonomicamente bem concebidos e que
produzam o mínimo de vibrações possível;
 Instalação de equipamentos auxiliares que reduzam o risco de lesões provocadas pelas
vibrações, nomeadamente assentos ou punhos que reduzam as vibrações transmitidas ao corpo
inteiro ou ao sistema mão-braço, respetivamente;
 Programas adequados de manutenção do equipamento de trabalho, do local de trabalho e das
instalações existentes;
 Conceção, disposição e organização dos locais e postos de trabalho;
 Informação e formação adequada dos trabalhadores para a utilização correta e segura do
equipamento com o objetivo de reduzir ao mínimo a sua exposição a vibrações mecânicas;
 Limitação da duração e da intensidade da exposição;
 Horários de trabalho adequados, incluindo períodos de descanso apropriados.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 46/2006, de 24 de fevereiro - Prescrições mínimas de segurança e saúde


respeitantes à exposição dos trabalhadores aos riscos devidos a vibrações mecânicas.

Guia não vinculativo de boas práticas para a aplicação da Directiva 2002/44/CE - Vibrações
Mecânicas no Trabalho.

3.2.10 Não existe listagem dos produtos químicos perigosos utilizados na empresa.
Este é um risco de prioridade elevada.
Todos os produtos químicos acarretam riscos para a saúde e integridade física dos trabalhadores,
bem como para o ambiente. Por forma a conhecer todos os riscos associados ao armazenamento,
manipulação e eliminação dos produtos químicos é necessário saber, de forma expedita, quais os
produtos químicos utilizados na empresa, pelo que e existência de uma lista com esses produtos
químicos elencados torna-se fundamental.
Ver mais:
Substâncias Perigosas - Sector da Reparação Automóvel
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 24/2012, de 6 de fevereiro - Prescrições mínimas em matéria de proteção dos


trabalhadores contra os riscos para a segurança e a saúde devido à exposição a agentes
químicos no trabalho.

Decreto-Lei n.º 301/2000 de 18 de novembro - Proteção dos trabalhadores contra os riscos


ligados à exposição a agentes cancerígenos ou mutagénicos durante o trabalho.

Decreto-lei n.º 88/2015 de 28 de maio – Altera o Decreto-Lei n.º 141/95 de 14 de junho, altera
a lei n.º 102/2009 de 10 de setembro, alterado pela lei n.º 3/2014 de 28 de janeiro, altera o
Decreto-Lei n.º 24/2012 de 6 de fevereiro e alterada o Decreto-Lei nº 301/2000 de 18 de
novembro.

NP1796:2014 - Segurança e saúde do trabalho; Valores-limite e índices biológicos de exposição


profissional a agentes químicos.

Exposição a Agentes Químicos

3.2.11 Nos postos de trabalho que utilizam produtos químicos perigosos e/ou nos
armazéns de produtos químicos não foram realizadas avaliações de riscos à
Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 22
dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

exposição dos trabalhadores a substâncias perigosas.


Este é um risco de prioridade elevada.
O empregador deve avaliar os riscos e verificar a existência de agentes químicos perigosos em todos
os locais de trabalho. Se a verificação revelar a existência de agentes químicos perigosos, o
empregador deve avaliar os riscos para a segurança e a saúde dos trabalhadores resultantes da
presença desses agentes, tendo em consideração, nomeadamente:
 As suas propriedades perigosas;
 As informações relativas à segurança e à saúde constantes das fichas de dados de segurança, de
acordo com a legislação aplicável sobre classificação, embalagem e rotulagem das substâncias e
misturas perigosas e outras informações suplementares necessárias à avaliação de risco
fornecidas pelo fabricante, designadamente a avaliação específica dos riscos para os utilizadores;
 A natureza, o grau e a duração da exposição;
 A presença simultânea de vários agentes químicos perigosos;
 As condições de trabalho que impliquem a presença desses agentes, incluindo a sua quantidade;
 Os valores limite de exposição profissional estabelecidos na legislação em vigor;
 Os valores limite de exposição profissional a agentes cancerígenos ou mutagénicos e ao amianto,
estabelecidos em legislação especial;
 O efeito das medidas de prevenção implementadas ou a implementar;
 Os resultados disponíveis sobre a vigilância da saúde efetuada.
A avaliação de riscos é atualizada quando:
 Se verifiquem alterações significativas que a possam desatualizar;
 Seja ultrapassado o valor limite de exposição profissional ou o valor limite biológico;
 O resultado da vigilância da saúde justificar a necessidade de nova avaliação.
A avaliação de riscos deve contemplar todas as atividades da empresa, quer sejam de rotina ou
esporádicas, como é o caso e algumas manutenções de máquinas e equipamentos.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 24/2012, de 6 de fevereiro - Prescrições mínimas em matéria de proteção dos


trabalhadores contra os riscos para a segurança e a saúde devido à exposição a agentes
químicos no trabalho.

Decreto-Lei n.º 301/2000 de 18 de novembro - Proteção dos trabalhadores contra os riscos


ligados à exposição a agentes cancerígenos ou mutagénicos durante o trabalho.

Decreto-lei n.º 88/2015 de 28 de maio – Altera o Decreto-Lei n.º 141/95 de 14 de junho, altera
a lei n.º 102/2009 de 10 de setembro, alterado pela lei n.º 3/2014 de 28 de janeiro, altera o
Decreto-Lei n.º 24/2012 de 6 de fevereiro e alterada o Decreto-Lei nº 301/2000 de 18 de
novembro.

NP1796:2014 - Segurança e saúde do trabalho; Valores-limite e índices biológicos de exposição


profissional a agentes químicos.

Exposição a Agentes Químicos

3.2.12 Não existem fichas de dados de segurança dos produtos químicos perigosos
utilizados na empresa.
Este é um risco de prioridade elevada.
A informação constante nas fichas de dados de segurança é importante para a prevenção de
acidentes de trabalho e doenças profissionais. Nelas constam informações sobre a forma adequada
de se fazer o armazenamento dos produtos químicos, quais os EPI a utilizar, procedimento de
atuação em caso de incêndio, etc.
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dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

As fichas de dados de segurança devem estar redigidas em português e devem ser consultadas
sempre que necessário, principalmente antes da primeira utilização dos produtos químicos. Como
complemento, podem existir fichas de dados de segurança resumo (com as informações que a
empresa considere mais pertinentes) nos postos de trabalho onde sejam utilizados ou armazenados
produtos químicos.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 24/2012, de 6 de fevereiro - Prescrições mínimas em matéria de proteção dos


trabalhadores contra os riscos para a segurança e a saúde devido à exposição a agentes
químicos no trabalho.

Decreto-Lei n.º 301/2000 de 18 de novembro - Proteção dos trabalhadores contra os riscos


ligados à exposição a agentes cancerígenos ou mutagénicos durante o trabalho.

Decreto-lei n.º 88/2015 de 28 de maio – Altera o Decreto-Lei n.º 141/95 de 14 de junho, altera
a lei n.º 102/2009 de 10 de setembro, alterado pela lei n.º 3/2014 de 28 de janeiro, altera o
Decreto-Lei n.º 24/2012 de 6 de fevereiro e alterada o Decreto-Lei nº 301/2000 de 18 de
novembro.

NP1796:2014 - Segurança e saúde do trabalho; Valores-limite e índices biológicos de exposição


profissional a agentes químicos.

Exposição a Agentes Químicos.

3.2.13 Todas as embalagens de produtos químicos não estão rotuladas.


Este é um risco de prioridade elevada.
Os rótulos são a primeira informação sobre os produtos químicos. Para além do nome do produto
químico, deve constar, no mínimo, no rótulo o fabricante (ou fornecedor), pictograma (sempre que
seja classificado como perigoso), advertências de perigo e recomendações de prudência.
A informação sobre os pictogramas pode ser consultada aqui:
Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho - Ferramentas e Publicações
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 24/2012, de 6 de fevereiro - prescrições mínimas em matéria de proteção dos


trabalhadores contra os riscos para a segurança e a saúde devido à exposição a agentes
químicos no trabalho.

Decreto-Lei n.º 301/2000 de 18 de novembro - proteção dos trabalhadores contra os riscos


ligados à exposição a agentes cancerígenos ou mutagénicos durante o trabalho.

Decreto-lei n.º 88/2015 de 28 de maio – Altera o Decreto-Lei n.º 141/95 de 14 de junho, altera
a lei n.º 102/2009 de 10 de setembro, alterado pela lei n.º 3/2014 de 28 de janeiro, altera o
Decreto-Lei n.º 24/2012 de 6 de fevereiro e alterada o Decreto-Lei nº 301/2000 de 18 de
novembro.

Regulamento (CE) n.º 1272/2008, de 16 de dezembro - Classificação, rotulagem e embalagem


de substâncias e misturas.

NP1796:2014 - Segurança e Saúde do Trabalho: Valores-limite e índices biológicos de exposição


profissional a agentes .

http://www.act.gov.pt/exposicao_a_agentes_quimicos

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dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

https://echa.europa.eu/pt/regulations/clp/

http://www.apambiente.pt/index.php?ref=16&subref=85&sub2ref=422

http://www.reachhelpdesk.pt

3.3 Gestão de Segurança de Máquinas


3.3.1 Não é efetuada a verificação periódica de segurança às máquinas e
equipamentos de trabalho de acordo com as indicações do fabricante.
Este é um risco de prioridade média.
Os equipamentos de trabalho devem satisfazer os requisitos mínimos de segurança. Se a segurança
dos equipamentos de trabalho depender das condições da sua instalação, o empregador deve
proceder à sua verificação após a instalação ou montagem num novo local, antes do início ou do
recomeço do seu funcionamento.
O empregador deve ainda proceder a verificações periódicas e, se necessário, a ensaios periódicos
dos equipamentos de trabalho sujeitos a influências que possam provocar deteriorações suscetíveis
de causar riscos.
O empregador deve proceder a verificações extraordinárias dos equipamentos de trabalho quando
há transformações, acidentes, fenómenos naturais ou períodos prolongados de não utilização, que
possam ter consequências gravosas para a sua segurança.
Estas verificações e ensaios dos equipamentos de trabalho devem ser efetuados por pessoa
competente, a fim de garantir a correta instalação e o bom estado de funcionamento dos mesmos.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 103/2008 de 24 de junho, estabelece as regras a que deve obedecer a colocação
no mercado e a entrada em serviço das máquinas bem como a colocação no mercado das quase-
máquinas.

Decreto-Lei n.º 50/2005 de 25 de fevereiro, prescrições mínimas de segurança e de saúde para


a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho.

Segurança de Máquinas e Equipamentos de Trabalho

3.3.2 Não existem manuais de instrução, em português, dos equipamentos de


trabalho.
Este é um risco de prioridade baixa.
Cada máquina deve ser acompanhada de um manual de instruções em português e ou na ou nas
línguas comunitárias oficiais do Estado membro em que a máquina for colocada no mercado e ou
entrar em serviço.
O manual de instruções que acompanha a máquina deve ser um «manual original» ou uma «tradução
do manual original»; neste caso, a tradução será obrigatoriamente acompanhada de um «manual
original».
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 103/2008 de 24 de junho, estabelece as regras a que deve obedecer a colocação
no mercado e a entrada em serviço das máquinas bem como a colocação no mercado das quase-
máquinas.

Decreto-Lei n.º 50/2005 de 25 de fevereiro, prescrições mínimas de segurança e de saúde para


a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho.
Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 25
dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

Segurança de Máquinas e Equipamentos de Trabalho

3.3.3 O empregador não assegura a segurança e saúde dos trabalhadores na


utilização de equipamentos de trabalho.
Este é um risco de prioridade elevada.
Para assegurar a segurança e a saúde dos trabalhadores na utilização de equipamentos de trabalho,
o empregador deve:
 Assegurar que os equipamentos de trabalho são adequados ou convenientemente adaptados ao
trabalho a efetuar e garantem a segurança e a saúde dos trabalhadores durante a sua utilização;
 Atender, na escolha dos equipamentos de trabalho, às condições e características específicas do
trabalho, aos riscos existentes para a segurança e a saúde dos trabalhadores, bem como aos
novos riscos resultantes da sua utilização;
 Tomar em consideração os postos de trabalho e a posição dos trabalhadores durante a utilização
dos equipamentos de trabalho, bem como os princípios ergonómicos;
 Assegurar a manutenção adequada dos equipamentos de trabalho durante o seu período de
utilização;
 Dar formação e informação aos trabalhadores sobre os riscos associados a cada equipamento de
trabalho.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 103/2008 de 24 de junho, estabelece as regras a que deve obedecer a colocação
no mercado e a entrada em serviço das máquinas bem como a colocação no mercado das quase-
máquinas.

Decreto-Lei n.º 50/2005 de 25 de fevereiro, prescrições mínimas de segurança e de saúde para


a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho.

Segurança de Máquinas e Equipamentos de Trabalho

3.4 Riscos Psicossociais e Stresse


3.4.1 Os trabalhadores apresentam queixas da existência de violência verbal ou
física.
Este é um risco de prioridade elevada.
A violência verbal ou física pode acarretar para os trabalhadores um aumento do stresse levando a
situações de esgotamento e/ou depressão.
Referências legais e políticas

Riscos Psicossociais no Trabalho

Guia Eletrónico para a Gestão de Riscos Psicossociais e de Stresse

3.4.2 Existe pressão sobre produtividade, tempo e desempenho de funções.


Este é um risco de prioridade baixa.
As pessoas não lidam de forma igual com a pressão, quer seja ela
relativa ao tempo disponível para desempenhar as suas funções, quer sobre a produtividade. Um
excesso de pressão pode desencadear situações de depressão, absentismo e nalguns casos a
acidentes de trabalho.
Referências legais e políticas
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Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

Riscos Psicossociais no Trabalho

Guia Eletrónico para a Gestão de Riscos Psicossociais e de Stresse

3.4.3 Os recursos disponíveis não dão resposta atempada a todas as solicitações.


Este é um risco de prioridade baixa.
A organização do trabalho evita desarticulação entre as solicitações e as respostas.
A programação atempada e adequada do trabalho permite evitar que ocorram solicitações
imprevisíveis e que não seja necessário o desempenho de tarefas inesperadas. A prevenção deve ser
planificada como um sistema coerente que integre a evolução técnica, a organização do trabalho, as
condições de trabalho, as relações sociais e a influência dos fatores ambientais.
Referências legais e políticas

Riscos Psicossociais no Trabalho

Guia Eletrónico para a Gestão de Riscos Psicossociais e de Stresse

3.4.4 São feitas, regularmente, horas extraordinárias na empresa.


Este é um risco de prioridade média.
A realização de horas extraordinárias (ou trabalho suplementar) só deve ocorrer pontualmente e não
de forma sistemática. A utilização regular deste mecanismo provoca pressão e cansaço no
trabalhador, a falta de recuperação e descanso estão ligados ao risco de acidentes. Trabalho
suplementar é todo aquele que é prestado fora do horário de trabalho. O recurso ao trabalho
suplementar tem limites diários de duas horas por dia. Os limites anuais à prestação de trabalho
suplementar destinada a fazer face a acréscimos eventuais e transitórios de trabalho variam em
função da dimensão da empresa:
 Nas micro e pequenas empresas é de 175 horas;
 Nas médias e grandes empresas é de 150 horas.
Os instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho podem aumentar ou uniformizar aqueles
limites, até ao máximo de 200 horas por ano.
A prestação de trabalho suplementar confere direito a um descanso compensatório remunerado.
Se o trabalho suplementar for efetuado em dia útil, em dia de descanso semanal complementar e
em dia feriado, o trabalhador tem direito ao descanso compensatório quando atingir o número de
horas igual a um dia de trabalho e deve ser gozado nos noventa dias seguintes. Se for prestado em
dia de descanso semanal obrigatório deve ser gozado nos três dias úteis seguintes.
Referências legais e políticas

Riscos Psicossociais no Trabalho

Guia Eletrónico para a Gestão de Riscos Psicossociais e de Stresse

3.5 Equipamentos de Proteção Individual (EPI)


3.5.1 Os equipamentos de proteção individual não foram adquiridos tendo em
conta a avaliação de riscos efetuada na empresa.
Este é um risco de prioridade elevada.
Os EPI devem ser adequados aos riscos a prevenir e às condições existentes no local de trabalho,
sem implicar ao trabalhador um aumento de risco.
Usualmente na reparação automóvel são utilizados os seguintes tipos de EPI:
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dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

 Luvas de proteção química (durante a lavagem de peças e pintura);


 Máscaras;
 Óculos/viseira;
 Máscara de soldadura;
 Avental de soldadura;
 Luvas para riscos mecânicos/térmicos;
 Fato anti estático para pintura;
 Protetores auditivos;
 Sapatos/botas de biqueira de aço (com exceção do eletricista que deverá usar de biqueira de
carbono);
 Vestuário de proteção (fato de macaco).
Referências legais e políticas

Decreto-lei 128/93 de 22 de abril, exigências técnicas essenciais de segurança a observar pelo


EPI.

Decreto-lei 348/93 de 1 de outubro, prescrições mínimas de segurança e saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI.

Portaria 988/93 de 6 de outubro, prescrições mínimas de segurança e de saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI.

Portaria 1131/93 de 4 de novembro, regulamentação técnica relativa aos EPI.

3.5.2 Os EPI existentes na empresa não têm instruções de utilização do fabricante


redigido em português.
Este é um risco de prioridade elevada.
As instruções de utilização dos EPI devem obrigatoriamente ser fornecidas pelo fabricante ou
fornecedor. Para além de serem redigidas na língua portuguesa, as instruções devem conter pelo
menos os seguintes dados:
 Instruções de armazenagem, utilização, limpeza, manutenção, revisão e desinfeção;
 Resultados obtidos em ensaios de conformidade efetuados para determinar os níveis ou classes
de proteção dos EPI;
 Data ou prazo de validade dos EPI.
Referências legais e políticas

Decreto-lei 128/93 de 22 de abril, exigências técnicas essenciais de segurança a observar pelo


EPI.

Decreto-lei 348/93 de 1 de outubro, prescrições mínimas de segurança e saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI.

Portaria 988/93 de 6 de outubro, prescrições mínimas de segurança e de saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI.

Portaria 1131/93 de 4 de novembro, regulamentação técnica relativa aos EPI.

3.5.3 Nem todos os EPI têm marcação CE.


Este é um risco de prioridade elevada.
A marcação CE deve ser colocada pelo fabricante em cada EPI de modo visível, legível e indelével ao
longo do seu tempo de vida previsível.
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dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

Para além disso, o fabricante, ou o seu mandatário estabelecido na União Europeia, é obrigado a
elaborar uma declaração CE de conformidade quando o equipamento é colocado no mercado. Este
documento assegura que o EPI cumpre todos os requisitos de manufatura estabelecidos em
referenciais normativos.
Da declaração de conformidade dos EPI devem constar os elementos seguintes:
 Identificação do fabricante ou do seu mandatário estabelecido na União Europeia e respetivo
endereço completo. No caso do mandatário, indicar também os dados referentes ao fabricante;
 Descrição do EPI: marca, modelo, número de série, etc.;
 Referência à norma harmonizada ou especificação técnica aplicável;
 Nome e função do signatário com poderes para vincular o fabricante ou o seu mandatário.
Referências legais e políticas

Decreto-lei 128/93 de 22 de abril, exigências técnicas essenciais de segurança a observar pelo


EPI.

Decreto-lei 348/93 de 1 de outubro, prescrições mínimas de segurança e saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI.

Portaria 988/93 de 6 de outubro, prescrições mínimas de segurança e de saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI.

Portaria 1131/93 de 4 de novembro, regulamentação técnica relativa aos EPI.

3.5.4 Nem sempre os trabalhadores utilizam os EPI.


Este é um risco de prioridade elevada.
Os trabalhadores são obrigados a utilizar os EPI de acordo com as instruções que lhe foram
fornecidas pelo empregador.
Referências legais e políticas

Decreto-lei 128/93 de 22 de abril, exigências técnicas essenciais de segurança a observar pelo


EPI.

Decreto-lei 348/93 de 1 de outubro, prescrições mínimas de segurança e saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI.

Portaria 988/93 de 6 de outubro, prescrições mínimas de segurança e de saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI.

Portaria 1131/93 de 4 de novembro, regulamentação técnica relativa aos EPI.

3.6 Fluídos Sob Pressão


3.6.1 As garrafas de gás não estão armazenadas corretamente.
Este é um risco de prioridade média.
A zona de armazenamento é o local onde é mantido o stock das garrafas de gás, cheias e vazias, até
serem removidas.
O armazenamento deficiente das garrafas de gás pode determinar o seu aquecimento excessivo,
corrosão, danos mecânicos e uma consequente explosão.
Os principais perigos decorrentes da utilização de gases comprimidos resultam de:
 Pressão – que pode causar explosões, roturas e projeções violentas das garrafas;
 Temperatura – variável que conduz ao aumento de pressão e às consequências daí decorrentes;
Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 29
dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

 Características físico-químicas dos gases:


Inflamáveis: que podem conduzir a incêndios e explosões;
Comburentes: que podem provocar atmosferas ricas em oxigénio e misturas que são explosivas;
Inertes: que podem levar à formação de uma atmosfera pobre em oxigénio.
O armazenamento de garrafas de gás comprimido ou liquefeito deve ser feito de acordo com os
seguintes requisitos:
 Em local próprio, afastado de locais de armazenamento de produtos químicos perigosos,
particularmente de produtos combustíveis e inflamáveis;
 Estar afastadas dos espaços de movimentação de materiais, veículos e pessoas;
 Estar presas/fixas, com proteção nas válvulas;
 As garrafas devem estar identificadas, quanto ao seu conteúdo, na ogiva (parte superior)
conforme os requisitos normativos que constam da norma EN 1089-3, tendo gravadas a
identificação do fabricante e a data da prova hidráulica.
Referências legais e políticas

EN ISO3821:2010, Gas welding equipment; Rubber hoses for welding, cutting and allied
processes.

EN560:2005, Gas welding equipment; Hose connections for equipment for welding, cutting and
allied processes.

EN1089-3:2011, Transportable gas cylinders; Gas cylinder identification (excluding LPG); Part 3:
Colour coding.

3.6.2 As garrafas de gás não são usadas em condições de segurança.


Este é um risco de prioridade média.
As garrafas com gases sob pressão são, potencialmente, bombas que podem explodir causando
graves danos humanos e materiais. Elas devem estar identificadas, quanto ao seu conteúdo, na ogiva
(parte superior) conforme os requisitos normativos que constam da norma EN 1089-3, tendo
gravadas a identificação do fabricante e a data da prova hidráulica.
As garrafas com gases comprimidos devem ser mantidas na vertical durante o armazenamento,
transporte e utilização, devendo ainda estar fixas a um suporte mediante corrente.
Quando se trabalha com altos níveis de nitrogénio existe o risco de asfixia.
Para evitar acidentes é necessário que o manuseamento e utilização dos cilindros com gás se
realizem em condições de segurança, que as tubagens e as válvulas antirretorno estejam em bom
estado de conservação e de validade.
Referências legais e políticas

EN ISO3821:2010, Gas welding equipment; Rubber hoses for welding, cutting and allied
processes.

EN560:2005, Gas welding equipment; Hose connections for equipment for welding, cutting and
allied processes.

EN1089-3:2011, Transportable gas cylinders; Gas cylinder identification (excluding LPG); Part 3:
Colour coding.

4 Receção
4.1 O espaço de trabalho da receção não está bem organizado ou
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Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

devidamente arrumado.
Este é um risco de prioridade baixa.
A organização do espaço de trabalho na receção deve ter em atenção a criação de locais de arquivo
para documentos (orçamentos, folhas de obra, faturas, etc.), a arrumação de utensílios (lápis,
esferográfica, agrafador, furador, etc.), a localização de computadores, periféricos e telefone, de
locais para armazenar as peças rececionadas, etc. Desta forma a arrumação fica facilitada, o que
reduz a perda de tempo para encontrar documentos, utensílios, etc., aumentando a eficiência e
reduzindo o stresse.
Paralelamente, é importante que o pavimento esteja desimpedido, de forma a evitar quedas em
obstáculos. Prever a instalação de um n.º suficiente de tomadas de corrente elétrica evita a utilização
de extensões, as quais podem provocar queda de pessoas.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

4.2 O trabalho do rececionista não tem em conta que o trabalho ao


computador deve incluir pausas ou mudanças de atividade.
Este é um risco de prioridade baixa.
Trabalhar ao computador implica esforço físico que pode causar sintomas como dor e rigidez nos
punhos, braços, pescoço e ombros. Para prevenir a ocorrência de lesões, o trabalhador deve alternar
o trabalho ao computador com tarefas diferentes. Como boa prática, os trabalhadores que operem
com computador nunca devem estar mais de 50 minutos ao computador, sem realizar outra tarefa
durante pelo menos 10 minutos. O empregador deve garantir que a forma como o trabalho do
rececionista é organizado, tenha em atenção a boa prática referida atrás.
Referências legais e políticas

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

Decreto-Lei n.º 349/93, de 1 de outubro - Prescrições mínimas de segurança e de saúde


respeitantes ao trabalho com equipamentos dotados de visor.

Portaria n.º 989/93, de 6 de outubro – Normas técnicas respeitantes aos equipamentos dotados
de visor.

4.3 O posto de trabalho não está adaptado à altura dos trabalhadores.


Este é um risco de prioridade baixa.
Trabalhar ao computador implica esforço físico que pode causar sintomas como dor e rigidez nos
punhos, braços, pescoço e ombros. Para prevenir a ocorrência de lesões, o trabalhador deve adotar
uma postura adequada em períodos de trabalho prolongados no computador. Para tal, é
fundamental que:
 Os diferentes elementos de mobiliário possam ser adaptados ao trabalhador;
 Os trabalhadores tenham recebido formação sobre a forma como ajustar, à sua medida, os
equipamentos e mobiliário do seu posto de trabalho;
 A dimensão do posto de trabalho permita mudanças de posição e movimentos de trabalho.

Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 31
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Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

Relativamente aos diferentes elementos de mobiliário, deve ter-se em atenção:


 A mesa de trabalho deve ter dimensões adequadas, permitir uma disposição flexível do visor e
do teclado, possuir tampo baço/antireflexo e não ter arestas vivas;
 A cadeira deve ter boa estabilidade, altura regulável e possuir apoio lombar adequado, regulável
em altura, inclinação e profundidade;
 A mesa deve ter pelo menos 120 cm por 60 cm, mas de preferência mais profunda para dar
espaço ao monitor e ao teclado. O monitor deve situar-se a 50/60 cm do trabalhador.
Referências legais e políticas

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

Decreto-Lei n.º 349/93, de 1 de outubro - Prescrições mínimas de segurança e de saúde


respeitantes ao trabalho com equipamentos dotados de visor.

Portaria n.º 989/93, de 6 de outubro – Normas técnicas respeitantes aos equipamentos dotados
de visor.

4.4 As condições existentes implicam reflexos e encandeamentos no


monitor.
Este é um risco de prioridade baixa.
A posição relativa do monitor de computador, face à iluminação natural (janelas) ou artificial, pode
implicar situações de reflexos indesejáveis e consequentemente encandeamento, prejudicando os
órgãos visuais dos trabalhadores e podendo implicar ainda a adoção de posturas de trabalho
perigosas.
De forma a evitar estas situações indesejáveis, devem reduzir-se ou eliminar-se os reflexos no
monitor e o consequente encandeamento do trabalhador.
Para tal, existem medidas preventivas, como a alteração da disposição do mobiliário ou dos
equipamentos de trabalho (como o monitor e computador) ou a colocação (ou alteração) de estores,
persianas, etc..
Referências legais e políticas

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

Decreto-Lei n.º 349/93, de 1 de outubro - Prescrições mínimas de segurança e de saúde


respeitantes ao trabalho com equipamentos dotados de visor.

Portaria n.º 989/93, de 6 de outubro – Normas técnicas respeitantes aos equipamentos dotados
de visor.

4.5 A iluminação não está adequada ao trabalho desenvolvido na receção


(com computador, leitura, escrita de documentos).
Este é um risco de prioridade elevada.
A iluminação adequada aos requisitos visuais das tarefas desenvolvidas na receção é importante para
evitar problemas visuais ao rececionista.
Segundo a norma europeia EN 12464-1, o valor de iluminância aconselhado para o trabalho de
leitura, escrita e utilização de computador é de 500 lux. Para outro trabalho de receção, esta norma

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dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

refere 300 lux.


Além da necessidade de existir um nível de iluminação adequado à realização das diferentes tarefas,
deve ainda evitar-se um elevado contraste entre a iluminação na zona da tarefa (por exemplo o
monitor) e o espaço envolvente. Desta forma, previne-se o aparecimento de fadiga visual, causada
pela adaptação permanente do mecanismo visual a diferentes condições de iluminação.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

Decreto-Lei n.º 349/93, de 1 de outubro - Prescrições mínimas de segurança e de saúde


respeitantes ao trabalho com equipamentos dotados de visor.

Portaria n.º 989/93, de 6 de outubro – Normas técnicas respeitantes aos equipamentos dotados
de visor.

EN 12464-1:2002 - Light and lighting - Lighting of work places - Part 1: Indoor work places
(Iluminação nos locais de trabalho).

4.6 Quando vai ao espaço de trabalho, onde são efetuadas as reparações


(oficina), o rececionista não se protege face aos riscos ai existentes.
Este é um risco de prioridade média.
O rececionista pode ter que ir à zona de reparação dos veículos, para solicitar alguma informação
relativa ao serviço, bem como para esclarecer eventuais dúvidas sobre material a encomendar, sobre
folhas de obra, etc.
Nestes casos, dependendo do local/operação ai decorrente, o rececionista fica sujeito aos riscos
existentes no local.
Embora o tempo de exposição seja geralmente curto, ele tem que cumprir com as regras de
segurança previstas para esse local/operação, tais como usar determinados equipamentos de
proteção individual (calçado, protetor de ouvidos, máscara, ...), não se colocar debaixo dos
elevadores de veículos, manter a roupa apertada se se debruçar sobre o motor em funcionamento,
etc
Referências legais e políticas

Decreto-lei 128/93 de 22 de abril, exigências técnicas essenciais de segurança a observar pelo


EPI.

Decreto-lei 348/93 de 1 de outubro, prescrições mínimas de segurança e saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI.

Portaria 988/93 de 6 de outubro, prescrições mínimas de segurança e de saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

5 Mecânica Auto
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Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

5.1 Intervenções sobre o veículo


5.1.1 O trabalhador não conhece os perigos dos produtos químicos que manuseia.
Este é um risco de prioridade elevada.
Na realização de algumas intervenções, o trabalhador utiliza diversos produtos químicos, tais como
óleos lubrificantes, de travagem, da caixa de velocidades, produtos para limpeza do sistema de
travagem ou limpeza de peças.
Estes produtos podem apresentar diversas características de perigosidade, desde produtos
inflamáveis, irritantes, corrosivos ou nocivos, pelo que a exposição do trabalhador a estes produtos
poderá ter efeitos prejudiciais, como irritações, queimaduras ou problemas respiratórios, além do
risco de incêndio que também poderá estar associado. Alguns destes produtos químicos podem
entrar no organismo do trabalhador através do contacto com a pele (propriedade percutânea).
O trabalhador deve conhecer os perigos dos produtos químicos e ter disponíveis as medidas de
prevenção que permitem reduzir os riscos associados a esta exposição.
Os rótulos e principalmente as fichas de dados de segurança dos produtos utilizados fornecem
informação fundamental para que o trabalhador se proteja dos riscos.
Assim, o empregador deve formar/informar os trabalhadores, disponibilizar fichas de dados de
segurança, posters com a forma de ler um rótulo ou as frases de perigo e as frases de prudência e
todas as demais medidas adequadas para o controlo do risco.
Decreto-Lei n.º 24/2012, de 6 de fevereiro - Prescrições mínimas em matéria de proteção dos
trabalhadores contra os riscos para a segurança e a saúde devido à exposição a agentes
químicos no trabalho.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

5.1.2 O trabalhador não toma as medidas necessárias para evitar os riscos


associados aos produtos químicos que manuseia.
Este é um risco de prioridade média.
Os rótulos e principalmente as fichas de dados de segurança dos produtos utilizados fornecem
informação fundamental para que o trabalhador se proteja dos riscos.
Assim, o empregador deve formar/informar os trabalhadores, disponibilizar fichas de dados de
segurança, posters com a forma de ler um rótulo ou as frases de perigo e as frases de prudência e
todas as demais medidas adequadas para o controlo do risco.
Para ajudar na seleção do EPI mais adequado, consulte:
Instrumentos de Prevenção - Autoridade para as Condições de Trabalho
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 24/2012, de 6 de fevereiro - Prescrições mínimas em matéria de proteção dos


trabalhadores contra os riscos para a segurança e a saúde devido à exposição a agentes
químicos no trabalho.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

5.1.3 Não são utilizados sistemas de aspiração de gases e fumos de combustão,


sempre que os veículos em intervenção tenham que ter os motores em
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Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

funcionamento.
Este é um risco de prioridade elevada.
O funcionamento dos motores de combustão interna (gasolina, gasóleo ou GPL) gera gases
perigosos, principalmente monóxido de carbono, dióxido de carbono e óxidos de azoto, para além
de fumos que contêm partículas perigosas para a saúde.
A inalação destes gases e fumos provoca efeitos graves a médio/longo prazo, principalmente no caso
dos motores diesel, podendo penetrar nos brônquios e nos alvéolos pulmonares e provocar afeções
respiratórias, cardiovasculares, podendo inclusivamente ter efeitos cancerígenos (as emissões
resultantes da combustão de motores a diesel estão classificadas como cancerígenas).
Quando o motor está ao "ralenti", a produção de monóxido de carbono é significativa, o que em
espaços fechados ou pouco arejados pode provocar a morte por asfixia.
É pois importante que a oficina disponha de um sistema de aspiração de gases e fumos de combustão
e que os trabalhadores o utilizem sempre que o mesmo seja necessário.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

Decreto-Lei n.º 301/2000 de 18 de novembro - Proteção dos trabalhadores contra os riscos


ligados à exposição a agentes cancerígenos ou mutagénicos durante o trabalho.

Decreto-Lei n.º 24/2012, de 6 de fevereiro - Prescrições mínimas em matéria de proteção dos


trabalhadores contra os riscos para a segurança e a saúde devido à exposição a agentes
químicos no trabalho.

5.1.4 Poderão ser tomadas mais medidas para evitar lesões nos membros
superiores ou inferiores.
Este é um risco de prioridade média.
Diversas intervenções na oficina podem expor o trabalhador ao contacto com partes/peças cortantes
ou a alta temperatura. Diversos fluidos podem estar a temperaturas elevadas, principalmente se o
motor do veículo estiver em funcionamento. Nestas situações, existem riscos de entalamento, corte,
efeito abrasivo ou queimaduras nas mãos e braços.
Se o motor do veículo estiver em funcionamento, o contacto com algumas partes móveis (correias,
polies, ventoinhas) pode até causar lesões mais graves, como esmagamento ou amputação de dedos.
O manuseamento de peças pesadas pode provocar a queda desses objetos, os quais podem provocar
lesões graves nos pés.
A falta de conhecimento de todos os perigos existentes nas intervenções em oficina, bem como do
próprio funcionamento do motor e de todos os sistemas mecânicos, a par da ausência de
ferramentas adequadas, sistemas de auxílio à movimentação manual e EPI's, aumenta os riscos de
acidente de trabalho.
Assim, o Empregador deve ter a certeza que o trabalhador conhece as zonas/peças perigosas,
incluindo as que podem ter um funcionamento automático (exemplo: ventoinha de arrefecimento
do motor), ter disponíveis ferramentas adequadas às diferentes intervenções, bem como EPI's
adequados, nomeadamente as luvas de proteção mecânica e o calçado de segurança com proteção
da biqueira.
Referências legais e políticas

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dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

Decreto-lei 128/93, de 22 de abril, exigências técnicas essenciais de segurança a observar pelo


EPI'S.

Decreto-lei 348/93, de 1 de outubro, prescrições mínimas de segurança e saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI's.

Portaria 988/93, de 6 de outubro, prescrições mínimas de segurança e de saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI's.

Portaria 1131/93, de 4 de novembro, regulamentação técnica relativa aos EPI'S.

Decreto-Lei n.º 330/93, de 25 de setembro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde na


movimentação manual de cargas.

5.1.5 O trabalhador não conhece o risco de exposição a poeiras quando trabalha


no sistema de travagem ou embraiagem.
Este é um risco de prioridade média.
O trabalho efetuado no sistema de travagem ou na embraiagem dos veículos expõe o trabalhador à
inalação de poeiras perigosas. No passado, alguns dos elementos usados nestes sistemas continham
amianto, como as pastilhas de travão ou os discos de embraiagem.
Embora a utilização de amianto no fabrico destes componentes já esteja proibida há quase 2
décadas, os veículos com mais idade ou os "clássicos" podem ainda conter elementos com amianto.
A inalação de fibras de amianto pode provocar doenças respiratórias, incluindo o cancro dos pulmões
ou o cancro da pleura (mesotelioma).
Assim, devem ser tomados cuidados especiais ao remover um componente existente que levante
suspeita de que pode conter amianto (que deve ser substituído por outro componente isento de
amianto).
É importante referir que todo o pó do sistema de travagem ou da embraiagem é potencialmente
prejudicial, pelo que deverá sempre existir prudência nestas situações.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

Decreto-Lei n.º 24/2012, de 6 de fevereiro - Prescrições mínimas em matéria de proteção dos


trabalhadores contra os riscos para a segurança e a saúde devido à exposição a agentes
químicos no trabalho.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

5.1.6 O trabalhador não toma as medidas necessárias para reduzir a exposição a


poeiras quando trabalha no sistema de travagem ou embraiagem.
Este é um risco de prioridade elevada.
Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 36
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Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

Atendendo à possível perigosidade das poeiras libertadas, devem ser tomados cuidados especiais ao
remover um componente existente que levante suspeita de que pode conter amianto (que deve ser
substituído por outro componente isento de amianto). É importante referir que todo o pó do sistema
de travagem ou da embraiagem é potencialmente prejudicial, pelo que deverá sempre existir
prudência nestas situações.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

Decreto-Lei n.º 266/2007, de 24 de julho - Proteção sanitária dos trabalhadores contra os riscos
de exposição ao amianto durante o trabalho.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

Decreto-Lei n.º 24/2012, de 6 de fevereiro - Prescrições mínimas em matéria de proteção dos


trabalhadores contra os riscos para a segurança e a saúde devido à exposição a agentes
químicos no trabalho.

5.2 Intervenções efetuadas debaixo do veículo


5.2.1 A forma como o trabalho está organizado não permite reduzir ao mínimo o
tempo de trabalho em posturas penosas para o trabalhador.
Este é um risco de prioridade média.
O trabalho efetuado debaixo dos veículos pode sujeitar o trabalhador a posturas penosas e
perigosas, com reflexos negativos na sua saúde.
A utilização de equipamentos como os elevadores de veículos pode considerar-se como uma boa
prática, quando comparando com o trabalho em fossa ou debaixo de um veículo suspenso por
cavaletes. De facto, os elevadores permitem, em certa medida, que seja o próprio trabalhador a
regular a altura da zona de trabalho, tornando a postura menos penosa.
No entanto, mesmo quando o trabalho é efetuado debaixo dos elevadores, algumas medidas de
organização do trabalho são importantes, de forma a reduzir o tempo de exposição nessa postura.
Estas medidas passam essencialmente pela rápida disponibilização de ferramentas (utilizando por
exemplo um carrinho de ferramentas bem organizado), bem como pela utilização de equipamentos
auxiliares (como por exemplo os suportes de regulação hidráulica para suportar aparadeiras de óleos
lubrificantes e outros fluídos), bem como para suportar, baixar ou elevar órgãos mecânicos, como
por exemplo as caixas de velocidade.
Referências legais e políticas

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

5.2.2 As condições das fossas não são adequadas e/ou a sua utilização não é feita
de forma segura.
Este é um risco de prioridade elevada.
Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 37
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Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

As fossas que existem em algumas oficinas permitem a realização de intervenções na parte inferior
dos veículos. A utilização destes locais implica habitualmente um conjunto de riscos, tais como:
 Queda em altura (devido à abertura existente no pavimento);
 Quedas nos degraus da escada de acesso ao interior da fossa;
 Quedas de objetos (que podem magoar o trabalhador);
 Quedas no pavimento, pois o mesmo pode estar escorregadio ou devido à iluminação ser
deficiente;
 Posturas penosas, pois o trabalhador não consegue adaptar a altura da zona de trabalho;
 Incêndio/explosão, principalmente se forem utilizados produtos inflamáveis;
 Inalação de gases e fumos de combustão.
É importante referir que as emissões resultantes da combustão de motores a diesel estão
classificadas como cancerígenas, pelo que se revela imperioso a tomada de medidas de prevenção
que evitem a exposição a este tipo de gases, a qual está ligada ao aumento do risco de
desenvolvimento de doenças cardiovasculares, alergias e outras doenças agudas e crónicas das vias
respiratórias e ao aparecimento do cancro do pulmão.
Os riscos atrás referidos dependem das condições/características das fossas, as quais variam
frequentemente de local para local.
O risco também depende da forma como o trabalho é desenvolvido, pelo que devem ser elaborados
procedimentos de trabalho seguro e essa informação deve ser transmitida aos trabalhadores.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

Decreto-Lei n.º 301/2000 de 18 de novembro - Proteção dos trabalhadores contra os riscos


ligados à exposição a agentes cancerígenos ou mutagénicos durante o trabalho.

5.2.3 Não são tomadas as medidas de segurança adequadas para evitar a queda de
veículos em posição elevada.
Este é um risco de prioridade elevada.
Existem alguns trabalhos na oficina, em que o veículo é colocado numa posição elevada,
nomeadamente:
 em elevadores de veículos;
 veículo elevado através de outros meios que não o elevador (exemplo: macaco hidráulico) e
suspenso por elementos como os cavaletes.
Nesses trabalhos, existe o risco de queda do veículo, o que a ocorrer poderá produzir lesões graves
ou fatais ao trabalhador.
A prevenção da ocorrência destes acidentes passa essencialmente por:
 respeitar a carga máxima dos elevadores de veículos, de macacos hidráulicos ou mecânicos e de
cavaletes/preguiças;
 manter os equipamentos de elevação em bom estado;
 ter em consideração as condições dos pavimentos onde se realiza o trabalho;
 garantir que os macacos deverão unicamente servir para levantar/descer a viatura, e não para
suportá-la durante a reparação, devendo para o efeito ser utilizados cavaletes/preguiças.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 50/2005 de 25 de fevereiro, prescrições mínimas de segurança e de saúde para


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a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

5.3 Intervenções em bancadas de trabalho


5.3.1 As bancadas de trabalho não estão concebidas de forma a proporcionar um
trabalho seguro e confortável.
Este é um risco de prioridade baixa.
A posição parada em pé produz muita fadiga, já que exige muito trabalho estático por parte dos
músculos envolvidos para manter essa posição e o coração tem mais dificuldades para bombear o
sangue para as diferentes extremidades do organismo. A conceção ou a adequação das bancadas de
trabalho ao trabalho desenvolvido e trabalhadores é fundamental para a prevenção de lesões
associadas a posturas incorretas, a esforços físicos excessivos, a queda de objetos, etc..
Devem ser tidas em consideração:
 A altura da bancada, a qual deve ser adequada ao tipo de trabalho (pesado, ligeiro), proporcionar
uma adequada posição dos cotovelos relativamente à bancada de trabalho e também a distância
dos olhos à tarefa ou objeto de trabalho.
 A profundidade e largura, de forma a proporcionar que o raio de ação dos movimentos
executados pelos braços dos trabalhadores está próximo do seu tronco de modo a minimizar a
necessidade dos trabalhadores se debruçarem e curvarem a coluna.
 O espaço para as pernas e o apoio de pé.
A existência de arestas cortantes.
Referências legais e políticas

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

5.3.2 Quando organiza a bancada de trabalho, o trabalhador não tem em conta o


peso dos materiais, objetos e máquinas movimentadas, bem como a frequência
com que esses materiais, objetos e máquinas são movimentados.
Este é um risco de prioridade média.
Uma adequada organização da bancada de trabalho permite minimizar ou mesmo eliminar,
determinados riscos que podem afetar o trabalhador.
Esta organização, deve ter em conta:
 o peso dos materiais, objetos e máquinas movimentadas;
 a frequência com que esses materiais, objetos e máquinas são movimentados.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 330/93, de 25 de setembro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde na


movimentação manual de cargas.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

5.3.3 O trabalhador não tem disponíveis os Equipamentos de Proteção Individual


Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 39
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Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

necessários.
Este é um risco de prioridade elevada.
Dependendo do trabalho a efetuar na bancada, o empregador deve fornecer ao trabalhador,
determinados EPI's, de acordo com a avaliação de riscos previamente efetuada, por exemplo:
 Calçado de segurança com proteção na biqueira (em todas as situações);
 Luvas de proteção mecânica (protege face a possíveis cortes ou contusões);
 Luvas de proteção química – nitrilo (protege face a óleos lubrificantes ou outros produtos
químicos);
 Óculos ou viseira de proteção (quando existir possibilidade de projeção de material para a
cara/olhos);
 Máscara de proteção (de partículas ou para gases e vapores dependendo da situação);
 Protetores de ouvido (trabalhos ruidosos, como a utilização de rebarbadora ou berbequim).
O trabalhador deve usar estes EPI's sempre que sejam necessários e deve assegurar a sua
limpeza/higienização e a sua manutenção. Para ajudar na seleção do EPI mais adequado, consulte:
Instrumentos de Prevenção - Autoridade para as Condições de Trabalho
Referências legais e políticas

Decreto-lei 348/93 de 1 de outubro, prescrições mínimas de segurança e saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI's.

Portaria 988/93 de 6 de outubro, prescrições mínimas de segurança e de saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI's.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

5.3.4 O trabalhador não utiliza os Equipamentos de Proteção Individual


necessários.
Este é um risco de prioridade elevada.
Dependendo do trabalho a efetuar na bancada, o empregador deve fornecer ao trabalhador,
determinados EPI's, de acordo com a avaliação de riscos previamente efetuada, por exemplo:
 Calçado de segurança com proteção na biqueira (em todas as situações);
 Luvas de proteção mecânica (protege face a possíveis cortes ou contusões);
 Luvas de proteção química – nitrilo (protege face a óleos lubrificantes ou outros produtos
químicos);
 Óculos ou viseira de proteção (quando existir possibilidade de projeção de material para a
cara/olhos);
 Máscara de proteção (de partículas ou para gases e vapores dependendo da situação);
 Protetores de ouvido (trabalhos ruidosos, como a utilização de rebarbadora ou berbequim).
O trabalhador deve usar estes EPI's sempre que sejam necessários e deve assegurar a sua
limpeza/higienização e a sua manutenção.
Referências legais e políticas

Decreto-lei 348/93 de 1 de outubro, prescrições mínimas de segurança e saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI's.

Portaria 988/93 de 6 de outubro, prescrições mínimas de segurança e de saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI's.

Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 40
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Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

5.4 Lavagem de peças


5.4.1 Ainda são utilizados solventes orgânicos (ou combustível) para a lavagem de
peças, mas estes produtos não são apenas utilizados em máquinas de lavagem de
peças automáticas ou em cabines de lavagem.
Este é um risco de prioridade média.
Alguns solventes são à base de água, mas muitos outros contêm substâncias perigosas. O contacto
repetido ou prolongado com solventes não-aquosos (orgânicos) ou combustível pode remover a
camada de gordura protetora da pele e causar irritação ou mesmo dermatose. Regra geral estes
solventes podem ser perigosos se inalados, podendo atacar o sistema nervoso central.
Apenas a utilização destes solventes em máquinas de lavar peças automáticas (que não exige a
intervenção do trabalhador durante a limpeza), ou de cabines de lavagem (sistema de lavagem
fechado com intervenção do trabalhador através da colocação das mãos nas luvas acopladas à
cabine) pode ser considerada uma prática segura.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

Decreto-Lei n.º 24/2012, de 6 de fevereiro - Prescrições mínimas em matéria de proteção dos


trabalhadores contra os riscos para a segurança e a saúde devido à exposição a agentes
químicos no trabalho.

5.4.2 Na lavagem de peças são utilizados produtos aquosos, mas não são utilizadas
máquinas de limpeza de peças.
Este é um risco de prioridade baixa.
A utilização de produtos aquosos (bio líquidos) na limpeza de peças é uma boa medida. No entanto,
existem no mercado soluções que passam pela utilização destes produtos em ambiente controlado
(máquinas de lavagem de peças), constituindo-se como boas práticas, quer ao nível da proteção da
saúde do trabalhador, quer ao nível da proteção do ambiente.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

Decreto-Lei n.º 24/2012, de 6 de fevereiro - Prescrições mínimas em matéria de proteção dos


trabalhadores contra os riscos para a segurança e a saúde devido à exposição a agentes
químicos no trabalho.

6 Trabalhos na Carroçaria
Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 41
dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

6.1 Chaparia (Bate-chapas; Soldadura)


6.1.1 As áreas de trabalho onde se efetuam reparações estruturais na carroçaria
(com estiramento de metais) não estão definidas, delimitadas ou sinalizadas.
Este é um risco de prioridade elevada.
As reparações estruturais na carroçaria exigem por vezes o estiramento de partes metálicas, com
utilização de meios mecânicos ou hidráulicos (centrais hidráulicas ou torres de estiragem), as quais
geram forças elevadas, que podem levar ao desprendimento ou projeção de materiais.
Como medida preventiva, estes locais devem ser definidos, delimitados através de meios adequados
e convenientemente sinalizados, limitando os riscos apenas a estes locais, evitando a possibilidade
de que os efeitos negativos afetem locais vizinhos.
Neste contexto, deve ter-se o cuidado de localizar estas áreas de trabalho em zonas de reduzida
presença ou circulação de trabalhadores.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

Decreto-lei n.º141/95 de 14 de junho – Prescrições mínimas para a sinalização de segurança e


de saúde no trabalho;

Portaria n.º 1456-A/95 de 11 de dezembro – Prescrições mínimas para a sinalização de


segurança e de saúde no trabalho.

6.1.2 No trabalho de reparação de carroçarias, não existem elevadores ou existem


mas em número insuficiente, pelo que por vezes o trabalhador não consegue
colocar o veículo na posição mais cómoda para si, sendo forçado a adotar posturas
perigosas.
Este é um risco de prioridade baixa.
Nos postos de reparação de carroçarias, efetuam-se operações de desmontagem e montagem de
peças (que podem ser fixadas através de parafusos, rebites ou por soldadura), reparações em peças
de chapa, plástico ou material compósito.
Os materiais movimentados incluem peças inteiras como portas ou painéis de carroçaria, os quais
podem implicar um peso considerável.
Atendendo à grande diversidade de tarefas aqui realizadas, é usual que o trabalhador passe grande
parte do tempo neste local, pelo que garantir condições de maior conforto e segurança é
fundamental.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 330/93, de 25 de setembro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde na


movimentação manual de cargas.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

6.1.3 Não são utilizados carros porta-peças.


Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 42
dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

Este é um risco de prioridade média.


O local de trabalho organizado reduz os riscos para o trabalhador. Neste caso em particular, a
utilização de carro porta-peças onde se colocam e transportam quer as peças desmontadas (a
reparar), quer as peças para montar, permite reduzir a movimentação manual de cargas e reduz a
ocorrência de acidentes por tropeções (em peças no pavimento).
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 330/93, de 25 de setembro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde na


movimentação manual de cargas.

6.1.4 Não são utilizados carros porta-ferramentas.


Este é um risco de prioridade baixa.
O local de trabalho organizado reduz os riscos para o trabalhador. Neste caso em particular, a
utilização de carros porta-ferramentas permite reduzir os trajetos feitos pelos trabalhadores (para
irem recolher/colocar ferramentas), aumentando a sua segurança e produtividade. Paralelamente,
ao permitir colocar as ferramentas em ordem, reduz a ocorrência de acidentes por tropeções (em
ferramentas no pavimento).
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 330/93, de 25 de setembro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde na


movimentação manual de cargas.

6.1.5 Não são utilizados braços aéreos ou outros sistemas que permitam a tomada
de ar comprimido e energia elétrica junto do local de reparação.
Este é um risco de prioridade média.
A utilização de sistemas como os braços aéreos com tomadas de ar comprimido e eletricidade,
reduzem a necessidade de usar mangueiras ou extensões elétricas. Desta forma, o pavimento tem
menos obstáculos, reduzindo-se o risco de queda de pessoas. Paralelamente, os riscos elétricos por
contactos diretos, devidos por exemplo a deficiências no isolamento de extensões, são também
reduzidos.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

Decreto-Lei n.º 50/2005 de 25 de fevereiro, prescrições mínimas de segurança e de saúde para


a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho.

6.1.6 Não são utilizados sistemas de extração dos fumos de soldadura.


Este é um risco de prioridade média.
Nas oficinas de reparação automóvel podem ser usados diversos processos de soldadura (MIG/MAG,
TIG, elétrodo revestido). Estes processos de soldadura libertam fumos e gases nocivos à saúde dos
trabalhadores expostos, pelo que devem existir condições que reduzam a concentração destes
contaminantes no ambiente de trabalho, nomeadamente pela utilização de sistemas de aspiração
de fumos/gases.
Estes sistemas podem ser:
 Portáteis, permitindo a sua deslocação para diferentes locais de trabalho onde estejam a ser

Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 43
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Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

necessários;
 Fixo com braço de captura móvel (regulável).
Pode ainda ser necessário utilizar proteção respiratória adequada (FFP2S).
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 24/2012, de 6 de fevereiro - Prescrições mínimas em matéria de proteção dos


trabalhadores contra os riscos para a segurança e a saúde devido à exposição a agentes
químicos no trabalho.

6.1.7 Na realização de trabalhos de soldadura, nem sempre se utilizam óculos/


viseiras de soldadura adequados.
Este é um risco de prioridade elevada.
Nas oficinas de reparação automóvel podem ser usados diversos processos de soldadura (MIG/MAG,
TIG, elétrodo revestido). Estes processos de soldadura produzem radiações que podem produzir
danos visuais, bem como queimaduras da pele.
A utilização dos óculos de soldadura adequados, permite evitar danos visuais ao trabalhador. As
viseiras de soldadura permitem além da proteção da visão, proteger ainda a face, evitando
queimaduras. A utilização de avental próprio e de luvas de proteção deve igualmente ser
implementada.
As melhores viseiras (eletrónicas) são as que se adequam automaticamente ao nível de radiação
produzido no processo de soldar.
A adequação dos óculos e viseiras de soldadura deve atender ao processo de soldadura (MIG/MAG,
TIG, elétrodo revestido) e à intensidade de corrente elétrica utilizada.
Importa ainda referir que os fumos produzidos poderão não ser completamente captados, pelo que
o posicionamento do trabalhador face à ventilação existente ou utilização de máscara para fumos é
importante. Deve sempre adotar uma posição defensiva.
A ACT, a APSEI e o IPQ desenvolveram guias que ajudam na seleção dos EPI's. Podem ser consultados
nos sítios dessas Entidades. Para saber se os óculos e viseiras de soldadura são adequados, consulte:
Instrumentos de Prevenção - Autoridade para as Condições de Trabalho
Referências legais e políticas

Decreto-lei 348/93 de 1 de outubro, prescrições mínimas de segurança e saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI's.

Portaria 988/93 de 6 de outubro, prescrições mínimas de segurança e de saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI's.

6.1.8 Por vezes, realizam-se trabalhos de soldadura próximo de materiais


inflamáveis.
Este é um risco de prioridade elevada.
Nas oficinas de reparação automóvel podem ser usados diversos processos de soldadura (MIG/MAG,
TIG, elétrodo revestido). Estes processos de soldadura produzem calor e libertam partículas
incandescentes, podendo produzir incêndio/explosão na presença de materiais combustíveis. A
probabilidade de tal acontecer, aumenta na medida em que os materiais combustíveis sejam mais
inflamáveis.
De forma a prevenir a ocorrência de incêndios/explosões, a organização do trabalho deve ter em
atenção este risco, tomando medidas preventivas adequadas, destacando-se o afastamento de
zonas com materiais inflamáveis (depósitos com combustíveis, garrafas de gases comprimidos, etc.).
Referências legais e políticas

Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 44
dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

6.2 Pintura
6.2.1 As lixadeiras utilizadas não dispõem de aspiração das poeiras ou este sistema
não está a funcionar sempre que a máquina trabalha.
Este é um risco de prioridade média.
Independentemente do tipo de superfície a tratar, a operação de lixar/polir liberta grandes
quantidades de poeiras, geralmente invisíveis à luz normal.
É preciso ter em atenção que, mesmo que a poeira produzida não contenha substâncias perigosas
específicas, a quantidade gerada é suficiente para danificar a saúde do trabalhador exposto.
A utilização de lixadeiras que tenham aspiração permite reduzir a quantidade de poeira no ambiente
de trabalho.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 50/2005 de 25 de fevereiro, prescrições mínimas de segurança e de saúde para


a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho.

Decreto-Lei n.º 24/2012, de 6 de fevereiro - Prescrições mínimas em matéria de proteção dos


trabalhadores contra os riscos para a segurança e a saúde devido à exposição a agentes
químicos no trabalho.

6.2.2 Na preparação de superfícies o trabalhador não tem à sua disposição os EPI


adequados.
Este é um risco de prioridade média.
Independentemente do tipo de superfície a tratar, a operação de lixar/polir liberta grandes
quantidades de poeiras, normalmente invisíveis à luz normal.
É preciso ter em atenção que, mesmo que a poeira produzida não contenha substâncias perigosas
específicas, a quantidade gerada é suficiente para danificar a saúde do trabalhador exposto.
A utilização de lixadeiras que tenham aspiração permite reduzir a quantidade de poeira no ambiente
de trabalho.
Dependendo da eficácia deste sistema de aspiração, os trabalhadores podem ter necessidade de
utilizar proteção respiratória do tipo FFP2.
A utilização de óculos de proteção adequados evita o contacto das poeiras formadas com os olhos
do trabalhador.
O vestuário de trabalho também acumula poeira, pelo que deverão existir áreas separadas para
roupas limpas e para roupas contaminadas.
A proteção auditiva também é necessária, atendendo aos níveis de ruído usualmente elevados.
A disponibilização dos EPI adequados é da obrigação do empregador.
Referências legais e políticas

Decreto-lei 348/93 de 1 de outubro, prescrições mínimas de segurança e saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI.

Portaria 988/93 de 6 de outubro, prescrições mínimas de segurança e de saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 45
dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da


promoção da segurança e saúde no trabalho.

6.2.3 Na preparação de superfícies o trabalhador não utiliza os EPI sempre que


necessário.
Este é um risco de prioridade média.
Independentemente do tipo de superfície a tratar, a operação de lixar/polir liberta grandes
quantidades de poeiras, normalmente invisíveis à luz normal.
É preciso ter em atenção que, mesmo que a poeira produzida não contenha substâncias perigosas
específicas, a quantidade gerada é suficiente para danificar a saúde do trabalhador exposto.
A utilização de lixadeiras que tenham aspiração permite reduzir a quantidade de poeira no ambiente
de trabalho.
Dependendo da eficácia deste sistema de aspiração, os trabalhadores podem ter necessidade de
utilizar proteção respiratória do tipo FFP2.
A utilização de óculos de proteção adequados evita o contacto das poeiras formadas com os olhos
do trabalhador.
O vestuário de trabalho também acumula poeira, pelo que deverão existir áreas separadas para
roupas limpas e para roupas contaminadas.
A proteção auditiva também é necessária, atendendo aos níveis de ruído usualmente elevados.
A utilização dos EPI sempre que seja necessário, constitui uma das obrigações do trabalhador.
Referências legais e políticas

Decreto-lei 348/93 de 1 de outubro, prescrições mínimas de segurança e saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI.

Portaria 988/93 de 6 de outubro, prescrições mínimas de segurança e de saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

6.2.4 A preparação dos produtos a aplicar (exemplo: tintas) não é efetuada num
local adequadamente ventilado e/ou não dispondo de aspiração localizada e/ou
não possuindo protecção da instalação eléctrica (tomadas, quadros, disjuntores e
iluminação,etc).
Este é um risco de prioridade elevada.
Os produtos utilizados na preparação das superfícies para pintar (primários) e as próprias tintas e
diluentes utilizados, podem produzir diversos danos no trabalhador exposto, tais como vertigens,
danos no sistema nervoso, lesões hepáticas e sanguíneas, alergias da pele ou respiratórias, etc.. Além
disso, são utilizados frequentemente produtos inflamáveis.
A preparação destes produtos perigosos deve ser efetuada num local adequado (laboratório),
dispondo de ventilação que permita uma adequada renovação do ar, bem como de um sistema de
aspiração localizada, reduzindo a inalação destes produtos, bem como o risco de incêndio.
O sistema de aspiração deve ter uma manutenção regular, de acordo com as indicações do
fabricante.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 24/2012, de 6 de fevereiro - Prescrições mínimas em matéria de proteção dos


Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 46
dezembro de 2017.
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trabalhadores contra os riscos para a segurança e a saúde devido à exposição a agentes


químicos no trabalho.

6.2.5 Na preparação de produtos (exemplo: tintas) o trabalhador possui os EPI


adequados e não os utiliza sempre que necessário.
Este é um risco de prioridade elevada.
Os produtos utilizados na preparação das superfícies para pintar (primários) e as próprias tintas e
diluentes utilizados, podem produzir diversos danos no trabalhador exposto, tais como vertigens,
danos no sistema nervoso, lesões hepáticas e sanguíneas, alergias da pele ou respiratórias, etc..
Mesmo que a preparação destes produtos perigosos seja efetuada num local adequado
(laboratório), com ventilação e sistema de aspiração localizada, o trabalhador deve utilizar os
EPI adequados, para proteção respiratória, da pele e dos olhos.
A consulta das fichas de dados de segurança ajuda na seleção dos EPI a utilizar. A ACT, a APSEI e o
IPQ desenvolveram guias que ajudam na seleção dos EPI. Para selecionar os EPI, poderá consultar:
Instrumentos de Prevenção - Autoridade para as Condições de Trabalho
Referências legais e políticas

Decreto-lei 348/93 de 1 de outubro, prescrições mínimas de segurança e saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI.

Portaria 988/93 de 6 de outubro, prescrições mínimas de segurança e de saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

6.2.6 As condições de segurança da cabine de pintura não são adequadas ao


trabalho de pintura.
Este é um risco de prioridade média.
Os produtos utilizados na pintura podem produzir diversos danos no trabalhador exposto, tais como
vertigens, danos no sistema nervoso, lesões hepáticas e sanguíneas, alergias da pele ou respiratórias,
etc..
A pintura deve ser realizada em cabines de pintura com ventilação vertical ou, no caso de pequenos
trabalhos, cabines com sistema de ventilação horizontal ou frontal.
O sistema de ventilação deve ter uma manutenção regular, de acordo com as indicações do
fabricante.
Referências legais e políticas

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

6.2.7 Na pintura, o trabalhador não tem à sua disposição os EPI adequados ou não
os utiliza sempre que necessário.
Este é um risco de prioridade elevada.
Os produtos utilizados na pintura podem produzir diversos danos no trabalhador exposto, tais como
vertigens, danos no sistema nervoso, lesões hepáticas e sanguíneas, alergias da pele ou respiratórias,
etc..
A pintura deve ser realizada em cabines de pintura com ventilação vertical ou, no caso de pequenos
Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 47
dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

trabalhos, cabines com sistema de ventilação horizontal ou frontal.


Mesmo que a pintura seja efetuada num local adequado (cabine de pintura), com ventilação, o
trabalhador deve utilizar os EPI adequados, para proteção respiratória, da pele e dos olhos.
A consulta das fichas de dados de segurança dos produtos químicos utilizados ajuda na seleção dos
EPI a utilizar.
A ACT, a APSEI e o IPQ desenvolveram guias que ajudam na seleção dos EPI. Para ajudar na seleção
do EPI mais adequado, consulte:
Instrumentos de Prevenção - Autoridade paras as Condições de Trabalho
Poderá ainda consultar os sítios destas Entidades.
Referências legais e políticas

Decreto-lei 348/93 de 1 de outubro, prescrições mínimas de segurança e saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI.

Portaria 988/93 de 6 de outubro, prescrições mínimas de segurança e de saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

7 Eletricidade
7.1 A segurança das instalações elétricas não é considerada fundamental,
pelo que nem todas as medidas são tomadas para a garantir.
Este é um risco de prioridade elevada.
O projeto, execução e a alteração das instalações elétricas deve respeitar os requisitos legais que
constam das "Regras Técnicas de Instalações Elétricas de Baixa Tensão", que são fundamentais para
a segurança dessas instalações face aos riscos de incêndio, explosão ou contacto elétrico.
Assim, quer se trate de uma nova instalação (por exemplo para uma ampliação), quer se trate de
uma modificação/alteração, o Empregador deve sempre contactar um técnico habilitado e não deve
"improvisar/facilitar". Uma alteração que à partida pode parecer simples, se não for feita de acordo
com as condições de segurança previstas na legislação, pode gerar uma situação que poderá por em
causa a segurança dos trabalhadores ou a integridade das instalações.
Garantir a segurança das instalações elétricas pressupõe igualmente que as mesmas sejam
periodicamente inspecionadas por um técnico habilitado, só assim sendo possível detetar danos ou
desgastes anormais nos componentes da instalação. O Empregador deve registar as
intervenções/inspeções dos técnicos habilitados.
É ainda de importância primordial, manter a "terra" em bom estado e garantir que os equipamentos
estão efetivamente ligados à "terra".
Não esquecer ainda que os quadros elétricos devem ser conservados fechados e a reparação de
sistemas/dispositivos elétricos que ai estejam é efetuada apenas por técnico habilitado.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

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dezembro de 2017.
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Decreto-Lei n.º 226/2005, de 28 de dezembro – Regras técnicas para o estabelecimento e


exploração de instalações de energia elétrica de baixa tensão.

Portaria n.º 949-A/2006, de 11 de setembro – Aprova as Regras Técnicas das Instalações


Elétricas de Baixa Tensão.

7.2 As tomadas de eletricidade não são em número suficiente ou não estão


localizadas a alturas adequadas.
Este é um risco de prioridade baixa.
A utilização de extensões elétricas aumenta os riscos, quer ao nível da queda de pessoas, quer ao
nível do contacto elétrico. Quanto maior o número de extensões elétricas e o comprimento das
mesmas, maiores serão os riscos, quer pela maior facilidade de existências de falhas/deficiências
(cortes no isolamento, terra fora de circuito, ...), que podem produzir choques elétricos, quer pelo
prejuízo à organização dos espaços de trabalho, podendo provocar quedas.
Se existirem tomadas de eletricidade em número suficiente e as mesmas estejam localizadas a
alturas adequadas (exemplo: acima da cota das bancadas de trabalho), torna-se possível reduzir a
utilização de extensões elétricas e o seu comprimento.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

7.3 Não são utilizados braços aéreos ou outros sistemas de transporte de


energia elétrica, pelo que existem com frequência cabos elétricos nos
pavimentos.
Este é um risco de prioridade elevada.
A utilização de cabos elétricos (extensões elétricas) aumenta os riscos, quer ao nível da queda de
pessoas, quer ao nível do contacto elétrico. Quanto maior o número de extensões elétricas e o
comprimento das mesmas, maiores serão os riscos, quer pela maior facilidade de existências de
falhas/deficiências (cortes no isolamento, terra fora de circuito, ...) que podem produzir choques
elétricos, quer pelo prejuízo à organização dos espaços de trabalho, podendo provocar quedas.
Se existirem braços aéreos ou outros sistemas de transporte de energia elétrica, torna-se possível
reduzir a utilização de extensões elétricas e o seu comprimento.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

7.4 Os equipamentos elétricos portáteis não são seguros ou a sua utilização


não respeita as regras de segurança.
Este é um risco de prioridade média.
Nas diferentes operações realizadas nas oficinas de automóveis, são utilizados equipamentos
elétricos portáteis diversos, tais como rebarbadoras, furadores, lanternas, aspiradores, lavadoras de
pressão, carregadores de baterias, etc.
Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 49
dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

O Empregador deve assegurar-se que o trabalho com estes equipamentos é seguro, pelo que:
 Analise se o equipamento elétrico portátil é mesmo a melhor opção, ponderando relativamente
a outras opções, como os equipamentos portáteis a ar comprimido, que poderão ser uma
alternativa mais segura, principalmente face a equipamentos elétricos de 220/230 V ou tensão
superior, em locais onde se possam formar atmosferas explosivas (preparação produtos para
pintura) ou em locais molhados;
 Pondere substituir equipamentos elétricos a 220/230 V ou tensão superior, por equipamentos
de baixa tensão (operados a baterias);
 Assegure uma manutenção adequada, verificações de segurança periódicas e uma utilização
segura, pois caso contrário, poderão existir acidentes de trabalho com consequências que
podem ser fatais;
 Por norma, os cabos elétricos danificados devem ser substituídos e não apenas reparados.
Para assegurar que os equipamentos estão em bom estado, pode ser implementado uma
combinação entre:
 Verificações visuais feitas pelo utilizador;
 Inspeções visuais realizadas por uma pessoa com conhecimentos suficientes;
 Combinação inspeção e teste, realizados por uma pessoa competente, com conhecimentos e
experiência na área.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

Decreto-Lei n.º 50/2005 de 25 de fevereiro, prescrições mínimas de segurança e de saúde para


a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho.

7.5 Os riscos associados à carga de baterias elétricas não são conhecidos ou


não são tomadas as medidas adequadas para a prevenção destes riscos.
Este é um risco de prioridade média.
A carga de baterias gera gases ácidos (carga de baterias ventiladas), os quais podem causar irritação
da garganta e eventualmente cancro da garganta. Além disso, durante a carga produz-se hidrogénio
e oxigénio, constituindo uma mistura explosiva.
A eventual explosão da bateria projeta ácido sulfúrico e fragmentos metálicos, os quais poderão
produzir danos significativos à saúde dos trabalhadores expostos.
No caso da carga de baterias com válvula reguladora ("sem manutenção"), a libertação de gases é
muito menos provável de acontecer. No entanto, pode acontecer em situações de carga muito rápida
ou por um período demasiado longo. Se tal acontecer, o risco de explosão passa a existir.
Para prevenir estes riscos, o carregamento de baterias deve ser efetuado em zonas ventiladas e os
carregadores de bateria devem ser preferencialmente automáticos, variando a intensidade de
corrente fornecida, de acordo com o nível da carga da bateria.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 50
dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

Decreto-Lei n.º 50/2005 de 25 de fevereiro, prescrições mínimas de segurança e de saúde para


a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

7.6 Os riscos associados ao manuseamento de baterias elétricas não são


conhecidos ou não são tomadas as medidas adequadas para a prevenção
destes riscos.
Este é um risco de prioridade média.
As baterias contêm muita energia armazenada, a qual poderá ser liberada de forma repentina e
inesperada, quando um material condutor une os 2 bornes da bateria e provoca um curto-circuito.
Se tal acontecer, o material aquecerá muito e rapidamente, podendo originar queimaduras ou
fornecer energia suficiente para a combustão/explosão de eventuais gases que estejam a ser
libertados pela bateria (por exemplo o hidrogénio). A eventual projeção de ácido da bateria (por
exemplo na sequência de uma explosão), pode produzir queimaduras importantes.
Paralelamente, as faíscas geradas podem produzir radiação UV (ultra-violeta) suficiente para causar
danos à visão.
Embora a maioria dos veículos esteja equipada com baterias de tensão reduzida (chumbo – ácido),
em que o risco de choque elétrico é baixo, podem existir casos específicos de baterias de maior
tensão (como as baterias de NiMH e de Lítio usadas em veículos híbridos ou elétricos), em que o
risco de contacto elétrico é real. Nestes casos, o Empregador deve tomar medidas adequadas para a
redução do risco, incluindo a formação dos trabalhadores e o fornecimento de EPI'S adequados.
Para mais informação, consulte:
 Guia de Gestão de Baterias de Veículos Usadas (BVU)
 www.idis2.com
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

7.7 Os novos riscos elétricos associados aos veículos elétricos ou híbridos ou


sistemas de iluminação não-convencionais (como o xénon) não são
conhecidos ou não são adotadas medidas preventivas.
Este é um risco de prioridade média.
A utilização de sistemas de iluminação não-convencionais, como os faróis de xénon, implica a
existência de locais com tensões muito elevadas, podendo produzir lesões significativas em caso de
contacto elétrico.
De igual forma, os veículos elétricos e os híbridos podem ter partes do sistema elétrico que
funcionam com 650 V em corrente contínua e possuem baterias que operam a tensões da ordem
dos 280 V ou mais. A prevenção do risco elétrico é baseada na localização, isolamento ou mesmo
informação específica (como códigos de cor e utilização de cores diferentes), tornando o acesso
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dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

difícil ou informando o trabalhador da presença da eletricidade.


No entanto, em situações de reparação posterior a um acidente envolvendo o veículo, algumas
destas partes elétricas podem estar a descoberto, o que potencia a ocorrência de contactos com a
eletricidade.
Para mais informação, consulte
 Guia de Gestão de Baterias de Veículos Usadas (BVU)
 www.idis2.com
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

7.8 Os trabalhadores não receberam formação relativa a riscos elétricos.


Este é um risco de prioridade média.
O empregador deve proporcionar formação aos trabalhadores:
 Sobre os procedimentos e as boas práticas de segurança a adotar para minimizar os riscos
associados de contacto com a energia elétrica.
 Em contexto de alteração de métodos e processos de trabalho e componentes materiais de
trabalho.
Referências legais e políticas

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

8 Substituição de Pneus
8.1 Os trabalhadores que operam a máquina de desmontagem/montagem
de pneus, não tem formação específica para a operação.
Este é um risco de prioridade média.
Existem diferentes tipos de máquinas de desmontar/montar pneus, desde as que necessitam de
alguma intervenção do trabalhador, às que são quase automáticas (o trabalhador apenas posiciona
e fixa a roda).
Nas máquinas tradicionais, o trabalhador além de posicionar e fixar a roda, vai intervindo ao longo
de todo o processo, como o posicionamento do braço auxiliar, a utilização de ferramenta manual
para auxiliar o processo ou o controlo do funcionamento da máquina.
Em parte deste processo, o trabalhador pode ter que posicionar as mãos junto à jante e pneu,
podendo existir risco de entalamento que poderá conduzir a lesões graves.
É fundamental que o trabalhador tenha formação adequada para operar a máquina e que o
Empregador proporcione regularmente formação de atualização de conhecimentos relativos ao
design e tecnologia de pneus e jantes e, sempre que o processo de trabalho seja alterado (exemplo:
aquisição de nova máquina).

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Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 50/2005 de 25 de fevereiro, prescrições mínimas de segurança e de saúde para


a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

8.2 A organização do trabalho na operação da máquina de


desmontagem/montagem de pneus, não permite que os trabalhadores se
concentrem durante a operação.
Este é um risco de prioridade baixa.
Existem diferentes tipos de máquinas de desmontar/montar pneus, desde as que necessitam de
alguma intervenção do trabalhador, às que são quase automáticas (o trabalhador apenas posiciona
e fixa a roda).
Nas máquinas tradicionais, o trabalhador além de posicionar e fixar a roda, vai intervindo ao longo
de todo o processo, como o posicionamento do braço auxiliar, a utilização de ferramenta manual
para auxiliar o processo ou o controlo do funcionamento da máquina.
Em parte deste processo, o trabalhador pode ter que posicionar as mãos junto à jante e pneu,
podendo existir risco de entalamento que poderá conduzir a lesões graves.
É fundamental que sejam tomadas medidas que contribuam para evitar distrações do trabalhador
ao operar a máquina, o que pode passar por localizar a máquina de desmontar/montar pneus num
local afastado dos locais de passagem principais ou proibir clientes ou outras pessoas estranhas ao
serviço, de entrarem nas zonas de trabalho.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 50/2005 de 25 de fevereiro, prescrições mínimas de segurança e de saúde para


a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

8.3 Não é assegurada a manutenção prevista pelo fabricante e/ou a


verificação de segurança periódica da máquina de desmontagem/montagem
de pneus.
Este é um risco de prioridade média.
As máquinas que são comercializadas na União Europeia têm que ter a marcação CE, garantindo que
as mesmas respeitam as normas europeias de segurança e, portanto, salvaguardam na medida do
que tecnicamente é possível, a segurança e saúde dos trabalhadores.
Quando o Empregador adquire a máquina, fica sujeito ao cumprimento da legislação sobre
equipamentos de trabalho (D.L. 50/2005), sendo sua responsabilidade:
 O cumprimento dos preceitos de manutenção da máquina, de forma a que a máquina consiga
cumprir o seu tempo de vida útil e garanta a segurança do utilizador. Esta manutenção inclui os
dispositivos de segurança que a máquina dispõe;
 A formação adequada dos trabalhadores que vão operar com a máquina;
 A verificação periódica da segurança da máquina (consultar o manual de instruções da máquina).
Referências legais e políticas

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Decreto-Lei n.º 50/2005 de 25 de fevereiro, prescrições mínimas de segurança e de saúde para


a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho.

8.4 Os trabalhadores que operam a máquina de equilibragem de rodas, não


têm formação específica para tal, ou desconhecem os riscos existentes e as
medidas preventivas a adotar.
Este é um risco de prioridade média.
Existem diferentes tipos de máquinas de equilibragem de rodas, mas os princípios de funcionamento
e os órgãos constituintes são geralmente idênticos.
Nestas máquinas, o trabalhador tem que posicionar e fixar a roda (processo mecânico manual,
pneumático ou outro), supervisionar o funcionamento de calibração e colocar os pesos nos locais
identificados pelos sensores. Finalmente, o processo de calibração vai determinar se o trabalho está
concluído.
Embora possam existir riscos associados ao manuseamento de ferramentas manuais (para retirar ou
colocar pesos), os riscos principais desta máquina estão associados ao sistema de acionamento da
roda, nomeadamente:
 Quando se fixa a roda, alguns sistemas podem provocar entalamento das mãos do trabalhador;
 A rotação da roda pode projetar eventuais pedras, pesos de calibração ou outros materiais que
estejam no pneu ou jante, que podem atingir os trabalhadores;
 O vestuário do trabalhador pode ser agarrado pela rotação da roda ou do veio e produzir danos
graves ao trabalhador.
Estas máquinas têm um sistema de segurança constituído por um protetor da roda e veio, associado
a um interruptor fim-de-curso que só permite o funcionamento da máquina quando a proteção
esteja no local (a cobrir a roda e o veio).
O funcionamento adequado deste sistema de proteção, permite manter sob controlo a maioria dos
riscos de segurança relativos à máquina de equilibragem de rodas.
É ainda importante que o trabalhador tenha formação adequada para operar a máquina e que o
Empregador proporcione regularmente formação de atualização de conhecimentos relativos ao
design e tecnologia de pneus e jantes e, sempre que o processo de trabalho seja alterado (exemplo:
aquisição de nova máquina).
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 50/2005 de 25 de fevereiro, prescrições mínimas de segurança e de saúde para


a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

8.5 Não é assegurada a manutenção prevista pelo fabricante e/ou a


verificação de segurança periódica da máquina de equilibragem de rodas.
Este é um risco de prioridade média.
As máquinas que são comercializadas na União Europeia têm que ter a marcação CE, garantindo que
as mesmas respeitam as normas europeias de segurança e, portanto, salvaguardam na medida do
que tecnicamente é possível, a segurança e saúde dos trabalhadores.
Quando o Empregador adquire a máquina, fica sujeito ao cumprimento da legislação sobre
equipamentos de trabalho (D.L. 50/2005), sendo sua responsabilidade:
 O cumprimento dos preceitos de manutenção da máquina, de forma a que a máquina consiga
cumprir o seu tempo de vida útil e garanta a segurança do utilizador. Esta manutenção inclui os
Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 54
dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

dispositivos de segurança que a máquina dispõe;


 A formação adequada dos trabalhadores que vão operar com a máquina;
 A verificação periódica da segurança da máquina (consultar o manual de instruções da máquina).
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 50/2005 de 25 de fevereiro, prescrições mínimas de segurança e de saúde para


a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho.

8.6 Não são asseguradas as medidas preventivas adequadas que evitem


rebentamentos de pneus ou lesões nos trabalhadores em situação de
rebentamento de pneu.
Este é um risco de prioridade média.
O rebentamento do pneu pode ocorrer durante o processo de enchimento, devido a pressão
superior à pressão limite indicada pelo fabricante, ou a uma degradação do pneu que diminuiu a
resistência mecânica do mesmo.
De forma a prevenir o rebentamento do pneu, o trabalhador deve:
 Respeitar a pressão indicada pelo fabricante;
 Inspecionar o pneu, de forma a identificar possíveis fragilidades (rasgões, alterações na
superfície do pneu, ...).
A energia acumulada pelo pneu é elevada, pelo que os danos produzidos podem ser igualmente
elevados. A energia acumulada depende da dimensão do pneu e da pressão do ar, pelo que os pneus
dos veículos pesados apresentam um risco potencial superior ao dos veículos ligeiros. No entanto,
tal não significa que não devam ser tomadas medidas que evitem consequências em caso de
rebentamento, até porque os pneus dos veículos comerciais de carga, tem usualmente pressões
elevadas.
As boas práticas para evitar consequências gravosas para o trabalhador em caso de rebentamento
de pneu são essencialmente:
 Durante o enchimento do pneu, o trabalhador deve manter-se afastado da trajetória provável
em caso de rebentamento. Tal implica que o sistema de enchimento o permita, nomeadamente
a mangueira ter comprimento adequado e o posicionamento do manómetro permita que o
trabalhador esteja afastado do pneu;
 Utilizar uma "gaiola" que contenha o pneu (pode ser metálica ou de material têxtil resistente).
O local onde se faz o enchimento não deve estar virado para uma zona onde estejam outros
trabalhadores, mas sim para uma parede numa zona mais isolada ou eventualmente no exterior,
para uma zona onde não exista atividade nem pessoas.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 50/2005 de 25 de fevereiro, prescrições mínimas de segurança e de saúde para


a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho.

8.7 Os trabalhadores não usam os Equipamentos de Proteção Individual


adequados.
Este é um risco de prioridade média.
Nas operações de substituição de pneus, os trabalhadores devem possuir e utilizar os EPI adequados,
nomeadamente: botas, luvas, óculos, protetores auditivos (no ajuste do talão do pneu no
enchimento).
Referências legais e políticas

Decreto-lei 348/93 de 1 de outubro, prescrições mínimas de segurança e saúde dos


Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 55
dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

trabalhadores na utilização de EPI.

Portaria 988/93 de 6 de outubro, prescrições mínimas de segurança e de saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI.

8.8 Não são asseguradas as medidas preventivas adequadas relativas à


movimentação manual de cargas, para evitar sobre esforços que podem
produzir lesões dorso-lombares nos trabalhadores.
Este é um risco de prioridade elevada.
Ao longo do processo de substituição de pneus, os trabalhadores tem que manusear rodas, pneus
ou jantes. Desde logo para retirar a roda do veículo, depois para a colocar/retirar na máquina de
desmontar/montar pneus, para a colocar/retirar na máquina de equilibragem de rodas e,
finalmente, para colocar novamente o pneu no veículo. Em situação de troca de pneus, tem que
manusear os pneus velhos até à zona de depósito e os novos desde a zona de armazenagem.
O conjunto jante e pneu pode ser bastante pesado, principalmente nos veículos pesados, veículos
de agricultura ou trabalho florestal, em que os pesos movimentados tornam geralmente impossível
o trabalho manual, pelo que obrigatoriamente terão que existir sistemas mecanizados que auxiliem
a movimentação da carga. Embora os pesos movimentados na substituição de pneus em veículos
ligeiros não sejam tão elevados, ainda assim merecem análise de riscos cuidada, principalmente nos
casos dos veículos comerciais, 4X4, SUV ou veículos desportivos.
A utilização de elevadores de rodas constitui uma boa prática que facilita as tarefas de movimentação
de rodas e reduz os riscos de lesão dorso lombar. Pode visualizar o seguinte vídeo sobre o tema:
https://www.youtube.com/watch?v=soxKC6xt298
Para mais informação acerca do risco elétrico e de medidas preventivas, poderá consultar: Cadernos
informativos Segurança e Saúde no Trabalho – Riscos Profissionais Associados à Movimentação
Manual de Cargas.
Riscos Profissionais Associados à Movimentação Manual de Cargas
À movimentação de rodas está ainda associado o risco de queda da roda, do pneu ou da jante, que
poderá originar lesões nos membros inferiores do trabalhador. A utilização de calçado de segurança
com biqueira de proteção constitui uma medida preventiva obrigatória.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 330/93, de 25 de setembro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde


respeitantes à movimentação manual de cargas.

9 Estação de Serviço (Limpeza Auto)


9.1 O risco elétrico associado à utilização de equipamentos elétricos não está
controlado, pois não estão garantidas as boas condições de segurança destes,
dado que não existe verificação periódica e não existem sistemas de
suspensão dos cabos elétricos ou estes não estão reforçados.
Este é um risco de prioridade elevada.
Num ambiente húmido como o da estação de serviço, o contacto elétrico pode ser particularmente
grave para o trabalhador.
O Empregador deve garantir que todas as medidas que permitam controlar este risco sejam
tomadas, eliminando acidentes com a eletricidade. Estas medidas preventivas assentam em:
 Tomadas de corrente devem ser pelo menos IP54, mas IP57 é preferível, protegidas por
disjuntores diferenciais residuais de 30 mA/40 ms;

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Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

 Verificação periódica da instalação elétrica, incluindo disjuntores diferenciais residuais e


medição da "terra";
 Verificação periódica dos equipamentos elétricos, incluindo o seu sistema de ligação à "terra". A
verificação dos equipamentos de trabalho está prevista no Decreto-Lei n.º 50/2005, devendo ser
efetuada por "pessoa competente";
 Redução de contactos mecânicos com os cabos elétricos dos equipamentos, através da utilização
de sistemas de suspensão de cabos ou o uso de cabos com reforço mecânico;
 Informação dos trabalhadores.
Para mais informação acerca do risco elétrico e de medidas preventivas, poderá consultar: Cadernos
informativos Segurança e Saúde no Trabalho – Riscos Profissionais Associados ao contacto com a
corrente elétrica
Riscos Profissionais Associados ao Contacto com a Corrente Elétrica
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

Decreto-Lei n.º 50/2005 de 25 de fevereiro, prescrições mínimas de segurança e de saúde para


a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho.

9.2 Os trabalhadores não conhecem os riscos mecânicos e térmicos


associados à utilização das lavadoras de pressão e utilizam os equipamentos
de forma segura.
Este é um risco de prioridade baixa.
O jacto de água proveniente das lavadoras de pressão pode perfurar a pele ou projetar materiais ou
detritos a alguma distância, pelo que o trabalhador ao operar a máquina deve estar ciente desses
factos e tomar medidas para que tal não aconteça.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 50/2005 de 25 de fevereiro, prescrições mínimas de segurança e de saúde para


a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

9.3 A estação de serviço não possui um pavimento antiderrapante.


Este é um risco de prioridade média.
O pavimento da estação de serviço encontra-se muitas vezes molhado, pelo que o risco de queda
está presente. Para reduzir este risco, o pavimento deve ser antiderrapante.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

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9.4 Na estação de serviço, os trabalhadores não usam calçado de segurança


com sola antiderrapante.
Este é um risco de prioridade média.
O pavimento da estação de serviço encontra-se muitas vezes molhado, pelo que o risco de queda
está presente. Para reduzir este risco, os trabalhadores devem usar calçado com sola antiderrapante.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

Decreto-lei 348/93 de 1 de outubro, prescrições mínimas de segurança e saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI.

Portaria 988/93 de 6 de outubro, prescrições mínimas de segurança e de saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI.

9.5 Os trabalhadores não usam protetores de ouvido quando usam os


equipamentos ruidosos da estação de serviço.
Este é um risco de prioridade média.
Alguns equipamentos da estação de serviço são bastante ruidosos, como o aspirador ou a lavadora
de pressão. Sempre que utilizar estes equipamentos, o trabalhador deve usar protetores de ouvido,
de forma a preservar a sua audição.
Referências legais e políticas

Decreto-lei 348/93 de 1 de outubro, prescrições mínimas de segurança e saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI.

Portaria 988/93 de 6 de outubro, prescrições mínimas de segurança e de saúde dos


trabalhadores na utilização de EPI.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

Decreto-Lei n.º 182/2006, de 06 de setembro - Prescrições mínimas de segurança e de saúde em


matéria de exposição dos trabalhadores aos riscos devidos aos agentes físicos (ruído
ocupacional).

10 Armazéns
10.1 As estruturas de armazenagem (pilares/estantes/prateleiras) não são
adequadas à carga a armazenar.
Este é um risco de prioridade média.
As estruturas de armazenagem devem estar perfeitamente adequadas às características da carga a
armazenar, nomeadamente ao nível de:
 Peso;
 Dimensões;
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Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

 Forma de embalagem ou material (paletes, caixas , bidão, pneus, ...).


O peso dos materiais a armazenar é um fator de primeira importância, pois o tipo de estrutura deve
ter resistência suficiente para suportar o peso da carga.Se tal não acontecer, poderá existir o colapso
da estrutura, com todos os danos pessoais e materiais que essa situação pode acarretar.
As dimensões da carga são também importantes, pois tem implicações na estabilidade da estrutura.
De igual modo, a forma da embalagem também condiciona o tipo de estrutura, pelo que a mesma
tem que ser considerada no momento de escolha de uma estrutura de armazenagem.
De referir ainda, a importância da resistência do pavimento sobre o qual assentam os pilares da
estrutura de armazenagem. Pode ser necessário colocar bases de pilar de maior dimensão, de forma
a reduzir a pressão no pavimento. Nas estruturas que são fixadas à parede, deve ser assegurada a
resistência dessa parede.
Referências legais e políticas

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

10.2 As estruturas de armazenagem não são carregadas corretamente.


Este é um risco de prioridade média.
Os materiais devem ser devidamente armazenados nas estruturas de armazenagem, de forma a
reduzir riscos de queda de objetos ou de colapso da estrutura, evitando a ocorrência de acidentes.
O carregamento seguro baseia-se fundamentalmente no cumprimento das seguintes regras:
 Nunca ultrapassar a carga limite da estante/prateleira (a qual deve estar identificada);
 De preferência, não armazenar os materiais mais pesados nos pontos mais altos da estrutura;
 Ter o cuidado de deixar o material em equilíbrio.
Se empilhar materiais, deve prestar muita atenção ao equilíbrio dos mesmos, de forma a evitar a
queda de objetos.
A formação dos trabalhadores nas regras de um carregamento seguro é uma boa medida preventiva.
Referências legais e políticas

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

10.3 As estruturas de armazenagem não são verificadas periodicamente ou


nem sempre é efetuada a manutenção necessária.
Este é um risco de prioridade média.
A verificação das estruturas de armazenagem deve incidir sobre os principais requisitos de segurança
da mesma, nomeadamente:
 Elementos danificados ou deformados;
 Deficiências de verticalidade da estrutura;
 Deficiências nas prateleiras;
 Pavimento degradado;
 Falta de cavilhas de segurança (quando aplicável).
A periodicidade de verificação da estrutura, depende da frequência da sua utilização e dos materiais
armazenados, sendo que quando os materiais armazenados sejam pesados ou a altura da estrutura
de armazenagem seja elevada (por exemplo no armazenamento de pneus) deverá existir:
 Uma inspeção visual diária;
 Uma inspeção mensal com registo através do preenchimento de uma lista de verificação.
Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 59
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Nos casos de estruturas de reduzidas dimensões (estantes/prateleiras), a frequência de verificação


será menor, mas deverá ser estabelecida, de forma a que as verificações efetivamente se efetuem.
Sempre que sejam detetadas deficiências a corrigir, as mesmas devem ser registadas e terão que ser
corrigidas num espaço temporal que dependerá obviamente da gravidade das mesmas.
Referências legais e políticas

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

10.4 Os produtos químicos não estão corretamente armazenados.


Este é um risco de prioridade elevada.
Os produtos químicos devem ser armazenados de acordo com as regras definidas nas fichas de dados
de segurança dos produtos químicos existentes na empresa.
Não sendo "produtos químicos" na expressão habitual, os materiais pirotécnicos (pré-tensores dos
cintos de segurança e airbags) acarretam riscos adicionais e cuidados especiais de armazenagem,
pelo que se devem seguir as regras definidas pelos seus fabricantes.
O armazenamento correto de produtos químicos tem por objetivo principal eliminar os acidentes de
trabalho e a ocorrência de acidentes graves (incêndios, explosões, derrames, etc.).
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 24/2012, de 6 de fevereiro - prescrições mínimas em matéria de proteção dos


trabalhadores contra os riscos para a segurança e a saúde devido à exposição a agentes
químicos no trabalho

Decreto-Lei n.º 301/2000 de 18 de novembro - proteção dos trabalhadores contra os riscos


ligados à exposição a agentes cancerígenos ou mutagénicos durante o trabalho

NP1796:2014 - Segurança e Saúde do Trabalho: Valores-limite e índices biológicos de exposição


profissional a agentes

http://www.act.gov.pt/exposicao_a_agentes_quimicos

10.5 As baterias elétricas não são armazenadas adequadamente.


Este é um risco de prioridade baixa.
A armazenagem de baterias elétricas obedece a requisitos que dependem do facto de se tratar de
uma bateria nova ou de uma bateria usada.
Comparativamente com uma bateria usada, as novas apresentam menos riscos, dado que na
produção passaram recentemente por um processo de garantia da qualidade, o que salvaguarda
situações de derramamentos acidentais. As baterias usadas apresentam fundamentalmente riscos
para o ambiente, mas o derramamento de ácido pode também produzir lesões nos trabalhadores.
O ambiente recomendado na armazenagem de baterias novas prevê essencialmente:
 Local seco e fresco;
 Afastadas de qualquer fonte de calor, incluindo aquecedores, fornos ou incidência direta de luz
solar.
As baterias usadas devem ser armazenadas em recipiente de plástico que não reaja com o chumbo
da bateria e que seja resistente aos ácidos.
Referências legais e políticas

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 60
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3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da


promoção da segurança e saúde no trabalho.

10.6 Os pneus não são armazenados adequadamente.


Este é um risco de prioridade baixa.
O armazenamento de pneus deve ser efetuado respeitando critérios que permitam a conservação
adequada das suas características técnicas, a par de critérios que assegurem segurança aos
trabalhadores, evitando riscos de incêndio, de queda de pneus, esforços físicos excessivos ou queda
em altura.
O espaço de armazenagem de pneus deve ser efetuado:
 Em ambientes bem arejados, secos, amenos e ao abrigo da luz solar direta e da intempérie;
 Afastado de substâncias químicas, solventes ou hidrocarbonetos;
 Longe de metais ou madeiras pontiagudas, etc.;
 Longe de fontes de calor, chamas, objetos incandescentes, materiais que possam provocar
faíscas ou descargas elétricas;
 Afastados de fontes de ozono (transformadores, motores elétricos, equipamentos de soldadura,
etc.).
Os pneus novos devem ser armazenados na vertical (o empilhamento de pneus apenas deve ser
efetuado em situações de muito curta duração), pelo que habitualmente se utilizam estruturas de
armazenagem na vertical (estantes/prateleiras). Associados a esta prática, poderão existir situações
de queda de pneus (que podem atingir gravemente os trabalhadores), ou quedas de trabalhadores
no acesso a locais elevados.
A resistência das estruturas e a colocação adequada dos pneus é fundamental para garantir a
segurança.
Referências legais e políticas

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

10.7 Os espaços de armazenagem em altura não estão protegidos.


Este é um risco de prioridade média.
Em determinadas oficinas, existem espaços de armazenagem em pisos intermédios, os quais se
destinam fundamentalmente à armazenagem de materiais de uso não frequente, como peças de
modelos mais antigos, pneus usados, etc. Estes locais apresentam frequentemente riscos associados
a:
 Queda de pessoas em altura, pela ausência de proteções (guarda-corpos, grade ou varandim de
proteção);
 Queda de pessoas em altura, pela ausência de meios de acesso seguros (escadas fixas);
 Queda de materiais armazenados, pela ausência de rodapés.
Referências legais e políticas

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

10.8 Os trabalhos efetuados sobre escadas/escadotes não são realizados em


condições de segurança
Este é um risco de prioridade média.
A utilização de escadas ou escadotes deve ser limitada a trabalhos de curta duração e alturas não
Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 61
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Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

muito elevadas.
As escadas deverão ser selecionadas tendo em atenção a natureza, a duração dos trabalhos a
desenvolver e a altura a que se vai trabalhar.
As condições de manutenção adequada da escada devem ser asseguradas, bem como a formação
dos trabalhadores na utilização deste equipamento de trabalho. Para esta formação, poderá utilizar
o documento seguinte:
 NOTA TÉCNICA n.º 2 (ACT) - Utilização de escadas portáteis na construção civil e obras públicas
De referir ainda que, embora não esteja diretamente associado à armazenagem, identifica-se
situações de utilização de escadas/escadotes, com riscos de queda em altura, nomeadamente na
substituição de lâmpadas e na limpeza de áreas envidraçadas.
Ver mais:
 Trabalho em Altura - Guia de boas práticas não vinculativo para aplicação da Directiva
2001/45/CE
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 50/2005 de 25 de fevereiro, prescrições mínimas de segurança e de saúde para


a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho.

10.9 Na armazenagem de materiais, os materiais movimentados


individualmente por cada trabalhador, mesmo que pontualmente, excedem
os 30 kg.
Este é um risco de prioridade média.
O Empregador deve proceder à avaliação do risco da movimentação manual de cargas tendo em
atenção as características da carga. Para efeitos de legislação, considera-se carga demasiado pesada
toda aquela que for superior a 30 kg em operações ocasionais e a que for superior a 20 kg em
operações frequentes.
Para além do peso da carga, existem outros fatores que influenciam o risco, tais como a posição da
carga (inclinação do tronco ou trabalho acima dos ombros), a rotação do tronco, a facilidade da pega,
o volume do material/embalagem.
A formação dos trabalhadores no manuseamento manual de cargas é um fator importante na
prevenção das lesões dorso-lombares.
Ver mais:
 Prevenção das lombalgias no sector dos Cuidados de Saúde
Cadernos informativos Segurança e Saúde no Trabalho – Riscos Profissionais Associados à
Movimentação Manual de Cargas:
 Riscos Profissionais Associados à Movimentação Manual de Cargas
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 330/93, de 25 de setembro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde na


movimentação manual de cargas.

11 Emergências
11.1 Não existem documentos com as potenciais situações de emergência
graves na empresa.
Este é um risco de prioridade média.
É importante as empresas conhecerem quais as potenciais situações de emergência que podem
ocorrer nas suas instalações para poderem adotar medidas para eliminar ou minimizar as
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consequências nefastas dessas emergências. Sempre que pertinente, é necessário ter em atenção
aos riscos existentes na vizinhança da empresa (riscos causados pelas empresas vizinhas, terrenos
baldios ou pinhais, etc.).
Neste setor, normalmente, as situações de emergência são:
 Incêndio;
 Derrames;
 Explosão.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 220/2008 de 12 de novembro, alterado pelo Decreto-Lei 224/2015 de 9 de


outubro – Regime jurídico da segurança contra incêndios em edifícios.

Portaria n.º 1532/2008 de 29 de dezembro - Regulamento Técnico de Segurança contra Incêndio


em Edifícios.

Despacho n.º 2074/2009 - Critérios técnicos para determinação da densidade de carga de


incêndio modificada.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

11.2 Não existe nenhum plano de ação ou de instruções para fazer face às
situações de emergência.
Este é um risco de prioridade média.
Após se ter identificado as potenciais situações de emergência que podem ocorrer na empresa é
fundamental implementar e estar devidamente preparado para evitar ou minimizar as
consequências de uma situação de emergência.
No mínimo o plano de ação deve identificar quais os recursos humanos e materiais são necessários
e que ações concretas os trabalhadores devem ter. Para além disso, deve estar claro qual a formação
mínima necessária a dar aos trabalhadores na área das emergências.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 220/2008 de 12 de novembro, alterado pelo Decreto-Lei 224/2015 de 9 de


outubro – Regime jurídico da segurança contra incêndios em edifícios.

Portaria n.º 1532/2008 de 29 de dezembro - Regulamento Técnico de Segurança contra Incêndio


em Edifícios.

Despacho n.º 2074/2009 - Critérios técnicos para determinação da densidade de carga de


incêndio modificada.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

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11.3 Não está definida uma estrutura para fazer face às emergências na
empresa.
Este é um risco de prioridade baixa.
Para que a atuação numa situação de emergência seja eficaz é necessário definir responsabilidades
e medidas a adotar.
Deve estar definido quais as responsabilidades e funções para:
 Coordenar a emergência;
 Utilizar os meios de primeira intervenção (extintores);
 Primeiros socorros;
 Evacuação;
 Corte da alimentação elétrica e de outros meios de alimentação a combustíveis fósseis (sistema
de aquecimento das estufas de pintura, por exemplo);
 Contacto com as entidades externas (bombeiros, policia).
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 220/2008 de 12 de novembro, alterado pelo Decreto-Lei 224/2015 de 9 de


outubro – Regime jurídico da segurança contra incêndios em edifícios.

Portaria n.º 1532/2008 de 29 de dezembro - Regulamento Técnico de Segurança contra Incêndio


em Edifícios.

Despacho n.º 2074/2009 - Critérios técnicos para determinação da densidade de carga de


incêndio modificada.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

11.4 As saídas de emergência não estão sinalizadas, desobstruídas e não são


de fácil acesso para o exterior.
Este é um risco de prioridade elevada.
A sinalização de segurança contra incêndios deve garantir de uma forma contínua e suficiente, aos
trabalhadores e a todas as pessoas que se encontrem nas instalações, a indicação dos meios de
combate a incêndio, das saídas de evacuação e em alguns casos dos perigos existentes e de algumas
atitudes que devem ser adotadas.
As placas de sinalização devem possuir as seguintes características:
 Ser construídas em material rígido, fotoluminescente, e sem incorporação de substâncias
radioativas e sem características de toxicidade;
 Ser construídas em materiais autoextinguíeis e retardantes da propagação do fogo;
 Possuir propriedades luminescentes que garantam a luminância e o tempo de atenuação após
se extinguir a fonte luminosa incidente (ver quadro "Intensidade Luminosa" nos Recursos
adicionais para a avaliação do risco, indicados abaixo).
Para garantir uma rápida e eficaz evacuação das pessoas e bens é fundamental que as saídas de
emergência estejam bem localizadas, com acesso fácil para o exterior e que as mesmas estejam
desobstruídas. Uma saída de emergência obstruída ou de difícil acesso pode provocar dificuldade
e por vezes impossibilidade de se realizar uma evacuação das pessoas podendo dar origem a
acidentes ou mesmo a morte das pessoas.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 220/2008 de 12 de novembro, alterado pelo Decreto-Lei 224/2015 de 9 de


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outubro – Regime jurídico da segurança contra incêndios em edifícios.

Portaria n.º 1532/2008 de 29 de dezembro - Regulamento Técnico de Segurança contra Incêndio


em Edifícios.

Despacho n.º 2074/2009 - Critérios técnicos para determinação da densidade de carga de


incêndio modificada.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

11.5 Não existem registos de segurança de emergências na empresa.


Este é um risco de prioridade baixa.
A maioria das microempresas de reparação automóvel, de acordo com o Regime Jurídico de
Segurança Contra Incêndios em Edifícios (Decreto-Lei 220/2008) está abrangida pelas seguintes
medidas de autoproteção:
 Registos de segurança na empresa;
 Procedimentos de prevenção.
No caso dos registos de segurança a empresa deve possuir:
 Registos de entidades externas: Relatórios de intervenção dos bombeiros, em incêndios ou
outras emergências na entidade.
 Registos Internos: Relatórios sucintos das ações de formação.
Os registos de segurança devem ser arquivados, pelo menos, por um período de 10 anos.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 220/2008 de 12 de novembro, alterado pelo Decreto-Lei 224/2015 de 9 de


outubro – Regime jurídico da segurança contra incêndios em edifícios.

Portaria n.º 1532/2008 de 29 de dezembro - Regulamento Técnico de Segurança contra Incêndio


em Edifícios.

Despacho n.º 2074/2009 - Critérios técnicos para determinação da densidade de carga de


incêndio modificada.

Nota Técnica n.º 21 - Planos de segurança – Autoridade nacional de Proteção Civil.

11.6 Não existem procedimentos de prevenção de emergências na empresa.


Este é um risco de prioridade média.
Os procedimentos de segurança são destinados a garantir a manutenção das condições de
segurança.
É fundamental garantir permanentemente as seguintes condições:
 Acessibilidade dos meios de socorro aos espaços da utilização-tipo;
 Acessibilidade dos veículos de socorro dos bombeiros aos meios de abastecimento de água,
designadamente hidrantes exteriores;
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Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

 Praticabilidade dos caminhos de evacuação;


 Eficácia da estabilidade ao fogo e dos meios de compartimentação, isolamento e proteção;
 Acessibilidade aos meios de alarme e de intervenção em caso de emergência;
 Vigilância dos espaços, em especial os de maior risco de incêndio e os que estão normalmente
desocupados;
 Conservação dos espaços em condições de limpeza e arrumação adequadas;
 Segurança na produção, na manipulação e no armazenamento de matérias e substâncias
perigosas;
 Segurança em todos os trabalhos de manutenção, recuperação, beneficiação, alteração ou
remodelação de sistemas ou das instalações, que impliquem um risco agravado de incêndio,
introduzam limitações em sistemas de segurança instalados ou que possam afetar a evacuação;
 Nas zonas limítrofes ou interiores de áreas florestadas deve permanecer livre de mato a uma
distância de 50m do edificado.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 220/2008 de 12 de novembro, alterado pelo Decreto-Lei 224/2015 de 9 de


outubro – Regime jurídico da segurança contra incêndios em edifícios.

Portaria n.º 1532/2008 de 29 de dezembro - Regulamento Técnico de Segurança contra Incêndio


em Edifícios.

Despacho n.º 2074/2009 - Critérios técnicos para determinação da densidade de carga de


incêndio modificada.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

11.7 Não foram realizadas ações de formação sobre segurança contra


incêndios, derrames ou primeiros socorros.
Este é um risco de prioridade média.
Para que ocorra uma maior eficácia perante uma situação de emergência é fundamental que os
trabalhadores tenham formação adequada sobre as emergências possíveis de ocorrer na empresa e
que medidas e meios devem utilizar.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 220/2008 de 12 de novembro, alterado pelo Decreto-Lei 224/2015 de 9 de


outubro – Regime jurídico da segurança contra incêndios em edifícios.

Portaria n.º 1532/2008 de 29 de dezembro - Regulamento Técnico de Segurança contra Incêndio


em Edifícios.

Despacho n.º 2074/2009 - Critérios técnicos para determinação da densidade de carga de


incêndio modificada.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
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3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da


promoção da segurança e saúde no trabalho.

11.8 Os meios de socorro externo não têm fácil acesso às instalações.


Este é um risco de prioridade elevada.
Para garantir a eficácia e rapidez de atuação dos meios de socorro externo é importante garantir que
estes meios tenham fácil acesso às instalações da empresa, para isso é necessário que não existam
obstáculos (viaturas mal estacionadas no interior das instalações,
pneus e outros objetos mal armazenados, etc.) à circulação desses meios externos de socorro.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 220/2008 de 12 de novembro, alterado pelo Decreto-Lei 224/2015 de 9 de


outubro – Regime jurídico da segurança contra incêndios em edifícios.

Portaria n.º 1532/2008 de 29 de dezembro - Regulamento Técnico de Segurança contra Incêndio


em Edifícios.

Despacho n.º 2074/2009 - Critérios técnicos para determinação da densidade de carga de


incêndio modificada.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

11.9 Os meios de alarme não são de fácil acesso em caso de emergência.


Este é um risco de prioridade elevada.
Um sistema automático de deteção de incêndios (SADI) é uma instalação técnica capaz de registar
um princípio de incêndio, sem a intervenção humana, transmitir as informações correspondentes a
uma central de sinalização e comando (CDI – central de deteção de incêndios), dar o alarme
automaticamente, quer local e restrito, quer geral, quer à distância (alerta) e acionar todos os
comandos (imediatos ou temporizados) necessários à segurança contra incêndios dos ocupantes e
do edifício onde está instalado.
Na maioria das oficinas de reparação automóvel o sistema de alarme e deteção de incêndios (SADI)
deve possuir os seguintes componentes e funcionalidades:
 Botões de acionamento de alarme;
 Detetores automáticos;
 Central de sinalização e comando com temporizações, alerta automático, comandos e fonte local
de alimentação de emergência;
 Proteção total (proteção de todas as partes do edifício);
 Difusão do alarme no interior.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 220/2008 de 12 de novembro, alterado pelo Decreto-Lei 224/2015 de 9 de


outubro – Regime jurídico da segurança contra incêndios em edifícios.

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Portaria n.º 1532/2008 de 29 de dezembro - Regulamento Técnico de Segurança contra Incêndio


em Edifícios.

Despacho n.º 2074/2009 - Critérios técnicos para determinação da densidade de carga de


incêndio modificada.

Nota técnica n.º 12 - Sistemas automáticos de deteção de incêndio

11.10 Não existem extintores em número suficiente ou não são adequados


às classes de fogo existentes.
Este é um risco de prioridade elevada.
A inexistência de extintores ou a sua quantidade ser insuficiente pode colocar em risco os
trabalhadores bem como a própria empresa. Todos os escritórios devem estar equipadas com o
material adequado (em quantidade e no tipo de agente extintor) e distribuídos pelos diferentes
espaços.
O Regulamento sobre Segurança contra Incêndios em Edifícios, indica que os extintores devem ser
calculados à razão de:
a) 18 litros de agente extintor padrão por 500 m2 ou fração de área de pavimento do piso em que se
situem. Podem ser utilizadas as equivalências que constam na Regra Técnica n.º2 do Instituto de
Seguros de Portugal, nomeadamente:
i) 1 kg de pó químico é equivalente a 2 litros de agente extintor padrão (água);
ii) 1 kg de dióxido de carbono (CO2) é equivalente a 1,34 L de agente extintor padrão;
iii) As espumas são equivalentes ao produto extintor-padrão.
b) Um por cada 200 m2 de pavimento do piso ou fração, com um mínimo de dois por piso.
Esse Regulamento indica ainda que os extintores devem ser adequadamente distribuídos, de forma
que a distância a percorrer de qualquer saída de um local de risco para os caminhos de evacuação
até ao extintor mais próximo não exceda 15 metros.
Pode consultar as classes de fogo e os respetivos agentes extintores mais adequados, de acordo com
a norma NP1800:2012, no quadro "Classes de Fogo" nos Recursos adicionais para a avaliação do
risco, indicado abaixo.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 220/2008 de 12 de novembro, alterado pelo Decreto-Lei 224/2015 de 9 de


outubro – Regime jurídico da segurança contra incêndios em edifícios.

Portaria n.º 1532/2008 de 29 de dezembro - Regulamento Técnico de Segurança contra Incêndio


em Edifícios.

Despacho n.º 2074/2009 - Critérios técnicos para determinação da densidade de carga de


incêndio modificada.

Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º
3/2014, de 28 de janeiro e pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio – Regime jurídico da
promoção da segurança e saúde no trabalho.

Decreto-Lei n.º 347/93, de 01 de outubro – Prescrições mínimas de segurança e de saúde nos


locais de trabalho.

Portaria n.º 987/93, de 06 de outubro – Normas técnicas relativas às prescrições mínimas de


segurança e de saúde nos locais de trabalho.

Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 68
dezembro de 2017.
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NP1800:2012 - Segurança contra incêndios; Agentes extintores; Seleção segundo a classe de


fogos.

11.11 Os extintores não estão sinalizados ou não estão colocados até 1,2
metros de altura ou estão obstruídos.
Este é um risco de prioridade elevada.
Os extintores devem estar devidamente sinalizados, com placas com pictogramas adequados e
devem possuir as seguintes características:
 Ser construídas em material rígido, fotoluminescente, e sem incorporação de substâncias
radioativas e sem características de toxicidade;
 Ser construídas em materiais autoextinguíeis e retardantes da propagação do fogo;
 Possuir propriedades luminescentes que garantam a luminância e o tempo de atenuação após
se extinguir a fonte luminosa incidente que constam no quadro abaixo (ver quadro "Intensidade
Luminosa" nos Recursos adicionais para a avaliação do risco, indicados abaixo).
Os extintores devem estar até uma altura máxima (altura do manípulo) de 1,2 metros do pavimento.
Para garantir uma boa visibilidade do extintor e com isso uma rapidez de atuação, os extintores
devem estar desobstruídos.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 220/2008 de 12 de novembro, alterado pelo Decreto-Lei 224/2015 de 9 de


outubro – Regime jurídico da segurança contra incêndios em edifícios.

Portaria n.º 1532/2008 de 29 de dezembro - Regulamento Técnico de Segurança contra Incêndio


em Edifícios.

Despacho n.º 2074/2009 - Critérios técnicos para determinação da densidade de carga de


incêndio modificada.

11.12 Anualmente não é efetuada a manutenção de todos os extintores.


Este é um risco de prioridade elevada.
De acordo com a NP 4413:2012 os extintores devem ter uma manutenção anual e o agente extintor
deve ser substituído sempre que o extintor seja descarregado ou a cada 5 anos, no caso de extintores
de pó químico, água, espuma e agente químico húmido e a cada 10 anos no caso de extintores de
dióxido de carbono (CO2).
Todos os extintores têm um tempo de vida útil de 20 anos, com exceção dos de dióxido de carbono
(CO2), que são de 30 anos.
Referências legais e políticas

Decreto-Lei n.º 220/2008 de 12 de novembro, alterado pelo Decreto-Lei 224/2015 de 9 de


outubro – Regime jurídico da segurança contra incêndios em edifícios.

Portaria n.º 1532/2008 de 29 de dezembro - Regulamento Técnico de Segurança contra Incêndio


em Edifícios.

Despacho n.º 2074/2009 - Critérios técnicos para determinação da densidade de carga de


incêndio modificada.

NP 4413:2012 - Segurança contra incêndios: Manutenção de extintores.

Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 69
dezembro de 2017.
Reparação Automóvel 16 de abril de 2019

Riscos/problemas que já foram controlados ou que não existem


na sua organização
1 Introdução
Ω Riscos adicionados (por si)

Consulta aos trabalhadores


Os abaixo-assinados declaram pelo presente que os trabalhadores foram consultados sobre o
conteúdo deste documento.
Em nome do empregador: Em nome dos trabalhadores:

Data:

Este relatório teve por base a Ferramenta OiRA 'Reparação Automóvel' da data de revisão 20 de 70
dezembro de 2017.